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És a nossa Fé!

A época do Liverpool

Esta temporada do Liverpool está a ser uma decepção. Ontem perdeu em casa com o medíocre Leeds e à 12a jornada arrasta-se no 9o lugar, já a 16 pontos do líder Arsenal com tantas vitórias quanto empates e derrotas. Começa também a ser evidente que a compra de Darwin, por mais do dobro do preço de venda de Sané, além da dispensa de Origi a custo zero, um verdadeiro ponta-de-lança, não melhorou a equipa, pelo contrário. Fora estas pequenas alterações a formação do Liverpool é praticamente a mesma que dantes era um fenómeno de intensidade, eficácia e alegria, e agora parece desvitalizada e desorientada em campo.

Jurgen Klopp está a fazer a 6a época no Liverpool e vendo bem, se descontarmos a exuberância que o popularizou, o seu palmarés não é assombroso à frente de uma equipa que se credita como uma das melhores do mundo: 1 campeonato, uma taça e, sim, uma Liga dos Campeões.

Os adeptos e a direcção do Liverpool não são estúpidos nem alimentam tendências suicidas. De modo que não lhes passa pela cabeça pôr em causa o trabalho de Klopp. Confiam que melhores dias virão, tão bons como os que já tiveram, porque nada indica que isto não seja uma fase.

É invejável esta maturidade.

Amorim de génio

1) Então o Adán, coiso e tal, queriam a cabeça dele, estava velho, desatinado. Pois...

2) Mas, depois do golo, o mais extraordinário deste Sporting londrino foi a insanidade de Rúben Amorim, que decide pôr a creche em campo num jogo destes, com o resultado como estava. Pois eu acho que a loucura de Rúben foi o melhor que aconteceu ao Sporting este ano. Coragem, risco e confiança são qualidades de um treinador de gabarito. E a verdade é que os putos fizeram-se hoje homens. Ganhámos uma equipa renovada.

3) Nazinho, dorme sossegado, falhaste dois golos prováveis, escorregou-te a bola para os pés de Kane no que podia ter sido o 2-0 por milímetros, mas aceita isso como o princípio de uma longa história.

4 notas numa noite épica

1.
Gostava de saber quem na equipa técnica do Sporting tem a tarefa de analisar as equipas adversárias. Já se tinha visto contra os Francofortenses e agora ficou evidente contra os Spurs: chegou a dar a impressão que sabíamos mais sobre eles do que eles próprios. Em cima desta informação até parece fácil montar as dinâmicas adequadas e depois executa-las em campo. Parece, parece...

2.
Se Lloris não fosse um dos melhores guarda-redes do mundo não teria defendido aquela jogada cósmica de Edwards no final da primeira parte. Até a Rainha resssucitava caso tivesse sido golo.

3.
Houve momentos em que a disposição das equipas em campo era quase simétrica. Que terá passado pela cabeça de Conte ao ser vencido por um declarado émulo do seu futebol? É um caso em que o aprendiz de feiticeiro supera o mestre.

4.
Chego a ter pena de Arthur Gomes. Na primeira vez que enverga a camisola do Sporting, na primeira vez que se apresenta na Champions, na primeira vez que pega na bola, vai por ali fora prega uma cueca num defesa e outra no guarda-redes, e logo o Lloris, e marca um golo - quantas vezes isto pode acontecer numa vida? 

Águia depenada

Rubino Amorini armou a equipa à italiana antiga, a fazer ronha no vem-cá-vem e quando já nada se espera, um golpe cínico, aliás três. O minúsculo homem-que-não ri mostrou ser capaz de fintar uma defesa inteira de alemães pernaltas em cima de um guardanapo e no fim acabou por ser um jogo igual ao contra o Chaves mas exactamente ao contrário: em dois minutos demos cabo daquele que parecia estar por cima.

Ó senhores treinadores de bancada, que como os relógios parados conseguem ter razão duas vezes ao dia: pode-se dar a crise como suspensa, ou querem continuar a dizer como é que o Sporting devia alinhar?

Como é diferente a arbitragem em Portugal

João Palhinha já se notabilizou como o "rei dos desarmes" na Premier League. Em recentes declarações disse: "Aqui podes disputar a bola com maior intensidade, algo que sentia não ser possível em Portugal. Por vezes era extremamente difícil, pois ao mínimo toque vias cartão amarelo. Aqui é completamente diferentes."

À atenção dos bandalhos da arbitragem lusitana, como o parvalhão de ontem.

Estranhos fenómenos

Ao intervalo estava tudo tranquilo. Os 3+1 da frente criavam o vendaval que deles se esperava, deixando a cabeça dos defesas em água, e era só calibrar um pouco mais os remates que o golo haveria de aparecer. Só uma questão se mostrava intrigante, a defesa, estes mesmos jogadores que nos últimos dois anos saíam a jogar de pé para pé com toda a eficácia, pareciam inquietos e confusos; Neto estava em noite não e o próprio Coates alivia umas biqueiras sem nexo. Devido a tão estranho fenómeno tantas vezes o jogo não chegava onde devia. Mas o esclarecido Amorim substituiu Neto por M. Reis e tudo se resolveria como de costume.

Mas não.

Num lance de bola parada de manual sofre-se um golo tirado a papel químico do segundo em Braga. Depois de ver em casa a repetição repara-se que o central de marcação nem salta, até se encolhe! 3' depois o mesmo central, muito mal posicionado, rodopia para o lado contrário e abre uma avenida ao extremo do Chaves que cavalgou até à baliza. 

O que a seguir se passou nunca tinha acontecido desde que Amorim é treinador do Sporting, uma equipa totalmente desorientada, sem discernimento, a insistir no erro, que é que o que faz quem não sabe o que fazer.

Isto não tem nada a ver com tácticas ou equipa mal montada, ou falta de jogadores. É qualquer outra coisa da ordem do anímico. O que se passará?

Cerrar fileiras

Convido-vos a verem o resumo do pequeno Brentford contra o grande Man United. 
https://youtu.be/5t9WQHcy6dE 
Se o Sporting tivesse sofrido um destes 4 golos nas Antas o que prái não ia...

Da compostura do maduro Neto à aparente "despreocupação" (nas palavras de Amorim) de Pote todos os jogadores do Sporting têm exibido jogo após jogo empenho e ânimo em campo, independentemente dos resultados. O que é uma conquista de relevo, se nos lembramos dos Elias&cia. de um passado não tão remoto quanto isso.

Os jogadores do Sporting mostram também, com melhor ou pior execução, jogo após jogo, seja quem entre ou quem saia, discernimento e organização em campo, outra grande conquista recente para quem não esqueceu os tempos recentes das debilidades dinâmicas e desorientações tácticas de Peseiro, Silas, ou mesmo Keizer.

Parafraseando as memoráveis palavras de Nelson antes de Trafalgar, o Sporting espera que cada um cumpra o seu dever. Amorim e os jogadores estão a cumprir e só por má-fé e estupidez se dirá o contrário. A equipa está curta? Sim. Falta-lhe subir um degrau na qualidade individual, tal como no ano passado se havia subido com Sarabia em relação ao ano anterior? Sim. Mas nada disto deverá ser assacado a Amorim ou a quem joga. E no dia 1 de Setembro os sócios cá estarão para pedir contas se Amorim e a equipa se mostrarem desconfortáveis com as condições que lhes foram dadas para cumprirem os objectivos que lhes foram pedidos.

Por isso, flatulências opinativas, culpabilizações irresponsáveis, indignações de sofá, insurgências no abjecto anonimato dos teclados, e outros sintomas do proverbial masoquismo auto-destrutivo que têm infestado a cultura sportinguista, só tenho a dizer: ide ter com as vossas mãezinhas lá ao sítio onde elas trabalham, que vocês sabem muito bem qual é.

E dia 27 lá estarei em Alvalade para apoiar este Sporting brioso e destemido que Amorim tem posto em campo.

3 notas

Três notas sobre o jogo de ontem.

1) Diz a estatística que o Sporting cometeu 15 faltas e o Rio Ave 6. De facto os números dizem que o árbitro apitou 15 vezes contra o Sporting e 6 contra o RA. Convido-vos a reverem o jogo na box e é possível que concordem que o miserável Mota soprava no apito cada vez que um avícola se espojava no chão a espernear de dores excruciantes depois de perder a bola, ao passo que, por exemplo, uma falta evidente sobre Trincão à entrada ou já dentro da área passou em claro, além de outras trancadas desferidas com impunidade. O cartão amarelo a Ugarte foi outra indignidade que ele já trazia preparada, além dos olhares coruscantes lançadas a Pote e a Matheus Nunes, danadinho para os admoestar. Este Mota é um finório e perpetrou uma arbitragem subtil, mas não menos acintosa. Não se deixem enganar. 

2) Os primeiros 20' do jogo do Sporting foram penosos. Circulação de bola exaustiva no meio-campo e nenhum remate à baliza. Na verdade, aqueles minutos puseram o autocarro do RV e o atrelado estacionados à frente dele, a abanarem para cá e para lá, feitos parvos a correrem atrás da bola, até se desengoçarem. As contas fazem-se no fim e aquilo que parece um problema afinal pode ser uma solução. O futebol vê-se com paciência.

3) É sina dos sportinguistas viverem rodeados de lampiões e tripeiros no dia-a-dia. Ir a Alvalade deveria ser, por isso, entrar numa zona livre dessa peste. Mas os cretinos da JuveLeo lá estão para trazer à baila cânticos sobre a vida matrimonial dos lampiões e sobre as práticas sexuais do tripeiros. Porra, que até em Alvalade o nome dessa gente acaba por aparecer. E o pior é que apesar das vaias incomodadas da maioria do estádio, eles insistem, insistem... Quando é que a máfia das claques é erradicada?

A estação parva

Há uma velha anedota segundo a qual a definição de "fonte" (de informação) é alguém que esteve na reunião e quer lixar o fulano que se sentou no topo da mesa. Doutro modo estaria de bico calado.

Já se percebeu que na verdade os clubes não compram jogadores, apenas os alugam aos agentes. É pois do interesse deles que os rapazes circulem o mais possível para abicharem a percentagem das transações. São, portanto, eles a famigerada "fonte" que emprenha de ouvido os escribas dos pasquins, de cuzinho muito apertado com a tradicional míngua de assunto durante o defeso. 

Todo este frenesim do diz-que-disse do compra-e-vende de "activos" mobiliários (que o economês sempre dá outra seriedade) sendo entediante, não é menos deletério.

O adepto de miolo-mole, por norma impressionável e concomitantemente irascível, treme de nervos com a expectativa de saber quem sai, certo de que nunca é a bom preço. Se não lembra a ninguém ir para a porta da Sonae assobiar e bramar com a descida do valor das acções, e uns tantos dá-lhes a raivinha para no estádio se porém a assobiar a equipa e fazer mau ambiente. O qual, como se sabe, é horrivelmente contagioso.

Ora eu, que não faço a mínima ideia de como se negoceiam jogadores, nem depois de ter visto "Moneyball" e "Trouble with the curve", quero lá saber quem sai do Sporting e por quanto. Já aprendi a não me preocupar com assuntos para os quais nem me convidam a dar opinião nem estou habilitado a aliviar-me dela. Quero, isso sim, é saber quem entra. E no fim logo se verá se a coisa melhorou ou não. Até lá é gozar os jogos, que para mais nenhuma outra coisa é que lá vou. 

ELE vem

Um das excitações da pré-época é abrir os presentes das novas contratações. Um autêntico Natal em Julho cheio de expectativas. 

Mas também dá muito gozo ver os arúspices debitarem as suas seriíssimas adivinhações sobre como vai ser ou não ser a época. Jamais chegaram sequer à porta que dá para o corredor onde está da sala de reuniões em que se planeou a época, nunca falaram com algum responsável, mas sabem perfeitamente que jogadores fazem falta ou estão a mais. Não fazem a mais remota ideia das regras do mercado de transferências futebolísticas, nem de telescópio viram uma negociação, mas se fosse com eles é que íamos ver com quantos paus se faz a canoa de uma equipa. Isto será um passatempo tão decisivo como os torneios de sueca disputados à fresca sombra das árvores da Alameda, é tão encrespado como eles e, para quem assiste, tão giro durante 5 minutos e entediante se durar mais tempo. 

Pois então fiquem sabendo que ontem abri uma andorinha ao meio e li nas vísceras que tudo está a ponto de se alinhar para Ele vir. 

Se acertar, lembrem-se que foi aqui que leram primeiro. Se não, vejam lá que não foi isso que eu disse.

Fim de tarde algarvio

Em resumo: 

Cá atrás parece não haver razão para sustos. É só apertar uns parafusos na pré-época, ver se a ostra St. Juste sempre tem pérola, puxar por Marsá e é de crer que vai ficar tudo bem.

Lá à frente chegou a ser excitante. Os rapazes são uns diabos, rente ao chão a torcerem os defesas pelos joelhos. Foi bom ver que Edwards e Trincão podem jogar juntos desmentido a ideia de que pisam os mesmos terrenos. Ainda mais com Rochinha, Nuno Santos e Paulinho, todos tão diferentes uns dos outros, haverá soluções para todos problemas, além de que os treinadores adversários andarão com o credo na boca sem saberem quem vai alinhar até ao derradeiro momento.

No meio é que está o busílis, sobretudo depois da tragédia de Daniel Bragança. Bem sei que é heresia olhar de lado para a vaca sagrada, mas já não há pachorra para a pose blasé de Matheus Nunes, para a repetição ad nausea do mesma forma de jogar, ou vai de automotora com a bola ou congela o jogo, para os passes disparatados, para ficar suspenso a ver se dali sairá magia, ou não, em vez de ver consistência e domínio em acção. Ontem até deu para pisar na bola e, aos 80', pôr toda equipa a ralhar com ele depois de chuto sem qualquer nexo. Só com a figura que fez ontem deve ter desvalorizado um bom par de milhões. É para o meio campo que faço figas para que venha um craque de alto nível emprestado, como tem justamente acontecido nos últimos 2 anos. Doutro modo, a coisa parece-me mal parada.

Nunca mais é sábado

Ainda não se escreveu outro livro tão divertido e certeiro sobre isto e ser adepto de um clube de futebol, mania uma bocado neurótica e absolutamente bipolar, como "Fever Pitch" de Nick Hornby, razoavelmente traduzido por "Febre no estádio."

A dado passo o autor descreve um dos momentos mais embaraçantes e recorrentes da sua (da nossa) vida de aficionado futebolístico. É Verão, está de férias e acabou de fazer amor com a namorada. Quando, a seguir, se põe a fumar o famoso "cigarro pensativo" queirosiano, a boa da moça aconchega-se a ele e pergunta-lhe ternamente em que pensa. Confessa o autor: como posso dizer que estou a pensar em qual seria o melhor ponta-de-lança para o Arsenal? Se for sincero, ela ofende-se e com razão. Se não a quiser magoar tenho que mentir.

Ó senhores, quem nunca...?

A ver mazé se o campeonato começa que a espera está insuportável.

O suplente Sarabia

Qualquer um que se abstenha da tonteria de julgar que percebe alguma coisa de futebol a partir da bancada e assim seja capaz de olhar para os jogos desembaraçado dos preconceitos típicos da ignorância, não terá dificuldade em reparar que Ruben Amorim tem o mérito único em Portugal de emular os modelos do Manchester City e do Liverpool  - os exemplos mais espectaculares - com a inteligência de os adaptar aos recursos de que dispõe.

Dá-se um vale de desconto a quem disser qual é o ponta-de-lança desses colossos do futebol contemporâneo (Ogivi não passa de uma solução  de recurso) e dá-se uma gargalhada se alguém disser que, por exemplo, Sterling ou Firmino, não são "titulares", mesmo que comecem o desafio no banco.

Também o Sporting, à sua medida, joga sem essa figura já arcaica do ponta-de-lança, privilegiando uma bateria de avançados ágeis, irrequietos, inteligentes, psicologicamente alegres, afoitos e bem entrosados. Isto pode ajudar a perceber o "caso Paulinho" que tem todas estas qualidades menos a de marcar golos no instante decisivo, o que o diminui mesmo que não lhe tire importância.
Ontem Amorim fez mais uma vez prova do acerto desta ideia sobre como jogar lá na frente. Sarabia entrou em campo já dentro da segunda parte e foi letal em aproveitar o desbaratamento em que já se encontrava a defesa de Portimão.

Sarabia suplente? Deixem-me rir...

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