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És a nossa Fé!

Pódio: Daniel, Pedro Gonçalves, St. Juste

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Sporting-Farense pelos três diários desportivos:

 

Daniel Bragança: 19

Pedro Gonçalves: 17

St. Juste: 17

Gyökeres: 17

Esgaio: 16

Israel: 16

Morita: 15

Edwards: 15

Nuno Santos: 15

Matheus Reis: 14

Morten: 14

Coates: 13

Trincão: 13

Eduardo Quaresma: 12

Diomande: 12

Paulinho: 11

 

Os três jornais elegeram Daniel Bragança como melhor em campo.

Rescaldo do jogo de ontem

 

Gostei

 

De mais uma vitória: o Sporting soma e segue. Ontem derrotámos o Farense em Alvalade. Por 3-2 (com 2-1 ao intervalo), num jogo em que dispusemos de muito mais oportunidades do que a equipa adversária mas manteve o resultado em aberto quase até ao fim, num grande espectáculo de futebol. Resultado que repete o da primeira volta, no Algarve, desta vez com dois belos golos da turma forasteira - pelo argelino Belloumi (32') e pelo caboverdiano Zé Luís (50'). Mas insuficientes para os de Faro pontuarem no nosso estádio. Convém não esquecer que esta foi a mesma equipa que impôs um empate a zero ao Benfica na Luz e perdeu à tangente com o FCP no Dragão numa partida em que os portistas só fizeram o 2-1 ao minuto 100. 

 

De Daniel Bragança. Grande jogo do esquerdino, que aos 24 anos se estreou como capitão da equipa em Alvalade devido à ausência simultânea de Coates (começou no banco e só entrou aos 69') e de Adán (lesionado). Com os avós na bancada, o médio formado em Alcochete fez jus à braçadeira impondo a sua qualidade de passe e a sua visão de jogo. A vitória leonina começou por ele, logo aos 11': grande disparo com o pé direito, com tanta força que fez a bola bater duas vezes na trave antes de entrar. Interveio também no início da jogada do terceiro golo. Mostrou-se infatigável: à beira do fim ainda corria para recuperar bolas. Melhor em campo.

 

De Gyökeres. É impressionante, vê-lo jogar. Mesmo já sem a frescura que lhe vimos noutras fases, acusando o desgaste de actuar agora de três em três dias, continua a exibir toda a qualidade do seu futebol, em contínua vertigem ofensiva. Num destes lances, marcou, encaminhando-a da melhor maneira para o fundo das redes: foi aos 18', na primeira oportunidade de que dispôs, alargando então a vantagem para 2-0. E serviu os colegas, como aconteceu aos 87', após um estonteante slalom dentro da área algarvia: era para Daniel, a quem só faltou encostar. Tem já 18 golos marcados na Liga e 32 no total das competições.

 

De Pedro Gonçalves. Desta vez jogou menos tempo do que é habitual: Rúben Amorim trocou-o aos 55' por Trincão, já a pensar na eliminatória da Liga Europa com a Atalanta, que vai decorrer depois de amanhã em Alvalade. Mas esteve tempo suficiente para assistir o sueco no nosso segundo golo, num ângulo muito apertado na ponta esquerda, e marcar ele próprio o terceiro, aos 53', após centro de Esgaio. Missão cumprida. Isola-se como segundo artilheiro do Sporting na temporada em curso.

 

Do regresso de St. Juste. Após longa ausência (mais uma), o holandês voltou para integrar um inédito trio defensivo do Sporting, com ele à direita, Diomande ao meio e Matheus Reis à esquerda - rendendo Eduardo Quaresma, Coates e o lesionado Gonçalo Inácio no onze. Cumpriu no essencial, faltando-lhe alguns automatismos, como seria de esperar. Mas saiu dos pés dele uma grande abertura que iniciou o nosso golo inaugural. Podia ter feito melhor na cobertura do lance do segundo golo algarvio, mas vê-lo outra vez operacional já é boa notícia. E aos 24' esteve quase a marcar, de cabeça, na sequência de um canto: a bola foi ao ferro.

 

Da hora do jogo. Começou às seis da tarde, com as bancadas muito compostas (mais de 39 mil espectadores), cheias de crianças acompanhadas dos pais e avós, neste domingo. O ideal para congregar famílias, seja Inverno ou seja Verão, em estádios de futebol. Seria bom que este horário se repetisse. 

 

Da homenagem inicial a Alexandre Baptista. Justa lembrança de um dos nossos melhores centrais de sempre, ontem falecido aos 83 anos. Foi um dos heróis da feliz campanha leonina de 1963/1964 que culminou com a conquista da Taça dos Vencedores das Taças e um dos "Magriços" que subiu ao pódio, com a camisola das quinas, no Mundial de 1966.

 

De Cláudio Pereira. Boa actuação deste jovem árbitro, que não complicou nem atrapalhou nem quis ser o centro do espectáculo. São atributos que deviam ser muito mais frequentes na arbitragem portuguesa, mas isso não acontece. Daí merecer este sublinhado pela positiva.

 

De continuarmos invictos em casa. Nem uma derrota nesta Liga em que confirmamos o nosso estatuto de equipa mais regular. Já levamos 40 golos marcados em Alvalade. E dez jogos consecutivos sem perder neste campeonato (nove vitórias, um empate).

 

De ver o Sporting marcar há 32 jornadas consecutivas. Sempre a fazer golos, consecutivamente, desde o campeonato anterior. Sem eles não há vitórias. E sem vitórias não se conquistam títulos e troféus.

 

De retomarmos a liderança isolada da Liga 2023/2024. Agora com 59 pontos, beneficiando da humilhante goleada (5-0) do Benfica no Dragão. Um mais do que os encarnados, mais sete do que os azuis-e-brancos e mais dez do que o Braga. Tendo - pormenor que convém não ser esquecido - ainda um jogo por disputar. Se o vencermos, ampliamos a vantagem sobre o SLB de um para quatro. Cenário desejável e bem possível.

 

 

Não gostei

 

De ter sofrido dois golos. Sem culpas para Israel, que ontem substituiu Adán entre os postes por impedimento físico do guardião espanhol. Já são cinco, em duas jornadas, se os somarmos aos três que o Rio Ave nos marcou na ronda anterior, em Vila do Conde. Confirma-se: a nossa defesa, nesta Liga, está num patamar inferior ao nosso ataque.

 

Do início da segunda parte. Viemos sem dinâmica do intervalo, um pouco anestesiados pela magra vantagem obtida nos 45' iniciais. Cinco minutos depois, o Farense empatava: era um justo castigo para a desconcentração leonina. Felizmente não tardámos a pôr-nos de novo à frente do marcador.

 

De ver antigos jogadores do Sporting na equipa adversária. É vulgar acontecer, mas desta vez foram três: Elves Baldé, Cristian Ponde e Rafael Barbosa. Todos formados em Alcochete, onde actuaram em vários escalões menos na equipa principal - excepto Ponde, que ainda chegou a estrear-se, com Marco Silva, numa partida da Taça da Liga. Ausente esteve também outro ex-Sporting: Mattheus Oliveira. Este não passou pela formação e saiu sem ter deixado saudades de qualquer espécie. Foi ele a marcar os dois golos que sofremos no desafio da primeira volta.

 

De Edwards. Nada lhe saiu bem. Voltou a ser titular, beneficiando da recente lesão de Francisco Trincão, entretanto regressado. Mas continua sem justificar a aposta de Amorim: o melhor que fez ontem foi um remate frouxo, à figura, aos 35'. De resto foi abusando das fintas, foi-se comportando como dono da "redondinha" até ser desarmado, foi-se atirando para o chão. O treinador, farto de tanta inoperância, deu-lhe ordem de saída aos 78' (fazendo entrar Paulinho) após duas perdas sucessivas de bola do inglês nos minutos precedentes.

 

Dos assobios dos adeptos à beira do fim. Uma vez mais, quando a equipa mais precisava de apoio e procurava segurar a bola para garantir os três pontos, uma caterva de imbecis instalados nas bancadas desatou a brindá-la com sonoras vaias, iniciadas ainda antes do fim do tempo regulamentar e prolongadas pelos cinco minutos de período extra. Nunca me cansarei de protestar contra tanta demonstração de estupidez.

Prognósticos antes do jogo

Outro jogo do Sporting. Este decorre logo à tarde, com menos de 72 horas de diferença em relação ao clássico disputado quinta à noite para a Taça de Portugal.

Recebemos o Farense, às 18 horas. Com duas baixas no onze habitual: Gonçalo Inácio e Adán estão fora de combate. Mas regista-se uma boa notícia: Trincão está de regresso.

Na primeira volta fomos a Faro vencer por 3-2. Partida nada fácil. Com golos de Gyökeres (2) e Pedro Gonçalves. Do lado dos algarvios, bis de Mattheus Oliveira, que passou pelo Sporting há uns anos sem deixar rasto. Felizmente para nós, hoje não joga.

Vamos lá então saber: quais são os vossos prognósticos para este Sporting-Farense?

Um pedido *

Pedido aos leitores: se algum de vós tiver ainda acesso às classificações atribuídas pelos jornais desportivos de 16 de Fevereiro ao desempenho dos nossos jogadores no Young Boys-Sporting desde já agradeço essa partilha.

Ao contrário do que sempre faço, não anotei a pontuação dos três jornais nessa partida da Liga Europa em que fomos à Suíça vencer 3-1. É um registo em falta que espero ainda colmatar.

Com a colaboração de quem puder.

 

* Questão resolvida. Muito agradeço ao prezado leitor Luís Ferreira.

Nós, há dez anos

 

Duarte Fonseca: «Carrillo está a um pequeno passo de estabilizar num patamar acima do que tem demonstrado (para depois subir outro). Na primeira parte do jogo de sábado fez algo que raramente tinha feito. Ajudou sempre nos processos defensivos (evitou dois cruzamentos que poderiam levar perigo para a nossa baliza) e nos dois lances em que teve oportunidade de desequilibrar no ataque fez uma clara assistência de golo, infelizmente não concretizada. No segundo tempo desapareceu do jogo e quando teve oportunidade de desequilibrar decidiu mal. No dia em que conseguir ser consistente nos processos ofensivos (desequilíbrio e decisão) e defensivos ao longo de 65 minutos do jogo (com as suas capacidades não precisa de mais tempo em jogo) dará o salto. No sábado só lhe faltaram 20 minutos.»

 

Edmundo Gonçalves: «Movimento oscilatório. Numa parte inclinado para um lado, noutra inclinado para o outro. Das coisas que o Vítor Pereira se lembra de mandar estudar os seus pupilos... Ah! a encosta, o pêndulo e o movimento oscilatórios, são como convém, limpinhos, limpinhos! Eu, se não fosse filho de boas famílias, perante a vaga de "ai e atão o Montero?" que por aí virá, até lhes dizia, antecipadamente: Monte(m-se!)ro!»

A voz do leitor

«Quanto a saídas e encaixes, nos últimos dois anos encaixámos 255 milhões com transferências valores TM (Ugarte, Porro Matheus Nunes, Palhinha, ou o remanescente do Nuno Mendes, entre outros encaixes com jovens da formação, TT ou o Chermiti). Encaixámos um extraordinário valor que nos confere um saldo positivo entre vendas/compras: +255 milhões vendas/112 milhões compras. Temos um saldo positivo de 143 milhões, cerca de 70 milhões/época, daí termos ficado salvaguardados neste ano sem Champions.»

 

Rui Cunha, neste texto do Luís Lisboa

Pódio: Gyökeres, Pedro Gonçalves, Morten

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Sporting-Benfica, para a Taça de Portugal, pelos três diários desportivos:

 

Gyökeres: 19

Pedro Gonçalves: 17

Morten: 17

Morita: 17

Geny: 16

Eduardo Quaresma: 16

Coates: 16

Israel: 14

Matheus Reis: 14

Edwards: 13

Diomande: 13

Nuno Santos: 12

Esgaio: 12

Daniel Bragança: 1

Paulinho: 1

St. Juste: 1

 

O Jogo e A Bola elegeram Gyökeres como melhor em campo. O Record optou por Pedro Gonçalves.

2023/2024: marcadores dos nossos golos

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Gyökeres 31 (Vizela, Vizela, Moreirense, Sturm Graz, Farense, Farense, Atalanta, Arouca, Farense, Farense, Farense, Benfica, Dumiense, Gil Vicente, Gil Vicente, Sturm Graz, FC Porto, Portimonense, Tondela, Tondela, Vizela, Vizela, Casa Pia, Casa Pia, União de Leiria, União de Leiria, Braga, Young Boys, Young Boys, Rio Ave, Benfica)

Pedro Gonçalves 14 (Braga, Farense, Boavista, Raków, Raków, FC Porto, Estoril, Tondela, Tondela, Chaves, Casa Pia, União de Leiria, Moreirense, Benfica)

Paulinho 13 (Vizela, Casa Pia, Casa Pia, Famalicão, Rio Ave, Estrela da Amadora, Dumiense, Dumiense, Dumiense, Tondela, Portimonense, Chaves, Vizela)

Trincão 7 (Dumiense, Estoril, Chaves, Vizela, Casa Pia, Casa Pia, Braga)

Edwards 6 (Rio Ave, Olivais e Moscavide, Estrela da Amadora, Atalanta, Estoril, Estoril)

Coates 6 (Raków, Dumiense, Vizela, Casa Pia, Casa Pia, Rio Ave)

Nuno Santos 5 (Farense, Dumiense, Casa Pia, V. Guimarães, Braga)

Daniel Bragança 4 (Olivais e Moscavide, Estrela da Amadora, Tondela, Braga)

Gonçalo Inácio 4 (V. Guimarães, Sturm Graz, Sturm Graz, Young Boys)

Geny 3 (Olivais e Moscavide, Boavista, Casa Pia)

Diomande 2 (Moreirense, Sturm Graz)

Morita 2 (Arouca, Moreirense)

Morten 2 (Moreirense, Rio Ave)

Neto 1 (Dumiense)

Eduardo Quaresma 1 (Braga)

Pedro Tiba 1 (Gil Vicente, na própria baliza)

Pedro Álvaro 1 (Estoril, na própria baliza)

Amenda 1 (Young Boys, na própria baliza)

Entre os mais comentados

Nos 21 destaques feitos pelo SAPO em Fevereiro para assinalar os dez blogues mais comentados nesta plataforma, És a Nossa Fé recebeu 21 menções. Voltando a fazer o pleno.

Além disso, figurámos 20 vezes no pódio dos mais comentados - este mês com catorze "medalhas de ouro", três de "prata" e três de "bronze".

Fomos primeiros, portanto, em dois terços dos dias que estiveram sob escrutínio. 

 

Recorde-se que os textos publicados ao fim-de-semana são agregados aos de sexta-feira para este efeito, o que leva o número de destaques a ser inferior ao número de dias.

 

Os 21 textos foram estes, por ordem cronológica:

 

Prognósticos antes do jogo (70 comentários, o mais comentado do dia)

Inaceitável (112 comentários, o mais comentado do fim-de-semana)  

Polícias doentes, águia à solta (54 comentários, segundo mais comentado do dia)  

Um trabalho bem feito (26 comentários, terceiro mais comentado do dia)  

Nem cabalas nem teorias da conspiração (42 comentários, segundo mais comentado do dia)  

Quente & frio (26 comentários, terceiro mais comentado do dia)  

Prognósticos antes do jogo (80 comentários, o mais comentado do fim-de-semana) 

Rescaldo do jogo de ontem (60 comentários, o mais comentado do dia)  

Campeo4 nacional, 21/34 (35 comentários) 

Apoiar é agora, não é depois (90 comentários, o mais comentado do dia) 

Em nossa casa (40 comentários, segundo mais comentado do dia)  

Sem casos... (40 comentários, terceiro mais comentado do fim-de-semana)  

Prognósticos antes do jogo (100 comentários, o mais comentado do dia)  

Rescaldo do jogo de ontem (44 comentários, o mais comentado do dia)  

Campeo4 nacional, 22/34 (57 comentários, o mais comentado do dia) 

A Europa connosco ou "sennosco"? (54 comentários, o mais comentado do dia) 

Prognósticos antes do jogo (68 comentários, o mais comentado do fim-de-semana)  

Rescaldo do jogo de ontem (102 comentários, o mais comentado do dia)  

Campeo4 nacional, 23/34 (73 comentários, o mais comentado do dia) 

Ora bolas (70 comentários, o mais comentado do dia) 

Olhar (69 comentários, o mais comentado do dia) 

 

Com um total de 1312 comentários nestes postais. Do Pedro Oliveira, do Luís Lisboa, do José da Xã e de mim próprio.

Fica o agradecimento a quem nos dá a honra de visitar e comentar. E, naturalmente, também aos responsáveis do SAPO por esta iniciativa.

Nós, há dez anos

 

Alexandre Poço: «Genialidade nos pormenores a brindar aquele que na minha opinião foi o melhor jogo que fez com as nossas cores

 

Edmundo Gonçalves: «A manta é curta, todos sabemos, portanto não podemos exigir mais que aquilo que nos prometeram no início da época: lutar em todos os jogos e honrar a camisola listada; e isso, uma vezes melhor, outras pior, eles fazem! Já aqui escrevi que, sem ser masoquista, me dá muito gozo ver a equipa a virar resultados! Por exemplo, hoje quando o Braga "marcou", o meu sentimento no estádio (e o de muitos milhares) foi que a equipa iria dar a volta à coisa. E deu! Não questiono aqui exibições. Umas foram conseguidas, outras não, mas o que me ficou na retina foi o enorme abraço entre Maurício e Rojo, depois de Slimani mandar aquele "coice" lá para dentro. Isto é o que eu quero fazer realçar, não a menos conseguida exibição de Martins, ou de Magrão, ou até de Jefferson, apesar do golo mais que merecido por outros grandes jogos já realizados.»

 

Filipe Arede Nunes: «Carrillo é o mais talentoso dos jogadores do plantel do Sporting. Rápido, ágil, desconcertante e com uma capacidade técnica muito acima da média. Ontem, em mais uma dezena de momentos, Carrillo foi tudo isto. O que desequilibra, o dínamo, a flecha apontada à baliza. Noutros momentos Carrillo parece desligar-se do jogo. Displicente no passe curto, imóvel, sem velocidade e objectividade. Há vários anos que tenho as mesmas conversas com a malta na minha bancada e fico sempre com a sensação que nós (sportinguistas) não lhe conseguimos perdoar a imensidão de talento que ele tem. Como não somos capazes de o fazer, Carrillo é o jogador mais incompreendido de Alvalade, o primeiro alvo de assobios, o tipo que quando sai do jogo nos deixa satisfeitos.»

 

José Manuel Barroso: «Telúricas, como o devem ser sempre, no apoio à equipa. Exemplo, também, de raça e de fé. Sporting 2 - Braga 1 - as claques e os adeptos a ajudar. Mas vergonhoso o comportamento delas, na homenagem a Mário Coluna. Não foi nosso jogador? Não foi. Mas foi um grande jogador, capitão da seleção nacional, e o fair-play tem de fazer parte também do nosso ADN. Bruno de Carvalho deu um exemplo disso, ao ir à cerimónia fúnebre de Eusébio. As claques é que não estiveram, desta vez, à altura do SCP e envergonharam o clube. Lamentável exemplo.»

 

Luciano Amaral: «Tempo horrível em Alvalade, 1-0 ao intervalo, o meu filho mais novo afundado na cadeira, chateado que nem um peru, eu a tentar explicar-lhe que já passei por muito pior. Percebi pouco do jogo de ontem: não consegui perceber se jogámos como “Plano A” ou com o “Plano B”; pareceu-me mais uma espécie de “Plano BA”, i.e. uma mistura do B e do A, com Magrão a fazer as vezes não se sabe bem de quem, o que acabou por resultar numa espécie de ausência de plano. Não dá para mais. Quando faltam dois dos titulares, é preciso rapar o fundo ao tacho. Correu mal com o Benfica, correu bem com o Braga. No meio de tanta coisa incompreensível sobrou o William. Ontem, de cada vez que via a bola ir ter aos pés dele, descansava da nervoseira por uns segundos. Não sei muito bem como é que ele faz aquilo. Também é incompreensível, na verdade, mas de outra maneira. O resto foi o triunfo da vontade.»

 

Pedro Oliveira: «A arbitragem foi tendenciosa desde o início do jogo (Fejsa comete, sete, sete faltas para cartão amarelo e vê um) passando pelo lance do golo anulado, inacreditável, três jogadores do clube da freguesia de Carnide colocam o avançado português do clube da praia dos Descobrimentos em jogo, mas a "arbitragem" descobre-o em "fora-de-jogo"... mas o pior, o pior de tudo foi o jogo acabar com o clube do fumo e dos calções negros desposicionado, com o Belém a atacar com os nove jogadores de campo e com o árbitro a apitar no momento exato (exacto, Pedro Correia) em que no lado esquerdo da minha TV dizia [90+4 (03.55)] trocando por miúdos, o jogo não acabou, foi acabado pelo árbitro (numa altura em que era iminente o golo d' Os Belenenses) cinco segundos antes.»

 

Eu: «Em 15 de Dezembro, o jornal A Bola rasgava as vestes com uma manchete indignadíssima, no rescaldo da vitória do Sporting ao Belenenses por 3-0 devido a um penálti inexistente assinalado a favor da nossa equipa pelo árbitro Hugo Pacheco. "Pecado original" - rezava o inflamado título a ocupar quase toda a capa dessa edição do diário mais encarnado de Portugal. O mesmo jornal que um mês antes, perante os gravíssimos erros de arbitragem de Duarte Gomes no Benfica-Sporting para a Taça de Portugal que tiveram influência directa no desfecho da partida, nem proferira um murmúrio contra esse atentado de lesa-futebol.»

A voz do leitor

«A grande diferença desta equipa em relação à da época passada tem a ver com o perfil agressivo imposto pelos dois nórdicos, algo que não havia. Também está a ser uma época de grande afirmação dos dois miúdos da defesa, Gonçalo Inácio e Eduardo Quaresma. Sinceramente há outro jogador que considerava um caso perdido (Trincão) que também está há cerca de dois meses a surpreender-me. Espero que continue assim pois está na hora de justificar o grande investimento feito nele.»

 

Leão do Algarve, neste meu texto

Nós, há dez anos

 

Alexandre Poço: «Não há palavras, o melhor mesmo é ver o vídeo

 

Filipe Arede Nunes: «Alguém ficou aborrecido por eu ter afirmado que William Carvalho é o melhor jogador do campeonato nacional português. Talvez eu não entenda nada de futebol (é possível), talvez tenha sido toldado pelo meu sportinguismo, talvez não tenha visto os jogos todos dos nossos principais rivais, mas então por que motivo é que a pérola leonina venceu o prémio de melhor jogador da Liga Portuguesa de Futebol Profissional nos meses de Outubro, Novembro e Dezembro?»

 

José Manuel Barroso: «Os grandes clubes portugueses são fazedores e vendedores de jogadores de qualidade, para os grandes campeonatos europeus - é a única forma de se aguentarem. No nosso caso, para além dos que virão do mercado externo, para reforçar a equipa a preço mais barato do que os que irão sair, temos o nosso viveiro da formação. Onde alguns jovens já estão na calha para ascenderem ao time principal. Vamos verter algumas lágrimas pelos que vão sair - decerto os que mais qualidade e potencialidades tiverem - e lamentar o facto. Mas o mundo rola e avança e o nosso clube também. E lá estaremos de novo no estádio, para aplaudir os que formarem o renovado grupo de trabalho. É a vida.»

 

Rui Cerdeira Branco: «Isto impressiona. Fica de sugestão de leitura para o fim-de-semana, para comparar jogadas e resultados. Pela primeira vez em muitos anos o Sporting está subir a ladeira, outros aceleram ladeira abaixo.»

 

Eu: «Gostei de mais uma vitória. Contra o Braga, que há um ano tinha mais 16 pontos do que o Sporting no campeonato. Agora está 20 pontos atrás de nós. Uma grande lição ao presidente bracarense. Na época 2012/13, quando visitou Alvalade, António Salvador afirmou: "O historial do Sporting é muito maior mas, neste momento, pelo que tem feito, nos últimos anos, o Sp. Braga, desportivamente, é a terceira potência." Afirmações ainda mais ridículas agora que as recordamos a esta distância. Um ano depois, Salvador já meteu a viola no saco.»

Quente & frio

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Morita e Morten brilharam no meio-campo, vulgarizando o Benfica no clássico da Taça em Alvalade

Foto: Rodrigo Antunes / Lusa

 

Gostei muito da nossa vitória ontem, em Alvalade, frente ao Benfica, cumprindo a primeira mão da meia-final da Taça verdadeira. Num desmentido vivo e cabal daquela treta - propalada por alguns adeptos que são leões sem juba - de que o Sporting claudica nestes clássicos. O que se viu ontem foi o contrário disto: o Benfica a tremer durante uma hora, em que sofreu dois golos e podia ter sofrido outros tantos, incapaz de construir um lance colectivo digno desse nome, sem posse de bola, remetido ao reduto defensivo, impotente na reacção à contínua pressão atacante da nossa equipa. Basta referir que o primeiro remate deles à nossa baliza aconteceu só aos 59' quando João Mário - sempre muito assobiado cada vez que tocava na bola - atirou à figura, para defesa fácil de Israel.

 

Gostei deste triunfo por 2-1 que nos dá vantagem para o desafio da segunda mão, a disputar na Luz daqui a mais de um mês - caprichos do calendário futebolístico que está sobrecarregado de jogos nesta fase e devia ser revisto em futuras temporadas. Pusemo-nos em vantagem logo aos 9', com um surpreendente golo de Pedro Gonçalves de cabeça, quase sem tirar os pés do chão, batendo o guarda--redes ucraniano do SLB, que tem quase 2 metros de altura. Mérito inegável do melhor jogador português do Sporting, ontem excelente como segundo avançado: já fez 14 golos esta época, sendo agora o segundo artilheiro da equipa. Assim chegámos ao intervalo. O segundo golo, aos 54', foi de antologia - com Gyökeres muito bem lançado de trivela por Geny junto à linha direita, a correr com ela dominada durante 35 metros e a fuzilar Trubin. Destaco ainda a fantástica dupla Morita-Morten (com o dinamarquês a assistir no primeiro golo), que controlou as operações no meio-campo durante 65 minutos, até a fadiga se instalar. Mas sublinho acima de tudo a presença imperial de Coates no comando da defesa neste seu jogo 355 de Leão ao peito: elejo-o como melhor em campo. Cortes impecáveis aos 22', 38', 45'+2, 51' e 90'+5. Com ele ao leme, nem parecia que estávamos desfalcados de um titular naquele sector: Gonçalo Inácio, lesionado, esteve ausente do onze. Tal como Trincão, pelo mesmo motivo. 

 

Gostei pouco que algumas oportunidades de golo tivessem ficado por consumar. O campeão dos perdulários voltou a ser Edwards, que atravessa fase menos boa. Frente à baliza e com as redes à sua mercê, demorou a rematar, permitindo intercepção, aos 45'. Também muito bem colocado, aos 64', falhou o disparo: a bola saiu-lhe enrolada, perdendo-se assim a hipótese de dilatar o marcador.

 

Não gostei que o golo de Nuno Santos - obra-prima que prometia dar a volta ao mundo - tivesse sido anulado por deslocação de Paulinho. Aconteceu aos 90'+3: ainda festejámos por alguns momentos o suposto 3-1 após monumental chapéu de mais de 20 metros a desenhar um arco perfeito sobre a cabeça de Trubin com a bola a anichar-se no ninho da águia. Mas ficou sem efeito, o que deve ter causado noite de insónia ao nosso brioso ala esquerdo, que substituiu Geny aos 86' enquanto Paulinho rendera Pedro Gonçalves no minuto anterior.

 

Não gostei nada da exibição de Esgaio: entrou aos 76', rendendo um Edwards que se perdeu em fintas e fintinhas esquecendo-se de que o futebol é um desporto colectivo. Mas o substituto do inglês não esteve melhor, longe disso: voltou a revelar-se o elemento tecnicamente mais débil do plantel leonino. Aos 80', muito bem enquadrado com a baliza, em posição de disparo e sem marcação, ficou sem saber o que fazer com a bola: sentiu uma espécie de temor cénico e acabou por confundir futebol com râguebi, atirando-a muito por cima da baliza. Pior: voltou a fazer o mesmo aos 88'. Incapaz de tirar um jogador da frente, entregou-a em zona perigosa, aos 90'+1, ficando pregado ao chão e dando origem a uma rápida ofensiva dos encarnados. Tanta asneira junta em tão pouco tempo. Pior só aqueles inenarráveis "olés" que a partir da hora de jogo, num estádio com lotação quase esgotada (45.393 espectadores), começaram a escutar-se nas bancadas: bazófia burra que só contribuiu para desconcentrar os nossos e mobilizar a equipa adversária. Esta gente tarda em perceber que "olés" servem para a tourada, nada têm a ver com futebol. 

A miopia de Luís Freitas Lobo

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LFL comentando o jogo Rio Ave-Sporting (exclusivo És a Nossa Fé)

 

O que ele viu na Rio Ave TV * (minuto 3):

«O grande golo de Embaló até mexeu com o tempo! Com uma chuva e um vento tremendo, quando estava um tempo tranquilo para aquilo que se previa. Uma grande jogada, um grande arranque do Rio Ave!»

O que aconteceu de facto:

Duarte Gomes: «No início do lance que resultou no golo de Embaló, Amine puxou o braço esquerdo de Pedro Gonçalves, derrubando em falta o seu adversário. A infracção foi clara e devia ter valido a anulação, via VAR, do golo do Rio Ave.» (A Bola)

Fortunato Azevedo: «No início da jogada, Pedro Gonçalves é consequentemente agarrado. Falta clara que o árbitro deveria ter assinalado. Golo deveria ter sido invalidado.» (O Jogo)

Jorge Coroado: «Amine cometeu falta sobre Pedro Gonçalves, punível com livre directo, na jogada que precedeu o golo dos vilacondenses.» (O Jogo)

Jorge Faustino: «Jogada do golo de Embaló iniciou-se em recuperação de bola de Pote, numa situação em que este foi claramente puxado. Infracção por sancionar que justificava intervenção do VAR.» (Record)

José Leirós: «No início da jogada, Amine, com a mão direita, agarrou e deliberadamente puxou Pedro Gonçalves, derrubando-o. Falta evidente por assinalar.» (O Jogo)

Marco Ferreira: «Fábio Ronaldo recupera a bola após Amine agarrar Pote, impedindo-o de disputá-la. Na sequência, Embaló faz golo. Árbitro valida. VAR erra ao não intervir, punindo a infracção no início da jogada.» (Record)

Pedro Henriques: «Com a mão direita, Amine puxa claramente a camisola do Pedro Gonçalves. Na repetição por trás, percebe-se que a camisola está já completamente fora do corpo do jogador. É isso que leva o jogador do Rio Ave a ficar com posse de bola. Há claramente falta.» (Observador)

Rui Rodrigues: «Amine, com o seu braço direito, puxa claramente o Pedro Gonçalves e acaba por projectá-lo para o chão. Este puxão, de forma ostensiva, acaba por provocar a queda do Pedro Gonçalves. Daqui resulta toda a jogada até a bola entrar na baliza do Sporting. O VAR devia ter chamado o árbitro. Falta por assinalar, erro importante.» (Sport TV).

 

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O que ele viu na Rio Ave TV * (minuto 29):

«É um choque forte que deixou mais colocado o Trincão!»

«Um choque muito forte, com a sola na bota do Nóbrega! Ficou ali a marca...»

O que aconteceu de facto:

Duarte Gomes: «O único motivo pelo qual Trincão pontapeou o pé de Miguel Nóbrega foi a abordagem totalmente negligente, em salto, com perna esticada e pitons à mostra, do defesa. Penálti por assinalar, a exigir intervenção do VAR.» (A Bola)

Iturralde González: «Penálti contra o Rio Ave, claríssimo. É um penálti muito, muito claro! O defesa [Nóbrega] entra a disputar a bola de forma temerária e acerta no avançado [Trincão]. Penálti por assinalar e também cartão amarelo, pela forma como o defesa do Rio Ave abordou o lance.» (Record)

José Leirós: «Clássico jogo perigoso com contacto. Miguel Nóbrega não teve em conta o perigo do movimento efectuado, atingindo Trincão. O árbitro errou ao não assinalar penálti.» (O Jogo)

Jorge Faustino: «Nóbrega tem abordagem claramente negligente ao tentar jogar a bola de sola quando Trincão rematava com o peito do pé. Mesmo tocando na bola, acertou com sola da bota no pé de Trincão. Penálti.» (Record)

Fortunato Azevedo: «Quando Trincão se preparava para pontapear a bola, Miguel Nóbrega lança-se com o pé em riste e com a bota da sola atinge Trincão. Jogo perigoso activo, com contacto, cometido dentro da área, que não foi assinalado. Era, por isso, penálti.» (O Jogo)

Pedro Henriques: «Nóbrega corta o lance com uma patada de frente para trás, acabando por acertar com os pitons em Trincão. Toda a abordagem do jogador é desproporcionada e perigosa. Há ali imprudência e negligência, há mais do que um simples corte de bola. O pontapé de penálti seria a decisão mais correcta para este lance.» (Observador)

Rui Rodrigues: «Quando Trincão tenta rematar, num lance totalmente controlado, o jogador do Rio Ave lança-se com a sola da bota bem à mostra. Com negligência. Actuou sem ter em conta o perigo do seu acto para o adversário. Ficou um pontapé de penálti por assinalar e um cartão amarelo por exibir.» (Sport TV)

 

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O que ele viu na Rio Ave TV * (conclusão):

«Olhando aquilo que foi o jogo do princípio ao fim, Nóbrega foi o melhor jogador em campo porque foi o melhor nas diferentes fases do jogo.»

«Miguel Nóbrega é um dos centrais com melhor capacidade de passe na primeira fase de construção do nosso campeonato.»

 

* Copyright do Vítor Hugo Vieira

A voz do leitor

«Rúben Amorim é um treinador que incute nos jogadores uma capacidade de lutar que supera todas as expectativas e isso é o mais importante, pois perder todas as equipas perdem a sua invencibilidade mais cedo ou mais tarde, mas a ambição e o sentido de vitória do nosso técnico transcendem a fé do melhor dos adeptos.»

 

Tiago Oliveira, neste meu texto

Ora bolas

Gonçalo Inácio com mialgia, Francisco Trincão com um traumatismo ("cortesia" do central do Rio Ave que Luís Freitas Lobo elegeu como "melhor em campo" no domingo), Paulinho ainda a recuperar de uma tendinite após três semanas de paragem.

Ora bolas: os astros parecem pouco propícios para o clássico de amanhã - recuso chamar "dérbi" a um Sporting-Benfica pois o nosso SCP não é clube de Lisboa, mas de Portugal inteiro. São baixas importantes, embora de valor desigual.

Ainda assim, estou optimista para esta meia-final da Taça, em Alvalade, contra o SLB. E vocês?

Nós, há dez anos

 

Filipe Arede Nunes: «Paulo Bento anda a brincar com isto! Então convoca o Ivan Cavaleiro e não convoca o Mané? Convoca o Ruben Amorim e não convoca nem Adrien nem André Martins? Mas afinal, qual é que é o critério?!»

 

Luciano Amaral: «Estava a ver que não, mas a verdade é que o grande Benfas, em estado pré-orgástico de cada vez que ganha uns jogos e fica mais de dois pontos à frente, está de regresso. "A equipa está muita confiante", diz o mister. As capas do jornalismo oficioso repetem, a propósito de tudo e de nada: "Águia voa para o título", "Genial!", "Classe pura", "Obra de arte"... Repare-se, para quem se lembra, como grande parte dos títulos repetem os do ano passado, que isto da imaginação não chega para tudo. Pouco interessa que tenham ganho àqueles desgraçados do PAOK (2.º lugar na liga grega, com menos 20 pontos do que o Olympiakos, já de si uma potência fantástica) com um golo em fora-de-jogo na primeira volta e com um cartão vermelho inventado ao Katsouranis na segunda.»

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