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És a nossa Fé!

O pai, o pesa-almas e o Sporting

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Assisti a tanta conferência de imprensa, a tantas falas, de malta do futebol, escritas pelo mesmo guionista, que só me ocorre; "hoje chorou muito, amanhã pode ser melhor".

Chorar faz parte de ser sportinguista, ser resistente (odeio os neologismos; resiliente, proactivo e outras importações manhosas para a nossa Língua), ser esforçado, ser dedicado e acima de tudo ter esperança, é a essência do sportinguismo.

Texto completo: neste encruzilhamento

Textos relacionados: este do Francisco, este do José, este meu (principalmente os comentários) e este, delituoso.

Correu tudo bem, felizmente.

Cheira-me, cheira bem, cheira a Lisboa (e Benfica)

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Cheira, cheira-me que aqui há gato ou melhor há, alegadamente, águia.

Há quem diga que em tempos de confinamento nada melhor que cheirar umas linhas brancas para animar.

Até as iniciais do nome do barco parecem indiciar que ali há coisa: SLB T (ship long beach trader [slb traficantes?]

Resta à justiça apurar. 

O primeiro-ministro que foi tão lesto a pronunciar-se na assembleia da república sobre um "bate-boca", nas redes sociais, entre um futebolista e um político, será, certamente, muito mais assertivo a esclarecer este caso de justiça, de tráfico de droga internacional que envolve o maior clube português, aguardo a conferência de imprensa, hoje, às 20H00.

Bibliografia:

https://www.jn.pt/mundo/pacotes-de-droga-com-simbolo-do-benfica-apreendidos-no-mexico-12173427.html

Ver em tempos de isolamento, 4

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Ora aí está, uma utilização abusiva desta série do Francisco para recomendar: Losers: ganhar e perder.

A vida não se faz só de vitórias, faz-se de derrotas, também.

Às vezes é necessário batermos com os pés no fundo da piscina para ganharmos impulso e subirmos.

Esta série relata-nos histórias verídicas de várias pessoas que perderam mas souberam dar a volta, oito episódios sobre oito desportos diferentes (cerca de 30 a 40 minutos casa um).

Há uma frase atribuída a Séneca que diz mais ou menos isto: "antes ser derrotado no bem que vencer no mal" que podemos interpretar com antes perder com honra que vencer com batota.

Operário e futebolista assassinado pela própria mãe

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Hoje, dia 1 de Maio, celebra-se o dia do trabalhador.

Há um sinónimo de trabalhador que me interessa, especialmente, operário (do latim operor; trabalhar, ser eficaz, produzir).

A imagem que ilustra este texto foi obtida hoje perto do Largo da Princesa, Belém, um espaço geográfico que os pés descalços de José conheceriam.

Um operário vestido de azul ganga durante a semana e vestido de azul com a cruz de Cristo no domingo.

Estreou-se na equipa principal do Belenenses num jogo contra o Benfica com apenas 16 anos recentemente completados. A quinze minutos do final o Belenenses perdia por 4-1, mas, a equipa deu a volta ao resultado e venceu por 5-4. José Manuel Soares tornou-se de um dia para o outro um ídolo popular.

Entre 1926 e 1931, transformou-se na maior estrela do futebol português do seu tempo. Avançado felino, tem o recorde de golos num só jogo - 10 ao Bom Sucesso - e quando se estreou pela selecção portuguesa com dois golos à França, com meros 18 anos, "foi o delírio" nas "ruas mais pobres de Belém", como lemos em A História do Futebol em Lisboa: "representava a alma do Bairro, o seu orgulho e a sua vaidade." O momento de maior glória chegaria com a participação portuguesa nos Jogos Olímpicos de 1928.

No dia do primeiro jogo, com o Chile, uma multidão encheu as ruas no centro de Lisboa, lendo as edições especiais dos jornais, ou observando o painel no Rossio onde a partida foi acompanhada num directo pré-televisão, com um homem, em contacto com Amesterdão, assinalando com um íman e com a precisão possível os avanços e recuos da bola no campo.

Portugal vence 4-2, ele marca e é decisivo nessa e na vitória seguinte, frente à Jugoslávia. A contestada derrota com o Egipto no terceiro jogo [um golo invalidado a Portugal] não maculou em nada o seu prestígio,  estrela maior do futebol de então; nos campos era um ídolo, fora dele, um simples operário no Centro de Aviação Naval do Bom Sucesso.

Como depreendemos pelo título foi a mãe que o matou, num dia de infelicidade, a solidariedade da bairro operário em que viviam (é interessante pensarmos em Belém como um bairro operário) funcionou e a pobre senhora que, apenas, trocara o sal por soda caústica* para fazer uma sopa, nunca foi acusada de nada embora os vizinhos soubessem o que acontecera.

Chamava-se José, passou para a posteridade como Pepe, um operário que morreu por comer sopa.

*a soda caústica era utilizada em conjunto com areia para "arear" tachos e panelas, é muito semelhante ao sal e a sua ingestão é mortal.

Bibliografia: https://www.publico.pt/2011/08/28/jornal/dois-bairros-e-uma-bola-uma-historia-de-futebol-22756853

http://blogoexisto.blogspot.com/2006/10/lenda-do-pepe.html

Nalitzis, viu-se grego para ser campeão

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Era Abril, 21 de Abril (como hoje).

Não havia covid, havia muitas coisas que nos convidavam a não ficar em casa.

Nesse dia em Alvalade, o Sporting seria campeão (Martins dos Santos não o permitiria [é pá estou a fazer "spoiler" como se diz no estrangeiro] nesse jogo Nalitzis poderia ter marcado golo, Armando Sá (ah pois é, quem é que se lembra deste fabuloso produto do Seixal [que na altura ainda se situava na margem norte]) não o permitiu, qual Vata amãozou-se com a bola (opss, outro "spoiler" como se diz no estrangeiro) impedindo Nalizis da glória, do golo do empate, conquistado com esforço, dedicação e devoção.

Foi Jardel que o marcou (ao golo), num dia de felicidade, nesse dia não houve guaraná, houve uma mensagem sentida, certeira: "Será pelo João Pinto?" (rais partam os "spoilers").

Nalitzis ainda teria outro momento de glória, uma recepção fantástica, um passe sublime, um golo cantado, apesar da assistência, apesar dum tal Moreira na baliza, Jardel faz o pior remate de toda a carreira e falha a veia, o nariz, o beijo da bola na rede (eu sei, estou a antecipar os comentários malévolos, só quem nunca passou por situações semelhantes, com pessoas próximas, demasiado próximas, pode achar piada a isto, portanto, poupem-me, obrigado).

Dizia eu, Nalitzis, um quase herói, num quase título (nesse dia) obviamente, seríamos campeões, nessa época, a melhor equipa, o melhor futebol jogado e a mais, a mais prejudicada pelas arbitragens.

Nesse ano, o Benfica ficaria fora da Europa, a assistir pela televisão aos jogos na Intertoto de potências como o Santa Clara dos Açores ou a União de Leiria de Bartolomeu (um tal Luís Filipe Vieira já andava por lá [pelo Benfica] acolitando Vilarinho).

Passados dezoito anos, precisamente, termino com duas frases, uma de José Navarro de Andrade: "não sei qual a razão para darem tanta importância a esses gajos de camisola encarnada que vão a Alvalade (salvo caprichos dos sorteios das taças, acrescento eu) uma vez por época" e outra ainda mais pragmática de  Bölöni: "Antes do jogo com o Benfica tínhamos três pontos de vantagem [para o segundo (que era o Boavista)] agora temos quatro"
(para quem quiser e tiver oportunidade este jogo está disponível na Sport Tv 1, passou hoje).

Heróis no estádio

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A imagem é uma ampliação do livro "bd pop rock português" Heróis do Mar por António Jorge Gonçalves, p.18.

O interessante disto é que embora tenha assistido a muitos jogos de futebol e a alguns concertos em Alvalade (destaco, com muita saudade, o de Bruce Springsteen) não faço a mínima ideia se este concerto com os Heróis do Mar «transportados em helicóptero» antes do Sporting-Porto terá acontecido mesmo e quando (terá sido entre 1981 e 1989) algum dos leitores ou das leitoras (engraçado como agora nesta coisa do Covid-19 ninguém diz: as vítimas e os vítimos [para memória futura]).

Pronto, fico à espera da ajuda de todos e de todas (incluindo os que aqui escrevem) puxem pela memória ou em alternativa podem aproveitar para falar de concertos marcantes que tenham assistido em Alvalade, pois, lá está, nem só de futebol vive o Homem (nem o Sporting).

Como podem ver na caixa de comentários, já descobrimos qual foi o jogo.

Fiquemos, então, com as imagens, são cinco minutos de futebol bem jogado e mal apitado, vejam o critério de distribuição de amarelos de Raúl Nazaré (o apitador de serviço).

Uma nota para terminar, na época seguinte 1984/1985 o Sporting seria eliminado muito cedo da Taça de Portugal depois de um empate 0-0 (após prolongamento) com "O Elvas", vejamos quais os jogadores que participaram nesse jogo* e comparemos com aqueles que foram eliminados pelo Alverca, enfim, um dia mau, todos temos.

Reguardando os chiffres, 15, 16, 17, 18, 19, 20, 21, 22, 23, 24

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Desalentado, não, ele não queria ficá-lo e não o ficaria desse lá por onde desse! Quantos iam no seu encalço? Centenas? Milhares?

O que não o impedia de beber o seu cálice de bagaceira e de permaner impassível vendo a chuva cair. Um homem é sempre mais forte que uma multidão, desde que conserve o seu sangue-frio

O "post" anterior desta série foi publicado em 2020.01.05, precisamente, há 11 semanas, tantas quantos os jogadores de uma equipa de futebol.

Onze semanas, dez jornadas (parece muito tempo sem futebol, na vida, na morte, tudo é relativo).

Desde esse dia jogámos dez jornadas para o campeonato, um  jogo para a Taça da Liga, dois jogos na Liga Europa.

Na Taça da Liga fomos eliminados de forma justa mas ilegal, justa, o Braga jogou melhor futebol que nós, ilegal, há uma carga à margem das leis sobre o defesa do Sporting, antes do cruzamento que impede que o jogo seja disputado através de pontapés da marca de grande penalidade.

Na Liga Europa fomos eliminados de forma injusta mas de forma mais ou menos legal, basta revermos os dois jogos (alguns de nós, infelizmente, agora têm muito tempo para isso)* o Sporting foi, inequívocamente, melhor no conjunto das duas mãos, não tivemos nos dois jogos a "sorte" do jogo; tivemos nos dois a "falta de sorte" das arbitragens. 

(quem tem dúvidas é só rever lance a lance, o jogo em Alvalade e na Turquia, quais os lances que foram marcadas faltas, quais os que foram mostrados cartões, como foram decididos os lances dentro da área e fora da área, terá existido o mesmo critério?).

Não me apetece estar a esmiuçar tudo, jornada a jornada, todas estas jornadas, tiro o meu chapéu ao Pedro Correia, ao Luís Lisboa e ao Leonardo Ralha (espero não me estar a esquecer de ninguém) que conseguem fazer análises jornada a jornada, em cima de cada um dos jogos, eu, disse que o faria mas a carne é fraca (o tofu ainda pior) e às vezes a seguir aos nossos jogos apetece-me mais chorar que escrever.

Após 24 jornadas, o Sporting é quarto, ainda assim, com os mesmos empates do primeiro classificado e menos um que o Braga (terceiro classificado), com os mesmos golos sofridos que o terceiro classificado,26,com mais cinco golos marcados que o quinto classificado, o Rio Ave.

Nesta altura o Sporting é o único clube com um treinador que conta por vitórias todos os jogos efectuados, como treinador do mesmo, Rúben Amorim.

* na sexta-feira escrevi isto:

"O meu estado de espírito não é o melhor, este fim de semana "postarei" a razão, enfim, uns estão aborrecidos por não trabalharem, eu estou aborrecido, "é chato" por ter de trabalhar; apesar de...
Abraço, Edmundo (acho que não é tempo para guerrinhas é o tempo para unir o Sporting)"

num postal do Edmundo.

Imaginemos que uma pessoa está prestes a completar 52 anos de idade. Imaginemos que essa pessoa tem quase 30 anos de trabalho numa "sociedade anónima" detida a 100% pelo Estado.

Imaginemos que essa pessoa tem a esposa em casa com uma gravidez de risco, de muito risco, a cerca de um/dois meses do final da gestação (é/será/seria o primeiro filho de ambos, filho único e neto único dos dois lados).

Imaginemos que essa pessoa tem de continuar a ir trabalhar, diariamente, contactando com pessoas no local de trabalho, de atendimento ao público e com contacto físico (a não ser que vista um fato de pintor, o que não combinaria com o terno e a gravata) enfim, tantas precauções por um lado, tanto desleixo por outro [a questão não é a pessoa imaginária, são os outros que, supostamente, estão protegidos em casa e todos os dias correm o risco de ser contaminados].

Imaginemos que a entidade patronal lhe diz algo do género: "tu é que sabes, cinco faltas injustificadas são despedimento com justa causa".

Acredito que vou ganhar aqui...

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... como ganhei no Benfica de João Vale e Azevedo e na União de Leiria de João Bartolomeu; eu (José Mourinho) acredito que ganhei, que importa que os factos desmintam a realidade?

Ganhei títulos.

Títulos de jornal, talvez; mind games (como dizem no estrangeiro).

Menos títulos de jornal, mais títulos no campo, seria (penso) a ambição do Dr. Varandas do Tottenham quando contratou Mourinho.

Entre Gedson e Bruno tudo indica que Mourinho terá escolhido o Fernandes errado.

Às vezes vejo o futebol como uma tourada, um touro dum lado, um toureiro do outro; um touro vermelho (red bull) que avança, um toureiro que investe e dá a estocada mortífera ou então foge espavorido pela arena fora e sai da praça, entram os bandarilheiros (os treinadores interinos) e aguentam a situação.

Hoje é (penso eu) um dia de tudo ou nada. Mourinho vence e é um herói.

Mourinho perde e é um herói, também, demite-se sem custos monetários para o Tottenham e indemniza a equipa londrina de todos os custos que teve com ele.

Acredito que José Mourinho no final do jogo tomará a atitude certa, digna.

A guerra e as pás

Focávamos, é certo, apenas certos aspectos da guerra

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O título do postal está ligado à guerra (é uma guerra) que se instalou no Sporting.

Cada um com uma pá na mão, cada qual a ver quem cava mais mais fundo.

O sub-título é uma citação de Steinbeck, o foco, focarmo-nos naquilo que estamos, firmemente, persuadidos que é o nosso dever.

Sobre futebol jogado, fora das quatro linhas, outros falaram mais, muito melhor do que eu.

Para memória futura, a página 11 do órgão oficioso do Benfica, pela pena de Duarte Gomes (sim, esse Duarte Gomes):

"Luís Godinho não assinalou duas grandes penalidades a favor do Sporting."

R & B, na Europa a música é outra

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O R, a primeira letra do título é de Ricardo, Ricardo Sá Pinto.

O R, a primeira letra do título é de Rúben, Rúben Amorim.

Rúben ou Ricardo?

Um tocou a melhor música de sempre do Braga na Europa (comparar com os resultados de Domingos), o outro a pior.

O percurso de Sá Pinto na qualificação para a Liga Europa é esmagador. Quatro jogos, quatro vitórias, dez golos marcados e, apenas, quatro sofridos.

Na fase de grupos, apanha tubarões como o Besiktas e Wolverhampton e um tubarãozinho, o Slovan de Bratislava (de Sporar, um dos três melhores marcadores na Liga Europa). Apesar disso, Sá acaba em primeiro do grupo.

O desafio seguinte?

Um clube que em 2012/2013 foi campeão.

Campeão? Na Liga dos Campeões? Não, não foi o caso, foi campeão da quarta divisão escocesa.

Foi esse clube que Salvador (o presidente do Braga) não deixou que Sá Pinto defrontasse.

Foi esse clube (o tal campeão da quarta divisão escocesa) que eliminou o futuro treinador do Sporting (rir) Rúben Amorim. 

Bem, já falámos do R e o B?

O B é de Bruno, não o Fernandes, que brilha em Manchester, não o outro, o das ecografias que vai à boleia para Monsanto. O Bruno deste texto é o Bruno Nascimento (Lage). Amanhã será um (re)nascimento ou uma lage em cima da participação europeia?

A segunda parte é a que nos interessa, somos nós, o Sporting.

De triunfo em triunfo até ao triunfo final; na Europa a música tem de ser outra.

 

(a imagem é de Ray Charles mas sobre música, este tipo de música, deixo-vos com um excelente texto dum camarada/colega de "blog"; José Navarro de Andrade)

No país das maravilhas

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"Não há eleições!

D. Sebastião volta para a semana!"

Esta é a capa de um dos primeiros livros de Vasco Pulido Valente (VPV), estava (estou) a relê-lo.

A notícia de hoje apanhou-me de surpresa.

Todas as mortes nos apanham nos apanhavam de surpresa (a partir de ontem vamos poder morrer com hora marcada e convidar familiares e amigos para a festa).

Conheço o Vasco desde que comecei a ter uma opinião política, muito cedo, tenho irmãos mais velhos e o 25 de Abril para os miúdos que nasceram nos anos sessenta era um Benfica vs. Sporting; muita paixão, muita luta, sem cinzentos. Branco, negro, a favor, contra.

Vasco foi um dos que me ensinou a ver outros caminhos, ainda criança, oito, nove anos já recortava artigos dele no Diário de Notícias, mais tarde, lia-o n' O Independente e na K (capa), no Público, também.

O que tem isto a ver com desporto, nada. Ou então; tudo! (hesitei na pontuação, não é canónica, é a que melhor expressa o que quero dizer e faz "pendant" com a pichagem).

Vasco queixava-se muito dos jogos do Benfica, dos vândalos, suevos e hunos que estacionavam em cima dos passeios e lhe bloqueavam a garagem nos dias de jogo do "glorioso" na Luz; enfim, não seria racismo lampiónico mas era má educação.

Deixo-vos com um extracto de um texto de VPV publicado no Diário de Notícias em 17 de Junho de 1977, chamado: Ressaca de Feriados.

«Neste bem merecido repouso dos insanos trabalhos da revolução, da democratização e da produção, a vida política séria e dura ficou suspensa.

O Portugal oficial reconquistou Camões à reacção e falou de História com H grande.

É, de facto, curiosa esta obsessão da retórica dominante com a História maisculada, imaginária ou ideológica, quando a conhece tão mal, despreza tanto o seu passado e o estuda tão pouco.»

Para terminarmos e num apelo ao civismo neste fim-de-semana, ponte, "feriado", o último parágrafo da referida crónica de Vasco:

«E lamentemos também aquele País que se precipitou para as estradas, na ânsia de gozar, com feridos e mortos, os absurdos "feriados de Junho". Nestes loucos anos setenta, já não se distingue bem o que é pura irresponsabilidade e o que é o medo dos dias que hão-de vir.».

Duas ideias fortes:

- Eleições, não. Dom Sebastião volta para a semana.

- Já não se distingue bem o que é pura irresponsabilidade e o que é o medo dos dias que hão-de vir.

Ristovski, um homem em fúria

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Ontem, passou na RTP Memória, um dos meus filmes preferidos; "12 Angry Men", doze homens em fúria (na tradução portuguesa) ou doze homens e uma sentença (na tradução brasileira).

O filme conta a história de um miúdo de 18 anos, acusado de assassinar o pai, através das "certezas" e das dúvidas dos doze jurados que o podem absolver mas que, também, o podem condenar à morte.

Parece culpado mas afinal estava inocente, como Ristovski, como poderia ele tirar dali aquela bola com o avançado mergulhador e cavador de expulsões a empurrá-lo com os dois braços?

artigo (não premium) do Observador com a crónica do jogo e as imagens

 

Árbitros estrangeiros, yes!

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O título é para ser lido com um entusiasmo adolescente (como o da menina que ontem foi agredida e que, provavelmente, nunca mais assistirá a um evento desportivo ao vivo, não quererá repetir a experiência [e não serei eu que lhe atirarei a primeira pedra por isso]).

Árbitros estrangeiros?

Claro que sim.

Sejamos objectivos, olhemos para os jogos oficiais disputados pelos três primeiros classificados da "Liga NOS" arbitrados por árbitros estrangeiros na época de 2019/2020 e tiremos as nossas conclusões.

1. Sporting Clube de Portugal

6 jogos / 12 pontos / média 2.000

2. Futebol Clube do Porto 

8 jogos /13 pontos / média 1.625

3. Sport Lisboa e Benfica

6 jogos / 7 pontos / média 1.166

(peço-vos um favor, comentem os números [pode estar alguma conta mal feita] mas não extrapolem)

Aquilo que os números nos dizem é que nos jogos arbitrados por árbitros estrangeiros, o Sporting tem (quase) o dobro dos pontos do Benfica.

A realidade dói mas como diz Pedro Correia: "as coisas são o que são". 

Castigo máximo à Panenka e castigo mínimo à Benfica

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Para quem ainda tinha dúvidas como funciona o futebol na república portuguesa.

A lei do jogo diz que quando há invasão da área por parte de algum elemento da equipa que ataca antes da marcação do penalty e se este for convertido o mesmo tem de ser repetido. Ponto.

Eu sou um gajo "info-excluído" a caminho dos sessenta anos mesmo assim consegui obter a imagem que acima reproduzo.

Afinal o VAR serve para quê?

(se este golo não tivesse sido considerado aos 89 minutos de jogo, o Famalicão estaria, confortavelmente, a vencer na Luz, depois de ter dado um "banho de bola" ao Benfica e um tal Gabriel continua em campo depois de ter agredido Fábio Martins, após uma entrada bem pior que a de Bolasie em Braga).

Lá vamos, cantando e rindo...

Encestando, nem sempre a vida é uma droga

"As drogas correm nas veias da minha família. O meu pai é traficante de droga desde os 19 anos (tem 40). O meu pai tem entrado e saído da minha família; as drogas e a prisão mantêm-no longe. Neste momento está a cumprir 27 anos em Herlong, Califórnia, por conspiração. A minha mãe é igual, entra e sai das nossas vidas. As drogas e as prisões mantêm-na longe, também. Quando a minha mãe foi presa ficámos sozinhos, eu e os meus irmãos. Mas os meus irmãos deixaram o basquetebol e começaram a seguir as pisadas do meu pai. Ambos estão presos. Fiquei sozinho e tive de me mudar para a casa da minha avó. Mesmo assim acredito que serei melhor, tornar-me num homem bem sucedido." 

Travante Williams, base da equipa de basquetebol do Sporting Clube de Portugal

 

Leio e arrepio-me.

Sinto-me tocado pelas palavras dum miúdo de 13 anos escritas em Anchorage, Alasca em 2007 (podia ser meu filho) nesta altura, particularmente, sensível da minha vida, penso, que tipo de pai seremos?

Questiono, questiono-me sobre as oportunidades, aquelas que desperdiçámos, aquelas que impedimos outros de atingir (quando somos promovidos por mérito houve alguém que não foi) aquelas que proporcionámos para outros poderem atingir e as pessoas que podíamos ter ajudado, com as nossas palavras, com os nossos conselhos, a serem melhores, melhores colegas, melhores alunos, melhores camaradas de armas, melhores chefes, melhores presidentes de clube.

Se calhar falhei nisso mas é como diz o Edmundo, se calhar sou um acomodado de merda (ele não disse por por estas palavras) adepto dum clube de m. e "voilá" habitante dum país de m.

Aquilo que é bom, é mudarmos, mudar de prisão, mudar de casa, mudar de emprego, mudar de clube e mudar de presidente senão seremos sempre uns acomodados de merda (ou então, não).

Obrigado, Travante Williams, por te teres acomodado ao basquetebol, as mudanças, nem sempre, são para melhor.

Penso logo falo

"Qualquer dia, e num jogo bem teso, vai haver um offside de 1 centímetro por causa do falo de um jogador"

in A Bola 2020.01.28, p.36, Félix, António Bagão

 

Quanto à educação dos adeptos/sócios/«apoiantes» (está entre aspas, pois, este senhor foi ministro das finanças, apoiar um clube será, também ajudar a nível fiscal? fica a pergunta) do Benfica, penso que estamos conversados.

O "post" não é sobre isso.

É para pensarmos.

Pensarmos em futebol, pensarmos em análises, pensarmos em protocolos.

No sítio da Federação Portuguesa de Futebol, protocolo VAR, diz isto:

As categorias das decisões/incidentes que podem ser revistas no caso de (...)
“claro e óbvio erro” ou “incidente grave não detetado” são:  

A questão é que no golo de Camacho não há nenhum erro, nem claro, nem óbvio.

Vejamos/Leiamos aquilo que Duarte Gomes (na minha opinião, foi um péssimo árbitro mas é um bom comentador das arbitragens, comprometido, claro, mas não deturpa as regras); p.9:

«Rafael Camacho marcou mas o videoárbitro interveio para que Rui Costa analisasse possível infração atacante de Sporar. As imagens mostraram, com certeza relativa, um  empurrão (...)»

É pá! Possível infracção que as imagens mostraram com certeza relativa?

Então mas o VAR não é para intervir única e exclusivamente quando existir um "claro e óbvio erro"?

Na mesma página o "nosso" Duarte Gomes volta a afirmar «O lance (...) acabaria por ser bem anulado (...) pois as imagens parecem mostrar».

Parecem mostrar?

É pá! (outra vez) não sou jurista mas penso que Cícero se olhasse para isto diria "in dubio pro reo" [se calhar o meu latim está enferrujado].

Do cavalheirismo à patifaria

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A "Mão de Deus" foi clara como água para mim, porque eu estava ao nível do relvado e com um ângulo de visão perfeito (...) Maradona (...) salta com o cotovelo dobrado e o punho cerrado. Eu vi a bola bater-lhe no punho e sair na direcção da baliza.

Em plena luz do dia, eu vi a mão do patife por cima da sua cabeça e vi-o a empurrar o diabo da bola para dentro da baliza.

Bobby Robson, pág. 152

 

Agora (...) posso contar (...) aquilo (....) que defini como a "Mão de Deus"... Não foi a mão de Deus, foi a mão do Diego! E foi como roubar a carteira aos ingleses, também...

Diego Armando Maradona, pág. 135

 

Jogadores como Eusébio, como Humberto Coelho, como Toni foram uns senhores dentro e fora dos relvados, alguém imagina algum dos três que referi, a gritar para o árbitro como uma menina histérica, a bater com a mão no braço e a pedir penalty num lance que, claramente, não o fora?

No futebol não pode valer tudo para vencer. Infelizmente (basta ler os comentários a este post) nem todos pensamos assim.

PQP P

O P (o terceiro P) é de Pizzi.

Excelente jogador, mau colega de profissão, péssimo ser humano (agora percebo Fernando Santos em ter levado o Renato Sanches a França em 2016).
O lance de Ilori foi penalty? Vai tentar condicionar o c q t f, c (fez-me lembrar Di Maria no lance de Pedro Silva na célebre Taça Lucílio).

Pizzi, como pessoa não prestas para nada.

Reguardando os chiffres, 12, 13, 14

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As rameiras? Ainda não tinha a certeza. Conviria experimentar, mas era arriscar muito. Por outro lado, se fosse dormir novamente sozinho, sabia que passaria uma noite ruim o que era mau para o dia seguinte, pois acordava sem energia e sem a sua habitual lucidez.  

O "post" anterior desta série foi publicado em 2019.12.01, há um mês, mais ou menos.

Desde esse dia jogámos três jornadas para o campeonato, duas vitórias e uma derrota, seis golos marcados e três sofridos.

Apurámo-nos para a final a quatro da Taça da Liga, onde vamos jogar com o Braga e depois, se vencermos esse jogo, com o Porto ou o Guimarães (que como vimos ontem é muito superior ao Benfica).

Seguimos em frente na Liga Europa.

No final da jornada 11, o Sporting estava em quarto lugar, a quatro pontos do Famalicão e com menos um golo na relação entre golos marcados e sofridos.

No final da jornada 14, o Sporting está em terceiro lugar, estando dois pontos à frente do Famalicão  e com mais oito golos na relação entre golos marcados e sofridos.

Agora que o terceiro lugar parece consolidado vamos tentar fazer mais, vamos tentar fazer melhor, a começar já hoje, como vimos ontem em Guimarães, o campeão nacional está encontrado, com mais ou menos tochas, com Ruben a estrafegar mais ou menos adversários, com Samaris a agredir de mão aberta mais ou menos Evangelistas, com os árbitros e o VAR a desempenharem (e bem) o papel de personagens do livro, escrito por Saramago, que Francisco Geraldes gostava de ler no banco de suplentes, como dizia, vamos lutar hoje para encurtarmos a distância para o segundo lugar.

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