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És a nossa Fé!

2020/2021: os marcadores dos nossos golos

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Pedro Gonçalves 17 (Santa Clara, Santa Clara, Gil Vicente, Tondela, Tondela, V. Guimarães, V. Guimarães, Moreirense, Moreirense, Famalicão, Braga, Rio Ave, Marítimo, Marítimo, Santa Clara, Famalicão, Farense)

Nuno Santos 7 (Portimonense, FC Porto, V. Guimarães, Sacavenense, Nacional, Boavista, Portimonense)

Jovane 6 (Paços de Ferreira, V. Guimarães, Sacavenense, Nacional, FC Porto, FC Porto)

Coates 6 (Paços de Ferreira, Sacavenense, Sacavenense, Gil Vicente, Gil Vicente, Santa Clara)

Tiago Tomás 6 (Aberdeen, Lask Linz, Gil Vicente, Paços de Ferreira, Belenenses SAD, Tondela)

Porro 4 (Tondela, Famalicão, Braga, Boavista)

Sporar 4 (Gil Vicente, Tondela, Mafra, Farense)

Tabata 2 (Paços de Ferreira, Mafra)

Matheus Nunes 2 (Braga, Benfica)

Palhinha 2 (Paços de Ferreira, Paços de Ferreira)

João Mário 2 (Belenenses SAD, Paços de Ferreira)

Gonçalo Inácio 2 (Sacavenense, V. Guimarães)

Pedro Marques 2 (Sacavenense, Sacavenense)

Nuno Mendes 1 (Portimonense)

Feddal 1 (Portimonense)

Paulinho 1 (Moreirense)

Vietto 1 (FC Porto)

A voz do leitor

«Não tenho dúvidas absolutamente nenhumas e desde há muitos anos que tenho a mesma convicção: prefiro que o nosso clube continue a apostar nos jogadores que são formados na academia. Este é o caminho que devemos seguir. Nem sempre irá correr bem, mas penso que é a forma mais sustentável de gerir o futebol do clube e a forma mais rápida de recrutar talentos para o futuro.»

 

Pedro Batista, neste meu texto

Pódio: Adán, João Mário, Pedro Gonçalves

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Farense-Sporting pelos três diários desportivos:

 

Adán: 21

João Mário: 18

Pedro Gonçalves: 18

Coates: 16

Nuno Mendes: 16

Matheus Reis: 15

Gonçalo Inácio: 14

Palhinha: 14

Daniel Bragança: 13

Porro: 13

Paulinho: 12

Matheus Nunes: 11

Tiago Tomás: 7

Nuno Santos: 6

 

Os três jornais elegeram Adán como melhor jogador em campo.

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

Dos três pontos arrancados em Faro. Contra a briosa equipa do Farense, nossa filial n.º 2, alcançámos uma vitória difícil mas mais que merecida. Num estádio onde o Benfica tropeçou, empatando a zero, e o FC Porto foi incapaz de fazer melhor que nós, vencendo também por 0-1

 

De Adán. Um dos dois melhores jogadores em campo (o outro foi Beto, guarda-redes do Farense). Magistral a defender a nossa baliza com duas intervenções dignas do saudoso Vítor Damas, aos 53' e aos 84' - além de outras duas, aos 29' e aos 79', em lances que acabariam por ser anulados por terem decorrido em fora-de-jogo. Ao ver a exibição do magnífico espanhol lembrei-me de Schmeichel, que foi baluarte do nosso título do ano 2000.

 

De Pedro Gonçalves. Temi o pior, na jornada anterior, ao vê-lo surgir em campo de cabelo oxigenado: em regra, é mau sinal quando os jogadores andam a exibir penteados ridículos e tatuagens fajutas. Receios infundados: segunda jornada consecutiva com o nosso n.º 28 a dar nas vistas não apenas pelo amarelo do cabelo mas também pelos golos que vai marcando. Ontem, mais um, aos 35': valeu-nos três pontos. E recupera a liderança da lista dos goleadores da Liga 2020/2021. Já soma 17 na sua conta.

 

De João Mário. Alguns adeptos do Sporting embirram com ele, alegando que "não corre". Já diziam isso de Pedro Barbosa, Nani e William Carvalho, entre tantos outros. Mas o campeão europeu - único que resta nas fileiras leoninas - é o que melhor temporiza, transporta e segura a bola neste onze titular. Foi o primeiro a ameaçar as redes adversárias, aos 9': só Beto o impediu de inaugurar o marcador. Aos 31', excelente condução de lance ofensivo que merecia melhor desfecho. Aos 57', ofereceu um golo a Paulinho que Beto evitou com defesa monstruosa. Quando saiu, aos 71', a equipa perdeu discernimento e lucidez.

 

De Matheus Reis. Alinhou pela primeira vez de início, como central mais encostado à esquerda. Preenchendo a vaga de Feddal, ausente por lesão. Cumpriu a missão, no essencial, apesar de estar rotinado como lateral esquerdo. E não descurou a construção ofensiva.

 

De Beto e Ryan Gauld. Dois jogadores que já passaram pelo Sporting: por motivos diferentes, não houve lugar para eles. Destacaram-se, por mérito próprio, neste confronto algarvio. Vestidos de branco. Mas eu preferia vê-los de verde e branco.

 

Do árbitro Hugo Miguel. Deixou jogar, com critério largo, sem incentivar a ronha dos jogadores que adoram deixar-se cair simulando faltas. Precisamente o desempenho que tanto elogiamos em árbitros estrangeiros, designadamente em Inglaterra. O futebol português precisava de outros como ele.

 

De ver o Sporting com novo recorde batido. Superámos a marca estabelecida em 2002, quando fomos pela última vez campeões, sob o comando de Laszlo Bölöni: vamos agora em 27 jogos seguidos sem perder. Registo nunca antes alcançado, numa mesma prova desportiva, em 87 anos de participações da nossa equipa em campeonatos nacionais de futebol. 

 

Dos 69 pontos já somados. Para já, fica matematicamente garantido o quinto lugar da Liga 2020/2021. A sete jornadas do fim da prova. Ainda podemos totalizar 90 pontos, se vencermos todos os jogos até ao fim. À condição, levamos agora nove de avanço sobre o FC Porto, 12 sobre o Benfica e 15 sobre o Braga.

 

 

Não gostei

 

 

Dos golos desperdiçados. Beto fez pelo menos três enormes defesas, evitando que o Sporting marcasse: aos 9', negando o golo a João Mário num remate cruzado; aos 35', parando in extremis um cabeceamento letal de Coates na sequência de um canto; e aos 57', anulando um disparo de Paulinho. Três ocasiões perdidas para ampliarmos a vantagem. Outra aconteceu aos 50', quando Paulinho, em posição frontal, decidiu da pior maneira: lateralizou para o segundo poste, onde João Mário não poderia chegar. O ex-artilheiro do Braga tarda a impor-se como rematador no Sporting.

 

Do nervosismo de vários jogadores. Quase todos, valha a verdade - até alguns dos habituais melhores, como Coates e Palhinha. Perante o penúltimo classificado do campeonato. Passes falhados, perdas comprometedoras, remates disparatados a meia distância. Não havia necessidade. 

 

Do sistema táctico. Amorim voltou a prescindir do seu tradicional 3-4-3 para impor um 3-5-2 que a defender se transformava em 5-3-2. Os jogadores, menos rotinados neste sistema, acumulavam-se em zonas do terreno enquanto desguarneciam outras. As alas voltaram a não funcionar, sobretudo a direita, com um Porro irreconhecível. E abdicámos de extremos, agora que temos um ponta-de-lança, algo ainda mais difícil de entender.

 

Das substituições. Desta vez não resultaram: a equipa passou a jogar pior cada vez que o técnico fazia alterações. Tanto na troca de João Mário por Matheus Nunes, aos 71', como nas entradas de Nuno Santos para render Daniel Bragança e de Tiago Tomás para o lugar de Paulinho, ambas aos 83'. Matheus e Nuno não chegaram verdadeiramente a entrar no jogo. E perdemos os dois jogadores que melhor sabem segurar a bola na fase da partida em que mais precisávamos de estar com ela.

 

Da fraca produtividade lá na frente. Só cinco golos marcados nos últimos cinco jogos. Desta vez bastou para conseguir os três pontos. Mas há que melhorar a média ofensiva: não basta um remate enquadrado a cada quarto de hora.

"Este Sporting"

Fazendo um voo rasante por redes sociais de supostos adeptos do SCP, leio diversas frases depreciativas para a nossa equipa. Que começam, várias vezes, pela expressão "este Sporting". Escrita com aparente desprezo.

Pois "este Sporting" acaba de superar um recorde de 87 anos da história leonina em campeonatos de futebol: 27 jogos seguidos sem perder na mesma prova.

"Este Sporting" tem de momento o maior artilheiro da Liga: Pedro Gonçalves, com 17 golos. E a defesa menos batida: só 13 golos sofridos.

"Este Sporting" acaba de somar mais três pontos, tendo agora 69. Para já, nove acima do FC Porto e 12 acima do Benfica.

"Este Sporting" lidera há 21 jornadas, isolado, a prova máxima do futebol português.

"Este Sporting" está a cinco vitórias do título de campeão nacional.

Prognósticos antes do jogo

A primeira das nossas últimas oito finais nesta Liga 2020/2021 joga-se mais logo, em Faro, a partir das 21 horas. Desafio complicado contra uma equipa onde pontifica Ryan Gauld, um dos muitos jovens talentos desprezados pelo "mestre da táctica" que acabaram por deixar Alvalade sem nunca terem conseguido mostrar verdadeiramente o que valem de Leão ao peito.

Venho fazer-vos a pergunta do costume: quais são os vossos prognósticos para este Farense-Sporting?

Vamos transmitir confiança aos jogadores

Texto de Ulisses Oliveira

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Bastou um pequeno percalço para muitos adeptos se esquecerem rapidamente da temporada brilhante que conseguimos até aqui, e de que o caminho faz-se caminhando, umas vezes mais depressa, outras mais devagar, mas sempre a caminhar. Não é possível a uma equipa estar sempre no topo de forma. Aqui ou ali vão aparecer dificuldades, sejam elas "plantadas", sejam fruto da competitividade dos adversários. Mas a verdade é que se no início da época perguntassem a qualquer sportinguista se aceitaria estar nesta altura com 6 pontos de avanço do segundo classificado, de certeza que a grande maioria comprava, de olhos fechados. Portanto, temos de nos orgulhar do que conseguimos até aqui.

É normal que a equipa nesta fase acuse um pouco mais a responsabilidade. É normal vermos menos alegria nos jogadores e sentirmos que as coisas acontecem mais em esforço, menos fluidas. Como digo, é normal. Estranho seria se tal não acontecesse. Já nem falo nos miúdos do plantel. Mesmo aos graúdos falta-lhes experiência a este nível: Adán foi quase sempre suplente nas grandes equipas por onde passou; Coates, desde que está no Sporting nunca foi campeão; Feddal, que eu saiba, também não tem hábito de lutar por títulos; João Mário e Palhinha, idem, tal como o Paulinho, e outros.

A própria equipa técnica, também ela é inexperiente a este nível. Mesmo os adeptos, também não estão nestas andanças há muitos anos, alguns nem sequer viram o Sporting campeão. Portanto, é normal que o sorriso que os jogadores espelhavam até metade da época tenha sido parcialmente substituído por um tom mais sério, próprio da responsabilidade de quem está perante um feito que a acontecer, ficará para a história. Não se confunda com falta de determinação.

Cabe-nos a todos nós, sportinguistas, passar aos jogadores toda a confiança possível. Sabemos que o caminho está carregado de armadilhas e que as regras não são as mesmas para todos, e sabemos que há um esforço conjugado para nos tirar confiança e determinação... mas se fizermos dessa "concorrência desleal" a nossa força e se verdadeiramente onde for um forem todos, nada parará a equipa.

Trabalhei com alguém que em tempos pediu paixão e foco a toda a equipa que trabalhava com ele. Sábias palavras. Especialmente agora, chegados às grandes decisões, há que cerrar fileiras. Todos juntos, com paixão e com foco, vamos conseguir.

 

Texto do leitor Ulisses Oliveira, publicado originalmente aqui.

A voz do leitor

«Nunca gostei do "rei da táctica" e quando ele veio para o Sporting passei a gostar menos ainda. (...) Quando ganhava, era ele que passou toda a noite a fazer a táctica, quando perdia eram os jogadores que não souberam ler o guião. Entre ele e Rúben Amorim é uma tal diferença que não tem comparação. Amorim sabe a realidade do futebol em Portugal e naturalmente do Sporting, com uma academia que tem dado grandes jogadores. Foi aliás com os jogadores do Sporting (plano B) que Portugal foi campeão europeu. Ele sabe que para ter sucesso deve apostar na formação.»

 

Manuel Parreira, neste meu texto

Mais do mesmo

Igualámos a melhor série de jogos sem perder alguma vez conseguida num campeonato.

Temos, de longe, a melhor defesa da Liga.

Somos a única equipa sem derrotas.

Temos um jogador no topo da lista dos melhores marcadores do campeonato.

Estamos há 20 jornadas na liderança da Liga 2020/2021.

Mantemos um bom avanço face ao nosso principal perseguidor: seis pontos. A única pontuação positiva do Sporting nesta fase de um campeonato desde a última vez que fomos campeões, há 19 anos.

 

Para alguns adeptos - incluindo uns imbecis que se proclamam "verdadeiros adeptos" - nada disto satisfaz. Ao mínimo deslize, desatam a pôr tudo e todos em causa.

Alguns destes são dos tais que preferem ver o Sporting atrás de lampiões e andrades na tabela classificativa.

Só dão prova de vida para "enterrarem" jogadores, equipa técnica e dirigentes. São da mesma cepa dos que incentivaram o despedimento de Robson e recusaram ver Mourinho em Alvalade.

A voz do leitor

«Foi o próprio Manolo Vidal que disse ao meu tio, de quem era amigo (tio que foi responsável pelo meu sportinguismo), que o SCP era uma quintinha de interesses nefastos ao clube, que o SCP era um clube de doutores e familias-bem, que pensavam que o clube era deles, e o pior era que não percebiam nada de gestão financeira ou desportiva com os consequentes prejuízos, como se verifica agora. Veremos se conseguimos capitalizar o desejado título de futebol nalguns benefícios para o clube, o que não aconteceu com os titulos de Roquette e Dias da Cunha.»

 

Porfírio Maximiano, neste texto do Luís Lisboa

Um par de piretes para este futebol

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O senhor Miguel Cardoso, treinador do Rio Ave, recebeu um jogo de suspensão por fazer estes lindos gestos no recente embate com o Boavista, dirigido ao banco da equipa axadrezada e ao seu colega Jesualdo Ferreira em particular. 

O país inteiro viu a requintada linguagem gestual do referido técnico, que cultiva o pirete em dose dupla como afirmação de personalidade.

O que faz o Conselho de Disciplina? Aplica-lhe oito dias de suspensão, punição fofinha: Cardoso ficará um joguinho sem se sentar no banco.

No mesmo dia, o mesmíssimo órgão decide punir o treinador do Sporting com 15 dias de suspensão, impedindo-o de orientar a equipa nos próximos três desafios - contra Farense, B-SAD e Braga - em fase crucial do campeonato. O dobro do tempo de castigo aplicado a Cardoso e o triplo dos jogos na comparação com o mesmo técnico.

 

Qual foi o pecado de Rúben Amorim? Ter dito dois palavrões, dos mais usuais em estádios de futebol, o que parece ter ferido os delicados tímpanos do quarto árbitro no final do Sporting-Famalicão.

Toma e embrulha, Rúben: esta é a "disciplina" do futebol que temos.

 

Entretanto, o treinador do FC Porto, principal rival do Sporting na corrida ao título 2020/2021, continua sem ser punido apesar das cenas vergonhosas que protagonizou na partida contra o Portimonense, em que injuriou e ameaçou Paulo Sérgio, seu colega de profissão, e esteve a um curto passo de se envolver em confrontos físicos com ele, acabando impedido por jogadores da sua própria equipa. 

Isto aconteceu a 20 de Março. Sonolento, o Conselho de Disciplina ainda nada deliberou sobre isto, ocorrido há quase um mês: Sérgio Conceição permanece impune, aguardando o desfecho dum processo disciplinar sem prazo à vista. Enquanto a coisa faz que anda mas não anda, solicitaram-lhe que se dignasse pagar uma "multa" de... 2.040 euros

Dois pesos, duas medidas, "justiça desportiva" mais vergonhosa que nunca. Apetece brindá-la com um monumental pirete e mandá-la para onde Rúben Amorim mandou o outro. Com bilhete sem retorno.

A voz do leitor

«Oito jogos é o que falta: Farense (F), Benenenses (C), Braga (F), Nacional (C), Rio Ave (F), Boavista (C), Benfica (F) e Marítimo (C). Já os defrontámos todos no campeonato e não perdemos um jogo. Para não ficarmos a depender dos resultados do Porto, são necessárias seis vitórias (6V1E1D ou 6V2E0D). Mas há um Benfica-Porto. A coisa pode ficar bem mais favorável se o Porto não ganhar ao Benfica. Se o Benfica ganhar ao Porto, basta-nos ganhar um em cada dois jogos se não perdermos nenhum (4V4E0D), ou então 5V1E2D, 5V2E1D ou 6V0E2D. Se o Porto empatar com o Benfica, serve-nos 6V0E2D ou 5V2E1D ou 5V3E0D.»

 

João Barros, neste meu texto

20/2021: os marcadores dos nossos golos

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Pedro Gonçalves 16 (Santa Clara, Santa Clara, Gil Vicente, Tondela, Tondela, V. Guimarães, V. Guimarães, Moreirense, Moreirense, Famalicão, Braga, Rio Ave, Marítimo, Marítimo, Santa Clara, Famalicão)

Nuno Santos 7 (Portimonense, FC Porto, V. Guimarães, Sacavenense, Nacional, Boavista, Portimonense)

Jovane 6 (Paços de Ferreira, V. Guimarães, Sacavenense, Nacional, FC Porto, FC Porto)

Coates 6 (Paços de Ferreira, Sacavenense, Sacavenense, Gil Vicente, Gil Vicente, Santa Clara)

Tiago Tomás 6 (Aberdeen, Lask Linz, Gil Vicente, Paços de Ferreira, Belenenses SAD, Tondela)

Porro 4 (Tondela, Famalicão, Braga, Boavista)

Sporar 4 (Gil Vicente, Tondela, Mafra, Farense)

Tabata 2 (Paços de Ferreira, Mafra)

Matheus Nunes 2 (Braga, Benfica)

Palhinha 2 (Paços de Ferreira, Paços de Ferreira)

João Mário 2 (Belenenses SAD, Paços de Ferreira)

Gonçalo Inácio 2 (Sacavenense, V. Guimarães)

Pedro Marques 2 (Sacavenense, Sacavenense)

Nuno Mendes 1 (Portimonense)

Feddal 1 (Portimonense)

Paulinho 1 (Moreirense)

Vietto 1 (FC Porto)

Excesso de paixão clubística

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Bem sei que O Jogo, incapaz de marcar distâncias em relação ao FC Porto, torce desesperadamente pelo emblema azul e branco. Mas por vezes vai com demasiada sede ao pote, pecando por excesso de zelo.

Foi o que aconteceu em destaque de primeira página publicado na edição de ontem. Reparem neste título que adultera o quadro real: «Segundo despiste seguido deixa leões de Amorim a seis pontos do segundo classificado».

Para O Jogo, portanto, um empate é um «despiste». Bela lógica. Hei-de reparar, daqui por diante, como adjectivam cada empate da equipa que lhes faz acelerar a pulsação.

 

Mas o mais curioso é verificar como eles invertem a classificação do campeonato. Se o Sporting estivesse «a seis pontos do segundo», como eles titulam, teria apenas 54 pontos - já que o segundo classificado, que é o FCP, soma agora 60.

Fiquem sabendo os senhores d' O Jogo que o Sporting não está «a seis pontos»: é exactamente ao contrário. Temos mais seis pontos do que o segundo classificado. Nada a ver, portanto, com o que ali se escreveu.

Mas a gente até perdoa que a língua portuguesa sofra ali tratos de polé. São coisas que se explicam por excesso de paixão clubística. E a paixão por vezes cega.

Amorim falhou nas opções que fez

Texto de Luís Barros

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Aqui está um dos fulcrais destes dois resultados menos positivos: deixamos de jogar pelas alas. Quando temos um ponta de lança, deixamos de "fazer" jogo para a área.

Ontem [anteontem] vi um defesa/ala esquerdo com 18 anos a jogar sozinho contra três adversários e mesmo assim sem comprometer. Vi igualmente um defesa/ala direito, sozinho, sem chama e descoordenado, que depois de ser chamado à seleção desaprendeu de jogar e que comprometeu. Foi a segunda vez em dois jogos seguidos que sofremos golos a partir do lado direito.

Vi também um João Mário a jogar naquele estilo muito peculiar de não se querer gastar muito nem sujar os calções.

Por último, vi uma defesa completamente perdida a sofrer um golo de forma indesculpável.

 

Já afirmei mais do que uma vez: neste momento o Sporting não tem ninguém além de Plata que faça a diferença no um-para-um e para desbloquear jogos precisam-se de artistas. Jovane, mais uma vez, não aproveitou para fazer a diferença e mostra que o caminho em Alvalade já não deve ser muito mais longo.

Continuo a não perceber o súbito desaparecimento de Matheus Nunes, um dos poucos que seguram e transportam a bola em condições.

Pedro Gonçalves, com uma das melhores exibições dos últimos tempos, jogando solto sem ficar amarrado a uma posição no terreno, fez-me lembrar um pouco o Adrien mas com mais golo.

 

Concluíndo. Amorim falhou pela segunda vez nas opções que fez e demonstrou algum nervosismo durante quase todo o jogo.

Se é verdade que ainda estamos à frente por seis pontos, também é verdade que vejo os principais adversários a jogar com mais atitude e contando ainda com mais soluções no banco.

 

Nota final. Pela primeira vez não gostei do discurso de Amorim. A ideia de que o Sporting já "ganhou" o campeonato com a valorização de alguns jogadores e, se o perder efectivamente, é o treinador que o perde, não me parece a política mais correcta. Na prática nada está ganho: o Sporting e seus jogadores só ganham se forem campeões e chegarem à liga milionária.

 

Texto do leitor Luís Barros, publicado originalmente aqui.

A voz do leitor

«Felizmente que não há adeptos nos estádios. Estou farto dos sportinguistas. Rúben Amorim a ser crucificado em blogs por ai, mandem-no embora depois queixem-se como de Bobby Robson ou Mourinho. Adeptos como grande parte dos do Sporting não merecem ganhar nada. Tivemos zero derrotas até agora, três empates na primeira volta e outros três na segunda. Ganhámos em casa a Benfica e Braga, empatámos com o Porto em casa e fora. Os adversários jogam como se fosse a final da Champions e mesmo assim dizem mal dos jogadores, treinador, tudo. Tenho nojo, NOJO!»

 

Paulo T, neste texto do José Navarro de Andrade

Pódio: Pedro Gonçalves, Daniel, Adán

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Sporting-Famalicão pelos três diários desportivos:

 

Pedro Gonçalves: 17

Daniel Bragança: 15

Adán: 15

Nuno Mendes: 15

Coates: 14

Paulinho: 14

Neto: 13

Tiago Tomás: 13

Matheus Reis: 12

João Mário: 12

Porro: 12

Eduardo Quaresma: 11

Jovane: 10

Feddal: 10

Palhinha: 10

Nuno Santos: 8

 

Os três jornais elegeram Pedro Gonçalves como melhor jogador em campo.

Rescaldo do jogo de ontem

Não gostei

 

 

Do empate em casa contra o Famalicão. Segundo consecutivo, o que já não acontecia desde Janeiro: acabamos por perder quatro pontos nestas duas jornadas. Ontem o resultado (1-1) foi construído muito antes do intervalo, com um golo de Pedro Gonçalves aos 25' seguido de um lapso defensivo da nossa equipa que se deixou empatar dois minutos depois. No primeiro lance ofensivo da turma minhota, que só voltaria a rematar uma outra vez até ao fim da partida.

 

Da atitude dos nossos jogadores. Entre o golo marcado e os vinte minutos finais, em que acentuaram enfim a pressão sobre a baliza adversária, voltaram a abusar da "posse de bola" inconsequente, feita de saída a passo, sucessivas trocas entre os centrais, passes curtos no miolo do terreno, lateralizados e à retaguarda, sem variações de flanco, sem explorar as alas, sem arriscar no remate de meia-distância. Dando quase a sensação de que o empate já servia.

 

De Feddal. Talvez por falta de condição física, esteve irreconhecível. Logo aos 2', fez um atraso de bola inconcebível, gerando situação de perigo. Falha a cobertura no lance do golo do Famalicão. Foi substituído ao intervalo, dando lugar a Matheus Reis, que esteve num plano superior.

 

Da nossa ala esquerda. Toda confiada a Nuno Mendes, que vinha de lesão e foi incapaz de assegurar em simultâneo o vaivém que aquele dispositivo táctico lhe impunha. Com prejuízo evidente para as acções ofensivas. A prestação da equipa neste sector melhorou claramente com a entrada - demasiado tardia - de Nuno Santos, que aos 76' rendeu Tiago Tomás e se fixou como extremo no flanco esquerdo.

 

Da ausência de Gonçalo Inácio. Sofreu uma entorse num treino e ficou fora da convocatória. Fez falta. Neto, que jogou na sua posição, é incapaz de assegurar a saída com passe longo e preciso, como o jovem esquerdino faz. A equipa ressentiu-se desta ausência.

 

Dos golos desperdiçados. Só podemos queixar-nos de nós próprios: perdas escandalosas à boca da baliza, quase sempre por lapsos de ordem técnica que nem nos juvenis são toleráveis. Aos 56', Tiago Tomás falha a 10 metros da baliza, disparando para as nuvens. Aos 80', Porro prefere rematar de ângulo difícil, também a uns 10 metros da linha de meta, quando tinha um colega isolado em posição frontal, acabando por atirá-la para a bancada. Aos 90'+1, a perda mais escandalosa: Jovane, sem marcação a 5 metros da linha de golo, põe o pé de forma deficiente, conseguindo o mais difícil - atirar torto, muito ao lado. Assim, sem golos, não há vitórias. E sem vitórias a nossa distância torna-se menos dilatada. Já estivemos a dez pontos do segundo, agora vamos com mais seis.

 

Dos dois golos sofridos nestas duas jornadas. Mesmo assim continuamos, de longe, a ser a equipa menos batida do campeonato. Só vimos as nossas redes violadas 13 vezes em 26 jornadas.

 

De continuarmos sem derrotar o Famalicão. Desde que os minhotos regressaram à Liga 1, após longa ausência, fomos incapazes de os vencer.

 

 

Gostei

 

De Pedro Gonçalves. Surgiu com novo visual, que o torna inconfundível em campo, e talvez isso tenha contribuído para o devolver às boas exibições. Pareceu ocupar o campo todo, influente não só nas manobras ofensivas mas também no processo defensivo, fazendo jus ao facto de ser o nosso jogador menos posicional em campo. Voltou aos golos, marcando o seu 16.º neste campeonato, desta vez com assistência de Paulinho - o que o mantém na corrida pelo título de artilheiro da Liga 2020/2021. Um golo que começou a ser construído por ele, com uma excelente recuperação de bola.

 

De Coates. Nem sempre o passe longo lhe saiu com precisão, e não está isento de culpa no golo do Famalicão, à semelhança dos seus parceiros no eixo da defesa. Mas fez duas quase-assistências, servindo de forma exemplar Tiago Tomás aos 56' e Jovane aos 90'+1 em lances que os colegas desperdiçaram. E aos 88' protagonizou a habitual incursão pelo meio-campo ofensivo em forma de slalom, tirando vários adversários do caminho e mostrando aos companheiros qual é a atitude correcta a ter em campo.

 

De Daniel Bragança. Ajudou a dar equilíbrio e acutilância ao meio-campo leonino na segunda parte, quando o treinador o mandou render Palhinha, já amarelado. É um dos nossos jogadores tecnicamente mais evoluídos. E podia mesmo ter marcado, aos 90'+1. Mas o problema principal do Sporting não estava no corredor central, onde ele actua: estava nas alas.

 

Do regresso de Eduardo Quaresma. Voltou após longa ausência, entrando aos 76' para render Neto, que saiu com queixas físicas. Não tremeu nem comprometeu. 

 

De termos feito melhor do que na época passada. No campeonato 2019/2020 fomos derrotados em casa pelo Famalicão, num jogo que acabou 1-2. Já é um progresso.

 

De ver o Sporting ainda imbatível. Igualamos a nossa melhor série sem derrotas alguma vez alcançada num campeonato. O melhor registo, nunca repetido até agora, foi alcançado pelo Sporting campeão em 2001/2002, sob o comando de Laszlo Bölöni. É o que voltarmos a ter agora: 26 jogos consecutivos sem perder.

 

Dos 66 pontos já somados. Levamos seis de avanço face ao FC Porto de Sérgio Conceição, nove ao Benfica de Jorge Jesus e 12 ao Braga de Carlos Carvalhal. 

Prognósticos antes do jogo

Recebemos hoje o Famalicão, a partir das 20 horas. Vai ser um jogo complicado, que temos de vencer para continuar nesta caminhada rumo ao título. Nenhuma outra opção está no horizonte da equipa técnica e dos jogadores.

A  propósito, lembro o resultado do jogo similar disputado na época anterior: perdemos por 1-2 em Alvalade. Vietto marcou na primeira parte, mas a equipa minhota virou o resultado nos 45 minutos finais. 

Estou curioso: quais são os vossos prognósticos para o desafio de logo à noite?

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