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Varandas: um ano em balanço

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Frederico Varandas iniciou funções faz hoje um ano, mandatado nas urnas por uma expressiva maioria dos votos dos sócios: 42,3%. Derrotando João Benedito (36,8%), José Maria Ricciardi (14,5%), Dias Ferreira (2,3%), Fernando Tavares Pereira (0,9%) e Rui Jorge Rego (0,5%).

Virava-se uma página convulsiva no Sporting - uma das mais atribuladas e trumáticas de sempre, marcada pelo ataque selvagem de membros das claques à Academia de Alcochete, pela rescisão unilateral de contratos de nove jogadores do futebol profissional, pela violação de normas estatutárias e disciplinares por parte do Conselho Directivo liderado por Bruno de Carvalho, pela destituição dos órgãos sociais do clube e pela expulsão do presidente, que deixou de ser sócio. De caminho, perdíamos a final da Taça de Portugal frente ao Aves e o treinador Jorge Jesus partia para outras paragens.

Nem os mais pessimistas foram capazes de antever um cenário tão dantesco neste nosso centenário clube que é instituição de utilidade pública. E poucos prognosticaram que, apesar de tudo, o Sporting acabasse por regressar ao trilho da normalidade, visível um ano depois. Um ano difícil, complexo, ainda cheio de traumas. Mas que fez acender sinais de esperança novamente em Alvalade.

Vale a pena fazer um breve balanço deste primeiro ano de mandato de Frederico Varandas, nas suas luzes e sombras. Aqui fica, pela parte que me toca:

 

Positivo

Duas taças conquistadas. Com Marcel Keizer ao comando da equipa técnica, o Sporting venceu dois troféus: a Taça da Liga (em Janeiro) e a Taça de Portugal (em Maio). Derrotando o FC Porto em ambas as finais após termos eliminado o Braga na primeira competição e o Benfica na segunda. Foram os cinco meses mais conseguidos no futebol leonino desde 2002, quando conquistámos pela última vez a dobradinha, com o treinador Laszlo Boloni.

Seis títulos europeus. Contra a expectativa de muitos, este foi um ano de forte protagonismo do Sporting nas modalidades, com destaque para as conquistas europeias. Com nada menos de seis títulos internacionais acumulados em cinco modalidades: Liga dos Campeões de futsal, Liga Europeia de hóquei em patins, Liga dos Campeões de judo, Taça dos Clubes Campeões Europeus de corta-mato feminino e campeonatos europeus de golbol (masculino e feminino). No judo, Jorge Fonseca e Daria Bilodid sagraram-se campeões mundiais. E vencemos a Taça Ibérica em râguebi (masculino e feminino).

Modalidades em alta. Apesar das mudanças ocorridas, o Sporting continuou a marcar posição como clube eclético. Com vitórias no futsal (Taça de Portugal, Supertaça  e campeonato sub-20), andebol (campeonato de juniores), atletismo masculino (campeonatos de estrada e corta-mato), atletismo feminino (estrada, corta-mato e pista coberta), judo (campeonato), natação (campeonato), ténis de mesa (campeonato, Taça de Portugal e Supertaça), ginástica masculina (campeonato por equipas em trampolins) e râguebi feminino (campeonato, Taça de Portugal e Supertaça). Novidade: o basquetebol regressou a Alvalade 24 anos depois.

Investimento na Academia. Iniciaram-se as obras de ampliação e beneficiação da Academia de Alcochete, que se encontrava visivelmente degradada. Estando já em curso a renovação dos campos de treino e a remodelação de diversas infraestruturas de apoio desportivo. Este projecto - que, segundo Varandas, totalizará entre 10 milhões e 12 milhões de euros - prevê o alargamento de toda a ala destinada à formação dos sub-7 aos sub-23, que deverá estender-se por mais sete hectares até 2021.

55 milhões no Verão. A janela de transferências estival saldou-se pela maior soma de sempre na venda de passes de jogadores que pertenciam ao plantel leonino: mais de 55 milhões de euros ficaram garantidos para os cofres de Alvalade. Com destaque para as saídas de Raphinha (para o Rennes) por 21 milhões e Thierry Correia (para o Valência) por 12 milhões. Ficou também solucionado o conflito com o Olympiacos, tendo o clube grego assumido o pagamento de sete milhões de euros ao Sporting por Podence, um dos nove jogadores que rescindiram unilateralmente contrato após o assalto à Academia de Alcochete.

 

Negativo

Instabilidade técnica. Vamos no quarto treinador no futebol profissional - e nada garante que não esteja para chegar um quinto a curto prazo. Varandas apontou a porta de saída a José Peseiro menos de dois meses após ter tomado posse. Seguiu-se Tiago Fernandes, interino, que comandou a equipa em três jogos sem derrotas. Em Novembro, chegou Marcel Keizer, que acabou despedido dez meses mais tarde. Leonel Pontes, que vinha orientando com sucesso a equipa sub-23, assegura provisoriamente o comando do plantel principal. Resta ver até quando.

Formação à margem. Em Janeiro, pela primeira vez desde Outubro de 2007 (568 jogos depois), a nossa equipa de futebol entrou em campo sem nenhum jogador da formação no onze titular. Aos poucos, os elementos formados na Academia de Alcochete eram emprestados (Matheus Pereira, Francisco Geraldes e Domingos Duarte, por exemplo), saíam sem lucro para a SAD (Nani) ou eram relegados para a bancada (Jovane e Miguel Luís). Desmentindo uma das promessas mais emblemáticas feitas pelo candidato Varandas durante a campanha.

Reforços por exibir. Desde Janeiro chegaram 13 reforços. Mas apenas dois têm actuado regularmente como titulares: Luiz Phellype e Idrissa Doumbia. Ilori foi promovido e logo despromovido, Borja joga com intermitências, Neto faz aparições esporádicas. Vietto ainda só fez dois jogos como titular, Eduardo e Plata mal actuaram ainda e Camacho e Rosier (que chegou lesionado) aguardam estreia em desafios oficiais. No último dia do mercado de Verão desembarcaram mais três, todos por empréstimo: Jesé, Fernando e Bolasie. Três incógnitas, cada qual a seu modo.

Bruno e Bas Dost. A gestão dos casos Bruno Fernandes e Bas Dost pecou por improvisação, passividade e amadorismo. A SAD aguardou quase até ao limite do fecho do mercado por propostas de aquisição do nosso médio criativo, acabando por não receber nenhuma pela quantia que havia fixado: cerca de 70 milhões de euros. Gorada esta venda, houve que apressar outras saídas, incluindo a do nosso maior goleador, Bas Dost, que saiu por apenas sete milhões - cifra baixíssima para um jogador que marcou 93 golos em três temporadas no Sporting e chegou a ser o segundo maior goleador dos campeonatos europeus. Pior: ficámos sem ponta-de-lança alternativo. Luiz Phellype é agora o único.

Duas goleadas. Custa sempre sofrer muitos golos, mas ainda mais quando o adversário é o nosso mais velho rival. Sucedeu duas vezes nestes últimos seis meses: primeiro no campeonato, em Fevereiro, quando o Benfica nos derrotou por 2-4 em Alvalade; depois em Agosto, na Supertaça, ao sermos humilhados pela mesma equipa no estádio do Algarve, de onde saímos derrotados por 0-5. Uma goleada que (Varandas viria a confessar um mês depois) traçou o destino de Marcel Keizer. E fez começar da pior maneira a época 2019/2020.

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