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És a nossa Fé!

Golos? Só à PORROada!

Estive esta tarde/noite em Alvalade a assistir a uma avalanche de golos perdidos, Uns por culpa do guarda-redes adversário, que no final (e ainda bem) deitou tudo a perder para a sua equipa, outros por uma ineficácia irritante dos jogadores leoninos.

Curiosamente até gostei do jogo. O Sporting sempre por cima, pressionante e sem medo de arriscar perante um Marítimo que realmente fez muito pouco. Muitos jogadores caídos no chão, muito tempo perdido em reposições de bola (especialmente, e mais uma vez, pelo guarda-redes), demasiado antijogo.

Daí também não perceber os amarelos a todos os defesas centrais… do Sporting. Quem vir as estatísticas pensará que o Sporting sentiu um sufoco. Mas fiquei desconfiado que aquilo dos amarelos deve ser como o software… teve de fazer o “download” para depois os poder mostrar. E toca a despachar...

Enfim uma vitória justíssima que só peca por defeito de golos marcados. E mesmo o único que existiu teve de ser à PORROada!

Tal como na jornada anterior. Que seja assim até ao fim e não me importo nada!

Em Portugal: tudo o que parece, é!

Em Portugal há uma máxima popular que diz “nem tudo o que parece, é”. Porém na actividade do futebol este adágio não se aplica, porque todos sabemos que o que parece… é. Se não vejamos:

- parece que há corrupção no futebol;

- parece que há equipas que são sempre beneficiadas;

- parece que há jogadores que razoáveis nuns clubes e noutros são óptimos;

- parece que há empresários com demasiada influência no nosso futebol;

- parece que o senhor engenheiro não percebe nada de futebol.

Pois... estas cinco ideias são todas, a meu ver, verdadeiras.

Mesmo que a justiça tivesse destruído as escutas no “Apito Dourado”, mesmo que neguem que o Benfica seja sempre levado ao colo, mesmo que JM não tenha sido chamado à selecção enquanto jogador do Sporting e campeão e agora sem ter ganho nada já tenha sido convocado, mesmo que um empresário tenha feito o possível para Pote não ser chamado a jogo no Europeu passado, mesmo que a selecção tenha ganho em Paris com um “chouriço” do tamanho da torre Eifell e nunca ter jogado um caroço porque ninguém sabe da coisa.

Podem gozar com os portugueses. Podem incentivá-los a ir ver os jogos, mas de mim jamais terão um adepto! Tudo porque a suposta “nossa” selecção actual é tão nossa quanto é a “nossa” EDP!

E mais não digo!

O jogo-treino de ontem

O Sporting mostrou ontem em campo porque foi campeão a época passada e acima de tudo porque é a equipa que melhor joga neste início de temporada.

Razões para esta minha ideia serão obviamente diversas, mas creio que não estarei muito longe da verdade se disser que a equipa joga o que o treinador realmente pretende e não os que os adeptos querem.

Todavia, e para que tal aconteça, o Sporting demonstra que sabe o que quer e como fazê-lo, sem aquela necessidade de correrias loucas que vimos com outros treinadores leoninos e que desgastava muito os jogadores.

Depois há uma segurança no passe que não via neste Sporting há muuuuuuuuuuuitos anos. Raramente agora a bola espirra na canela e sai desmandada. Aquilo só pode ser treino… muito treino. Daí mérito para Rúben Amorim.

Outra ideia que encontrei foi a forma como os adeptos agora aceitam o jogo leonino. Pausadamente o Sporting vai tentando desfazer a defesa contrária usando de algo que não é comum no futebol e da qual pouca gente aprecia: paciência. Deste modo os assobios com os quais os adeptos brindavam antigamente a equipa são agora substituídos por palavras de apoio. Finalmente!

Termino com a ideia de que a BSAD não merece estar neste campeonato. Desde aquele célebre jogo contra o Vitória de Setúbal de Domingos Paciência, em que ganhámos 3 a zero, que eu não via um adversário tão fraco. Nem mesmo equipas de escalões mais baixos.

Uma noite à Campeão!

Numa espécie de reinauguração (!!!!) do Estádio Alvalade XXI, após mais de 500 dias sem público,  nada melhor que ver o Sporting campeão ganhar. Ainda por cima de forma categórica.

Fui uns dos presentes ontem naquele topo Norte razoavelmente preenchido. Soube tão bem este regresso. Pena que o estádio não pudesse levar mais adeptos e a constatação de um topo sul completamente despido, nomeadamente a zona das claques. Algo para o qual não encontro explicação razoável.

Mas isto são contas de outro peditório para o qual eu nunca dei, não dou e espero nunca dar!

Foi um jogo vivo muito vivo, mesmo que ao intervalo o resultado estivesse em branco. O Vizela veio a Lisboa mostrar porque está na Primeira Liga e se continuar neste ritmo vai estragar a vida a muitas equipas.

Gostei também de ver ao vivo Palhinha, Pedro Gonçalves, Paulinho ou Feddal, só para dar uns exemplos. Assim como o “mister” Amorim.

O melhor marcador da época passada mostrou, mais uma vez, porque ganhou o prémio, facturando dois belos golos sendo um deles (o segundo) à “Pedro Barbosa”.

Todavia o jogador que mais me encheu as medidas foi mesmo João Palhinha.

Aquilo transpira classe por todos os poros.

Ainda me pergunto como é que este jogador esteve na lista de dispensas.

Enfim, uma noite à campeão.

O que eu faço pelo Sporting!

Não era minha ideia deixar-me vacinar contra o bichoso gripal. De tal forma que quando falava desta minha recusa, era sistematicamente atacado pela família para que fosse vacinado, ao que sempre respondi:

- Só há um evento que me fará mudar de ideias e que será a possibilidade de ir ao futebol.

Pimba, toma lá “quépraprendres”… O governo autorizou recentemente a abertura dos estádios de futebol, mesmo que a menos de metade da lotação, o meu filho comprou hoje os bilhetes e eu tive de ir à pressa, esta tarde, fazer um teste de antigénios à farmácia e… fui aqui perto de casa à pica.

Portanto a conclusão é mui simples: pelo Sporting faço tudo… até ser vacinado.

 

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Rúben Amorim – o comunicador campeão!

Estava desejoso de ouvir Rúben Amorim na sua primeira conferência de imprensa oficial, isto é, antes de um jogo a sério.

De antemão tínhamos que os parâmetros do discurso do ano passado do nosso treinador, foram todos derrubados quando o Sporting se tornou campeão. Deste modo o verbo teria de ser, quiçá, diferente. Ou provavelmente não.

Ontem escutei com a devida atenção o treinador do Sporting. Muito assertivo, como sempre aliás, com uma linha de raciocínio muito prática e coerente. Não fugiu às questões. Manteve um discurso sereno, nada empolgante nem derrotista, apenas consciente das dificuldades que se aproximam.

A diferença escutou-se apenas nas palavras em que assumiu que o Sporting, este ano, partirá para o próximo campeonato mais forte do que no ano passado. Nem melhor nem pior que os seus adversários. Portanto a matriz foi a equipa leonina de há um ano. Touché!

Referiu ainda que haverá maior exigência, tendo em conta as competições em que o Sporting estará envolvido, maior contestação com a eventualidade da presença de público, mas outrossim maior apoio do público leonino.

Eis um Rúben Amorim, treinador campeão, ao seu melhor nível e a manter o mesmo foco do ano passado: jogo a jogo!

Até à vitória final (acrescento eu).

 

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Basta vencer!

Agora que terminou a pré-época e aproximando-se os jogos a doer, com a primeira final já dia 31, assumo aqui e agora que não quero saber se a aquipa liderada por Rúben Amorim joga olimpicamente bem... ou se joga de charuto para a frente.

Para mim basta que vença os jogos. Como venceu a época passada.

"Mai'nada"!

E se o Rúben fosse seleccionador?

Vou lendo por aqui e por ali diversas e diferentes opiniões sobre os jogadores que foram convocados, mas acima de tudo sobre as tácticas usadas por Fernando Santos. Não faço qualquer juízo de valor sobre o trabalho do seleccionador até porque, como disse o Edmundo, sou outrossim dono de um nível zero de treinador.

Posto isto gostaria de perguntar ao "nosso" treinador Rúben Amorim que jogadores colocaria em campo e, mais do que tudo, qual a táctica que colocaria em campo?.

Digam o que disserem, Rúben Amorim foi o único que conseguiu fazer de um conjunto de jogadores uma boa e temível equipa.

E logo à tarde/noite deveria estar em Sevilha uma equipa e não só um conjunto de meros jogadores de futebol

Um livro para recordar

Faz muuuuuuuuuitos anos que deixei de comprar o jornal "A Bola". Creio que o último terá sido mesmo em 2002, aquando da vitória do campeonato, naquele ano.

Entretanto recentemente fui dando conta, através da publicidade, da edição de um livro sobre esta última época leonina e que culminou na vitória do nosso Sporting.

Acabei por isso por comprar ontem o diário e o livro, que entretanto já folheei. Gostei do que vi e de vez em quando aquele jornal também faz umas coisas engraçadas e interessantes.

Aqui fica a capa do livro, que recomendo!

Livro_leao.jpg

Coração sofre(u)!

Há um ano jamais calcularia estar hoje a escrever sobre um Sporting merecidamente campeão. É um normal chavão da bola dizer-se que ganha a equipa mais regular. Ora se assim é, mais se prova que o Sporting foi amplamente merecedor do título.

Esta época foi a primeira, desde que me recordo, que não vi um jogo leonino em directo. Como não sou assinante da fornecedora do serviço de tv (é demasiado dinheiro para um serviço demasiadas vezes a roçar o sofrível) e como não sou apologista da “tv inácio” fiquei-me pelos golos “à posteriori” em apontamentos noticiosos.

No entanto fui escutando sempre que podia os relatos radiofónicos. Daqueles em o Sporting entrava como dos adversários. E sofri… sofri… sofri… da mesma maneira daqueles adeptos que viram as partidas nas televisões. Ou quiçá mais!

Face ao que escrevi venho agora propor a todos os leitores, simpatizantes do Sporting e não só, um pequeno desafio e que consta de duas simples questões que gostaria de ver respondidas com genuína sinceridade.

Ei-las:

1 – Qual o desafio do Sporting em que mais sofreram?

2 – Qual a partida (do Sporting ou até dos adversários) que mais poderá ter influenciado este feliz desfecho para as cores leoninas?

Fico a aguardar as vossas respostas.

Nota final:

Sejam assertivos, de preferência referindo apenas a partida. É só isso que me interessa.

Obrigado, João Pereira!

Não obstante teres nascido para o futebol do outro lado da segunda circular, será justo dizer que todo o tempo que estiveste entre nós mostraste de que fibra e raça é feito o Sporting. Foste um verdadeiro exemplo!

Terminas agora a tua carreira de futebolista com um título e um troféu que bem mereces e para o qual também deste o teu valiosíssimo contributo.

Sinto assim que, como adepto do Sporting, te devo este merecido elogio.

Obrigado João e que a vida te sorria sempre, dentro e fora do futebol.

Abraço.

Quo Vadis, Amorim?

Não estarei a mentir se disser que há um ano ninguém, nem mesmo os sportinguistas nos seus sonhos mais optimistas, imaginaria que o Sporting fosse ora o novel Campeão Nacional. E nem necessito enumerar as razões para tal, pois creio que todos sabem de sobra a que me refiro.

Só que a pandemia (e as autoridades!!!!) retirou os adeptos dos estádios, originando que os campos de futebol passassem a ser uma espécie de “terra de ninguém” onde jogar em casa ou fora parecia a mesmíssima coisa.

Entretanto Rúben Amorim pegou num conjunto de jogadores esfrangalhados psicológica e animicamente, juntou-os, acrescentou outros, mesmo que jovens e inexperientes, e o resto já toda a gente sabe o que aconteceu.

Faltam somente dois jogos para acabar a 1.ª Liga e o Sporting poderá chegar a um feito inédito que seria terminar o campeonato sem derrotas. Um record que poderá ter repercussões futuras pois se isso vier a acontecer desconfio que dificilmente a direcção do Sporting conseguirá aguentar este jovem timoneiro à frente da nossa equipa, já que depressa virão equipas, assaz gulosas, dispostas a bater a altíssima cláusula de rescisão, no sentido de  contratarem este competente treinador campeão.

Por tudo isto é que me pergunto: Quo Vadis, Amorim?

Sinceramente preferia que não saísse… mesmo que financeiramente pudesse ser um bom negócio!

E se corre bem?

Sei que ainda faltam duas jornadas para o fim do campeonato, mas se no cimo da tabela as coisas estão definidas, na cauda ainda há muita coisa para decidir. Seja como for, e tendo em consideração a vitória de ontem no jogo e consequentemente no campeonato, sinto que é a hora de fazer um balanço, obviamente muito pessoal, desta época leonina.

Realisticamente o Sporting ganhou esta época dois títulos ou se preferirem um troféu e um título: a Taça da Liga e o Campeonato Nacional. Para uma equipa quase destroçada não foi pouco. Rúben Amorim entrou em Alvalade já tarde na época 2019/2020, mas ainda a tempo de perceber com que ingredientes iria trabalhar no futuro. Na conferência de imprensa da sua apresentação o treinador pergunta: “E se corre bem? O que podemos mexer com esta gente…”

E correu bem… Como foi então possível? Eis as minhas razões:

Liderança – Rúben Amorim desde cedo soube transmitir aos seus jogadores as suas ideias, não de forma impositiva, mas sendo um verdadeiro pedagogo;

Crença – Acreditar no seu trabalho é meio caminho andado para a vitória e deste modo o treinador do Sporting mostrou sempre muita crença;

Conhecimento – ter sido jogador é sempre um factor a somar, pois percebe os sentimentos de quem está no campo;

Visão de jogo – quantos jogos o Sporting esteve em desvantagem e conseguiu superar o adversário após alterações, provando deste modo que saber ler o jogo é muito importante;

Comunicação – o modo que Rúben Amorim arranjou para se bater com os jornalistas semanalmente tornou-o num mestre de comunicação. Jogo a jogo foi sempre a fórmula correcta, não criando com isso anseios desmedidos;

Querer – a maneira como o treinador leonino festejava os golos leoninos mostrou a força e o querer que havia na sua alma;

Humildade – o assumir alguns dos erros da equipa (por exemplo contra o Marítimo que culminou na eliminação do Sporting da Taça de Portugal) mostrou quão importante é percebermos onde erramos, libertando com isso responsabilidade dos jogadores.

 

É assim de Rúben Amorim a maior quota-parte dos sucessos leoninos. Sem este verdadeiro líder de homens, provavelmente, nenhum sportinguista estaria hoje tão feliz.

Agora basta manter a atitude!

Desportivismo é isto!

A festa está na rua. Onde eu gostaria muito de estar, mas após o que aconteceu em Alvalade ao fim desta tarde início da noite, com a carga policial, achei que não tinha que dar o corpo às balas. Mesmo que sejam de borracha.

Já a caminho de casa com o meu filho mais velho ao volante, aproveitei para ler as mensagens que caíram no telemóvel. Curiosamente a maioria eram de benfiquistas a darem-me os parabéns pela conquista leonina.

Mas houve uma que se destacou. A remetente é uma jovem com idade para ser minha filha, benfiquista assumida, com quem trabalhei antes de me reformar e que me enviou a seguinte mensagem:

Boa noite, (e que boa noite esta!), queria só desejar-lhe os parabéns pelo campeonato do seu Sporting e desejar-lhe que o coração possa aguentar os festejos eheh um beijinho!
A.R.J.

Sinto que esta missiva vinda de quem veio mostra que o futebol pode ser um Mundo muito bonito. Basta querer-se.

Obrigado.

Ontem à noite quase morri!

Eu sabia que o Sporting jogaria às 20 horas de ontem. Mas tendo em consideração os últimos resultados temi o pior. Vai daí desliguei o telemóvel onde recebo as mensagens de uma série de grupos ligados ao clube, incluindo família, não acendi o rádio para escutar o relato e deixei somente o portátil ligado, mas sem aceder a sitios onde percebesse o resultado.

Entretanto ao intervalo a curiosidade foi mais forte e nessa altura percebi que o Sporting jogava só com 10, mas mantinha-se... virgem!

Fui tentar ler, mas o pensamento... estava longe. Fui tentar escrever, mas as ideias não fluiam... estavam longe. Quando finalmente pensei que o jogo tivesse terminado liguei a televisão num desses canais manhosos para então perceber que o Sporting estava a ganhar faltando apenas alguns minutos para terminar.

Quando acabou o jogo e sorriu a vitória os meus gestos pareciam os de um louco. O meu coração batia tão depressa que receei morrer ali mesmo.

Porém sobrevivi. Mas as mazelas interiores ainda se fazem sentir!

Calado eras um poeta!

Ainda no rescaldo do jogo contra o Porto, que não vi (este coração é fraco e gostaria de comemorar mais tarde outras conquistas), fiquei, por aquilo que ouvi na rádio e li noutras crónicas, com a certeza de que o melhor jogador em campo foi o… Palhinha.

Ora à luz do que fui escutando do treinador portista Sérgio Conceição: que foram melhores, que jogaram mais e bla, bla, bla, pergunto-me como é que não foi eleito o melhor o Adán, pelas enormíssimas e impensáveis defesas (que não teve necessidade de fazer) ou um qualquer jogador do Porto pela forma competente como (não) jogou?

Até o Rita perlado assumiu que Palhinha fora o melhor!

Portanto, Serginho, desculpa lá a coisa… mas calado eras um poeta!

(E já nem falo da educação que não sabe dar aos filhos!)

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