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És a nossa Fé!

A voz do leitor

«É certo que o FCP teve dirigentes competentes para mobilizar as suas hostes, assente num sentimento de revolta perante as escandaleiras do polvo vermelho e do Sul e apelando a um sentimento regionalista, que catapultou o clube nortenho para um ciclo de domínio esmagador contando, inclusive (e ao contrário do toupeiral), com épicas conquistas internacionais. Mas será obrigatório termos dirigentes manhosos e adoptarmos por uma postura como os outros? Não seria lógico termos o direito de competir e obter resultados apenas pelo facto de termos os melhores jogadores?»

 

Implacável, neste postal

Adrien, Cédric, João Mário, Slimani, Veloso

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A SAD do Sporting, segundo notícias credíveis, está apostada em trazer de regresso a Alvalade pelo menos dois deste grupo de cinco jogadores: Adrien, Cédric, João Mário, Miguel Veloso e Slimani. Três dos quais, como sabemos, são campeões europeus em título.

Gostava de saber o que pensam destes eventuais regressos.

A voz do leitor

«Não consigo compreender o que é que aqueles associados pretendem para além da AG e hipotética destituição da direcção. É que com a alegada argumentação que apresentaram como motivo para haver uma AG, tenho muitas dúvidas que conseguissem sequer uma assembleia geral em qualquer associação recreativa, amigos dos pombos ou clube desportivo em Portugal. Se aqueles alegados argumentos vingassem, de três em três meses haveria eleições no Sporting.»

 

JMA, neste meu texto

A voz do leitor

«Esqueçam férias, futebol e modalidades de pavilhão. Fico estupefacto com a leviandade de algumas pessoas, por exemplo a fumar na entrada de supermercados. Actualmente ir às compras é das actividades mais perigosas porque podemos encontrar pessoas infectadas e em completo desvario. No mínimo protejam-se com máscaras e dois pares de luvas. Um dos pares de luvas coloquem no lixo depois de sair do supermercado e antes de colocar as compras no carro. Atenção que as compras podem conter também uma enorme carga viral, nomeadamente as embalagens.»

 

João Gonçalves, neste texto da CAL

Congresso outra vez adiado

O X Congresso Leonino foi novamente adiado. Desta vez com um pretexto irrefutável: a necessidade de todos cumprirmos as medidas de confinamento impostas pelo combate ao Covid-19, que em Portugal já causou 9.034 infecções comprovadas e 209 mortos (números oficiais de hoje). Não tem nova data marcada: ocorrerá sabe-se lá quando.

A decisão hoje anunciada não merece qualquer reparo. O que continua a ser incompreensível, cinco meses depois, é o adiamento da data inicialmente prevista - 16 e 17 de Novembro do ano passado. O Congresso Leonino, que esteve agendado para Beja, ficou sem efeito por motivos que nunca consegui entender. Talvez por defeito meu, talvez por falta de capacidade de comunicação da comissão organizadora.

Tenhamos fé. Há-de realizar-se um dia, seja em que ano for.

A voz do leitor

«Rúben Amorim, no seu auge como jogador, talvez valesse 6 milhões. Agora como treinador, deve ser quase inédito pagar-se este valor para alguém com 13 jogos numa equipa de uma primeira liga. Mas tudo bem, até estamos com muita folga financeira para ir buscar mais mais um treinador da moda e tudo...»

 

Vítor Hugo Vieira, neste texto do Paulo Guilherme Figueiredo

Mudar estatutos: limite de mandatos

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Há muitos motivos que nos levam a recomendar uma alteração dos estatutos do Sporting. Para mim, um dos mais prementes é a instituição de um limite temporal para os sucessivos mandatos dos membros dos órgãos sociais do clube. Com destaque, naturalmente, para quem integra o Conselho Directivo.

Esta é uma prática salutar, que tem vindo a ser adoptada aos mais diversos níveis nas instituições políticas do País - começando pelo Presidente da República, que não pode cumprir mais de dois mandatos ininterruptos. 

Convém seguir os bons exemplos. Com a noção exacta de que os mecanismos da democracia interna devem ser reforçados numa colectividade de reconhecido interesse público, como é o Sporting Clube de Portugal. Isto leva-me a defender a introdução do limite de mandatos nos órgãos sociais leoninos, circunscrevendo-os a dois períodos sucessivos e complementando-o com a redução de cada ciclo eleitoral de quatro para três anos. Em nome dos bons princípios da renovação periódica de quadros dirigentes e da submissão do interesse individual ao interesse colectivo. Travando tentações bonapartistas que vemos há muito aplicadas noutros clubes, onde não falta quem se perpetue no poder e pretenda confundir-se com a instituição que lidera.

Proponho, portanto, que o presidente leonino - e quem o acompanha nas listas - passe a cumprir um máximo de seis anos em funções ininterruptas, correspondendo a dois mandatos consecutivos. É tempo mais que suficiente para mostrar o que vale. E ninguém diga que é pouco: o último presidente que completou mais de seis anos em funções no Sporting foi João Rocha, que deixou o cargo no longínquo ano de 1986.

Era outro século, era outro mundo. Os ciclos de liderança desgastam-se e esgotam-se hoje com muito maior rapidez. Os nossos estatutos devem adaptar-se a este mundo.

A voz do leitor

«Eu, não há muito tempo, disse-lhe que estivesse descansado: que com Mourinho, no Tottenham (ou em qualquer clube onde ele estiver), ele não viria buscar nenhum jogador ao Sporting, nem Bruno Fernandes, apesar da pasquinada se referir a isso. Parece que tudo é previsível ou eu sou bruxo. Já o SLB tem de se pôr a pau senão levam-lhe os... suplentes todos!»

 

JMA, neste meu texto

Entre os mais comentados

Nos 22 destaques  feitos pelo Sapo em Março para assinalar os dez blogues mais comentados nesta plataforma ao longo do mês, És a Nossa Fé recebeu 22 menções. Fazendo assim o pleno, pelo décimo mês consecutivo.

Além disso, figurámos  20 vezes no pódio  dos mais comentados - com treze "medalhas de ouro", seis de "prata" e uma de "bronze". Fomos primeiros, portanto, em 58% dos dias que estiveram sob escrutínio.

Recorde-se que os textos publicados ao fim de semana são agregados aos de sexta-feira para este efeito, o que leva o número de destaques a ser inferior ao número de dias.

 

Os 22 textos foram estes, por ordem cronológica:

 

A pior equipa técnica de sempre? (Parte 3) (97 comentários, o mais comentado do fim de semana)

Prognósticos antes do jogo (70 comentários, o mais comentado do dia)

Hara-kiri  (136 comentários, o mais comentado do dia)

Nunca visto (98 comentários, o mais comentado do dia)

No próximo domingo estarei em Alvalade, na bancada... (70 comentários, segundo mais comentado do dia)

Prognósticos antes do jogo (84 comentários, o mais comentado do fim de semana)

Rescaldo do jogo de ontem (60 comentários, o mais comentado do dia)

E o nosso dinheiro de volta? (36 comentários, segundo mais comentado do dia)

A todos os níveis parece uma decisão má (23 comentários)

A responsabilidade criminal nem é o mais importante (2) (75 comentários, o mais comentado do dia)

Os jogadores de Varandas (3) (28 comentários)

Como deve ser apurado o campeão? (70 comentários, o mais comentado do dia)

Indiscutível (36 comentários, segundo mais comentado do dia)

Os jogadores de Varandas (4) (36 comentários, segundo mais comentado do dia)

Um pássaro na mão? (84 comentários, o mais comentado do dia)

Obviamente, aplaudo (62 comentários, o mais comentado do fim de semana)

Tenham vergonha, não vale tudo... (70 comentários, o mais comentado do dia)

Só estas duas (68 comentários, o mais comentado do dia)

Tudo diferente, tudo novo (54 comentários, o mais comentado do dia)

Não posso estar mais de acordo (30 comentários, segundo mais comentado do dia)

A voz do leitor (52 comentários, segundo mais comentado do fim de semana)

Diferença (30 comentários, terceiro mais comentado do dia)

 

Com um total de 1369 comentários nestes postais. Da autoria do António de Almeida, do Luís Lisboa, do Sol Carvalho, do Filipe Moura, do leitor JMA e de mim próprio.

Fica o agradecimento a quem nos dá a honra de visitar e comentar. E, naturalmente, também aos responsáveis do Sapo por esta iniciativa.

 

A voz do leitor

«Varandas (a quem apoiei) acha que nós, Sportinguistas, comemos gelados com a testa? Ele (Varandas) pode ser muito bom como médico, não sei, mas como dirigente de um departamento de futebol não pesca nada do assunto. Tem duas hipóteses para continuar como presidente: livrar-se das anedotas que escolheu, Hugo Viana e Salgado Zenha, e arranjar alguém que realmente entenda do assunto futebol, ou então arrumar a trouxa e voltar a ser o Sr. Doutor.»

 

Vítor Marques, neste meu texto

Estatutos do Sporting: pontos a rever

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Há vários princípios consagrados nos estatutos do Sporting Clube de Portugal que carecem de revisão urgente. Propomo-nos, a partir de amanhã, sugerir aqui algumas normas que deverão ser alteradas para melhor funcionamento do Clube e tendo em vista o reforço da aproximação entre os sócios e esta centenária instituição de utilidade pública que nos serve de senha de identidade e denominador comum.

Numa óptica construtiva, não nos limitaremos a criticar: vamos propor alternativas que, no nosso entender, deverão ficar consagradas em próxima revisão estatutária - a referendar pelos sócios em assembleia geral, como mandam as regras.

Este debate envolve, numa primeira linha, os autores do És a Nossa Fé, mas a ele poderão associar-se também os leitores que assim o entendam - a partir de agora. Em benefício do Sporting, que está acima de qualquer de nós.

A voz do leitor

«Muito se falou na altura e também serviu de narrativa a esta direcção patética que o Nani ia aproveitar uma oportunidade única de carreira para ter um vencimento anual superior que não conseguiria noutro tipo de campeonatos. Pois a MLS acabou de publicar o top 10 dos jogadores mais bem pagos, do qual Nani faz parte com um vencimento anual de 2,3M USD. Até o Battaglia deve estar a ganhar mais e lembrem-se que ainda pagámos comissão para o Nani sair a custo zero.»

 

Dante, neste meu texto

A voz do leitor

«O Sporting Clube de Portugal é a maior potência desportiva portuguesa e uma das maiores a nível mundial, e já conta com 22 campeonatos nacionais de futebol. Mas desde há uns anos nem com Ronaldo, Messi, Neymar, Mbapé, Kroos, Modric e Buffon na nossa equipa seríamos campeões. Esta é a forte convicção que tenho e sei que é partilhada por milhares de sportinguistas. Mas isso não nos faz esmorecer ou desistir. A mim, pelo contrário, dá-me mais força para lutar para que o nosso Sporting volte a ganhar o campeonato, de forma limpa e transparente. Parece utopia...»

 

JMA, neste meu texto

Criminosos

O coronavírus afecta já 200 países e territórios em todo o mundo. Não há praticamente uma parcela do planeta imune ao Covid-19.

A pandemia causa 2.700 mortes por dia nos cinco continentes - vitimando uma pessoa de dois em dois minutos. A cada dois segundos, regista-se um novo caso de infecção.

Apesar disto, três países persistem em manter os respectivos campeonatos de futebol: Bielorrússia, Burundi e Nicarágua. Um procedimento criminoso, que devia encher de vergonha os dirigentes máximos destes países - respectivamente Aleksandr Lukashenko, Pierre Nkurunziza e Daniel Ortega.

Nenhum deles recomendável em matéria de respeito pelos direitos humanos. Não há coincidências.

A voz do leitor

«Embora possa chocar muita gente, não tenho dúvidas de que Gelson Dala traz mais ao Sporting que Vietto. Mais golos, maior dinamismo, maior polivalência e uma muito maior margem de progressão. Não há nenhum jogador a actuar em Portugal com tanto potencial para marcar a diferença no Sporting quanto Gelson Dala.»

 

JG, neste meu texto

Tempos de incerteza

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A recente entrevista de Francisco Salgado Zenha a um diário desportivo deixou-me, enquanto leitor, uma sensação de fim de ciclo. Pela quantidade de vezes que este dirigente do clube e da SAD alude à complexa gestão do futebol leonino - agravada no cenário de emergência sanitária que leva hoje cerca de um quinto da população mundial a viver em isolamento forçado, imposto pelo combate à pandemia.

Neste contexto, qualquer gestor responsável tem o estrito dever de baixar expectativas. Nada mais razoável, portanto, do que haver palavras de prudência no actual momento, cheio de incógnitas quanto ao futuro das agremiações desportivas, confrontadas com situações impensáveis há escassas semanas. O anúncio de um lay-off por parte da administração do Barcelona que poderá conduzir à decapitação do milionário plantel catalão é talvez o exemplo mais evidente de que as coisas mudaram no futebol. Como na sociedade em geral.

Mas nas declarações do n.º 2 do Sporting - e principal responsável pela área financeira - não vejo apenas cautela e prudência. Julgo detectar nelas algum desânimo - o que, associado ao anúncio da saída de Miguel Cal do Conselho de Administração da SAD e à presente impossibilidade física de Frederico Varandas assegurar a gestão corrente dos assuntos leoninos, prenuncia mudanças mais vastas. 

 

Vou destacar os trechos que me pareceram mais significativos da entrevista, que preencheu quatro páginas da edição de 23 de Março do Record:

  • «Não restem dúvidas: vão ser tempos difíceis para o futebol.»
  • «Se esta situação se estender pela próxima época, ninguém faz ideia das consequências. Serão seguramente dramáticas.»
  • «Em termos de geração de receitas, é quase impossível fazer mais, porque está tudo parado.»
  • «Temos feito um esforço e estamos mais preparados, mas vai ser muito difícil.»
  • «Temos muita dificuldade para fazer previsões sobre esses projectos [de reestruturação financeira]. Não sabemos como o mercado vai reagir depois desta crise, quanto tempo, sequer, vai durar esta crise, que impactos vai ter.»
  • «Há muitos dossiês que estão completamente parados.»
  • «Estas decisões, por vezes, não são fáceis [aludindo à recente contratação do técnico leonino, Rúben Amorim].»
  • «Tenho muitas dúvidas de que sairemos desta situação com igual ou maior capacidade do que tínhamos antes.»
  • «Vai continuar a haver Brunos Fernandes todos os anos? Não, isso é mais diícil. Infelizmente, é muito difícil que aconteça.»
  • «Vai ser uma janela de mercado [no Verão] muito difícil, devido à conjuntura em que estamos.»
  • «Confesso que não estou a pensar para além deste mandato. Se terminar o mandato e não ficar aqui, quem vier a seguir terá a responsabilidade de terminar aquilo que foi o princípio e o meio do processo de reestruturação e reorganização financeira do Sporting.»

 

São exemplos suficientes e esclarecedores para se perceber o que senti ao ler esta entrevista, que tem «difícil» como palavra-chave - até no título escolhido pelo jornalista João Lopes, que conduziu a conversa. Soaram-me a palavras de balanço e pré-despedida, tanto mais que o vice-presidente leonino assegura não pensar em prolongar o vínculo ao clube (e à SAD) para além do período previsto no mandato em curso.

O adjectivo "difícil" parece, aliás, cruzar-se com frequência no percurso de Zenha enquanto dirigente leonino. Noutra entrevista ao Record, publicada a 30 de Setembro de 2019, já tinha usado este vocábulo para encimar outro título: «Se a cada bola na barra se coloca tudo em causa, assim será difícil.» 

 

Articulou-se com Varandas e Cal no agendamento da mais recente entrevista? Não creio. Caso contrário, faria pouco ou nenhum sentido vê-la publicada na mesma semana em que um deles inicia uma nova "comissão de serviço" como médico do Exército e o outro anuncia a renúncia ao cargo de administrador da SAD - aliás não formalizada em qualquer comunicado interno até à data, mas apenas impressa em notícias de jornais.

São, pois, circunstâncias do acaso. Nestes tempos de incerteza à escala global, em que se torna inútil encontrar causas racionais para o que nos sucede, andamos assim. À mercê do imprevisto.

A voz do leitor

«Varandas não é um herói nem um vilão, mas foi montado um circo mediático para promover a sua imagem no meio de uma crise (vamos partir do princípio que foi um mero acaso) a que os anti-Varandas responderam de forma completamente idiota. Talvez Varandas tenha feito tudo da forma mais correcta possível, mas tal como em outras ocasiões, até quando faz algo positivo, fica sempre a ideia de que algo foi mal feito.»

 

Fernandes, neste meu postal

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