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És a nossa Fé!

Conteúdos Sporting

A perspectiva de uma consumidora

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Captura de ecrã - site Sporting Clube de Portugal

Visito a secção de notícias do site a espaços. É por esse motivo que não estou em condições de dizer se o acesso diferenciado a conteúdos, é recente. Até à data, ainda não tinha sido confrontada com o que esta imagem demonstra.

Sou assinante da versão digital do Jornal Sporting e suspeito que o artigo a que reporta esta imagem diz respeito ao Editorial (assinado por Rahim Ahamad) da edição desta semana (assino a edição digital, mas dificuldades de ordem técnica impedem-me de à mesma aceder). A ser o caso, posso muito bem estar a pagar (quantia irrisória, é certo) pelo acesso em tempo real a um conjunto de conteúdos, cuja(s) pequena(s) parte(s), é(são) disponibilizada(s) no imediato a alguns dos utilizadores do nosso site, sendo que, esclareço-vos, sou sócia já registada no mesmo. Se tivermos em conta que qualquer sócio pode aceder gratuitamente (na área reservada para o efeito) à edição proscrita (a da semana imediatamente anterior), que sentido fará para um sócio subscrever a edição digital do Jornal Sporting?  Excluo, desta equação, o que seria uma dimensão afectiva (contribuir materialmente para a manutenção da existência do formato papel).

Em interacção acontecida a 19 de Setembro de 2018 numa caixa de comentários do És a Nossa Fé, partilhei aquela que era, e é, a minha preferência quanto à apresentação deste tipo de conteúdos: a que assume os contornos das edições online de jornais nacionais e que, actualmente, dispõem de conteúdos vídeo e áudio.

Nesta casa - aquela em que vivo - apesar de termos televisores, não acedemos a qualquer canal de televisão, nem os aparelhos estão sequer ligados à corrente eléctrica. Seleccionamos os conteúdos que nos interessam nos sites de estações de televisão e demais órgãos de comunicação social. A par de mais algumas subscrições digitais e formato papel, é assim que consumimos conteúdos, extra espectáculos presenciais e livros/discos. Graças a esta forma de estar, anseio pelo dia em que poderei aceder à totalidade dos conteúdos disponibilizados pela Sporting TV, em formato streaming.

Decepcionada pelo que vi no nosso site - e assumidamente curiosa - fui espreitar o quintal do vizinho. Gostei, em termos de organização e apresentação, daquilo que vi. Suspirei (mas, não, não vou deixar-vos ligações virtuais para o sítio do clube em questão). 

Voltei ao nosso site. Nesta altura, os conteúdos fotográficos, áudio e de vídeo estão alojados na secção 'Multimédia' e, pelo que pude perceber, a área de fotografia esteve 2 anos sem ser actualizada (a última actualização aconteceu há duas semanas, antes disso, as últimas, ocorreram há dois anos).

Nos perfis Facebook do Clube e da Sporting TV, são disponibilizados vídeos completos de alguns dos programas desta última. No site, os programas destacados, são: Sporting Grande Jornal, Especial Jornada, Futebol de Perdição, Nomes que Brilham, Sempre em Jogo. Uma vez que não tenho acesso à Sporting TV, desconheço se Nomes que Brilham e Futebol de Perdição, ainda se mantêm no ar. Desconfio, contudo, que o primeiro já não terá como comentadores residentes: Carlos Dolbeth, Joaquim Melo e Hélder Amaral. E Paulo Fernandes, José de Pina, Vasco Duarte, João Cunha e Diogo Faro, ainda compõem o ramalhete de Futebol de Perdição?

Confesso-vos que a antepenúltima edição do Jornal Sporting (a última a que acedi) surpreendeu-me negativamente, já que, ao contrário do que normalmente acontece, não foi entrevistado quem quer fosse. Por esse motivo, digo-vos que foi uma edição que senti como perfeitamente inútil, já que os conteúdos disponibilizados - análises aos diferentes desafios das nossas equipas/atletas -, nada acrescentaram até por dos resultados - o mais importante - já ter conhecimento. O hiato de uma semana, faz-me perder completo interesse nos pormenores que as peças possam acrescentar.

Haverá mudanças no horizonte? Perspectiva-se, alguma vez na vida deste Clube, ter o site convenientemente actualizado e sentirmos a informação organizada de uma forma amiga do utilizador?

Pago 22€/ano pela subscrição digital do Jornal Sporting (permite acesso a todas as edições disponíveis na plataforma, desconheço, contudo, até que ano recuam). A subscrição do formato papel custa, se expedida para o território nacional, 45€/ano. As subscrições são obrigatoriamente anuais.

Os vizinhos? Pagam 39,41€ pela assinatura - obrigatoriamente anual - no formato papel e 34,99€ pela assinatura anual em formato digital, sendo que, neste último formato, o utilizador pode optar pela subscrição mensal, pela qual pagará 2,99€ (35,88€/ano).

Têm, desde Janeiro deste ano, uma coisa chamada 'B Play' que permite viver, online, a partir de vários dispositivos, os bastidores do Clube, de acordo com o seguinte preçário:

Mensal: 1,99€ Sócios/2,99€ adeptos
Semestral: 10,99€ Sócios/16,50€ adeptos
Anual: 19,99€ Sócios/29,99€ adeptos

Ouvi recentemente José Quintela em entrevista concedida ao podcast 'Sporting 160' e, confesso-vos, não fiquei especialmente convencida pelas justificações que deu sobre o atraso do Clube nesta área, e que andam em torno da indisponibilidade financeira para investir a fundo no digital. Depois de José Quintela, e já neste mandato, tivemos Cláudia Lopes que foi anunciada como directora de Comunicação e responsável pelas plataformas do Clube. É público que já nos deixou e que esteve pouco tempo no Clube.

Haverá quem possa justificar a dificuldade de fundo que o Sporting Clube de Portugal revela em apresentar-se actualizado nestes domínios? Enquanto não rola a bola, pensei que poderíamos debruçar-nos, mais uma vez, sobre este assunto.

Se me dão licença, vou agora pulverizar o telemóvel com álcool que o pobre aparelho esteve exposto a bicheza perigosa. Maldito coronavírus. E a dor de. Isso mesmo. Rima com Corona. 

Já rezei, caro Pedro Correia

É mesmo verdade, meu caro.

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Capelinha das Aparições - Santuário de Fátima (fotografia de minha autoria)

 

Estávamos em Junho de 2019 e achei por bem acender uma vela (a que se vê na imagem, à esquerda) e o pedido que aqui reproduzo:

Por todos os que servem o Sporting Clube de Portugal. Que sejam dignos instrumentos para que a sua missão [do Clube] sirva a sociedade, e a robusteça.

Quando era pequenina, pintava velas de verde, acendia-as junto à imagem preferida do livro de catecismo, pedia vitórias (tipicamente, jogos contra o Benfica) e até a conquista do Campeonato.

Nem vitórias, nem pedidos latos. 

Sigo, portanto, refilona  em caixas de comentários e página principal do És a Nossa Fé, canais de contacto do Clube e, quiçá, manifestação (ões).

Rúben Amorim, a primeira antevisão

Screenshot_20200307-172657.pngRúben Amorim


“Sabia que tinha apenas dois dias para trabalhar e, por isso, tínhamos de ser muito intensos, claros e directos. Não queria passar muita informação porque isso poderia confundir os jogadores. Não fizemos nenhuma preparação especial para o encontro, fomos directos à nossa ideia de jogo e vamos arriscar nesse sentido. Queremos jogar de acordo com as nossas ideias, mas sabemos que dois dias não dá para fazer muito,

Senti claramente que os jogadores estavam abertos a novas ideias, mas em dois dias não se consegue passar tudo e isso pode criar alguma confusão nos atletas, o que é normal. O importante é que senti que eles estavam abertos a um novo modelo de jogo e teremos tempo para trabalhá-lo. Tivemos dois dias muito bons, mas sabemos que isso ainda não se vai reflectir no primeiro jogo. O importante é vencer.

 

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Vi alguns jovens, mas o Gonzalo Plata, por exemplo, é um jovem, ou seja, já temos alguns na equipa. Penso que é importante criar uma boa dinâmica na equipa porque para sermos justos com esses jovens temos de ganhar, jogar bem e só depois lançá-los. A idade não conta e quando se tem qualidade, é isso que interessa. Não chamei esses jogadores aos treinos para dizer que lanço jovens. Faço-o quando eles são melhores do que os outros e, quando isso acontecer, vão certamente jogar".

 

Texto e primeira imagem, retirados do site do Sporting. 

Segunda imagem, instastories do perfil IG de Pedro Mendes

Ó da casa!? Está aí alguém?

Completam-se, nas próximas horas, quatro dias desde que o Sporting Clube de Portugal foi eliminado da Taça UEFA. Atendendo às circunstâncias desta eliminação, acreditei que - desta vez - haveria uma qualquer iniciativa directiva que visasse mitigar o compreensível desânimo dos adeptos. Não ignoro o que as últimas entrevistas concedidas por presidente do conselho directivo e vice-presidente para a área financeira, trouxeram. Estupefação, embaraço e, por cúmulo, (mais e maior) contestação. Olho para as notícias de hipotéticas contratações de directores técnicos e de outros técnicos, com reserva. Muita reserva. Leio análises ao último RC e degluto em seco.

Pergunto-me e pergunto-vos: de quem esperar uma reacção perante a adversidade? Compreendo a dificuldade - identificada há muito - de comunicar com a massa adepta. Compreendo que, por esta altura, há muito pouco, se algo, de positivo para que se apontar. Em todo o caso, faz sentido uma instituição como o Sporting Clube de Portugal, cuja massa adepta é a da ordem de grandeza que se conhece, ficar entregue ao vazio, como tem acontecido até aqui?

Que sinais concretos existem, que nos permitam olhar para os actuais corpos sociais com confiança e alguma esperança?

A minha relação com o Sporting Clube de Portugal? É a que se vê nas imagens: compras efectuadas na loja verde online a 26/02, pagas a 29/02, quotas pagas até 12/2021 (operação concluída às 8:50 de dia 29/02).
 
Não estarei presente na manifestação que acontecerá em breve. Conto deslocar-me a Alvalade pelo menos uma vez mais, apesar de tudo o que não se vê em campo.  

Mas, e para que não restem dúvidas, a minha relação com os actuais corpos directivos? Esgotou-se.

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No dia do desaire na Turquia, deixei parte de uma letra de um tema dos Kasabian, Goodbye kiss, na caixa de comentários do texto A pique. Pelo tom, não pesaroso e por parte substantiva da letra. Pelas irreflectidas atitudes, mesmo quando há tempo para regular emoções de valência negativa e reancorar ao 'bem maior', pondo tudo em perspectiva. É por tudo o que não se vê, de forma generalizada que, desta vez, sou eu quem envia beijinhos. De despedida. Não, jamais, ao Clube, mas aos seus órgãos sociais.  

Doomed from the start
We met with a goodbye kiss, I broke my wrist
It all kicked off, I had no choice
You said that you didn't mind 'cause love's hard to find
Maybe the days we had are gone, living in silence for too long
Open your eyes and what do you see?
No more laughs, no more photographs
Turning slowly, looking back, see
No words, can save this, you're broken and I'm pissed
Run along like I'm supposed to, be the man I ought to
Rock and Roll, sent us insane, I hope someday that we will meet again
Running wild
Giving it everyone, now that's all done
Cause we burnt out, that's what you do
When you have everything, it can't be true
Maybe the days we had are gone, living in silence for too long
Open you're eyes and what do you see?
The last stand, let go of my hand
Turning slowly, looking back, see
No words, can save this, you're broken and I'm pissed
Run along like I'm supposed to, be the man I ought to
Rock and Roll, sent us insane, I hope someday that we will meet again
You go your way and I'll go my way
No words can save us, this lifestyle made us
Run along like I'm supposed to, be the man I ought to
Rock and roll, sent us insane, I hope someday that we will meet again

 

R. Leão e R. Ribeiro - Ler quem sabe

Depois do comunicado emitido pelo Sporting Clube de Portugal, conheçamos o que diz Gonçalo Almeida, advogado especialista em direito desportivo, em entrevista a O Jogo:

1 - Quais os próximos passos que estes processos podem seguir?
- Partindo do princípio que a Sporting SAD não se conforma com as decisões em questão, os fundamentos deverão ser requeridos, correndo após a respectiva notificação um prazo de 21 dias para se intentar recurso junto do TAS, acrescido de outros 10 para se juntarem os fundamentos dos recursos [n.d.r.: o Sporting garantiu ter pedido à FIFA os fundamentos da decisão] . Posteriormente, e mesmo sendo difícil antecipar prazos, aponta-se para seis a oito meses até que as partes sejam chamadas ao TAS para uma audiência, contando-se pelo menos mais seis meses até que a decisão do TAS seja finalmente notificada - falamos num período total de aproximadamente ano e meio. Um último e eventual recurso para o Tribunal Federal Suíço versará meramente sobre questões formais, não se pronunciando tal Tribunal quanto a questões de facto ou de direito da decisão recorrida.

2 - Será difícil que o TAS possa reverter esta decisão?
- É complicado falar sobre estes processos, uma vez que não são conhecidos os fundamentos das decisoes, pese embora na sua maioria, e pela experiência que adquiri ao longo das últimas duas décadas e, nomeadamente, cinco anos na FIFA, o TAS, na maioria dos casos, confirmar as decisões FIFA recorridas. Contudo, existem inúmeras excepções a esta regra.

3 - A FIFA deveria ter enviado os fundamentos ao Sporting - e às outras partes - junto com a notificação?
- É um procedimento normal, este que foi aplicado - é a regra. A FIFA, por uma questão de economia processual, não redige de imediato as decisões dos seus tribunais. Envia, apenas, o corpo da decisão, um documento de três páginas onde resume o que foi decidido e, caso alguma das partes pretenda recorrer, então notifica os respectivos fundamentos, uma vez requeridos.

Estimo que Sporting Clube de Portugal, não se detenha, que pugne pelos seus interesses e que estes passem por levar ambos os casos até às últimas instâncias disponíveis.

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Imagem retirada da internet 

Rafael Leão e Rúben Ribeiro

Comunicado Sporting Clube de Portugal

A Sporting Clube de Portugal - Futebol, SAD (Sporting CP, SAD) informa que foi hoje notificada das decisões proferidas pela FIFA nos dois processos em assunto.

Não são ainda conhecidos os fundamentos das decisões.

No caso do Rafael Leão, a FIFA declara que o pedido da Sporting CP, SAD é inadmissível, mas não aprecia o mérito.

No caso do Rúben Ribeiro, aceita apreciar o mérito e considera que o jogador teve justa causa para resolver o contrato, mas não atribui a nenhuma das partes o direito a receber qualquer compensação.

A Sporting CP, SAD já solicitou os fundamentos de cada uma das decisões para os analisar aprofundadamente e preparar os competentes recursos para o CAS.

Gabinete olímpico - Antes da Glória

Esforço, Dedicação e Devoção

No dia 6 de janeiro de 2020, o Sporting Clube de Portugal anunciou que Paulo Malico de Sousa (1) - licenciado em Psicologia, mestre em Psicologia (2), doutorado e pós-doutorado em Ciências do Desporto e  coordenador de uma licenciatura em Educação Física e Desporto - passaria a desempenhar funções de coordenador do Gabinete Olímpico (GO) do nosso Clube. Até então e desde 2016, coordenara o respectivo Gabinete de Psicologia das Modalidades (GPM). Actualmente, acumula ambas as funções (3).

Em entrevista ao Jornal Sporting (edição de 16 de janeiro de 2020), o, palavras do próprio, Sportinguista desde sempre, esclarece que:

- vai descentralizar o poder do Gabinete e oferecer a primeira fase de decisão aos departamentos de cada modalidade, por entender que há aspectos da gestão do quotidiano de um atleta que não são relevantes para o GO;

- vai apostar na presença de atletas olímpicos em eventos de cariz social, não apenas para projectar a imagem de responsabilidade social do Clube, como para aproveitar a oportunidade para atrair jovens a treinos de captação e, com isto, promover a detecção precoce de talento;

- a presença de atletas no gabinete de Psicologia é facultativa, daí que nos últimos 3 anos e meio, haja quem procure o gabinete semanalmente e quem nunca lá tenha estado;

- como objectivo para Tóquio 2020, aponta sermos capazes de fazer o nosso absoluto melhor a cada dia, perspectiva de intervenção que diz sustentar o elevado número de atletas que tem frequentado esta competição, alguns dos quais candidatos a pódios e, dentro deste sub-grupo, candidatos ao primeiro lugar;

- a partir de Setembro de 2020, o paradigma vigente vai alterar-se, a favor da aposta formativa, tendo por objectivo integrar o mais precocemente possível jovens já formandos no Clube, em detrimento da contratação de atletas sem, contudo, perder competitividade e a qualidade que temos apresentado.

Antes da alegria trazida pelas conquistas dos nossos atletas, deixamo-vos estas breves notas elucidativas de uma nano parte do trabalho desenvolvido e do rosto que o coordena. Congratulo-me, especialmente, pela promessa de aposta na formação.
Venham as medalhas!

 

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Paulo Malico de SousaImagem: captura de ecrã daqui.

 

Quer seguir a actividade olímpica leonina? Carregue aqui (não actualizado desde 19 de Novembro de 2019).

Notas:
(1) Demais publicações de Paulo Malico de Sousa;  

(2) Nunca conheci o referido profissional nem conheço quem o conheça;
(3) Oportunamente, voltarei a abordar o que se depreende do seu percurso profissional e académico, à luz do actual organigrama do Sporting Clube de Portugal.

De pedra e cal - Capitão Matos

Aproxima-se pela esquerda, todo ele simpatia e sorrisos para miúdos e graúdos. Ponho a minha melhor cara de má, afino a voz e disparo:


- Capitão, tenho uma pergunta para fazer-lhe...

JM: (sorridente, ignora por completo o tom sério e grave da malfadada adepta) Diga, diga...!

- Não se ria, Capitão, olhe que o assunto é sério...

JM: (sem desarmar, todo ele simpatia, para meu agudo desespero!) Diiiga...! 

- (mas não haverá nada que lhe desfaça o sorriso? que ameace a boa disposição?) Oh Capitão, tenho estado aqui a pensar... (interrompo o discurso, fito o chão, olho-o cabeça ainda reclinada em sentido descendente) é uma espécie de preocupação, sabe? Sente falta do carrapito!? 

JM: (contém a gargalhada in extremis, cabeça a abanar para os lados qual boneca havaina colada no tablier de um Cadillac) Hum, hum, hum, errr, não, sim, er, mais ou menos. 

Gargalha, enfim! Acompanho-o, claro.

- E então Capitão, super original, a pergunta, não?

JM: Ainda hoje ninguém ma tinha feito!

Ahahahahah

Completa hoje 33 anos, é nosso atleta desde 2002 e um símbolo maior do Sporting Clube de Portugal. É Sportinguista, dos pés à cabeça (incluindo ex-carrapito) e uma ajuda preciosa na hora de sedimentar a relação entre adeptos e Clube. Que a genuinidade do sorriso nunca se perca - especialmente para aqueles que estão longe do Pavilhão João Rocha -, que a alegria de jogar de Leão ao peito não se dissipe e que a dúvida nunca se instale: é também graças a si que estamos certos de que... o Sporting? Está de pedra e cal.

 

Feliz aniversário, Capitão Matos! Muitos parabéns - e obrigada -, capitão João Matos...!

Edição: correcção de 2005 para 2002 (em 2005, integrou a equipa sénior)

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Fotografia de minha autoria, tirada a 24 de Agosto de 2019 - Torneio Masters, Portimão 

Entretanto, no reino do Leão...

joga-se para a Liga Europa.

A partida começa às 17:55 da próxima quinta-feira e é para ganhar. O momento da equipa é o que todos conhecemos. Face ao vazio deixado pelo silêncio institucional na sequência daquela que é globalmente aceite como a pior exibição da época, pergunto, sentimo-nos com vontade de não ficar em casa?

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Imagem, daqui.

Bilhetes à venda, aqui.

Voz(es)

Enquanto saio do posto de abastecimento olho o José Alvalade, atentamente, uma última vez. Conduzo agora ao seu encontro, à saída da Rotunda mergulho em direcção a casa.

É assim que gosto de deixá-lo. De luzes acesas. Talvez por conhecê-lo apenas e só, assim. Talvez por escolher guardá-lo assim. Fonte inesgotável de vida que se renova a cada visita. Que existe, apenas e só, para nos acolher. Imponente, intransponível, cheio de luz.

O palco dos sonhos, o confessionário de todas as amarguras, o purgatório de todos os dissabores. Aquele que, não nos conhecendo de lugar algum, acolhe todas as nossas idiossincrasias, por igual.

Conhece-nos… a voz. Mistura-a com mestria, devolve-nos a acção combinada de todas. Diz-nos quão alinhados estamos. Diz-nos, uma e outra vez, quão audíveis somos, quando somos um só.

A alegria que se exponencia, a desilusão que se dilui. A comunhão plena do que nos é comum. É a certeza da força comum.

É aqui que ao somarmo-nos, somos apenas e só, um. O um que se opõe verdadeiramente a quem e ao que defrontamos, muito para além dos atletas em campo. Muito para além do um que somos.

O um que é, afinal de contas, ilusório. Não existe, não pode existir. Somos Sporting. E o Sporting não é, nem foi nunca, um só. Dizem-mo. Di-lo, até e recentemente, quem se propôs fazê-lo. Torná-lo um só.

Desconcertante somatório de partes, aparentemente, inconciliáveis.

Desconcertantes palavras, as da voz de comando. Desconcertantes momentos, aqueles em que nos vimos… sem voz de comando.

Comanda-me, contudo, uma convicção pronfunda e inabalável. A voz de comando a que respondo, é aquela que habita em mim e que procuro pôr ao serviço do todo. O todo, que é somatório de todas as - aparentemente inconciliáveis - partes.

A minha voz, não é a de quem viu acabar-se-lhe a mama. A minha voz, não se calou quando obviou a existência do que parecia ser um conjunto de hienas apontadas às jugulares. Às jugulares, da voz de comando. A minha voz, não se calou, quando pedia uma aberta à vida, quando achou que havia uma improvável sucessão de azares, a dificultar a afimação da voz de comando. A minha voz, não se calou quando sugeriu que fosse dado devido enquadramento à voz de comando. Enquadramento amigo, familiar, que permitisse que a verdadeira voz de comando pudesse fazer-se ouvir. E afirmar-se, como voz de comando.

A minha voz calou-se há dias, no meio de muitas vozes. Escolhi calar a minha voz, no meio de muitas vozes, por desejar preservá-la como aquilo que é, a minha voz, coincidente com as de uns, diferente da de outros. Não me conhecem o timbre, seria muito fácil ser tomada por voz ao serviço de outra(s), que não a minha voz.

Fiquei sem voz, quando vi que a voz de comando, deu voz, àquele a quem tentei dar voz, a 8 de Setembro de 2018.

Ouvi-lhe a voz, compreendi-lhe o timbre.

Ouvi a voz daquele a quem, agora, gostaria de dar voz. Compreendo-lhe o timbre.

Oiço a voz, da voz de todos os sócios. Suspiro de alívio por constatar que não deu voz a quem queria tê-la, sem ter discernimento.

Peço, à voz de todos os sócios, que tenha discernimento e que estude, com a voz de comando, forma de nos ouvir a voz. A de todos. A de todos que faz o todo. O somatório de todas as vozes. Não só as que são abafadas pelos décibeis, ou pelas contra- vaias, mas as que, como eu, olham para o todo.

A minha voz, não se fez ouvir em Alvalade, no dia 9 de Fevereiro de 2020. A minha voz, acha, contudo, que é tempo de se assumir que a voz de comando não consegue, nem conseguirá, pôr-nos a uma só voz. Aquela que, soma da de cada um de nós, exponencia a alegria e dilui a tristeza.

Tem sido… uma tristeza.

Gostava que a imponência e intransponibilidade, fossem apenas as do betão que dá forma ao palco de todos os sonhos, confessionário de todas as amarguras, purgatório de todos os dissabores. Interessa, sim, a luz que lá dentro existe. A vida que lá existe e que quer renovar-se a cada quinze dias. Não agastar-se e desgastar-se a cada nova visita.

Às vozes que querem ser de comando, saibam que compreendo-vos o timbre. Mas que não serei voz de quem quer ser chamado a sê-lo, em vez de convictamente apresentar-se voz, no meio de todo o sofrível ruído. De ser convictamente voz, em detrimento de ser publicamente reconhecido enquanto possível voz de comando. A convicção, terá de ser vossa e à margem de todas as vozes. A vontade de ser interruptor, que nos devolve a luz, terá de ser afirmativamente vossa.

Enquanto saio do posto de abastecimento olho o José Alvalade, atentamente, uma última vez. Conduzo agora ao seu encontro. À saída da Rotunda do Leão, mergulho em direcção a casa.

É assim que gosto de lembrá-lo. É assim que gosto de vê-lo. De luzes acesas e a uma só voz.

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