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És a nossa Fé!

Por falar em Titanic

Os patrocinadores começam a abandonar o navio.

Ora, o patrocínio tem como objectivo a angariação de novos clientes entre os associados/consumidores de uma determinada instituição ou serviço. Enquanto as coisas correram bem no Sporting, os seus patrocinadores mantiveram-se porque tinham a expectativa de aumentar a clientela entre os adeptos do Clube. O abandono do Clube, sem tolerância nem margem de manobra, terá de ter uma leitura inversa. E sempre somos 3 milhões e meio de potenciais clientes que estas empresas acabam de rejeitar.

Sem prejuízo de toda a culpa recair numa direção agarrada ao poder, sabe-se lá porquê, a verdade é que nos viraram as costas, sem apelo nem agravo, no momento em que, pela primeira vez, repito, pela primeira vez, a imagem e credibilidade do Sporting são afectadas. Pela minha parte, saberei retirar as ilacções: na minha casa e à minha volta, desde aquele infeliz anúncio de uma marca de cerveja com o Capitão Rui Patrício, nem mais uma gota daquela mistela se bebeu.

Do pecado da vaidade

Vejo amigos relembrarem outras agressões de adeptos de outros clubes em várias épocas. Lamento, mas isso não me serve de consolação.

Antes de explicar porquê, devo um pedido de desculpas a muitos adeptos de outros clubes pela minha insolência e arrogância, mas a verdade é que muitas vezes me considerei, como adepta e apenas como adepta, dona de uma certa superioridade moral.

Ser do Sporting sempre foi um motivo de imenso orgulho para mim. Ver os meus filhos crescerem como Sportinguistas ferrenhos era também motivo de orgulho e até vaidade. Diziam-nos muitas vezes "mas não ganhas nada!" e eu ria-me por dentro e repetia "Vocês sabem lá! ". Sabem porquê? Porque tudo o que haviamos ganho era honesto, limpo e muitas vezes, era ganho apesar dos esquemas de outros, das negociatas, dos roubos descarados. Eternos derrotados mas de cara limpa, erguida, com brio.

Por isso, desde ontem, sinto uma vergonha imensa e uma tristeza devastadora. Só eu sei o que significa uma jornada em Alvalade com a minha família, com o orgulho de uma história limpa e honesta. Não perdoo a quem nos roubou isto. Jamais perdoarei.

Quem semeia ventos...

Tudo na vida tem um contexto e uma conjuntura. 

Quando há elementos de uma claque que acham normal (e pelos vistos até consideraram que era uma boa ideia) o que hoje aconteceu, isso só pode ser explicado por um contexto de guerrilha permanente que foi introduzido no Sporting - e que chegou ao cúmulo de colocar os adeptos contra os jogadores - e por uma conjuntura de falta total de valores que não se coaduna com o Sporting Clube de Portugal. 

 

Mal, Sérgio. Mal.

Contrariando o princípio básico de não falar dos adversários, deixo hoje aqui uma nota a Sérgio Conceição.Gosto do Sérgio, acho que é competente e que tem conseguido criar espírito de equipa, amor à camisola, união entre adeptos, jogadores e direcção. Mas ontem esteve mal.

Ao tentar menorizar o Sporting, sublinhando o percurso alegadamente fácil da nossa equipa até ao Jamor, o treinador do FC Porto acabou por desrespeitar todas as equipas que referiu (sem necessidade nenhuma) e por diminuir o próprio Clube, incluindo-o no lote das equipas "fáceis" que o Sporting teve que defrontar e vencer.

 

Pausa

Adepta desde miúda, sócia desde 2013, aquele ano horrível em que o Sporting mais precisou de nós e da nossa presença. Atónita, não compreendo nada do que se passa. Desconheço as correntes que se movem, os grupinhos, as influências. Sempre vivi o clube de longe, antes a quase 250 km, agora a 150. Continuo longe. Ir a Alvalade sempre foi uma festa, um dia em que todos os problemas se desvaneciam para dar lugar àquela sensação maravilhosa de estar em casa, entre iguais. Sempre foi o meu "ponto de equilíbrio". A aproximação do Estádio empre foi feita com um sorriso (até um bocadinho irritante) na cara, uma felicidade infantil que perdurava pela noite dentro.

Os meus primeiros votos como sócia foram para Bruno de Carvalho. Os meus amigos e conhecidos diziam-me "Mas tu defendes aquele homem? Não vês que ele é louco?" e eu punha outra vez o sorriso irritante na cara e respondia "Vocês sabem lá o que ele fez pelo Sporting. Votei e votarei nele!".

Mas aqui dentro um nó crescia. Não era possível que a instabilidade demonstrada na comunicação com o exterior, a agressividade gratuita, o disparar cegamente em todas as direcções, a falta de sentido de oportunidade, o egocentrismo, fossem produto da mesma cabeça que pôs o clube, estrutural e financeiramente, em ordem, que fez crescer as modalidades, que tornou real o Pavilhão João Rocha, que negociou contratos publicitários e vendas de jogadores sempre com lucro para o Sporting.

Em apenas um ano desceu do céu ao inferno. De uma maioria absolutíssima, confirmada há poucas semanas com um enorme cheque em branco - "Tens razões de queixa? Aqui está a nossa confiança, faz uso dela" - até ao branco dos lenços que ontem se mostraram em Alvalade. E o ridículo supremo daquele episódio das dores nas costas... triste, profundamente triste.

Leio, entretanto, os comentários nas notícias dos jornais, nas redes sociais. Penso que posso estar errada, que ele pode ter razão, que podemos estar a ser injustos. Mas eis que surge novo comunicado. Nova prosa ofensiva, novo disparar em todas as direcções, novo ajuste de contas violento e demonstrativo de um absoluto desnorte. Mesmo que tenha razão, Senhor Presidente, perde-a toda com este comportamento que não posso descrever a não ser como paranóico.

Para bem de todos, retire-se por uns tempos. Aproveite o nascimento da sua filhota e usufrua da licença de paternidade. Aproveitemos todos este tempo para serenar ânimos e reflectir. Daqui a um mês todos - sócios, jogadores, órgãos sociais - estaremos mais calmos e em  condições mais favoráveis para decidir o que é melhor para o que nos une, que é o Sporting. E essa é, de facto, uma união de aço, inquebrável, indissolúvel.

Evitemos as precipitações, as decisões irrevogáveis, as cisões dentro de um clube que é a nossa casa. Cessemos de imediato este combate fraticida em público, que só aproveita a quem precisa de vender jornais e fazer crescer audiências. Sejamos - todos - inteligentes, maduros e responsáveis, em nome de um bem maior do que todos nós: o Sporting Clube de Portugal.

O inacreditável dia de hoje

A rever os títulos dos jornais de hoje: a situação era grave, mas fomos bem manipulados.

Ainda não aprendemos a dar o desconto à má vontade que tanta gente tem contra o Sporting e tínhamos obrigação de já o saber fazer. Os nossos inimigos (adversário é outra coisa) esfregaram as mãos de contentes e rebolaram-se com gosto no lamaçal que lhes proporcionámos: Presidente, jogadores e adeptos.

Por incrível que pareça, o único que demonstrou bom senso e juízo foi Jorge Jesus. Hoje sim, ganhou a minha admiração.

Indignações

Eu sou uma das destinatárias das palavras de Bruno de Carvalho. Eu acho que ele devia estar calado. Ignorar. Fazer o seu trabalho e deixar de alimentar as feras sequiosas de sangue alheio para assim disfarçarem as nódoas que têm lá em casa. Por isso, por iniciativa própria, há muito que não compro um jornal desportivo (indigno-me de graça numa Biblioteca Pública). Recuso-me a dar audiências a programas televisivos que exploram não-assuntos até ao tutano, quando em Portugal há tanta coisa a precisar de atenção dos media.

De facto, ouço toda a gente criticar esses programas televisivos, mas se eles se mantêm é porque têm audiências e pessoas que gastam dinheiro em telefonemas para sondagens tão absurdas como "quem vai ganhar o jogo desta noite?" como se o resultado da sondagem contasse para o resultado final. Eu não alimento essa guerra.

O que Bruno de Carvalho disse é o que eu digo há anos, com a diferença de o ter dito com a delicadeza de um elefante numa loja de loiça que o caracteriza. Por isso, respondendo ao seu repto, sim, Sr. Presidente, acho mesmo que devia deixar de dar troco a malucos. Deixe de escrever no facebook, ou faça-o de forma mais diplomática. Não alimente abutres. Veja como foram distorcidas as suas palavras. Veja como transformaram o que o senhor disse no que o senhor não disse.

É que, se daqui a uns anos alguém quiser fazer um trabalho de investigação sobre o futebol português, as fontes de informação dirão que o senhor disse o que não disse. Em contrapartida, sobre outros assuntos não dirão nada, porque há efectivamente medidas de coacção e de restrição da liberdade de imprensa que foram tomadas. Mas isso já não convém comentar.

 

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Dia de Sportinguismo

Fui votar cedo porque tinha uma reunião longa a partir das 10. Pensava que, àquela hora, seria chegar e andar. Demorei 40 m. a votar, num ambiente de alegria, cordialidade e Sportinguistas equipados a rigor.

A fila nunca esteve parada e fiquei impressionada pela organização eficiente do acto eleitoral. Felicito quem pensou e planeou tudo ao milímetro Foi um dia de grande orgulho por pertencer ao melhor clube do mundo.

Agora, Sr. Presidente, dois pedidos: Não volte a dar o meu número de telefone a ninguém e faça alguma coisa pela Alvaláxia. Os Sportinguistas merecem um espaço de encontro digno, acolhedor e dinâmico. 


Nota: Estou a adorar as reacções e a forma como alguns órgãos de comunicação social estão a relata o processo eleitoral e os resultados, já para não falar no que escolhem destacar no discurso de Bruno de Carvalho. Diz muito mais sobre eles e sobre a sua idoneidade do que sobre os factos e as pessoas que referem.

Não vale tudo. Voto B!

Como e possível que tenha recebido no meu telemóvel uma mensagem do Sporting Clube de Portugal (é o mesmo número que me enviou o aviso de cobrança de quotas na próxima semana) com este teor:

"Eleicoes SCP - Lista A. No dia 04 de Marco venha votar e faca ouvir a sua voz. Vota Lista A para, juntos, voltarmos a por o nosso Sporting #SempreNaFrente #PMR"

Quem autorizou esta campanha sem escrúpulos a utilizar os meus dados pessoais? Espero que sejam apuradas as responsabilidades!

Declaração de interesses

Voto Bruno de Carvalho, o mesmo Bruno de Carvalho que não apoiei há 4 anos. Mas o trabalho que ele desenvolveu fez-me mudar de ideias.

É incómodo e nunca foi levado ao colo pela comunicação social, bem pelo contrário. Sempre atacado em todas as frentes, consolidou o Sporting, aumentou o número de sócios, fez crescer as assistências no futebol, fez crescer e fortaleceu as modalidades, fortaleceu a ligação dos Sportinguistas ao Clube e construiu o que tantos haviam prometido: o Pavilhão que fará parte da Nossa Casa.

Lamento a sua devoção a JJ desde o primeiro dia, mas vejo que os que agora criticam o treinador são os mesmos que festejaram a contratação como se de um campeonato se tratasse. Ao contrário deles, eu agora até lhe acho piada. Sim, é possível que eu não perceba nada de futebol, mas no dia em que o Sporting Clube de Portugal for só futebol, avisem-me que eu quero mudar de clube.

Dia 4, lá estarei.

Ser ou não ser, eis a questão

 

Sou racional. Penso e repenso as coisas, as situações até ter certezas. Peso os prós e os contras. Penso a todos os passos do caminho: “e se estiver errada?”. Procuro um ponto de partida, a tal primeira certeza sobre a qual não restam dúvidas e a partir daí vou eliminando hipóteses, construindo raciocínios. Depois, quem me ouve falar, pensa que sou muito emotiva porque defendo a minha posição sem reservas, sem dúvidas, sem hesitações, com convicção, com garra e, confesso, com alguma impaciência.

Posto isto, a minha chegada ao Sportinguismo não podia ser irracional ou fruto do acaso. Era uma criança e nem tinha preferências. Mas na escola, os benfiquistas eram uns arrogantes, donos da verdade absoluta, que tinham prazer em humilhar todos os que não fossem do seu clube. Se ganhavam, a semana era insuportável porque ninguém os podia aturar com a basófia. Se perdiam, a semana era insuportável porque ninguém os podia aturar com a neura. Foi fácil chegar à primeira certeza, sobre a qual não havia qualquer dúvida: Nunca poderia ser benfiquista. Nunca poderia fazer parte “daquilo”. A partir daí foi fácil eliminar hipóteses e chegar à melhor escolha possível: o Sporting Clube de Portugal.

E depois há isto. Há o Estádio de Alvalade cheio. Estão lá dois dos meus filhos e mais 50044 leões a viver uma noite de festa. Eu vejo um vídeo filmado com um telemóvel, todo aos tremeliques e com má qualidade de imagem, e não consigo evitar que as lágrimas me cheguem aos olhos.

Já sei que os comentadores de plantão vão dizer que isto do “Mundo sabe que” é uma pirosice: Se calhar, até é. Também vão atacar com a contabilidade das vitórias e dos campeonatos. Com certeza, levem lá a bicicleta. Digam o que quiserem, toda a vossa conversa é inútil e até me diverte ver como se contorcem.

A minha certeza é inabalável. A minha fé é inquestionável. Eu sou Sporting Clube de Portugal.

 

Os melhores golos do Sporting (27)

Golo de MONTERO

Sporting-Académica

30 de Janeiro de 2016, Estádio José Alvalade

 

Tenho estas manias. Em dia de jogo não visto verde, a não ser que vá ao estádio e leve a camisola. Quando marcam penalties contra nós, olho sempre para o lado. E por fim, tenho a certeza absoluta de que, se estiver a trabalhar ou a estudar durante o jogo, o Sporting não perde.


Por isso, quando desviei os olhos do que estava a estudar para conferir o resultado, por volta das 9 da noite do sábado, 30 de Janeiro, não gostei nada. Qu’é isto, o Sporting a perder com a Académica? Em casa?


Concentrei-me no que estava a ler e o Adrian marcou. Depois o Bryan Ruiz arrumou o assunto para o intervalo e eu descansei. É provável que me tenha desleixado, porque aconteceu aquele não-golo que ia deitando tudo a perder. Lia parágrafos uma e outra vez, não havia meio de compreender o sentido das palavras. Acedi a uma estação de rádio online, já que o estudo não fazia efeito, mais valia estar em cima do acontecimento.


Oitenta e quatro minutos. Bola cruzada da direita por João Pereira. Montero recebe na esquerda da área, enquadra-se e atira de pé esquerdo. A frase mágica dita na rádio: “É golo, é do Sporting!”


Na minha casa, há folhas com legislação croata de bibliotecas mal traduzida pelo Google espalhadas pelo chão. No estádio, o filho de um polícia colombiano acabou de repor a legalidade e a verdade no jogo. Saiu do banco para marcar o golo dos 3 pontos, o último golo do jogo, o último golo com a camisola verde e branca. Saiu do banco para deixar o Sporting no sítio que lhe pertence: o primeiro.


Obrigada Montero! Obrigada pelos golos, obrigada pela dedicação, obrigada pelo brio com que vestiste a camisola. E obrigada por manteres a minha superstição válida!

 

Hoje, às 14h30

Há jornalistas muito fraquinhos. Nem conseguem ver um jogo até ao fim. Sofrem do síndrome do minuto 92. Mal o relógio passa os 80 começam a ter suores frios, tremem-lhes as pernas, instala-se uma insuportável comichão nos ouvidos e viram as costas à realidade. Fraquinhos, muito fraquinhos.

Mesmo assim, não consigo deixar de me perguntar: Por onde terá andado o "jornalista" que escreveu, formatou e publicou esta informação que passou no rodapé de um serviço noticioso hoje, às 14h30? Que trevas o assolaram? Que força maligna o impediu, desde ontem à noite, de ler jornais, perguntar ao vizinho, espreitar na internet? Por onde andou esta alma solitária?

E já agora, quem é o responsável que confia neste calhau para dar notícias?

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