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És a nossa Fé!

Vai uma apostinha?

A pré-época é uma fase maravilhosa porque o adepto pode entregar-se a devaneios especulativos sem grande implicação, como se daqui da bancada se percebesse alguma coisa. Se as suas previsões vierem a ser invalidadas terá sempre a desculpa de que "o tempo não confirmou as expectativas." 

O ano passado o prestidigitador Ruben Amorim tirou três coelhos da cartola dos juniores, Nuno Mendes, Gonçalo Inácio e Tiago Tomás, que deixaram atónitos os supostos especialistas e encantados os sportinguistas. 

Este ano, pelo que se vai vendo, Amorim quer repetir o desaforo testando nestes joguinhos de preparação um pelotão de rapazes danados para saírem da casca. Estou portanto em perfeitas condições para apostar que lá para Maio de 2022 toda a gente já sabia que Joelson, Esteves e talvez Essugo iam revelar todo o seu potencial.

Em resumo

Jogo descomunal de Pedro Gonçalves.

Fora isso não sei se Matheus Nunes alguma vez não terá dado a bola ao adversário, além de lhe ter oferecido o penalty da vitória, e gostaria de saber se o xG de Paulinho será tão mau como presumo que seja. 

Foi pena não sermos campeões invictos, sobretudo depois do que a equipa fez a partir dos 70'.

Como é diferente a lei em Portugal

No domingo em Braga um agente da ótóridade interpela Rúben Amorim por não ter máscara apesar de estar num camarote isolado no topo de uma bancada vazia. Sai logo multa.

24 horas depois, no mesmo distrito, em Moreira de Cónegos, a 33kms de Braga, um agente da ótóridade fica a olhar para um homem a ser agredido diante de várias testemunhas. Parece que o Ministério Público coisa e tal vamos ver.

É a normalidade.

Há que compreender

O quadro que o Ricardo Roque publicou mais abaixo explica muito. Por esta altura o fcp tem apenas menos 3 pontos do que os que tinha o ano passado, ainda assim suficientes para ficar acima do slb que este ano só tem menos 1 ponto do que em 19/20. 

Esta seria a tal normalidade, a divisão do espólio entre estes dois emblemas, estragada por um punhado de pernas de pau de meia-idade e um rancho de putos imberbes, treinados por um desqualificado que nem diploma tem, lá do "clube de malucos."

Tanto almoço de negócios, tanto pilim gasto com avenças em bordéis, tanto magistério de influência, tanta despesa de deslocação e em seguros de acidentes de trabalho com corrécios que chegam a ter que ir ao Alentejo no exercício da sua profissão, tanto poderzinho arduamente conquistado nas trincheiras institucionais do futebol, tantas garrafas de JB pagas a jornalistas e comentadores da persuasão, tanta organização para isto? Claro que é de um homem perder a cabeça.

A normalidade

Aquela equipa de natação sincronizada passou então os últimos minutos do jogo a praticar a sua arte na piscina de Moreira de Cónegos e lá teve a recompensa. No fim Conceição arremeteu ao árbitro a bufar e de cabeça baixa com tão boa dicção que se pôde ler o seu pitoresco vernáculo no movimento dos beiços, no que foi secundado por um badalhoco à paisana mas de braçadeira oficial a fazer o tão aguardado número do "agarrem-me que vou-me a ele." 

"Tudo normal" como diz o fuhrer deles.

A corda que não partiu

Se os 3 pontos souberam a mel o jogo soube a fel. E por maior que seja a festa há questões a pôr:
O que tem a ver a ausência de um central com a total incapacidade de João Mário, Palhinha, Gonçalves e Nuno Santos trocarem mais de dois passes sem falharem ou perderem a bola? Porque quase nunca ganhámos a segunda bola nos ressaltos defensivos? Paulinho deixou de ter má relação com o golo para passar a ter má relação com o jogo, gostava de ver as estatísticas dele, acho que foi zero em tudo: recepções,  remates, passes, desarmes. Quantas bolas longas o TT conseguiu segurar? Os remates de meia distância têm de ir todos para o bancada?

Já fizemos melhor, muito melhor e precisamente agora é que é preciso mais.

Entre o minuto 17 e o 18, o verme do apito fez vista grossa a uma entrada de Fransergio sobre Palhinha igualzinha à que lhe deu a expulsão na partida com o SLB; logo a seguir viu uma falta para segundo amarelo num encosto do ingénuo Gonçalo Inácio. Quem tivesse dúvidas ao que vinha ficou sem elas. No fim, de pura raiva, espargiu amarelos sobre o banco do Sporting. Ainda deve estar lá na Pedreira às escuras a mostrar cartões a tudo que lhe aparecer à frente.

Por fim, uma equipa que não fosse tão medíocre como o Braga teria vencido sem dificuldade este Sporting. E o desabar deste embuste foi o que deu mais graça a uma vitória arrancada a ferros.

Um assalto em curso

Na próxima quarta-feira o Sporting Clube de Portugal vai jogar contra um ectoplasma denominado B SAD, espécimen único no futebol europeu, e talvez mundial, e evidência viva da asquerosa impostura que é o futebol em Portugal. Esta coisa B é uma entidade sem adeptos nem instalações, que roubou a posição ao venerável Belenenses. Ora um clube é suposto ter uma base social de apoio e estar domiciliado numa comunidade. Este é o primeiros escândalo do B, o segundo é que no mundilho peçonhento do futebol português, no qual obviamente se deve incluir a comunicação social que nele se pendura, ninguém se escandalize com isto e exija a erradicação desta abencerragem para dar lugar a um clube normal.

Mas se o B não tem adeptos então praticamente não tem rendas de bilheteira a não ser a fornecida pelos adeptos dos clubes que o visitam. Sem adeptos também seria suposto não ter qualquer capacidade de atrair investimento publicitário. Portanto a primeira coisa que o B prova, pelo simples facto de continuar a existir, é que no futebol português os adeptos não valem um caracol. Os que vão ao estádio são apenas elementos cenógraficos para dar ambiente aos jogos e os outros reduzem-se à condição de consumidores de TV e daquelas folhas de couve que por aí andam, ou seja, meros dados estatísticos para audiências. 

Então o B vive de quê? Vive da tranche que lhe cai no colo dos direitos televisivos geridos pela Liga e das transações de activos, isto é, de jogadores. Que o B continue a existir prova que este modelo de negócio é minimamente interessante. Não tem é nada a ver com futebol... Assim sendo é forçoso concluir que o B não passa de um parasita. Na verdade são os grandes (Sporting, SLB, FCP e Guimarães, os clubes com adeptos a sério, e um pouco o Braga, famoso por ter adeptos em "segunda mão"), aqueles que geram de facto receitas, os que têm capacidade de atracção de investimento, que alimentam o B. À primeira vista pareceria justo e equitativo que os direitos televisivos estivessem centralizados na Liga para melhor os distribuir pelos clubes ditos pequenos, assim alavancando o seu valor e torná-los mais competitivos o que teria o efeito virtuoso de melhorar a qualidade do espectáculo futebolístico português. Como todas as ideias feitas isto é uma aldrabice. Centralizar os direitos é de facto espoliar os clubes de verdade para tornar os B da vida mais rentáveis, logo mais propícios à captura das SADs por corsários de meia-tigela. Em resumo: centralizar os direitos televisivos é injusto (o futebol a quem trabalha!), perverso porque alimenta ténias como o B e, sobretudo, muito suspeito.

 

Palpitações

Não se preocupem, já estou bem. Mas ontem à noite:

Ia-me dando um treco quando Paulinho entregou a bola em vez de rematar e quando ao rematar em vez do golo certo viu-se a bola rechaçada por um Beto caído do céu ou do inferno. Dei um berro que assanhou a gata quando o João Mário de tanto guardar a bola não soube o que lhe fazer na hora do remate e atira às malhas laterais ou foge com ela ao correr da linha de fundo em vez do pontapé para a baliza. Engasguei-me com a cerveja quando Pote depois de rematar para a bancada com tanta gente solta de marcação à volta dele retorquiu aos protestos dos companheiros com um "calma caralho" como se tanto vagar não nos deixasse com o coração na boca. Veio a minha mulher repreender-me "que pouca vergonha é esta!?" quando desesperei em vernáculo  com o quinquagésimo sétimo passe falhado de Matheus Nunes ou da enésima vez em que mata uma jogada quando não tem pista para abalar com a bola. Acendi um cigarro no outro enquanto se esperava para ver se o golo deles fora off side ou não. Ia ficando careca de arrancar os cabelos com as defesas in extremis de Adán, especialista em bloquear a bola com qualquer parte do corpo da cabeça aos pés.

Ali por volta do Ano Novo os parlapatões do komentariat diziam que o Sporting era "eficaz" quando fazia um golo em dois remates por jogo como se isso fosse grave defeito, agora dizem que somos perdulários e abanam a cachimónia como se não houvesse justiça no mundo. Pelas caras que fazem vê-se logo que não lhes cabe um feijãozinho num sítio que eu cá sei.

"Os adeptos têm de saber sofrer." Cum caneco Rúben... O ano passado por esta altura ver os jogos do Sporting era um passatempo meramente académico, agora que nos puseste nesta ralação da luta pelo título já não te chega a camada de nervos em que andamos?

Entretanto espero que tenham reparado que contra o Sporting os adversários - pelo menos os do Moreirense, do Famalicão e agora do Farense - mostraram-se muito treinados em caírem redondos no chão mal sentem um bafo nas orelhas, calculando que o mais certo é ganharem falta. Coisa que não tenho visto noutros confrontos ditos grandes, onde parece que é tudo ora faxavôr de passar que não estamos aqui para estragar a vida a ninguém.

Resta dizer que sim, que foi penálti sim senhor do Nuno Mendes. Tão penálti quantos os dois penáltis sofridos por derrube do Jovane contra o Famalicão. E se este de Faro talvez tivesse dado para empatar o jogo, aqueles teriam decerto dado para ganhar o outro e ficava tudo na mesma como está. Fora as contas atrasadas que essas ficarão por fazer. 

 

PS: bravo Conceição, provaste que não tens medo dos grandes dessas Europas e que contigo vai tudo a eito: tanto tiras do sério o lerdo do Paulo Sérgio do Portimonense como insultas e provocas o banco do Chelsea. É todo um saber estar.

Inspirar, expirar, inspirar...

Não sei se também vos deu uma comichão a partir dos 60' e depois daqueles quase 5' em que o Guimarães era como se tivesse ido para casa ver na TV o Sporting a trocar a bola e a balancear o jogo de cá para lá com os olhos postos na baliza adversária. Desse domínio absoluto não saiu a necessária confirmação em forma de golo, coisa de pôr logo o credo na boca ao tarimbado sportinguista, experimentado que está em surpresas desagradáveis.

No quarto de hora inicial Pote falha dois golos de se ficar de queixo caído e daí em diante foi dado como "missing in action." Depois foi um golo anulado porque meia-hora antes a bola pisou a linha de fora; para a próxima é melhor ver se o autocarro fica bem arrumado ou o VAR ainda vai ver nisso motivo para riscar golos. Mas por favor rapazes, ponham o enchido ao fumeiro antes de meterem a viola ao saco. Nos últimos anos, por esta altura, os jogos eram pretexto para acabar a noite nas bifanas em bom companheirismo; este ano a coisa é a sério e tudo nos dá agora nervoso miudinho. 

Lindo mesmo foi ver o chavalito Essugo a chorar no fim do desafio. É jogo a jogo, diz Amorim, e já está a lançar craque para a próxima época? Bem metido aquele pitch promocional na conferência de imprensa: "Jovem! Tens talento para o futebol? Então já sabes, o Sporting é que te dá as oportunidades." Tudo tão diferente do tempo do taquitize. 

Entretanto em Portimão nada de novo: o mal barbeado do Canelas, sempre ao nível, arriou a giga e lá se armou mais um arraial de vernáculo e tabefes. O mais patusco da cena foi ver dois polícias muito precatados a ver aquilo com as mãos atrás das costas como se não fosse nada com eles. Perante tamanho desacato o árbitro foi implacável: como não viu onde estava o Rúben Amorim guardou o vermelho e desfechou um cartão amarelo no Marchesin, com as devidas desculpas.

Ladeira acima

Ó rapazes, então não vos vos disse que isto agora ia ser sempre a subir? Doravante os fracos vão deitar às malvas qualquer veleidade futebolística para não se atolarem na tabela e os fortes vão-nos enfrentar de orgulho ferido por um bando de rapazolas mais um par de jarretas lhes terem feito tamanha desfeita de se porem à frente deles. Ambos recorrerão, por um lado, ao método paleolítico do homem-a-homem com cotoveladas, pisadelas e sarrafadas e, por outro, ao de se espojarem agarrados à cara mal percam a bola ou falhem a marcação. Os jogos do Sporting estão a ficar aborrecidos, enervantes e arrítmicos e lá está o patego do apito para garantir que isto seja assim. Também terão visto logo ao início aquele Khacef a fazer-se ao pé de Porro, este a sorrir-lhe e com um gesto de mão a dizer "vem cá, vem" e o longo assédio que se seguiu - como é diferente o futebol em Portugal...

Eu também sou exímio em "sofástica", neologismo inventado agora mesmo para designar os peritos que se aliviam de sofismas desde o sofá, e também sei sempre o que fazer desde que não me obriguem a responsabilizar-me pelo que digo. Por isso acho que Rúben Amorim aceitou telepaticamente o meu conselho de trocar o Nuno Santos pelo Bragança o que, tal como previ, mudou logo a fluência do jogo. Depois, foi esperar que TT amadurecesse meia-época no hiato de um jogo para começar como junior em remates à baliza e acabar como avançado veterano. A continuar assim o rapaz retira-as aos 37 anos no final da temporada.

Calma rapazes, é respirar fundo, contar até 3 e seguir em frente.

A bem do futebol nacional

Urge moralizar o futebol português e pôr cobro à anomalia verificado nesta triste temporada que tanto tem perturbado a normalidade constituída e o sossego dos trâmites convencionados. Aqui se adiantam, por conseguinte, algumas intervenções sensatas e garantidas para um regresso à estabilidade.

1) A situação profissional de Rúben Amorim deve ser atalhada com a máxima  severidade.  É um ultraje à lógica e à legitimidade que um qualquer, destituído das certificações em vigor, possa sequer ter a oportunidade de apresentar resultados melhores do que os treinadores legalmente autorizados. Se estes em sede própria foram devidamente examinados e licenciados, então qualquer outra prova é espúria e nula, fruto de um engano, tanto mais despudorado quanto mais afirmativo. Rúben Amorim deve pois ser acusado de crime de sedição e sujeitar-se a uma pena de degredo sem quaisquer atenuantes.

2) É sabido que o castigo a Palhinha deveria ter sido aplicado no desafio do Sporting contra o Benfica e só o perverso estado de direito que vigora em Portugal admite que a lei geral cinja a justiça particular. A suspensão de Palhinha virá quando os juizes do futebol considerarem que decorreu o tempo suficiente à reflexão pausada e a uma ponderação tempestiva. Mas quando tal suspensão for aplicada, mesmo que seja na última jornada do campeonato, todos os pontos ilegitimamente auferidos pelo Sporting desde o jogo com o Benfica inclusive devem ser liminarmente anulados. A título de exemplo, se tal sanção fosse aplicada no próximo Sábado, o Sporting ver-se-ia privado dos 13 pontos irregularmente obtidos. 

3) O facto de o Sporting só jogar uma vez por semana ao contrário dos seus rivais que estão em várias frentes desportivas, tais como a Taça e as competições europeias, tem gerado uma gritante situação de falta de equidade. Alguma forma de compensação deve ser encontrada para no mínimo atenuar esta imparidade. Uma sugestão seria obrigar o Sporting a jogar todas as semanas fora de casa com uma equipa do campeonato japonês ou, em alternativa, do campeonato norte-coreano.

4) Como já alguém algures revelou as pontuações somadas de Benfica e Porto excedem a pontuação do Sporting. Manda o raciocínio lógico que então o título seja somente disputado entre estas duas formações. Resta apenas esperar que as singelas achegas aqui apresentadas contribuam para impedir que o futebol português não perca um grama do altíssimo prestígio de que goza.

Ai, ai

Desta vez esperei pela flash interview para ver o que dizia Rúben Amorim. Como ele tem uma capacidade inusitada para clarificar as evidências que os especialistas e aprendizes a tal gostam de complicar para se fazerem inteligentes, Amorim acabou por mencionar tudo o que me havia ocorrido comentar aqui. Caso encerrado quanto a este jogo penoso, até porque não me apetece dizer mal dos jogadores mesmo quando merecem. Venha o próximo.

A noite em que o rapaz se fez homem

Os números, nomeadamente as estatísticas, só têm valor se os soubermos interpretar e se soubermos interpretá-los depois e não antes de bem afinados, de modo a darem uma visão o mais próxima possível da realidade e não a visão que se gostaria ter dela. 

É provável que os números da actuação de ontem de Nuno Mendes mostrem um resultado abaixo da média, se não mesmo sofrível, sobretudo nas acções ofensivas. Maus passes - aquele a meio da segunda parte oferecendo a bola a um meio-campista adversário  isolado... - decisões infrutíferas e erradas, como aquela cavalgada inconsequente e obstinada até à linha final, muito poderá haver que possa apoucar o que Nuno Mendes fez em campo.

E, no entanto, arrisco dizer que ele foi o herói do jogo. Um chavalo que há um ano jogava à bola de fraldas nos juniores, apanhou ontem de frente com Corona, que dizem ser o craque do fêcêpê e é um malandro de primeira a cavar faltas e a pontapear tornozelos, com Manafá, elogiado pela velocidade e drible, com Francisco Conceição, um notável mergulhador e gabado como a coisa mais extraordinária que apareceu no mundo sublunar depois de Messi. E ainda viu Uribe, o manhoso, descair para o lado dele e ainda teve tempo para ajudar Feddal a lidar com Marega. Tudo isto depois de ser intimidado com um cartão amarelo logo de início.

Fleumático, tudo Nuno Mendes conteve e superou sem um queixume ou um desfalecimento até à exaustão. Ele é a imagem da resiliência, da disciplina, da concentração, do tino e da maturidade precoce deste Sporting de Rúben Amorim. No futuro, quando ele jogar ao mais alto nível a que está prometido, se for preciso definir um momento em que Nuno Mendes se crismou como futebolista de craveira, bem se poderia apontar para o desafio de ontem.

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