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És a nossa Fé!

Vitória três vezes desperdiçada na Pedreira

Braga, 3 - Sporting, 3

 

O carteiro toca sempre duas vezes. O comboio, no filme, apitou três vezes.

Nós, ontem, desperdiçámos três ocasiões para trazer uma vitória de Braga. A linha avançada, no geral, cumpriu a missão - com a excepção que não tardarei a referir. Já a defesa, tanto no plano colectivo como individual (e neste aspecto apenas absolvo Coates) esteve muito abaixo daquilo a que nos habituou.

Esta foi apenas a terceira vez em que Rúben Amorim sofreu três golos, pelo Sporting, numa partida do campeonato. É motivo para soarem sinais de alarme em Alvalade: o plantel ainda necessita de reforços. Desde logo no plano defensivo: ontem voltámos a actuar com dois jogadores fora das posições de origem e houve um terceiro (Esgaio) que esteve quase a fazer o mesmo, quando se suspeitava que o estreante St. Juste teria de abandonar o campo por lesão.

A ausência de Palhinha faz-se sentir: estamos também sem um número 6 de origem. Tanto Morita como o próprio Ugarte têm propensão mais ofensiva e menos posicional do que o nosso ex-médio agora lançado na Liga inglesa. A ausência desse ferrolho incentiva as movimentações ofensivas adversárias e torna mais complicado o trabalho à retaguarda.

E é cada vez mais urgente a vinda de um n.º 9. Já sem Tiago Tomás, já sem Jovane, já sem Tabata (que estaria a ser trabalhado para avançado-centro), com Slimani remetido à equipa B e Rodrigo Ribeiro ainda demasiado inexperiente para ser presença habitual na nossa frente de ataque, não é possível termos aspirações ao título contando apenas com Paulinho como pivô ofensivo.

Sobretudo o Paulinho deste jogo em Braga, que foi inexistente.

 

Tudo isto para salientar pontos negativos. Nem poderia ser de outra forma, tendo começado esta Liga 2022/2023 já em desvantagem face a FC Porto e Benfica, que golearam nas respectivas partidas, muito mais fáceis por serem em casa e perante adversários de nível muito inferior.

A comparação é também pouco lisonjeira face à Liga 2021/2022: nessa altura vencemos na Pedreira por 2-1. 

Quanto aos reforços, Morita merece o maior destaque pelo seu desempenho: surgiu como titular, fazendo parceria com Matheus Nunes, e promete ser uma das figuras deste campeonato. Francisco Trincão - também ontem titular - está ainda longe de mostrar o seu valor. St. Juste, que só entrou aos 60', teve apontamentos de qualidade. Oxalá esteja no plano físico tão bem como parece estar no plano técnico.

Também Rochinha merece elogio. Jogou poucos minutos mas foi quanto bastou para construir todo o lance do terceiro golo, oferecido a Edwards. A melhor jogada individual do desafio.

 

Outros pontos positivos? Matheus Nunes voltou às boas exibições: foi ele a criar o nosso primeiro golo, aos 9', isolando Porro que serviu Pedro Gonçalves; foi ele também a fazer a assistência para o segundo, de Nuno Santos, com um passe cruzado de longa distância e alta precisão. 

Também positivo é haver vários jogadores com vocação para a meter lá dentro. Ontem foram três, contribuindo para o excelente espectáculo futebolístico em Braga proporcionado por duas equipas com vocação ofensiva, sem momentos mortos nem antijogo. Parecia quase um desafio da Liga inglesa. Teria sido perfeito, para nós, se soubéssemos gerir a vantagem que mantínhamos até ao fatídico minuto 88. 

Usando outra metáfora: o pássaro esteve três vezes na mão. Mas em todas permitimos que voasse lá na Pedreira. 

E nunca há segunda oportunidade para causar uma boa primeira impressão.

 

Breve análise dos jogadores:

Adán - Voltou refeito do problema físico que chegou a assustar. Fundamental para evitar golo a Vitinha (90'+3) que seria um pesadelo para nós.

Gonçalo Inácio - Desconcentrado, somando erros de posicionamento e falhas de intercepção da bola. Não melhorou quando passou da direita à esquerda.

Coates - O melhor do nosso reduto defensivo. Fez até de improvisado guarda-redes, com Adán fora da baliza, num lance que seria anulado.

Matheus Reis - Intranquilo como central à esquerda, incapaz de fazer a diferença na saída de bola. Tem responsabilidades nos dois primeiros golos.

Porro - Dinâmico na ala direita, começa a época a assistir para golos com um centro milimétrico que Pedro Gonçalves converteu. Aos 65', atirou ao poste.

Morita - Precisão no passe, olhar sempre atento ao posicionamento dos colegas, capacidade de movimentar a bola. Estreia promissora de verde e branco.

Matheus Nunes - Após uma pálida pré-temporada, foi o melhor em campo. Com participação em dois golos, assumindo-se como patrão do meio-campo.

Nuno Santos - Fez um golo, o segundo, de levantar o estádio num disparo acrobático aos 18'. Grande cruzamento aos 29', infelizmente sem sequência.

Trincão - Outro estreante oficial com a verde e branca. Tentou ser útil, sem conseguir. Incapaz de criar desequilíbrios ou de jogar com eficácia.

Pedro Gonçalves - Após sete golos na pré-temporada, voltou a fazer o gosto ao pé, logo aos 8'. Precisamos dele como há dois anos, quando fomos campeões.

Paulinho - Incapaz de criar diagonais para desposicionar a defesa, só rematou uma vez - e muito por cima. Inoperante, inofensivo. Destaque pela negativa.

Edwards - Substituiu Paulinho aos 60'. Não brilhou, mas marcou um golo. O nosso terceiro, aos 83'. Cumpriu, portanto. 

Ugarte - Rendeu Morita aos 60'. Substituição algo estranha, pois o japonês estava a ser um dos melhores. Desta vez o uruguaio não se destacou.

St. Juste - Terceira estreia oficial, como central à direita. Venceu lances aéreos e mostrou bom toque de bola. Inicia o nosso terceiro golo.

Rochinha - Outro estreante, em campo desde os 84', substituindo Trincão. Mais útil, mais eficaz, mais combativo. Assiste no terceiro golo, inventado por ele.

Esgaio - Entrou para o lugar de Porro, aos 84'. Perdeu um duelo junto à linha ao ser ultrapassado por Álvaro Djaló. Custou-nos dois pontos.

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