Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

És a nossa Fé!

O esgoto estatal

Ministério_Público.png

Um antigo presidente de um clube desportivo é sujeito a um interrogatório, no âmbito de uma investigação ampla, ainda em curso. Depois o Estado (uma sua secção, chamada "ministério público") entrega as gravações desse interrogatório à televisão estatal e autoriza-a a transmiti-las: aqui, um programa da RTP com excertos das declarações de Bruno de Carvalho, anunciando a sua reprodução como autorizada pelo tal "ministério público".

Decerto que há um qualquer quadro legal que permite isto, safando os funcionários públicos e fazendo medrar esta mentalidade. Mas isto é inqualificável. O estado do Estado é um descalabro. Uma cloaca a céu aberto, onde engorda esta gente.

Após Vitória

667687.png

 

Honestamente? Custa-me a crer que Jorge Jesus volte ao Benfica. Seria inédito. E violentaria o princípio de "não voltar ao sítio onde se foi feliz". Mas o futebol tem esta magia, a das constantes surpresas. 

Honestamente? Gostarei que Jorge Jesus volte ao Benfica. Mergulharei no portal "cheapflights", ou similar, buscarei entre companhias barateiras um voo acessível para Lisboa. Ficarei 2 ou 3 dias em Lisboa, dedicados ao convívio com os meus bons amigos benfiquistas. Lembrando o que deles ouvi há alguns anos, tantos agravos com o homem, tantas declarações da sua imoralidade. Tantos insultos também, desbragados. Tantos vitupérios à sua inadequação ao espírito do Benfica. E tantas declarações sobre a sua radical incompetência como treinador, e inabilidade como gestor de recursos humanos. 

Vão ser dois ou três dias deliciosos, bebericando umas cervejas, uns vinhos tintos, até digestivos. E rindo-me, decerto que até às lágrimas, cruel, do ar atrapalhado desses meus amigos. E gozando com as tropelias retóricas que vão encontrar para justificar e saudar o "novo" treinador do seu clube.

Espero que Vieira não me desiluda, não me estrague esta cómica visita à terra. Que não vá buscar outrem, um qualquer Vítor Pereira, Paulo Sousa ou quejando. 

 

Adenda: que chatice, afinal só vou a Lisboa depois do Natal ...

O empréstimo e o discernimento

Ao que compreendi o período de subscrição do empréstimo que o clube convocou já terminou. E com sucesso, mostrando a confiança dos agentes económicos e, acima de tudo, dos adeptos e associados. Confiança no valor do clube e confiança na competência (e discernimento) da nova direcção do Sporting Clube de Portugal. Magnífico desiderato, também contra os profetas da desgraça. 

Terminado o período também termina um período de contenção crítica. No qual, em meu entender, qualquer posição menos entusiástica poderia fazer germinar (ou potenciar) a dúvida em qualquer hipotético "investidor" (com aspas, pois quero crer que muitos não entendem isto como um investimento económico mas muito como um acto moral). E em assim sendo já me sinto à vontade para botar algumas coisas:

1) O Sporting tem largos milhões gastos em jogadores de futebol. Entre Vivianos e Marcos Túlios decerto que tudo bem contado sobre as despesas das suas licenças desportivas daria para chegar ao "mínimo" necessário para o empréstimo. Que fique claro na memória de todos - mesmo daqueles apoiantes destas medidas que mandam passear (ou ir de viagem) todos os que não subscreveram o empréstimo - que as "asneiras" (serão asneiras ou modus vivendi?) na contratação de jogadores não começaram com Bruno de Carvalho. Mas terão que acabar com ele, ou então daqui a um ou dois anos lá estarão outra vez a mandar "passear" (ou ir de viagem) quem não subscrever o empréstimo de então.

2) Em tempos recuados, julgo que até bíblicos, mesmo antediluvianos, houve um ano em que uma direcção do Sporting contratou 2 ou 3 jogadores no período de transferências de Inverno. Os quais vieram a ser precioso contributo para vitórias da equipa de futebol, verdadeiros reforços. Nunca mais aconteceu. De então para cá dinheiro gasto no inverno nunca fez medrar. Convém lembrar isso. Ou então, como acima já disse, daqui a um ou dois anos lá estarão outra vez a mandar "passear" (ou ir de viagem) quem não subscrever o empréstimo de então.

3) Em 1995 o presidente Pedro Santana Lopes fez um grande alarido com a contratação do checo Skuhravy, avançado caríssimo - para os dinheiros de então. Fez notícia também o carro de luxo que o clube lhe alugara (tempos em que estes custos ainda eram notícia e não, como agora o é, os milhões dados aos comissionistas de fatos brilhantes e gingares televisivos, alguns até içados a directores de clube). Na mesma época pediu-se aos associados um ano de mensalidades adiantados (se não laboro em erro uns meros 14 contos, 70 euros de agora). O checo esteve em Lisboa uns meses, jogou e rematou uma vez à barra. Eu, para seguir o paradigma da economia moral de alguns paladinos das obrigações morais, "fui de viagem". E não só porque emigrei.

Em suma, diz este viajante, "não há dinheiro ... não há futebolista". Enfim, até ao próximo empréstimo.

André Geraldes, alguma explicação?

naom_5afd8b6caf060.jpg

André Geraldes, funcionário do Sporting e director do futebol ("team manager" como referia a imprensa é, pura e simplesmente, uma patacoada analfabeta) foi detido. Toda a imprensa referiu que devido a investigações relacionadas com corrupção em jogos de andebol, da qual tinha sido acusado por pretensos intermediários. Acusações conspurcando o clube. O homem foi proibido de exercer o seu ofício e perdeu o seu emprego. Seis meses depois fica tudo em "águas de bacalhau". "Siga a marinha", diz a "justiça". "Tranquilo(s)", manda a tal "justiça" dizer aos sportinguistas ...

3 coisas estranhas. A primeira é o homem. Como é que um tipo recupera de uma foto destas, de um alarido destes? Alguém diz qualquer coisa, um tipo é detido, toda a imprensa fotografa, filma, o nome fica sinónimo de aldrabão. Fica desempregado. E até evitável. E depois, afinal, meio ano depois "vá lá ganhar a vida"? Podem-me vir aqui juristas, profissionais ou amadores, comentar fundamentando a legitimidade da justiça. Sim, regulamentarmente decerto que "seguiram os livros". Mas isto é uma desgraça, seja lá de que clube for o funcionário, não se pode fazer. Não pode acontecer;

A outra coisa que também "ao princípio se estranha mas nunca se entranhará" é relativa ao clube. Por todo o país e não só o Sporting foi divulgado como envolvido em actos de corrupção, orquestrados pelo seu director de futebol, e dito "braço direito" do presidente do clube. Com custos morais (a angústia nos associados e adeptos) e reputacionais enormes, que têm efeitos económicos, calculáveis, e simbólicos (se ainda hoje se fala de Calabote ou de Inácio de Almeida quantos anos levará a limpar esta suspeição junto do público em geral?). A "justiça" resume-se a um "não se passa nada"? A "justiça" é a justiça mas o Sporting é uma instituição de utilidade pública, tem alvará (ou coisa parecida) para exercer actividades pedagógicas de índole desportiva, é um "parceiro social" respeitável. E isto fica assim para a tal "justiça"?

Finalmente, André Geraldes foi acusado de ser corruptor no âmbito do seu trabalho no Sporting. Ele já não é funcionário e a direcção que o contratou e promoveu já não está em exercício. Mas a instituição é a mesma, é perene (é por isso que é "instituição"). A direcção não diz nada? Uma acusação destas esvaiu-se, "um ar que lhe deu", e apenas se sacode a caspa do ombro?

A gente fica sem explicação? E, no caso do clube, sem qualquer reclamação? Sem uma indemnização moral?

Bruno: algo está podre na república

bruno.jpg

Quem segue este blog poderá confirmar: botei que me fartei (literalmente) a favor de Bruno de Carvalho. E depois botei que me fartei contra Bruno de Carvalho - porque o homem "se passou", porque mostrou uma horrível concepção de exercício do poder associativo, porque eu terei aberto a pestana. Dito isto: é totalmente inadmissível que um homem - por suspeitas de participação num crime acontecido há seis meses, entretanto desprovido dos meios institucionais que facilitariam a reprodução de actividades similares, e publicamente disponível para depor - seja detido num dia para prestar declarações, interrogado apenas duas dias e meio depois e liberto quatro dias após a sua detenção. Alguma coisa está errada, algo está podre na república.

E não, a lei não serve para justificar isto. Os funcionários públicos, juristas e polícias, não podem configurar assim as suas práticas. Isto é uma vergonha, um ocaso. Antes um Mustafa que um polícia ou um jurista deste tipo. Vou repetir, a ver se por aqui passa algum jurista com um mínimo de pudor: antes um Mustafa que um polícia ou um jurista deste tipo.

 

Ainda sobre Bruno de Carvalho

 

Goste-se ou não de Miguel Sousa Tavares convirá ouvir isto. Nem a forma como a justiça trata o Bruno de Carvalho é admissivel nem a acusação de "terrorismo" é aceitável. A acusação de terrorismo é, como MST muito bem refere, "brincar com coisas sérias". O que aconteceu foi muito grave mas não é "terrorismo", termo que define outros fenómenos bem diferentes. 

Duas coisas a somar: MST refere a coisa mais execrável que aconteceu nos últimos dias, a polícia confiscou o computador da filha menor de Bruno de Carvalho, devassou a privacidade da adolescente. Isto é o faroeste? A polícia tem 40 morcões presos, acede a gravações telefónicas (o que mostra como isto está um fartar vilanagem, quanto ao assalto aos direitos de cidadania). E ainda assim precisa de devassar a privacidade de uma adolescente que nada tem a ver com isto, por ser filha de quem é? 

A segunda coisa é o que leio nos jornais: alguém disse aos jornalistas que o ex-presidente está medicado e os jornais disso fazem notícia. O que é isto? Como é possível? Como se pode fazer tal coisa? O estado de saúde é privado. O homem é detido para interrogatório e põem-lhe a "ficha clínica" na imprensa? Isto é execrável.

E o silêncio sobre tudo isto de uma organização chamada Sindicato de Jornalistas, que tão vigorosa foi quando veio atacar BdC por este ter apelado ao não consumo de comunicação social, mostra bem o quão miserável (lamento, Pedro Correia e outros co-bloguistas jornalistas, mas não há outra coisa que possa ser dita) é a classe que se faz representar por este prostituído Sindicato.

Três coisas a propósito do Bruno

bruno.jpg

"Isto" do sentir pelo o clube não se pode (não se deve) apartar do que se sente, pensa, sobre a sociedade. Por mais que os radicais clubistas queiram separar as coisas, sacralizando o clubismo. Por isso deixo aqui três sensações:

 

1. Os prazos de prisão preventiva em Portugal são muito longos, e em muitos países parceiros, que partilham valores e modelos organizativos, eles são bem mais pequenos. Mas é a lei que temos e assim "dura lex, sed lex". Mas outra coisa, completamente diferente, é deter alguém - que nem sequer denota risco de fuga - num domingo para o interrogar numa quarta-feira. Isto não é a tal "dura lei", é uma aleivosia cometida a coberto da lei. Estamos, muitos dos sportinguistas, desiludidos e ofendidos com Bruno de Carvalho. Mas uma coisa, justa, é o desejo que haja investigação, e julgamento se necessário, outra coisa, vil, é aceitar isto, o abjecto revanchismo. 

O Estado não pode fazer isto aos cidadãos (ao Bruno, ao cadastrado dito Mustafa, a este bloguista jpt, a qualquer sportinguista ou seja a quem for). E se tem uma greve dos seus funcionários agendada não detém deste modo alguém que não vai fugir e que é suspeito num caso que se investiga há seis meses. Os funcionários públicos trabalham para nos servir. E não para nos tratar desta maneira.

É uma pena que não haja uma "dura lex" que permita despedir o responsável por esta investigação.  Porque não tem competência democrática para trabalhar naquela área.

 

2. É cada vez mais óbvio o que logo no "dia de Alcochete" para muitos óbvio foi: o ataque aos jogadores, na sequência de uma série de invectivas públicas do presidente e de actos ameaçadores da claque que dele tão íntima era, derivou das atitudes de Bruno de Carvalho. Se mandante directo, se responsável moral devido ao clima criado e à importância dada aos seus sequazes, isso já será motivo da investigação em curso. 

Na sequência disso vários jogadores rescindiram os contratos de trabalho. As ameaças públicas continuaram. Depois, alguns decidiram voltar. Outros terão contribuído para que houvesse uma negociação das suas licenças desportivas. Outros exigiram aumentos para regressar ("para vos aturar quero mais dinheiro"). Outros seguiram para novos clubes e até intentaram pedidos de indemnização, nisso sedimentando os processos admnistrativos de rescisão. A todos estes, em diferentes momentos segundo o processo de cada um, imensos sportinguistas, associados, adeptos, colaboradores de imprensa, comentadores nos blogs, bloguistas e activistas de redes sociais, chamaram "traidores", "desertores", "refractários", etc. 

Note-se bem: o presidente da associação para a qual eles trabalhavam induz uma invasão violenta e o espancamento de alguns. Esse presidente é popular entre os adeptos, (eleito com 86 por cento nas últimas e concorridas eleições; sufragado por 90 por cento na última e concorrida assembleia-geral). Ou seja, representa formal e informalmente o "universo Sporting". Os jogadores são agredidos, depois continuadamente ameaçados - lembram-se da "espera" à porta do Bruno Fernandes? lembram-se da enxurrada de insultos nos murais do Rafael Leão, por exemplos? Os jogadores decidem partir e são aviltados desta forma. Mesmo os que decidiram voltar são cutucados (leia-se a reacção até mesmo ao regresso de Bruno Fernandes, os vis clubistas reclamando por ele ser "capitão"). O azedume com Rui Patrício, etc. Veja-se o caso de Rafael Leão - segundo li ele vivia na academia, não posso afiançar: Ou seja, viu os seus colegas e o seu técnico agredidos, o "campus" onde residia invadido, tudo com conivência da estrutura do clube. Rescindiu e foi insultado de modo avassalador, perseguido na internet. O que dizem os sportinguistas? Que ele não tem razão para sair ...

Deixemo-nos de coisas, diante do acontecido e face ao gigantesco apoio que o "universo Sporting" (este modesto jpt incluído) deu ao responsável moral (e talvez mais do que isso) os jogadores tiveram e têm todo o direito (moral, jurídico dirão os tribunais) de pedir rescisão, decidir voltar, exigir mais dinheiro para voltar ou nem sequer olhar para trás. E quem continua a chamar-lhes 'desertores", "refractários", "traidores" comporta-se, após tudo isto, com a mesma imoralidade e insensibilidade dos míseros claqueiros invasores.

Tudo isto prejudica o Sporting? Sim. Mas não foram Rafael Leão ou Ruben Ribeiro que prejudicaram o Sporting. Foi o "universo Sporting". Foi este o "relapso" ao pensamento, "refractário" à razão, "desertor" da ética, "traidor" ao "Sporting", essa alma do Sporting Clube de Portugal. E a continuidade dos insultos, dos dichotes, do azedume face aos jogadores mostra bem como nem isso se assume.

 

3. Este claquismo, o viço do holigão insensível e anti-democrata que vive dentro de cada um, estuporadamente irracional e incapaz de olhar crítico, notou-se bem nos dias do Arsenal-Sporting. Esta direcção (vénia) cortou apoios às claques, que permitiam a remuneração avantajada das suas chefias, consabidamente ligadas à economia informal e, quiçá, criminal. Estas, de relações tensas (ou cortadas) com a direcção, organizaram uma surpreendente comitiva a Londres. Surpreendente pela sua dimensão (e organização cénica) e predisposição positiva, dado que se esperará tamanha adesão e fervor optimista em momentos de "cavalgadas" vitoriosas e não de relativa crise como a vivida - demissão de treinador, futebol dito medíocre, derrotas com equipas de menor dimensão e a caseira com o Arsenal. Isto não é, historicamente, o contexto habitual, indutor, de uma exaltante deslocação em massa ao estrangeiro das claques - nem sequer em Portugal o será. O que ali aconteceu foi óbvio: uma manobra estratégica, a querer realçar a importância das claques do clube, a querer salvaguardar o seu espaço, reclamar a continuidade dos apoios. 

Reacção do sportinguista comum? Mesmo depois de Alcochete e do pós-Alcochete? "Ah, que boa prestação das claques", "que bonito", "até a imprensa estrangeira saudou", etc.

 

Seis meses depois de Alcochete? Malandro do (pai do) Rafael Leão, que se lixe o Ruben Ribeiro, Rui Patrício nunca mais, como é que o Bruno Fernandes é capitão (e não está a jogar nada), sacana do Gelson, etc. E as claques estiveram muito bem em Londres ... 

A isto chama-se ser "refractário" à razão. E "desertor" da ética. 

Varandas, com seus defeitos e virtudes, irá sofrer muito com este "universo". A não ser que se ganhe na bola.

 

 

O Mustafismo (2)

Deixei o postal "Mustafismo" no dia 15 de Maio. Eu nem tinha fontes de informação privilegiadas nem sou mais inteligente do que o sportinguista do lado. Há seis meses, no dia do assalto terrorista, isto que hoje a PGR executa era evidente, pelo menos sob o ponto de vista moral. Convém lembrar as enormes perdas, económicas e de prestígio (reputacionais, diz-se agora), que o clube teve devido a este mustafismo. Que não teria tido se meia dúzia de indivíduos desqualificados, que passado uns meses ainda tentaram ir a eleições, já sem o mustafa sénior na lista,  não se tivessem recusado a aceitar o evidente, que o descalabro moral e associativo tinha acontecido, e se tenham alapado aos lugares de direcção, com suas recompensas sociais e económicas. E, também, por haver um enorme mole de auto-excluídos sociais, marginais ou proto-marginais, que do clube fazem o único trampolim de afirmação. O brunismo morreu, e hoje foi cremado. Mas esta marginalidade popular mantém-se, e será preciso extirpá-la, enfrentando os monstros pérfidos que são as claques. Pérfidos e inúteis. Inúteis para o clube e produtores de inutilidade social - a que propósito é que uma instituição de utilidade pública acoita organizações que promovem que adultos dediquem o seu tempo livre "a ir à bola"? 

 

Quaresma

 

Eu sei que para muitos visitantes do blog falar elogiosamente de jogadores e técnicos que não sejam radicalmente sportinguistas é uma verdadeira heresia - para os interessados na História das mentalidades mergulhar no clubismo actual explicará muito das enormes sevícias cometidas nas guerras religiosas que assolaram a Europa durante séculos. Nesses tempos os nossos antepassados traíam-se, denunciavam-se, torturavam-se, queimavam-se, massacravam-se entre si por uns adorarem estátuas ou relíquias ditas ídolos enquanto outros preferiam paredes (semi)nuas nos locais de culto. E os mais perseguidos eram os apóstatas, aqueles que transumavam entre igrejas ou seja, pura e simplesmente, se "transferiam" de um clube para outro, nisso mudando de símbolos adorados, diante dos quais se prostravam e pelos quais se identificavam.

 

Há quem não goste de política ("malandros, são todos iguais ...") mas eu gosto, da política e das suas instituições. Pois, com todos os seus defeitos, são elas que impedem que os descendentes dessas gentes de antanho, os actuais idólatras, demoníacos adoradores de dragões, galinhas, leões e similares, se trucidem uns aos outros, em nome de um qualquer sagrado que, irreflectidamente, consagram a meras agremiações recreativas. Pode parecer ríspido dizer isto mas os clubes são, assim nasceram e continuaram, organizações para a ocupação de tempos livres - e isto não é desmerecimento, o lazer é algo magnífico e uma conquista histórica, a da redução generalizada do tempo de trabalho, alargando o bíblico "Seis dias trabalharás, mas ao sétimo dia descansarás; tanto na época de arar como na colheita (Êxodo 34: 21)". Em tempos recuados, em finais de XIX e inícios de XX, serviram também, em alguns locais de alguns países, como espaços de entreajuda para os migrantes, os rurais desenraízados chegados às cidades em crescimento e, nisso, para demarcação de núcleos sociais, seja por origem geográfica seja por estrato social. Dimensão que há muito perderam, principalmente nos clubes de grande dimensão nacional. E nisso se restringindo à sua característica fundacional, a do enquadramento dos tais tempos livres, ordenando-os em práticas desportivas e seu acompanhamento (esse que hoje muito inclui a "majorettização" de parcelas do público, a sua juvenilização através das claques). Não são mais do que isso. E não são menos do que isso.

 

Por isso desconsiderá-los, dar-lhes menos respeito, ser adverso ao clubismo, é irreflexão, ignorância. Mas também dar-lhes mais do que isso, a clubite e até a actua "clubecrose", reclamá-los como uma magnífica identidade - como tantas vezes leio, explícita e implicitamente - é pungente, pelo défice existencial que demonstra. As pessoas dedicaram-se anos a fio ao voluntariado associativo, a colaborar com o seu clube, cumprindo tarefas? É respeitável, mesmo magnífico, pela dádiva, pelo trabalho social, pela pedagogia. Agora reclamar mérito, exaltar o ser-se adepto de um clube - "Não falho um jogo do Porto", "sou sócio do Benfica há 97 anos", "a minha família é toda Sporting" (neste caso é bonito ... porque mostra que nela não há azedumes suficientes para mudanças de clube de filho mais rebelde, mas só isso) - como se isso seja algo transcendente? É algo que não tem pés nem cabeça (uma espécie de Castaignos). "Ser", gostar, de um clube é uma opção, tomada consciente ou inconscientemente (se em criancinha). É porreiro. Mas não mérito ou grandeza.

 

Vem-me tudo isto à cabeça porque antevejo meia dúzia de comentários mais ou menos sectários, as exaltações espúrias vindas da tal "clubecrose", a este meu postal. Fica já dito, cortarei comentários que venham invectivar de "apóstata" o Ricardo Quaresma. Pois estou em fase de défice de paciência para a mediocridade sentimental. Porque é disso que se trata, as pessoas não conseguem dedicar sentimentos transcendentes às instituições circundantes e julgam disso necessitar. E assim entregam-se ao culto de um clube, ao sentimento por uma OTL. Francamente, que falta de tino.

 

Aqui vai o postal: ontem o Besitkas veio jogar à Bélgica, contra o Genk, actual comandante do campeonato - no qual, já agora, o Standard de Liége, que no ano passado ganhou a taça e correu para o título quase até ao fim, substituiu o Sá Pinto pelo lampião Preud'Homme (que não só é treinador como é membro da direcção, o que causa alguns remoques na imprensa) e está a fazer uma má época. Enfim, o Genk-Besitkas acabou 1-1, a equipa turca está em último no grupo i mas ainda pode ser apurada, pois a classificação está embrulhada.

 

Mas o relevante é que o Quaresma, sempre pérola da nossa formação, extremo com 35 anos (!, como o tempo passa), ainda está para as curvas e trivelas, e lá foi ele que marcou o belo golo "turco", em puro contra-ataque. Grande Mustang ..., que maravilhoso jogador.

Razões regulamentares?

boxset_principal_infantil_1.jpg

 

Haverá quem, mais informado e conhecedor, me possa explicar a razão que obriga o Sporting, jogando em Londres, no estádio do mítico Arsenal, com uma das maiores audiências televisivas que esperará neste ano, e com um enorme apoio de sportinguistas no local, e ainda por  cima jogando contra uma equipa vestida com o malvado vermelho, a abdicar do histórico equipamento, as nossas queridas listas verdes-e-brancas? 

Mourinho

MourinhoprovocacaoDR.jpg

 

Juventus-Manchester United, no palco global da "Champions" o jogo entre as equipas dos dois portugueses mais conhecidos do mundo, pelos seus extraordinários méritos. Também por isso eles alvos de tanta raiva nacional, mostra desse traço cultural constante, a inveja dos patrícios com sucesso "lá fora", tão paradoxal e desprezível num país que foi colonial (e abominou os seus colonos) e é de emigração (e menospreza os seus emigrantes). A abjecta reacção generalizada, isenta daquilo chamado "dúvida", às acusações de uma acompanhante de luxo a Cristiano Ronaldo, é um caso extremo disso. Mas é algo continuado, há uns anos (2012, 2013?), num treino da selecção antes de um jogo particular em Guimarães o público gritava "Messi, Messi" para espanto do CR7. Pois porquê aquilo? Tal como a constante maledicência sobre Mourinho - há quantos anos, 10?, se lêem inúmeros comentários e opiniões na imprensa sobre o estar ele "ultrapassado"? - disso é prova.

Ontem o confronto (também) entre eles. Algo que connosco fala, sportinguistas, sobre o nosso clube. O CR7 orgulho máximo da nossa formação, encabeçando o trio maravilha de três décadas gloriosas, Futre-Figo-Cristiano. Talvez o melhor jogador do mundo, e cada vez mais isso se evidencia (Messi como o génio trabalhado, Ronaldo como o trabalho genial). E Mourinho, o técnico em actividade com mais vitórias relevantes, em tempos recusado pelo Sporting (um dos três erros históricos do clube, junto aos com Eusébio e Futre). Negado, julgo recordar (ou sonho a memória?), quando o actual director do futebol do Sporting, então capitão, se armou em Sérgio Ramos e torpedeou em público essa vinda, associando-se aos sábios espectadores, esses sempre armados de vigorosos lenços brancos, que clamaram inadmissível que um treinador transitasse do Benfica para o Sporting. Pois desde há décadas que os fungões espirram ...

Enfim, vem isto a propósito do final do jogo de ontem. Mourinho, que em Manchester e Turim foi azucrinado pelos adeptos italianos, jogou bem e triunfou. A Juventus é melhor, ganhara soberbamente fora e em casa tinha o jogo na mão. CR7 fez um jogo magnífico, um golo espantoso e deu outros a marcar, desperdiçados por pés Quadrados. Mas Mourinho pensou bem, substituiu melhor, e teve a sorte (essa grande jogadora) por ele. E fez a reviravolta, mesmo no fim. Jogo épico.

Mas o que é mesmo magnífico é a sua reacção. Provocatória, deselegante, desnecessária, digam o que disserem. Mas é uma delícia. Porque é futebol. Mas ainda mais do que isso, porque é completamente portuguesa. Não exactamente o gesto da mão na orelha, algo mais comum. Mas é aquele trejeito da boca, "hâânnn?", "dígam lá agóra!!". Algo, ricto e óbvio som, tão nosso, tão português de rua, bairro, popular, tão "tuga", tão treinador da bola, como se fosse ali aqueles técnicos dos tempos de antes, os do Aliados do Lordelo ou do Montijo a ganharem à Sanjoanense ou ao Amora, assim a fazer o mundo pequeno e igual quanto às mesuras que se lhe (não) deve, e nisso também tão eu, tão nós, os que não temos nem vergonha de ser portugueses nem abominamos os nossos que ganham alhures. Vejo-o ali na tv e rio-me, gargalho, "ah g'anda Mourinho, meu patrício", meu e nosso orgulho amanhã. Saídos à rua, entre nós e com os outros, "hâânnn?", "dígam lá agóra!!". Nós povo, rindo, que hoje no fim do dia tragaremos o "petit verre", escorropicharemos o bagaço branco, e irei eu até à rua, à porta da "petite restauration", a tasca daqui, a fumar o cigarro e, se necessário, no choque com o frio, assoar-me-ei aos dedos, sacudindo o ranho para o chão, e se calhar ainda terei que cuspir, na azia do álcool. E, entre nós, riremos, com desprezo mas também mágoa, desses invejosos lá na terra. E ainda mais, com gargalhada mesmo, com alguma amarga piada sobre essa maricagem, sensíveis coitadinhos, a agitarem os lencinhos brancos, arrebitados em meneios no "olhem para mim", que é para isso que lhes servem os trapos.

G'anda Zé Mourinho, g'anda patrício. E viva também o CR7, o melhor do mundo.

Patetices

img_920x519$2018_11_03_00_55_01_1467741.jpg

(Varandas a caminho da Holanda, em busca de um treinador)

 

Nunca tive nem tenho grandes esperanças em Varandas. Sem rodeios, dele tenho a ideia de que é um pateta emproado. Será um excelente médico, não ponho sequer em dúvida, mas para tocar rabecão não lhe detecto talento. As suas repetidas e estuporadas declarações sob retórica militarista - conhecidos bloguistas aventaram-me que isso lhe fora proposto pela empresa de publicidade (a qual ficou agora a fazer o jornal do clube, qu'isto uma mão lava a outra, e as duas lavam as partes pudendas) que lhe enquadrou a candidatura - arrepiaram-me, pelo vácuo intelectual que anunciavam (e escrevi-o aqui). A esperança que tenho é que este meu cenho franzido se venha a provar descabido, e que o homem e a sua equipa venham a ter algum sucesso.

 

Dito isto, vamos ao Peseiro. O novo presidente teve tempo suficiente para se preparar para a substituição do treinador. Durante a campanha, no qual congregou a sua equipa. E/ ou depois de ser eleito. Há muito pouco tempo deu uma entrevista (presumo que sob instruções da tal empresa de publicidade que lhe enquadrou a candidatura, a qual ficou agora a fazer o jornal do clube, qu'isto uma mão lava a outra, e as duas lavam as partes pudendas) a desvalorizar o treinador. Agora demitiu-o, da noite para o dia. Peseiro não chega como treinador? Então substitua-se. Mas o que é que aconteceu, o que causou toda esta urgência? Perdeu com as reservas? Depois de ter feito o melhor jogo até agora, com a vitória por 3-0? Ok, está decidido. Peseiro não era o treinador do presidente, este quis mudar.

 

Mas  há algumas coisas que me surpreendem. Se Peseiro não servia porque o manteve, quando de facto nunca o encarou como alternativa viável? Podia tê-lo substituído antes, como factor do seu projecto presidencial. E se Peseiro se disponibilizara para sair sem custos (Sousa Cintra dixit), o seu progressivo destratamento pelo presidente provocou o pagamento ao desrespeitado técnico de uma grossa maquia contratualizada. Será verdade? Ou a boa-vontade do treinador é uma mentira de Cintra? Pois se é verdade conviria perguntar a cada um dos sportinguistas se não acha que este destratamento de Peseiro, tendo sido tão custoso ao clube (centenas de milhares de euros), não é um óbvio caso de gestão com os pés. Chama-se a isto administrar o dinheiro dos outros?

 

E, mais do que tudo, e isto torna-se evidente, é esta precipitação de despedir um treinador nas vésperas de um jogo, porque perdeu com as reservas e foi apupado pela bancada. E, apesar de ter tido todo o tempo para preparar a sua substituição, não conseguir desenrascar a coisa, anunciar o seu substituto, até ao dia do jogo seguinte. 

 

Um conjunto de patetices. Ou seja, a primeira intervenção de fundo de Varandas está a ser muito fraca. Se isto continuar assim até segunda-feira deverá dizer-se lastimável. Se se passarem mais dias neste limbo já faltarão os adjectivos qualificativos. Se continuar neste registo irresponsável para a próxima Primavera-Verão lá haverá outra eleição no Sporting.

Pós-Peseiro

  

Cada um terá os seus nomes: uns alvitrarão nomes surpreendentes, palpites sobre "the next big thing"; outros quererão blindar-se com a pertinência, no recurso a nomes algo seguros; alguns clamarão pelo regresso de Jesus, esquecendo que, por muito que seja credor do nosso respeito pelo trabalho feito e devido aos tratos de polé que sportinguistas lhe dedicaram, o seu projecto estava esgotadíssimo e era prejudicial ao clube; e haverá utópicos, almejando gente de remunerações bojudas, sob contrato, ou sem vontade ou necessidade de se meter na "boca do leão". Ora o grande problema não é o treinador, é mesmo esta "boca do leão", o ronco dissonante, o bafo pestilento, esfaimada a besta, cada vez mais trôpega.

Nasci em 1964. Nestes 54 anos o Sporting ganhou 7 títulos. Não tenho memória dos de 1966 e 1970. Ficam-me para 48 anos as memórias de 5 festas (e ainda lembro de cor a equipa titular de 1974). A minha filha está a acabar o liceu: nunca viu o Sporting campeão e até já sorri com os resmungos do pai. Esta escassez de títulos tem algum efeito na cabeça dos "leões"? Aquele óbvio "o Sporting não é candidato ao título"? Ixe, dizer isso é, para a turba alvaladiana, holigões brunistas ou doutores rogerianos, pior do que uma blasfémia, crime lesa-majestade, traição à pátria, até incesto pedófilo. 

Li há dias alguém do Real Madrid comentar a crise do seu clube, afirmando que num grande clube não há épocas de transição. Tem toda a razão. Acontece que o Sporting não é um grande clube. De futebol. É um grande clube desportivo, nos seus adeptos, no seu historial, no seu ecletismo. Nisso, no fundamental, é da nata do associativismo desportivo europeu. No futebol não é, pertence, com algum favor, à terceira divisão europeia. E está longe, muito longe, dos rivais nacionais. Gritarão, ralé das claques e prezadas famílias, que Porto e Benfica têm manipulado as competições. Sim. Mas a realidade é que são clubes de futebol muito mais fortes. 

A incompreensão disso, a ânsia até demencial da conquista do caneco levou a isto: desde os anos 90s uma série de presidentes empurrados pelos portadores de lenços brancos delapidaram por completo o riquíssimo património fundiário do clube, conduziram estranhíssimos e nada lucrativos negócios imobiliários. E na última década descuidaram e minaram o último grande património do clube, a sua escola de jogadores de futebol, sendo incapazes de desenvolver a única alternativa possível para um clube desta dimensão económica, o sector da prospecção (o que os ignorantes chamam scouting).

Enfim, neste pós-Peseiro (e após o terrível 2017/18) só há uma coisa a fazer: admitir que não se vai ser campeão, assumir isso, ter esse horizonte e querê-lo. Há alguns anos Jardim seguiu esse fito. E mostrou-o cabalmente num episódio: estando o Sporting junto ao Benfica na corrida para o título (apesar de não ser objectivo, de reclamar o treinador a preocupação "jogo a jogo"), no jogo anterior ao da Luz William Carvalho estava com quatro cartões, poderia ser poupado para não arriscar a suspensão para o grande confronto. Jardim não o fez, William jogou, foi punido e não foi à Luz. Porque, e muito bem, era "jogo a jogo". E é isso que é preciso. Assumir que esta é uma era (não um ano, trata-se de uma era) de transição.

E ao povo dos lenços brancos, que todo este caminho demencial e incompetente temos apoiado e sufragado? É dizer-lhe, dizer-nos, que nos assoemos às mangas. Ou à ponta dos dedos. E entretanto esperar que, devagar, haja quem coloque a jogar centrais formados no clube (há quantas décadas não se firma um?) e laterais, e avançados. E quem saiba ir buscar um Aloísio ou um Mozer ou Filipe, descobrir um Oblak ou Ederson. Pois, muito mais do que gritar "gatuno" e "este ano é que é", é preciso aprender com os adversários. A não nos encantarmos com Coates e Polgas, a não desperdiçarmos Leões, Carriços ou Cedrics.

E como é que se aprende com os adversários? O primeiro passo é simples, e até fácil: homenageando, em pleno estádio de Alvalade, o jogador Luís Boa Morte. Pois enquanto não houver a capacidade de colocar a ralé no exterior das decisões não haverá futuro vencedor, não haverá fim da "era da transição", nem desta história decadente. E não haverá verdadeira presidência, apenas prisioneiros de um passado tétrico e da abjecta marginalidade social. E da irracionalidade, discursiva e decisória.

Enfim, quem proponho para treinador pós-Peseiro? Para treinar este próximo futuro? Rui Jorge ou Luís Castro, se os empregadores os deixarem mudar. E nunca Jesus, por favor.

E para presidir este próximo futuro? Se a rábula com Luís Boa Morte foi péssimo sinal, com esta pérfida sucessão da entrevista presidencial ao Expresso e do despedimento de Peseiro - que esteve disponível para sair sem custos - Varandas amputa metade do seu "estado de graça" (os tradicionais 100 dias). Francamente, sem qualquer agoiro - o sucesso deste presidente é (parcela d)a minha felicidade - se continua com este estilo, melífluo e nada liso (nada condizente com um verdadeiro comandante de tropas, para glosar a pateta e patética retórica do doutor), julgo que no próximo Verão teremos mais umas eleições. Que venha homem.

Achismo

Acho que o Palhinha deve ser mais barato do que um jogador que vem da I divisão da China. Acho que o Gelson Dala é uma maior promessa de bom negócio do que o Castaignos. Acho que o Domingos Duarte é capaz de dar melhor negócio do que o Maurício  (teclado amigo avisa-me do erro, é óbvio que se trata de Marcelo: peço desculpa aos leitores, é-me princípio não misturar coisas da política com este local de vivência sportinguista, e este meu explicitar da aversão por tal nome próprio foi totalmente involuntária). E acho que tenho a certeza de que o Demiral também. Acho que para o ano, se o dr. Varandas arranjar uma folga de taco, seria porreiro o clube contratar dois laterais que joguem, baratinhos, assim tipo Eliseu e André Almeida se não ofender pedir tão pouco. E acho que se se tivessem segurado os jovens que não haviam rescindido em vez de os emprestadar a equipa não estaria pior do que agora. E os adeptos estariam com ela, resmungando mas vendo medrar a "rapaziada da academia" - saúdo pois José Peseiro e a comissão de gestão por não terem querido cativar a simpatia do "universo". Acho ...

O Peseiro não presta para nada ...

futebol-randolph-galloway.png

Isto vale o que vale mas ... melhor defesa do campeonato até agora, sexta jornada após jogos na Luz e em Braga. Com o tradutor do Doumbia na baliza, o barrete do Ristovski e o desemprestado Jefferson a titulares, o Mathieu lesionado, aquele emplastro do Petrovic, o trapalhão do "desertor" do Battaglia e mais o aleijado que veio da China no meio campo ali ao centro ...

O Sporting foi campeão pela última vez no ano em que a minha filha nasceu. Ela entrega hoje a candidatura para a universidade.

O Peseiro não presta para nada ...

 

{ Blog fundado em 2012. }

Siga o blog por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Pesquisar

 

Arquivo

  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2017
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2016
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2015
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2014
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2013
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2012
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2011
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D