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És a nossa Fé!

Campeões da ida às urnas, as de voto e as de féretro

Peritos em urnas. Nisto nos tornámos. Salvíficas. Incontornáveis. Inadiáveis. A última oportunidade para resgatar o clube dos seus mais temíveis e terríveis algozes antes da próxima última oportunidade.

Nisto se tem transformado o nosso voto, depositado, na verdade, na urna caixão, tumba de jogadores, treinadores. Presidentes.

A par da condição de maior potência desportiva nacional, alcançámos o estatuto de elite das funerárias da bola. Do mata-mata. Do baralha e mata de novo. Especialistas na gestão de cemitério. 

Nisto se tornou o futebol leonino. Nisto se tornaram as eleições no Sporting. E se antecipadas assim serão, de novo. 

Também já quis ver Varandas fora da presidência. E continuo a querer.

Confesso. No meu reservado e parcialíssimo tribunal Cheguei mesmo a sentenciar: "O som do estádio está aos gritos. Porra...demita-se o gajo!"

Um danado impulso para o radicalismo quase descontrolado, alimentado pela constatação de que as compras foram praticamente só de entulho. Somada à perda de jogadores nucleares que só revelou a incapacidade de preencher os vazios deixados pelos maus negócios. Mais o intolerável silêncio de presidente e director desportivo que nunca deram a cara pela miserável preparação da época que agora ingloriamente finda.

Um rol crítico, transformado em rolo compressor, impiedosamente empurrado pelas derrotas, empates e péssimas exibições da equipa orientada pelos muitos treinadores que depois enterrámos.

O cenário é negro. Deprimente, mesmo! Mas como sair dele? Por outras palavras: que alternativas há a esta incompetente gestão?

A pergunta é retórica, claro que é. Sei que no papel existem alternativas e boas, por isso reformulo a interrogação: Há alternativas viáveis para uma disputa eleitoral a tempo do seu vencedor preparar bem a próxima época?  

Sou da opinião que não, não há.

É conhecida a máxima de que o futebol é a coisa mais importante das coisas menos importantes. Pois, discordo. O futebol é tão importante como as coisas mais importantes. 

Todos concordarão que o Sporting é uma nação. Que move milhões. De sonhos e de euros. Que tem um papel fulcral na defesa dos valores que constituem as sociedades cobiçadas pelos povos desvalidos que há pelo mundo fora. Que forma homens e mulheres. Que é um embaixador da excepcionalidade dos portugueses na arte da bola.

Todos sabemos que muitas vezes o Sporting, um jogo de futebol do Sporting, é a coisa mais importante à face da terra. 

Teve ou não contornos de fim do mundo aquela canalha combinação de resultados de ontem na Luz e na pedreira? E o impante Salvador e a sua soberba incontida alavancada pela insuportável ascensão ao pódio de onde nos desalojou? 

Para mim, evitar que o acima descrito se repita é tão importante e consumir-me-á tanto quanto ter a certeza que o SNS está cheio de saúde.

 O futebol não é um caso sério, é seriíssimo! Como tal, quem gere e preside aos destinos do nosso clube tem de ser criticado, supervisionado, interrogado, implacavelmente cobrado. A cultura deve ser a da exigência através de uma insistente e consistente crítica com alternativa apresentada, como fazem as boas oposições partidárias aos Governos nas verdadeiras e sólidas democracias liberais. A chamada marcação cerrada. Com pressão alta e equipa balanceada para o ataque construtivo, só assim ganhadora.

A apresentação e consequente consolidação de uma alternativa só acontecerá através de um trabalho a tempo inteiro, feito durante o mandato presidencial. 

Aqui chegado, pergunto. Que alternativas são verdadeiramente conhecidas do grande universo leonino? Que escolhas poderemos fazer que nos dêem as garantias de sucesso, para além do fraco consolo de nos fazermos ouvir, na forma de voto, sobre uma coisa que no fim redundará mais numa fezada do que numa certeza?

Temos o impulso (e eu também a ele soçobrei ao longo da época) de logo convocar eleições, destituir, correr com quem dirige o clube, porque não nos dá as vitórias que queremos. Não nos faz campeões de futebol.

Mas como coisa séria que é o futebol permito-me o exercício de perguntar se era aceitável adoptar a prática de deitar abaixo por sistemas os Governos que não executassem as políticas certas para todos termos aumentos salariais de 20% a cada ano da governação (sei que é subjectivo mas é nesta ordem de grandeza proporcional que estimo o valor da conquista do campeonato).

Ir para eleições sem alternativas conhecidas e reconhecidas, não será mais que uma reacção em vez de uma acção. Um impulso para satisfazer a ausência de vitórias dentro das quatro linhas e que teria uma só virtude: emoção, o sentimento que cimenta o futebol. 

Ora, valha-nos isso, a tendência sufragista, a paixão pelos candidatos e facções em disputa, mais a incerteza do resultado seriam a garantia de que a maioria de nós ganharia. Pelo menos nas urnas. Mas seria enganador. Ninguém ganharia verdadeiramente.

Faço por isso votos para que as eleições não sejam "agora!", "já!", e sim quando houver projectos e equipas definidos e de todos conhecidos.

Antes disso, para mim, tudo não passará de uma ida às urnas sinónimo de caixão. De pôr os votos numa futura tumba, cujo destino será o cemitério cada vez maior de sonhos que vamos enterrando. 

Trump devia contratar Lito Vidigal e nós kits de abre-latas e de marretas e um bom arquitecto

Quem passou por Alvalade, e falo da cúpula - e foram muitos ao longo desta já longuíssima travessia do deserto de ausência do título de campeão -, foi-nos prometendo a conquista da taça mais desejada. Em moldes diferentes, com narrativas diversas; uns até Outubro, outros até finais de Abril, fizeram-nos sonhar e acreditar que naquele ano é que era. Que todos iríamos, finalmente, reivindicar a praça do Marquês como coisa nossa. Festejando extasiados, gloriosamente encimados pelo leão que lá do alto e verde nos iria devolver à realeza a que verdadeiramente pertencemos no reino da bola. Mas...bola! 

Vem isto a propósito da máxima que nunca devemos esquecer e que reza assim: Promessas leva-as o vento, mas coisas promissoras, não. Essas, muitas vezes,  esbarram de frente contra um muro.  

Só agora chego junto do título deste postal, mas acredito que mais exauridos terão ficado os nossos, enquanto, em vão, tentaram derrubar o paredão erguido pelo Vidigal em pleno relvado de Alvalade.

"Build that wall" deverá ser mesmo a frase que Lito melhor conhece e mais diz em Língua Inglesa. Em português não há qualquer dúvida que é. Ele é um verdadeiro conhecedor da construção de muralhas e paredes, um especialista, um mestre... pedreiro.

Ora, tamanha elite, achamos nós, seria uma grande aquisição para o inquilino da Casa Branca e modelo capilar do Jovane (refiro-me apenas e só à cor da cabeleira, bem entendido). Com Vidigal, Trump cumpriria finalmente a promessa de anos, podendo isolar-se mais um bocadinho do mundo, desta vez atrás do tão desejado e totalmente intransponível muro.

Acontece que Trump não sabe da existência de Portugal e, portanto, menos ainda tem conhecimento de Lito Vidigal. Ou seja, o especialista em muros vai continuar por cá e, mais importante, continuará a erguer o seu talento nos campos de futebol lusos. 

Aqui chegados, a conclusão é óbvia. O Sporting terá de contratar no mínimo uma marreta (leia-se um ponta-de-lança matador), mais um kit de abre-latas, na forma de um jogador que desequilibre o jogo para o nosso lado, capaz de entrar nas malhas apertadas das vedações armadas por Vidigal e outros. Precisamos ainda de um arquitecto, um playmaker, um jogador que marque o ritmo e faça jogar, que veja o que mais ninguém vê em campo, descubra e crie oportunidades para o nosso sucesso ofensivo.   

O actual plantel não é uma promessa. É promissor. Façam com que não o leve o vento nem esbarre mais contra o muro, é o que peço aos responsáveis leoninos para a próxima temporada.

O seu a seu dono

A/C de um certo e manhoso tipo de treinador de bancada

 

É fácil acertar no Totobola às segundas, não é?

Oh... não fiques nesse estado. Respira fundo. Conta até dez e enquanto isso esvazia essa indignação inflamada. Mas, sim, leva lá a bibicleta. Tens razão. Não é às segundas-feiras, pois não. Agora, é a qualquer dia da semana que se pode acertar no Totobola. Afinal, para a Covid-19 ainda não se arranjou treinador à altura, menos ainda de bancada.

Mas, tens razão, toda a razão. Enfim, não nos chateemos por causa disto. Adiante.

Posto isto, diz-me lá, confessa, sff, quantas vezes chamaste nomes ao Wendel? Não te pergunto se o renomeaste, se o rebaptizaste, não quero saber se no decorrer do jogo gritaste qualquer coisa do tipo: "Passa a bola, Wanderlei! Não mastigues o jogo, Wanilson! Não fintes mais, Wanderson!"

Nada disso. Nomes do tipo palavrão é sobre esses que indago. Peço-te que partilhes connosco do alto da cátedra que tiraste no lugar que tens no primeiro ou no segundo anel de Alvalade, no aconchego do teu sofá ou da lamuriosa mesa de um qualquer café com Sporttv que frequentas; diz-nos lá: Quantas vezes chamaste nomes ao Wendel e à mãe dele, já agora? 

Muitas, calculo. Muitas mesmo. Tantas que parecerão ainda mais quando comparadas com as nulas vezes em que vislumbraste no brasileiro o maestro da orquestra que ele é hoje. Mas tu podias lá vislumbrar esse talento. Podias lá fazê-lo quando talento para o futebol só tens o de dizer mal. A mesma estafada maledicência que não reconhece que foi preciso chegar a Alvalade alguém que é mesmo treinador, e que é visto da bancada, para revelar um Wendel de batuta nas botas. 

E ao Jovane? Ainda a ele não lhe passava pela cabeça descolorá-la e tu o que dizias que ele tinha nela? Nada, não era? Não gritavas tu que a cabeça do caboverdiano era incapaz de ordenar dribles imparáveis ou sprints de bola dominada no pé rumo à baliza adversária? Não sentenciavas tu que a cabeça do Jovane não tinha capacidade para executar rápido a jogada mais improvável ou o remate mais certeiro? Não declaravas tu que ele era mais um brinca-na-areia inconsequente? 

Tenho a certeza que tudo isto que gritavas, às vezes urravas, do alto do teu douto desconhecimento do esférico, o repetias para o Plata. 

Os três já estavam em Alvalade antes de cá chegar Rúben Amorim, não estavam? Mas ninguém os pôs a jogar bem, verdadeiramente bem, pois não? 

No entanto, mesmo que esta tripla encante o verdadeiro adepto de futebol com o belíssimo futebol que nos oferece, tu continuas a dizer mal. Dos três jogadores e de tudo o resto.

Talvez o faças, afinal, roído de inveja. Inferior ao facto de que quem revela os fantásticos dotes futebolísticos dos três craques acima enunciados é um treinador que custou uma fortuna, que tem pouco currículo e ainda uma costela do grande rival. Todos estes rótulos para ti serão sempre mais fortes, relevantes e importantes do que a evidência da qualidade técnica-táctica e de liderança do treinador que chegou ao clube pela mão de um presidente que tu reprovas. E reprovarás sempre, mesmo que o Sporting venha a ser campeão durante o seu mandato. O mesmo presidente que parece estar a acertar o passo e a apostar definitivamente na formação. Essa mina de coisa preciosa achada em Alcochete e que põe ainda em campo craques como Eduardo Quaresma, Matheus Nunes ou Nuno Mendes. 

Já sei, já sei...! Já os conhecias a todos. Pois, olha, humildemente te digo, que eu passei a conhecê-los pela batuta do Rúben Amorim, durante a presidência de Frederico Varandas.

O seu a seu dono.

A pré-época

Chamem-me o que quiserem mas para mim estamos já na pré-época 2020/2021. Esta é, parece-me, a aposta e orientação da Direcção e da Equipa Técnica, e concordo com ela. Afinal, no final desta tão atípica temporada resta-nos deixarmos de fazer figuras tristes em campo, abandonando definitivamente o péssimo e errático jogo que durante meses, meses de mais, foi sendo praticado por um conjunto de jogadores, e substituirmos aquilo que tantas vezes nos envergonhou e exasperou por uma equipa de futebol com cabeça, tronco e membros. Uma equipa que saiba o que está a fazer em campo - que já tantas vezes o faz bem! Uma equipa que nos dê indicações que no futuro estará melhor. Uma equipa, enfim, que nos dê esperança e horizonte.

Antes de Rúben Amorim, e pegando na ilustração anatómica, cabeça não havia. Nem nos jogadores e treinadores, e menos ainda na massa adepta, que a perdíamos com os nervos a cada jornada de novo e repetido desaire e desnorte. Quanto ao tronco, esse, só o comum. Do qual quase todos partilhávamos que aquilo era tudo um desastre. E membros faltavam sempre aos nossos na hora do passe certeiro, do remate decisivo, no momento tão ansiado do chuto matador. Goleador.

Ontem, em Moreira de Cónegos, faltou-nos acerto, sim, é verdade, mas também o é que essa conclusão tiramo-la sem termos de recorrer a bitolas antigas de anos, décadas mesmo, mas porque temos já a bitola Amorim.

Como tantos, também não gostei de ver Wendel e Nuno Mendes no banco. Muitos defendem que em equipa ganhadora não se mexe. Outros sentenciarão que não é preciso aplicar a rotatividade no plantel.

Devo confessar que concordo com essas máximas, mas quando seguidas e aplicadas em tempos de casa arrumada e totalmente definida. Infelizmente, o Sporting ainda não está assim. Mas felizmente para lá caminha. Caminha, acredito e tudo farei para que assim seja, para alcançar vitórias de forma consistente e, por isso, natural. O desejado reencontro com o estatuto de clube grande ganhador.

Posto isto, aceito e aplaudo a experiência e até mesmo experimentalismo que Rúben Amorim tem realizado nas equipas que monta. 

Há nele consistência. As equipas têm todas por base a formação. E esta aposta continuada e reforçada nos nossos principais activos é preciosa. É a que verdadeiramente nos dá futuro e inda rumo. É raro, muito raro, que ao discurso, às palavras se juntem os actos. O clube, esta direcção, disse-nos em tempos que iria apostar na Academia e suas muitas jóias e (depois de enganos e atrasos) está finalmente a fazê-lo.

Acreditando que não mais voltaremos a fazer figuras tristes esta temporada, convicto que no pódio ficaremos (fraco consolo!), espero e disso estou mesmo convencido que estas derradeiras jornadas estão já a ser a preparação de uma época vitoriosa.

Começámos 2020/2021 mais cedo que os outros. Tiremos proveito disso e assim sendo nem a incompetência (será só isso?) dos árbitros como os de ontem em Moreira de Cónegos nos impedirá de alcançar a glória que inscrevemos na nossa insígnia. 

Esperança ainda mais reforçada

O nosso regresso a Alvalade e a nossa incontestável vitória reforçam o título deste texto, mas o que gosto de Rúben Amorim à frente da equipa, também. Convenço-me que finalmente temos treinador. Que de uma vez por todas preenchemos o vazio deixado pela saída de JJ (ganhou bola, sim, mas sabia bem o que fazer com ela).

Depois, comparando os dois, Rúben Amorim é mais... mais caro, sim, a sua aquisição foi muito mais cara, pois foi, mas ele é mais construtivo. RA dá-nos garantias - já certezas - de que vai construir uma equipa tendo por base aquilo em que o Sporting se diferencia e superioriza em relação aos rivais: as jóias da formação.

Rúben Amorim é consistente na aposta que faz nos nossos craques em crescimento. Diz que o faz e fá-lo. Isto tem um valor inestimável. O resultado é visível. Objectivo. Temos um treinador que, finalmente, volta a potenciar jovens em Alvalade. Jovane, Eduardo Quaresma, Matheus Nunes são disso exemplo. 

É este o caminho. Estamos no bom caminho. Numa aparente contradição, esta certeza foi confirmada pelo erro logo assumido por RA, quando confessou ter errado ao tirar Matheus Nunes para dar lugar a Eduardo. É que foi mesmo quando entrou o entulho comprado sem critério no passado, e saiu uma das nossas mais brilhantes pérolas, que a equipa se foi abaixo.

Além da competência técnica que lhe reconheço, constato em Rúben Amorim liderança. A começar pela assunção da culpa, sem procura de bodes expiatórios, passando pela política em curso de que não há lugares cativos no 11, como o sabe, melhor que ninguém, Mathieu. Uma liderança que aposta nos seus. Como comprova a inclusão de Matheus Nunes ontem na equipa titular, depois de um jogo pouco promissor na jornada anterior. 

Tendo por base a evidência matemática de não poder aspirar a mais, espero terminar a época no pódio, pelo menos. Mas tenho sobretudo esperança de que o caminho para alcançar esse lugar seja consistentemente a preparação da próxima temporada.

A melhor preparação possível, para a melhor época que possamos fazer. E podemos aspirar a muito!

Esperança reforçada

Encheram-me a alma sportinguista e os olhos, o emblema do leão a cintilar e as listas verdes e brancas a brilhar. Um reforçado orgulho leonino que cedo transformou o estádio vazio numa enchente das antigas.

Podemos sorrir. Hoje e, seguramente, amanhã. É a minha convicção. Podemos esperar por vitórias. Muitas. Podemos, sobretudo, acreditar que vamos reconciliar-nos com a nossa equipa. No sentido em que vamos deixar de esperar dela o que ela não nos pode dar; porque dela receberemos o que ela nos pode e poderá dar. E isso é muito. Proporcional à dimensão dos talentos que temos na equipa e na academia é imenso. Estamos cheios de talento. Temos futuro.

Rúben Amorim é bom treinador e é um líder. Os jogadores gostam dele. Foi com ele, finalmente, que as palavras passaram aos actos e jogámos com as pérolas. Com os nossos verdadeiros activos. E eles, tal como o emblema leonino e as listas verdes e brancas, brilharam no Minho. 

Em crescendo (porque assim vamos ver a nossa equipa) alinharam ontem em Guimarães: Eduardo Quaresma (18), Gonzalo Plata (19), Rafael Camacho (20), Matheus Nunes (21), Jovane Cabral (21), Max (21). Seis craques. Mais de metade de um onze!

Se isto não dá razão para esperança, não sei o que dará. 

Acredito que Rúben Amorim vai formar uma grande equipa porque saberá potenciar o nosso DNA que, vimos ontem, está vivo e faz viver!

É a dar apoio a essa crença que dedicarei o meu sportinguismo. Quando houver eleições farei o meu juízo. Até lá não lutarei para que haja um sufrágio antecipado.

Antecipar, hoje, prefiro antecipar as vitórias.

Força equipa (domingo lá estarei)

Tenho sido muito crítico desta presidência. Noto-lhe incompetência e errância na gestão do futebol. Amadorismo exasperante em tantas decisões. Insegurança, noutras. E arrogância em muitas das tomadas de posição, umas públicas, outras silenciosas, num ruidoso cala consente feito de  soberba. Mas não será com isso em mente que vou estar na bancada no próximo domingo. Rumarei ao nosso estádio apostado (como sempre) em apoiar a nossa equipa e (como sempre, sempre!) com a esperança de que vamos ganhar. A vitória vou festejá-la intensamente. Ai vou, vou.

A par das críticas e ataques que posso e devo fazer à liderança do nosso clube, posso e deve dar o benefício da dúvida ao novo treinador e equipa técnica.

Gostei da postura de Rúben Amorim na apresentação do mesmo como novo timoneiro do nosso principal grupo de atletas: Directo. Sem floreados. Franco. Seguro. Sensato. Moderado. Consciente do trabalho hercúleo que tem pela frente porque acompanhado da enorme grandeza do clube que, a partir de hoje, passará a defender com o único objectivo, disse-o ele, de ganhar a todos os nossos adversários. Categoria, aliás, à qual Rúben Amorim pertenceu. Pertenceu. Passado. A tantos treinadores aconteceu isto mesmo, já. Leonardo Jardim,  Marco Silva e Jorge Jesus são os exemplos mais recentes (nomes escolhidos pela bitola de bom futebol que jogámos com eles líderes).

"Toda a gente diz: 'E se correr mal? A isto digo: E se correr bem?" Perguntou-nos Rúben Amorim esta tarde sobre as reservas que muitos de nós têm sobre a sua contratação.

Talvez imbuído da fezada que há sempre nisto de se ser sportinguista ou de outra cor qualquer; talvez por ser um optimista sem fim;  não sei, - embora desconfie que por causa das duas -, mas assisti à apresentação de RA e acreditei que podemos melhorar o nosso futebol e que esta pode ser uma solução de futuro.

Sei que Varandas deixa cair treinadores, fazendo deles escudos humanos que o protegem dos estilhaços provocados pela destruição levada a cabo por ele próprio, no entanto, espero sinceramente ter-me enganado sobre a crítica que a seu tempo fiz sobre a noticiada contratação do antigo treinador do Braga.

Haverá eleições, poderemos de novo escolher uma liderança, e por isso, para já, darei o benefício da dúvida. "E se correr bem?", perguntou-nos o novo técnico. Espero que sim, que corra bem. Muito bem, mesmo. Quero muito mais isso do que confirmar as críticas faço. Quero muito ter-me enganado. Quero acreditar que desta vez Varandas emendou a mão e aposta finalmente num projecto para o futuro, que ele tenha sido 100% verdadeiro quando nos anunciou que a preparação da época 2020/2021 começa agora. 

Não me acenem, por isso, com outras presidências que nada ganharam de relevante, a começar pela anterior, que gastou milhões e milhões e foi incapaz de nos devolver o título de campeão. Mais. Apesar de tudo, Varandas terá de fazer muito pior para chegar sequer perto da lastimosa e deplorável presidência de Bruno de Carvalho.

Uma série de vitórias e de bom futebol mudam tudo. É isso que espero que comece no próximo domingo. Viva o Sporting.

  

Varandas para o precipício

Atiro-me?!?! Perguntou-se desnorteado. E atigou-se mesmo. Atigou-se e lixou os cognos todos, os deles e os nossos. É que mesmo que a cabeça, as pernas, as mãos e os braços sejam do ainda presidente do Sporting Clube de Portugal se o homem se atira para o precipício leva-me com ele, não por solidariedade ou por consultadoria técnica (não fiz o serviço militar obrigatório e menos ainda estive no Afeganistão como homem de armas), mas vou com ele porque ele é o presidente do clube que me faz sofrer e que apoio como poucas coisas na vida. 

Esta contratação do Rúben Amorim para timoneiro da equipa de futebol sénior está para lá do disparate e da prova da incompetência que hoje mina a administração da SAD leonina. Estamos isso sim perante um acto desesperado tomado por alguém que age para safar a pele dele e não olha aos superiores interesses do Sporting.

Varandas põe o odioso na actual equipa chefiada por Silas, sacode a água do capote. Enfim, em bom rigor para descrever a actuação do presidente prefiro usar outra expressão, aquela que nos diz que Varandas com esta manobra limpa as mãos à parede, passada a merda que tem feito.

A culpa da clamorosa época desportiva no que ao futebol sénior diz respeito é da total responsabilidade de Varandas, o autoproclamado presidente-treinador.

Rúben Amorim não passa de uma jogada revestida de fezada como já o foram as de Keizer, Leonel Pontes e Jorge Silas. Além disso, desconfio que parte do sucesso de Amorim (deixem-me só dar um golo na água que o sapo que engulo é maior que o centro comercial Colombo), dizia eu, parte do dito sucesso é certamente explicada pela organização, estrutura e liderança do Braga.

A somar aos inaceitáveis milhões e milhões dispendidos na contratação de Amorim, a cereja no cimo do bolo incomível seria a ainda inacreditável cedência dos passes de três promissores jogadores, frutos da nossa formação. A acontecer seria uma vergonhosa capitulação à arrogância e soberba bracarenses e mais do que isso uma traição não só aos sócios que em Varandas votaram (eu não fui!) com a promessa da aposta nas pérolas da academia, mas todos nós que acreditamos mesmo que o nosso futuro está assegurado pelos talentos da nossa profícua formação.  

Aqui chegados, não tenho dúvida, sou levado a concluir que termos Varandas presidente, conservando ele os poderes e a influência que tem no futebol, nem Jurgen Klopp brilharia em Alvalade.

O futebol tantas vezes faz gato sapato da razão e eu que até já aqui defendi a importância de permitirmos que o presidente cumprisse o mandato até ao fim tenho hoje sérias reservas a que essa seja o melhor a fazer a bem da sustentabilidade e futuro do nosso Sporting.

Da serenidade

Sei do que falo. À falta de melhor antídoto ou calmante muita coisa física já parti danado que fico com as inúmeras derrotas ou imensos empates do Sporting. A título de curiosidade: comandos de televisão já foram dois para o galheiro, telemóveis outros quantos, e molduras, uma ou outra, às quais nem tubos de supercola3 valeram para as devolver à cómoda. 

Enfim, o que devia fazer quando não jogamos em casa - quando nos batemos em Alvalade o problema não se põe que aí tenho lugar no estádio e os comandos de TV atirados ao chão sempre os substituo por gritos que atiro aos filhos destas e daquelas -, mas, como dizia, o problema põe-se quando jogamos fora porque ver o jogo na televisão, concluo, só o devia fazer num quarto almofadado e eu vestido com camisa de forças. 

Valha, no entanto, a verdade, já que cansado que estou de delapidar o património e consciente que as coisas não têm culpa nenhuma - menos ainda quem além de mim as usa lá em casa -, lá me ordeno:

- Calma! Calma, Pedro. Dou por mim a dizer-me respirando fundo. Faço-o numa altura em que lá fora tudo arde. Bem sei. Mas é também por isso que sobre a fogueira opto por atirar água e não gasolina. 

Devo dizer-vos que o exercício é refrescante e gratificante. Afinal, a cabeça é que manda e na minha é num repente que me transforma numa corporação de bombeiros. O mantra é simples: o século XXI está longe, muito longe, das décadas de 40 e 50 do século passado. Constatação à qual acrescento outra que me diz que no corrente século vai para 19 anos que não somos campeões nacionais de futebol. E antes disso, entre 1974 (ano em que nasci) e o fim do século XX só por três vezes nos sagrámos campeões.

Se desse lado está a sair (ou já saiu mesmo) um indignado e não menos salivante, então, podemos continuar a perder que não te importas?, aviso já, que não há ninguém mais sportinguista do que eu, e, portanto, que não há nenhum sportinguista que goste mais do que eu que o Sporting ganhe.  O que quero dizer é que, infelizmente, o nosso normal é não ganharmos. Esperem, esperem. Insisto já: não quero com isto dizer que não me importo de continuar sem ganhar, não há nenhum sportinguista que queira menos do que eu que o Sporting continue sem ganhar. Não há!

Queria sobretudo e quero afirmar isto: Se por não conseguir ser campeão de futebol sénior o presidente do Sporting fosse destituído, nesse caso, iríamos a caminho da septuagésima destituição, mais destituição menos destituição, que o instituto tão vexativo da reputação do clube querem tratar e usar como se de camisa que se muda fosse.

Seriamente, muito seriamente falando, Frederico Varandas terá de viver 50 vezes, terá de fazer 50 vezes pior do que tem feito, até chegar aos calcanhares de Bruno de Carvalho no que à ameaça à grandeza do Sporting diz respeito. Que fique claro: Bruno de Carvalho foi um cancro, melhor, foi o cancro que corroeu o clube da forma mais mortífera possível e, é o que é, desse famigerado cancro está o clube ainda cheio de metástases. Com isto não estou a apoiar Varandas, de forma nenhuma, mas demarco-me da salganhada de motivações que estão ao barulho neste momento (mais um) de enorme ruído no nosso clube.

Terem-se juntado três mil em contestação à actual direcção, exigindo a sua demissão, é só a prova de que o motivo não é verdadeiramente o de julgar por mérito ou demérito o presidente, o que está em causa, sim, é o desconforto daqueles que Varandas desconfortou. Os três mil deverão ser, mais coisa menos coisa, os Juve Leos e Directivos que se confundem, ou melhor, que confundem o apoio aos apoios das claques com o apoio que dizem devotar ao clube.  

Deixemos esta direcção ir até ao fim do mandato para que foi legitimamente eleita. Não fará melhor do que tem feito até agora? Provavelmente não. Quase de certeza que não, acrescenta a minha expectativa. Varandas é fraco como líder? É. Mas foi ele o escolhido para um ciclo de quase quatro anos de presidência.

Temos de aguentar porque temos e devemos dar tempo ao surgimento de alternativas viáveis, bem estruturadas, que não sejam meras respostas reactivas que se apressam a preencher vazios de poder.

Destituir um presidente só em caso de gravidade máxima no exercício do poder que lhe foi atribuído pelos sócios, só quando essa presidência por doentio inebriamento de si própria pode matar o princípio e fundamento do clube, ávida dele se servir em benefício de um projecto pessoal de poder e até de existência pessoal. Da minha memória e da memória escrita nos livros da história centenária do Sporting Clube de Portugal só Bruno de Carvalho só ele foi esse inimigo do clube, só ele mereceu ser justamente destituído de presidente.

Fui daqueles que se juntaram em frente à sede da SAD e exigiram a demissão da anterior direcção. Não seríamos mais que 400 a 500. Poucos mas bons sportinguistas e cuja virtude do protesto viria a ser confirmada por uma esmagadora maioria dos sócios que, primeiro, correram com o então presidente e, depois, o expulsaram de sócio.

Confesso que me envergonha assistir à manifestação de mais de três mil sportinguistas que agora se juntaram com as mesmas exigências, mas contra uma direcção que é só incompetente, e que não junta à incompetência as muitas e todas elas gravíssimas suspeitas de crime e  variadas ilegalidades na gestão do clube. Se tivessem um pingo de sentido crítico e de exigência cívica ter-se-iam juntado à manifestação daquela tarde de Junho de 2018 e teríamos sido muitos milhares a exigir o fim do cancro brunista.

O passado já lá vai e a fonte do cancro enterrada, é verdade. Mas o cancro ainda contamina e parece-me evidente que destituir a actual direcção seria alimentá-lo e fortalecê-lo.

A minha esperança é que surjam boas candidaturas e como aqui já escrevi sou particularmente favorável a um nome que, repito, espero se recandidate: Pedro Azevedo. Só alguém que pensa verdadeiramente o clube nas suas virtudes e defeitos poderá contrariar esta tendência que nós Sporting temos tido para não ganharmos campeonatos de futebol e eu, em particular, para partir parte do recheio de casa.  

Presidente Pedro Azevedo

Acreditem, Edmundo e  Tiago,  foi no fim do jogo com o Braga (que detestei perder!!!!) que me alinhei convosco. Também eu acho que o Sporting deve ter como presidente um sportinguista como o Pedro Azevedo. A explicação é simples: o Sporting precisa e merece ter um timoneiro que assim o é porque é dele o projecto que preconiza. Precisamos de ter à frente dos nossos destinos clubísticos alguém com ideias próprias, sustentadas na sabedoria desportiva e histórica, mas também na gestão moderna, umas e outras acompanhadas de verdadeira cultura Sporting, como ele tão bem explica.

As ideias do Pedro Azevedo são integradoras das facetas que se exigem a uma liderança lúcida, robusta e profícua. O Pedro tem princípios e fundamentos, é forte em todas as componentes, da desportiva à empresarial, passando pela política que acaba e se renova ao serviço do reencontro com a grandeza do SCP. 

Se vos perguntarem se conhecem quem saiba o que quer fazer na liderança do Sporting Clube de Portugal, tenho a certeza que o nome de Pedro Azevedo dará a resposta certa. Ele devolverá  a grandeza do Leão que outros, no lugar que ao Pedro Azevedo cabe, têm feito por adiar.

Ler ou ouvir o Pedro sobre o Sporting é inspirador (abram as hiperligações que disponibilizo e vejam se minto!). Nas suas palavras há equilíbrio, bom senso, critério, juízo crítico, conhecimento técnico, seja-o desportivo ou de gestão, e, claro, um inesgotável amor pelo Sporting. Aprendemos com ele ao acompanhar-mos-lhe as ideias que tem para o clube e as análises que faz sobre o estado em que o Sporting está, apontando com clareza os porquês do mau lugar que o nosso clube ocupa no futebol português e internacional.

O Pedro vê o grande retrato e fá-lo em linha com a grandeza do Sporting. Porque para o Pedro, o Sporting tem tudo o que precisa para resgatar a glória que inglórios teimam em afastar.

Não tenho dúvida que o Pedro Azevedo pode e, sobretudo, deve ser o líder do Sponting. Avança Pedro!

 

A bestialidade

As bestas gritaram "Alcochete sempre". Só bestas apreciam a bestialidade, alimentam a bestialidade. Seja de cinto na mão para espancar e aterrorizar quem dá nome à academia de Alcochete ou de gargantas prontas a fazer daquela invasão hino, aquelas bestas serão tudo menos apoiantes do Sporting. Não são seguramente do Sporting.  

"Alcochete sempre" gritaram as bestas desta história que se arrasta há tempo demais, semeada por ex-líderes execráveis - líderes espirituais ainda no activo - , todos subalternizando o clube às suas agendas e interesses individuais.

A essas bestas grito Sporting Sempre! E sobre todos espero que lhes caia em cima o peso da Justiça. Que sejam expulsos de sócios do Sporting e banidos de entrar nos estádios de futebol. Que, enfim, sintam a força da lei, percebam que essa será sempre mais poderosa do que a lei da força.

 

PS. Crítico que sou de Frederico Varandas, presidente que considero menos que sofrível, devo acrescentar que enquanto ele travar esta luta contra as claques estarei ao seu lado. Se o seu mandato servir para limpar o clube destas bestas, o seu legado será mais do que digno de nota. Será obra.

No sítio errado

Algumas claques do Sporting, as ocupantes da tão ardentemente pronunciada "curva Sul", há muito que perderam o pé. E a mão, as mãos. Em bom rigor, as mãos. Foram estas últimas o meio para atingir o fim de um dos episódios mais infames que me foram dados a assistir no estádio José  Alvalade. Muitas daquelas mãos, mãos demais (uma só bastaria para ser demais), essas mãos que deviam limitar-se a aplaudir e a coreografar incansáveis apoios à nossa equipa estiveram, afinal, ao serviço do deplorável arremesso de material pirotécnico contra o nosso guardião. Para qualquer sportinguista interessado em puxar só e apenas pela equipa, aquela foi uma vergonhosa e insultuosa chuva de foguetes que incessantemente caiu sobre a nossa grande área, mal o árbitro apitou para o início do jogo contra o nosso grande rival.

Só isto deveria ter provocado o fim do protocolo entre o clube e as claques. Nada foi feito. Uma intolerável inimputabilidade que a muitos de nós levou à suspeita de que aquele ataque ao nosso capitão e em pleno estádio, na nossa casa, teria a cobertura ou pelo menos a conivência do à época chefe máximo do clube. O mesmo que dias depois acabou por declarar ser "chato" que alegados elementos das claques tivessem atacado os jogadores na Academia.

Por indecente e má figura, no grandioso dia 23 de Junho de 2018 o "chateado" foi destituído por uma esmagadora maioria de 71,36% dos sócios que rumámos à Assembleia Geral. E que maravilhoso dia, sportinguistas. Maravilhoso. 

Infelizmente, o homem foi-se mas as sementes do ódio por ele deixadas germinaram e germinam ainda. Nas últimas semanas temos assistido a isso de forma inequívoca, servido num espectáculo de terror de novo desvario dos Grupos Organizados de Adeptos, muito mais apostados em fazer-se ouvir contra quem serve o Sporting do que em defesa do clube. 

As claques, como qualquer sócio, não devem perder o sentido crítico, mas pela presença qualitativa e quantitativa que têm nos recintos desportivos, em particular, e na sociedade, em geral, não podem transformar-se em oposição interna à Direcção do clube. Isto por questão de princípio e ainda porque o Sporting Clube de Portugal é mais, muito mais do que parceiro. A oposição em campo aberto a Frederico Varandas e restante Direcção com recurso a ameaças físicas e linguagem altamente ofensiva, injuriosa mesmo, é intolerável, e, além do mais corrobora o título deste texto.

Aquelas claques estão no sítio errado. Não podem nem devem fazer política. Nem oposição a um presidente. Menos ainda no espaço público. Só têm de apoiar. É para isso que lá estão. Foi para isso que o clube celebrou protocolos com as claques Juventude Leonina e Directivo XXI.

No entanto, estar no sítio errado parece ser hoje uma característica exasperante do nosso Sporting. Estamos no sítio errado da tabela classificiativa da primeira liga de futebol. A equipa entra em campo com jogadores nos sítios errados. Tudo parece errado na organização do nosso futebol sénior.

Temos ainda um presidente no sítio errado. E não será este rasgar dos protocolos com as claques (Varandas só podia fazer isto, que diabo!), não será isso que me convence do contrário.

Nos dias que correm assisto com cada vez mais frequência à passagem de pessoas para lugares para os quais não têm perfil ou capacidade. E a mim, com mais ou menos protocolos de claques rasgados, parece-me evidente que o sítio de Varandas não é no gabinete presidencial do Sporting, mas sim num gabinente médico a tratar de luxações e entorses. 

Nas próximas eleições, assim espero, estarei no sítio certo para ajudar a pôr as coisas no sítio.

Sportingflix

Mesmo acreditando que nós sportinguistas temos bastante de Gauleses, de em muita coisa sermos uma aldeia que resiste às muitas e variadas ameaças que atentam contra a nossa existência de grande clube; o título deste postal nada tem a ver com boleia que apanho da mensagem deixada nas redes sociais por Eduarda Proença de Carvalho. Não me interessa falar de poções mágicas, mas de outras ficções, sim, porque muito mais reais que o líquido de Asterix e companhia.

Posto isto, a baixo explico o flix que acrescento ao Sporting.

A par da Formação, Sportingflix afigura-se-me como emergente negócio do Clube. Pena que não dê retorno financeiro para os cofres de Alvalade, e só entretenimento para os nossos rivais e drama de baba e ranho para nós. Mas se os produtos saídos do Sportingflix dessem dinheiro, se fossem transacionáveis como o passe de um dos craques de Alcochete tenho a certeza que a Netflix já teria ligado ao Jorge Mendes para cá vir recrutar novos argumentistas.

A coisa é mesmo um maná. Produzido sem esforço, no sentido em que o produto surge com a naturalidade do talento, a inspiração para a feitura de histórias suculentas parece inesgotável. Um alucinante ritmo de criação de tramas e dramas que nem por isso deixa de ser acompanhado, ou não fosse sempre voluntariosa e abnegada a entrega de muitos na estrutura directiva, de uma imediata propensão para a realização das “cóboiadas”, dos filmes de terror, das comédias. Um apelativo cartaz que, damos por nós, e num repente está em exibição em todas as salas do país para consumo do grande público. E os sportinguistas estarrecidos, chegado o momento dos créditos, lá vemos o nome do nosso clube a surgir como detentor do argumento, da interpretação, da realização e produção de novo e péssimo filme.

Nos últimos meses, incluindo a pré-temporada, claro, ou não tivesse sido esta uma espécie de curta, o anúncio claro do que se poderia esperar da longa metragem; nestes últimos meses a Direcção do Sporting destruiu toda a margem de manobra que tinha, a esperança que se lhe tinha depositado. Fez asneiras atrás de asneiras, da preparação da época, às saídas e entradas de jogadores, à ausência de explicações, à forma como desconsiderou Bas Dost, destratando-o, mesmo, e, além disso, como não colmatou a saída do nosso melhor ponta-de-lança dos últimos e largos anos.

Disse a dado momento o presidente que não deveríamos estar preocupados, que ele não o estava. Soberba! Desrespeito. Má liderança, é o que lhe digo.

Passado este tempo, desde que a soberba foi daquela forma verbalizada, só com o intuito de arvorar o chefe à altura de quem vê mais longe que os debaixo, passado este tempo, repito, percebemos que tínhamos e temos razões para estarmos preocupados.

O clube estará pela hora da morte financeiramente. Tudo é incomportável. É preciso vender. Vender. Vender. Se não estivéssemos preocupados seríamos inconscientes.

Espero, desejo mesmo que se realize o sucesso de Leonel Pontes no comando da nossa equipa, isso é o que mais quero que aconteça. A vida tantas vezes se nos impõe e esta entrada estava fora do guião previamente escrito. Poderá, reforço, ser a nossa sorte. Pontes é conhecedor do Sporting, da formação de Alcochete, é praticante de futebol de ataque e com recurso de jovens talentos, tudo isto somado bem pode ser a realidade a impor-se à soberba de quem chamou para si o futebol, que se apresentou aos sócios como o candidato presidente/treinador, lembram-se?

A Frederico Varandas e restante Conselho Directivo peço-lhes que se deixem de filmes de má qualidade e de exibi-los nas salas de todo o país. Essas fitas que só vendem pipocas nos outros estádios que não no nosso.

Talvez assim, porque ainda é tempo, no final da época, em vez de um filme de autor incompreensível e hermético, tenhamos um Happy End.

Keizer tem de ser corrido já

Será uma estupidez insistir em Keizer para líder da equipa. O mais acertado é despedir Keizer e já. Porque já será tarde.

Keizer é medroso. Lê mal o jogo.

Não reage no decorrer dos embates. É passivo. E quando decide ser activo é constrangedor. A saída de Vietto para entrada de Borja é vergonhosa, servindo apenas para reforçar a atitude defensiva em casa, consolidando a ideia de papéis trocados dentro das quatro linhas. Afinal, hoje, mais uma vez, (à semelhança do jogo com o Braga) quem mandou em Alvalade foi o visitante. Depois, a ida a jogo de Plata para lá dos 90’. Essa disparatada acção foi só a estocada final, a assinatura do mau artista Keizer na obra miserável que nos serviu e à qual nos sujeitou. Se Keizer não for corrido vamos passar por muitas e mais vergonhas como a de hoje. A coisa é óbvia: a equipa do Rio Ave, como muitas outras equipas do nosso campeonato, é muito mais bem preparada, trabalhada, orientada, do que a nossa. E isso é inadmissível. Manter Keizer no comando da equipa, também.

Sportinguista sofre

Bem-dito Tantum que é verde e tanto me alivia a língua em ferida de tão mordida. Devo confessá-lo: bem maior que o número dos que ontem estivemos em Alvalade, foi o das vezes que já mordi a língua para travar o ímpeto de exigir que rolem cabeças no Sporting. Da cúpula do clube à estrutura do futebol. 

É claro que desatarmos a degolarmo-nos uns aos outros seria a pior solução para os nossos males mas, que diabo!, que mal que nós jogamos futebol... que mal. Tão mal. 

Levar um banho de bola em casa dado por um clube que, à nossa pala, sistematicamente se põe em bicos de pés arvorado em "4.º grande" é uma afronta, mais uma, que custa mesmo a engolir. Mais ainda com a língua feita num oito.   

Ganhámos. Sim, ganhámos, mas eu é que continuo a bochechar Tantum Verde. Não paro de morder a língua para não pedir a cabeça de Keizer. 

Umas levam a outras. Como aquela que é a coisa dramática de olharmos para a nossa frente de ataque e vermos nas alas a nulidade Diaby e o mais que inconsistente Raphinha. Dois jogadores que de extremos têm apenas o facto de serem extremamente fracos na posição para a qual o Sporting, ao longo de décadas, se constituiu fábrica dos mais perfeitos produtos para aquele específico lugar no campo. 

Um comprado ao Guimarães, outro vindo do Club Brugge, os actuais titulares das alas não são formados na Academia, o mesmo acontecendo com Plata. Resta-nos Rafael Camacho que vimos a espaços na pré-época e, depois, foi um Keizer que se lhe deu. 

Umas levam a outras. E para a que se segue dispenso o Tantum Verde. A língua uso-a afiada, pronta para criticar uma Direcção (administrativa e desportiva) que se desfaz, despacha, abre mão do melhor ponta-de-lança que marcou no Sporting nos últimos anos. Um atacante eficaz, altamente produtivo e não menos temido pelos adversários, dentro e fora de campo, um líder, também ele, dentro e fora de campo; agregador, respeitador da camisola que vestia, ciente da nossa grandeza e que para ela, indiscutivelmente, contribuía.

Depois de ter sido muito mal tratado por uma chusma de grunhos ao serviço da mais vil manifestação de insanidade facciosa, Bas Dost foi desta vez mal tratado pela direcção que o foi escorraçando aos bocadinhos através de recados na imprensa, rotulado de caro e incomportável. Como se de um mero mas insustentável peso se tratasse.   

Bem sei que o mercado está aberto até ao fim do mês e que, portanto, poderá entrar outro ponta-de-lança para a equipa, mas pergunto: É assim que se prepara uma época? É assim que se começa a disputar as competições? Sai um jogador com a importância de Bas Dost com a equipa indefinida? Não era ele uma garantia de estarmos mais perto de ganhar, soubesse a equipa tirar dele proveito?

Tem feito erros esta Direcção (mais um bochecho no Tantum Verde, que a língua trituro-a para não exigir novas eleições), erros em coisas aparentemente simples ou só estúpidas, como a incompreensível nova ordem de entrada no estádio.

Há anos que entro pela porta 1 para chegar ao sector B19 e não obrigatoriamente pela porta 2 como passou a ser esta época. Resultado: percorrida uma fila que começava para lá do Pavilhão João Rocha foram precisos 45 minutos para chegar ao meu lugar. 

Ficar na ignorância é a pior das situações neste caso e para nós seria mais fácil se nos explicassem porque passou a ser esta a lógica de entrada no estádio, porque, por agora, só me ocorre falta de respeito para connosco, que continuamos a qualquer hora ou dia da semana a ir ao estádio apoiar os nossos apesar dos muitos e grosseiros erros de quem lidera o clube e a nossa equipa de futebol. 

Indefinição definida ou o traidor Keizer

Não soubemos defender. Não soubemos atacar. Jogámos ao nível de uma equipa menor. Onde é que isso nos poderia levar e levou mesmo? Ao merecimento da derrota, claro.

Sofridos que foram aqueles noventa e tal minutos, não há dúvida, merecemos perder o jogo contra o rival. 

Muito me chateia, desgasta, faz desesperar nesta que parece ser uma sina que nos leva mais vezes a "chorar" do que a sorrir. Seria até fastidioso desfiar as causas para tanto desalento e não vou por isso fazê-lo - para massacre já nos chegou o jogo de ontem -, mas a liderança de Keizer ou a falta dela não a poupo.

O líder do grupo anda literalmente a apanhar bonés entre a táctica que depressa e bem defendeu gostar de aplicar, e a táctica que o futebol português lhe impôs. Bastaram duas derrotas para passarmos a assistir a essa penosa, disparatada e, evidentemente ineficaz reinvenção do holandês.

Nunca mais lhe ouvimos a máxima: "prefiro ganhar por 4-3 do que por 1-0." Belíssima ode ao golo marcado, aquele que devia ser sempre, mas sempre, o principal objectivo de uma equipa de futebol. Uma deliciosa tirada atirada sobre a mediocridade do futebol jogado nas nossas competições, sempre tão avesso ao golo, ao golo que se procura marcar, já que o outro, 90% das equipas nada querem com ele, obstinadas que estão em não sofrer, apenas. 

Keizer está a trair-se. Está. E está também a trair-nos. Keizer traiu-nos. Keizer é um traidor.

Começou com goleadas, todas elas justificadas, todas elas fruto de uma orientação para o golo e para a vitória. Mas isso foi noutra vida. Onde é que isso já vai? Pergunto, até. E faço-o suspeitando que essa vida que nos enchia de esperança já não voltará.

Essa é uma imperdoável traição aos sportinguistas que vibraram com aquelas vitórias robustas resultado de um futebol positivo jogado por jogadores galvanizados, alegres, que abraçavam plenamente aquela forma de jogar. Percebíamos que era assim que os nossos queriam e gostavam de jogar. E nós, falo sobretudo por mim, era assim que os queríamos ver em campo. Olhos apontados à baliza adversária e atitude ganhadora. E ganhavam.   

Acredito que Keizer está a ser vítima de se estar a trair a ele próprio. Não lhe perdoo que nos traia a nós também. 

Estamos a jogar à bola

Mesmo que o texto não fale de boxe e sim de futebol, mesmo assim, o título não é redundante. Porque não era nada claro que num passado recente jogássemos à bola. Nesse tempo, exasperantemente, os nossos limitavam-se a dar umas corridas sobre a relva atrás da bola. Na dita lá iam dando  uns chutos mas sem convicção e, como se não bastasse, sem direcção, invisíveis que eram as linhas de passe, incapazes que eram os jogadores de as inscreverem, mergulhados que estavam na profunda inércia. E metê-la na baliza adversária, claro, era um custo. 

3 jogos 13 golos é um rácio que dá ânimo mas também esperança numa época que, afinal, nos poderá sorrir. Sorrir, aliás, é o que hoje fazem os nossos em campo. Alegres, bem na pele técnica e tática de Keizer.

A equipa respira saúde. Joga para ganhar e ganha. E isso é mesmo jogar à bola.  

Chicotada a meio é que não, sff

Confesso que fico dividido perante a demissão de Peseiro. Jogamos pouco, sem brilho, tantas e tantas vezes, praticamos um futebol desgarrado, mas... Mas há um mas.

 

E esse mas, caros, é que até podemos não jogar nada mas há uns meses, lembro, passou-nos a frota da Luís Simões por cima. Camião atrás de camião a andar para a frente e para trás e nós no chão, bem alinhados com o rodado dos TIR. O clube ficou feito em cacos, a equipa de futebol totalmente destruída. Apesar disso, jogando mal, muitas vezes muito mal, estamos agora a dois pontos da liderança do capeonato e continuamos em prova nas restantes taças, nacionais e europeia. 

 

Se é inegável que o mau futebol que pomos em campo é da responsabilidade da equipa técnica, com José Peseiro à cabeça, estamos nas frentes todas e com todas as hipóteses de sucesso em aberto, e isso é também fruto da obra do agora ex-líder do balneário. 

 

Posto isto, espero que Frederico Varandas tenha já para apresentar um novo treinador da equipa principal de futebol do Sporting.

 

Será inadmissível um vazio de poder na equipa principal do nosso emblema durante muito tempo. Se esta decisão de Varandas foi só para responder a uns poucos lenços brancos acenados da bancada, então, tenho de claramente aqui dizer que essa foi a maior asneira do seu ainda curto mandato. Tão disparatada e incompetente que pode bem vir a contaminar negativamente a presidência até ao seu desfecho. 

Sporting unido

8 de Setembro entrou na história gloriosa do Sporting. Foi dia glorioso. E foi uma glória participar nele.

Enquanto esperava para votar, passo curto dando a volta ao estádio, um pensamento não me largava: que grandes somos.

A manifestação de sportinguismo que ontem demos é para mim o equivalente a jogos ganhos de goleada, e troféus, muitos, conquistados.

A diferença que temos para os demais clubes é abissal. Não precisamos de ganhar sempre para votarmos a nossa fé ao nosso Sporting. 

Queremos muito ganhar, todos, sermos campeões, todos, uma e outra vez; mas não a qualquer custo. Sem Apitos Dourados ou E-Toupeiras. Temos o Cashball a ensombrar-nos, sim, é verdade, mas, com enorme sanidade e sentido de responsabilidade e, claro, amor ao clube; corremos com quem mandava na instituição à época em que os alegados actos que deram aso a investigação foram cometidos.

Votei vencido. A minha escolha para líder do clube recaiu em João Benedito, mas é Frederico Varandas o meu presidente.

Foi a votos com o lema Unir o Sporting, e gloriosamente, depois de tudo o que passámos recentemente, ontem no decorrer da votação já demonstrávamos essa união. Uma demostração avassaladora de entrega.

Uma glória!

Os maiores sucessos é o que desejo à nova direcção leonina, que serão também os meus. Os nossos.

Paixão e razão, Benedito, pois então

Vou votar em João Benedito para a presidência do nosso clube. Longe de mim fazer do És a Nossa Fé confessionário, mas, que fazer? Sim, eu sei, o blogue que tanto orgulha as nossas cores, porque as aviva, tantas vezes, e as defende, sempre; bem sei que não é um fascículo da Voz da Verdade, como também concedo, e sem qualquer resistência, que as crenças podem confundir-se com crendices e a fé num instante redunda em coisa bacoca, mas, pergunto de novo, que fazer? Que fazer quando o nome do candidato é de bendito, abençoado?

Desde a primeira hora que a candidatura do nosso antigo guardião de futsal me inspira confiança e, mais importante, talvez, me dá esperança. Vistas e lidas as entrevistas, acompanhados alguns debates entre candidatos, lidos os programas de governação do clube, confirmei a minha escolha inicial, reforçando-a.

Posto isto, a partir daqui, confesso (outra vez), vou lançar opinião sobre o candidato como se estivesse à roda de uma mesa com amigos, ou seja, sem grande preocupação argumentária e menos ainda retórica.

Voto em João Benedito porque foi campeão várias vezes pelo Sporting. Logo, é campeão. O Benedito é um campeão. E no Sporting. Do Sporting. É, por isso, de todos os candidatos, o único que tem a cultura do clube que eu quero ver preservada, cultivada, aumentada, fortalecida. Em suma, o João Benedito é sportinguista com provas dadas de entrega e contribuição para a grandeza do emblema. Não precisou de chegar ao sessenta e tal anos de idade para o ser. Já o é. Tem essa experiência. A mais importante.

É combativo. Assertivo. Tem postura de líder. Não se coíbe. Não se encolhe. E está bem rodeado. Preparou-se. Estudou. O programa fala por ele. A candidatura pensou, verdadeiramente, no que quer para o clube e como consegui-lo. O projecto é bem pensado e há muito tempo. Maturado porque de gente com maturidade, e essa é mais uma prova de que o argumento de que isto não está para meninos aqui, com João Benedito, não cola. Considero até evidente que antes do candidato está o seu projecto. Não há qualquer culto da personalidade.  

E, finalmente, votarei João Benedito porque é para a sua candidatura que o meu coração leonino bate. Estas escolhas não se explicam sentem-se.

Depois do destruidor, destrutivo, tóxico, cancro carvalhista, o João Benedito é o candidato que me dá mais esperança e confiança na verdadeira reabilitação do nosso grande Sporting. 

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