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És a nossa Fé!

Choque com a realidade

Entre o picado e o empapado inclino-me para o segundo. Sem dúvida.

Era feito em papa que estava o meu ego sportinguista quando ontem deixei a Alvalade. Afinal, com a mesma consistência da nossa equipa perante o bulldozer vindo das Terras Baixas que jogou sempre em cima de nós, com altivez e superioridade.

Não quero crucificar ninguém, claro que não. No entanto, perante aquela coça vergonhosa que sofremos em casa na estreia da maior prova de futebol do mundo, fui incapaz de aplaudir os nossos jogadores no fim daqueles 90 minutos infernais.

Também não os vaiei. Nunca o faço. Mas bater palmas à equipa pareceu-me o mesmo que espancar o meu amor próprio. E um tipo tem de se dar ao respeito para memória futura. 

Campeões e heróis para sempre

A noite de 11 de Maio de 2021 foi gloriosa, as estrelas foi cá em baixo que brilharam. Primeiro no relvado de Alvalade depois desfilando junto de nós comuns mortais.

Nessas inesquecíveis horas vi-me a caminho do Marquês e dos 50 miúdo. Uma criança só tocada pela felicidade.

Passada larga, ritmo acelerado, sôfrego, assim fui ao encontro dos meus heróis. Nenhum deles de capa e espada ou com super-poderes, apenas super-humanos. E por isso maiores e mais extraordinários que qualquer dos presentes no Olimpo da Marvel. A cada passo entre a multidão que os exultava como eu, o seu heroísmo e a sua heroicidade seguiam em crescendo.

De olhos marejados e postos naquele mar de riscas verdes e brancas fui reconfirmando a imensa grandeza do clube que tem o leão como emblema e que ali recuperava o seu lugar natural. Reconquistava o trono com sangue, suor e lágrimas. À minha volta vozes gritando “Campeão!”, “Campeões!” numa magnífica vozearia existencial. O singular Sporting. O plural nós os do Sporting.

A noite foi do Sporting Clube de Portugal porque foi do Sporting Clube de Portugal a época 2020/2021. Conquistada com o sangue, o suor e as lágrimas deles. Dos 28 magníficos. Os verdadeiros campeões nacionais de futebol. Aqueles que serão heróis leoninos para sempre.

A chegada apoteótica dos nossos realizadores de sonhos assisti na companhia de um grande amigo com quem há anos apoio da bancada do nosso estádio as nossas equipas. Como ele chorei lágrimas iguais às dos milhares comovidos como nós, a emoção confirmando o quanto somos semelhantes: Irmãos, pais, filhos, netos, avós, todos família, feitos da mesma massa, vindos das mesmas dores e frustrações, umas provocadas por sacanices várias que a todos revolta e une, outras causadas pela incompetência que a todos custa e todos pode desunir.

Resistentes devotos e leais dedicados, ali estávamos fruto dos mesmos sonhos. Premiados.

Obrigado.

Que festa maravilhosa fizemos. Que maravilha de festa tivemos. Para trás ficavam cinco horas passadas em inúmeras ligações a pé para trás para frente, para cima para baixo Imaviz/Saldanha/Campo Pequeno/Saldanha/Imaviz. Uma tareia de cansaço e frio aumentada pelo desgaste da espera.

Valeu a pena.

Como coisa própria da magia vendo-os ali tão perto tudo se dissipou. Parecia que ali chegáramos poucos minutos antes. Sim! O que são cinco horas na imensidão de 19 longos anos de uma travessia do deserto? E tivessem sido mais as horas de espera que a recepção teria sido a mesma.

Inebriados saltámos e pulámos avenidas abaixo, cachecol no ar, totalmente indiferentes à chuva, entregues ao papel que nos cabia na guarda de honra aos campeões. Envoltos em fumo verde, iluminados pelo incessante fogo de artifício, sobre nós desceu ainda o espírito eterno de Maria José Valério e marchando leoninos demos também graças por não termos nascido lampiões. Confirmámos ao mundo que o mundo sabe que por este amor somos doentes e que faremos o nosso melhor para o ver sempre na frente. Faremos o que pudermos pelo nosso Sporting.

Mas a coroa da minha glória foi ter conseguido agradecer aos campeões. Era esse o meu maior desejo. Gloriosos eram eles. O lugar no Olimpo leonino é deles. A mim restava-me rebentar de orgulho e de emoção enquanto que da minha boca pouco mais saía que a palavra Obrigado! Obrigado!

Em bom rigor a minha linguagem foi sobretudo a não verbal. No meio dos festejos, do ruidoso entusiasmo, tolhido por emoções à flor da pele e por baixo dela, abafadas as palavras, a mímica apresentou-se-me como a melhor voz para lhes dizer o que tinha para dizer. O punho cerrado atirei-o dezenas de vezes contra o meu peito, ao encontro do leão, do lindíssimo emblema, das letras SCP.

Sorte a minha! Os verdadeiros guerreiros retribuíram a comunhão e como eu cerraram o punho e atiraram-no sobre o peito ao encontro do leão, do lindíssimo emblema, das letras SCP. Eles lá em cima eu cá em baixo, juntos, gritando Sporting! Família. Todos da mesma família.

Estive a um palmo dos nossos heróis e tive muita sorte. Olhei para o nosso capitão Coates e ele olhou para mim. Acredito que houve cumplicidade entre os dois. Que ele percebeu o quanto lhe estou grato. Igual ao que dele vemos em campo, mesmo no meio do rebuliço, do gigantesco alvoroço, Coates mantinha-se Coates. Discreto, sem bazófia ou vaidade, ele era mais uma vez a figura de referência, o comandante. Também ali o patrão da defesa se apresentava compenetrado, sério, solene, totalmente alinhado com o marco histórico celebrado. Dentro e fora de campo capitão e imperial, porque a representação cabal de toda a equipa. A taça era ele que a segurava e a imagem disso dava-nos a garantia de que o troféu, o tão ansiado e desejado título será bem defendido. Mais facilmente continuará em Alvalade do que o contrário.

Não teremos de esperar novos 19 anos para sentir esta alegria imensa. Acredito nisto. Acredito num futuro radioso para o nosso Sporting. Garantido pela formidável liderança de Amorim e do presidente Varandas, acima dele. Assegurado pela grandeza deste emblema comprovada pelos milhares e milhares de miúdos, alguns crianças, que vi desfilar noite dentro cachecol verde e branco no ar cantando emocionados as músicas com que todos vibramos. Também eles certos que o Sporting é campeão. E se o é sempre será. Seja-o durante anos consecutivos. De dois em dois anos. De cinco em cinco anos. Ou de dezanove em dezanove anos.

O Sporting é campeão. O Sporting sempre será campeão.

Parabéns, Sporting. Obrigado, Sporting

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Obrigado, leões. Que conquista admirável. Que caminhada gloriosa. Aos vossos pés caíram os campeões da Rússia, Espanha e da Europa. Estou como o Edmundo Gonçalves que tão bem fez em publicitar o vídeo que pode ser visto mais a baixo nos És a nossa fé. Momento arrepiante e inspirador para todos nós, e que deve ser visto e revisto e visto mais uma vez. Por nós adeptos e por todos os atletas à beira de conquistas maravilhosas de leão ao peito. Importantes são também as palavras do timoneiro Nuno Dias e do grande Capitão João Matos. Do João destaco o que ele disse sobre a identidade que dá a força a esta equipa. Cito de memória, certo que não vou atraiçoar o espírito: “Esta camisola é uma segunda pele. Sentimos o Sporting e esse sentimento faz a diferença na hora da superação, de dar o que falta para vencer. O Sporting é hoje o maior da Europa.” Parabéns, leões! E que a vossa gloriosa conquista europeia seja presságio de outras e admiráveis conquistas do Sporting Clube de Portugal.

Uma cultura de clube abjecta e deplorável

Tenho dificuldade em considerar o FCP um grande de Portugal. Além de ser um clube que nunca foi muito além da dimensão regional é também feito de mentalidade provinciana, convencida e querendo convencer que o mundo todo se uniu para o aniquilar. O mau julgador por si se julga e esta vitimização não é mais que uma invenção. Todos vemos que quem está contra todos são eles. Não sabem ganhar, não sabem perder, não sabem empatar. Vímo-lo mais uma vez em directo esta noite em Moreira de Cónegos. Foi cena chocante porque abjecta e assustadora.

A prova do que é feito aquele clube de cultura mafiosa foi-nos dada por um mascarado que, valha a verdade, a tromba escondida por trás da máscara só reforçou o comportamento jagunço que o ocultado teve ao impedir ao murro e ao pontapé que um repórter da TVI recolhesse imagens do grande líder que se apresentou segundos antes do ataque com postura seráfica, como se nada com ele fosse.

Passou-se isto no exterior do campo do Moreirense, minutos antes, dentro do terreno de jogo, o carroceiro-mor e um seu acólito da equipa de agressões - no caso o director de comunicação-, os dois comunicavam insultos ao árbitro e à mãe deste já depois do apito final que sentenciou aquele que foi para nós o tão saboroso empate que os Andrades tiveram com os moreirenses.

Em nome da justiça desportiva é fácil pôr Rúben Amorim três jogos seguidos na bancada. É muito mais difícil pôr esta corja no lugar. Há anos que eles actuam com o sentimento de impunidade, violando as regras e o espírito do desporto. Quando no desporto nem deviam ter lugar.

Também por isto é muito importante que o Sporting seja campeão. Acreditemos que esse será mesmo o novo normal.

Esforço, Dedicação, Devoção, cada vez mais perto da Glória

Ganhámos contra o Braga, contra o árbitro, contra o VAR, contra o sistema e contra o "se tudo for normal" do Pinto Costa; ganhámos até a nós próprios, que muitos dos nossos já davam a derrota como garantida. E se despediam já da conquista do título.

A quatro vitórias de nós sagramos o clube vitorioso desta temporada, acredito ainda mais que esta equipa vai ganhar o campeonato, vai ser campeã nacional e eu campeão com ela.

Que orgulho imenso neste fantástico grupo que representa como vi poucos de leão peito com Esforço, Dedicação, Devoção rumo à Glória deste monumental clube. 

Nunca mais é domingo

Jogo a jogo consolidar a liderança. É mantra que acredito será respeitado e concretizado na próxima jornada. Para isso ainda faltam uns dias mas o meu coração já vai batendo pelo embate de domingo.

Escrever aqui, para quem dos nossos quiser ler, que o mesmo sentimento leonino partilhe comigo, ajuda-me a reduzir a ansiedade destes tempos, dias extraordinários à volta e à beira de conquistar o feito há tanto sonhado.

Gostava que a equipa soubesse o que com ela vibro. As alegrias que já me deu. O que me tem permitido sonhar. A crença que por causa dela se instala em mim de que este ano é do leão. É do Sporting.

Ansioso e não menos esperançado dou por mim a contar o tempo até à próxima batalha. E trauteio a jura de amor, de fidelidade e de lealdade que sempre me emociona quando a declaro cantando nas bancadas do nosso belíssimo estádio. Que bonito era poder cantar tudo isto a esta equipa, fiel depositária da nossa fé e razão para tanto sonho.  

O mundo sabe que
Pelo teu amor, eu sou doente
Farei o meu melhor
Para te ver sempre na frente
Irei onde o coração me levar
E sem receio
Farei o que puder
Pelo meu Sporting
 
E todo o mundo sabe que
Pelo teu amor, eu sou doente
Então farei o meu melhor
Para te ver sempre na frente
E eu farei o que puder
Pelo meu Sporting
 

Continuamos a poder ser campeões sem derrotas, acreditemos

Muita malta temos entre nós que não acredita que podemos ser campeões. Fico sem perceber se desses a maioria é apenas racional e não quer alimentar expectativas que venham a sair goradas, ou se, por outro lado, não acreditam que esta equipa e o seu líder conseguem ser campeões. Achando deles que não têm estaleca nem futebol para tal façanha.

Parem com isso! Metam lá isto na cabeça: para esse discurso bota-abaixo e derrotista bastam os nossos adversários. E eles não são poucos. 

Ontem, a superioridade do Sporting relativamente ao B foi, é, de uma evidência indiscutível. Se a memória não me falha fizemos 27 remates à baliza, o B fez 2. Os mesmos que lhes deram os golos marcados nas poucas vezes que foram lá à frente, sem futebol que justificasse vantagem tão grande, a não ser a nossa ineficácia e erros defensivos, condenáveis, sim, mas não ao ponto de nos atirar para a forca.

Não contando com a cambada de trogloditas frustrados e anti-Sporting, ainda que se afirmem sportinguistas, sobram muitos pessimistas entre nós. E não devia ser assim. Ouvir tantos dos nossos dizerem a cada empate que "não jogamos nada", que "já fomos", que "isto vai para o Porto", "não, vai para o Benfica" é para mim um exercício de auto-fagia, estéril, infrutífero. Um mero passatempo masoquista. 

A malta, muitos de nós, fala como se o Sporting ganhasse campeonatos de dois em dois anos, de três em três. Como se no período dos últimos dez campeonatos tivéssemos sido bicampeões, tricampeões, tetracampeões.

Baixem a bola e apoiem a equipa. Não se distraiam com medos e desesperanças. Continuamos líderes. Invencíveis. Só dependemos de nós para conquistarmos o título. Chamem-me o que quiserem mas para mim tudo o que não seja apoiar expressamente esta equipa e acreditar nela, reconhecer que nunca esperámos que nos pudesse dar tanto, que é jornada atrás de jornada líder, que ontem apesar do empate deu mostras de ter fibra, para mim tudo o que não seja acreditar que este fantástico grupo nos pode dar o tão sonhado títitulo de campeão nacional de futebol é um atentado ao Sporting.

Cabeça levantada, leões

Bem nos avisaram que este dia ia chegar. E nós, antes do alerta, sabíamo-lo. É assim há décadas. Tantas quanto as que sofremos pelo nosso Sporting que a canalha aldraba, apouca, falta ao respeito.

A coisa podre já começou a espalhar-se. Cada vez mais nauseabunda. Os ratos, que de águia nada têm e de dragão (por maioria de razão) menos ainda,  abruptamente, deixaram de nos chamar campeões e - como sempre desejaram e de nós pensavam e pensam - passaram a colocar-nos de novo na posição de chacota. 

Eles às vezes por aqui passam, tenho por isso a esperança que me estejam a ler. Para vocês, lampiões e andrades, sem as escrever faço minhas as palavras do Rúben Amorim. As mesmas que tantas vezes gritei do meu lugar em Alvalade para todos aqueles que alimentam o miserável sistema que domina o futebol português e que com ele ganham. E não nos deixam vencer.   

Há semanas que não troco um dedo de conversa com lampiões e andrades sobre o percurso vitorioso do Sporting desta época. Há semanas que não lhes dou saída. Sinuosos, rasteiros, mentirosos, os nossos rivais foram dizendo-nos que íamos ser campeões. Aldrabões e dissimulados, sem um pingo de fair play e espírito desportivo, não conseguiam esconder o desconforto a cada vaticínio de glória leonina. Na tromba deles, sem que o controlassem, lá estava o incómodo disfarçado a cada sentença do tipo "está  arrumado" ou "podem encomendar as faixas", que "nós (eles) não temos hipótese nenhuma" porque "este ano é vosso". 

A estas investidas, diárias (várias ao dia), assobiei para o lado. Optei por entrar e sair do monólogo lampiânico ou andrade com a frase: "A mim não me vês a atirar foguetes antes da festa, nem sequer a comprá-los."

Empatámos duas vezes seguidas, perdemos 4 pontos, e mesmo que continuemos com 6 de vantagem sobre o segundo classificado, é vê-los já a rir alarves entre eles. Unidos na chacota contra o Sporting. Convictos que depois das duas escorregadelas, o Sporting vai estampar-se ao comprido e ficar mais um ano a vê-los festejar.

No entanto, fica-me a dúvida: qual deles fará a alegada festa?

"O Porto vai ser campeão", prognostica o primeiro, "não, o título é para o Benfica", remata o outro.

Levantando a cabeça constato que a conversa referida tem como interlocutores dois sportinguistas. E envergonho-me. Além disso fico com vontade de escrever este texto, misto de convocatória e pedido: não nos deixemos levar pelo sistema. Não deixemos que o sistema vença.

Como a canalha que tem tudo para nos tentar deitar abaixo - e disso tem feito uso sempre que pode dentro e fora das quatro linhas -, também nós temos tudo para sermos campeões. E vamos sê-lo. 

Não há aqui precipitação nenhuma nem estou a atirar foguetes antes da festa. Opto por replicar aquilo que Rúben Amorim certamente dirá no balneário, a cada treino, antes dos jogos, no intervalo dos jogos, após cada jogo. Vamos ser campeões, leões. Dirá RA e nós devemos e temos de acreditar nele. Neles! O castigo de 15 dias aplicado ao nosso timoneiro não o calará, nem impedirá os jogadores de o ouvirem dizer que vamos ser campeões. E de o dizerem entre eles. Vamos ser campeões.

Cabeça levantada, leões!  

 

Nem deslumbrado nem derrotista

Não sejamos bipolares. Dos dos nervos e das emoções e dos que acham que isto é a dois, que é só dos dois do costume. Não é. Estamos cá nós para o provar. 

Isto é uma maratona e ninguém nos disse que ia ser fácil. Antes pelo contrário. Como aliás ninguém nos prometeu uma corrida de duzentos metros sem barreiras. Antes pelo contrário.

Aqueles que nos representam, no campo e fora dele, têm sido verdadeiros connosco. Desde a primeira hora que nos ensinaram que isto é jogo a jogo. E que é muito difícil. Muito difícil.

Se nunca me deslumbrei com a campanha extraordinária que temos feito esta época - os foguetes nem sequer os comprei quanto mais tê-los atirado! -, também não vou embarcar no discurso de que está tudo perdido porque encaixámos dois empates seguidos e perdemos a confortável vantagem de dez pontos para o segundo classificado. 

Ontem custou a não conquista dos três pontos. Chiça se custou... Perdidos ainda por cima por culpa nossa.

Falhámos, não uma carrada, mas um camião de golos cantados. Fomos de uma superioridade técnica e táctica face ao adversário indiscutível. E não quero com isto garantir uma vitória moral, que dessas está o Inferno verde e branco cheio.

Talvez tenhamos jogado a passo num ou noutro momento do jogo, mas as mexidas na equipa (porventura algumas delas tarde) produziram jogo de equipa grande, reduzindo o adversário ao seu reduto defensivo. Não me quero enganar nem a ninguém, julgo que o Famalicão desde o golo que marcou só rematou de novo à nossa baliza na segunda parte e esta avançada. 

Têm dúvidas na equipa, não tenham.  Se tiverem dificuldade em nela acreditar, aconselho-vos, vejam a conferência de imprensa do Rúben Amorim no pós-jogo. Aquilo é um bálsamo de lucidez, determinação, rumo e liderança. Já tenho ouvido que o nosso timoneiro estava ontem mais nervoso e instável do que o habitual (leitura inicialmente propagada pelos narradores televisivos da partida), discordo. Vi um RA igual a si próprio. Comprometido com a equipa,  tomando-lhe as dores e investindo nela pondo-a mais ofensiva. Querendo ganhar o jogo.

O fecho deste abrupto tem confiança e crença suportadas pela consistência que este Sporting tem apresentado já lá vão meses e largos: Jogo a jogo vamos ser campeões!

Só ganhámos um ponto por culpa nossa

Falhámos golos, muitos. Gerimos o resultado, cedo demais. Para mim foram estas as principais e mesmo únicas razões para sairmos de Moreira de Cónegos sem a confortável vantagem de dez pontos sobre o segundo classificado do campeonato.

Quero com isto dizer o óbvio: continuamos líderes e ainda com uma folga considerável sobre o rival mais directo, mas isto é mesmo jogo a jogo. E eu nunca atirarei um foguete antes da festa. Nessa esparrela não caio.

E se é certo que no próximo embate ainda poderemos dar-nos ao luxo de falhar golos e gerir o resultado cedo no jogo, também espero que assim não seja. Primeiro porque não tenho nervos para uma coisa dessas e depois porque penso que o Sporting é equipa grande, capaz de vitórias categóricas, feitas de controlo e domínio do jogo. Como tão bem tem demonstrado ao longo da esmagadora maioria das jornadas desta época.

O nosso Sporting está bem, muito bem

Dizem-nos isso a classificação no campeonato nacional, as exibições da equipa, o excelente treinador que a orienta, a Direcção que o contratou, a estrutura do futebol que tem verdadeiramente actuado em prol do magnífico grupo de atletas e profissionais que vestem a verde e branca, todos. Entre eles Dário Essugo que fala assim sobre a estreia na equipa principal aos 16 anos e sobre o seu futuro de leão ao peito.

«Um misto de sensações, foi inexplicável. Passou-me tudo pela cabeça depois do apito final. Foi quase um flashback de todas as coisas que passei, de todo o trabalho. Estrear-me pelo Sporting foi algo com que sempre sonhei e, por isso, foi motivo de orgulho. Estou muito feliz.»

«Há dois anos tinha definido o objetivo de estrear-me e estar na equipa principal aos 16 anos. Ao conseguir esse objetivo, torna-se tudo ainda mais importante. Também há outros fatores, ter jogadores fantásticos, equipa e estrutura fantásticas.»

O Sporting no país dos invejosos e vingativos

Rodeado de taças (de champagne, presume-se), ocultado por imensa quantidade de títulos (de jornal), com que espírito estará o presidente da ANTFP - Associação Nacional de Treinadores de Futebol uma Porra?

Está visto que ANTFP de futebol e de treino só mesmo os da aposta nos modelos e nos sistemas da golpada, do anti-jogo, do bloco rasteiro.

A ANTFP joga, melhor, desjoga fora das quatro linhas do relvado. O jogo a que se dedica é aquele que se disputa dentro das quatro linhas dos gabinetes. É agente do futebol no mais baixo grau a que tantos o remetem. A começar pela Associação Nacional de Treinadores de Futebol uma Porra.

Quantos foguetes terá já atirado José Pereira, o grande orientador de equipa... de gabinete que vergonhosamente atenta contra a competência e carácter do mais bem sucedido treinador do futebol português do momento? 

Gostávamos de saber e tentaram que soubéssemos. Disse ele (para quem o compre) com sobriedade e desinteresse: "Enquanto estiver em processo que está a ser apreciado, ou será, pelo Conselho de Disciplina da FPF, não vou tecer qualquer tipo de consideração relativamente a esse assunto. É a nossa posição." 

 

Não. A vossa posição é a do ressabiamento. Da inveja. Da mesquinhez.

Fraquinhos treinadores de futebol que foram, lembrados apenas pelos filhos (uns nem isso, cheira-me) só a vossa doentia inveja poderá explicar que aqui chegados não tenham desistido da vil perseguição que lançaram sobre Rúben Amorim, o melhor treinador a actuar em Portugal, hoje.

Terá sido insuportável para o vosso enorme e imensamente esmagado ego - estralhaçado, mesmo -, quando o Sporting pagou mais de 10 milhões de euros para contratar Rúben Amorim como treinador da equipa principal de futebol do clube. Uma jogada de futebol de alto nível que vos ultrapassou e ultrapassará sempre. Ainda assim não o toleram, mesmo que nenhum clube da distrital vos chame e contrate o vosso conhecimento e competência futebolísticos. Nem sequer uma agremiação desportiva do vosso distrito o faz. Enfim, admito que dessas talvez os seus responsáveis gostem de falar convosco à volta de uma mesa de café sobre o bom futebol que o Sporting comandado pelo treinador Rúben Amorim apresenta jogo a jogo. 

Ressabiados é o que são. As vossas queixinhas fizeram-nas em Março de 2020. Passou um ano. 365 dias durante os quais a cada sete dias aquele que atacam e perseguem demonstrou ser não só treinador de futebol como um grande treinador. Ganhador. Líder. Na iminência de ser campeão nacional pelo e com o Sporting. Mas não desistiram da queixa. Associação Nacional de Treinadores de Futebol uma Porra! 

País desgraçado este onde os mesquinhos e invejosos vêem o seu complexo de inferioridade legitimado por outros da mesma igualha. A coisa de nome Comissão de Instrutores da Liga que avalizou a coisa participada pela ANTFP. Comissão de Instutores da Liga que terá aqui a oportunidade de se vingar do caso Palhinha, no qual se sentiu destratada porque o Sporting fez valer o direito que regula a República.

Não tenho dúvida: também a sede vingativa justifica o provimento à participação da ANTFP. Afinal, o dito é dado quando Rúben Amorim já está inscrito como treinador principal do Sporting e à luz dos regulamentos da Liga, mas mesmo assim eles acusam-no de fraude e propõem castigo, uma sanção abjecta que a ser confirmada proibiria Rúben Amorim de exercer a actividade durante um a seis anos. 

Tudo em nome do futebol? Não! Em nome do futebol uma porra!  

Vir agora a Comissão de Instrutores da Liga deduzir a acusação de fraude contra Rúben Amorim, um ano longuíssimo depois da participação que lhe deu azo, cheira-me muito mal. E a coisa nauseabunda nada tem a ver com a lentidão da justiça. Nada disso.

O pivete insuportável que a todos nos invade os sentidos emana da evidência de que este Sporting incomoda. E não lhe admitem que seja campeão. Não admitem que sejamos campeões. Só isso explica que esta justiça a encapotar a vergonha que há anos grassa no futebol português aconteça a 13 jornadas do fim de um campeonato que o Sporting lidera isolado e com mais 9 pontos que o segundo e 10 que o terceiro. Um ataque perpetrado fora das quatro linhas, lançado dos gabinetes quando ao Sporting basta vencer mais nove jogos para conquistar o lugar que lhe foge há 19 anos e que tantas vezes já foi seu. E voltará a sê-lo.

Ao contrário daquilo que move os nossos inimigos, em nome do futebol é entrarmos em campo contra o Tondela para ganhar e ganharmos. Vencer mais um jogo. Ficando a sobrar outros oito nos quais, em nome do futebol, provaremos ser e ter a equipa mais regular da época 2020/2021. A que melhor joga. A mais bem treinada. Orientada. A que mais merece ganhar este campeonato nacional. A nossa equipa! Vamos. Onde vai um, vão todos. Vamos, Sporting.

Mais um vitorioso passo na marcha do Sporting

O Sporting nasceu um dia
Sob o signo do leão
Nós aprendemos a amá-lo
E a trazê-lo no coração
 
Rapaziada ouçam bem o que eu vós digo
E gritem todos comigo
Viva ao Sporting
 
Rapaziada quer se possa
Ou se não possa
A vitória será nossa
Viva ao Sporting
 
Rapaziada ouçam bem o que eu vós digo
E gritem todos comigo
Viva ao Sporting
 
Rapaziada quer se possa
Ou se não possa
A vitória será nossa
Viva ao Sporting
 
Ai vamos lá cantar a marcha
Que é a de todos nós
Cantam todos os do Sporting
Desde os netos até aos avós
 
Rapaziada ouçam bem o que eu vós digo
E gritem todos comigo
Viva ao Sporting
 
Rapaziada quer se possa
Ou se não possa
A vitória será nossa
Viva ao Sporting
 
Rapaziada ouçam bem o que eu vós digo
E gritem todos comigo
Viva ao Sporting
 
Rapaziada quer se possa
Ou se não possa
A vitória será nossa
Viva ao Sporting
 
Bandeira verde o leão
E uma esperança sem fim
Muita fé no coração
O Sporting está é assim
 
Rapaziada ouçam bem o que eu vós digo
E gritem todos comigo
Viva ao Sporting
Rapaziada quer se possa
Ou se não possa
A vitória será nossa
Viva ao Sporting
 
Rapaziada ouçam bem o que eu vós digo
E gritem todos comigo
Viva ao Sporting
 
Rapaziada quer se possa
Ou se não possa
A vitória será nossa
Viva ao Sporting
 
Rapaziada ouçam bem o que eu vós digo
E gritem todos comigo
Viva ao Sporting
 
Rapaziada quer se possa
Ou se não possa
A vitória será nossa
Viva ao Sporting

 

De verde, nas Antas, só a bela cor que vestiram

É uma equipa do arco-da-velha esta que nos faz felizes, orgulhosos, que nos põe a sonhar. Capaz de coisas incríveis, invulgares, mirabolantes.

Não exagero nada! São esses os adjectivos que descrevem o arco que aqui trago, essa expressão antiga, sábia, e tão apropriada à definição deste plantel, deste grupo técnico, desta Direcção. Afinal, pergunto, alguém que não fosse bruxo, mas daqueles de acha de fogueira inquisitorial, alguém adivinharia que a 13 jornadas do fim seríamos líderes do campeonato com mais 9 (N-O-V-E) pontos que o segundo? 

A nossa ida e passagem pelas Antas, mais que à cidade onde as ditas ficam, confirmou-nos a nós como invictos. Nova e robusta prova da fabulosa equipa que temos, porque é mesmo disto que se trata: de uma equipa.

A nossa camisola vestem-na jogadores que fazem um todo maior que a soma das partes, todos puxando para o mesmo lado, sem vedetas ou estrelas, todos ao serviço do emblema que lhes dá reputação e os porá na história.

De verde, no campo do Porto, só a bela cor que os nossos jogadores vestiam. A maturidade deles é notável. Vêmo-los jogar e pensamos que a idade não tem mesmo idade.

Quantas vezes assistimos a isto? Quantas vezes não sofremos desaires quando à equipa bastava pontuar no reduto rival e de lá saíamos vergados e amargamente derrotados? Quantas vezes soubemos gerir a vantagem de sermos líderes reforçando esse estatuto no fim dum jogo que não ganhámos?   

Não queria o empate. Queria a vitória contra o Porto. E as perguntas acima lanço-as sendo eu da opinião que o Sporting não jogou para o empate no sábado passado. Aliás, Amorim mexeu primeiro na equipa e fez trocas ofensivas, deu para o onze o sinal de que queria ganhar o embate.

Foi inteligente na forma como planeou e orientou o jogo. A nós servindo-nos dois resultados, Rúben Amorim não se atravessou cegamente pela vitória, mas também não abandonou o esquema e sistema de jogo habituais. Os tais que são fáceis de desmontar, como todos dizem mas não fazem. A única mudança neste desafio foi a entrada de jogadores para posições que jogo-a-jogo vão sendo ocupadas por outros, o que conferiu novas dinâmicas e imprevisibilidade à equipa.   

Uns com 18 anos, outros com 19, juniores, uns, primeiro ano de sénior outros, muitos saídos da cantera leonina há não muito tempo e todos os outros, nenhum deles tremeu. Nenhum deles acusou negativamente a importância do jogo. Pelo contrário afirmaram-se líderes, pondo no relvado um jogo cínico, dando com veneno o protagonismo ao adversário que nos foi provando que sabia estar obrigado a ter cuidado e que não podia arriscar muito.

Acontece que arriscar era tudo o que o Porto tinha de fazer se quisesse ser campeão. O Porto jogou o que deixámos que jogasse. O jogo foi do princípio ao fim controlado pelo Sporting, pelos maduros da verde e branca que crescem de jornada para jornada num percuro consistente e consequente e que nós temos a alegria, o orgulho e a paixão leonina de acompanharmos JOGO-A-JOGO. 

Obrigado, equipa!

Sporting d'arrasar

Jogamos o triplo de outras épocas - de todas que me lembre - e a coisa tem sido d'arrasar tudo e todos:

Velhos do Restelo

Inimigos que estão dentro e os que estão fora de portas

Pessimistas

Profetas da desgraça

Tristezas

Falta de ambição

Burrices

Incompetência

Ausência de sonho

O sistema de comentadeiros do sistema que falam com os olhos do e no passado, incapazes de enxergar a mudança e a transformação em curso à frente deles

A falta de fé na formação

A falta de coragem de apostar na formação

A má gestão de não apostar na formação

Brunices e brunecos

Previsões e projecções

Análises preconceituosas

Vencedores naturais

Tem sido assim JOGO A JOGO, essa postura arrasadora de tanta coisa má no futebol leonino ao longo de anos mas também no futebol português todos os anos. Um arraso de competência, ambição, humildade, compromisso, seriedade, sacrifício, lucidez, colectivo, equipa, amor à camisola, belíssimo e vitorioso futebol.

Tem o gajo afinal vergonha na cara?

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E se a Direcção não tivesse anunciado logo que iria pedir a despenalização? E se o universo leonino em peso tivesse antes ficado calado perante mais um atentado à verdade desportiva?

A verdade é esta, se não formos nós a defendermo-nos poucos o fazem.

Relator e narrador da partida na Sport TV foram incapazes de rejeitar e condenar a decisão do árbitro. E a seguir, entre o infindável cortejo de comentadeiros, a esmagadora maioria deles, viram falta de Palhinha e muito poucos criticaram a amostragem do cartão amarelo. Uns e outros cúmplices da incompetência, na melhor das hipóteses, alimentadores de um polvo que abraça e chupa o sistema de forma tentacular, na pior delas. 

Ser-se incapaz de chamar aberração arbitral àquilo a todos assistimos, além da cumplicidade já referida, será sempre servir interesses que não os do desporto.

Terá o apitador vergonha na cara e coragem para voltar atrás no roubo que nos fez? 

Teremos de esperar para ver se o escândalo prevalece incólume. Resta-nos o consolo que nos dá o choro de Palhinha no final do jogo. A certeza de que a nossa equipa é feita de uma força e de um querer ir à luta. E nós estamos na luta, contra tudo e contra todos. E ontem, o que aconteceu no Bessa mais uma vez mostrou que onde vai um vão todos. 

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