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És a nossa Fé!

Olhar para Espanha

Alguns - muito poucos - receiam que o corte entre a Direcção leonina e duas claques possa reduzir drasticamente a afluência de público ao estádio José Alvalade.

São receios sem fundamento. Basta olhar para o que sucedeu em Espanha. Florentino Pérez, presidente do Real Madrid, baniu os Ultra Sur do Santiago Bernabéu e o ex-presidente do Barcelona Joan Laporta baniu os Boixos Nois de Camp Neu. Decisões que se revelaram extremamente positivas para ambos os clubes.

Aí estão eles, com os estádios cada vez mais cheios. O fim da insegurança provocada pelas claques atraiu ainda mais gente aos recintos desportivos.

Haja equipas com qualidade e pratiquem-se horários decentes - e o público acorre às bancadas, em família, sem receio de distúrbios, agressões físicas e verbais, fumos tóxicos e tochas incendiárias. Não podem é afastar pequenos e grandes ídolos leoninos como Nani, Matheus Pereira, Domingos Duarte e Bas Dost da maneira como afastaram. Para trazerem coxos e inválidos.

Nisto, estou com Varandas

A Direcção leonina encabeçada por Frederico Varandas tem revelado uma conduta pusilânime, parecendo andar à deriva em diversas circunstâncias. Obviamente, com reflexos dentro dos estádios e dos pavilhões. Esta fraqueza produz contágio e os atletas não são imunes aos seus reflexos, tal como as equipas técnicas.

Feito este preâmbulo, condeno sem reservas a atitude miserável dos revanchistas da Juve Leo, que urram por lhes ter sido fechada a torneira da candonga. Esta noite ficou enfim também fechada a torneira do apoio logístico que o Sporting lhe prestava, como revelou a cúpula leonina num extenso comunicado tornado público.

Se há erro nesta atitude, é apenas pecar por tardia. As claques, que nenhum sócio elegeu nem representam ninguém, só têm razão de existir se for para expressar apoio militante aos atletas que servem o Sporting. Se for para insultar, intimidar, injuriar, ameaçar e agredir, não fazem a menor falta. Nos últimos dias, duas destas claques (a outra é a Directivos Ultra XXI) tiveram comportamentos absolutamente reprováveis - manchando e enxovalhando, aos olhos dos portugueses, a imagem desta respeitável instituição de reconhecida utilidade pública que é a casa comum de todos nós.

Nisto, estou com Varandas. Creio que neste momento já só o apoio nesta causa.

A voz do leitor

«Infelizmente a Administração do SCP tem cometido vários erros, possivelmente pela falta de experiência em gerir um clube com a dimensão que temos, muito diferente de uma empresa, pelo que temos de dar tempo para que aprendam não cometendo muitos lapsos, que aconteceram, principalmente a nível do futebol, pois as outras modalidades estão muito bem. Infelizmente o tempo não pára e os associados a partir de agora não admitem mais lapsos.»

 

Fernando Albuquerque, neste meu texto

Efeito contágio

Já não é só no futebol profissional sénior masculino, que apresenta o pior início de época desde a temporada 1966/1967, com seis derrotas e apenas quatro vitórias em 12 jogos - e acaba de registar um triste recorde de 70 anos com esta eliminação da Taça de Portugal por um adversário do terceiro escalão. O descalabro parece contaminar outros redutos do desporto-rei leonino. No futebol feminino, levámos 3-0 do Benfica. E na Liga Revelação perdemos igualmente frente ao velho rival, por 2-1. Neste caso com a agravante de defrontarmos uma equipa com uma média etária claramente inferior e termos a nossa equipa reforçada (com ou sem aspas) com o craque Rafael Camacho, que custou cinco milhões de euros aos cofres leoninos e praticamente ainda não jogou na equipa principal.

O efeito contágio é tramado.

A voz do leitor

«Jordão [foi o] meu primeiro ídolo do SCP. Nenhum outro jogador do SCP se chegou a ele, talvez por aquela inesquecível meia-final com a França ou talvez por nunca se ter posto em bicos de pés. Pensado bem de certeza foi porque nunca quis viver à custa do SCP: serviu o SCP, nunca se aproveitou do SCP.»

 

Luís Almeida, neste texto do José Navarro de Andrade

Annus horribilis

1

Domingos Duarte continua a distinguir-se no Granada, como central. Não se limita a defender: também marca. Foi dele o golo da vitória contra o Osasuna (1-0), garantindo à sua equipa o segundo posto no campeonato espanhol.

Titular nas nove jornadas disputadas da Liga do país vizinho, leva já dois golos marcados. Tantos como o nosso Luiz Phellype no campeonato português.

Lembremos: Domingos Duarte, fruto da formação leonina, foi vendido por Frederico Varandas ao Granada, em Julho, por três milhões de euros.

 

2

Bas Dost soma e segue: acaba de marcar o terceiro golo no campeonato alemão. Desta vez selou a vitória por 3-0 da sua nova equipa, o Eintracht Frankfurt, contra o Bayer Leverkusen.

Os números confirmam: o avançado holandês não perdeu o faro pelo golo. Em menos de dois meses, leva três marcados ao serviço do Eintracht.

Lembremos: Dost, que marcou 93 golos em três temporadas ao serviço do Sporting, foi vendido por Frederico Varandas ao clube germânico, em Agosto, por sete milhões de euros.

 

3

Com dois golos e seis assistências em dez jogos ao serviço do West Bromwich Albion, Matheus Pereira está a entusiasmar os adeptos deste clube, que sonham regressar ao primeiro escalão do futebol inglês. 

«É o homem de quem todos falam», após ter sido considerado melhor jogador jovem na Bundesliga, onde jogou na temporada 2018/2019 com a camisola do Nuremberga.

Lembremos: Matheus, fruto da formação leonina, foi cedido a título de empréstimo com opção de compra por Frederico Varandas ao West Brom, em Agosto, por um valor que rondará os dez milhões de euros (8,25 milhões de libras).

Pódio: Vietto, Bolasie, Luís Maximiano

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Alverca-Sporting pelos três diários desportivos:

 

Vietto: 15

Bolasie: 13

Maximiano: 13

Bruno Fernandes: 12

Jesé: 12

Miguel Luís: 11

Acuña: 10

Eduardo: 9

Borja: 9

Luiz Phellype: 9

Ilori: 8

Rosier: 8

Idrissa Doumbia: 7

Neto: 7

 

Os três jornais elegeram Vietto como melhor sportinguista em campo.

A voz da leitora

«Haverá memória de alguma pré-época e abordagem do mercado tão desastrosas e em cima do joelho como estas? Estavam à espera de quê? É que podemos ser roubados, ter menos dinheiro que os outros, a formação feita em cacos pelo alucinado e tudo o mais. Mas, como em qualquer outra organização, é quando temos os recursos mais limitados e mais dificuldades que se vê a nossa capacidade de gestão. Gerir milhões também tem as suas dores de cabeça, mas é muito mais fácil que gerir tostões.»

 

Maria Inês, neste meu texto

A confrangedora mediocridade

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Ainda em Outubro, já o Sporting está fora de todos os objectivos relevantes na temporada futebolística: goleados na Supertaça, excluídos sem remissão da liderança do campeonato, agora fomos eliminados da Taça de Portugal pelo Alverca, que actua no terceiro escalão do futebol luso. É uma noite de pesadelo para o desvanecido emblema leonino: a queda acaba de ocorrer no nosso jogo de estreia nesta competição.

Se analisarmos com rigor, devemos concluir: entrámos em campo derrotados. Para ser mais preciso: esta época começou logo sob o signo da derrota - fruto da improvisação, do amadorismo e da incompetência da SAD leonina. Que planeou mal, contratou pior, despediu quem não devia, apostou em quem jamais devia ter apostado.

 

O resultado está à vista: é uma confrangedora mediocridade. Do pior que tenho visto desde sempre neste meu clube do coração. Com jogadores sem intensidade, sem classe, sem categoria mínima para integrar os nossos quadros. Aqui ficam os nomes dos que agora se arrastaram sem préstimo em campo: Rosier, Neto, Ilori, Borja, Doumbia, Miguel Luís, Eduardo, Jesé e Luiz Phellype. Todos juntos, formaram uma absoluta nulidade. Perante a apatia silenciosa e resignada de um técnico recém-contratado, sentado no banco por não ter habilitações para actuar como treinador principal.

Sobraram Vietto - único elemento do onze titular capaz de pensar o jogo e que nunca desistiu de procurar o golo - e o jovem guarda-redes Luís Maximiano, que se destacou numa defesa do outro mundo aos 45'. Dos suplentes utilizados, Bruno Fernandes e Bolasie - que deviam ter entrado de início - cumpriram os mínimos. Pouco mais havia a fazer: Bas Dost, Nani e Raphinha - importantes na conquista do troféu em 2018/2019 - já não integram o plantel.

Enfim, uma exibição calamitosa em noite de imensa chuva. Sofremos dois golos de uma equipa com um orçamento incomparavelmente inferior mas muito mais bem organizada do que a nossa. E não marcámos sequer um golito para compensar a imensa desolação dos adeptos que se deslocaram a Alverca.

 

Na bancada do estádio, de olhar errante e vago, estava um homem mais isolado que nunca: o presidente Frederico Varandas, que já teve cinco treinadores desde que iniciou funções, há apenas 13 meses. Despediu - e foi incapaz de contratar melhor. Quis assumir a tutela do futebol - e falhou em toda a linha. Prometeu recolocar o Sporting no trilho das vitórias e das alegrias - e tem acumulado derrotas que só nos proporcionam tristezas.

Lamento escrever estas linhas, mas é tempo de concluir: a confrangedora mediocridade tem um nome. O dele.

A voz do leitor

«Tenho sido muito crítico da atual Direcção do nosso clube (e com isto não quero dizer que queira qualquer tipo de regresso ao passado), mas não me custa nada, mas mesmo nada, elogiar esta medida. Era tão incompreensível que meia dúzia de sócios vivessem à conta de todos os outros. O SCP não é um serviço de segurança social! Querem bilhetes, façam como todos os outros sócios e adeptos: paguem por eles.»

 

Rodrigo Rafael Ribeiro, neste meu texto

Cumpra-se a lei

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Confesso que não esperava outra coisa. O Conselho Fiscal e Disciplinar vai instaurar processos aos energúmenos que transformaram a mais recente assembleia geral do Sporting num chavascal indigno da reputação do clube, em flagrante e grosseiro atentado aos princípios democráticos que o regem.

Não podem passar impunes os insultos - que duraram horas - a membros dos órgãos sociais, com destaque para o presidente do Conselho Directivo, nesta reunião magna da família leonina. Nem o descarado boicote às intervenções no púlpito que levaram até o antigo presidente José Sousa Cintra a prescindir da sua intervenção após ter sido brindado com sonoras vaias e um chorrilho de impropérios.

Estes labregos ligados a uma claque do clube e os saudosistas do antigo regime, incapazes de aceitar as regras democráticas, terão de entender que o Sporting é uma secular instituição de utilidade pública, não uma seita ou um grupo excursionista. E nas instituições as regras existem para ser cumpridas, não para serem ignoradas ou violadas.

 

Os estatutos leoninos são claros: constitui infracção disciplinar «injuriar, difamar e ofender os órgãos sociais do Clube ou qualquer dos seus membros, durante ou por causa do exercício das suas funções»; «atentar contra, prejudicar ou por qualquer outra forma impedir o normal e legítimo exercício de funções dos órgãos sociais do Clube»; e «praticar actos ou adoptar comportamentos, no âmbito da actividade de grupos reconhecidos ou identificados com o Sporting Clube de Portugal, ofensivos ou injuriosos de qualquer membro dos Órgãos Sociais do Sporting Clube de Portugal» (art. 28.º, n.º 3).

Cumpra-se a lei.

A voz da leitora

«Será excessivo da minha parte considerar que, por muito bem intencionado seja Gonçalo Álvaro (e demais membros adstritos ao "desempenho" dos atletas), a verdade é que a forma física apresentada em campo faz pensar que algo de insuficiente se verifica? Insuficiente, mas não ao ponto de justificar o voto (pleno) de confiança no novo preparador físico? Não é ausência de confiança plena no novo preparador físico, nem responsabilidade maior de Gonçalo Álvaro, mas dos demais membros do gabinete de desempenho? Então e, nesta altura, como se articulam intervenções? São-no (agora) de uma exigência tal, que são requeridos dois preparadores físicos?»

 

CAL, neste meu texto

Torneira fechada

 

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Imagem do blogue Leoninamente

 

Secou a teta. Fechou a torneira. Esgotou-se o biberão.

O fim do vergonhoso tráfico de bilhetes possibilitado por um acordo estabelecido entre o ex-presidente Bruno de Carvalho e as claques, e bem descrito na notícia do Record aqui reproduzida, explica por que  motivo algumas dezenas de energúmenos conotados com a Juve Leo vão pintando paredes, exibindo tarjas e gritando impropérios a Frederico Varandas. O negócio que lhes permitia sacar quase 200 mil euros anuais na candonga de bilhetes - privilégio negado aos sócios que época após época contribuem para as finanças do clube, muitas vezes com sério sacrifício das suas parcas poupanças - chegou ao fim. Varandas suscita o ódio destes javardos. Precisamente porque pôs termo ao escandaloso rendimento de quem diz amar o Sporting para apenas se servir dele.

Bem podem berrar agora: a gente percebe porquê. Mas é inadmissível que o façam durante os jogos, como aconteceu nos mais recentes, quando desataram a assobiar os jogadores logo nos minutos iniciais. E que transformem as assembleias gerais - símbolo máximo da dignidade e do debate democrático num clube que é uma instituição de reconhecida utilidade pública - numa sessão de urros digna da aldeia dos macacos, manchando a imagem e o bom nome do Sporting Clube de Portugal.

Espero que Rogério Alves, presidente da Mesa da Assembleia Geral, nunca mais tolere isto.

{ Blog fundado em 2012. }

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