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És a nossa Fé!

Balanço (18)

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O que escrevemos aqui, durante a temporada, sobre PEDRO GONÇALVES:

 

- António de Almeida: «Inicia a época da mesma forma que terminou a anterior, marcando.» (7 de Agosto)

- Pedro Oliveira: «Dois jogos, três golos, uma média, quase, à Peyroteo.» (19 de Agosto)

- JPT: «O tal "Pote" de ouro, aproveita uma fífia alheia e abre o activo. Nem foi com a celebrada codícia, aquilo é mesmo... placidez. Pois o homem chuta à baliza com muito mais calma do que eu teclo para blog. Não haja dúvidas, é um predestinado... psicológico.» (25 de Novembro)

Eu: «Segundo jogo consecutivo a marcar, procurando compensar as insuficiências do nosso avançado-centro. Impecável gesto técnico na recepção da bola e um espectacular túnel ao guarda-redes Matheus, metendo-a lá dentro. Foi sempre o mais inconformado do onze leonino, mantendo acesa a chama até ao fim.» (23 de Janeiro)

- CAL: «Arrisco dizer que, nós por cá, estamos muito receptivos a troféus, títulos, vitórias em geral, Pedro. Sinta-se à vontade!» (30 de Janeiro)

- José Navarro de Andrade: «O que se passa com Pedro Gonçalves?» (16 de Fevereiro)

- Zélia Parreira: «Hoje vemos uma ansiedade enorme, um nervosismo que tolda o raciocínio e a espontaneidade. O maior exemplo disso é Pedro Gonçalves. Tranquilo é uma máquina de fazer golos, pressionado é uma lesão em potência.» (3 de Março)

Luís Lisboa: «Correu muito mal a exibição de Pedro Gonçalves. Mais uma. Se um scouter tivesse visto alguns dos jogos da primeira parte da temporada, por exemplo o Sporting-Dortmund, tomasse nota do 23 e agora visse este jogo também, não acreditaria que seja o mesmo jogador.» (8 de Maio)

Nós, há dez anos

 

José Manuel Barroso: «A história recente do Sporting foi feita de mudanças sucessivas de presidentes, dirigentes do futebol e treinadores. Muitas, demais. Nenhuma empresa bem sucedida sobreviviria com tanta mudança em pouco tempo. Nenhuma política de recuperação económica e financeira ou desportiva terá êxito fazendo do clube um carrossel louco que expulsa, a cada volta, tudo e todos. A cada insucesso, a cada dificuldade entramos em guerra civil. Tornamo-nos autofágicos.»

 

José Navarro de Andrade: «Pirlo tem 33 anos de idade, Buffon 34. Repararam na serenidade com que este comandava a equipa, o panache com que respeitava os adversários, o ânimo que punha nos camaradas com um gesto, a certeza que dava? Há jogadores assim, como os aviadores: milhares de horas de futebol naquelas pernas só lhes trazem vantagem.»

 

Eu: «Podemos dizer, sem favor, que as quatro selecções qualificadas para as meias-finais foram as melhores deste Euro 2012. O que já constitui uma vitória para Portugal. Desde logo, uma vitória contra as aves agoirentas: basta dizer que ainda há seis dias - repito: seis dias - um dos principais comentadores televisivos, recordista do tempo de antena, acusava Paulo Bento de dividir os portugueses e de procurar silenciar as vozes críticas como sucedia "no tempo da Outra Senhora". Se o disparate matasse, este loquaz comentador já tinha caído fulminado durante uma das suas intermináveis prelecções...»

A voz do leitor

«Tenho cumprido o dever de elogiar, sempre que tal se me afigura, o bom desempenho de Frederico Varandas. Esse Dever que me imponho dá-me o Direito de o censurar noutras situações que acho inadmissíveis. Na altura da sua candidatura prometeu aos sócios transparência. Contudo vejo avolumarem-se alguns buracos negros. Para a Direcção, os seus apoiantes devem valer mais que o simples avolumar de votos, não são ovelhas a seguir o rebanho. Para atitudes dessas já me bastam muitos políticos. A referida transparência nunca pode ser uma simples opção, é algo inalienável.»

 

Carlos Silva, neste meu texto

Balanço (17)

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O que escrevemos aqui, durante a temporada, sobre SARABIA:

 

- Pedro Sousa: «Jogador inteligente, tem uma recepção orientada que elimina adversários e o faz ficar de frente para o jogo, rápido com a bola nos pés e não tanto em corrida livre, boa visão de jogo que eleva a sua capacidade de decidir e assistir, bom finalizador (como demonstram os números da sua carreira), decisivo no espaço entrelinhas, gosta de partir da direita para o centro do terreno, sendo esquerdino.» (2 de Setembro)

Luís Lisboa: «O melhor em campo, foi sempre influente no ataque e assistiu para os dois golos.» (3 de Outubro)

- José Cruz: «Coates (2), Sarabia e Paulinho selaram a maior goleada fora, na UCL, da História do Sporting Clube de Portugal.» (20 de Outubro)

José Navarro de Andrade: «[Pedro Gonçalves] decide então rematar um longo arco que tele-guiado vai ter precisamente à ponta da bota esquerda de Sarabia. Ou então foi a ponta da bota de Sarabia que percebeu ao milímetro onde a bola iria ter. O resto é história escrita pelos pés de filigrana do super-crack espanhol.» (5 de Dezembro)

- Marta Spínola: «Destemidos, Sarabia e Pote abrem as hostilidades. Tive a certeza que nenhum daqueles rapazes pensa sequer "quem vem lá", vão em frente e vencem o próximo. Precisávamos disto. Merecíamos isto.» (5 de Dezembro)

- Jorge Santos: «É indiscutivelmente um jogador excepcional, que faz a diferença em quase todos os jogos e com uma classe só ao nível de Figo, Ronaldo e de mais uns poucos estrangeiros que passaram pelo nosso Sporting.» (27 de Março)

- José da Xã: «Melhor jogador do campeonato.» (16 de Maio)

Eu: «Foi, para mim, o melhor jogador que já actuou por empréstimo no Sporting Clube de Portugal. Por vários motivos. Desde logo, pelo seu profissionalismo em campo: nunca abrandou a intensidade nem o ritmo competitivo, mesmo sabendo que estava cá só de passagem. Depois, pela classe exibida. A bola, quando partia dos pés dele, saía redonda e bem orientada. Teve inúmeros apontamentos de categoria na recepção, no passe longo ou curto, nas dinâmicas tácticas que integram o chamado "jogo sem bola".» (17 de Maio)

- Pedro Oliveira: «Faz o difícil parecer fácil. O melhor jogador do campeonato português 2021/2022.» (23 de Maio)

O futebol é jogo, indústria e negócio

Texto de João Gil

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O dinheiro e a vontade de acumulação de dinheiro determinam a forma como as coisas são feitas e as acções das pessoas e como o edifício se organiza. O Sporting não é uma ilha e tem, como os outros clubes, de saber conviver com esta realidade.

Já não é possível competir ao nível do Sporting ou de qualquer grande clube profissional sem ser dentro das regras e da organização que conhecemos. O que falta é controlo, accountability como dizem os anglo-saxónicos, e escrutínio público apertado sobre a actividade e todas as suas ramificações.

 

Não é por acaso que insistem em chamar ao futebol uma indústria e às escolas de futebol dos clubes “fábricas” de talentos, cujo objectivo não é verdadeiramente alimentar as equipas principais mas exportar jogadores a troco de dinheiro, aplicando ao processo uma lógica remotamente conotada com um processo industrial. Entra “porco”, sai chouriço. Salvo seja, bem entendido. Entra criança ou jovem, sai jogador de bola, vende-se com etiqueta de academia Cristiano Ronaldo, ou Seixal futebol Benfica ou Olival FCP, sei lá. Quanto melhor a etiqueta, mais dinheiro produz.

O artigo também tem de ser razoavelmente bom. Mas não precisa de ser super-bom para dar dinheiro. Os agentes, os Jorge Mendes e demais, são os canais de colocação do “produto” no mercado. Um bom agente coloca um produto assim-assim e fá-lo render muito dinheiro. Pelo caminho enche o bolso. Faz parte. Como em todos os processos industriais, os intermediários ficam com a maior fatia do dinheiro porque de facto são eles que investem no marketing, nas viagens, nos contactos, no apaparicar dos atletas e famílias, portanto são de facto eles que acrescentam valor ao produto que sai da fábrica e lhe dão a roupagem com que o vão “vender” aos interessados, em autênticos roadshow, como se estivessem a angariar fundos para um projecto.

 

Este é o processo, o Jorge Mendes uma inevitabilidade, tal como os advogados, os pais dos Brumas e dos Joelson e dos Rafael Leão, os esquemas que os vários operadores da dita indústria encontram para acumular o seu capital.

O futebol é apenas o jogo que a indústria decidiu meter em cima do negócio, a partir do momento em que se percebeu que o futebol era um verdadeiro negócio da China. Inverteu-se a pirâmide. Antigamente, o futebol e a competição eram o desígnio, agora é o dinheiro o desígnio, é ai que está o poder de manter a paixão acesa.

Menos para nós, comuns adeptos, que gostamos é de ver futebol bem jogado, de glorificar os nossos ídolos, que são os jogadores de futebol. Pelo virtuosismo da sua técnica, pelos seus golos, pelo seu toque de bola, pelas suas defesas impossíveis.

Hoje, limitamo-nos a vê-los por detrás de vidros ultra-fumados de autocarros e dizemos-lhes adeus sem lhes vermos as caras ou sabermos sequer se estão a ligar-nos alguma coisa.

Quando se vão embora, a frase quase universal passou a ser obrigado e desejamos-te os melhores sucessos pessoais e profissionais… como quem diz, “Ciao, venha o próximo”.

Por isso é tão mais importante relativizar vitórias e derrotas, que dependem de muito mais do que do jogador ser bom ou mau a dar chutos na bola ou se o Jorge Mendes manda ou deixa de mandar na maioria dos jogadores do Sporting ou se faz muito ou pouco dinheiro à custa dos jogadores que representa, do Sporting ou de outro clube qualquer.

Portanto, Jorge Mendes? Claro que sim. Tem de ser. Que remédio. Ou então vamos jogar para os amadores.

 

Texto do leitor João Gil, publicado originalmente aqui.

Palmarés leonino 2021/2022

 

Sporting conquista Taça da Liga em futebol, derrotando o Benfica.

Futebol: triunfo leonino na Supertaça.

Sub-17 (juvenis) do futebol leonino sagram-se campeões nacionais do seu escalão.

Futebol sub-15 do Sporting (iniciados) domina e vence campeonato nacional.

Sporting vence Taça de Portugal em futebol feminino pela terceira vez.

Sporting revalida Supertaça de futebol feminino batendo o Benfica.

Futsal: vitória leonina na Taça de Portugal em final empolgante contra o SLB.

Sporting vence Taça da Liga em futsal pela quarta vez.

Vitória leonina na Taça Continental de hóquei em patins, derrotando o Lleida.

Basquetebol: Sporting derrota Benfica e conquista terceira Taça de Portugal.

Sporting: primeira vitória na Supertaça masculina em basquetebol.

Vitória leonina na Taça de Portugal em andebol, derrotando o FC Porto.

Voleibol feminino do Sporting conquista Taça Federação.

Sporting sagra-se campeão nacional de râguebi feminino pela sexta vez.

Râguebi feminino: vitória leonina completa dobradinha.

Ténis de mesa: Leões conquistam sétimo campeonato nacional consecutivo.

Equipa masculina do Sporting vence Taça de Portugal em ténis de mesa.

Sporting sagra-se campeão europeu em golbol feminino.

 

(em permanente actualização)

Nós, há dez anos

 

Bernardo Pires de Lima: «A quantidade de gente da cantera de Alvalade na selecção nacional não devia fazer os sócios do Sporting Clube de Portugal delirar pateticamente de alegria. Até parece que se agarram a tudo para aliviar a seca de vitórias do nosso clube. Devia, isso sim, levá-los a questionar toda a política desportiva sénior dos últimos dez anos. Curiosamente, dez anos sem um campeonato nacional ganho.»

 

Eu: «Perante a excepcional exibição de João Moutinho neste Europeu, torna-se ainda mais absurda a decisão tomada há dois anos pelo ex-seleccionador nacional, Carlos Queiroz, que excluiu o então médio do Sporting do Mundial da África do Sul, sublinhando que Danny faria melhor o seu lugar. E, com uma arrogância muito característica, ainda entendeu acrescentar uma frase desdenhosa, própria de quem não sabe enfrentar críticas: "É uma pena que em Portugal não transmitam a Liga russa..." Trocar Moutinho por Danny: isto diz tudo sobre o critério de Queiroz, que entendeu convocar jogadores como Zé Castro (depois excluído), Daniel Fernandes e Duda. Sem espaço para Moutinho, pois.»

A voz do leitor

«O SCP tem uma formação em todas as modalidades que merece o respeito de todos os adeptos. Não podemos ganhar todos os campeonatos: o que eu peço é que lutem e honrem a camisola que vestem, pois não vale tudo para ganhar, pois não é esse o nosso modo de estar no desporto.»

 

Fernando Albuquerque, neste meu texto

Balanço (16)

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O que escrevemos aqui, durante a temporada, sobre NUNO SANTOS:

 

José Navarro de Andrade: «O que verdadeiramente conta é o que cada peça faz no seu lugar. Por exemplo: quando joga Jovane em vez de Nuno Santos, porque são jogadores diferentes, que fazem coisas diferentes na mesma posição, é claro que a bola tem de lá chegar de maneira diferente e é óbvio que sairá de lá de maneira também diferente.» (22 de Agosto)

- Edmundo Gonçalves: «À parte algumas paragens cerebrais de Neto, Inácio e Nuno Santos, que nos custaram o encaixe de três golos, numa boa parte do tempo de jogo até nos batemos de igual para igual com os holandeses (eu sou antigo), que jogaram quase na força máxima, ao invés de nós.» (7 de Dezembro)

Luís Lisboa: «Tem a cabeça no ataque e descura as tarefas defensivas.» (14 de Janeiro)

Eu: «Com transbordante energia, impondo-se no seu corredor como extremo à moda antiga, em contínuo desgaste da defesa contrária. Numa das suas movimentações cheias de velocidade, foi derrubado em falta: o lance, aos 20', originou penálti, convertido por Sarabia no minuto seguinte. Destacou-se pela qualidade dos seus cruzamentos (...). Mesmo sem marcar, desta vez, destacou-se como melhor em campo.» (2 de Maio)

Decidam-se

Os adeptos do Sporting deviam decidir, de uma vez por todas, se querem um clube nas mãos de Jorge Mendes a inflacionar todas as vendas - e a empochar brutais mais-valias proporcionadas por negócios relacionados com clubes como o FC Porto e o Benfica - ou se preferem um Sporting imune a Mendes, fazendo vendas muito mais modestas.

O que não tem qualquer lógica é exigirmos por um lado um Sporting «livre do Mendes» e depois protestarmos por não conseguirmos as vendas que só ele potencia com a sua incomparável agenda de contactos e a sua influência nos meandros do futebol.

Nós, há dez anos

 

Alexandre Poço: «Há dias comecei uma tarefa hercúlea - reunir os golos mais espectaculares do Europeu e colocá-los neste blog para os dar conhecer aos nossos distintos leitores. Porém, a minha pesquisa está condenada ao fracasso, pois no site onde supostamente encontramos todo o tipo de vídeos - Youtube - os golos do Euro foram quase todos "barrados" pela UEFA, provavelmente para proteger os direitos de transmissão. Desta forma, tem sido muito difícil encontrar nesta imensa coisa a que chamamos de Internet os tais desejados vídeos. O Pedro Correia bem me tinha avisado disto no primeiro golo que publiquei.»

 

Eu: «[Pérolas de Rui Santos] "«Julgo que ele [Cristiano Ronaldo] não é um líder natural. (...) Cristiano Ronaldo: nota 16. Uma grande exibição. Dois golos. Ele foi o comandante da selecção esta noite.» [Comentando o Portugal-Holanda, na noite de 17/6 (SIC Notícias)].»

A voz do leitor

«Isso não quer dizer que o Sporting não deva negociar com o Famalicão. Bem pelo contrário, pode e deve aproveitar os bons valores que por ali aparecem. Se a cada três contratações conseguisse um Pedro Gonçalves, um Ugarte e um Vinagre, o Sporting seria absolutamente hegemónico no plano nacional e muito mais competitivo lá fora. Enquanto sportinguista, é isto que me interessa. Os problemas do Famalicão, se é que existem, não nos devem tirar um minuto de sono.»

 

Jô, neste postal

Balanço (15)

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O que escrevemos aqui, durante a temporada, sobre DANIEL BRAGANÇA:

 

- Pedro Boucherie Mendes: «É de assinalar como Bragança não entrou nos descontos como "prémio" de uma coisa qualquer.» (26 de Julho)

- David Rodrigues: «É um 10, um mágico com a bola nos pés. Não é um tradicional 8. (...) Vai ser muito útil quando precisarmos marcar golos na segunda parte, esticando a equipa na frente, com o adversário fechado.» (31 de Julho)

- JPT: «Saravia é craque, Bragança acalenta a crença.» (20 de Outubro)

Eu: «O melhor em campo: respira classe tanto na recepção como no passe no corredor central, desta vez com mais liberdade para avançar no terreno. Serviu sempre bem os colegas e tentou ele próprio o golo.» (22 de Dezembro)

Luís Lisboa: «Esteve excelente como playmaker e é de facto uma alternativa válida ao box to box Matheus Nunes para algum tipo de jogos. A bola passa a correr mais do que o jogador, os alas agradecem. O problema é a recuperação de bola e a luta a meio-campo, Palhinha fica a ter de aguentar sozinho o barco.» (17 de Janeiro)

AHR: «O único caso em que não estou de acordo com Amorim é continuar a manter Bragança e não o fazer circular por outras equipas para ganhar traquejo. (...) Bragança ou é emprestado na próxima época ou vai perder-se, como o Jovane.» (30 de Abril)

O preço de Palhinha

Se João Palhinha sair do Sporting por 20 milhões de euros, será a sexta transferência mais lucrativa de sempre de um futebolista formado na Academia de Alcochete.

Como se comprova pela lista que enumero aqui em baixo. Acima dessa quantia, saíram apenas Nuno Mendes, João Mário, Nani, Gelson Martins e Adrien.

Isto apesar de vários leitores já terem considerado tal preço inaceitável, por motivos que compreendo. Mas demasiados outros jogadores de igual valor deixaram o Sporting a preços muito inferiores. As coisas são o que são.

Nuno Mendes, João Mário, Nani

20 anos de Academia: os dez que mais renderam

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Em vinte anos de funcionamento da Academia de Alcochete, foram estes os dez jogadores integralmente ali formados que mais renderam ao Sporting:

 

NUNO MENDES: 47 milhões de euros (2022, ao PSG)

JOÃO MÁRIO: 40 milhões de euros (2016, ao Inter)

NANI: 25,5 milhões de euros (2007, ao Manchester United)

GELSON MARTINS: 22 milhões de euros (2018, ao Atlético Madrid)

ADRIEN: 20,5 milhões de euros (2017, ao Leicester)

RUI PATRÍCIO: 18 milhões de euros (2018, ao Wolverhampton)

WILLIAM CARVALHO: 16 milhões de euros (2018, ao Bétis)

RÚBEN SEMEDO: 14 milhões de euros (2017, ao Villarreal)

BRUMA: 13 milhões de euros (2013, ao Galatasaray)

THIERRY: 12 milhões de euros (2019, ao Valência)

 

Infelizmente, alguns outros futebolistas que formámos saíram com lucro zero para o Sporting. Aconteceu com Carlos Mané, Silvestre Varela e Wilson Eduardo, por exemplo.

Enquanto outros deixaram o Sporting rendendo abaixo de um milhão de euros. Como Daniel Carriço, que saiu em 2012 por 750 mil euros para o Reading, de Inglaterra. Já no Sevilha, viria a sagrar-se triplo vencedor da Liga Europa.

 

Valores que constam de um excelente trabalho de oito páginas sobre os 20 anos da Academia leonina ontem inserido no jornal A Bola. Trabalho assinado pelo jornalista Miguel Mendes, que aproveito para felicitar. É raro ver peças deste fôlego - com informação, contextualização e memória - na nossa imprensa desportiva.

Nós, há dez anos

 

João Távora: «Era algo como isto que a Alemanha fez com a Grécia que devíamos ter feito nós há oito anos na final da Luz: obrigá-los a mover o “autocarro”. Então tínhamos tudo e os gregos muito pouco... Como hoje.»

 

José Navarro de Andrade: «Que enormíssimo prazer seria ver a equipa de ex-juniores do Sporting, comandada pelo seu treinador de sempre, derrotar a equipa mais lampiona do torneio, pontificada pelo velhaco Karagounis acolitado pelo bruto Katsouranis. Sonharia mesmo que nesse desafio Paulo Bento pusesse Hugo Viana no lugar de Meireles, Quaresma ou Varela, tanto faz, em vez do inútil ponta de lança, e a meio substituísse alguém por Custódio – coisa linda de se ver!»

 

JPT: «(Nani - João Moutinho - Ronaldo: golo. Brota-me a alegria, claro. E também uma nostalgia... do nunca acontecido).»

 

Zélia Parreira: «Vejam bem: João Moutinho e Paulo Bento, dois frutos caídos da árvore na era Bettencourt. Começo a pensar que o problema não era a fruta podre, o problema era a mosca.»

 

Eu: «A euforia grega durou sete minutos exactos. Até ao fantástico disparo de Khedira, que recebeu a bola e a rematou com artes de matador sem a deixar cair no chão. Outro golo desde já candidato ao melhor do Euro 2012. Angela Merkel, muito focada pelas câmaras polacas, teve ocasião de dar saltos de júbilo em duas outras ocasiões, quando Miroslav Klose e Marco Reus ampliaram a vantagem. Salpingidis, no penúltimo minuto do encontro, ainda reduziu, de penálti. Mas era já tarde para o resgate grego. Os dados estavam lançados. Muito se tem falado numa Europa a duas velocidades. Isso também sucede no futebol, espelho da vida. Como o jogo de hoje confirmou.»

Balanço (14)

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O que escrevemos aqui, durante a temporada, sobre MATHEUS NUNES:

 

David Rodrigues: «Se se libertar ainda mais, será um box-to-box de altíssimo quilate com golo nos pés. Não pode falhar tantos passes, como em alguns jogos fez.» (31 de Julho)

- JPT: «Comprovou e "pegou de estaca".» (20 de Outubro)

Eu: «Médio versátil, que tanto pode jogar a 6 como a 8 e até já actuou como lateral e extremo, Matheus tem características que a massa adepta aprecia: domina bem a bola, sabe transportá-la com qualidade e critério. Além disso, na hora do remate não sofre de complexos perante a baliza: só quer metê-la lá dentro.» (3 de Janeiro)

Luís Lisboa: «Melhor em campo? Matheus Nunes, único que se exibiu a nível Champions. O único que mostrou condições para no próximo ano estar do outro lado.» (16 de Fevereiro)

- Francisco Gonçalves: «Matheus Nunes é um jogador fantástico e nem sequer repara contra quem está a jogar. Para ele, são todos iguais. Foca-se no seu jogo e quem estiver por perto que saia da frente. Fabuloso.» (18 de Fevereiro)

- José Navarro de Andrade: «A brincar a brincar nesta época o Sporting já confirmou a maturidade de Matheus Nunes e Gonçalo Inácio que há um ano eram apenas debutantes.» (11 de Março)

- Pedro Oliveira: «Muito bem a fazer aquilo que o jogo pedia. Na primeira parte, participa nos dois golos, transporta a bola, remata e fecha espaços. Na segunda parte, ajuda a guardar a vantagem, muito consistente, tacticamente, controla o ritmo (baixo) do jogo, nesta altura da época é essencial guardar forças.» (19 de Março)

Salazar das Antas já com proto-sucessor

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O FCP está em pé de guerra. Nunca vendeu tanto e nunca, ao mesmo tempo, a dívida da SAD portista disparou para níveis tão elevados. Uma charada que talvez só alguém pertencente ao bunker do parque jurássico saiba explicar.

Aquilo já não é um buraco: é uma cratera.

Dois dos "tesouros" da formação estão na porta de saída: ainda há pouco beijavam o emblema e já se preparam para dizer "hasta la vista, baby" à massa adepta que tanto os acarinhava. A caótica situação financeira do clube explica esta rápida dissolução do plantel recém-vencedor do título, já com quatro ou cinco baixas conhecidas. O que deve encher de alegria o maldisposto treinador.

Entretanto, um carismático pré-candidato à liderança quebra o tabu mandando o respeitinho às malvas e atreve-se a dizer que irá avançar para a presidência na próxima contagem de boletins. Anuncia-se enfim um sucessor do Salazar das Antas: André Marcello Caetano Villas-Boas.

 

O 25 de Abril ficará para mais tarde.

Mesmo assim, o mero anúncio de uma primavera "marcelista" bastou para pôr aquela gentinha a tremer. E levou até o dinossauro excelentíssimo a mobilizar o vice-grunho para dar as primeiras cacetadas - por enquanto só verbais - a quem se atreveu a desafiá-lo.

De caminho, o dito cujo dedicou-se à arte que pratica com mais esmero: a mentira. Dizendo que o antigo técnico de sonho foi afinal um quase-traidor por ter abandonado o barco a meia dúzia de dias do início de uma nova época. Quando os factos são bem diferentes: saiu cerca de dois meses antes e permitiu à agremiação empochar 15 milhões de euros, depositados pelo Chelsea para o tirar de lá.

Enfim, a coisa promete. É bom que eles, lá em cima, apertem os cintos de segurança. A turbulência será enorme.

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