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Voto universal

O presidente Frederico Varandas anunciou na passada sexta-feira que iria apresentar à Mesa da Assembleia-Geral (MAG) uma proposta para alterar estatutos e permitir voto universal para os sócios com esta argumentação:  "Enquanto existir um sócio a quem não permitimos votar, estaremos a afastar-nos do ADN que em 1906 nos criou um clube de Portugal com a ambição de ser um cidadão do mundo... Não somos um clube de Lisboa. Temos sócios espalhados por Portugal e pelo mundo inteiro que não conseguem participar. Outros com dificuldades de mobilidade. Alguns que trabalham ou têm algum impedimento nos dias de Assembleia Geral. Somos muitos, todos apaixonados pelo clube. Todos querem participar e gozar dos seus direitos na totalidade. Eles nunca se esquecem de nós, não podemos esquecer-nos deles."

Não há dúvida de que se trata duma proposta arrojada que inevitavelmente irá gerar controvérsia mas que pode ser um instrumento importante para fazer evoluir um dos grandes clubes nacionais e libertá-lo de práticas obsoletas e de situações vergonhosas. Como aquelas que se registaram no primeiro mandato de Frederico Varandas, quando um grupo organizado e liderado por gente próxima do ex-presidente criou um clima de insulto e de intimidação nas assembleias gerais do clube que impediu o debate aberto e o esclarecimento de questões.

Convém esclarecer que existem dois tipos de assembleias gerais: a eleitoral, onde o objectivo é o voto e são proibidas as campanhas no local de voto, e as restantes, onde se coloca à discussão as questões e onde também se vota.

 

Ainda com Bruno de Carvalho e depois com Frederico Varandas, o voto desenrola-se num horário pré-fixado e antes de encerrada a discussão, o que permite a participação de muitos sócios com disponibilidade limitada e que impede que um grupo organizado prolongue até querer a discussão e faça desmobilizar a maioria dos sócios. Estes têm todo o direito de ser esclarecidos para votar, mas o grau desse esclarecimento é definido por cada um e não imposto por nenhuma minoria que exija que a oiçam. 

Por outro lado, a descentralização controlada do local da assembleia geral, por exemplo utilizando os núcleos, levanta logo, além dos problemas organizativos, uma questão de igualdade. Que núcleos seriam contemplados e quais ficariam de fora? Aqueles que contam com presidentes "amigos"?

 

Quando se fala em voto universal, fala-se em i-voting, votar através da internet através dum pc ou dum telemóvel de qualquer ponto do mundo, usando credenciais tecnológicas distribuidas previamente. E descentralizar o debate também pode ser assegurado por plataformas tecnógicas de video-conferência e "room chat" moderado. Aliás é isso mesmo que tem feito a oposição, promovendo podcasts e permitindo o diálogo com apoiantes de todo o lado do mundo. 

A grande questão é a confiança, que uns têm e outros não, nos actuais órgãos sociais para implementarem o voto universal. Todos se recordarão das teorias de conspiração associadas ao código de barras dos boletins de voto, e se alguns desconfiam de coisas tão simples e óbvias nunca irão aceitar um sistema baseado em plataformas tecnológicas algures.

Fica aqui aberta a discussão sobre o tema, reservada apenas para quem tiver opinião formada sobre o assunto.

SL

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