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És a nossa Fé!

Mudar estatutos: um sócio/um voto

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Reconheço que numa hipotética como tão necessária alteração estatutária, este, sendo um tema que deve obrigatoriamente estar em cima da mesa, é certamente dos mais quentes e aquele que eventualmente mais discussões apaixonadas proporcionará.

Há vários escalões de sócios no clube que, consoante a antiguidade, vão adquirindo votos que lhes permitem ser mais influentes em votações em AG's, entre elas as eleitorais, conferindo aos sócios com maior tempo de fidelização uma enorme e desproporcional preponderância sobre os mais recentes.

Sou desde há muito defensor de que a cada sócio deve corresponder apenas e só um voto, desde logo porque é assim no país para todas as eleições importantes e até nas organizações empresariais por quotas, onde cada accionista tem os votos proporcionais à sua quota-parte da sociedade, independentemente se a possui há muito ou pouco tempo.

Reconheço que a este sistema há que, sob pena de haver subversão dele próprio, impor algumas regras que evitem a apropriação do clube por grupos de pessoas com interesses menos sérios. Mesmo havendo apenas uma ínfima hipótese de num acto eleitoral um grupo estranho tomar de assalto o clube (seriam necessários muitos milhares, diria largos milhares, para que fosse isso possível), haverá que acautelar por exemplo um período de tempo razoável, que eu diria de cinco anos, para se obter o direito a eleger os corpos sociais. Em AG's ordinárias ou extraordinárias que não as eleitorais ou que impliquem a perda de mandato dos corpos sociais em parte ou no seu todo, ou ainda as que impliquem a relação com a SAD, os sócios terão todos os direitos que agora detêm, com a permissa sempre de um sócio/um voto. 

Bem sei que há uma distinção entre os sócios A e B, desde logo pelo valor da quota paga (12€/6€) e que os primeiros poderão ter alguma relutância em prescindir da "vantagem" que detêm por via do valor a dobrar que pagam pela sua quota. Será uma posição legítima, mas convenhamos que já hoje por via disso há algumas legítimas diferenças de tratamento, sejam elas o importante direito a serem eleitos, ou o acesso à bancada A, entre outros. Tenho para mim que será talvez o maior obstáculo à implementação do sistema "um sócio/um voto" ("então eu pago o dobro daquele e ele tem um voto igual ao meu?"), maior do que o da antiguidade como associado. 

Há ainda os jovens, a quem deve ser dada oportunidade de exercer mais cedo na vida o direito a eleger os corpos sociais. Eu diria que aos 16 se estará preparado para eleger quem deve dirigir o clube. Afinal também se pode, num infortúnio, estar preparado para sofrer uma pena de prisão maior... E estes jovens teriam o seu voto aos 16 anos, se fossem associados, ainda que noutra qualquer categoria, ininterruptamente, há pelo menos cinco anos.

Clamarão alguns dos que irão perder os seus votos que o clube poderá ser tomado de assalto por "pára-quedistas" e que a antiguidade deve ser recompensada. Quanto à questão do "assalto", creio ter encontrado uma solução razoável (haverá outras e este post serve para isso, para os comentadores as indicarem). Quanto à recompensa pela antiguidade e fidelização ao clube, sem querer ferir ninguém, é-se sócio do Sporting por sentimento, por gosto, por coração, por amor, por partilha, até por egoísmo em casos extremos de clubismo/clubite, ou seja para dar. No entanto o clube já proporciona algumas vantagens aos seus associados, seja através de protocolos com terceiros, seja na aquisição de bilhetes ou outros. Esta antiguidade e fidelidade ao clube, não havendo qualquer necessidade de ser retribuída, pode no entanto ser recompensada. Há imensas formas de o fazer que ficarão à imaginação de cada um, mas por exemplo que tal sortear uns lugares nas deslocações ao estrangeiro para os associados com mais de "xis" anos de permanência? (às vezes até vai gente que nem do clube é...), reservar um número de bilhetes nos jogos internos exclusivamente para esses associados, com desconto até, criar uma tabela de preços de bilhete de época que premeie a antiguidade... O que quiserem e seja exequível.

Em resumo, o tema é polémico, mas se nos afirmamos como um clube democrático, que tal passar da palavra ao acto e instaurar um verdadeiro regime democrático no clube? 

Termino com o exemplo da aberração do último acto eleitoral: João Benedito teve maior número de eleitores. Frederico Varandas teve maior número de votos. Ganhou aquele que teve menos associados com a sua candidatura. É justo, faz sentido? Não me parece...

Futebol para quê?

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Primeiro fecharam o futebol. E depois a praia. E depois veio a polícia. E depois...

Na frase/poema erradamente atribuída a tantos autores (Brecht, Maiakovski, etc.), da autoria de Martin Niemöller, diz-se isto:

Um dia, vieram e levaram o meu vizinho, que era judeu. Como eu não sou judeu, não me incomodei. No dia seguinte, vieram e levaram o meu outro vizinho, que era comunista. Como eu não sou comunista, não me incomodei. No terceiro dia, vieram e levaram o meu vizinho católico. Como eu não sou católico, não me incomodei. No quarto dia, levaram-me a mim. Já não havia mais ninguém para reclamar.

Niemöller (teólogo protestante), fruto dos tempos por que passou a Alemanha entre guerras, foi no início um "fervoroso" apoiante de Hitler, até que se foi apercebendo de quem era a "peça" e passou de apoiante a opositor claro, não sem antes ter tentado demover o ditador fascista da sua irracionalidade e loucura. Foi processado e enviado para o campo de concentração de Dachau, onde foi prisioneiro de 1938 até ao final da guerra. Faleceu em 1984, com 92 anos.

E o que tem isto a ver com os tempos que correm e com o título deste post, perguntarão. Pois tem tudo!

Não que o futebol seja a coisa mais importante na minha vida, de longe!

Ainda que o Sporting, e as suas idiossincrasias, me tolde por vezes o juízo e a falta de pudor de alguns agentes menos escrupulosos me deixe de cabelos em pé, o futebol tem uma importância relativa na minha vida. Mas tirarem-me o futebol?...

Isto sem um joguinho de bola já estava a ser uma seca, nem as repetições no canal da FPF disfarçavam a ressaca, mas valiam-me as caminhadas pela falésia e pela praia, antes ao fim de semana e agora, com o confinamento em casa, todos os dias ao final do período de trabalho (sim, sou daqueles que estão em teletrabalho), mas hoje, pimba!, veio a polícia e fechou-me a praia! A mim, que não tenho culpa nenhuma, que apenas faço o que o primeiro-ministro aconselha, um passeiozinho higiénico. E para que saibam, isto aqui é a bem dizer um deserto se contarmos apenas com os que cá vivem, todos juntos não fazem uma equipa de futebol (raios, o futebol outra vez, até parece...) e mesmo que saiam todos e mais os cães e mais os gatos, o mais perto que poderemos estar uns dos outros serão 9,15 metros (ups! Livre directo...), distância mais que suficiente para que os mosquitos que alguns possam projectar boca fora quando têm que gritar para se fazerem ouvir, por modos da distância, percebem, se evaporem pelo caminho e a rapaziada se mantenha sã que nem pera rocha, que é aqui vizinha. Mas isto estava calminho, o tempo estava uma merda e a gente ia fazendo os nossos passeios higiénicos, até que o sol se mostrou, a temperatura subiu um bocadinho assim e os tugas que foram mandados ficar em casa acharam por bem vir para a praia! Como se a água salgada, inda por cima fria cumó raio que a parta, fosse prima daquela coisa do gel que desinfecta e tal... Uma porra! Vinham aos magotes, uns armados em pinguins com as tábuas de engomar às costas e outros a espojarem-se na areia, a jogar futebol (ah! como eu compreendo esses...) com os putos, a obrigarem os cães a entrar na água gelada, onde eles não metiam os cotos, para irem buscar um cabrão de um pau, repetidamente...

Estava esta pouca vergonha em processo em curso e as autoridades fizeram o que se lhes exigia: Mandaram encerrar os acessos à MINHA praia. Ela não é minha, não é só minha, vocês entendem, mas vejam, eu não vou lá para a rua deles com um cão e um pau divertir-me, nem vou passar a ferro na entrada dos prédios deles. Prédios donde por acaso e atendendo ao que lhes dizem milhares de vezes por dia, não deveriam sair! E por causa destas alimárias  a minha vida está um inferno ainda um pouco mais inferno...

Primeiro acabaram-me com o futebol, mas eu como tenho um joelho de vidro fiz um enorme esforço mental e não me importei; depois fecharam a praia, mas como a água está gelada e há sempre o campo, eu condescendi, apesar de não poder ir aos ouriços; hoje logo pela manhã veio a polícia fiscalizar os abusos, mas eu, como até sou cumpridor, assisti de varanda (raios, Varandas!); depois, bem, depois ao final do dia, no tal passeio higiénico primeiro-ministró recomendado, pumba! As barreiras tinham sido afastadas e as fitas delimitadoras arrancadas e feitas desaparecer! Graças a Deus, a minha fé na humanidade renasceu! Niemöller, se fosse vivo, ver-se-ia obrigado a concluir aquele seu pensamento/poema/qualquer coisa, de outra forma. Talvez "e quando veio o vírus mortal, eu tomei medidas e fui para a praia".

Ó gentinha...

 

Também aqui.

Um pedido de esclarecimento à Mesa (da AG)

Ó senhor presidente Rogério Alves, agora que o nosso presidente foi requisitado, se ofereceu, está ao serviço do Ministério da Saúde, vá, neste combate que tem que ser feroz ao vírus do nosso descontentamento e sendo nisso os estatutos omissos, não será caso para nomear um presidente interino enquanto vigorar a dispnibilidade/mobilização de Frederico Varandas?

Diga lá qualquer coisinha, o amigo que parece que engoliu um trapo e de si nem novas, nem velhas, homem!

Um pássaro na mão?

O TAD deu razão ao Sporting no diferendo com Rafael Leão, referente à rescisão unilateral do contrato por parte daquele atleta, que terá que pagar ao Sporting 16,5 milhões de Euros, ainda assim muito abaixo do pretendido pelo clube na acção que interpôs, mas não deixa de ser uma sentença relevante.

Ao contrário do que se pensava e argumentava, até não demorou muito.

Isto permitir-nos-á concluir que todos os restantes que foram resolvidos por acordo mútuo a posteriori, também teriam decisões favoráveis ao clube?

Perante esta decisão há quem tenha, entre os leitores e colegas do blogue, mudado de ideias em relação ao que defendeu na altura dos acordos com jogadores e clubes que os "levaram"?

Em tempos de coisas bem mais importantes, isto não passará de um fait divers, mas digam de vossa justiça, se vos aprouver.

Dúvidas dissipadas

Para que não restem dúvidas, num mais que provável acto eleitoral num futuro próximo (se o Covid-19 deixar), o meu candidato será Pedro Azevedo! Já expliquei aqui os motivos da minha decisão e do meu apoio, consolidado no seu programa excelentemente estruturado e confiante de que conseguirá reunir uma equipa competente e séria, que conduzirá os destinos do clube a bom porto.

Vem este postal a propósito da decisão do Ministério Público retirar todas as acusações contra Bruno de Carvalho e por conseguinte se antever que sem acusação formada pelo MP, a decisão do colectivo de juízes será em conformidade, não antevejo outro desfecho e o ex-presidente e ex-sócio será ilibado de todas as acusações.

Assim sendo e conhecendo o homem, parece-me que o passo seguinte, até porque já anunciou publicamente que será candidato à presidência do Sporting, será a luta em tribunal (ou numa AG, conforme os estatutos, com o apoio de 2/3 dos votos presentes) pela reintegração como associado, condição essencial para se (re)candidatar. Mas indo até mais longe, não creio que BdC se fique por aqui (eu não ficava, se como ele me achasse com razão e injustiçado) e peça junto da justiça a anulação da AG destitutiva. Sabemos que o motivo "Alcochete" não constava das razões apresentadas para a destituição, mas foi "Alcochete" a causa de toda a loucura que se passou a seguir (de um lado e de outro) e foi a espoleta para o pedido de destituição. Quanto a esta forma de  conseguir o regresso estou apenas a especular, nada nem ninguém me "soprou" sobre o assunto, mas creio que não andarei muito longe da verdade.

Não faço a mais pequena ideia se num hipotético processo de reintegração e anulação da destituição o tribunal decidiria favoravelmente, não me pronunciarei se ele vier a existir tal como nunca me pronunciei sobre este, para além do "a justiça decidirá". E o que a justiça decidir, gostemos ou não, estará decidido.

Sou por convicção um democrata e um crente na justiça, embora uma e outra por vezes andem de candeias às avessas, portanto havendo uma não pronuncia (não o será tecnicamente, mas se o MP acusou, não tem provas e pede absolvição, o mais sensato seria retirar as acusações), não quero deixar de recordar o que aqui fui escrevendo a propósito do exagero que foi todo o modus operandi da detenção, acusação e posterior obrigatoriedade de apresentação na esquadra de polícia. Depois de assistirmos ao pedido de absolvição pelo MP, com o argumento de que não há provas que consubstanciem a acusação, será legítimo perguntar o porquê da detenção a um Domingo com a convocação dos OCS, que em directo transmitiram o acto e sem qualquer pudor devassaram a privacidade de um cidadão. Será legítimo perguntar porque não foi revisada toda a hipotética prova (que parecia ser tão irrefutável e afinal não existia sequer), na presunção legal de inocência. E será legítimo perguntar qual foi o critério de obrigar um suspeito de cometer crimes tão hediondos, tão hediondos que afinal não se conseguiu provar que os tivesse cometido, a ter que, durante meses, apresentar-se diariamente, quer dizer, todos os dias, numa esquadra de polícia, como se de um perigoso terrorista se tratasse. Disse-o na altura e reafirmo-o agora: As medidas foram exageradas, desadequadas e aviltantes para o cidadão Bruno de Carvalho, como seriam para outro qualquer cidadão. O facto de o MP ou alguém por ele, ter convocado a CS para cobrir este assunto com o aparato que se previria ensurdecedor, não passou de um enorme assassinato de carácter e de um ataque não só ao cidadão Bruno de Carvalho mas, estou perfeitamente convencido, ao Sporting Clube de Portugal, que era quem queriam atingir. E conseguiram!

Deixemos portanto ou os tribunais ou os sócios decidir do futuro de Bruno de Carvalho se ele assim o desejar.

Ainda que continue convicto que tudo não passou duma golpada como disse atrás, mais para atingir o Sportig do que a ele próprio e de desaprovar os métodos também muito pouco democráticos do então PMAG, não gostei dos tiques ditatoriais (que também se vêem em Varandas, curiosamente) que se começaram a notar logo no início do seu segundo mandato e que o conduziram numa espiral de "loucura" que não teria outro fim que não o da sua queda, por isso se hipoteticamente voltar e se se candidatar, não terá o meu apoio. Já o disse, Pedro Azevedo é para mim quem melhor estará preparado para dirigir o Sporting. Também muito claramente digo, se o Pedro por alguma razão não for candidato e BdC se apresentar, apesar das minhas muitas reticências, se não aparecer um super candidato que pulverize tudo,  para a urna irá uma cruz em frente ao seu nome! Quem sabe não aprende com os erros, com aquela vontade de ter unanimidade, tanta unanimidade que até o tio Ricci coube na sua lista e tanta gente que como Marta Soares na primeira oportunidade lhe espetou a faca nos rins? Mas como diria "o outro", isto é apenas um "supônhamos".

Para terminar, fosse eu o cidadão Bruno de Carvalho e o Estado português "bateria com os costados" no Tribunal Europeu dos Direitos do Homem e aí seria certamente condenado a pagar-"me" uma choruda indemnização e a um voto de censura do tamanho da golpada que contra "mim" foi levada a cabo. Podem apostar!

Lá estive, na manif.

 

Felizmente os assuntos familiares resolveram-se a contento e conforme aqui anunciei, fui pela primeira vez a uma manif. para protestar contra uma direcção do Sporting. Das outras já fui a centenas, de modo que já estou acostumado.

Cheguei à hora marcada, dei uma volta à volta, passe a redundância, para tentar perceber quem ali estava. Estavam os membros das claques, muitos, pelo menos pelo meu feeling. Mas também, mais uma vez pelo meu feeling, estava  muita gente, talvez mais até que das claques, que não tinha nada ar de ter alguma coisa a ver com elas. Desde logo eu e alguns conhecidos consócios, alguns até ex-dirigentes de consulados muito anteriores ao de Bruno de Carvalho, da administração Sousa Cintra até, apresentaram-me um de que me escuso de divulgar o nome, porque para isso não fui mandatado, ainda que a acção fosse pública.

Fruto do tratamento aviltante de que têm sido alvo aqueles que mais abertamente têm contestado este CD e o seu presidente e para separar águas com atitudes menos próprias das claques, havia até uma separação física entre manifestantes e o conjunto de gente que estava mais recuado pareceu-me bastante superior ao que fazia as despesas das palavras de ordem. Talvez para que Frederico Varandas e seus pares percebam que o seu rabo começa a ficar apertado e não é apenas pela acção das claques, mas de um cada vez maior número de sócios que vai ficando farto da sua incompetência, do seu desvario e da sua evidente colagem ao carrossel de Jorge Mendes.

É cada vez maior o número de associados (e adeptos) que quer ver Varandas pelas costas e se outro barómetro não houvesse, pela primeira vez "na história" do I love you baby adaptado, os assobios não se sobrepuseram à cantiga oriunda do topo sul. Sintomático, até porque muitos dos que vão interpretando esta versão estavam fora do estádio, continuando o seu protesto, demonstrando, sem qualquer sombra de dúvida que os que assobiam são cada vez menos e se assim procedem, não será por cansaço, antes porque cada vez mais lhes faz sentido esta contestação.

O que será preciso para que o PMAG, Rogério Alves, se imbua do espírito de bombeiro e tome a decisão de ele próprio se demitir, depois de exigir que os outros OS também o façam? Que o capital da SAD seja vendido por dez réis de mel coado? Pior, que a gente desça de divisão?  Ou pior ainda, que o clube deixe pura e simplesmente de existir? Aí, lamento informá-lo caro PMAG, será já tarde demais! 

Não será com fé que lá iremos

Eu quero lá saber se o rapaz é lampião.

Outros lampiões por cá já passaram e cumpriram com maior ou menor distinção a sua função.

O que me incomoda mesmo é que o rapaz saiu há seis meses da "casota" dos suplentes do Casa Pia, castigado por ter-se assumido treinador da equipa não tendo para isso habilitação e rumando a Braga, orientou a equipa em apenas meia-dúzia de jogos.

Comparam-no (têm a esperança que seja) a Mourinho e Villas-Boas, esquecendo-se que o primeiro bebeu tudo o que Sir Bobby Robson lhe tinha para dar, tendo sido seu adjunto por 78 jogos entre Sporting, Porto e Barcelona e de Louis van Gaal, também no Barcelona por... 170 jogos! Foi até adjunto de Manuel Fernandes nos primórdios da sua carreira, embora isso não abone muito a seu favor, que MF como treinador foi uma quase nulidade. Já André Villas-Boas foi durante cinco anos adjunto/observador nas equipas técnicas de José Mourinho no FCPorto, Chelsea e Inter de Milão, o que lhe terá dado o traquejo para se abalançar numa carreira que teve alguns momentos altos. Mourinhos e Villas-Boas e Jardins e Silvas e "Jesuses", é como os Ronaldos e Messis, não aparecem quando a gente quer, aparecem quando calha e de tempos a tempos.

Ter fé numa contratação destas e esperar que Ruben Amorim, que está a anos-luz da experiência acumulada por estes dois treinadores antes de se lançarem como chefes de equipa, é mesmo só e apenas, fé. Eu como sou agnóstico, limito-me a observar o óbvio: Ruben Amorim não tem currículo para ser, neste momento, treinador do Sporting Clube Portugal! Dar dez milhões de Euros, acrescidos de IVA e juros de 6% ao ano, por este projecto de treinador, não é uma questão de fé, é uma enorme, terrível e talvez funesta irresponsabilidade.

Se mau era trazer Ruben Amorim, pior um pouco foi juntar-lhe dois rapazotes projectos de adjuntos, um deles sem qualquer referência até, na profissão.

Vamos ser realistas, alguém acredita que estes dois miúdos serão levados a sério pelos da sua idade que estão dentro de campo, ou até nos treinos? (talvez o sejam pelos mais velhos, com outra maturidade e conhecimento da profissão, mas e os outros?).

Este achismo do presidente do clube, que apostou todas as fichas com dinheiro que não é dele num projecto de treinador que é uma incógnita, terá consequências graves num futuro a curto ou médio prazo: Se não cair antes, Varandas não passará das AG's do Verão e tomando esta decisão hoje, está a hipotecar (tal como o seu antecessor com Sinisa) uma mais que certa nova direcção que irá entrar em funções após a sua mais que certa queda. Haverá uma "pequena" diferença: O plantel não vale 1/10 e o cofre da NOS já só tem um bolo a que falta uma enorme fatia.

Espero no entanto que apesar desta armadilha, outros sportinguistas se juntem a Pedro Azevedo, na corrida à presidência do Sporting.

Perguntarão se eu não quero que Amorin dê certo. Claro que quero, mas já disse lá acima, fé não é bem o meu departamento. O meu desejo que Amorin se faça treinador do Sporting, no Sporting, é ultrapassado pelo meu pragmatismo, que observa a falta de experiência e percebe que tem tudo para correr mal.

E a culpa até nem é dele, seja ele lampião ou não.

Dia 8 lá estarei!

Leio n' A Bola que houve quatrocentos malucos, nos precisos termos utilizados por Frederico Varandas que ainda preside ao CD do Sporting, que se deslocaram à Turquia para apoiar o Sporting. Gabo-lhes o espírito, diria de missão, de terem feito uma deslocação a país tão longínquo para proporcionar algum conforto aos nossos jogadores.

Extraordinário é que, a determinada altura, a polícia lá do sítio irrompeu pela bancada e desatou a retirar toda a parafernália de material de apoio aos nossos rapazes.

Não me parecendo que sejam os turcos avessos ao verde, concluiu quem lá estava que terá sido após uma assobiadela à UEFA de quem dirige o Sporting que a "bófia" confiscou tudo o que era bandeira, tarja, etc. Eu penso que como não seria possível meter a música em altos berros, como usa fazer em Alvalade para calar as manifestações contra, o sôtor achou que pelo menos as televisões e os jornais não mostrariam as manifestações de apoio... à equipa!

Triste! É um momento de enorme tristeza e revolta quando alguém e esse alguém só pode ser o presidente, manda retirar bandeiras de apoio ao clube num jogo, internacional, fora de casa.

É por tudo o que de mau até agora tem feito, com uma cadência regularíssima a bater records negativos, mas também por (mais) esta manifestação de enorme prepotência e irresponsabilidade e desrespeito para quem se deslocou tão longe, que lá estarei dia 8 de Março, conjuntamente com muitos milhares de outros sócios, a exigir a demissão imediata de Frederico Varandas.

 

"E o Varandas é o nosso grande amor"!

Exmo. senhor presidente do Sporting Clube de Portugal, faça um favor a todos nós, mas principalmente ao clube: Demita-se! Hoje ainda, se o Exmo. senhor presidente da Mesa da Assembleia Geral achar, na sua pessoalíssima interpretação dos estatutos, que o senhor se pode demitir.

É que pode não saber, ou não achar, mas é muito mais fácil pedir a demissão que coordenar o futebol.

Despeço-me com a convicção de que se houver mais algum record negativo para bater até final da época, se não se demitir, porfiará até que o bata!

Como se diz lá na terra, finja que vai ali (o verbo é outro) e não volte.

As carrancas da falésia

E como hoje é dia de máscaras e de fazer de conta, deixem-me que vos mostre, inspirado pela bela missiva do Pedro, o que é ser Leão aqui pela falésia. Aqui, onde a revista é simplificada porque a gente anda de chinelo no pé, a 210 metros de casa (diz o relógio esperto), pode-se sempre encontrar a expressão vincada de um enorme leão, uma carranca que pode ser a do Silas quando perde em Alverca e culpa o Bruno Fernandes que só "meteu" a jogo quando já não havia nada a fazer, ou a do Varandas quando olha para a curva sul (onde eu assisto aos jogos) e só vê escumalha. Ou a de um Leão altivo, feroz, dominador como queremos que seja o nosso.

É sempre uma surpresa e uma descoberta a cada caminhada pela falésia.

 

Plata dorada

E o rapaz até é humilde. Irá longe, se o deixarem.

O Xico entrou e disse presente. A qualidade está lá toda.

O mistério da condição física do Rosier continua.

Vietto é craque, definitivamente.

O Ferrari é um FDP!

 

Edição após visualização das imagens pela SporTV: Penalti claro e vermelho por mostrar, indicação até do VAR. Conclusão: O Ferrari é mesmo um GFDP!

Ganhámos, porra!

Eu que sou tão lesto a desancar quando as coisas não correm bem, tenho que vir aqui deixar a minha satisfação por um excelente resultado numa exibição quase perfeita, esta noite em Alvalade.

Uma primeira parte muito bem conseguida no talvez melhor jogo desta época.

Estivemos assim a um bocadinho de encher o cabaz dos turcos, mas não sei se por ordem de Silas, se por iniciativa própria, a equipa retraiu-se depois do 3-0 e andou ali uns tempos largos aos papeis, até que num lance fortuito e muito discutível cometeu um penalti, que deu o golo que fechou o resultado.

Como é hábito o Sporting marcar fora nestas competições, desta vez não fugirá à regra, espero e certamente voltaremos a Alvalade para mais um jogo da Liga Europa.

Pena realmente o resultado não ter sido mais dilatado, que poderia muito bem ter sido, para dar um banho de energia positiva ao grupo.

Haverá quem aqui analisará os jogadores um a um, mas quero realçar o trabalho de Jovane. Excelente!

 

Nota à margem: Vi um "twitt" da revista dos espectadores à entrada para o estádio, presumo que na entrada que serve o sector das claques. Afirmo sem pudores que sou frontalmente a favor do que foi hoje levado a cabo, mas quem o faz tem que ter algum senso e noção do ridículo. Naquele "twitt" está um homem de cerca de 70 anos que foi obrigado a descalçar-se. Tenham dó!

Eu vou às roulottes, ó palhaço!

A gente sabe que quando dizes que o Sporting que tu encontraste era um clube de roulottes, não te referias à situação económica que encontraste, que essa não era tão má como a pintam, porque afinal gastaste quase 50 milhões de euros em paus de sebo que mais não fazem do que engordar a folha salarial da SAD e que de mais-valias que pudessem criar é uma imensa miragem, já que nem um deles vale a ponta de um corno!

Do que tu não gostaste, palhaço, foi de encontrar os sócios e adeptos em torno do clube, engajados, a "dar a vida" por ele. E esses que davam e continuam a dar a vida pelo Sporting são aqueles que vão às roulottes, às tascas ali à volta e que vestem a camisola sem perguntar o que lhes dão em troca. São aqueles que lá estão, faça sol ou faça chuva, que bebem umas imperiais e comem umas bifanas e uns couratos e que pagam as suas quotas, alguns com sacrifício, e que compram o seu bilhete de época com o subsídio de férias, deixando-as um pouco menos confortáveis para si e para os seus, para dar o seu apoio ao clube do coração.

Eu sei que isto incomoda. É chato, como diria o outro, ver o "povão" metido a querer mandar num clube de aristocratas e de gente "bem", mas vai-te habituando.

Estás por dias.

Vais ser corrido por indecência e má figura e por manifesta e clarividente incompetência e, vejam bem, falta de jeito. Se não entendeste, eu envio-te uma folha excel.

Saudações Leoninas da malta das roulottes.

Prognósticos. Ou um resultado adivinhado

Disputa-se amanhã, sábado, pelas 18.00 horas TMG, no pré-fabricado de São Domingos de Benfica, um emocionante match de football entre as equipas A e B do clube da Estrada da Luz.

Recordando as "excelentes" performances da equipa B nos últimos jogos entre ambas, o desafio aqui é saber dos leitores e dos colegas de blogue por quantos irá perder a equipa B.

Parafraseando um boneco do genial Victor de Sousa, "fété vó jé"!

 

Nota: Menos que dois de diferença não será considerado prognóstico!

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