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És a nossa Fé!

Hesse é que é essa

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"Um grande cão preto veio a correr, atrás dele um pequeno leão loiro, muito barulho, a escada estremeceu, ao fundo o piano de cauda tocou onze vezes o mesmo som (...) jorrava uma luz doce e suave. Barulho de portas a bater. Haveria ali um papagaio?"

Uma luz, muito barulho, um papagaio ou melhor muitos papagaios.

Papagueou-se muito esta semana sobre o despedimento (apagou-se a luz) no quarto classificado da Liga.

Infelizmente, analisou-se pouco como é que o, até agora, primeiro continua em primeiro, fiquemos com as palavras de Duarte Gomes:

"Na fase inicial da jogada do golo do FC Porto, Soares estava (...) adiantado. Disputou a bola com o adversário, acertando com o pé na coxa daquele (...) o lance (e o golo) devia ter sido anulado por fora de jogo."

Ora como constatámos um jogador, Soares, disputa um lance, estando em fora de jogo, não satisfeito atesta uma sarrafada no adversário, não é assinalada nenhuma das duas infracções, golo do Porto... e continuam em primeiro, cantando e rindo.

E nós por cá, todos bem, falando do quarto classificado.

Mais futebol, mais análise aos lances dos dois candidatos ao título e esperemos que em 2019 a verdade desportiva prevaleça.

(à laia de desejo para este novo ano).

Natal, nascer

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Mas é preciso morrer e nascer de novo
semear no pó e voltar a colher
há que querer, depois ser triunfo
há que penar para aprender a viver

e o jogo não é existir sem mais nada
o jogo não é dia sim, dia não
é feito em cada entrega alucinada
prá receber daquilo que aumenta a pontuação

 

Um excelente Natal para toda a equipa do "És a Nossa Fé", para todas as pessoas que perdem tempo a comentar o que escrevemos, para todos os Sportinguistas (e para os outros, também).

Abraço e saudações leoninas.

(não seria necessário acrescentar mas o "poema" é inspirado, descaradamente, no Restolho de Mafalda Veiga)

A balada de Vinícius de Murrais

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"Se trocava o Vinícius pelo Bas Dost? A resposta é um redondo [vocábulo?] não. (...) o Vinícius tem uma abrangência maior em termos de jogo [ai tem, tem, consegue dar porrada com as mãos, consegue fazer entradas a partir joelhos; tem uma abrangência maior, nisso eu e José Gomes estamos de acordo] 

Julgo que a luta será até ao fim" [e foi mesmo, no fim do jogo Vinícius depois de ter agredido por duas vezes Acuña ainda teve forças para tentar partir a perna a Jefferson] .

Do braço foge a tresloucada mão

O que restará de ti, homem triste, que não seja a tua tristeza. Fruto sobre a terra morta. Não pensar, talvez... Caminhar ciliciando a carne

E o homem vazio se atira para o esforço desconhecido. Impassível. A treva amarga o vento (...) e o seu crime é cruel, lúcido e sem paixão.

Para memória futura.

Um treinador e o seu labirinto, um treinador que coloca uma pressão incompreensível num jogador, um jogador que não conseguindo provar com futebol a sua "categoria", passa um jogo a agarrar, a esmurrar [daí o Murrais do título] e a pontapear os colegas de profissão.

 

Um futebol museológico

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Escrevi - museológico - no sentido que é nos museus que arrumamos/guardamos as nossas memórias, no caso do Sporting, faz sentido falar de futebol, de museu e de música.

Museu e música têm o mesmo étimo, o museu é o templo das musas e a música é a arte que nasce da inspiração das musas, quando falamos de sinfonia nos relvados lembramo-nos de quem?

Dos Cinco Violinos, obviamente.

Ontem começamos a ver realizado este meu desejo: Que venha para ensinar e para vencer... o professor Marcel; embora seja cedo para conclusões definitivas, assistimos a algumas movimentações diferentes, para melhor.

Espero que, também, se tenha colocado um ponto final na "maldição do 37".

O primeiro capítulo dessa maldição aconteceu no dia 18 de Maio de 2005, primeiro golo marcado pelo 37, "remontada" do opositor e despedimento de Peseiro, o segundo capítulo foi mais recente, 31 de Outubro de 2018, primeiro golo marcado pelo 37, "remontada" do opositor e despedimento de Peseiro.

Depois de ter sido o melhor em campo no último jogo de Peseiro, Wendel voltou a ser um dos melhores, ontem... que seja para continuar. 

O terceiro ajuda

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O terceiro ajuda?

(ver comentários, aqui)

Lembro-me de ter lido num livro de Carlos Heitor Cony, qualquer coisa do género: "na lógica de Aristóteles, somente com o terceiro elemento de um problema se chegava à solução. Omne trinum est perfectum".

Do terceiro nada sabemos mas dos dois que o antecederam sim.

José Peseiro disputou catorze jogos oficiais; oito para a Liga Nos, 16 pontos; um para a Taça de Portugal, 3 pontos; dois para a Taça da Liga, 3 pontos; três para a Liga Europa, 6 pontos. No total de 42 pontos possíveis, fez 28, se fizermos a média em cada dois jogos, Peseiro fez quatro pontos, precisamente, o registo de Tiago Fernandes, dois jogos, quatro pontos.

Será que Marcel fará melhor?

Esperemos que sim, que venha ensinar novas movimentações, um futebol mais empolgante e eficaz, um futebol mais bonito, "coisas boas, coisas belas" como diria o treinador-poeta.

Que venha para ensinar e para vencer... o professor Marcel. 

De Jorge a José, os factos

No futebol como na vida há alturas que temos de olhar para factos.

Comparar.

Jorge Jesus vs. José Peseiro, que comecem os jogos.

Taça de Portugal: último resultado de Jorge Jesus, derrota com o Aves; último resultado de José Peseiro, vitória com o Loures.

Taça da Liga: último resultado de Jorge Jesus, empate com o Vitória Futebol Clube (Setúbal) [venceria em penaltys 5-4 um jogo que estivera a perder desde os quatro minutos e que seria empatado num penalty convertido por Dost aos oitenta minutos]; último resultado de José Peseiro, vitória com o Marítimo.

Liga Europa:  dois últimos resultados de Jorge Jesus, uma vitória e uma derrota; dois últimos resultados de José Peseiro, duas vitórias 

Campeonato Nacional (Liga NOS): comparando os últimos sete jogos de Jorge Jesus com os primeiros sete de José Peseiro estão, precisamente, iguais, duas derrotas e um empate, com a diferença de que Peseiro foi empatar com o Benfica à Luz e Jesus deixou-se empatar em Alvalade.

"Contra factos não há argumentos", diz-se mas eu gostava que argumentassem... queremos mesmo mudar de treinador?

O fotógrafo e a mulher que o desonrou

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"Este homem aqui presente, com o pretexto de irmos a Algés, levou-me à auto-estrada, parou o carro à porta do Estádio Nacional, abriu a berguilha e meteu-mo na boca (...) depois, voltou-me de costas, tirou-me as cuecas e meteu-me por detrás, causando-me uma grande dor. Depois voltou a dar-me a volta e... desonrou-me, desonrou-me! Que vergonha, que vergonha!"

"Vamos fala agora (...) continuas a negar que a violaste?"

"Como se pode acreditar em semelhante versão? Nem um grito, nem uma peça de vestuário rota, nem uma tentativa de fuga, ou pedido de auxílio (...)"

Não vou continuar o relato.

Aconteceu no dia 6 de Outubro de 1961, não é preciso muito para destruir a vida dum ser humano, às vezes, muitas vezes, basta uma armadilha bem montada.

Nasceu no dia 18 de Janeiro de 1932, dezasseis anos depois já defendia a baliza do Barreirense e cerca de um ano depois seria campeão pelo Sporting. Nas palavras do próprio: " depois dum ano de dura aprendizagem (...) fui subindo e, no fim da época, já joguei quatro desafios (...). O Sporting foi campeão nacional e eu, com dezassete anos, também."

Carlos António do Carmo Costa Gomes, Carlos Gomes, mais que um jogador de futebol, um homem inconformado, para usarmos as palavras de outro guarda-redes:  L'homme révolté.

O oficial miliciano que venceu a Taça das Taças

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Ontem, envolvi-me numa discussão, em que se debatia o excelente golo de Monteiro, assim mesmo, Monteiro.

Entrei na conversa (e não era nada comigo) dizendo: "Este chama-se Montero, Monteiro foi outro, o que nos ajudou a conquistar a Taça das Taças."

Estava lançada a confusão.

Ninguém, entre os presentes, se lembrava de um jogador chamado Monteiro. Como a História é feita de memórias, rememoro Monteiro, José Monteiro, com palavras de Manuel Pedro Gomes:

Monteiro, Alexandre Baptista e eu, iniciámo-nos juntos nos principiantes. Como eu gostava de vê-lo jogar. Na estreia contra o Benfica jogávamos os três como avançados. O resultado foi 5-1 e todos nós marcámos golos.

Lembro-me do Monteiro, um tecnicista com uma grande visão de jogo. Os seus pés de veludo acariciavam a bola, enviavam-na aos colegas em passes milimétricos, e colocavam-na dentro da baliza e no ângulo por ele idealizado.

Monteiro era elegante, rápido como uma gazela, eu admirava os slalons que ele fazia por entre vários adversários. Numa palavra, o seu jogo era excepcional.

Monteiro, como tantos jovens da sua idade foi mobilizado para a guerra em África, alferes miliciano, foi a norte de Luanda, no mato, que continuou a acompanhar o Sporting, o nosso Sporting, foi no mato que se soube vencedor da Taça das Taças, terminamos com palavras do próprio:

Passei a ter de ouvir os relatos no mato, a norte de Luanda, onde estávamos, isolados. Foi assim até à final, o rádio encostado ao ouvido, o coração a bater forte...

Começar de novo e contar connosco

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 A estátua que ilustra este texto foi-me oferecida por meu pai (adquirida em Guimarães) com esta frase: «Toma é tua, um D. Afonso Henriques sportinguista» e sorriu.

Coloco-a como ilustração porque é um tema que está na moda mas, fundamentalmente, porque representa um princípio, um arrumar o território, construir um novo reino, um novo clube a partir daquilo que sobrou.

Acabar o "eu" começar o "nós"; unir.

Começar de novo, contar connosco.

De facto e gravata

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Um almoço como outro qualquer.

Pão e vinho (e azeitonas) sobre a mesa.

Na mesa em frente (a foto não foi obtida hoje) discutia-se o Sporting, as eleições, o futuro e o passado.

Acaloradamente, vozes altas, sportinguistas, amigos.

"Quando vencemos o último campeonato o presidente era aquele gajo alto, não era nada era o da cabelo branco, esse foi o do Paulo Bento forever, pá, não ganhou nada, acho que era este, o que está agora, o Cintra, não foi nada, esse foi antes, vê aí na net... não dá pá, não há rede aqui"

[o restaurante fica numa cave e gosto de lá ir por esse motivo, uma hora sem telemóvel]

Assistia entre o divertido e o intrigado aquela discussão/debate de ideias; quatro sportinguistas entre os 25 e os 35 anos, nenhum deles sabia sem recurso à net quem foi o presidente vencedor do último campeonato.

Faz-nos pensar ou não?

[o restaurante é num bairro popular de Lisboa, relativamente, perto dum núcleo do Sporting e com uma clientela que vai desde os operários da construção, aos aspirantes a músicos tatuados e a uns poucos (muito poucos) engravatados que laboram nas redondezas]

Ainda o Mundial; sorte e azar

Quando escrevi este "post" há um ano e um dia, ai, ai, ai, que o Oliveira está doido.

Passado um ano há apenas duas selecções europeias eliminadas nos oitavos de final (no tempo regulamentar) as duas faziam parte do mesmo grupo.

A Suécia foi segunda num grupo que tinha a França, a Holanda e a Bulgária, eliminou a Suiça sem espinhas, tal como já tinha afastado a Itália do Mundial.

A fortuna nos grupos de qualificação, a sorte nos grupos do Mundial (o nosso foi, claramente, o grupo mais fraco) não dura sempre.

Enfim, como me diziam hoje: "tivemos muito azar"; retorqui: "o Uruguai venceu os jogos todos"; "é pá, ó Pedro e a sorte qu'os gajos têm tido".

É assim, a selecção portuguesa de Fernando Santos conquistou, justamente, um Europeu com um futebol maravilhoso e perdeu, injustamente, uma Taça das Confederações e um Mundial apesar do fantástico futebol que praticou, foi azar.

Que comecem os jogos

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Desanuviemos, apetece-me falar de futebol dentro das quatro linhas.

A maior goleada de sempre num Mundial, Green Point Stadium, 2010.06.21, com um dos golos a ser marcado por Liedson que entrou aos 77 minutosquatro minutos depois já estava a celebrar.

O jogo mais recente da selecção, com a particularidade de um dos golos ter sido marcado pelo (então) jogador do Sporting, Bruno Fernandes.

Dois jogos, duas vitórias, dez golos marcados e zero sofridos, é isto.

 

Uma demissão, outra

macedo

António Macedo, voz da rádio, melhor homem da rádio, melhor ainda, Sportinguista da rádio, demitiu-se (ou demitiram-no, não percebi bem e não encontrei "on-line") hoje da Antena 1.

Mais uma notícia triste. Um azar nunca vem só.

Vais fazer falta nas manhãs da Antena 1. Vais fazer-me falta, António.

Grande abraço, Saudações Leoninas.

Adenda em 2018.06.12 (21H30)

afinal havia outra, outra razão

Paulinho apoia o Mestre Bruno de Carvalho

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A seguir a Inácio e a Fernando Correia quem será o próximo trunfo do Mestre*?

Paulinho?

 

Mestre* - in Revista do Expresso [E] de 12 de Maio de 2018 (véspera do jogo no Funchal) p. 46:

E- «Sente-se excluído e perseguido?»

BdC - «Nada no futebol me espanta, nem o facto destes tipos terem todos a primeira classe e eu, que sou o único licenciado e com um mestrado (...)»

 

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