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És a nossa Fé!

Que mudanças no onze titular?

Mais logo, pelas 19 horas (portuguesas), a selecção das quinas volta a entrar em campo. Depois da vitória contra o Gana, vamos enfrentar o Uruguai. Selecção de má memória para nós: foi a que nos eliminou nos oitavos do Mundial 2018.

Sabe-se já que Danilo, lesionado, não volta a calçar no Catar: no seu lugar jogará Pepe, autor do solitário golo português contra os uruguaios no desafio de Junho de 2018 em Sochi.

Que outras alterações deve Fernando Santos fazer no onze titular desta partida que quase todos queremos ganhar?

Nós, há dez anos

 

Adelino Cunha: «Qual é a solução para o Sporting? Quais são as soluções financeiras e desportivas? Eleições antecipadas? Fechar as portas até Agosto e começar em Dezembro de 2012 a preparar a época de 2014? Despedir metade da equipa? Trocar a equipa A pela equipa B? Não sei, mas se o Sporting está tecnicamente falido, se a liderança do Sporting perdeu capacidade para gerar resultados, se as referências do Sporting estão cada vez mais depreciadas, desculpem a pergunta, por que não uma intervenção externa? Será que o Sporting pode pedir um resgate à UEFA?»

 

Eu: «O actual presidente do Sporting é o que tem mais percentagens de derrotas desde os anos 60. Vale a pena ler hoje no jornal esta análise, que me parece séria e bem documentada, sobre o legado das várias direcções do clube nas últimas décadas (em papel está mais completa e compara em detalhe as últimas dez, de João Rocha a Godinho Lopes). Conclusão: algumas das mais recentes conseguiram a proeza de delapidar património e acumular passivo em simultâneo. Sem resultados desportivos, ainda por cima. A culpa disto não é dos árbitros. É de nós próprios. Porque os dirigentes acabam sempre por ser o espelho de quem os escolhe.»

A voz do leitor

«O primeiro lugar no grupo é fundamental; não quero encontrar o Brasil nos oitavos, só na final. Ontem [quinta-feira] o Brasil ganhou 2x0, podia ter marcado mais, falharam várias oportunidades, mas lá as televisões não perdem tempo com os golos que Neymar falha, ilustram os que marca. Só aqui os atrasados mentais de algumas televisões passaram durante duas semanas os golos que Cristiano Ronaldo falhou. Nunca passaram um sequer dos 819 que marcou. Isto não tem classifIcação.»

 

Leão de Queluz, neste meu texto

Nós, há dez anos

 

Diogo Agostinho: «E a que mau jogo assistimos. Esta coisa de valorizar se calhar para vender é de facto... estranha. Aquele Pranjic e o Elias metem dó. E que falta de sorte a nossa, o Xandão ter metido o golo. Depois do calcanhar, lá vai respirar por uma cabeçada, quando tem altura para isso.»

José Navarro de Andrade: Creio que nunca pensei isto de um jogador do Sporting muito menos o disse: O Elias é um bandalho e no modo como se comporta em campo dá indícios de dolo. Nele, a camisola fica emporcalhada. Quanto ao resto, até de olhos fechados aflige ver este Sporting jogar.»

Leonardo Ralha: «A defesa não acerta uma marcação - veja-se os dois golos do Moreirense -, ninguém assume o meio-campo e não há alternativas a Wolfswinkel para ponta de lança além do ex-júnior Betinho. Num clube com pouco dinheiro para gastar urge fazer alguma coisa com os meios que temos à mão, depois da limpeza que se impõe...»

Tiago Cabral: «Neste fim-de-semana foi mais do mesmo. No pré-fabricado um penalti para ajudar a resolver a questão, na pedreira um penalti claro não assinalado para manter o jogo em discussão. O Sporting perante estes “azares” não se pode calar. O Sporting, por muito que custe a alguns ouvir, não é o 3ºgrande de Portugal. O Sporting é um grande de Portugal, ponto.»

Tiago Loureiro: «Eric Dier tem sido, de facto, uma das raras surpresas positivas neste Sporting medíocre. Em sentido contrário, o desacerto dos centrais (um em particular) já não é surpresa. Dito isto, lembro que Eric Dier, que tão bem tem jogado a lateral, é, na verdade, um defesa central. E não seria mal pensado dar-lhe uma oportunidade para jogar nessa posição.»

Eu: «Defesa-central de raiz adaptado a lateral direito, efectivo da equipa B transposto com sucesso imediato para a equipa principal, com apenas 18 anos, Eric conseguiu contra o Moreirense o golo que impediu mais uma derrota do Sporting neste ciclo negro do nosso futebol profissional. Jogou ontem com a força, a nobreza e a garra de um leão embravecido. A fazer corar de vergonha alguns dos seus colegas, muito mais bem pagos, que se arrastavam uma vez mais em campo como se aguardassem o fim de um suplício de 90 minutos. Sem respeito pelo público, sem respeito pelos sócios, sem respeito pela camisola que deviam ter orgulho de envergar.»

A voz do leitor

«No cômputo geral a primeira parte [do Portugal-Gana] foi bastante fraca e jogada a passo de caracol. Futebol sonolento. A selecção só começou a jogar futebol quando o seleccionador decidiu meter William Carvalho, que deu sentido e orientação ao jogo da equipa nacional. William é um compasso a jogar futebol, para azar dos seus detractores, que são muitos. Rafael Leão é provavelmente já o melhor avançado português e devia ser titular.»

 

João Gil, neste meu texto

Nós, há dez anos

 

Alexandre Poço: «Nesta mui nobre e distinta casa tem-se falado muito em alternativas para o Sporting. É a força das circunstâncias. Os últimos colegas a abordar o tema foram o Adelino Cunha aqui e o Paulo Ferreira neste texto. Não esmorecendo ambas as análises e concordando com a necessidade de uma "alternativa", sobre a qual também ainda não se fez fumo branco na minha cabeça, e porque tenho dias em que sou um leigo em termos de reflexão, lembro a alternativa imediata, um imperativo: hoje, às 20.15h, vencer em Moreira de Cónegos.»

 

JPT: «Vi o jogo no computador, aos safanões, nas flutuações da recepção. Mesmo assim não há dúvidas: o puto "bife" é bom. Quanto ao resto? Mais do mesmo.»

 

Paulo Ferreira: «É assim que vejo a lânguida placidez de alguns sportinguistas. Assim parecem alguns dos que defendem que temos de aguentar firmes, na trincheira, que não se conhece alternativa viável e só resta aguentar até Maio. Respeito, sinceramente, mas não compreendo, de todo.»

 

Tiago Loureiro: «O presidente do Braga já se veio queixar do claro penalty que ontem não foi assinalado a favor da sua equipa com o mesmo entusiasmo e o mesmo género de insinuações com que se queixou de um suposto golo mal anulado na jornada anterior? Ou estará com medo de prejudicar a relação privilegiada com o clube que ontem foi beneficiado à custa do prejuízo do seu? Cada um escolhe as críticas que faz. O carácter não se escolhe: ou se tem ou não se tem.»

 

Eu: «O veredicto é unânime: o árbitro cometeu um erro grosseiro. O problema não é a existência do erro, inerente ao futebol. O problema é a reincidência no erro: sempre em benefício dos mesmos, sempre apontando na mesma direcção.»

A voz do leitor

«Uma vez iniciada uma competição não discuto as escolhas do seleccionador, os 26 também são os meus. Foi um bom jogo e marcámos mais um golo que o Gana, que não é pera doce, jogando a maioria dos jogadores nas grandes Ligas. Ontem [anteontem] "faltaram" dois jogadores para dar maior equilíbrio ao plantel: Pepe, mesmo com 40 anos, ainda não tem substituto, e Nuno Mendes. A defesa foi o sector mais fraco. Não fiquei surpreendido com Cristiano Ronaldo: quem o conhece sabe como responde às adversidades e aos desafios; o pessoal da CNN e CMTV deve ter ido de férias.»

 

Leão de Queluz, neste meu texto

Portugal venceu, Cristiano Ronaldo marcou

Mundial 2022: triunfo contra o Gana (3-2)

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CR7 celebra após marcar, de penálti, o primeiro dos nossos três golos contra o Gana

 

Hoje é um péssimo dia para os urubus que adoram transportar maus agoiros no bico. Um péssimo dia para os pregoeiros da desgraça.

Presumo, por isso, que seja também um dia calmo no nosso blogue.

São sempre assim, as madrugadas e manhãs que se seguem às vitórias - sejam do Sporting, sejam da selecção nacional. Ao contrário das ressacas dos desaires, quando o trânsito fica engarrafado por aqui.

Esta é talvez a característica que mais detesto em muitos portugueses: anseiam pelo fracasso dos compatriotas. Daí a diferença abissal entre a enxurrada de gente que se apressa a comentar quando há derrotas e a calmaria que se segue aos triunfos.

 

Hoje é um desses dias.

 

Portugal estreou-se ontem a vencer no Mundial de 2022. Superou o Gana, derrotando por 3-2 uma das melhores selecções do continente africano.

Portugal comanda isolado o Grupo H, aproveitando o empate registado no soporífero Coreia do Sul-Uruguai - tristemente assinalado por ser o único jogo até agora de um campeonato do mundo disputado neste século sem um só remate a qualquer das balizas.

Portugal viu o seu melhor jogador de sempre marcar o primeiro dos três golos: Cristiano Ronaldo conquistou um penálti e converteu-o de forma exemplar. Mostrando, a quem ainda tivesse dúvidas, que continua a ser mais-valia aos 37 anos e 9 meses.

Portugal acaba de ver CR7 superar mais um recorde: é o primeiro jogador da história do futebol a marcar em cinco campeonatos do mundo (2006, 2010, 2014, 2018, 2022) e também o primeiro a facturar em dez fases finais de grandes competições futebolísticas (contando com os golos apontados nos Europeus de 2004, 2008, 2012, 2016 e 2021).

 

Um dia sem história, portanto. Outro dia tranquilo aqui no blogue.

Nós, há dez anos

 

Adelino Cunha: «Os clubes de futebol não são democracias. Porque um homem sozinho pode votar por vinte homens. Os clubes de futebol não são organizações sujeitas ao escrutínio democrático. Porque nas assembleias gerais um homem sozinho só pode interpelar quem manda se gritar por vinte homens. Os clubes de futebol não são geridos apenas em função dos interesses do clube. Porque os bancos também mandam vender e deixam comprar jogadores (sabem o preço de tudo, mas não sabem o valor de nada). Não se queira aplicar aos clubes de futebol lógicas que não são dos clubes de futebol. Às vezes, uma bola na trave é apenas uma bola na trave.»

 

JPT: «Não tenho simpatia - e já aqui o escrevi - por esta direcção, ou pelo que dela resta. Nem pelo bloco sociológico que ela representa, e que tem gerido o  Sporting nas últimas duas décadas. Ainda que convenha discernir que nem tudo foi mau nesse período, o descalabro económico-financeiro é notório. Também não acredito que o actual presidente, eleito por uma pequena margem, apoiado por uma minoria sociológica, e já desprovido dos "trunfos" eleitorais que lhe terão permitido vencer as eleições, possa ter sucesso. Está francamente fragilizado. (...) Neste contexto penso que é preciso pensar em eleições, rapidamente.»

 

Paulo Ferreira: «Pior cego é o que não quer ver: os sportinguistas não se podem acomodar ao insulto, ao gozo, à paródia, à humilhação, enquanto alguns se agarram "alapadamente" ao leme.»

Trezentos e cinquenta mil

Venho só assinalar que acabamos de ultrapassar a barreira dos 350 mil comentários publicados neste blogue desde a fundação.

É um marco que vale a pena sublinhar. E que diz muito sobre este espaço de reflexão e debate sempre sujeito ao contraditório. Sem unicidade nem monolítismo.

Nós, há dez anos

 

Adelino Cunha: «Depois de Roquette, a corte ungiu Dias da Cunha. Depois de Dias da Cunha, o outro. E depois do outro, o seguinte. Sempre com eleições, claro que sim. Porque é com as eleições que os plutocratas se bezuntam. Não era bem isto que eu queria dizer. Eu queria dizer que sim, que precisamos de eleições, mas eleições para quê? Eleições para eleger Bruno Carvalho? Eleições para eleger o Batatinha? Eleições para re-eleger Godinho Lopes? Era mais isto que eu queria dizer: o Sporting precisa urgentemente que se construa uma alternativa. Não sei quem. Não sei com o quê. Mas precisamos de uma alternativa.»

 

Paulo Ferreira: «Presidente, a honra que lhe foi concedida, graças a idiossincrasias, hoje em dia já algo bizarras, do sistema eleitoral da nossa casa, é incomensurável, é tremenda mesmo. Mas não é um salvo-conduto para o disparate e a desgraça. Ser Presidente do Sporting Clube de Portugal é uma responsabilidade gigantesca. Assuma-a na íntegra e até ao fim. Demita-se.»

A voz do leitor

«Espero que não seja o Sporting a cansar-se de Rúben Amorim. Rúben Amorim também tem de fazer por isso e não se deixar embarcar numa auto-suficiência e omnisciência que nenhum homem tem ou de que é capaz. Há mais vida para além do processo. Se Rúben Amorim não souber sair deste beco a equipa também não sairá.»

 

João Gil, neste texto do Luís Lisboa

A melhor selecção de sempre?

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Interrogo-me se esta selecção portuguesa que amanhã vai entrar em campo contra o Gana será a melhor de sempre. Recordo-me que, dos 26 convocados, só sete jogam em Portugal. E dez actuam na Premier League - ou nove, pois o capitão Cristiano Ronaldo encontra-se desde ontem sem clube.

Quem quiser que responda. Acredito que possa haver opiniões muito divergentes.

 

Nós, há dez anos

 

Francisco Mota Ferreira: «Falei com o Manuel Fernandes (...) e convidei-o para o nosso jantar. Prontamente acedeu. Ainda tentei que levasse consigo o Jordão, com quem Manuel Fernandes partilhou jogos memoráveis que estão gravados em todos os sportinguistas. O Jordão é sempre mais difícil, sabíamos isso, – Jordão: se por acaso estiver a ler estas linhas, saiba, desde já, que é sempre convidado – mas o Manuel acedeu de imediato. Avisados os membros do blog, marcou-se o jantar. Um imprevisto de última hora impediu o Manuel Fernandes de estar connosco, mas prontamente se disponibilizou para o próximo que ocorra. Tivemos um jantar agradável, falámos de futebol e do Sporting. Expliquei os motivos da ausência do Manuel Fernandes aos meus companheiros de escrita e pude ver a tristeza espelhada nos seus rostos. Tal como eu, muitos dos nossos escribas cresceram a admirar o Manuel...»

 

João Severino: «Viram que andavam por lá uns pândegos a jogar sem forças nas pernas. Será do frio, dos bares ou das discotecas?»

 

Eu: «O problema não é perder: é perder desta maneira. Perder sem brio, de forma humilhante. É ser derrotado sem dar luta, manchando a reputação do Sporting. De nada adianta exibir vitrinas com troféus conquistados no passado por outros presidentes, outros técnicos, outros atletas, se o presente se resume a esta apagada e vil tristeza que clama por mudança. Porque, pior que perder em campo, é resignarmo-nos a esta mediocridade indigna do historial brilhante do nosso clube.»

A voz do leitor

«Possivelmente Amorim sairá no final da época, desde logo porque aparecerão clubes estrangeiros interessados. Seria uma saída limpa. Continuar mais uma época, só se conseguir reverter muito a actual situação, o que ainda é possível. Sair antes do fim da época seria um erro. Espero que durante a pausa do Mundial Amorim possa, com a distância necessária, analisar o que se passou nesta primeira fase da época.»

 

Luís Ferreira, neste texto da CAL

{ Blogue fundado em 2012. }

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