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És a nossa Fé!

Refundar o futebol português

Não sei qual será o sentimento do caro leitor, ou do prezado colega de escrita neste espaço, no que à redondinha diz respeito, mas, da parte que me toca, não tenho tido grandes saudades do nosso futebol doméstico. Muito poucas, para ser franco.

Não se trata apenas do facto do futebol pouco importar perante a grave crise que Portugal e o resto do mundo atravessam, de saúde pública, em primeiro lugar, e de economia, logo de seguida.

A falta de saudades deve-se, sobretudo, ao pouco interesse do jogo jogado, à permanente sobreposição da discussão e insultos face ao demais, e a um contexto em que o mérito foi trocado pelos interesses privados. Pensando bem, todas estas razões não são de agora, acumulam-se há vários anos. 

O futebol português é um futebol de bancadas vazias, de jogador no chão e não em corrida, de quantidade mas sem qualidade.

O futebol interno definha e não se vislumbra no horizonte uma inversão do rumo dos acontecimentos. A explicação só poderá dever-se ou à falta de vontade dos agentes desportivos, agarrados a interesses terceiros, ou, havendo quem queira arrepiar caminho, não tenha, porém, suficiente força para tal, o que também se lamenta.

O futebol, um dia que for retomado, terá perdido mais encanto e interesse.

Este contexto de pausada forçada e sem fim à vista, pondo termo no permanente ruído que pauta o quotidiano futebolístico, poderia constituir oportunidade para repensar o futebol português.

No fundo, lançar as bases de um novo futebol, com aposta no jogador de qualidade, no árbitro de qualidade, no futebol bem jogado, nos desafios bem arbitrados, e no propósito contínuo de encher as bancadas. Uma refundação sem medos ou hesitações de qualquer espécie.

Não será um exercício inédito, porque outras ligas já fizeram há muito esse processo e revolucionaram o interesse pelos seus campeonatos, com o sucesso que hoje se conhece. 

O futebol português que não desperdice a oportunidade. Nada será como dantes, assim que passar a tempestade do Covid-19. 

Atrás de mim virá...

Assim pensarão, nesta altura, José Eduardo Bettencourt e Godinho Lopes.

O primeiro, por até ontem ser o autor do pior investimento de sempre do Sporting, Sinama Pongolle. Frederico Varandas supera agora a marca com a aposta, em 10 milhões, num jovem técnico ainda sem o curso de treinador completo e sem uma volta completa na 1ª Liga. É obra!

O segundo, pela gestão desastrada que pauta o mandato de Frederico Varandas. Godinho ainda teve o tino de trazer para a estrutura Jesualdo Ferreira, que ao pé de Hugo Viana...

José Eduardo Bettencourt e Godinho Lopes tiveram o assomo de consciência de não sentirem reunidas as condições e apoio social para cumprirem o respectivo mandato, precipitando eleições.

A Frederico Varandas e respectiva equipa pede-se igual humildade. É que, neste momento, os superiores interesses do Sporting estão feridos de morte.

Reserva leonina

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A última edição do programa Sporting160 teve como convidado Miguel Poiares Maduro.

Foi uma entrevista muito interessante, com boas (e pertinentes) perguntas e melhores respostas. Vale a pena escutar!

Poiares Maduro tem ideias muito concretas sobre o Sporting e o caminho que deverá seguir. Defendeu um debate sobre um novo modelo de governação para reger o clube (indicando, a esse respeito, tipos diferentes), considerando que o modelo actual está falido e o Sporting, persistindo no mesmo, não inverterá o rumo dos últimos 30 anos.

Uma análise desassombrada sobre o clube, a confirmar Poiares Maduro como uma boa reserva para o futuro do Sporting. 

Evitar o pântano desportivo

O projecto desportivo da Direcção do Sporting falhou.

Plantel globalmente fraco, treinadores em série, bancadas despidas de adeptos, descrença generalizada dos sócios, distância pontual assinalável para os nossos rivais, tudo somado não é o Sporting a que nos habituámos nos últimos anos.

Confesso que esperava mais de Frederico Varandas e da sua equipa. Um Presidente com conhecimento do futebol, domíno da gestão desportiva e assertivo. No entanto, nada disso aconteceu.

Lamento muito que Frederico Varandas tenha desperdiçado a oportunidade de contratar um catedrático como Jesualdo Ferreira, para estabilizar a equipa e trabalhar os futuros craques provenientes da Academia, optando, antes, por um monitor como é Silas, que está longe de preencher os mínimos olímpicos para treinar o Sporting.

As sucessivas oportunidades falhadas impõem, pois, neste momento, uma clarificação.

A Direcção, se pretende levar o mandato até ao fim, precisa de renovar a confiança junto dos associados do clube. O contexto assim o pede. Doutro modo, iremos cair num pântano, processo que será bastante doloroso e comprometerá ainda mais o clube.

Sá Pinto

Sá Pinto está de saída do Braga.

Apesar dos bons resultados europeus, a campanha doméstica sofrível falou mais alto. Um percurso muito similar àquele que fez nos meses em que treinou o Sporting e cujo desfecho viria a ser o mesmo de agora.

Nessa altura, porém, tratava-se da primeira experiência de Sá Pinto como treinador principal ao mais alto nível.

Ora, sabendo-se da sua vontade em voltar a treinar um dia o Sporting, gerou-se, nos anos seguintes, um certo benefício da dúvida quanto à real valia do ex-técnico do Sporting.

Confesso que torcia por Sá Pinto e pelo seu sucesso no Braga. No entanto, Sá Pinto continua sem convencer e, infelizmente para ele, desperdiçou com o Braga a melhor oportunidade da sua carreira, a seguir ao Sporting.

Assim, parece-me que Sá Pinto dificilmente voltará, na sua carreira, a treinar o Sporting.

O melhor dia para eleições

Depois da belíssima adaptação de "My Way" de Frank Sinatra (ou, antes, de "Comme d'habitude", de Claude François,) pouco faltará, certamente, para que o hit de Quim Barreiros "O melhor dia para casar" seja também adaptado pelo universo leonino, no caso, com o título "O melhor dia pra eleições".

Com efeito, a avaliar pela imprensa, estão imparáveis os processos de recolha de assinaturas para marcar uma assembleia geral extraordinária com o único propósito de destituir os actuais órgãos sociais.

Pessoalmente, acho um enorme disparate provocar mais uma crise directiva, pelo que não apoio, nem subscrevo as iniciativas que os movimentos em causa estão a levar a cabo. E digo-o com total à vontade, pois não votei em Frederico Varandas e na sua equipa.

Os resultados no futebol são desesperantes, mas do mesmo modo que não se coloca uma equipa a jogar bom futebol e a ganhar trocando sistematicamente de treinador, também não se coloca um clube com força e estabilidade estando, sistematicamente, a eleger novos órgãos sociais.

Na minha opinião, muito desta crise do futebol sénior radica na falta de competência da respectiva estrutura. É por aí que Frederico Varandas terá que inverter o rumo dos acontecimentos.

Depois da oportunidade perdida que foi a não contratação de Jesualdo Ferreira para treinador (ao invés de um catedrático, contratámos um monitor), o Presidente Varandas terá de sacar de um ás de espadas para liderar o futebol leonino.

Hugo Viana, já se viu, não tem competência para o cargo e a sua continuidade já exaspera. Muitos de nós suspiramos, com saudade, pela dupla Manolo Vidal/José Manuel Torcato. São homens assim que fazem falta à casa.

Espero que Frederico Varandas seja capaz desse golpe de asa. Pelo Sporting.

81.ª Volta a Portugal - balanço

O balanço da 4ª participação na Volta a Portugal, após o regresso ao ciclismo em 2016, da equipa do Sporting/Tavira acaba por seguir o registo das 3 participações anteriores: discreto e desapontante.

Na geral em equipas, ficámos em 3.º lugar. Na geral individual, tivemos apenas 2 corredores (em 7) no top-15 (14.º e 15.º lugares, concretamente), nem um no top-10!  Nas etapas disputadas, não conseguimos nenhuma vitória. Em 4 anos de Volta a Portugal, não lográmos colocar qualquer corredor no pódio final; só conseguimos uma vitória por etapas (em 40!). Um saldo, francamente, muito pobre numa modalidade a quem o Sporting tanto deve o seu prestígio nacional e extra muros.

Poderíamos aqui discorrer sobre as razões que levaram a este regresso em falso do Sporting ao ciclismo. Mas é exercício que, por ora, de pouco servirá face ao mais que provável novo abandono da modalidade. 

O ciclismo é uma modalidade que projeta, geograficamente falando, o Sporting mais longe do que qualquer outra. Destaco, aqui, o seguinte comentário (por Filipe o Leão da Serra) deixado na caixa de comentários da Tasca e que ilustra muito bem o que pretendo dizer: "Tenho pena que o Ciclismo acabe no nosso Clube. Mesmo sem passarem à frente, gostei de ver passar as nossas Camisolas na minha terra, a mais de 200 km de Lisboa(destaque meu)". 

O Sporting não pode virar costas outros 30 anos ao ciclismo!

Escrevo isto com sentida emoção, pois, como aqui já contei há anos, devo ao ciclismo a adesão da família ao Sporting e, consequentemente, o meu sportinguismo! Estarei, por isso, eternamente grato à modalidade. 

Uma nota final para saudar Frederico Figueiredo, o melhor leão em estrada na Volta. Uma grave queda na penúltima etapa levou-o a abandonar a prova no último dia. Não fosse isso e provavelmente terminaria no top-10, posição onde estava à partida para a última etapa.

Frederico Figueiredo teve uma queda grave antes da subida à Senhora da Graça, mas concluiu a etapa e nos primeiros lugares. Infelizmente, os ferimentos sofridos (fraturas no pulso e no braço) impediram-no de prosseguir na prova no dia seguinte.

O corredor leonino foi exemplo categórico de leão que caiu, mas que se levantou de novo!

Tivessem os desportistas que vestem o manto verde-e-branco a bravura, sofrimento e superação de Frederico Figueiredo e seríamos melhor Sporting.

Que o seu exemplo possa inspirar outros quando se preparam para arrancar novas épocas nas demais modalidades, e, já agora, também, no futebol.

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Volta a Portugal - fim de ciclo à vista

Estamos em plena Grandíssima e, aproveitando a pausa na prova, é altura para um brevíssimo balanço.

Volvidas cinco etapas, a corrida é dominada, como seria de esperar e em linha com os últimos anos, pela equipa da W52/FC Porto, com a liderança na geral e por equipas, vitórias em etapas e, ainda, 5 corredores (em 7!) nos 15 primeiros lugares.  

Quanto ao Sporting/Tavira, temos para já um 4.º lugar na geral por equipas, nenhuma etapa ganha (o melhor que conseguimos foi um 2.º lugar) e apenas 1 corredor no top-15, a já mais de 2 minutos e sem sequer conseguir entrar no top-10.

Não está, pois, a ser uma prestação brilhante nas estradas portuguesas por parte da equipa leonina, de resto, à semelhança, também, das edições anteriores.

O Sporting arrisca-se, pois, a chegar ao fim de 3 participações na Volta a Portugal com apenas 1 etapa ganha, sem qualquer top-3 na geral final. É, manifestamente, muito pobre.

Por isso, não surpreendem as notícias que apontam para o termo da parceria com o Clube de Ciclismo de Tavira. O Sporting prepara-se, tudo indica, para deixar, novamente, o ciclismo.

Como sportinguista e aficcionado pelas duas rodas, lamento muito esse cenário, mas a verdade é que o regresso ao pelotão está longe de corresponder às expectativas, nem sequer às mínimas. O Sporting não está a acrescentar valor ao ciclismo, nem a tirar proveito da modalidade. 

Este ano contratámos Tiago Machado, corredor que nos últimos anos andou a correr lá por fora e chegou a participar no Tour. Esperava que o corredor famalicense fosse o condão certo para arrepiarmos caminho, mas a verdade é que está longe de o ser. O actual 16.º lugar a quase 4 minutos do camisola amarela, só reforça a desilusão. 

Caminhamos, portanto, para um final de ciclo. Só não queria era esperar outros 30 anos para se abrir um novo ciclo. O Sporting tem uma marca identitária muito forte na modalidade, adeptos e projecção. Há que tirar os devidos ensinamentos desta parceria com o Tavira para, no futuro, quando surgir a ocasião, se repensar o regresso noutros termos e, sobretudo, com outra exigência.   

A proposta

Escreve A'Bola que esta semana chega uma proposta pelo Bruno Fernandes.

É melhor não levar a sério a notícia, tantas foram já as vezes, desde que a época terminou, que os jornais anunciaram a chegada iminente de uma proposta pelo craque maior da nossa equipa e, coisa pouca, da nossa Liga e depois...bola!

Há poucas semanas, escrevia Rui Calafate, no jornal Record,  que Bruno Fernandes está com dois azares: o primeiro, por ser do Sporting, clube que nunca primou, propriamente, por saber promover bem/fazer grandes vendas dos seus activos no mercado; o segundo, o facto de ter um empresário que está longe de conseguir fazer a diferença no mercado e nos principais clubes, por contraponto com Jorge Mendes. É opinião que subscrevo.

Volvidas estas semanas todas, sem que o Sporting tenha conseguido fazer ainda a venda espectacular que tanto deseja, e sem que Bruno Fernandes tenha ainda conseguido entrar na Premier League, num clube de topo, como tanto ambiciona, começo a sentir uma certa vergonha alheia pelas duas partes.

Se calhar é precipitação minha, pois, nestas andanças do futebol, muitos negócios concluem-se em cima do fecho do mercado. Vamos, pois, ver no que isto dará...

Obrigado e até já!

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Não percebo a saída de Hugo Canela do comando técnico do Sporting.

OK que a fase final do campeonato deixou muito a desejar, mas, ainda assim, isso não apaga o percurso dos últimos 2 anos: bi-campeonato e melhor prestação europeia de sempre na Champions (do clube e de um clube português no actual formato da prova). 

Acresce, a isso tudo, o sportinguismo do Hugo Canela. É um desportista que respira Sporting por todos os poros, campeão como jogador e treinador, alguém que sabe estar dentro e fora do campo (várias vezes o ouvi elogiar o adversário que nos tinha acabado de levar de vencida, ao invés de se refugiar em desculpas). 

Confesso que via Hugo Canela para o andebol do Sporting como Alex Ferguson esteve para o Manchester United.

Infelizmente, alguém no Estado-Maior leonino entendeu que não, que o melhor mesmo era terminar a ligação por aqui.

Até pode ser que o próximo treinador venha a revelar-se uma aposta ganha, mas atendendo ao historial de Hugo Canela no Sporting e, sobretudo, à sua jovem carreira, com muito ainda para crescer, não duvido que um dia voltará ao seu (nosso) Clube de sempre para ser campeão de novo!

Merecida homenagem

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Lembro-me bem da queda do varandim do antigo estádio de Alvalade e da tristeza sentida pelo absurdo da tragédia, resultante da pressão de adeptos que insultavam a equipa do FC Porto à chegada ao estádio.

Os adeptos estão para apoiar o seu clube, não para insultar os adversários. Foi dos momentos mais baixos do Sporting.

Mas o Sporting não é um clube diferente apenas nas coisas más e, 24 anos volvidos sobre a tragédia, o clube prestou a devida homenagem a quem, representando as cores adversárias, não hesitou um segundo sequer em colocar o seu saber e mãos ao serviço do próximo.

Falo do Dr. Domingos Gomes, a primeira pessoa a assistir as dezenas de adeptos que estavam estatelados no chão em risco de vida,  e que, mesmo levando com garrafas, não deixou de continuar a prestar socorro.

Apesar do largo decurso do tempo, fez bem o Sporting, na pessoa do seu Presidente, em agradecer, desta forma solene, ao Dr. Domingos Gomes.

Chaves

Duas semanas sem competição, mini-férias para a equipa, possibilidade de treinar com tempo e aprofundadamente a equipa, tudo isto gera grandes expectativas para o jogo de amanhã.

Diria mesmo que a partida de amanhã são as Chaves da porta de saída ou de entrada na próxima época de Marcel Keizer.

Passo-me a explicar: ou a equipa se apresenta num nível exibicional e competitivo (bem) melhor face ao dos últimos jogos, o que levará então a concluir que afinal o treinador, com tempo e frescura, consegue colocar a equipa a jogar no nível que todos pretendemos ver na equipa; ou a equipa se apresenta no nível sofrível do costume e então de nada servem as pausas competitivas ou mais tempo para treinador, que o treinador nunca sai da cepa torta.

Vamos ver no que isto dá.

 

P.S.: Sempre um gosto reler o Bala

Achtung Baby

Na época da graça de 2013/2014, depois de uma entrada de leão, o artilheiro-mor leonino, Fredy Montero, iniciou uma agonizante travessia do deserto, isto é, uma prolongada seca de golos. O início desse período coincidiu com o nascimento da sua filha.

Colega de trabalho, leão dos sete costados, pai de 3 filhos, num dos nossos inúmeros concílios sobre o estado do leão, avançava o seu veredicto: a crise de confiança de Montero com os golos deve-se à falta de sono, própria de quem acaba de ser pai e que, inevitavelmente, acaba por ter reflexo no resto.

Na altura achei um tanto ou quanto estapafúrdia a tese, mas anos depois, tendo eu próprio estreado nessas lides da parentalidade, acabei por entender, e muito bem, o que queria dizer o meu colega.

Ora, tudo isto serve para chegar ao seguinte ponto: Bas Dost, nosso artilheiro-mor, também se estreou há poucos meses no papel de "pai" e, curiosamente, vive nesta altura a pior fase da sua carreira.

Não deixa de ser sintomático que as crises de golo de Montero e Bas Dost ocorram, precisamente, pouco tempo depois de terem sido pais.

Se acham que esta possível explicação para o divórcio de Bas Dost com os golos é absurda, sugiro-vos então reverem o Alta Definição que teve como convidado Jorge Jesus, em que o então ainda treinador do Sporting abordava essa questão, nomeadamente, dizendo que o jogador precisa de descansar muito bem para os treinos e que o cuidado dos filhos bebés ou ainda muito pequenos tem de ser deixado para a mulher ou família. 

Vale o que vale, mas esta tese não deixa de dar que pensar...

Desilusão das grandes

Num ano muito delicado, a viver a pior fase da época, o Sporting deixa Nani e Montero irem embora???

Logo dois dos mais virtuosos e dedicados jogadores do plantel?!

Desculpem, mas esta notícia fere mais a nossa alma de leão do que a derrota de ontem. 

E tenho especialmente pena pelo Nani, que ainda em Dezembro disse que voltou pelo prazer de representar novamente o Sporting, ao invés de seguir carreira na China ou Arábia de onde surgiam propostas financeiramente bastante mais apelativas.

Não merecemos este golpe. Que desilusão das grandes.

Derlei vs Marcel Keizer

Já não me recordo se o Sporting perdia 1-0 ou 2-0, mas houve um momento da transmissão televisiva do jogo de ontem que impressionou: a câmara fixou-se uns bons segundos (que mais pareceram minutos) em Marcel Keizer e a linguagem não verbal do treinador do Sporting disse tudo: sem reacção, olhar perdido, cérebro paralisado, tudo o que um líder não pode demonstrar em momento de crise.

Lembrei-me, então, do ninja Derlei. 

Em 2008, nos célebres 5-3 para a taça, contra o Benfica, também para a meia-final, o Sporting a determinada altura da 1ª parte já perdia por 2-0 e isto quando não havia 2ª mão. 

Derlei, que tinha sido convocado após prolongada ausência em virtude de lesão, salta do banco, junto à linha lateral e começa a dar instruções aos colegas, de forma enérgica e motivadora. Posso confirmar porque nesse dia assisti ao jogo, perto do nosso banco. A linguagem verbal e não verbal do ninja foi deveras reveladora e contagiante.

Pensei logo cá para mim "este gajo tem de entrar". E assim foi. Derlei saltou do banco no decorrer da 2ª parte, com a equipa ainda a perder por 2-0 e mal entra em campo começa a motivar os colegas. 

Foi uma questão de minutos até a reacção começar a surgir e Derlei a influenciar decisivamente a equipa para a recuperação. Mesmo sem jogar há vários meses, jogou e fez jogar, ao ponto de ter marcado o seu tento de honra.

Derlei, recorde-se, chegou ao Sporting já com uns títulos nada despiciendos no seu CV. Talvez isso (CV) explique a sua atitude dentro e fora do campo naquele jogo; fazendo, também, explicar a ausência de reacção e capacidade de motivar as tropas de Marcel Keizer na adversidade, com consequente (infeliz) impacto junto da equipa.

Dia D

“Em março ou abril veremos o que podemos prometer.", Marcel Keizer, 6 de janeiro.

Quando estas declarações foram proferidas, o Sporting estava a 5 pontos do Porto. Agora está a 11.

Poderíamos, perfeitamente, antecipar em 1 ou 2 meses a avaliação a que o treinador do Sporting se propunha fazer. Mas não o quero fazer.

4ª feira, começa nova ronda da taça de Portugal e até à 2ª mão, inclusive, são 11 jogos. Ou seja, este ciclo termina, à partida, a 2 de abril. O tal mês de abril para que remetia Marcel Keizer.

Parece-me, por isso, que será de conceder este compasso de espera e ver o que realmente vale o treinador do Sporting. Isto, claro está, no pressuposto de que Keizer passará a colocar os melhores em campo, a gerir o cansaço físico da equipa e, sobretudo, a começar a apostar em jogadores da casa/reforços com vista a 2019/2020.

Se não o fizer, então permaneceremos no tremendo equívoco em que nos encontramos e, aí, já não digo nada quanto a Marcel Keizer poder estar no banco quando recebermos o Benfica daqui por cerca de 2 meses.

Sob Suspeita

Na série Sob Suspeita (talvez a minha preferida de sempre) existia uma Machine que prevenia crimes violentos. Nalguns momentos de apuro, a Máquina simulava os diversos cenários de saída, graduando a probabilidade de êxito de cada um, para melhor aconselhar os passos a seguir do protagonista em causa.

No passado sábado, houve uma Máquina que terá feito o mesmo trabalho a Marcel Keizer quando o encontro se aproximava para o fim.

Os cenários eram vários, incluindo:

- arriscar tudo e acabar o jogo a 5 pontos;

- arriscar tudo e acabar o jogo a 8 pontos;

- arriscar qb e acabar o jogo a 8 pontos;

- arriscar tudo e acabar o jogo a 11 pontos;

- etc.

Desde logo, pelo sentido do jogo e, sobretudo, pela qualidade do oponente, parece-me que o primeiro cenário era o menos provável de todos.

Seja como for, a posição do treinador não era fácil. Fosse qual fosse a opção, dificilmente se livraria de críticas.

Todos gostaríamos de ver o Sporting arriscar com tudo, mas a atitude de peito cheio não pode, nem deve ser a mesma a 17 jornadas do fim, como é quando faltam 5 ou menos jornadas para o termo do campeonato.

A verdade é que ficar a 11 pontos do Porto seria demolidor para a moral das tropas. Por muito que queiramos apontar o 2º lugar como objectivo, temos de entrar jornada a jornada com o 1º lugar na ambição, senão então aí é que nunca chegaremos ao 2º lugar.

Não quero com isto dizer que 8 pontos de distância do Porto seja animador, porque não é, mas permite, em todo o caso, acalentar alguma esperança no arranque da 2ª volta.

Sem jeito nenhum

O despedimento de Peseiro só faz sentido se nas 24 horas seguintes é apresentado um novo treinador. Aí sim, percebe-se que há uma linha definida. 

Infelizmente, não é o que está a acontecer. Volvidas 24 horas, não há treinador, os rumores não são propriamente lisonjeiros (desde "negas" de treinadores a falta de argumentos financeiros para convencer outros treinadores) e alguns dos nomes falados são de bradar aos céus (Karanka é um Van Basten ou Mihajlovic mas com sotaque castelhano). Mais, vamos fazer um jogo dificílimo aos Açores comandados por...Tiago Fernandes!!! Tão surreal como quando o Francisco Vital treinou o Sporting na Champions.

Se era para ser assim, mais valia estarem quietos. Daqui a 1 semana o campeonato volta a parar, seria então altura mais apropriada para fazer uma mudança no comando técnico. Agora, como foram feitas as coisas é que não teve jeito nenhum!

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