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És a nossa Fé!

Vamos deitar fora Rafael Camacho?

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Protagonista do defeso da época passada, Rafael Camacho lá acabou por assinar pelo Sporting, constituindo uma aposta em quem os sportinguistas depositavam enormes esperanças. 

Proveniente do Liverpool, onde fez parte da sua formação, certamente com brilhantismo, ou não seria convocado por Jürgen Klopp para treinar com a equipa principal e, até, participar em dois encontros oficiais pela equipa britânica, Rafael Camacho reunia, pois, todas as potencialidades para ser um caso sério de sucesso no Sporting a breve trecho.

Na pré-época transacta, calhou o Sporting ter defrontado o Liverpool e, no final da partida, Virgil van Dijk, o patrão da defesa dos Reds, teceu as seguintes considerações sobre o novo reforço leonino: "É um jovem, que ainda tem muito a aprender. Quando era mais novo jogou no Sporting, por isso acho que foi bom para ele regressar a casa. Estou contente por ele e espero que corra tudo bem. Tem qualidade e sabe o que tem de fazer, pois todos sabemos que há muitos jogadores que têm qualidade, mas depois falta-lhes o resto", acrescentou.

Gostei da honestidade de van Dijk. Poderia ter dourado a pílula, como acontece muitas vezes nesta altura do ano, quando ex-treinadores ou jogadores opinam sobre jogadores com quem trabalharam e que estão a ser cogitados ou acabam de assinar por um dos três grandes. Mas não, van Dijk elogiou, mas também não escondeu que Rafael Camacho ainda não estava no ponto.

A prestação de Rafael Camacho, na época 2019/2020, esteve aquém das expectativas geradas. 26 partidas e 1 golo marcado depois, o jogador não convenceu a generalidade dos adeptos, sendo rotulado de flop. Em consequência, não integra o plantel para a nova temporada, parecendo que consta da lista de dispensas.

Com ainda tenros 20 anos de idade, tendo apanhado na sua primeira época de leão ao peito, um dos piores Sporting dos últimos 20 anos, que teve 4 treinadores e levou pancada dos concorrentes, será justo queimar já o jogador?

Terá Rafael Camacho perdido todas as potencialidades que o mantiveram no Liverpool e depois levaram à sua contratação pelo Sporting?

Não será que a aprendizagem, a que van Dijk se referiu, requer paciência, tempo e, sobretudo, estabilidade? Pois uma coisa é jogar no Sporting da época passada, outra coisa é jogar no Sporting de Leonardo Jardim ou de Jorge Jesus (primeira época).

Aqui confesso, não sei se Rafael Camacho é jogador para o Sporting. Não posso formar esse juízo com base na época anterior, porque é uma época, a todos os níveis, desastrosa e que não pode servir de exemplo.

O futebol é o momento, mas também o contexto. Por isso, é com pena que vejo que Rúben Amorim não dá mais uma oportunidade a Rafael Camacho. Certamente que com Mirko Jozic ou Lazlo Boloni, Rafael Camacho seria melhor trabalhado. Estes treinadores sabiam podar os jogadores imaturos, mas a quem toda a gente reconhecia potencial.

Se Rafael Camacho não serve, presentemente, para o Sporting, ao menos que o emprestem a um clube que possa fazê-lo crescer, nas lacunas identificadas, para daqui a um ano poder estar a concorrer, de novo, por um lugar no 11 do Sporting.

Agora, aos 20 anos, não atirem já o jogador para o caixote do lixo. 

Feito de Sporting

Nem só de qualidade vive o plantel do Sporting, mas também de sportinguismo, de jogadores que nos tenham para oferecer esforço, dedicação e devoção.

Nesse sentido, ocorrem-me os seguintes nomes que gostaria que integrassem o plantel da próxima época:

Na baliza, Beto. Jogador livre, sportinguista dos sete costados, seria o padrinho perfeito para ajudar à maturação de Max.

No meio campo, Adrien. Jogador que já manifestou publicamente vontade em voltar ao Sporting, seria novamente o capitão da equipa, a liderar aquela juventude toda.

Na frente de ataque, Ricardo Quaresma. Jogador livre, tem carinho pelo Sporting, seria o padrinho perfeito para ajudar à maturação de Plata, Rafael Camacho, eventualmente de Joelson, e de mais algum miúdo a sair da fornada da Academia.

São jogadores assim que puxam pela nossa ligação à equipa, pela sua competitividade, não os Bolasies ou Jesés desta vida. 

Grazie, maestro

No regresso a Alvalade, em semana marcada pelo falecimento do intemporal maestro Ennio Morricone, seria simpático que o Sporting também prestasse o seu tributo ao maestro, fazendo soar pelas colunas de Alvalade, durante a entrada dos jogadores, um tema que está indelevelmente associado ao nosso estádio e ainda hoje causa arrepios. Aqui.

Na alegria e na tristeza

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O futebol é tramado.

Há um ano, por esta altura, Bruno Lage e Marcel Keizer eram os homens do momento.

Poucos meses mais tarde, promoviam uma inédita mas muito amena cavaqueira, em vésperas de novo derby.

Ora, se no final desse jogo, de muito má memória para as nossas hostes, poucos apostariam as fichas em como Keizer chegaria até ao Natal, já no caso de Lage, a aposta, seguramente, seria em sentido bastante inverso. E o começo do campeonato apenas veio reforçar cada uma dessas impressões. 

Bom, mas a verdade é que Lage, à imagem de Keizer, também não vai terminar o campeonato, saindo, igualmente, pela porta pequena.

Estes momentos, que também exemplificam a magia (negra?) do futebol, devem-nos levar a concluir que,  no que toca à bola, nada, mas mesmo nada, deve ser dado por garantido. 

Futebol português: caminho para a perdição

«A falta de unanimidade das SAD dos clubes da I Liga portuguesa de futebol impede a entrada em vigor das cinco substituições já na 25.ª jornada, que começa na quarta-feira, anunciou hoje a Liga de clubes.» 

Passado o defeso do Covid, os jogos da próxima semana assemelhar-se-ão a jogos de pré-época.

Porém, ao contrário das recomendações sanitárias, bem como do que é normal nos primeiros jogos após longa ausência, os nossos iluminados dirigentes não conseguiram que a medida das 5 substituições vigorasse já na primeira jornada pós-regresso.

Ou seja, os responsáveis dos clubes não foram capazes de, atempadamente, proteger os seus principais activos, os jogadores. 

Enfim, nada que surpreenda. O nível do futebol português não se afere apenas nos paupérrimos resultados europeus, mas também nestas pequenas grandes incompetências.

Ben(e)dito seja o teu silêncio!

O podcast Sporting 160 está a levar a cabo uma série de entrevistas, bastante interessantes, a jogadores que integraram os dois últimos plantéis campeões. Esta semana o convidado foi o grande André Cruz.

Já na parte final, o antigo patrão da defesa leonina foi questionado sobre uma recente abordagem à sua disponibilidade para integrar uma lista candidata às próximas eleições. André Cruz, recorde-se, integrou a candidatura de João Benedito nas últimas eleições, nela figurando como o próximo director desportivo do clube.

Pois bem, André Cruz, à semelhança dos anos em que jogou futebol, não fugiu à questão e confirmou essa abordagem, referindo, no entanto, que de momento não se poderia comprometer com qualquer projecto, até porque não sabe se João Benedito, que apoiou nas últimas eleições, se irá recandidatar.

Pois, ninguém sabe o que pensa ou tenciona fazer João Benedito.

Há uns tempos, várias vozes reclamaram contra o silêncio ensurdecedor de Benedito. Tendo sido o candidato votado por mais sportinguistas e conhecidas que são as suas ambições em ter uma participação no futuro do clube, seria expectável que, a qualquer momento, dissesse de sua justiça.

Diz-se que os votos são dos candidatos até ao acto eleitoral. Mas não é totalmente bem assim. Quando um candidato alcançou um número expressivo de votos e mantém disponibilidade para uma próxima contenda, não pode atirar para trás das costas esses votos. Há um certo crédito que se adquire e tem de ser trabalhado.

Aceito que João Benedito tenha posição contrária, mas julgo que muitos que votaram nele não repetirão o voto num próximo acto eleitoral, salvo se os outros candidatos forem todos maus.

Pessoalmente, tendo votado em João Benedito, aguardo com expectativa uma sua próxima candidatura, mas que estou um tanto ou quanto desapontado neste momento, lá isso estou...

Refundar o futebol português

Não sei qual será o sentimento do caro leitor, ou do prezado colega de escrita neste espaço, no que à redondinha diz respeito, mas, da parte que me toca, não tenho tido grandes saudades do nosso futebol doméstico. Muito poucas, para ser franco.

Não se trata apenas do facto do futebol pouco importar perante a grave crise que Portugal e o resto do mundo atravessam, de saúde pública, em primeiro lugar, e de economia, logo de seguida.

A falta de saudades deve-se, sobretudo, ao pouco interesse do jogo jogado, à permanente sobreposição da discussão e insultos face ao demais, e a um contexto em que o mérito foi trocado pelos interesses privados. Pensando bem, todas estas razões não são de agora, acumulam-se há vários anos. 

O futebol português é um futebol de bancadas vazias, de jogador no chão e não em corrida, de quantidade mas sem qualidade.

O futebol interno definha e não se vislumbra no horizonte uma inversão do rumo dos acontecimentos. A explicação só poderá dever-se ou à falta de vontade dos agentes desportivos, agarrados a interesses terceiros, ou, havendo quem queira arrepiar caminho, não tenha, porém, suficiente força para tal, o que também se lamenta.

O futebol, um dia que for retomado, terá perdido mais encanto e interesse.

Este contexto de pausada forçada e sem fim à vista, pondo termo no permanente ruído que pauta o quotidiano futebolístico, poderia constituir oportunidade para repensar o futebol português.

No fundo, lançar as bases de um novo futebol, com aposta no jogador de qualidade, no árbitro de qualidade, no futebol bem jogado, nos desafios bem arbitrados, e no propósito contínuo de encher as bancadas. Uma refundação sem medos ou hesitações de qualquer espécie.

Não será um exercício inédito, porque outras ligas já fizeram há muito esse processo e revolucionaram o interesse pelos seus campeonatos, com o sucesso que hoje se conhece. 

O futebol português que não desperdice a oportunidade. Nada será como dantes, assim que passar a tempestade do Covid-19. 

Atrás de mim virá...

Assim pensarão, nesta altura, José Eduardo Bettencourt e Godinho Lopes.

O primeiro, por até ontem ser o autor do pior investimento de sempre do Sporting, Sinama Pongolle. Frederico Varandas supera agora a marca com a aposta, em 10 milhões, num jovem técnico ainda sem o curso de treinador completo e sem uma volta completa na 1ª Liga. É obra!

O segundo, pela gestão desastrada que pauta o mandato de Frederico Varandas. Godinho ainda teve o tino de trazer para a estrutura Jesualdo Ferreira, que ao pé de Hugo Viana...

José Eduardo Bettencourt e Godinho Lopes tiveram o assomo de consciência de não sentirem reunidas as condições e apoio social para cumprirem o respectivo mandato, precipitando eleições.

A Frederico Varandas e respectiva equipa pede-se igual humildade. É que, neste momento, os superiores interesses do Sporting estão feridos de morte.

Reserva leonina

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A última edição do programa Sporting160 teve como convidado Miguel Poiares Maduro.

Foi uma entrevista muito interessante, com boas (e pertinentes) perguntas e melhores respostas. Vale a pena escutar!

Poiares Maduro tem ideias muito concretas sobre o Sporting e o caminho que deverá seguir. Defendeu um debate sobre um novo modelo de governação para reger o clube (indicando, a esse respeito, tipos diferentes), considerando que o modelo actual está falido e o Sporting, persistindo no mesmo, não inverterá o rumo dos últimos 30 anos.

Uma análise desassombrada sobre o clube, a confirmar Poiares Maduro como uma boa reserva para o futuro do Sporting. 

Evitar o pântano desportivo

O projecto desportivo da Direcção do Sporting falhou.

Plantel globalmente fraco, treinadores em série, bancadas despidas de adeptos, descrença generalizada dos sócios, distância pontual assinalável para os nossos rivais, tudo somado não é o Sporting a que nos habituámos nos últimos anos.

Confesso que esperava mais de Frederico Varandas e da sua equipa. Um Presidente com conhecimento do futebol, domíno da gestão desportiva e assertivo. No entanto, nada disso aconteceu.

Lamento muito que Frederico Varandas tenha desperdiçado a oportunidade de contratar um catedrático como Jesualdo Ferreira, para estabilizar a equipa e trabalhar os futuros craques provenientes da Academia, optando, antes, por um monitor como é Silas, que está longe de preencher os mínimos olímpicos para treinar o Sporting.

As sucessivas oportunidades falhadas impõem, pois, neste momento, uma clarificação.

A Direcção, se pretende levar o mandato até ao fim, precisa de renovar a confiança junto dos associados do clube. O contexto assim o pede. Doutro modo, iremos cair num pântano, processo que será bastante doloroso e comprometerá ainda mais o clube.

Sá Pinto

Sá Pinto está de saída do Braga.

Apesar dos bons resultados europeus, a campanha doméstica sofrível falou mais alto. Um percurso muito similar àquele que fez nos meses em que treinou o Sporting e cujo desfecho viria a ser o mesmo de agora.

Nessa altura, porém, tratava-se da primeira experiência de Sá Pinto como treinador principal ao mais alto nível.

Ora, sabendo-se da sua vontade em voltar a treinar um dia o Sporting, gerou-se, nos anos seguintes, um certo benefício da dúvida quanto à real valia do ex-técnico do Sporting.

Confesso que torcia por Sá Pinto e pelo seu sucesso no Braga. No entanto, Sá Pinto continua sem convencer e, infelizmente para ele, desperdiçou com o Braga a melhor oportunidade da sua carreira, a seguir ao Sporting.

Assim, parece-me que Sá Pinto dificilmente voltará, na sua carreira, a treinar o Sporting.

O melhor dia para eleições

Depois da belíssima adaptação de "My Way" de Frank Sinatra (ou, antes, de "Comme d'habitude", de Claude François,) pouco faltará, certamente, para que o hit de Quim Barreiros "O melhor dia para casar" seja também adaptado pelo universo leonino, no caso, com o título "O melhor dia pra eleições".

Com efeito, a avaliar pela imprensa, estão imparáveis os processos de recolha de assinaturas para marcar uma assembleia geral extraordinária com o único propósito de destituir os actuais órgãos sociais.

Pessoalmente, acho um enorme disparate provocar mais uma crise directiva, pelo que não apoio, nem subscrevo as iniciativas que os movimentos em causa estão a levar a cabo. E digo-o com total à vontade, pois não votei em Frederico Varandas e na sua equipa.

Os resultados no futebol são desesperantes, mas do mesmo modo que não se coloca uma equipa a jogar bom futebol e a ganhar trocando sistematicamente de treinador, também não se coloca um clube com força e estabilidade estando, sistematicamente, a eleger novos órgãos sociais.

Na minha opinião, muito desta crise do futebol sénior radica na falta de competência da respectiva estrutura. É por aí que Frederico Varandas terá que inverter o rumo dos acontecimentos.

Depois da oportunidade perdida que foi a não contratação de Jesualdo Ferreira para treinador (ao invés de um catedrático, contratámos um monitor), o Presidente Varandas terá de sacar de um ás de espadas para liderar o futebol leonino.

Hugo Viana, já se viu, não tem competência para o cargo e a sua continuidade já exaspera. Muitos de nós suspiramos, com saudade, pela dupla Manolo Vidal/José Manuel Torcato. São homens assim que fazem falta à casa.

Espero que Frederico Varandas seja capaz desse golpe de asa. Pelo Sporting.

81.ª Volta a Portugal - balanço

O balanço da 4ª participação na Volta a Portugal, após o regresso ao ciclismo em 2016, da equipa do Sporting/Tavira acaba por seguir o registo das 3 participações anteriores: discreto e desapontante.

Na geral em equipas, ficámos em 3.º lugar. Na geral individual, tivemos apenas 2 corredores (em 7) no top-15 (14.º e 15.º lugares, concretamente), nem um no top-10!  Nas etapas disputadas, não conseguimos nenhuma vitória. Em 4 anos de Volta a Portugal, não lográmos colocar qualquer corredor no pódio final; só conseguimos uma vitória por etapas (em 40!). Um saldo, francamente, muito pobre numa modalidade a quem o Sporting tanto deve o seu prestígio nacional e extra muros.

Poderíamos aqui discorrer sobre as razões que levaram a este regresso em falso do Sporting ao ciclismo. Mas é exercício que, por ora, de pouco servirá face ao mais que provável novo abandono da modalidade. 

O ciclismo é uma modalidade que projeta, geograficamente falando, o Sporting mais longe do que qualquer outra. Destaco, aqui, o seguinte comentário (por Filipe o Leão da Serra) deixado na caixa de comentários da Tasca e que ilustra muito bem o que pretendo dizer: "Tenho pena que o Ciclismo acabe no nosso Clube. Mesmo sem passarem à frente, gostei de ver passar as nossas Camisolas na minha terra, a mais de 200 km de Lisboa(destaque meu)". 

O Sporting não pode virar costas outros 30 anos ao ciclismo!

Escrevo isto com sentida emoção, pois, como aqui já contei há anos, devo ao ciclismo a adesão da família ao Sporting e, consequentemente, o meu sportinguismo! Estarei, por isso, eternamente grato à modalidade. 

Uma nota final para saudar Frederico Figueiredo, o melhor leão em estrada na Volta. Uma grave queda na penúltima etapa levou-o a abandonar a prova no último dia. Não fosse isso e provavelmente terminaria no top-10, posição onde estava à partida para a última etapa.

Frederico Figueiredo teve uma queda grave antes da subida à Senhora da Graça, mas concluiu a etapa e nos primeiros lugares. Infelizmente, os ferimentos sofridos (fraturas no pulso e no braço) impediram-no de prosseguir na prova no dia seguinte.

O corredor leonino foi exemplo categórico de leão que caiu, mas que se levantou de novo!

Tivessem os desportistas que vestem o manto verde-e-branco a bravura, sofrimento e superação de Frederico Figueiredo e seríamos melhor Sporting.

Que o seu exemplo possa inspirar outros quando se preparam para arrancar novas épocas nas demais modalidades, e, já agora, também, no futebol.

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Volta a Portugal - fim de ciclo à vista

Estamos em plena Grandíssima e, aproveitando a pausa na prova, é altura para um brevíssimo balanço.

Volvidas cinco etapas, a corrida é dominada, como seria de esperar e em linha com os últimos anos, pela equipa da W52/FC Porto, com a liderança na geral e por equipas, vitórias em etapas e, ainda, 5 corredores (em 7!) nos 15 primeiros lugares.  

Quanto ao Sporting/Tavira, temos para já um 4.º lugar na geral por equipas, nenhuma etapa ganha (o melhor que conseguimos foi um 2.º lugar) e apenas 1 corredor no top-15, a já mais de 2 minutos e sem sequer conseguir entrar no top-10.

Não está, pois, a ser uma prestação brilhante nas estradas portuguesas por parte da equipa leonina, de resto, à semelhança, também, das edições anteriores.

O Sporting arrisca-se, pois, a chegar ao fim de 3 participações na Volta a Portugal com apenas 1 etapa ganha, sem qualquer top-3 na geral final. É, manifestamente, muito pobre.

Por isso, não surpreendem as notícias que apontam para o termo da parceria com o Clube de Ciclismo de Tavira. O Sporting prepara-se, tudo indica, para deixar, novamente, o ciclismo.

Como sportinguista e aficcionado pelas duas rodas, lamento muito esse cenário, mas a verdade é que o regresso ao pelotão está longe de corresponder às expectativas, nem sequer às mínimas. O Sporting não está a acrescentar valor ao ciclismo, nem a tirar proveito da modalidade. 

Este ano contratámos Tiago Machado, corredor que nos últimos anos andou a correr lá por fora e chegou a participar no Tour. Esperava que o corredor famalicense fosse o condão certo para arrepiarmos caminho, mas a verdade é que está longe de o ser. O actual 16.º lugar a quase 4 minutos do camisola amarela, só reforça a desilusão. 

Caminhamos, portanto, para um final de ciclo. Só não queria era esperar outros 30 anos para se abrir um novo ciclo. O Sporting tem uma marca identitária muito forte na modalidade, adeptos e projecção. Há que tirar os devidos ensinamentos desta parceria com o Tavira para, no futuro, quando surgir a ocasião, se repensar o regresso noutros termos e, sobretudo, com outra exigência.   

A proposta

Escreve A'Bola que esta semana chega uma proposta pelo Bruno Fernandes.

É melhor não levar a sério a notícia, tantas foram já as vezes, desde que a época terminou, que os jornais anunciaram a chegada iminente de uma proposta pelo craque maior da nossa equipa e, coisa pouca, da nossa Liga e depois...bola!

Há poucas semanas, escrevia Rui Calafate, no jornal Record,  que Bruno Fernandes está com dois azares: o primeiro, por ser do Sporting, clube que nunca primou, propriamente, por saber promover bem/fazer grandes vendas dos seus activos no mercado; o segundo, o facto de ter um empresário que está longe de conseguir fazer a diferença no mercado e nos principais clubes, por contraponto com Jorge Mendes. É opinião que subscrevo.

Volvidas estas semanas todas, sem que o Sporting tenha conseguido fazer ainda a venda espectacular que tanto deseja, e sem que Bruno Fernandes tenha ainda conseguido entrar na Premier League, num clube de topo, como tanto ambiciona, começo a sentir uma certa vergonha alheia pelas duas partes.

Se calhar é precipitação minha, pois, nestas andanças do futebol, muitos negócios concluem-se em cima do fecho do mercado. Vamos, pois, ver no que isto dará...

Obrigado e até já!

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Não percebo a saída de Hugo Canela do comando técnico do Sporting.

OK que a fase final do campeonato deixou muito a desejar, mas, ainda assim, isso não apaga o percurso dos últimos 2 anos: bi-campeonato e melhor prestação europeia de sempre na Champions (do clube e de um clube português no actual formato da prova). 

Acresce, a isso tudo, o sportinguismo do Hugo Canela. É um desportista que respira Sporting por todos os poros, campeão como jogador e treinador, alguém que sabe estar dentro e fora do campo (várias vezes o ouvi elogiar o adversário que nos tinha acabado de levar de vencida, ao invés de se refugiar em desculpas). 

Confesso que via Hugo Canela para o andebol do Sporting como Alex Ferguson esteve para o Manchester United.

Infelizmente, alguém no Estado-Maior leonino entendeu que não, que o melhor mesmo era terminar a ligação por aqui.

Até pode ser que o próximo treinador venha a revelar-se uma aposta ganha, mas atendendo ao historial de Hugo Canela no Sporting e, sobretudo, à sua jovem carreira, com muito ainda para crescer, não duvido que um dia voltará ao seu (nosso) Clube de sempre para ser campeão de novo!

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