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És a nossa Fé!

Sporting unido

8 de Setembro entrou na história gloriosa do Sporting. Foi dia glorioso. E foi uma glória participar nele.

Enquanto esperava para votar, passo curto dando a volta ao estádio, um pensamento não me largava: que grandes somos.

A manifestação de sportinguismo que ontem demos é para mim o equivalente a jogos ganhos de goleada, e troféus, muitos, conquistados.

A diferença que temos para os demais clubes é abissal. Não precisamos de ganhar sempre para votarmos a nossa fé ao nosso Sporting. 

Queremos muito ganhar, todos, sermos campeões, todos, uma e outra vez; mas não a qualquer custo. Sem Apitos Dourados ou E-Toupeiras. Temos o Cashball a ensombrar-nos, sim, é verdade, mas, com enorme sanidade e sentido de responsabilidade e, claro, amor ao clube; corremos com quem mandava na instituição à época em que os alegados actos que deram aso a investigação foram cometidos.

Votei vencido. A minha escolha para líder do clube recaiu em João Benedito, mas é Frederico Varandas o meu presidente.

Foi a votos com o lema Unir o Sporting, e gloriosamente, depois de tudo o que passámos recentemente, ontem no decorrer da votação já demonstrávamos essa união. Uma demostração avassaladora de entrega.

Uma glória!

Os maiores sucessos é o que desejo à nova direcção leonina, que serão também os meus. Os nossos.

Paixão e razão, Benedito, pois então

Vou votar em João Benedito para a presidência do nosso clube. Longe de mim fazer do És a Nossa Fé confessionário, mas, que fazer? Sim, eu sei, o blogue que tanto orgulha as nossas cores, porque as aviva, tantas vezes, e as defende, sempre; bem sei que não é um fascículo da Voz da Verdade, como também concedo, e sem qualquer resistência, que as crenças podem confundir-se com crendices e a fé num instante redunda em coisa bacoca, mas, pergunto de novo, que fazer? Que fazer quando o nome do candidato é de bendito, abençoado?

Desde a primeira hora que a candidatura do nosso antigo guardião de futsal me inspira confiança e, mais importante, talvez, me dá esperança. Vistas e lidas as entrevistas, acompanhados alguns debates entre candidatos, lidos os programas de governação do clube, confirmei a minha escolha inicial, reforçando-a.

Posto isto, a partir daqui, confesso (outra vez), vou lançar opinião sobre o candidato como se estivesse à roda de uma mesa com amigos, ou seja, sem grande preocupação argumentária e menos ainda retórica.

Voto em João Benedito porque foi campeão várias vezes pelo Sporting. Logo, é campeão. O Benedito é um campeão. E no Sporting. Do Sporting. É, por isso, de todos os candidatos, o único que tem a cultura do clube que eu quero ver preservada, cultivada, aumentada, fortalecida. Em suma, o João Benedito é sportinguista com provas dadas de entrega e contribuição para a grandeza do emblema. Não precisou de chegar ao sessenta e tal anos de idade para o ser. Já o é. Tem essa experiência. A mais importante.

É combativo. Assertivo. Tem postura de líder. Não se coíbe. Não se encolhe. E está bem rodeado. Preparou-se. Estudou. O programa fala por ele. A candidatura pensou, verdadeiramente, no que quer para o clube e como consegui-lo. O projecto é bem pensado e há muito tempo. Maturado porque de gente com maturidade, e essa é mais uma prova de que o argumento de que isto não está para meninos aqui, com João Benedito, não cola. Considero até evidente que antes do candidato está o seu projecto. Não há qualquer culto da personalidade.  

E, finalmente, votarei João Benedito porque é para a sua candidatura que o meu coração leonino bate. Estas escolhas não se explicam sentem-se.

Depois do destruidor, destrutivo, tóxico, cancro carvalhista, o João Benedito é o candidato que me dá mais esperança e confiança na verdadeira reabilitação do nosso grande Sporting. 

"Só eu sei porque não fico em casa"

Esperança renovada, crença reforçada, a certeza da permanente revivescência, afinal, a cada nova época o sportinguismo fortalece-se.

Quando forem 20h30 lá estaremos nos nossos lugares a acreditar nos nossos e a apoiá-los. Confiança e orgulho no emblema de tal forma grandes que reduzem à mais reduzida insignificância o incessante ruído carvalhista, esse lixo tóxico que insiste em poluir o clube para mero benefício próprio. É também por causa dessa desmesurada nódoa (inapagável) na história do Sporting que hoje sairei de casa para voltar a casa, à minha casa, aquela casa de onde despejámos o inquilino com pretensões a ser seu proprietário.

Fosse eu a decidir e tratava de expulsar Bruno de Carvalho de sócio. Cortava o mal pela raiz. É o que se faz às ervas daninhas, não é?

Nova época, o nosso Sporting de sempre. Acreditamos de novo. E temos ainda mais razões para isso. Estamos muito melhor dirigidos e assim continuaremos após 8 de Setembro. Resistimos ao pior dos ataques porque lançado de dentro.

Estamos vivos e com muita esperança. Este ano é que é!     

Vi Sousa Cintra com Peseiro e fui renovar o lugar no estádio

Oiço e leio reservas, até duras críticas à escolha de José Peseiro para treinador da principal equipa do Sporting. O título deste texto é demonstrativo do quão longe estou do chorrilho negativista que para aí anda.

Lembro que o clube ainda atravessa uma profunda crise. A liderança está entregue a uma comissão de gestão. A governação é transitória. Além destes factos perguntas há cujas respostas, quanto a mim, apresentam outras evidências, também elas pouco animadoras: Que escolhas tinha Sousa Cintra? E pergunto-o perguntando ainda: Quantos treinadores aceitariam, hoje, trabalhar no Sporting sabendo que daqui por três meses haverá nova liderança no clube?

José Peseiro conhece o futebol português e isso é meio caminho andado para haver menos asneira. Já cá esteve e não foi ganhador? Sim, é verdade, como o é nos últimos três anos termos estado entregues ao exorbitantemente caro Jorge Jesus que cá chegou tri-campeão e todo ele promessas de glória resgatada, mas que connosco levou-nos a conquistar um troféu apenas, ingloriamente, o mais pequeno deles todos.

Optimista inveterado que sou, de Peseiro, no lugar de o lembrar como "pé-frio", prefiro recordá-lo como o treinador responsável por um dos melhores "futebóis" que vi jogar em Alvalade.

Venha a nova época. Eu vou lá estar. 

Bruno de Carvalho factual(mente)

Bruno de Carvalho já não é presidente do Sporting, porque a esmagadora maioria dos sócios assim decidiu.

Bruno de Carvalho já não é presidente da SAD do Sporting, porque quem governa o clube assim decidiu apoiado pelas leis que regem o país.

Bruno de Carvalho já não é adepto do Sporting.

Bruno de Carvalho já não é sócio do Sporting.

Bruno de Carvalho já deixou de não ser do Sporting.

Bruno de Carvalho já não vai deixar de ser sócio do Sporting.

Bruno de Carvalho já não vai impugnar a Assembleia Geral que o destituiu da presidência do Sporting.

Bruno de Carvalho já não vai recandidatar-se à presidência do Sporting.

Bruno de Carvalho já não vai não recandidatar-se à presidência do Sporting. 

Bruno de Carvalho já não tem o palco que tinha.

Bruno de Carvalho não é confiável.

Bruno de Carvalho não é presidenciável.

Bruno de Carvalho não é líder, apenas chefe.

Bruno de Carvalho não é bem formado ética e moralmente.

Bruno de Carvalho já não é levado a sério por ninguém sério.

Bruno de Carvalho não deixa saudades.

Bruno de Carvalho não devia ter sido presidente tanto tempo.

Bruno de Carvalho já não tem lugar no Sporting.

Bruno de Carvalho já era.

O Sporting ganhou

Nós, sócios e adeptos do Sporting Clube Portugal, ganhámos. São vencedores até os que votaram vencidos, hoje na AG. Somos todos ganhadores porque reganhámos a honra, o respeito, o amor próprio, essa entidade que diz basta, que exige e reconquista o lugar a que verdadeiramente se pertence. É isto que significa a destituição de Bruno de Carvalho, que há muito tempo, tempo demais, era a maior ameaça aos valores e princípios, ao ADN leonino, que o nosso centenário emblema encerra. Um emblema que tanto nos orgulha ostentar e defender. 

A corrida que demos nos sete que andavam a cavar uma sepultura dá-me um enorme orgulho em nós. Um imenso orgulho no Sporting.

Venham as eleições. Vivó Sporting.

Correr com o trafulha é pôr em prática as palavras que cantamos arrepiados

 

Desafinado, quase sempre, tantas e tantas vezes fora de tom, porque entoado pela profunda emoção que o hino provoca em mim. N´"O Mundo Sabe Que" assim me junto a vós. Convosco me arrepio.

Naquela oração - tem tanto de sagrado, não é? - testemunhamos a nossa fé, ali fazemos a nossa jura, comprometemo-nos, damos a nossa palavra, falamos de coração, convocamos o enorme sentimento de pertença.

Rodeado pelo imenso mar verde e branco, olhos fixos nos jogadores em quem sempre deposito a esperança de me fazerem campeão, pergunto a mim próprio enquanto canto - ciente de que não será pelo cantar, muito menos pelo marcar golos ou defendê-los - pergunto quando "Farei o meu melhor para te ver sempre na frente." 

Sábado! Sábado é a resposta.

Para correr com o golpista e pistoleiro Carvalho, para lhe pôr um fim no nosso clube, vamos ou vamos à Assembleia Geral de Destituição. Não temos duas opções. Há só uma escolha.

Tenho falado com muitos de nós. A esmagadora maioria diz-me que vai estar no Altice Arena, usando o poder do voto para libertar o Sporting do trafulha-mor e restante gangue que lá se barrica. No entanto, de outros sportinguistas tenho ouvido que ainda não têm a certeza da sua presença na reuinião magna. As razões são várias. Desde não saberem se estão em Lisboa, naquele dia, até às longas horas que certamente durará a AG, passando ainda, e preocupantemente, pelo receio de que haja confusão - leia-se violência física.

Passemos das palavras aos actos. Entoemos cá dentro, mais ou menos afinados, o compromisso assumido, jornada após jornada, e neste que é dos maiores desafios da vida do Sporting vamos em massa ao Altice Arena. Temos uma oportunidade única de vencer, realmente.

Lá estarei, convicto de que em uníssono iremos cantar: "Irei onde o coração me levar e sem receio farei o que puder pelo meu Sporting."

Nunca mais é sábado

 

Bem dito documento histórico que revela o mentiroso, populista, o indecoroso golpista, que se mantém barricado no Conselho Directivo do Sporting. Demos, então, uma ajuda ao Bruno de Carvalho sócio e corramos com o Bruno de Carvalho presidente. É um dois em um. Ajudando-nos a nós e ao futuro do nosso clube, damos também auxílio ao incapaz de se valer a si próprio, vítima que está dele e só dele e do presidente que o próprio é.

Mais ansioso que nos dias dos jogos grandes, lá estarei na Arena de voto em punho e de, momento, nada secreto. Desde já vos digo que, com todas as ganas, votarei pela destituição de Bruno de Carvalho.

 

É impossível discordar do texto de JPT

Só se fosse um calhau com olhos discordaria deste texto. As razões são várias, mas detenho-me na principal: o que valorizamos no nosso clube, como o alimentamos, representamos e defendemos em sociedade tem de estar em linha com os valores e princípios que temos para nós como inatacáveis e, portanto, inabaláveis. Posto isto, discussões há, como esta em que o Sporting está mergulhado, nas quais não pode haver lugar à relatividade. Haverá sempre valores e princípios mais elevados que outros.

Feita a ressalva, logo relativizo a questiúncula e volto ao futebolês, esse linguajar, essa linguagem que nos permite subverter a rigidez discursiva, e que, apesar da aparência, não é desleal para com o que verdadeiramente nos rege. 

Para os ex-jogadores do Sporting

A vocês seis que rescindiram contrato com o SCP tenho a dizer-vos que, a partir de agora, espero que o Sporting não seja a parte mais prejudicada da contenda jurídica que se travará. É ao Sporting que devo lealdade e fidelidade, cá continuo e continuarei. Que se faça justiça, sim, mas que essa - é o que sinceramente desejo - seja favorável ao Sporting. 

Agora, se isto se confirmar, para mim, nem a vossa alma se aproveita. Ver-vos de vermelho no relvado de Alvalade, e nos outros todos, acreditem, era como levar socos e chapadas. Passaria a ver-vos como canalhas, aliados de canalhas. Sabemos que as situações podem sempre piorar, espero, ainda assim, que tal não se confirme vendo-os, a qualquer um de vós, de vermelho e galinhola ao peito.

Bruno, demite-te, porra

Demite-te, Bruno. Não faças mais mal ao Sporting. Vai-te embora, porra. Demite-te, Bruno. Não faças mais mal ao Sporting. Vai-te embora, porra. Demite-te, Bruno. Não faças mais mal ao Sporting. Vai-te embora, porra. Demite-te, Bruno. Não faças mais mal ao Sporting. Vai-te embora, porra. Demite-te, Bruno. Não faças mais mal ao Sporting. Vai-te embora, porra. Demite-te, Bruno. Não faças mais mal ao Sporting. Vai-te embora, porra. Demite-te, Bruno. Não faças mais mal ao Sporting. Vai-te embora, porra.  Demite-te, Bruno. Não faças mais mal ao Sporting. Vai-te embora, porra.  

Ouviram?

Fizemos ouvir-nos, alto e bom som. Basta. Demissão. Eleições, já!

Como no repúdio que manifestámos em casa no jogo com o Paços de Ferreira, com a manifestção à porta da sede da SAD, esta tarde, temos razão para ter orgulho em nós!

Perante tamanha expressão de rejeição da ainda direcção, se os cegos sete continuarem no poder (e eu tenho a certeza que assim será), confirmarei que estão a esconder misérias e horrores. Escondem a péssima e lesiva gestão para o clube que me reforça os receios porque verdadeiramente temo o pior.

Cada vez me convenço mais que a dívida de 4 milhões de euros à Gestifute pela transferência de Adrien, confirmada pelo Conselho Directivo em comunicado, é só a ponta de um iceberg de buracos na gestão.

Como esta tarde gritei em conjunto com centenas e centenas de nós, reafirmo a urgência de podermos votar e com o poder do voto desalojarmos aqueles que agora se barricam na presidência, colados ao poder à força de ilegalidade atrás de ilegalidade.

 

Um "bully" à solta

"O Rui." Ouvir o Presidente a chamar o guardião pelo nome, como se dele fosse amigo íntimo, líder próximo e também companheiro, ofende. 

Bruno de Carvalho é, definitivamente, um "bully", essa pomposa palavra que hoje tantas vezes usamos, substituindo a de cobarde, e que em bom português define bem melhor a figura que pratica actos violentos, intencionais e repetidos, contra uma pessoa indefesa. 

No caso a pessoa indefesa é o melhor defesa português, que se defende, justamente, alegando ser vítima de "bullying" por parte do presidente.

Para aqueles que se deixam cegar pela intensa luz do Presidente-Sol deixo algumas pistas. Patrício foi alvo de tiro com tocha em Alvalade e o presidente, nada disse. Patrício foi agredido na garagem do nosso estádio e o presidente, nada disse. Patrício foi acusado pelo presidente de ter sido co-responsável pelo ataque à Academia. Para o presidente, Rui Patrício é um "menino mimado." E tantas agressões, mais.

A notícia da rescisão de Rui Patrício causa enorme tristeza e desola, mas, há muito tempo que se antecipava. Como outras, aliás. No entanto, pergunto, isso dará em quê além do empobrecimento e ferida funda na reputação do Sporting?

Nunca desejei que isto acontecesse, mas tinha esperança que se algum jogador rescindisse com justa causa, confrontado com esse duro golpe, o presidente percebesse que é hoje nada mais do que nefasto para o Sporting. Salta à vista: Bruno de Carvalho besuntou-se com Araldite que além de colar cientistas ao tecto, cola déspotas ao poder.

A comunicação do Conselho Directivo foi apenas e só uma nova demonstração de que o presidente hoje deve ser chamado de Bruno barricado em Alvalade Carvalho.

Espantosa e tristemente ainda haverá muitos a defenderem a permanência deste presidente.

Temos de ir a votos e o mais rapidamente possível. Bruno de Carvalho não quer eleições? Está a fazer tudo para impedir que sejamos ouvidos? Há ilegalidades? BASTA! Resolva-se a coisa na Justiça. 

Calar a indignação é legitimar a anormalidade

Enfio a carapuça, é verdade. Como não? Sou visado por aqueles que dizem aos sportinguistas que devemos calar as críticas a bem do Sporting, que devemos esperar que a actual direcção resolva os problemas prementes do clube. Acontece que urgente para mim é ser ouvido com os meus votos de sócio. 

Enfio a garruça, sim. Sou um dos que no entender de alguns sportinguistas dou força ao actual presidente, "ofereço-lhe" votos de cada vez que disparo ferozes, ruidosos e acesos lamentos por Bruno Carvalho se manter no poder. Por afirmar que para mim é um imperativo de cidadania exigir a saída imediata do presidente.

No entanto - com tanto gorro posto, aliás, nem podia ser de outra maneira -, tiro o chapéu a quem, todos os dias, exige a queda do presidente do Sporting, já. 

Nada do argumentário do "grupo dos sete" me convence a defender a sua permanência até um acto eleitoral marcado para um muitíssimo distante mês Setembro. O argumento de que "começaríamos a época com menos dez pontos" (Inácio, dixit) é para mim insignificante enquanto o clube estiver a ser manobrado por um projecto de poder pessoal. Não desejo ter uma época desportiva falhada, evidentemente, mas a temporada só será de vitória com o Sporting liberto da actual presidência que, além do mais, em cinco estáveis anos nunca nos deu o título de campeão nacional de futebol. Está longe de ser ganhadora no futebol sénior.

O alarme espalhado pela campanha de um empréstimo obrigacionista fracassado, só me mostra que a gestão financeira do clube, ao contrário do repetidamente dito, deixa muito a desejar.

Já o disse e repito, até que as pontas das falangetas me doam de tanto teclar: o pior para o Sporting é a continuidade desta direcção que tem de cair quanto antes. Calar esta exigência é ser cúmplice de uma das mais negras páginas da história do Sporting. Mais a mais, o habilidoso Bruno de Carvalho (mesmo sem facebook) está apostado em dominar a agenda mediática, presidindo como se nada se passasse. Calarmo-nos, deixarmos de exigir eleições o mais rapidamente possível é, no meu entender, ser co-responsável por uma das maiores crises do clube.

Os valores da decência têm mesmo de falar mais alto do que a clubite exacerbada, ainda por cima alimentada por uma personalidade que tantas vezes se sobrepõe ao próprio emblema. 

No país já caíram vários Governos, ministros, secretários de Estado, elos mais fracos na cadeia de poder conferido no voto popular, e todos eles caíram porque perceberam o que os eleitores pensavam deles. Tiveram a certeza que já não eram desejados, não estavam mais legitimados. Num clube não deve, nem pode ser diferente. Depois do que aconteceu e tem acontecido, ter eleições em Setembro é uma vergonha intolerável para o Sporting que sempre se afirmou como instituição exemplar e de referência na sociedade portuguesa.   

A importância de haver Varandas

A notícia da disponibilidade de Frederico Varandas para ser candidato a presidente do Sporting é uma boa notícia. Com isto não estou a dizer que apoio o director clínico para o cargo de líder máximo do clube, afirmo, sim, que a notícia dá esperança. Liberta-nos da sensação da ausência de alternativas e possível vazio de poder.

Só com a existência de candidatos à presidência é que Bruno de Carvalho será ameaçado, só assim o seu poder poderá, verdadeiramente ruir. Enquanto não houver quem lhe faça frente, quem lhe dispute o poder, ele surgirá aos olhos de muitos como o único disponível para liderar, servir e proteger o Sporting. 

Sou contra Bruno de Carvalho na presidência

Como quem cala consente, então, que fique claro: Não quero mais Bruno de Carvalho como presidente do Sporting.

As razões para me opor à manutenção da actual presidência são várias, mas a principal prende-se com o risco em que o clube incorre de se transformar num mero palco do egocentrismo e despotismo do Bruno.

Nos últimos dias temos assisitido a uma catadupa de vergonhosas manobras populistas e populares, que servem apenas e só para nos atirar areia para os olhos.

Como muitos de nós não estou cego nem me deixarei cegar. A cada dia que passa vejo muito bem que o que move Bruno Carvalho não é o interesse do Sporting Clube de Portugal mas o dele. 

Não tenhamos mais ilusões: destituir, remover, correr com a actual direcção é hoje o maior interesse do Sporting Clube de Portugal.

Dependentes da boa-fé dos jogadores

Do que oiço e leio, a doutrina não se divide muito. A esmagadora maioria dos juristas defende que os jogadores têm razão para pedir a rescisão de contrato com justa causa. 

Negligência da entidade patronal que não garantiu a segurança dos atletas, permitindo o assalto à Academia e consequentes agressões no local de trabalho; os sucessivos atentados à honra e ao bom nome profissional perpetrados pelo presidente no decorrer dos muitos e intermináveis solilóquios a que nos tem sujeitado e das várias e inqualificáveis mensagens no facebook que, apesar das promessas, não pára de disparar. 

São estes os argumentos que poderão ser invocados pelos profissionais do Sporting para exigir a rescisão de contrato.

Estamos numa situação dramática. E este anúncio da suspensão dos apoios à Juve Leo, nesta altura, já a época finda, é mera táctica. E vem tarde. O tacticista temeu anunciá-la antes da final da Taça, não fossem os energúmenos, publicamente, retirar-lhe o apoio.

No entanto, mais do que ser um novo um acto cobarde de Bruno Carvalho, este tirar de tapete à claque, agora, apenas agora, receio, poderá ser considerado pelos jogadores como nova provocação e desconsideração. Acirrando, por isso, a vontade de ir embora. 

Não há volta a dar, o futuro do clube ao nível desportivo, económico, financeiro e reputacional está dependente da boa-fé dos jogadores.

O que lhes podemos dar em troca para que eles considerem a permanência no clube?

A resposta para mim é óbvia: correr com o carrasco. Destituir Bruno de Carvalho da presidência, marcar eleições e escolher um líder com um projecto sólido que nos dê confiança a nós e a todos os atletas, a começar pelos que vestem as camisolas da equipa principal do Sporting Clube de Portugal.

{ Blog fundado em 2012. }

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