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És a nossa Fé!

O terceiro ajuda

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O terceiro ajuda?

(ver comentários, aqui)

Lembro-me de ter lido num livro de Carlos Heitor Cony, qualquer coisa do género: "na lógica de Aristóteles, somente com o terceiro elemento de um problema se chegava à solução. Omne trinum est perfectum".

Do terceiro nada sabemos mas dos dois que o antecederam sim.

José Peseiro disputou catorze jogos oficiais; oito para a Liga Nos, 16 pontos; um para a Taça de Portugal, 3 pontos; dois para a Taça da Liga, 3 pontos; três para a Liga Europa, 6 pontos. No total de 42 pontos possíveis, fez 28, se fizermos a média em cada dois jogos, Peseiro fez quatro pontos, precisamente, o registo de Tiago Fernandes, dois jogos, quatro pontos.

Será que Marcel fará melhor?

Esperemos que sim, que venha ensinar novas movimentações, um futebol mais empolgante e eficaz, um futebol mais bonito, "coisas boas, coisas belas" como diria o treinador-poeta.

Que venha para ensinar e para vencer... o professor Marcel. 

De Jorge a José, os factos

No futebol como na vida há alturas que temos de olhar para factos.

Comparar.

Jorge Jesus vs. José Peseiro, que comecem os jogos.

Taça de Portugal: último resultado de Jorge Jesus, derrota com o Aves; último resultado de José Peseiro, vitória com o Loures.

Taça da Liga: último resultado de Jorge Jesus, empate com o Vitória Futebol Clube (Setúbal) [venceria em penaltys 5-4 um jogo que estivera a perder desde os quatro minutos e que seria empatado num penalty convertido por Dost aos oitenta minutos]; último resultado de José Peseiro, vitória com o Marítimo.

Liga Europa:  dois últimos resultados de Jorge Jesus, uma vitória e uma derrota; dois últimos resultados de José Peseiro, duas vitórias 

Campeonato Nacional (Liga NOS): comparando os últimos sete jogos de Jorge Jesus com os primeiros sete de José Peseiro estão, precisamente, iguais, duas derrotas e um empate, com a diferença de que Peseiro foi empatar com o Benfica à Luz e Jesus deixou-se empatar em Alvalade.

"Contra factos não há argumentos", diz-se mas eu gostava que argumentassem... queremos mesmo mudar de treinador?

O fotógrafo e a mulher que o desonrou

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"Este homem aqui presente, com o pretexto de irmos a Algés, levou-me à auto-estrada, parou o carro à porta do Estádio Nacional, abriu a berguilha e meteu-mo na boca (...) depois, voltou-me de costas, tirou-me as cuecas e meteu-me por detrás, causando-me uma grande dor. Depois voltou a dar-me a volta e... desonrou-me, desonrou-me! Que vergonha, que vergonha!"

"Vamos fala agora (...) continuas a negar que a violaste?"

"Como se pode acreditar em semelhante versão? Nem um grito, nem uma peça de vestuário rota, nem uma tentativa de fuga, ou pedido de auxílio (...)"

Não vou continuar o relato.

Aconteceu no dia 6 de Outubro de 1961, não é preciso muito para destruir a vida dum ser humano, às vezes, muitas vezes, basta uma armadilha bem montada.

Nasceu no dia 18 de Janeiro de 1932, dezasseis anos depois já defendia a baliza do Barreirense e cerca de um ano depois seria campeão pelo Sporting. Nas palavras do próprio: " depois dum ano de dura aprendizagem (...) fui subindo e, no fim da época, já joguei quatro desafios (...). O Sporting foi campeão nacional e eu, com dezassete anos, também."

Carlos António do Carmo Costa Gomes, Carlos Gomes, mais que um jogador de futebol, um homem inconformado, para usarmos as palavras de outro guarda-redes:  L'homme révolté.

O oficial miliciano que venceu a Taça das Taças

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Ontem, envolvi-me numa discussão, em que se debatia o excelente golo de Monteiro, assim mesmo, Monteiro.

Entrei na conversa (e não era nada comigo) dizendo: "Este chama-se Montero, Monteiro foi outro, o que nos ajudou a conquistar a Taça das Taças."

Estava lançada a confusão.

Ninguém, entre os presentes, se lembrava de um jogador chamado Monteiro. Como a História é feita de memórias, rememoro Monteiro, José Monteiro, com palavras de Manuel Pedro Gomes:

Monteiro, Alexandre Baptista e eu, iniciámo-nos juntos nos principiantes. Como eu gostava de vê-lo jogar. Na estreia contra o Benfica jogávamos os três como avançados. O resultado foi 5-1 e todos nós marcámos golos.

Lembro-me do Monteiro, um tecnicista com uma grande visão de jogo. Os seus pés de veludo acariciavam a bola, enviavam-na aos colegas em passes milimétricos, e colocavam-na dentro da baliza e no ângulo por ele idealizado.

Monteiro era elegante, rápido como uma gazela, eu admirava os slalons que ele fazia por entre vários adversários. Numa palavra, o seu jogo era excepcional.

Monteiro, como tantos jovens da sua idade foi mobilizado para a guerra em África, alferes miliciano, foi a norte de Luanda, no mato, que continuou a acompanhar o Sporting, o nosso Sporting, foi no mato que se soube vencedor da Taça das Taças, terminamos com palavras do próprio:

Passei a ter de ouvir os relatos no mato, a norte de Luanda, onde estávamos, isolados. Foi assim até à final, o rádio encostado ao ouvido, o coração a bater forte...

Começar de novo e contar connosco

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 A estátua que ilustra este texto foi-me oferecida por meu pai (adquirida em Guimarães) com esta frase: «Toma é tua, um D. Afonso Henriques sportinguista» e sorriu.

Coloco-a como ilustração porque é um tema que está na moda mas, fundamentalmente, porque representa um princípio, um arrumar o território, construir um novo reino, um novo clube a partir daquilo que sobrou.

Acabar o "eu" começar o "nós"; unir.

Começar de novo, contar connosco.

De facto e gravata

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Um almoço como outro qualquer.

Pão e vinho (e azeitonas) sobre a mesa.

Na mesa em frente (a foto não foi obtida hoje) discutia-se o Sporting, as eleições, o futuro e o passado.

Acaloradamente, vozes altas, sportinguistas, amigos.

"Quando vencemos o último campeonato o presidente era aquele gajo alto, não era nada era o da cabelo branco, esse foi o do Paulo Bento forever, pá, não ganhou nada, acho que era este, o que está agora, o Cintra, não foi nada, esse foi antes, vê aí na net... não dá pá, não há rede aqui"

[o restaurante fica numa cave e gosto de lá ir por esse motivo, uma hora sem telemóvel]

Assistia entre o divertido e o intrigado aquela discussão/debate de ideias; quatro sportinguistas entre os 25 e os 35 anos, nenhum deles sabia sem recurso à net quem foi o presidente vencedor do último campeonato.

Faz-nos pensar ou não?

[o restaurante é num bairro popular de Lisboa, relativamente, perto dum núcleo do Sporting e com uma clientela que vai desde os operários da construção, aos aspirantes a músicos tatuados e a uns poucos (muito poucos) engravatados que laboram nas redondezas]

Ainda o Mundial; sorte e azar

Quando escrevi este "post" há um ano e um dia, ai, ai, ai, que o Oliveira está doido.

Passado um ano há apenas duas selecções europeias eliminadas nos oitavos de final (no tempo regulamentar) as duas faziam parte do mesmo grupo.

A Suécia foi segunda num grupo que tinha a França, a Holanda e a Bulgária, eliminou a Suiça sem espinhas, tal como já tinha afastado a Itália do Mundial.

A fortuna nos grupos de qualificação, a sorte nos grupos do Mundial (o nosso foi, claramente, o grupo mais fraco) não dura sempre.

Enfim, como me diziam hoje: "tivemos muito azar"; retorqui: "o Uruguai venceu os jogos todos"; "é pá, ó Pedro e a sorte qu'os gajos têm tido".

É assim, a selecção portuguesa de Fernando Santos conquistou, justamente, um Europeu com um futebol maravilhoso e perdeu, injustamente, uma Taça das Confederações e um Mundial apesar do fantástico futebol que praticou, foi azar.

Que comecem os jogos

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Desanuviemos, apetece-me falar de futebol dentro das quatro linhas.

A maior goleada de sempre num Mundial, Green Point Stadium, 2010.06.21, com um dos golos a ser marcado por Liedson que entrou aos 77 minutosquatro minutos depois já estava a celebrar.

O jogo mais recente da selecção, com a particularidade de um dos golos ter sido marcado pelo (então) jogador do Sporting, Bruno Fernandes.

Dois jogos, duas vitórias, dez golos marcados e zero sofridos, é isto.

 

Uma demissão, outra

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António Macedo, voz da rádio, melhor homem da rádio, melhor ainda, Sportinguista da rádio, demitiu-se (ou demitiram-no, não percebi bem e não encontrei "on-line") hoje da Antena 1.

Mais uma notícia triste. Um azar nunca vem só.

Vais fazer falta nas manhãs da Antena 1. Vais fazer-me falta, António.

Grande abraço, Saudações Leoninas.

Adenda em 2018.06.12 (21H30)

afinal havia outra, outra razão

Paulinho apoia o Mestre Bruno de Carvalho

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A seguir a Inácio e a Fernando Correia quem será o próximo trunfo do Mestre*?

Paulinho?

 

Mestre* - in Revista do Expresso [E] de 12 de Maio de 2018 (véspera do jogo no Funchal) p. 46:

E- «Sente-se excluído e perseguido?»

BdC - «Nada no futebol me espanta, nem o facto destes tipos terem todos a primeira classe e eu, que sou o único licenciado e com um mestrado (...)»

 

Ser merecedor

Lito Vidigal.

Começo este texto com um nome que, curiosamente, tem sido pouco referido.

Vidigal colocou o Aves nas meias-finais, o "grande" José Mota herdou um clube com uma eliminatória para disputar; com o Caldas da Rainha, repito, com o Caldas da Rainha.

Quase foi eliminado, quase, houve umas ajuditas dos árbitros que o colocaram na final.

José Mota o "grande" treinador que em dois jogos com o Caldas venceu por 1-0 e perdeu por 1-0 (no prolongamento a equipa de carteiros, de bancários, de padeiros, de estudantes, de caixas de supermercado, etc, deixar-se-ia perder por dois a um, acusando o esforço, o desgaste um grupo de amigos que se junta de vez em quando para jogar futebol contra uma equipa orientada por um "grande" treinador que exige respeito).

O José Mota. O que exige respeito mas não pede desculpa.

Tiago Martins, um árbitro que consegue passar entre os pingos das lágrimas, ainda assim n' A Bola, repito, n' A Bola dizem o seguinte: "Um erro apenas a apontar, pois não assinalou falta sobre Gelson Martins no lance que levaria ao 2-0 do Aves" (p.5). Duarte Gomes na página 21 reforça "a sua [de Tiago Martins] actuação ficou beliscada por um momento importante (...) no início da jogada que culminou com o segundo golo do Aves, Gelson Martins foi pisado no pé esquerdo".

Resumindo, o segundo golo do Aves é ilegal, o golo de Montero seria o do empate.

Venceríamos no prolongamento?

Venceríamos nos penalties?

Não sei, não sabe ninguém, o que eu sei (e as estatísticas também) é que o Sporting rematou mais (17 x 9) teve mais remates perigosos (7 x 3) provocou menos faltas [assinaladas] (7 x 19) teve mais posse de bola (58% x 42%) e mereceu perder, porquê?

Este é um "post" sobre o jogo de ontem sobre Jesus já escrevi aqui e sobre o Mestre (ele diz na entrevista do Expresso que tem um mestrado e todos os outros a primeira classe) Bruno de Carvalho, aqui.

Cenários e algumas cenas

Hoje vai terminar a Liga 2017/2018 e embora não vá fazer o balanço desta época vou deixar algumas cenas e dois cenários para reflexão.

Nesta jornada o Sporting não está obrigado a nada, pode perder no Funchal e mesmo assim ir à "Champions" desde que o Benfica perca e o Braga empate ou perca, este é o cenário dois que, obviamente, não me agradaria, prefiro o cenário um; o Sporting vence no Funchal com uma exibição convincente.

Nestes dias, temos, também, visto e lido várias cenas com maior ou menor importância.

Um leitor assíduo escrevia há dias numa caixa de comentários que tinha saudades de "Bolloni", esquecendo-se que fomos campeões com László Bölöni mas nesse campeonato, perdemos por três vezes e empatámos nove (75 pontos).

Outros têm-se queixado do futebol cinzento que praticámos com as três outras equipas que estão no topo da talela e com o Barcelona, a Juventus e o Atlético de Madrid, recordo que o Benfica foi campeão, a época passada, apesar de resultados miseráveis com o Setúbal e Boavista. Nós perdemos os dois jogos com o Barcelona por diferença mínima (não fomos goleados como outros) perdemos e empatámos com a campeã de Itália que neste momento tem «apenas» mais trinta e um pontos que o Milão de Rui Costa e perdemos e vencemos com/o actual segundo classificado da Liga espanhola que segue três pontos à frente do finalista da "Champions" com quem não não sofreu golos em casa e a quem marcou um golo fora (coisa que não conseguiu em Alvalade). Fomos piores que o Braga é um facto, no entanto, em 2001/02 também empatámos 2-2 com eles em casa e perdemos fora. Quanto ao Benfica fomos superiores e arrisco dizer que, também, fomos superiores ao Porto, cruzámos com ele para a Taça de Portugal, foram eliminados, cruzámo-nos para a Taça da Liga, eles perderam, só na Liga foram, ligeiramente, superiores.

Se ficarmos em segundo na Liga e vencermos mais uma Taça, esta época terá sido cinzenta ou verde e branca?

 

Tempo inútil

"Perder tempo é arruinar a vida", pensamento atribuído a Kafka que podemos aplicar a muitas situações.

Apliquemos este pensamento ao futebol.

Fará sentido dizermos que um jogo de futebol dura noventa minutos?

Têm de ser tomadas medidas, começar a cronometrar o futebol como fazemos com o futsal ou com o andebol, por exemplo.

Duas partes de trinta e cinco minutos, efectivamente, jogados.

Esta medida não permitiria que em jogos como o Estoril vs. Benfica de ontem, dos supostos sete minutos que faltariam jogar, após os noventa, tivessem sido jogados, dois a três minutos. Entre o golo que foi marcado aos 91'45'' e o recomeço do jogo passaram cerca de três minutos, depois há uma patética substituição que começa aos 94' e se arrasta por cerca de 2´ com um cartão amarelo pelo meio. E pronto, umas trocas de bola, inconsequentes, a meio campo e "passaram" sete minutos.

É ridículo uma equipa que pretende ser campeã nacional comportar-se em campo com as manhas dos clubes que anti-jogam.

 

O sonho como constante da vida

Sonhar.

Viver.

Viver é sonhar. O sonho faz parte do nosso percurso, da nossa finitude material.

«Eles não sabem que o sonho/ é uma constante da vida/ tão concreta e definida/ como outra coisa qualquer».

Alguns de nós, ao sentirem os cinquenta anos a aproximarem-se (e só eu sei como os meus se aproximam a "mata-cavalos") começam a pensar na merecida reforma, na manta sobre os joelhos, nas tardes a jogar cartas, nos bancos de jardim.

Eu sonho.

Sonho. Inspiro-me em Rómulo de Carvalho (aka António Gedeão) que começou a escrever a publicar poemas com mais de cinquenta anos e que ainda foi a tempo de escrever muita da nossa melhor poesia.

Pela minha parte, espero ir a tempo de fazer aquilo que um ser humano deve, educar um filho, plantar uma árvore, escrever um livro. 

Rómulo/António que tinha como poeta preferido Cesário Verde e que nasceu em 1906. Sporting, portanto.

É de Sporting que queria falar, de nós e do nosso sonho.

O sonho de vencermos a Taça, o sonho de sermos Campeões nacionais.

Está tudo ao nosso alcance, é tudo possível.

Para vencermos a Taça temos de vencer o FC Porto, em casa, na nossa casa, por dois a zero, temos de repetir aquilo que o Belenenses fez, este mês. Depois temos de ser o Sporting de Marco Silva, no Jamor, vencer contra tudo e contra todos a equipa treinada por Sérgio Conceição (o Braga, para os mais esquecidos); a equipa e o treinador serão outros mas a vontade de expulsar "Cédric" será a mesma, não nos iludamos.

Para sermos Campeões precisamos da ajuda do Benfica.

Um Benfica que não se acanhe, que corrompa, que compre, que vouche, que faça tudo para vencer, amanhã. Um Benfica à Benfica.

Com uma vitória do Benfica amanhã e um triunfo do Sporting no Restelo a classificação ficaria:

1.  SL Benfica - 77 pontos

2. Sporting   - 74 pontos* (* assumindo que uma equipa que venceu o Atlético de Madrid e empatou com a Juventus vencerá, facilmente, o Benfica que, recordemos, totalizou zero na Liga dos Campeões).

3. FC Porto     - 73 pontos (menos um jogo)

Assim basta Porto e Benfica perderem um jogo (para além daqueles que referi atrás) para sermos campeões.

Sonhar e acreditar... até ao lavar dos cestos é vindima.

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