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És a nossa Fé!

A fractura exposta por Cristiano Ronaldo

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Há um elefante gigantesco e malcheiroso no meio da sala para o qual a opinião publicada continuar a evitar olhar: são os prejuízos reputacionais que o caso Ronaldo infringe nas entidades que dele se vêm servindo para se projectar há mais de uma década. O que é facto é que independentemente da possibilidade de condenação ou não do craque por violação de Kathryn Mayorga, o caso descrito pelo Der Spiegel é demasiado feio para o país que durante mais de uma década da sua fama tanto se promoveu dele sair incólume. Isso ajuda a explicar as declarações complacentes (a raiar a irresponsabilidade) de Marcelo Rebelo de Sousa e o silêncio daqueles que viam no “melhor do mundo” o representante duma nova geração para competir com Eusébio no Panteão do heroísmo nacional e internacional - lembrem-se do jovem indonésio Martunis sobrevivente ao tsunami e de outros milhares para quem o ídolo se arrisca a desfazer rapidamente em barro enlameado. 

Independentemente do modo como Cristiano Ronaldo se saia deste imbróglio de dimensão global, nele já se vislumbram perdedores evidentes e um deles é o patriotismo pacóvio. E pelo andar da carruagem receio que o aeroporto da Madeira ainda venha a mudar de nome e o museu do Sporting tenha de ser reconfigurado. É assim a vida hipermediatizada destes nossos ingratos tempos: é chato mas o Eusébio viveu noutra época e a idolatria nos nossos dias dá inevitavelmente nisto.

 

 

Unir o Sporting

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Apesar de nenhum dos 7 candidatos a presidente do Sporting me ter deslumbrado particularmente tomei a decisão de votar em Frederico Varandas. Convenceram-me a sua genuína vontade de ocupar o cargo reflectida no corajoso e antecipado anúncio da sua candidatura, a lufada de juventude que transparece e a consistência da sua carreira como médico e militar, que dá indicações dum perfil decidido, resiliente e ponderado, qualidades necessárias para o difícil período que o nosso emblema enfrentará nos próximos tempos. Importa aqui ressalvar que se for outro candidato a obter a confiança dos sócios, esse será o presidente que eu apoiarei no dia seguinte, para reerguer o Sporting do vendaval de destruição sofrido nos últimos meses e fazer esquecer o maluquinho do kamikaze cujo nome me escuso mencionar. Para que isso aconteça, no sábado os sócios são chamados a comparecer em peso, única fórmula de virarmos a página mais negra da nossa história e assim voltarmos a unir o Sporting.

Depois da tempestade

Tudo indica que Bruno de Carvalho passou à história, e passou a fazer parte do mais negro passado do Sporting. Do seu legado desastroso, para lá do desmantelamento da equipa de futebol profissional e o desastre económico que isso significa, o maior flagelo foi divisão infligida entre os adeptos com a luta de classes que trouxe a terreiro para alimentar uma guerra civil num clube que sempre foi profundamente democrático e interclassista: o Sporting fundado pela burguesia endinheirada do final da monarquia construiu o seu sucesso aglutinando no seu seio e à sua volta pessoas das mais diversas origens sociais e culturais durante mais de cinco gerações. Trazer o preconceito social e estratagemas bolcheviques para a conquista e manutenção do poder foi o mais hediondo crime de Bruno de Carvalho. A liderança que assumir a direcção dos destinos do Sporting tem um trabalho hercúleo pela frente para manter o universo Sporting coeso e a marca atractiva às novas gerações. De todas as classes, culturas e geografias.  

O vale-tudo

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Hoje dei uma volta pelas redes sociais para tomar o pulso ao debate sobre a AG que se realiza amanhã e descobri esta aberração inspirada no discurso de Bruno de Carvalho. Se dúvidas houvesse, este tipo de argumentação seria indicador do lado onde reside a razão. Que ninguém falte amanhã à Assembleia Geral, para resgatarmos o Sporting desta canalha sem valores ou princípios.

Voltaremos a sorrir

Hoje fecha-se o capítulo mais negro da história do meu clube. Agora começa a dolorosa reedificação do Sporting do rasto de escombros que é o legado de Bruno de Carvalho. O primeiro passo será a devolução do clube aos associados, a destituição do presidente suspenso e a convocação de um processo eleitoral. Vai ser dura a travessia do deserto, mas voltaremos a sorrir. Porque somos grandes, somos resistentes.

Um até breve, espero.

Porque não posso ser mais cúmplice do processo de desmantelamento do meu clube empreendido pelo doidinho do Bruno de Carvalho coadjuvado por meia dúzia de oportunistas invertebrados, pela primeira vez em 15 anos não irei renovar os meus lugares no estádio.

Aguardo com esperança o tempo de voltar para apoiar a minha equipa a recuperar o lugar que é seu por direito. 

Insustentável

Ao mesmo tempo que Bruno de Carvalho faz uns malabarismos para se acorrentar ao poder (difícil é entender como Augusto Inácio e Fernando Correia se sujeitam a estas coisas), começo a ouvir algumas vozes de comentadores a afirmar que irá ser difícil demitir esta direcção e convocar eleições, que o presidente tem tudo minado e que facilmente manipulará uma assembleia geral com as suas claques fiéis. Que mais vergonhas têm os sportinguistas de passar e desgraças são precisas acontecer para que o doidinho nos desampare o Clube?
Vamos ou não vamos expulsar o usurpador, Dr. Marta Soares? Onde é que eu tenho de assinar?

Fica connosco, Rui

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(...) acontece que a eternidade do Olimpo é privilégio de poucos, só acessível a quem pela fidelidade a uma divisa, a um emblema, logrou conquistar o coração às suas gentes; uma utopia pouco em voga por estes dias em que a lógica mercantilista é preponderante na gestão das carreiras desportivas. Não será esse o caso do Rui Patrício que soube sofrer, crescer e afirmar-se na baliza do Sporting onde sem dúvida por estes dias já deixou marca no coração dos adeptos leoninos e um lugar na história do clube. Onde só falta um “bocadinho assim” até ao Céu: a consumação de um final feliz, que é o título de Campeão Nacional. 

 

Retirado deste meu texto de 2013

 

Ser do Sporting...

Não mataram o rei, não perdemos a guerra, o Sporting não acaba, é só o jogo da bola. Quem não perceber isto, faz parte do problema que é o nosso país. 

O meu saudoso Tio Manel que me meteu nestas andanças de sportinguista, na sua simplicidade dizia-me muitas vezes, com os seus olhos brilhantes de esperança: "é assim, João, umas vezes ganha-se, outras vezes perde-se". Foi nesta condição que cresceu o meu coração de Leão. Ele, nunca desistiu. Eu ainda vou a meio.

Um choro pelo meu Sporting

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Foi ao início do recente derby, na cena macabra das tochas arremessadas para a baliza de Rui Patrício, que eu pela primeira vez na minha já longa vida me senti a mais no Estádio de Alvalade. Na sequência dos acontecimentos prévios, o estranho à vontade e o descaramento com que essa acção foi perpetrada, demonstrava à evidência como os bárbaros tinham definitivamente tomado conta do nosso clube.

Em minha defesa tenho a dizer que nunca votei em Bruno de Carvalho, cujo discurso e estilo desde a primeira hora me assustaram. Mas confesso que nos primeiros tempos da sua presidência, perante o facto consumado, e por causa do meu amor ao Sporting, tentei assimilar o personagem, desculpando-lhe os excessos com a esperança em resultados, e diga-se em abono da verdade que alguns sinais até pareciam prenunciar as almejadas vitórias. Pus-me em causa: talvez o problema fosse os meus preconceitos, uma pessoa que tivera uma rígida educação votada para uma estética (ou ética, como lhe queiram chamar) aristocrática, um exercício que a minha vida prática e quotidiana me obriga fazer demasiadas vezes. Infelizmente, como eu receava, a coisa vai acabar muito pior do que a minha imaginação alguma vez poderia conceber, mesmo nos mais negros pesadelos.

Esta semana tem sido muito penosa para mim. Basta dizer que não tenho maneira de explicar os insanos acontecimentos que tomaram conta do nosso Sporting aos meus filhos, que na antiga tradição familiar com orgulho formei como sportinguistas e para o carácter: sempre souberam que a condição do nosso amor e lealdade não eram dependentes ou recompensa de vitórias. Acontece que a dedicação de um verdadeiro Sportinguista é fundada no carácter que só o esforço forma, na resiliência e pele rija daqueles que perdendo batalhas se reforçam e reforçam para voltar à luta apenas pela glória que só um grande amor imprime.  E a recompensa de uma pertença maior, legado que nos chegou das pessoas de bem que nos esculpiram este coração de Leão que hoje sangra e chora.

Vai dar muito trabalho, no meio dos escombros e deste caos que não nos deixa ver o dia de amanhã, juntar os cacos para voltarmos de cabeça erguida a competir pelo lugar que é nosso: o de um grande clube português, de gente decente e lutadora. O resgate do nosso Sporting tem de começar hoje, expulsando de vez o usurpador.

Fede como a peste

O Benfica ter criado um gabinete de crise para controlar os danos dos últimos casos e processos conhecidos é profissional. O Benfica ter pensado um modelo para ganhar espaço na comunicação social e influência nas várias instituições do futebol é legítimo. Já o Benfica ver os últimos 163 jogos investigados pelo Ministério Público levanta muitas dúvidas. O Benfica ser suspeito de resultados combinados com mensagens trocadas entre os investigados e telemóveis a serem analisados pelas autoridades é tremendo. E a tal task force do Benfica ter como conselheiro Almeida Ribeiro, antigo espião do SIS e ex-secretário adjunto de José Sócrates, e poder estar a fazer denúncias anónimas para confundir a investigação é assustador. Estaremos à beira de um Calciocaos, que despromoveu a Juventus, a Lazio ou a Fiorentina, ou manteremos a tónica dos Apitos Dourados?

 

Filomena Martins, no Observador.

Virar de página?

Tudo indica que Bruno Carvalho ontem fez as pazes com a equipa, o que é um sinal muito positivo. Juntando esse facto àquilo que aparenta ser uma nova estratégia de comunicação pessoal mais sóbria, acredito que a crise directiva, da qual só lucram os nossos adversários, pode estar debelada. Queremos todos acreditar que Bruno de Carvalho decidiu-se por uma postura mais institucional, facto que, juntamente com os resultados desportivos da equipa principal, o podem reabilitar para um resto de mandato em beleza. E poder assim inscrever o seu nome na lista dos presidentes campeões.  É isso que querem os Sportinguistas.

Uma espiral de loucura

Como se tem visto nos últimos dias Bruno de Carvalho entrou numa espiral neurótica de total descontrolo emocional, e parece querer afundar o Sporting Clube de Portugal consigo para o inferno em que se enredou. O problema está em saber como se lida com um homem tresloucado, com muito poder destrutivo, e como se poderão minimizar os danos deste tumulto até que se vislumbre uma solução, que só pode ser encontrada através da convocação de eleições e numa nova liderança do clube. 

Também acho estranho como não haja à volta do presidente quem o confronte com a realidade. A doideira já se vem revelando há algum tempo, pelo menos desde a inaudita convocação da última Assembleia Geral. O amor ao clube, ou o brio profissional, deveriam ser razões mais que suficientes para a demissão dos actuais Corpos Sociais. E o que é que nos tem para dizer o director de comunicação Nuno Saraiva sobre a catástrofe comunicacional, um verdadeiro caso de estudo, que se vem revelando o seu exercício de funções?
Resta-me aqui elogiar Jorge Jesus que vem demonstrando um enorme sentido institucional, afirmando-se neste momento como uma peça fundamental de bom senso e equilíbrio no meio de tanto desconchavo. Quem diria.

Bruno de Carvalho é notícia

Acho que a tolerância para com Bruno de Carvalho tem de acabar. Depois de humilhar os sportinguistas que não se revêem no seu estilo sarjeta decidiu afrontar publicamente os jogadores que, compreende-se, não estão para aturar as suas alarvices. É tempo dos sócios resgatarem o seu clube. 

 

PS 1 - Se se confirmar que o Sporting, por irresponsável opção do presidente, no Domingo enfrenta o Paços de Ferreira com a equipa b, acho que os sócios e adeptos deveriam abster-se de ir ao estádio. 

 

PS 2 - Outro idiota inútil que tem urgentemente de desamparar a loja é o acólito Nuno Saraiva. 

{ Blog fundado em 2012. }

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