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És a nossa Fé!

Esta coisa estranha da justiça

O ministério público, após investigação da polícia judiciária, viu-se na obrigação de proceder judicialmente contra a Benfica SAD e alguns dos seus administradores e funcionários, sendo o mais destacado Paulo Gonçalves.

O comum dos mortais, benfiquistas com dois dedos de testa incluídos, acham muito bem que a haver ilícito, o assunto vá a julgamento e a haver culpa, que os culpados sejam exemplarmente condenados.

Não deixa no entanto de haver algo de caricato neste assunto: A PJ chegou a este caso, muito por culpa de uma ilegalidade, que foi a violação de caixas de correio electrónico e divulgação de e-mails que as autoridades acharam comprometedores e com força suficiente para os levar a julgamento. Ou seja, provavelmente sem a divulgação das centenas de e-mails, fruto de uma actividade ilegal, nunca se chegaria ao ponto em que nos encontramos, prestes a condenar uma prática ilícita que durante anos vingou, com o intuito, conseguido, de elevar o Benfica ao topo do futebol em Portugal.

E agora há um mandado de captura contra o indivíduo que violou as contas de e-mail da Benfica SAD e de alguns dos seus administradores e colaboradores. 

Ou seja, o que o hacker fez está tipificado como crime e como tal deve ser presente à justiça, mas por outro lado a sua actividade ilícita permitiu que se construísse um caso, pelos vistos com pernas para andar, contra uma sociedade anónima desportiva e alguns seus dirigentes, que pode levar à descida de divisão e perda dos títulos que, a provar-se, ilicitamente conseguiu.

Perante este verdadeiro imbróglio, a minha dúvida é: Será que a PJ procura o rapaz para lhe dar emprego?...

Uma questão de paveias

Voltando aos tempos de miúdo...

Não havia tantos incêndios quando eu era miúdo. Talvez um dos motivos fosse porque, por necessidade, inexistência e falta de preocupação e também ignorância sobre princípios básicos de higiene e salubridade, havia a necessidade de utilizar material para algumas situações, por exemplo o mato que espontaneamente cresce nos pinhais.

Este mato era usado para cobrir caminhos de terra batida no Inverno, prevenindo a lama onde de outra forma se atascariam as carroças e os carros de bois e os seus condutores e aqueles que a pé por ali transitassem. Era também utilizado nos chiqueiros de porcos e currais de ovelhas, de cabras e de vacas. Aquele mato era ouro, servindo até para queimar (chamuscar) os pelos dos porcos, depois da matança, de modo a poder ser raspada a pele do animal com mais facilidade. No final de utilizado, nalgumas circunstâncias, seria ainda usado como estrume. Dum material sem aparentemente qualquer valor, era retirada uma mais-valia enorme.

A época da roça iniciava-se no final da Primavera e estendia-se Verão adentro, executada de forma manual, com uma enxada rasa, ou seja sem bicos, por grupos de homens, debaixo de um calor "desgraçado".

O meu avô era um pequeno proprietário agrícola, com terrenos herdados e alguns arrendados, de onde retirava o sustento para a família. Apesar de nunca faltarem o porco na salgadeira e os enchidos no fumeiro, as galinhas e os ovos, o leite e o queijo das ovelhas, os vegetais e legumes da horta e o vinho e o pão das pequenas searas de trigo e ainda o azeite, por vezes os anos eram "sacanas" e havia a necessidade de ir "fora". Ir "fora", era trabalhar para um outro agricultor, era tentar suprimir as falhas que o tempo não permitira que vingassem nas suas propriedades. Às vezes até se trocavam "dias", "eu agora vou-te lá fazer este trabalho e tu depois vens cá fazer o que for preciso", era também assim, um mercado de trabalho de troca e partilha.

E assim assisti a muitas jornas de "roçar mato", nas férias grandes, num grupo de homens onde pontificava o meu avô e um personagem extraordinário, que para além disso me adorava, o "Talego", António de seu nome, que apesar da dureza do trabalho nunca perdia o sorriso e nunca deixava de mandar os seus dichotes que faziam a animação do grupo, valia-lhes isso.

A jorna era dura, o mato era acondicionado em paveias bem pesadas, que depois se haveriam de, usando uma forquilha de quatro dentes, carregar numa carroça ou carro de bois e armazenar para altura de necessidade. No final do dia de trabalho, era usual fazerem-se apostas sobre a quantidade de paveias que haviam cortado. Lembro-me de um dia assistir a uma cena extraordinária, se atentarmos a que o "Talego" era analfabeto: O meu avô perguntou-lhe "ó c'padre (todos se tratavam por compadres), quantas é que acha (também se tratavam todos por você) que fizemos hoje? Olhe, eu acho que fizemos p'raí duzentas." O "Talego" pensou um pouco, reflectiu, olhou bem o monte de paveias daquele mato, deu a volta e com a maior calma do mundo respondeu: "Ó c'padre, é capaz de ter razão, devem ser p'raí duzentas... duzentas e uma..." e foi a gargalhada geral.

Pois, e vem isto a propósito de quê? Olhem, vem a propósito de que um homem do campo, analfabeto, olhando para uma evidência à sua frente, soube fazer um cálculo aproximado de um valor e de um número que não se afastava muito da realidade. Ele conseguiu, com o saber de experiência feito, não falhar muito num problema que lhe colocaram. Já outros, contemporâneos e letrados, conseguem escrever num jornal de referência que uma instituição precisa entre cem e duzentos milhões de euros para resolver os seus problemas; Pouca variação no cálculo, apenas entre um valor e o seu dobro, o que me levou a ter saudades do "Talego", que, coitado, já lá está há muitos anos, mas conseguiu ser mais clarividente na sua "analfabetice" do que alguns gurus da finança que se pavoneiam por aí.

Se calhar do que a gente precisava era mesmo de um "Talego". Ou pelo menos de alguém que saiba contar "paveias".

Toupeiradas

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Quando eu era miúdo havia na minha terra, no tempo da ditadura e de grande miséria, outros que, coitados, não tendo os pais posses para lhes comprarem um par de sapatos decente, guardavam o que tinham, feito pelo sapateiro da terra com solas de rasto de pneu e gáspeas de serrubeco ("sarrueco" naquelas bandas) para usarem de inverno, quando o chão estava gelado que queimava e o acto de ir à escola era suavizado por duas pedras de seixo que haviam ficado nos  restos da lenha do fogo e que viajavam enrolados em trapos dentro de cada um dos bolsos, bastante puídos as mais das vezes, das calças aos remendos. Não estou a efabular, eu felizmente não fui vítima desta "apagada e vil tristeza", mas convivi bastante chegado com quem foi. Ora esta rapaziada, logo que chegava a Primavera e a  geada deixava os caminhos, usava o seu calçado de "eleição", pés descalços pois então, que sandálias era um luxo a que não chegavam e de quando em vez, nas correrias pelos campos fora, ou nas grandes peladas do futebol do muda aos cinco e acaba aos dez, lá acontecia uma enorme topada e lá ficava a desgraçada da vítima incapacitada para uns largos dias das férias de mais de três meses.

Mas isto tem a ver com o quê, perguntarão e muito bem. Pois havia um daqueles miúdos, um pouco desastrado para o jogo da bola e mais propenso a chutos no chão, que volta e meia mandava uma "toupeirada" (na sua concepção) no chão de tal forma que, desgraçado, andava sempre de dedão entrapado. Curiosamente aquele miúdo é hoje um belo electricista de automóveis, profissão que começou a aprender aos catorze anos logo depois de concluir a 4.ª classe aos onze e ter "estagiado" três anos nas obras, alombando com baldes de massa de vinte quilos às costas sobre andaimes cuja sustentabilidade era mais ou menos comparável à situação do Benfica no caso, precisamente e nem a propósito, apelidado de toupeira. Este "miúdo" é benfiquista, é meu amigo e as suas "enormes" actuações nos derbis de rua em que a cada muda aos cinco e acaba aos dez ele era um dos seus ídolos dos encarnados, o Eusébio, quase sempre e apesar da falta de jeito, o Coluna, o Jaime Graça que "era" tantas vezes por coincidência de apelidos e até o Zé Henriques, quando um dos dedos andava entrapado e tinha que ser remetido para o "infame" lugar de guarda-redes, este miúdo hoje homem feito com quase sessenta anos, meu amigo, benfiquista, não merece que o seu clube do coração lhe faça esta sacanice.

Porque falo disto? Precisamente porque este foi um desabafo do meu amigo, um destes dias quando fui a Tomar, à aldeia, à volta dum petisco e dum belo tinto. Foi aí que me lembrei das suas "toupeiradas" e a resposta foi "mas aí era a brincar, ó Edmundo, isto envergonha qualquer benfiquista que se preze."

Haverá muitos como ele e com o mesmo sentimento. 

Pataca a ti, pataca a mim

Não bastava ter promovido o antigo administrador da Benfica Multimédia, Vitor Pataco, e ex-vice presidente do IPDJ a presidente deste instituto e que segundo Augusto Baganha escondeu processos relativos às claques do Benfica (debaixo dos papeis da última gaveta da secretária, direi eu), nomeou o governo para vice-presidente uma indefectível benfiquista dos quatro costados, Sónia Paixão, vereadora sem pelouros do Partido Socialista em Loures, que deixou o cargo de directora do desporto da câmara de Lisboa, para se mudar para o IPDJ. Curiosamente Pataco já havia estagiado no mesmo cargo na mesma câmara de Lisboa. Boa rampa de lançamento, pelos vistos.

Depois das notícias recentes no Record de que também os computadores do IPDJ foram acessados indevidamente com o intuito de saber sobre processos do Benfica, provavelmente assim não será preciso recorrer ao ciber-crime para se saber de processos do "toupeirame". Provavelmente até deixará de haver processos. Digo eu...

Parabéns ao Sporting

Não fui votar.

A minha indecisão foi resolvida em tempo e o meu apoio seria para Benedito. Mas nem sempre somos nós que comandamos o ritmo dos nossos dias, por isso apenas hoje estou em casa e por isso apenas na madrugada/manhã de ontem, Domingo, soube o resultado da eleição.

Ouvi quase nada da declaração do novo presidente do Sporting, ainda estou a colocar o fuso no lugar, mas pareceu-me entender que já prometeu títulos. Nada a opor, se não fosse para obter títulos, os sócios (ou votos, se quisermos) não teriam confiado nele e na sua equipa, mas parece-me que será assunto a ser tratado com pinças, para evitar erros recentes, que me parece que não virão a ser cometidos, apesar de tudo (pelo menos é o meu desejo e certamente de todos os sócios e adeptos).

Já aqui escrevi que nada me move contra Frederico Varandas como pessoa e que até nutro alguma simpatia por ele, reconhecendo-lhe, na minha humilde ignorância na matéria, capacidade excepcional na sua área profissional, a ver pelo que dele dizem os seus pares. Não lhe dei o meu apoio apenas pelo "lastro" que carregava na lista, não me incomodando a forma como entende dirigir o clube, afinal todas as fórmulas são boas desde que vencedoras e cá estaremos para ver os resultados, que é o que comanda a vida de quem entra num jogo do qual não domina todas as vertentes, porque honesto, porque não entende o jogo sujo como um fim para atingir resultados.

Frederico Varandas foi eleito com uma diferença de votos não correspondente ao número de eleitores. Teve menos pouco mais de mil votos que João Benedito, ou seja, o segundo classificado teve mais eleitores que o vencedor. Não é novidade, já aconteceu noutras eleições e apesar de não retirar qualquer legitimidade aos resultados, abre a porta a uma discussão entre os sócios sobre a busca de uma nova fórmula de distribuição do número de votos, não perdendo de vista o factor antiguidade, mas permitindo que o leque feche de modo a que não haja uma diferença tão grande, sendo que o que eu defendo é mesmo um sócio/um voto, mas admitindo uma solução como a que referi atrás. Este acto de reflexão servirá também para resolver a questão da segunda volta. Felizmente houve uma concentração de votos em dois (três se considerarmos Ricciardi) candidatos e o espectro de uma clivagem que resultaria da eleição de um presidente com pouco mais de 15% dos votos e seria trágico, foi afastado.

Estas são as regras do jogo e com elas Varandas venceu, está portanto no lugar de presidente em pleno direito e a sua vitória é incontestável. Quando refiro está no lugar de presidente, reporto-me ao que li no post do Pedro Correia, onde o nóvel presidente diz que não é o Sporting. Começa bem, não se confundindo com o clube. Que continue, que terá aqui um apoiante tardio (que a exemplo das colheitas tardias de uvas, poderá ser dos bons) e por tardio quero inferir convicto, que o apoio "institucional" tem, a partir da tomada de posse

Ainda assim quem está mesmo de parabéns é o Sporting, que julgo, espero e desejo, com este resultado inequívoco terá começado a fase de cicatrização das feridas abertas no passado recente.

E agora uns dediquem-se ao seu trabalho de dirigir e outros à sua obrigação de apoiar o clube e as suas mais variadas equipas e atletas. Sem que deixem de estar vigilantes, porque a qualquer altura, quando menos esperarmos, isto pode virar-se tudo ao contrário e se à primeira caem todos, à segunda...

 

Publicado também aqui.

Faltam três dias

Faltam três dias para as eleições e confesso que continuo indeciso.

Provavelmente não conseguirei votar porque não estarei em Lisboa e se esta indecisão se mantiver, provavelmente não farei qualquer esforço para chegar antes do fecho das portas.

É quase unânime entre os meus amigos sócios esta indecisão (e há-os de vários quadrantes, se permitem o termo), fruto da falta de uma verdadeira alternativa, ou pelo menos uma que galvanize com as suas propostas.

O Pedro Azevedo já o disse aí num comentário e é o que eu penso também, nenhum dos candidatos se preocupou em apresentar um projecto de sustentabilidade que não seja alicerçado nas vendas de jogadores e convenhamos que a conclusão a que ele chegou é perfeita, é mais do mesmo.

Estou pois indeciso, mas sei em quem não votarei. Não votarei no tio José Maria; Não votarei por razões óbvias no City; Não votarei no empresário Fernando Pereira, por muito respeito que me mereça; Não votarei em Rui Rego, porque não me parece ter nada a acrescentar e não votarei em Frederico Varandas, pelo lastro que enche a sua candidatura. Estou indeciso entre Benedito e Dias Ferreira, não sei se hei-de dar o meu aval ao novo pelas suas ideias inovadoras em detrimento do mais velho, ou se ao mais velho pela sua sabedoria e tudo o que isso possa ser uma mais-valia para o clube, em detrimento do mais novo. Quando eu era criança, o "velho" era levado em conta e era respeitado e venerado, hoje há a cultura de que o que é velho não presta e há que dar lugar aos novos.

Não sei. Até Sábado decido uma de três hipóteses, ainda há muito tempo.

Voar voa, mas voa baixinho...

Há eleições no Sábado, eu sei, mas isto não pode passar em claro:

 

https://sicnoticias.sapo.pt/desporto/2018-09-04-Tudo-o-que-o-Benfica-ridicularizou-afinal-era-verdade

https://sicnoticias.sapo.pt/fb-instant-articles/2018-09-05-Benfica-em-risco-de-ficar-fora-das-competicoes#

https://sicnoticias.sapo.pt/especiais/operacao-e-toupeira/2018-09-05-As-reacoes-a-acusacao-do-Ministerio-Publico-no-caso-e-toupeira

https://sicnoticias.sapo.pt/especiais/operacao-e-toupeira/2018-09-05-O-Benfica-tem-reagido-muito-mal-a-esta-situacao

Pressão alta

Bisoprolol é o que eu tomo diariamente para controlar a pressão arterial.

Estou desde já avisado que em dia de jogos do Sporting, terei que reforçar a dose.

Assisti hoje ao primeiro jogo ao vivo em Alvalade esta época e confesso que, satisfeito pela vitória obviamente, sinto um misto de satisfação e de inquietude, pelo que vi durante o tempo de jogo.

Conseguimos os três pontos, é um facto. A vitória é mais que merecida, sem qualquer dúvida, mas depois de 26 remates enquadrados com a baliza, marcar apenas um golo e quase no final do jogo, sabe a muito pouco.

Se é certo que quem não tem cão caça com gato, não havendo Bas Dost, não se percebe porque se conduz o jogo pelas alas, sabendo-se que Montero não é um homem de área e que Nani já não é o extremo de antigamente.

Aos sessenta e poucos minutos Peseiro percebeu isto e fez sair o inútil Jefferson, desfazendo o desnecessário duplo pivot ao fazer deslocar Acuña para a lateral esquerda, posicionando Nani atrás do ponta de lança e com Jovane em jogo a coisa começou a fluir e em pouco mais de cinco minutos tivemos outras tantas oportunidades de marcar, altura em que o guarda-redes deles deu em fazer de Salin (na Luz) e defendeu tudo e mais um par de botas. Apesar de tarde, Peseiro deu a volta ao jogo, o que abona em seu favor. Já não abonará tanto, o facto de olharmos para a miserável exibição de Bruno Fernandes e pensarmos que o seu substituto natural está agora em Nuremberga e que das três substituições que fez, a única que atingiu o objectivo foi a entrada de Jovane, já que se estava a jogar com um a menos com B. Fernandes em campo, com a entrada de Castaignos e depois de um dos ic's o Petrov, ficou a jogar apenas com oito. E se ganhar com oito ao Feirense é obra, provavelmente parte da culpa é sua.

 

Nota final: O golo solitário que nos deu a vitória foi apontado pelo único jogador da formação que actuou (descontemos Nani, que já tem muito Mundo). Deixem-me concluir que se porventura mais jogassem, talvez o resultado fosse a mesma vitória, mas com outro sabor.

"Quem foi desrespeitado fui eu"

"Por tudo o que fiz na última época e pelo que fiz no estágio merecia pelo menos uma oportunidade. No entanto nem sequer fui chamado. Tive que assistir na bancada. Não quis desrespeitar os meus companheiros, nem a instituição no meu tweet. Na verdade quem foi desrespeitado fui eu. Não tenho mágoas desta gigantesca instituição e torço por eles na temporada. Obrigado Nuremberga pela oportunidade. Darei o meu melhor sempre, como sempre fiz, quando tive oportunidade e sequência".

 

Geraldes, Palhinha, Mané, Matheus, Domingos Duarte, Demiral, Gelson Dala, são tão estúpidos. Bastava terem rescindido o contrato. Hoje qualquer deles poderia ser capitão...

 

Gostava, se não fosse pedir muito, que isto fosse muito bem explicadinho, mas vou sentar-me comodamente, esperando.

Salin daqui que eu trato disto

Estará tudo dito quando o nosso melhor jogador foi o guarda-redes, mas também é para defender que ele lá está, direi eu. Se considerarmos que estava para zarpar, não está nada mal.

Mai'de resto até nem foi mau, atendendo a que os outros estavam cansados e a pensar nos milhões que podem amealhar na próxima semana.

Marcámos num penalti que o foi sem espinhas e muito bem marcado pelo capitão, que antes parecia apreensivo, mas talvez fosse da InácioTV.

Não jogámos grande coisa, mas não jogámos pior que nos dois primeiros jogos do campeonato, ou seja, estamos a fazer um campeonato, até agora, regular.

Já o disse, Salin foi o nosso melhor e o melhor em campo e não vejo mais ninguém que tenha que destacar, senão André Pinto, que substituiu muito bem Mathieu e Nani, pelo golo marcado. Destacarei pela negativa Bruno Fernandes, que foi um a menos e Jefferson, que permitiu o cruzamento que deu o golo do empate.

 

Positivo, para além do empate em casa de um dos rivais, foi a derrota do Porto em casa. Somámos 4 pontos e estamos na frente, nada mau.

Baixar de calças

Os senhores estão lá provisoriamente, pronto.

Aquilo é giro para o currículo e incha o ego p'ra carai.

Nenhum deles teria hoje, por si, a possibilidade de ocupar tão alto e responsável cargo. À excepção de Sousa Cintra, todos eles andaram à boleia de outros para ocupar lugares de relevo na estrutura dirigente do Sporting, revelando a sua ínfima e banal importância eleitoral.

Recusei liminarmente as acusações de alguns, que não os consideram pessoas de bem, mas hoje vou poder esclarecer se as acusações têm ou não fundamento.

Se os elementos da comissão de gestão acederem ao convite do clube que anda a ser investigado por nos ter roubado um campeonato e outras tropelias de falta de ética desportiva, por nos ter tentado roubar um jogador e por ter tentado contratar alguns dos que rescindiram nesta crise recente, ver-me-ei obrigado a dar razão a quem os ataca e a questionar a sua idoneidade.

Sentar-se na tribuna ao lado de Vieira pode ser giro, o cattering pode ser excelente, mas é uma enorme e despudorada traição aos ideais e valores do Sporting!

 

Nota: o único candidato que se manifestou contra a ida dos elementos da CG para a tribuna do Benfica foi Frederico Varandas, que eu tenha conhecimento.

Finalmente uma boa notícia

Parece que o governo finalmente acordou para a bagunça que grassa no IPDJ e puxou da vassoura.

Baganha e sus muchachos vão às de Vila Diogo no final deste mês de Agosto.

Já não era sem tempo.

Aguardamos, penso que todos os que gostamos de desporto e de futebol em particular, pela actuação da nóvel Autoridade Nacional contra a Violência do Desporto e que as funções que agora irá ter a seu cargo, as desempenhe muito melhor que o instituto liderado por Augusto Baganha, que tem sido uma verdadeira desgraça.

A estranha anatomia dos jogadores de futebol

Começo por dizer que não vi futebol este fim-de-semana, senão uns poucos minutos ao longe do Sporting vs Setubal, os golos do Boavista vs Benfica, e a repetição do penalti a favor do Porto no jogo com os Belenenses, que foi no mínimo polémico. A minha análise a este lance, tem que ser precedida por uma declaração de interesse: se fosse um jogador do Setúbal a protagonizar aquele lance, para mim seria penalti claro, ponto final parágrafo. Assim, não posso ter uma segunda opinião em relação a este lance e tenho que considerar que o VAR esteve bem. 

O que está mal e tem que ser rapidamente alterado é a regra da "mão". Não se pretende contrariar Paulo Bento ("andebol, mão; futebol, pé), mas há que de uma vez por todas definir critérios (a estória da intenção ou intensidade também não pega). Na jogada de ontem, por exemplo, o jogador de Belém estava em impulsão, de costas para a bola e efectivamente cortou a bola com o braço. Já o afirmei, à luz das actuais regras, parece-me penalti. Eu sou do tempo em que um não era apenas um não, mas também de que uma "mão" era apenas "A" mão, era apenas penalizada a acção intencional de cortar a bola com a mão. a "MÃO", não o pedaço de osso, músculo e tendões e veias e artérias e o diabo a sete que a prendem ao ombro. Ao penalizar o corte com o braço, principalmente quando o jogador está em impulsão (experimentem lá saltar com os braços encostados ao corpo para ver o que vos acontece), o International Board prejudicou o espectáculo e prestou o futebol a interpretações casuísticas e nalguns casos a la carte, com cada árbitro a interpretar a coisa conforme o seu sentimento em relação à regra.

Se a FIFA vai alterando as regras em função da obtenção do golo, o sal do jogo, deve ser apoiada; Mas terá que haver algum cuidado nessa alteração, porque corre-se o risco de no futuro, assim como que arremedando a teoria evolucionista de Darwin, os filhos dos jogadores de futebol, que hoje já têm mão até ao ombro tornando-lhes o uso do braço desnecessário, corre-se o risco, dizia, de os filhos dos jogadores irem progressivamente aparentando-se com pinguins e eu acho que o futebol não teria tanta piada. Lembram-se dum jogo de tabuleiro, chamado salvo erro Subbuteo? Seria um pouco pior, basta imaginar.

Quando um não é um nim

Confesso que não sou poliglota por aí além, sei castelhano que baste para não ficar mal visto em Espanha e francês e inglês que me permitem manter uma conversação normal. Mas sei cada vez menos português!

Quando eu era miúdo e os meus pais ou avós me diziam "NÃO", aquilo queria dizer apenas e só simplesmente não. Não, era não e pronto! Depois vieram os tipos que fazem as leis e a carrada deles que as interpreta (e que comem todos da mesma gamela) e hoje um não, que a maior parte das vezes já é um "NIM", corre o sério risco de ser um "SIM".

Para que conste, eu prefiro o tempo em que era miúdo.

Prova superada

Pode não parecer, mas este era provavelmente o encontro mais importante da época que agora se inicia. Por todo o passado recente, obviamente, mas pela desconfiança que a pré-época lançou sobre a equipa.

Começou mal, com um golo sofrido a frio, mas a equipa reagiu muito bem, ainda que um pouco atabalhoadamente. Conseguiu chegar ao empate com um bom golo de B. Fernandes e viu não ser-lhe validado o segundo, da autoria de Bas Dost. Perdeu-se um pouco durante 15/20 minutos da segunda parte, em que Salin (quem diria que está na lista das dispensas) demonstrou que podem confiar nele e em que o Moreirense teve a iniciativa do jogo. Veio o segundo de penalti e veio o terceiro num "chapeaux" muito vistoso de Bas Dost, fazendo parecer que o jogo foi fácil. Não foi. A equipa actuou de forma desgarrada a maior parte do tempo, mas conseguiu o objectivo essencial, ganhar. E ganhou sem espinhas! Venha o Setúbal.

Uma referência final para o rapaz do apito. Se isto já começa assim e já que ainda estamos no início, senhores da federação, tenham lá atenção que em Moreira de Cónegos, hoje, não houve qualquer batalha campal. Dêm lá instruções aos apitadeiros...

Se a coisa começar mal

Já há desculpa.

Diz o CM que os jogadores que rescindiram e que regressaram, mais o Acuña, estão preocupados com o hipotético regresso de Bruno de Carvalho ao clube.

Esta notícia traz a novidade interessante de não haver cláusula "anti-Bruno" nos contratos dos regressados, o que, a ser verdade, marca pontos a favor de Sousa Cintra. O CM já sabe que a lista de Bruno de Carvalho não será aprovada, o que não é grande furo porque até eu sei que não, mas que a simples aceitação da candidatura está a gerar instabilidade no plantel.

Ó senhores, a sério?

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