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És a nossa Fé!

FORSSA PRAZIDENTE

Já não bastavam os vídeos de Ricciardi, temos agora Bruno de Carvalho a lançar um novo a cada doze horas. Uma pseudo-competição pelo título de macho-alfa das redes sociais.

Os likes e os comentários são sempre os mesmos. "Tu é que és o nosso presidente", "Força", etc. As pessoas têm toda a legitimidade para não se reverem em Varandas, têm toda a legitimidade para quererem Ricciardi, Bruno de Carvalho ou qualquer outro. Têm é que perceber que o Sporting não se governa com vídeos de 10 segundos onde se tenta fazer uma anedota.

E quem é que pensa no Sporting? Isto é tudo mau demais.

O Sporting é um assunto demasiado sério para ser levado neste tom. E se nenhum dos dois percebe, não merecem a visibilidade que têm no Universo Sportinguista.

Beijinhos, abraços e muitos palhaços

As Assembleias Gerais do Sporting estão transformadas numa espécie de espetáculo de Trash Television mas com as Redes Sociais a ocuparem o lugar da televisão. Há sempre um cheiro a curiosidade mórbida no ar, todos querem saber o quê e quando vai correr mal. As Assembleias Gerais do Sporting são um barril de pólvora que, acreditem em mim, vai rebentar e magoar muita gente.

Ontem foi só mais um exemplo. Os mesmos, sentados no mesmo sitio, a repetir a mesma ladaínha vezes e vezes sem conta. Desta vez com um reforço de peso: as claques.

"Varandas, cabrão, pede a demissão"

Sou completamente a favor das manifestações de opinião. Das palmas e dos assobios nas devidas alturas. Sou é também contra qualquer tipo de ofensa e atitude menos séria só pelo simples facto do eleito não ser aquele em que eu votei.

O grande erro de Varandas e, neste caso, de Rogério Alves é não mandar retirar da sala quem não se está a comportar devidamente. As pessoas que estão interessadas na AG não têm que levar com horas de ofensas. AG após AG, sempre os mesmos, sentados no mesmo sitio, a repetir a mesma ladaínha.

Frederico Varandas caiu no erro de reagir à provocação e mandou um beijo para a plateia. Não me choca, porque um tipo não é de ferro, mas é um sintoma de descontrolo. O Presidente do Sporting Clube de Portugal tem que ter força suficiente para não reagir negativamente. Ainda assim não deixa de ser curioso que alguém se ofenda com isso, principalmente alguém que durante meses repetiu "beijinhos à sua mãe".

"Mas não foi ele que se propôs a unir o Sporting?"

Não se pode unir quem não quer ser unido. Hoje em dia, há gente que não quer ser do Sporting, só quer o caos no Sporting.

Vice do pai de Bruno Lage atacou Silas

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Se na vida ainda há espaço para elas, no desporto acredito cada vez menos em coincidências.

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Após o anúncio de Jorge Silas como treinador do Sporting Clube de Portugal, Cláudio Saúde veio a palco criticar Silas, Varandas e inclusivamente o Sporting. Este ataque veio coberto com o manto do nível do treinador, humildade e inclusivamente pagamento de cotas.

Ter alguém a criticar o Sporting é tão normal como o sol nascer todos os dias. Mas Cláudio Saúde não é um "alguém" qualquer. Cláudio Saúde é, segundo o seu Linkedin e a página da ANTFS, Vice-Presidente da Associação Nacional de Treinadores de Futebol de Setúbal.

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Encontramos aqui já um conflito de interesses mas, infelizmente, não estamos nem a meio do poço. A Associação Nacional de Treinadores de Futebol de Setúbal é liderada por Fernando Lage Nascimento. Sim, esse mesmo, pai de Bruno Lage!

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Fernando Lage, membro de um órgão teoricamente isento, não se inibe de pavonear o seu benfiquismo, como se pode ver pelo seu facebook.

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Repito agora o que escrevi no início do post. No futebol nacional nada acontece por coincidência. O que aconteceu foi um ataque ignóbil ao treinador do Sporting Clube de Portugal por parte vice-presidente de uma instituição "isenta", liderada pelo pai do treinador do benfica.

Podemos nós confiar nas instituições em Portugal? É cada vez mais certo que todos juntos ainda somos poucos para combater isto. Mas de uma coisa tenho a certeza: não nos vergarão!

 

Sporting a lavar o chão com a ANTF

O Sporting CP exige que Liga de Futebol avalie a legalidade da certificação da Associação de Treinadores

A propósito da contratação da nova equipa técnica do Futebol Profissional do nosso Clube, o presidente da Associação Nacional de Treinadores de Futebol proferiu declarações ridículas e inaceitáveis que suscitam a seguinte tomada de posição institucional do Sporting Clube de Portugal.

À margem da Constituição da República e das Leis, existe no futebol português o entendimento de que os clubes apenas podem inscrever treinadores na Liga Portuguesa de Futebol Profissional depois de ter sido emitido um certificado de habilitação pela Associação Nacional de Treinadores de Futebol.

Ora, esta associação de tipo sindical não é uma Ordem Profissional pelo que o Estado não lhe atribuiu essa competência especial de regular as normas técnicas e os princípios e regras deontológicas dos respectivos profissionais.

O próprio presidente dessa associação, ao justificar as suas declarações dando como exemplo a actividade médica e procurando assim equiparar as competências da mera associação de treinadores à Ordem dos Médicos, está assim a demonstrar o estado de confusão em que ele próprio vive.

Diz a Constituição que “todos têm o direito de escolher livremente a profissão ou o género de trabalho” e só a Lei pode restringir o direito de escolha da profissão.

Por isso, é ilegal e inconstitucional o princípio em que assentam as declarações do presidente da Associação de Treinadores segundo o qual tem de haver um registo prévio de cariz associativo e uma certificação técnica. Este tipo de certificação, sublinha-se, apenas está conferido pela Lei portuguesa a instituições como as Ordens Profissionais o que Associação Nacional de Treinadores não é.

Acresce que a Constituição estabelece ainda o princípio da Liberdade Sindical, nas suas vertentes positiva e negativa, pelo que está interdito às associações sindicais e equiparadas os poderes exclusivos de acesso a uma determinada profissão.

O Sporting Clube de Portugal orgulha-se de manter uma postura positiva e de equilíbrio relativamente às partes interessadas do nosso sistema do Futebol Profissional, apesar dos sinais de enviesamento clubístico que muitas das vezes algumas dessas entidades vêm tomando.

Desta feita, face ao comportamento absolutamente descabido e de anti-sportinguismo primário relevados pelo presidente da Associação de Treinadores de Futebol, o nosso Clube anuncia que vai encetar diligências para que sejam restringidas as atribuições daquela associação, começando por exigir à Liga Portuguesa de Futebol Profissional que avalie se é Legal o princípio da certificação dos treinadores.

O Futebol Português não pode ser uma terra sem Lei, como não pode continuar a ser uma excepção ao Estado de Direito nem terreno fértil para o exibicionismo vaidoso de oportunistas sem princípios.

 

Aqui

Hábitos

Ainda não havia muito tempo de jogo e já se percebia que não ia ser nada fácil. Mas porque o haveria de ser? Depois de um ano e pouco a jogar cada vez pior e sem rotinas, como se podia inverter isso num par de dias? A resposta é fácil: Não se podia. Mas fez-se o essencial: conquistaram-se os três pontos.

A tarefa de Silas não podia ser mais difícil. Receber uma equipa sem confiança, dias antes da deslocação ao terreno de um aflito e com uma massa adepta em histeria colectiva. Todos sabemos que Silas não tem o tão falado nível quatro de treinador mas aparenta ter um PhD em ter os tomates no sitio. Inacreditável a confiança e atitude que demonstrou durante o jogo. Sentou Wendel e Acuña. Tirou Jesé. Foi treinador!

No final de um jogo paupérrimo, a sorte sorriu ao Sporting e Silas viu recompensada a sua coragem. Dois tomates, três pontos!

De ontem é tudo o que interessa. Com o tempo jogaremos melhor. Para já importa ir vencendo porque, lembrem-se, ganhar é um hábito.

 

Um ano de Team Varandas

Completa-se hoje um ano desde as últimas eleições no Sporting Clube de Portugal, eleições essas que consagraram Frederico Varandas como Presidente do Clube.

Um ano cheio de altos e baixos. Conquistaram-se importantes títulos mas também se falharam outros. Entre as grandes conquistas estão a Liga dos Campeões de Futsal, a Taça dos Clubes Campeões Europeus de Hóquei Patins e, claro, as Taças da Liga e de Portugal em Futebol. No lado dos títulos perdidos, os que mais me custaram foram o título nacional Futsal e a SuperTaça em futebol, onde caímos com estrondo.

As modalidades tiveram um ano agridoce. Conquistaram-se muitos títulos mas falharam os respetivos campeonatos nacionais. O orçamento para este ano foi batizado por alguns como "o do desinvestimento" mas parece-me mais que se procura contratar qualidade de forma a fazer mais com menos. Thierry Anti como treinador do Andebol é um bom exemplo disso. E a época começou da melhor maneira. O Futsal esmagou o Benfica na SuperTaça com uns expressivos 6-2 e o Andebol começou a época com uma vitória na Luz por 28-30.

No futebol, pegou na equipa de futebol liderada, até então, por um Sousa Cintra que prometeu um prémio monetário (superior ao da Taça da Liga) caso a equipa estivesse em primeiro à quarta jornada (!). Ter José Peseiro no banco não deixava ninguém descansado e trocou-se por um relativamente desconhecido Marcel Keizer. A aposta não correu como se esperava a 100% mas ainda foram conquistados dois títulos.

A política desportiva para a equipa de futebol também mudou drasticamente. Os jogadores com os salários mais elevados foram "dispensados". Entre vendas e cedências, acabou por se perder algum talento mas também nos vimos livres de muito "entulho". As contratações de jogadores, com a exceção de Borja, passou a ser de jovens com potencial para brilhar mas sem ainda serem certezas absolutas. É o caso de Rosier, Doumbia, Plata, Camacho, etc.

No último dia de mercado, esta política sofreu um pequeno revés com a chegada de três emprestados (Jesé, Fernando e Bolasie) e com a troca de Marcel Keizer por Leonel Pontes. Há uma nuvem de dúvidas sobre o impacto que terá na equipa mas, como tudo no futebol, será dissipada quando a bola começar a entrar na baliza. Leonel Pontes tem que ter a paciência dos adeptos para mostrar aquilo que sabe fazer.

Por falar em bola na baliza. Acho que não vale a pena teorizar muito sobre o que une o Clube. O que une o Clube são e serão sempre os títulos. Os Sportinguistas têm um conjunto de características que os ajudam a rever-se no Clube mas, neste momento, há muita dispersão. Neste último ano tornou-se óbvio que existem vários tipos de adeptos. Existem os que ainda vivem no luto da anterior direção e que se comportam como uma espécie de FARC, sempre prontos a metralhar quem não gostam (mesmo com mentiras). Existem os que estão sempre prestes a salvar o Clube do que quer que seja pois são eles os detentores do mágico elixir que tudo cura. E existem os adeptos normais que entendem que estamos perante uma presidência normal, com altos e baixos e que será avaliada normalmente nas próximas AGs e Eleições. Até lá, que a bola bata sempre na parte de dentro da rede e consigamos o maior número de títulos possível.

A Academia está a ser melhorada a olhos vistos e o projeto de formação ganhou novos contornos. A formação não pode ser vista como a salvação do Sporting, tem que ser vista como uma fonte de recursos onde o Clube se reforça mas nunca a única. Ainda assim é importante ter qualidade em quantidade e comprometidos com o Clube. É claro que quando se fala na formação vêm mil piadas sobre colchões mas não posso fazer nada para mudar a opinião de quem se comporta como um chimpanzé a atirar fezes a quem passa no zoo.

A nível de comunicação, parece que abandonámos de vez o belicismo e começámos à procura de outra linha. Acho que estamos piores nas redes sociais mas melhores na maneira como lidamos com os players da comunicação social. Há uma linha ténue que separa as notícias da propaganda mas é sempre (SEMPRE!) melhor ter pessoas a nosso favor do que contra.

Já a oposição nunca desapareceu. Os eternos "esqueletos" Ricciardi e Dias Ferreira têm sido o rosto mais visível de uma certa oposição. Os tais que acham ter o tal elixir. Também se joga uma campanha suja nas redes sociais onde se tenta ofender o mais possível. Campanha essa levada a cabo por muitos daqueles que criticavam, e bem!, as campanhas sujas contra o anterior Presidente. A democracia não pode ser só boa quando ganha quem nós queremos. É saudável haver oposição mas que seja feita às claras e com medidas para ajudar o Clube em vez de uma política de terra queimada.

No fundo, apesar de tudo, foi um ano normal na vida do Sporting. Conquistaram-se títulos, perderam-se outros. Bem sei que alguém dirá "temos a responsabilidade de ganhar tudo" e é verdade. Mas não se conseguiu. O que se conseguiu foi trabalhar para que a cada ano se tenham mais condições para que "se ganhe tudo".

 

Palmarés 2018/19

Futsal Masculino - Liga dos Campeões, Supertaça, Taça de Portugal

Futsal (sub20) - Campeonato Nacional

Hóquei em Patins - Liga Europeia

Andebol (juniores) - Campeonato Nacional

Voleibol (feminino) - 1º Lugar (II divisão)

Atletismo (masculino) - Campeonato Nacional de Estrada, Campeonato Nacional de Corta-Mato

Atletismo (feminino) - Campeonato Nacional de Estrada, Taça dos Clubes Campeões Europeus de Corta-Mato, Campeonato Nacional de Corta-Mato, Campeonato Nacional de Pista Coberta, Taça dos Clubes Campeões de Pista Coberta, Campeonato Nacional ao Ar Livre

Judo (masculino) - Liga dos Campeões, Campeonato Nacional

Ténis de Mesa - Tetra Campeões, Taça de Portugal, Supertaça

Râguebi - Taça Ibérica

Râguebi (feminino) - Campeonato Nacional, Taça Ibérica, Taça de Portugal, Supertaça

Natação - Octacampeões Nacionais

Ginástica (trampolins masculinos) - Campeões nacionais por equipas

Goalball - Campeões europeus (masculino e feminino), Campeonato Nacional, Taça de Portugal, Supertaça

Futebol - Taça de Portugal, Taça da Liga

Futebol (sub15) - Campeonato Nacional

Futebol (sub14) - 1º lugar na Divisão de Honra AF Lisboa

Futebol (sub14 B) - 1º lugar na Divisão de Honra AF Lisboa

Palmarés 2019/2020 (até ao momento)

Futsal - Supertaça

Judo - Jorge Fonseca campeão do Mundo (< 100kg), Daria Bilodid campeã do mundo (< 48kg)

 

Que verdade, José Eduardo?

Quando comecei a escrever nesta referência da blogosfera leonina, pensei numa linha condutora que me propus a seguir sempre que escrevesse um texto. Um dos itens dessa linha era evitar referências diretas a terceiros.

Infelizmente, ao ler a frase de José Eduardo "Liderança não quer dizer nada. Está a esconder-se a verdade aos sportinguistas", não resisti e senti-me forçado a quebrar essa regra (pela segunda vez).

Realmente, a liderança à terceira jornada não quer dizer grande coisa. Mas quer dizer qualquer coisa. A primeira coisa que quer dizer é que até ao momento perdemos menos pontos que os demais dezassete clubes do nosso campeonato. Também quer dizer que alguns que profetizavam a desgraça não estavam tão certos como acreditavam estar no alto da sua torre de marfim.

O Sporting vive-se em todos os  estratos sociais. Vive-se nas mais variadas casas. E quando o Bruno Fernandes guiou magicamente a bola para o acrobático encosto de Raphinha, a grande maioria gritou golo e pensou "em primeiro". Infelizmente, alguns engoliram em seco e pensaram "isto estraga-me os planos".

Gerir uma associação desportiva deve ser algo muito complicado. Em Portugal é sinónimo de se ver a vida toda exposta em jornais, blogues e televisões. É também sinónimo de insultos diários e difamações constantes. Mas é ainda mais complicado quando a associação desportiva se chama Sporting Clube de Portugal. É que há sempre alguém a fazer exercícios de aquecimento na esperança de entrar a seguir.

Nas passadas semanas tivemos Ricciardi e Dias Ferreira, hoje temos José Eduardo. Os argumentos são sempre os mesmos. São vazios e assentes no preconceito. O termo "estagiário" não vem por acaso, é baseado na relativa juventude da equipa que compõe o Conselho Diretivo e tem por objetivo desacreditar pessoas criando um estigma.

Há tanta crítica construtiva que se pode fazer, há tanta maneira de ajudar o Clube a ser maior a cada dia que passa. Porque é que se escolhe sempre esta política de terra queimada onde se tenta destruir o clube quando não está lá alguém que não é nosso amigo?

É como nas relações, não é por destruirmos a auto-estima d@ noss@ parceir@ que garantimos que fique connosco para sempre. Era tão bom que os Sportinguistas, principalmente os "notáveis", percebessem isso.

 

Ressabiando às segundas

Considero-me um tipo bem resolvido, alguém que não se deixa afectar pela maioria dos temas mas, confesso, perco as estribeiras com o barulho gerado quando o Sporting não tem um resultado positivo. E não falo das mais que legítimas críticas, falo dos recentes "Era isto que queriam, não era? Chupem 71%!".

Este texto nasce parcialmente do ressabiamento que sinto ao ler frases desse tipo. Primeiro porque não pertenço aos "71%", depois porque é importante que se respeite a vontade dos sócios. Irrita-me a radicalização dos adeptos, expressa em frases que parecem ser para debochar mas que são um vazio de inteligência ou de criatividade. São apenas a repetição dos mesmos chavões ad nauseam. "Mas agora temos glamour", "Somos gente de bem", "importante é que ninguém se aleijou". Zero inteligência. Apenas um comportamento de manada a repetirem-se e a "gostarem"-se uns aos outros. Um exercício de masturbação intelectual baseada em likes doutrinados.

Dia após dia, os mesmos argumentos já gastos, debotados e comidos pelo sol. Somam-se os pontuais picos de felicidade (êxtase?) onde podem implicar com uma foto de Varandas na praia. Como se uma pessoa ir à praia fosse sinónimo de ser melhor ou pior, mais ou menos competente. Mas, comentando, ainda bem que vai à praia. É sinal que está de consciência tranquila e consegue gerir o seu tempo para também viver. Mens sana in corpore sano.

É por isso que as vitórias do Sporting me sabem cada vez melhor. Primeiro porque são uma vitória do Sporting, depois porque garantem um par de horas de silêncio por parte dos "clones". Não são todos os mesmos mas são todos iguais. A falta de originalidade é tanta que um chegou a pedir que mandasse beijos à minha mãe (lembram-se da origem?). Tinha pensado fazer uma piadola básica como "a minha mãe aceita beijos, a tua aceita notas" mas decidi deixar isso de lado e pensar no ridículo (mais um) da situação. Como se a cortesia de oferecer beijos a uma simpática senhora a pudesse ofender de alguma maneira. Talvez devam beijar mais as próprias mães, talvez esse azedume desapareça...

Varandas tem defeitos, Keizer tem defeitos, Hugo Viana tem defeitos, o plantel tem defeitos, etc. Parece-me óbvio que sim, é apenas natural que as pessoas tenham defeitos. O que não é natural é que se aja como uma seita de babuínos a celebrar quando algum desses defeitos resulta em algo menos bom para o clube. Só um tipo de pessoas pode ficar feliz com isso: os que defendem a política da terra queimada, onde esperam que tudo corra tão mal que será fácil aparecer e parecer competente. É uma estratégia.

 

Fel deitado para fora, vou agora continuar a minha segunda-feira. Dia após o qual o Sporting venceu o Braga.

 

P.S. - Votos de recuperação rápida à nossa colega Marta Spínola.

Primeiro abutre no céu

José Eduardo, vocalista da banda Ricciardi, já veio dar as suas calorosas palavras de alento para o bem do clube.

"O clube foi atingido por uma catástrofe enorme a vários níveis. A partir desse momento não se conseguiu reorganizar... nem vai conseguir. O clube está completamente fraturado. É muito difícil unir esforços em torno da equipa quando toda a gente tem opinião sobre tudo. Depois começam as dúvidas e quando os resultados não aparecem os responsáveis entram em stress e quando isto acontece não tomas as melhores decisões. Por isso, o Sporting está aqui num beco sem saída. Vem aí um jogo com o Sp. Braga fundamental e caso o Sporting não obtenha um resultado positivo, creio que estaremos perante uma crise de grandes dimensões"

Valha-nos José Eduardo, eterno otimista, para motivar os sócios e adeptos. Agora sim podemos encarar o futuro com mais esperança.

Ainda hoje, também Dias Ferreira escolheu vir apoiar incondicionalmente o Sporting com as seguintes declarações.

 

"Foi uma entrada em falso, mas – ao que parece – é normal. É aceite com naturalidade. O presidente diz que não está preocupado e eu, eventualmente criticado quando digo que estou, é melhor dizer que estamos tranquilos. Quando o Sporting leva 5-0 no primeiro jogo oficial e faz a pré-época que fez porque é que tenho de ficar preocupado?"

Uma pena que o adepto Dias Ferreira ainda não tenha explicado ao eterno candidato Dias Ferreira como se comportar.

Seis minutos e meio

Keizer disse que estivemos bem até aos seis minutos e meio, momento em que sofremos o golo.

Tendo em conta que o único jovem da equipa era Thierry Correia, como é que se justifica que uma equipa de homens feitos trema perante um Marítimo treinado por um tipo que teve uma vitória em toda a última edição da liga?

Seis minutos e meio. O que se passa, Sporting?

A única conclusão possível

Bruno Fernandes está, para o Sporting, bem acima do nível que Ronaldo esteve para o Real Madrid. Só assim se justifica a conquista de dois títulos na última época. Keizer não parece melhorar o futebol. Muito menos compreender como funciona Portugal.

Depois de levar cinco, entramos em campo como se fosse mais um amigável. Falta mentalidade e isso começa num rosto, o do treinador.

O que fazer para melhorar?

TKO

O Sporting foi ontem goleado. É importante que não se esconda nada do que aconteceu pois só com memória do hoje se melhora o amanhã. E aconteceu tanta coisa...

Marcel Keizer saiu do jogo totalmente derrotado. Domado, vergado. Esta tareia vergou completamente o espírito do nosso treinador. Até mais do que jogadores. Azar? Sim, algum.  Incompetência? Tudo o resto.

O Sporting contratou Plata e Camacho para as alas. Ainda tem no seu plantel Joelson Fernandes e Jovane Cabral. Como se escolhe Diaby? Alguém que, quando está a perder 3-0, mete o Diaby não pode saber o que está a fazer. Qual é o propósito? Uma remontada por 3-4? Não sofrer mais golos? Nem uma coisa nem outra. Ainda sofremos mais dois golos. Diaby não recuou UMA vez para ajudar a defender e foi, mais uma vez, inócuo na frente.

O esquema de três centrais também não funcionou. E percebe-se o motivo. Seis jogos na pré-época e não se ensaiou o mesmo. Quando é a doer, é normal que se cometam erros como quando Mathieu tentou ser uma rotunda que Coates não conseguiu contornar. Resultado? Outra bola lá dentro.

Bas Dost, um jogador com características únicas, não é rentabilizado. Não jogamos um futebol onde se mete a bola para um tipo que fez setenta golos nas últimas épocas poder finalizar.

Ao menos a noite não foi amarga para todos. Há sempre os do "eu bem avisei", todos contentes a bailar nas redes sociais. Desde anónimos a advogados. Esses ganham sempre. Todos felizes porque isto foi um prego no caixão do Varandas. Se eu ficasse feliz por o Sporting perder, ainda por cima por cinco, preferia borrar a cara com estrume.

Creio que perdi qualquer tipo de esperança em Marcel Keizer, tal como ele tão perdido pareceu ontem. Perdemos e perdemos bem. O Ferrari Vermelho nem precisou de recorrer a nenhum truque do apito. Perdemos por TKO. 

Faz-me um like

Tentarei não cair nas asneiras do passado do Clube ao nomear pessoas só porque não têm uma posição favorável à direção. Assim sendo, este post será sobre o adepto anónimo.

Há um mês dizia-se que Frederico Varandas era sobrinho de Varandas Fernandes (dirigente benfiquista), ontem começou o rumor que era filho de Elisio Varandas (reconhecido apoiante benfiquista). Quem espalha estas mentiras sabe bem que isto é mentira, porque o faz então?

A resposta é uma recorrente história moderna. Lembram-se das campanhas de Facebook que culminaram com a eleição de Trump e com o Brexit? A estratégia, à escala, é bastante semelhante. Criar um laço mental entre os membros da direção e o Benfica. Assim, à medida que vamos pensando em Varandas, vamos pensando "esse lampião...".

Cada post/tweet deste tipo é sinónimo de likes fáceis. É o comportamento de manada associado a um mecanismo de recompensa e validação. Revela pobreza intelectual mas enche-nos de dopamina. Vemos gente a rir com o que escrevemos, a validar o que dissemos com os clássicos "nunca me enganou".

É claro que um par de mentiras, ou "fake news" como se diz hoje, não causa estrago. O que causa estrago é a repetição deste comportamento ad nauseam. Em vez de se criar um ambiente aberto onde se pode discutir o clube, estamos criar trincheiras onde uns procuram cegar os demais com factos falsos e os outros reagem, cansados das mentiras, com pedras nas mãos.

Paz? Apenas quando escolhermos ser melhores Homens (ou Mulheres, ou Trans, ou etc., não faz diferença) que o que fomos ontem.

Sporting - Valência, bom resumo

Uma derrota por uma bola selou o fim da pré-época. Foi também um bom resumo daquilo que aconteceu no último mês. Boas entradas em campo, momentos de desconcentração e um ou outro corpo estranho no onze. Ainda assim, chego ao fim de Julho com mais confiança que na época passada.

Ao contrário da grande parte dos analistas, gostei de ver Bruno Fernandes desviado para a esquerda. Acabou por ser menos massacrado pelos defesas contrários e teve oportunidade para fazer grandes aberturas (como no golo de Dost) e grandes golos (como contra o Liverpool). Também foi bom ver Vietto no meio, a ganhar confiança e rotinas com os colegas.

As grandes derrotas da pré-época são a incapacidade de Ilori em ser uma alternativa viável para central e/ou lateral direito. Bem como mais uma birra de Matheus Pereira que lesa o Sporting e lhe prejudica a carreira. Quantas oportunidades já teve? Quantas queimou?

As grandes vitórias da pré-época são Thierry acabar a titular na lateral direita bem como Neto se assumir como opção mais que viável para terceiro central e, quem sabe, titular. Também foi muito bom ver o reencontro de Dost com os golos.

Uma nota para as vozes que acham que a comunicação social está a proteger o Sporting: é sinal que alguém está a fazer bem o seu trabalho. É sempre melhor ter a imprensa do nosso lado do que contra nós. Conseguem perceber isto, certo?

Socialismo Lisboa e Benfica

"O PS já respondeu à carta que o Benfica escreveu e na qual solicitava um esclarecimento sobre se o partido se revia nas opiniões da ex-eurodeputada Ana Gomes.

Na resposta ao clube da Luz, o presidente do partido, Carlos César, explica que «as opiniões da Dra. Ana Gomes refletem apenas uma posição própria e pessoal que, tal como em muitos outros casos, não vincula o Partido Socialista».

Aliás, o PS escreve ainda que «não tomou qualquer posição institucional sobre o assunto».

A 11 de julho, o Benfica solicitou ao Partido Socialista que este esclarecesse «de forma a não subsistirem publicamente quaisquer potenciais equívocos, se as declarações proferidas por Ana Gomes refletem a opinião do partido ou se, ao invés, tais declarações não merecem senão rejeição e repúdio» do PS.

Refira-se que os encarnados anunciaram que iriam processar Ana Gomes devido a uma resposta no Twitter a uma publicação sobre a transferência de João Félix do Benfica para o At. Madrid. Ana Gomes questionou se não seria «um negócio de lavandaria». O clube da Luz considerou, então, que a ex-eurodeputada estava a insinuar tratar-se de uma operação de lavagem de dinheiro/branqueamento de capitais.", retirado do MaisFutebol

Caladinhos e rabinho entre as pernas que é ano de eleições.

Horas bem gastas

Dormir um par de horas à pressa para acordar, arrastar-me para o sofá e esperar pelo jogo. Hoje reunião às oito da manhã, o que faz com que tenha sido uma noite mal dormida. Pelo meio, o mais interessante jogo do Sporting desta pré-época.

Empate a duas bolas contra o campeão europeu. O jogo durou noventa minutos mas podia ter durante três ou quatro horas, tal é a sensação de agrado com que fiquei.

Não, nem tudo foi perfeito. Foi mais um jogo onde se percebeu que Ilori não acrescenta enquanto defesa direito, que Doumbia ainda está à procura de rotinas com Wendel e muitas outras coisas para Marcel Keizer lidar.

Mas para mim, enquanto adepto, gostei muito de ver este jogo do Sporting. O único amargo de boca é que o final me fez lembrar um célebre jogo contra o Manchester em 2003...

Um dom daqueles

Há pessoas que têm um dom muito particular. São pessoas que geram um nojo tal enquanto debitam fel em forma de palavras que, automaticamente, desejamos que aconteça o oposto do que estão a dizer.

De certeza que já todos tiveram conversas com pessoas destas. Evito ao máximo mas o último ano fez-me ter a certeza que, entre os milhões de adeptos Sportinguistas, ainda há um par de centenas de gente que tem este dom.

Para todas elas: VIVA O SPORTING!

Um plano B, de Bas?

Diz, e bem, o colega Luís Lisboa neste post que Bas Dost neste Sporting é “dar nozes a quem não tem dentes”. Sou forçado a concordar.

Bas Dost é um jogador com características muito próprias e que precisa que a equipa “trabalhe” para si. É claro que, tendo Bruno Fernandes, faz sentido que seja ele o epicentro do futebol do Sporting. Mas imaginemos que sai e se cria um “Plano B”.

Keizer, sem Bruno Fernandes, pode fazer apresentar duas tácticas diferentes:

4x4x2

Renan; Rosier, Coates, Mathieu, Acuña; Jovane, Wendel, Doumbia, Plata; Vietto e Dost

3x5x2

Renan; Ivanildo (Ilori), Coates, Mathieu; Jovane, Wendel, Henrique, Doumbia, Acuña; Vietto e Dost

Que fazer com Raphinha? Seria alternativa a Vietto. Ambos esquemas táticos iriam permitir futebol com chegada de médios à área e cruzamentos para Bas Dost.

E vocês? Como jogariam sem Bruno Fernandes?

É preciso partir o funil

O jogo de ontem permitiu tirar algumas conclusões sobre o que está claramente errado na frente de ataque do Sporting.

Bas Dost é menos útil à medida que a equipa tem um fio condutor de jogo. Quando não é preciso despejar bolas para o ataque nem se passa o jogo a fazer cruzamentos para a área, Bas Dost desaparece totalmente do jogo. Talvez seja uma boa altura para vender.

Luiz Phellype é mais útil que Bas Dost à equipa mas parece ainda à procura da melhor forma.

Vietto à esquerda é um desperdício de talento e, como procura constantemente o meio, afunila o jogo e retira linhas de passe. Com a baixa de forma dos outros dois pontas de lança, porque não o meter no meio?

Raphinha, Plata e Jovane têm sido os grandes criadores de oportunidades. Estou propositadamente a ignorar Bruno Fernandes pois este artigo é focado nos avançados.

O Sporting não pode voltar ao "cruzebol" mas tem que partir este funil que se montou nos últimos jogos. O campo não se resume à largura da grande-área.

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