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És a nossa Fé!

O pudor, o decoro, a vergonha

«A equipa não jogou bem, é um facto. Peseiro ainda não encontrou forma de colocar o Sporting a jogar bom futebol, outro facto. Mas não merecerá uma equipa remendada mais algum apoio? Mais, não há ali naquela bancada pelo menos um grupo organizado de adeptos que esta época devia ter o pudor, para não dizer a vergonha, de não assobiar a equipa? É que há quatro meses estavam a atacar o plantel e o treinador em Alcochete, na que foi a maior vergonha de sempre do clube em mais de 100 anos de história. Não fazia mal ter um pingo de decoro e pensar no que andam a fazer os grupos de... apoio. É grande a desunião e poucos os que realmente pensam no que dizem amar.»

 

Bernardo Ribeiro, hoje, no Record

Pódio: Jovane, Nani, Bruno Fernandes

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Loures-Sporting pelos três diários desportivos:

 

Jovane: 17

Nani: 16

Bruno Fernandes: 15

Gudelj: 15

Renan: 14

André Pinto: 13

Jefferson: 13

Carlos Mané: 12

Marcelo: 12

Petrovic: 10

Bruno Gaspar: 10

Castaignos: 9

Miguel Luís: 1

 

O Jogo e o Record elegeram Jovane como melhor em campo. A Bola optou por Bruno Fernandes.

Quente & frio

Gostei muito da excelente réplica que o Grupo Desportivo de Loures deu esta noite ao Sporting em jogo da terceira eliminatória da Taça de Portugal, disputado por empréstimo no estádio do Alverca. Ninguém diria que esta equipa disputa o terceiro escalão do futebol português, encontrando-se no 13.º lugar da série C do agora chamado Campeonato de Portugal. Boa exibição deste onze (orientado por André David, um jovem treinador de 33 anos), coroada no golo marcado já em tempo extra, e que fechou o resultado numa vitória tangencial leonina, por 2-1. Resultado pífio, que nos permitiu passar à eliminatória seguinte, é certo, mas sem brilho nem correspondência com os nossos pergaminhos nesta competição.

 

Gostei, apesar de tudo, da exibição de alguns jogadores do Sporting. Destaco Nani, autor de um golo (o da vitória) aos 56', precedido de um precioso gesto técnico, desposicionando o defesa que lhe fazia a marcação, e de uma assistência - aos 42', para o remate de meia-distância de Bruno Fernandes de que resultou o golo inaugural. Gostei também da intensidade e da dinâmica de Jovane Cabral, protagonista de frequentes desequilíbrios - foi ele a ser carregado em falta dentro da grande área do Loures, de que resultou um penálti a nosso favor, e também ele a rematar com força para a defesa incompleta do guardião adversário que permitiu a recarga com êxito de Nani.

 

Gostei pouco das apostas de José Peseiro para fazer descansar vários jogadores (Montero, Coates, Acuña, Battaglia, Ristovski), já a pensar na recepção ao Arsenal para a Liga Europa, na quinta-feira. Bruno Gaspar continua em subrendimento na ala direita, sem demonstrar ser um verdadeiro reforço neste Sporting 2018/2019. Carlos Mané, que alternou com Jovane nas alas ofensivas, acusa em excesso a paragem de 15 meses por lesão grave. Renan, sem culpa no golo sofrido nesta primeira exibição como titular da baliza leonina, causou dois grandes calafrios aos adeptos - com uma saída em falso aos 36' e uma defesa incompleta aos 63'. Marcelo, em estreia absoluta em jogos oficiais pelo Sporting, foi lento, falhou passes e teve responsabilidade objectiva no golo que sofremos. Demonstração cabal de que temos um plantel curto e desequilibrado. Alguém duvida disto?

 

Não gostei do penálti que Bruno Fernandes foi incapaz de converter, aos 50', permitindo a defesa do guarda-redes Miguel Soares, que certamente recordará por muitos anos esta proeza. Também não gostei que o nosso jovem médio ofensivo Miguel Luís - campeão europeu de sub-17 e de sub-19 - tivesse sido lançado por Peseiro só aos 90', numa fase do jogo que já não lhe permitiu sequer tocar na bola. Pedia-se um pouco mais de confiança no talento deste jovem da nossa formação. Repito: jogávamos contra uma equipa que disputa o terceiro escalão do futebol português.

 

Não gostei nada do desempenho em campo de Castaignos. Com ele, está mais que demonstrado, actuamos apenas com dez. Foi o que sucedeu esta noite, em que vestiu a camisola verde e branca pela 17.ª vez. O holandês multi-tatuado - um dos jogadores do Sporting com salário mais elevado - parece ser especialista apenas em falhar golos. Hoje distinguiu-se, sempre pela negativa, aos 65' (duas vezes), aos 73' e aos 90'+1: bem servido pelos colegas, foi incapaz de dar a melhor sequência às jogadas. Mesmo à boca da baliza, como chegou a acontecer. Juninho, marcador do golo do Loures, foi muito superior a ele.

Faz hoje um ano

 

Daí a dois dias iria realizar-se o jogo Sporting-Chaves, para o campeonato nacional de futebol.

Neste interregno, tempo para algumas reflexões.

 

Esta, do Ricardo Roque:

«É voz corrente que hoje em dia, no futebol, já não há amor à camisola. A nova versão legitimadora de trocas clubísticas designa-se de profissionalismo, sendo que esta palavra serve também para honrar a dedicação de jogadores e treinadores a quem lhes paga.»

 

E esta, do Tiago Cabral:

«Que há situações no futebol em Portugal que no mínimo são pouco claras e nos levam a pensar que há de facto acções de intervenientes directos, que podem alterar ou condicionar resultados, é evidente para todos. Mas estes todos, nós todos, não chegamos para que algo possa ser mudado. Pede-se à justiça, que é apenas neste caso uma espécie de conceito vago, constituída por órgãos a que pertencem pessoas, algumas ou mesmo todas que também pertencem ao "nós todos", que actue com rapidez e, lá está, que faça justiça, que consiga provar algo que é denunciado e que condene quem o fez ou faz, permitindo que a verdade desportiva, outro conceito tão vago como a própria justiça, seja reposta.»

Faz hoje um ano

 

Reacções aqui no blogue, nesse dia 19 de Outubro de 2017, à derrota tangencial do Sporting ocorrida na véspera frente à Juventus, em Turim, para a Liga dos Campeões.

 

Escreveu o Pedro Azevedo: «Nos nossos, Patrício a grande nível, bem acompanhado por Piccini, Mathieu e Coates. Do meio-campo para a frente, o melhor foi Acuña, embora Bruno Fernandes tenha estado nos lances das nossas duas oportunidades. Uma pena nunca podermos ver o argentino recuar para lateral e partir para o ataque em combinações com... Bryan Ruiz. Em resumo, exibimo-nos mostrando qualidade como nunca, perdemos com os mesmos erros de sempre...»

 

António F. dividiu o breve comentário entre o título irónico e o texto a condizer: «Paulinho, o nosso magnífico roupeiro foi o culpado de ontem o Sporting não ter vencido a Juventus. Por certo, enganou-se na entrega das botas, tendo dado a Doumbia umas com o número inferior ao tamanho do pé. Isso impossibilitou que este jogador aos 90+2 tivesse feito o empate.»

 

Luciano Amaral foi o mais sintético: «Lá "batemos o pé" à Juventus.»

A voz do leitor

«O tempo passa depressa e é preciso chamar a atenção dos nossos jogadores, pois os contratos são para cumprir e as suas obrigações igualmente. Se há gente descontente no SCP, em Janeiro é uma altura indicada para despachar quem está a mais e ganha dinheiro que não justifica.»

 

Fernando Albuquerque, neste meu texto

Faz hoje um ano

 

Perdemos em Turim. Mas com boa exibição e um resultado que não envergonhou ninguém, frente ao multicampeão italiano e finalista vencido da Liga dos Campeões. Registou-se um empate até seis minutos do fim do tempo regulamentar.

Juventus-Sporting, disputado a 18 de Outubro de 2017, terminou em 2-1, favorável à equipa da casa. Golos marcdos por Alex Sandro, na própria baliza, aos 12', Pjanic, aos 29', e Mandzukic, aos 84'.

A turma italiana jogou com Buffon, Chiellini, Benatia, Alex Sandro, Pjanic, Khedira, Sturaro, Cuadrado, Higuaín, Dybala e Mandzukic. Suplentes utilizados: Barzagli, Matuidi e Douglas Costa. 

O Sporting alinhou com Rui Patrício, Piccini, Coates, Mathieu, Coentrão, William, Battaglia, Bruno Fernandes, Gelson Martins, Bas Dost e Acuña. Palhinha e Doumbia foram os suplentes utilizados. Pormenor importante: nove destes 13 jogadores não têm estado fora do onze leonino na época actual - por transferência, empréstimo ou lesão.

Só no dia seguinte tivemos as apreciações ao jogo aqui no blogue. 

Na Liga Jovem, goleámos por 4-1. Com dois golos de Rafael Leão - outro que entretanto já saiu de Alvalade.

O mistério Wendel

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Foi a mais sonante contratação do último Inverno, ainda com a dupla Bruno de Carvalho-Jorge Jesus aos comandos do futebol leonino.

Wendel, um médio de 20 anos oriundo do Fluminense, chegou a 3 de Janeiro com reputação de craque. Custou 8,7 milhões de euros aos cofres de Alvalade (presumo que grande parte desta verba ainda esteja por pagar) e raras vezes foi utilizado pelo treinador que supostamente terá solicitado ou autorizado a sua contratação. Após quase três meses de expectativa, viria a ser lançado só a 18 de Março, ao minuto 89, no Sporting-Rio Ave. Depois, a 31 de Março, entrou aos 90'+1 no Braga-Sporting. Terá tocado três vezes na bola nestas duas partidas, em que permaneceu em campo cerca de sete minutos.

Se a utilização na época anterior foi muito reduzida, nesta época tem sido quase nula. Wendel, agora com 21 anos, jogou apenas 19 minutos, contra o Marítimo, na Taça da Liga. Dizem as notícias que acaba de ser remetido para o "campeonato sub-23" como castigo por ter chegado tarde a Lisboa na sequência de uma viagem ao Brasil. Confirmando-se assim que o tal "campeonato sub-23", a que o Sporting aderiu há meses com tanto entusiasmo, funciona afinal como punição - algo de que sempre suspeitei.

Wendel é, para mim, o maior mistério deste plantel leonino.

É urgente revalorizar a formação

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Irritou-me profundamente ver a selecção nacional entrar em campo, faz hoje oito dias, sem um só jogador do Sporting. Tirando Bruno Fernandes, que alinhou sem brilho nos minutos finais, o nosso clube não estava representado nesta partida em que a equipa das quinas derrotou a selecção polaca por 3-2, vencendo e convencendo.

Irritou-me também que a nossa selecção sub-21 que há dois dias se qualificou para o play off de acesso à fase final do Europeu de 2019, derrotando a Bósnia por 4-2, tivesse actuado sem elementos do nosso clube.

 

Eis a consequência directa do chocante desinvestimento da anterior gestão do Sporting no futebol de formação. Passámos em dois anos de principal fornecedor das selecções a uma presença residual a este nível. Já com reflexos na selecção A, tal como neste Verão ficara também em evidência na selecção sub-19 que se sagrou campeã da Europa.

Trocando os alicerces do futuro pelas supostas honrarias do presente, na desesperada tentativa de conquistar o título nacional que prometera à massa adepta leonina, Bruno de Carvalho contratou um treinador sem vocação nem paciência para formar jovens e lançá-los na equipa principal, desincentivou a prospecção de jogadores, entregou a Academia de Alcochete a gente impreparada e assistiu impávido à queda abruta da nossa equipa B, despromovida de divisão e logo encerrada por capricho do primeiro presidente que os sócios do Sporting destituíram sem apelo nem agravo.

 

Correu tudo mal: nem conquistámos campeonato algum nem valorizámos a tradição formadora de Alvalade que tantos motivos de orgulho nos proporcionou e teve como ponto alto, em 2016, a conquista do Campeonato da Europa em seniores com dez jogadores saídos vários anos antes de Alcochete - incluindo Cristiano Ronaldo. De então para cá foi sempre a descer enquanto o nosso mais velho rival, procurando imitar-nos com o atraso do costume, valorizava enfim a sua própria formação.

Se algum apelo faço ao novo Conselho Directivo do Sporting, é este mesmo: recuperar e revalorizar a Academia. Para que não se perca uma tradição que remonta a várias gerações e nos tornou um clube diferente de qualquer outro.

A voz do leitor

«O nosso Clube foi pioneiro nacional na abertura de uma academia de futebol, que tantos frutos bons tem dado, uns bem aproveitados, outros nem tanto e, provavelmente, ainda mais desperdiçados, desportiva e financeiramente, como se escreve. Parece-me chegado o momento de, no âmbito da Academia Sporting, voltarmos a ser pioneiros, iniciando cursos para dirigentes de futebol profissional, exclusivamente dedicados a adeptos, preferencialmente com ligação à área.»

 

JCB, neste meu texto

Faz hoje um ano

 

17 de Outubro de 2017, véspera do Juventus-Sporting. 

Escreveu aqui o Pedro Azevedo: «Não jogaremos contra uma equipa qualquer: a Juventus é só a finalista vencida da última edição da Champions, tem no seu plantel um "monstro sagrado", campeão do mundo, como o guarda-redes Gianluigi Buffon, centrais experientes (todos acima dos 30 anos) como Chiellini, Benatia ou Barzagli, laterais da classe de um Lichsteiner ou Alex Sandro, um meio-campo com várias opções que vão de Pjanic a Cuadrado, passando por Khedira, Matuidi (ex-PSG) ou Sturaro, e um ataque onde pontificam Higuain, Douglas Costa (contratado ao Bayern), Mandzukic, Bernardeschi (jovem promessa proveniente da Fiorentina) e a estrela Dybala.»

Passado um ano, por caprichos do destino, Sturaro está prestes a estrear-se em Alvalade - de verde e branco. Por vontade nossa, até já se teria estreado.

Responda quem souber

Garantem-me que José Peseiro exigiu à administração da SAD leonina, como reforços de Inverno, um defesa central, um lateral esquerdo e um avançado.

Cada vez percebo menos. Se detectou estas lacunas no plantel, por que motivo o treinador terá autorizado os empréstimos de Demiral e Domingos Duarte em simultâneo? E porque deixou sair Gelson Dala, também por empréstimo, para o Rio Ave? E porque terá vetado o regresso de Fábio Coentrão?

Dado o contexto, estas perguntas impõem-se. Responda quem souber.

A voz do leitor

«Aparece a possibilidade de recuperar Gelson Dala, que está a fazer um início de época muito bom. Essa também seria uma boa notícia, a menos que não haja a intenção de o colocar a jogar: assim mais vale continuar em Vila do Conde.»

 

JG, neste meu texto

Faz hoje um ano

 

Daí a dois dias jogaríamos em Turim, frente à poderosa Juventus. Já a pensar nesse desafio, faz hoje um ano, não deixávamos no entanto de abordar aqui outros temas. 

 

A propósito de uma notícia em grande destaque divulgada nesse dia 16 de Outubro de 2017 pelo Record, sob o título «Bremen vem a Lisboa tentar Battaglia», sugerindo-se que se tratava de um propósito firme e a ser tratado muito em breve, o Pedro Azevedo protestava nestes termos: «Lá dentro, na página 6, é que nos explicam que o Werder Bremen pode concretizar este interesse mais tarde, nas tais "próximas semanas", só isto, sem referência a montantes que os alemães estariam dispostos a pagar (o argentino tem uma cláusula de rescisão de 60 milhões de euros). Nesta aparente contradição ficamos com a convicção de que, afinal, nada mais se tratou do que de uma luz intensa, mas de curta duração. O suficiente para "dar à luz" uma manchete. Assim vai o jornalismo desportivo português...»

 

Na véspera, no seu estilo habitual, Bruno de Carvalho escrevera no Facebook: «Esta última notícia do Correio da Manhã levantou um problema grave de segurança aos seus profissionais nas suas deslocações a jogos ou eventos do Sporting. Tenho recebido várias mensagens de Sportinguistas revoltados, e, por isso, tomei a decisão de, para segurança dos profissionais do Correio da Manhã, avisar a segurança do Sporting para não deixar permanecer nenhum em instalações afectas ao Clube.»

Edmundo Gonçalves reagiu assim: «Sou por convicção defensor da liberdade de opinião, portanto, apesar de por vezes me insurgir contra o que alguns OCS [órgãos de comunicação social] publicam sobre o Sporting e os seus dirigentes, entendo que a função do jornalista deve ser sempre tolerada. O princípio da censura não é, digamos, saudável. Há no entanto um mecanismo na actuação dos jornalistas que os obriga a serem responsáveis e que dá pelo nome de código deontológico. O jornalista tem um compromisso com a verdade, doa ela a quem doer, e é-lhe vedado o exercício da invenção.»

 

A jagunçada

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Afinal quem mudou a hora do treino em Alcochete naquele fatídico dia 15 de Maio, transferindo-a de manhã para a tarde, período apropriado à invasão dos jagunços?

Bruno de Carvalho diz que foi Jorge Jesus, o treinador que ele despedira verbalmente na véspera. Acontece que Jesus garante que foi o então presidente leonino. E André Geraldes - ex-braço direito de Carvalho para o futebol - confirma ter sido Bruno. O esclarecimento das dúvidas que restam permitirá apurar, sem margem para dúvida, quem arquitectou o criminoso assalto ao centro de estágios do Sporting.

Para já, aperta-se o cerco ao sucessor de Godinho Lopes, cada vez mais isolado. Onde estão os milhares de incondicionais adeptos que diziam apoiá-lo sem vacilações e cerrar fileiras para sempre com ele? Mal o vento mudou, rumaram a parte incerta sem sequer olharem para trás.

A voz do leitor

«Do que estamos a falar é do regresso às origens e o Sporting é isso mesmo. "Esforço, Dedicação, Devoção e Glória. Eis o Sporting". Isso inclui aceitar as derrotas como um momento de tocar a reunir, juntar tudo e todos para que a vitória seja nossa no momento mais próximo. União na vitória é fácil, na derrota é que se vê com quem se pode contar.»

 

SportingSempre, neste texto do Pedro Azevedo

Faz hoje um ano

 

Todas as esperanças se mantinham intactas. «Não nos podemos desconcentrar: os objectivos são títulos e receitas financeiras. Destacando-se as competições europeias e os campeonatos nacionais, obviamente.» Palavras do nosso leitor MB, a 15 de Outubro de 2017.

Saber comunicar

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Sem espavento, sem alarido, sem fogo de artifício, alguma coisa começou a mudar na comunicação do nosso clube, obedecendo aos critérios definidos pelo presidente Frederico Varandas. Por exemplo, no acesso dos órgãos  de informação a alguns minutos de treino físico dos jogadores, possibilitando recolha de imagens sempre com interesse para os adeptos. Aplaudo, naturalmente, esta mudança. Tal como me parece muito positivo verificar que os profissionais leoninos voltam a merecer destaque nas capas da imprensa desportiva por declarações prestadas em exclusivo, claramente com o aval prévio da Direcção. Isto ficou ontem bem evidente com as entrevistas simultâneas de Montero ao Record e de Raphinha ao matutino O Jogo. Há quanto tempo não sucedia algo semelhante?

São alterações que abrem ainda mais o clube aos inúmeros simpatizantes, permitindo-lhes saber o que pensam os jogadores sobre temas em que raramente costumavam pronunciar-se em público, e que põem fim à absurda fase do presidente-estrela com monopólio dos microfones. Assim se combate a lógica do entrincheiramento hostil e da desconfiança permanente face aos grupos de comunicação social. Que são uma componente importante da indústria futebolística e, como tal, não podem ser ignorados.

Enfim, passos na direcção correcta. O Sporting da lamúria e do queixume está a dar lugar ao Sporting apostado em difundir mensagens positivas, transmitidas aos adeptos por vozes de protagonistas vários. Nada a objectar, pela minha parte. Só posso estar a favor.

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