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És a nossa Fé!

Reguardando os chiffres, 15, 16, 17, 18, 19, 20, 21, 22, 23, 24

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Desalentado, não, ele não queria ficá-lo e não o ficaria desse lá por onde desse! Quantos iam no seu encalço? Centenas? Milhares?

O que não o impedia de beber o seu cálice de bagaceira e de permaner impassível vendo a chuva cair. Um homem é sempre mais forte que uma multidão, desde que conserve o seu sangue-frio

O "post" anterior desta série foi publicado em 2020.01.05, precisamente, há 11 semanas, tantas quantos os jogadores de uma equipa de futebol.

Onze semanas, dez jornadas (parece muito tempo sem futebol, na vida, na morte, tudo é relativo).

Desde esse dia jogámos dez jornadas para o campeonato, um  jogo para a Taça da Liga, dois jogos na Liga Europa.

Na Taça da Liga fomos eliminados de forma justa mas ilegal, justa, o Braga jogou melhor futebol que nós, ilegal, há uma carga à margem das leis sobre o defesa do Sporting, antes do cruzamento que impede que o jogo seja disputado através de pontapés da marca de grande penalidade.

Na Liga Europa fomos eliminados de forma injusta mas de forma mais ou menos legal, basta revermos os dois jogos (alguns de nós, infelizmente, agora têm muito tempo para isso)* o Sporting foi, inequívocamente, melhor no conjunto das duas mãos, não tivemos nos dois jogos a "sorte" do jogo; tivemos nos dois a "falta de sorte" das arbitragens. 

(quem tem dúvidas é só rever lance a lance, o jogo em Alvalade e na Turquia, quais os lances que foram marcadas faltas, quais os que foram mostrados cartões, como foram decididos os lances dentro da área e fora da área, terá existido o mesmo critério?).

Não me apetece estar a esmiuçar tudo, jornada a jornada, todas estas jornadas, tiro o meu chapéu ao Pedro Correia, ao Luís Lisboa e ao Leonardo Ralha (espero não me estar a esquecer de ninguém) que conseguem fazer análises jornada a jornada, em cima de cada um dos jogos, eu, disse que o faria mas a carne é fraca (o tofu ainda pior) e às vezes a seguir aos nossos jogos apetece-me mais chorar que escrever.

Após 24 jornadas, o Sporting é quarto, ainda assim, com os mesmos empates do primeiro classificado e menos um que o Braga (terceiro classificado), com os mesmos golos sofridos que o terceiro classificado,26,com mais cinco golos marcados que o quinto classificado, o Rio Ave.

Nesta altura o Sporting é o único clube com um treinador que conta por vitórias todos os jogos efectuados, como treinador do mesmo, Rúben Amorim.

* na sexta-feira escrevi isto:

"O meu estado de espírito não é o melhor, este fim de semana "postarei" a razão, enfim, uns estão aborrecidos por não trabalharem, eu estou aborrecido, "é chato" por ter de trabalhar; apesar de...
Abraço, Edmundo (acho que não é tempo para guerrinhas é o tempo para unir o Sporting)"

num postal do Edmundo.

Imaginemos que uma pessoa está prestes a completar 52 anos de idade. Imaginemos que essa pessoa tem quase 30 anos de trabalho numa "sociedade anónima" detida a 100% pelo Estado.

Imaginemos que essa pessoa tem a esposa em casa com uma gravidez de risco, de muito risco, a cerca de um/dois meses do final da gestação (é/será/seria o primeiro filho de ambos, filho único e neto único dos dois lados).

Imaginemos que essa pessoa tem de continuar a ir trabalhar, diariamente, contactando com pessoas no local de trabalho, de atendimento ao público e com contacto físico (a não ser que vista um fato de pintor, o que não combinaria com o terno e a gravata) enfim, tantas precauções por um lado, tanto desleixo por outro [a questão não é a pessoa imaginária, são os outros que, supostamente, estão protegidos em casa e todos os dias correm o risco de ser contaminados].

Imaginemos que a entidade patronal lhe diz algo do género: "tu é que sabes, cinco faltas injustificadas são despedimento com justa causa".

Acredito que vou ganhar aqui...

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... como ganhei no Benfica de João Vale e Azevedo e na União de Leiria de João Bartolomeu; eu (José Mourinho) acredito que ganhei, que importa que os factos desmintam a realidade?

Ganhei títulos.

Títulos de jornal, talvez; mind games (como dizem no estrangeiro).

Menos títulos de jornal, mais títulos no campo, seria (penso) a ambição do Dr. Varandas do Tottenham quando contratou Mourinho.

Entre Gedson e Bruno tudo indica que Mourinho terá escolhido o Fernandes errado.

Às vezes vejo o futebol como uma tourada, um touro dum lado, um toureiro do outro; um touro vermelho (red bull) que avança, um toureiro que investe e dá a estocada mortífera ou então foge espavorido pela arena fora e sai da praça, entram os bandarilheiros (os treinadores interinos) e aguentam a situação.

Hoje é (penso eu) um dia de tudo ou nada. Mourinho vence e é um herói.

Mourinho perde e é um herói, também, demite-se sem custos monetários para o Tottenham e indemniza a equipa londrina de todos os custos que teve com ele.

Acredito que José Mourinho no final do jogo tomará a atitude certa, digna.

A guerra e as pás

Focávamos, é certo, apenas certos aspectos da guerra

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O título do postal está ligado à guerra (é uma guerra) que se instalou no Sporting.

Cada um com uma pá na mão, cada qual a ver quem cava mais mais fundo.

O sub-título é uma citação de Steinbeck, o foco, focarmo-nos naquilo que estamos, firmemente, persuadidos que é o nosso dever.

Sobre futebol jogado, fora das quatro linhas, outros falaram mais, muito melhor do que eu.

Para memória futura, a página 11 do órgão oficioso do Benfica, pela pena de Duarte Gomes (sim, esse Duarte Gomes):

"Luís Godinho não assinalou duas grandes penalidades a favor do Sporting."

R & B, na Europa a música é outra

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O R, a primeira letra do título é de Ricardo, Ricardo Sá Pinto.

O R, a primeira letra do título é de Rúben, Rúben Amorim.

Rúben ou Ricardo?

Um tocou a melhor música de sempre do Braga na Europa (comparar com os resultados de Domingos), o outro a pior.

O percurso de Sá Pinto na qualificação para a Liga Europa é esmagador. Quatro jogos, quatro vitórias, dez golos marcados e, apenas, quatro sofridos.

Na fase de grupos, apanha tubarões como o Besiktas e Wolverhampton e um tubarãozinho, o Slovan de Bratislava (de Sporar, um dos três melhores marcadores na Liga Europa). Apesar disso, Sá acaba em primeiro do grupo.

O desafio seguinte?

Um clube que em 2012/2013 foi campeão.

Campeão? Na Liga dos Campeões? Não, não foi o caso, foi campeão da quarta divisão escocesa.

Foi esse clube que Salvador (o presidente do Braga) não deixou que Sá Pinto defrontasse.

Foi esse clube (o tal campeão da quarta divisão escocesa) que eliminou o futuro treinador do Sporting (rir) Rúben Amorim. 

Bem, já falámos do R e o B?

O B é de Bruno, não o Fernandes, que brilha em Manchester, não o outro, o das ecografias que vai à boleia para Monsanto. O Bruno deste texto é o Bruno Nascimento (Lage). Amanhã será um (re)nascimento ou uma lage em cima da participação europeia?

A segunda parte é a que nos interessa, somos nós, o Sporting.

De triunfo em triunfo até ao triunfo final; na Europa a música tem de ser outra.

 

(a imagem é de Ray Charles mas sobre música, este tipo de música, deixo-vos com um excelente texto dum camarada/colega de "blog"; José Navarro de Andrade)

No país das maravilhas

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"Não há eleições!

D. Sebastião volta para a semana!"

Esta é a capa de um dos primeiros livros de Vasco Pulido Valente (VPV), estava (estou) a relê-lo.

A notícia de hoje apanhou-me de surpresa.

Todas as mortes nos apanham nos apanhavam de surpresa (a partir de ontem vamos poder morrer com hora marcada e convidar familiares e amigos para a festa).

Conheço o Vasco desde que comecei a ter uma opinião política, muito cedo, tenho irmãos mais velhos e o 25 de Abril para os miúdos que nasceram nos anos sessenta era um Benfica vs. Sporting; muita paixão, muita luta, sem cinzentos. Branco, negro, a favor, contra.

Vasco foi um dos que me ensinou a ver outros caminhos, ainda criança, oito, nove anos já recortava artigos dele no Diário de Notícias, mais tarde, lia-o n' O Independente e na K (capa), no Público, também.

O que tem isto a ver com desporto, nada. Ou então; tudo! (hesitei na pontuação, não é canónica, é a que melhor expressa o que quero dizer e faz "pendant" com a pichagem).

Vasco queixava-se muito dos jogos do Benfica, dos vândalos, suevos e hunos que estacionavam em cima dos passeios e lhe bloqueavam a garagem nos dias de jogo do "glorioso" na Luz; enfim, não seria racismo lampiónico mas era má educação.

Deixo-vos com um extracto de um texto de VPV publicado no Diário de Notícias em 17 de Junho de 1977, chamado: Ressaca de Feriados.

«Neste bem merecido repouso dos insanos trabalhos da revolução, da democratização e da produção, a vida política séria e dura ficou suspensa.

O Portugal oficial reconquistou Camões à reacção e falou de História com H grande.

É, de facto, curiosa esta obsessão da retórica dominante com a História maisculada, imaginária ou ideológica, quando a conhece tão mal, despreza tanto o seu passado e o estuda tão pouco.»

Para terminarmos e num apelo ao civismo neste fim-de-semana, ponte, "feriado", o último parágrafo da referida crónica de Vasco:

«E lamentemos também aquele País que se precipitou para as estradas, na ânsia de gozar, com feridos e mortos, os absurdos "feriados de Junho". Nestes loucos anos setenta, já não se distingue bem o que é pura irresponsabilidade e o que é o medo dos dias que hão-de vir.».

Duas ideias fortes:

- Eleições, não. Dom Sebastião volta para a semana.

- Já não se distingue bem o que é pura irresponsabilidade e o que é o medo dos dias que hão-de vir.

Ristovski, um homem em fúria

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Ontem, passou na RTP Memória, um dos meus filmes preferidos; "12 Angry Men", doze homens em fúria (na tradução portuguesa) ou doze homens e uma sentença (na tradução brasileira).

O filme conta a história de um miúdo de 18 anos, acusado de assassinar o pai, através das "certezas" e das dúvidas dos doze jurados que o podem absolver mas que, também, o podem condenar à morte.

Parece culpado mas afinal estava inocente, como Ristovski, como poderia ele tirar dali aquela bola com o avançado mergulhador e cavador de expulsões a empurrá-lo com os dois braços?

artigo (não premium) do Observador com a crónica do jogo e as imagens

 

Árbitros estrangeiros, yes!

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O título é para ser lido com um entusiasmo adolescente (como o da menina que ontem foi agredida e que, provavelmente, nunca mais assistirá a um evento desportivo ao vivo, não quererá repetir a experiência [e não serei eu que lhe atirarei a primeira pedra por isso]).

Árbitros estrangeiros?

Claro que sim.

Sejamos objectivos, olhemos para os jogos oficiais disputados pelos três primeiros classificados da "Liga NOS" arbitrados por árbitros estrangeiros na época de 2019/2020 e tiremos as nossas conclusões.

1. Sporting Clube de Portugal

6 jogos / 12 pontos / média 2.000

2. Futebol Clube do Porto 

8 jogos /13 pontos / média 1.625

3. Sport Lisboa e Benfica

6 jogos / 7 pontos / média 1.166

(peço-vos um favor, comentem os números [pode estar alguma conta mal feita] mas não extrapolem)

Aquilo que os números nos dizem é que nos jogos arbitrados por árbitros estrangeiros, o Sporting tem (quase) o dobro dos pontos do Benfica.

A realidade dói mas como diz Pedro Correia: "as coisas são o que são". 

Castigo máximo à Panenka e castigo mínimo à Benfica

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Para quem ainda tinha dúvidas como funciona o futebol na república portuguesa.

A lei do jogo diz que quando há invasão da área por parte de algum elemento da equipa que ataca antes da marcação do penalty e se este for convertido o mesmo tem de ser repetido. Ponto.

Eu sou um gajo "info-excluído" a caminho dos sessenta anos mesmo assim consegui obter a imagem que acima reproduzo.

Afinal o VAR serve para quê?

(se este golo não tivesse sido considerado aos 89 minutos de jogo, o Famalicão estaria, confortavelmente, a vencer na Luz, depois de ter dado um "banho de bola" ao Benfica e um tal Gabriel continua em campo depois de ter agredido Fábio Martins, após uma entrada bem pior que a de Bolasie em Braga).

Lá vamos, cantando e rindo...

Encestando, nem sempre a vida é uma droga

"As drogas correm nas veias da minha família. O meu pai é traficante de droga desde os 19 anos (tem 40). O meu pai tem entrado e saído da minha família; as drogas e a prisão mantêm-no longe. Neste momento está a cumprir 27 anos em Herlong, Califórnia, por conspiração. A minha mãe é igual, entra e sai das nossas vidas. As drogas e as prisões mantêm-na longe, também. Quando a minha mãe foi presa ficámos sozinhos, eu e os meus irmãos. Mas os meus irmãos deixaram o basquetebol e começaram a seguir as pisadas do meu pai. Ambos estão presos. Fiquei sozinho e tive de me mudar para a casa da minha avó. Mesmo assim acredito que serei melhor, tornar-me num homem bem sucedido." 

Travante Williams, base da equipa de basquetebol do Sporting Clube de Portugal

 

Leio e arrepio-me.

Sinto-me tocado pelas palavras dum miúdo de 13 anos escritas em Anchorage, Alasca em 2007 (podia ser meu filho) nesta altura, particularmente, sensível da minha vida, penso, que tipo de pai seremos?

Questiono, questiono-me sobre as oportunidades, aquelas que desperdiçámos, aquelas que impedimos outros de atingir (quando somos promovidos por mérito houve alguém que não foi) aquelas que proporcionámos para outros poderem atingir e as pessoas que podíamos ter ajudado, com as nossas palavras, com os nossos conselhos, a serem melhores, melhores colegas, melhores alunos, melhores camaradas de armas, melhores chefes, melhores presidentes de clube.

Se calhar falhei nisso mas é como diz o Edmundo, se calhar sou um acomodado de merda (ele não disse por por estas palavras) adepto dum clube de m. e "voilá" habitante dum país de m.

Aquilo que é bom, é mudarmos, mudar de prisão, mudar de casa, mudar de emprego, mudar de clube e mudar de presidente senão seremos sempre uns acomodados de merda (ou então, não).

Obrigado, Travante Williams, por te teres acomodado ao basquetebol, as mudanças, nem sempre, são para melhor.

Penso logo falo

"Qualquer dia, e num jogo bem teso, vai haver um offside de 1 centímetro por causa do falo de um jogador"

in A Bola 2020.01.28, p.36, Félix, António Bagão

 

Quanto à educação dos adeptos/sócios/«apoiantes» (está entre aspas, pois, este senhor foi ministro das finanças, apoiar um clube será, também ajudar a nível fiscal? fica a pergunta) do Benfica, penso que estamos conversados.

O "post" não é sobre isso.

É para pensarmos.

Pensarmos em futebol, pensarmos em análises, pensarmos em protocolos.

No sítio da Federação Portuguesa de Futebol, protocolo VAR, diz isto:

As categorias das decisões/incidentes que podem ser revistas no caso de (...)
“claro e óbvio erro” ou “incidente grave não detetado” são:  

A questão é que no golo de Camacho não há nenhum erro, nem claro, nem óbvio.

Vejamos/Leiamos aquilo que Duarte Gomes (na minha opinião, foi um péssimo árbitro mas é um bom comentador das arbitragens, comprometido, claro, mas não deturpa as regras); p.9:

«Rafael Camacho marcou mas o videoárbitro interveio para que Rui Costa analisasse possível infração atacante de Sporar. As imagens mostraram, com certeza relativa, um  empurrão (...)»

É pá! Possível infracção que as imagens mostraram com certeza relativa?

Então mas o VAR não é para intervir única e exclusivamente quando existir um "claro e óbvio erro"?

Na mesma página o "nosso" Duarte Gomes volta a afirmar «O lance (...) acabaria por ser bem anulado (...) pois as imagens parecem mostrar».

Parecem mostrar?

É pá! (outra vez) não sou jurista mas penso que Cícero se olhasse para isto diria "in dubio pro reo" [se calhar o meu latim está enferrujado].

Do cavalheirismo à patifaria

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A "Mão de Deus" foi clara como água para mim, porque eu estava ao nível do relvado e com um ângulo de visão perfeito (...) Maradona (...) salta com o cotovelo dobrado e o punho cerrado. Eu vi a bola bater-lhe no punho e sair na direcção da baliza.

Em plena luz do dia, eu vi a mão do patife por cima da sua cabeça e vi-o a empurrar o diabo da bola para dentro da baliza.

Bobby Robson, pág. 152

 

Agora (...) posso contar (...) aquilo (....) que defini como a "Mão de Deus"... Não foi a mão de Deus, foi a mão do Diego! E foi como roubar a carteira aos ingleses, também...

Diego Armando Maradona, pág. 135

 

Jogadores como Eusébio, como Humberto Coelho, como Toni foram uns senhores dentro e fora dos relvados, alguém imagina algum dos três que referi, a gritar para o árbitro como uma menina histérica, a bater com a mão no braço e a pedir penalty num lance que, claramente, não o fora?

No futebol não pode valer tudo para vencer. Infelizmente (basta ler os comentários a este post) nem todos pensamos assim.

PQP P

O P (o terceiro P) é de Pizzi.

Excelente jogador, mau colega de profissão, péssimo ser humano (agora percebo Fernando Santos em ter levado o Renato Sanches a França em 2016).
O lance de Ilori foi penalty? Vai tentar condicionar o c q t f, c (fez-me lembrar Di Maria no lance de Pedro Silva na célebre Taça Lucílio).

Pizzi, como pessoa não prestas para nada.

Reguardando os chiffres, 12, 13, 14

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As rameiras? Ainda não tinha a certeza. Conviria experimentar, mas era arriscar muito. Por outro lado, se fosse dormir novamente sozinho, sabia que passaria uma noite ruim o que era mau para o dia seguinte, pois acordava sem energia e sem a sua habitual lucidez.  

O "post" anterior desta série foi publicado em 2019.12.01, há um mês, mais ou menos.

Desde esse dia jogámos três jornadas para o campeonato, duas vitórias e uma derrota, seis golos marcados e três sofridos.

Apurámo-nos para a final a quatro da Taça da Liga, onde vamos jogar com o Braga e depois, se vencermos esse jogo, com o Porto ou o Guimarães (que como vimos ontem é muito superior ao Benfica).

Seguimos em frente na Liga Europa.

No final da jornada 11, o Sporting estava em quarto lugar, a quatro pontos do Famalicão e com menos um golo na relação entre golos marcados e sofridos.

No final da jornada 14, o Sporting está em terceiro lugar, estando dois pontos à frente do Famalicão  e com mais oito golos na relação entre golos marcados e sofridos.

Agora que o terceiro lugar parece consolidado vamos tentar fazer mais, vamos tentar fazer melhor, a começar já hoje, como vimos ontem em Guimarães, o campeão nacional está encontrado, com mais ou menos tochas, com Ruben a estrafegar mais ou menos adversários, com Samaris a agredir de mão aberta mais ou menos Evangelistas, com os árbitros e o VAR a desempenharem (e bem) o papel de personagens do livro, escrito por Saramago, que Francisco Geraldes gostava de ler no banco de suplentes, como dizia, vamos lutar hoje para encurtarmos a distância para o segundo lugar.

Força Leões!

A inConstância de Mourinho, a constância de Silas

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As comparações tanto no futebol como na vida são sempre ingratas, às vezes injustas.

Podemos, no entanto, comparar o que é comparável.

Dois treinadores que pegaram numa equipa a meio da época e que disputaram cada um oito jogos, um para a Liga inglesa outro para a Liga portuguesa.

Aparentemente, Mourinho está a fazer um percurso fantástico no Tottenham, o pior é quando analisamos a frieza dos números.

Oito jogos, duas derrotas e um empate, 16 pontos conquistados em 24 possíveis (66.66%), 19 golos marcados, 12 sofridos (+7).

Aparentemente, Silas está a fazer um percurso péssimo no Sporting. 

Oito jogos, duas derrotas, 18 pontos conquistados em 24 possíveis (75.00%), 14 golos marcados, 6 sofridos (+8).

Às vezes a realidade estraga uma boa história não é?

 

Nota final: Poder-me-ão dizer: "O Mourinho pode não ser grande coisa como treinador mas é bom para fazer publicidade a Bancos". Infelizmente não.

Reguardando os chiffres, 11

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Era necessário começar tudo, desde o início.

Era necessário dizer entre outras coisas que ele podia ter sido o primeiro em tudo, o que correspondia à verdade.

Na jornada 10, jogámos em casa com o Belenenses SAD. Uma conjugação de resultados negativos (para nós) podía-nos ter empurrado para o sétimo lugar.

Sabemos o que aconteceu. Uma exibição segura e eficaz, dois golos marcados, zero sofridos.

Foi pouco, claro, nesse dia, um digno comentador anónimo deste "blog" mimou-me com isto:

«Voce Pedro Oliveira só mostra a sua pequenez.
Eu com 71 anos, 57 de Sócio exijo muito mais e tenho direito a isso.
Duas vitorias por 2-0 contra equipas fraquissimas e já se considera satisfeito.
É com adeptos (?) como você que não vamos a lado nenhum.»

Treinador e jogadores leram e fizeram a vontade ao exigente comentador, golearam o PSV, terá sido suficiente?

Destaques pela positiva na jornada 11, a vitória do Braga de Sá Pinto no estádio D. Afonso Henriques pelo mesmo resultado ocorrido em Alvalade (se callhar, também, foi poucochinho) e a vitória do Rio Ave sobre o Vitória de Setúbal com o golo de Mané, Carlos Mané.

Destaque pela negativa a vitória do Benfica de São Domingos de Benfica sobre o Benfica dos Açores, quem viu o jogo sabe do que estou a falar, mais uma vitória à Benfica.

Agora é esperar para ver o que nos traz a jornada 12, podemos diminuir a distância para os da frente e se mantivermos a capacidade goleadora, podemos ultrapassar o Famalicão na relação entre golos marcados e sofridos.

Quatro casamentos e um funeral

Casamentos*

Sporting Clube de Portugal 4 vs. PSV 0

Vitória Sport Clube 1 vs. Royal Standard de Liège 1

Sporting Clube Braga 3 vs. Wolverhampton Wanderers FC 3

Young Boys 1 vs. Futebol Clube Porto 2

Funeral

Touros (Lagostas) Vermelhos** 2 Sport Lisboa e Benfica 2

*(na altura em que escrevia este "post" a conjugação de resultados permitia que todos os clubes portugueses seguissem em frente, todos? bem; todos menos um [o Benfica é como a aldeia de Astérix ao contrário, é a única aldeia desistente])

** Vítor Serpa, na última página d' ABola de hoje chama Touros Vermelhos à equipa alemã (a origem da palavra lagosta neste contexto? investiguem)

Cai Neva em Odivelas

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"Cai neve em Nova Iorque, faz sol no meu país, faz-me falta Lisboa p'ra me sentir feliz", assim canta José Cid.

Ontem caiu Neva em Odivelas, o Yawara Neva, mas para os três jornais diários desportivos parece que não aconteceu nada. Como se fosse normal um clube português ser bicampeão europeu numa modalidade olímpica, o judo.

Por ordem de grandeza, extractos da primeira página do Record, de A Bola (reparem como para o, digamos, jornal da Travessa da Queimada o destaque maior é um tal Gustavo Henrique, perto de assinar) e do Jogo.

Ontem ter-se-á trauteado da redacção d' A Bola: "Caiu o Neva em Odivelas, malham os coletes amarelos em Paris, faz-me falta o Benfica p'ra me sentir feliz" mais a norte na redacção de jogo a cantoria era parecida: "Caiu o Neva em Odivelas, malham os coletes amarelos em Paris, faz-me falta o Porto p'ra me sentir feliz".

Reguardando os chiffres, 10

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- Acredite em mim! As pessoas não valem o trabalhão que temos para elas pensarem bem de nós... São estúpidas!... Elas é que exigem que adoptemos ares virtuosos, e afinal é a ver quem faz mais batota

Na análise à jornada 9 escrevi isto: No final da jornada dez veremos como estamos, podemos ficar mais perto dos da frente, também, podemos ser ultrapassados pelo Boavista, é necessário cabeça e que os jogadores saibam o que vão fazer para dentro do campo.

Sabemos o que aconteceu. Quando a cabeça não tem juízo a pontuação é que paga, eu tinha sido claro: é necessário cabeça, tivemos na Noruega a cabeça que nos faltou em Tondela.

Na jornada passada, a brincar, a brincar, perdemos 10 pontos, os três que perdemos na realidade, três para o Porto, três para o Benfica e um para o Famalicão. Nem tudo foi mau, o Boavista perdeu com o Vitória Sport Clube comandado pelo delegado ao jogo (cf. com braçadeira utilizada por Meyong, onde está a Associação de Treinadores quando precisamos dela?).

Destaques pela negativa na jornada 10; a fraca pontaria, em 8 jogos marcaram-se 12 golos, curiosamente, não houve empates a zero, houve dois 1-1, a ausência de vitórias das equipas forasteiras.

Destaque pela positiva a estreia do delegado Meyong a derrotar uma das poucas equipas invictas das ligas europeias, o Boavista.

Nesta jornada podemos encurtar distâncias para os da frente, vamos ver o que acontece no Boavista vs. Porto sem a escola de tango (um argentino é bom, quatro são uma escola de tango) e no Famalicão vs. Moreirense se empatarem 3-3 e nós vencermos a Torre de Belém ficamos só (só? até me custa escrever isto) a quatro pontos do Famalicão. É melhor olharmos para baixo, também, podemos ser ultrapassados por Vitória Sport Clube, Tondela e Boavista e terminarmos a jornada em sétimo (7, lá está, o número maldito). 

Poucochinho e o paizinho

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O poucochinho foi retirado do jornal (por assim dizer) A Bola de 2019.10.06, a segunda frase vem estampada no Record de hoje.

Para A Bola, o Benfica venceu em França.

Como sabemos o "poucochinho" refere-se a uma vitória segura*.

Bem, mas eu não queria escrever sobre a "vitória" do Benfica em França, quero escrever sobre o triunfo do Benfica que vestia de negro sobre o Benfica que vestia de vermelho.

O Benfica de vermelho adiantou-se no marcador com um excelente golo do Corvo (o Santa Clara está de parabéns pela iniciativa dos jogadores em vez dos nomes próprios, jogarem com os nomes das ilhas, boa promoção para o arquipélago açoriano), aquilo que vimos ontem nos Açores foi um bom jogo de futebol, bem disputado, bem arbitrado e com o sobrenatural a surgir no intervalo.

Sobrenatural? Perguntar-me-ão.

Sim, durante o intervalo, Lage reuniu os jogadores à volta duma mesa pé-de-galo e disse-lhes: "Eu vou ser pai, outra vez". É pá, não queiram saber, os jogadores ao ouvirem aquilo ficaram logo com uma motivação do caraças, foram para dentro do campo e venceram o jogo [ou isso ou umas vitaminas].

(Será que Lage não podia no intervalo do jogo com o Lyon ter proferido a frase mágica?).

Nós sportinguistas, infelizmente, sabemos bem o resultado que dá misturar a vida pessoal com a vida pública, devermos ser o único clube no mundo que passou imagens de uma ecografia nos ecrãs do estádio.

Os jogadores são para jogar, os treinadores para treinar e os jornalistas para contarem o que aconteceu, deixem de nos fazer de parvos, com justificações patéticas para as vitórias e com eufemismos nas derrotas, isto serve para todos os clubes, claro.

*Eu sei que muitas vezes se diz que por um se ganha e por um se perde. É verdade, no futebol é assim. Na política não é assim. É que a diferença faz muita diferença, na política. É que quem ganha por poucochinho é capaz de poucochinho. E o que nós temos de fazer não é poucochinho. O que nós temos de fazer é uma grande mudança in Diário de Notícias de 2014.07.12

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