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És a nossa Fé!

É a puta da loucura!

Quando depois de um mandato onde na parte final a insanidade imperou, com consequências desastrosas e quando se pensava que não seria possível descer mais baixo, eis que o nível anterior foi atingido e está perigosamente a resvalar para uma situação bem pior. Bom, se olharmos para o grupo de jogadores que temos, o trambolhão já foi!

Um tipo normal aprende com os erros dos outros e procura não reproduzi-los, para não cair em situação semelhante e demonstrar que é uma pessoa cautelosa. Um tipo anormal não só reproduz os erros dos outros, como ainda lhe junta os seus, metendo-se numa caldeirada que do prato delicioso apenas retém a cebola e o pimento, já que das batatinhas novas e do peixe de qualidade, nem o gosto.

A espiral de loucura (agora também já criam orgãos não previstos nos estatutos - um tal de conselho estratégico de comunicação) retoma a vertigem de tempos recentes e o Sporting continua a ser um clube de (dirigentes) doidos, porque incompetentes sempre suspeitei que fossem.

Isto parece o Poço da Morte da Feira de Santa Iria!

E o "Joselito" nunca mais cai da puta da mota...

Os almofadinhas

Vou ser curto.

Se há seres que detesto são aqueles que quando numa situação de saudação com aperto de mão ( agora proibido, mas que um dia voltará ) a estendem e a gente quando a aperta sente que está mais mole que a almofada que usa para repousar a cabeça.

Eu sou daqueles que gosta de apertar a mão com força, de fazer sentir ao outro que ele está do outro lado e eu lhe reconheço a importância que ele tem como pessoa e ele retribui.

Ora não sendo almofadinha, gosto de botar opinião própria. Opinião que mesmo aqui, num espaço colectivo, apenas me vincula a mim, sou eu que assino, a responsabilidade é só e apenas minha. Nos jornais, quando alguém não tem tomates para assumir o que escreve, subscreve-se a coisa com "a redacção". Aqui, em concreto neste blogue, cada autor é responsável pelo que publica e isso não compromete mais nenhum dos outros, portanto nenhum de nós, penso, se sentirá molestado com as publicações de outros, já que elas reflectem a visão de Sporting de cada um.

A razão para o êxito deste blogue é precisamente a diversidade de visões de clube, que não tenho dúvida que concorrem todas para o mesmo, o engrandecimento do Sporting. Fosse este um blog de autor e as visitas e comentários seriam bem menos, estou certo disso.

Sou por formação engajado, gosto de causas. Aceitei ser autor do És a Nossa Fé porque sentia que, perdoem a imodéstia, podia dar um contributozinho para ajudar o Sporting de outra forma que não ser "apenas" mais um associado.

Assumindo tudo o que escrevo e não vinculando com isso ninguém a não ser a mim próprio, continuarei, sempre que achar oportuno, a pugnar pela destituição do CD em funções e pelo aparecimento de um candidato que apresente uma proposta sólida que torne o Sporting um clube e uma SAD viáveis e ganhadoras. E defender que Pedro Azevedo personifica essa candidatura, uma vez mais só me compromete a mim.

 Com toda a liberdade de opinião. Não pisando ninguém. Pensando unicamente no Sporting.

Ser Sporting. A cultura de clube

A aparente ultrapassagem pelo Porto em número de adeptos (digo aparente porque sou um céptico das sondagens), relegando-nos para terceiro grande, será fruto de um sem número de razões, mas é sobretudo fruto da perda de uma cultura de clube que paulatinamente se tem vindo ao longo de anos verificando.

Os dezoito anos entre João Rocha e José Roquette, não me parece terem sido muito significativos em termos de perda de massa adepta, os números foram sempre empíricos atribuindo uma preferência clubística a cada um dos portugueses, quando sabemos que os há que ou não têm clube, ou torcem pelo clube da terra, mas fomos sempre o segundo grande, apesar das vitórias "douradas" do FCPorto. A perda de cultura de clube tornou-se mais evidente após Dias da Cunha (porque entre Roquette e Cunha se ganharam dois campeonatos quase seguidos) e com a chegada, por cooptação (sem a audição dos sócios nas urnas - se calhar não havia ninguém, se calhar foi uma golpada...) de Soares Franco ao poder. Se desportivamente o consulado de Soares Franco não se pode considerar trágico antes pelo contrário, não sendo grandioso cumpriu os mínimos, já em termos de gestão foi uma tragédia. Não tanto pelos números, mas pelo início da venda de património. Aquilo que os sócios e adeptos consideravam como adquirido, a grandeza também patrimonial do clube, começou a ser delapidada. E foi aqui que os sócios começaram a ser oficialmente (lembro-me claramente de o ter ouvido da boca de FSF) tratados como clientes. Sobrepôs-se o interesse dos novos clientes ao interesse dos sócios que não quiseram ser clientes e as pessoas começaram a afastar-se. Lembro da miséria de assistências, apesar das boas prestações das equipas de Paulo Bento, que não fora uma mão atrevida de Rony e teria sido campeão.

E seguiu-se a tragicomédia Bettencourt, que sem pulso deixou sair um treinador (amado/odiado, faz parte) forever e contratou mais três em pouco mais de ano e meio, acelerando a dança de cadeiras no banco (passe o absurdo) que é hoje a imagem de marca do Sporting. É verdade que Bettencourt levou a efeito uma campanha de angariação de sócios que nos fez atingir os 100 mil, mas rapidamente esse capital foi desbaratado por ele próprio e também pelo seu sucessor no cargo, Godinho Lopes, outra tragédia enquanto presidente, que conseguiu levar o clube quase à extinção. Em boa hora apareceu Bruno de Carvalho, com uma nova ideia de clube e de relação com os sócios e adeptos, colocando-os no centro da vida do clube, em suma devolvendo-lhes o que era deles. E as hostes, apesar dos resultados serem os mesmos de sempre naquilo que a quase todos nós importa, o caneco no futebol, andaram entusiasmadas durante cinco anos, encheram estádios, o nosso e outros um pouco por todo o país, o número de sócios quase que chegou aos 200 mil. Parecia que finalmente se via uma ideia de clube, um caminho a traçar para as tão desejadas vitórias, concordasse-se ou não com ele e mais de 90% dos votantes concordaram, numa segunda eleição. Depois... Depois o resto é história, eu tenho a minha opinião muito bem formada sobre o que aconteceu, não tenho que maçar os leitores com ela.

E chegámos, após um mandato de gestão de Torres Pereira que para o assunto pouco conta, a Frederico Varandas, que se apresentou a eleições com um programa que conseguiu cativar a maioria dos votos em renhida corrida com João Benedito, convencendo sócios que haviam estado incondicionalmente com Bruno de Carvalho e que, desapontados com o seu desnorte (para ser simpático) viram no programa e na pessoa de Varandas, um meio de equilibrar o clube e a SAD no campo financeiro, mas também para juntar os cacos que em nove meses se partiu o clube.

São esses sócios que hoje reclamam e bem, pela saída de Frederico Varandas. Porque estão desiludidos, porque se sentem traídos e sobretudo porque a cultura de clube que estava a enraizar-se na gestão anterior, se perdeu por completo. Hoje o estádio é uma enorme e vazia tristeza, a militância clubística anda pelas ruas da amargura, as notícias que vão aparecendo apenas desqualificam o clube, as entrevistas que vão sendo dadas por dirigentes cavam ainda mais o fosso entre sócios e adeptos e o clube, a tragédia é uma inevitabilidade, querem-nos fazer crer (já escrevi no post anterior sobre o afã de vender a maioria da SAD).

De bode expiatório em bode expiatório, primeiro BdC, depois as claques, o consulado de Varandas tem conseguido afastar do clube aqueles sócios que o seu antecessor conquistou. O número de sócios que deixaram de pagar quotas é disso "O" exemplo! O simples facto de se apelidarem, estratificando, aqueles que não se revendo neste desgoverno, de brunistas, brunecos, etc. revela uma enorme falta de sentido de cultura de clube, o da agregação de todos em torno do mesmo objectivo. Foi isso que Varandas prometeu, "Unir" o Sporting. Tem-se visto...

Ser Sporting. Terra queimada...

Anda por aí um grupo de sócios do Sporting, a reboque desta pandemia que veio pôr a nu que as contas da SAD estão também elas de pantanas, que pensou apanhar os sócios preocupados com a sua saudinha e vai daí toca de lançar a ideia de que a solução milagrosa é vender a maioria do capital da sociedade, para a salvar e para salvar o clube. Ora bem, o clube, se forte nas modalidades, gerará certamente receita que baste para se manter, estando portanto o problema da saúde financeira do clube resolvida, o dinheirinho das quotas continuará a pingar.

Já quanto à sociedade, com o enorme passivo que tem e que se prevê que piore, a ver pela amostra dos últimos meses e das ameaças que quase diariamente saem nos jornais (o affaire João Palhinha foi o mais recente), é terreno que cativa a sementeira de dinheiros que costumam brotar do meio de nenhures e florir entusiasticamente com cheiro a lavadinho. Dispenso! Dispenso a venda da SAD, quero é que quem vier rapidamente substituir Frederico Varandas seja de boas contas e que tenha um projecto decente, capacitado com gente honesta e "trabalhadeira", isso sim, um futuro que será difícil porque se parte do inferno, mas com um objectivo claro: o saneamento financeiro da SAD sem perda da competitividade mínima. Competitividade que passa pela exigência de transparência dentro e também, com a mesma veemência, fora de portas. Não vale a pena, não sejamos ingénuos (ficou demonstrado no primeiro ano de Jorge Jesus), mesmo com as contas limpinhas e a casa arrumada, só seremos competitivos se conseguirmos dar a volta ao futebol português, doutra forma não iremos lá ou só lá chegaremos por mero acaso.

Não, vender a maioria do capital da SAD, é capitular perante o inimigo. É entregar o ouro ao bandido, é vender ao desbarato um activo com um capital incalculável.

E não, não é inocente esta tomada de posição. Todos sabemos quem são e o que fizeram e como fizeram quando por eles próprios ou por interpostas pessoas estiveram à frente dos destinos do clube.

Não gosto de estigmatizar e dividir os sportinguistas em "castas", mas que há uma enorme mão-cheia de associados e adeptos do Sporting que muito contribuiram e continuam a contribuir para este estado de coisas e a pobreza franciscana em que estamos, disso não tenho qualquer dúvida. Agora "acham" que será bom vender a maioria da SAD. Todos sabemos quem são, todos sabemos o que pretendem...

Sabem o que me lixa?

O que me lixa mesmo é este vírus que parece que veio para ficar e para o mal ou para o bem nos virá trazer outro tipo de sociedade, mas o que me lixa mesmo é o vírus, quanto ao resto estou habituado desde pequeno a lutar, umas vezes contra moinhos de vento, outras atingindo objectivos, faz parte. Farei se tudo correr bem 60 anos em Junho, mas como sou um optimista acredito que terei mais 60 para tentar mudar o Mundo.

Há no entanto outra coisa que me lixa e que tem a ver com o Sporting. A gente destituiu e expulsou de sócio um homem que se estava a tornar um perigo para ele próprio, mas principalmente para o clube. Com alguma ajuda interna e externa, é certo, mas quem cavou a sua própria "sepultura" foi ele. E julgava eu que depois disso viriam tempos de bonança. Qual quê! Agora temos lá um que consegue ser pior que o anterior. Agora até passámos a barreira da calotice. Só não abrimos telejornais porque enfim, o sacana do vírus nos toma o tempo e as preocupações todas. Mas aparecemos logo a seguir, o que é obra. E isto lixa-me o juízo, podem crer. O Sporting fazer parte dos que não pagam, dá-me cá umas comichões na dobra dos joelhos que nem imaginam. Mais, invocar, dizem, que oficialmente não se sabe nada, a pandemia para não cumprir acordos de pagamento, ou é suicídio ou incompetência. Eu como sou do tempo do Raul Solnado, diria que ele acumula! Isto já não há volta a dar, terminado o seu serviço (meritório, sem reserva de dúvida) na luta contra a pandemia e regressado ao recesso do lar sportinguista, deve o presidente do clube, mais os incompetentes que o acompanham, apresentar a sua demissão e o PMAG deve deixar-se de interpretações pessoais (e intransmissíveis) dos estatutos e dar a palavra aos sócios. É que não pagar à Doyen permitiu que se fizesse um pavilhão que é o orgulho de todos nós e foi desde o início bem explicadinho aos sócios; não pagar o Rúben Amorim (uma notazinha de rodapé no site do clube a explicar a coisa aos sócios já não seria "chita") pode ser um cabo dos trabalhos e até o impedimento da ida às provas da UEFA. Bom, só se já não estiverem a contar com isso, afinal estamos a bater recordes negativos consecutivos para terminar na pior época de sempre do Sporting Clube de Portugal.

Futebol? Fáciu, Teresa.

Mudar estatutos: um sócio/um voto

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Reconheço que numa hipotética como tão necessária alteração estatutária, este, sendo um tema que deve obrigatoriamente estar em cima da mesa, é certamente dos mais quentes e aquele que eventualmente mais discussões apaixonadas proporcionará.

Há vários escalões de sócios no clube que, consoante a antiguidade, vão adquirindo votos que lhes permitem ser mais influentes em votações em AG's, entre elas as eleitorais, conferindo aos sócios com maior tempo de fidelização uma enorme e desproporcional preponderância sobre os mais recentes.

Sou desde há muito defensor de que a cada sócio deve corresponder apenas e só um voto, desde logo porque é assim no país para todas as eleições importantes e até nas organizações empresariais por quotas, onde cada accionista tem os votos proporcionais à sua quota-parte da sociedade, independentemente se a possui há muito ou pouco tempo.

Reconheço que a este sistema há que, sob pena de haver subversão dele próprio, impor algumas regras que evitem a apropriação do clube por grupos de pessoas com interesses menos sérios. Mesmo havendo apenas uma ínfima hipótese de num acto eleitoral um grupo estranho tomar de assalto o clube (seriam necessários muitos milhares, diria largos milhares, para que fosse isso possível), haverá que acautelar por exemplo um período de tempo razoável, que eu diria de cinco anos, para se obter o direito a eleger os corpos sociais. Em AG's ordinárias ou extraordinárias que não as eleitorais ou que impliquem a perda de mandato dos corpos sociais em parte ou no seu todo, ou ainda as que impliquem a relação com a SAD, os sócios terão todos os direitos que agora detêm, com a permissa sempre de um sócio/um voto. 

Bem sei que há uma distinção entre os sócios A e B, desde logo pelo valor da quota paga (12€/6€) e que os primeiros poderão ter alguma relutância em prescindir da "vantagem" que detêm por via do valor a dobrar que pagam pela sua quota. Será uma posição legítima, mas convenhamos que já hoje por via disso há algumas legítimas diferenças de tratamento, sejam elas o importante direito a serem eleitos, ou o acesso à bancada A, entre outros. Tenho para mim que será talvez o maior obstáculo à implementação do sistema "um sócio/um voto" ("então eu pago o dobro daquele e ele tem um voto igual ao meu?"), maior do que o da antiguidade como associado. 

Há ainda os jovens, a quem deve ser dada oportunidade de exercer mais cedo na vida o direito a eleger os corpos sociais. Eu diria que aos 16 se estará preparado para eleger quem deve dirigir o clube. Afinal também se pode, num infortúnio, estar preparado para sofrer uma pena de prisão maior... E estes jovens teriam o seu voto aos 16 anos, se fossem associados, ainda que noutra qualquer categoria, ininterruptamente, há pelo menos cinco anos.

Clamarão alguns dos que irão perder os seus votos que o clube poderá ser tomado de assalto por "pára-quedistas" e que a antiguidade deve ser recompensada. Quanto à questão do "assalto", creio ter encontrado uma solução razoável (haverá outras e este post serve para isso, para os comentadores as indicarem). Quanto à recompensa pela antiguidade e fidelização ao clube, sem querer ferir ninguém, é-se sócio do Sporting por sentimento, por gosto, por coração, por amor, por partilha, até por egoísmo em casos extremos de clubismo/clubite, ou seja para dar. No entanto o clube já proporciona algumas vantagens aos seus associados, seja através de protocolos com terceiros, seja na aquisição de bilhetes ou outros. Esta antiguidade e fidelidade ao clube, não havendo qualquer necessidade de ser retribuída, pode no entanto ser recompensada. Há imensas formas de o fazer que ficarão à imaginação de cada um, mas por exemplo que tal sortear uns lugares nas deslocações ao estrangeiro para os associados com mais de "xis" anos de permanência? (às vezes até vai gente que nem do clube é...), reservar um número de bilhetes nos jogos internos exclusivamente para esses associados, com desconto até, criar uma tabela de preços de bilhete de época que premeie a antiguidade... O que quiserem e seja exequível.

Em resumo, o tema é polémico, mas se nos afirmamos como um clube democrático, que tal passar da palavra ao acto e instaurar um verdadeiro regime democrático no clube? 

Termino com o exemplo da aberração do último acto eleitoral: João Benedito teve maior número de eleitores. Frederico Varandas teve maior número de votos. Ganhou aquele que teve menos associados com a sua candidatura. É justo, faz sentido? Não me parece...

Futebol para quê?

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Primeiro fecharam o futebol. E depois a praia. E depois veio a polícia. E depois...

Na frase/poema erradamente atribuída a tantos autores (Brecht, Maiakovski, etc.), da autoria de Martin Niemöller, diz-se isto:

Um dia, vieram e levaram o meu vizinho, que era judeu. Como eu não sou judeu, não me incomodei. No dia seguinte, vieram e levaram o meu outro vizinho, que era comunista. Como eu não sou comunista, não me incomodei. No terceiro dia, vieram e levaram o meu vizinho católico. Como eu não sou católico, não me incomodei. No quarto dia, levaram-me a mim. Já não havia mais ninguém para reclamar.

Niemöller (teólogo protestante), fruto dos tempos por que passou a Alemanha entre guerras, foi no início um "fervoroso" apoiante de Hitler, até que se foi apercebendo de quem era a "peça" e passou de apoiante a opositor claro, não sem antes ter tentado demover o ditador fascista da sua irracionalidade e loucura. Foi processado e enviado para o campo de concentração de Dachau, onde foi prisioneiro de 1938 até ao final da guerra. Faleceu em 1984, com 92 anos.

E o que tem isto a ver com os tempos que correm e com o título deste post, perguntarão. Pois tem tudo!

Não que o futebol seja a coisa mais importante na minha vida, de longe!

Ainda que o Sporting, e as suas idiossincrasias, me tolde por vezes o juízo e a falta de pudor de alguns agentes menos escrupulosos me deixe de cabelos em pé, o futebol tem uma importância relativa na minha vida. Mas tirarem-me o futebol?...

Isto sem um joguinho de bola já estava a ser uma seca, nem as repetições no canal da FPF disfarçavam a ressaca, mas valiam-me as caminhadas pela falésia e pela praia, antes ao fim de semana e agora, com o confinamento em casa, todos os dias ao final do período de trabalho (sim, sou daqueles que estão em teletrabalho), mas hoje, pimba!, veio a polícia e fechou-me a praia! A mim, que não tenho culpa nenhuma, que apenas faço o que o primeiro-ministro aconselha, um passeiozinho higiénico. E para que saibam, isto aqui é a bem dizer um deserto se contarmos apenas com os que cá vivem, todos juntos não fazem uma equipa de futebol (raios, o futebol outra vez, até parece...) e mesmo que saiam todos e mais os cães e mais os gatos, o mais perto que poderemos estar uns dos outros serão 9,15 metros (ups! Livre directo...), distância mais que suficiente para que os mosquitos que alguns possam projectar boca fora quando têm que gritar para se fazerem ouvir, por modos da distância, percebem, se evaporem pelo caminho e a rapaziada se mantenha sã que nem pera rocha, que é aqui vizinha. Mas isto estava calminho, o tempo estava uma merda e a gente ia fazendo os nossos passeios higiénicos, até que o sol se mostrou, a temperatura subiu um bocadinho assim e os tugas que foram mandados ficar em casa acharam por bem vir para a praia! Como se a água salgada, inda por cima fria cumó raio que a parta, fosse prima daquela coisa do gel que desinfecta e tal... Uma porra! Vinham aos magotes, uns armados em pinguins com as tábuas de engomar às costas e outros a espojarem-se na areia, a jogar futebol (ah! como eu compreendo esses...) com os putos, a obrigarem os cães a entrar na água gelada, onde eles não metiam os cotos, para irem buscar um cabrão de um pau, repetidamente...

Estava esta pouca vergonha em processo em curso e as autoridades fizeram o que se lhes exigia: Mandaram encerrar os acessos à MINHA praia. Ela não é minha, não é só minha, vocês entendem, mas vejam, eu não vou lá para a rua deles com um cão e um pau divertir-me, nem vou passar a ferro na entrada dos prédios deles. Prédios donde por acaso e atendendo ao que lhes dizem milhares de vezes por dia, não deveriam sair! E por causa destas alimárias  a minha vida está um inferno ainda um pouco mais inferno...

Primeiro acabaram-me com o futebol, mas eu como tenho um joelho de vidro fiz um enorme esforço mental e não me importei; depois fecharam a praia, mas como a água está gelada e há sempre o campo, eu condescendi, apesar de não poder ir aos ouriços; hoje logo pela manhã veio a polícia fiscalizar os abusos, mas eu, como até sou cumpridor, assisti de varanda (raios, Varandas!); depois, bem, depois ao final do dia, no tal passeio higiénico primeiro-ministró recomendado, pumba! As barreiras tinham sido afastadas e as fitas delimitadoras arrancadas e feitas desaparecer! Graças a Deus, a minha fé na humanidade renasceu! Niemöller, se fosse vivo, ver-se-ia obrigado a concluir aquele seu pensamento/poema/qualquer coisa, de outra forma. Talvez "e quando veio o vírus mortal, eu tomei medidas e fui para a praia".

Ó gentinha...

 

Também aqui.

Um pedido de esclarecimento à Mesa (da AG)

Ó senhor presidente Rogério Alves, agora que o nosso presidente foi requisitado, se ofereceu, está ao serviço do Ministério da Saúde, vá, neste combate que tem que ser feroz ao vírus do nosso descontentamento e sendo nisso os estatutos omissos, não será caso para nomear um presidente interino enquanto vigorar a dispnibilidade/mobilização de Frederico Varandas?

Diga lá qualquer coisinha, o amigo que parece que engoliu um trapo e de si nem novas, nem velhas, homem!

Um pássaro na mão?

O TAD deu razão ao Sporting no diferendo com Rafael Leão, referente à rescisão unilateral do contrato por parte daquele atleta, que terá que pagar ao Sporting 16,5 milhões de Euros, ainda assim muito abaixo do pretendido pelo clube na acção que interpôs, mas não deixa de ser uma sentença relevante.

Ao contrário do que se pensava e argumentava, até não demorou muito.

Isto permitir-nos-á concluir que todos os restantes que foram resolvidos por acordo mútuo a posteriori, também teriam decisões favoráveis ao clube?

Perante esta decisão há quem tenha, entre os leitores e colegas do blogue, mudado de ideias em relação ao que defendeu na altura dos acordos com jogadores e clubes que os "levaram"?

Em tempos de coisas bem mais importantes, isto não passará de um fait divers, mas digam de vossa justiça, se vos aprouver.

Dúvidas dissipadas

Para que não restem dúvidas, num mais que provável acto eleitoral num futuro próximo (se o Covid-19 deixar), o meu candidato será Pedro Azevedo! Já expliquei aqui os motivos da minha decisão e do meu apoio, consolidado no seu programa excelentemente estruturado e confiante de que conseguirá reunir uma equipa competente e séria, que conduzirá os destinos do clube a bom porto.

Vem este postal a propósito da decisão do Ministério Público retirar todas as acusações contra Bruno de Carvalho e por conseguinte se antever que sem acusação formada pelo MP, a decisão do colectivo de juízes será em conformidade, não antevejo outro desfecho e o ex-presidente e ex-sócio será ilibado de todas as acusações.

Assim sendo e conhecendo o homem, parece-me que o passo seguinte, até porque já anunciou publicamente que será candidato à presidência do Sporting, será a luta em tribunal (ou numa AG, conforme os estatutos, com o apoio de 2/3 dos votos presentes) pela reintegração como associado, condição essencial para se (re)candidatar. Mas indo até mais longe, não creio que BdC se fique por aqui (eu não ficava, se como ele me achasse com razão e injustiçado) e peça junto da justiça a anulação da AG destitutiva. Sabemos que o motivo "Alcochete" não constava das razões apresentadas para a destituição, mas foi "Alcochete" a causa de toda a loucura que se passou a seguir (de um lado e de outro) e foi a espoleta para o pedido de destituição. Quanto a esta forma de  conseguir o regresso estou apenas a especular, nada nem ninguém me "soprou" sobre o assunto, mas creio que não andarei muito longe da verdade.

Não faço a mais pequena ideia se num hipotético processo de reintegração e anulação da destituição o tribunal decidiria favoravelmente, não me pronunciarei se ele vier a existir tal como nunca me pronunciei sobre este, para além do "a justiça decidirá". E o que a justiça decidir, gostemos ou não, estará decidido.

Sou por convicção um democrata e um crente na justiça, embora uma e outra por vezes andem de candeias às avessas, portanto havendo uma não pronuncia (não o será tecnicamente, mas se o MP acusou, não tem provas e pede absolvição, o mais sensato seria retirar as acusações), não quero deixar de recordar o que aqui fui escrevendo a propósito do exagero que foi todo o modus operandi da detenção, acusação e posterior obrigatoriedade de apresentação na esquadra de polícia. Depois de assistirmos ao pedido de absolvição pelo MP, com o argumento de que não há provas que consubstanciem a acusação, será legítimo perguntar o porquê da detenção a um Domingo com a convocação dos OCS, que em directo transmitiram o acto e sem qualquer pudor devassaram a privacidade de um cidadão. Será legítimo perguntar porque não foi revisada toda a hipotética prova (que parecia ser tão irrefutável e afinal não existia sequer), na presunção legal de inocência. E será legítimo perguntar qual foi o critério de obrigar um suspeito de cometer crimes tão hediondos, tão hediondos que afinal não se conseguiu provar que os tivesse cometido, a ter que, durante meses, apresentar-se diariamente, quer dizer, todos os dias, numa esquadra de polícia, como se de um perigoso terrorista se tratasse. Disse-o na altura e reafirmo-o agora: As medidas foram exageradas, desadequadas e aviltantes para o cidadão Bruno de Carvalho, como seriam para outro qualquer cidadão. O facto de o MP ou alguém por ele, ter convocado a CS para cobrir este assunto com o aparato que se previria ensurdecedor, não passou de um enorme assassinato de carácter e de um ataque não só ao cidadão Bruno de Carvalho mas, estou perfeitamente convencido, ao Sporting Clube de Portugal, que era quem queriam atingir. E conseguiram!

Deixemos portanto ou os tribunais ou os sócios decidir do futuro de Bruno de Carvalho se ele assim o desejar.

Ainda que continue convicto que tudo não passou duma golpada como disse atrás, mais para atingir o Sportig do que a ele próprio e de desaprovar os métodos também muito pouco democráticos do então PMAG, não gostei dos tiques ditatoriais (que também se vêem em Varandas, curiosamente) que se começaram a notar logo no início do seu segundo mandato e que o conduziram numa espiral de "loucura" que não teria outro fim que não o da sua queda, por isso se hipoteticamente voltar e se se candidatar, não terá o meu apoio. Já o disse, Pedro Azevedo é para mim quem melhor estará preparado para dirigir o Sporting. Também muito claramente digo, se o Pedro por alguma razão não for candidato e BdC se apresentar, apesar das minhas muitas reticências, se não aparecer um super candidato que pulverize tudo,  para a urna irá uma cruz em frente ao seu nome! Quem sabe não aprende com os erros, com aquela vontade de ter unanimidade, tanta unanimidade que até o tio Ricci coube na sua lista e tanta gente que como Marta Soares na primeira oportunidade lhe espetou a faca nos rins? Mas como diria "o outro", isto é apenas um "supônhamos".

Para terminar, fosse eu o cidadão Bruno de Carvalho e o Estado português "bateria com os costados" no Tribunal Europeu dos Direitos do Homem e aí seria certamente condenado a pagar-"me" uma choruda indemnização e a um voto de censura do tamanho da golpada que contra "mim" foi levada a cabo. Podem apostar!

Lá estive, na manif.

 

Felizmente os assuntos familiares resolveram-se a contento e conforme aqui anunciei, fui pela primeira vez a uma manif. para protestar contra uma direcção do Sporting. Das outras já fui a centenas, de modo que já estou acostumado.

Cheguei à hora marcada, dei uma volta à volta, passe a redundância, para tentar perceber quem ali estava. Estavam os membros das claques, muitos, pelo menos pelo meu feeling. Mas também, mais uma vez pelo meu feeling, estava  muita gente, talvez mais até que das claques, que não tinha nada ar de ter alguma coisa a ver com elas. Desde logo eu e alguns conhecidos consócios, alguns até ex-dirigentes de consulados muito anteriores ao de Bruno de Carvalho, da administração Sousa Cintra até, apresentaram-me um de que me escuso de divulgar o nome, porque para isso não fui mandatado, ainda que a acção fosse pública.

Fruto do tratamento aviltante de que têm sido alvo aqueles que mais abertamente têm contestado este CD e o seu presidente e para separar águas com atitudes menos próprias das claques, havia até uma separação física entre manifestantes e o conjunto de gente que estava mais recuado pareceu-me bastante superior ao que fazia as despesas das palavras de ordem. Talvez para que Frederico Varandas e seus pares percebam que o seu rabo começa a ficar apertado e não é apenas pela acção das claques, mas de um cada vez maior número de sócios que vai ficando farto da sua incompetência, do seu desvario e da sua evidente colagem ao carrossel de Jorge Mendes.

É cada vez maior o número de associados (e adeptos) que quer ver Varandas pelas costas e se outro barómetro não houvesse, pela primeira vez "na história" do I love you baby adaptado, os assobios não se sobrepuseram à cantiga oriunda do topo sul. Sintomático, até porque muitos dos que vão interpretando esta versão estavam fora do estádio, continuando o seu protesto, demonstrando, sem qualquer sombra de dúvida que os que assobiam são cada vez menos e se assim procedem, não será por cansaço, antes porque cada vez mais lhes faz sentido esta contestação.

O que será preciso para que o PMAG, Rogério Alves, se imbua do espírito de bombeiro e tome a decisão de ele próprio se demitir, depois de exigir que os outros OS também o façam? Que o capital da SAD seja vendido por dez réis de mel coado? Pior, que a gente desça de divisão?  Ou pior ainda, que o clube deixe pura e simplesmente de existir? Aí, lamento informá-lo caro PMAG, será já tarde demais! 

Não será com fé que lá iremos

Eu quero lá saber se o rapaz é lampião.

Outros lampiões por cá já passaram e cumpriram com maior ou menor distinção a sua função.

O que me incomoda mesmo é que o rapaz saiu há seis meses da "casota" dos suplentes do Casa Pia, castigado por ter-se assumido treinador da equipa não tendo para isso habilitação e rumando a Braga, orientou a equipa em apenas meia-dúzia de jogos.

Comparam-no (têm a esperança que seja) a Mourinho e Villas-Boas, esquecendo-se que o primeiro bebeu tudo o que Sir Bobby Robson lhe tinha para dar, tendo sido seu adjunto por 78 jogos entre Sporting, Porto e Barcelona e de Louis van Gaal, também no Barcelona por... 170 jogos! Foi até adjunto de Manuel Fernandes nos primórdios da sua carreira, embora isso não abone muito a seu favor, que MF como treinador foi uma quase nulidade. Já André Villas-Boas foi durante cinco anos adjunto/observador nas equipas técnicas de José Mourinho no FCPorto, Chelsea e Inter de Milão, o que lhe terá dado o traquejo para se abalançar numa carreira que teve alguns momentos altos. Mourinhos e Villas-Boas e Jardins e Silvas e "Jesuses", é como os Ronaldos e Messis, não aparecem quando a gente quer, aparecem quando calha e de tempos a tempos.

Ter fé numa contratação destas e esperar que Ruben Amorim, que está a anos-luz da experiência acumulada por estes dois treinadores antes de se lançarem como chefes de equipa, é mesmo só e apenas, fé. Eu como sou agnóstico, limito-me a observar o óbvio: Ruben Amorim não tem currículo para ser, neste momento, treinador do Sporting Clube Portugal! Dar dez milhões de Euros, acrescidos de IVA e juros de 6% ao ano, por este projecto de treinador, não é uma questão de fé, é uma enorme, terrível e talvez funesta irresponsabilidade.

Se mau era trazer Ruben Amorim, pior um pouco foi juntar-lhe dois rapazotes projectos de adjuntos, um deles sem qualquer referência até, na profissão.

Vamos ser realistas, alguém acredita que estes dois miúdos serão levados a sério pelos da sua idade que estão dentro de campo, ou até nos treinos? (talvez o sejam pelos mais velhos, com outra maturidade e conhecimento da profissão, mas e os outros?).

Este achismo do presidente do clube, que apostou todas as fichas com dinheiro que não é dele num projecto de treinador que é uma incógnita, terá consequências graves num futuro a curto ou médio prazo: Se não cair antes, Varandas não passará das AG's do Verão e tomando esta decisão hoje, está a hipotecar (tal como o seu antecessor com Sinisa) uma mais que certa nova direcção que irá entrar em funções após a sua mais que certa queda. Haverá uma "pequena" diferença: O plantel não vale 1/10 e o cofre da NOS já só tem um bolo a que falta uma enorme fatia.

Espero no entanto que apesar desta armadilha, outros sportinguistas se juntem a Pedro Azevedo, na corrida à presidência do Sporting.

Perguntarão se eu não quero que Amorin dê certo. Claro que quero, mas já disse lá acima, fé não é bem o meu departamento. O meu desejo que Amorin se faça treinador do Sporting, no Sporting, é ultrapassado pelo meu pragmatismo, que observa a falta de experiência e percebe que tem tudo para correr mal.

E a culpa até nem é dele, seja ele lampião ou não.

Dia 8 lá estarei!

Leio n' A Bola que houve quatrocentos malucos, nos precisos termos utilizados por Frederico Varandas que ainda preside ao CD do Sporting, que se deslocaram à Turquia para apoiar o Sporting. Gabo-lhes o espírito, diria de missão, de terem feito uma deslocação a país tão longínquo para proporcionar algum conforto aos nossos jogadores.

Extraordinário é que, a determinada altura, a polícia lá do sítio irrompeu pela bancada e desatou a retirar toda a parafernália de material de apoio aos nossos rapazes.

Não me parecendo que sejam os turcos avessos ao verde, concluiu quem lá estava que terá sido após uma assobiadela à UEFA de quem dirige o Sporting que a "bófia" confiscou tudo o que era bandeira, tarja, etc. Eu penso que como não seria possível meter a música em altos berros, como usa fazer em Alvalade para calar as manifestações contra, o sôtor achou que pelo menos as televisões e os jornais não mostrariam as manifestações de apoio... à equipa!

Triste! É um momento de enorme tristeza e revolta quando alguém e esse alguém só pode ser o presidente, manda retirar bandeiras de apoio ao clube num jogo, internacional, fora de casa.

É por tudo o que de mau até agora tem feito, com uma cadência regularíssima a bater records negativos, mas também por (mais) esta manifestação de enorme prepotência e irresponsabilidade e desrespeito para quem se deslocou tão longe, que lá estarei dia 8 de Março, conjuntamente com muitos milhares de outros sócios, a exigir a demissão imediata de Frederico Varandas.

 

"E o Varandas é o nosso grande amor"!

Exmo. senhor presidente do Sporting Clube de Portugal, faça um favor a todos nós, mas principalmente ao clube: Demita-se! Hoje ainda, se o Exmo. senhor presidente da Mesa da Assembleia Geral achar, na sua pessoalíssima interpretação dos estatutos, que o senhor se pode demitir.

É que pode não saber, ou não achar, mas é muito mais fácil pedir a demissão que coordenar o futebol.

Despeço-me com a convicção de que se houver mais algum record negativo para bater até final da época, se não se demitir, porfiará até que o bata!

Como se diz lá na terra, finja que vai ali (o verbo é outro) e não volte.

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