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És a nossa Fé!

Reguardando os chiffres, 10

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- Acredite em mim! As pessoas não valem o trabalhão que temos para elas pensarem bem de nós... São estúpidas!... Elas é que exigem que adoptemos ares virtuosos, e afinal é a ver quem faz mais batota

Na análise à jornada 9 escrevi isto: No final da jornada dez veremos como estamos, podemos ficar mais perto dos da frente, também, podemos ser ultrapassados pelo Boavista, é necessário cabeça e que os jogadores saibam o que vão fazer para dentro do campo.

Sabemos o que aconteceu. Quando a cabeça não tem juízo a pontuação é que paga, eu tinha sido claro: é necessário cabeça, tivemos na Noruega a cabeça que nos faltou em Tondela.

Na jornada passada, a brincar, a brincar, perdemos 10 pontos, os três que perdemos na realidade, três para o Porto, três para o Benfica e um para o Famalicão. Nem tudo foi mau, o Boavista perdeu com o Vitória Sport Clube comandado pelo delegado ao jogo (cf. com braçadeira utilizada por Meyong, onde está a Associação de Treinadores quando precisamos dela?).

Destaques pela negativa na jornada 10; a fraca pontaria, em 8 jogos marcaram-se 12 golos, curiosamente, não houve empates a zero, houve dois 1-1, a ausência de vitórias das equipas forasteiras.

Destaque pela positiva a estreia do delegado Meyong a derrotar uma das poucas equipas invictas das ligas europeias, o Boavista.

Nesta jornada podemos encurtar distâncias para os da frente, vamos ver o que acontece no Boavista vs. Porto sem a escola de tango (um argentino é bom, quatro são uma escola de tango) e no Famalicão vs. Moreirense se empatarem 3-3 e nós vencermos a Torre de Belém ficamos só (só? até me custa escrever isto) a quatro pontos do Famalicão. É melhor olharmos para baixo, também, podemos ser ultrapassados por Vitória Sport Clube, Tondela e Boavista e terminarmos a jornada em sétimo (7, lá está, o número maldito). 

Poucochinho e o paizinho

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O poucochinho foi retirado do jornal (por assim dizer) A Bola de 2019.10.06, a segunda frase vem estampada no Record de hoje.

Para A Bola, o Benfica venceu em França.

Como sabemos o "poucochinho" refere-se a uma vitória segura*.

Bem, mas eu não queria escrever sobre a "vitória" do Benfica em França, quero escrever sobre o triunfo do Benfica que vestia de negro sobre o Benfica que vestia de vermelho.

O Benfica de vermelho adiantou-se no marcador com um excelente golo do Corvo (o Santa Clara está de parabéns pela iniciativa dos jogadores em vez dos nomes próprios, jogarem com os nomes das ilhas, boa promoção para o arquipélago açoriano), aquilo que vimos ontem nos Açores foi um bom jogo de futebol, bem disputado, bem arbitrado e com o sobrenatural a surgir no intervalo.

Sobrenatural? Perguntar-me-ão.

Sim, durante o intervalo, Lage reuniu os jogadores à volta duma mesa pé-de-galo e disse-lhes: "Eu vou ser pai, outra vez". É pá, não queiram saber, os jogadores ao ouvirem aquilo ficaram logo com uma motivação do caraças, foram para dentro do campo e venceram o jogo [ou isso ou umas vitaminas].

(Será que Lage não podia no intervalo do jogo com o Lyon ter proferido a frase mágica?).

Nós sportinguistas, infelizmente, sabemos bem o resultado que dá misturar a vida pessoal com a vida pública, devermos ser o único clube no mundo que passou imagens de uma ecografia nos ecrãs do estádio.

Os jogadores são para jogar, os treinadores para treinar e os jornalistas para contarem o que aconteceu, deixem de nos fazer de parvos, com justificações patéticas para as vitórias e com eufemismos nas derrotas, isto serve para todos os clubes, claro.

*Eu sei que muitas vezes se diz que por um se ganha e por um se perde. É verdade, no futebol é assim. Na política não é assim. É que a diferença faz muita diferença, na política. É que quem ganha por poucochinho é capaz de poucochinho. E o que nós temos de fazer não é poucochinho. O que nós temos de fazer é uma grande mudança in Diário de Notícias de 2014.07.12

Reguardando os chiffres, 9

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Amanhecia, mas ainda não havia muita claridade e as cortinas não estavam corridas, de sorte que metade do quarto permanecia na sombra

Metade do quarto permanecia na sombra, é uma boa forma de começar a análise desta nona jornada.

Aparentemente, temos um quarto lugar consolidado e temos de olhar para cima, estamos a sete pontos do Benfica (se os vencermos nos dois jogos será, apenas, um ponto de diferença) a cinco do Porto (se os vencermos nos dois jogos será, apenas, um ponto de diferença neste caso a nosso favor) e a cinco do Famalicão, com quem já jogámos um jogo que perdemos por um golo de diferença (temos de vencer em Famalicão por dois golos ou mais de diferença e ficaremos com menos dois pontos).

No final da jornada nove estávamos melhor do que na oito.

No final da jornada dez veremos como estamos, podemos ficar mais perto dos da frente, também podemos ser ultrapassados pelo Boavista, é necessário cabeça e que os jogadores saibam o que vão fazer para dentro do campo.

Destaques pela negativa, a lavagem da roupa à mão no Tanque mesmo com a máquina de lavar (o VAR) a funcionar bem. 

O VAR Fábio Veríssimo no Famalicão vs. Gil Vicente, mau de mais para ser só incompetência.

Destaque pela positiva, a vitória do Bavista no jogo com o Braga, os axadrezados são dos poucos clubes na Europa que ainda não perderam nenhum jogo para o campeonato/Liga.

Reguardando os chiffres, 8

chifres1.jpgEle ainda ficou muito tempo acordado, de olhos abertos, e o mais engraçado é que foi a sua companheira que desatou num ressono regular, de tal modo que ele riu sozinho, silenciosamente

Esta semana como todas as outras acabou no sábado, sexta (sexto dia) sábado (último dia) domingo (primeiro dia) segunda (segundo dia) e por aí adiante.

Hoje é o quarto dia da semana, duma jornada que acabou no segundo dia (o Benfica do Minho [Braga] vs. Benfica dos Açores [Santa Clara].

Hoje é, também, o primeiro dia de uma nova jornada.

Detesto isto.

Detesto a linha da morte ou "deadline" em português jornalístico (não sei como é que o Pedro Correia e o Leonardo Ralha, suportam os gritos do tipógrafo com a pinça na mão a compor os tipos móveis que mais tarde serão um jornal), enfim.

Eu é que me meti nela, comprometi-me a escrever um texto (um post) sobre cada jornada, cá vai, então; (eu sei que não se acaba um período com ponto e vírgula mas vejam isto como um candidato a prémio Leya)

A análise da jornada oito passa por aqui:

Os dois candidatos ao título avançaram para a dianteira, lado a lado, e veremos agora qual deles será o primeiro a quebrar e a dar vantagem ao opositor. Não há que dar graças a Deus, Deus está habituado a proteger os vencedores, os mais fortes, os mais dotados. 

Como?

Os mais dotados?

Dotados de quê?

Bem...

O Sporting venceu, sem espinhas, o Vitória Sport Clube.

No final da jornada oito está a um e a dois.

A um ponto (se vencer os jogos que faltam com Benfica, Porto) e a dois pontos e dois golos (tem de vencer o Famalicão, em Famalicão, por dois golos de diferença).

Não dependemos só de nós para sermos campeões, dependemos, quase, de nós. 

Temos é que ser dotados...

Ras'tas partam, Fernando

Dir-me-ão:

- Qual a razão para só agora escreveres sobre isto, Pedro?

A resposta é:

Estava em reflexão (a mim não me basta um sábado para pensar, sou lento [no sentido de Coetzee])

É bom ter razão.

Passaram três anos.

Fernando Santos viu o mesmo que eu vi, há três anos.

RS sim; RS não (o engraçado é que o primeiro RS já não é do Sporting)

Reguardando os chiffres, 7

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-Traga-me champanhe e um charuto!

Pronto! Ali estava ele! Tudo se tinha passado conforme decidira e achou perfeitamente natural que uma mulher de vestido verde viesse sentar-se a seu lado (...).

Sete jornadas depois, há duas equipas sem derrotas, Famalicão e Boavista.

A diferença entre golos marcados e sofridos neste campeonato, assusta.

Nivelamento por baixo.

Famalicão 16/7; 2.29 golos marcados por jogo, 1.00 consentido.

Boavista 6/4; 0.86 golos marcado por jogo, 0.57 consentido.  

Santa Clara 4/4; (ver anterior).

Sporting (ainda assim) 11/9; 1.57 marcados por jogo, apenas, 1.28 consentidos.

Destaques pela positiva, a vitória fora de portas do Sporting, primeiro jogo sem sofrer golos, apesar do Desportivo das Aves ser à entrada para a sétima jornada uma das equipas com maior "poder de fogo" (tinha nove golos marcados). A vitória do Braga em Portimão. A exibição do Vitória Futebol Clube (Setúbal) na Luz, faltou-lhe uma pontinha de sorte, de realçar que apesar das incidências da segunda parte, o jogo teve, somente, cinco minutos de compensação. É ridículo, o anti-jogo benfiquista foi tanto que até o guarda-redes vermelho foi advertido com um cartão amarelo, o sacerdote de serviço não teve alternativa, para o jornal A Bola (2019.09.30, p. 23) o cartão é visto assim: "o lance foi muito criticado por jogadores e no banco de suplentes, uma vez que não havia bola disponível* quando o guarda-redes tinha de marcar o pontapé de baliza".

Destaques pela negativa, a arbitragem do Santa Clara vs. Gil Vicente, má, muito má.

A exibição do Porto. A vitória do Marítimo, o Moreirense não merecia a "morte", nem tal sorte, um empate já teria sido castigo demasiado duro.

 

* não havia bola disponível? o presidente estrafega os próprios sócios, o clube não tem bolas, só problemas, resolveram como? foram à Sport Zone do Colombo comprar uma bola para acabar o jogo?

Reguardando os chiffres, 6

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Sabe, se continuar a jogar, perderá aquilo que quiser...

- Eu sei.

- E mesmo assim joga?

Uma jornada sem grandes surpresas.

Os quatro primeiros venceram com maior ou menor dificuldade.

O primeiro classificado obteve uma vitória justa.

Benfica e Porto venceram como de costume, ajudados.

Sporting, Tondela e Santa Clara empatados no sétimo lugar, curiosamente, dos três, os leões são os únicos com saldo positivo; dez golos marcados, apenas, nove sofridos.

Tondela; nove/nove.

Santa Clara tem uma média de meio golo marcado por jogo mas já tem quatro sofridos.

Destaques pela positiva, mais um vez, o Famalicão, uma equipa bem orientada que sabe posicionar-se em campo, com e sem bola. O Vitória Sport Clube (Guimarães), venceu fora o Tondela (1-3), está em sexto lugar.

Destaques pela negativa, as arbitragens. Começa a dar muito nas vistas a forma como Porto e Benfica estão a ser levados no andor (três+um; os de campo e o VAR, para o andor ir equilibrado) num andor ou ao colo; o Benfica podia utilizar o elaborado pensamento dum ex-presidente do Sporting, mais ou menos, isto: "aqui dão-nos mimo, beijinhos e cafunés, levam-nos ao colo na Europa (e na Taça da Liga) dão-nos pontapés na incubadora".

O Desportivo das Aves, o que se passa Inácio? Seis jogos, cinco derrotas, dezoito golos sofridos [mas o triplo dos golos marcados que um dos sétimos classificados (nem tudo é mau)].

Reguardando os chiffres, 5

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Era abominável! Tudo ia tomando o aspecto de uma conjura, de uma maldade gratuita

Que dizer da jornada cinco?

O Sporting, primeiro jogo de Leonel Pontes, empatou no Bessa num jogo em que os axadrezados foram mais que panteras, foram pantufeiros, pareciam a encarnação do Canelas (do outro lado do rio Douro) porrada, porrada e mais porrada, no final, o capitão leonino expulso e um empate (dadas as circunstâncias não foi nada mau).

No Algarve, outra encarnação, desta vez de Lucílio Batista, bola no peito do capitão de Portimão foi penalty, o jogo ficou 2-2, na verdade, como o Porto beneficiou da promoção (admitida, diga-se) do pague dois golos e leve três, vitória para os nortenhos.

Destaques pela positiva dois jogadores, um deles, André Santos, reentofou (estava a falar muito de carnes encarnadas, o que é, duplamente, mau) Morais, maravilhoso golo de livre directo, o outro Fábio Martins do Famalicão, exibição muito consistente com dois golos marcados.

Umas palavras  sobre as competições europeias.

A maior desilusão, Benfica, esmagado em casa pela equipa do pote 4, sem nenhum golo marcado por jogadores portugueses, num clube que tem (recentemente) a formação como bandeira.

Mal, Vitória de Guimarães, derrotado em Liège por 2-0.

Assim-assim, Sporting, má a derrota com o PSV, 3-2, boa (a espaços) a exibição leonina, muito bom, os dois golos marcados fora, ambos por jogadores portugueses.

Bom, a vitória (com dois golos brasileiros) do Porto no Dragão e a estreia do "young boy" Fábio Silva, fez 17 anos há dois meses.

Muito bom, a vitória do Braga de Sá Pinto, depois de ter eliminado o Manchester City de Mancini (que nesse ano seria campeão) Sá repete a gracinha e vence com um golo português de Ricardo Horta.

Como o nome da "mayor" de Wolverhampton é Claire Darke, diria que este jogo foi mais "Claire" para Sá Pinto e mais "Darke" para Nuno Espírito Santo (e Jorge Mendes).

Onde estão os meus árbitros amigos?

Um postal sem imagens mas com duas ligações.

Esta; para uma entrevista de António Sala, o primeiro adjunto a ser promovido a treinador principal do Benfica não foi o setubalense Lage foi outro sadino (não, não foi o Bocage) foi Mourinho.

Esta, outra; para vermos com calma as imagens, ouvirmos a música e pensarmos; qual será a razão para o Benfica não ganhar nada na Europa desde a televisão a preto e branco?

Reguardando os chiffres, 4

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E lembrar-me de que ainda ninguém sabe o que vai passar-se!... Nem mesmo eu...

Lembrar-me.

Lembrarmo-nos.

Leio o que se foi escrevendo aqui.

Agora dizem (dizemos) todos:

"Já estávamos à espera..."

Estávamos à espera de quê?

De sermos roubados (perdão, furtados) de sermos mais furtados (não deixo de notar a ironia da semelhança fonética e gráfica entre fruto/fruta e furto; voucheirados?) que nunca? De sermos o único clube desde que o futebol começou a ser disputado, oficialmente, que é primeiro num campeonato, que joga em casa e apesar disso sofre três supostos penaltys em casa, é inédito, nem no campeonato da Jamaica há memória de um acontecimento igual.

Aconteceu na república portuguesa no tempo de Marcelo Rebelo de Sousa, presidente da república, Ferro Rodrigues (diz-se sportinguista) presidente da assembleia da república, António Costa, primeiro-ministro, Fernando Medina, presidente da câmara municipal de Lisboa, Fernando Gomes (não é o bi-bota) presidente da federação portuguesa de futebol, Fernando Santos, seleccionador nacional e Pedro Proença, presidente da liga, o árbitro de/em campo foi um tal Pinheiro (não tenho paciência para ir pesquisar os VARios que o deviam ter ajudado [ou que tentaram ajudar e não conseguiram, será que algum dia teremos acesso aos áudios? desesperadamente, diziam-lhe "vai ver" "não foi penalty" "teimosamente o tal Pinheiro nunca foi ver as imagens; como dizia Ivone Silva: "com um vestido preto, nunca me comprometo"]

Nota: as referências político/desportivas são para memória futura, como gostam de aparecer nas vitórias é bom que sejam recordados em episódios que envergonham o futebol português.

"Já em largo oceano navegavam", como dizia o outro (zarolho, como eu).

Eu sei, isto é uma análise da jornada, da jornada quatro.

Parabéns aos forasteiros, muito ajudados, ao Rio Ave e ao Benfica (grande Benfica, vencer fora com dois auto-golos) assim aconteça na "Champions".

Parabéns ao Porto, vencer em casa contra nove; uma táctica a aplicar na Liga Europa, obrigarem os adversários a jogarem só com nove.

Quanto ao resto, o lamento pelo despedimento dos treinadores do Paços de Ferreira, do Torre de Belém Futebol Clube (grande Silas, não merecias sair pela porta pequena) e de Marcel Keizer (escreverei, detalhadamente, sobre este assunto).

Por último (mas não menos importante) um grande abraço para Famalicão.

Primeiros (apesar de tanta batotice) é obra.

[faz lembrar o ciclismo, o Acácio da Silva, camisola amarela na volta à França, entretidos a roubar o Sporting, ninguém se lembrou de roubar o Famalicão]

Reguardando os chiffres, 3

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Ele ria! Bebia, enchia o seu copo e o do companheiro, cujos olhos começavam a embaciar-se.  

Ontem (não tenho vergonha de o confessar) chorei.

Chorei de alegria, chorei pelo "meu" Sporting, chorei pelo Sporting "do meu pai", está a viajar e quando voltar a Portugal (tem mais de 80 anos e, obviamente, não está em Novi Sad ou em Naissus a "ver" os resultados do Sporting no telemóvel Nokia com mais de quinze anos) chega amanhã, sei que lhe vou telefonar, que lhe vou dizer que estamos em primeiro no Campeonato (é assim que ele e eu lhe chamamos) sei que vai fingir que não sabia, sei que me vai dizer, qualquer coisa do género: "tem calma filho, estamos na terceira jornada"; sei tudo isso, sei, também, que queria muito que ele voltasse a ver o Sporting, o nosso Sporting, campeão.

Sei que (infelizmente) nem todos os sportinguistas querem o Sporting campeão, uns porque embirram com o presidente, outros porque embirram com o treinador, outros porque embirram com os colegas de blog, outros porque embirram com os comentadores, enfim, há um batalhão de sportinguistas à espera dum empate, duma derrota para dizerem: "eu não te dizia?"

(espero que não me digam [pelas razões que apontei atrás])

Ora bem, terceira jornada (tal como tinha previsto, sou um optimista, não é, Edmundo?) Sporting em primeiro.

Quatro clubes sem derrotas, quais serão?

Benfica? Não. Porto? Não. Braga? Não. Paços de Ferreira? Não. Vitória FC (Setúbal)? Não.

Famalicão. Vitória SC (Guimarães). Boavista e Sporting. Sim.

Os dois últimos já foram campeões, talvez, os mais fortes deste campeonato.

Na próxima jornada o Vitória SC vai ao Dragão, o Boavista vai ao Jamor (e não é a final da Taça de Portugal) e o Famalicão vai a Vila das Aves defrontar Inácio; provavelmente, no final da próxima jornada o Sporting será a única equipa sem derrotas.

Passo a passo, um jogo de cada vez, um objectivo em cada jornada.

Destaques desta jornada pela negativa; o VAR, o Benfica, o Aves e o Marítimo

Destaques desta jornada pela positiva; Sporting, Porto, Gil Vicente (em três jogos, venceu o Porto e empatou com o Braga, é obra), Tondela e, claro, o Famalicão que partilha com o Sporting o primeiro lugar do pódio.

Reguardando os chiffres, 2

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"Os bolos pertencem aos que se dão ao trabalho de os agarrar"

Na semana passada estávamos assim.

Esta semana após um jogo que liderámos desde os dezasseis minutos somos terceiros, atrás do, surpreendente, Famalicão e do clube que vendeu um jogador por 126 milhões (os meus desejos de melhoras para João Félix que continua, em jogos oficiais, sem golos, sem assistências e sem conseguir completar um jogo, tanto na selecção de Fernando Santos como na equipa de Simeone).

Na próxima jornada o Benfica joga em casa com o Porto, o Famalicão desloca-se a Guimarães, o Sporting vai jogar a Portimão.

Imaginemos que os astros estão todos alinhados, o nosso clube, a nossa Fé pode terminar a terceira jornada isolado no primeiro lugar; se isso acontecer, a acreditar naquilo que tenho lido por aqui (não estou a pessoalizar nem a impessoalizar nenhum autor deste "blog") e por ali, a solução é só uma (são duas): despedir o treinador, demitir o presidente.

Destaques desta jornada, o hat-trick (verdadeiro) de Zé Luís. A anulação pelo VAR do segundo golo do Benfica; dura lex sed lex, aquele lance tinha tudo para resultar num golo legal.

Destaque pela negativa para o Paços de Ferreira que foi derrotado em casa pelo Benfica Santa Clara dos Açores.

À terceira foi de vez

À primeira todos caem.

O primeiro jogo disputado entre Sporting e Braga, à segunda jornada, foi em 1958, o Braga venceu por 4-3.

À segunda só cai quem quer.

O segundo jogo entre Sporting e Braga, à segunda jornada, foi em 2009, o Braga venceu por 2-1.

Era esta a nossa história de jogos disputados com o Braga, à segunda jornada, dois jogos duas derrotas.

Ontem estivemos a vencer quase desde o início do jogo, excelente futebol a toda a largura do terreno, com trocas de posição na frente, uma estratégia de compensações defensivas que permitiu que algumas vezes os nossos centrais aparecessem em situações de finalização.

Um lateral direito da formação que não perdeu um único duelo.

Enfim, como escrevi atrás, vínhamos de duas derrotas com o Braga, isso não afectou a mentalidade vencedora tanto do treinador como dos jogadores.

Estamos então felizes após a vitória?

Não.

A acreditar em algumas pessoas que escrevem neste "blog" a solução é despedir o treinador e demitir o presidente.

Até quando?

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"Pois que, assim como assim, o seu destino não estava fixado"  

 

Ora aí está, o primeiro post, de 35.

Uma série. Espero que termine com o Sporting campeão, a ver vamos.

O título é inspirado em dois senhores, o Sr. Estudante, recentemente, falecido, com quem aprendi muito sportinguismo, um leão que conheceu Peyroteo, Jesus Correia, Yazalde e outros dos nossos grandes. Disse-me uma frase relacionada com o Sporting que se aplicava que nem uma luva àquele contexto: "Pedro, eu não ando aqui a ver passar os comboios"; o Sr. Simenon que não tive o gosto de conhecer, pessoalmente (agora já vou tarde) mas apreendo-o através das palavras que nos deixou em vários livros, especificamente, neste: L' homme qui regardait passer les trains.

Reguardando, uma mistura de olhar em francês, com voltar a guardar, em português, chiffres, números, em francês, uma análise, um olhar, sobre cada uma das trinta e cinco jornadas.

Depois desta introdução, aborrecida, preocupante e chata, vamos ao que interessa.

O grande destaque desta jornada vai para o Famalicão, o único clube a conseguir três pontos fora de casa, no campo do Benfica do Santa Clara dos Açores.

Podemos, também, destacar o Sporting, foi o único clube a empatar fora de casa com golos. Recuperou.

Aos oito minutos o Marítimo tinha três pontos, quando o jogo acabou o Marítimo tinha, apenas, um, perdeu dois e o Sporting conquistou um, queríamos três? Claro que que sim, se calhar, o Porto, também, não queria perder com o Gil Vicente e, também, não queria estar a levar com três batatas no Dragão, nem ficar fora da Champions, as coisas são o que são.

Balanço da primeira jornada.

Cinco equipas com três pontos, lideradas pelo Famalicão, a única a vencer fora.

Seis equipas com um ponto, lideradas pelo Sporting, a única a empatar fora com golos.

Sete equipas que não pontuaram, entre as quais o Rio Ave e o Guimarães que só jogam no dia 8 de Setembro.

Nós e os laços

Minuto 22, ontem, na Luz: Passe errado de De Tomas obriga Samaris a travar Tanque em falta. Livre para o Paços (do Record).

Aquilo que não nos dizem é que foi a segunda jogada cortada em falta por Samaris com os jogadores do Paços bem lançados para a baliza vermelha; o resultado estava em zero a zero e Samaris tinha de ser expulso neste lance. O jogo podia terminar na mesma 5-0 mas se os árbitros começam já a fazer vista grossa na primeira jornada, estamos mal, muito mal.

Dois jogos, dois jogadores expulsos nas equipas que defrontam o "Glorioso", ontem um penalty desbloqueou o 1-0 e uma expulsão desbloqueou o 2-0 e nós lá vamos, cantando e rindo, atirando pedras ao Keizer, levados, levados, sim.

"Preocupa-te mas é com nós" dir-me-ão. Estou preocupado (e chateado, também) mas não nos embrulhem logo na primeira jornada, com um lindo papel de lustro vermelho brillhante e um laço branco a condizer.

Como se fosse uma resposta de Thierry Rendall

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Não te rias demais, João

Caro João Querido Manha,

Antes de começar a responder-te parágrafo por parágrafo, vê o que está ali em cima um R, pensavas que era um R de coRReia mas não, João, é um R de Rendall.

Dizes: Foi com muita curiosidade que observei a tua estreia na equipa principal do Sporting, no lugar de defesa lateral direito, por causa dos impedimentos dos três craques que o clube adquiriu para  a posição nos últimos dois anos por valores cada vez maiores: dos dois milhões de Ristovski para os 4,5 de Bruno Gaspar e para os 8 de Rosier, em três verões consecutivos.

Se estivesses mais atento terias reparado que a minha estreia na equipa principal do Sporting foi contra o Karabakh fora, vencemos por 6-1, no dia 29 de Novembro de 2018, mais tarde, joguei, também, frente ao Vorskla em Alvalade, no dia 13 de Dezembro de 2018, vencemos, 3-0, até ontem, tinha dois jogos na equipa principal, nove golos marcados e, apenas, um sofrido (mesmo com o resultado de ontem o meu saldo continua positivo).

Ao todo, portanto, serão cerca de 15 milhões de euros atirados ao vento numa lógica antagónica à matriz formadora do Sporting. Ontem, quando subiste ao relvado do estádio Algarve, levavas a bandeira de Alcochete, como um último moicano a fazer acreditar na sobrevivência da “espécie”, por contraponto ao adversário, todo orgulhoso dos seus Rubens & Florentinos.

Isto não faz sentido, como já te expliquei, eu fui uma aposta antes, estavas desatento, temos pena ou melhor tens penas, tu, eu tenho juba, uma juba orgulhosa.

O Nuno Tavares, teu amigo do Benfica e das selecções, também estreou na mesma noite e ficou com a coroa da moeda que tem sempre esta face obscura do lado de baixo. Ele ganhou estrondosamente e festejou muito, tu perdeste copiosamente e choraste até meteres dó. É a vida, meu caro Thierry, e a aventura só agora está a começar.

O Nuno é meu amigo, sim, repara fui campeão nacional de juniores B, lembro-me na altura do Nuno ter chorado no meu ombro por nunca ter conseguido essa vitória, fui campeão de juniores A e o Nuno também, em anos diferentes, claro, rimo-nos os dois, fui campeão europeu de sub-17 e de sub-19, o Nuno nem foi convocado, e o que ele chorou, João, nem queiras saber, eu sempre a apoiá-lo, e ele a dizer-me que se fosse do Sporting tinha ido à selecção, foram tempos difícieis, João, mas confortei-o.

Sei que não te iludes e que estás consciente dos erros cometidos neste jogo. Dizem os chineses que, escapando ao perigo de morte, acordamos mais fortes. Por isso, jovem Thierry, seca as lágrimas e segue o teu destino.

Fiquei sem paciência para te responder a tudo, João, vocês benfiquistas, estão sempre a falar de morte, ou porque matam um leão por dia, ou nas bancadas do Jamor, ou atropelado nas imediações do estádio da Luz, deixa-te disso João, falemos de vida, não de morte.

Um dia melhor, outro dia pior mas não me tentes traçar o destino, percebi o que querias dizer com esta frase: «até ao dia em que a frustração dos campeonatos perdidos os leve a transferir-te também» estou bem onde estou, sinto orgulho no Leão que carrego no peito. 

CL7 vs. BF8, um duelo ao pôr-do-sol

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Hoje. 20H45. Estádio do Algarve.

Dum lado, Caio Lucas, o número sete das águias, um homem que faz um jogo contra a Fiorentina, repito, contra a Fiorentina e a seguir diz o seguinte: "estou a matar um leão por dia", o jornal A Bola, publica.

Do outro lado, Bruno Fernandes, o número oito dos leões, um homem amargurado, triste, um "meio João Félix" (ou nem isso).

Ganhassem-se os jogos nas páginas d' A Bola e o Benfica golearia (e mataria mais um leão ou dois) como os jogos, supostamente, se vencem dentro das quatro linhas; espero que tanto Caio Lucas como Bruno Fernandes façam um bom jogo e que no final vença o melhor, o que fizer o melhor jogo, hoje.

O princípio da maior "inFélixidade"

Há sempre imponderáveis numa aquisição, não há filosofia que nos ajude.

Compramos uma máquina de lavar loiça e encrava o compartimento da pastilha.

Compramos um ar condicionado e da primeira vez que se liga cai um fio de água no interior da casa, uma pequena cascata.

Compramos uma torradeira e temos de a virar ao contrário para sair o pão.

Compramos um jogador por 127 milhões e passados 27 minutos ele manca.

(não se preocupem com os meus electrodomésticos, estavam todos na garantia, troquei-os, comprei produtos de melhor qualidade)

Valentin Rosier, calça à parte

Uma das grandes incógnitas desta época, o novo lateral direito.

O que se passa com Rosier?

Enquanto não temos respostas, podemos conhecer melhor Valentin, neste artigo. Meio mexicano (de Guadalupe) meio italiano, nacionalidade francesa.

As lesões são mesmo a maior dúvida em Rosier. O lateral esteve 18 meses lesionado [sic] devido a lesões em 3 anos, números demasiado elevados para um jogador de 22 anos. Estando ainda a recuperar da última lesão sofrida, Rosier pode partir atrasado na pré-época leonina, sendo necessário esperar pelos primeiros jogos para ver o nível do jogador.

Mas num clube tão preocupado com o nível físico dos jogadores, não tivesse a presidente o seu antigo diretor clínico, o Sporting já deixou bem patente que só entram jogadores a 100%, com os casos de Sturaro, Lucas Silva e Boateng a demonstrarem isto mesmo.

in Fair Play, 2019.Junho.28

Derrotas, autogolos e sorrisos incrédulos

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A imagem mostra-nos o programa de jogo do último desafio disputado no "velhinho" Alvalade, logo na nota de abertura podemos ler isto: Tudo começou a 10 de Junho de 1956. Aqui se viveram alegrias inesquecíveis como a da inauguração, a do primeiro campeonato nacional de 1958, a epopeia da Taça das Taças, com os 5-0 ao Manchester [United] de permeio, os campeonatos de 62, 66, 70, 74, 80, 82, o grande regresso aos títulos máximos em 2000 e 2002.

Os que passaram por estas bancadas poderam sentir a fibra de Joaquim Agostinho, dos grandes recordistas de atletismo como Carlos Lopes e Fernando Mamede (...).

Neste jogo, o último, em Alvalade, dum lado estava a equipa campeã em título, do outro um Vitória Futebol Clube  já, matematicamente, despromovido.

Dum lado um estádio cheio de adeptos sportinguistas apesar da hora (20H45) do outro meia dúzia de gatos pingados que tinham viajado de Setúbal.

Aconteceu, o que sabemos, o Vitória venceu, autogolo do nosso central Beto e golo do avançado Meyong aos 93 minutos; na jornada seguinte o outro Futebol Clube, no Porto.

Última jornada de 2002/2003, o campeão em título vai visitar o, matematicamente, campeão, mais do mesmo, autogolo de Pablo Contreras e vitória do Porto.

Às vezes é necessário recordar as derrotas, recordar os momentos maus, na última época em que fomos campeões perdemos os dois últimos jogos com dois autogolos, depois batemos com os pés no fundo da piscina, viemos acima, respirámos.

Inacreditavelmente, com Fernando Santos, foi ele que nos colocou um sorriso incrédulo nos lábios, um jogo maravilhoso na inauguração do novo estádio, um Manchester United de rastos (e não era treinado por Mourinho) e um leão rampante, pujante, dominador.

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