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És a nossa Fé!

#Covid71 e a desrespeitosa atitude de Bruno de Carvalho

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Acaba de ser confirmada a quinta morte por infeção de Covid-19 em Portugal, em Itália morre o equivalente à queda de dois aviões por dia, e ainda assim o destituído (e protocandidato a) presidente, Bruno de Carvalho, acha que é a melhor maneira de se referir às pessoas que têm uma opinião que não vai ao encontro da sua.

Está no seu direito de ser idiota, é claro. É sempre melhor quando os idiotas falam, permitem-nos saber quem são. Mas a História não se esquecerá deste momento. Faria melhor figura se consultasse num dicionário a palavra indemnizar.

Assim, quem é que quererá treinar o Sporting?

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O Sporting venceu, esta semana, o Boavista e o İstanbul Başakşehir com exibições personalizadas e, acima de tudo, qualidade.

Uma pequena declaração de interesses: Já tive oportunidade de falar com Silas. Gosto do Silas enquanto Homem, acho que inventou em alguns jogos e nem sempre estou de acordo com o que diz. Mas há algo importante: Silas é treinador do Sporting e tenho a certeza que faz sempre o melhor possível pelo Clube. Aliás, qualquer treinador sentiria imenso a falta de Bruno Fernandes e Jorge Silas conseguiu estabilizar o Sporting e metê-lo a jogar à bola.

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Em dia de jogo, o Record faz uma capa onde deturpa as palavras de Jorge Silas, dizendo que "Silas atira-se a Bruno". Jorge Silas sempre manteve uma excelente relação com Bruno Fernandes e na conferência de imprensa disse apenas o normal: o mercado traz instabilidade aos jogadores. E tanto traz ao Bruno, como ao Manuel, como ao Joaquim. O Record, talvez por não suportar o Sporting ter sido o único clube português a vencer na Liga Europa, não se conteve e decidiu lançar carvão.

A imprensa ser hostil ao Sporting não é novidade nenhuma. Desde que me conheço como pessoa que sinto isso. O que é novidade é total inércia da direção do Sporting no que toca a defender o seu treinador. Uma total insolidariedade institucional para com quem, por muitos defeitos que se lhe encontrem, é quem dá a cara todos os dias pelo Sporting.

Ainda sobre as obrigações da Direção: vimos ontem Nuno Almeida a ser chamado pelo VAR para assinalar uma grande penalidade a favor do Sporting e a ignorar olimpicamente a entrada de carrinho de Ricardo Costa sobre o pé de Gonzalo Plata. Mais uma vez, silêncio total da direção sobre o não ter sido assinalado o penalty. Silêncio total sobre um árbitro ignorar um VAR. Silêncio total sobre o Sporting ter sido, mais uma vez, prejudicado por Nuno Almeida.

 

A direção do Sporting é eleita para defender os interesses do Sporting. Nesses interesses estão os adeptos, sócios, profissionais, resultados, títulos, etc etc. Num só dia, a Direção conseguiu-se alhear de duas ofensas gravas aos interesses do Sporting.

Assim, sem solidariedade, sem querer proteger o Clube, quem é que quererá treinar o Sporting Que compromisso podemos pedir a um treinador quando o deixamos assim desprotegido?

Ser Rambo não dá bom resultado

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"Queria pedir desculpas aos jogadores, eles são as verdadeiras vítimas [...] prejudiquei gravemente as vítimas, a instituição Sporting e a própria Juve Leo."

É uma das frases a reter de todo este processo. 

Todas as vezes que estamos nas redes sociais a insultar tudo e todos. Todas as vezes que, numa discussão numa caixa de comentários, ameaçamos alguém com violência... Há sempre uma consequência.

Às vezes a realidade apanha-nos. E, a estes rapazes, apanhou da pior maneira. Quando deram por si, estavam a agredir jogadores do Clube que amam (acredito que o façam). Quando deram por si estavam a ser detidos e hoje, quase dois anos depois, estão sentados em tribunal. Provavelmente prestes a serem, e bem, condenados.

Estamos no século XXI, devíamos ser capazes de discutir sem chegar a este ponto. Devíamos ser capazes de verbalizar a nossa opinião sem agredir o nosso interlocutor.

Ser Rambo não dá bom resultado.

A morte do dragarto

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Foram estas as frases que ecoaram do testemunho de Pinto da Costa sobre Alcochete:

"Vou responder ao que me perguntarem. Ninguém falou comigo, recebi uma notificação para estar aqui, não faço ideia do que vou dizer porque não sei o que me vão perguntar. Tudo o que eu souber responderei. Não sei por que fui arrolado, não há problema nenhum"

"Lembro-me de todos os presidentes do Sporting e ainda hoje mantenho excelentes relações com alguns deles, como Sousa Cintra, Dias da Cunha, Soares Franco e Godinho Lopes"

"Lembro-me que Bruno de Carvalho tinha tido 90% numa AG e de repente começou a ser contestado por toda a gente." O presidente do FC Porto recorda uma troca de palavra entre Bruno de Carvalho e Jaime Marta Soares, que o deixou "chocado". Bruno de Carvalho disse que Jaime Marta Soares também era "croquete", "fui eu que o salvei". O presidente da MAG terá ripostado: "Deviam eram ser todos destituídos".

"Não percebi por que vim cá. A sra juíza agradeceu a minha apresença e disse que não era da responsabilidade dela eu ter sido chamado, sentiu que eu não podia adiantar muito. Felizmente desconheço este processo. Nem sei onde é Alcochete... O tempo foi uns 5 minutos, o resto foi de espera. Eu não podia dizer nada porque felizmente deste processo só sei que foi dia 15 de maio"

 

Que isto sirva para abrir os olhos a todos os que acham que estamos bem sendo uma bengala do Porto. O Sporting vale muito mais que uma mantinha nas pernas.

Só há uma cura para o racismo

Quando era criança, na minha rua havia um preto. Na minha turma havia duas. Depois mudei de escola, comecei a andar de transportes públicos e a minha realidade mudou. Começámos a jogar à bola todos os dias. Pretos, brancos e ciganos.

Quando entrei para a faculdade, conheci um dos meus melhores amigos. É asiático.

Comecei a trabalhar, vieram os Emirados e conheci dezenas de outros árabes e asiáticos.

Hoje, em minha casa, jantam pretos, judeus e asiáticos à mesma mesa.

Só há uma cura para o racismo: falar com pessoas.

Em quem pensam votar os "Obrigado 71%"?

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Esta questão não é 100% inocente, por isso vou contextualizar: Vemos algumas pessoas a culpar os "71%", que destituiram Bruno de Carvalho, pelo actual estado do Clube. São também muitas dessas pessoas que pedem a destituição de Varandas. Assim sendo, e não podendo votar em Bruno de Carvalho, em quem votarão? E, ao votarem nessa pessoa, não estarão, de alguma forma, a tornar-se parte dos 71%?

Braga vence Taça da Liga com ajuda de Bruno de Carvalho e Sousa Cintra

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O Sporting de Braga acaba de se sagrar campeão de Inverno, conquistando a Taça da Liga. E não vale a pena dizer que é uma competição menor pois ainda está para nascer o título do qual nós podemos abdicar.

O onze inicial do Braga contou com João Palhinha e Ricardo Esgaio. No banco esteve Wilson Eduardo. Três jogadores que o Sporting ofereceu, de borla, ao Sporting de Braga.

Estes três jogadores hoje conquistaram um título enquanto nós estamos no sofá. Obrigado, Jorge Jesus e José Peseiro. Obrigado, Sousa Cintra e Bruno de Carvalho. Reforçaram um rival, goste-se ou não, e contribuiram directamente para esta conquista.

Uma lição para a maneira como gerimos os nossos recursos. Quanto mais talento vamos ver desperdiçado a vencer títulos por outros clubes?

Bem, ao menos é Sábado.

Vamos deixar de fora os eufemismos: o Sporting está fodido. Não há sugar coating possível para melhorar isto. E o maior problema do Sporting é não ter só um problema mas sim vários.

Confiança

O Sporting é um clube traumatizado. E não é de hoje. Já em 2010, Paulo Bento dizia que os jogadores do Sporting tinham ficado complexados quando viram o Benfica de Jorge Jesus a jogar à bola e que isso os inibiu.

Não sei, nem sabe ninguém(?), porque cantamos o fado neste tom traumatizado mas é cada vez evidente que o Sporting não consegue "performar". É um clube que vive assustado com o que se passa lá fora, com medo da concorrência. Basta ver outros dois casos recentes. Em 2015/16 andámos no primeiro lugar a tremer até sermos ultrapassados pelo Benfica, depois disso ganhámos todos os jogos de forma convincente até ao final do campeonato. O outro caso é também bastante exemplificativo. Na recta final do campeonato passado, já sem pressão, conseguimos uma série de vitórias que nos aproximou do Porto. No momento em que podemos incomodar o Porto e tentar passar para a frente, empatamos em casa com o Tondela.

Um amigo perguntou-me "Se o Sporting jogasse com Gabriel e Taarabt no meio-campo contra um Benfica com Bruno Fernandes e Wendel, por quantos achas que perdíamos?". E é verdade.

Paulo Futre e João Moutinho saem do Sporting para vencer títulos europeus pelo Porto.

Se o John Holmes fosse o Sporting, tinha morrido de SIDA na mesma mas virgem.

 

Competência

O Sporting teve duas oportunidades para contratar Rafa, em ambas falhou para Braga e Benfica. Ontem marcou-nos dois golos. Também Cervi chegou a ter tudo pronto para assinar pelo Sporting mas alguém saiu do quarto de hotel sem ter o papel assinado e alguém do Benfica bateu à porta.

O Sporting teve a oportunidade de reclamar da dualidade de critérios que afastou Coates do derby enquanto permitiu que Ruben Dias jogasse, não o fez. O Sporting teve oportunidade para criticar a exibição de Jorge Sousa contra o Porto, ontem esteve no VAR.

O Sporting já podia ter vendido Bruno Fernandes, por mais ou menos dinheiro, mas mantém esta angustiante espera que não é benéfica para ninguém. Também podia já ter contratado o ponta de lança que precisamos.

O Sporting ofereceu Esgaio, Wilson Eduardo e Palhinha ao Braga. Também "dispensou" Ivanildo Fernandes e Matheus Pereira para ficar com gente pior.

 

Visão

No Sporting não se compreende a importância da Fé do adepto. Da ligação emocional criada com o clube. No Sporting não há ídolos. Até Bruno Fernandes, provavelmente o melhor jogador dos últimos trinta anos, é tratado como "rato".

O Sporting não percebe que o adepto não quer saber dos balancetes ou dos exceis, o adepto quer encher-se de esperança e manter essa chama viva até ao mais longe possível na temporada. O adepto quer acreditar que o Sporting, se quisesse, podia ir buscar o Cristiano Ronaldo outra vez.

O Sporting não percebe que o discurso miserabilista só afasta as pessoas. Que sermos coitadinhos não traz nenhuma vantagem, antes pelo contrário.

Dizer que não há dinheiro não é aceitável quando se geriu (gere?) mal os activos que se tem. Para ficar em quarto (ou quinto) não é preciso ter reforços a receber 2M/ano. Para ficar em quarto (ou quinto) um Pedro Mendes é melhor que um Jesé. Um Joelson é melhor que um Fernando. Um Esgaio é melhor que um Rosier. Um Palhinha é melhor que um Doumbia. Um Wilson Eduardo é melhor que um Bolasie.

Cegos, há anos.

 

Futuro?

Haverá, sem dúvida. Mas ainda é preciso tanto trabalho para que possamos começar a pensar em voltar alguém relevante no mundo do futebol.

Bem, ao menos é Sábado.

O que o árbitro quiser

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Semana exemplificativa do que é desporto nacional por estes dias.
Na sexta-feira, o Desportivo de Aves apanhou-se a vencer no Estádio da Luz. O árbitro, Carlos Xistra, conseguiu ver um penalty que permitiu o empate e catapultou o Benfica para a vitória.


Um par de horas depois, o Moreirense marca um golo contra o Porto e meia-dúzia de minutos depois prepara-se para fazer o 2-0 quando o árbitro, Artur Soares Dias, escolhe apitar antes da bola entrar, não dando hipótese ao VAR de averiguar se o golo seria legal ou não. O Porto apanha balanço e acaba por vencer o jogo.


Já no domingo, o futebol feminino deslocou-se ao Estádio da Tapadinha para defrontar o Benfica na primeira jornada da Taça da Liga em futsal. O Sporting vencia por 2-1, graças a um golo de levantar o estádio de Diana Silva, quando a árbitra, Catarina Campos, inventa um penalty de Carole Costa e acaba por expulsar a central Sportinguista. O Benfica acabou por empatar o jogo.

O domingo não fecharia sem mais um exemplo gritante. Na final da Taça da Liga, o Benfica atinge as cinco faltas a sete minutos do final. Um minuto depois, faz a sexta falta sobre Cardinal. Em qualquer outro lado do mundo seria livre direto para o Sporting. Mas no Pavilhão do Centro de Congressos de Matosinhos, o árbitro, Rúben Santos, assinalou a falta ao contrário. Na sequência do lance, o Benfica acaba por se adiantar no marcador e vencer a partida.

Terça-feira, mais um jogo onde o Benfica se encontra a perder em casa e o árbitro, Artur Soares Dias, a "mando" de Rui Costa perdoa a expulsão a Rúben Dias. Como nenhum outro resultado é permitido em Portugal, o Benfica acabou por vencer o jogo.

Amanhã joga-se o derby da cidade de Lisboa. Um jogo histórico do qual Coates foi afastado por um árbitro, Tiago Martins.

Ferran Soriano escreveu um livro chamado “A bola não entra por acaso” e é bem verdade. Infelizmente, em Portugal, o resultado não é ditado pelo mérito, nem pela sorte do jogo ou pela estrelinha de campeão. O resultado é o que o árbitro quiser!

Carlos Xistra e o VAR salvam o Benfica de derrota humilhante

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Aos 20 minutos já o Desportivo das Aves, último classificado, vencia no Estádio da Luz o campeão em título e primeiro classificado da Liga Bordel Portuguesa. Weigl estava a fazer uma exibição cinzentona e o Benfica meteu em campo os seus verdadeiros reforços: Carlos Xistra e o VAR.

 

Xistra expulsa, e bem, André Almeida mas o VAR manda-o erradamente recuar na decisão.

 

 

 

Momentos depois, Xistra inventa esta grande penalidade a favor do Benfica. Grande penalidade que, por "motivos técnicos", o VAR não teve como validar ou contestar. A inexistente penalidade é assinalada por uma não-falta sobre Vinicius que devia ter sido expulso minutos antes por agredir o guarda-redes do Aves, algo que nem o Xistra nem o VAR viram.

 

 

 

Estava feito o empate. E, para piorar tudo, o golo que sela a reviravolta é por André Almeida, que havia sido expulso.

É este o campeonato português. O campeonato da mentira que nos enfiam pelos olhos semanalmente enquanto nos embalam com cânticos sobre constipações.

É neste futebol e neste país que vivemos. Triste, muito triste.

Como nascer um furúnculo no rabo

"Em 26 anos, nunca pensei assistir a uma coisa daquelas. Resumindo, fomos motivo de chacota. O sr. presidente chegou a dizer-nos, mais propriamente ao meu treinador, que não estava preocupado com a Taça de Portugal. 'Oh Jorge, estás preocupado com a Taça de Portugal? A Taça de Portugal, para mim, é como nascer um furúnculo no rabo'", terá dito Bruno de Carvalho, de acordo com Mário Monteiro.

É claro que as coisas têm que ser contextualizadas e tínhamos acabado de ficar fora da Liga dos Campeões mas, para o Sporting, ganhar a Taça de Portugal não pode ser tão pouco apetecível como nascer um furúnculo no rabo. Nunca.

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Ontem Rui Patrício confirmou, sem surpresa, que o plantel negou um prémio de quinhentos mil euros para vencer o jogo contra o Benfica.

A informação pareceu chocar muita gente mas, na minha opinião, foi uma decisão bastante sensata. Quando se está numa relação profissional que se pode considerar tóxica, ao aceitar dinheiro adicional para realizar o nosso trabalho estamos a passar a idea de que a nossa dignidade tem um preço

O plantel escolheu não aceitar esse dinheiro e manteve a sua moral no higher ground.

Todos sabemos o triste desfecho dessa época mas de serem mercenários para ganhar jogos ninguém os pode acusar. Já sobre as rescisões tenho outra opinião.

Estamos nisto sozinhos?

Hoje o Sporting perdeu. Jogou o suficiente para não perder mas perdeu. É a dura realidade. Acabamos esta jornada de volta ao quarto lugar, a dezasseis pontos do primeiro lugar e a doze do segundo. Não faz sentido atirar a toalha ao chão mas também não faz sentido andar a fazer sugar coating.

Para mim, a grande derrota da noite não foi em campo. Foi no momento imediatamente a seguir. Alex Telles devia ter sido expulso ainda na primeira parte. Nem falta Jorge Sousa assinalou. E nós nem um piu. Silêncio, calados, resignados, vergados.

 

Eu, como outros Sportinguistas, não preciso que a direção critique a arbitragem para saber se foi boa ou má. Mas, depois de um fim-de-semana onde há um penalty não assinalado de Rúben Dias e uma expulsão perdoada a Alex Telles, é deprimente ver Sportinguistas a dar o peito, olhar para trás e não ver ninguém. É deprimente perceber que não exigimos que nos respeitem.

Eu acredito que esta direção ainda pode dar muitas alegrias ao Sporting. Mas não é aceitável que não exija o respeito dos restantes stakeholders do futebol português. Termos Sportinguistas lixados (com F) com isto e ver a direção calada é pior que um murro no estômago. É uma chapada da dura realidade. Estamos nisto sozinhos?

Sporting Sempre!

Afinal quem é que sabia?

Quantas vestes foram rasgadas nas pouco menos de cem horas que separaram os jogos contra o Lask e contra o Santa Clara?

Uma vergonha o onze, não se devia ter gerido pois havia um pote onde era preciso ficar e estávamos a comprometer o futuro na Liga Europa (onde nem devíamos ter estado pois devíamos ter ficado em sétimo no ano passado).

O relógio é inimigo do ansioso e o melhor amigo do paciente. Hoje, após a dupla deslocação aérea, sabemos que, apesar de estar no pote do terror, vamos enfrentar o İstanbul Başakşehir (nada está ganho mas parece mais acessível que Arsenal, Manchester United, Ajax, Inter de Milão, Sevilha ou Salzburgo). Sabemos também que o Sporting enfrentou um organizado Santa Clara e venceu sem contestação.

Talvez Silas perceba um bocadinho mais de futebol do que quem opina...

Viremos agora agulhas para o difícil jogo contra o Portimonense no próximo sábado. Como diz o colega escriba Pedro Correia, o caminho faz-se caminhando. E será tão mais seguro o caminho do Sporting quanto os sócios e adeptos ajudarem a limpar os obstáculos da estrada.

Sporting Sempre!

O pânico de Luís Maximiano durante o Ataque a Alcochete

Seguem-se frases ditas por Luís Maximiano, hoje, durante mais uma sessão do julgamento de Alcochete. Leiam com atenção, imaginem o pânico e o horror que deve ter sido.

Estava a começar na equipa principal, era um sonho desde pequeno e pensei ‘O que é isto?’. Claro que fiquei assustado com o que vi acontecer, com receio de jogar e que viessem ter comigo também. Ficámos todos parados com o que aconteceu, ninguém teve capacidade de reagir perante aquilo.

 

A imagem que tenho é a do Vasco [Fernandes] tentar fechar a porta e ser empurrado, de entrarem as pessoas todas com máscaras, com capuz. Foi aí que percebemos que era algo mais sério… Da nossa parte não houve nenhuma conversa, foram logo em direção ao Rui [Patrício], ao William [Carvalho], ao Battaglia, ao Acuña…

 

Ao Rui vi que puxaram a camisola e acho que lhe deram um murro no peito, estava lá pelo menos um.

 

Com o Battaglia não sei quantas pessoas estavam lá porque estava na zona das macas, mais perto da porta, e atiraram o garrafão.

Ao Ludovico [Marques], o estojo atingiu-o penso que de frente, só vi o estojo de higiene a voar.

 

O Montero levou um estalo, um indivíduo veio por trás e deu-lhe um estalo na cara. Estava de pé e ouvi-o dizer ‘Mas porquê eu?’.

 

O Misic levou com o cinto na zona da cara, estava sentado e um indivíduo chegou lá e deu-lhe com o cinto.

 

O Acuña levou um pontapé mas acho que o empurraram para dentro do cacifo, havia mais do que um à volta dele. Estavam todos de cara tapada, só vi um com o cinto na mão. Se chegaram a tentar falar? Não, entraram e começaram logo a agredir.

 

– E sabe se algum colega seu precisou de assistência médica?
Sim, o Bas Dost, abriram-lhe a cabeça.

 

Mathieu acrescentou:

Naquele dia liguei logo para a minha mulher, porque não sabia se ia voltar a casa. Este episódio vai ficar para sempre na minha memória. Ainda hoje no final dos jogos me lembro deste episódio muito forte.

 

E ainda há quem desvalorize o que se passou. Como é que isto foi/é possível?

O momento determinante do jogo

O Sporting foi para o intervalo com uma confortável vantagem de três golos e o segundo tempo avizinhava-se um passeio no parque mas, aos quarenta e seis minutos, o PSV apareceu na área e criou a oportunidade para aquilo que podia ter sido o 3-1 e o princípio de quarenta e quatro minutos de nervos e coração nas mãos.

Felizmente houve Max. O jovem guarda-redes disse "presente" e defendeu o golo quase certo. Esta defesa manteve a equipa tranquila e ajudou a que a segunda parte fosse efectivamente mais fácil para o Sporting.

Os jogos são um somatório de momentos e neste momento Max foi determinante para a vitória folgada que se conseguiu.

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