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És a nossa Fé!

Começar de novo e contar connosco

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 A estátua que ilustra este texto foi-me oferecida por meu pai (adquirida em Guimarães) com esta frase: «Toma é tua, um D. Afonso Henriques sportinguista» e sorriu.

Coloco-a como ilustração porque é um tema que está na moda mas, fundamentalmente, porque representa um princípio, um arrumar o território, construir um novo reino, um novo clube a partir daquilo que sobrou.

Acabar o "eu" começar o "nós"; unir.

Começar de novo, contar connosco.

De facto e gravata

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Um almoço como outro qualquer.

Pão e vinho (e azeitonas) sobre a mesa.

Na mesa em frente (a foto não foi obtida hoje) discutia-se o Sporting, as eleições, o futuro e o passado.

Acaloradamente, vozes altas, sportinguistas, amigos.

"Quando vencemos o último campeonato o presidente era aquele gajo alto, não era nada era o da cabelo branco, esse foi o do Paulo Bento forever, pá, não ganhou nada, acho que era este, o que está agora, o Cintra, não foi nada, esse foi antes, vê aí na net... não dá pá, não há rede aqui"

[o restaurante fica numa cave e gosto de lá ir por esse motivo, uma hora sem telemóvel]

Assistia entre o divertido e o intrigado aquela discussão/debate de ideias; quatro sportinguistas entre os 25 e os 35 anos, nenhum deles sabia sem recurso à net quem foi o presidente vencedor do último campeonato.

Faz-nos pensar ou não?

[o restaurante é num bairro popular de Lisboa, relativamente, perto dum núcleo do Sporting e com uma clientela que vai desde os operários da construção, aos aspirantes a músicos tatuados e a uns poucos (muito poucos) engravatados que laboram nas redondezas]

Ainda o Mundial; sorte e azar

Quando escrevi este "post" há um ano e um dia, ai, ai, ai, que o Oliveira está doido.

Passado um ano há apenas duas selecções europeias eliminadas nos oitavos de final (no tempo regulamentar) as duas faziam parte do mesmo grupo.

A Suécia foi segunda num grupo que tinha a França, a Holanda e a Bulgária, eliminou a Suiça sem espinhas, tal como já tinha afastado a Itália do Mundial.

A fortuna nos grupos de qualificação, a sorte nos grupos do Mundial (o nosso foi, claramente, o grupo mais fraco) não dura sempre.

Enfim, como me diziam hoje: "tivemos muito azar"; retorqui: "o Uruguai venceu os jogos todos"; "é pá, ó Pedro e a sorte qu'os gajos têm tido".

É assim, a selecção portuguesa de Fernando Santos conquistou, justamente, um Europeu com um futebol maravilhoso e perdeu, injustamente, uma Taça das Confederações e um Mundial apesar do fantástico futebol que praticou, foi azar.

Que comecem os jogos

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Desanuviemos, apetece-me falar de futebol dentro das quatro linhas.

A maior goleada de sempre num Mundial, Green Point Stadium, 2010.06.21, com um dos golos a ser marcado por Liedson que entrou aos 77 minutosquatro minutos depois já estava a celebrar.

O jogo mais recente da selecção, com a particularidade de um dos golos ter sido marcado pelo (então) jogador do Sporting, Bruno Fernandes.

Dois jogos, duas vitórias, dez golos marcados e zero sofridos, é isto.

 

Uma demissão, outra

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António Macedo, voz da rádio, melhor homem da rádio, melhor ainda, Sportinguista da rádio, demitiu-se (ou demitiram-no, não percebi bem e não encontrei "on-line") hoje da Antena 1.

Mais uma notícia triste. Um azar nunca vem só.

Vais fazer falta nas manhãs da Antena 1. Vais fazer-me falta, António.

Grande abraço, Saudações Leoninas.

Adenda em 2018.06.12 (21H30)

afinal havia outra, outra razão

Paulinho apoia o Mestre Bruno de Carvalho

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A seguir a Inácio e a Fernando Correia quem será o próximo trunfo do Mestre*?

Paulinho?

 

Mestre* - in Revista do Expresso [E] de 12 de Maio de 2018 (véspera do jogo no Funchal) p. 46:

E- «Sente-se excluído e perseguido?»

BdC - «Nada no futebol me espanta, nem o facto destes tipos terem todos a primeira classe e eu, que sou o único licenciado e com um mestrado (...)»

 

Ser merecedor

Lito Vidigal.

Começo este texto com um nome que, curiosamente, tem sido pouco referido.

Vidigal colocou o Aves nas meias-finais, o "grande" José Mota herdou um clube com uma eliminatória para disputar; com o Caldas da Rainha, repito, com o Caldas da Rainha.

Quase foi eliminado, quase, houve umas ajuditas dos árbitros que o colocaram na final.

José Mota o "grande" treinador que em dois jogos com o Caldas venceu por 1-0 e perdeu por 1-0 (no prolongamento a equipa de carteiros, de bancários, de padeiros, de estudantes, de caixas de supermercado, etc, deixar-se-ia perder por dois a um, acusando o esforço, o desgaste um grupo de amigos que se junta de vez em quando para jogar futebol contra uma equipa orientada por um "grande" treinador que exige respeito).

O José Mota. O que exige respeito mas não pede desculpa.

Tiago Martins, um árbitro que consegue passar entre os pingos das lágrimas, ainda assim n' A Bola, repito, n' A Bola dizem o seguinte: "Um erro apenas a apontar, pois não assinalou falta sobre Gelson Martins no lance que levaria ao 2-0 do Aves" (p.5). Duarte Gomes na página 21 reforça "a sua [de Tiago Martins] actuação ficou beliscada por um momento importante (...) no início da jogada que culminou com o segundo golo do Aves, Gelson Martins foi pisado no pé esquerdo".

Resumindo, o segundo golo do Aves é ilegal, o golo de Montero seria o do empate.

Venceríamos no prolongamento?

Venceríamos nos penalties?

Não sei, não sabe ninguém, o que eu sei (e as estatísticas também) é que o Sporting rematou mais (17 x 9) teve mais remates perigosos (7 x 3) provocou menos faltas [assinaladas] (7 x 19) teve mais posse de bola (58% x 42%) e mereceu perder, porquê?

Este é um "post" sobre o jogo de ontem sobre Jesus já escrevi aqui e sobre o Mestre (ele diz na entrevista do Expresso que tem um mestrado e todos os outros a primeira classe) Bruno de Carvalho, aqui.

Cenários e algumas cenas

Hoje vai terminar a Liga 2017/2018 e embora não vá fazer o balanço desta época vou deixar algumas cenas e dois cenários para reflexão.

Nesta jornada o Sporting não está obrigado a nada, pode perder no Funchal e mesmo assim ir à "Champions" desde que o Benfica perca e o Braga empate ou perca, este é o cenário dois que, obviamente, não me agradaria, prefiro o cenário um; o Sporting vence no Funchal com uma exibição convincente.

Nestes dias, temos, também, visto e lido várias cenas com maior ou menor importância.

Um leitor assíduo escrevia há dias numa caixa de comentários que tinha saudades de "Bolloni", esquecendo-se que fomos campeões com László Bölöni mas nesse campeonato, perdemos por três vezes e empatámos nove (75 pontos).

Outros têm-se queixado do futebol cinzento que praticámos com as três outras equipas que estão no topo da talela e com o Barcelona, a Juventus e o Atlético de Madrid, recordo que o Benfica foi campeão, a época passada, apesar de resultados miseráveis com o Setúbal e Boavista. Nós perdemos os dois jogos com o Barcelona por diferença mínima (não fomos goleados como outros) perdemos e empatámos com a campeã de Itália que neste momento tem «apenas» mais trinta e um pontos que o Milão de Rui Costa e perdemos e vencemos com/o actual segundo classificado da Liga espanhola que segue três pontos à frente do finalista da "Champions" com quem não não sofreu golos em casa e a quem marcou um golo fora (coisa que não conseguiu em Alvalade). Fomos piores que o Braga é um facto, no entanto, em 2001/02 também empatámos 2-2 com eles em casa e perdemos fora. Quanto ao Benfica fomos superiores e arrisco dizer que, também, fomos superiores ao Porto, cruzámos com ele para a Taça de Portugal, foram eliminados, cruzámo-nos para a Taça da Liga, eles perderam, só na Liga foram, ligeiramente, superiores.

Se ficarmos em segundo na Liga e vencermos mais uma Taça, esta época terá sido cinzenta ou verde e branca?

 

Tempo inútil

"Perder tempo é arruinar a vida", pensamento atribuído a Kafka que podemos aplicar a muitas situações.

Apliquemos este pensamento ao futebol.

Fará sentido dizermos que um jogo de futebol dura noventa minutos?

Têm de ser tomadas medidas, começar a cronometrar o futebol como fazemos com o futsal ou com o andebol, por exemplo.

Duas partes de trinta e cinco minutos, efectivamente, jogados.

Esta medida não permitiria que em jogos como o Estoril vs. Benfica de ontem, dos supostos sete minutos que faltariam jogar, após os noventa, tivessem sido jogados, dois a três minutos. Entre o golo que foi marcado aos 91'45'' e o recomeço do jogo passaram cerca de três minutos, depois há uma patética substituição que começa aos 94' e se arrasta por cerca de 2´ com um cartão amarelo pelo meio. E pronto, umas trocas de bola, inconsequentes, a meio campo e "passaram" sete minutos.

É ridículo uma equipa que pretende ser campeã nacional comportar-se em campo com as manhas dos clubes que anti-jogam.

 

O sonho como constante da vida

Sonhar.

Viver.

Viver é sonhar. O sonho faz parte do nosso percurso, da nossa finitude material.

«Eles não sabem que o sonho/ é uma constante da vida/ tão concreta e definida/ como outra coisa qualquer».

Alguns de nós, ao sentirem os cinquenta anos a aproximarem-se (e só eu sei como os meus se aproximam a "mata-cavalos") começam a pensar na merecida reforma, na manta sobre os joelhos, nas tardes a jogar cartas, nos bancos de jardim.

Eu sonho.

Sonho. Inspiro-me em Rómulo de Carvalho (aka António Gedeão) que começou a escrever a publicar poemas com mais de cinquenta anos e que ainda foi a tempo de escrever muita da nossa melhor poesia.

Pela minha parte, espero ir a tempo de fazer aquilo que um ser humano deve, educar um filho, plantar uma árvore, escrever um livro. 

Rómulo/António que tinha como poeta preferido Cesário Verde e que nasceu em 1906. Sporting, portanto.

É de Sporting que queria falar, de nós e do nosso sonho.

O sonho de vencermos a Taça, o sonho de sermos Campeões nacionais.

Está tudo ao nosso alcance, é tudo possível.

Para vencermos a Taça temos de vencer o FC Porto, em casa, na nossa casa, por dois a zero, temos de repetir aquilo que o Belenenses fez, este mês. Depois temos de ser o Sporting de Marco Silva, no Jamor, vencer contra tudo e contra todos a equipa treinada por Sérgio Conceição (o Braga, para os mais esquecidos); a equipa e o treinador serão outros mas a vontade de expulsar "Cédric" será a mesma, não nos iludamos.

Para sermos Campeões precisamos da ajuda do Benfica.

Um Benfica que não se acanhe, que corrompa, que compre, que vouche, que faça tudo para vencer, amanhã. Um Benfica à Benfica.

Com uma vitória do Benfica amanhã e um triunfo do Sporting no Restelo a classificação ficaria:

1.  SL Benfica - 77 pontos

2. Sporting   - 74 pontos* (* assumindo que uma equipa que venceu o Atlético de Madrid e empatou com a Juventus vencerá, facilmente, o Benfica que, recordemos, totalizou zero na Liga dos Campeões).

3. FC Porto     - 73 pontos (menos um jogo)

Assim basta Porto e Benfica perderem um jogo (para além daqueles que referi atrás) para sermos campeões.

Sonhar e acreditar... até ao lavar dos cestos é vindima.

Manchester by the see

Olhando Manchester*

Manchester City vs. Manchester United.

O futebol sonho, fantasia e de pé descalço vs. o futebol rigído, burocrático e de botas cardadas.

Cinco minutos e meio de jogo, Young, justificando o nome, efectua um corte infantil, aventa-se para o chão e defende a bola com a mão esquerda.

Penalty.

Manchester City, campeão.

Presidente do Manchester United no facebook a criticar o jogador.

Jogadores do Manchester United, solidários com Young.

Jogadores do Manchester United suspensos.

Equipa B (existe?) do Manchester United a jogar até ao final da época.

Parece ficção não é?

(a única ficcção é que o árbitro ao não assinalar o penalty impediu o resto da história).

* como Pedro Correia, delituosamente, defende, nem sempre a tradução tem de ser fiel; como diria a minha professora de «Técnicas de Tradução»: "nós temos de traduzir a ideia, não temos de traduzir as palavras"

Ter dez anos e ser selvagem

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"O que realmente sei é que não há desporto [o futebol] que angustie mais, quando é angustioso. Mais ainda: no meu caso particular, confessarei que é das poucas coisas que fazem com que hoje reaja - exactamente - da maneira como reagia quando tinha dez anos e era um selvagem, a verdadeira recuperação semanal da infância (...)"

"(...) o certo é que quando, acabados os jogos, o meu editor culé me telefonou com o hino do Barça como música de fundo e disposto a dizer piadas (...) anunciei-lhe muito sério que nunca mais publicaria uma linha na editora dele; e não foi só isso, também que duvidava que voltasse a visitar Barcelona (cidade que adoro e onde vivi) e, é claro, que nunca mais poria os pés em Tenerife. Veio à tona o hooligan que todos os adeptos têm dentro de si.

Felizmente passou-me tudo (...)"

"Ao invés de outras actividades da vida, no desporto (mas sobretudo no futebol não se acumula nem se guarda nada (...). Ter sido ontem o melhor já não interessa hoje, para não falar de amanhã. A alegria passada não pode fazer nada contra a angústia presente (...) portanto, também não há, durante muito tempo, tristeza ou indignação, que de um dia para o outro, podem ver-se substituídas pela euforia e pela santificação."

"Num tempo erotizado pela obsessão do belo e do funcional reparar num rapazinho débil e arrastando uma das pernas e deixar-se conquistar pela candura desarmada do seu olhar e do seu sorriso constitui um sinal de verdadeira grandeza, porque esta manifesta-se na forma como acolhemos aqueles em quem, sob a aparência da pequenez e fragilidade, se descobre a expressão grandiosa da essência do humano."

"No futebol como na vida é difícil viver em harmonia.

O homem ou se compreende ou se destrói definitivamente."

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