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És a nossa Fé!

Uns são Stromp outros andrades

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Ontem fiz este comentário:

"socorro-me do último jogo realizado pelo Sporting, dos 16 jogadores utilizados:
- 3 estão na primeira época de Sporting
- 6 na segunda
- 5 épocas / Matheus Nunes
- 7 épocas / Coates
- 10 épocas / Tiago Tomás
- 11 épocas / Palhinha
- 13 épocas / Gonçalo Inácio
- 15 épocas / Daniel Bragança
- 20 épocas / Ricardo Esgaio"

aqui

Fui induzido em erro pela apresentação gráfica da fonte que utilizei, peço desculpa.

os números correctos são estes:

- 3 estão na primeira época de Sporting
- 6 na segunda
- 5 equipas / 4 épocas Matheus Nunes
- 7 equipas / 7 épocas / Coates
- 10 equipas /  8 épocas  Tiago Tomás
- 11 equipas / 8 épocas Palhinha
- 13 equipas / 10 épocas Gonçalo Inácio
- 15 equipas / 14 épocas Daniel Bragança
- 20 equipas / 13 épocas Ricardo Esgaio

Apareceu um andrade, conhecido aqui no "blog" como o anónimo do Bolhão que escreveu isto:

"outros há, que sem fazer alarde disso, tem 3/4 titulares sub 21 no seu onze titular, quem? Diogo Costa, João Mário, Vitinha e Fábio Vieira".

A questão não era a utilização de jogadores oriundos da formação, era a ligação ao clube, a mística, por exemplo, o caso de Gonçalo Inácio, está há dez épocas no Sporting, mas já jogou em 13 equipas do Sporting, numa época jogou nos sub 19, nos sub 23 e na equipa principal (daí a diferença entre "equipas" e épocas que, também, ocorre com outros jogadores, os que estiveram emprestados, essas épocas não foram contabilizadas, obviamente).

Vamos fazer o mesmo exercício para os jogadores do FC Porto utilizados no último encontro:

Diogo Costa - 10 épocas

Bruno Costa - 12 épocas

Fábio Cardoso - 1 época (tem 9 no Benfica)

Mbemba - 4 épocas

Uribe, Diaz e Evanilson - 3 épocas

Vitinha - 10 épocas

Fábio Vieira - 12 épocas

Borges - 7 épocas ( tem 5 no Benfica)

Francisco Conceição - 5 épocas ( tem 6 no Sporting)

Os outros jogadores utilizados pelo Porto estão na segunda ou na primeira época, não foram considerados para a mística.

Nenhum dos jogadores do Porto tem mais anos de clube que Daniel Bragança ou Ricardo Esgaio.

Olhando para os números e para os nomes podemos ficar com a ideia errada que o Porto utiliza muito a formação, usou-a neste jogo, pois estiveram a jogar onze do Porto contra nove da B-SAD, enquanto estiverem 11 de cada lado, o Porto estava a perder, Borges e Conceição, por exemplo, estavam abancados.

Vamos ver quando o Porto jogar para a "Champions" com a Lazio quantos miúdos da formação do Benfica, do Porto e do Sporting (como vimos estão todas bem representadas) serão utilizados.

Estão aí os números (espero que estejam todos correctos) cada um que tire as suas conclusões se a mística se mede com anos de ligação ao clube, com tempo de utilização e com títulos conquistados pela equipa principal, diria que os jogadores do Sporting têm mais mística que os do Porto.

Dia de ressaca

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Cabeça dorida, boca seca, todos os músculos dormentes, sem vontade de fazer nada, sem vontade de falar, sem vontade de me mexer.

É assim que me sinto quando o meu clube tem um resultado negativo.

As outras pessoas sentirão o mesmo?

Em baixo, temos a ligação para uma análise dos resultados, das quatro primeiras equipas, nos jogos apitados por Fábio Veríssimo.

http://influenciaarbitral.blogspot.com/2016/05/fabio-verissimo.html?m=1 

O bom, o óptimo e o filão

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André Franco, começou a jogar no Sporting Clube de Portugal, com seis anos de idade, actualmente, está no Estoril-Praia.

Com 23 anos de idade, André Franco é a grande revelação da primeira volta.

Sobre ele escrevi em 2022.01.04 neste postal do Pedro Correia:

"O médio, actualmente, no Estoril é a grande revelação da época.
Com 23 anos, mais de metade dos quais passados ao serviço do Sporting Clube de Portugal, é um médio evoluído, tacticamente, fecha bem os caminhos para a baliza e é rápido e inteligente a construir jogadas de ataque.
Uma excelente alternativa a Matheus Nunes, a Daniel Bragança ou mesmo para jogar mais encostado às linhas".

Escrevi em 2021.10.30:

"O bom; André Franco do Estoril, um autêntico nove e meio, faz a equipa jogar e marca golos, já vai com cinco tiros certeiros".

Em 2021.12.29:

"O bom; André Franco, mais duas assistências, uma delas à Madjer de pé descalço [aqui numa referência óbvia ao sportinguista Madjer do futebol de praia]".

No dia passada segunda-feira voltei a referir André Franco, desta forma:

"O bom; Estoril-Praia, heróis e mártires. Bruno Pinheiro, o treinador e André Franco, o jogador. Sobre André já escrevi várias vezes, é só rever as recepções de bola, os passes, a inteligência técnico-táctica (ah pois é, também, sei escrever à Freitas Lobo) que coloca em tudo o que faz. Até a protestar tem classe, chamou ao árbitro: "ignóbil descendente de Madalena bíblica", o apitador, coitado, não percebeu mas mostrou-lhe cartão amarelo. Bruno Pinheiro disse tudo em duas palavras: Campo inclinado".

A carreira de André, de leão rampante ao peito, aparece em diversos vídeos no YouTube (provavelmente noutras plataformas, também) fiquem com este resumo do leãozinho

Para conhecer o desempenho de André na actualidade podemos conferir aqui.

Santos, anda cá ver isto, n° dezassete

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O Bom:

- Santa Clara, a única equipa a conseguir vencer o campeão nacional. Excelente desempenho da equipa de São Miguel, Açores.

- O regresso vitorioso de Ricardo Coração de Leão, andou em cruzada em terras de infiéis (não acreditaram nele). Voltou. Jogou fora e venceu. Ricardo Sá Pinto, melhor que Sérgio Conceição, melhor que Amorim, comparando com outros campeonatos, melhor que Mourinho (rir), melhor que Ancelotti e melhor que Guardiola, 100% vitorioso.

- Estoril-Praia, heróis e mártires. Bruno Pinheiro, o treinador e André Franco, o jogodor. Sobre André já escrevi várias vezes, é só rever as recepções de bola, os passes, a inteligência técnico-táctica (ah pois é, também, sei escrever à Freitas Lobo) que coloca em tudo o que faz. Até a protestar tem classe, chamou ao árbitro: "ignóbil descendente de Madalena bíblica", o apitador, coitado, não percebeu mas mostrou-lhe cartão amarelo. Bruno Pinheiro disse tudo em duas palavras: Campo inclinado.

- Portimonense, o Algarve pela sua localização é apetecível para ataques vindos pelo mar, ataques marítimos, foi o que aconteceu, os piratas atacaram, roubaram (cf, com golo anulado ao Portimonense) e foram-se embora cantando alegremente: "eu sou o pirata da perna de pau, com olho de vidro e cara de mau". Um abraço solidário para Paulo Sérgio, assim é difícil ganhar jogos.

- Oday, o israelita (palestiniano para alguns) foi um verdadeiro 7, entrou no minuto 27, marcou no minuto 37, viu amarelo no minuto 57 e foi expulso no minuto 77.

O Mau:

- Oday, o palestiniano (israelita para alguns) substituiu, marcou, amarelou e avermelhou, é obra.

- Grimaldo, apesar do renitec, senti o coração disparar. Queres ver que ele se apaga, pensei. O anão vermelho (excesso de linguagem sem ofensa para as pessoas que padecem de nanismo) revolvia-se com convulsões, a espumar pela boca, quase no estertor final. Afinal não foi nada. Foi. O jogador do Paços de Ferreira foi expulso.

O Vilão:

- Wendell, não é necessário dizer a razão.

- Otamendi, o outro Wendell.

Wendell, Peter Pan e o ca aio

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Educar é fazer escolhas.

Liderar pelo exemplo.

O meu miúdo tem 19 meses, sem televisão, sem telemóveis, muitos livros, muitos discos, muita (audição) rádio, alguns contos gravados.

Muito estímulo sonoro (sem gritarias) zero estímulo visual, engarrafado.

Já perdemos, os dois, muitas horas, a olhar pinheiras, eucaliptos, sobreiros, lodões, jacarandás (ele está a aprender e assim aprende logo que uma pinheira é uma pinheira e um jacarandá é um jacarandá, uma árvore nem eu nem ele sabemos o que é) e gaivotas, rolas, pombos, gaios, galinhas, patos, gansos, pardais (também não sabemos o que são pássaros/aves).

Ambos sabemos o que são árbitros do ca aio.

Transcrevo o sítio do jornal Record e cada um que tire conclusões:

- 17' Wendell faz falta sobre Chiquinho

- 31' Golo (atenção, golo) anulado ao Estoril.

- 41' Wendell volta a massacrar Chiquinho, é penalty

-  47' Wendell, ia a escrever, volta a fazer falta sobre Chiquinho. A verdade é esta, nesta altura Wendell já fez uma falta, já cometeu um penalty e volta a dar uma trancada em Chiquinho, não é volta, nem re-volta é uma tri agressão, sem cartão, claro.

- 61' (Chiquinho já tinha saído do campo para os cuidados intensivos) Wendell atinge Bruno Lourenço, falta.

- 62' Golo (atenção, golo) anulado, recordo que é o segundo golo anulado ao Estoril.

- 82' Wendell farto de dar porrada, decide jogar a bola com a mão. Falta.

- 87' Wendell olha para Bruno Lourenço e pensa, não és mais nem menos que o Chiquinho, ora toma lá mais uma trancada. Falta.

(Wendell cometeu seis faltas [assinaladas] uma delas foi penalty, acabou o jogo sem ver um cartão amarelo, sequer, foram todas faltas meiguinhas)

- 97' e 98' cartão amarelo para André Franco e cartão amarelo para Joãozinho [jogadores do Estoril] por protestos.

Não protestem, pá, porrada neles, à Wendell, pancadas meiguinhas.

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É do ca aio!

(expliquei cá em casa que o menino andava a gritar "ca aio", "ca aio" por causa do Egas Moniz, que aio tão honrado teve Afonso Henriques).

Neto encosta a cabeça, vermelho, rua.

Tabata faz uma falta, vermelho, rua.

Daniel Bragança faz uma falta, vermelho, rua.

Sérgio Conceição agride um jogador adversário e quê?

Wendell quase que mata dois jogadores adversários e quê?

Como diria o meu menino:

"Pó ca aio".

A culpa de Esperança Campeona

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Olhava a escuridão, pensava em São Miguel e em Santa Clara os seus santos de devoção.

Esquecida que a fé não move montanhas, a fome, sim. Foi a fome que a moveu das montanhas, das fragas, foi a fé que a fez regressar.

O quotidiano é como o lenço que nos tapa a cabeça.

Nasceu em Parambos, no dia 7 de Janeiro de 1924, a certidão de nascimento diz que foi no dia 11.

Esperança sorri, lembra-se da meninice, na casa onde serviu, com piano, onde se falava francês, recorda a frase: "Laissez faire, Leça passer", o sorriso encurva-se na direcção dos pés, os cantos dos lábios apontam para o chão.

Esperança Campeona sabia que a distração, com o dia do aniversário verdadeiro, fora fatal, quem a manda estar a assistir, no "tablet", via Inácio TV, ao jogo nos Açores, de lenço posto?

Confiara na sorte.

Confiara na fé.

Antes do jogo, sorrira ao ler os disparates do Pedro Oliveira no És a Nossa Fé, facilitara.

O tempo não está para confianças, para disparates, nem para fézadas, está para fome (mais uma vez recordou a meninice) fome de bola, fome de lutar, fome de vencer.

Viu a lenha que ardia, sentiu as lágrimas que caíam, a sulcarem-lhe o rosto (seria do fumo?).

Assumiu a culpa, nos jogos do Sporting a comunhão ser e natureza, mulher e infinito, tem de ser total, o pedaço de pano, que se esquecera de tirar da cabeça, estragou tudo.

Dia onze, Esperança Campeona faz anos, novamente, lenço fora da cabeça, sorriso nos beiços, rugas vincadas para o céu, a certeza que o mesmo erro não se repete.

Campeona fará o que lhe compete, assistirá ao jogo, em cabelo, os outros, dentro do campo só têm de conseguir que a Esperança continue viva.

Vencendo.

Santos, anda cá ver isto, n° dezasseis

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O Bom:

- Nélson Veríssimo, há coisas que estão para além das rivalidades e do pontapé na bola. Um abraço solidário para Nélson no momento difícil, a nível pessoal, que atravessa.

- Paulinho, três golos, "hat-trick" verdadeiro.

- Vitinha do Braga, imita Paulinho, "hat-trick" verdadeiro, também.

- Roger, não é o Buck Rogers, nem sequer o Roy Rogers, é Fernandes de apelido, entrou aos 62' e ainda foi a tempo de ser herói, marcou dois golos para o Atlético Mineiro, perdão, o treinador é que vai para o Brasil, Roger continua no Braga.

- Gil Vicente, três golos fora, o último dos quais com dois carros em confronto. Relato: "Boubacar avança, Babacar recua, Boubacar prepara o remate, Babacar posiciona-se, Bouba e Baba, Car olham-se como num duelo na rua empoeirada, o filho de Hanne Tanou* dispara certeiro.

* Hanne Tanou, avançado que representou 18 clubes, a maior glória foi de listas horizontais verdes e brancas, as cores do Arrifanense, Santa Maria da Feira, dois jogos, três golos. Representou mais 17 clubes, fez mais 116 jogos, marcou mais 6 golos.

O filho parece melhor, entrou aos 90' e marcou um golo.

O Mau: 

- Arouca, meia dúzia de golos sofridos a jogar em casa

- Benfica, também, encheu meia caixa de ovos, em duas visitas ao Porto.

O Vilão:

- Nuno Moreira, capaz do melhor e do pior, uma inconstância que define todo o seu percurso. Desta vez foi uma cotevelada em Winck.

Ainda vai a tempo de perceber que o futebol não se joga com os cotovelos, nem só com os pés, joga-se, principalmente, com o interior da cabeça.

O polvo Paul e o Jaquinzinho

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Premonições, prever algo sem gastar muitas munições.

Foi isso que o polvo Paul fez no Mundial de 2010, acertou o desfecho de vários jogos.

Foi o que fez o nosso camarada/colega de blogue João Caetano Dias (ver postal abaixo) conseguiu prever há, precisamente, dez anos que Rúben Amorim era especial (era o único que sabia ler e escrever, em português, no Benfica de então).

João (jcd do blogue jaquinzinhos) não o escreveu mas, certamente, sabia que 10 anos depois, Rúben Amorim, como treinador do Sporting, seria considerado o Homem do Ano para todos os jornais desportivos.

Natal dos s7mple2

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"Já nos cansa está lonjura [era preciso irmos a Gondomar?]

Muita neve cai na serra [sete flocos]

Só se lembra dos caminhos velhos

Quem tem saudades da terra.

Rabanadas, pão e vinho novo 

Matavam a fome à pobreza"

Nesta quadra festiva vamos deixar a rivalidade de lado, o meu desejo para todos os benfiquistas é que aproveitem a vida, hoje foram sete, amanhã podem ser mais, comam pão e rabanadas, bebam vinho; 2022 há-de sem melhor, mesmo sem Jesus, mesmo sem Deus.

Por falar nisso, Jesus já está a ser apagado dos documentos oficiais.

 

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Santos, anda cá ver isto, n° quinze

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O Bom:

- Sporting, na mais difícil deslocação que tinha, até ao final do ano, mostrou a razão pela qual carrega o símbolo de campeão. Apesar de, injustamente, reduzido a dez jogadores, "galeou" o clube do galo e "galou" os profetas da desgraça.

- Lincoln, um jogo quase perfeito, a  defender e a atacar. O golo do Santa Clara é uma obra de arte, o passe, a recepção controlada e o golo, tudo bem feito.

- André Franco, mais duas assistências, uma delas à Madjer de pé descalço.

O Mau:

- Pepa, o Vitória Sport Clube continua inconsistente.

- Apenas quatro triunfos caseiros, três deles por 1-0.

- O fosso entre os três primeiros e os outros. Sporting, Porto e Benfica marcaram 14 golos. Só o clube do Pizzidente consentiu que as suas redes fossem violadas (uma vez).

O Vilão:

- Tiago Martins, depois da arbitragem no ano passado em Moreira de Cónegos, voltou a fazer das dele. O ano passado ele e Jorge Sousa conseguiram roubar dois pontos ao Sporting, desta vez o VAR conseguiu que existisse justiça no resultado.

As botas das sete réguas

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Calçado aconselhável para os jogadores que defrontarem o FC Porto.

Tem umas réguas finas em aço que protegem o peito do pé e previnem o que aconteceu ontem. Um rapaz imbuído de carácter e atitude à Porto conseguiu à "pézada" destruir uma bota de futebol e o peito do pé do bisneto do pai da evolução.

Como sabemos Neto e Tabata é que são os mauzões do futebol português, o tal Fábio Cardoso depois de quase ter partido o pé a Darwin, continuou em campo, com a atitude que os tubarões tinham,  nos documentários do Jacques Cousteau, o cheiro a sangue, abria-lhes o apetite.

 

Nota: Este conteúdo não foi patrocinado mas se me quiserem enviar um par de botas (n° 42) sem dúvida que me sentiria mais protegido no próximo passeio ao Porto. Ninguém está livre de uma pisadela, não é?

Do disparo da pistola à Frida

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Foi a reportagem possível do "És a Nossa Fé", junto ao estádio do Casa Pia Atlético Clube, com um bebé, no banco traseiro, a reclamar pelo almoço.

"Quem és, de onde vens e para onde vais?"

A frase mais célebre proferida por Pina Manique, o mesmo que dá nome ao estádio, onde, mais logo, o Sporting poderá ficar fora da Taça de Portugal.

Nas paredes desse estádio há um mural pintado e borrifado (com aquelas latas de borrifar tinta) da 'herdeira" de Frida, Sofia Castellanos.

Os sportinguistas (e os outros) que forem assistir ao jogo deverão levar, para além do telemóvel, uma máquina fotográfica que lhes permita apreender a pintura (são 45 metros de parede) desta excelente artista mexicana.

A vida não é só pontapé na bola, se temos estas manifestações de arte à nossa frente, aproveitemos.

"Chamo-me Bocage e venho do Nicola, vou para o outro mundo se disparas a pistola".

Não espero menos, logo.

Um futebol à Bocage, sem medo de Pina Manique, um futebol arte (há uma bola de futebol no mural que referi) à Castellanos, compatriota do inesquecível Negrete.

Coitadinho do Pedrinho

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O menino tem dói- dói.

No meu tempo, o futebol era para homens de barba rija.

Jogava-se em pelados, com botas de travessas, linhas marcadas em cal viva. Entrava-se no campo com as mãos calejadas do trabalho durante a semana e saia-se do campo com nódoas negras e com sangue, nada que um banho de água fria não resolvesse.

Agora jogadores pagos a peso de ouro caiem com qualquer sopro e a seguir o soprador de turno, sopra para a expulsão.

Nota: Não sei a quem vai ser atribuído o primeiro golo do Sporting. É, obviamente, um auto-golo de Lucas Cunha, neste caso, um auto-bunda-golo.

Santos, anda cá ver isto, n° quatorze

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O Bom: 

- Sporting, 14 jogos, uma dúzia de vitórias, meia dezena de golos sofridos. A propósito de golos sofridos, dizia a um colega/camarada, de trabalho, lampião: "é pá, já apanharam com três em casa e têm mais do dobro de golos sofridos que nós"; resposta: "não me f*das (ele é lampião, como já tinha dito) no futebol o que interessa são os golos marcados, já marcamos duas ou três vezes mais que vocezes (ele atrapalha-se, um pouco, com as palavras, principalmente, depois do almoço). Contas feitas, para ter o dobro de golos marcados que o Sporting, o Benfica deveria ter 48 golos, tem 32.

- Vizela, 100% de aproveitamento. Quatro remates à baliza, quatro golos.

- Marítimo, a perder desde o primeiro minuto, soube dar a volta à crónica de uma morte anunciada, igualou o Vizela, 100% de aproveitamento. Quatro remates à baliza, quatro golos.

O Mau:

- Famalicão, capaz do melhor (o empate com o Sporting) e do pior a derrota com um Benfica ligado à máquina de oxigénio (há que lhe chame: arbitragens manhosas).

- Fábio Melo, quatro penaltys assinalados, mais um desaire para o Tondela. Há tradições que não mudam, Carnaval à terça-feira, Páscoa num domingo e derrota para o Tondela sempre que é apitado pelo Fábio.

- Taremi, mais um jogo apagado. Apagado dos titulares, apagado dos golos, apagado das assistências, apagado dos mergulhos na área, no Porto irão sem Taremi?

- O Vilão:

- Manu Hernando, o jogador emprestado pelo Real Madrid (terá aprendido com Pepe?) entrou aos 56', fez-se expulsar aos 61'. Facilitou a vida a Fábio e a Pepa, ajudou a enterrar o Tondela.

RECORDar é viver (ou morrer)

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Sporting vs. Manchester City.

Manchester City vs. Sporting.

Não assisti, no estádio, ao primeiro jogo, o calcanhar de Xandão, assisti ao segundo, o do chileno Matias e do holandês Ricky.

Dois dias alucinantes, quarta-feira trabalhei, horário normal, avião para Londres, noite dormida em casa de um amigo, excelente recepção, quinta-feira, viagem num TGV inglês (da Virgin) Londres - Manchester.

Em Manchester deu para sentir o ambiente, para nos misturarmos nos "pubs" a emborcar "pints".

Os mancunianos, falantes do "manc", dialecto de Manchester, que só eles percebem, olhavam, condescendentes para nós, coitados dos portugueses, serão esmagados.

O serão foi diferente do que tinham pensado.

Lembro-me de estar, quase à meia-noite, a aguardar o autocarro para regressar a Londres, a petiscar qualquer coisa, a falar no meu inglês de praia, com um vendedor vindo algures do império britânico, que me dizia, qualquer coisa, como: "Manchester, bad football, good football, Liverpool"; isto em 2012.

Bem, foram dois/três excelentes dias, comprei um cachecol alusivo ao jogo em Manchester, para oferecer ao meu pai que não sabia da minha aventura, voltei a Portugal feliz, fui dar aulas, em regime de voluntariado, nessa sexta-feira, quando, finalmente, ia entregar ao meu pai esse cachecol, tive a notícia que o irmão mais velho dele, o meu tio Luís (sportinguista, também) morrera.

O cachecol continua guardado, à espera de uma oportunidade, talvez depois deste segundo jogo.

Voltando à notícia do Record, Adán, 34 anos em 2011/2012, o Matusalém da baliza, estará, agora, perto dos 50 anos, deixá-lo estar, mesmo assim, é o melhor guarda-redes do campeonato português.

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