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És a nossa Fé!

Aprender com Peseiro

O mais divertido de Peseiro - mas não quando me toca vê-lo treinador do Sporting - sempre foi a sua capacidade de demonstrar quão torpes são os clichés.

Mente simples, Peseiro absorveu-os sem filtro de seu mestre, o inefável Prof. "Projectos" Queiroz, de modo que eles lhe saem com toda a sua esplendorosa imbecilidade à mostra.

Assim, após uma vergonhosa derrota dizem os manuais da comunicação que é de manter um "espírito positivo", reiterar a "confiança no rumo seguido",  desvalorizar os defeitos, como meros incidentes de percurso, enaltecer as qualidades, como provas do um "trabalho de fundo." 

Aquele arzinho sonso que Peseiro põe, aquele desbobinar tosco de frases feitas, para nos convencer que está tudo bem, depois de termos claramente visto que está tudo mal, apenas nos convence que ele é lunático e não percebe nada da poda.

Boas lições se tiram daqui: o "spin" é uma habilidade só alcance de grandes artistas da mistificação. Há muitos, mas Peseiro não é um deles.

Vá com Deus ou com o Diabo que para o caso tanto faz.

O que diz Peseiro

Sou adepto da última tese de Wittgenstein  no seu "Tratactus": "Acerca daquilo que não se pode falar, tem que se ficar em silêncio."

Não assisto aos treinos, não estive na sala quando se decidiram as contratações, nem sequer sei como funciona esse mercado, desconheço os meandros internos das relações de forças do futebol português. Assuntos, portanto, sobre os quais me devo abster de pronunciar para não dizer disparates desligados da realidade das coisas.

Mas fiquei intrigado com as declarações de Peseiro no final do jogo. A interpretação que ele fez do jogo que se viu - e é suposto eu não saber ver o jogo tão bem como ele, ou melhor seria que trocássemos de lugar - levanta questões.

Acerca da primeira parte Peseiro disse que a equipa não jogou coesa como devia e "esqueceu-se" (palavra minha) de fazer os triângulos defensivos. Ora se algum defeito se apontava a Jesus era o de prender os jogadores a um sistema táctico caracterizado por uma coesão (demasiado) rígida. É verificável que o Sporting jogava em 30 metros numa teia inabalável. Pergunta: porque diabo os jogadores, habituados a este modelo durante as 3 últimas épocas, se espalham agora no campo, muito à toa e sem conexão?

Acerca da segunda parte Peseiro declarou que a equipa veio para a frente na raça, cheia de vontade e de brio. Isto explica perfeitamente que tenha levado 2 golos em contra pé, ou, como parece que se diz em futebolês, se tenha desmantelado defensivamente na transição ofensiva. Também explica por que motivo os jogadores tenham entrado num espírito anárquico, cada um por si, com correrias malucas (aliás numa delas, de Acuña, resultou o primeiro golo) Porque sucedeu isto, numa equipa supostamente rotinada em nunca desguarnecer a retaguarda e que há um ano abusava da prudência?

As declarações de Peseiro dão assim lugar a algumas interrogações:

Se Peseiro sabia o que se devia fazer porque não fizeram os jogadores o que era devido? Por que razão os jogadores no mínimo informados de uma certa disciplina táctica a abandonaram por completo num trimestre? Entrando em terrenos um pouco mais especulativos: se Peseiro sabe, porque o diz, qual é a boa forma de jogar (qualquer que ela seja), porque não joga a equipa como ele diz?

Há uma resposta que parece óbvia (e alarmente), ainda por cima com fundamento histórico, mas talvez seja demasiado cedo para a considerar. Ou não?

Pesadelo em Portimão

É claro que o problema não são estes acabrunhados e perplexos jogadores que não fazem  a mínima ideia do que devem fazer, que estão para ali aos encontrões uns aos outros e jogam tão entrosados como se fosse a primeira vez que se vêem. Mas um descalabro destes não é inesperado, pois não? É o que há.

PS - assim que este post foi publicado o Sporting marca um golo. Nani é um problema, tem ideias, sabe o que faz, sabe explicar-se; irreverências que para um sargento que gosta de fazer voz grossa, de miolo-mole e pouco articulado, são muito desestabilizadoras

Bocejo de uma noite de Sábado

É possível que a culpa seja minha. Cansado de tantos jogos que se arrastam por decidir para além dos 80 minutos, não por serem um dramático choque de Titãs, mas por inépcia, incompreensão tática, fiadas de más decisões dos jogadores, ou mesmo azar (o qual, como se sabe, atrai mais azar), pedi ao mafarrico que por uma vez, umazinha, me fosse concedido, tal como aos adeptos doutras agremiações, o sossego de estar a vencer aos 60 minutos por duas bolas e sem perspectivas eminentes de susto. Isto era para o bem das minhas já fracas articulações de tantos pontapés que tenho dado na cadeira da frente nos últimos 2 anos.

O chifrudo ouviu-me, mas como é maroto deu-me presente envenenado. Seja como queres, murmurou ele, mas terás que gramar com um meio-campo balcânico com Petrovic, Gudelj e Misic, todos ao mesmo tempo, e passarás 45 minutos sem ver um instante de futebol a sério. Pungir-te-á o tédio e lamentarás ter faltado ao jantar combinado. E ai de ti se te queixas.

É o que há e se calhar não se pode pedir mais.

É assim que somos Sporting

Fui lá votar. Mas com a sensação de que este ano foram mais as vezes que votei para o Sporting, do que as vezes que celebrei triunfos do Sporting. Mas nem por isso deixámos de ir em massa, sem ostentação nem pesar, porque, como era óbvio na atitude tranquila e madura dos sócios, o sportinguismo não é uma crença ou um ideal, é tão só parte natural da nossa vida.  

Ao contrário doutros, coitados, não dependemos das alegrias que o Sporting nos dá para sermos do Sporting, porque não precisamos de compensar com as vitórias do clube as agruras da vida. Como infelizmente as trapalhadas em que nos vemos metidos têm comprovado.

De modo que deixo aqui uma singela recomendação ao próximo Presidente: esteja à altura da responsabilidade outorgada por sócios tão resilientes, leais, sensatos e orgulhosos do seu sportinguismo, por pior que seja aquilo que o Sporting lhes tem dado.

Por mim, sinto-me honrado por fazer parte desta gente - do Sporting.

 

Memo

Para: futuro Presidente do Sporting Clube de Portugal

Assunto: SportingTV

 

1) A paisagem televisiva portuguesa padece de singularidades atávicas que com o tempo a tornaram excêntrica em relação às boas práticas europeias.

2)  a) Que a produção de informação predomine como matriz e alicerce da operação televisiva; 

b) Que esse eixo, em torno do qual o resto da programação é agregada e secundarizada, seja visto como um factor de qualificação, o que se tem demonstrado como um logro funesto;

c) Que este modelo seja repisado com casmurrice e cegueira, por mera conformidade aos critérios vigentes, e sem sombra de inquietação em face da reiterada pobreza dos seus resultados;

Eis o que, em linhas breves e gerais, tem reduzido os canais televisivos nacionais a um panorama amorfo, repetitivo, estafado e entediante.

3) A SportingTV, neste contexto é apenas mais um canal, sem distinção, nem surpresa, nem brilho.

4) Para ser melhor, mais atraente e capaz de cumprir o seu desígnio, a SportingTV tem que se estabelecer noutros princípios. Ou seja, não lhe bastam alterações cosméticas a uma grelha de programação fundada em critérios desajustados.

5) Nesse sentido a SportingTV só será eficaz se assumir o seu papel como:

a) Uma ferramenta comercial e de marketing que exponencie a marca “Sporting”;

b) Um instrumento activo para o parqueamento de direitos televisivos (na verdade a alma do negócio) e uma alavanca determinante na negociação desses direitos;

c) Um veículo para trazer o universo de sócios e simpatizantes do Sporting para dentro do Sporting e, ao mesmo tempo, levar o Sporting até junto dos seus adeptos.

d) Um meio para a criação de património audiovisual da memória do Sporting.

6) Parece óbvio que deste modelo se deduzirão formatos audiovisuais diferentes do actuais, sem sobressalto orçamental.

7) Não menos importante será a questão da distribuição da SportingTV, a qual só pode ser ponderada a partir das condições contratuais em vigor.

 

À consideração superior,

Saudações leoninas

SALIN!

SALIN!   SALIN!    SALIN!

O golo lampiónico teve a assinatura de Jefferson que chegou tarde e displicientmente à bola a permitir o cruzamento e de Ristovski que saltou de parafuso sem norte. Foi por aí que correu mal o que tinha que correr. Isso e Peseiro continuar sem saber fazer substituições. Fez muito bem em tirar o nulo, mas tão artístico, Bruno, que de cada bola continua a querer fazer sonetos e por isso as perde todas. Todavia ao meter o pau-de-bandeira levou o jogo todo para a boca da nossa área. Tínhamos o pássaro na mão depois daquele momento histórico em que um árbitro marca penalti ao corrécio Ruben Dias e deixámo-lo voar. Empatou-se num jogo de empatas, do mal o menos.

Crença

Quero acreditar que a escolha de Peseiro faz parte de um plano global e sensato.  Pediu-se a um agente para nos resolver depressa e bem os pendentes com os jogadores que pediram rescisão. Ele impôs como moeda de troca a contratação de Peseiro à semelhança do anteriormente exigido ao FCP e ao Vitória. Doutro modo é incompreensível a não ser por desespero, o que na verdade é a situação em que mais ou menos se encontra o Sporting.

AG

Cheguei às duas da tarde e, ordeiramente, só consegui entrar às três. Mas não foi no Pavilhão Atlântico que entrei, antes numa twilight zone: tinha regressado às RGAs de 75. Os apoiantes do Bruno, por táctica, iam arengando ao microfone uns atrás de outros. 

Não sei como vai acabar o dia. Menos imagino qual será o resultado da votação. Temo, porém, o pior. De qualquer maneira o Sporting está uma Jugoslávia, com Milosevic e tudo. Nunca me senti tão infeliz neste meu clube.

Enxurrada

É uma verdadeira derrocada por que passa o Sporting. No passar dos dias, que contam como anos, começa a ser evidente que a irredutibildiade de Bruno de Carvalho está a gerar uma cascata de complicações e problemas cada qual mais ruinoso do que outro.

O primeiro e principal pólo, claro que é Bruno de Carvalho, o Calígula. Cuide-se que, ao contrário do que se diz, ele não está louco mas, bem pior, é um mitómano furioso.

O segundo desastre é o facto de a hipotética solução do problema ter transitado para a jurisprudência, ou seja para a mão de gente empenhada em não mais do que sobressair com malabarismos espertos e capciosos. Nunca haverá saída para o transe do Sporting se a procurarmos em sentenças judiciais redondas e rebuscadas, redigidas em latinório de sebenta, abertas a tantas interpetações quanto estrelas há no céu.

A terceira desolação é constatarmos que nesta autêntica tourada só o inefável Jaime Marta Soares se tem aplicado a pegar Bruno e quase sempre de cernelha. E os croquetes? Encolhidinhos atrás das tábuas. E "as forças vivas"? A dizer olé da bancada. É isto afinal o Sporting?

A quarta calamidade, e talvez  a mais aflitiva, é a profunda, que bem pode já ser irremediável, desconfiança de qualquer investidor e patrocinador em juntar o seu nome e o seu capital ao Sporting. Seja o Sporting de Bruno, o que já é uma evidência, seja o Sporting pós-Bruno, qualquer que fôr, por sequer conseguir imaginar hoje o estado em que ele possa ficar.

Estamos numa queda sem fundo onde bater. E amanhã começa o Mundial, este sarilho, que já cansa, sairá da ordem do dia, e daqui a um mês estaremos cheios de nada.

Sem amanhã

Bruno de Carvalho cortou a última amarra que o liga à realidade. Ao longo de uma penosa e pungente divagação balançou entre o "orgulhosamente só" e a paranóia de um MacBeth. Em resposta uma pergunta resumiu tudo: "Portugal aproveitou para tentar destruir o seu enfant terrible." Vá lá não ter dito "o mundo"...

Como ele é o Sporting e o Sporting é ele, quem não está com ele está contra o Sporting. Assim, por um lado vitimiza-se e suplica por compaixão revelando sem qualquer decoro ou pudor factos da sua vida pessoal que devia resguardar. Por outro lado só vê à sua volta hipócritas, mentirosos e traidores. 

De voz embargada jura que os jogadores são a "família que escolheu", para logo a seguir afirmar que o acto "hediondo" de terça em boa verdade "saiu dos próprios jogadores". Portanto "não venham falar de rescisões" já que ele até "podia levantar processos disciplinares." Percebe-se a sua estupefacção por os jogadores não o verem como a um pai severo, mas caridoso e protector.

No fundo ele sabe que está isolado, se não iria amanhã ao Jamor gozar um banho de multidão sportinguista - se esta não é a sua gente, quem será?

Cuidado com o que desejas porque pode realizar-se

 

As claques existem porque a polícia acha que é melhor assim. E acha muito bem: é mais eficaz e fácil controlar a manada do que ter as bestas dispersas ou em focos.

As claques não podem ser extintas porque não há meios júridicos nem policiais para eliminá-las sem originar o efeito acima descrito.

Também é manifesto que não há vontade política para acabar com elas, dotando polícias e tribunais com os meios necessários.  E esta é a parte que devia suscitar a curiosidade de quem tem obrigação profissional de fazer perguntas.

Fora isso toda a gente - toda a gente - sabe quem criou, por exemplo, a Juve Leo; a que organizações ela tem servido; qual a natureza da sua actividade; quem diz que manda e quem manda deveras. Toda a gente.

Portanto, cuidado com essa ideia de acabar com as claques como se isto se resolvesse com um estalar de dedos.

Que fazer?

O Sporting tem inimigos poderosos, tenebrosos e dissimulados. Durante anos (décadas?) o Sporting comportou-se como um clube de cavalheiros, tentando que os jogos se decidissem nas 4 linhas e não em tráficos de influências, jogadas de bastidores, subornos e corrupções. Mas o mundilho do futebol é povoado por Al Capones, que aparentam colarinho branco, fazem-se de beneméritos, mas não hesitam na selvajaria, quando acham caso disso. Bandidos que hoje bebem chá de mindinho esticado, fazem-se todos institucionais e que, estranhamente, são vistos como cívicos aos olhos de gente com mais de dois neurónios.

A crise económica que assolou o país teve um efeito devastador na obscura e cavilosa indústria do futebol, largamente dependente dos direitos televisivos cujas receitas caíram a pique. Como o bolo já não dava para todos e os mandantes não queriam diminuir a fatia que abichavam, a perseguição ao Sporting foi ainda mais contumaz.

O Sporting precisava de alguém que afrontasse o sistema com todas as armas possíveis, sem medo de parecer mal aos condes falidos, aos instalados que se fazem de finos e aos bandidos com ar de respeitáveis. O simulacro de decência desta gentalha indecente é poeira que entra nos olhos dos ingénuos e cortina de fumo para escamotear autênticos crimes.

Bruno de Carvalho arrostou com esta guerra com coragem e valor. A revolução não é um chá das 5, como disse uma vez quem percebia disso.

Mas o guerreiro não se pode desnortear. Tem sempre que saber quem é o inimigo e tem que saber escolher os inimigos. E se está na posição de desafiante contra incumbentes tão possantes quanto malévolos, tem que saber conquistar aliados e não alienar forças e acumular ainda mais inimigos. Sobretudo não pode disparar sobre as suas próprias forças.

Bruno de Carvalho cruzou uma linha que não podia cruzar. Tornou-se prejudicial ao Sporting ao desbaratar os recursos e os apoios que tinha consigo.

Ficámos agora a saber que algo ia muito mal. Uma revolta da Bounty como esta não nasce de um dia para o outro, tem certamente antecendentes que se foram acumulando. 

Estamos, assim, entre um Presidente errático e com sinais de paranóia, e um coro de saudosistas que quer regressar à petulante inércia de outrora. Tem que haver alternativa.

Ou sim ou sopas

Confesso, JJ, que ao ouvir-te na entrevista no final do jogo de Braga, mais do que desalentado, fui mordido pelo verme da dúvida. Eu que tanto acreditei e em ti depositei tantas esperanças.

Durante 25 minutos uma perspicácia táctica permitiu-nos ficar por cima. Mas daí resultou nada. O treinador do Braga corrigiu as coisas e desse momento em diante ficámos por baixo - sem resposta. Pior foi que tivesses dito ter sido a expulsão do Piccini a gorar os teus planos. Não percebes o quanto essa afirmação é alarmante e te diminui? Não aguentas um contratempo? Não tens respostas prontas para eventualidades destas? Um imprevisto - "jogo" quer dizer "imprevistos" - e tudo desaba?

Agora, em relação ao desafio contra o Atlético de Madrid disseste: "nós somos uma equipa com muitos recursos e com qualidade. Podemos ganhar e passar, sem dúvida."

Como quero continuar a acreditar em ti, proponho-te o seguinte:

Vou levar a sério esta afirmação e exigir que, no mínimo, não percas os dois jogos.

Mas isto não chega. Doravante, até ao último desafio da época, dando de barato o que vier a seguir ao Altlético de Madrid, estarás obrigado a ganhar os jogos todos para o Campeonato e para a Taça.

Se assim for, voltarei a acreditar em ti. Se não - adeus.

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