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És a nossa Fé!

O pânico de Luís Maximiano durante o Ataque a Alcochete

Seguem-se frases ditas por Luís Maximiano, hoje, durante mais uma sessão do julgamento de Alcochete. Leiam com atenção, imaginem o pânico e o horror que deve ter sido.

Estava a começar na equipa principal, era um sonho desde pequeno e pensei ‘O que é isto?’. Claro que fiquei assustado com o que vi acontecer, com receio de jogar e que viessem ter comigo também. Ficámos todos parados com o que aconteceu, ninguém teve capacidade de reagir perante aquilo.

 

A imagem que tenho é a do Vasco [Fernandes] tentar fechar a porta e ser empurrado, de entrarem as pessoas todas com máscaras, com capuz. Foi aí que percebemos que era algo mais sério… Da nossa parte não houve nenhuma conversa, foram logo em direção ao Rui [Patrício], ao William [Carvalho], ao Battaglia, ao Acuña…

 

Ao Rui vi que puxaram a camisola e acho que lhe deram um murro no peito, estava lá pelo menos um.

 

Com o Battaglia não sei quantas pessoas estavam lá porque estava na zona das macas, mais perto da porta, e atiraram o garrafão.

Ao Ludovico [Marques], o estojo atingiu-o penso que de frente, só vi o estojo de higiene a voar.

 

O Montero levou um estalo, um indivíduo veio por trás e deu-lhe um estalo na cara. Estava de pé e ouvi-o dizer ‘Mas porquê eu?’.

 

O Misic levou com o cinto na zona da cara, estava sentado e um indivíduo chegou lá e deu-lhe com o cinto.

 

O Acuña levou um pontapé mas acho que o empurraram para dentro do cacifo, havia mais do que um à volta dele. Estavam todos de cara tapada, só vi um com o cinto na mão. Se chegaram a tentar falar? Não, entraram e começaram logo a agredir.

 

– E sabe se algum colega seu precisou de assistência médica?
Sim, o Bas Dost, abriram-lhe a cabeça.

 

Mathieu acrescentou:

Naquele dia liguei logo para a minha mulher, porque não sabia se ia voltar a casa. Este episódio vai ficar para sempre na minha memória. Ainda hoje no final dos jogos me lembro deste episódio muito forte.

 

E ainda há quem desvalorize o que se passou. Como é que isto foi/é possível?

O momento determinante do jogo

O Sporting foi para o intervalo com uma confortável vantagem de três golos e o segundo tempo avizinhava-se um passeio no parque mas, aos quarenta e seis minutos, o PSV apareceu na área e criou a oportunidade para aquilo que podia ter sido o 3-1 e o princípio de quarenta e quatro minutos de nervos e coração nas mãos.

Felizmente houve Max. O jovem guarda-redes disse "presente" e defendeu o golo quase certo. Esta defesa manteve a equipa tranquila e ajudou a que a segunda parte fosse efectivamente mais fácil para o Sporting.

Os jogos são um somatório de momentos e neste momento Max foi determinante para a vitória folgada que se conseguiu.

Fazer a diferença

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Há muito que a expressão "Ser Sportinguista é ser diferente" não nos enche com o orgulho que era hábito. Mas não é por isso que não se deve fazer a diferença.

Todos sabemos que a época não está a ser excepcional mas há talento no plantel e sapiência na cabeça de Silas para dar a volta e acabar por cima. Tudo isso pode ser capitalizado com o apoio dos sócios e adeptos do Sporting Clube de Portugal. Com o José de Alvalade cheio E A APOIAR será sempre mais fácil lutar pela vitória.

Na próxima quinta-feira, o Sporting faz o decisivo jogo contra o PSV em Alvalade. Ganhando, apura-se imediatamente para a fase seguinte da Liga Europa. Preferem ser dos que estão a torcer para que as coisas corram mal ou estar lá, de pulmões cheios, a fazer a diferença pela positiva? É fácil ajudar, basta comprar o bilhete e apoiar o Clube que dizemos ser "O Nosso Grande Amor".

Os empurrõezinhos

O jogo de ontem que opôs o Vizela ao Benfica é o resumo perfeito do futebol português nos últimos dez anos: O Benfica estava a perder e a não conseguir jogar nada. Preparava-se para o descalabro quando um jogador do Vizela é expulso. E assim é sempre, há sempre um fora-de-jogo ao adversário, um amarelo que se transforma em vermelho ou até um golo duvidoso. Os árbitros não estão em campo para ajuizar o comportamento dos atletas, estão em campo para impedir que o Benfica caia, empurrando-os na "direção certa".

Foi assim ontem, como todo o ano passado, como toda a última década. Para os adversários do Benfica não há "avisos", é logo amarelo. E não podemos dizer que é uma questão de critério do árbitro porque o critério é bastante claro: o critério é beneficiar o Benfica.

Talvez isto ajude a explicar o porquê da vergonhosa performance na Europa onde até no futsal levaram dois cabazes esta semana. Lá fora, na civilização, não há toupeiras. Por cá, onde vão surfando a onda da máquina de lavar, fazem o que querem, quando querem, como querem e a quem querem.

O campeonato português é a luta pelo segundo lugar porque o primeiro há muito que sabemos que já está entregue. O passeio assim o dita.

À procura do flautista perdido

Ratos e crianças, as vítimas de um flautista enganado e desiludido pelas gentes de Hamelin em 1284. Se os ratos se afogaram, as crianças diz-se que foram levadas para uma gruta e nunca mais foram vistas.

Começo a acreditar que são essas crianças os antepassados dos Sportinguistas. Ou, pelo menos, de alguns de nós. É deprimente verificar a facilidade com que se corre cada vez que se ouve um assobio. Soe o assobio a magnata da banca ou a comentador desportivo, o Sportinguista só pensa no próximo flautista para ver se o ajuda a sair da gruta.

É hora de deixar para trás 1965, abandonando, e fazendo jus, aos "The Changin' Times", e abraçar a Mama Cass Elliot sabendo que podemos fazer nós a nossa própria música. Basta querer.

 

Nobody can tell ya;
There's only one song worth singin',
They may try and sell ya,
'Cause it hangs them up to see someone like you.
But you've gotta make your own music
Sing your own special song,
Make your own kind of music even if nobody else sings along.

Comentadores afectos ao Sporting? Não me parece...

Os comentadores afectos a Sporting sempre foram independentes da direção e, muitos deles, até com sonhos de poder. Isto acaba por ser um sinal do quão democrático é o nosso Clube mas também acaba por invarialmente se tornar um problema quando as agendas ultrapassam os interesses do Sporting. É que quando a bola entra, reduz-se a contestação e a probabilidade de outro subir ao poder.

O mais recente comentador afecto ao Sporting na rádio/tv é Bruno de Carvalho. O programa onde comenta chama-se "Comentário com Assinatura" e passa na Rádio Estádio às 12h30 de sexta-feira. Ainda tive esperança que quisesse ser útil ao Clube mas rapidamente me desiludi. Na última emissão, durante uma hora, Bruno de Carvalho conseguiu falar mal de:

- Jorge Jesus (só é bom no primeiro ano)
- Varandas (não disse o que sabia sobre 15/16, suspende protocolo com os goa, envia beijinhos, não respeita os mais velhos [JL é mais velha que ele], não tem raízes africanas, quer continuar a ser presidente)
- Antiga equipa técnica de JJ (é por causa deles que JJ só é bom no primeiro ano)
- Sousa Cintra e Torres Pereira (por voltarem a activar o protocolo com os GOA)
- Pessoas que não pesquisam
- Pessoas que são ignorantes e fazem por ser
- Pessoas que são desonestas intelectualmente
- Rui Santos (colega de profissão, por chamar doutor coragem, desprovido de inteligência e decência)
- João Sampaio (não perdoa os GOA por o ter atacado, e ao seu pai, com ovos)
- Miguel Cal (por dizer que era preciso repensar a política das claques)


- Miguel Afonso (diz que o seu carro foi apedrejado) - premiado com um cargo nas modalidades
- Pedro Marques (Tantun)
- Pedro Luciano Silveira - Ala casuals (audio whatsapp, premiado com esports quando na realidade já lá estava)
(todos ligados às manifestações que pediam a queda do antigo-CD)


- Cândida Vilar (grita no tribunal)


- Pessoas que não perceberam a piada do Belfodil
- Pessoas que não percebem a palavra "putativo"


- Rogério Alves (pivot, n.º 10, não se afirma como candidato. Quer estar na sombra mas com poder, garante do Varandas, não cumpre os estatutos)
- Grupo Stromp
- Benedito (membro do grupo Stromp)
- Dias Ferreira (membro do grupo Stromp, em reflexão constante, conjuga-se com a equipa de Carlos Vieira)
- Ricciardi (membro do grupo Stromp, o advogado é Rogério Alves)
- Carlos Vieira (vê em RA o garante legal de se poder candidatar às próximas eleições, fala com Inácio e Helder Amaral)
- Pedro Baltazar (tem reuniões com Benedito e próximo de Carlos Vieira)
- Poiares Maduro (tem reuniões com Benedito e próximo de Carlos Vieira)
- Helder Amaral
- Augusto Inácio
- Luis Filipe Menezes (demonstrou em círculos privados ser candidato)
- Tomás Froes (trabalha com a FPF, genro de Carlos Barbosa da Cruz (o da Cofina) e foi braço direito de Pedro Baltazar)
- Pedro Madeira Rodrigues (ultrapassou Tomás Froes, aguarda por Froes/Pedro Baltazar/Ricciardi, é um projecto adiado)
- Godinho Lopes (fez uma lista de "saco de gatos")


- Pessoas que o contactam para ir para a SAD
- Pessoas que dizem que o contactaram para ir para a SAD
(procuradores dos 30%)


- Pessoas que cometeram irregularidades e ilegalidades nas Assembleias Gerais
- A sociedade que aceita as irregularidades e ilegalidades nas Assembleias Gerais
- 71% dos sócios

 

Tal como ele, há outros. No grande jogo dos egos, ninguém parece aparecer publicamente para defender o Sporting.

FORSSA PRAZIDENTE

Já não bastavam os vídeos de Ricciardi, temos agora Bruno de Carvalho a lançar um novo a cada doze horas. Uma pseudo-competição pelo título de macho-alfa das redes sociais.

Os likes e os comentários são sempre os mesmos. "Tu é que és o nosso presidente", "Força", etc. As pessoas têm toda a legitimidade para não se reverem em Varandas, têm toda a legitimidade para quererem Ricciardi, Bruno de Carvalho ou qualquer outro. Têm é que perceber que o Sporting não se governa com vídeos de 10 segundos onde se tenta fazer uma anedota.

E quem é que pensa no Sporting? Isto é tudo mau demais.

O Sporting é um assunto demasiado sério para ser levado neste tom. E se nenhum dos dois percebe, não merecem a visibilidade que têm no Universo Sportinguista.

Beijinhos, abraços e muitos palhaços

As Assembleias Gerais do Sporting estão transformadas numa espécie de espetáculo de Trash Television mas com as Redes Sociais a ocuparem o lugar da televisão. Há sempre um cheiro a curiosidade mórbida no ar, todos querem saber o quê e quando vai correr mal. As Assembleias Gerais do Sporting são um barril de pólvora que, acreditem em mim, vai rebentar e magoar muita gente.

Ontem foi só mais um exemplo. Os mesmos, sentados no mesmo sitio, a repetir a mesma ladaínha vezes e vezes sem conta. Desta vez com um reforço de peso: as claques.

"Varandas, cabrão, pede a demissão"

Sou completamente a favor das manifestações de opinião. Das palmas e dos assobios nas devidas alturas. Sou é também contra qualquer tipo de ofensa e atitude menos séria só pelo simples facto do eleito não ser aquele em que eu votei.

O grande erro de Varandas e, neste caso, de Rogério Alves é não mandar retirar da sala quem não se está a comportar devidamente. As pessoas que estão interessadas na AG não têm que levar com horas de ofensas. AG após AG, sempre os mesmos, sentados no mesmo sitio, a repetir a mesma ladaínha.

Frederico Varandas caiu no erro de reagir à provocação e mandou um beijo para a plateia. Não me choca, porque um tipo não é de ferro, mas é um sintoma de descontrolo. O Presidente do Sporting Clube de Portugal tem que ter força suficiente para não reagir negativamente. Ainda assim não deixa de ser curioso que alguém se ofenda com isso, principalmente alguém que durante meses repetiu "beijinhos à sua mãe".

"Mas não foi ele que se propôs a unir o Sporting?"

Não se pode unir quem não quer ser unido. Hoje em dia, há gente que não quer ser do Sporting, só quer o caos no Sporting.

Vice do pai de Bruno Lage atacou Silas

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Se na vida ainda há espaço para elas, no desporto acredito cada vez menos em coincidências.

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Após o anúncio de Jorge Silas como treinador do Sporting Clube de Portugal, Cláudio Saúde veio a palco criticar Silas, Varandas e inclusivamente o Sporting. Este ataque veio coberto com o manto do nível do treinador, humildade e inclusivamente pagamento de cotas.

Ter alguém a criticar o Sporting é tão normal como o sol nascer todos os dias. Mas Cláudio Saúde não é um "alguém" qualquer. Cláudio Saúde é, segundo o seu Linkedin e a página da ANTFS, Vice-Presidente da Associação Nacional de Treinadores de Futebol de Setúbal.

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Encontramos aqui já um conflito de interesses mas, infelizmente, não estamos nem a meio do poço. A Associação Nacional de Treinadores de Futebol de Setúbal é liderada por Fernando Lage Nascimento. Sim, esse mesmo, pai de Bruno Lage!

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Fernando Lage, membro de um órgão teoricamente isento, não se inibe de pavonear o seu benfiquismo, como se pode ver pelo seu facebook.

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Repito agora o que escrevi no início do post. No futebol nacional nada acontece por coincidência. O que aconteceu foi um ataque ignóbil ao treinador do Sporting Clube de Portugal por parte vice-presidente de uma instituição "isenta", liderada pelo pai do treinador do benfica.

Podemos nós confiar nas instituições em Portugal? É cada vez mais certo que todos juntos ainda somos poucos para combater isto. Mas de uma coisa tenho a certeza: não nos vergarão!

 

Sporting a lavar o chão com a ANTF

O Sporting CP exige que Liga de Futebol avalie a legalidade da certificação da Associação de Treinadores

A propósito da contratação da nova equipa técnica do Futebol Profissional do nosso Clube, o presidente da Associação Nacional de Treinadores de Futebol proferiu declarações ridículas e inaceitáveis que suscitam a seguinte tomada de posição institucional do Sporting Clube de Portugal.

À margem da Constituição da República e das Leis, existe no futebol português o entendimento de que os clubes apenas podem inscrever treinadores na Liga Portuguesa de Futebol Profissional depois de ter sido emitido um certificado de habilitação pela Associação Nacional de Treinadores de Futebol.

Ora, esta associação de tipo sindical não é uma Ordem Profissional pelo que o Estado não lhe atribuiu essa competência especial de regular as normas técnicas e os princípios e regras deontológicas dos respectivos profissionais.

O próprio presidente dessa associação, ao justificar as suas declarações dando como exemplo a actividade médica e procurando assim equiparar as competências da mera associação de treinadores à Ordem dos Médicos, está assim a demonstrar o estado de confusão em que ele próprio vive.

Diz a Constituição que “todos têm o direito de escolher livremente a profissão ou o género de trabalho” e só a Lei pode restringir o direito de escolha da profissão.

Por isso, é ilegal e inconstitucional o princípio em que assentam as declarações do presidente da Associação de Treinadores segundo o qual tem de haver um registo prévio de cariz associativo e uma certificação técnica. Este tipo de certificação, sublinha-se, apenas está conferido pela Lei portuguesa a instituições como as Ordens Profissionais o que Associação Nacional de Treinadores não é.

Acresce que a Constituição estabelece ainda o princípio da Liberdade Sindical, nas suas vertentes positiva e negativa, pelo que está interdito às associações sindicais e equiparadas os poderes exclusivos de acesso a uma determinada profissão.

O Sporting Clube de Portugal orgulha-se de manter uma postura positiva e de equilíbrio relativamente às partes interessadas do nosso sistema do Futebol Profissional, apesar dos sinais de enviesamento clubístico que muitas das vezes algumas dessas entidades vêm tomando.

Desta feita, face ao comportamento absolutamente descabido e de anti-sportinguismo primário relevados pelo presidente da Associação de Treinadores de Futebol, o nosso Clube anuncia que vai encetar diligências para que sejam restringidas as atribuições daquela associação, começando por exigir à Liga Portuguesa de Futebol Profissional que avalie se é Legal o princípio da certificação dos treinadores.

O Futebol Português não pode ser uma terra sem Lei, como não pode continuar a ser uma excepção ao Estado de Direito nem terreno fértil para o exibicionismo vaidoso de oportunistas sem princípios.

 

Aqui

Hábitos

Ainda não havia muito tempo de jogo e já se percebia que não ia ser nada fácil. Mas porque o haveria de ser? Depois de um ano e pouco a jogar cada vez pior e sem rotinas, como se podia inverter isso num par de dias? A resposta é fácil: Não se podia. Mas fez-se o essencial: conquistaram-se os três pontos.

A tarefa de Silas não podia ser mais difícil. Receber uma equipa sem confiança, dias antes da deslocação ao terreno de um aflito e com uma massa adepta em histeria colectiva. Todos sabemos que Silas não tem o tão falado nível quatro de treinador mas aparenta ter um PhD em ter os tomates no sitio. Inacreditável a confiança e atitude que demonstrou durante o jogo. Sentou Wendel e Acuña. Tirou Jesé. Foi treinador!

No final de um jogo paupérrimo, a sorte sorriu ao Sporting e Silas viu recompensada a sua coragem. Dois tomates, três pontos!

De ontem é tudo o que interessa. Com o tempo jogaremos melhor. Para já importa ir vencendo porque, lembrem-se, ganhar é um hábito.

 

Um ano de Team Varandas

Completa-se hoje um ano desde as últimas eleições no Sporting Clube de Portugal, eleições essas que consagraram Frederico Varandas como Presidente do Clube.

Um ano cheio de altos e baixos. Conquistaram-se importantes títulos mas também se falharam outros. Entre as grandes conquistas estão a Liga dos Campeões de Futsal, a Taça dos Clubes Campeões Europeus de Hóquei Patins e, claro, as Taças da Liga e de Portugal em Futebol. No lado dos títulos perdidos, os que mais me custaram foram o título nacional Futsal e a SuperTaça em futebol, onde caímos com estrondo.

As modalidades tiveram um ano agridoce. Conquistaram-se muitos títulos mas falharam os respetivos campeonatos nacionais. O orçamento para este ano foi batizado por alguns como "o do desinvestimento" mas parece-me mais que se procura contratar qualidade de forma a fazer mais com menos. Thierry Anti como treinador do Andebol é um bom exemplo disso. E a época começou da melhor maneira. O Futsal esmagou o Benfica na SuperTaça com uns expressivos 6-2 e o Andebol começou a época com uma vitória na Luz por 28-30.

No futebol, pegou na equipa de futebol liderada, até então, por um Sousa Cintra que prometeu um prémio monetário (superior ao da Taça da Liga) caso a equipa estivesse em primeiro à quarta jornada (!). Ter José Peseiro no banco não deixava ninguém descansado e trocou-se por um relativamente desconhecido Marcel Keizer. A aposta não correu como se esperava a 100% mas ainda foram conquistados dois títulos.

A política desportiva para a equipa de futebol também mudou drasticamente. Os jogadores com os salários mais elevados foram "dispensados". Entre vendas e cedências, acabou por se perder algum talento mas também nos vimos livres de muito "entulho". As contratações de jogadores, com a exceção de Borja, passou a ser de jovens com potencial para brilhar mas sem ainda serem certezas absolutas. É o caso de Rosier, Doumbia, Plata, Camacho, etc.

No último dia de mercado, esta política sofreu um pequeno revés com a chegada de três emprestados (Jesé, Fernando e Bolasie) e com a troca de Marcel Keizer por Leonel Pontes. Há uma nuvem de dúvidas sobre o impacto que terá na equipa mas, como tudo no futebol, será dissipada quando a bola começar a entrar na baliza. Leonel Pontes tem que ter a paciência dos adeptos para mostrar aquilo que sabe fazer.

Por falar em bola na baliza. Acho que não vale a pena teorizar muito sobre o que une o Clube. O que une o Clube são e serão sempre os títulos. Os Sportinguistas têm um conjunto de características que os ajudam a rever-se no Clube mas, neste momento, há muita dispersão. Neste último ano tornou-se óbvio que existem vários tipos de adeptos. Existem os que ainda vivem no luto da anterior direção e que se comportam como uma espécie de FARC, sempre prontos a metralhar quem não gostam (mesmo com mentiras). Existem os que estão sempre prestes a salvar o Clube do que quer que seja pois são eles os detentores do mágico elixir que tudo cura. E existem os adeptos normais que entendem que estamos perante uma presidência normal, com altos e baixos e que será avaliada normalmente nas próximas AGs e Eleições. Até lá, que a bola bata sempre na parte de dentro da rede e consigamos o maior número de títulos possível.

A Academia está a ser melhorada a olhos vistos e o projeto de formação ganhou novos contornos. A formação não pode ser vista como a salvação do Sporting, tem que ser vista como uma fonte de recursos onde o Clube se reforça mas nunca a única. Ainda assim é importante ter qualidade em quantidade e comprometidos com o Clube. É claro que quando se fala na formação vêm mil piadas sobre colchões mas não posso fazer nada para mudar a opinião de quem se comporta como um chimpanzé a atirar fezes a quem passa no zoo.

A nível de comunicação, parece que abandonámos de vez o belicismo e começámos à procura de outra linha. Acho que estamos piores nas redes sociais mas melhores na maneira como lidamos com os players da comunicação social. Há uma linha ténue que separa as notícias da propaganda mas é sempre (SEMPRE!) melhor ter pessoas a nosso favor do que contra.

Já a oposição nunca desapareceu. Os eternos "esqueletos" Ricciardi e Dias Ferreira têm sido o rosto mais visível de uma certa oposição. Os tais que acham ter o tal elixir. Também se joga uma campanha suja nas redes sociais onde se tenta ofender o mais possível. Campanha essa levada a cabo por muitos daqueles que criticavam, e bem!, as campanhas sujas contra o anterior Presidente. A democracia não pode ser só boa quando ganha quem nós queremos. É saudável haver oposição mas que seja feita às claras e com medidas para ajudar o Clube em vez de uma política de terra queimada.

No fundo, apesar de tudo, foi um ano normal na vida do Sporting. Conquistaram-se títulos, perderam-se outros. Bem sei que alguém dirá "temos a responsabilidade de ganhar tudo" e é verdade. Mas não se conseguiu. O que se conseguiu foi trabalhar para que a cada ano se tenham mais condições para que "se ganhe tudo".

 

Palmarés 2018/19

Futsal Masculino - Liga dos Campeões, Supertaça, Taça de Portugal

Futsal (sub20) - Campeonato Nacional

Hóquei em Patins - Liga Europeia

Andebol (juniores) - Campeonato Nacional

Voleibol (feminino) - 1º Lugar (II divisão)

Atletismo (masculino) - Campeonato Nacional de Estrada, Campeonato Nacional de Corta-Mato

Atletismo (feminino) - Campeonato Nacional de Estrada, Taça dos Clubes Campeões Europeus de Corta-Mato, Campeonato Nacional de Corta-Mato, Campeonato Nacional de Pista Coberta, Taça dos Clubes Campeões de Pista Coberta, Campeonato Nacional ao Ar Livre

Judo (masculino) - Liga dos Campeões, Campeonato Nacional

Ténis de Mesa - Tetra Campeões, Taça de Portugal, Supertaça

Râguebi - Taça Ibérica

Râguebi (feminino) - Campeonato Nacional, Taça Ibérica, Taça de Portugal, Supertaça

Natação - Octacampeões Nacionais

Ginástica (trampolins masculinos) - Campeões nacionais por equipas

Goalball - Campeões europeus (masculino e feminino), Campeonato Nacional, Taça de Portugal, Supertaça

Futebol - Taça de Portugal, Taça da Liga

Futebol (sub15) - Campeonato Nacional

Futebol (sub14) - 1º lugar na Divisão de Honra AF Lisboa

Futebol (sub14 B) - 1º lugar na Divisão de Honra AF Lisboa

Palmarés 2019/2020 (até ao momento)

Futsal - Supertaça

Judo - Jorge Fonseca campeão do Mundo (< 100kg), Daria Bilodid campeã do mundo (< 48kg)

 

Que verdade, José Eduardo?

Quando comecei a escrever nesta referência da blogosfera leonina, pensei numa linha condutora que me propus a seguir sempre que escrevesse um texto. Um dos itens dessa linha era evitar referências diretas a terceiros.

Infelizmente, ao ler a frase de José Eduardo "Liderança não quer dizer nada. Está a esconder-se a verdade aos sportinguistas", não resisti e senti-me forçado a quebrar essa regra (pela segunda vez).

Realmente, a liderança à terceira jornada não quer dizer grande coisa. Mas quer dizer qualquer coisa. A primeira coisa que quer dizer é que até ao momento perdemos menos pontos que os demais dezassete clubes do nosso campeonato. Também quer dizer que alguns que profetizavam a desgraça não estavam tão certos como acreditavam estar no alto da sua torre de marfim.

O Sporting vive-se em todos os  estratos sociais. Vive-se nas mais variadas casas. E quando o Bruno Fernandes guiou magicamente a bola para o acrobático encosto de Raphinha, a grande maioria gritou golo e pensou "em primeiro". Infelizmente, alguns engoliram em seco e pensaram "isto estraga-me os planos".

Gerir uma associação desportiva deve ser algo muito complicado. Em Portugal é sinónimo de se ver a vida toda exposta em jornais, blogues e televisões. É também sinónimo de insultos diários e difamações constantes. Mas é ainda mais complicado quando a associação desportiva se chama Sporting Clube de Portugal. É que há sempre alguém a fazer exercícios de aquecimento na esperança de entrar a seguir.

Nas passadas semanas tivemos Ricciardi e Dias Ferreira, hoje temos José Eduardo. Os argumentos são sempre os mesmos. São vazios e assentes no preconceito. O termo "estagiário" não vem por acaso, é baseado na relativa juventude da equipa que compõe o Conselho Diretivo e tem por objetivo desacreditar pessoas criando um estigma.

Há tanta crítica construtiva que se pode fazer, há tanta maneira de ajudar o Clube a ser maior a cada dia que passa. Porque é que se escolhe sempre esta política de terra queimada onde se tenta destruir o clube quando não está lá alguém que não é nosso amigo?

É como nas relações, não é por destruirmos a auto-estima d@ noss@ parceir@ que garantimos que fique connosco para sempre. Era tão bom que os Sportinguistas, principalmente os "notáveis", percebessem isso.

 

Ressabiando às segundas

Considero-me um tipo bem resolvido, alguém que não se deixa afectar pela maioria dos temas mas, confesso, perco as estribeiras com o barulho gerado quando o Sporting não tem um resultado positivo. E não falo das mais que legítimas críticas, falo dos recentes "Era isto que queriam, não era? Chupem 71%!".

Este texto nasce parcialmente do ressabiamento que sinto ao ler frases desse tipo. Primeiro porque não pertenço aos "71%", depois porque é importante que se respeite a vontade dos sócios. Irrita-me a radicalização dos adeptos, expressa em frases que parecem ser para debochar mas que são um vazio de inteligência ou de criatividade. São apenas a repetição dos mesmos chavões ad nauseam. "Mas agora temos glamour", "Somos gente de bem", "importante é que ninguém se aleijou". Zero inteligência. Apenas um comportamento de manada a repetirem-se e a "gostarem"-se uns aos outros. Um exercício de masturbação intelectual baseada em likes doutrinados.

Dia após dia, os mesmos argumentos já gastos, debotados e comidos pelo sol. Somam-se os pontuais picos de felicidade (êxtase?) onde podem implicar com uma foto de Varandas na praia. Como se uma pessoa ir à praia fosse sinónimo de ser melhor ou pior, mais ou menos competente. Mas, comentando, ainda bem que vai à praia. É sinal que está de consciência tranquila e consegue gerir o seu tempo para também viver. Mens sana in corpore sano.

É por isso que as vitórias do Sporting me sabem cada vez melhor. Primeiro porque são uma vitória do Sporting, depois porque garantem um par de horas de silêncio por parte dos "clones". Não são todos os mesmos mas são todos iguais. A falta de originalidade é tanta que um chegou a pedir que mandasse beijos à minha mãe (lembram-se da origem?). Tinha pensado fazer uma piadola básica como "a minha mãe aceita beijos, a tua aceita notas" mas decidi deixar isso de lado e pensar no ridículo (mais um) da situação. Como se a cortesia de oferecer beijos a uma simpática senhora a pudesse ofender de alguma maneira. Talvez devam beijar mais as próprias mães, talvez esse azedume desapareça...

Varandas tem defeitos, Keizer tem defeitos, Hugo Viana tem defeitos, o plantel tem defeitos, etc. Parece-me óbvio que sim, é apenas natural que as pessoas tenham defeitos. O que não é natural é que se aja como uma seita de babuínos a celebrar quando algum desses defeitos resulta em algo menos bom para o clube. Só um tipo de pessoas pode ficar feliz com isso: os que defendem a política da terra queimada, onde esperam que tudo corra tão mal que será fácil aparecer e parecer competente. É uma estratégia.

 

Fel deitado para fora, vou agora continuar a minha segunda-feira. Dia após o qual o Sporting venceu o Braga.

 

P.S. - Votos de recuperação rápida à nossa colega Marta Spínola.

Primeiro abutre no céu

José Eduardo, vocalista da banda Ricciardi, já veio dar as suas calorosas palavras de alento para o bem do clube.

"O clube foi atingido por uma catástrofe enorme a vários níveis. A partir desse momento não se conseguiu reorganizar... nem vai conseguir. O clube está completamente fraturado. É muito difícil unir esforços em torno da equipa quando toda a gente tem opinião sobre tudo. Depois começam as dúvidas e quando os resultados não aparecem os responsáveis entram em stress e quando isto acontece não tomas as melhores decisões. Por isso, o Sporting está aqui num beco sem saída. Vem aí um jogo com o Sp. Braga fundamental e caso o Sporting não obtenha um resultado positivo, creio que estaremos perante uma crise de grandes dimensões"

Valha-nos José Eduardo, eterno otimista, para motivar os sócios e adeptos. Agora sim podemos encarar o futuro com mais esperança.

Ainda hoje, também Dias Ferreira escolheu vir apoiar incondicionalmente o Sporting com as seguintes declarações.

 

"Foi uma entrada em falso, mas – ao que parece – é normal. É aceite com naturalidade. O presidente diz que não está preocupado e eu, eventualmente criticado quando digo que estou, é melhor dizer que estamos tranquilos. Quando o Sporting leva 5-0 no primeiro jogo oficial e faz a pré-época que fez porque é que tenho de ficar preocupado?"

Uma pena que o adepto Dias Ferreira ainda não tenha explicado ao eterno candidato Dias Ferreira como se comportar.

Seis minutos e meio

Keizer disse que estivemos bem até aos seis minutos e meio, momento em que sofremos o golo.

Tendo em conta que o único jovem da equipa era Thierry Correia, como é que se justifica que uma equipa de homens feitos trema perante um Marítimo treinado por um tipo que teve uma vitória em toda a última edição da liga?

Seis minutos e meio. O que se passa, Sporting?

A única conclusão possível

Bruno Fernandes está, para o Sporting, bem acima do nível que Ronaldo esteve para o Real Madrid. Só assim se justifica a conquista de dois títulos na última época. Keizer não parece melhorar o futebol. Muito menos compreender como funciona Portugal.

Depois de levar cinco, entramos em campo como se fosse mais um amigável. Falta mentalidade e isso começa num rosto, o do treinador.

O que fazer para melhorar?

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