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És a nossa Fé!

Achismo

Acho que o Palhinha deve ser mais barato do que um jogador que vem da I divisão da China. Acho que o Gelson Dala é uma maior promessa de bom negócio do que o Castaignos. Acho que o Domingos Duarte é capaz de dar melhor negócio do que o Maurício  (teclado amigo avisa-me do erro, é óbvio que se trata de Marcelo: peço desculpa aos leitores, é-me princípio não misturar coisas da política com este local de vivência sportinguista, e este meu explicitar da aversão por tal nome próprio foi totalmente involuntária). E acho que tenho a certeza de que o Demiral também. Acho que para o ano, se o dr. Varandas arranjar uma folga de taco, seria porreiro o clube contratar dois laterais que joguem, baratinhos, assim tipo Eliseu e André Almeida se não ofender pedir tão pouco. E acho que se se tivessem segurado os jovens que não haviam rescindido em vez de os emprestadar a equipa não estaria pior do que agora. E os adeptos estariam com ela, resmungando mas vendo medrar a "rapaziada da academia" - saúdo pois José Peseiro e a comissão de gestão por não terem querido cativar a simpatia do "universo". Acho ...

O Peseiro não presta para nada ...

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Isto vale o que vale mas ... melhor defesa do campeonato até agora, sexta jornada após jogos na Luz e em Braga. Com o tradutor do Doumbia na baliza, o barrete do Ristovski e o desemprestado Jefferson a titulares, o Mathieu lesionado, aquele emplastro do Petrovic, o trapalhão do "desertor" do Battaglia e mais o aleijado que veio da China no meio campo ali ao centro ...

O Sporting foi campeão pela última vez no ano em que a minha filha nasceu. Ela entrega hoje a candidatura para a universidade.

O Peseiro não presta para nada ...

 

Vítor Damas

 

Presumo que muitos conheçam esta colectânea, desconheço a sua autoria, acabo de a encontrar. É absolutamente extraordinária, 50 defesas de Damas. Um guardião espantoso - e dá para imaginar a mega-estrela que seria hoje. E ocorre-me a questão, não seria possível restaurar estas imagens? Um trabalho para o arquivo global mas, também, para o museu do Sporting. Se com melhor qualidade que material museológico seria, que atracção!

Dizem-me que nos lês,

e por esse talvez aqui vai: depois de tudo o que aconteceu neste 2018 vieram as maiores eleições de sempre. Com os candidatos em concorrência nada abrasiva. O novo presidente com uma votação similar àquela que nas legislativas nacionais dão maioria absoluta. O segundo mais votado também nessa situação, se o Sporting seguisse a regra "uma pessoa um voto". Mas logo ambos ombreando, em prol do clube. Em tudo isto nem um grito, nem um encontrão, nem uma ameaça. Se dúvidas houvesse quanto à legitimidade moral (ou de política associativa) de todo este processo, que da jurídica já nem falo, terminaram por completo. O antes é definitivamente passado, e todos isso saúdam com alívio. E com alguma esperança, talvez não tão apaixonada e cantada como o era, mas serena, como, de facto, o deve ser. Neste alívio é notório o já silêncio sobre o passado, feito assim inominável, o evitamento do termo "Bruno". Acabou! Mas agora lembro o quanto apoiei, me entusiasmei, escrevi pelo "Bruno". E o quanto me desiludi, e clamei contra. Pois borregaste, e muito. Nisso foste sendo desgostado por quase todos e, decerto, afastando os que ainda te rodeavam - como até aquela qual bruxa que desencantaste sabe-se lá onde.

 

As notícias que sobre ti agora leio, não sei se verídicas, são más. Mas não as inesperei. Há 4 meses botei, para os que te ainda circundavam, pois inanes: Deixem, por favor, e falo sentidamente, apenas alguém para o acompanhar a casa. Ao hamletiano presidente, não vá ele desgraçar-se. Protejam-no, agora, dele próprio. Dado que antes, neste entretanto, não o souberam fazer. Poucos, se alguns, serão os que ainda deixas próximos. Pois é notório que, entre ti, qualquer coisa se torceu. Ou mesmo quebrou. Foste um filhodamãe? Foste. És mesmo um filhodamãe? Se calhar, e deves ser mesmo, mas não seja por isso, qu'isto está cheio de filhosdamãe, só que mais fortes, menos histriónicos, daqueles que nunca quebram e nos torcem a nós. Irritou-me muita coisa que te vi fazer e dizer. Mas é passado. Agora? Expuseste a tua família, sem tino, as três filhas, miúdas. E quem encantou e mobilizou 90% do "universo Sporting" com certeza que tem o talento para as encantar, para continuar a encantá-las. Elas que são três campeonatos do mundo. Os que realmente valem. Ganha-os.

 

O resto? O resto passa, um gajo destorce-se. Ou cola os bocados. E, de facto, verdade verdadinha, é tudo só bola. Correr atrás de canecos. E, como se deve dizer, que se foda a taça!

 

Enfim, ânimo. Avante, para os teus outros caminhos. E sem merdas.

 

 

Pós-Luz

1. O Beto quis ir ao Mundial e por isso baldou-se do banco, lá para a Turquia. O JJ, que tem a mania de jogadores velhos e estrangeiros, se calhar sabe-se bem porquê, foi buscar o Salin (quem?), suplente num qualquer francês, que jogara num do Funchal. O tipo serve mesmo é para intérprete do Doumbia ...

 

2. Somos os campeões da formação: o jovem Mané está um pouco verde, mas ainda explodirá, depois dos empréstimos; tal como o jovem Chaby, e o jovem Domingos Duarte, e jovem Geraldes, e o jovem Palhinha, e o jovem Matheus, e mais alguns jovens de que se me escapam agora os nomes, que a memória já não me é o que foi, que já não vou para jovem. O jogador maduro que marcou o golo do Carnide, confirmei na entrevista-lampejo, é imberbe. Fará depilação por laser?

3. Peseiro não presta, é um "pé-frio" (mais estúpido do que um católico supersticioso, dois mil anos de uma igreja a lutar contra as crendices criancices, só mesmo um ateu supersticioso. E pior que ambos vem um agnóstico, pateta incapaz de decidir se acredita ou não em Deus(es) mas pronto a crer em maus-olhados). E com um Peseiro azarado, ainda para mais depois do Brunogate, isto vai ser uma desgraça. 4. O Ristovski distribui mais fruta do todas as lojas chinesas juntas. Entradas a destempo, má postura no salto, temperamento balcânico talvez. Em suma, não tem técnica de defesa. Gastou-se milhões de euros (amendoins na gramagem actual) num lateral-direito, mais um Bruno. Será ainda jovem, a precisar de ser emprestado para amadurecer? 5. Nani é um grande jogador.

Acho mesmo que se Eusébio chegasse agora a Alvalade, com os seus 18 anos, seria dispensado para... ganhar experiência

Este é um trecho de um comentário de JG que Pedro Correia realçou na sua rubrica "A Voz do Leitor". Magistral súmula do estado do futebol do clube desde o consulado de Jesus. Acabo de ler que João Palhinha foi emprestado ao Braga - eu posso interrogar-me sobre isto de não se fazerem trocas com o Porto ou o Benfica mas fazê-las com o Braga, que está quase-quase ... e estará mais forte este ano do que o Sporting, mantido e reforçado o seu plantel, mantido o seu treinador, que vieram de uma muito positiva época.

 

Mas posso perguntar mais: como é que ficam tantos "ics" e similiares, que muito ganham e pouco (literalmente falando) jogam e os ex-jovens de 22 ou 23 anos, com carreiras internacionais nas selecções, escola táctica na academia, e boas passagens pela I Liga em empréstimos prévios, não têm hipóteses. Isto tem duas explicações: conservadorismo técnico, influência das comissões por via de empresários. Não vale a pena calar a verdade.

O ocaso

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O apelo de Poiares Maduro et al para um adiamento das eleições e uma congregação de listas denota, decerto que entre outras louváveis reflexões sobre o Sporting, uma manifesta preocupação com o futuro do clube face ao prisma da continuidade da intervenção de Bruno de Carvalho, se este não for vencido em eleições. Julgo que estão errados, como o julgou a actual presidência da mesa da assembleia-geral. Mas não apenas por questões formais, que consagram a possibilidade de suspensão dos membros resilientes da última direcção do clube devido aos seus atropelos estatutários. Estão também errados porque sobrevalorizam o impacto futuro do presidente destituído e desconsideram os efeitos dissolventes da sua deriva.

 

BdC não compreendeu porque e como dissipou, de forma tão abrupta, o apoio quase unânime que tinha no Universo Sporting e, em particular, nos associados. Disso não foi capaz enquanto esteve na presidência, no "stress" do exercício (o tal putativo burnout), nem depois, num hipotético remanso de auto-reflexão. A imprensa, sequiosa de títulos sonantes, continua a dar-lhe palco. São entrevistas nas televisões, nas revistas "cor-de-rosa", nos diários desportivos. Mas veja-se o que ele diz hoje no Record, na senda do que já havia proferido antes: agora afirma que a responsabilidade dos acontecimentos em Alcochete será muito dos jogadores (que não saíram do balneário, etc.) e de alguém de dentro, com óbvia alusão a Varandas (que se ria daquilo tudo, etc., diz). E com manipulações fotográficas (a imagem que correu mundo de Bas Dost), encomendadas. Enfim, tudo resumindo a uma acção conspirativa interna para o prejudicar, a ele, Bruno de Carvalho. Repito, deixando entender a responsabilidade de Varandas, dos jogadores e, até, a sua aliança com o ex-líder da Juve Leo, actualmente preso. 

 

Isto tudo é mau demais. É um ocaso, demorado, doloroso. Que seria pungente se não fosse perverso, tão perverso. E acredito que a mole de apoiantes mais continuados de BdC nisto tudo se vai esbroando, acalmados que foram os ânimos, passando como vai passando o tempo, entreabrindo-se o futuro do clube. E, acima de tudo, ouvindo como se vão ouvindo as cada vez mais demenciais (e como é possível que a sua irrealidade ainda vá em crescendo) declarações de BdC.  O ânimo (o "elan") dessa mole, truculenta, muito irreflectida, com laivos de desespero social, minguou e desaparecerá. Acima de tudo pelo cada vez mais triste espectáculo que o indivíduo, agora sem qualquer dos que foram seus próximos em torno dele, continua e continuará a dar. Enquanto a perfídia necrófaga da comunicação social lhe der espaço.

 

Vamos lá deixá-lo para trás, um pesadelo para mais tarde recordar, para evitar aproximações futuras. Mas, agora, seguindo o calendário da vida normal. Deixando-o no seu ocaso, minguante, na desesperança da incompreensão. E deixando também os seus cada vez menos apoiantes, no bulício da sua mudez significante. Lá fora. E aqui, no blog. 

 

Siga o clube. Viva o Sporting. E nunca esquecer isto: este ano (ainda para mais com os outros um bocado distraídos), este ano, dizia eu, é que é!

 

Titubeante

e algo engasgado o "apelo" do ex-ministro Poiares Maduro e de alguns outros sportinguistas. No sonho de uma "união nacional" (ou "bloco central"), temerosos das "fracturas sociais e geracionais" do clube e do ressuscitar da hidra carvalhesca. Vamos lá a ver, as fracturas sociais, culturais, existem e há que viver com elas. O bestialismo carvalhesco é resiliente, até neste blog. Há que proceder à nossa quimioterapia, tentando que ele não metastize. Mas não há tempo a perder, siga o clube o seu caminho. E sim, mudem os estatutos, e incluam a segunda volta eleitoral, é inacreditável que isso não esteja regulamentado. E aqui entre nós, deixemo-nos de coisas, um Espírito Santo não pode pertencer à direcção de um grande clube português. Muito menos ser presidente. O primo do ex-DDT que tenha juízo e fique lá entre a sua malvada parentela e clube de escroques. 

Começa a época

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Começou a época. Mais do que nunca é caso para dizer "até que enfim!", tamanho o desatino passado. Há que reconstruir. Vi pouco (e mal) o jogo, num restaurante, pelo topo do olho. E será pouco significativo, o realmente relevante é ter sido o "primeiro dia da nossa vida".

Neste começo de 2018/19 apenas um apontamento, na sequência de críticas à constituição do plantel e aos percursos recentes dos jogadores. Houve uma séria ruptura entre jogadores e clube. Nove rescisões e uma outra, anunciada mas nunca cumprida. Após este malvado defeso o que se vê? Acuña afinal não rescindiu, Battaglia regressa (e estes tinham sido particularmente visados pela grupo avançado do esgoto claqueiro), Bas Dost regressa, Bruno regressa. Quem não regressa? Rui Patrício, William, Gelson, Podence, e, até ver, Rafael Leão (e Ruben Ribeiro, uma patetice de Jorge Jesus, e que presumo que ninguém se importe que vá jogar para a Ásia turca). Todos da formação. Ao mesmo tempo sai um punhado de jogadores também da casa (Geraldes, Domingos Duarte, Palhinha, como antes Tobias Figueiredo, etc.) como outros ainda virão a sair (estou certo que Mané não fará o ano no clube).

Cada um destes jogadores é um caso próprio, desde a expectativa de tentar outros campeonatos à tentativa de encontrar um rumo positivo à carreira. Mas há esta óbvia coincidência. Os jogadores que não regressaram ao clube são os que foram formados no clube; e os jovens (enfim, aos 23 anos um jogador de futebol não é um "jovem") da formação não ficam no clube. Há gente que vem dizer que a culpa é dos jogadores, da "falta de valores" e patacoadas dessas. Uma enxurrada destas mostra o óbvio: os jogadores da casa querem partir, os jogadores vindos de fora querem ficar. Isto mostra uma coisa óbvia: os da casa são pior tratados no clube do que os jogadores que chegam de fora. Não há como enganar, esta é a escancarada verdade.

Para um clube que se vangloria da sua "formação", da sua "academia" e que tem tantos constrangimentos financeiros, esta situação é completamente esquizofrénica. Muito se terá devido a estes últimos anos do projecto "Jesus", avesso a jovens da casa - Jesus merece muitos créditos, e acima de tudo pela forma heróica como sustentou o plantel sob o execrável Bruno de Carvalho e a sua turba de infectos adeptos. Mas o seu projecto no clube estava esgotado. Mas a situação não se reduz a isso, decerto que há muito para mudar na cultura organizacional do futebol profissional para evitar este desequilíbrio.

Vamos lá a ver se a saúde psicológica regressa ao clube. Sem presidentes demenciais, adeptos patológicos. E sem políticas esquizofrénicas de gestão de plantéis. Isto está tudo ligado.

 

10 de Junho de 1990

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foi o dia em que pisei pela primeira vez o relvado do estádio José de Alvalade. Dia de sonhos cumpridos. Lá fui, bem acompanhado, mas para nos encontrarmos com tantos amigos, que era dia de geração. "Então como combinamos?", muitos me perguntaram, sabendo-me habitual no estádio, mas nas bancadas, para que indicasse eu pontos de referência. Que "entra-se para o relvado" (quem é que vai ver Stones e se senta na bancada, francamente ...!) e "vai-se para o sítio onde o Oceano joga", a todos indiquei. "Onde é?", perguntavam. "Em todo o relvado, claro", que a gente logo se encontraria. E encontrámos. Para ver o Kiff, the Riff, ali na minha frente, na então anunciada última digressão dos Stones (há 28 anos!). E o Jagger, que hoje faz ... 75 anos! Uff, ambos, estes Glimmer Twins, quais Cristianos Ronaldos do rock n'roll. E viva o Oceano, o todo-o-relvado, sempre!

O que resta

1. As notícias de hoje, sobre a troca de mensagens telefónicas entre o antigo presidente Bruno de Carvalho e André Geraldes, sublinham o que sempre foi mais do que óbvio, a responsabilidade efectiva da direcção do clube nos inaceitáveis acontecimentos de Alcochete. Quem acompanha minimamente a vida do clube cedo se apercebeu disso. Lembro uma confrontação entre jogadores e presidente, aqueles a acusarem-no de acicatar as claques e este a telefonar ao líder de uma claque, o famigerado "Mustafa", e colocá-lo em alto-falante diante do plantel. Isto tem algum cabimento? Ou as declarações de Bruno de Carvalho aos jogadores após o jogo do Funchal, ao qual não foi para marcar a distância em relação à equipa: "arranjaste-me um problema, tenho o lider da claque a telefonar-me durante a noite a pedir a tua morada" - sem que BdC chamasse a polícia, note-se, diante dessa evidente ameaça à integridade dos jogadores e suas famílias. O grau de intimidade do presidente com estes grupos de anti-sociais, marginais era, só por si, inaceitável. A sua utilização para pressionar jogadores é um crime. Os jogadores (pres)sentiam-no e denunciavam-no. Tudo isto deu no que deu, as vis agressões, a mácula reputacional, os prejuízos patrimoniais. Como diz Roquette na entrevista que deu a um diário desportivo, no dia do ataque a Alcochete, estavam os jogadores e técnicos na esquadra e BdC foi para o ... jantar do grupo Stromp! Uma crise daquelas e BdC foi banquetear-se com os notáveis. E depois os outros é que são ... croquettes ... 

 

2. Os candidatos pululam. Nem um deles aborda aquilo que num país decente se exigiria a uma associação desportiva tão protegida pelo Estado como o Sporting Clube de Portugal tem sido ao longo do seu século: que vai fazer das claques, dos imundos neo-nazis, fascistas, marginais, que se organizam em torno do clube? A questão é velha, sempre silenciada. Chegou onde chegou, neste contexto da sua utilização, de óbvia corrupção da direcção, de criminalização da administração do clube. Reacção dos candidatos? Assobiar para o lado. De facto a questão não é se o prestigiado responsável do futsal terá mais responsabilidades ou se haverá mais campos para formação no futebol. A questão é se os bancos a quem o Estado (o dinheiro de todos os portugueses) suporta continuarão a fazer inaceitáveis perdões de dívida ao clube. E se o clube continuará a alimentar - através de dinheiro que o Estado lhe dá, directa e indirectamente - grupos de marginais e de nazis. Estas são as questões cruciais que a sociedade portuguesa deveria colocar a uma entidade da dimensão do SCP. E as questões fundamentais que 65% dos sportinguistas deveriam colocar a si mesmos. Pois os outros 35% são adeptos disto. São isto.

 

3. As notícias vão mostrando o que foi o passado recente: o Sporting financiou - à imagem do que os partidos políticos vêm fazendo - uma barreira de contra-informação na internet (blogs anónimos, perfis de facebook, comentadores, etc.) Para além de uma escória de gente que aparece por aí (quem é aquele Pedro Proença, de onde saiu, que prestígio tem, a que propósito tem o eco que tem?). Nada que quem bloga não tenha percebido, e há muito: basta ver os patéticos comentários neste blog, a série de "anónimos" - tantos com os mesmos tiques de escrita, obviamente emanados do mesmo teclado, ou seja, um anónimo activista. Isto é democraticamente inaceitável. Reacção dos candidatos, principalmente dos vários que estiveram nesta presidência finda e que desta abjecção tinham, evidentemente, conhecimento (Carvalho, Varandas, Vieira)? Silêncio.

 

4. José Quintela candidata-se na lista dos restos do brunismo, a patética deriva de Vieira, e diz-se orgulhoso do que fez. Quintela teve responsabilidades na comunicação associativa - e convirá lembrar o estado em que televisão e jornal do Sporting estiveram, o vil seguidismo à presidência, a mais abjecta e imoral ausência de democraticidade, no meio desta imunda trapalhada acontecidade. E com toda a certeza que soube dessa vil campanha de contra-informação, de financiamento de falsidades. E é desta mentalidade e desta prática que esta gente se orgulha. Quando alguém, como ele, diz que "tem vida" externa ao clube, à qual pode voltar conviria lembrar - voltará à vida com o ónus das vilanias que cometeu. 

 

Convirá perceber o que resta destes últimos meses. Que se olharmos para uma bancada de adeptos 35% deles, 3 ou 4 entre 10 que levam o cachecol, são apoiantes disto, são isto. O clube pode estar com grandes dificuldades económicas e financeiras, há até quem diga que está (mais ou menos) falido. Mas, de facto, o "universo Sporting" está falido é moralmente. Quanto 35% de si é este imundo lamaçal. E os outros 65% assobiam para o lado e falam de novos campos para a Academia e de quem vai gerir as "modalidades" ou se Peseiro é ou não o homem. O que resta? Restarão as metástases deste horroroso tumor, deste cancro moral de que o clube padece. Mortal? Com "médicos" destes é quase certo que o será. E não me refiro especificamente a Varandas, que fique explícito.

 

Bélgica-França: Allez Diables Rouges!!

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Já antes o disse, estou a torcer pela Bélgica. Razões de família, que a minha filha lá cresce e gosta. Razões minhas, que amiúde tenho visitado o país, aprazível (e com um toque, malgré tout, da querida África do Sul, coisa arquitectónica lá na área flamenga), e para o qual emigrarei antes das eleições sportinguistas. E também por agora torcer por uma final de inéditos, uma Bélgica-Croácia, que seria uma delícia.

 

Mas torço pela Bélgica fundamentalmente pela equipa, seus magníficos jogadores e pelo belo enquadramento táctico - Martinez, o treinador deste mundial, mostra que a era do ferrolho acabou. Outros postais poderão ser postos a propósito disto, até reflectindo sobre o futuro da nossa selecção, mas neste elogio à Bélgica em dia de meia-final, ainda por cima contra os arrogantes franceses, cuja derrota (excepto se contra a Alemanha) sempre desejo, não poderei botar melhor do que o Pedro Azevedo, nos comentários àquele meu postal pró-belga. Por isso aqui coloco o texto do seu belo comentário, forma de gritar "Allez Diables Rouges":

 

"Creio que a vitória da Bélgica seria a vitória do futebol no seu estado mais puro e, como tal, deverá ser evitada a todo o custo pelos treinadores da actualidade.


O futebol hoje é um exercício tremendamente burocrático. Toda a gente quer jogar à Guardiola, mesmo sem os jogadores que tem Guardiola. É a táctica da serpente: um passa-repassa insuportável que vai adormecendo e/ou hipnotizando o adversário até que este se desposiciona e abre um espaço. O futebol deixou de ser futebol. Hoje em dia é mais andebol - com basculação, lenta para que não desequilibre quem tem a posse (e assim nunca desequilibra, também, o adversário), para a esquerda e para a direita - ou xadrez, um jogo mental. 


Os treinadores actuais têm uma visão do jogo que, primeiramente, consiste em tudo fazer para não perder. Tudo assenta numa defesa compacta. Quem pense o jogo a partir do ataque é logo visto por eminências como o Luís Freitas Lobo como um romântico, coitado. Como se o romantismo fosse algo mau, ingénuo, inaceitável. Como se o futebol não fosse, desde a sua génese, um jogo de emoções e não tivesse um só objectivo, o golo, "goal", a meta. 

O espectáculo televisivo futebolístico hoje assemelha-se a um "reality show" com epicentro numa qualquer repartição pública. Ganha-se pouco e ninguém quer ousar, não vá perder o emprego. O adepto deve contentar-se apenas e só com a vitória final, da mesma forma realista e resultadista como se encara a vida nos dias de hoje. Os meios empregues interessam pouco, o resultado sim. Por tudo isto, equipas como a belga merecem ser valorizadas. Ela corre o risco de se desequilibrar ao tentar desequilibrar o adversário. Nela há espaço para "brasileiros" como Hazard (perigo em francês) e para defesas que atacam, como Vertonghen, Chadli ou Menier, para aceleradores como De Bruyne, artífices como Mertens, mas também para arrombadores de portas como Lukaku ou dominadores do espaço aéreo como Fellaini, todos superiormente treinados por Roberto Martinez, o qual mudou o jogo Bélgica-Japão a partir do banco. Um treinador sempre desvalorizado pelos nossos "experts" do comentário. 

Assim, pese embora tenha avançado logo no início com a vaticínio no "dark horse" Inglaterra e veja a França como a equipa que joga o futebol mais equilibrado, gostaria que os Diabos Vermelhos vencessem. Seria bom porque obrigaria toda uma nova geração de treinadores saída das universidades a repensar o jogo."

Avulso

1. No imediato pós-Alcochete aqui escrevi sobre os jogadores de futebol: se puderem rescindam. Pois o acontecido e o processo (político, pois emanado do poder associativo) que o provocou era inaceitável, uma ignominia para o clube e um atentado à sociedade.

Agora, sob outras condições internas, que os jogadores regressem é de saudar. Sob condições em que a sua dignidade pessoal e os seus direitos laborais sofreram atentados decidiram partir. Agora voltam, e é bonito. Se não recuperaram a confiança na instituição, e na ralé imunda que a esta se agregou, é de lamentar mas é compreensível. Sigam e sejam felizes. São os direitos e devem ser indiscutidos - mesmo que dirimíveis em tribunal. 

 

Agora que isto sirva para renegociar ordenados? Para reclamar aumentos? Não. É a negação de tudo o que foi afirmado. E o clube devia ser inflexível.

 

2. O dr. Varandas deu uma entrevista na passada semana. Mais uma vez usou a "war card", o trunfo guerreiro, no pateta paleio de estar preparado para comandar soldados nos terrenos de combate. Sportinguistas insignes, até membros da sua base de apoio, aventam-me que está linha discursiva será por influência da empresa de comunicação que lhe enquadra a candidatura, que nada mais havendo para o catapultar o convenceu a militarizar o seu perfil. Talvez, mas será o caso típico de pior a emenda que o soneto. Um clube desportivo é para o ordenamento social e formação da juventude, é abjecta a sua utilização para a divulgação de valores belicosos. Ainda para mais neste ridículo registo pomposo.

E ignorante: sabem os mais velhos que até há meio século a administração e gestão empresarial era uma área de grande presença de engenheiros e de ... militares. O mundo mudou, o pais também, a formação muitíssimo. Na política percebeu-se que uma sociedade não é um quartel, no trabalho sabe-se que uma instituição não é uma manobra militar. E que o desporto não é uma guerra, ou sua tradução - como os regimes comunistas entendiam. Ou seja, que "as cadeias de comando (não) são sagradas" e que as diferentes perspectivas não são para perfilar sob toques de alvorada e "ordens unidas". Poderá ser que o dr. Varandas seja o melhor candidato para o clube mas, caramba, o bafiento cultural é do piorio para o país. 

 

3. O egocêntrico Eduardo Barroso deu uma entrevista. E lembra um episódio que o jornalista esclarece. Uma invasão de campo em Alvalade em que o presidente Bettencourt enfrentou, com galhardia, os ofensores - pode a sua presidência ser criticável mas essa atitude é muito louvável (já agora, mostrando que não é preciso ter sido militar deployed, como agora se diz em português de agências de comercialização humana, para se saber e conseguir ser). E o jornalista recorda que a invasão de campo era capitaneada pelo líder claqueiro. Será interessante lembrar que esse líder, uma década passada, estava capitaneando a turba aquando do caso Alcochete. Com acesso a instalações, com diálogo com funcionários, pois presença habitual, e pessoa até içada a personalidade do clube. A besta é acarinhada. Em nome de quê? Do apoio para a conquista de taças de squash, da malha, de futebol?

 

A torcer pelos vermelhos

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Acontece-me, nisto do Mundial estou a torcer pelos vermelhos - e já imagino os mais abrasivos dos comentadores brunófilos aqui a resmungarem: "bem me parecia, é lampião!".

É que nem mais, não é só influência filial (pós-Uruguai, claro), não é só isto de estar de malas feitas para emigrar para lá. Nem a paixão pela pátria (enfim, aquilo não é bem uma pátria, mas vamos aceitar por ora) de Hergé, Claus e Brel (que tanto a resmungaram), Jacobs ou Merckx ... São mesmo estes "Diabos Vermelhos". Jogadores de classe extra não lhes faltam, e quantos: De Bruyne, Hazard, ambos magos, Kompany e Lukaku monstruosos, mais um punhado de peões espantosos, para além do claro que malvado Witsel. E Courtois, um génio da baliza. Para além de que táctica e fibra não lhes faltam, como o mostra(ra)m as lágrimas nipónicas.

Na minha meninice o Benelux perdeu os dois mundiais que mereceu, verdadeiras "derrotas imorais". Que os vizinhos vão lá buscar o caneco - e que bom seria para um país estuporadamente fracturado. Allez, Diables Rouges!

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  102. O
  103. N
  104. D