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És a nossa Fé!

Os regulamentos e a fantochada

Deixo-vos com esta notícia do jornal i e peço que comparem com outras situações dos campeonatos profissionais, acontecidas com os clubes e com os adeptos e os respectivos castigos, tendo em atenção as sanções de jogos à porta fechada que (nunca) foram aplicadas.

Defender o futebol? Bahhhhhh e isso interessa lá para alguma coisa, não é sr. Fernando Gomes?

Deixemo-nos de espanholices

Ponto de ordem à mesa: jogar em casa seja com quem for para não perder, não me parece estar no adn do Sporting. Ora, ontem vimos um Sporting, treinado por um holandês adepto do futebol de ataque e que aqui elogiei entusiasticamente, a jogar para não perder contra o FCPorto, que também jogou para empatar, revelando que não joga tanto assim como por aí se apregoa e que o colinho definitivamente mudou de lugar (as "crónicas" que rezam de favorecimentos escandalosos aos tripeiros afinal parecem ser verdade).

Vamos lá por partes.

Primeira: É sina do Sporting jogar sempre com um jogador a menos. Hoje foi Diaby que não esteve em campo 80 minutos;

Segunda: É sina do Sporting ter treinadores que se preocupam mais com a sua carreira do que com o clube. Eu explico: Hoje, Keizer jogou o seu futuro como treinador, "cagando" no interesse do Sporting. Se for preciso, darei explicação suplementar;

Terceira: Geraldes, Phellype (ou lá como se chama o moço), Raphinha, Miguel Luis... Se não servem, por que raio estão no plantel?

Quarta: Já vejo jogos em Alvalade há um ror de anos. Sinceramente não me lembro de nos acagaçarmos tanto perante um adversário. E se já jogámos com os melhores do Mundo...

Quinta: Posso estar enganado, mas hoje assistimos a uma verdadeira metamorfose táctica e a um abandono de princípios de jogo que, queiramos ou não, transformaram Keizer em mais um treinador português. Ridículo jogar em casa para empatar como se de um clube pequeno se tratasse (não vos incomodou ouvir Conceição referir isso mesmo na conferência de imprensa?).

Sexta: Se era para não perder pontos para o segundo lugar, alguém devia ter mostrado ao treinador o calendário da segunda volta: Braga e Benfica ainda têm que jogar em Alvalade.

Sétima e última a modos como os sete pecados, parece-me que o holandês não vai aquecer o lugar e acreditem que não é nada que eu deseje.

Isto é que é a Espanha?

Desde os meus sete anos que passo as minhas férias (agora muito menos que os três meses de antigamente, quando as férias eram grandes) em Cabanas de Tavira. Entretanto cresci e tive filhos e por lá continuo religiosamente todos os verões e outras alturas, que por lá tenho família (já ouviram falar no "Ideal"?). O meu filho mais velho, que fará 35 anos no próximo dia 23, teria à volta dos quatro, cinco anos e era um verdadeiro "índio". Eu e a mãe encontrámos uma forma de evitar que o terror grassasse na ilha junto dos outros, na altura poucos, banhistas. "Portas-te bem e levamos-te a Espanha". Era uma chantagenzinha sem qualquer intenção de ser cumprida, mas um dia ele exigiu! E como era justo,  lá fomos fazer os poucos quilómetros até Vila Real de Santo António e lá esperámos na fila para o ferry (a ponte é posterior), eu munido da minha "Caderneta Militar" (realmente, a gente vivia na pré-história) para ter autorização para sair do país e lá embarcámos nós e o carro (um Opel Corsa, se a memória me não falha) com azimute para Ayamonte.

Quem já fez o percurso, sabe que é relativamente rápido e sabe onde atraca o barco e onde se estaciona. A travessia foi uma animação, é fácil de perceber, mas depois de saírmos do ferry e de estacionarmos, a mãe diz-lhe: "pronto, filho, 'tás a ver, estamos em Espanha". E o Tiago, do "alto" dos seus quatro ou cinco anos respondeu-lhe, indignadíssimo: "isto é que é a Espanha?!".

O que tem isto a ver com o jogo de hoje? Nada. Apenas que se o meu filho Tiago lá estivesse perguntaria com o mesmo tom, talvez não indignadíssimo, mas mais para aquilo que é hoje a sua forma de estar, em tom jocoso, "isto é que é o Porto?".

Em jeito de desabafo

Sinceramente a mim não me incomodam as derrotas se o adversário é de outro patamar, superior, e se, sobretudo, os nossos derem "o litro" para tentar vencer. Não gosto de perder, mas esse é um dos resultados possíveis e se tudo se fizer para evitar uma derrota e ela não acontecer, não será morte de homem.

O que me f... lixa mesmo, é falta de atitude, displicência (bom(?) dia Gudelj e Diaby, espero que tenham acordado fresquinhos) e encarar os jogos como se "ah, e tal, isto com o tempo a gente dá a volta a isto". 

Quem veste aquela camisola tem que ter um espírito de Sá Pinto, de Oceano, de Fraguito, de Manuel Fernandes, de Virgílio, de Jordão, até de Oliveira, que sendo portista deu tudo por nós. É certo que o tempo do futebol romântico já lá vai, mas neste tempo do futebol negócio, empregado que não render, a porta da rua é a serventia da casa e se no tempo do futebol romântico os direitos dos futebolistas eram praticamente inexistentes e eles eram pouco mais que escravos dos clubes, hoje a situação inverteu-se e não há forma de um clube se ressarcir da inepcia de um rapaz que falhe meia-dúzia de golos de baliza aberta e assim, lá vamos ficando com a despensa cheia de paus de sebo pagos a peso de ouro. Não terá sido esta alteração radical, esta inversão total de direitos, também causa para o definhar do futebol de que tantos de nós gostamos?

Quanto ao Keizer, nem ontem era bestial, nem hoje é uma besta. Tenho é algumas dúvidas se se safará nesta selva que é o futebol em Portugal, mas espero que cá estejamos todos para ver que se safou, sinal de que o Sporting se aguentou. O que temo é que se os resultados não aparecerem, aconteça o que escrevi aqui em 02.11.18, há pouco mais de dois meses portanto e lá para Junho sejamos de novo chamados a votos. Convém não esquecer que somos uma bela máquina de triturar...

 

Mudanças

Aos 58 anos deu-me para mudar de poiso. Decidi vender a casa que construí, também com as minhas mãos, e trocar de terra, indo mais para junto do mar. De modo que desde há uma semana tenho a casa num reboliço. 450m2 cheios de tralha acumulada ao longo de 20 anos.

Mas o que é que este gajo quer dizer com isto e o que é que isto tem a ver com o Sporting, perguntarão alguns dos leitores e com razão. Efectivamente nada tem a ver, apenas se prendeu com a necessidade de desmontar o móvel onde estava a televisão e de a fazer andar, ligada enquanto dava a "bola", de um lado para o outro da sala, tentando não perder pitado do jogo.

Conclusão? Bom, demorei hora e meia a desmontar o móvel.

Raios, ainda se tivesse valido a pena.

Formação

Estive ontem num animado almoço de aniversário, bem comido e bem regado, por sinal.

Por coincidência, nesse almoço esteve presente um treinador de jovens na academia do Seixal e... sportinguista doente.

Até aqui nada a opor, cada um tem que procurar o seu sustento, preferencialmente de forma honrada, o que será o caso. O que me deixou preocupado foi que, a determinada altura da conversa, a pessoa em causa declarou que "a formação do Benfica está a anos-luz da do Sporting". O assunto não foi desenvolvido, apesar da minha tentativa nesse sentido, mas convém também dizer que esta pessoa esteve antes a trabalhar em Alcochete.

Não conhecia a pessoa em causa, não sei os contornos da sua saída do Sporting, sei que me foi apresentado como "mais doente pelo Sporting" do que eu. E, não tendo razões para duvidar, fiquei preocupado. 

Fica aqui o recado.

Crónica da bancada

Seguindo o conselho de Pedro Correia, adiantei alguma coisa na hora de almoço e seguindo o conselho do Pedro Azevedo Oliveira, de que o trabalho não azeda, consegui chegar mesmo em cima do apito do C(h)apela e acabei por ver o jogo no estádio.

Começo por afirmar que o melhor daquilo tudo, fomos os 30 mil e poucos que conseguimos dizer presente num horário manhoso e com um friozinho do camândrio. Depois, a muito longa distância, os jogadores e lá muito ao fundo, o C(a)apela(da).

Na primeira parte não jogámos nada. Eu vinha com ideia de fazer a crónica deste jogo usando as reacções dos meus vizinhos de bancada, mas achei preferível mudar de ideia. Talvez acreditem, se "escutarem" um pouco do que se foi passando na primeira parte: "fpiiiiiiiii... aquele Gudelj não joga um cpiiiiiiii, fpiiiiiiiiiii". "O filho da ppiiiiiiiii do C(h)apela só mostra amarelos aos nossos, grande ppiiiiiiiiiii!!!" "Nani, larga a bola, cpiiiiiiiiiiii!!!". "O Coates é uma libelinha do cpiiiiiiiiiiii, está a precisar de banco". "ó C(h)apela isto não é vólei, fpiiiiiiii (esta fui eu, depois do gajo ter marcado uma falta a um dos nossos que só encostou o bafo ao pescoço dum do Jamor). "Ó Gaspar, vai p'ó presépio, meu filho da ppiiiiiii, não jogas um cpiiiiiiiiiiii" "olha aquela ppiiiiiiii do Diaby, que só joga para trás, cpiiiiiiiiii da mãe, cpiiiiiiiiiii". Bom, estão a ver não estão, como os nossos estavam a agradar, cpiiiiiiii?

Realmente os do Jamor teceram uma bela teia à volta dos nossos construtores de jogo, e manietaram-nos de tal forma que quase foram eles a marcar, inda o jogo quase não tinha começado. Os treinadores adversários já começam a ter antídoto para o jogo ofensivo de Keiser e a "malta" já começa a ficar ansiosa, depois irritada, com a inépcia dos da frente e com as tremideiras e fífias do Coates e do Gaspar e do Gudelj e tão farta que até já aplaude o Petrovic.

O que vale é que (salvo aquela coisa à la Braga na Luz, mas em Guimarães) as coisas se compõem, a melhor valia dos nossos vem ao de cima e acabamos por ir vencendo, a maior parte das vezes de goleada.

Hoje valeu pelo resultado, por números que me parecem justos, mas para ser justo, se eles conseguissem levar um ponto não seria injusto. Uf...

Temos claramente um plantel curto, já todos percebemos isso, direcção incluida, que já fez regressar Geraldes, que não jogou mas já faz publicidade (oxalá venda GB ao mesmo nível que joga, quer dizer, ao nível do seu futebol, não me interpretem mal) e contratou, certamente depois de ter consultado Futre, um chinês que jogava na quarta divisão de Espanha e um black Ronaldo, Rafael Camacho de seu nome, que eu confesso nunca ter ouvido pronunciar em lado nenhum. Mas pronto, Janeiro ainda vai no início, e espero que apareça aí um Coentrão para a esquerda e outro para a direita da defesa e já agora um outro  para o centro, para sentar o Coates e o Mathieu à vez, que eles precisam ambos os dois, mais o sul-americano que o francês, de descanso e com o Xico e tendo fé que não haverá lesões, talvez seja suficiente para chegar a Maio à frente da equipa do Conceição e da do Abel (não sei qual delas, se a de Braga se a de Lisboa).

Como diz um amigo lá de Tomar, "ganhimos, porra!" E isso é que verdadeiramente interessa.

 

Nota1- Desculpem o "porra", mas é... "dialecto";

Nota2 - O Porto suou as estopinhas com o Aves, o que quer dizer que afinal o jogo que fizeram aqui em Alvalade revela que são efectivamente uma boa equipa. Com um treinador que só se irrita com as derrotas com o Sporting, mas isso também o Abel, portanto...

O meu direito à indignação

Recebi agora mesmo um e-mail, gentilmente endereçado pelo clube na pessoa de Mathieu, a lembrar-me (não era preciso, mas o gesto é importante) do jogo de amanhã.

E só quando quis confirmar a hora do jogo (que julgava que era às oito) é que vi que o mesmo começa às seis horas da tarde. Às seis horas da tarde? Mas quem, trabalhando como eu, consegue estar em Alvalade às seis da tarde num dia de semana? E eu até estou perto, até poderia eventualmente "pirar-me" mais cedo do trabalho, mas até nem posso. E aqueles que vivem, não digo muuuuuuito longe, mas a 50/60/100 km de distância, quantos deles, mesmo querendo vir, terão possibilidade de o fazer?

E depois querem os estádios cheios. Senhores da federação e das televisões, a malta que paga os bilhetes trabalha, pá!

Bom, a minha "posta" sobre o tal vídeo

Começo por dizer que o vídeo me emociona em determinados momentos e que a ideia não é "parva" de todo, contudo...

Não me parece que esta seja a forma de exorcisar os acontecimentos de 15 de Maio.

As referências claras a esse dia triste para a história do clube, utilizando para isso crianças, pode parecer interessante (como disse nalgumas situações comoveu-me e puxou uma lagrimita, mas eu sou um "chorão"), mas provavelmente poderia ter sido repensada a "invasão" da academia e do balneário. Eu não sou nem da comunicação, nem da psicologia, mas parece-me que plasmar ambas as situações com a invasão, a própria, seria desnecessário. Como disse, não sou duma ciência nem da outra, mas bastava uma chegada num autocarro e os jogadores à espera dos miúdos e fazer a partir dali a festa. A mensagem estaria lá sempre, subliminar, mas seria diferente, parece-me.

Depois do trabalho feito, seja ele qual for, é fácil criticar, mas por isso não me chamaram a mim para fazer o guião e dirigir a realização, pagaram a profissionais, que deveriam pensar melhor no produto final. Parece-me apenas uma infelicidade (já são duas, com a estória do Cherbakov) da equipa de comunicação, sem qualquer outra intenção, mas a que se devia prestar atenção, para evitar semelhentes erros futuros.

Pronto, nem era para escrever sobre isto, mas fica, para registo.

 

E aproveitando o post, desejo a todos os colegas e seus familiares, bem como aos leitores e comentadores do blogue, um óptimo Natal e um excelente 2019.

Em pulgas

São agora 22:23H e estou aqui em pulgas, aguardando a decisão do ministério público, se vai tudo a julgamento no E-toupeira, ou se fica tudo em águas de bacalhau.

Pela quarta vez em pouco mais de um mês.

Ou compro  um insecticida, ou morro de sarna!

Vão-se habituando

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Eu já disse que gosto deste tipo de futebol e que estou com o treinador quando ele diz que prefere ganhar por 3-2, que por 1-0.

Mas o futebol do Sporting vai ser isto, tipo "dar e levar", tentando dar sempre mais um murro (salvo seja) que o adversário.

Hoje não jogámos uma pevide na primeira meia-hora e o resultado nessa altura (0-2) era lisonjeiro para nós. Pronto, é verdade que estávamos a jogar com nove, mas a culpa não é do Jefferson nem do Bruno César, que não são eles que escalam a equipa. Se quanto ao brasileiro, talvez não haja volta a dar (Lumor, por onde anda?) quando Acuña está impedido, já quanto ao outro brasileiro (eheh), ficou hoje provado, talvez, que o miúdo que o substituiu, Miguel Luís é o substituto natural de Wendel (por enquanto). Bom, não seria justo para com Jefferson, se não referisse a falta de apoio que teve do ala, Nani( que hoje não esteve lá, também), que o deixou quase sempre só e abandonado, tendo quase sempre que se haver com dois adversários.

Os insulares vieram com intenções claras de marcar cedo, tão cedo que logo no primeiro minuto quase iam marcando. Não foi ali, foi por volta dos sete, que a primeira lá bateu dentro. E os nossos estavam tão a leste do jogo, que se adivinhava o segundo, que acabou por aparecer aos vinte e seis e só não veio o terceiro, porque Renan fez uma bela defesa a negar mais um aos comandados do ministro Costinha.

Depois há um descuido de um nacionalista que faz um penalti daqueles completamente desnecessários (se há algum penalti necessário), que Dost converteu à matador. As coisas mudaram então e aí adivinhava-se o nosso segundo que só foi interrompido pelo intervalo.

Eu não sei o que foi feito lá no balneário ao intervalo, mas os equipamentos eram os mesmos, os jogadores eram os mesmos (com a nuance de vir ML no lugar de BC), mas havia no ar um outro sentimento e a previsão da sócia que ao intervalo dizia que iríamos ganhar por 3-1 (assim mesmo, que a gente com os nervos às vezes engana-se), acabou por tomar corpo, mas apenas aos setenta minutos, com um golo de B. Fernandes, a recarga de um remate de Dost, que o redes defendeu para a frente. Aos 75', Mathieu fez levantar o estádio, com um golo daqueles... de fazer levantar o estádio! A partir daí ainda Dost bisou (literalmente, já que o árbitro se esqueceu que tinha apitado e mandou repetir), novamente de penalti e Bruno Fernandes, já depois dos 90', selou os cinco que eu previra nos prognósticos do Pedro Correia ("esqueci-me" foi dos dois do adversário, damn!).

De modo, como vos aviso lá em cima no título, vão-se habituando a isto. Calafrios, golos sofridos, mas uma vontade séria e enorme de vencer, que fez com que parecesse fácil marcar 5 golos. Não foi, o Nacional jogou muito bem.

É esta a diferença, para melhor, do Sporting de Keizer em relação ao de Peseiro (e até de Jesus). Tenho sérias dúvidas se qualquer deles daria a volta aos 0-2 que o marcador mostrava aos 26, mas isto é apenas um "achismo".

 

Vamos lá com calma

Quando vi nos ecrans e ouvi o rapaz do microfone a dar a "linha" do Sporting, disse para o amigo que estava ao lado e que ontem aproveitou uma das "borlas" da renovação do meu bilhete de época, que mesmo com aqueles, seria equipa para dar "um cabaz" àqueles rapazes ucranianos simpáticos, que já no jogo na Ucrânia tinham demonstrado ser muito fraquinhos. Não me enganei, felizmente, que apesar de a qualificação estar assegurada, sabe sempre bem ganhar e se não for de "afogadilhos" tanto melhor.

Cedo se viu que apesar da falta de entrosamento (natural) entre os nossos, era uma questão de tempo até entrar a primeira e foi o que aconteceu. E sempre que os automatismos funcionavam e a velocidade no último terço aumentava, o pânico no sector recuado (que muitas vezes foi toda a equipa) do adversário era evidente, bem como se notava a sua efectiva falta de jeito para a função.

Foram três na primeira parte, poderiam ter sido outros tantos e na segunda percebeu-se, com as substituições, que o treinador começou a gerir o esforço; Mas ainda assim, houve mais meia-dúzia de oportunidades que talvez por "verdice" dos protagonistas, não foram concretizadas.

Alguns apontamentos que me vieram ao pensamento durante o jogo:

- Há muito pouco tempo, na Ucrânia, com este mesmo adversário e com os melhores em campo (os disponíveis) estivemos a perder até quase ao final do jogo e fizemos uma exibição(?) miserável. Era treinador José Peseiro;

- Há muito pouco tempo estáva-se a pensar em aquisições em Janeiro por falta de soluções no plantel. Hoje parece que o treinador diz que intra-muros temos soluções. Não sei se lhe disseram que "não há pão p'ra malucos" ou se lhe disseram que é para apostar nos miúdos, ou se a opção é dele, mas eu gostei de ver o jogo a terminar com seis rapazes do alfovre e alguns deles, se os pais não começarem a "variar", apresentam já qualidades que os podem vir a tornar em titulares absolutos num futuro mais ou menos próximo;

- Vamos com uma média impressionante de golos marcados e se era inevitável identificar-me com o treinador (afinal a equipa vem ganhando e jogando cada vez melhor), depois da declaração na CI, com que me identifico totalmente, de que prefere ganhar por 3-2, do que por 1-0, relevando a essência do futebol holandês que eu confesso que aprecio, Kaiser está a encher-me as medidas;

- Com esta avalhanche de golos, espero que no dia em que apenas ganharmos por 1-0, não comecem a dizer mal do homem;

- Vamos lá indo com calminha, passo a passo e não embandeiremos em arco. Ainda falta muito para Maio e cautela e caldos de galinha nunca fizeram mal a ninguém, apesar de que, confesso, começa também por aqui a crescer uma pontinha de esperança.

Domingo há mais. Esperemos que com golos, que é o que nos dá alegria!

Vai mesmo de cernelha

A rapaziada aqui do blogue e alguns dos leitores que fazem o favor de perder tempo com os meus escritos, sabem da minha costela de "agricultor". Pois este fim de semana foi tempo, já que o trabalho que muitas vezes também se mete pelo meio o permitiu, foi tempo dizia, de me agarrar às árvores e tratar de lhes fazer a poda. Poderá ainda ser cedo, mas vocês não fazem ideia dos contentores de folhas que eu tenho que varrer... Assim, matam-se dois coelhos com uma cajadada apenas (espero que o senhor do PAN não venha aqui...).

Portanto, dois dias a dar na tesoura e no serrote, subir e descer escada, emolhar os resíduos, que a lareira agradece e ensacar os restantes verdes para enviar para o sítio certo, depois do duche de hoje a tentação foi refastelar-me no sofá e ficar na sorna em frente à lareira e ver a final da Libertadores e o Sporting na televisão, à vez. Mas como anda por aqui um anónimo com vontade de marrar que diz que eu não vou a Alvalade desde que há nova direcção e o meu stock de cernelhas está esgotado até final do ano, lá resisti ao chamamento do calor e do sofá, vesti a jaqueta, perdão, o polar, tirei o carro da garagem e fiz a curta viagem de Caneças até ao Ricardo Jorge, que é onde costumo estacionar.

Eu tinha vaticinado no passatempo do Pedro Correia, nos "prognósticos antes do jogo", uma vitória por 4-0, portanto ia confiante, principalmente depois das indicações que tinham vindo a ser dadas pela equipa. Oitenta e nove degraus depois, lá me sentei no meu lugar. Eu já aqui falei do mau pressentimento que tenho quando a malta canta "O Mundo Sabe Que" num compasso mais acelerado que o normal e hoje isso voltou a acontecer, de tal modo que se acabou a cantiga ainda a letra ia a pouco mais de meio, passe o exagero.

E o Aves fez jus a este meu mau pressentimento, entrando muito bem no jogo e tomando o comando das operações, de tal forma que na primeira meia hora só deu Aves, que marcou uma vez e poderia ter repetido a dose por duas ocasiões, dominou o jogo e fez os nossos andar, literalmente, aos papeis, enredados numa teia de onde raramente conseguiram sair. Depois houve o penalti, que foi ali mesmo à minha frente, mas eu não vi nada; Não quer dizer que não fosse, eu é que confesso que não vi mas acredito no VAR. Dost foi chamado a fazer aquilo que bem sabe e a minha esperança e a de 35 mil e qualquer coisa que lá estivemos hoje renasceu e a força interior de tanta gente, deve ter-se transmitido para Nani, que decidiu fazer uma obra de arte e nos levou para o descanso com um resultado enganador.

Como para dar razão a Pimenta Machado, o que foi verdade na primeira parte, foi mentira na segunda e apareceu um Bruno Fernandes que sabe-se lá por onde andou na primeira parte, que ninguém o viu senão nos inúmeros passes para os adversários que desatou a jogar à bola de tal forma que fez dois naturales que se traduziram noutras tantas chicuelina e verónica uma de Bas Dost e outra de Diaby que sentenciaram a corrida, perdão a partida. Quem não chegou às cortesias foi Acuña, que resolveu pregar um par de coices em dois adversários, que o fizeram regressar mais cedo ao touril, perdão, ao balneário.

Em resumo, uma goleada que estava por mim prevista, mas que o Desportivo das Aves fez por não merecer, dominando até aos curtos, perdão, na primeira parte, mas sendo atraiçoado pela eficácia da colocação dos ferros, perdão, na colocação dos remates dos nossos, que em cinco marcaram quatro e todos na borboleta!

É assim, às vezes fazem-se pegas de levantar a praça, perdão, exibições de levantar o estádio, outras o resultado acaba por ser melhor que a exibição. Ou seja, vai-se lá de cernelha! O que, apesar de tudo, não impediu uma saída em ombros.

 

Pedro, o super-agente!

O nosso "treinador" Pedro Correia terá por aí uma agenda paralela e uma actividade também ela a circular ao lado de outras que exerce com reconhecida competência: A de agente de jogadores de futebol.

Senão vejamos, Pedro Correia insinuou aqui que dois jogadores estariam a fazer uma temporada menos boa no seu clube, disfarçada com um tom jocoso e tal, mas que vemos agora ter um interesse claro: Colocar os jogadores em clubes onde joguem e onde são cobiçados e que lhe tragam uns belos cobres em comissões. A tabela parece ser a mesma de sempre, quinje, quinje milhões...

Pedro, penso que não é sério usar o blogue como plataforma de negócios!*

 

* A não ser que a comissão seja gasta em bifes e imperiais no Império. eheh

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