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És a nossa Fé!

Não sejas André

Aos 52 anos, um livre de André Cruz, não só não foi direto à baliza, como foi para as nuvens. O simpático e sobretudo talentoso brasileiro, campeão há demasiado tempo, cometeu o maior erro que um sportinguista pode cometer em 2021. Cruz acha que o Sporting não pode não ser campeão e já deu os parabéns a Viana e Varandas. O sportinguista sabe que há sempre uma Lei de Murphy particular que pode fazer da euforia, depressão, através de “erros meus” e de “má fortuna”. Eu também estou confiante, mas com cautelas, que as galinhas ainda podem fazer um caldinho. A festa, para já, é apenas interna. Mesmo que o seja em milhões de pessoas.

Hugo Viana

Hugo Viana foi dos últimos a saber o que é ser campeão no Sporting. Jovem, lá andava com a camisola 45, a ajudar João Pinto e Mário Jardel. A sua qualidade merecia mais do que passagens por Newcastle, Osasuna ou Braga. Teria sido melhor para as duas partes, desportivamente, que o casamento tivesse sido mais duradouro. O seu regresso, como dirigente, foi desde logo criticado. Primeiro, porque era escolha de um presidente criticado e depois, pela falta de experiência. E de facto, a política de contratações da época passada não parece ter sido a melhor, mesmo que se saiba que os cofres estão quase vazios. Na companhia do amigo Amorim, o Viana deste ano, fez bem o seu trabalho. Também é seu o mérito de trazer Adán, Feddal, Porro, Gonçalves ou Santos. Muitos, começando por mim, torceram o nariz aos três primeiros e viram os dois últimos, como suplentes interessantes. Hoje, são titulares indiscutíveis. E ainda há Neto e João Mário, contratados igualmente por Viana.

Avançados que não são Paulinho

Não quero crer que seja Paulinho o ponta-de-lança que irá reforçar o Sporting nesta janela. Não é mau jogador, mas tem quase trinta anos e um custo absurdo, pronto a ir para os cofres de um clube da mesma liga. Pelo que se lê e ouve, é uma pequena obsessão de Amorim e hoje, todos confiamos em Amorim mas se temos 12 a 15 milhões a mais, acredito que haja melhores opções, em ligas periféricas. A saber:

Dennis Man, 22 anos, romeno, Steua Bucareste, 6,5 milhões de euros (valorização do Transfermarkt) – É jovem, buscará outro patamar competitivo e é um goleador que leva 17 golos em 20 jogos esta época. Está rodeado de outros jogadores de qualidade e um deles, o extremo Florian Coman, também seria bem-vindo, numa operação mais para o verão.

Bruno Pektovic, 26 anos, croata, Dínamo Zagreb, 11 milhões de euros – Mais experiente e corpulento do que a opção anterior, Pektovic é um jogador que me enche as medidas. Internacional croata, leva 8 golos esta época depois de 25 nas duas últimas. Não teve grande sucesso em Itália e terá a ambição de se afirmar fora do seu país.

Giorgos Giakoumakis, 26 anos, grego, VVV-Venlo, 0,8 milhões de euros – Opção mais desconhecida e barata da lista, este grego soma 20 remates certeiros na liga holandesa, depois de alguns anos interessantes no seu país. É bem verdade que esta não é a liga mais competitiva do mundo mas a verdade é que soma mais golos do que nomes mais sonantes ou a quem apontam grande futuro como Malen, Boadu, Antony ou Tadic.

Paul Onuachu, 26 anos, nigeriano, Genk, 12 milhões de euros – É o goleador da liga belga e tem sido um marcador de golos consistente na Europa. Experiente, mas com margem de progressão seria uma adição de primeira linha. É companheiro do compatriota Cyril Dessers, da mesma idade, que fez grande época no ano passado e que seria uma opção também interessante.

Estes são apenas alguns nomes, muitos mais existem, de avançados que não são Paulinho e que nos impedem de enriquecer ainda mais o Braga e sobretudo, nos dão garantias de golos.

Desliga da Taça

O médico do Sporting protagonizou ontem um plot twist. O seu responsável de comunicação deu uma de fanfarrão. O do Porto, fez papel de queixinhas e ameaças. Já, hoje, o Benfica pede para não jogar nos próximos 14 dias. Ou temos já hoje um Sporting vs Braga para a final da Taça da Liga ou palpita-me que o próximo jogo no relvado de Leiria é no domingo, entre o União local e o Benfica...de Castelo Branco.

Um bilhete para Leiria

Rafael Camacho, farto de ser defesa-direito e sobretudo de ser pouco utilizado em Liverpool, regressou a Portugal para jogar pelo Sporting. Aos 19 anos e por um valor apreciável para um clube português, terá pensado que "pegava de estaca". Não pegou. Mas, ainda participou em 26 jogos. Não foi o ala que Amorim queria que fosse e esta época, não tem contado, tendo estado a um passo do Dínamo Zagrebe, no verão. Joga agora na terceira divisão, no Sporting B. Pelo que sei, não se queixa, não cria mau ambiente e sobretudo, leva seis jogos a bom nível, tendo ontem marcado um grande golo, de livre. Aos 20 anos, está a fazer por merecer nova oportunidade, sobretudo quando Tabata vai ficar afastado e se fala no empréstimo de Plata. E que tal oferecer-lhe um bilhete já para Leiria?

Perspetiva

O Sporting caiu na Taça de Portugal. A meu ver, faltam opções para rodar a equipa e manter a qualidade. O jogo desgastante de sexta-feira, também não terá ajudado. Mas, o facto é que o Sporting não mereceu seguir em frente. Sexta-feira há novo jogo, em casa, com o Rio Ave, para o campeonato. Campeonato esse, do qual somos líderes isolados e temos o melhor ataque, melhor marcador e melhor defesa. O Sporting caiu na Taça de Portugal, não está tudo bem, mas há muito que está melhor e há muito que está bem.

#OndeVaiUmVãoTodos

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Mais do que a liderança, o ataque mais produtivo ou um bom futebol, com muitos jovens portugueses, a primeira metade da época trouxe uma novidade com quem ninguém contava: há finalmente uma sensação de união e parece que "enganos" como aqueles que ViRAm em Famalicão só servem para aumentar essa união.

Dezoito ponto 7

Diz-me o Google Maps que, pela A30 e A1, de Alverca do Ribatejo a Sacavém vão 18,7 quilómetros. Já a distância entre 17 de outubro de 2019 e 23 de novembro de 2020 é bem maior. O Sporting desta época pode não ganhar nada e até pode mesmo ficar em quarto lugar, mas que, até agora, está muito mais forte, com mais garra e atitude, está. Tanto que até com Borja a ala direito sabe jogar, tranquilo e dominador.

Viking ou Aberdeen

Os noruegueses do Viking ou os escoceses do Aberdeen estarão no caminho do Sporting a 24 do mês que hoje se inicia. Os nórdicos já têm história com o Sporting. Em setembro de 1999, Peter Schmeichel encaixou três golos do modestíssimo clube norueguês (ficou em oitavo lugar na sua liga, nessa época). De nada serviu ao Sporting, campeão nacional dali a uns meses, ter no seu onze, homens como Quiroga, Beto, Duscher, Delfim ou Ayew. Quem brilhou nessa noite, foi um tal de Morten Berre, com dois golos. Quem? Pois…. Então, como hoje, o Viking é uma banal equipa de meio da tabela e a eliminatória deve ser do Aberdeen. Aberdeen, esse, que é a terceira equipa do futebol escocês, tendo tido no fim dos anos 70 e início dos 80, os seus anos de ouro, com a conquista de três campeonatos nacionais, quatro taças, uma Taça das Taças e uma Supertaça Europeia. Pelo banco, andava um tal de…Alex Ferguson. Sem grande foco de interesse, o Aberdeen seria, um adversário acessível, num jogo único, em casa. Veremos.

Mais verde e às listas

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A seleção nacional já tem novas fatiotas para os próximos dois anos. A primeira, tem mais verde, o que é sempre de assinalar e celebrar. Os calções voltam a ser verdes após uma interrupção de muitos anos. Para os jogos em que o adversário equipar de vermelho, há outra novidade: uma bela camisola às listas horizontais, também ela com algum verde. Com verde e mais listas, adivinham-se tempos de sucesso para Portugal.

Estas são as camisolas que nomes que muito dizem aos sportinguistas, como Ronaldo, Fernandes, William ou Patrício vão usar já no fim-de-semana. Mas, a esperança está em vê-las, muito em breve, em jogadores do atual plantel. Max, Quaresma, Inácio, Mendes, Bragança, Pote ou Tomás lá chegarão. Quem sabe, já no Euro 2021.

O 6 faz 50

Ainda ontem trocava o Benfica pelo Sporting, num verão – 1993 – bem mais quente do que este, e hoje já faz 50 anos. Paulo Sousa, seis de qualidade superior, campeão europeu por Juventus e Borussia Dortmund e até há pouco, treinador do Bordéus, está de parabéns. Numa altura em que Palhinha (já sei que não é nenhum Sousa) está de saída, Rodrigo está em ascensão (tenho as minhas dúvidas) e o Sporting procura um médio defensivo, é bom recordar Sousa, que fez 43 jogos e marcou 2 golos pela equipa leonina. Boa desculpa para lembrar outros, que tal como Sousa, hoje seriam muito bem-vindos: Oceano, Peixe (early years), Delfim, Duscher ou Vidigal. Mas já nos estamos a desviar. Parabéns, Sousa.

Palhinha a 4.000 quilómetros da Premier

João Palhinha nunca se afirmou no Sporting. Esta época, com um treinador que apostou nele no ano passado e na véspera de um Campeonato da Europa, seria muito bem-vindo a um plantel sem grande qualidade e a precisar de um seis. Mas, Palhinha tem o sonho legítimo de jogar em Inglaterra ou pelos menos numa liga mais competitiva e o Sporting tem a necessidade de fazer dinheiro. O problema é que o trinco estará a caminho do CSKA por 12 milhões. Ou seja, o médio fica a mais de 4.000 quilómetros da Premier League; o Sporting não ganha grande coisa, já que ninguém parece chegar aos 15 milhões pedidos e o Braga a quem já devemos bom dinheiro, ainda fica com uma parte do bolo e o Sporting, continuará sem dinheiro nem médio defensivo. As boas movimentações por Santos e Pote foram sinal de melhoria na estrutura ou sorte? 

Faro também tem aeroporto

O Sporting viajou no sábado para o Algarve, deixando Acuña (até já lhe roubaram o número 9), Palhinha e Camacho para trás. Percebo que, sobretudo, os dois primeiros, possam ser transformados em 30 milhões de euros, essenciais para os cofres leoninos. Mas, a não ser que sejam transferidos hoje ou amanhã, deixa-los em Lisboa é dizer ao mercado que não contam para o treinador e encorajar os compradores a darem menos. Acuña parece não aguentar os noventa minutos, parece não controlar o seu feitio, mas está entre os melhores jogadores do plantel desde que chegou. Palhinha nunca se afirmou em Alvalade nem nas selecções de Portugal, mas hoje é o melhor médio defensivo com ligação ao Sporting e já conhece o treinador e os seus métodos. Camacho foi uma desilusão, mas é um jovem com margem de progressão e passagem pelo Liverpool. Estes três deviam estar com a equipa no Algarve, até porque, havendo propostas sérias, Faro também tem aeroporto...

Até já, Beto

Beto Severo estará de saída da estrutura do Sporting. Para já, parece que deixa o posto de Team Manager, seja lá o que isso for. Depois, espera-o a porta de saída. Para mim, Beto não é dirigente, é um antigo capitão, campeão e defesa de excelência que fez 241 jogos e marcou 21 golos pelo Sporting.  Ajudou a vencer dois campeonatos (um como central, a sua posição de quase sempre, e outro como defesa-direito, dando o centro à dupla Cruz-Babb); uma Taça e duas Supertaças. Ainda andou por Huelva, Bordéus e Belém, mas a sua casa sempre foi Alvalade. Não há como apagar isso.

 

PS: A saída de um Beto sportinguista era boa oportunidade para a entrada de outro, livre de contrato e desejoso de acabar a carreira em "casa". 

O regresso do preto

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Até 1998, o Sporting equipou de verde e branco, listado; de verde e branco, à Stromp; só de branco ou só de verde. Só em 1975 surgiu um patrocínio e só em 1981 apareceu o primeiro logo do fabricante (Puma).  No reinado da Reebok, chegou um equipamento preto, com muito florescente para atacar 1998-1999. Lembro-me de vê-lo envergado por Delfim na pré-época. Seria uma época fraca, mas em 1999-2000, poucas semanas antes da confirmação do campeonato ganho, comprei outra inovação, a camisola em tom menta (o Liverpool usava uma semelhante). Foi a primeira da minha coleção, que hoje anda pelas 400 camisolas, um quinto delas, do Sporting, claro.

Sem nunca largar o verde e branco, o Sporting foi continuando a vestir fluorescente, vários tons de verde, amarelo, dourado, laranja e até violeta. Ontem, soubemos que na próxima época, vestiremos de preto. Tal como já vestimos no passado.

Em 2001-2002, vestimos um equipamento maioritariamente preto pela primeira vez, com o fluorescente, característico dos equipamentos secundários da Reebok. Fomos campeões, como todos se lembram. Cinco anos depois, no regresso da Puma, regressou o preto, com pormenores de verde. Foi ano de vencer a Taça de Portugal, com um bis de um tal de Tiuí, que antes e depois, nada fez em Lisboa. Em 2010-2011, nova camisola negra, aliás, com muitas parecenças à atual, mas desta vez, zero títulos. Correu melhor época seguinte, com a chegada às meias finais da Liga Europa. E na UEFA, apareceu um misterioso equipamento preto, que nunca chegou a ser vendido na Loja Verde mas que foi usado, por exemplo, no 1-0 ao Légia.

Em 2015-2016, nova camisola preta, com cinza e verde e já assinada pelos italianos da Macron. O Sporting ficou-se pelo segundo lugar na liga, tendo vencido a Supertaça no início da época. Em 2016-2017, nova camisola preta, usada por Markovic ou Campbell, numa época que não fica na memória. Por fim, em 2018-2019, camisola preta, desenhada por um adepto, com a qual o Sporting venceu uma Taça da Liga. Para 2020-2021, regressa o preto, como cor predominante no equipamento secundário. Um leão decalcado e garras, a listado verde e branco. Que seja usada por vencedores. É tudo o que se pede.

Fontes para além da memória: ZeroZero e Verde e Branco.

Dar a outra face

Mesmo adorado no Brasil por uma das “torcidas” mais fanáticas do mundo, Jorge Jesus está a horas de regressar ao Benfica, para cumprir um contrato de três anos. Sem convites das maiores ligas europeias e sem grande espírito de emigrante, Jesus regressa ao conforto de Lisboa, onde tem família e amigos e a um clube, que já se quis livrar dele e até o perseguiu na justiça. Mas, Jesus que é Jesus, dá a outra face e perdoa.

Encontrará um clube diferente. Luís Filipe Vieira, que o quis processar, mas afinal é seu amigo de sempre, está a braços com diversos processos na justiça e é mais contestado do que nunca. O regresso que serve como trunfo, não é uma opção unanime entre os adeptos e, acredito, entre a “estrutura”. Tanto já tinha sido equacionado mais do que uma vez.

Depois da aposta na prata da casa, com Vitória e Lage, é de crer que o Benfica intensifique o seu papel como entreposto comercial de jogadores, que pouco ou nada jogarão de vermelho. A partir de agora, os mais variados craques brasileiros vão ser ligados ao Benfica e é bem possível que o próprio Flamengo fique com uns milhões de euros portugueses. Não custa acreditar que Bruno Henrique, por exemplo, ainda queira brilhar na Europa, aos 29 anos.

Em termos técnicos, Jesus irá sempre melhorar o Benfica. É um dos melhores na sua função. Mas acaba de perder a admiração de muitos adeptos do futebol. Dos do Flamengo, dos do Sporting (onde foi um Paulo Bento, muito mais caro, não passando do segundo posto) e de parte dos do Benfica. Mas o seu perdão a que o ofendeu, é tocante.

Mais um Leão do Atlas

Zouhair Feddal será jogador do Sporting. Quem o diz são os jornais e o atual clube do marroquino. Central experiente e economicamente acessível, chega para ajudar meninos como Quaresma e Inácio a crescer. Que tenha a mesma qualidade e sorte do que os seus compatriotas: Naybet, Saber e Hadji.

Noureddine Naybet, hoje com 50 anos, passou duas épocas por cá, antes de rumar à Galiza. Marcou 6 golos em 73 partidas e ajudou nas conquistas de uma Taça de Portugal e de uma Supertaça, fazendo dupla com o brasileiro Marco Aurélio.

Abdelilah Saber, lateral direito, chegou em 1997, já Naybet não morava cá. Até 2000, teve tempo de ser campeão, já como suplente de César Prates. Ainda assim, chegou a Nápoles, com 75 jogos de leão ao peito. E convenhamos, acrescentou mais do que Gil Baiano ou Patacas, concorrentes na altura. Por fim, Mustapha Hadji. Esteve ano e meio em Alvalade, antes de se juntar a Naybet (o ponta de lança Bassir, igualmente marroquino, também lá andava, tal como os portugueses Hélder e Pauleta). Com 58 jogos e 8 golos, não teria sido má ideia que ficasse mais tempo por cá. Até porque nada ganhou.

Juntos, estes três marroquinos, representaram a sua seleção no Mundial de 1998 (já só Saber era leão), juntamente com El-Hadrioui, Tahar e Chippo, que na altura atuavam em Portugal. Hassan e Hajry, provavelmente os mais míticos marroquinos do nosso futebol, ficaram-se por Faro.

Mas voltemos a Sevilha. Feddal não é um nome que entusiasme os adeptos. Mas é um central sólido e experiente com passagens por Espanha, desde muito novo, Itália onde esteve no Parma (encontrou por lá Pedro Mendes, central das nossas escolas), Siena e Palermo. Em 2015, voltou à La Liga para jogar por Levante, Alaves e Bétis. Aguarda a vigésima internacionalização pela sua seleção e nós aguardamos pela sua chegada, assim a sua experiência seja o bom sinal que se espera que seja.

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