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És a nossa Fé!

Mais um vitorioso passo na marcha do Sporting

O Sporting nasceu um dia
Sob o signo do leão
Nós aprendemos a amá-lo
E a trazê-lo no coração
 
Rapaziada ouçam bem o que eu vós digo
E gritem todos comigo
Viva ao Sporting
 
Rapaziada quer se possa
Ou se não possa
A vitória será nossa
Viva ao Sporting
 
Rapaziada ouçam bem o que eu vós digo
E gritem todos comigo
Viva ao Sporting
 
Rapaziada quer se possa
Ou se não possa
A vitória será nossa
Viva ao Sporting
 
Ai vamos lá cantar a marcha
Que é a de todos nós
Cantam todos os do Sporting
Desde os netos até aos avós
 
Rapaziada ouçam bem o que eu vós digo
E gritem todos comigo
Viva ao Sporting
 
Rapaziada quer se possa
Ou se não possa
A vitória será nossa
Viva ao Sporting
 
Rapaziada ouçam bem o que eu vós digo
E gritem todos comigo
Viva ao Sporting
 
Rapaziada quer se possa
Ou se não possa
A vitória será nossa
Viva ao Sporting
 
Bandeira verde o leão
E uma esperança sem fim
Muita fé no coração
O Sporting está é assim
 
Rapaziada ouçam bem o que eu vós digo
E gritem todos comigo
Viva ao Sporting
Rapaziada quer se possa
Ou se não possa
A vitória será nossa
Viva ao Sporting
 
Rapaziada ouçam bem o que eu vós digo
E gritem todos comigo
Viva ao Sporting
 
Rapaziada quer se possa
Ou se não possa
A vitória será nossa
Viva ao Sporting
 
Rapaziada ouçam bem o que eu vós digo
E gritem todos comigo
Viva ao Sporting
 
Rapaziada quer se possa
Ou se não possa
A vitória será nossa
Viva ao Sporting

 

De verde, nas Antas, só a bela cor que vestiram

É uma equipa do arco-da-velha esta que nos faz felizes, orgulhosos, que nos põe a sonhar. Capaz de coisas incríveis, invulgares, mirabolantes.

Não exagero nada! São esses os adjectivos que descrevem o arco que aqui trago, essa expressão antiga, sábia, e tão apropriada à definição deste plantel, deste grupo técnico, desta Direcção. Afinal, pergunto, alguém que não fosse bruxo, mas daqueles de acha de fogueira inquisitorial, alguém adivinharia que a 13 jornadas do fim seríamos líderes do campeonato com mais 9 (N-O-V-E) pontos que o segundo? 

A nossa ida e passagem pelas Antas, mais que à cidade onde as ditas ficam, confirmou-nos a nós como invictos. Nova e robusta prova da fabulosa equipa que temos, porque é mesmo disto que se trata: de uma equipa.

A nossa camisola vestem-na jogadores que fazem um todo maior que a soma das partes, todos puxando para o mesmo lado, sem vedetas ou estrelas, todos ao serviço do emblema que lhes dá reputação e os porá na história.

De verde, no campo do Porto, só a bela cor que os nossos jogadores vestiam. A maturidade deles é notável. Vêmo-los jogar e pensamos que a idade não tem mesmo idade.

Quantas vezes assistimos a isto? Quantas vezes não sofremos desaires quando à equipa bastava pontuar no reduto rival e de lá saíamos vergados e amargamente derrotados? Quantas vezes soubemos gerir a vantagem de sermos líderes reforçando esse estatuto no fim dum jogo que não ganhámos?   

Não queria o empate. Queria a vitória contra o Porto. E as perguntas acima lanço-as sendo eu da opinião que o Sporting não jogou para o empate no sábado passado. Aliás, Amorim mexeu primeiro na equipa e fez trocas ofensivas, deu para o onze o sinal de que queria ganhar o embate.

Foi inteligente na forma como planeou e orientou o jogo. A nós servindo-nos dois resultados, Rúben Amorim não se atravessou cegamente pela vitória, mas também não abandonou o esquema e sistema de jogo habituais. Os tais que são fáceis de desmontar, como todos dizem mas não fazem. A única mudança neste desafio foi a entrada de jogadores para posições que jogo-a-jogo vão sendo ocupadas por outros, o que conferiu novas dinâmicas e imprevisibilidade à equipa.   

Uns com 18 anos, outros com 19, juniores, uns, primeiro ano de sénior outros, muitos saídos da cantera leonina há não muito tempo e todos os outros, nenhum deles tremeu. Nenhum deles acusou negativamente a importância do jogo. Pelo contrário afirmaram-se líderes, pondo no relvado um jogo cínico, dando com veneno o protagonismo ao adversário que nos foi provando que sabia estar obrigado a ter cuidado e que não podia arriscar muito.

Acontece que arriscar era tudo o que o Porto tinha de fazer se quisesse ser campeão. O Porto jogou o que deixámos que jogasse. O jogo foi do princípio ao fim controlado pelo Sporting, pelos maduros da verde e branca que crescem de jornada para jornada num percuro consistente e consequente e que nós temos a alegria, o orgulho e a paixão leonina de acompanharmos JOGO-A-JOGO. 

Obrigado, equipa!

Sporting d'arrasar

Jogamos o triplo de outras épocas - de todas que me lembre - e a coisa tem sido d'arrasar tudo e todos:

Velhos do Restelo

Inimigos que estão dentro e os que estão fora de portas

Pessimistas

Profetas da desgraça

Tristezas

Falta de ambição

Burrices

Incompetência

Ausência de sonho

O sistema de comentadeiros do sistema que falam com os olhos do e no passado, incapazes de enxergar a mudança e a transformação em curso à frente deles

A falta de fé na formação

A falta de coragem de apostar na formação

A má gestão de não apostar na formação

Brunices e brunecos

Previsões e projecções

Análises preconceituosas

Vencedores naturais

Tem sido assim JOGO A JOGO, essa postura arrasadora de tanta coisa má no futebol leonino ao longo de anos mas também no futebol português todos os anos. Um arraso de competência, ambição, humildade, compromisso, seriedade, sacrifício, lucidez, colectivo, equipa, amor à camisola, belíssimo e vitorioso futebol.

Tem o gajo afinal vergonha na cara?

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E se a Direcção não tivesse anunciado logo que iria pedir a despenalização? E se o universo leonino em peso tivesse antes ficado calado perante mais um atentado à verdade desportiva?

A verdade é esta, se não formos nós a defendermo-nos poucos o fazem.

Relator e narrador da partida na Sport TV foram incapazes de rejeitar e condenar a decisão do árbitro. E a seguir, entre o infindável cortejo de comentadeiros, a esmagadora maioria deles, viram falta de Palhinha e muito poucos criticaram a amostragem do cartão amarelo. Uns e outros cúmplices da incompetência, na melhor das hipóteses, alimentadores de um polvo que abraça e chupa o sistema de forma tentacular, na pior delas. 

Ser-se incapaz de chamar aberração arbitral àquilo a todos assistimos, além da cumplicidade já referida, será sempre servir interesses que não os do desporto.

Terá o apitador vergonha na cara e coragem para voltar atrás no roubo que nos fez? 

Teremos de esperar para ver se o escândalo prevalece incólume. Resta-nos o consolo que nos dá o choro de Palhinha no final do jogo. A certeza de que a nossa equipa é feita de uma força e de um querer ir à luta. E nós estamos na luta, contra tudo e contra todos. E ontem, o que aconteceu no Bessa mais uma vez mostrou que onde vai um vão todos. 

O recital Amorim

É para equilibrar as coisas, pois então. Se tantas vezes temos de enfrentar o mistério da carteira feminina (desesperantemente experimentado quando em busca de qualquer coisa que lá cai), sem culpa gozo aquilo que para tantas mulheres é fenómeno misterioso sem igual, mais ainda porque o culto praticamo-lo depois de termos monopolizado a televisão, a sala - como diria o Futre-, concentradíssimos durante hora e meia, palas laterais e olhos fixos no futebol leonino.

Acredito que todos saberão do que falo, afinal, qual de vós nunca se deleitou no imenso prazer de seguir em directo o imperdível pós-jogo quando ganhamos?

As declarações dos jogadores, a análise dos comentadores, os casos de arbitragem, a conferência de imprensa do treinador fazem o guião perfeito da vitória que se estende para lá das quatro linhas.

Ontem não fomos defraudados, bem pelo contrário.

Ainda em altas com a conquista do primeiro título da época, pouco depois do levantar da taça, do futebol luso ter visto os miúdos campeões de leão ao peito; a seguir a essa enorme alegria, outra tive. O orgulho sportinguista insuflou-se mais com a magnífica entrevista de Rúben Amorim à Sport TV.

Igual a si próprio, o comandante da nossa fantástica equipa foi de novo líder. Inteligente, galvanizador, confiante e confiável; competitivo, sem um pingo de deslumbramento, humilde, com os pés assentes nos chão; consciente da importância da conquista de Leiria, mas apontando já baterias às conquistas por fazer:

"Há uns dias, batemos o Nacional e a seguir fomos afastados da Taça pelo Marítimo."

Sóbrio e lúcido, acrescentou: "Olhamos muito para os resultados, surgiu alguma desconfiança após a Taça de Portugal e o empate com o Rio Ave, mas não íamos mudar, ganhássemos ou perdêssemos esta taça. É importante, dá um balão e estamos a arriscar, com um grupo jovem que vai sofrer muito. Temos já jogo importante no Bessa e temos de saber festejar, sabendo que há um jogo importante. Temos o  campeonato para olhar e será engraçado trazer os jogadores à terra e amanhã já pensamos no jogo do Boavista. Seria pior se tivéssemos perdido. Era muito importante para o Sporting ganhar este troféu hoje."

Das memórias que tenho do futebol não me lembro de ver no Sporting um treinador que desse tanta confiança, que fosse tão fiável e credível. As palavras que Rúben Amorim diz vemo-las postas em prática pelos jogadores que orienta. Ouvir RA dá esperança e alento, faz acreditar que estamos mesmo no caminho certo, rumamos às vitórias. À vitória.

Descontraído, bem disposto, relativizando constantemente os muitos eleogios que os entrevistadores lhe iam lançando, e nunca perdendo a postura da seriedade profissional, assim esteve o timoneiro de Alvalade. A prova de que o sucesso da equipa que montou e melhora de dia para dia não acontece por acaso.

O recital que Amorim nos deu, que tivemos o privilégio de acompanhar já "Campeões de Inverno", guardou para o fim uma declaração confirmante da veracidade de tudo o que foi dizendo e partilhando ao longo da conversa e que abaixo cito.

Antes disso acrescento que o Sporting está bem, cada vez melhor, como nos faz ver o principal responsável pela muito boa temporada feita até agora e que fala assim:

"Se pudesse manter isto durante muitos anos… Sei que no futebol muda tudo muito rápido, mas eu adoro o dia a dia no Sporting. Sou sincero. Sou muito feliz no Sporting, o projeto é a minha cara. Gosto mesmo de trabalhar no Sporting.  Por isso, se quiserem tirar-me do Sporting vão ter de pagar tudo.»

Obrigado equipa, presidente e Viana

Limpámos o Porto, limpámos o Braga, limpámos a Taça da Liga. Título que tantos desprezam mas que todos queriam e querem conquistar e que é só nosso.

Gosto de ganhar esta taça e alegra-me muitíssimo ter o título de Campeão de Inverno.

Esta noite reconfirmámos que a nossa equipa pode ganhar todos os jogos. Pode bater todos os adversários que tiver pela frente. Já o vimos, já o confirmámos uma e outra vez. E nisto acreditamos cada vez mais, porque sabemos que os nossos sempre entram em campo para ganhar.

É também evidente e galvanizante constatar a crescente cultura de vitória, jogo atrás de jogo, a entranhar-se no plantel, em cada jogador e, meus caros, em cada um de nós. No Sporting. Um Sporting vitorioso é o que somos hoje!

Estamos a habituar-nos a ganhar. E que hábito bom. Esta época, aqui chegados, meses depois de termos começado a competir, os dedos de uma mão são de mais para contar as derrotas que tivemos, os dedos usâmo-los quase todos, mãos e pés, para contabilizar as vitórias. Empates são coisa pouca.

É obra, caros, é obra! E tem obreiros. À cabeça das façanhas estão, claro, os jogadores e a equipa técnica, extraordinariamente comandada pelo fora de série, inspirador e fiável Rúben Amorim, mas não só. Há um notável trabalho na rectaguarda. Assistimos esta época ao sucesso de um projecto prometido quando fomos a votos nas últimas eleições e verdadeiramente posto em prática. A fórmula de sucesso foi desenhada e tem sido executada pelo presidente Varandas e pelo director Hugo Viana, a dita estrutura do futebol.

Quero agraciá-los já, porque, e por mim falo, tantas vezes neles zurzi.

A conquista da TL é o resultado de uma aposta clara na formação e num treinador que é o homem certo para o projecto e o êxito de Amorim, cuja contratação tantos e tão violentamente criticaram (eu inclusive), revela olho e sabedoria da estrutura. E rumo. Rumo. A estrutura acertou. E, acredito, acertará.

Esta é uma equipa ganhadora e percebendo eu que o discurso deve ser o do jogo a jogo, sempre contornando a pressão que nos fazem para nos afirmarmos candidatos à conquista, para nos deslumbrarmos e considerarmo-nos os mais bem posicionados para chegar ao fim à frente dos outros; ainda que eu perceba e até goste que jogadores e treinador isso façam, meus caros, jogo a jogo acredito cada vez mais que vamos continuar a ganhar. E que será assim até ao fim. 

Covid à Benfica

Ainda a dar gargalhadas com o título E covidus unum que Pedro Correia com muita graça aqui publicou, venho associar-me à crítica que o postal dele já faz.

Nunca é de mais pôr a rídiculo a pretensão que o clube da ave tem em ser definitivamente elevado à condição de rei-sol. Rapinadores. Não passam mesmo de uns rapinadores.

E rapinantes queriam então as papoilas saltitantes rasgar as regras a que estão obrigadas e com as quais acordaram, pretendiam não ir a jogo por causa dos infectados por coronavírus que têm no plantel entre jogadores e equipa técnica. É bom lembrar que seriam necessários bem mais atletas infectados para que o SLB pudesse invocar falta de condições desportivas para competir.

Posto isto, os donos disto tudo (na fama e no proveito em tanta coisa) ameaçaram parar de jogar durante 14 dias devido às muitas ausências, numa clara manifestação de quero, posso e mando, subalternizando todos os outros emblemas que teriam de esperar que a prima-dona agremiação recuperasse as baixas. 

Uma pressão intolerável que não tendo sido acolhida, redundou no atirar de um lasso barro à parede. Foi um toque e foge, portanto, mas que nem por isso deixou de confirmar a arrogância e a soberba com que o Benfica trata os demais clubes. 

É a covid à Benfica. 

Vitória justa da melhor equipa em campo, no de Leiria e outros campos

O Sporting mereceu ganhar, sim, senhor, oh, Sérgio. A vitória do Sporting não caiu lá do céu, como cuspiste no fim do jogo.


Além da magia que saiu do pés de Jovane e de Pedro Gonçalves, da fibra desta equipa que luta até ao fim contra as adversidades, a nossa passagem à final da Taça da Liga, derrubando o FC Porto, deve-se também à melhor leitura, interpretação e acção de Rúben Amorim no banco em comparação com o opositor que tem tudo de mau na hora de perder.


Estamos bem e recomendamo-nos. Força, equipa. Força, Sporting!

Desperdício

Era uma obrigação ganharmos ao Rio Ave, mas faltou-nos estofo de campeão. Não há volta a dar a esta evidência.
Equipa jovem ainda a lamber as feridas da eliminação da Taça e com a possibilidade de reforçar a liderança da Liga foi uma mistura pesada, demasiado pesada de suportar.
Com o empate no Dragão entre Andrades e lampiões, tivéssemos ganho ao Rio Ave, teríamos mais 6 pontos que os principais rivais. Mas marcámos passo.
Ganhando ao Rio Ave daria sempre para aumentar o fosso para Benfica e ou Porto. 

Estas contas todos as fizemos antes da fraquinha partida que disputámos com os de Vila do Conde. 

Os campeonatos perdem-se com desperdícios destes. 

Foi-se a Taça, venha o campeonato

Depois do épico da Choupana, valha a verdade, nos Barreiros a coisa foi má mas não chegou a ser o bailinho da Madeira. Por outras palavras, não levámos baile, faltou-nos a eficácia, essa arma que esta época não nos tem faltado jornada atrás de jornada.

Também não há como dourar a pílula: perdemos. O que sempre custa. Mais ainda porque Rúben Amorim (e tantas vezes aqui o tenho elogiado) esteve mal.

Leal e fiel à sua ideia de jogo e à forma como o preparou, Amorim foi vítima (e nós também) da crença férrea de que a equipa venceria, mesmo que as evidências em campo mostrassem que os "rapazes" pouco jogavam para ganhar. Ditou a nossa eliminação da Taça o facto de RA mexer na equipa pela primeira vez tinham já sido jogados mais de 70 minutos, já Max fora buscar a bola ao fundo da baliza e nós a zeros. As bolas na trave e os petardos ao boneco não passam disso. 

O embate com o Marítimo, no entanto, oferece-nos pistas para as conquistas que estão por fazer até ao fim da época. A mais importante: compremos um bom ponta de lança, dos que marcam golos e muitos. Se o tivéssemos ontem, hoje continuávamos na prova rainha. Contra o Marítimo jogámos o suficiente para ganhar mas falhámos golos cantados. 

Arrisco mesmo dizer que só seremos campeões com outras soluções na frente da frente, porque nas costas da ponta da lança criam-se golos uns atrás dos outros. A entrada no nosso onze de um verdadeiro artilheiro fará toda a diferença para o resto da época. Poderá dar-nos o tão ambicionado e desejado título de campeão nacional de futebol.

Podia ter feito um courato mas a bancada faltaria sempre e era aí que queria estar

O que eu gostava de ter estado em Alvalade, ontem, está na ordem do inqualificável, imensurável. Era lá que mais queria ter estado, isso posso afirmá-lo. A vocês abraçar-me e convosco saltar no primeiro e mais ainda no segundo golo, e no fim gritar alto Sporting, quero ver-te campeão. O punho cerrado à Porro festejando leonino nova vitória. Importantíssima vitória. Construída por tantos dos nossos que estiveram melhor que bem. Na defesa, no meio campo, no ataque. No banco. E saindo dele.

Matheus e Sporar entraram a meio da partida e mataram-na para nossa glória. O jogo já tombava para o nosso lado, diga-se. O Braga já caía ao tapete. Ao chão atirado pelo virtuosismo e pelas infidáveis ganas do enorme Porro, que, porra!, joga que se farta. O Braga estava já atordoado pelos inúmeros e consecutivos choques frontais contra a nossa muralha defensiva, primeiro chocando com os nossos três centrais que parece que jogam juntos há anos; e a seguir batendo de frente na intransponível parede Adán. O Braga que não encontrou antídoto para a inteligência, técnica e visão de jogo do craque João Mário.

Temos a melhor equipa do campeonato e o jogo de ontem confirma-o. Atesta que o rumo vitorioso da equipa leonina (merecedora de todos os elogios!) não é um acaso. A consistência do Sporting é notável. Invaravelmente entra em campo para ganhar e ganha, sofre sabendo reagir nos momentos em que o adversário está por cima do jogo, e, sobretudo, age melhor que os adversários para, isso mesmo, ganhar.

Dá gozo também o pós-jogo. Acompanhar a entrevista curta, as reacções dos nossos jogadores, até a cassete do Emanuel Ferro soa bem, sendo o aperitivo ideal à cereja no topo do bolo que é sempre a conferência de imprensa do líder Amorim. Inteligente, inspirador, confiável, fiável, responsável, humilde, dando o protagonismo "aos rapazes" e grande líder, ontem, outra vez. Disse ele: "Marcámos e agarrámos-nos uns ao outros. O Matheus entrou para segurar o lado direito e mexeu com o jogo, Sporar entrou bem, todos os que entraram mudaram o jogo. Fomos eficazes, felizes mas fizemos por merecer. Estamos preparados para tudo e vencemos justamente."

Em boa hora Frederico Varandas o trouxe para Alvalade. E este é um facto que não me cansdarei de repetir, porque, o seu a seu dono. E gosto de dizer bem de quem o merece.

A este propósito e puxando o filme atrás, não consigo parar de rir ao lembrar-me da alucinação de alguns jornais que há umas semanas escreviam ter sido chumbada a iniciativa de alguns sócios do Sporting com vista à realização de uma assembleia destitutiva e consequente marcação de eleições antecipadas. Reflectindo sobre a loucura noticiosa, convenço-me que a coisa deve ter sido um fenómeno tardio, o impacto da lenta onda de choque saída de Woodstock e que só agora, décadas depois, bateu na tola da malta dos jornais.

Alguma vez no Sporting isso aconteceria? Há alguém? Algum sócio? Algum adepto? Alguém no seu plemo juízo que quisesse ou queira eleições no clube? Agora? Com a equipa de futebol à frente do campeonato há várias jornadas? O mesmo acontecendo em várias modalidades? É! É isso. A malta dos jornais deve ter flipado. Pôs-se a alucinar dando notícias daquelas.

Devo também confessar que além da conquista dos três pontos, da manutenção do primeiro lugar, ganhar a este Braga tem sabor especial. Pretendente ao estatuto de clube grande, pateticamente a isso já elevado pelos não menos patéticos comentadores que tanto poluem a antena; a agremiação de Braga é dirigida por um pretensioso presidente que deve ter os bicos dos pés em ferido de tanto neles se apoiar para parecer maior do que é. Gosto muito de ganhar ao Braga do boçal Salvador que por várias vezes nos faltou ao respeito e que ontem de forma categórica e onde isso tem de acontecer foi posto no lugar dele.

Uma palavra ainda para a azia de Carlos Carvalhal (com quem simpatizo e a quem reconheço mérito) e a sua indisfarçável irritação com a derrota. Reacção só explicada pelo auto-convencimento de que iria a Alvalade ganhar. Enfim, é esse o espírito que se deve ter quando numa competição, mas não devemos confundir essa postura com a outra do possuidor do direito natural de vencer.

É verdade que a sensação tida nas 12 jornadas já realizadas, em geral, e no jogo de ontem, em particular, não anula 19 anos de travessia do deserto, mas que maravilha é ir à frente de todos os emblemas. Sermos a melhor equipa do campeonato. Ganharmos e nunca perdermos com mérito e sem ajudas. Mesmo a sorte que às vezes nos bafeja (e ontem tivemo-la) é nossa por direito, que a mesma só protege os audazes. "Fomos eficazes, felizes mas fizemos por merecer. Estamos preparados para tudo e vencemos justamente", disse Rúben Amorim. Não diria melhor.

A melhor época desde 2002

Factos.  Que contra eles não há argumentos. O primeiro deles, porque o mais relevante, o que mais conta: somos líderes da Liga. E isso acontece na continuidade de percurso vitorioso.  Além de sermos líderes, continuamos líderes. E já lá vão 11 jornadas. Não perdemos com ninguém. Estamos invictos, portanto. Temos o melhor ataque. Temos também uma das melhores defesas do campeonato. Somos líderes e somo-lo isolados. Seja qual for o resultado nos jogos dos nossos rivais continuaremos à frente da classificação. Temos (bem sei da subjectividade da afrimaçã seguinte), mas acredito eu, temos o melhor treinador a actuar em Portugal: líder, inteligente, construtor de equipa e de espírito de equipa, que sabe trabalhar a formação e que nos põe a jogar muito bem e sempre para ganhar. Sobre Rúben Amorim (e abrindo um parêntesis), acrescento ainda que foi a melhor decisão do presidente Varandas que, humilde e também inteligente, não tem disputado palco, optando antes por dar o protagonismo a quem de direito. Temos, fruto da equipa técnica e da nossa academia, jogadores que prometiam e que já confirmaram a sua enorme qualidade, prometendo todos eles crescer ainda mais. E contratámos bem. Preparámos bem esta época, que é a nossa melhor desde a temporada de 2001/2002 na qual nos sagrámos campeões nacionais pela última vez.   

É este ano

Ganhamos. Damos a volta a resultados negativos. Jogamos bem. Cada vez melhor. Batemo-nos sempre para ganhar. Temos jogadores com muito talento e juntos, todos, fazem uma boa equipa. Vestem bem a nossa camisola e sentem-lhe o peso. Temos um muito bom treinador. Líder e com mentalidade vencedora. Tem sempre sabido mexer na equipa durante os jogos. Sempre para ganhar.

Depois da eliminação da Liga Europa que me levou a nova desesperança - confesso -, a equipa passou jogo a jogo a dar-me balanço para dizer o que agora afirmo: vamos fazer um brilharete esta época. Vamos ser a surpresa do campeonato. A jogar assim podemos ser campeões. Podemos sonhar com isso. 

Não é deslumbramento com a goleada: é mesmo para memória futura. Fica já dito à 6.ª jornada. 

Há décadas que não temos glória no futebol

Não falo em nós mas neles. Não fomos nós sportinguistas mas sim eles - os nossos representantes - que no campo e fora dele violaram e destrataram as premissas e promessas do Sporting. Mais uma vez.

Como mais uma vez de Esforço, Dedicação, Devoção, só mesmo da nossa parte. Fomos nós em frente à televisão quem se esforçou, suou as estopinhas e resisistiu ao apelo tentador de desistir à chamada perante a miséria que nos era oferecida. Estóicos assistimos à distância (física) e guerreiros em espírito àquela vergonha de noite europeia em Alvalade. Provámos de novo a nossa dedicação e devoção ao clube. No fim, como acontece há décadas no futebol sénior, ficámos a ver passar a Glória dos outros.

Já eles, os que nos representam, dentro e fora de campo, demonstraram outra vez que o nosso slogan não se aplica mesmo às equipas de futebol leoninas há tempo demais. 

O filme, sempre avesso ao happy end, repete-se época após época. Por isso não rasgo logo as vestes pedindo a cabeça de quem dirige o clube. Desgraçadamente, no que toca à glória, os desgraçados que nos desgraçam fazem igual aos que os precederam. É assim há décadas.

Não há aqui conformismo ou fatalismo, só realismo. No Sporting, no que toca ao futebol, Esforço, Dedicação, Devoção, só mesmo da nossa parte que sofremos e desesperamos como nunca. De Glória nem nós e muito menos eles. 

 

Campeões da ida às urnas, as de voto e as de féretro

Peritos em urnas. Nisto nos tornámos. Salvíficas. Incontornáveis. Inadiáveis. A última oportunidade para resgatar o clube dos seus mais temíveis e terríveis algozes antes da próxima última oportunidade.

Nisto se tem transformado o nosso voto, depositado, na verdade, na urna caixão, tumba de jogadores, treinadores. Presidentes.

A par da condição de maior potência desportiva nacional, alcançámos o estatuto de elite das funerárias da bola. Do mata-mata. Do baralha e mata de novo. Especialistas na gestão de cemitério. 

Nisto se tornou o futebol leonino. Nisto se tornaram as eleições no Sporting. E se antecipadas assim serão, de novo. 

Também já quis ver Varandas fora da presidência. E continuo a querer.

Confesso. No meu reservado e parcialíssimo tribunal Cheguei mesmo a sentenciar: "O som do estádio está aos gritos. Porra...demita-se o gajo!"

Um danado impulso para o radicalismo quase descontrolado, alimentado pela constatação de que as compras foram praticamente só de entulho. Somada à perda de jogadores nucleares que só revelou a incapacidade de preencher os vazios deixados pelos maus negócios. Mais o intolerável silêncio de presidente e director desportivo que nunca deram a cara pela miserável preparação da época que agora ingloriamente finda.

Um rol crítico, transformado em rolo compressor, impiedosamente empurrado pelas derrotas, empates e péssimas exibições da equipa orientada pelos muitos treinadores que depois enterrámos.

O cenário é negro. Deprimente, mesmo! Mas como sair dele? Por outras palavras: que alternativas há a esta incompetente gestão?

A pergunta é retórica, claro que é. Sei que no papel existem alternativas e boas, por isso reformulo a interrogação: Há alternativas viáveis para uma disputa eleitoral a tempo do seu vencedor preparar bem a próxima época?  

Sou da opinião que não, não há.

É conhecida a máxima de que o futebol é a coisa mais importante das coisas menos importantes. Pois, discordo. O futebol é tão importante como as coisas mais importantes. 

Todos concordarão que o Sporting é uma nação. Que move milhões. De sonhos e de euros. Que tem um papel fulcral na defesa dos valores que constituem as sociedades cobiçadas pelos povos desvalidos que há pelo mundo fora. Que forma homens e mulheres. Que é um embaixador da excepcionalidade dos portugueses na arte da bola.

Todos sabemos que muitas vezes o Sporting, um jogo de futebol do Sporting, é a coisa mais importante à face da terra. 

Teve ou não contornos de fim do mundo aquela canalha combinação de resultados de ontem na Luz e na pedreira? E o impante Salvador e a sua soberba incontida alavancada pela insuportável ascensão ao pódio de onde nos desalojou? 

Para mim, evitar que o acima descrito se repita é tão importante e consumir-me-á tanto quanto ter a certeza que o SNS está cheio de saúde.

 O futebol não é um caso sério, é seriíssimo! Como tal, quem gere e preside aos destinos do nosso clube tem de ser criticado, supervisionado, interrogado, implacavelmente cobrado. A cultura deve ser a da exigência através de uma insistente e consistente crítica com alternativa apresentada, como fazem as boas oposições partidárias aos Governos nas verdadeiras e sólidas democracias liberais. A chamada marcação cerrada. Com pressão alta e equipa balanceada para o ataque construtivo, só assim ganhadora.

A apresentação e consequente consolidação de uma alternativa só acontecerá através de um trabalho a tempo inteiro, feito durante o mandato presidencial. 

Aqui chegado, pergunto. Que alternativas são verdadeiramente conhecidas do grande universo leonino? Que escolhas poderemos fazer que nos dêem as garantias de sucesso, para além do fraco consolo de nos fazermos ouvir, na forma de voto, sobre uma coisa que no fim redundará mais numa fezada do que numa certeza?

Temos o impulso (e eu também a ele soçobrei ao longo da época) de logo convocar eleições, destituir, correr com quem dirige o clube, porque não nos dá as vitórias que queremos. Não nos faz campeões de futebol.

Mas como coisa séria que é o futebol permito-me o exercício de perguntar se era aceitável adoptar a prática de deitar abaixo por sistemas os Governos que não executassem as políticas certas para todos termos aumentos salariais de 20% a cada ano da governação (sei que é subjectivo mas é nesta ordem de grandeza proporcional que estimo o valor da conquista do campeonato).

Ir para eleições sem alternativas conhecidas e reconhecidas, não será mais que uma reacção em vez de uma acção. Um impulso para satisfazer a ausência de vitórias dentro das quatro linhas e que teria uma só virtude: emoção, o sentimento que cimenta o futebol. 

Ora, valha-nos isso, a tendência sufragista, a paixão pelos candidatos e facções em disputa, mais a incerteza do resultado seriam a garantia de que a maioria de nós ganharia. Pelo menos nas urnas. Mas seria enganador. Ninguém ganharia verdadeiramente.

Faço por isso votos para que as eleições não sejam "agora!", "já!", e sim quando houver projectos e equipas definidos e de todos conhecidos.

Antes disso, para mim, tudo não passará de uma ida às urnas sinónimo de caixão. De pôr os votos numa futura tumba, cujo destino será o cemitério cada vez maior de sonhos que vamos enterrando. 

Trump devia contratar Lito Vidigal e nós kits de abre-latas e de marretas e um bom arquitecto

Quem passou por Alvalade, e falo da cúpula - e foram muitos ao longo desta já longuíssima travessia do deserto de ausência do título de campeão -, foi-nos prometendo a conquista da taça mais desejada. Em moldes diferentes, com narrativas diversas; uns até Outubro, outros até finais de Abril, fizeram-nos sonhar e acreditar que naquele ano é que era. Que todos iríamos, finalmente, reivindicar a praça do Marquês como coisa nossa. Festejando extasiados, gloriosamente encimados pelo leão que lá do alto e verde nos iria devolver à realeza a que verdadeiramente pertencemos no reino da bola. Mas...bola! 

Vem isto a propósito da máxima que nunca devemos esquecer e que reza assim: Promessas leva-as o vento, mas coisas promissoras, não. Essas, muitas vezes,  esbarram de frente contra um muro.  

Só agora chego junto do título deste postal, mas acredito que mais exauridos terão ficado os nossos, enquanto, em vão, tentaram derrubar o paredão erguido pelo Vidigal em pleno relvado de Alvalade.

"Build that wall" deverá ser mesmo a frase que Lito melhor conhece e mais diz em Língua Inglesa. Em português não há qualquer dúvida que é. Ele é um verdadeiro conhecedor da construção de muralhas e paredes, um especialista, um mestre... pedreiro.

Ora, tamanha elite, achamos nós, seria uma grande aquisição para o inquilino da Casa Branca e modelo capilar do Jovane (refiro-me apenas e só à cor da cabeleira, bem entendido). Com Vidigal, Trump cumpriria finalmente a promessa de anos, podendo isolar-se mais um bocadinho do mundo, desta vez atrás do tão desejado e totalmente intransponível muro.

Acontece que Trump não sabe da existência de Portugal e, portanto, menos ainda tem conhecimento de Lito Vidigal. Ou seja, o especialista em muros vai continuar por cá e, mais importante, continuará a erguer o seu talento nos campos de futebol lusos. 

Aqui chegados, a conclusão é óbvia. O Sporting terá de contratar no mínimo uma marreta (leia-se um ponta-de-lança matador), mais um kit de abre-latas, na forma de um jogador que desequilibre o jogo para o nosso lado, capaz de entrar nas malhas apertadas das vedações armadas por Vidigal e outros. Precisamos ainda de um arquitecto, um playmaker, um jogador que marque o ritmo e faça jogar, que veja o que mais ninguém vê em campo, descubra e crie oportunidades para o nosso sucesso ofensivo.   

O actual plantel não é uma promessa. É promissor. Façam com que não o leve o vento nem esbarre mais contra o muro, é o que peço aos responsáveis leoninos para a próxima temporada.

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