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É fantástico ser bicampeão pela primeira vez na vida.
E é realmente incrível saber que somos bicampeões sem truques nem esquemas.
Mas é surreal pensar que há não muito tempo vivíamos uma crise gravíssima.
Discutimos, ganhamos cabelos brancos e rugas, zangamo-nos até, nesses dias cinzentos.
Mas não nos resignamos. Saímos para votar em números nunca antes vistos. De época para época, lá estavamos em nossa Casa.
Por paixão, por crença na eternidade do Sporting Clube de Portugal.
Desses tempos, talvez os miúdos de vinte e tal anos que estavam ontem no Marquês nem se lembrem.
E ainda bem que assim é.
Porque o Leão que trazem hoje ao peito é um Leão renascido.
É futuro. É lealdade. É respeito. É o melhor que o Desporto tem e nos ensina.
Gozem bem esse Leão rampante, fulgurante e de pelo reluzente que têm ao peito.
Tenham orgulho nele. Conservem-no assim.
Uma coisa que o Sporting me ensinou a mim com este bicampeonato é que as lutas justas valem sempre a pena.
Mais do que a luta pelo troféu, a luta por uma instituição e o seu futuro.
O melhor de Portugal triunfou.
Viva o Sporting!
Tenho o maior dos maiores respeitos pelos clubes mais pequenos. Sobretudo aqueles dignos e que promovem o desporto nas suas comunidades.
Depois, há clubes pequenos que não têm qualquer respeito pelo desporto - e nos faltam ao respeito. Ontem, perdi qualquer respeito que tinha pelo Gil Vicente.
O Gil, o tal cujo treinador quer que o lampião Lage seja campeão, há 3 semanas montou uma equipa de suplentes para jogar contra SLB, deixando os titulares no banco. Isto em sua casa, na bela cidade de Barcelos. Pareciam algodão doce e só não levaram mais do que 3 porque a certa altura o Lage começou a rodar a equipa.
Ontem, os titulares entraram em campo com tudo. Como não jogam grande coisa, foi anti-jogo do início ao fim (com a colaboração do árbitro). Lá cavaram um penálti, puseram-se 10 em frente ao GR e já não passavam do meio campo. Saiu-lhes mal.
Para mim, o mais incrível foi mesmo no final, as agressões ao Gyokeres, claramente para ver se reagia e era expulso (e assim falhar o derby). Tudo pensado, tudo preparado, tudo executado. Como se alguém lhes tivesse prometido algum prémio pela expulsão.
Chega a ser cómico o Harder, que há duas semanas foi expulso por gritar "yeah"! após o apito final, a evitar agressões de meia equipa do Gil ao Gyo - para registo, ZERO cartões para qualquer desses jogadores - oportunamente, o árbitro vira costas quando começa a pancadaria. Fiscais nada viram. Tudo pensado, tudo preparado, tudo executado.
Será isto porque o Peixoto quer que o SLB ganhe o campeonato? Será porque havia "prémio" de jogo para os jovens do Peixoto? Será uma mistura de ambos? Não sei, mas era bom que as autoridades investigassem.
O que sei é que já vi este filme. Chamava-se Vitória de Setúbal, estendia o tapete aos lampiões e connosco entrava em campo para partir pernas. O próprio ex-presidente deste outrora respeitável clube admitiu que o dinheirinho que o SLB lá punha era o abono de família do clube.
Seria abono do clube ou dele?
O clube, esse, para aí anda hoje perdido pelas distritais.
Porque quando deixa de ter uso para os lampiões, cospem-no fora. Não foi o primeiro, o Vitória, mas foi talvez o maior.
O Gil, fiquei convencido esta época, para lá caminha. E, a julgar pela noite de ontem, fará tanta falta como lepra. Espero que os seus sócios e adeptos reflitam sobre o que estão a fazer no desporto e ao desporto. E para onde querem ir.
Uma pessoa pensa que já viu de tudo na vida, e eis que os adeptos do clube do Mala Ciao, que beijaram as mãos de Luís Filipe Vieira e Paulo Gonçalves, queixam-se agora de serem PREJUDICADOS por arbitragens!
Só para recordar, se o Sporting não tivesse sido prejudicado com o Sta Clara em Alvalade, entre outros jogos, estaria com mais 5 pontos.
E o clube Mala Ciao estaria com menos 1 ponto (não sei bem como é só 1, pois lembro-me daquela mão em plena área que daria penalti na Luz, a tal cujas imagens a Mala Ciao TV convenientemente omitiu)
Abaixo os números do Record, com base em avaliações de arbitragens.
Um dia gostava de ver uma tabela destas, mas para títulos. Seria bastante mais nivelado entre FC Fruta, SL Mala Ciao e Sporting.
Tirem a cabeça do buraco. Ganhem juizo!

... Numa aparente provocação, é nomeado o mesmo árbitro que nos custou três pontos para um jogo entre as duas mesmas equipas.
E no jogo da volta, ontem, depois de os jogadores do Santa Clara passarem toda a primeira parte a atirar-se para o chão ao mínimo contacto, depois de não terem criado praticamente nenhuma oportunidade de golo no jogo inteiro, perdendo sem apelo nem agravo, vem um treinador deste clube que até há pouco ostentava a galinha de carnide no símbolo (agora é coisa mais disfarçada) dizer que foi PENALIZADO por um penálti não assinalado (numa queda que nem para este árbitro tão amigo de apitar contra o SCP serviu).
É demasiada falta de noção! Ou será encomenda de algum clube mafioso que pediu para dizer tais disparates se perdesse? Ou estavam desiludidos com o árbitro? Ou tinham prémio se o SCP perdesse pontos? Enfim, claramente com os nervos à flor da pele.
Tão nervosos que um defesa jagunço que passou o jogo inteiro a fazer placagens de rugby ao Gyo (creio que o árbitro assinalou UMA falta) vai no final agarrar no cachaço do Harder, sem que este sequer respondesse à provocação, antes afastando-se para celebrar com os adeptos. Resultado? Expulsão para os dois, claro!
O Santa Clara, que se vai afundando na tabela, talvez fizesse bem parar para reflectir o que faz no desporto. Agressões, simulações, favorecimento pela arbitragem, comentários sem noção... Mais vale mudarem de modalidade, para luta greco-romana por exemplo. Ou mesmo de ramo, acho que têm qualidade para montar uma boa unidade industrial. Quem sabe de malas, que estão muito em voga nos dias que correm...
Muito se falou nas últimas semanas da saída do ex-treinador - com aquela mistura de mágoa e saudosismo tão pátria como os pastéis de nata. E, ao nível das televisões e colunas de jornais desportivos, com aquela tão mal fingida compaixão dos lampiões quando sentem o cheiro do "sangue" adversário.
Eu tenho, confesso, sentido saudades, mas não da dentuça sorridente do ex-treinador. Aquela que nos fazia até perdoar quando se metia num avião à sorrelfa para ir negociar com o West Ham (!!) em vez de se concentrar no campeonato nacional que tinha para ganhar. Tenho sentido saudades sim daqueles que são para mim os dois melhores centrais que passaram pelo Sporting na última década: Mathieu e, sobretudo, Coates.
Comecei, aliás, a sentir saudades logo em agosto, na Supertaça, que o saudoso ex-treinador perdeu de maneira espectacular para o pior Porto de que me lembro, com uma defesa atarantada a consentir 4 (quatro) golos, cada um mais ridículo do que o outro, depois de estar a ganhar por três. Para o treinador do Porto, Vítor Bruno, é bem capaz de vir a ser o único troféu que ganha na carreira. Mas o ex-treinador era bom rapaz, sorria muito, e portanto estava tudo bem.
Só que não estava. Curiosamente, no último jogo de Amorim para a Liga tivemos novo descalabro na defesa, com a equipa a consentir dois golos a um Braga fraquíssimo (desta vez antes de dar a volta para 2-4). Verdade que a média de golos sofridos entre o Porto e o Braga foi baixa, e a de golos marcados bastante alta.
Com a instabilidade após a saída abrupta do ex-treinador, e evidente efeito anímico nos jogadores, ficou mais ainda à vista o problema que temos lá atrás, sem a inteligência, serenidade e voz de comando de Coates. Os golos sofridos com o Boavista creio que nem os centrais da equipa B sofriam. Moreirense e Brugges idem. Com uma defesa eficaz, a nova equipa técnica teria ganho todos os jogos.
Debast é muito bom a lançar jogo, mas acumula erros posicionais. Quaresma idem. Diomande é excelente no corpo a corpo, mas falta-lhe alguma frieza. Inácio quando em boa forma acrescenta muito, mas tem sido muito inconstante. St. Juste parece receoso do contacto físico, talvez pela questão das lesões. Ou seja, não temos nenhum central completo como era Coates. Nem de perto, nem de longe.
Além disso, acho que nos falta um jogador de meio campo fisicamente muito forte, capaz de destruir jogo adversário (sobretudo quando é preciso segurar um resultado, como foi em Brugge). Alguém com as características do João Palhinha (ou, já agora, de um jogador que acho um erro enorme ter sido emprestado - Dário Essugo).
Os guarda-redes também não dão qualquer tranquilidade à equipa. Chego a (quase) sentir saudades de Adán. Mais valia apostar no Diego Callai, de quem vi grandes jogos nos sub-23. Esse ao menos poderia tornar-se um GR de topo. Tenho pena, mas parece-me que Israel e Kovacevic nunca passarão de GR medianos.
Há em Portugal uma tendência para fulanizar as questões. A culpa é de sicrano ou beltrano. Acho que tem a ver com o peso da culpa. Como o sentimos, descarregamos noutro. No futebol, isso é extremado pelas emoções que rodeiam o jogo. O ex-treinador deixa troféus ganhos - o que sempre foi e sempre será normal no Sporting. Mas deixa também os perdidos. E muitos problemas para resolver no plantel.
Talvez fosse melhor concentrarmo-nos também na resolução destes. Eric Dier, que encaixaria como uma luva na nossa defesa, está encostadíssimo em Munique e poderia bem vir terminar a carreira em Alvalade.
Aqui vou novamente destoar da narrativa dominante, queiram desculpar-me. Mas faço-o até com algum prazer de advogado do diabo.
Quatro jogos depois, todos os infalíveis comentadores de televisão e colunistas de jornais de referência já ditaram sentença: o Sporting só ganhava por causa do Amorim e o João Pereira não tem futuro como treinador do Sporting. São os mesmos comentadores e colunistas que há anos atiram o Sporting para baixo na primeira oportunidade que têm, mas nem isso parece fazer muitos sportinguistas duvidarem do seu conhecimento profundo das matérias e das suas boas intenções.
E porque é que o JP não tem futuro? Porque em 4 jogos perdeu 3, ora pois.
Mas vejamos bem os jogos que perdeu:
- Arsenal - alguém acha que mesmo com o treinador anterior teríamos ganho ao Arsenal, na forma em que está, a disputar a liderança da Premier League? O próprio ex-treinador levou uma valente coça deles na semana passada, com um plantel muito melhor;
- Santa Clara - o nível de roubo (2 penáltis escandalosamente não assinalados por árbitro ou VAR) foi tal que o próprio Conselho de Arbitragem, num gesto quase inédito em relação ao Sporting, o admitiu;
- Moreirense - Com a equipa já abalada por duas derrotas, não foi capaz de segurar uma vantagem inicial. Ainda assim, o primeiro golo do adversário é num livre mal assinalado (Inácio não faz falta e leva amarelo) e há 2 penáltis não assinalados (um soco do GR ao Harder e uma mão na bola); ainda assim, a equipa perde por erros defensivos e ofensivos infantis, que apenas podem ser imputados aos jogadores, não por um qualquer descalabro tático.
Podemos certamente concordar que a instabilidade está definitivamente instalada - para secreto regozijo dos tais comentadores e colunistas que passaram anos de amargura vendo o seu clube em agonia e o Sporting em primeiro. E a ansiedade (que já envolve tochas das claques no regresso da equipa ao estádio - apesar de estar em primeiro na Liga) a que as arbitragens vão ajudando, explica esta espécie de crise auto-infligida muito mais do que qualquer erro de JP. Benfiquistas, comentadores e claques estão todas de acordo num ponto: o novo treinador não presta e o Amorim era um génio. Se não acreditam, olhem aqui este meme que o meu amigo lampião me mandou a gozar com o JP.
Entretanto, o Amorim já leva 2 derrotas em 4 jogos, mas aí o problema é o Clube que não é bom o suficiente para ele. E até já aldrabou ontem na conferência de imprensa, dizendo que o seu começo no Sporting também foi mau (mentira, eram aquelas vitórias de 1-0, 2-1...).
Estamos a jogar pior? Claro que sim, mas alguém esperaria que ao fim de um mês um treinador conseguisse agarrar uma equipa montada pelo antecessor ao longo de quase cinco anos? Sem pré-época, sem escolher um único jogador do plantel? Que nas suas primeiras declarações como treinador mostrasse enorme eloquência, o dom da palavra?
Bem sei que, salvo um milagre no próximo jogo, o destino mais certo do JP é a rua. E que juntará o seu nome à longa lista de sportinguistas mal-tratados pelo próprio Clube (algo de que até o próprio Peyroteo se queixou). E não o será por falta de experiência ou de "capacidade de comunicação", mas apenas por excesso de voluntarismo. Aceitou uma missão quase impossível: substituir um treinador de sucesso, que saiu abruptamente, com a época em curso e começando com 1 jogo impossível e 2 difíceis.
O seu antecessor foi mais esperto: entrou no Sporting com a época perdida, só teve de estabilizar o Clube e ir preparando a época seguinte. Entretanto na época seguinte o VAR baralhou o esquema das arbitragens e conseguiu mesmo ser campeão.
A JP não se exigiu nada menos do que ganhar ao Arsenal e rebentar os jogos seguintes para a Liga, contra adversários difíceis e arbitragens manhosas. Ou isso, ou o olho da rua!
E ao próximo, o que se exigirá?
Como qualquer sportinguista com dois dedos de testa, sou e serei grato a Ruben Amorim pelo que conseguiu nos seus quase cinco anos de Sporting. Como serei grato a outros bons profissionais que serviram o Clube com dignidade e resultados.
Mas como Portugal é dado ao sebastianismo - e como o seu Sporting Clube não é excepção - acho útil neste momento recordar o "lado negro" de Amorim. Isto para contrariar um certo sentimento de orfandade que me parece ter-se instalado no clube com a saída de Amorim. Um sentimento natural - são muitos anos a tê-lo naquela cadeira, mas algo estúpido, inútil e sem razão de ser.
Recordemos então, a bem de desfazer algum do mito:
- A qualidade do plantel da primeira época de Amorim (Nuno Mendes, Palhinha, Matheus Nunes, João Mário, Porro);
- As contratações disparatadas que indicou (Esgaio), as ridículas (Camacho), as nunca entendidas (André Paulo);
- A desistência de jogadores promissores e com ligação forte com a massa associativa, como Tiago Tomás; um deles está actualmente na seleção (Renato Veiga);
- A gestão errática de talentos (Essugo, Rodrigo Ribeiro, Nel, Travassos);
- O título perdido para o FC Porto (2022/23) com a insistência do ataque sem ponta de lança - prontamente corrigido na época seguinte com a contratação de Gyokeres;
- As várias taças perdidas para o FC Porto na última época e nesta; no balanço dos confrontos com Sérgio Conceição, este foi claramente superior;
- As goleadas sofridas (Ajax, Man City); os banhos táticos levados do Atalanta;
- A forma intempestiva como saiu, a meio da época, depois de ter dito que não o faria.
Amorim é um bom profissional? Sim. Um bom rapaz? Parece. É um treinador fadado a grandes sucessos como José Mourinho? Não sei. É um mestre da tática? Não como os atuais treinadores do Liverpool, Arsenal ou Atalanta. É um bom gestor de egos e equipas? Sem dúvida.
A nova equipa técnica entrou com o pé coxo. Em particular, a goleada com o Arsenal parece-me ter feito bastantes estragos na confiança dos jogadores. Daí até proclamar que são incompetentes e que "aprés" Amorim, o dilúvio... disparate derrotista.
Daquilo que conheço do João Pereira, ninguém será tão crítico do desempenho da equipa nos últimos dois jogos como ele. E merece sem dúvida a oportunidade, como Amorim mereceu. Vamos puxar por eles e pelo nosso Sporting, mais nada.
A época estival, a melhor do ano, está aí à porta. É tempo de fazer planos.
Eu decidi hoje, e decidi pelo melhor de Portugal: de meio de junho a meio de julho, estarei a rever e a reviver as últimas 2 semanas...
(a partir de 1:01 a Cuca Roseta. Antes, a partir do minuto 30, a grande intervenção de Carlos Moedas, sobre "o melhor de Portugal").
Em frente Sporting!
PS - Parece que é hoje que o sucessor de Fernando Santos anuncia os convocados da seleção da FPF para o Europeu... alguém me sabe dizer se já foi? Tenho estado ocupado a fazer planos...
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