... este não é o último postal que gostaria de escrever, mas é o que me é, às pressas, possível.
Participar neste espaço foi, de longe, das experiências mais gratificantes que alguma vez vivi. O dia em que o caro Camarada Coordenador (Pedro Correia) me endereçou convite, deixou-me genuinamente emocionada. Foi um gosto e uma honra. E, tal como disse recentemente numa caixa de comentários dos poucos textos que publiquei nos últimos longos tempos, este espaço fazia e, queiram crer, vai fazer-me (muita) falta. Seguia-o, religiosamente, muitos anos antes de me ter sido endereçado tão honroso convite. Era, de há anos, literalmente, paragem obrigatória várias vezes ao dia.
Sinto uma admiração profunda pelo caro Pedro Correia, cujas participações blogosféricas fui seguindo antes ainda d'O Delito de Opinião. Pergunto-me, muitas vezes, se alguma vez terá da Vida/Deus/Buda/Alá, o justo reconhecimento pelo verdadeiro serviço público que sinto vê-lo prestar há tantos anos. Estendo a leitura à participação na vida do Clube que nos é tão caro e mobiliza a todos, aqui, neste espaço de esperança leonina.
Reservo, para mim, a esperança de que não nos prive de textos sobre o Sporting, ainda que num outro espaço da sua eleição. Peço-lhe desculpa por não ter honrado o seu tão amável convite com uma participação mais activa, foram vários os motivos que a tal levaram e todos eles de força maior.
As interacções nas caixas de comentários extravasaram, muitas vezes, e no meu imaginário, esta tela digital. Não se resumem aos nomes que cada um de vós escolheu utilizar. Existem, de facto, em mim, sem nunca ter-vos conhecido. Diria que são uma espécie de vizinhos simpáticos que encontro na rua a quem, sem excepção, deixo um caloroso e muito sentido abraço.
Por fim, e pese embora a minha orientação de voto ter sido assumidamente outra - na segunda eleição não votei, de todo, por motivos de força maior -, uma palavra de reconhecimento para o presidente da Direcção do Sporting Clube de Portugal, Frederico Varandas. Mais do que avançar no momento em que o fez, aguentou o que muitos de nós jamais conhecerá. Quaisquer que sejam os adjectivos utilizados ao longo do tempo para classificar o seu desempenho - não há-de ter sido fácil ser tantas vezes achincalhado -, apesar dos erros que reconhecidamente cometeu, a verdade é a que também somos obrigados a reconhecer. Só teve a sorte Rúben Amorim, porque arriscou (no pior momento da vida do Clube) e manteve-se em funções quando o mais fácil até teria sido afastar-se. A Vida trouxe-lhe, acredito, o justo reconhecimento: os títulos e troféus que todos conhecemos. Parabéns, muito obrigada e sinceros votos de maior das sortes no capítulo pós-Sporting.
No momento em que este blogue chega ao fim, esgota-se o meu receio de que a minha participação neste espaço possa ser vista de uma forma que não traduz a natureza que a subjaz. Sou objectiva e indesmentivelmente muito branquinha (com a agravante, extrema, de morar, literalmente... em frente a uma praia), ou seja, branquinha como... cal. Escrevi em tempos que tenho nome de constelação e sobrenome/apelido que é nome de Violino. É a forma mais simpática que encontrei para lidar com o facto de ter sido desejada 'Rui Pedro', 'Marina' rejeitada por força de uma cerveja com o mesmo nome e afilhada de Francesa a quem convinha um nome próprio fácil de pronunciar. Ah, Toyota, sua danada...
De resto, estive neste espaço apenas e somente pelo amor que, tal como vós, sinto pelo Clube. A 24 de Julho deste ano, perfazem-se 30 anos desde que vi a minha fotografia num cartão de sócia do Sporting Clube de Portugal. 80 584, foi o meu primeiro número de associada e o número que jamais esquecerei.
Caro Pedro Correia... eternamente grata. :) Caros colegas: foi um gosto. Caros Sportinguistas visitas habituais nas caixas de comentários (tenho pavor de me esquecer de alguém): imensamente agradecida. Foi um enormíssimo gosto falar convosco sobre o nosso Sporting.
Caros Sportinguistas: não há amor maior, não há orgulho que suplante o fazermos e sermos parte do enorme Sporting Clube de Portugal. E saber que vai transcender-nos a todos.
Sem à data supor, a verdade é que a minha penúltima publicação neste blogue é a nota mais bonita que poderia deixar-vos quanto ao que nos reserva o futuro. Faltam a Constança, a Benedita, a Chloe, a Iris, a Sveva, a Valeriya, a Maria Victória e, acredito, a Emília. Não esquecendo a Nia que por aqui também já figurou.
Acredito que o futuro do Sporting é muito risonho e que o futuro leonino feminino é... absolutamente esplendoroso. Faço, todos os dias, a minha quota-parte para garanti-lo.
... estarmos, a 3 jornadas do fim, empatados (em termos pontuais) com os vizinhos, entusiasma ou deixa no limiar da apoplexia?
O campeonato já devia estar ganho e aqui andamos nós, pelo menos alguns, com os nervos em franja. Da série: não sei se tenho idade e saúde para estes sofrimentos.
Aos maiores de 43... melhora com a idade? Torna-se mais fácil? Gere-se de forma mais leve? Não custa tanto? Contem-me tudo e não me escondam nada.
A Nia - a Bonequinha da fotografia - é uma portuguesa de ascendência irlandesa e galesa com quem convivo diariamente. Estamos unidas não apenas pelo quotidiano, mas também, e para minha enorme alegria, pela paixão (assolapada) pelo Dodi, o meu último - e já falecido - fiel companheiro da raça Cão de Pastor Alemão. E, claro, por este nosso grande Amor, o Sporting.
No dia em que a conheci, e aos pais, o James e a Roisin, falou-se imediatamente do Sporting (parece que, de quando em vez, o Universo conspira a meu favor e não só põe pessoas maravilhosas no caminho, como esclarece logo o mais importante: somos família leonina!). À data, ainda era factor de alegria acrescida constatar que o clube britânico do James é o Manchester United, clube que ocupava o mesmo estatuto na minha vida. Estou um nadinha... insegura quanto à manutenção desse estatuto. O James... está de férias, prefere estar concentrado no jogo de logo e... let's leave there.
Como disse à Roisin, há instantes: vamos ganhar e esta bebé queridíssima vai servir de amuleto.
Que a esperança que nos anima a todos, de ganhar o bi-campeonato e de fazer um bom jogo hoje, seja tão intensa quanto a luz que vejo no rosto da Nia, todos os dias.
E, já agora, queiram perdoar, mas nunca aspirei à santidade: que o primeiro jogo da Nia em Alvalade - falta um ano e meio! - seja para ver-nos cilindrar o MU. Bom, mas se for em Old Trafford também conta.
Acho fascinante que perante o empréstimo, com opção de compra do passe desportivo por 12 milhões (custou 14), de Jarések surja uma venda do passe desportivo de Lucas Veríssimo, para o Catar, por 9 milhões. Seguramente melhor rentabilizado do que se mantido o acordo já assinado com o Corinthians. E, entretanto, equilibram-se contas e... apaziguam-se espíritos. Benfiquistas que, consta, os do Corinthians estão ligeiramente incomodados.
Também estão a apreciar as movimentações desta janela de transferências?
Ambas as imagens foram retiradas do repositório online do site desporto.sapo.pt
Fotografia: perfil Instagram do Sporting Clube de Portugal
Com a mestria que tão bem o caracteriza, o caro camarada coordenador já disse o que também sinto: este ano é que é!
A 18 de Janeiro já ninguém deseja bom ano, bem sei - estamos praticamente no verão, bem sei, bem sei - mas... bom ano, Sportinguistas. Venha de lá Maio, mas se pudermos resolver ainda em Abril, muito agradeço. Toda a gente sabe que a primeira quinzena de Abril é especialmente interessante, verdade, Mister Amorim?
Vivo o Sporting à distância física de 300 quilómetros.
Anseio pelo dia em que terei oportunidade para assistir a mais partidas ao vivo, no Pavilhão e no Estádio. Reconheço que ser Sportinguista não se esgota na possibilidade de assistir às partidas, pagar quotas, comprar merchandising, e trocar impressões - sempre muito gratificantes - neste espaço que me é tão caro.
Nas últimas eleições fui traída por um internamento hospitalar imprevisto que me impediu de votar (não tive coragem de pedir que me tratassem das formalidades associadas: reconhecimento da assinatura, colocação cuidada dos documentos nos envelopes e expedição). Foi no ano passado e essa foi a última ocasião em que lamentei não haver possibilidade de votar de forma electrónica. Sabia-se à partida quem saíria vencedor mas nem essa circunstância me faz sentir menos obrigada e menos em falta para com uma obrigação. Nem falo das Assembleias que se destinam a votar Relatórios de Contas e Planos de Actividades.
A minha ordem profissional - a dos psicólogos - terá sido das primeiras a adoptar o método agora proposto e que, por isso, e de alguma forma, não estranho.
Reconheço, contudo, que a realidade desportiva desperta sentires que tendem a ser exacerbados e que podem encontrar nesta metodologia uma forma de manipulação mais acessível. Por isso mesmo, tenho algumas reservas quanto ao método mais indicado para alargar a (oportunidade) de participação efectiva na vida do Clube.
Em complemento ao texto do caro Luís Lisboa, deixo-vos os contributos de Miguel Poiares Maduro, na sua conta twitter, e que dão corpo à reserva com que, em parte, encaro esta metodologia aplicada à realidade desportiva. No final, duas referências: a de um texto da autoria do próprio e uma outra que versa a realidade estoniana.
«A propósito da proposta de voto online (electrónico à distância, não confundir com electrónico presencial) no Sporting recordo um artigo que escrevi sobre propostas partidárias semelhantes. Segue um thread relativo ao tema no Sporting:
1 - Ponto prévio: um sistema eleitoral não pode ser escolhido com base na confiança que temos em quem ocupa naquele momento o poder, mas sim com base no pressuposto de que o poder (e esse sistema) pode vir a ser controlado por alguém de quem profundamente desconfiamos…
2 - Não vou valorizar a questão mais discutida: a segurança. Refiro apenas que só a Estónia o mantém e que outros que o testaram não o implementaram. Partilho no final links para alguns artigos científicos que avaliam o sistema da Estónia e tb esses outros testes.
3 - Vamos presumir que seria possível ter um sistema online totalmente seguro. Essa segurança será controlada por uma entidade escolhida para assegurar o escrutínio eleitoral. Isto pressupõe uma mudança quântica no pressuposto de confiança em que assentam os atos eleitorais.
4 - Hoje o voto é controlado pelo eleitor e o escrutínio feito pelos representantes das diferentes candidaturas. Este escrutínio passaria a ser delegado numa entidade terceira. No caso do clube, uma entidade escolhida pela direção em funções. Este é um salto enorme de confiança.
5 - Aqueles que agora apoiam este sistema tb o fariam se fosse um Presidente de quem desconfiassem a escolher a entidade a quem passaria a ser confiado o escrutínio do voto?… Estas regras vão valer quer para Presidentes em que confiamos quer para alguns em que não confiemos.
6 - E essa confiança será de todos e permanente? Num clube com as divisões do Sporting, numa próxima eleição em ambiente de conflitualidade uma lista derrotada aceitará um resultado escrutinado por uma entidade escolhida pela direção (qualquer que seja a direção em funções)?
7 - O voto online tb acaba com a confidencialidade do voto, agravando-nos riscos de controlo e compra de votos. Estas práticas já existem, mas estão limitadas por voto presencial ocorrer em última instância em segredo, onde ninguém poder ser pressionado ou controlado.
Passa a permitir, por ex, que grupos orgs estejam junto dos seus membros para garantir que eles votam como pretendido. Permite também a venda e controlo do voto (na prática vendem-se os dados - senha, número etc - que permitem exercer aquele direito de voto online)
Estes são apenas alguns dos argumentos. Temos um problema sério de baixa participação. No Sporting e na política também. Mas a solução não pode trazer problemas ainda piores…
No mínimo, qualquer avanço nesta matéria deve ser gradual (para gerar confiança) e ser controlado por uma entidade totalmente independente que não pode ser escolhida por quem exerce o poder num determinado momento mas resultar de uma maioria qualificada numa AG presencial por ex.
Entrou a mostrar ao que vem e até já começou a explorar a bonita costa portuguesa.
Traja verde também nas folgas e, se não já, estará para breve a rendição ao pastel de nata. Todos os Sportinguistas - e adeptos de futebol - com quem falei assinalam o óbvio: é de aproveitar, já que dificilmente fica mais de uma época connosco.
P.S. Ahhh! À Brás, caro Viktor. Não vá em conversas, é à Brás. De nada.
Paulo Freitas: "A principal motivação é o símbolo que trazemos ao peito" - fonte: perfil FB do Sporting Clube de Portugal
Guardo de Paulo Freitas, ex-treinador de hóquei em patins do Sporting Clube de Portugal, não só cara e muito grata memória pelos títulos conquistados, como a lembrança, vívida, da polidez extrema que pautou uma breve interacção, em Portimão.
Tive pena de vê-lo sair, embora compreenda que a vida é feita de ciclos. Tenho muito mais pena, confesso, de ver consócios e adeptos "esquecidos". Das mais elementares bases de educação e do passado recente desta modalidade.
Ao mister Paulo Freitas a certeza de que somos muitos mais os que o recordam com saudade e apreço do que os que o maltratam.
No dia 2 de Março partilhei uma antiga angústia da minha vida de associada à distância: a dificuldade que encontro em adquirir ingressos para o Portimonense - Sporting, directamente ao clube, fazendo assim uso pleno da minha condição e direitos de associada. Resume-se a isto: os bilhetes destinados ao Sporting para o jogo em apreço só estão disponíveis para compra nas bilheteiras físicas do Estádio, encontrando-me eu a 300 km das mesmas.
Sei agora que parti de um pressuposto errado. O de que a Liga Portugal teria uma responsabilidade directa naquele que é o formato dos bilhetes a que me refiro supra: os da condição de equipa visitante.
Tal qual partilhei na caixa de comentários do texto indicado no início, remeti um e-mail para a Liga Portugal, no qual dava nota das circunstâncias conhecidas.
Recebi hoje esclarecedora, e muito gentil, resposta expedida pelo Departamento de Marketing da Liga, que, no interesse do rigoroso esclarecimento dos interessados e pela natureza pública do seu conteúdo, aqui transcrevo ipsis verbis:
Exma. Sra.
Esperamos que esta mensagem a encontre bem.
Agradecemos o email que nos foi endereçado, no qual expressa as suas preocupações, e teremos todo o gosto em esclarecê-las.
Cumpre às Sociedades Desportivas, enquanto promotores do espetáculo desportivo, distribuir os bilhetes para o referido espetáculo. A Liga Portugal não distribui aos clubes os bilhetes em formato de papel para os jogos. A única responsabilidade da Liga Portugal é definir, no início de cada época desportiva, o layout do bilhete para os jogos das suas competições, sendo este layout posteriormente replicado pelo promotor do espetáculo em formato físico ou digital.
Todavia, a Liga Portugal tem feito um esforço junto dos seus clubes no sentido de sensibilizar e fazer os clubes adotar novos processos que facilitem o acesso de todos os adeptos, independentemente da sua localização, a qualquer espetáculo desportivo nas melhores condições possíveis, tornando o processo mais intuitivo e inclusivo, e isso passará pela digitalização dos bilhetes quando assim for possível.
Agradecemos novamente o seu contacto e esperamos ter respondido às suas questões.
Com os melhores cumprimentos,
Marketing
Departamento de Marketing
*Negrito e sublinhado meus.
E esta, hein!?
Agradeci o esclarecimento, desculpei-me pelo lapso e emendo aqui, publicamente, a mão.
Resta-me agora descobrir um qualquer e-mail, do Sporting, para onde expedir não só estas minhas inquietações, como os esclarecimentos prestados pela Liga Portugal, exortando a que procedam de forma a harmonizar esta discriminação negativa para com sócios à distância. Não vos pediria discriminação positiva - entendida enquanto direito de precedência no acesso aos bilhetes por referência ao critério 'domícilio do sócio' -, mas peço-vos que procurem eliminar esta discriminação negativa.