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És a nossa Fé!

No sítio errado

Algumas claques do Sporting, as ocupantes da tão ardentemente pronunciada "curva Sul", há muito que perderam o pé. E a mão, as mãos. Em bom rigor, as mãos. Foram estas últimas o meio para atingir o fim de um dos episódios mais infames que me foram dados a assistir no estádio José  Alvalade. Muitas daquelas mãos, mãos demais (uma só bastaria para ser demais), essas mãos que deviam limitar-se a aplaudir e a coreografar incansáveis apoios à nossa equipa estiveram, afinal, ao serviço do deplorável arremesso de material pirotécnico contra o nosso guardião. Para qualquer sportinguista interessado em puxar só e apenas pela equipa, aquela foi uma vergonhosa e insultuosa chuva de foguetes que incessantemente caiu sobre a nossa grande área, mal o árbitro apitou para o início do jogo contra o nosso grande rival.

Só isto deveria ter provocado o fim do protocolo entre o clube e as claques. Nada foi feito. Uma intolerável inimputabilidade que a muitos de nós levou à suspeita de que aquele ataque ao nosso capitão e em pleno estádio, na nossa casa, teria a cobertura ou pelo menos a conivência do à época chefe máximo do clube. O mesmo que dias depois acabou por declarar ser "chato" que alegados elementos das claques tivessem atacado os jogadores na Academia.

Por indecente e má figura, no grandioso dia 23 de Junho de 2018 o "chateado" foi destituído por uma esmagadora maioria de 71,36% dos sócios que rumámos à Assembleia Geral. E que maravilhoso dia, sportinguistas. Maravilhoso. 

Infelizmente, o homem foi-se mas as sementes do ódio por ele deixadas germinaram e germinam ainda. Nas últimas semanas temos assistido a isso de forma inequívoca, servido num espectáculo de terror de novo desvario dos Grupos Organizados de Adeptos, muito mais apostados em fazer-se ouvir contra quem serve o Sporting do que em defesa do clube. 

As claques, como qualquer sócio, não devem perder o sentido crítico, mas pela presença qualitativa e quantitativa que têm nos recintos desportivos, em particular, e na sociedade, em geral, não podem transformar-se em oposição interna à Direcção do clube. Isto por questão de princípio e ainda porque o Sporting Clube de Portugal é mais, muito mais do que parceiro. A oposição em campo aberto a Frederico Varandas e restante Direcção com recurso a ameaças físicas e linguagem altamente ofensiva, injuriosa mesmo, é intolerável, e, além do mais corrobora o título deste texto.

Aquelas claques estão no sítio errado. Não podem nem devem fazer política. Nem oposição a um presidente. Menos ainda no espaço público. Só têm de apoiar. É para isso que lá estão. Foi para isso que o clube celebrou protocolos com as claques Juventude Leonina e Directivo XXI.

No entanto, estar no sítio errado parece ser hoje uma característica exasperante do nosso Sporting. Estamos no sítio errado da tabela classificiativa da primeira liga de futebol. A equipa entra em campo com jogadores nos sítios errados. Tudo parece errado na organização do nosso futebol sénior.

Temos ainda um presidente no sítio errado. E não será este rasgar dos protocolos com as claques (Varandas só podia fazer isto, que diabo!), não será isso que me convence do contrário.

Nos dias que correm assisto com cada vez mais frequência à passagem de pessoas para lugares para os quais não têm perfil ou capacidade. E a mim, com mais ou menos protocolos de claques rasgados, parece-me evidente que o sítio de Varandas não é no gabinete presidencial do Sporting, mas sim num gabinente médico a tratar de luxações e entorses. 

Nas próximas eleições, assim espero, estarei no sítio certo para ajudar a pôr as coisas no sítio.

Sportingflix

Mesmo acreditando que nós sportinguistas temos bastante de Gauleses, de em muita coisa sermos uma aldeia que resiste às muitas e variadas ameaças que atentam contra a nossa existência de grande clube; o título deste postal nada tem a ver com boleia que apanho da mensagem deixada nas redes sociais por Eduarda Proença de Carvalho. Não me interessa falar de poções mágicas, mas de outras ficções, sim, porque muito mais reais que o líquido de Asterix e companhia.

Posto isto, a baixo explico o flix que acrescento ao Sporting.

A par da Formação, Sportingflix afigura-se-me como emergente negócio do Clube. Pena que não dê retorno financeiro para os cofres de Alvalade, e só entretenimento para os nossos rivais e drama de baba e ranho para nós. Mas se os produtos saídos do Sportingflix dessem dinheiro, se fossem transacionáveis como o passe de um dos craques de Alcochete tenho a certeza que a Netflix já teria ligado ao Jorge Mendes para cá vir recrutar novos argumentistas.

A coisa é mesmo um maná. Produzido sem esforço, no sentido em que o produto surge com a naturalidade do talento, a inspiração para a feitura de histórias suculentas parece inesgotável. Um alucinante ritmo de criação de tramas e dramas que nem por isso deixa de ser acompanhado, ou não fosse sempre voluntariosa e abnegada a entrega de muitos na estrutura directiva, de uma imediata propensão para a realização das “cóboiadas”, dos filmes de terror, das comédias. Um apelativo cartaz que, damos por nós, e num repente está em exibição em todas as salas do país para consumo do grande público. E os sportinguistas estarrecidos, chegado o momento dos créditos, lá vemos o nome do nosso clube a surgir como detentor do argumento, da interpretação, da realização e produção de novo e péssimo filme.

Nos últimos meses, incluindo a pré-temporada, claro, ou não tivesse sido esta uma espécie de curta, o anúncio claro do que se poderia esperar da longa metragem; nestes últimos meses a Direcção do Sporting destruiu toda a margem de manobra que tinha, a esperança que se lhe tinha depositado. Fez asneiras atrás de asneiras, da preparação da época, às saídas e entradas de jogadores, à ausência de explicações, à forma como desconsiderou Bas Dost, destratando-o, mesmo, e, além disso, como não colmatou a saída do nosso melhor ponta-de-lança dos últimos e largos anos.

Disse a dado momento o presidente que não deveríamos estar preocupados, que ele não o estava. Soberba! Desrespeito. Má liderança, é o que lhe digo.

Passado este tempo, desde que a soberba foi daquela forma verbalizada, só com o intuito de arvorar o chefe à altura de quem vê mais longe que os debaixo, passado este tempo, repito, percebemos que tínhamos e temos razões para estarmos preocupados.

O clube estará pela hora da morte financeiramente. Tudo é incomportável. É preciso vender. Vender. Vender. Se não estivéssemos preocupados seríamos inconscientes.

Espero, desejo mesmo que se realize o sucesso de Leonel Pontes no comando da nossa equipa, isso é o que mais quero que aconteça. A vida tantas vezes se nos impõe e esta entrada estava fora do guião previamente escrito. Poderá, reforço, ser a nossa sorte. Pontes é conhecedor do Sporting, da formação de Alcochete, é praticante de futebol de ataque e com recurso de jovens talentos, tudo isto somado bem pode ser a realidade a impor-se à soberba de quem chamou para si o futebol, que se apresentou aos sócios como o candidato presidente/treinador, lembram-se?

A Frederico Varandas e restante Conselho Directivo peço-lhes que se deixem de filmes de má qualidade e de exibi-los nas salas de todo o país. Essas fitas que só vendem pipocas nos outros estádios que não no nosso.

Talvez assim, porque ainda é tempo, no final da época, em vez de um filme de autor incompreensível e hermético, tenhamos um Happy End.

Keizer tem de ser corrido já

Será uma estupidez insistir em Keizer para líder da equipa. O mais acertado é despedir Keizer e já. Porque já será tarde.

Keizer é medroso. Lê mal o jogo.

Não reage no decorrer dos embates. É passivo. E quando decide ser activo é constrangedor. A saída de Vietto para entrada de Borja é vergonhosa, servindo apenas para reforçar a atitude defensiva em casa, consolidando a ideia de papéis trocados dentro das quatro linhas. Afinal, hoje, mais uma vez, (à semelhança do jogo com o Braga) quem mandou em Alvalade foi o visitante. Depois, a ida a jogo de Plata para lá dos 90’. Essa disparatada acção foi só a estocada final, a assinatura do mau artista Keizer na obra miserável que nos serviu e à qual nos sujeitou. Se Keizer não for corrido vamos passar por muitas e mais vergonhas como a de hoje. A coisa é óbvia: a equipa do Rio Ave, como muitas outras equipas do nosso campeonato, é muito mais bem preparada, trabalhada, orientada, do que a nossa. E isso é inadmissível. Manter Keizer no comando da equipa, também.

Sportinguista sofre

Bem-dito Tantum que é verde e tanto me alivia a língua em ferida de tão mordida. Devo confessá-lo: bem maior que o número dos que ontem estivemos em Alvalade, foi o das vezes que já mordi a língua para travar o ímpeto de exigir que rolem cabeças no Sporting. Da cúpula do clube à estrutura do futebol. 

É claro que desatarmos a degolarmo-nos uns aos outros seria a pior solução para os nossos males mas, que diabo!, que mal que nós jogamos futebol... que mal. Tão mal. 

Levar um banho de bola em casa dado por um clube que, à nossa pala, sistematicamente se põe em bicos de pés arvorado em "4.º grande" é uma afronta, mais uma, que custa mesmo a engolir. Mais ainda com a língua feita num oito.   

Ganhámos. Sim, ganhámos, mas eu é que continuo a bochechar Tantum Verde. Não paro de morder a língua para não pedir a cabeça de Keizer. 

Umas levam a outras. Como aquela que é a coisa dramática de olharmos para a nossa frente de ataque e vermos nas alas a nulidade Diaby e o mais que inconsistente Raphinha. Dois jogadores que de extremos têm apenas o facto de serem extremamente fracos na posição para a qual o Sporting, ao longo de décadas, se constituiu fábrica dos mais perfeitos produtos para aquele específico lugar no campo. 

Um comprado ao Guimarães, outro vindo do Club Brugge, os actuais titulares das alas não são formados na Academia, o mesmo acontecendo com Plata. Resta-nos Rafael Camacho que vimos a espaços na pré-época e, depois, foi um Keizer que se lhe deu. 

Umas levam a outras. E para a que se segue dispenso o Tantum Verde. A língua uso-a afiada, pronta para criticar uma Direcção (administrativa e desportiva) que se desfaz, despacha, abre mão do melhor ponta-de-lança que marcou no Sporting nos últimos anos. Um atacante eficaz, altamente produtivo e não menos temido pelos adversários, dentro e fora de campo, um líder, também ele, dentro e fora de campo; agregador, respeitador da camisola que vestia, ciente da nossa grandeza e que para ela, indiscutivelmente, contribuía.

Depois de ter sido muito mal tratado por uma chusma de grunhos ao serviço da mais vil manifestação de insanidade facciosa, Bas Dost foi desta vez mal tratado pela direcção que o foi escorraçando aos bocadinhos através de recados na imprensa, rotulado de caro e incomportável. Como se de um mero mas insustentável peso se tratasse.   

Bem sei que o mercado está aberto até ao fim do mês e que, portanto, poderá entrar outro ponta-de-lança para a equipa, mas pergunto: É assim que se prepara uma época? É assim que se começa a disputar as competições? Sai um jogador com a importância de Bas Dost com a equipa indefinida? Não era ele uma garantia de estarmos mais perto de ganhar, soubesse a equipa tirar dele proveito?

Tem feito erros esta Direcção (mais um bochecho no Tantum Verde, que a língua trituro-a para não exigir novas eleições), erros em coisas aparentemente simples ou só estúpidas, como a incompreensível nova ordem de entrada no estádio.

Há anos que entro pela porta 1 para chegar ao sector B19 e não obrigatoriamente pela porta 2 como passou a ser esta época. Resultado: percorrida uma fila que começava para lá do Pavilhão João Rocha foram precisos 45 minutos para chegar ao meu lugar. 

Ficar na ignorância é a pior das situações neste caso e para nós seria mais fácil se nos explicassem porque passou a ser esta a lógica de entrada no estádio, porque, por agora, só me ocorre falta de respeito para connosco, que continuamos a qualquer hora ou dia da semana a ir ao estádio apoiar os nossos apesar dos muitos e grosseiros erros de quem lidera o clube e a nossa equipa de futebol. 

Indefinição definida ou o traidor Keizer

Não soubemos defender. Não soubemos atacar. Jogámos ao nível de uma equipa menor. Onde é que isso nos poderia levar e levou mesmo? Ao merecimento da derrota, claro.

Sofridos que foram aqueles noventa e tal minutos, não há dúvida, merecemos perder o jogo contra o rival. 

Muito me chateia, desgasta, faz desesperar nesta que parece ser uma sina que nos leva mais vezes a "chorar" do que a sorrir. Seria até fastidioso desfiar as causas para tanto desalento e não vou por isso fazê-lo - para massacre já nos chegou o jogo de ontem -, mas a liderança de Keizer ou a falta dela não a poupo.

O líder do grupo anda literalmente a apanhar bonés entre a táctica que depressa e bem defendeu gostar de aplicar, e a táctica que o futebol português lhe impôs. Bastaram duas derrotas para passarmos a assistir a essa penosa, disparatada e, evidentemente ineficaz reinvenção do holandês.

Nunca mais lhe ouvimos a máxima: "prefiro ganhar por 4-3 do que por 1-0." Belíssima ode ao golo marcado, aquele que devia ser sempre, mas sempre, o principal objectivo de uma equipa de futebol. Uma deliciosa tirada atirada sobre a mediocridade do futebol jogado nas nossas competições, sempre tão avesso ao golo, ao golo que se procura marcar, já que o outro, 90% das equipas nada querem com ele, obstinadas que estão em não sofrer, apenas. 

Keizer está a trair-se. Está. E está também a trair-nos. Keizer traiu-nos. Keizer é um traidor.

Começou com goleadas, todas elas justificadas, todas elas fruto de uma orientação para o golo e para a vitória. Mas isso foi noutra vida. Onde é que isso já vai? Pergunto, até. E faço-o suspeitando que essa vida que nos enchia de esperança já não voltará.

Essa é uma imperdoável traição aos sportinguistas que vibraram com aquelas vitórias robustas resultado de um futebol positivo jogado por jogadores galvanizados, alegres, que abraçavam plenamente aquela forma de jogar. Percebíamos que era assim que os nossos queriam e gostavam de jogar. E nós, falo sobretudo por mim, era assim que os queríamos ver em campo. Olhos apontados à baliza adversária e atitude ganhadora. E ganhavam.   

Acredito que Keizer está a ser vítima de se estar a trair a ele próprio. Não lhe perdoo que nos traia a nós também. 

Estamos a jogar à bola

Mesmo que o texto não fale de boxe e sim de futebol, mesmo assim, o título não é redundante. Porque não era nada claro que num passado recente jogássemos à bola. Nesse tempo, exasperantemente, os nossos limitavam-se a dar umas corridas sobre a relva atrás da bola. Na dita lá iam dando  uns chutos mas sem convicção e, como se não bastasse, sem direcção, invisíveis que eram as linhas de passe, incapazes que eram os jogadores de as inscreverem, mergulhados que estavam na profunda inércia. E metê-la na baliza adversária, claro, era um custo. 

3 jogos 13 golos é um rácio que dá ânimo mas também esperança numa época que, afinal, nos poderá sorrir. Sorrir, aliás, é o que hoje fazem os nossos em campo. Alegres, bem na pele técnica e tática de Keizer.

A equipa respira saúde. Joga para ganhar e ganha. E isso é mesmo jogar à bola.  

Chicotada a meio é que não, sff

Confesso que fico dividido perante a demissão de Peseiro. Jogamos pouco, sem brilho, tantas e tantas vezes, praticamos um futebol desgarrado, mas... Mas há um mas.

 

E esse mas, caros, é que até podemos não jogar nada mas há uns meses, lembro, passou-nos a frota da Luís Simões por cima. Camião atrás de camião a andar para a frente e para trás e nós no chão, bem alinhados com o rodado dos TIR. O clube ficou feito em cacos, a equipa de futebol totalmente destruída. Apesar disso, jogando mal, muitas vezes muito mal, estamos agora a dois pontos da liderança do capeonato e continuamos em prova nas restantes taças, nacionais e europeia. 

 

Se é inegável que o mau futebol que pomos em campo é da responsabilidade da equipa técnica, com José Peseiro à cabeça, estamos nas frentes todas e com todas as hipóteses de sucesso em aberto, e isso é também fruto da obra do agora ex-líder do balneário. 

 

Posto isto, espero que Frederico Varandas tenha já para apresentar um novo treinador da equipa principal de futebol do Sporting.

 

Será inadmissível um vazio de poder na equipa principal do nosso emblema durante muito tempo. Se esta decisão de Varandas foi só para responder a uns poucos lenços brancos acenados da bancada, então, tenho de claramente aqui dizer que essa foi a maior asneira do seu ainda curto mandato. Tão disparatada e incompetente que pode bem vir a contaminar negativamente a presidência até ao seu desfecho. 

Sporting unido

8 de Setembro entrou na história gloriosa do Sporting. Foi dia glorioso. E foi uma glória participar nele.

Enquanto esperava para votar, passo curto dando a volta ao estádio, um pensamento não me largava: que grandes somos.

A manifestação de sportinguismo que ontem demos é para mim o equivalente a jogos ganhos de goleada, e troféus, muitos, conquistados.

A diferença que temos para os demais clubes é abissal. Não precisamos de ganhar sempre para votarmos a nossa fé ao nosso Sporting. 

Queremos muito ganhar, todos, sermos campeões, todos, uma e outra vez; mas não a qualquer custo. Sem Apitos Dourados ou E-Toupeiras. Temos o Cashball a ensombrar-nos, sim, é verdade, mas, com enorme sanidade e sentido de responsabilidade e, claro, amor ao clube; corremos com quem mandava na instituição à época em que os alegados actos que deram aso a investigação foram cometidos.

Votei vencido. A minha escolha para líder do clube recaiu em João Benedito, mas é Frederico Varandas o meu presidente.

Foi a votos com o lema Unir o Sporting, e gloriosamente, depois de tudo o que passámos recentemente, ontem no decorrer da votação já demonstrávamos essa união. Uma demostração avassaladora de entrega.

Uma glória!

Os maiores sucessos é o que desejo à nova direcção leonina, que serão também os meus. Os nossos.

Paixão e razão, Benedito, pois então

Vou votar em João Benedito para a presidência do nosso clube. Longe de mim fazer do És a Nossa Fé confessionário, mas, que fazer? Sim, eu sei, o blogue que tanto orgulha as nossas cores, porque as aviva, tantas vezes, e as defende, sempre; bem sei que não é um fascículo da Voz da Verdade, como também concedo, e sem qualquer resistência, que as crenças podem confundir-se com crendices e a fé num instante redunda em coisa bacoca, mas, pergunto de novo, que fazer? Que fazer quando o nome do candidato é de bendito, abençoado?

Desde a primeira hora que a candidatura do nosso antigo guardião de futsal me inspira confiança e, mais importante, talvez, me dá esperança. Vistas e lidas as entrevistas, acompanhados alguns debates entre candidatos, lidos os programas de governação do clube, confirmei a minha escolha inicial, reforçando-a.

Posto isto, a partir daqui, confesso (outra vez), vou lançar opinião sobre o candidato como se estivesse à roda de uma mesa com amigos, ou seja, sem grande preocupação argumentária e menos ainda retórica.

Voto em João Benedito porque foi campeão várias vezes pelo Sporting. Logo, é campeão. O Benedito é um campeão. E no Sporting. Do Sporting. É, por isso, de todos os candidatos, o único que tem a cultura do clube que eu quero ver preservada, cultivada, aumentada, fortalecida. Em suma, o João Benedito é sportinguista com provas dadas de entrega e contribuição para a grandeza do emblema. Não precisou de chegar ao sessenta e tal anos de idade para o ser. Já o é. Tem essa experiência. A mais importante.

É combativo. Assertivo. Tem postura de líder. Não se coíbe. Não se encolhe. E está bem rodeado. Preparou-se. Estudou. O programa fala por ele. A candidatura pensou, verdadeiramente, no que quer para o clube e como consegui-lo. O projecto é bem pensado e há muito tempo. Maturado porque de gente com maturidade, e essa é mais uma prova de que o argumento de que isto não está para meninos aqui, com João Benedito, não cola. Considero até evidente que antes do candidato está o seu projecto. Não há qualquer culto da personalidade.  

E, finalmente, votarei João Benedito porque é para a sua candidatura que o meu coração leonino bate. Estas escolhas não se explicam sentem-se.

Depois do destruidor, destrutivo, tóxico, cancro carvalhista, o João Benedito é o candidato que me dá mais esperança e confiança na verdadeira reabilitação do nosso grande Sporting. 

"Só eu sei porque não fico em casa"

Esperança renovada, crença reforçada, a certeza da permanente revivescência, afinal, a cada nova época o sportinguismo fortalece-se.

Quando forem 20h30 lá estaremos nos nossos lugares a acreditar nos nossos e a apoiá-los. Confiança e orgulho no emblema de tal forma grandes que reduzem à mais reduzida insignificância o incessante ruído carvalhista, esse lixo tóxico que insiste em poluir o clube para mero benefício próprio. É também por causa dessa desmesurada nódoa (inapagável) na história do Sporting que hoje sairei de casa para voltar a casa, à minha casa, aquela casa de onde despejámos o inquilino com pretensões a ser seu proprietário.

Fosse eu a decidir e tratava de expulsar Bruno de Carvalho de sócio. Cortava o mal pela raiz. É o que se faz às ervas daninhas, não é?

Nova época, o nosso Sporting de sempre. Acreditamos de novo. E temos ainda mais razões para isso. Estamos muito melhor dirigidos e assim continuaremos após 8 de Setembro. Resistimos ao pior dos ataques porque lançado de dentro.

Estamos vivos e com muita esperança. Este ano é que é!     

Vi Sousa Cintra com Peseiro e fui renovar o lugar no estádio

Oiço e leio reservas, até duras críticas à escolha de José Peseiro para treinador da principal equipa do Sporting. O título deste texto é demonstrativo do quão longe estou do chorrilho negativista que para aí anda.

Lembro que o clube ainda atravessa uma profunda crise. A liderança está entregue a uma comissão de gestão. A governação é transitória. Além destes factos perguntas há cujas respostas, quanto a mim, apresentam outras evidências, também elas pouco animadoras: Que escolhas tinha Sousa Cintra? E pergunto-o perguntando ainda: Quantos treinadores aceitariam, hoje, trabalhar no Sporting sabendo que daqui por três meses haverá nova liderança no clube?

José Peseiro conhece o futebol português e isso é meio caminho andado para haver menos asneira. Já cá esteve e não foi ganhador? Sim, é verdade, como o é nos últimos três anos termos estado entregues ao exorbitantemente caro Jorge Jesus que cá chegou tri-campeão e todo ele promessas de glória resgatada, mas que connosco levou-nos a conquistar um troféu apenas, ingloriamente, o mais pequeno deles todos.

Optimista inveterado que sou, de Peseiro, no lugar de o lembrar como "pé-frio", prefiro recordá-lo como o treinador responsável por um dos melhores "futebóis" que vi jogar em Alvalade.

Venha a nova época. Eu vou lá estar. 

Bruno de Carvalho factual(mente)

Bruno de Carvalho já não é presidente do Sporting, porque a esmagadora maioria dos sócios assim decidiu.

Bruno de Carvalho já não é presidente da SAD do Sporting, porque quem governa o clube assim decidiu apoiado pelas leis que regem o país.

Bruno de Carvalho já não é adepto do Sporting.

Bruno de Carvalho já não é sócio do Sporting.

Bruno de Carvalho já deixou de não ser do Sporting.

Bruno de Carvalho já não vai deixar de ser sócio do Sporting.

Bruno de Carvalho já não vai impugnar a Assembleia Geral que o destituiu da presidência do Sporting.

Bruno de Carvalho já não vai recandidatar-se à presidência do Sporting.

Bruno de Carvalho já não vai não recandidatar-se à presidência do Sporting. 

Bruno de Carvalho já não tem o palco que tinha.

Bruno de Carvalho não é confiável.

Bruno de Carvalho não é presidenciável.

Bruno de Carvalho não é líder, apenas chefe.

Bruno de Carvalho não é bem formado ética e moralmente.

Bruno de Carvalho já não é levado a sério por ninguém sério.

Bruno de Carvalho não deixa saudades.

Bruno de Carvalho não devia ter sido presidente tanto tempo.

Bruno de Carvalho já não tem lugar no Sporting.

Bruno de Carvalho já era.

O Sporting ganhou

Nós, sócios e adeptos do Sporting Clube Portugal, ganhámos. São vencedores até os que votaram vencidos, hoje na AG. Somos todos ganhadores porque reganhámos a honra, o respeito, o amor próprio, essa entidade que diz basta, que exige e reconquista o lugar a que verdadeiramente se pertence. É isto que significa a destituição de Bruno de Carvalho, que há muito tempo, tempo demais, era a maior ameaça aos valores e princípios, ao ADN leonino, que o nosso centenário emblema encerra. Um emblema que tanto nos orgulha ostentar e defender. 

A corrida que demos nos sete que andavam a cavar uma sepultura dá-me um enorme orgulho em nós. Um imenso orgulho no Sporting.

Venham as eleições. Vivó Sporting.

Correr com o trafulha é pôr em prática as palavras que cantamos arrepiados

 

Desafinado, quase sempre, tantas e tantas vezes fora de tom, porque entoado pela profunda emoção que o hino provoca em mim. N´"O Mundo Sabe Que" assim me junto a vós. Convosco me arrepio.

Naquela oração - tem tanto de sagrado, não é? - testemunhamos a nossa fé, ali fazemos a nossa jura, comprometemo-nos, damos a nossa palavra, falamos de coração, convocamos o enorme sentimento de pertença.

Rodeado pelo imenso mar verde e branco, olhos fixos nos jogadores em quem sempre deposito a esperança de me fazerem campeão, pergunto a mim próprio enquanto canto - ciente de que não será pelo cantar, muito menos pelo marcar golos ou defendê-los - pergunto quando "Farei o meu melhor para te ver sempre na frente." 

Sábado! Sábado é a resposta.

Para correr com o golpista e pistoleiro Carvalho, para lhe pôr um fim no nosso clube, vamos ou vamos à Assembleia Geral de Destituição. Não temos duas opções. Há só uma escolha.

Tenho falado com muitos de nós. A esmagadora maioria diz-me que vai estar no Altice Arena, usando o poder do voto para libertar o Sporting do trafulha-mor e restante gangue que lá se barrica. No entanto, de outros sportinguistas tenho ouvido que ainda não têm a certeza da sua presença na reuinião magna. As razões são várias. Desde não saberem se estão em Lisboa, naquele dia, até às longas horas que certamente durará a AG, passando ainda, e preocupantemente, pelo receio de que haja confusão - leia-se violência física.

Passemos das palavras aos actos. Entoemos cá dentro, mais ou menos afinados, o compromisso assumido, jornada após jornada, e neste que é dos maiores desafios da vida do Sporting vamos em massa ao Altice Arena. Temos uma oportunidade única de vencer, realmente.

Lá estarei, convicto de que em uníssono iremos cantar: "Irei onde o coração me levar e sem receio farei o que puder pelo meu Sporting."

Nunca mais é sábado

 

Bem dito documento histórico que revela o mentiroso, populista, o indecoroso golpista, que se mantém barricado no Conselho Directivo do Sporting. Demos, então, uma ajuda ao Bruno de Carvalho sócio e corramos com o Bruno de Carvalho presidente. É um dois em um. Ajudando-nos a nós e ao futuro do nosso clube, damos também auxílio ao incapaz de se valer a si próprio, vítima que está dele e só dele e do presidente que o próprio é.

Mais ansioso que nos dias dos jogos grandes, lá estarei na Arena de voto em punho e de, momento, nada secreto. Desde já vos digo que, com todas as ganas, votarei pela destituição de Bruno de Carvalho.

 

É impossível discordar do texto de JPT

Só se fosse um calhau com olhos discordaria deste texto. As razões são várias, mas detenho-me na principal: o que valorizamos no nosso clube, como o alimentamos, representamos e defendemos em sociedade tem de estar em linha com os valores e princípios que temos para nós como inatacáveis e, portanto, inabaláveis. Posto isto, discussões há, como esta em que o Sporting está mergulhado, nas quais não pode haver lugar à relatividade. Haverá sempre valores e princípios mais elevados que outros.

Feita a ressalva, logo relativizo a questiúncula e volto ao futebolês, esse linguajar, essa linguagem que nos permite subverter a rigidez discursiva, e que, apesar da aparência, não é desleal para com o que verdadeiramente nos rege. 

Para os ex-jogadores do Sporting

A vocês seis que rescindiram contrato com o SCP tenho a dizer-vos que, a partir de agora, espero que o Sporting não seja a parte mais prejudicada da contenda jurídica que se travará. É ao Sporting que devo lealdade e fidelidade, cá continuo e continuarei. Que se faça justiça, sim, mas que essa - é o que sinceramente desejo - seja favorável ao Sporting. 

Agora, se isto se confirmar, para mim, nem a vossa alma se aproveita. Ver-vos de vermelho no relvado de Alvalade, e nos outros todos, acreditem, era como levar socos e chapadas. Passaria a ver-vos como canalhas, aliados de canalhas. Sabemos que as situações podem sempre piorar, espero, ainda assim, que tal não se confirme vendo-os, a qualquer um de vós, de vermelho e galinhola ao peito.

Bruno, demite-te, porra

Demite-te, Bruno. Não faças mais mal ao Sporting. Vai-te embora, porra. Demite-te, Bruno. Não faças mais mal ao Sporting. Vai-te embora, porra. Demite-te, Bruno. Não faças mais mal ao Sporting. Vai-te embora, porra. Demite-te, Bruno. Não faças mais mal ao Sporting. Vai-te embora, porra. Demite-te, Bruno. Não faças mais mal ao Sporting. Vai-te embora, porra. Demite-te, Bruno. Não faças mais mal ao Sporting. Vai-te embora, porra. Demite-te, Bruno. Não faças mais mal ao Sporting. Vai-te embora, porra.  Demite-te, Bruno. Não faças mais mal ao Sporting. Vai-te embora, porra.  

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