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És a nossa Fé!

Agora já posso contar

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Escrevi aqui no passado mês, sobre superstições que não tenho. Pois bem, evitei falar de um assunto até se confirmar o - não me canso - SPORTING CAMPEÃO.

Costumo fazer um post no meu instagram, depois de cada jogo da equipa de futebol, pelo menos aos que assisto. Fazia-o nos jogos em Alvalade ou outros a que fosse, e fi-lo para cada jogo deste campeonato (falta o último). Normalmente são selfies com qualquer coisa alusiva ao Sporting. Pode ser uma peça de roupa, um bilhete, um cartão, um pin. E faço, conforme me apeteça, um resumo do jogo ou do que sinto no momento. Coisas curtas e por vezes, admito, talvez meio encriptadas. Afinal, cada um vive o Sporting como entende. 

Ali por Fevereiro ou Março, apercebi-me que no primeiro post que fiz este campeonato, como se vê na foto, foi com uma camisola do Sporting com as quinas de campeão. Pelo sim, pelo não, não quis falar antes, não agoirar, não quis sequer respirar nos últimos jogos. Agora já posso contar, também eu guardei uma superstição mesmo que não as queira ter e alimentar. Que las hay...

Eu cá não sou supersticiosa

(e não há pai dela para me dar azar).

Não tenho superstições por uma questão prática: sou desorganizada demais para isso. Não suportaria a responsabilidade de um resultado do Sporting estar dependente de uma peça de roupa, uma cadeira a que não subi, ou uma volta ao estádio que dei pelo lado errado uma vez. 

Além disso, que raio de trabalho mal feito seria este, que não dá aquele título que sabemos há tanto tempo? Suponho que as superstições não são para dar vitórias, antes para não as comprometer, e assim se explica que não sejamos campeões do inifinito e mais além, porque fé não falta neste clube.

Às vezes olho desconfiada para uma peça de roupa, o meu casaco, réplica do de Joaquim Agostinho, ou a minha camisola Jordão, a pensar se não terá sido uma delas a dar sorte no último jogo... depois trocam-me as voltas e regresso ao meu cepticismo sobre o algodão. Mas respeito todas as superstições, só não me organizo para as ter e sustentar. 

Há superstições por aí?  

Foi em Famalicão que te conheci

Em Dezembro, em Famalicão, deu-se um ponto de viragem. Foi um empate feio, um jogo difícil. um final pior. Depois, Amorim falou e unimo-nos. Quer o destino que em vésperas de reencontrarmos o  Famalicão, nos unamos uma vez mais, ou continuemos, mas de forma mais veemente. Nesse dia, em Famalicão, #ondevaiumvaotodos passou a mote da época 2020/21.

Passada a nuvem de ontem, algum empate havia de haver, vitórias até ao fim seria bestial, mas é utópico. Se tiver de haver mais... *suspiro* que sejam mais para o fim, ou nos custem menos, que este foi duro. Que sejam como um penso rápido. Ou não existam, se puder ser.

Vai haver ainda mais pressão, as dúvidas vão instalar-se, a descrença de alguns está sempre à espreita. Mas há uma nova final já domingo, há um empate atravessado para ajustar com o Famalicão. Somos nós, adeptos, os primeiros a poder não ceder. Isso pode passar por um post nas redes sociais, incentivos nos do Sporting e seus jogadores, ou simplesmente não nos antagonizarmos uns aos outros. Se é ficar no mesmo lugar no sofá que funciona, a camisola da sorte ou a aletria do Bancada que resultam, ou pelo menos não atrapalham, pois sejam e pratiquem-se.

Domingo, ganhar. #ondevaiumvaotodos

A Stromp o que é de Stromp

Num dia de regresso de três equipas ao João Rocha, foram três os Troféus Stromp que ficaram em casa. 

O Volei venceu o Castêlo da Maia GC por 3-0.

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O futsal venceu o Viseu 2001 ADSC por 10-1

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hóquei goleou o HC Turquel por 10-4.

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Num pavilhão infelizmente ainda sem adeptos, é bom ver que as vitórias continuam. Que seja breve a nossa ausência nestes triunfos. 

Não contava nada com isto agora. Adeus, Mathieu

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Pensei que ainda teríamos uns jogos, uns carrinhos, um sprint ou outro. Não me preparei para perder já Mathieu. Temi que terminasse no final da época, mas não já, não pensei nisto. As fotografias do último jogo, rodeado por miúdos, o pai de todos, estava mentalizada para um final de temporada com pelo menos mais imagens daquelas. 

Para mim o futebol não se faz sem os seus heróis, sem pelo menos um preferido por época (nem sempre é fácil, nem sempre o critério é o que joga melhor). Gosto de conhecer ainda que vagamente o perfil de cada jogador, que normalmente também se reflecte na forma como encara um desafio. Os critérios ficam para cada um, mas Mathieu tem sido dos meus favoritos nas últimas épocas (a par de Acuña e Coates, fica aqui dito), Mathieu encantou-me. 

Vou ter muitas saudades. Foi, desde André Cruz, o melhor central que vi no Sporting. Tenho recordações de bons centrais, de homens dignos nessa posição. Mathieu combina tudo. Um senhor, não deixa de ter o seu feitio e sangue na guelra, mostra que se pode ter personalidade e ser um senhor. Diz-se que um central não faz isto e aquilo, não sobe, não constrói, mas como continuo a ter Ronald Koeman como modelo, não concordo nada. Ao mesmo tempo são anos de espera por um assim. Mas vale muito a pena ver. 

No campo, bom, no campo Mathieu é um líder silencioso. Quando está, Coates é outro, mas nem é só isso. A experiência sentia-se nas bancadas, a calma e confiança nos colegas. A segurança num livre ou num corte - ainda a semana passada cortou uma bola ao poste, não cedendo canto, rindo depois. Que grande é Mathieu. 

Que vinha em fim de carreira, que era velho, que se não servia para outros então porquê nós? Tomara todos em fim de carreira fossem assim. 

No fim, não de tudo, mas da época passada, o sereno Mathieu ainda nos brinda com as suas lágrimas depois de uma taça ganha, de duas épocas que todos vimos e sabemos o que foram.

Enfim, não gostava tanto de um francês desde Asterix. Vou ter muitas saudades deste loiruivo no centro da defesa. Ou a correr campo fora num repente. Ou a atirar-se sem medo para cortar uma bola limpa. Enorme Mathieu. 

Obrigada, monsieur. Obrigada, Mathieu. 

10 de Junho era dia de Taça

E há vinte e cinco anos ganhávamos a Taça de Portugal, frente ao Marítimo, com dois golos de Iordanov. 

Assinalo esta taça porque foi o primeiro título que celebrei, com noção do que isso significava -  em 82 tinha cinco anos e foram 13 anos que separaram um do outro. Foi um momento marcante para uma geração de leões. 

Foi uma tarde daquelas cheias de esperança e expectativa. Alegre e com alguns nervos, como um pré-Jamor costuma (e deve) ser, uma tarde de sol, festejos e despedidas. O estádio estava cheio, a abarrotar, havia verde nas cabeceiras e tribuna. Ewerton, o guarda-redes do Marítimo, travou um duelo com  Iordanov, que o nosso búlgaro acabou por vencer. O jogo está aqui, para quem quiser ver ou rever. 

Havia Balakov, Figo - despedimo-nos de ambos ali -, Oceano e Carlos Xavier. Naybet, Marco Aurélio e Vujacic. Nelson, Costinha e Amunike. Ainda entraram Sá Pinto, Filipe e Lemajic. Tínhamos jogadores que marcaram os meus anos de adolescente e ainda hoje recordo perfeitamente e com carinho - mais que alguns mais tardios, a memória tem destas coisas. Era nossa, estava escrito.

Tinha começado a ir assiduamente a Alvalade na época de 1992/93 - antes disso ia pontualmente - e aquela equipa merecia-me todo o respeito e apoio. Vivia os jogos, no campo e na bancada, os cânticos e fumos, adorava dias de ir a Alvalade ou a outro lado, dias de ir ver o Sporting. Vivi com aqueles jogadores momentos felizes e momentos tristes, não só dentro do campo, como sabemos. Foi um título muito merecido. 

Nesta altura eu tinha 18 anos, estava a acabar o liceu, tinha sido um ano com altos e baixos, para mim e para o Sporting, mas no fim, naquela hora e meia estava tudo bem e saímos vencedores. No fim do jogo encontrei o meu irmão e amigos queridos de há muitos anos e ainda me lembro do abraço apertado que demos. 

O segundo golo foi a emoção geral, parecia dificil fugir-nos, talvez ninguém acreditasse nisso mesmo naquele estádio. No apito final, o Jamor explodiu em euforia, Oceano recebeu a taça e desceu com ela até ao relvado. Deram-se voltas ao estádio todo, uma vez que por todo lado havia leões que a queriam ver de perto e celebrar. 

São 25 anos desde que o nó cego que me liga ao Sporting desde sempre apertou mais um pouco. 

Viagem ao passado - Marco Aurélio

O Sporting publicou hoje nas suas redes sociais esta entrevista a Marco Aurélio, central do Sporting nos anos 90. O tempo parece não ter passado, nem por Marco Aurélio, nem pelas minhas memórias. 

Vivi muito os anos 90 no que diz respeito a futebol, com o que isso teve de bom e mau. Foram os últimos anos antes do futebol moderno que hoje conhecemos, os últimos anos dos clubes como eram, das idas ao estádio, que eram, queiramos ou não, diferentes de hoje também. Acho sempre que era tudo mais ingénuo, talvez por serem os meus anos de adolescente - fiz 13 em noventa, apanhei a década em cheio. Tenho mais facilidade em me lembrar de coisas que se passaram entre 90 e 99 do que para décadas mais tarde. 

Mas voltando a Marco Aurélio, ouvi-lo levou-me àquela altura, aos anos em que ia com amigos para o estádio, tardes de sol ou chuva, sem cobertura mas era indiferente, ver o nosso Sporting de 94/95. E era tão bom. Se há época que merecia um outro campeão era essa. É uma convicção cá muito nossa, mas é justa, digo eu muito parcialmente. 

Marco Aurélio fez cinco épocas no Sporting e, sendo um jogador elegante e discreto, marcou aqueles tempos. Gostava muito dele e hoje ao ouvi-lo falar dos jogos com o Real, "o segundo jogo lotado, Alvalade cheia cheia cheia cheia", pensei "estava lá, partilho esta memória com ele". É muito isto que me leva ao estádio, nada mais. As memórias, as emoções, bem sei que o tempo é outro, até o jogo mudou, mas ainda é possível encontrá-las. Dava tudo para voltar a um jogo de 94/95 em Alvalade. Sentir aquele ambiente, o cheiro em dia de bola, menos cinismo no ar também. 

Vale a pena ouvir para reviver. Mais, ouvir Marco Aurélio dizer que até hoje é do Sporting é maravilhoso. Nós cá sabemos. 

Nunca pensei dizer isto, temos de ser fortes: Marega esteve bem

Vamos lá a ver, não há aqui meias tintas: Marega fez bem, se não saísse de campo era mais um incidente que passava despercebido. No futebol há muito lodo, muita coisa a mudar, para o racismo não pode haver lugar. Para ontem. 

E não está aqui em causa que não haja insultos nos estádios, que seria do futebol sem palavrões de um adepto inflamado? Eu não os uso e até devia, tem a ver com um regrar muito pessoal. Mas estou mais que habituada a ouvir, ou fazer que não ouço, insultos no estádio. Tanto vernáculo para usar e recorre-se a sons simiescos? Leiam Bocage, está lá bem aplicado o português a ser usado. 

Falando em Marega, e nos mal entendidos que já pululam por todo o lado, ninguém pede que deixem de o insultar, Marega enquanto adversário é detestável, um provocador, quem não pensou já cobras e lagartos do avançado do Porto? A questão é que a raça não tem nada a ver com o assunto. Insulte-se por igual, não se meta o racismo na equação. Por que há-de estar o que se diz condicionado mais à cor da pele que ao comportamento provocador ou à camisola que usa em campo? Não faz sentido, e quanto mais cedo se interiorizar que não há lugar ao racismo em lado nenhum, melhor para todos. 

Quanto às teorias bacocas de racismo bom ou racismozinho que surgem sempre nestas alturas, são lixo, não há nada a ter em conta ali. 

Aproveito para recordar que Balotelli ameaçou sair do campo em Novembro, num jogo frente ao Verona, por motivos semelhantes. O resultado foi que o líder da bancada de onde vinham os insultos racistas foi banido até 2030. Sublinho que Balotelli não precisou de  sair do campo para haver consequências.  

Reitero: Marega esteve bem. 

Adeus, Bruno

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Rescindiu? Sim. Também voltou, encarou, assumiu que sabia que tinha de provar o dobro. Ninguém é obrigado a gostar, eu escolhi acreditar nele e não me desiludi. Não é para todos voltar atrás, enfrentar e cumprir.
Já  estive mais mentalizada para a sua saída, já estive menos, mas confirmar que ía mesmo acontecer, ainda está a custar.
Tenho pena, tenho pena de te ver partir, pena de não te ver mais de verde e branco, de não te ver jogar. Em campo, como tu, aparece alguém de muito em muito tempo. Que tenhas deixado alguma dessa garra entre os nossos, que claramente viram em ti um amigo e um líder. Não é para todos.

Agora já está. Em frente, Sporting! 

ps: Mister, agora não tem que saber, não há Bruno para fazer equipa em volta. 

Janeiro decisivo

Antes de mais, um bom ano a quem nos visita e quem por cá escreve. Um ano melhor para o nosso Sporting, que bem o merece. 

Começa hoje janeiro e, para a equipa de futebol sénior, é um mês cheio de desafios. Começamos com o Porto a caminho do fim da primeira volta, vamos a Setúbal e recebemos o Benfica (não é demais relembrar que acabamos o campeonato na Luz). É imperativo vencer, se não para chegar a algum lado, para que o clima não seja ainda pior do que tem sido. 

No fim do mês, a taça da Liga. Não conta muito, não é nada de extraordinário, mas é muito diferente não passar da meia-final ou ganhar um troféu, sabemos isso pelo passado recente e duas ganhas nas duas últimas épocas. 

Pelo meio, ou durante o mesmo mês, há ainda o mercado de inverno para nos fazer perder o sono com quem pode sair ou entrar.

É claro que este janeiro infernal e o ter de vencer, é sabido na equipa, só peço que seja respirado dia e noite. Vencer, vencer, vencer. 

Este campeão faz 56 anos hoje

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Acompanhei grande parte da sua carreira, mas são as duas épocas no Sporting que me estão cá marcadas. 

Schmeichel veio para o Sporting numa altura em que para mim, a Europa, o futebol dos maiores, estava longe. Havia já portugueses por lá, mas eram as estrelas, os melhores dos melhores, eram menos que hoje, durante anos fora Futre, Rui Barros, só há relativamente pouco tempo eram Figo, Rui Costa, Fernando Couto. 

Naquela pré-época de 99/00 dizia-se que Peter Schmeichel vinha para o Sporting. O Schmeichel. Não podia ser... Mas foi mesmo. Não só veio Schmeichel, como trouxe consigo a estrelinha de campeão. 

Lembro-me de entrar no café, já depois de o Gigante Dinamarquês estar confirmado, toda eu sorrisos e alegria, nem ligava às piadolas dos do costume. E dizia sempre "O Schmeichel... O Schmeichel é Liga dos Campeões!"

Soube não há muito tempo, contado por Augusto Inácio, que Schmeichel jogou com uma mão partida - porque queria ir ao Europeu -e a defesa à andebol frente ao Salgueiros, depois dos 2-0, foi mesmo nessas condições. Campeões são assim. Parabéns a este nosso! 

Adeus, Gazela

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Jordão está entre os primeiros jogadores - como Damas ou Manuel Fernandes - do Sporting que conheci. Ainda pequena, reconhecia-lhe o perfil e as - muitas vezes - mangas compridas.
De um tempo diferente, como o desta foto (não sei de quem é, apanhei-a no twitter) que devíamos revisitar mais vezes. Jordão e esta fotografia levam-me a tempos de um futebol mais puro e ingénuo. Em que não tinha mal, era até compreendido e natural, ter ídolos óbvios. Leva-me a capas da Foot e camisolas menos aerodinâmicas mas mais bonitas. 

Perdemo-lo hoje, mas será para sempre nosso.
Aquele último aplauso no estádio, já soube a despedida. Dias tristes estes.

União. Sejamos um só por 90 minutos

Os meus últimos posts pautam-se pelo saudosismo, bem sei. Faz parte, mas admito também que seja fruto dos tempos que vivemos. Aqui fica mais um.

É dia de derby. Não quero falar de fé ou falta dela, de bilhetes ou lugares cedidos. Sabemos que é possível passar à final, e isso está nas mãos (ou nos pés) da equipa, não tenho dúvidas que o saibam.
No último derby em Alvalade, de má memória, percebi uma grande diferença do antes para hoje. Lembro-me que em dia de jogo, sobretudo frente aos principais adversários, éramos um só. O público estava todo para o mesmo lado, ou sentia-se como tal. Uma queda em campo era uma ofensa geral, uma boa jogada celebrada em euforia. Era como uma batalha e só nos mostrávamos de um lado. Se tinhamos questões a resolver, ficavam para outra hora, longe da bancada. Ali, estávamos todos pelas mesmas cores. E estamos, mas hoje quer-se repreender a equipa, reprovar a direcção, desaprovar quem reprova. De que adianta isso enquanto decorre um jogo dos nossos? 
Sempre tivemos divergências, sempre houve no Sporting opiniões e facções diferentes, mas naqueles 90 minutos éramos todos o mesmo. Ver um estádio dividido num jogo tão importante é uma dor, as divisões deviam ficar à porta. Isto não se vê no pavilhão, quantas vezes temos lido, ouvido, testemunhado até, que "o jogo foi ganho pelo público"? Bem sei que no futebol não vivemos os melhores dias, mas gostava que voltassemos a ser um só nas bancadas. São 90 minutos, não pode ser assim tão difícil.
 
Enfim, que vença o Sporting, com ou sem o público todo. 

Faz anos o Balakov

Sei e não me esqueço da data de aniversário de Balakov (e um ou outro mais). Não me importo: é uma das marcas que a adolescência me deixou.

Vale a pena recordar Balakov nesta recente entrevista que faz recuar no tempo e voltar a sonhar com aqueles anos do médio búlgaro no Sporting. Voltei a ter 15 a 19 anos, a ir para o estádio antigo, sentar-me em bancadas sem cadeiras.

Bem sei que este tempo não volta, a altura em que o futebol era menos espectáculo em vários sentidos, só da sua massa e não de todas, quando não era um evento onde tinha de se estar para tirar umas fotos a provar a paixão (eu também tiro fotos no estádio, os tempos são outros, só isso). 

Foi num Sporting - Sporting de Braga de 92/93 que se tornou óbvio para mim que Balakov era o melhor jogador do Sporting. Se calhar não foi cedo, mas foi o meu momento. Nessa noite, só vi Balakov, parecia que se salientava realmente no campo. A partir daí passou a ser o meu indiscutível favorito (eu gostava dos campões do mundo de Riade e Lisboa, ainda não se chamava formação, mas eram os nossos, mas não era a mesma coisa. Aquele era mesmo o melhor de todos). 

Em 94 tirei uma fotografia com Balakov. Não era meu hábito, já para pedir autógrafos era tímida. Mas ainda hoje dou graças por ter tirado esta relíquia. Muitas saudades destes dias, do futebol do Sporting e de Balakov.

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Do vício de ir ao estádio. Golos precisam-se.

Esta época já estive apreensiva, esperançosa, animada qb com os infelizmente breves momentos de keizerball, apreensiva novamente, para voltar a estar mais triste que outra coisa qualquer. No estádio tudo foi triste na quinta, tudo.

Mesmo assim, amanhã não saberia estar noutro lado à hora do jogo. Não faz de mim mais nem menos que os outros, tenho o lugar pago e sei que estaria com o sentido no jogo estivesse onde estivesse. Não consigo não estar, nem quero. 

Sei que o futsal hoje já ganhou, fico contente, quero o Sporting sempre a ganhar. Por vezes vou ao pavilhão ver outra rapaziada das modalidades e admito que é muito diferente e mais feliz. Sente-se no público também. Mas é o futebol que me dói e vicia. Cada um vive o clube como vive.

Queria poder dizer lá para dentro - não me ouviriam, já sei - o que é para nós o clube, o jogo, o estádio, o verde às riscas. O leão rampante. Que não nos impressionam a nós que já vimos tantos outros por ali passarem, mas que são os nossos e é com eles que contamos e com quem queremos estar num só objectivo. Que sabemos reconhcer a raça, a eficácia, gostamos de ver bom futebol e é isso que esperamos época após época. O que é celebrar um golo do Sporting, que percebessem o que é um golo do Sporting para nós. Alguns o entenderão, quero acreditar que quase todos. Não tem a ver com profissionalismos e essa conversa formatada que se faz, isso já sabemos de cor nós também. É tudo muito diferente de há vinte anos, do jogo ao público, mas alguma coisa tem de passar para o lado de lá. 

Sou uma pessoa calada por natureza, vejo jogos quieta no meu lugar. Mas um golo faz-me levantar, gritar, aplaudir e urrar sem sequer pensar no assunto (tanto que celebrei efusivamente o belo golo de Raphinha, depois anulado, frente ao Moreirense. Mas enquanto não o foi, vibrei bastante). 

São golos que vos pedimos. 

Derby é derby

Este ano não estarei presente, e se derby no estádio é uma nervoseira, derby sem ir ao estádio é a desorientação total. Ainda nem decidi onde o vou ver.

Que nos corra bem, para mal já basta não termos Dost e Mathieu em campo.

Vi uns vídeos de João Pinto, o Mustang capitão do hóquei da caminho da Luz, e senti o frio na barriga de fazer aquele percurso, chegar, as entradas nem sempre tranquilas, o jogo emocionante para bem e para mal, o esperar depois do final e o regresso a Alvalade. Fi-lo várias vezes e não esqueço. Derby é derby.

 

SPOOOOOOORTIIIIIIING! 

A quem nunca se deu ao trabalho de ouvir o #Sporting160

Mas vem para aqui espingardar que o Pedro, o João ou o Zé são a favor e contra isto e aquilo: informem-se antes de fazerem figuras tristes. Já sabemos que andamos todos muito sensíveis, não se pode falar em nada que não conheçam ou desatam aos gritos, pegam em forquilhas e archotes e nem vale a pena explicar. 

O Sporting 160 é um podcast onde se fala do Sporting. Só. E já não é pouco. Os autores são todos diferentes, com opiniões diferentes sobre o nosso clube. Sim, somos todos do mesmo, lamento desapontar quem quer ser de um diferente por estes dias. No Sporting 160 há opinião e pensa-se pelas próprias cabeças. Não há agendas nem favores. Mas fiquem descansados que já houve quem se encarregasse de estragar tudo entretanto. 

Acharem que o Zé é a favor do Bruno de Carvalho é de rir. Não é hoje, nem foi nunca. E isso já lhe valeu alguns dissabores, mas hoje já não interessa. Dá mais jeito ir pelo caminho fácil que é falar sem saber.

 

Actualização: hoje às 22:30 há entrevista com João Benedito, e dia 29 o convidado é Dias Ferreira 

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