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És a nossa Fé!

Adeus, Gazela

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Jordão está entre os primeiros jogadores - como Damas ou Manuel Fernandes - do Sporting que conheci. Ainda pequena, reconhecia-lhe o perfil e as - muitas vezes - mangas compridas.
De um tempo diferente, como o desta foto (não sei de quem é, apanhei-a no twitter) que devíamos revisitar mais vezes. Jordão e esta fotografia levam-me a tempos de um futebol mais puro e ingénuo. Em que não tinha mal, era até compreendido e natural, ter ídolos óbvios. Leva-me a capas da Foot e camisolas menos aerodinâmicas mas mais bonitas. 

Perdemo-lo hoje, mas será para sempre nosso.
Aquele último aplauso no estádio, já soube a despedida. Dias tristes estes.

União. Sejamos um só por 90 minutos

Os meus últimos posts pautam-se pelo saudosismo, bem sei. Faz parte, mas admito também que seja fruto dos tempos que vivemos. Aqui fica mais um.

É dia de derby. Não quero falar de fé ou falta dela, de bilhetes ou lugares cedidos. Sabemos que é possível passar à final, e isso está nas mãos (ou nos pés) da equipa, não tenho dúvidas que o saibam.
No último derby em Alvalade, de má memória, percebi uma grande diferença do antes para hoje. Lembro-me que em dia de jogo, sobretudo frente aos principais adversários, éramos um só. O público estava todo para o mesmo lado, ou sentia-se como tal. Uma queda em campo era uma ofensa geral, uma boa jogada celebrada em euforia. Era como uma batalha e só nos mostrávamos de um lado. Se tinhamos questões a resolver, ficavam para outra hora, longe da bancada. Ali, estávamos todos pelas mesmas cores. E estamos, mas hoje quer-se repreender a equipa, reprovar a direcção, desaprovar quem reprova. De que adianta isso enquanto decorre um jogo dos nossos? 
Sempre tivemos divergências, sempre houve no Sporting opiniões e facções diferentes, mas naqueles 90 minutos éramos todos o mesmo. Ver um estádio dividido num jogo tão importante é uma dor, as divisões deviam ficar à porta. Isto não se vê no pavilhão, quantas vezes temos lido, ouvido, testemunhado até, que "o jogo foi ganho pelo público"? Bem sei que no futebol não vivemos os melhores dias, mas gostava que voltassemos a ser um só nas bancadas. São 90 minutos, não pode ser assim tão difícil.
 
Enfim, que vença o Sporting, com ou sem o público todo. 

Faz anos o Balakov

Sei e não me esqueço da data de aniversário de Balakov (e um ou outro mais). Não me importo: é uma das marcas que a adolescência me deixou.

Vale a pena recordar Balakov nesta recente entrevista que faz recuar no tempo e voltar a sonhar com aqueles anos do médio búlgaro no Sporting. Voltei a ter 15 a 19 anos, a ir para o estádio antigo, sentar-me em bancadas sem cadeiras.

Bem sei que este tempo não volta, a altura em que o futebol era menos espectáculo em vários sentidos, só da sua massa e não de todas, quando não era um evento onde tinha de se estar para tirar umas fotos a provar a paixão (eu também tiro fotos no estádio, os tempos são outros, só isso). 

Foi num Sporting - Sporting de Braga de 92/93 que se tornou óbvio para mim que Balakov era o melhor jogador do Sporting. Se calhar não foi cedo, mas foi o meu momento. Nessa noite, só vi Balakov, parecia que se salientava realmente no campo. A partir daí passou a ser o meu indiscutível favorito (eu gostava dos campões do mundo de Riade e Lisboa, ainda não se chamava formação, mas eram os nossos, mas não era a mesma coisa. Aquele era mesmo o melhor de todos). 

Em 94 tirei uma fotografia com Balakov. Não era meu hábito, já para pedir autógrafos era tímida. Mas ainda hoje dou graças por ter tirado esta relíquia. Muitas saudades destes dias, do futebol do Sporting e de Balakov.

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Do vício de ir ao estádio. Golos precisam-se.

Esta época já estive apreensiva, esperançosa, animada qb com os infelizmente breves momentos de keizerball, apreensiva novamente, para voltar a estar mais triste que outra coisa qualquer. No estádio tudo foi triste na quinta, tudo.

Mesmo assim, amanhã não saberia estar noutro lado à hora do jogo. Não faz de mim mais nem menos que os outros, tenho o lugar pago e sei que estaria com o sentido no jogo estivesse onde estivesse. Não consigo não estar, nem quero. 

Sei que o futsal hoje já ganhou, fico contente, quero o Sporting sempre a ganhar. Por vezes vou ao pavilhão ver outra rapaziada das modalidades e admito que é muito diferente e mais feliz. Sente-se no público também. Mas é o futebol que me dói e vicia. Cada um vive o clube como vive.

Queria poder dizer lá para dentro - não me ouviriam, já sei - o que é para nós o clube, o jogo, o estádio, o verde às riscas. O leão rampante. Que não nos impressionam a nós que já vimos tantos outros por ali passarem, mas que são os nossos e é com eles que contamos e com quem queremos estar num só objectivo. Que sabemos reconhcer a raça, a eficácia, gostamos de ver bom futebol e é isso que esperamos época após época. O que é celebrar um golo do Sporting, que percebessem o que é um golo do Sporting para nós. Alguns o entenderão, quero acreditar que quase todos. Não tem a ver com profissionalismos e essa conversa formatada que se faz, isso já sabemos de cor nós também. É tudo muito diferente de há vinte anos, do jogo ao público, mas alguma coisa tem de passar para o lado de lá. 

Sou uma pessoa calada por natureza, vejo jogos quieta no meu lugar. Mas um golo faz-me levantar, gritar, aplaudir e urrar sem sequer pensar no assunto (tanto que celebrei efusivamente o belo golo de Raphinha, depois anulado, frente ao Moreirense. Mas enquanto não o foi, vibrei bastante). 

São golos que vos pedimos. 

Derby é derby

Este ano não estarei presente, e se derby no estádio é uma nervoseira, derby sem ir ao estádio é a desorientação total. Ainda nem decidi onde o vou ver.

Que nos corra bem, para mal já basta não termos Dost e Mathieu em campo.

Vi uns vídeos de João Pinto, o Mustang capitão do hóquei da caminho da Luz, e senti o frio na barriga de fazer aquele percurso, chegar, as entradas nem sempre tranquilas, o jogo emocionante para bem e para mal, o esperar depois do final e o regresso a Alvalade. Fi-lo várias vezes e não esqueço. Derby é derby.

 

SPOOOOOOORTIIIIIIING! 

A quem nunca se deu ao trabalho de ouvir o #Sporting160

Mas vem para aqui espingardar que o Pedro, o João ou o Zé são a favor e contra isto e aquilo: informem-se antes de fazerem figuras tristes. Já sabemos que andamos todos muito sensíveis, não se pode falar em nada que não conheçam ou desatam aos gritos, pegam em forquilhas e archotes e nem vale a pena explicar. 

O Sporting 160 é um podcast onde se fala do Sporting. Só. E já não é pouco. Os autores são todos diferentes, com opiniões diferentes sobre o nosso clube. Sim, somos todos do mesmo, lamento desapontar quem quer ser de um diferente por estes dias. No Sporting 160 há opinião e pensa-se pelas próprias cabeças. Não há agendas nem favores. Mas fiquem descansados que já houve quem se encarregasse de estragar tudo entretanto. 

Acharem que o Zé é a favor do Bruno de Carvalho é de rir. Não é hoje, nem foi nunca. E isso já lhe valeu alguns dissabores, mas hoje já não interessa. Dá mais jeito ir pelo caminho fácil que é falar sem saber.

 

Actualização: hoje às 22:30 há entrevista com João Benedito, e dia 29 o convidado é Dias Ferreira 

Sobre a gamebox de ouro, o Andrew e o Balakov.

Quem vai ao estádio saberá que o sócio a entrar em 1906º lugar é seleccionado para no jogo seguinte ir ao relvado receber a camisola do seu jogador favorito da presente época. 

Ora, um dos pontos em que sportinguistas de dividem nesta altura é relativamente aos jogadores da equipa de futebol: 

  • Os que têm ídolos
  • Os que não têm ídolos
  • Os que já tiveram, agora não têm ídolos
  • Os que não concebem o futebol sem as suas estrelas
  • Os que não vêem futebol este ano
  • Os que só querem saber do futebol
  • Os que aplaudem
  • Os que assobiam

Isto tem-se reflectido na entrega da camisola este ano, da seguinte forma: no jogo com o Empoli, o sócio que recebeu a camisola ao intervalo escolheu o número 12, porque no seu entender os adeptos são o maior partrimónio do Sporting. É justo, e foi bonito ver esta tomada de posição perante a oferta de uma camisola com um número à escolha (confesso que não resistiria a pedir um 4 ou um 22). 

Nesse jogo com o Empoli reconheci o nome seleccionado para o jogo seguinte (que seria o de sábado que passou. Confuso? Fiquem comigo, juro que é simples). Um nome de há vinte (mais até) anos. No intervalo do jogo com o Vitória de Setúbal lá estava ele. Para mim está igual, naturalmente, acho que nunca vejo os da minha geração como muito mais velhos. Viajei no tempo e ainda não tinha visto nada. Quando lhe foi perguntado que número tinha escolhido, o Andrew avançou sem medos como sempre me pareceu avançar (não saberei reproduzir tal e qual, mas foi mais ou menos isto): "O meu jogador preferido este ano é o Bas Dost mas em 44 anos de Sporting Clube de Portugal o meu jogador favorito é o Krassimir Balakov" seguindo-se um apelo à união de todos, um "deixem-se de guerras, juntos somos mais fortes que qualquer um". Viajei, admito que tive novamente 15 ou 16 anos na bancada e o entusiasmo de então, o que mereceu o comentário do meu irmão, ao meu lado: "vê-se logo que é da tua geração, têm a mesma conversa". 

Penso muitas vezes que se calhar fiquei marcada por esses anos e devia andar em frente, mas este sábado não tive dúvidas: é possível passarem 20, 25 anos, e as memórias mais vivas serem as de então. Seja o Andrew ou o Balakov. Obrigada a ambos pelas memórias e pelo sportinguismo que é também o meu. 

Candidatos no Sporting 160 #sporting160

Já aqui fiz menção ao podcast Sporting160, mas reparo agora que falta um post mais completo. Fá-lo-ei em breve. 

Serve por agora este post para informar que o Sporting 160 convidou os candidatos à presidência do Sporting com o fim de esclarecer os ouvintes do podcast, tendo o programa de dia 22 como convidado, ainda que não seja candidato, Bruno de Carvalho. Quando souber mais datas, divulgo também aqui.

E se acho que vale a pena partilhar, é porque o João, o Pedro e o Zé saem do convencional no que diz respeito a perguntas. Não será um programa formatado com as perguntas do costume que todos já nos cansámos de ouvir. Ficam então convidados a ouvir.

Actualização 21-08-2018: hoje às 22:30 há entrevista com João Benedito, e dia 29 o convidado é Dias Ferreira 

 

Reload

Nao tenho vontade de falar dos últimos tempos, dos próximos. Leio, ouço, acompanho. Não gosto do que vivemos, não gosto dos ataques e faltas de respeito constantes. Custa-me que se confunda a instituição com comuns mortais, mas vivemos tempos assim. Mantenho-me à margem das discussões, votarei no dia para o efeito em quem entender.  Adiante. 

Começa hoje para nós novo campeonato de futebol (senior, A, masculino, não se vá julgar que é preciso dizer que o Sporting é mais que isso). Já aqui foi reforçada a necessidade (cada um fará como entende claro está) de nos unirmos nesta hora. 

Esperei pelo dia de hoje com alguma ansiedade. Agora abstraio de tudo o resto e sigo a equipa. Quero que sejam capazes, quero que estejam à altura. Se somos o underdog, que sejamos dignos.

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Foi assim que vi a final da Taça

Estive de manhã pelo Jamor, e voltei depois de almoço por motivos de “tradição de almoço em dia de Final da Taça com pai, irmão e amigos”, mas o tempo que lá andei deu para sentir o ambiente. De manhã e até à hora do jogo a atmosfera era o de Jamor, o de dia de Final da Taça: piqueniques pela mata e estacionamentos, a fan zone animada, as pessoas a viver Sporting.

A entrada foi tranquila e já no estádio, os guarda-redes do Sporting vieram aquecer e foram aplaudidos, bem como o resto da equipa. Mas assim que o jogo começou, sentiu-se na bancada como estamos cada um para seu lado, com os seus pensamentos e amarguras. Uns mais esperançosos, outros mais frustrados e irritados, foi fácil identificar pela bancada quem sentia o quê depois de uma semana de pesadelos.

Não é difícil numa Final da Taça ter uma bancada inteira a cantar, mas desta vez não pegou por todo o estádio. Apatia geral, irritação por tudo e um par de botas, alguma esperança com o nosso golo, mas o lado do Aves foi o que se ouviu mais e melhor. E bem, não ponho isso sequer em causa.

Depois de Bas Dost acertar na trave e ser assobiado por isso (não entendo, juro que não), foi sempre a descer. Infelizmente os assobios sobrepõem-se a palma, e pareciam mais. Não se assobiam os jogadores do Sporting, sempre ouvi, mas isso mudou e muito. Continuo a não achar bem e custou-me não só assistir a isso como piorou quando vi as imagens de perto, de caras tristes e ar carregado da nossa equipa. Sim, nossa.

Foi uma Final triste, como tudo foi triste a semana passada. Estamos tristes, não há volta a dar.

Tenho lido as coisas mais inacreditáveis sobre jogadores e acontecimentos, e depois de ler a descrição que está hoje na Tribuna, ao pensar nos assobios e amuos porque “Nem nos agradecem estarmos cá”, só me pergunto: quem são os mimados afinal?

Menos, pessoas. Muito menos.

"Nós éramos uma equipa de jovens miúdos"

Este texto já era para ter saído há umas semanas, mas agora também se adequa. 

"Nós eramos uma equipa de jovens miúdos que eramos caracterizados por tudo menos por sermos arruaceiros em campo. Nós só queriamos era jogar futebol e jogávamos muito bem" 

Ouvi o Nelson (antigo lateral direito do Sporting, na que julgo ter sido a melhor equipa que vi jogar) dizer isto no #Sporting160, a propósito de um jogo com o Porto em 93/94, no qual vimos três jogadores serem expulsos por Carlos Valente (peço desculpa por esta má memória). Voltarei a comentar este episódio noutra ocasião.

E ontem, sobretudo ontem, veio-me à cabeça "jovens miúdos" e "só queríamos jogar à bola". De certa forma consigo rever naquela frase muitas equipas de futebol, em particular do Sporting. Com mais ou menos diferenças, são sempre equipas de miúdos que querem jogar à bola (de vez em quando lá aparece um que mostra menos vontade, mas vá).

Eu sei que há muitas irritações com a equipa, sei que não ganhamos um campeonato há muito tempo, que as fúrias e exaltações tendem a crescer. Mas não me esqueço que a ideia dos "meninos mimados" foi legitimada e tem sido alimentada no último mês e meio. Digam o que disserem, esta escalada veio daí, bastantes pessoas passaram a fazer disso bandeira, como se estar com uns fosse estar contra outro. Que não os aplaudam, que tenham achado tudo muito bem até domingo, é-me indiferente, cada um escolheu o lado que quis, ou não escolheu porque é o Sporting que interessa no fim. Mas a verdade é que foi o que nos trouxe a onde estamos hoje. E não é um lugar bonito.

É legítimo que estejam zangados e nos vejam a todos da mesma forma. É muito mais dificil passar o apoio do que aquela violência, o mau comportamento propaga-se muito mais facilmente e foi a mensagem que receberam. Bem sei que houve apoio ontem à noite, mas há muito a digerir. 

O que aconteceu ontem nunca podia ter acontecido. Nunca. Não os aplaudam se não quiserem, mas pelo menos mostrem que não somos como aqueles palermas que ontem invadiram a Academia.

O mais absurdo no meio de tudo

é que de todos os jogos que faltam, de todos os jogos que definem esta época, o de Madrid era o que menos me surpreendia perder. Já em Braga tinhamos obrigação e não deu este banzé (no pós, no pré nem quero lembrar o pouco que acompanhei). 

É claro que houve dois golos oferecidos e o resultado seria outro. Mas entre jogar em Madrid, receber o Porto para a Taça, e fazer condignamente o resto de campeonato, este era o que menos esperava que ganhassemos. Seria óptimo, mas não deu. No entanto, foi depois deste jogo que chegámos aqui.

Absurdo.

Fábio Fábio...

Eu sei que é cedo para juras de amor.

Eu sei que os jogadores passam e o Sporting fica.

Eu sei, eu sei que Mathieu, Coates, Dost, Bruno Fernandes ou Gelson têm lugar no meu coração 2017/18. 

Eu sei o que se disse e diremos ainda. Também eu desconfiei e estranhei a tua vinda.

Mas Fábio, precisávamos de ti, isto eu também sei. Dessa entrega e garra, desse pragmatismo em cortes e pressões ao adversário. Tem sido bom aprender a gostar de ti. 

A tribuna de Alvalade é implacável e ontem rendeu-se ao teu empenho, deu uma trégua e aplaudiu-te de pé. Porque sabemos reconhecer um leão quando o vemos.

Começo a considerar ceder parte da minha quota para que cá fiques.

Era só isto. Sê bem-vindo e que sejamos felizes todos juntos.  

 

PS: Felizmente tive uma demo com João Pereira, a quem também acabei por me render - embora não desta forma e levou mais tempo -, e assim o choque não é tão grande.

João Rocha. Voltaremos a ser muitos, estou certa

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Estreei-me esta semana no Pavilhão João Rocha, no Sporting 39 - Avanca 28, em andebol. 

Senti-me em casa, gostei do recinto, pretendo voltar. Éramos duas centenas de pessoas, e podemos ser mais. Seremos mais, tenho essa convicção. O que me leva à questão das assistências de que tanto se tem falado. Também eu tenho a minha opinião. 

Ainda tenho presente a Nave de Alvalade, e o ambiente em volta do estádio em dias de jogo de futebol. A vida por ali não era só perto da hora do jogo, ou apenas de passeio. Passava-se pela Nave, fazia parte. Havia os assíduos, e havia quem lá passasse. Mas fazia parte. Havia vida em redor do estádio por muitas horas. 

De 2003 ou 4, quando a Nave foi encerrada, a 2017 são pelo menos 13 anos. 13 anos é uma geração que se salta. Uma geração que não viu este movimento em volta do estádio, que sabia que o Sporting tinha modalidades, mas a menos que se deslocasse não as poderia acompanhar. E quando digo geração, não me refiro a todas as pessoas de uma idade concreta, saltámos uma vida de muita gente, mas saltámos acima de tudo o hábito de ir a um pavilhão do Sporting.

Junto a este facto os que sabiam, acompanhavam, mas perderam o lado prático de todo o clube funcionar no mesmo espaço. Dir-me-ão que quem é do Sporting não se importa com distâncias, e eu acho isso bonito, romântico até, mas no dia a dia não é prático e a verdade é que foi uma minoria que o pôde ou quis fazer nestes últimos anos. Há sempre quem saiba resultados, conheça as equipas, sei bem que nunca abandonámos as modalidades. Mas faltava-nos o pavilhão, faltava-nos ver de perto, e em casa, os nossos. 

Finalmente uma direcção cumpre a promessa de erguer um pavilhão, mas não temos calma, reclamamos que está vazio. Sinceramente, para já não acho preocupante a pouca adesão num primeiro ano de pavilhão. Não há culpados, nem desculpas, foi como foi. Mas o facto é que há um intervalo temporal que mina os hábitos, que faz cair a curiosidade do que se passa com cada equipa, que nos fez afastar do pavilhão.

As pessoas perderam o costume, e tal como se perdem, os hábitos voltam a ganhar-se. Seja porque dá jeito passar num jogo antes do futebol, ou porque "hoje até me dá jeito lá passar quando sair", porque os amigos vão e aproveitamos a companhia, uns mais para o hóquei (o meu caso), outros mais do futsal, do volley ou andebol, ou simplesmente porque é o Sporting Clube de Portugal e isso basta, tenho a certeza que todos havemos de frequentar o Pavilhão João Rocha.

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