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És a nossa Fé!

Voltaremos a sorrir

Hoje fecha-se o capítulo mais negro da história do meu clube. Agora começa a dolorosa reedificação do Sporting do rasto de escombros que é o legado de Bruno de Carvalho. O primeiro passo será a devolução do clube aos associados, a destituição do presidente suspenso e a convocação de um processo eleitoral. Vai ser dura a travessia do deserto, mas voltaremos a sorrir. Porque somos grandes, somos resistentes.

Um até breve, espero.

Porque não posso ser mais cúmplice do processo de desmantelamento do meu clube empreendido pelo doidinho do Bruno de Carvalho coadjuvado por meia dúzia de oportunistas invertebrados, pela primeira vez em 15 anos não irei renovar os meus lugares no estádio.

Aguardo com esperança o tempo de voltar para apoiar a minha equipa a recuperar o lugar que é seu por direito. 

Insustentável

Ao mesmo tempo que Bruno de Carvalho faz uns malabarismos para se acorrentar ao poder (difícil é entender como Augusto Inácio e Fernando Correia se sujeitam a estas coisas), começo a ouvir algumas vozes de comentadores a afirmar que irá ser difícil demitir esta direcção e convocar eleições, que o presidente tem tudo minado e que facilmente manipulará uma assembleia geral com as suas claques fiéis. Que mais vergonhas têm os sportinguistas de passar e desgraças são precisas acontecer para que o doidinho nos desampare o Clube?
Vamos ou não vamos expulsar o usurpador, Dr. Marta Soares? Onde é que eu tenho de assinar?

Fica connosco, Rui

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(...) acontece que a eternidade do Olimpo é privilégio de poucos, só acessível a quem pela fidelidade a uma divisa, a um emblema, logrou conquistar o coração às suas gentes; uma utopia pouco em voga por estes dias em que a lógica mercantilista é preponderante na gestão das carreiras desportivas. Não será esse o caso do Rui Patrício que soube sofrer, crescer e afirmar-se na baliza do Sporting onde sem dúvida por estes dias já deixou marca no coração dos adeptos leoninos e um lugar na história do clube. Onde só falta um “bocadinho assim” até ao Céu: a consumação de um final feliz, que é o título de Campeão Nacional. 

 

Retirado deste meu texto de 2013

 

Ser do Sporting...

Não mataram o rei, não perdemos a guerra, o Sporting não acaba, é só o jogo da bola. Quem não perceber isto, faz parte do problema que é o nosso país. 

O meu saudoso Tio Manel que me meteu nestas andanças de sportinguista, na sua simplicidade dizia-me muitas vezes, com os seus olhos brilhantes de esperança: "é assim, João, umas vezes ganha-se, outras vezes perde-se". Foi nesta condição que cresceu o meu coração de Leão. Ele, nunca desistiu. Eu ainda vou a meio.

Um choro pelo meu Sporting

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Foi ao início do recente derby, na cena macabra das tochas arremessadas para a baliza de Rui Patrício, que eu pela primeira vez na minha já longa vida me senti a mais no Estádio de Alvalade. Na sequência dos acontecimentos prévios, o estranho à vontade e o descaramento com que essa acção foi perpetrada, demonstrava à evidência como os bárbaros tinham definitivamente tomado conta do nosso clube.

Em minha defesa tenho a dizer que nunca votei em Bruno de Carvalho, cujo discurso e estilo desde a primeira hora me assustaram. Mas confesso que nos primeiros tempos da sua presidência, perante o facto consumado, e por causa do meu amor ao Sporting, tentei assimilar o personagem, desculpando-lhe os excessos com a esperança em resultados, e diga-se em abono da verdade que alguns sinais até pareciam prenunciar as almejadas vitórias. Pus-me em causa: talvez o problema fosse os meus preconceitos, uma pessoa que tivera uma rígida educação votada para uma estética (ou ética, como lhe queiram chamar) aristocrática, um exercício que a minha vida prática e quotidiana me obriga fazer demasiadas vezes. Infelizmente, como eu receava, a coisa vai acabar muito pior do que a minha imaginação alguma vez poderia conceber, mesmo nos mais negros pesadelos.

Esta semana tem sido muito penosa para mim. Basta dizer que não tenho maneira de explicar os insanos acontecimentos que tomaram conta do nosso Sporting aos meus filhos, que na antiga tradição familiar com orgulho formei como sportinguistas e para o carácter: sempre souberam que a condição do nosso amor e lealdade não eram dependentes ou recompensa de vitórias. Acontece que a dedicação de um verdadeiro Sportinguista é fundada no carácter que só o esforço forma, na resiliência e pele rija daqueles que perdendo batalhas se reforçam e reforçam para voltar à luta apenas pela glória que só um grande amor imprime.  E a recompensa de uma pertença maior, legado que nos chegou das pessoas de bem que nos esculpiram este coração de Leão que hoje sangra e chora.

Vai dar muito trabalho, no meio dos escombros e deste caos que não nos deixa ver o dia de amanhã, juntar os cacos para voltarmos de cabeça erguida a competir pelo lugar que é nosso: o de um grande clube português, de gente decente e lutadora. O resgate do nosso Sporting tem de começar hoje, expulsando de vez o usurpador.

Fede como a peste

O Benfica ter criado um gabinete de crise para controlar os danos dos últimos casos e processos conhecidos é profissional. O Benfica ter pensado um modelo para ganhar espaço na comunicação social e influência nas várias instituições do futebol é legítimo. Já o Benfica ver os últimos 163 jogos investigados pelo Ministério Público levanta muitas dúvidas. O Benfica ser suspeito de resultados combinados com mensagens trocadas entre os investigados e telemóveis a serem analisados pelas autoridades é tremendo. E a tal task force do Benfica ter como conselheiro Almeida Ribeiro, antigo espião do SIS e ex-secretário adjunto de José Sócrates, e poder estar a fazer denúncias anónimas para confundir a investigação é assustador. Estaremos à beira de um Calciocaos, que despromoveu a Juventus, a Lazio ou a Fiorentina, ou manteremos a tónica dos Apitos Dourados?

 

Filomena Martins, no Observador.

Virar de página?

Tudo indica que Bruno Carvalho ontem fez as pazes com a equipa, o que é um sinal muito positivo. Juntando esse facto àquilo que aparenta ser uma nova estratégia de comunicação pessoal mais sóbria, acredito que a crise directiva, da qual só lucram os nossos adversários, pode estar debelada. Queremos todos acreditar que Bruno de Carvalho decidiu-se por uma postura mais institucional, facto que, juntamente com os resultados desportivos da equipa principal, o podem reabilitar para um resto de mandato em beleza. E poder assim inscrever o seu nome na lista dos presidentes campeões.  É isso que querem os Sportinguistas.

Uma espiral de loucura

Como se tem visto nos últimos dias Bruno de Carvalho entrou numa espiral neurótica de total descontrolo emocional, e parece querer afundar o Sporting Clube de Portugal consigo para o inferno em que se enredou. O problema está em saber como se lida com um homem tresloucado, com muito poder destrutivo, e como se poderão minimizar os danos deste tumulto até que se vislumbre uma solução, que só pode ser encontrada através da convocação de eleições e numa nova liderança do clube. 

Também acho estranho como não haja à volta do presidente quem o confronte com a realidade. A doideira já se vem revelando há algum tempo, pelo menos desde a inaudita convocação da última Assembleia Geral. O amor ao clube, ou o brio profissional, deveriam ser razões mais que suficientes para a demissão dos actuais Corpos Sociais. E o que é que nos tem para dizer o director de comunicação Nuno Saraiva sobre a catástrofe comunicacional, um verdadeiro caso de estudo, que se vem revelando o seu exercício de funções?
Resta-me aqui elogiar Jorge Jesus que vem demonstrando um enorme sentido institucional, afirmando-se neste momento como uma peça fundamental de bom senso e equilíbrio no meio de tanto desconchavo. Quem diria.

Bruno de Carvalho é notícia

Acho que a tolerância para com Bruno de Carvalho tem de acabar. Depois de humilhar os sportinguistas que não se revêem no seu estilo sarjeta decidiu afrontar publicamente os jogadores que, compreende-se, não estão para aturar as suas alarvices. É tempo dos sócios resgatarem o seu clube. 

 

PS 1 - Se se confirmar que o Sporting, por irresponsável opção do presidente, no Domingo enfrenta o Paços de Ferreira com a equipa b, acho que os sócios e adeptos deveriam abster-se de ir ao estádio. 

 

PS 2 - Outro idiota inútil que tem urgentemente de desamparar a loja é o acólito Nuno Saraiva. 

Elevar-se para olhar mais longe - uma reflexão sobre a política de comunicação do Sporting

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Que a presidência de Bruno Carvalho tem reforçado a militância dos adeptos do Sporting parece-me um dado confirmado pelas assistências aos jogos nos últimos anos. Assim como o ruído das claques que durante a última década acedeu às redes de “media social”, que tomou como um prolongamento dos rituais de apoio ao clube nas bancadas – os sportinguistas “fanáticos” andam mais motivados por estes dias, e isso é positivo, digo-o sem qualquer desdém: são eles (nós) que preenchem os lugares no estádio, pagam as quotas, contribuem para a Missão Pavilhão ou outra, compram merchandising para oferecer aos sobrinhos ou afilhados, e alguns ainda compram o Jornal do Sporting no quiosque e, imaginem, participam na vida associativa do clube.

O problema quanto a mim é que o Sporting não é sustentável só com este núcleo duro, chamemos-lhe assim, tem de se elevar para olhar mais longe e reconquistar as margens e periferias, para ser uma marca atractiva num universo mais lato. Acontece que, tão importante quanto os militantes, é o universo de simpatizantes mais ou menos desprendido que não assina canais pagos de desporto e só vai ao futebol muito ocasionalmente, mas que socialmente funciona como que um “farol leonino”: na família ou no trabalho assume a simpatia pelo seu clube mas sem grande compromisso, seja porque o desporto tem um lugar secundário na sua hierarquia de interesses, ou porque não está para se chatear com mais polémicas, intrigas e aborrecimento… e porque não tem grandes expectativas que o clube lhe devolva um pouco do entusiasmo que despendeu algures no passado sendo campeão. É com este último grupo que me preocupo mais: além dos meus filhos eu “eduquei” os meus muitos sobrinhos para serem resilientes sportinguistas. Levei-os ocasionalmente ao futebol, ofereci-lhes o Cachecol que hoje ainda guardam, mas com os anos e anos seguidos de frustrações foram-se desligando. Aqui chegados, queixam-se que o Sporting, não se sagrando campeão, praticamente só dá nas vistas com as polémicas estúpidas que saem nas parangonas dos jornais e que são peroradas nas TVs.
É por tudo isto que estou convicto que o Sporting para sobreviver a longo prazo tem de aumentar a atracção dos simpatizantes mais ou menos desprendidos. É evidente que a conquista do título é a fórmula mais eficaz para tal desiderato. Mas há outras, como por exemplo uma comunicação amigável que os seja capaz de cativar, que não esteja fixada nos escândalos e guerrilhas mais ou menos artificiais que os polemistas, numa violência inaudita, berram insanamente na televisão. O futebol não pode expulsar da sua órbitra as pessoas razoáveis, que não o vivem como se essa actividade fora uma guerra sem quartel em que os grunhos são preponderantes.

Desconfio que por estes dias a forte militância sportinguista esteja a mascarar este divórcio que se adivinha crescente e exponencial das pessoas normais com o futebol. Na minha modesta opinião, o Sporting tem de, urgentemente, elevar-se da lama comunicacional em que é tentado chafurdar e acautelar uma política que não afaste definitivamente da sua órbita os simples simpatizantes. Ou começar a pensar nisso, pelo menos.

Um grande embaraço

Confesso que já não consigo disfarçar com os meus amigos o enorme embaraço que Bruno de Carvalho constitui para mim. O homem envergonha-me como sportinguista que sou. Mas o mais grave é que sua permanente incontinência verbal tenha conseguido desviar a atenção da imprensa de um presidente rival que é arguido e da investigação judicial do caso dos e-mails que esse sim é um verdadeiro escândalo nacional – Em vez disso os dislates de Bruno de Carvalho fazem o pleno em notícias negativas e artigos de opinião e editoriais, até nos chamados jornais de referencia. Como se fora uma autêntica conspiração orquestrada por… si próprio. Se o objectivo é ter toda a Comunicação Social e os seus profissionais, mesmo que sportinguistas, com má vontade ao Sporting, penso que o intento foi conseguido com o estúpido apelo lançado na Assembleia Geral de Sábado. Para mais fica por saber que ilações vai tirar Bruno de Carvalho da desobediência dos comentadores que permanecem nos painéis de debate nas televisões e dos milhões de sportinguistas que continuarão a ler jornais e a ver TV como habitualmente. 
A boa notícia é que Jorge Jesus conseguiu manter a equipa blindada e protegida da irracionalidade do discurso do presidente – ontem ganhámos numa demonstração de garra e crer. O problema é que não consegue blindar os patrocinadores e os bancos de que o Sporting depende de tanta inanidade. Que assusta. Que me assusta.

Por outro lado...

Claro que a vitória de ontem na semifinal da Taça Lucílio Baptista nos deve deixar satisfeitos. Mas por outro lado, o facto é que é a segunda vez que jogamos com o Futebol Clube do Porto em que não se descortina qualquer supremacia do futebol leonino (antes pelo contrário), que denota claras dificuldades na tracção dianteira. Isto deixa-me apreensivo, tendo em conta a nossa classificação no campeonato.

Com “amigos” assim, quem precisa de inimigos?

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Bruno de Carvalho não devia menosprezar os comentários de gente insuspeita que se têm publicado na comunicação social a propósito da malfadada entrevista que se autoconcedeu na semana passada ao canal do clube durante quase duas horas e meia. Nesta altura do mandato já duvido que servisse para alguma coisa, mas talvez fosse pedagógico obrigar o presidente a ver integralmente a gravação da sua entrevista. Eu não fui capaz, tive de mudar de canal, muito envergonhado, como se fora eu a fazer aquela figura. Este é um assunto que me incomoda verdadeiramente, que mina o meu orgulho no meu Sporting.

Depois, já sob um prisma mais acima de educação e subtileza, pergunto o que autoriza um presidente que manda construir uma estátua junto ao novo pavilhão, a gravar na pedra uma citação de si próprio se não um egocentrismo desmesurado? Terá Bruno Carvalho receio que os seus sucessores não lhe reconheçam a obra? Não teria sido mais honroso que outros o citassem um dia gratos?
Se é inegável que a gestão de Bruno Carvalho tem alcançado entusiasmantes conquistas para o nosso clube, desde logo a valorização dos activos, a competitividade da equipa principal e a consequente mobilização dos adeptos, tal não deveria autorizar a incontinência verbal do presidente que aparenta laivos patológicos, que muito o fragiliza e desacredita, e espero não chegue ao balneário – principalmente aí era importante que se preservasse a autoridade do seu cargo. Para mais, suspeito que com tanto despautério e fanfarronice, a tolerância dos adeptos em face um hipotético fracasso seja zero. Com “amigos” assim, quem precisa de inimigos?

{ Blog fundado em 2012. }

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