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És a nossa Fé!

Hoje giro eu - Eminências pardas

O regozigo e júbilo com que a detenção de Bruno de Carvalho foi acolhida por vários sportinguistas é uma indignidade e uma vergonha. Desde logo, porque alguns dos seus mais indefectíveis apoiantes directos de outrora são agora os mais ruidosos e palavrosos na acusação pública sumária, mostrando uma falta de pudor, capacidade adaptativa e situacionismo dignos de indivíduos que constituem um "case-study" para a ciência pela forma como se mantêm de pé. Depois, porque caberá às instituições judiciárias - Ministério Público, Juíz de Instrução e Juíz do Julgamento - , e só a estas, investigar (MP), inquirir, verificar da adequação (JI) e decidir sobre condenação ou absolvição (JJ) de um arguido e isso não deve ser confundido com ajustes de contas entre facções de leões. Finalmente, porque a cegueira, ódio e revanchismo com que se ataca um anterior presidente do clube serve todos os desejos e propósitos menos os do Sporting Clube de Portugal (e seu bom nome e honorabilidade), seus sócios, adeptos e simpatizantes, para além de induzir uma cortina de fumo sobre o início da fase de instrução de um processo muito mediático que envolve o rival Benfica. Dito isto, e em sentido contrário, é preciso louvar, isso sim, a grandiosa massa anónima de sportinguistas que exigiram uma clarificação pós-acontecimentos de Alcochete, pediram eleições e, mais tarde, votaram no sentido da destituição de Bruno de Carvalho e restante Direcção, provando que no seu seio souberam fazer vingar as normas do clube e fazer cumprir a democracia interna, deixando à Justiça a averiguação de eventuais responsabilidades para além das decorrentes de se ter permitido, por negligência e/ou omissão, os horrendos acontecimentos de Alcochete. 

 

O Sporting é de facto um clube "sui-generis". A forma como sportinguistas se acotovelam para aparecer na televisão, não cuidando de poupar no verbo e colocando ódios pessoais sempre à frente dos superiores desígnios do clube, nunca deixa de surpreender. Rei morto, Rei posto, a próxima vitima deste autofágico processo leonino será Frederico Varandas. Já são aliás visíveis os primeiros sinais disso. Em diferentes contextos, aparecem sempre umas forças de bloqueio, provenientes de uma série de eminências pardas de um certo sportinguismo que nem governa o clube nem o deixa ser governado e que apenas procura manter influência pessoal. A dramatização à volta da situação financeira do clube e o efeito que isso provoca nos putativos investidores, no momento em que a Direcção do Sporting prepara um empréstimo obrigacionista, é apenas mais uma intentona num processo de desgaste constante, consciente ou inconsciente, inflingido a quem tenha poder no clube. Antes (ainda no tempo de João Rocha) como agora. [Adicionalmente, causa estranheza que já nem o presidente da AG do clube seja poupado, apenas e só porque, alegadamente, terá procurado no silêncio dos gabinetes articular condições justas para a audição dos membros do antigo Conselho Directivo aquando da futura AG que irá deliberar sobre a ratificação (ou não) dos processos de suspensão intentados pela Comissão de Fiscalização.] Se em relação a Bruno de Carvalho se pode dizer que se pôs a jeito, principalmente desde Fevereiro deste ano, independentemente dos méritos da sua gestão (Reestruturação Financeira, Pavilhão, vendas record de jogadores, exercícios equilibrados de gestão até final de 16/17,...), já no que concerne a Frederico Varandas as criticas da nomenclatura do costume são manifestamente prematuras e um sinal de que o terreno já está, propositadamente, a ser minado. É contra tudo isto que os sócios e adeptos do Sporting se deverão rebelar. E como? Pacificamente, comparecendo em massa a apoiar todas as equipas do Sporting Clube de Portugal. Nos estádios, nos pavilhões, fazendo cumprir o desígnio do nosso fundador: um clube tão grande como os maiores da Europa.

 

P.S. à hora em que termino este arrazoado, acaba de ser divulgado que Bruno de Carvalho sairá hoje em liberdade, com a medida de coação de comparecimento diário às autoridades e uma caução de 70.000 euros. 

Tudo ao molho e FÉ em Deus - Notas do Professor Marcel

Mal o jogo se iniciou, ambas as equipas mostrarem tendências suicidas: um flaviense confundiu um colega com uma bola de futebol e Mathieu atrasou uma bola venenosa para o seu guarda-redes. O Sporting apresentou-se com 3 médios de perfil, em bloco médio-alto, procurando o "campo pequeno", a fim de chegar mais facilmente em defensores de Chaves. 

 

A meio da primeira parte, quando se sucediam os passes falhados, na intersecção entre a linhas lateral e divisória do meio-campo Bruno Fernandes encontrou Acuña isolado pela esquerda. O argentino fez uma recepção orientada, centrou com régua e esquadro para a cabeça de Bas Dost e o holandês voador não perdoou. O Sporting poderia ter resolvido o jogo ainda no primeiro tempo mas, tal como a bola, o último passe nunca entrou.

 

O segundo tempo seguia numa toada morna até que Daniel Ramos lançou Niltinho na partida. Com a entrada do brasileiro, os flavienses encontraram as Chaves do Areeiro que lhes permitiram arrombar a trave (fechadura) da baliza leonina. O jogo aproximava-se do fim, não sem que antes o árbitro marcasse um penalty favorável ao Sporting. Na conversão, o suspeito do costume dostou, garantindo assim uma vitória e a ultrapassagem ao Braga para o segundo lugar do campeonato nacional.

 

No Sporting, Bas Dost e Acuña foram os melhores. Miguel Luís voltou a ser titular e mostrou consistência no passe, embora não tenha arriscado passes de ruptura. Gudelj continua a crescer defensivamente, mas dá pouco ao jogo a nível ofensivo. Nani e Bruno Fernandes alternaram boas cantorias com momentos dignos de ópera bufa e Jovane mostrou bons pormenores, no que terá sido um dos seus melhores jogos partindo de títular. Diaby, entrado em "modo morto de sono" a substituir o cabo-verdiano, foi a nulidade a que já nos habituou.

 

Marcel Keizer assistiu de camarote a esta partida cinzenta e algumas notas terá tirado. Em noite de Tiagos, um despediu-se a chorar e o outro deve estar a chorar a esta hora para não ser despedido. É que, sem que o (Bruno) Gallo já pudesse cantar, Tiago Martins (e o VAR), hoje muito infeliz nas decisões, renegou a (boa) arbitragem por duas vezes. Mais uma e o homem do apito ainda teria de mudar o nome para Pedro... Enfim, alguma vez haveria de "tocar" a nós...

 

Tenor "Tudo ao molho...": Bas Dost (lapidar no fim do jogo: "agora mais futebol, depois o título")

 

P.S. Diálogo mantido com um amigo benfiquista que me telefonou após o jogo:

- "Então o que `passou-se`?" -, perguntou-me ele como quem não quer a coisa, esboçando umas lágrimas de crocodilo.

- "Não sei, vocês é que estão (mal) habituados a isto..." -, retorqui-lhe eu, sem ponta de emoção (já chegava de choradeira por uma noite...).

 

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Hoje giro eu - Não há coincidências

Ontem, em Alcochete, a equipa de juniores do Sporting recebeu e venceu o Vitória de Setúbal, tradicionalmente uma equipa forte neste escalão, por 5-0 (4-0 ao intervalo), em mais uma partida do campeonato nacional da categoria. Pouco antes, no mesmo local, em jogo a contar para a Liga Revelação, a nossa equipa de sub-23 havia batido o mesmíssimo adversário por 3-2. 

 

Mais do que os resultados em si, percebeu-se a motivação dos miúdos, subitamente tomados por um novo suplemento de alma. Jogadores muito promissores e que têm estado apagados, como Diogo Brás (1 golo e duas assistências), Bernardo Sousa (2 golos, a juntar aos 3 da semana passada) ou os mais velhos Elves Baldé (hat-trick) e Daniel Bragança apareceram em grande nível.

 

Creio estarmos a assistir aos primeiros sinais daquilo que denominaria como Efeito Keizer. Muito se tem falado no decréscimo de qualidade da nossa Formação e vários são os sócios a ecoá-lo, inclusivé aqueles que nunca viram um jogo da Formação, os que conciliam tal opinião com um saudosismo mais ou menos disfarçado a Jorge Jesus e ainda alguns politiqueiros com interesse evidente em espalhar a teoria do caos, mas creio que erramos ao abordar o tema numa perspectiva "bottom-up", em detrimento de "top-down".

 

Se do ponto-de-vista físico e táctico parece evidente que ficamos a perder face ao Benfica, é também verdade que continuamos a produzir jogadores com muita criatividade e liberdade para criar. Nota-se que o jogador encarnado é geralmente mais desenvolvido muscularmente, que tem outra leitura do jogo, mas os nossos continuam a ser mais desequilibradores e imprevisíveis. São, essencialmente, duas escolas de Formação diferentes que, apesar disso, têm um número de títulos praticamente equivalente nas camadas jovens nos últimos 5 anos. 

 

O que eu penso ter acontecido nos últimos dois anos da Formação foi uma grande desmotivação. Havendo um fúnil demasiado apertado nos séniores e sabendo-se da pouca disponibilidade do treinador do nosso principal escalão em apostar em jovens, estes começaram a perder a fé em chegar lá acima. Viram o que aconteceu aos seus colegas hoje nos seus 22/23 anos, uma geração perdida de empréstimo em empréstimo, e perceberam que essa viria a ser a sua realidade brevemente, pois por muito que mostrassem tal nunca seria suficiente. A chegada de Marcel Keizer a Alvalade, técnico que não teve rebuço em reforçar a aposta que Peter Bosz, seu antecessor, tinha feito nas escolas do Ajax, tem tudo para ser o detonador de uma nova crença dos nossos jovens jogadores. Será por isso com renovada expectativa que Bragança, Elves, Brás ou "Benny" encararão o futuro próximo. Perspectivando oportunidades, certamente trabalharão mais e melhor. A vantagem de uma política desportiva alicerçada na Formação é essa e os nossos jovens jogadores saberão que a partir de agora, esforçando-se para isso, verão chegada a sua hora de provar ao mais alto nível. E os pais também terão isso em mente na hora de escolherem o clube que os seus filhos, ainda crianças ou adolescentes, irão representar. 

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Tudo ao molho e FÉ em Deus - Canhões de pólvora seca

Grande jogo, Skok em grande na segunda parte e brilhante vitória (24-31) em Skopje, frente ao Metalist, a quinta a contar para a Champions nesta época. Ah, andebol mão, futebol pé? Peço desculpa...

"Now for something completely different"! Rebobina...

 

A actuação do Sporting, ontem no Emirates, podia resumir-se a duas frases feitas e a uma metáfora: não encheu o olho, o resultado foi bem melhor que a exibição e executar 3 passes consecutivos pareceu missão mais espinhosa que os 12 trabalhos de Hércules. Não fizemos boa figura, mas fizemos uma figura de estilo...

 

Tiago Fernandes até mostrou boas ideias: procurou sair com a bola desde trás e usou 3 linhas no meio campo (com o estreante a titular Miguel Luis mais perto de Gudelj do que de Bruno Fernandes). É certo que nem todos podem acrescentar neologismos ao dicionário como Peseiro e o seu trivote, mas Tiago tentou, pelo menos, jogar à "grande". O que falhou, então? Face a uma equipa do Arsenal que só manteve 2 jogadores (Holding, premonitoriamente "aguentando" em inglês, e Mkhitaryan) do onze titular do último Sábado contra o Liverpool, a equipa leonina mostrou ausência de rotinas, condição física deficiente e um meio campo sem intensidade competitiva que não conseguiu dar fluidez nem controlou os momentos do jogo, com um Gudelj de menos na construção, um jovem ainda muito verde e pouco rodado e um Bruno completamente "fora dela". Assim, em vez de escondermos as deficiências dos nossos jogadores, ainda as expusemos mais, fazendo-os parecer piores do que na realidade são. Prefiro assim, antes cair por tentar andar do que gatinhar toda a vida.

 

Embora se possa questionar a não presença de Bas Dost no onze titular, preterido por um inoperante Montero, a escolha de Diaby - já tinha passado ao lado do jogo nos Açores - em detrimento de Jovane Cabral foi a opção mais discutível do interino treinador dos leões: é que se a ideia era ter um velocista, talvez tivesse sido melhor contratar Usain Bolt, pois assim sempre teríamos dinheiro a entrar (patrocinadores) e não a sair. Mais concretamente, cinco milhões e meio de euros pela borda fora. Sim, porque não é preciso ser Brugge para ver o que irá acontecer.

 

Os "Gunners" (canhões) jogaram o suficiente para ganharem, nunca pondo demasiada intensidade no jogo, o qual por vezes se assemelhou a um meinho, com os nossos à rabia. Tiveram 64% de posse de bola, 12 remates (contra 1), 568 passes completos (183) e 7 cantos a favor (1). Infelizmente, este nosso cantinho de Londres não foi o de Morais, mas sim curto como o jogo do Sporting. Salvou-nos um intratável Coates e um indomável Acuña, sul-americanos de raça, bem como a deficiente finalização dos londrinos. E Mathieu, que se sacrificou pela equipa, após o que teria sido uma genial assistência de Bruno Fernandes - um general preso no seu próprio labirinto (quiçá psicológico) - para Aubameyang, não fosse o caso do gabonês jogar pelo Arsenal, no que terá sido a desforra por o maliano Diaby ter desviado um remate seu que teria sido o único a constar da estatística como direccionado para a  baliza do Arsenal. Africanices...

 

O resultado acabou por ser bem interessante, pondo-nos em posição privilegiada para seguir em frente na Liga Europa. Agora venha a pré-época com Keizer, treinador que tem uma boa e ousada ideia de jogo, privilegiando sempre a saída de bola pelo centro do terreno, com os centrais (e não o trinco) a conduzirem a bola. Terá jogadores para isso? O risco que coloca no jogo resistirá à falta de rotinas iniciais? Haverá paciência para com ele nas derrotas? A sua falta de currículo pesará se as coisas começarem mal? É aqui que, mais do que um Keizer, vai ser necessário um Kaiser, alguém que para além de não ler blogues também não "leia" lenços brancos e que se mantenha firme nas suas convicções (já que o escolheu). Isso e uma equipa técnica muito solidária, que alerte o nóvel técnico para as manhas do futebol português, a sagacidade táctica dos seus treinadores e a precaridade da transição defensiva dos seus princípios de jogo, a qual pode resultar em outra transição...de treinador. Em entrevista recente, Keizer disse que precisou de 4 meses para dar rotinas à equipa do Ajax que o deixassem satisfeito. Que lhe demos esse tempo antes de um primeiro julgamento, até porque já temos todos saudades de ver bom futebol, algo que não tem abundado em Alvalade desde a primeira época de JJ. 

 

Uma última palavra para os incansáveis adeptos leoninos que se fizeram bem ouvir ontem nos Emirates. Pelo menos esse jogo dominámos, com muita alma e sem recorrer a entradas a pés juntos. À Sporting !!!

 

Tenor "Tudo ao molho...": Coates

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Hoje giro eu - Marcel Keizer

Para a vasta maioria dos adeptos leoninos, Keizer é um perfeito desconhecido. Sem querer ser muito Verbal sobre isso, tal como o outro Keizer (Soze) dos "Suspeitos do Costume" muitos agora falam dele mas poucos o viram em acção. Curiosamente, Marcel é sobrinho da, essa sim, bem conhecida estrela de outrora do Ajax, o extremo Piet Keizer, contemporâneo de Johann Crujff, sobre quem um dia o jornalista Nico Scheepmaker afirmou: "Crujff é o maior, mas Keizer é o melhor". Eis a radiografia possível neste momento, em 11 pontos (como uma equipa de futebol), num trabalho baseado em crónicas de jornais e vídeos de jogos que pretende apresentar o técnico como ele é, mostrando as suas qualidades e desvendendo alguns mitos entretanto criados:

 

  1. Aposta num perfil: partir para uma escolha de um nome a partir de um perfil é sempre algo de elogiar. O Sporting parece pretender uma proposta de futebol agradável e a aposta nos jogadores da sua Formação.
  2. Sistema de jogo: mais do que o tradicional 3-4-3 do Ajax, Keizer parece preferir um 4-3-3, com a saída de bola a ser encarregue aos 2 centrais, sem que o jogador da posição "6" recue para a linha defensiva para pegar no jogo, o qual é essencialmente direccionado pelo interior.
  3. Experiência na Formação: nos últimos dias muito se tem falado de Keizer ser um treinador com vasta experiência na Formação. Tal não corresponde à realidade, destacando-se apenas uma passagem pelo Jong Ajax (equipa B dos "lanceiros"), na temporada de 2016/17, para além de 5 meses na equipa principal do grande clube de Amesterdão (2017/18), clube que nunca abdica de apostar na sua cantera
  4. Aposta em jovens: apesar de muito do trabalho de imposição na equipa principal ter sido desenvolvido pelo treinador anterior (Peter Bosz), consolidou a aposta nos jovens De Ligt, Frankie De Jong, Dolberg, Neres e Ziyech, entre outros.
  5. Escola do Ajax: tem apenas ano e meio de Ajax, entre equipa A e equipa B.
  6. Experiência a alto nível: treinou apenas durante 5 meses o Ajax (entre Julho de 2017 e Dezembro de 2017), tendo sido despedido após uma derrota para a Taça da Holanda contra o Twente. Não conseguiu ultrapassar as pré-eliminatórias quer da Champions, quer da Liga Europa (no ano anterior, com Peter Bosz, o Ajax chegou à final contra o Manchester United). Antes treinou o Cambuur (único clube primodivisionário que treinou para além do Ajax e que desceu de divisão), o Emmen, Telstar, VVSB, Argon e UVS, tudo clubes de segundo plano do futebol holandês. 
  7. Resultados: estava em segundo lugar no campeonato holandês de 2017/18 quando foi despedido. Realizou 17 jogos e fez 38 pontos, correspondentes a 12 vitórias, 2 empates e 3 derrotas. O treinador que se lhe seguiu (Erik Ten Hag), com o mesmo número de jogos fez apenas mais 3 pontos, terminando o Ajax com um total de 79 pontos e o segundo lugar no campeonato, posição que aliás já ocupava quando Keizer era o seu treinador.
  8. Curiosidade: dos 3 tristes trincos para a inspiração no clube dos 3 treinadores de cabeça rapada. Desde a saída de Frank de Boer, o Ajax teve Peter Bosz, Marcel Keizer e Ten Hag. Muita escola de Ajax, pouca escola de barbeiro. 
  9. Propensão atacante: impressionam os números atacantes de Keizer no Ajax. Na equipa B, onde se classificou em segundo lugar, a sua equipa marcou 93 golos em 38 jogos, uma média de 2,45 golos por jogo; na equipa principal dos "lanceiros" fez ainda melhor: 51 golos em 17 jogos, uma média de 3 golos por jogo. Destacam-se as vitórias por 8-0 no campo do NAC Breda, em casa contra Sparta de Roterdão (4-0), Roda (5-1) e PSV Eindhoven (3-0), e fora contra Feyenoord (4-1) e Heerenveen (4-0).
  10. Fragilidade defensiva: se a proposta de jogo dos holandeses faz parte do património do futebol mundial, não deixa de ser verdade que a nível táctico ficam muito atrás do futebol português. Nesse aspecto, há que temer o desempenho de Keizer contra equipas fortes na transição ofensiva. Com os "lanceiros", na equipa B sofreu 54 golos (em 38 jogos), na equipa A sofreu 16 golos (17 jogos). Defensivamente, nota-se pouco apoio dos médios nas tarefas defensivas e o trinco muitas vezes não cola aos centrais deixando espaço para as entradas dos médios adversários. Adicionalmente, defendendo a equipa muitas vezes apenas com 3/4 jogadores, criam-se muitas situações de 1x1 na área, com apenas 1 central a marcar o ponta-de-lança contrário e imenso espaço livre à volta.
  11. Conclusão: com um currículo modesto, destaca-se pela positiva a sua proposta de jogo ofensivo. Necessitará de muito apoio de toda a Estrutura, nomeadamente de paciência por parte do presidente e do conhecimento do campeonato e da matreirice das equipas que o compõem por parte dos adjuntos, para poder ter sucesso. É uma aposta de altíssimo risco, embora a proposta de jogo possa ser entusiasmante. No entanto, o vídeo expõe imensas debilidades na transição defensiva ou, dito de outra forma, "video killed the (former) TelStar (coach)". Que os deuses da fortuna estejam com ele!

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Curiosidade: Gudelj é filmado nas bancadas aos 2:52 do 2º vídeo.

Quem quiser ficar a conhecer melhor o treinador, em discurso directo ou pela boca de quem com ele se cruzou, pode visualizar aqui ou aqui .

Para estatísticas do seu trabalho mais recente, consultar AjaxJong Ajax e carreira .

Para notícias sobre os motivos invocados pelo clube (Ajax) para o seu despedimento, consultar aqui .

 

Tudo ao molho e FÉ em Deus - Sarilhos pequenos (os leões, um a um)

Renan Ribeiro - Vendo Santa Clara a debater-se com o vento, usou de caridade cristã e ofereceu uma esmola aos açorianos. Na etapa complementar, manteve-se recluso no seu Mosteiro, dada a pobreza franciscana das ofensivas insulares. 

Nota: Mi

 

Bruno Gaspar - Tem nome de Rei Mago (Gaspar, não Bruno), mas continua muito contido, meio envergonhado e ansioso, como um miúdo antes de um primeiro exame. E que exame! É que o peso da listada verde-e-branca não é para qualquer um, facto que é do "incenso" comum para Gaspar. 

Nota:

 

Coates - Cumpriu sem brilhantismo, mas teve uma preocupação com a segurança digna de um Ministro da Defesa, solenidade que o fez aventurar-se menos em terrenos inimigos.

Nota: Sol

 

Mathieu - No lance do golo açoriano, procurou o "pas de deux" com Coates e deixou entrar Zé Manuel nas suas costas. Inconformado, realizou algumas investidas ao último reduto adversário e distribuiu jogo essencialmente pela esquerda, fixando o ala insular e procurando a posição mais avançada de Lumor em relação à restante defesa leonina. 

Nota:

 

Lumor - Enganado pelo vento ou confiante de que Renan far-se-ia à bola, deixou Zé Manuel entrar pela sua frente no lance do golo do Santa Clara. Insuperável nos duelos individuais pelo chão (10 em 10), procurou sempre municiar o ataque. Mostrou velocidade e remate potente. Tem g(h)ana de vencer, o miúdo.

Nota:

 

Battaglia - "Gone with the wind". Uma lástima para a equipa. Que volte depressa e bem!

Nota:

 

Bruno Fernandes - Anda com a transmissão avariada. Patina, quando põe a mudança e as suas desmultiplicações não saem. Não está a ficar bem no retrato ou, no caso, no PASSE-partout...

Nota: Mi

 

Acuña - Cresceu muito no segundo tempo. Com o argentino em campo, o Rei Leão entoou "Acuña" (no original, Hakuna) Matata, que em dialecto suaíle significa "sem problemas".

Nota: Lá (Melhor em campo)

 

Nani - Procurou o espaço entrelinhas e deixou a sua marca no jogo (e não, não me refiro só às pernas de Mamadu). Foi um verdadeiro capitão e nunca se rendeu.

Nota:

 

Diaby - No "Convento" de Santa Clara não há lugar para o Diaby...

Nota: (u)

 

Bas Dost - Procurou a bola em toda a primeira parte e, quando ela finalmente lhe chegou, deslumbrou-se e falhou um golo fácil. Dostou exemplarmente de (re)paradinha, após "(re)falta" (foram dois insulares...) cometida sobre ele. 

Nota: Sol

 

Gudelj - Entrou ainda na primeira parte para render Batman e o mínimo que se pode dizer é que fez jus à condição de novo Vigilante dos de Alvalade. Necessita de maior tracção à frente.

Nota: Sol

 

Jovane - Já se sabia que Cabral era nome de navegador intrépido e Jovane não foge à regra. Mudou por completo o cariz do jogo, descobrindo novos caminhos para a nau leonina, entre ventos e marés adversos. 

Nota:

 

Miguel Luís - Tempo apenas para se estrear pelo Sporting em jogos a contar para o campeonato nacional.

Nota:

 

(notas de Dó Menor a Dó Maior)

 

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Tudo ao molho e FÉ em Deus - Contra o vento marcar, marcar!

Estreando Tiago Fernandes ao leme, o Sporting viu-se em sarilhos grandes para navegar com o vento pelas costas. O treinador interino leonino alterou o habitual sistema de 4-2-3-1, para um 4-4-2 que na realidade acabou por ser um 4-4-1, dado que Diaby foi uma unidade a menos durante toda a primeira parte, uma gentileza que o Santa Clara viria a retribuir na etapa complementar, com Patrick a fazer-se expulsar aos 64 minutos de jogo.

 

No primeiro tempo, o Sporting não soube aproveitar as condições atmosféricas, destacando-se apenas os tiros de canhão de Bruno Fernandes e de Lumor que causaram sensação de golo. Acrescente-se um desvio de Bas Dost, sozinho na pequena área, que quase dava à costa e pouco mais a equipa leonina fez nesse período. Em compensação, a Delegação do Benfica na Ilha de São Miguel marcou um golo, beneficiando de uma série de equívocos dos leões: Rashid colocou a bola por cima dos nossos defesas, Mathieu preocupou-se em marcar um ponta-de-lança que já estava controlado por Coates, Lumor não acompanhou a movimentação de Zé Manuel e Renan ficou, entre os postes, a filmar tudo para a posteridade. Diga-se desde já que Lumor - a grande surpresa no elenco de Tiago Fernandes - foi uma das figuras da partida, pese esse erro partilhado. Contabilizei um total de 10 duelos disputados com quem lhe apareceu pelo flanco e todos foram ganhos pelo ganês, que ainda teve ganas para ir lá à frente e provocar desequilíbrios como no lance do primeiro golo do Sporting, provando que de um ódiozinho de estimação (Jefferson) para um Lumor de Perdição basta um pequeno passo. Um pequeno passo para o homem (treinador interino), um grande passo para a Humanidade (leonina).

 

Tudo o vento levou na primeira parte, incluindo Battaglia, lesionado com gravidade num joelho, e Diaby que já não voltaria do balneário. Saiu o homem que joga mal(iano), pelo menos quando colocado como segundo avançado, e entrou o jovem Cabral, o qual teve um impacto imediato no jogo. Jogando inteligentemente contra o vento, de forma rasa (exceptuando Renan e, a espaços, Bruno Fernandes) mas sem "baixar a bolinha", e procurando trocá-la de pé para pé, os leões foram aproveitando a disponibilidade física de Lumor e de Jovane para ganharem metros dentro do meio-campo micaelense. Numa dessas jogadas, Lumor viu Nani desmarcado na face lateral esquerda da área açoriana e colocou-lhe lá a bola. O capitão olhou e procurou a entrada de rompante de Bas Dost, o qual viria a ser desequilibrado por dois adversários. Manuel Mota apitou para grande penalidade e Bas Dost marcou à primeira...e à segunda, esta finalmente sancionada pelo árbitro. Pouco tempo depois, mais uma incursão de Lumor e lançamento para o Sporting. O ganês deu a Jovane e este centrou maravilhosamente para o segundo poste, onde Marcus Acuña apareceu surpreendentemente a marcar de cabeça. 

 

O Sporting ainda poderia ter dilatado o marcador, mas para não variar ficou à mercê de um capricho da sorte ou do vento. Assim, num último estertor, o Santa Clara esteve à beira de marcar por duas vezes, com pontapés que fizeram a bola passar muito perto do poste direito da baliza à guarda de Renan Ribeiro.

 

Nos leões, destaques para Acuña, Lumor, Jovane e Nani, este último um capitão que sempre procurou lutar contra ventos e marés, devendo apenas refrear algumas abordagens mais próprias de piratas. Gostei da entrada de Gudelj, hoje mais intenso defensivamente, embora continue a faltar-lhe participação ofensiva. Vitória justa do Sporting e estreia auspiciosa de Tiago Fernandes, para quem a viagem aos Açores acabou por se revestir de sarilhos pequenos. Nada como ser fiél às origens, portanto.

 

Tenor "Tudo ao molho...": Marcus Acuña 

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Tudo ao molho e FÉ em Deus - (Estoril) Praia em dia de chuva

Estoril Praia em dia de chuva e frio é coisa para dar cabo da saúde a qualquer um e o Sporting não foi imune a isso. A visita dos canarinhos à mina de carvão em que está transformado o Estádio de Alvalade veio revelar que o ar está saturado, pelo que o perigo de derrocada da equipa é iminente.

 

No fim do jogo, Peseiro criou uma realidade alternativa. Nessa narrativa, o Sporting teria feito uma boa exibição - o que estabelece um novo paradigma para quem durante um jogo inteiro não consegue fazer uma jogada com princípio, meio e fim contra uma equipa da 2ª Liga - e tinha o jogo controlado até, pequeno pormenor, ter sofrido os dois golos do Estoril. Se sobre a qualidade da nossa actuação, o melhor será usar um eufemismo e dizer que Peseiro faltou à verdade, já em relação à máxima de "ter o jogo controlado" importa dizer que se trata de uma expressão da mitologia do ludopédio que é, obviamente, uma falácia e consiste em ficar na retranca e deixar de pressionar o portador da bola. Tal como a saúde, um estado transitório que não augura nada de bom. Ou uma Boa Morte, que foi o que aconteceu, mesmo que não tenha sido o Ailton a assinar a certidão de óbito. E depois, quando foi necessário o "chuveirinho", já lá não estava Bas Dost para ressuscitar a equipa. 

 

Falemos agora de Jefferson, um jogador que deveria ter saído 62 minutos antes. Dir-me-ão que sofremos os golos após já não estar em campo, o que não deixa de ser verdade, embora os dois erros que André Pinto cometeu tenham sido semelhantes aos que Jefferson fez na primeira parte e na mesma jogada. Simplesmente, graças a Salin, não deram em golo. Analisemos o jogo do brasileiro: logo de início, isolado por Mané, em vez de acelerar para a baliza, engrenou a marcha-atrás; aos 13 minutos, servido por Wendel, inexplicavelmente deixou a bola sair pela linha lateral; no supracitado lance foi ultrapassado duas vezes por Ailton Boa Morte, valendo o nosso guarda-redes; aos 20 minutos, após excelente abertura de Petrovic, cruzou para trás da baliza estorilense, a chamada assistência para o apanha-bolas; aos 43 minutos, teve uma recepção de bola desastrosa; finalmente, aos 55 minutos, Petrovic veio à lateral esquerda, em esforço, cortar de carrinho, enquanto Jefferson lá seguia no seu traje de passeio. Escusado será dizer que pelos padrões do treinador leonino terá realizado uma boa exibição. Dado o contexto. O contexto ou com texto de Jefferson é levar sempre o guião errado para campo ou então ser um mau aluno.

 

Diz Peseiro que há jogadores que não têm jogado e que é natural que acusem um pouco. Terá sido o caso de Wendel, que acusou no marcador, obtendo o único golo do Sporting na partida, ou de Lumor, que no último minuto avançou em velocidade pelo seu flanco, driblou dois adversários e colocou a bola na área, algo que, está bom de ver, Jefferson nunca conseguiu.

 

É difícil destacar algum jogador no Sporting. No entanto, pelas movimentações verticais durante o jogo, recuperação de bola e remate no lance do golo escolheria Wendel, dando também nota positiva a Petrovic, Mané, Salin e Bas Dost. No plano oposto, continuo a não perceber o que Peseiro vê em Gudelj. Diaby continua a ser demasiadamente inconsequente, embora tenha registado mais um bom centro atrasado, à semelhança do ocorrido no domingo. André Pinto, que até está rodado e habitualmente é pendular, teve um jogo para esquecer. Bruno Fernandes entrou apático e Montero movimentou-se, mas nunca foi servido em condições. Quanto a Peseiro, integrou-se bem no espírito da noite, contou-nos umas histórias assustadoras e dirigiu um filme de terror, enfim, pregou-nos (mais) uma verdadeira partida de Halloween.

 

Tenor "tudo ao molho...": Wendel

 

P.S. Parece que a altas horas, madrugada adentro, José Peseiro foi despedido. Teve a coragem de pegar no leme numa hora difícil e terá dado o seu melhor nessas circunstâncias, o que, infelizmente para todos, não foi o suficiente. Bem sei que amanhã é Dia de Finados, mas é chegada a hora de cuidar dos "vivos". O Sporting necessita e com urgência. O meu desejo é que Frederico Varandas cumpra a sua promessa de que não mudaria por mudar e que só substituiria o treinador por alguém indubitavelmente melhor.

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Sustentabilidade - As contas da Sporting SAD (1ºTrimestre 18/19)

Está desde ontem disponível aqui o Relatório&Contas da Sporting SAD referente ao 1ºTrimestre da temporada 2018/2019 (no pretérito dia 26, a Sociedade havia emitido um breve Comunicado contendo a Demonstração de Resultados para o período). 

 

A primeira nota vai para a não menção, no referido R&C, de qualquer informação relacionada com a entrada em vigor do contrato de DireitosTV celebrado com a NOS. Sendo um dado muito relevante na actividade da Sociedade, como o demonstra o enfoque que nele foi feito na campanha eleitoral, é de certo modo insólito o facto de não ser feita qualquer referência. Recordo aqui o Comunicado que a SAD, em 29 de Dezembro de 2015, fez sobre o acordo alcançado:

 

"A SPORTING CLUBE DE PORTUGAL, Futebol SAD informa, nos termos do art. 248.º, n.º 1 do Código de Valores Mobiliários, que chegou hoje aos seguintes acordos:

1) com NOS LUSOMUNDO AUDIOVISUAIS, S.A. um contrato para a cessão dos seguintes direitos:

(i) direito de transmissão televisiva e multimédia dos jogos em casa da Equipa A de Futebol Sénior da Sporting SAD e direito de exploração da publicidade estática e virtual do estádio José Alvalade pelo período de 10 épocas desportivas com início em 1 de Julho de 2018;

(ii) direito de transmissão e distribuição do Canal Sporting TV, pelo período de 12 Épocas desportivas, com início em 1 de Julho de 2017;

(iii) direito a ser o seu Principal Patrocinador, pelo período de 12 épocas e meia, com início a 1 de Janeiro de 2016.

2) com a PPTV – Publicidade de Portugal e televisão, S.A. um aditamento ao contrato atual pelo qual foram revistos os valores a pagar pelos direitos de transmissão televisiva e multimédia dos jogos em casa da Equipa A de Futebol Sénior da Sporting SAD e direito de exploração da publicidade estática e virtual do estádio José Alvalade para as épocas 2015-2016, 2016-2017 e 2017-2018.

As contrapartidas financeiras globais resultantes do valor dos contratos, incluindo as épocas 2015-2016, 2016-2017 e 2017-2018, o referido no ponto 1 e o aditamento referido no ponto 2 ascendem ao montante de €515.000.000.

Lisboa, 29 de dezembro de 2015"

 

José Maria Ricciardi e outros candidatos haviam dito que o Sporting já teria antecipado (já lá iremos) 60 dos 68 milhões de proveitos referentes aos 2 primeiros anos, o que daria um valor de 34 milhões de DireitosTV por ano. Ora, ao analisarmos a rúbrica de DireitosTV neste R&C, verificamos que há uma redução de 191 mil euros face a período homólogo (Setembro) de 2017, fixando-se o valor em 5,6M€, contrariando a ideia que muitos sócios do clube teriam de que teríamos um crescimento desta rúbrica. Tentando encontrar uma explicação, fiz umas contas, baseando-me para tal em informação dispersa. Há poucos meses atrás, foi referido que o Sporting Clube de Portugal teria orçamentado 5M€ de proveitos/ano referentes aos contrato da NOS. Assumindo que tal se referirá  aos "Direitos de Transmissão e Distribuição" do canal Sporting, então, teríamos, ao fim de 12 anos, um valor total de 60 milhões de euros. Em relação a Patrocínios e Publicidade, pegando no valor trimestral de 3,4 milhões e considerando que o prazo de contrato é de 12 anos e meio, então produzir-se-ia um valor acumulado para esta rúbrica de 170M€. Em termos da PPTV, creio lembrar-me que houve uma melhoria em cada uma das épocas desportivas de cerca de 6 milhões, totalizando 18M€. Ora, somando estas 3 rúbricas, apurar-se-ia um valor de 248M€, pelo que os DireitosTV deveriam representar 267M€ (26,7M€/ano) para que a contrapartida financeira global enunciado no supracitado Comunicado batesse certo (515M€). Julgo que seria importante um esclarecimento nesta matéria. 

 

Em relação ao R&C propriamente dito, a primeira dúvida que assaltará alguns é como um resultado positivo de 16,1M€ só passa os Capitais Próprios para 549 mil euros, quando anteriormente estavam negativos em cerca de 13,3M€. Tal está explicado e refere-se a uma alteração de norma contabilistica, nomeadamente a adopção da IFRS15, que implica que se actualizem os rendimentos a reconhecer, o que produziu um impacto negativo nas contas de 2,2M€.

 

Olhando para a Demonstração de Resultados, verificamos que os Proveitos Ordinários desceram 10,5 milhões em Setembro 18, face a período homólogo (Setembro 17), consequência da não participação na Champions. Apesar disso, ficamos a saber que o prémio pela participação na Liga Europa foi de 5,6 milhões e que uma vitória (frente ao Qarabag, o triunfo em Poltava já foi após o fecho deste exercício) rendeu 570 mil euros. A título de curiosidade, é possível ver que a bilheteira do jogo contra o Qarabag rendeu 42 mil euros, quando o(s) jogo(s) da Champions realizados no mesmo período do ano passado renderam 880 mil euros, uma diferença abissal. Nos Proveitos, só a rúbrica Patrocínios e Publicidade apresenta uma subida face a período homólogo, Loja Verde, DireitosTV, Bilheteira&Bilhetes de Época (menos Gamebox vendidas, redução de 270 mil euros de proveitos no período) todos descem.

 

Preocupante é o não ajustamento dos Custos face à redução dos Proveitos Ordinários. Assim, embora haja uma redução de 2,4M€ nos Gastos com o Plantel no trimestre, verificamos que 1,1M€ se devem à atribuição de menos prémios, pelo que a diferença real é de apenas 1,3M€. Anualisando, se na temporada passada esta rúbrica apresentava um valor de 73,8M€, é de crer que o valor no final da época fique nos 68,6M€ (considerando variação nula nos prémios por objectivos). Também os Fornecimentos e Serviços Externos (FSE) se mantém muito elevados (aumentaram 820 mil euros), com um valor trimestral de 5,8M€, bem como as Amortizações, que se situam nos 5,35M€.

 

No que respeita a Transacções com Jogadores, na rúbrica Rendimentos aparece um valor de 23,515M€ mas no mapa de suporte é possível ver um montante de 25,981M€, referentes a William (16M, recebidos a pronto), Piccini (8M), Santiago Arias (15% passe=1,181M€) e Pedro Delgado (0,8M€). Ainda na mesma rúbrica está expresso um valor a nossa favor proveniente do Mecanismo de Solidariedade, referente à venda de Cristiano Ronaldo à Juventus (2,237M€ de um total de 2,441M€). Nos Custos com Transacção de Jogadores, ficamos a saber que a comissão e mecanismo de solidariedade inerentes à venda de Piccini foram de 1,145M€. Igualmente detalhado é o valor pago ao Bétis de Sevilha pela percentagem dos direitos desportivos que ainda lhe pertenciam (15%), de 1,159M€.

 

A contratação de Diaby custou um total de 5,5M€ e a de Raphinha um valor de 6,5M€. Os outros gastos foram com Bruno Gaspar (4,736M€), Viviano (2M€), Marco Túlio (1M€) e Marcelo (500mil). Há ainda um valor não detalhado de 1,935M€, que em futuros relatórios recomendo que deva ser discriminado. 

 

Surgiu-me uma dúvida no que diz respeito aos empréstimos de Gudelj e de Renan: no Relatório, é indicado que há uns Gastos a Reconhecer que dizem respeito aos empréstimos desses dois jogadores, no valor de 2,7M€. No entanto, olhando para a rúbrica de Fornecedores, verificamos que está lá plasmado uma dívida de 3M€ ao Guangzhou Evergrande e um valor de 1M€ ao Estoril, clubes da proveniência destes 2 jogadores, pelo que 4M€ terá sido o custo destes empréstimos.

 

Em relação ao que já foi usado do contrato com a NOS, vemos que houve um Factoring de DireitosTv desta época, no valor de 13,485M€, e de épocas seguintes, no valor de 16,135M€. Existem ainda dois valores, um referente a "Outros Passivos não correntes" (3,467M€) e outro relativo a "Outros Passivos correntes" (11,05M€), que se devem à antecipação de receitas sem recurso por via de cedência de créditos futuros inerentes ao contrato com a NOS. Existe também contabilizada uma cedência de créditos contratuais de 12,8M€, que terá por base a hipoteca do(s) passe(s) de algum(uns) jogador(es).

 

Em termos de Balanço, o Passivo global desceu 1,302M€ e o Activo global cresceu 12,571M€. A Dívida Financeira mantém-se nos níveis registados em Junho de 2018, isto é, à volta dos 112M€. 

 

Última nota para a indicação de que em 26/10, foi eleito o Conselho de Administração da SAD, composto por Frederico Varandas, Francisco Salgado Zenha, João Sampaio (todos do Conselho Directivo) e Miguel Cal e Nuno Correia da Silva (Holdimo), não sendo evidente quem tenha sido o elemento (talvez Miguel Cal, sendo certo que Salgado Zenha é o financeiro) indicado ou aceite pela banca, de acordo com a Reestruturação.

 

Hoje giro eu - Ranking GAP

Nesta temporada de 2018/2019, o Sporting disputou até agora 13 jogos - 8 para o Campeonato Nacional, 1 para a Taça de Portugal, 1 para a Taça da Liga e 3 para a Liga Europa -, obtendo 9 vitórias (69,2%) e 1 empate (7,7%) e 3 derrotas (23,1%), com 23 golos marcados (média de 1,77 golos/jogo) e 12 golos sofridos (0,92 golos/jogo).

 

A nível individual, eis os resultados (estatísticas ofensivas):

 

1) Ranking GAP: Nani (6,4,0), Bruno Fernandes (6,2,4), Montero (3,3,3);

2) MVP: Nani e Bruno Fernandes (26 pontos), Montero (18);

3) Influência: Bruno Fernandes (12 contribuições), Nani (10), Montero e Jovane (9);

4) Goleador: Nani e Bruno Fernandes (6 golos), Montero e Jovane (3);

5) Assistências: Nani (4), Fredy Montero (3), Ristovski e Bruno Fernandes (2).

 

Ranking GAP (Golos, Assistências, Participação decisiva em golo):

 

  G A P Pontos
Nani 6 4 0 26
Bruno Fernandes 6 2 4 26
Fredy Montero 3 3 3 18
Jovane Cabral 3 1 5 16
Raphinha 2 1 4 12
Bas Dost 2 0 0 6
Sebastian Coates 1 0 1 4
Ristovski 0 2 0 4
Diaby 0 1 0 2
Jefferson 0 0 1 1
Acuña 0 0 1 1

Tudo ao molho e FÉ em Deus - NA NA NA NA NA NANI !

O fim de semana havia começado sob a tónica SAD. De um lado, a vitória da sociedade anónima desportiva renegada pelo clube (Belenenses) que lhe deu origem, do outro, as águias tristes (“sad”, em inglês, língua em que se correspondem com a Google) pela derrota. Este resultado, mais o empate do Braga no derby do Minho, dava ao Sporting a possibilidade de voltar a tentar um xeque-ao(s)-rei(s) no tabuleiro axadrezado. Essa era a expectativa para o jogo de hoje.

 

O controlo do centro é fundamental num jogo de xadrez e Peseiro conseguiu-o ao dispôr os seus peões de maneira diferente daquilo que tem sido usual. Com Gudelj mais solto, Battaglia teve o espaço atrás de que tanto gosta para estabelecer a sua zona de pressão e Bruno Fernandes um apoio mais próximo do que aquilo que vem sendo comum. Adicionalmente, as movimentações de Fredy Montero baralharam por completo os boavisteiros. Após várias trocas com Acuña, o "Rei Cafetero" (grande exibição) ensaiou um roque (jogada que envolve a movimentação contrária de duas peças) com Nani e este fez de Torre ao cabecear com êxito para golo. 

 

No segundo tempo, o Sporting manteve a toada atacante, destacando-se a capacidade de envolver mais peões nos movimentos ofensivos. "El Avioncito" ganhou um livre à entrada da área e Bruno Fernandes cobrou-o directamente contra a barra. Logo de seguida, o colombiano cabeceou para uma defesa "in-extremis" de Helton (bom centro de Bruno Gaspar). Montero estava com o Diaby ao pé da orelha e serviu-o, após mais uma vez ter ganho espaço entre as linhas axadrezadas. O maliano centrou atrasado e Bruno Fernandes marcou um golo de bandeira. A tranquilidade viria somente dois minutos depois, quando um remate de Bruno Fernandes prensado num defesa (após novo bom centro de Bruno Gaspar) ressaltou para os pés de Nani, que não perdoou, aplicando um remate picado a fazer lembrar o segundo golo de Jordão contra a França no Euro84. De destacar neste lance o facto de o Sporting ter conseguido juntar 5 jogadores em zona de perigo, algo inédito nesta temporada. 

 

Tempo ainda para a recriação de um antigo "hit" dos AC/DC voltar a Alvalade com o regresso de Bas Dost à competição. O holandês desta vez não dostou, mas não foi por falta de tentativa por parte dos colegas, que a partir da sua entrada em campo praticamente só jogaram para ele. Mas a noite era de Nani (pelos golos) e de Montero (pela influência no jogo), claramente os melhores em campo esta noite. Saúde-se também o regresso de Mathieu e as boas exibições de "Muttley" Acuña, "X-Terminator" Battaglia e Bruno Fernandes. Nota acima da média também para Diaby, que alinhou hoje de início, trouxe velocidade ao jogo e fez uma assistência, embora por vezes revele um lado trapalhão. A rever. A melhorar com o decorrer da partida esteve Bruno Gaspar, o qual pareceu mais confiante. O resto da equipa esteve regular.

 

Vitória concludente e a melhor exibição da época. Contente pelo Sporting e por Peseiro, que hoje, apropriadamente contra um adversário que equipa de xadrez, foi finalmente um Grande-Mestre.  

 

Tenor(es) "Tudo ao molho...": Luís Nani e Fredy Montero

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Tudo ao molho e FÉ em Deus - Arsenal do Alfeite

Desde que o Cova fez a Folha, sem Piedade, ao Super-Portimonense do nosso descontentamento que já não sei onde enterrar o meu desgosto. Nesse sentido, tinha a ideia fisgada de que o jogo de ontem oferecia-se como uma oportunidade de dar a volta por cima. Ao fim de uma série de jogos a tratar Davids como Golias, nada como medir forças com um verdadeiro gigante do futebol europeu. 

 

De um lado tínhamos o poderoso Arsenal de Londres, do outro o Arsenal do Alfeite, a nova identidade da equipa de futebol do nosso Sporting. Que até poderia ser coisa boa, caso tal reflectisse a reparação e reconstrução de uma grande equipa, mas afinal é tão só um estaleiro. De jogadores. Ontem, Ristovski foi a nova baixa, a juntar a Mathieu, Bas Dost, Wendel, Battaglia e Raphinha, tudo jogadores que já pararam por lesão desde que a época começou.

 

O Sporting iniciou o jogo com três tristes trincos(*), dispostos sob a forma de um triângulo de área mínima. Petrovic era o elemento mais recuado, Battaglia e Gudelj jogavam a par. Na frente, Montero no meio, Nani e o armador Bruno Fernandes, desterrado, a revezarem-se nas alas. A defesa foi a habitual, com Acuña no lado canhoto, e na baliza a novidade Renan. (É verdade, o futebol evoluiu muito desde os meus tempos de juventude. Nas "peladas", que fazia com os amigos, o gordo ia sempre à baliza(*), agora não deixam o Viviano jogar.) 

 

O Arsenal, que tinha tido um jogo na segunda-feira (Leicester) e terá outro no Domingo (West Ham) parecia disposto a cumprir os serviços mínimos, isto é, a jogar para o pontinho. Deste modo, a primeira parte arrastou-se sem grandes oportunidades de golo e com o Sporting a conseguir dar réplica e dividir a posse de bola. A melhor oportunidade até terá sido um remate muito bem executado por Nani, com força e colocação, que passou muito perto da barra da baliza defendida por Leno. O pior viria depois. Desde logo porque Gudelj, que já não estivera famoso, não voltou do balneário, fazendo-se substituir por um holograma, projecção de um jogador cheio de estilo mas com intensidade nula. Assim, a equipa partia-se constantemente em duas, com 3 elementos praticamente inofensivos no ataque e os restantes barricados uns bons 20 metros atrás. Exceptuando Montero, que conseguiu variadas vezes segurar a bola e (des)esperar por uma linha de passe, toda a equipa parecia amorfa. Mesmo a melhor unidade do primeiro tempo, o argentino Acuña, parecia reclamar por uma botija de oxigénio, tal o cansaço que começou a aparentar. Peseiro demorou, mas acabou por fazer o óbvio: retirou Gudelj e colocou Jovane em campo. A ideia parecia boa, mas a forma como o treinador mexeu na disposição da equipa no terreno estragou o resto: Petrovic, outra das melhores unidades, passou a jogar a par com Battaglia e Bruno Fernandes assumiu o meio, só que foi jogar muito perto de Montero, cavando um fosso ainda maior no meio campo. Assim, embora ganhando com a agitação que Jovane trouxe ao jogo, as perdas foram superiores, dado que deixou de haver qualquer tipo de ligação entre sectores. Aproveitando este desnorte táctico, o Arsenal, que entrou no segundo tempo a todo o gás e já vira Renan negar-lhe duas ou três ocasiões e o árbitro outra, acabou por marcar, num lance em que, primeiramente, Aubameyang beneficiou do duplo-pivot leonino para com um subtil toque de calcanhar colocar a bola entrelinhas e, seguidamente, aproveitou uma fífia de Coates (um clássico a este nível) para marcar, por Welbeck, ocasião não desperdiçada por Peseiro para dar os 5 minutos da praxe a Diaby, o tal jogador que Cintra escolheu com o "Dr Pedro Pires que é uma enciclopédia de futebol" e afirma que encanta o treinador, mas que cheira a "flop" por todos os poros.

 

No Sporting, Montero foi o melhor. Renan esteve bem, mas a sua colocação de pés, no lance do golo inglês, não pareceu pacífica (bola entre as pernas). Petrovic e Acuña desceram muito de produção no tempo complementar. Os piores terão sido mesmo a equipa - nenhuma desmultiplicação na transição ofensiva - e o árbitro, que deixou passar em claro, ainda na primeira parte, uma falta de um "gunner" sobre Montero, quando este corria isolado para a baliza, lance que, na minha opinião, mereceria a amostragem do cartão encarnado e poderia ter mudado o jogo.

 

Tenor "Tudo ao molho...": Fredy Montero

 

(*) Agradecimento aos Leitores JG e Rute Rockabilly pela inspiração

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Tudo ao molho e FÉ em Deus - Coroa de Loures

Numa realidade alternativa, uma figura  da mitologia cintrense como o Rei Peseiro terá duas qualidades: o toque de Midas e a sua magnanimidade. A primeira deriva da sua capacidade como alquimista, expressa na forma como vai fazendo progredir os comuns mortais jogadores que tem a seu cargo. Por exemplo, Bruno Fernandes é hoje uma mistura de Zidane (vejam lá, até falha penáltis) com Platini - quando não deriva para a ala esquerda (moda Outono/Inverno do "estilista", a da Primavera/Verão incluía um pivô com umas calças boca de sino) e veste o fato de um Bruno...Conti - , Ristovski e Bruno Gaspar estão entre um Cancelo e dois Gentile ("ma non troppo") e o Batman do Sporting é muito melhor que o Battaglia da Argentina. Só é pena lhe faltar o Careca, que finalmente daria razão ao seu mentor, afirmando-se nas suas mãos conhecedoras como uma mistura do Eusébio com o Pelé. A segunda tem a ver com a grandeza do seu discurso e a coerência das opções que toma. Desse modo, o internacional italiano Viviano não joga porque não está em condições ("só" está há mais de 3 meses em Alvalade), mas Gudelj é titular desde que chegou, ele que estava parado (e parecendo um bidon no campo, assim continua) desde Abril, após passagem pelo intensíssimo campeonato chinês. Na mesma lógica, com pesar não deu minutos a Miguel Luís, em Poltava, porque o jogo não estava a correr bem e ontem, contra o poderoso Loures, colocou-o em campo em cima do fecho da partida, depois de se ter apanhado a ganhar por 2-0 desde os 56 minutos. Também não lhe ficou mal dar a nonagésima terceira oportunidade de carreira ao goleador Castaignos (Dala foi estender as redes para Vila do Conde, que até é um sítio ideal para tal actividade) ou conceder a primeira possibilidade a Lumor de se sentar no banco de suplentes. Estou certo de que este último ficou com g(h)anas de lhe agradecer, enquanto observava o matraquilho Jefferson a não falhar uma oportunidade de acertar com a bola no defesa contrário mais à mão. Adicionalmente, tirou dois alas e colocou um "6" (a juntar a outro que já por lá andava) e um "8" em campo, a fim de obedecer a uma lógica filantrópica, destinada a engrandecer o valor do seu adversário, ainda que humildemente, no fim do jogo, tenha afirmado não ter percebido porque a sua equipa recuara no relvado. Para finalizar, deu azo a que o filho (Juninho) do ex-leão Mário herdasse a tendência paterna para herói da Taça e marcasse, a fim de todas as partes saírem contentes. Bravo!

 

Tudo isto é lindo e o único inconveniente é haver um conjunto de irredutíveis adeptos, de todas as idades e classes sociais e unidos pelo amor ao Sporting, que se recusam a aceitar esta realidade e que prefeririam que o clube vivesse sob o lema do seu fundador, aliás um dos grandes culpados de só agora estarmos a trilhar o caminho correcto. Confusos? Não. Para quê esforço, dedicação e devoção, quando a glória está ali ao alcance de um toque que tudo transforma em prosperidade? Ontem uma coroa de Loures, amanhã uma palma de ouro...

 

(Segue-se o Arsenal. O do Alfeite daria jeito. Sempre se repararia qualquer coisita, não é?)

 

Tenor "Tudo ao molho...": Bruno Fernandes (tudo somado, o algodão engana menos que o ouro). Notas positivas para Nani e Jovane.

 

(Nota: é assustador ver que Marcelo e André Pinto não podem jogar com a defesa adiantada, sob pena de virmos a sofrer grandes dissabores. Ontem, mesmo em bloco médio, com uma recuperação defensiva digna de um cágado, por duas vezes permitiram que avançados do Loures surgissem isolados na cara de Renan, guarda-redes que não se destacou pela segurança nos cruzamentos por alto.) 

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Sabia que? - Juventus de São Paulo

Sabia que a Juventus, a de São Paulo, foi fundada por dois irmãos provenientes do Piemonte? O engraçado desta história é que um dos manos era originalmente adepto da Vecchia Signora (ou "bianconeri")  e o outro do Il Toro (ou "granata"), os dois clubes rivais da cidade mais representativa (Turim) dessa região italiana. Assim, "i fratelli" decidiram dar ao novo clube paulista o nome de Juventus e escolheram como equipamento o do Torino, ou seja, camisola grená e calções brancos. Uma solução salomónica!

Sabia que? - Fernando Puglia

Sabia que Fernando Puglia é um dos 3 jogadores da história do Sporting com pelo menos tantos golos marcados como jogos (>50) efectuados pelo clube? É verdade! Depois de Peyroteo (526 golos em 325 jogos, média de 1,62 golos por jogo) e de Jardel (67 golos em 62 jogos), Fernando Puglia, com 61 golos em 61 jogos, tem a terceira melhor média de golos, inclusivamente à frente do mítico Hector Yazalde, o qual só para o campeonato nacional tem também a média de 1 golo por jogo (104 golos em 104 jogos).

 

Nascido em 23 de Janeiro de 1937, em São José do Rio Pardo (São Paulo), Fernando Puglia iniciou a sua carreira nas camadas jovens do Itobi, passando pelo Casa Branca (o seu pai, Francisco Puglia, foi Prefeito da cidade e o seu irmão, Gaspar, compôs a música do hino do município), até chegar ao Palmeiras, com quem rubricou o seu primeiro contrato como sénior. Aí actuou 3 temporadas, jogando atrás de Mazzola, campeão do mundo em 1958. A seguir, alinhou ainda no Santa Cruz e no São Paulo. Chegou ao Sporting em 1959 e formou uma dupla de atacantes (ele que era originalmente um centrocampista) de sucesso com o "Expresso de Lima", o peruano Juan Seminario. Ambos sairiam em 1961: Seminario para o Saragoça (e mais tarde para o Barcelona), onde aliás logo na sua primeira época se tornou o melhor marcador (Pichichi) do campeonato espanhol, Fernando com destino a Palermo, onde se impôs e ganhou grande destaque (e o epíteto de "Rei") depois dos dois golos que valeram uma vitória (2-4) em Turim, frente à Juventus - ele que já havia marcado ao Inter de Helenio Herrera, treinador que o havia recusado (mais tarde viria a fazer uns particulares pelos "nerazzurri") e a quem, provocatoriamente, foi entregar a bola após o golo - , que aliás lhe viriam a proporcionar uma transferência para a Vecchia Signora, antes de terminar a estadia em Itália jogando pelo Bari. Posteriormente, regressaria ao Brasil, repetindo passagens por Santa Cruz e São Paulo, terminando a carreira no Bangu, clube pelo qual se sagrou campeão carioca. Foi por três vezes internacional canarinho, em 1963, numa época em que o Brasil dominava o futebol mundial.

Morreu em São Paulo, no dia 6 de Abril de 2015.

 

Suspeito que desconhecido para uma larga maioria de adeptos leoninos, Fernando Puglia teve dois anos muito bons no Sporting Clube de Portugal. Hoje trago-o aqui, creio que pela primeira vez na história deste blogue, porque a memória deve ser parte essencial da cultura de um clube.  

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 1959: Fernando com o Rei Pelé, num amigável com o Santos

Hoje giro eu - Elasticidade dos Custos vs Resultados desportivos

O Sporting de Braga SAD irá apresentar, em AG, o Relatório&Contas referente à época desportiva de 2017/18. Segundo o Observador, nele constata-se que os custos com pessoal subiram para cerca de 19M€. Comparando com a Sporting SAD, verificamos que esta gastou com o pessoal cerca de 4 vezes mais (73,8M€) que a sua congénere bracarense, tudo isto para no final do campeonato conseguir apenas mais 3 pontos e uma diferença entre os golos marcados e os sofridos inferior em 6 golos. 

 

Como curiosidade, analisei também a temporada de 2015/16. Enquanto os bracarenses tiveram um custo de 12,5M€ com o pessoal, o Sporting gastou 48,8M€, ficando 28 pontos à frente e com uma diferença de golos superior em 39 golos.

 

Conclusão: os custos com pessoal da SAD leonina têm sido históricamente 4 vezes mais que os da homónima bracarense, mas a elasticidade dos resultados desportivos desportivos desta última face ao aumento dos custos foi bem maior. Bastou para isso aumentar os custos com pessoal em 6,5M€, o que lhe rendeu mais 17 pontos no final do campeonato. Já o Sporting, fez menos 8 pontos e gastou com o pessoal mais 25M€. Elucidativo!

 

Por tudo isto, quando oiço que cerca de 65M€ de orçamento para custos com pessoal é pouco para ser competitivo, dá-me vontade de rir. Ao que parece, há uma zona fronteira onde o orçamento produz uma diferença final na classificação, mas essa área está bem abaixo do que a generalidade dos adeptos pensa. Vejam-se os exemplos bracarense e nosso, quando Leonardo Jardim passou por cá. Não podemos é ter treinadores que permanentemente pedem cromos novos e andarmos sistematicamente a comprar jogadores para não serem utilizados, enquanto outros, da nossa Formação, são ignorados. Também, em vez de perdermos dinheiro permanentemente num "middle-market" de jogadores, onde a versão mais recente são as aquisições de Diaby e de Gudelj (investimento até agora de 8,5M€, fora salários), deveríamos investir, menos em quantidade e mais em qualidade, em jogadores de segmento alto como Bas Dost ou Jardel. Claro que, para isso, não podemos ter treinadores que querem sempre mais um jogador para cada posição, mesmo que já tenham duas ou três opções no plantel, chegando-se ao ridículo de termos neste momento nove jogadores com potencial para jogarem nas posições "6" e "8" e, ainda assim, parecer que nenhum serve. Não sendo isto claro para todos, nomeadamente para os decisores, e constinuando a resistir à mudança, um dia acordaremos a resistir à extinção, momento em que a perda de maioria do clube na SAD será dada como inevitável. Eu não quero isso!

Hoje giro eu - Levantar a cabeça

Num jogo feito de garra, rigor, perseverança e competência, o Sporting deslocou-se à Eslováquia para bater o até aí líder do grupo C da Liga dos Campeões de andebol, o Tatran Presov, por 30-27, com Frankis Carol (10 golos) em grande plano. Depois da derrota na Maia, frente ao modesto ISMAI, isto sim deu significado à expressão "levantar a cabeça".

 

No mesmo dia, Peseiro, em entrevista a "A Bola", diz que perdemos em Portimão por termos querido praticar um "futebol exuberante, ofensivamente avassalador". A isto chama-se não aprender nada com as derrotas. Também alega que Wendel tem imenso potencial, mas perde bolas em "zonas proibidas" (creio que se estaria a referir ao camarote dos jogadores). Por isso, o brasileiro (custou 8,7 milhões de euros) vai continuando a aprender nos treinos, enquanto em competição, o macedónio Ristovski, com bem menos cartel, vai (des)aprendendo a não fechar o espaço interior e a não compensar o central. Faz sentido! Finalmente, afirma que Coates tem "estrutura, estatuto para ser capitão, mas que prefere um português". Tudo bem, entende-se, embora Javier Zanetti - 15 anos como capitão do Inter de Milão - se possa estar a rebolar a rir, mas então por que raio é que Palhinha foi preterido a Petrovic e Geraldes teve de emigrar? Será que a condição de luso só terá relevância na questão da braçadeira, mesmo que depois o balneário seja uma babilónia de nações?

 

Hoje giro eu - Ciências

... E pronto, parece que o assunto de momento são os méritos da nova Comunicação do Sporting. Ao bom estilo português, como se não houvesse todo um mundo entre a verborreia desenfreada de antigamente e o silêncio dos inocentes (no original, "silence of the lambs", não confundir com "lamps"). Como se a linguagem corporativa, não apenas reactiva, quando centrada em nós e nas nossas realizações, não fosse uma ferramenta essencial da cultura de uma Organização, da sua coesão, no sentido em que pode motivar, entusiasmar e direccionar todos os que directa ou indirectamente com ela se relacionam para um objectivo comum, promovendo assim a união. Sendo um tema a merecer uma maior reflexão, não me vou alongar nele, até porque no domínio das ciências (e da administração) há outras realidades que me preocupam mais e que certamente também preocuparão uma Direcção que apanhou o comboio já em movimento, sem a oportunidade de delinear, desde o início, a sua própria estratégia para o futebol e de pôr o seu cunho pessoal no processo (importante ter isto presente), razão mais do que suficiente para não ser julgada precocemente. A saber:

  • Aritmética - à sétima jornada, estamos a 4 pontos do duo da frente (Benfica e Sporting de Braga), a 2 do FC Porto e a 1 do Rio Ave;
  • Estatística - somos apenas o sétimo melhor ataque e a oitava melhor defesa da Liga 2018/19;
  • Electromagnetismo - não existe magnetismo no nosso futebol, porque a corrente eléctrica é interrompida no meio-campo;
  • Mecânica - em Portimão, foi visível que em alguns jogadores a estática se sobrepôs à dinâmica;
  • Psicologia - em momentos determinantes, a equipa entra apática, como se tivesse receio de ser feliz. Foi assim, no final da época passada, na Madeira, no jogo dos 70 milhões (menos 25 milhões para nós, mais 45 milhões para o Benfica), assim foi Domingo em Portimão, jogo onde, imagine-se, até se viu jogadores a bocejar no campo. Se o ano passado, a razão apontada foi Bruno de Carvalho, este ano queixamo-nos do quê?;
  • Sociologia - o comportamento da Estrutura do futebol perante o meio envolvente e o processo que interliga colaboradores, atletas, sócios, adeptos e simpatizantes com o clube;
  • Economia - o modelo de sustentabilidade do clube, o qual vai ser testado na forma como a Direcção actuar no mercado de Inverno;
  • Finanças - chamado à colação devido ao constante fracasso do modelo de gestão, consequência de uma política desportiva sucessivamente desastrosa. Renegociação das VMOCs, empréstimo obrigacionista e rescisões são os temas mais urgentes;
  • Álgebra - falta uma teoria que explique a desconexão existente entre os números de investimento anual e a metemática que nos é apresentada ano-após-ano, de há 17 temporadas a este parte. E assim, sem sabermos onde falhamos, continuamos a persistir no(s) erro(s);
  • Investigação Operacional - Gestão de stocks: temos uma série de jogadores excedentários por colocar, que pesam na conta de exploração e não têm rendimento desportivo; Filas de espera: os anos que vão passando sem que consigamos chegar na frente - sem que uma qualquer Gertrudes desbloqueie o tráfego - que influenciam a nossa auto-estima e as nossas finanças;

 

Decerto, a econometria poder-nos-ia também dar pistas para a resolução dos nossos problemas. E, em última análise (desespero), o ocultismo, tão do agrado dos supersticiosos do nosso ludopédio. Sim, como diria a Alcina Lameiras, com a bola de cristal sobre a mesa, não negue à partida uma ciência que não conhece. É que eu não creio em bruxas, mas que as há, há...

 

 

Hoje giro eu - Resignação?

"Levantem-se como leões depois da letargia, num número que ninguém haverá de destruir. Vocês são muitos - eles são poucos" - Percy Shelley

 

"Levantem-se, oh leões, e abandonem a ilusão de que são ovelhas. (...) A matéria é vossa serva, e não vós, os servos da matéria" - Swami Vivekananda

 

Incomoda-me o estado de resignação que vejo nos meus consócios sportinguistas. É certo que vimos de um período traumático, que há feridas abertas e de difícil cicatrização, mas a nós coube transportar o facho de uma gesta gloriosa e fazer cumprir a missão expressa nestas palavras premonitórias do nosso fundador: "um grande clube, tão grande como os maiores da Europa". Por isso e para isso, temos de nos reerguer, de lutar, de ousar vencer. Só assim sobreviveremos. Um grande clube como o Sporting tem de ter uma cultura de exigência. Que começa na sua Direcção e tem um elo condutor que liga atletas, funcionários, sócios, adeptos ou simples simpatizantes. Como tal, ninguém pode estar satisfeito quando à sétima jornada estamos em quinto lugar no campeonato e temos apenas o sétimo melhor ataque e a oitava melhor defesa da competição. Particularmente, eu não quero que este seja o "novo normal", até porque o Sporting é um gigante e nada tem a ver com a mediania que caracteriza a maioria dos seus concorrentes. Por isso, que cesse o "ah", "mas" e o "porém" e que sejamos afirmativos com o legado que temos na mão.

 

A equipa de futebol joga muito pouco - isso é uma evidência. Algo tem de mudar. Em primeiro lugar, deve haver uma filosofia de jogo, que respeite os objectivos que são pedidos ao treinador. Não é romântico pensar que quem joga melhor está mais perto de vencer. O Manchester City, o Liverpool e o Chelsea são as equipas que praticam um futebol mais enleante e, concomitantemente, ocupam as primeiras posições da Premier League. Em oposição, o Manchester United, que especula mais com o jogo, está em oitavo lugar na mesma competição. Para além da crueza própria dos números, há um aspecto que deveríamos valorizar e que muito contribuiria para aproximar sócios e clube: um futebol mais vistoso, menos angustiante, levaria mais gente aos estádios e ajudaria a curar as nossas mazelas. Mais do que palavras, são os actos que determinam o destino das lideranças. Precisamos de estabilidade, mas para isso precisamos de a conquistar. Isso não se promove com slogans, muito menos por decreto. Há que criar uma ideia, um conceito, e depois trabalhá-la no dia-a-dia. Não vejo isso, não conheço os objectivos que foram pedidos ao treinador, não sei como ou com que actos concretos se pretende unir a grande familia sportinguista.

 

Uma coisa eu sei: com um orçamento de 60/65 milhões de euros em custos com pessoal, com os FSE nos níveis que estão (22M€) e com amortizações anuais de 28M€ não se pode ser resignado. Não estamos a falar dos tempos de Leonardo ou Marco, mas de uma realidade totalmente oposta. Gastamos muito, logo tem de haver ambição. Temos custos demasiadamente elevados para que se encarem as derrotas como uma fatalidade. Nem a insustentável leveza dos sportinguistas, nem o insustentável peso do Viviano, o Sporting tem de ser grande e actuar como tal, mais a mais quando começamos a época com um défice de exploração de 56M€ (antes de Europa e venda de jogadores) e vemos os nossos adversários encaixarem um mínimo de 50M€ na Champions, algo que a repetir-se no final da temporada criará uma "décalage" muito difícil de preencher no futuro. É, por isso, necessário que Direcção, técnicos e jogadores se aproximem, ajam como um só corpo e comecem a falar e a fazer Sporting. Nos gabinetes como no campo. Se isso acontecer, os sócios, adeptos e simpatizantes deste enorme clube irão aderir. Que ninguém dúvide disso.

Tudo ao molho e FÉ em Deus - Na paz do Senhor

O Rafael Barbosa havia-se queixado de ter levado uma cabeçada. Não foi (um) casual, o perpetrador identificado pelo jogador tinha sido, alegadamente, o próprio presidente da SAD do Portimonense (um tal de Rodiney), clube a que estava emprestado pelo Sporting. Em sequência, o jovem arrumou as malas e voltou a (nossa) casa. Por isso, na antevisão do jogo, confidenciei a amigos que a Estrutura leonina faria tudo para ganhar este jogo. Assim a modos de um "statement", no sítio apropriado (campo) e sem histerias comunicacionais. 

 

Por vezes, a vida troca-nos as voltas. O Sporting entrou com Battaglia e Gudelj a fazerem o par de médios defensivos e Bruno Fernandes à sua frente. No ataque, os alas Raphinha e Jovane acompanhavam Montero. Atrás, Ristovski e Acuña regressavam, por troca com Gaspar e Jefferson, utilizados na Ucrânia. Mas, desde o início, as equipas pareciam trocadas. Bem sei que o Portimonense é Sporting Clube e que até tem um Leo na baliza, mas os algarvios, antes deste jogo, andavam em último lugar no campeonato. Ainda assim, estiveram sempre por cima. Impulsionados por um moço Manafá(do), ou marafado (estavamos no Algarve), à meia-hora chegaram ao primeiro golo. O traquina do lateral esquerdo combinou com Nakajima, dançou com Coates e marcou. Ristovski acompanhou escrupulosamente tudo. Com os olhos. Olhei para o outro lado e vi anunciar-se grande Tormen(t)a.

 

Tabata trocava os olhos a Acuña e Nakajima sentava Ristovski, o qual parecia (estranhamente) tão surpreendido pelos ataques do nipónico (já cá está há algumas épocas) quanto os americanos em Pearl Harbour. O Portimonense dava baile, com odor(i)* a escola de samba e, em cima do intervalo, chegou ao 2-0: Manafá e Nakajima voltaram a tabelar e desposicionaram Coates e Ristovski. O uruguaio tentou recuperar, mas o macedónio viu-se grego e veio a passo, desistindo olimpicamente, certamente cansado de um jogo em Poltava (Ucrânia) onde não alinhou. Como resultado, desta vez coube ao japonês assinar o remate fatal, ao fim de mais uma carga banzai que co-protagonizou sobre a defensiva leonina. Fatal também poderia ter sido para Salin (trocado por Renan), que num vôo kamikaze, em tentativa desesperada de evitar o golo, embateu com a cabeça no poste, perdendo logo aí os sentidos. Valeu a atenção de Coates, célere a tirar-lhe a lingua para fora, evitando que sufocasse e assim provavelmente salvando-lhe a vida. (Para que não nos esqueçamos que há coisas bem mais importantes do que o futebol.)

 

Raphinha, lesionado e em sub-rendimento (mais um), não voltou para o segundo tempo (substituido por Nani), mas o Sporting continuava sem abdicar do duplo-pivot ou, se quiserem, daquela coisa em forma de assim (como diria Assis Pacheco), que é aquela indefinição de quem é o quê ("6" e/ou "8") no meio-campo leonino. Ainda assim, o Portimonense mostrava uma ingenuidade desarmante, dando espaços para as penetrações leoninas, com Jackson muito desgastado e a fazer figura de corpo presente. Bruno Fernandes, agora no flanco esquerdo, quase marcava num excelente pontapé de fora da área. De seguida, assistiu Jovane para um falhanço escandaloso. Até que Acuña, picado com Tabata, decidiu-se por um "raid" pelo seu lado esquerdo que desorientou a defesa algarvia. A bola sobraria para Nani, que serviu Montero - terceiro golo consecutivo - para o 2-1. O Sporting voltava à partida e a atitude do opositor, de jogar o jogo pelo jogo, tornava o sonho possível. Nesse transe, Gudelj, isolado, dominou mal a bola, perdendo a igualdade, após insistência esforçada de Bruno Fernandes. Só que, na ressaca de um pontapé de canto, Nakajima foi deixado sozinho à entrada da área e não perdoou. Pouco depois, Coates, investido em ponta-de-lança, foi lá à frente reduzir, de cabeça, em nova assistência de Nani. Em campo já estava o velocista Diaby, que veio aprender que importante é a rapidez com bola, que isto não é atletismo, mas sim futebol. Lição que lhe foi dada pelo Oliver Tsubasa de Portimão, o nipónico Nakajima, o qual isolou João Carlos para o 4-2 final.

 

Frustrantemente, o Sporting não aproveitou o deslize do Braga nem a derrota do Porto, acabando assim a sétima jornada em quinto lugar. Pior, a atitude da equipa roçou a indolência. Também na Tribuna, passe o incidente narrado acima, tudo parecia estar na paz do Senhor, com Varandas e Cintra ladeando o accionista maioritário da SAD portimonense, Theodoro Fonseca. Sobre Peseiro, não vou falar. As coisas dizem-se enquanto tal for de utilidade. Depois de consumado, falar para quê? Espero é que quem só olha para os resultados (e não analisa o processo) venha a ter agora um "reality check". É que para não ficarmos nos dois primeiros (e se calhar, estou a ser optimista), 60/65 milhões de custos com pessoal é um "bocadinho" excessivo. Se tiverem dúvidas, perguntem ao Leonardo.

 

Nota: à 7ª jornada, temos o sétimo melhor ataque e a oitava melhor defesa...

 

Tenor "Tudo ao molho...": Luis Nani (alternativa a Bruno Fernandes, que foi vitima do mau aproveitamento do seu esforço)

 

*Odori: dança tradicional japonesa

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