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És a nossa Fé!

Sábado - Todos a Alvalade!

Durante estes meses de pré-campanha e campanha eleitoral vários tipos de texto ocorreram-me escrever. A verdade é que o voto nesta situação terá sempre algo de adepto. Por mais bem fundamentado que possa ser!

 

A minha conclusão deste processo todo é existir a transferência do adepto que temos em nós, o nosso lado emocional, para algo que é puramente racional - a capacidade de julgar os diversos modelos e propostas levadas a votos. Mas tal acontece, porque a generalidade dos sócios não têm conhecimento total da real dimensão das estruturas do clube. Fazendo desta forma com que se vote mais com o coração do que com a razão. Talvez isto explique anteriores resultados eleitorais.

 

Eu sou um desses. A verdade é que não domino todos os aspectos do clube, e aquilo que verdadeiramente importa para mim é o desporto. Aquilo que o clube representa no desporto, o que o clube faz pelo desporto, e por consequência, o que o desporto traz de bom à sociedade, no que toca à transposição de princípios e valores. E no Sporting, na cultura em que cresci, as duas coisas fundem-se, são uma e a mesma coisa. Sporting é desporto, são princípios e valores!

 

Tudo o que despoletou este processo eleitoral - advindo da crise institucional, e arrisco dizer de uma crise existencial - foi precisamente o distanciamento dessa cultura, dessa forma de estar, de Ser. No Sporting ganha-se com Esforço, Dedicação, Devoção, Transparência, Competitividade, Amizade, Verdade, Superação, Identidade, Solidariedade, e tantos outros valores universais e humanos, que fazem a Glória, da instituição - mas a instituição é formada pelos associados que perfilham a mesma identidade, onde e em cada um reside o exemplo de agir. A Glória do Sporting é a nossa, mas também a daqueles que nos rodeiam sejam de que clube forem. Porque nós devemos guiar pelo exemplo, pois não ganhamos a qualquer custo, sabemos jogar e sabemos ganhar.

 

Isto tudo para dizer, que na condição de sócio e adepto, tenho dois votos. E o que valem esses dois votos para mim? De forma a dar-lhes mais peso atribuí nomes. Um voto pelo Passado, e Um voto pelo Futuro, para mudar o presente. E para mim esses dois votos têm de ser canalizados ao candidato que melhor espelha a cultura e a identidade Sportinguista - que é o mesmo que escrever não serem séquitos do croquetismo, nem do brunismo. 

 

Como não tenho informações privilegiadas; daquilo que li, da postura que vi, e daquilo que sinto, escrevo-o conscientemente: o João Benedito terá os meus votos para Presidente do Sporting Clube de Portugal. Ninguém nasce presidente de nada, um presidente constrói-se à medida que se vai ultrapassando desafios. A capacidade que deve ter é a de liderança e de agregar pessoas com valências e conhecimentos. 

 

Depois de presidentes amantes de frituras, de presidentes-adeptos, quero um Presidente-Capitão, capitão de todos os atletas, de todas as equipas, mas especialmente capitão da família Sportinguista, que nos agregue e nos faça jogar, pela Glória ao Desporto, pela Glória do Sporting!


 Deixo um apelo a que todos vão votar para reforçar a legitimidade de quem for eleito.

Saudações Leoninas!

 

Vamos ao CAR - Court Assistant Referee

A sensação mais estranha do mundo: estar sentado no José Alvalade, vestido a preceito para os dias de jogo. Eis que de repente, entram duas equipas em campo, de um lado o Sporting do Bruno de Carvalho, do outro o Sporting dos Croquetes. Todos de verde e branco, meio esbatido. Nas bancadas estamos impecavelmente equipados, mas não nos deixam entrar em campo. 
Tratando-se de um jogo à porta fechada, o árbitro vem a passo do túnel - e o jogo já começou.
Nós apupamos de fora, jogo feio e mal jogado. Sem arte e sem rigor técnico, mas cheio de táctica. Resultado: produz aquele jogo mastigado a meio campo que dá sono.

De jogadores experimentados que são, não precisam correr muito ambos os lados, fazem as jogadas e marcam o golo, ora, vejamos a repetição deste empate e impasse jurídico a uma bola nas redes judiciais (desculpem a "filmagem", pode não ter a melhor qualidade, e uma ressalva, ambos gritam para o árbitro - que ainda não saiu do túnel - pedindo cartão vermelho para o adversário):

1-0) Jaime Marta Soares, Presidente da AG (ou Presidente demissionário) pede a demissão, seguindo-se toda a MAG e o Conselho Fiscal. O número 10 pede a demissão do Conselho directivo, alguns saiem por desgaste outros parecem o Douala a correr no flanco. Servindo-se dos estatutos toma a dianteira e distribui o jogo: 1) Recolhe 1000 votos para convocar uma AG destituitiva; 2) Põe uma providência cautelar; 3) Institui uma Comissão de Fiscalização; 4) Convoca a AG distituitiva; 5) A Comissão de Fiscalização suspende o Presidente do Conselho Directivo (ou Presidente suspenso) enviando a nota de culpa por fax, e tendo este 10 (dez) dias úteis para se defender; 6) Refere que a culpa das rescisões por justa causa são de sua responsabilidade.
Jaime Marta Soares diz ainda que Bruno de Carvalho não tem condições para continuar à frente do clube, sentindo-se legitimado pelos estatutos, dizendo que lhe conferem poderes e competências até uma nova MAG ser eleita. 

1-1) Bruno de Carvalho, Presidente do Conselho Directivo (ou Presidente suspenso) não se demite mantendo o bloco defensivo e fazendo pressão alta, joga no contra-golpe. 1) Não se demite, convocando umas quantas conferências como forma de defesa; 2) Cria uma Comissão de Transição da MAG; - sai um post no facebook - 3) A providência cautelar, é indeferida (tradução nossa: o pedido não foi acolhido pelo juíz); 4) Convoca duas Assembleias Gerais, a primeira para alteração estatutária, onde dos vários pontos constam o reforço dos poderes dos órgãos e ainda o artigo sobre a Dissolução do Sporting*), a segunda é para eleição de nova MAG (salvo erro); - uma conferência e post no facebook; 5) A Comissão de Transição da MAG diz que existe uma lacuna nos estatutos, e que a partir do momento que Jaime Marta Soares não cumpriu com as competências enquanto Presidente demissionário da MAG concentrando os esforços para a demissão do Conselho Directivo na vez da Assembleia eleitoral de uma nova MAG, e não havendo Conselho Fiscal, este fica impedido de exercer as suas funções; havendo este vazio o Conselho Diretivo nomeia a Comissão de Transição; 6) Bruno de Carvalho acusa as propostas de rescisão de serem uma chantagem e devolve dizendo que pede a demissão caso os jogadores voltem atrás e se comprometam a ficar no Sporting (caso as suas cláusulas não sejam batidas e caso ele volte a ganhar eleições); 7) Num comunicado auxilia-se ainda de um parecer jurídico de um ilustre e conceituado Professor de Direito, pedido por Godinho Lopes.

Posto isto, o árbitro ainda não entrou em campo, e reclama-se das bancadas que se faça justiça desportiva, ou simplesmente justiça e que se dê o apito final. Este é um caso paradigmático onde será necessária a ajuda do CAR - Court Assistant Referee - para ver qual dos golos foi em posição irregular.
É daqueles momentos em que o estádio está suspenso, e o árbitro demora a ir ao ecrã. 

Pede-se celeridade, não pela próxima época, não pelos treinadores ou jogadores, não por nós, mas pelo Sporting Clube de Portugal. O clube da verdade desportiva precisa hoje urgentemente de verdades jurídicas.

Enquanto isto a Comunicação Social faz o que sempre tem feito com o Sporting e os seus jogos, aproveita-se de qualquer coisa para tentar construir um caixão, bater uns pregos, escavar uma cova, enterrar, sem direito a lápide (pior que tudo, é haver Sportinguistas nesta tentativa de funeral).

A solução de muitos Sportinguistas é simples (e a mais democrática): Eleições! Eleições! Eleições!
Mas sendo realista, só os tribunais podem solucionar este triste jogo que se assiste em Alvalade.


*Este ponto preocupa-me bastante. Além disso ainda não foi divulgado o anexo com as alterações aos estatutos.

Desculpem o desabafo

Chegados aqui, só pedimos para que a pá bata no titânio porque não podemos bater mais fundo.
Factos engraçados: 


1) As alterações aos estatutos dão a sensação de vidência desta situação.
2) Ter um PMAG que percebe tanto dos Estatutos como eu de macramé.
3) A crise no Sporting virou uma aula de Ciência/Filosofia Política, na academia na vez do 4x3x3 ou 4x4x2, deviam destribuir os livros do Bobbio.

4) Num universo de mais de cento e cinquenta mil sócios, há sempre uma grupeta que acha que fala por todos; que detêm a luz, a iluminação, as soluções divinas da "estabilização desta desestabilização filha da ....".

5) Antes a malta mudava para a bola para não ter de levar com a política, hoje mudamos para a política para perceber a bola.

6) Os casamentos no séc XXI têm cada vez mais probabilidade de acabar em divórcios, sem acordo sobre as cadeiras e as mesas da sala de jantar.

7) Portugal parece um Ramalhete desabitado, em cada canto, um monte de teias, só não se encontram as aranhas.

8) Dia 11 de Junho (por volta disso) leiam quais são as novas alterações que querem promover aos Estatutos, os artigos escolhidos arrepiam, principalmente o último. (Dica: está relacionado com a Dissolução do Sporting Clube de Portugal, temos de estar atentos).

Conclusão: A culpa é de todos em geral e em particular. Mas mais uma vez irá morrer sozinha, solteira e saneada.

Qualquer parecença com a ficção, é pura realidade. Farto desta palhaçada!

P.S: Se o Poirot se candidatar, tem os meus votos.

Quando olho para uma árvore e penso na Floresta

"Um fraco rei faz fraca a forte gente." Desde Abril que esta frase surge no meu pensamento.

 

Esta época foi a que mais me desiludiu enquanto adepto de futebol. O futebol tornou-se um lodaçal, onde chafurdam gentes aproveitadoras e sem escrúpulos, que viveram, vivem e sempre viverão à margem da lei e do Estado de Direito - porém - perfeitamente enquadrados na sociedade, como se fossem os mais distintos humanos a quem lhes foi dada a benção da vida; e que só cegamente se poderão apontar como exemplos do que quer que seja.

 

Faz falta o Futebol. Aquele que se joga dentro de campo e que as rivalidades são sãs. Faz falta o Futebol verdadeiro, transparente, digno do título "desporto-rei". Hoje temos um futebol, coisa pequena, mesquinha, corrupta, estéril de valores e princípios, mercenário, desapaixonado, triste. Bateu no fundo a modalidade, e como para tudo aquilo que não pode descer mais, só resta olhar para cima e subir.

 

Voltemos ao ínicio. Desde Abril que aquela frase inicial surge no meu pensamento.

Alguém que comanda uma instituição, seja ela centenária ou não, que tem por base uma legitimidade reforçada - como foi o caso do Presidente Bruno de Carvalho - não pode exercer o poder contra aqueles que dignificam pela via do seu trabalho e esforço, aquilo que o Sporting representa para todos os seus sócios e adeptos. Muito menos, confundir a sua pessoa com a sobrevivência, permanência ou existência da instituição centenária Sporting Clube de Portugal.

Arrisco a dizer, a criança que nasce hoje com um leão nos braços, o miúdo que no pátio da escola diz ser o Gelson Martins, o adolescente que procura notícias dos acontecimentos recentes, são os mais Sportinguistas de todos, pois são aqueles que vão assegurar o futuro, assim como os mais velhos que asseguraram o presente. Com isto, o Sporting são os sócios, os adeptos, e todos aqueles que lutam nos mais variados campos desportivos pela Glória do nosso clube e pela felicidade das gentes que o suportam.

 

Se houver um trindade a ser respeitada neste clube, será sempre: adeptos, sócios, jogadores/treinadores (staff desportivo). Para mim esta é a regra que qualquer futuro Presidente, dirigente terá de respeitar. Porque só assim dignificará o Sporting Clube de Portugal.

 

Após Abril as coisas descambaram de uma forma alucinada. Não se admite a alguém que comanda os destinos do Sporting ter tanta falta de noção na forma como gere a comunicação, a forma de estar/representar, sentido-se sempre endeusado pela legitimidade que os sócios lhe deram.

Ontem foi o culminar de algo que vinha a escalar. Uma coisa é combater os podres do futebol, outra é incendiar a nossa casa, qual Nero, tornando-se uma via aberta para permitir comportamentos criminosos que comprometem a conquista de uma Taça importantíssima para o clube.

 

Mais uma vez o Presidente esteve mal. Quer pelo clima que potenciou, quer pela resposta que teve. Não foi digna do Sporting, não foi digna dos milhares de pessoas que representa. Mas não terá sido o único, o Presidente da AG esteve igualmente mal, ao deixar para segunda aquilo que devia ser tratado de imediato. Estiveram mal todos aqueles que aproveitaram para saltar do barco, aqueles que se aproveitaram dentro e fora do clube. Resumindo: é preciso eleições já! Não precisamos de Croquetes, nem de Brunos, precisamos de uma vez por todas de alguém que dignifique o emblema e os valores do Sporting. Se assim for os resultados desportivos virão, sempre com transparência. Se há algo que nenhum Sportinguista abdica é de ganhar pela superiorização competitiva, no campo, na raça!

 

Ao Esforço, à Dedicação e à Devoção, hoje acrescentamos a Honra, como forma de chegar à Glória. Tão bem espelhado pela atitude dos jogadores, do treinador e do staff. Isto é o Sporting e a verdadeira União de Aço.

 

P.S: Espero que se usem os estatutos, porque desde Abril temos claro que o Sporting precisa de uma limpeza e de impedimentos vitalícios de entrada nas suas instalações desportivas, de cima a baixo.

P.S (2) - Parem sff com aquelas imagens a preto e branco como se o Sporting tivesse fechado portas, Leão rampante Verde e Branco! Vivo e a cores!

Ce sont les meilleures equipes

Quem não se arrepia ao ouvir estas palavrinhas? Quem não se arrepia é como quem não sente, não pode ser filho de boa gente. Nunca percebi o porquê de assobiarem o hino da Champions. Os outros é que tinham fixações com o Platini e a UEFA. Obviamente que não esqueço a noite da Gazprom, mas esta peça é um hino ao futebol. Ela transmite o que é o Futebol!

 

Parece que em três minutos vemos um jogo, as defesas in extremis, os vôos dos guarda-redes, as arrancadas dos laterais, as virtuosidades dos extremos, os duelos a meio-campo, a temporização do maestro da equipa, aquele passo a rasgar, o golaço! e aquela celebração de braços abertos olhando o público, os holofotes e o estádio como se tivesse chegado ao Olimpo! Ouvir esta música é sonhar levantar o troféu, é acreditar que tudo é possível.

Eu fiquei feliz com o sorteio, confesso. 

Comecemos pelo ínicio. O Sporting fez uma grande caminhada para estar aqui. Começou há um ano. Um campeonato duvidoso, com erros que prejudicaram o nosso acesso directo. Houve mudanças na equipa, naquele e neste ano, e fomos ao play-off. A primeira-mão foi dura, um soco nas aspirações de goleada de cada Sportinguista seguido pelo desalento das palavras menos certeiras do treinador, qualificando duas realidades de iguais quando estavam muito distantes uma da outra. A segunda-mão foi diferente, parecia que cada jogador do Sporting, menos o Coates, tinham um headphone nos ouvidos com esta música em repeat. Jogaram, lutaram e marcaram que se farta. Uma mão cheia de golos. Estamos onde merecemos contra tudo e contra todos - não fosse o pasquim "A Bola" tentar vaticinar a nossa morte com negro na capa, e no dia anterior ao play-off, que iríamos ver a Champions na bancada pondo as fotografias da equipa nas mesmas, é um exercício interessante ver a azia destes fol(het)eiros.

 

Saiu-nos o Barcelona, a Juventus e o Olympiacos:

Barcelona - Em reestruturação, mas contam com um dos deuses do Futebol. Continuam com o seu estilo de jogo, sempre em posse, triangulações, sustentados pela genialidade do Messi, Suárez e Iniesta. Sem esquecer os laterais rápidos, a defesa fortíssima com o Piqué, Umtiti ou Mascherano e a visão brilhante do Rakitic e Busquets. De orgulho ferido, todas as equipas se tornam perigosas. E o Barça está disposto a reivindicar o seu estatuto de "melhor equipa de sempre" esta época.

Juventus - Não tenho a certeza, mas julgo que foram eles que reabilitaram o 3-5-2 que hoje vemos inúmeros treinadores a impor às suas equipas. Uma defesa, mesmo sem Bonnuci, que mais parece uma parede de betão armado, tão sólida que causa medo ao olhar - ao estilo de "Porcos, Feios e Maus" starring Chiellini and Barzagli. Depois um meio campo que joga de olhos fechados, completamente coordenados com total percepção dos espaços com estrelas como Pjanic, Khedira, Matuidi, Marchisio. Como se não bastasse uma frente de ataque com Higuain, Cuadrado, Douglas Costa, Mandzukic e o novo "10", Dybala. Não se afigurando fácil, as redes são protegidas por um homem que devia constar nos doze trabalhos do Hércules, Buffon, uma lenda viva das balizas e do Futebol.

Olympiacos - Mais "modesto" que os outros dois, é um clube que em 17 anos, ganhou 16 campeonatos, por isso habituado a jogar a fase de grupo da Champions. Conta com o nosso André Martins! Já foi treinada por Leonardo Jardim, Marco Silva e Paulo Bento. Conta ainda com conhecidos nossos: Sebá (ex-Estoril) e Pardo (ex-S.C.Braga). 

Mas nós somos o Sporting Clube de Portugal. Em cada jogo quero que os 11 Leões escolhidos dignifiquem o Clube e o Futebol de elite. Orgulhem-nos, Sportinguistas! Queremos jogar a Champions sem grupos acessívei, jogamos com "os mestres, os melhores, as grandes equipas, os campeões"!

Porque somos um deles!

P.S - Avizinha-se uma das melhores Liga dos Campeões dos últimos anos, a julgar pela qualidade das equipas.

 

 

Feito de Sporting - um desabafo

Feito de Sporting. Somos todos. Cada um de nós tem uma história de descoberta deste amor e desta essência. Não me lembro bem quando foi, apenas sei que comecei a sentir este grande amor, e este sentido de ser numa idade muito jovem. 

Andava nos pátios da escola com a bola. Quando ocorria fazer uma jogatana contra outra turma, cada um escolhia o jogador que queria personificar em campo. Lembro-me de no ínicio não ser muito bom de bola, de dar chutos nela e cair para trás. Invariavelmente não me deixavam jogar, indo sempre parar ao banco, com direito a entrar nos últimos minutos do intervalo. Mas uma coisa era certa, escolhia sempre jogadores do Sporting Clube de Portugal.

 

Os craques eram muitas vezes escolhidos por aqueles que na época acertavam mais no esférico. Eu escolhia sempre um de dois, ou o Vidigal ou o Duscher. Para mim eram craques. Lembro-me de dizerem "se passa pelo Duscher não passa pelo Vidigal e vice-versa". Mas porquê? Hoje penso que é por eles serem combativos. Sempre gostei de jogadores combativos que deixavam o suor em campo, fosse pelo jogo ou pelo Clube.

Houve um dia que o "Vidigal" chegou feliz a casa, o jogo tinha ficado 3-2 para nós, com 4 golos do Vidigal (dois autogolos, e os dois golos que levaram ao empate). Foi nesse momento que comecei a treinar, a treinar. Primeiro no jardim de casa, depois numa escolinha. O bichinho do futebol nunca mais despareceu, mas a identidade Sportinguista estava lá:

Esforço, Dedicação, Devoção e Glória.

Mesmo sem conhecer nessa tenra idade o mote, estava dentro de mim porque já era Sportinguista. E sempre tive orgulho de dizer que o sou. Como eu existem milhões. Milhões que nunca tiveram a oportunidade de representar o Sporting Clube de Portugal em nenhuma modalidade. Nunca tiveram a oportunidade de entrar na Academia. Nunca pisaram o relvado, a pista ou o piso. Mas esses milhões sempre fizeram esforços para comprar o bilhete, fazer a viagem de carro, comprar a camisola do Leão, ser sócio do Clube, defender o nome do Clube em rixas amadoras de bate-bocas, tudo pelo Sporting.

 

O pagamento que queremos não são milhões, não são contratos milionários, vidas luxuosas, tribunas VIP em Alvalade. O único pagamento que queremos é a Glória. Não do A, B ou C, mas do Sporting Clube de Portugal. Que o Sporting seja um "clube tão grande como os maiores da Europa".

 

Somos nós, estes milhões representam verdadeiramente o clube. Treinadores passam, dirigentes passam, mas nós continuamos. Aqueles que vão ao estádio, vêem na televisão, ouvem na rádio, aguentam as falhas do streaming, ficam felizes quando se ganha cantando nas ruas, ou tristes quando se perde mantendo a esperança, são quem dá verdadeiramente tudo pelo Clube. São aqueles que já se imaginaram personificados num jogador do passado e que ainda hoje têm um pasmo na perna quando a bola vai para um dos nossos e sentimos que podíamos ser nós, a fazer o passe, o cruzamento, o corte, a simulação, a arrancada ou o golo. Seja em que parte for, seja que modalidade for. Isto é ser feito de Sporting, é ser Sporting, é viver o Sporting. Por isso somos diferentes dos outros. Não admitimos equipas banais, que não deixem tudo o que podem dar em campo. Nós deixamos nos campos em que somos titularíssimos toda a gota de energia que nos corre no corpo. É isso que pedimos, que façam o mesmo que nós. Que tenham amor ao Clube e se não têm pelo menos que respeitem a camisola que vestem e respeitem todos aqueles que fazem esforços para apoiar-vos em todos os momentos. Isto serve para os contratados e os da casa, os que são e não são Sportinguistas.

 

Quando correm, corremos juntos. Quando estão desanimados, estamos todos desanimados. Quando festejam, festejamos mais que todos.

O Clube do Leão rampante é feito de Mulheres e Homens que o representam com brio e orgulho. É isto que se joga a cada partida, a dignidade de cada Leão anónimo, o esforço que cada um faz fora do terreno de jogo para que um de vocês, os 11, os 23, os que forem sejam intermediários da Glória do todo.

O condicionamento clássico

A dúvida sempre existiu. Deve ser tão antiga como nós enquanto espécie. É normal ao homem ter dúvidas sobre os seus julgamentos, decisões. No fundo duvidar é como errar, é humano. Mas há uma espécie no mundo selvagem da bola que vai contrariando toda a lógica da seleção natural, e cai num artificialismo. Não quero falar do método de avaliação/atribuição de notas aos árbitros. Mas algo engraçado com que me deparei estes dias.

O artificialismo que permite a sobrevivência dos árbitros impera por via de um condicionamento clássico. Isto é, a modificação de alguns comportamentos com base no estímulo-resposta. Se um reflexo pode ter como finalidade a sobrevivência e reprodução, a aprendizagem de certos reflexos condicionados, tem garantido ao árbitro português - os mais astutos - perdurar no habitat do futebol português. Isto porque alguém durante bons anos tem usado recompensas e punições para os advertir sobre possíveis perigos, ou fazê-los salivar sobre possíveis prazeres. E tem funcionado!

Nos jogos desta jornada deparei-me com esse fenómeno:

- O Porto, pioneiro deste método infalível, na mó de baixo actualmente, viu num golo legal ser levantada a bandeirola. Que bom que existia o VAR para repor a verdade desportiva.

- O Braga viu dois golos anulados. Não querendo entrar no detalhe do pé direito do Seferovic, o árbitro neste caso não teve nenhuma dúvida em levantar a bandeirola.

 

Mas atentem ao reflexo! Em ambos os casos o árbitro começou logo a dar ao seu pulso histriónico. O que me pareceu estranho foi ver o primeiro golo do Benfica, que tem um grau elevado de dúvida num lance corrido (e não estou a pôr em causa a legalidade do golo, porque foi legal), foi não existir réstia de dúvida ao árbitro de linha, ao árbitro principal e demais participantes do juízo da partida, que o mesmo tinha sido legal. Ficando impávido e sereno na sua linha.

É este condicionamento clássico que vai permitindo a sobrevivência aos árbitros. Há uns "loucos" que fazem duvidar esta gente, mas só para um lado. 

Imagino uma frase do Pavlov - "Dêem-me um árbitro, que eu dou o campeonato ao Benfica."

 

Um passo atrás para dar dois à frente

"O FC Porto foi melhor na primeira parte porque o João Palhinha não levou o guião certo para se poder enquadrar com o que estava a acontecer. Perdeu-se durante meia-hora e isso foi fatal para nós. Ao intervalo recompusemos a estrutura em função do que queríamos, anulámos o FC Porto a nível ofensivo e marcámos um golo (...) O Matheus já tinha sido lançado num jogo contra o FC Porto. Tinha o Joel e o Bruno lesionados e não tinha muitas soluções para o lugar. É um jovem e lembro que hoje jogámos com seis da formação, 10 nos 20 convocados. Isto paga-se. Como o caso do Palhinha. Estamos a dar um passo atrás para dar dois à frente."

 

Jesus culpa Palhinha pela derrota. Jesus não é líder. Jesus culpa jogador da formação. Jesus não assume erros. Jesus peca. Jesus falha. Jesus 6,7, 20 milhões época. Jesus devia ser substituído por treinador argentino. Jesus devia dar a cara. Jesus é o diabo. Diabo é Jesus. Judas do Jesus. Jesus na cruz, já!

E agora tiramos o som - risos - e ficamos a olhar, mas sem som. Pão vai-se tendo, e o circo está montado. Os flautistas vão tocando, enfeitiçando-nos com a melodia. E seguimos sem ver para onde nos querem levar e como nos querem levar. Destino: enfraquecer Bruno de Carvalho, despedir Jesus e voltar ao "Croquetismo sportinguista" - Benfica e Porto voltam a mandar no futebol, e os outros tipos voltam a mandar o Sporting para sétimo lugar, ou pior, para a inexistência.

Tenho para mim não fazer eco das palavras dos pasquins desportivos. Tanto é o veneno que sai daquelas folhas que ao simples lamber do dedo, para virar a página, saímos contaminados - julgando-nos mortos. E este é um exemplo. Quem quer perceber, percebe. Quem não quer, continue a esfregar as mãos à espera do carrasco que nos vai levar de vez. O projecto em curso tem de ir avante, se sonhamos nos tempos próximos dominar - com transparência, verdade, e mérito desportivo - o futebol nacional.

E para isso os jogadores da formação não podem ser endeuzados, ao ponto de não poderem ser alvo de críticas do treinador. Têm de ser responsabilizados, quando falham com culpa, para aprenderem com os seus erros. Foi o caso de hoje, nos dois golos. Durante trinta minutos Palhinha encenou a peça errada. Porque assim que afinou, demos um banho de táctica e de futebol jogado. E embora não tenha sido suficiente para trazer os três pontos, uma certeza trouxemos: temos futuro!

Agora não o deitem a perder.

Tudo normal.

Depois da vitória do Sporting em Alvalade este domingo, o que fica:

- O Sporting comanda o campeonato

- O Sporting é a equipa que pratica o melhor futebol no campeonato.

 

(Pelo meio continuamos a ter uns Andrades vulgares, o Nuno a pedir fruta de reforço porque quer restaurar a "identidade Porto",  a "super estrutura" a facturar milhões com os Taliscas e o Taarabt's desta vida, pénaltis a favor do Benfica, o Rui Gomes da Silva com um melão, o Rui Vitória a ser comido de cebolada e o Pedro Guerra afogado em papel com o seu jingle "Oh Sousa Martins, Oh Sousa Martins").


Tudo normal, portanto.

As pérolas vão, a Academia fica.

Hoje termina o percurso do João Mário de Leão ao peito. Na época 2013/2014, esteve emprestado ao Vitória de Setúbal. em boa hora fiz notar no dia 9 de Março de 2014 que "além de observar os nossos onze leões e torcer por eles, vou estar atento a uma pérola da Academia, o nosso João Mário. Dotado de uma técnica de passe impressionante, uma capacidade de temporizar o jogo, de pensá-lo, está alí um futuro patrão do meio campo ofensivo." Não estava enganado.

Depois desta época, seguiram-se duas de pura magia nos nossos relvados. E sempre, sempre com um garra inquestionável. E claro, a classe que está no seu ADN de jogador. Não minto, vou ter saudades. Ainda hoje, junto de um amigo, recordei aquela recepção magnifica que deu o primeiro golo do Sporting no Estádio do Dragão a época passada. E como esse podia recordar tantos pormenores que teve em Alvalade, fazendo levantar-me e comentar para o lado num típico "viste aquilo que ele acabou de fazer" - completamente eufórico. Saudade, é o último sentimento que o João Mário vai deixar em mim. Mais uma pérola da nossa Academia que parte para outro campeonato, para despertar em outros adeptos aquilo que fez connosco. Mais um exemplo que deve ficar afixado, numa imagem bem grande, nas paredes da nossa Academia. Respeitou sempre os adeptos, o clube, a instituição. Não deixou de treinar, não deixou de jogar. Chama-se formar Homens jogadores, tantas vezes na linguagem do Aurélio Pereira - como o tipo de jogador que o Sporting procura e quer fazer.

Saiu Homem. Saiu um grande jogador de futebol e campeão Europeu.

Desejo o maior dos sucessos desportivos ao João Mário. Que volte quando achar ser altura de reencontrar-nos. E nessa altura espero que também ele tenha uma fotografia do lado do Figo e do Ronaldo.

 

Mais uma pérola que vai. A Academia, essa fica. Sempre pronta a revelar novos talentos ao mundo do Futebol!

(Importa ainda dizer que o Presidente Bruno de Carvalho cumpriu o prometido. Deixou o jogador sair pelo seu valor. Tantos outros que saíram pela porta do cavalo por meia dúzia de tostões. Aqui nota-se a diferença de gestão, é apenas mais um detalhe.) 

Velhos do Restelo vs. Velhos de Carnide

Este bem podia ser um texto sobre os efeitos da nata dos pastéis de Belém à bulha com os efeitos da farinha dos lados de carnide. Mas é mais uma reflexão sobre o adepto português e vá... ser lampião. O velho do Restelo é uma personagem popular, presente n'Os Lusíadas. Este velho não acredita na fortuna dos navegadores portugueses, acha que vão falhar. Não vão conseguir. Talvez no seu pensamento afundassem a uns escassos metros da costa. Contudo, olho este personagem de uma perspectiva diferente. Uma coisa é o que diz, e outra o que pensa. Tão certo no português, como o Camões ser cego de um olho. E esta é uma bela comparação. Acabamos por não ver bem a realidade onde vivemos. O olho bom faz-nos achar que isto vai ser a bela de uma desgraça. O olho da pala é aquele que nos permite imaginar, o que representa o sonho que todos temos: o sucesso de Portugal e dos portugueses. A derradeira conquista da grandiosidade. Seja como nação, seja na selecção. A taça de um Europeu ou de um Mundial não é mais do que a revelação do V Império no futebol. A união de todos os povos num plano espiritual que os aproxima - transmutando isto para "futebolês" - a união do mundo do futebol em torno do virtuosismo tão bem patente na alma lusa. É tudo muito bonito, mas duvido que o Camões, o Padre António Vieira, o Pessoa ou o Agostinho da Silva legitimassem esta comparação. Mas a verdade, mutatis mutandis, podemos fazê-la para esta finalidade. Sendo assim, os velhos do Restelo continuam tão actuais sendo necessários no futebol e no quotidiano. São eles que alertam, duvidam, mas no fim esperam conformar-se, dizer que estavam enganados e festejar a glória lusitana. Seja pela conquista d'Além mar, seja pelo excesso de bagagem de um caneco na mala.

E perguntam-se, "que raio tem isto que ver com os velhos de Carnide?". E perguntam bem! Velhos de Carnide é uma figura que arranjei de forma a categorizar o adepto da Selecção com origem e natureza lampiã. Parece doença. Há doutrina que a considera. Eu dou o benefício da dúvida, dado que a minha cor é o verde. Ora o velho de Carnide, sendo adepto lampião, é um tipo eufórico. Acha que ganha tudo antes de jogar. Acha que tem os melhores de sempre. Acha que tudo está conta eles, mesmo quando andam todos a favor. Acha que tem um Deus lá no meio do campo, e como é omnipresente e omnipotente está na calha. Gosta de cantar os primeiros dez minutos e com sorte lá pelo 70 (desculpem, ri-me), ou no final do jogo se estiver a ganhar. Acha que não existe equipa nenhuma comparável à sua. Mas aqui reside o problema. É que isto ocorre constantemente antes de começar uma competição. Assim que se inicia - perdendo ou empatando uns jogos - a euforia dá lugar à depressão, os cânticos aos apupos, os elogios à culpabilização, as manchetes dos jornais a linchamentos em horário nobre. E se é assim no clube, e sendo o clube com mais adeptos, a conclusão é lógica: é assim com a equipa das Quinas. Com algumas nuances, é certo. Porque o ódio torna-se ainda mais visceral quando o Sporting não só é a casa-mãe do melhor jogador do mundo (Cristiano Ronaldo, para os mais esquecidos), como é igualmente responsável pela formação de quase metade da equipa. Eles ficam na bolha deles. Deitam culpas a todos, pensando que faltava o Deus deles a jogar e tudo seria diferente, uma vez que os Deuses dos outros não valem chavo.

Revela-se assim o velho de Carnide - o verdadeiro radical da descrença. O puro adepto bipolar que povoa grande parte de Portugal. Infelizmente é este o retrato da nossa realidade. Engraçado será ver, se formos à final ou caso vençamos o Euro, que estes vão ser os primeiros a encher praças, quando antes andaram a encher-nos os ouvidos de baboseiras. É esta a dualidade permanente em que vivemos. De um lado os velhos do Restelo, talvez a expressão da prudência que nos falta à coragem da aventura. Do outro os velhos de Carnide como expressão da falta de prudência existente e do euforismo acéfalo. Enquanto assim for andaremos entre o céu e o inferno. Faltando "cumprir-se Portugal".

É a nossa identidade

 


Com 41 jogos no escalão principal, 1739 minutos de jogo e 7 golos (4 deles na Liga). Há outros que não têm a eficiência deste jovem-craque, mas são endeusados pela comunicação "Burniana". Com 20 anos apenas. São números fantásticos e não é preciso recorrer ao segundo escalão para relevar a sua afirmação no futebol português.


Nota - Matheus Pereira fez 18 jogos (na Equipa A) contando com 715 minutos de jogo e 5 golos. Mas o que conta são os Guedes desta vida.... 

Imagem via: Record 

Que recursos afectar para conquistar um campeonato?

Para ser campeão é preciso recursos. Quais são? Ora, recursos que claramente não temos...

- Vouchers aos árbitros

- Capeladas e Paixões

- Presidentes do Conselho de Arbitragem

- Comunicação Social

- Futebol medíocre 

- Apenas um penálti a favor em trinta e dois (32!) jogos

- Zero cartões vermelhos em trinta e dois (32!) jogos

- Portas 18 caiadas de branco

- Incentivos financeiros encapotados na compra de bilhetes

- Jogadores indispostos ou lesionados com a maleita: futura contratação do benfica.

 

Com isto tudo fica clara a análise. O Sporting se não ganhar o campeonato, perde devido aos empates com o Tondela e Guimarães, mais a derrota contra o carnide. O benfica a ser campeão ganha pela sua vasta lista de recursos.

É caso para simplificar: não perdemos por culpa das arbitragens, eles ganham por favor dos árbitros.

Os melhores golos do Sporting (51)

Golo de ABEL FERREIRA

Manchester United - Sporting, 2-1

27 de Novembro de 2007, Old Trafford.

 

Abel Ferreira. Foi daqueles jogadores de quem podemos dizer: "cumpriu". Nunca foi um lateral virtuoso, de técnica elevada e rasgos de genialidade. Mas era um jogador que cumpria. Na minha modesta opinião, tinha uma boa noção do terreno de jogo, da sua posição, assim como uma óptima noção táctica. As equipas são feitas também de jogadores como este. E neste caso... a história dos melhores golos do Sporting.


As derrotas muitas vezes traduzem-se por fraco desempenho da equipa, por vezes erros, superioridade da outra equipa  (e, em casos mais estranhos à nossa percepção Sportinguista do jogo, por condicionalismos externos.) Neste jogo, claramente o Manchester United tinha melhor equipa, tanto que foi o vencedor da competição. E a juntar à festa tinham um produto nosso na sua falange ofensiva, Cristiano Ronaldo. Portanto não há vergonha nenhuma.

Contudo este jogo tinha algo guardado, ou pelo menos algo que guardei na memória. Tinham corrido os primeiros minutos do jogo. O Sporting tentava-se adaptar às marcações, fazer o seu jogo e tentar tirar um bom resultado. Eis que aos 20 minutos da primeira parte há uma abertura na lateral-direita da equipa da casa, e Abel galga uns quantos metros a partir do meio-campo, sem freios na sua corrida, recebendo a bola vinda da esquerda, domina com o pé direito sem particamente nunca abrandar, levanta a cabeça, olha, respira e dispara um tiraço fenomenal para dentro da baliza do Manchester United. A beleza deste golo, para além da distância, é a dificuldade de colocar a bola onde ela entrou, um ângulo fechadíssimo e um efeito monumental que o esférico fez. A minha memória guardou-o, e hoje quando penso em golos lembro-me deste. Podíamos ter ampliado a vitória, o Liedson marcou um golo que o árbitro invalidou, mas mal na minha opinião. Os Reds só viraram o jogo no final, com um golaço do nosso Cristiano Ronaldo. 

O futebol é isto. Ganhamos, perdemos, empatamos. Mas acima de tudo vibramos com os momentos de magia que o nosso Sporting nos proporciona. Momentos em que sonhamos. O Abel sonhou e conseguiu um golo que para mim faz parte da Arte do Golo da nossa equipa, e no local próprio: o Teatro dos Sonhos.

Houve ainda quem pensasse que tinha sido um engano. Vê-se claramente a intenção neste golo. E que grande golo foi!

 

Desastrosas foram estas declarações

"Sem dúvida. Desde o início foi o objetivo declarado pelo comando técnico e pelo próprio presidente (sobre a conquista do campeonato nacional). É o foco principal e perfeitamente alcançável. Depois de estar arredado de todas as provas, que tinha condições para discutir, é absolutamente imprescindível vencer o campeonato para evitar uma época desastrosa, em que não se ganha nada." Declarações proferidas por Carlos Xavier ao jornal O Jogo.

O problema de que padece este ex-futebolista do Sporting é o mesmo que ex-dirigentes que se reúnem em jantares com o orelhas: Melancianite aguda (sem cura, infelizemente). 

Desmistificando a "época desastrosa":

1) Somos a actual equipa a deter os últimos dois troféus nacionais disputados (Taça de Portugal e Supertaça). Tendo a Supertaça sido conquistada na presente época. Um troféu já cá canta e ganho aos "amigos" dos jantares (será que o Dias da Cunha também recebeu uma camisola do Eusébio?)

2) (via Sporting Apoio)

"Época 2009/2010 : 28 pontos de distância para o campeão.

 

Época 2010/2011: 36 pontos de distância para o campeão.

 

Época 2011/2012: 16 pontos de distância para o campeão.

 

Época 2012/2013: 36 pontos de distância para o campeão.

 

Época 2013/2014: 7 pontos de distância para o campeão.

 

Época 2014/2015: 9 pontos de distância para o campeão."

Sendo que esta época 2015/2016, estamos na frente com três pontos de avanço.

O trabalho está a ser desenvolvido, com menos temos feito mais do que se podia esperar. Talvez estes resultados sejam desastrosos... para as aspirações de certas pessoas ou facções.
Continuemos em primeiro e pode ser que em Maio deixem de chatear.

Os melhores golos do Sporting (13)

 

Golo de ISLAM SLIMANI

Sporting – SC Braga (Final da Taça de Portugal)

31-5-2015, Estádio do Jamor.

 

O golo é uma manifestação de alegria, conquista, mas por vezes também de raiva e injustiça. O golo é como uma casa de espelhos, onde mil e uma imagens nossas são projectadas, no reflexo de uma cadeira de estádio, de um sofá em casa ou de uma simples cadeira de café rodeada de fumaça e imperiais. Os golos não vivem apenas da nota artística dos executantes, mas das circunstâncias da nossa vida, dos nosso traços de personalidade e muitas, mas muitas vezes dos momentos de forma da nossa equipa. Fui-me apercebendo disso, um pouco inconscientemente, ao longo destes anos como adepto deste nosso grande clube. Por isso quando esta série foi lançada, à mesa do Império, pensei em dois ou três golos marcantes, e depois... pensei na circunstância. E como o ponta-de-lança que aproveita o passe a rasgar a defesa, a abertura de espaço entre os centrais ou o timing perfeito no salto, após uma pincelada milimétrica do artista na ala: o golo é circunstância, para quem marca e para quem festeja.

 

Durante a época 2014/2015 não tive a oportunidade de ver e celebrar muitos dos golos do Sporting. Não estava em casa. Distante, algures no hemisfério sul. Longe de duas famílias. Uma delas, está claro, o Sporting. O streaming e os bares não ajudavam, um pelo fraco sinal e outros pelo fraco gosto na transmissão de jogos de outros países. Lembro-me ser duro não poder comentar um jogo com o meu avô, com o meu irmão, chegar a casa e contar aos meus pais os detalhes, os pormenores de cada jogo. Contudo, no dia anterior ao final da Taça decidimos, eu mais uns amigos, infiltrar a casa de uns lampiões (tinham a melhor televisão) e tentar o streaming (fomos Inácios com todo o gosto). Patuscada combinada, e lá estávamos no outro dia ostentando a verde-e-branco de Leão rampante! Éramos três, rodeados de pessoas com alguma falta de gosto. Mas o Sporting é isto: contra tudo e contra todos, nós fazemos a festa verde.

 

O streaming estava bom, os petiscos e a “gelada" melhores ainda, até que o árbitro decidiu provocar uma pequena congestão, não com o penálti assinalado prematuramente, mas com o excesso de punição sobre Cédric. A insolação fez o “juiz” da partida ver, no que seria amarelo, um cartão da cor da equipa adversária do Sporting – vá-se lá perceber a mente humana. Agarrámos os cachecóis com mais força, e o Rafa lembrou-se de fazer um segundo para o Braga. Chegou o intervalo, havia rostos desolados no lado verde e troça nas palavras dos anfitriões. Sentámo-nos para a segunda parte. Pedi aos Deuses do Futebol - aquele quinteto maravilha da música, os Violinos do Olimpo - que dessem um empurrãozinho aos nossos rapazes...

Não sei se ouviram as minhas preces, mas ao minuto 83 (segundo 16) surgiu o sinal, a reviravolta. Um passe monumental da defesa, em chuveirinho, para a área adversária, mau alívio do defesa do Braga, e o messias desta reviravolta, o Príncipe do Magreb, o Leão Argelino, recebe a bola, simula, faz com que dois defesas saiam da sua frente chocando um no outro, puxa o pé direito atrás e chuta....

 

Todos vimos aquela bola a rolar devagarinho para o canto inferior esquerdo, pareceu uma eternidade, parecia que o guarda-redes ia apanhá-la. Mas o Slimani sabia que ela só ia parar no seu destino: as redes do Jamor. Tinha-lhe fadado o destino com o pé direito. Tinha assinado a reviravolta e assassinado a crença daquela filial perdida a norte. Celebrei euforicamente, não tinha ganho nada – ainda – mas tinha visto o meu Sporting ressuscitar. O Slimani foi ao submundo resgatar esta alma perdida como se de uma encarnação de Orfeu se tratasse.

 

E com este golo soube que há golos que trazem as vitórias consigo, e que há golos que têm a força de unir ainda mais esta família, afastando dela os parentes de cativo que são peso morto de corpo presente. Porque os verdadeiros Leões acreditam até ao fim, porque a União faz todo o Esforço, Dedicação e Devoção valerem cada segundo da Glória.

Dia de Jorge Jesus à luz da comunicação social (e) do benfica.

6h00 – Jorge Jesus acorda. Rui Vitória sente-se indignado por Jorge Jesus acordar a um horário que lembra as temporadas no benfica.

 

7h00 – Jorge Jesus toma o pequeno almoço pondo queijo vitória na torrada, Rui responde dizendo que não admite este tratamento de inferiorização por parte do antecessor.

 

8h00 – Jorge Jesus pega no carro metendo a primeira. Rui Vitória relembra que ainda há muito campeonato pela frente e que antes de sair de casa conseguiu meter mais 5 vezes a primeira do que JJ, esquecendo-se que efectivamente tinha engatado 8 vezes a marcha-atrás.

 

9h00 – Jorge Jesus começa o treino. Chama Gelson e Matheus para acertar pormenores tácticos. Sai capa adicional d’ A Bola, em letras gordas dizendo, Vitória na formação: Renato Sanchez no Man. United por 50 milhões de euros.

 

11h00 – Jorge Jesus dá uma conferência de imprensa falando do estado do campo. Rui Vitória entra atrasado (depois de pagar um bolo rei à equipa) referindo que não entra em jogos psicológicos, e que para batatais ele dará a resposta.

 

13h00 - Jorge Jesus come bifes de cebolada. Rui Vitória sente-se ofendido e denegrido por um colega de trabalho, dizendo que não aceita ser comido de cebolada.

 

15h00 – Jorge Jesus inicia o treino com marcação de penáltis. Rui Vitória dá uma entrevista dizendo que a sua equipa não precisa de penáltis para continuar na corrida do título, que ganham por mérito próprio, sendo exemplo disso a 15º Jornada.

 

17h00 – Jorge Jesus olha para o relógio e sorri. Rui Vitória sente-se desdenhado pelo colega de profissão, uma vez que o sorriso deste relembra-lhe os sete golos sofridos contra o Sporting esta época.

 

18h00 – Jorge Jesus dá o onze titular aos jogadores. Pedro Guerra fala na CMTV dizendo que  ao alinhar com estes jogadores ele, seguramente, está em PÂNICOOO.

 

20h50 – Jorge Jesus enaltece a qualidade do futebol praticado pelo Sporting. Rui Vitória recorda o minuto 70... e Gonçalo Guedes refere que não ganhou a melhor equipa, respondendo assim três vezes à pergunta “qual o seu grau de escolaridade?”.

 

22h00 – Jorge Jesus chega a casa e vai ver os resultados dos jogos do porto e do benfica. Rui Vitória fala em obsessão do treinador do Sporting com o benfica, dizendo que só ele pode ser obcecado pelo benfica, numa obsessão tão obsessiva que chega a ser obsessiva a obsessão que este homem obcecado, tem pelo Jesus.

 

(Qualquer semelhança com ficção é pura realidade.)

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