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És a nossa Fé!

Amanhã talvez

A importância do golo que a gente fez, amanhã talvez.

Olho para as capas dos três diários desportivos de ontem.

Um feito fantástico, um avançado do líder do campeonato português marcou três golos ao 11° do campeonato da Polónia (que já sofrera quatro golos em casa).

A Bola titulou: "Uma espécie rara", primeira página inteira para tamanho feito, Record: "Darwin dá festival" outra primeira página inteira, o Jogo não se ficou: "Entradas a rasgar" mais uma primeira página quase inteira.

O que nos estará reservado para amanhã?

O Santa Clara era segundo classificado do campeonato português ainda não tinha sofrido golos em casa; o médio sportinguista Pedro Gonçalves marca-lhes dois golos, terminando com a inviolabilidade das redes do até então segundo classificado.

Repito, o que dirão as primeiras páginas dos desportivos amanhã?

A la calor de la nit

Sem ajudas arbitrais, no calor da noite, é mais difícil.

Eliminar o Manchester City das competições europeias não é para todos.

Kepler Laveran continua bastante eficaz a pontapear os adversários, menos eficaz a pontapear a bola, será este o melhor exemplo, o exemplo que queremos para o capitão da selecção de Portugal?

Uma noite entretida a ver o capitão que sucedeu a Cristiano Ronaldo e o "menino fenomenal" que lhe vai suceder, pena que os companheiros "colchoneros" não acompanhem tanta genialidade.

Aguardo a próxima entrevista de Pinto da Costa; vai para o quarto jogo sem vencer... e a culpa é do Varandas.

As armas e os campos assinalados

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Ao contrário do que se pensa a iniciativa de atribuir nomes aos campos não foi inventada por este presidente nem por esta direcção.

Não me recordo de ter existido nenhuma polémica em 2017, apesar de como constatamos, na imagem, Câmara Municipal de Lisboa parecer mais importante que Sporting Clube de Portugal e o apoiante, o comissionista de honra de Luís Filipe Vieira; Fernando Medina, parecer mais importante que o (na altura) presidente do Sporting Clube de Portugal; Bruno de Carvalho.

Como vemos se a ideia for guerrear encontramos sempre argumentos.

"E cada qual no seu campo, em cada campo uma flor, a ver a banda passar cantando coisas de amor"

Como se dizia em Maio do ano que nasci: Faz amor, não guerra (make love not war)

A nossa rainha e o rei deles

Para além do futebol, gosto muito de xadrez.

Gosto de planear as jogadas, gosto de antecipar o pensamento do outro. Os bons jogadores de xadrez não pensam na jogada seguinte, estão a pensar vários movimentos à frente, isso só é possível devido à existência de regras que são iguais para os dois jogadores.

O futebol português não tem regras, é como se a nossa rainha só pudesse andar uma casa de cada vez, como o rei. Já o rei deles (do Porto e do Benfica) é como as meninas más, vai para todo o lado, movimenta-se em todas as direcções, não há longe nem distância, como a gaivota.

Este fim-de-semana mostrou-nos (se dúvidas houvesse) que as equipas de arbitragem já estão bem entrosadas e que têm a lição bem estudada.

A altura para dar um murro na mesa é agora, depois de uma vitória, não é virmos choramingar após mais uma derrota como a da época passada com o Benfica, às mãos de Fábio Veríssimo (o das cartões, a semana passada) que nos custou o terceiro lugar.

Uma selva, a casa verde

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Postas de pescada no "És a nossa Fé!" após termos esmagado o Aberdeen:

1. UEFA c/ covid-19; AntónioF

2. Contrastes; Pedro Correia

3. Quente & Frio; Pedro Correia

4. A rede; Luís Lisboa

5. Vencemos uns padeiros escoceses; José Cruz

6. Pódio: Tiago Tomás, Coates, Porro; Pedro Correia

Postas de pescada no "És a nossa Fé!" após termos sido esmagados pela arbitragem e pela "invulgar" condição física do Lask (até agora 2020.10.03; 16H40):

1. Um problema escondido à vista de todos; José Navarro de Andrade

2. Ensaio sobre a cegueira; Edmundo Gonçalves

3. Salvar a honra e o bom nome do Sporting; Francisco Almeida Leite

4. Francisco Geraldes e Gelson Dala; Pedro Correia

5. G'anda barraca!; jpt

6. O único sofrimento desta noite; Leonardo Ralha

7. Imaturidade total; José Cruz

8. Uma derrota humilhante; Luís Lisboa

9. Há décadas que não temos glória no futebol; Pedro Bello Moraes

10. Vamos lá cambada; Pedro Boucherie Mendes

11. Pódio: Tiago Tomás, Nuno Santos, Wendel, Pedro Correia

12. Calma de morte; Francisco Almeida Leite

13. Bem-vindos ao "novo" Sporting; Paulo Guilherme Figueiredo 

 

Dezanove "posts", seis, quando ganhámos, o dobro e mais um quando perdemos.

Neste "blog" não há conformismo, não há pensamento único mas há sportinguismo, "vivaosporting" (tudo junto) como escrevi num postal anterior.

Futebol sem atacadores

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A noiva já de noiva, a noiva já na igreja

e tu não encontras os atacadores!

Já viste na caixa dos sobejos, na mão dos bocejos?
Já viste na gaveta da cómoda?
Já viste nas pregas da imaginação?

Ganha os campos, foge, precede-te a ti mesmo
como um homem legalmente espavorido
por anos de critério,
sê repentino como um menino!

Convém-te não encontrar os atacadores?

Há noivas que esperam até murcharem as flores,
noivas de pé, muito brancas e já a fazer beicinho…

Procura… Procura sempre, pobrezinho!...
Procura mas não encontres os
atacadores…

Nem sempre para beijar o véu da noiva são necessários muitos atacadores.

Será que Šporar, Luiz Phellype e TT (Tiago Tomás) não são suficientes?

Do desejo, à esperança, com raízes

O dia em que o João (de Mação) se tornou leão

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Um João, o João Pedro de Mação, no dia em que se tornou leão.

Outro João, profissional de televisão, num dia que o encheu de satisfação.

(pareço o António Aleixo, com menos talento, claro, eh, eh, eh)

Por último, não menos importante, pelo contrário, como escreve Ricardo Rodrigues (um abraço para o Ricardo, para todos os Ricardos deste país, a quem o "Estado" não deu quinze milhões de euros, que fazem jornalismo, jornalismo verdadeiro, em jornais como Abarca): «O mais importante traduz-se no olhar (...) de Nuno: "Fiquei muito feliz"».

Vídeo, aqui.

O textículo de João Félix

Um textículo é uma coisa em forma de texto que não chega a ser bem um texto.

João Félix é um jogador que poderia ser um grande craque, um excelente praticante mas falta-lhe qualquer coisa; poderia ser um Cristiano Ronaldo mas é um Anelka (a propósito ver o excelente documentário na Netflix).

Qual a razão para num "blog" sportinguista se estar a falar sobre um ex-benfiquista?

O João é um miúdo e, potencialmente, poderá ser muito útil à selecção portuguesa, terá de mudar a atitude.

Jogar futebol não é, não pode ser, um frete, não é um favor que se faz à entidade patronal, tem de ser uma paixão, tem de se dar tudo em campo, tem de se ter "ganas", comparemos, por exemplo, a forma como Futre estava em campo (com a mesma camisola do Atlético de Madrid) e a forma como Félix está.

Dir-me-ão: "o rapaz estava triste por não ter sido titular mesmo assim mergulhou bem dentro da área e ele próprio marcou o penalty"

De acordo, dou-lhe mérito pela marcação do penalty, pelo mergulho nem tanto.

O ponto é, precisamente, esse, um bom jogador tem de estar sempre motivado e motivar os colegas, tem de tornar os jogadores que o rodeiam, melhores, nem todos podem ser Bruno Fernandes mas todos podem ter uma atitude boa, uma atitude certa dentro do campo.

Dos dois jogos já realizados destaco as excelentes actuações das equipas da Atalanta e do Leipzig, sem vedetas mas com uma excelente atitude e dinâmica, equipa, conjunto, colectivo é isso que o futebol é, deveria ser.

A super bock d´Avillez

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Nós, sportinguistas, sabemos  a razão pela qual chegámos ao Jamor e levantámos a Taça.

Para Filipe d´Avillez a explicação é outra, nada como ser ele a explicar-nos o que aconteceu (o padrinho é ele, refere-se a si próprio como "o padrinho" não deixa de ser irónico, para um benfiquista):

"Cabisbaixo, o padrinho pensa (...). Não consegue pensar em nada.

Quando chega a casa é recebido pela mulher, que pergunta como é possível terem perdido contra aquela gente [o padrinho chegava a casa vindo de Alvalade onde assistira a um fabuloso golo de Bruno Fernandes que eliminara o Benfica do, na altura, melhor treinador do mundo, Bruno Lage].

Despede-se de Isabel, a amiga que lá esteve a fazer companhia à mulher na sua ausência, que lhe diz que trouxe umas cervejas e que sobrou uma, que está no frigorífico. Agradece mas não liga muito. Não lhe apetece beber. Já na cozinha procurando os restos do jantar, abre o frigorífico e vê que a cerveja que sobrou é da marca errada. Ali mesmo, no seu frigorífico, à frente dos seus olhos, numa atitude de clara provocação. Abana a cabeça e desvia o olhar. Pelo menos a derrota está explicada."  pág. 153

Este livro fala-nos da Taça de Portugal, conquistada pelo Sporting em 2019, duma perspectiva diferente, a ideia é ir acompanhando as equipas pequenas, o Casa Pia, curiosamente, treinado por Rubén Amorim (mais tarde, por Luís Loureiro) é um dos protagonistas desta edição a par do Vale Formoso, equipa dos Açores que foi perdendo jogos e galgando eleminatórias (o livro explica como).

Um bom livro com alguns lapsos uns mais desculpáveis que outros; "Marcel Kaizer" pág. 86, "O primeiro jogo da época é um Benfica-Sporting para a Supertaça em agosto. O sporting [sic] vence num jogo mal jogado" pág. 189.

Uma sugestão de leitura para quem gosta de futebol e de tudo o que o envolve, os adeptos, os coiratos e as cervejas, certas ou erradas.

Ngunza, Mbemba e o Zaire

As histórias são sinuosas como os rios (como o rio Congo, nesta história).

Mbemba, Chancel Mbemba Mangulu, que completará 26 anos, no próximo sábado, nasceu no Zaire de Mobutu (o país só mudaria de nome em 1997, curiosamente, talvez, influenciados pelo "Tintin no Congo", hoje, todos referem Mbemba como congolês) passou pela Bélgica, por Inglaterra, Newcastle, terra de mineiros, onde os homens entram para dentro da terra brancos e saiem de lá negros (cf. com biografia de Bobby Robson).

Ontem, em Coimbra, foi um dia desses, branco de indignação com a arbitragem, orgulhosamente, negro para não se escrever de preto mais uma vergonhosa página da história do futebol na república portuguesa: "black goals matter".

No entanto, este postal é sobre Ngunza, um dos melhores jogadores que pisaram os campos de futebol do Zaire, esteve quase contratado pelo Sporting Clube de Portugal, mas no futebol, a influência, as expulsões e os penalties encomendados (e às vezes não é suficiente) mandam mais, são mais eficazes que os clubes que agem dentro das regras, que tentam contratar honradamente.

(contratação falhada de Ngunza: aqui)

Fernando Fernandes e os outros Fernandes

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Ia escrever sobre Fernando Fernandes, campeão e treinador de campeões, uma pessoa que tive o gosto de conhecer, com quem tive a alacridade de privar, boa pessoa, duma simplicidade cativante que nos mostra que para ser campeão na vida não é necessário ser campeão na arrogância.

Entretanto surgiu esta "notícia" sem contraditório; «Bruno Fernandes não presta para quase nada, só para marcar penáltis» (isto pronuncia-se como? sempre disse: pénalti!; é pénalti, filho da *uta, tás comprado ou quê?, será que que tenho de começar a injuriar os árbitros à "Cascais"; pe-nál-ti, rico, seu possidónio, não tá-se mêmo a ver qe foi pe-nál-ti? de todo! c'o rror!, possidóooonio!").

"O Bruno (...) provou ser um grande marcador de penáltis" / "O Gedson é um miúdo fantástico com muita qualidade".

(as frases do parágrafo acima são de José Mourinho sobre Bruno Fernandes e Gedson Fernandes, p.31, Record de 2020.07.29)

Não vou fazer juízos de valor, supostamente, foi uma pessoa com carteira de jornalista que recolheu esta informação e a publicou; eu que não sou jornalista teria perguntado ao "melhor treinador do mundo":

- Acredita que Gedson Fernandes é melhor jogador de futebol que Bruno Fernandes? Acredita que foi mais determinante a presença de Gedson no Tottenham que a presença de Bruno Fernandes no United?

(só perguntava isto porque o Tottenham de Mourinho e Gedson foi eliminado da "champions" por uma equipa austríaca e o Manchester United de Bruno Fernandes classificou-se para a "champions" sem espinhas).

Os cantos e as armas

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Este é um lance que não será referido.

Rúben Dias, joga a bola na direcção de André Almeida que tenta dominar e deixa sair a bola pela linha de fundo, estavam jogados seis minutos, a bola é jogada por dois jogadores do Benfica e sai do campo pela linha de fundo no meio campo defensivo das águias, pontapé de canto?

Não.

Pontapé de baliza.

Fábio Veríssimo, árbitros assistentes, quarto árbitro e VAR precisaram, apenas, de seis minutos para mostrar que traziam a lição bem estudada.

Mais tarde, no minuto 87, Vinícius pontapeia a bola pela linha de fundo com a sua bota cor-de-rosa e é assinalado pontapé de canto a favor do Benfica, desse canto resultaria o golo que colocou o Sporting no quarto lugar.

Assim é difícil, nem temos cantos, nem temos armas para vencer nesta desonesta competição.

A batida ao leão

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"Pedro, um leão nunca dispara contra outro leão".

Foi no dia 19 de Janeiro de 1973, eu tinha quatro anos e tal e perguntei ao meu avô Jacinto: "amanhã vai caçar o leão para Rio Maior" (na altura as crianças não tuteavam os avós, outro século).

O meu avô, só muito mais tarde o soube, nunca foi caçador, tinha uma "flóber" [anos mais tarde a professora Ivone que me apoiava/ensinava nas aulas da telescola (da outra, a preto e branco) disse-me que era uma palavra francesa que se escrevia flaubert] pois sim, para mim será será sempre a "flóber" do meu avô Jacinto, nisto sou dogmático, sou como aquelas pessoas que se opõem ao acordo ortográfico, "no meu tempo não havia gloco".

Ora bem, o meu avô que tinha uma "flóber" para espantar a passarada que tentava abicar o sustento de quatro filhos e duas filhas, não foi para Rio Maior disparar contra o leão, no entanto, amanhã serão muitos a fazê-lo.

Dum lado da barricada os conservadores, os legitimistas, aqueles que acham que um presidente é eleito e enquanto não violar os estatutos, enquanto não tiver indícios de demência, continua a ser o presidente até às próximas eleições, são os Sportinguistas; do outro lado, amanhã, estarão todos os outros, os benfiquistas, pretendem derrotar o adversário em campo, os portistas, nada têm a perder, podem ganhar algo, a notícia da contratação de Bruno Wilson não apareceu por acaso, os braguistas, legitimamente, pretendem chegar ao terceiro lugar, vão jogar tudo dentro e fora do campo (já falei do Bruno Wilson?) e todas as outras falanges, claques, cliques e assim que se dizem "sportinguistas" mas que na verdade são anti-presidente do Sporting; "há presidente, sou contra", como diria Marx.

Amanhã, temos de ser todos Sportinguistas sem aspas, todos juntos a levarmos o Sporting à vitória, à conquista do terceiro lugar, pode parecer pouco, infelizmente, é o que alguns de nós queremos alcançar (outros nem por isso).

Muito faço eu, ser Sporting

scp2020.pngUma janela, um autocolante.

Foi ali, naquele quarto que o meu menino ouviu (estávamos sem televisão e a bem da verdade ele adormeceu muito antes do final do jogo, estava 0-0, na altura) a primeira derrota do Sporting.

Do nosso Sporting.

Faz hoje, precisamente, dois meses, que nasceu, telefonei ao meu pai, nesse dia, as minhas palavras foram estas: "nasceu um sportinguista, é saudável" o meu pai sorriu, engasgado, choroso (não se pode dizer) e disse algo do género: "o menino que escolha, não o pressiones, é uma grande responsabilidade".

Como se fosse responsabilidade querer que o meu filho seja um homem bom, honesto e respeitável.

Qual era a alternativa?

Luís Filipe Vieira?

Pinto da Costa?

Felizmente em 2020.05.20 o presidente do Sporting não é razão de vergonha para ninguém.

Era um bocadinho, totó, papá" dir-me-á o rebento daqui a uns anos.

Sorrirei, encolherei os ombros, dir-lhe-ei: "e o que estava antes?"

 

(não fiz as contas, se o campeonato tivesse começado no dia 20 de Maio, se só tivessem contado os jogos que vi em directo na televisão [todos, excepto o último com o Porto] em que lugar estaria o Sporting do "malandro" Varandas, treinado pelo lampião Amorim?)

Santa Clara, black lives matter

A freguesia de Santa Clara, Lisboa está em calamidade, em emergência, em qualquer coisa assim.

Deve evitar-se.

Evitar entrar na antiga Musgueira, Galinheiras, enfim, uma zona com fama e proveito, a que agora se chama, pomposamente: "Alta de Lisboa".

Foi, precisamente, numa das zonas mais perigosas de Portugal (quiçá do mundo) que Renato Sanches decidiu passar férias.

Decidiu mal, contraiu a "covid 19".

Um abraço para o Renato, com a devida distância física; social, também, que o Renato ganha mais num dia que eu num ano, toma juízo, pá, para a próxima escolhe um destino menos perigoso.

As melhoras, saúde.

Olha a bola, Manel

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No dia 29 de Abril de 2020 nasceu o Manuel, filho de Maria e de Bruno (na imagem), precisamente, no dia em que o bebé completava dois meses, o pai foi despedido da maneira que todos pudemos ver.

Não me vou alongar, Pedro Correia já falou numa posta anterior da forma ignóbil como Bruno foi despedido, não está em causa se é bom ou mau treinador mas como ser humano merecia ter sido tratado com respeito, na hora da despedida.

Luís Filipe Vieira fez aquilo que se fazia, nos tempos pré-PAN, a um cão vadio, enxotou Bruno Lage.

Um abraço solidário para Bruno Lage e felicidades para a carreira.

Excesso de rigor

O escritor, cronista do jornal Destak e analista de futebol na Correio da Manhã TV, João Malheiro, gritava ontem na pantalha televisiva: Foi excesso de rigor!

O rigor vale por si só ou existe ou não.

na repetição do "penalty" não existiu excesso de rigor, cumpriu-se a lei.

Estamos tão habituados à bandalheira, aqui, por exemplo e aqui, também, que quando alguém cumpre, desconfiamos, é rigoroso, dizemos, é excessivamente rigoroso, acrescentamos, quando devíamos dizer: cumpriu.

Noves fora, nada

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O jornal Público chumbou, reprovou  ou melhor ficou retido (para não ficarem traumatizados), na prova dos nove.

Aquilo que eu leio: "Benfica vence Rio Ave com nove" é (e agora vou fazer perguntas):

- Quem venceu?

Resposta: o Benfica

Com quantos?

Resposta: (o sujeito continua a ser o Benfica) com nove

A quem: ao Rio Ave

Há neste «blog» pessoas mais bem habilitadas (ou melhor habilitadas como dizem os políticos e os apresentadores de televisão) para darem lições de jornalismo.

No entanto, as coisas são simples; o "lead" deverá responder a quatro perguntas: o quê (o acontecido), quem, quando e onde. O "sub-lead" deverá responder a duas perguntas: como e por quê.

Simplificando, título: Lage fica a boiar após afogamento no Rio Ave, desenvolvimento ("lead" e "sub-lead"):

Ontem, o Benfica após ter estado a perder por 1-0 em Vila do Conde com o Rio Ave, salvou-se.

Melhor, salvaram-no, o VAR e Godinho, salvaram Lage dum afogamento eminente, com a primeira expulsão, o Benfica conseguiu o empate, ainda assim, o Rio Ave a jogar com dez jogadores esteve sempre mais perto de vencer o jogo. Os minutos passavam e a arbitragem teve de tomar medidas drásticas, expulsaram mais um.

Como diria Fernando Pessoa: "Luís Filipe Vieira quer, o padre sonha e a obra nasce".

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