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És a nossa Fé!

Sentido de oportunidade

Seis meses depois do dia mais horrível que vi no Sporting,  a investigação policial detém Bruno de Carvalho e o líder da Juve Leo.

Em dia de jogo, à hora do jogo, a investigação instala um cordão policial ostensivo e realiza buscas na sede da claque.

Defendo, melhor, exijo que esta investigação chegue ao fim e esclareça tudo o que há  a esclarecer, condene todos os responsáveis pelo que sucedeu. Mas pergunto se era necessário fazer isto, seis meses depois, em dia de jogo, à hora de jogo, com milhares de famílias Sportinguistas na zona do Estádio.

11h24 de Domingo

Foi só a esta hora que soube o resultado do jogo de ontem, quando a sic noticias emitiu um resumo. Sem vontade de ver ou ouvir o jogo e ainda menos de saber o resultado.  Mesmo assim, não consegui escapar a ver umas imagens do Peseiro. 

Voto difícil

Vim votar. 150 km para cá,  150 km no regresso. Filas intermináveis  mas sempre em movimento. 

Votei. Seleccionei a lista. Não  aparecia nenhuma cruzinha  ou sinal na box correspondente, mas a lista estava seleccionada. Cliquei outra vez e outra. Nada de cruzinha. Pensei que provavelmente  só  ficava a lista seleccionada. Avancei. Pedi confirmação mas não  aparecia a lista em que tinha votado. Perguntei ao funcionário de apoio. Disse-lhe que não aparecia a lista que eu tinha escolhido, respondeu que eu tinha que confirmar. Assim fiz. Saiu o ticket em branco. Protestei. Chamaram o responsável. 

Muito simpático,  o senhor que estava a coordenar, mas só  tinha uma preocupação: retirar-me dali. Sem votar.

Como é óbvio,  recusei. Protestei e tornei a recusar. Mandou-me ir reclamar à  loja verde. Recusei depositar o talão  na urna e insisti em chamar a atenção para um possível bug ou falha informática que pudesse estar a afectar a votação naquela lista, ou até em todas.

Valeu-me o notário que está  a acompanhar o acto eleitoral. Identificou-me, escrevi a minha intenção de voto pelo meu punho no talão e assinei. Votei.

Era o que mais faltava, vir-me embora com um voto em branco! Mas peço a todos os Sportinguistas que ainda vão  votar que prestem atenção ao registo da votação. 

Quebrado

Quebrado. Foi assim que Frederico Varandas apareceu ontem na entrevista a um canal de TV.

Não é para menos. A quebra de confiança é das experiências mais dolorosas. Num momento como este, ser confrontado com as palavras que todos ouvimos é muitíssimo violento. Seja qual for o contexto, o que ali está é feio, muito feio, é tudo o que repudiamos no Sporting.

Porém, nitidamente encomendado. Alguém pediu ao "herói" para fazer um aúdio. Com que propósito acedeu, não se sabe, talvez para convencer os indecisos, fazendo valer a sua posição privilegiada, caso Varandas ganhasse. Alguém, deliberadamente, decidiu colocar o áudio disponível para toda a gente. Se isto não é uma armadilha, não sei o que será.O impacto pode ser desastroso.

Eu avisei que teríamos porcaria na ventoinha. Aí está ela.

 

Nota 1: Frederico Varandas não é o meu candidato, porque nunca me inspirou confiança. Há ali muita coisa mal explicada. Mas isso não me impede de reconhecer quando alguém é tramado. Muito bem tramado.

Nota 2: O nível de alguns comentários neste blogue está a ficar assustadoramente baixo. Comentários com insultos, ofensas, ataques pessoais, linguagem de baixo nível não serão publicados. Lamento, mas não me resta outra opção.

Ainda sobre o "debate" de ontem

Uma vez que este assunto foi tratado pelo Colega Pedro Correia e que a lista de comentários já vai tão longa que qualquer informação ali colocada se perde, destaco aqui alguns pontos do comunicado da Lista A, encabeçada pelo João Benedito, a propósito do suposto debate de ontem:

"Após concordar com a agenda proposta pela Sporting TV, que inclui um debate a 7 este domingo dia 19, e um debate João Benedito-Frederico Varandas na segunda-feira 20, informou a CMTV que não participaria neste debate".

"O nome do Candidato João Benedito foi abusivamente utilizado várias vezes na promoção de dois debates onde confirmou atempadamente que não participaria"

Já agora, destaco outra passagem, bastante curiosa:

"No dia 8 de Agosto João Benedito deu uma entrevista escrita e filmada, na sede da candidatura, para o CM / CMTV, que seria publicada e transmitida dia 11 de Agosto. Essa entrevista já editada nunca foi publicada"

Esteve bem, quanto a mim, João Benedito. Delineou uma estratégia à qual foi fiel. Demonstrou ter coluna vertebral e não se vergar facilmente a pressões. Se é verdade que a CMTV insistiu em mostrar imagens de uma cadeira vazia, isso só atesta a falta de integridade de quem lá trabalha (desculpem, não consigo chamar-lhe jornalistas).

Quanto a Frederico Varandas, se havia confirmado a presença, esteve igualmente bem em manter a sua palavra. 

Farta!

Estou farta de comunicados, tomadas de posição, desmentidos, esclarecimentos, conferências de imprensa e magotes de microfones atrás de tudo o que mexe dentro do Sporting. Estou farta de vedetas, de  imprescindíveis, de salvadores de coisa nenhuma.  Calem-se de uma vez!

A Assembleia está marcada e os Sportinguistas falarão nesse dia. Até lá, quem tem que trabalhar que trabalhe, quem está de fora que espere, mas não nos envergonhem mais. Basta!

Por falar em Titanic

Os patrocinadores começam a abandonar o navio.

Ora, o patrocínio tem como objectivo a angariação de novos clientes entre os associados/consumidores de uma determinada instituição ou serviço. Enquanto as coisas correram bem no Sporting, os seus patrocinadores mantiveram-se porque tinham a expectativa de aumentar a clientela entre os adeptos do Clube. O abandono do Clube, sem tolerância nem margem de manobra, terá de ter uma leitura inversa. E sempre somos 3 milhões e meio de potenciais clientes que estas empresas acabam de rejeitar.

Sem prejuízo de toda a culpa recair numa direção agarrada ao poder, sabe-se lá porquê, a verdade é que nos viraram as costas, sem apelo nem agravo, no momento em que, pela primeira vez, repito, pela primeira vez, a imagem e credibilidade do Sporting são afectadas. Pela minha parte, saberei retirar as ilacções: na minha casa e à minha volta, desde aquele infeliz anúncio de uma marca de cerveja com o Capitão Rui Patrício, nem mais uma gota daquela mistela se bebeu.

Do pecado da vaidade

Vejo amigos relembrarem outras agressões de adeptos de outros clubes em várias épocas. Lamento, mas isso não me serve de consolação.

Antes de explicar porquê, devo um pedido de desculpas a muitos adeptos de outros clubes pela minha insolência e arrogância, mas a verdade é que muitas vezes me considerei, como adepta e apenas como adepta, dona de uma certa superioridade moral.

Ser do Sporting sempre foi um motivo de imenso orgulho para mim. Ver os meus filhos crescerem como Sportinguistas ferrenhos era também motivo de orgulho e até vaidade. Diziam-nos muitas vezes "mas não ganhas nada!" e eu ria-me por dentro e repetia "Vocês sabem lá! ". Sabem porquê? Porque tudo o que haviamos ganho era honesto, limpo e muitas vezes, era ganho apesar dos esquemas de outros, das negociatas, dos roubos descarados. Eternos derrotados mas de cara limpa, erguida, com brio.

Por isso, desde ontem, sinto uma vergonha imensa e uma tristeza devastadora. Só eu sei o que significa uma jornada em Alvalade com a minha família, com o orgulho de uma história limpa e honesta. Não perdoo a quem nos roubou isto. Jamais perdoarei.

Quem semeia ventos...

Tudo na vida tem um contexto e uma conjuntura. 

Quando há elementos de uma claque que acham normal (e pelos vistos até consideraram que era uma boa ideia) o que hoje aconteceu, isso só pode ser explicado por um contexto de guerrilha permanente que foi introduzido no Sporting - e que chegou ao cúmulo de colocar os adeptos contra os jogadores - e por uma conjuntura de falta total de valores que não se coaduna com o Sporting Clube de Portugal. 

 

Mal, Sérgio. Mal.

Contrariando o princípio básico de não falar dos adversários, deixo hoje aqui uma nota a Sérgio Conceição.Gosto do Sérgio, acho que é competente e que tem conseguido criar espírito de equipa, amor à camisola, união entre adeptos, jogadores e direcção. Mas ontem esteve mal.

Ao tentar menorizar o Sporting, sublinhando o percurso alegadamente fácil da nossa equipa até ao Jamor, o treinador do FC Porto acabou por desrespeitar todas as equipas que referiu (sem necessidade nenhuma) e por diminuir o próprio Clube, incluindo-o no lote das equipas "fáceis" que o Sporting teve que defrontar e vencer.

 

Pausa

Adepta desde miúda, sócia desde 2013, aquele ano horrível em que o Sporting mais precisou de nós e da nossa presença. Atónita, não compreendo nada do que se passa. Desconheço as correntes que se movem, os grupinhos, as influências. Sempre vivi o clube de longe, antes a quase 250 km, agora a 150. Continuo longe. Ir a Alvalade sempre foi uma festa, um dia em que todos os problemas se desvaneciam para dar lugar àquela sensação maravilhosa de estar em casa, entre iguais. Sempre foi o meu "ponto de equilíbrio". A aproximação do Estádio empre foi feita com um sorriso (até um bocadinho irritante) na cara, uma felicidade infantil que perdurava pela noite dentro.

Os meus primeiros votos como sócia foram para Bruno de Carvalho. Os meus amigos e conhecidos diziam-me "Mas tu defendes aquele homem? Não vês que ele é louco?" e eu punha outra vez o sorriso irritante na cara e respondia "Vocês sabem lá o que ele fez pelo Sporting. Votei e votarei nele!".

Mas aqui dentro um nó crescia. Não era possível que a instabilidade demonstrada na comunicação com o exterior, a agressividade gratuita, o disparar cegamente em todas as direcções, a falta de sentido de oportunidade, o egocentrismo, fossem produto da mesma cabeça que pôs o clube, estrutural e financeiramente, em ordem, que fez crescer as modalidades, que tornou real o Pavilhão João Rocha, que negociou contratos publicitários e vendas de jogadores sempre com lucro para o Sporting.

Em apenas um ano desceu do céu ao inferno. De uma maioria absolutíssima, confirmada há poucas semanas com um enorme cheque em branco - "Tens razões de queixa? Aqui está a nossa confiança, faz uso dela" - até ao branco dos lenços que ontem se mostraram em Alvalade. E o ridículo supremo daquele episódio das dores nas costas... triste, profundamente triste.

Leio, entretanto, os comentários nas notícias dos jornais, nas redes sociais. Penso que posso estar errada, que ele pode ter razão, que podemos estar a ser injustos. Mas eis que surge novo comunicado. Nova prosa ofensiva, novo disparar em todas as direcções, novo ajuste de contas violento e demonstrativo de um absoluto desnorte. Mesmo que tenha razão, Senhor Presidente, perde-a toda com este comportamento que não posso descrever a não ser como paranóico.

Para bem de todos, retire-se por uns tempos. Aproveite o nascimento da sua filhota e usufrua da licença de paternidade. Aproveitemos todos este tempo para serenar ânimos e reflectir. Daqui a um mês todos - sócios, jogadores, órgãos sociais - estaremos mais calmos e em  condições mais favoráveis para decidir o que é melhor para o que nos une, que é o Sporting. E essa é, de facto, uma união de aço, inquebrável, indissolúvel.

Evitemos as precipitações, as decisões irrevogáveis, as cisões dentro de um clube que é a nossa casa. Cessemos de imediato este combate fraticida em público, que só aproveita a quem precisa de vender jornais e fazer crescer audiências. Sejamos - todos - inteligentes, maduros e responsáveis, em nome de um bem maior do que todos nós: o Sporting Clube de Portugal.

O inacreditável dia de hoje

A rever os títulos dos jornais de hoje: a situação era grave, mas fomos bem manipulados.

Ainda não aprendemos a dar o desconto à má vontade que tanta gente tem contra o Sporting e tínhamos obrigação de já o saber fazer. Os nossos inimigos (adversário é outra coisa) esfregaram as mãos de contentes e rebolaram-se com gosto no lamaçal que lhes proporcionámos: Presidente, jogadores e adeptos.

Por incrível que pareça, o único que demonstrou bom senso e juízo foi Jorge Jesus. Hoje sim, ganhou a minha admiração.

Indignações

Eu sou uma das destinatárias das palavras de Bruno de Carvalho. Eu acho que ele devia estar calado. Ignorar. Fazer o seu trabalho e deixar de alimentar as feras sequiosas de sangue alheio para assim disfarçarem as nódoas que têm lá em casa. Por isso, por iniciativa própria, há muito que não compro um jornal desportivo (indigno-me de graça numa Biblioteca Pública). Recuso-me a dar audiências a programas televisivos que exploram não-assuntos até ao tutano, quando em Portugal há tanta coisa a precisar de atenção dos media.

De facto, ouço toda a gente criticar esses programas televisivos, mas se eles se mantêm é porque têm audiências e pessoas que gastam dinheiro em telefonemas para sondagens tão absurdas como "quem vai ganhar o jogo desta noite?" como se o resultado da sondagem contasse para o resultado final. Eu não alimento essa guerra.

O que Bruno de Carvalho disse é o que eu digo há anos, com a diferença de o ter dito com a delicadeza de um elefante numa loja de loiça que o caracteriza. Por isso, respondendo ao seu repto, sim, Sr. Presidente, acho mesmo que devia deixar de dar troco a malucos. Deixe de escrever no facebook, ou faça-o de forma mais diplomática. Não alimente abutres. Veja como foram distorcidas as suas palavras. Veja como transformaram o que o senhor disse no que o senhor não disse.

É que, se daqui a uns anos alguém quiser fazer um trabalho de investigação sobre o futebol português, as fontes de informação dirão que o senhor disse o que não disse. Em contrapartida, sobre outros assuntos não dirão nada, porque há efectivamente medidas de coacção e de restrição da liberdade de imprensa que foram tomadas. Mas isso já não convém comentar.

 

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{ Blog fundado em 2012. }

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