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És a nossa Fé!

Valeu a pena?

Pela enésima vez: (já)Não tenho nada a ver com Bruno de Carvalho. Apoiei, segurei até ao meu limite (talvez para além do razoável, admito), deixei de apoiar. Não lhe guardo qualquer rancor, reconheço tudo o que de bom trouxe ao Sporting, mas não esqueço a desgraça que foi o seu final de mandato.

Posto isto, a pergunta que se justifica é esta: Valeu a pena o circo mediático criado no Domingo?

Pior, justificou-se o regime de excepção na captura de alguém que dias antes se tinha apresentado para prestar declarações voluntáriamente? (no caso de Mustafá, até foi ao estrangeiro acompanhar a equipa e regressou).

Terá ficado o edifício judicial (termo pomposo aplicado por algumas eminências) mais forte com esta decisão de prender um suspeito a um Domingo ao final do dia, três dias antes de poder depor?

Terá a Democracia e o Estado de Direito de que ufanamente alguns nos vangloriamos de ser, ganho alguma coisa com isto?

Na minha modesta opinião, a resposta é não para todas as perguntas.

Mais, ao decretar a medida de coação mais leve, aquela que é aplicada a um tipo suspeito de ter gamado um papo-seco na padaria da esquina, é de supor que o juíz que analisou o processo e ouviu os indiciados, não terá considerado assim tão consistentes as "provas" apresentadas pelo DIAP. Ou então, e acreditem que é com satisfação que escrevo isto, é um juíz que não concorda que se prenda para investigar e decidiu repor a legalidade Democrática. Se assim foi, a causa da Democracia e dos procedimentos concordantes com ela, ainda não estará perdida.

O ministério público, as autoridades de polícia criminal, o que seja, que investiguem, que apresentem um caso sólido em tribunal e este que decida em consciência e observados todos os trâmites, se estes dois homens são culpados. Até lá, lamento contrariar algumas alminhas, são inocentes!  

 

Comentários de putas ofendidas serão enviados para a cumua e dispensam-se, p.f.

 

O país dos minis

Não, não é qualquer tipo de propaganda à marca de automóveis.

É mesmo a constatação de algo que é muito português e provavelmente estará tão enraizado, que nem daqui a dez gerações (mais ou menos 250 anos) se verá vislumbre de mudança.

Reparem que só há poucos dias tivemos uma ameaça de tornado. Até aí, fomos tendo alguns mini-tornados; Umas mini trombas de água, já tivemos mini-fenómenos atmosféricos, tudo em pequeno, mixuruca como dizem os brasileiros. Tivemos uma coisa em grande, mas lá está, já lá vão dez gerações, em 1755, e mudou muito pouco desta mentalidade pequenina. Não fora o Marquês e...

Então como nunca tivemos qualquer fenómeno terrorista (inch'allah, graças a Deus, o que queiram conforme as religiões que professem), vá de encontrar um mini-atentado terrorista, para que lá fora nos vejam como um país actual e civilizado (sim, porque não há país civilizado que se preze que não tivesse já o seu - verdadeiro - atentado terrorista) e os espanhóis não nos gozem, que eles já tiveram aquela coisa de Atocha que foi tudo menos "chata" e viveram a braços com a ETA dezenas de anos. Terrorismo à séria, do qual alguns de nós, pelos vistos, temos alguma inveja. Podem dizer-me que nós tivemos a FLA. É pá, mas isso não passou dum grupo de rapazes que queria vir para o continente mandar alguma coisa! Então e o MIJA? Pessoal, isso foi uma algaraviada tonta, que não passou de uns encontros onde se comia polvo grelhado e muxarra. Então, pensou aí um senhor doutor juiz, excelência, "que diabo, se tivemos já tantos mini-qualquer coisa, que tal ter um mini-atentado terrorista? Seremos a partir de agora encarados com outros olhos. Já podemos vangloriar-nos de que também já tivemos o nosso atentado terrorista e isso já nos dá o estatuto de grandes e um alvo importante da jihad ou do daesh" ou carapau a sete como se chama àquela malta dos atentados verdadeiros, aqueles que matam mesmo, não apenas desmoralizam, já sou eu a dizer...

Destas detenções de Domingo, que pelo dia só podem lembrar ao Diabo, eu acho que só levaram o Mustafá porque tem uma cor assim para o escuro e no ambiente carregado do calabouço, passa muito bem por um iemenita ou um marroquino (do sul, claro!), e o Bruno por causa daquela barba ridícula que ele teima em usar para se armar em Bin Laden de Telheiras e que se veio a provar lhe prejudica muito mais que a imagem.

Realmente, não deixando de ter a opinião de que os bandalhos que actuaram de forma criminosa em Alcochete deverão ser punidos de forma exemplar pelos órgãos do clube, os que forem sócios, bem como a claque a que pertencem, devendo também ser alvo de mão pesada, dentro dos limites que a Lei prevê, os máximos se possível e não for pedir muito, pela justiça, por favor, não caia ela, a justiça portuguesa, no ridículo, no ultrage e abjecta provocação a quem realmente foi vítima de ataques terroristas em Madrid, em Londres, em Paris, em Nova Iorque, em Nice, em Munique e outros locais onde muita gente foi vítima, alguns de forma terminal (terminal é morrer mesmo, para quem tenha alguma dificuldade cognitiva), de terroristas. É que estes que pensaram, mandaram e assaltaram Alcochete serão tudo o que lhes queiram chamar:  Arruaceiros, drogados, traficantes, gatunos, aproveitadores, desocupados, delinquentes, contumazes, paneleiros, filhos da puta, lampiões, cadastrados. Terroristas? Terroristas não!

Repensar as claques

Conforme prometido num post do António de Almeida, e tendo em conta todas as condicionantes legais (os GOA devem estar enquadrados na legislação em vigor para o efeito e não se pode fugir dela), coloco à disposição dos nossos leitores, sócios, adeptos e até adeptos de outros clubes que nos visitam e que queiram acrescentar algo, já que vivem o mesmo problema, este espaço para dizerem de sua justiça sobre o tema. Repensar as claques é um imperativo não apenas para o(s) clube(s), mas principalmente e acima de tudo um imperativo civilizacional. Proponham nos vossos comentários soluções, opções, medidas que acham que possam trazer uma nova realidade e ar puro à vivência das claques e à sua relação com os demais associados e o clube. 

A minha opinião ficará para o final, se não virem inconveniente, num balanço que será feito num postal próprio e onde "roubarei" as propostas que aqui forem apresentadas, em jeito de "proposta" final.

Mais do que eu, o clube espera o vosso contributo. E o contributo de todos é importante.

Hoje não fui à bola

Não porque quisesse marcar algum tipo de posição.

Não pelo mau tempo, que eu tenho uma bela gabardina.

Apesar da chuva intensa, andei a resolver pequenos bric-a-brac durante a manhã cá por casa e à tarde estava combinado um magusto com família e amigos, de modo que me seria completamente impossível ir a Alvalade.

Como disse, de manhã bricolage, à tarde umas castanhas e mais para a noite umas perdizes estufadas, um belo tinto (daquele que alguns colegas do blogue conhecem) e Sportv, que a NOS generosamente me quis oferecer gratuitamente por um mês (devem pensar que me esqueço de desligar o serviço no dia 10 de Dezembro, p.f.).

Isto tudo para vos dizer que a primeira informação que tive sobre o terramoto (mais um, talvez O terramoto) que hoje se abateu sobre o clube, me foi dada pelo papagaio de serviço nas imagens iniciais do jogo, quando elas mostraram o espaço da claque Juve Leo vazio.

Se me restavam poucas dúvidas de que o chefe do gangue iria, cedo ou tarde, estar  a braços com a justiça e isso decorra da sua actividade bastante conhecida de tráfico e outras malfeitorias em espaço propriedade e cedido gratuitamente pelo Sporting Clube de Portugal, já a detenção do ex-presidente Bruno de Carvalho, confesso, apesar de achar estranho (agora) que não tivesse ficado detido quando foi prestar declarações voluntariamente, que foi um murro no estômago, mesmo com a presumida inocência, legalmente garantida. Apesar de ter deixado de apoiar BdC há meses, sempre tive a convicção de que nada teve a ver com o assalto a Alcochete, queria acreditar nisso, não admito que um presidente do Sporting tenha atitudes deste tipo, ou de outro qualquer que ponham em causa a existência do clube, por isso estou muito expectante sobre como tudo isto vai acabar. Chamem-me o que quiserem, mas eu não quero acreditar que um presidente fez o que o acusam de fazer, por isso desejo sinceramente que as suspeitas sejam infundadas. Se querem que vos diga, nem tanto pela pessoa, mas sobretudo pelo clube, que é quem mais sairia prejudicado.

Ah! Ganhámos e estamos em segundo. Ele há lá mais simples demonstração de que o Mundo continua a girar e de que a vida continua e de que não há imprescindíveis?...

Falência? Não, foi só show-off

Na sequência da AG de Fevereiro último, dois dias depois, um tal de João Camacho, coadjuvado por António Nunes, lampião dos quatro costados, interpuseram uma acção de pedido de falência da SAD do Sporting, por pretensa dívida de cerca de meio milhão de euros.

Sabendo-se que esta suposta dívida já tinha sido reclamada no tempo da presidência de Godinho Lopes e tinha sido provado que não existia, a pergunta para o milhão de euros é, por que carga de água, dois dias depois de uma AG do Sporting, estas duas aventesmas interpuseram nova acção para recuperar uma verba cuja dívida já havia sido refutada e provada a sua não existência?

Logo na altura a direcção presidida por Bruno de Carvalho interpôs uma acção por litigância de má-fé contra estes dois senhores.

Muita água foi passando debaixo das pontes e eis que agora os senhores reconhecem não existir dívida e desistem da acção. Como sportinguista e um tipo que gosta das coisas da justiça decididas, passe a redundância, com justiça, fiquei satisfeito, não poderia ser de outra forma.

Na sequência desta desistência, que veio em toda a linha dar razão ao Sporting quanto à acção por litigância de má-fé que interpôs, seria de supor que a SAD exigisse o cabal esclarecimento de todo o processo e exigisse o reconhecimento legal ao seu bom nome e idoneidade.

Não foi isto que aconteceu. A Sporting, SAD, também ela, após a desistência dos pantomineiros, desistiu da sua acção.

Sou só eu, ou isto é assim um bocado esquisito e tem um cheiro a qualquer coisa? 

Vinte vezes vergonha

"Sobre Luís Filipe Vieira, fiquei sensibilizado com a preocupação da longevidade do meu mandato, pode contar com o Sporting a lutar pela verdade desportiva, valorização do futebol português, implacável na luta contra a corrupção. Não vivo a pensar nem no Benfica nem no rival. Pensamos no futebol português. Se me perguntam o que acho do caso e-Toupeira, tenho a dizer que é uma vergonha. Se me perguntarem 20 vezes, direi 20 vezes que é uma vergonha".

GOSTEI!

Quando é que há eleições?

Desculpem, mas neste cinema de reprise em que se tornou o Sporting Clube de Portugal, assim uma espécie de Olímpia dos anos oitenta, este filme está mais que repassado e esteve em cartaz no final da época passada, com lastimáveis resultados de bilheteira.

Se alguém tem esperança que a reposição do filme em cartaz terá desfecho diferente, desengane-se.

Estivesse lá o bombeiro de serviço, e à matiné já não teria havido projecção.

Há algumas diferenças? Provavelmente. Por exemplo a sinopse desta versão não é publicitada nos classificados, nem é publicada crítica nos locais da especialidade.

Sim, a última sessão foi uma tragédia, ao ponto de se partir a fita várias vezes durante a exibição, o que denota uma cópia velha, gasta, sem força para suster o ímpeto da máquina. No entanto, teria sido caso para descartar, em véspera de digressão pela província e até uma exibição extra no estrangeiro, uma película que sabíamos ter os dias contados? Sinceramente não sei, eu que assisti em sessões contínuas ao saltitar da imagem no ecrã e até a esta última em diferido e não gostei nada, confesso.

Bom, resta-nos a esperança que o realizador acompanhe o filme nas deslocações agendadas (ao contrário do passado recente) e que encontre um projeccionista à altura, que película tão remendada precisa de alguém que a cole com pinças. É que pode não parecer, mas está aqui em causa a sua condição de Coppola e pode estar a aproximar-se o Apocalipse. Now ou daqui a poucos meses. 

Já merecíamos isto

Finalmente um joguinho em que não saímos de Alvalade com o credo na boca. Já merecíamos, aqueles que continuam a ir ao estádio apoiar a equipa e hoje com um frio a que já não estávamos habituados.

Começaram bem os rapazes, que logo na primeira jogada poderiam ter aberto o marcador, mas rapidamente entraram na modorra costumeira, mesmo depois de terem apanhado um susto com uma bola dos boavisteiros no ferro, mas o certo é que os visitantes não conseguiram fazer mais do que isso. Este Boavista é nitidamente inferior ao da época passada, mas também é certo que nos últimos jogos havia sempre marcado fora e hoje, por mérito dos nossos rapazes, não o conseguiu.

Quando Nani fez o primeiro da noite, o golo já se adivinhava, uma vez que hoje se viu talvez o melhor futebol praticado esta época pelo Sporting, com Nani, Montero e Acuña, um trio virado completamente para a frente, muito bem secundado por Diaby.

O segundo e o terceiro e mais alguns que ficaram por marcar, apareceram naturalmente, fruto do futebol agradável que foi praticado.

Tudo está bem quando acaba bem, mas não posso deixar de me interrogar sobre a substituição de Acuña (que se percebeu estar tocado) por Bas Dost (regresso saudado efusivamente a que me associei), para de seguida sair Montero para a entrada de André Pinto, ficando em campo três centrais. Quando o resultado estava 3-0 e quando estava em campo O ponta-de-lança, é impressão minha ou Montero, o nosso melhor esta noite, deveria ter continuado em campo? Seria complicado, a ganhar por três golos, continuar apenas com três defesas e proporcionar municiamento ao holandês? Eu sei que em dia de "festa" não fica bem criticar, mas que diabo, um "gajo" que enfrentou toiros, tem medo de quê?

 

A um bocadinho assim

Quem tivesse aterrado hoje vindo de um qualquer planeta e visse o resultado do jogo entre o Sporting e o Arsenal, pensaria até que a coisa tinha sido renhida e que apenas por mero azar do Coates tínhamos deixado fugir um empate que teria sabido a vitória.

Nada mais falso.

Há no entanto que fazer a justiça de dizer que na primeira parte, apesar do homem que eles trouxeram para a eventualidade de alguma bola sair enquadrada com a baliza, a defender, à bola, não à baliza, não ter tido trabalhinho nenhum, o jogo foi mais ou menos equilibrado.

É verdade que a história do jogo poderia ter sido diferente se o tipo de amarelo vindo de leste tivesse feito cumprir as regras e tivesse avermelhado um londrino por agarrão mais que evidente a Montero, que o deixaria isolado e tivesse marcado um penalti (dizem-me, que eu estava do outro lado do campo) clarinho a nosso favor. Aliás o tipo de amarelo deve ter visto o resumo ao intervalo, já que na segunda parte esteve muito melhor e até tentou compensar, com a amostragem de uns cartões da cor do seu equipamento aos arsenalistas. Já foi tarde, para mal dos nossos pecados.

Ora se o jogo na primeira parte deu a ilusão de ter sido equilibrado, na segunda foi clarinha a superioridade do Arsenal, de tal forma que o nosso rapaz da baliza teve duas ou três intervenções de alto gabarito, tentado evitar o que acabou por ser inevitável. Adivinhava-se o golo do adversário a partir dos 60 minutos, mais coisa menos coisa, quando os nossos rebentaram fisicamente.

E a partir daí o resultado acaba por ser lisonjeiro, que aquilo a partir de determinada altura parecia tiro ao boneco, ou melhor, a gente parecia o Loures, salvo seja, só que a jogar muito menos que os lourenses.

E pronto, lá perdemos o primeiro jogo na Liga Europa, curiosamente com mais uma oferta de Coates, o rapaz tem azar. Duma coisa poderemos ter a certeza, contudo, não vai haver post no facebook!

Até com o Loures, senhores?

Fiz uma cura de Sporting durante uma semana, por culpa de uma viagem maravilhosa de autocaravana pela Galiza, as Astúrias e os Picos da Europa e o Gerês.

Fiz a mim próprio a promessa de não ouvir nem ler nada sobre o Sporting e, com alguma dificuldade, consegui.

E só ontem à noite me liguei à realidade.

E podem acreditar que o que eu queria, talvez inconscientemente, era que esta minha semana sabática fizesse com que alguma coisa tivesse mudado no futebol (ao menos nisso) do Sporting.

Não mudou.

Infelizmente.

Quinta-feira lá estarei, mas temo que a coisa não corra bem, sejam lá quem forem os intérpretes do duplo, infinito e inútil pivot.

Com o pé que tem mais à mão

Diz e com toda a propriedade o Francisco  Melo num post mesmo aqui em baixo, que nada está perdido quanto às frentes em que estamos envolvidos diz respeito.

Eu concordo. Tenho até esperança que a vaca que desertou (também ela farta de aturar um gajo que usa e abusa da sua paciência) volte muito em breve e lhe garantam pelo menos mais um fardo de palha e erva fresca pela manhã e que os deuses, que provavelmente estavam fartos de amparar a equipa e lhe fizeram um manguito, sejam resgatados rapidamente, sob pena de isto ficar tudo esfrangalhado e nos próximos seis jogos se desbarate uma época inteira.

Quando digo que concordo com o Francisco Melo, concordo mesmo. Acho que esta paragem pode servir para a equipa ganhar rotinas e garantir o regresso de Bas Dost e Mathieu e se conseguir ficar pelo menos numa das frentes, a mais importante, o campeonato, que em Janeiro se façam regressar os que estão a dar mostras de que foi não só não acertada como precipitada a sua saída e tratar de pelo menos dois rapazes para os dois lados da defesa e alguém para sustituir Bas Dost, se por qualquer eventualidade tiver outro encontro imediato com alguma fivel... perdão, com os pitons de algum adversário e ficar indisponível mais uns meses.

Se porventura for tudo para o beleléu nestes seis jogos depois da paragem, temos uma época quase inteira para preparar a seguinte, coisa que tenho uma vaga ideia de que é o que andamos a fazer há mais de quarenta anos, com um interregno de dois anos ali pelo meio.

Portanto, não sendo adepto da mudança de treinador como se muda de camisa, há um tipo perfeito para tomar essa decisão: Frederico Varandas.

Claro que depois vai sofrer as consequências do seu acto, mas isso decorre da sua vontade, sufragada pelos votos dos sócios, de ser presidente de um grande clube como o nosso. Eu, com a minha modesta experiência de vida, só lhe posso dizer que uma má decisão é sempre melhor do que nenhuma decisão. Mesmo que nenhuma decisão, seja uma decisão... Se me fiz entender.

Estão mesmo loucos, os deuses de Alvalade

Tinha aqui registado o facto, em post publicado a propósito do jogo com o Marítimo.

Voltaram hoje a colocar a sua mão protectora sobre os nossos jogadores, de tal forma que um jogo que estava condenado a um resultado desgraçado, acabou por correr tão bem.

A coisa começou razoavelmente, mas um tropeção de André Pinto permitiu que um ucraniano surpreendido marcasse um golo que teve o condão de trazer dois autocarros para dentro de campo, que estacionaram frente à baliza dos da casa e de adormecer os nossos, que parece terem entrado em modo Feira Popular e entrado todos no carrocel, de tal modo iam andando às voltas do autocarro, sem sairem do mesmo lugar.

Antes do intervalo, Nani teve a mesma surpresa que o ucraniano aos dez minutos, mas não teve o engenho de desfeitear o redes contrário, nem mesmo à cabeçada.

No segundo tempo os autocarros fizeram uma manobra complicada e mudaram-se para a frente da outra baliza, onde os da casa iam defendendo com facilidade as ténues investidas dos nossos, que não atavam, nem desatavam.

Estávamos todos a ver que as viaturas e os nossos jogadores ganhavam raízes naquele ervado, correndo-se o risco que a movimentação lenta até ali, se tornasse parada. E como sabem, barco parado não move montanhas (diabo, isto não é assim, até eu estou a ficar um pouco louco), daí que aquilo que todos temíamos que acontecesse aos 85 minutos, acabasse por acontecer um quarto de hora mais cedo e por incrível que pareça, a rapaziada começou a correr que nem doidos por ali abaixo, fintando os dois autocarros como se não houvesse amanhã, depois de Peseiro, outro que deve estar um pouco doido, fazer as substituições que todos estávamos a ver que deveria fazer logo na volta dos balneários. Ainda assim, como que para não fugir à regra, Jefferson deixou que se lhe parasse o cérebro por volta dos 80 minutos, quase deitando tudo a perder, mas como disse lá atrás, havia hoje outra vez uma mão protectora sobre o Leão e dois ucranianos surpreendidos tiveram todo o gosto em imitar Nani e o calafrio acabou por dar ainda mais ânimo aos leõezinhos que num golpe de malabarismo de Montero, caía o minuto 90, empataram o jogo, o que apesar da pasmaceira era mais que merecido. E ficámos todos satisfeitos com o resultado e a "rezar" na pele do árbitro, que ainda consentiu que se jogassem mais cinco minutos, o sacana (compensação mais que justificada, tanto foi o tempo perdido pelos ucranianos nas idas às couves). Por obra e graça dos deuses, quiseram os jogadores fazer-nos a agradável surpresa de ainda correr mais um pouco e ir à procura do "prejuízo" e não é que apanharam os ucranianos em contra-pé e Jovane fez a redondinha beijar o véu da noiva pela segunda vez em pouco mais de quatro minutos.

E pronto, o que tinha tudo para correr mal, contrariando até um tal de Peter, correu muito bem.

Os deuses de Alvalade só podem mesmo estar loucos. Que assim continuem.

Os deuses devem estar loucos

Ora vejam se não é verdade:

Marcámos muito cedo, o que não tem sido hábito;

Jovane entrou de início, o que quer dizer que Peseiro ouviu o coro de gente que reclamava a titularidade do jovem;

Montero marcou e fez um belo jogo (o melhor em campo, para mim);

E por fim, Petrovic fez um jogo memorável (atendendo a que é Petrovic e a fasquia está muito baixa...), talvez o seu melhor jogo de verde vestido (o que vai obrigar o nosso colega Leonardo Ralha a retratar-se).

 

Até uma bola que poderia dar golo ao marítimo percorreu a linha de baliza e num ressalto foi morrer nas mãos de Salin.

E na CI, Peseiro, que deve ter recebido o recado do Pedro Correia, resistiu ao "ataque" dos jornalistas e não respondeu a qualquer pergunta sobre Nani.

 

Os deuses hoje estiveram loucos mesmo, em Alvalade. Que assim continuem.

 

Nota final: Concordo com Peseiro, estou farto de o dizer aqui, se quiserem assobiar que o façam no fim. Assobiar os nossos é ajudar o adversário.

Carvão do melhor

Segundo o excelso e impoluto jornal i, Nani está em apuros no Sporting, por ter saído a passo e não ter cumprimentado o seu substituto, Jovane, no jogo da última jornada, em Braga. Está, segundo este ocs, até em perigo a detenção da braçadeira de capitão, se Nani não se retratar com um pedido de desculpas ao clube e aos companheiros e se não se aplicar nos treinos, onde consta anda a armar-se em baldas.

Bom, sendo a fonte do i o CM, ex-orgão oficial do clube durante o breve consulado da CG, pode haver por aqui alguma ponta de verdade, mas quem tiver dois dedos de testa, perceberá que Nani tem ainda um crédito enorme em relação a Bruno Fernandes e Rodrigo Bataglia, por exemplo, por tudo o que deu ao clube.

Mas talvez seja o regresso do CM ao registo anterior, o que de nada me admiraria. Ou seja, carvão de primeira qualidade.

Castanholas

Há treinadores assim, como o Peseiro e o Jesus e outros, que fazem uma equipa-tipo e insistem até à exaustão com os mesmos onze mais três suplentes, sempre os mesmos, excepto se algum se lesiona e fica impedido.

Depois há aqueles como o Abel, que joga com os que estão em melhor condição e os muda consoante o esquema táctico do adversário, normalmente com êxito.

Eu diria que os primeiros são caguinchas e os segundos são ousados, ou melhor, os primeiros são incompetentes e os segundos nem por isso.

Ontem vimos aquela táctica que tem dado resultado contra adversários de segunda linha (sim, o Benfica também), mas que não tem entusiasmado por aí além. Pode dizer-se que o que era necessário era estabilizar a equipa e se com resultados positivos, tanto melhor. Aconteceu e ainda bem. No entanto continuo sem perceber por que carga de água prescinde o nosso treinador de um espaço que não andará muito longe dos 25/30 metros no meio do terreno, onde normalmente os adversários passeiam e constroem o seu jogo ofensivo.

Continuo sem perceber porque se há um ponta de lança na equipa, Diaby, se insiste em Montero com o impedimento de Bas Dost.

Continuo sem perceber porque insiste em colocar o Bruno Fernandes na equipa, ou pelo menos a 10, já que está em nítida baixa de forma. Porque não a 8, diminuindo aquele deserto no meio do campo?

E continuo sem perceber porque insiste em jogar com Battaglia e mais um (desta vez, como com os azeris, com Gudelj) ali mesmo à frente da defesa, provocando depois aquele fosso até Bruno Fernandes.

E porque não tem um golpe de asa e coloca Nani a 10, retirando dele toda a capacidade de drible curto e passe milimétrico, dando espaço a Jovane.

E já agora, porque só utiliza Jovane a espaços?

Peseiro é medroso (não confundir com merdoso, que eu não tenho nada contra o homem), sempre foi, apesar de quando era novo ter a audácia de colocar quem estava melhor e as suas equipas, o Sporting é disso exemplo na sua primeira passagem pelo nosso clube, praticarem um bom futebol e se no Sporting esse bom futebol não teve êxito, pode dizer-se que foi por puro azar e por alguma indisciplina no balneário (porque foi irreverente e apostou nos que estavam em melhor condição, em detrimento de algumas vacas sagradas do balneário, precisamente, que lhe fizeram a "folha").

Eu gostava de terminar o campeonato com todos os jogos contados por vitórias, seria inédito, mas sabemos que o campeonato é uma prova de regularidade, ganha quem chegar ao fim com mais pontos, independentemente do número de derrotas, o que quer dizer que, tendo ficado chateado com a derrota de ontem em Braga, sobretudo porque estávamos a jogar com uma equipa que vai andar fresca uma boa parte do campeonato (não tem Liga Europa) e agora ainda tínhamos apenas um jogo a mais e sobretudo por isto mesmo, vai ser um directo competidor, sendo talvez quem melhor futebol pratica neste momento na primeira liga. Fiquei chateado, dizia, mas haverá sempre percalços num campeonato tão longo, por isso uma derrota em Braga, onde provavelmente os nossos dois directos adversários também terão dificuldades, não é morte de ninguém.  Como disse, preocupa-me mais o conservadorismo de Peseiro, que pode levar a que esta derrota não seja caso único e contra adversários de bem mais fraca valia. E como sabemos bem, é contra esses que se ganham e perdem campeonatos.

 

Ah! o título do post, que já me esquecia. Só uma mente muito à frente consegue vislumbrar em Castaignos uma possibilidade de dar volta a um jogo que estamos a perder. E isto tendo Diaby no banco, o tipo que veio para ser substituto de Bas Dost. Sim senhor, ó Peseiro, limpa-te a esse guardanapo, pá!

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