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És a nossa Fé!

Nas provas reais e nas provas virtuais

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Breve resumo da semana leonina que passou.

 

1

No Sporting das competições reais:

 

- No andebol, vitória clara por 30-21 no jogo Sporting-Boa Hora: somamos sete triunfos nas primeiras sete jornadas do campeonato nacional. Destaque para o melhor marcador da nossa equipa neste desafio: Francisco Tavares, oriundo da formação leonina, com oito golos. 

- No futsal, vitória importante na deslocação a Braga: derrotámos a equipa minhota por 2-1, com uma exibição superior ao resultado. Cumprida a quarta jornada do campeonato. Continuamos invictos nesta competição.

- No basquetebol, segunda vitória na segunda jornada do campeonato nacional: derrotámos sem margem para discussão o Maia Basket por 96-66

- No hóquei em patins, goleada leonina: derrotámos o Famalicense por 10-2. Cumprida a quarta jornada do campeonato nacional desta modalidade.

- No futebol feminino, as Leoas derrotaram o Estoril por 3-1, somando a quarta vitória consecutiva à quarta jornada do respectivo campeonato.

- Na Liga Revelação, correspondente ao campeonato sub-23 de futebol masculino, derrotámos 3-1 o Portimonense na deslocação ao Algarve. 

- No futebol profissional, empatámos 2-2 em Alvalade frente ao FC Porto, campeão nacional. Num estádio sem público - onde, portanto, o chamado "factor casa" não fez a diferença - e com uma escandalosa actuação da arbitragem, com o VAR a mandar reverter duas decisões do árbitro (penálti favorável ao Sporting e expulsão de um defesa portista) em grosseira violação do protocolo que o rege.

- No voleibol, registo negativo neste fim de semana pródigo em competições desportivas: perdemos 1-3 no Pavilhão João Rocha contra o SLB, cumprindo a quarta jornada do campeonato.

 

2

No Sporting das competições virtuais:

 

Fernando Tavares Pereira, candidato derrotado nas eleições para a presidência do Sporting realizadas em Setembro de 2018, adverte em artigo de opinião publicado no blogue Leonino: «Em virtude de os resultados serem negativos, em meu entender, esta direcção não estará em condições para continuar este projecto, pois, como já se viu nas duas épocas anteriores, qual foi a sua desorganização negativa, desportiva e financeira.» Aproveita para deixar um solene aviso, utilizando o plural indeterminado como figura de estilo e parecendo não ter percebido que a campanha eleitoral terminou há 25 meses: «Iremos reunir brevemente alguns elementos da lista G para se fazer uma reflexão actual do nosso Sporting CP, onde iremos debater situações futuras para o nosso clube.» Sublinhando, logo no título, que ambiciona a «devolução do Sporting a todos os sócios».

- Pela segunda semana consecutiva, Augusto Inácio volta a assumir protagonismo mediático, entre rasgados elogios ao antigo presidente Bruno de Carvalho. «Ele deu muito ao Sporting. Tenho a certeza de que mais ninguém no mundo fazia um trabalho tão bom como eu e o Bruno de Carvalho fizemos no Sporting naqueles anos», disse o antigo director do futebol do Sporting, que cessou estas funções em Junho de 2015, logo após a contratação de Jorge Jesus como treinador. Em entrevista a um programa no YouTube, Inácio reitera a possibilidade de se candidatar à presidência do Sporting. E garante: «Se avançar com uma candidatura será para levar até ao fim.»

A voz do leitor

«O Sporting jogou destemido, descomplexado e sem pressões, mostrando que tem capacidade para dar luta nos duelos com os rivais. O FC Porto no final revelou algum nervosismo através do Sérgio Conceição, sinal maior de que ainda valoriza mais o jogo do Sporting, sendo por isso desnecessária a intervenção do nosso Presidente, pois uma imagem vale mais que mil palavras.»

 

António Santos, neste meu texto

O meu aplauso a Rúben Amorim

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Na própria noite de sábado, nas redes sociais, alguns putativos "adeptos do Sporting" desataram a espumar contra o "rabolho Amorim" e o "lampião Amendoim", aplaudindo que tenha sido expulso pelo incompetente que, de apito na boca, transformou um penálti justíssimo contra o FC Porto em cartão vermelho ao nosso treinador. Como se estivéssemos de volta aos negros anos 90.

Pecado do técnico? Ter considerado "vergonhosa" esta reversão, imposta pelo VAR Tiago Martins em clara violação do protocolo que regula a vídeo-arbitragem. Quando, minutos antes, o treinador portista usara linguagem muito mais "colorida" - leia-se: ofensiva e grosseira - ao ser marcada a grande penalidade logo anulada. A intenção era óbvia e teve sucesso: usar o calão (bem audível num estádio sem público) para pressionar a equipa de arbitragem perante a perspectiva de o FCP perder o segundo jogo consecutivo.

 

Há que dizer, sem rodeios: Rúben Amorim foi expulso por estar a defender não apenas a nossa equipa e os nossos jogadores, mas também a verdade desportiva, cada vez mais enlameada no futebol português.

Aqui lhe deixo, portanto, o meu aplauso: ao ser expulso por Luís Godinho, o treinador ganhou uma medalha ao serviço do Sporting.

Aliás merece outra por ter feito tudo para impedir a vitória portista em Alvalade. Enquanto Sérgio Conceição ia tentando aguentar a magra vantagem conseguida ainda na primeira parte, Amorim não hesitou em desfazer o seu sistema táctico para meter em campo cinco jogadores com características ofensivas: Vietto, Tiago Tomás, Plata, João Mário e Sporar. Sempre de olhos fitos na baliza adversária, o que viria a ser recompensado em tempo útil. 

E merece ainda outra por, já injustamente remetido à bancada, ter festejado desta maneira o golo de Vietto que selou o resultado do clássico.

Gostei de ver.

 

Enquanto isso acontecia, a turba anónima ia rabiscando coisas como estas nas redes:

«Já se expulsam lampiões!»

«Pagámos 16 milhões por aquele rabolho de merda.»

«Com este lampião ganhamos... bola.»

«Nunca vi um treinador tão medíocre.»

«Ele pode voltar para o Braga.»

«Vai terminar o curso, treinador de pacotilha!»

 

No fim, estes letais estavam mais furiosos do que muitos adeptos tripeiros. Porque o FCP não venceu em Alvalade.

Quando me falam em "união entre todos os sportinguistas", jamais me peçam qualquer aproximação aos canalhas que - até durante os jogos - aproveitam cada pretexto para enterrar o Sporting, fazendo coro com os inimigos do nosso clube.

A voz do leitor

«As contratações deste ano e os jovens que foram lançados elevaram muito o nível da equipa. Ainda vamos melhorar bastante, há jogadores como João Mário e Palhinha que fizeram o primeiro jogo, e muitos outros têm dois ou três jogos juntos. Espero que o Gonçalo Inácio apresente qualidade suficiente para substituir o Neto e, se tivesse vindo um avançado de qualidade extra, éramos candidatos ao título de caras. Assim, vamos jogo a jogo, e no final se verá.»

 

António 1969, neste texto do José Navarro de Andrade

Pódio: P. Gonçalves, Nuno Santos, Vietto

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Sporting-FC Porto pelos três diários desportivos:

 

Pedro Gonçalves: 18

Nuno Santos: 18

Vietto: 16

Palhinha: 16

Sporar: 15

Matheus Nunes: 15

Porro: 15

Adán: 15

Tiago Tomás: 13

João Mário: 13

Nuno Mendes: 13

Coates: 12

Plata: 11

Feddal: 11

Jovane: 10

Neto: 10

 

Os três jornais elegeram Pedro Gonçalves como melhor Leão em campo.

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

De termos enfrentado sem temor o Porto no clássico disputado em Alvalade. Dominámos no quarto de hora inicial, em que marcámos um golo e estivemos quase a marcar outro (Marchesín, com uma grande defesa, impediu aos 7' que Matheus Nunes a metesse lá dentro), e estivemos por cima durante quase toda a segunda parte, em que o melhor jogador adversário foi de longe o veterano central Pepe. Superioridade traduzida no segundo golo, o do empate, já com os campeões nacionais encostados às cordas. O empate 2-2 acabou por nos saber a pouco.

 

De Pedro Gonçalves. Para mim, o melhor em campo. Foi o elemento mais acutilante da nossa equipa, sempre em jogo, criando sucessivos desequilíbrios. Viu Marchesín negar-lhe o golo com uma defesa muito apertada, aos 37', e foi carregado em falta dentro da grande área portista no tempo extra da primeira parte - lance que originou um penálti afinal revertido por intervenção do VAR, lesando a verdade desportiva. Incansável, foi ainda este jogador - verdadeiro reforço do Sporting - a cruzar para o nosso segundo golo, aos 87', marcado por Vietto, à ponta-de-lança.

 

De Porro. Tornou-se já indiscutível como titular da ala direita leonina. Mesmo tendo sido alvo de um pisão por Zaidu logo aos 20', em lance que o deixou em evidente inferioridade física até ao intervalo, nunca virou a cara à luta nem deixou de criar perigo pelo seu flanco. Fez a assistência para o nosso golo inicial e esteve ele mesmo quase a marcar, aos 75', rematando a rasar o poste direito já com Marchesín batido.

 

De Palhinha. Regressou enfim a Alvalade, num jogo oficial, após o longo empréstimo ao Braga, durante duas temporadas. E cumpriu a missão que lhe foi pedida, funcionando como tampão do fluxo ofensivo portista no corredor central. Em excelente forma física, muito combativo, protagonizou várias recuperações de bola. Uma delas foi decisiva, aos 87', abortando a construção ofensiva da equipa adversária e dando logo início ao contra-ataque que origina o golo do empate. 

 

De Adán. Sem culpa nos golos, revelou segurança entre os postes e também a repor a bola, tanto com as mãos como com os pés. Decisivo a evitar que o Porto marcasse logo no minuto inicial, fez outra grande defesa aos 22'. Ao 85', funcionando como um líbero, saiu muito bem da baliza, gorando um ataque adversário que prometia ser perigoso.

 

Do golo de Nuno Santos. Surgiu cedo, aos 9', e foi mais um golo de grande qualidade - o segundo marcado no Sporting por este reforço leonino, correspondendo da melhor maneira a um centro de Porro: disparou ao primeiro poste, com o pé esquerdo, sem deixar a bola tocar na relva. Um golo de fazer levantar o nosso estádio - se houvesse público nas despidas bancadas de Alvalade, neste nosso primeiro jogo em casa para a Liga 2020/2021.

 

Do regresso de João Mário. Voltamos a ter um campeão europeu em título a jogar de verde e branco. Emprestado pelo Inter ao Sporting, o médio formado em Alcochete entrou em campo aos 77'. Tempo suficiente para mostrar toda a sua capacidade técnica em espaços curtos e a uma excelente leitura de jogo. Ajudou a empurrar a equipa para a frente com critério e qualidade, contribuindo para a reviravolta no marcador: conseguimos empatar a partida quando o Porto já acreditava que sairia do nosso estádio com os três pontos.

 

De ver um Sporting superior ao da época passada. Em Janeiro, perdemos 1-2 com o FCP em Alvalade. E saímos derrotados de todos os embates com Benfica e Porto nessa triste época 2019/2020. Melhorámos logo ao primeiro jogo grande da temporada em curso. Apesar de termos em campo cinco jogadores que só agora disputaram o primeiro clássico do futebol profissional em Portugal: Adán, Feddal, Pedro Gonçalves, Porro e Nuno Santos.

 

 

Não gostei
 

 

Do árbitro Luís Godinho. Fez tudo para influenciar o resultado - e conseguiu. Aos 20', poupou Zaidu a um vermelho directo por falta clamorosa sobre Porro que podia ter causado uma lesão prolongada no nosso jogador. Aos 45'+1, perdoou ao mesmo defesa do FCP - que já nem devia estar então em campo - outra expulsão por ter cometido penálti sobre Pedro Gonçalves: quando este se encontrava à sua frente, já com a posição ganha, colocou-lhe a mão no ombro, travando-lhe a impulsão no momento da recepção de uma bola na grande área. Inicialmente, o apitador exibiu o vermelho e apontou para a marca dos 11 metros. Mas foi sensível ao reparo do VAR Tiago Martins, revertendo tudo. E, para coroar este péssimo desempenho, expulsou logo de seguida Rúben Amorim, forçado a acompanhar toda a segunda parte nas bancadas, bem longe do relvado.

 

De ver o FCP marcar por duas vezes. Falhanços da nossa organização defensiva em dois momentos cruciais do jogo permitiram que a equipa adversária marcasse, por Uribe aos 25' e por Corona aos 44'. Em jogos desta importância, qualquer falta de sincronização no bloco mais recuado pode causar danos, como se comprovou.

 

De termos consentido os primeiros golos. Após duas vitórias (em casa do Paços de Ferreira e do Portimonense) sem golos sofridos, empatamos ao terceiro jogo. Ainda com um desafio em atraso - a recepção ao Gil Vicente, que vai ocorrer só no dia 28. 

 

De Jovane. Amorim apostou nele como falso ponta-de-lança, abdicando de Sporar no onze titular, mas o luso-caboverdiano - que regressou de uma lesão - parece não estar calhado para esta missão de desgaste e sacrifício, pressionado entre os centrais. Foi o elemento mais apagado da nossa equipa. Quando cedeu o lugar a Vietto, aos 56', dava a sensação de já sair tarde

 

De continuar a haver jogos sem público. Uma tristeza, vermos o nosso estádio vazio num jogo grande do campeonato. O mesmo estádio que já acolheu espectadores em dois recentes desafios da selecção nacional. Não se entende tal disparidade de critérios, com a chancela da Direcção-Geral da Saúde. Até parece que a Federação Portuguesa de Futebol é filha e a Liga de Clubes é enteada.

Verde e branco

 

- Alguma vez foi convidado por outro grande?

- Enquanto treinador, não, mas quando era jogador estive duas vezes para ir para o Sporting. E tê-lo-ia feito com muito gosto.

- Até porque o Sérgio nasceu e cresceu sportinguista.

- Sim, o clube da minha aldeia é o Ribeirense, que é uma filial do Sporting. Está a ver, não está? Verde e branco, Sporting, era tudo do Sporting ali.

 

Excerto de entrevista a Sérgio Conceição, publicada a 19 de Setembro na revista do Expresso

Ser do Sporting sem ver jogos

Texto de AHR

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Há de facto dois Sportings dentro do Sporting: há o Sporting dos adeptos que encaram o clube como um todo, em que o futebol é apenas uma das partes, e há os adeptos do Sporting do futebol, para os quais as outras modalidade são irrelevantes.

Será que os verdadeiros adeptos do Sporting são os que vivem o Sporting na sua globalidade e que os outros, que vivem só o futebol, são menos adeptos? Os que se encontram na primeira categoria tendem a ter maior tolerância, pois os sucessos das outras modalidades vão compensando a tristeza do menor sucesso do futebol. Os da segunda categoria são mais intolerantes, pois só o futebol lhes interessa, desvalorizando o que se passa ao lado.

 

De toda a forma deve haver espaço para estes dois mundos.

Não estarei a fugir muito à verdade se disser que a maioria dos adeptos é do Sporting pelo futebol, pois é o futebol que atrai multidões. A mim também me atraiu e confesso que sou do Sporting porque na minha infância vivia com o meu pai as emoções dos relatos do Sporting. Punham a minha imaginação a trabalhar.

Provavelmente o Sporting jogava melhor na minha imaginação do que na realidade. Isto porque durante os meus primeiros 16 anos fui do Sporting sem ver um único jogo sequer, pois na altura não vivia em Portugal e não havia televisão. Apenas reconhecia os jogadores pelas fotografias esbatida a preto, branco e vermelho que vinham com o jornal A Bola, que era publicado às segundas, quartas e sextas, e que eu lia sempre em atraso.

 

Quem é capaz, hoje, de ser do Sporting sem ter visto durante uma parte da vida um único jogo? Uma pergunta que deixo.

 

Texto do leitor AHR, publicado originalmente aqui.

A voz do leitor

«Enquanto os portistas se preocupam em atacar e insultar os benfiquistas, os benfiquistas em insultar e atacar os portistas, mas defendendo intransigentemente cada um dos ditos emblemas, ao contrário os sportinguistas, atacando-se e insultando-se uns aos outros, deleitam-se há mais de trinta anos (desde João Rocha) a disparar “fogo amigo”, não acertando no alvo, com os consequentes “danos colaterais” para o clube.»

 

Carlos Antunes, neste texto do Pedro Boucherie Mendes

O que podemos nós fazer pelo Sporting?

Texto de Rui Miguel

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Infelizmente o clube deixou de ter algo que une a sua massa adepta. Há clubes que se unem em torno do seu cariz regional e deste posicionamento contra um poder central (o caso do FC Porto), outros unem-se numa certa matriz popular, das massas, como uma formiga para se sentir bem e forte tem de viver num imenso formigueiro (o exemplo do SLB).

No caso do Sporting, a união fazia-se simplesmente pelas vitórias nas diversas competições, pelos ídolos desportivos que usavam as nossas cores, pelo respeito e galhardia com que os nossos atletas competiam.

O Sporting nasceu aristocrático, elitista e foi captando uma massa adepta com base nos seus valores, a raiz do nosso lema "Esforço, Dedicação, Devoção e Glória", o querer ganhar, mas com brio e respeito.

Durante anos, o Sporting foi isso e conseguiu-se impor por esta matriz.

 

Mas depois vieram novos tempos. Ainda antes do 25 de Abril, o Benfica cresceu numa génese popular mas que interessava ao Salazar para agradar a esse povo (toda a história do Eusébio é disso exemplo, desde o rapto até ser obrigado a ficar no clube), ficando o Sporting conotado com as elites.

A seguir ao 25 de Abril surge o poder do regionalismo do Porto, as grandes forças do futebol mudam-se para o norte, e Pinto da Costa aproveita-se disso e cria o seu império, mais clubes na 1.ª divisão dentro do seu arco de poder, os dirigentes de arbitragem, os próprios árbitros, as "frutas" e os "apitos dourados".

Já em pleno século XXI surge novamente o mote antigo de agradar ao povo, com uma imensa comunicação social a desejar vitórias benfiquistas. [Lembremos] aquela célebre frase: com o SLB a ganhar, a economia cresce.

Neste contexto, o Sporting perdeu-se nos seus labirintos e definhou nas suas conquistas. Basta ver o countdown de títulos de campeão desde a década de 50 até agora: tem sido um eterno decrescente até um redondo zero nesta última década.

 

Como a base da união do clube eram as suas conquistas desportivas e o seu brio desportivo, toda esta base enraizada apodreceu e surgiram milhentas facções dentro do clube (eu digo por vezes que não há um só Sporting, mas sim três milhões de Sportings, um por cada adepto). Desde o Sporting popular ao Sporting elitista e que vê o povo com desdém. Do Sporting que quer ser ecléctico ao Sporting que deseja só ter futebol, capitalista, financeiro, detido a 100% por investidores.

Há até um Sporting que é anti-competições profissionais, que não concorda com o futebol negócio, dos empresários. Eu chamo-lhe Sporting CIF - club internacional de foot-ball, que segundo a história abandonou as competições oficiais para fazer as sua próprias porque não gostou do caminho profissionalizante do desporto.

É pois neste labirinto de diversos caminhos, muitos deles sem qualquer saída possível, que vive o nosso clube. Seria importante fazer uma reflexão séria, urgentemente.

Muitos vão dizer que isso resolve-se com vitórias. É certo. Mas andamos há 40 anos a correr atrás do prejuízo, buscando incessantemente vitórias, umas vezes através do filão da formação, outras vezes através de "unhas", outras por um milagreiro (tipo JJ), e a verdade é que só têm resultado em rotundos fracassos e um continuado maior atraso em relação aos nossos rivais.

 

Neste momento, já não basta mudar de plantel ou treinador. O mote é mesmo mudar de presidente de mês a mês, consoante a bola entra ou não entra na baliza.

Com isto, não saímos do marasmo e da tragicomédia em que está o nosso clube.

É a altura de todos os sócios e adeptos porem a mão na consciência e seguirem as conhecidas palavras que um célebre presidente dos EUA [John Kennedy], fez ao seu povo: «Não perguntem o que é que o vosso país pode fazer por vocês, perguntem o que é que vocês podem fazer pelo vosso país.»

É nisto que os sócios devem pensar: o que poderemos fazer para tornar o clube mais forte? E não esperar que o clube resolva os nossos problemas e as nossas frustrações.

É mais importante acalmar as ideias e deixar a ansiedade para trás das costas.

 

Texto do leitor Rui Miguel, publicado originalmente aqui.

A voz do leitor

«O problema dos sub-23 já era de esperar. Os melhores já estão no plantel principal. Dividido com a equipa B, resta-nos pouco do que foi a gestão danosa do presidente anterior. O que importa mais é a equipa B, seguir para a II Liga, do que os sub-23, compostos principalmente por juniores de 1.º ano... não se pode comparar. Tenha calma! É uma gestão, que até parece estar num bom caminho.»

 

N. Assis, neste meu texto

Prognósticos antes do jogo

Está quase a chegar o primeiro clássico do ano: o Sporting-FC Porto, que vai jogar-se depois de amanhã, sábado, a partir das 20.30. Um jogo sem público, nesta prova organizada pela Liga, apesar de ontem ter sido autorizada a presença de cinco mil espectadores no nosso estádio para assistirem ao Portugal-Suécia (3-0), prova organizada pela FPF. 

Alguém entende esta disparidade de critérios? Eu não, de todo.

 

Vai jogar-se a quarta jornada do campeonato nacional de futebol ainda com estádios vazios - embora para o Sporting esta seja apenas a terceira participação, devido ao adiamento do jogo inaugural, em que recebíamos o Gil Vicente, e que continua por disputar.

Mas estou novamente a dispersar-me. O que eu pretendo é conhecer os vossos prognósticos para este clássico. Lembrando que o anterior Sporting-FC Porto ocorreu a 5 de Janeiro: fomos os melhores em campo, mas cometemos erros defensivos imperdoáveis, acabando por sair derrotados (1-2). Com o nosso golo a ser iniciado e concluído por alguém que já não está: Marcos Acuña. E com um penálti perdoado aos portistas pelo "categorizado" árbitro Jorge Sousa, entretanto retirado dos relvados, a bem do futebol.

Por um Sporting sem partidos nem seitas

Texto de JMA

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Velhos e belos tempos, em que o que importava eram os jogadores e não os presidentes.

Mas era um tempo em que a Direcção não era remunerada. Agora muita gente precisa de emprego e de dar emprego aos amigos...

As claques não vendiam bilhetes nem bilhetes de época, os líderes das claques quase não eram falados e ser líder de claque não era modo de vida para ninguém. Agora parece que é... (apesar de eu apoiar a existência de claques, coordenadas por qualquer Direcção eleita).

Não havia SADs, logo ninguém queria ganhar dinheiro a vender ou a comprar a SADs. Agora há e até arranjam peões de brega...

Não havia partidos ou seitas no clube. Agora parece que há, tantas são as frentes de batalha internas...

Muitas vezes dá a ideia de que não falamos de um clube desportivo: o Grande Sporting Clube de Portugal mais parece uma empresa e todos lutam para a controlar, para a dominar.

 

A grandeza do Sporting (e a sua salvação) é que a grande maioria dos adeptos, e principalmente os sócios, orgulham-se de ter as quotas em dia. Querem que o Sporting ganhe, apoiar as diversas equipas, ter como ídolos apenas os jogadores e votar nas assembleias gerais (principalmente as importantes) e no seu candidato nas eleições.

Se ele ganhar melhor; se não, paciência: o Sporting continua.

 

Claro que achar que o jogador A ou D jogaram mal ou bem é normal; que o treinador acertou ou errou nesta ou naquela substituição, também. Dizer que o presidente e o director desportivo erraram em determinadas aquisições, tudo bem.

Agora querer que o Sporting perca um jogo não é de Sportinguista e chamar "campo grande" ao Sporting, como se lê em alguns blogues, é uma vergonha e uma tristeza!

 

Texto do leitor JMA, publicado originalmente aqui.

A voz do leitor

«Sem querer endeusá-lo, mas tentando repor alguma justiça, Barbosa era técnica, visão de jogo, velocidade de execução muito acima da média e uma inteligência ímpar. Como bónus, roubar-lhe a bola sem falta, quando ele queria guardá-la, era impossível. Pedro Barbosa, para mim, encaixa perfeitamente no grupo dos talentos (mas com T grande... enorme) não devidamente reconhecidos.»

 

Jorge Solano, neste texto do leitor AHR

Ele joga bem e gosta de marcar

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Pedro Gonçalves: dois golos na estreia como artilheiro da selecção sub-21

 

Foi bom ver ontem o jogo Gilbraltar-Portugal, da selecção nacional sub-21. Para termos mais uma oportunidade de assistir ao desempenho de quatro dos nossos: Luís Maximiano, Pedro Gonçalves, Daniel Bragança e Joelson Fernandes.

Max, como era de esperar, teve muito pouco trabalho. Mas à frente os jovens Leões destacaram-se pela positiva - Daniel no centro do terreno e Joelson, que só entrou na segunda parte, encostado sobretudo à ala esquerda. O primeiro golo nasce de um passe longo do primeiro, que vai confirmando o seu talento em cada oportunidade que lhe dão, seja no Sporting seja com a camisola das quinas.

Mas o destaque vai para Pedro Gonçalves: estreia a marcar na selecção nacional. E logo bisando: são dele o segundo e o terceiro golo dos sub-21. O segundo (primeiro dele) é um golão que merece ser revisto. Conclusão: temos não apenas um tecnicista e criativo no nosso meio-campo ofensivo, mas também alguém que busca a baliza e revela faro de golo. Boa notícia para o Sporting.

 

ADENDA: Vistoso golo de Plata a selar o 4-0 do Equador ao Uruguai.

A semente da divisão interna

Texto de V. Guerreiro

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A imagem do dirigente desportivo português começou a mudar depois do 25 de Abril. Depois dos dirigentes institucionais clássicos, cinzentos, começaram a surgir presidentes populistas, nos quais o povo se revia. Pimenta Machado, Valentim Loureiro, Vale e Azevedo e outros trouxeram para o dirigismo desportivo conceitos da politica e da comunicação populista que não mais o abandonaram.

No Sporting, dirigentes como Jorge Gonçalves, Sousa Cintra e Santana Lopes (por esta ordem) inauguraram essa gestão populista no nosso clube. A eles, sucedeu-se uma nova vaga de institucionalistas e gestores profissionais que começou com José Roquette.

Essa geração, sem eu saber bem qual a origem disso, às tantas, começou a ser designada por “croquetes”, enquanto sinónimo de indivíduos privilegiados. Nesse momento, criou-se o sistema de castas no Sporting e foi lançada à terra a semente da divisão interna.

 

A partir daí, foram-se marcando as clivagens entre uma elite governativa de favorecidos e a massa adepta anónima, o povo sportinguista, sendo a primeira alimentada pelo esforço da segunda através do dízimo da quota. Ao mesmo tempo que isto acontecia, os sportinguistas passaram a olhar para os seus dirigentes com os mesmos olhos com que olhavam para os treinadores: se não ganhas, não serves, tens de ir embora.

Até ao dia em que essa geração foi destronada em favor de um dos nossos. “O Sporting é nosso” foi o mote. O populismo, na figura de Bruno de Carvalho, surgiu em força no Sporting e o Presidente passou a ocupar o espaço mediático, através duma dependência compulsiva do facebook. O Presidente confundiu-se com o Sporting (o Sporting somos nós) e criou as bases para o desenvolvimento dum culto de personalidade nunca visto no Sporting, o qual originou um movimento de massas: o brunismo.

 

Líderes populistas e carismáticos associados a movimentos como Ídolos Zero tornam os jogadores em profissionais privilegiados que não honram a camisola (quando não são mesmo mercenários) e catapultam-se a eles próprios para o palco das paixões.

Enquanto continuarmos a utilizar no nosso discurso vocábulos divisionistas, como croquetes, sportingados e outros, sem percebermos que essas designações têm muitíssimo mais de artificial do que de real, o que nos acontecer de bom será apenas circunstancial.

 

Texto do leitor V. Guerreiro, publicado originalmente aqui.

 

A voz do leitor

«Sporar é um óptimo exemplo de valorização na Liga Europa. Não foram os (muitos) golos no campeonato eslovaco que lhe valeram a transferência para um clube e um campeonato melhor. Foram os golos e as exibições na Liga Europa, principalmente contra o Braga. A montra que provocou a ousadia do Slovan Bratislava de pedir um valor nunca antes praticado na Eslováquia e o risco que o Sporting decidiu correr.»

 

Pedro Sousa, neste meu texto

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