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És a nossa Fé!

Hoje giro eu - A fazer história

No andebol, o Sporting obteve a segunda vitória consecutiva na Champions. Na visita aos russos do Chekhovskiye Medvedi, a equipa leonina esteve sempre em desvantagem. A cerca de 1 minuto do fim estabeleceu o empate. Depois, defesa impressionante de Skok e bola para o Sporting. Os poucos segundos (10) esgotaram-se rapidamente, mas imediatamente antes do apito o árbitro sancionou um livre de 9 metros a nosso favor. Seis "armários" russos posicionaram-se sobre a linha dos 6 metros, cobrindo toda a baliza, mas eis que Carlos Ruesga executa um movimento anatómicamente semi-impossível a um vertebrado e marca. (Convido-vos a ver as imagens abaixo.) A primeira e única vantagem durante o jogo e logo quando o cronómetro já estava parado nos 30 minutos do segundo tempo. De destacar, também, o facto de o Sporting ter estado os últimos 13 minutos sem sofrer um só golo. Memorável! Resultado final: Chekhovskiye Medvedi - Sporting 22-23 (14-10). Golos: Edmilson Araújo e Chiuffa (4), Tiago Rocha e Pedro Valdés (3), Nikcevic, Ruesga e Solha (2), Carlos Carneiro, Frankis Carol e Ghionea (1). Cudic foi o guarda-redes na primeira parte e Skok na segunda.

 

Quanto ao golo de Ruesga, aceitam-se adjectivos. Têm a palavra os nossos Leitores/Comentadores.

 

 

 

Tudo ao molho e FÉ em Deus - Cara baga?

O jogo iniciou-se à hora do jantar e o primeiro prato não deixou grandes recordações. O Sporting apresentou-se em campo com Gudelj a formar com Battaglia o tão odiado (não estão em causa os jogadores) duplo-pivô de meio campo - Bruno Fernandes adianta-se para pressionar a saída de bola e fica um buraco no centro do terreno, onde os adversários jogam à vontade - e Acuña no lugar habitualmente ocupado por Jefferson, este último facto saudado pelos adeptos presentes no estádio como se o referendo popular tivesse finalmente vencido. De regresso esteve Ristovski, o qual continua a entrecortar grande voluntarismo com uma recepção orientada de bola digna dos distritais. Apesar do controlo das operações por parte dos leões, os azeris foram conseguindo neutralizar o perigo junto da sua área, inclusivamente quase marcando após uma desatenção de Coates, o nosso Ministro da Defesa, que em cada edição da Liga Europa vai demonstrando propensão para o hara-kiri. Do nosso lado, de real perigo, apenas de destacar uma brilhante incursão de Mathieu, que investido de ala esquerdo picou a bola sobre um defesa e foi buscá-la à frente, concluída com um habilidoso toque de calcanhar de Montero que quase surpreendia o nosso velho conhecido Vagner (ex-Boavista e Estoril). Depois de muita parra e pouca uva, foi preciso esperar pela sobremesa para que a equipa leonina pudesse saborear uma primeira baga azeri. Um fruto pequeno para tanta lavoura, mas ainda assim suficiente para deixar um travo doce na boca de jogadores e espectadores: Bruno Fernandes caminhou frontalmente à baliza, abriu na direita para Nani e este tirou um centro rasteiro, com uma curva geométrica tão perfeita (para o segundo poste) que Gauss teria usado para enunciar o seu teorema da curvatura das superfícies. Raphinha empurrou para as redes. 

 

Com o golo, o Sporting tomou definitivamente o controlo das operações, algo só fugazmente colocado em causa quando Gudelj tentou imitar Coates e ofereceu um golo de bandeja aos azeris. Valeu, nesta e na outra ocasião, o guarda-redes Salin. À medida que o sérvio ia declinando fisicamente, mais aparecia Battaglia. Batman, o vigilante de Alvalade City, foi enorme nesta fase, recuperando inúmeras bolas e logo avançando para o ataque. Pena que o seu tempo de passe tenha um fuso horário diferente do resto da equipa... Começando na direita, Raphinha acabou por ser decisivo pela esquerda. Após ter marcado o primeiro golo, assistiu primorosamente o talismã Jovane para o segundo e último da noite. Destaque para a recuperação de bola e o túnel de calcanhar que Montero aplicou ao defesa azeri, no início da jogada. 

 

No Sporting, Raphinha - o seu "ph" causa tanta acidez nos adversários que se recomenda uma ida à pharmácia - e "Muttley" Acuña estiveram muito bem. O argentino foi imperial em terrenos mais recuados e mostrou a garra habitual que o fez subir amiúde no terreno. Além disso, variou muito mais do que Jefferson as acções pelo flanco esquerdo, nomeadamente procurando combinações e jogo interior, em detrimento de centros à toa para uma grande área habitualmente muito pouco povoada de jogadores leoninos. Bem, estiveram Battaglia (um Exterminador Implacável, mesmo com o tal "passe com jet lag"), Bruno Fernandes - aquele túnel que sofreu foi algo tão anti-natura que fez lembrar aquele antigo anúncio do Restaurador Olex - e Nani, embora este, esgotado fisicamente, devesse ter saído mais cedo, à semelhança de Gudelj (fez os 90 minutos). O sérvio impôs-se nos primeiros 15 minutos, mas depois foi caindo. Montero, pelas movimentações e participação no segundo golo, Jovane por ter protagonizado mais um momento decisivo (dois minutos após ter entrado em campo) - leva dois golos, uma assistência, dois penáltis sofridos e uma outra participação em golo em apenas 149 minutos jogados(!!) - e Mathieu também merecem realce. Pena que o gaulês tenha abandonado o terreno de jogo por lesão, o que presumivelmente o afastará do jogo em Braga. Saiu cara a baga extraída da equipa (Qarabag) que vinha do Azerbeijão...

 

Tenor "Tudo ao molho...": Raphinha (sempre entre os melhores nos últimos 3 jogos)

 

sportingqarabag.jpg

 

Hoje giro eu - Ranking GAP

Nesta temporada de 2018/2019, o Sporting disputou até agora 5 jogos - 4 para o Campeonato Nacional e 1 para a Taça da Liga -, obtendo 4 vitórias (80%) e 1 empate (20%), com 10 golos marcados (média de 2 golos/jogo) e 4 golos sofridos (0,8 golos/jogo).

 

A nível individual, eis os resultados (estatísticas ofensivas):

 

1) Ranking GAP: Bruno Fernandes (3,1,2), Nani (3,0,0), Dost (2,0,0);

2) MVP: Bruno Fernandes (13 pontos), Nani (9), Jovane (8);

3) Influência: Bruno Fernandes (6 contribuições), Jovane (5), Nani e Montero (3);

4) Goleador: Bruno Fernandes e Nani (3 golos), Dost (2);

5)  Assistências: Fredy Montero e Ristovski (2), Bruno Fernandes e Jovane (1).

 

Conclusão: a um nível, aparentemente ao olho, ainda abaixo do da temporada de 2017/2018, Bruno Fernandes lidera 4 dos 5 parâmetros de análise das estatísticas ofensivas. Bruno contribuiu até agora para 60% dos golos leoninos. De destacar, também, o jovem Jovane Cabral, que contribuiu para 50% dos golos. Impressionante! Ambos os jogadores têm média superior à atingida por Bruno Fernandes (o mais influente) na temporada passada, onde esteve em 49,07% dos golos do Sporting.

 

Ranking GAP (Golos, Assistências, Participação decisiva em golo):

 

  G A P Pontos
Bruno Fernandes 3 1 2 13
Nani 3 0 0 9
Bas Dost 2 0 0 6
Jovane Cabral 1 1 3 8
Raphinha 1 0 1 4
Fredy Montero 0 2 1 5
Ristovski 0 2 0 4
Sebastian Coates 0 0 1 1

Tudo ao molho e FÉ em Deus - De volta!

Com o regresso das competições de clubes - ontem, iniciámos a defesa da Taça da Liga -, voltou também o melhor Bruno Fernandes. No entanto, na primeira parte, foi Raphinha que dançou o Bailinho da Madeira. O brasileiro começou por rematar às malhas laterais, prosseguiu ao partir os rins e rasgar os olhos a Fábio...China, incrédulo com o seu movimento junto à linha de fundo insular, e acabou por descobrir o caminho Marítimo para a baliza de Charles, após assistência de Fredy Montero e excelente recuperação de Jovane Cabral. Mesmo ao cair do pano do primeiro tempo, e depois de um pontapé de canto superiormente executado por Jefferson, Coates ainda perderia, de cabeça, o segundo golo.

 

Na segunda parte, Bruno Fernandes, hoje investido como capitão da nau leonina, mostrou a gama de instrumentos de navegação (com bola) que possui. Só não precisou do astrolábio - o astro principal não estava no Céu, mas sim no relvado -. nem do quadrante (quarto-de-círculo), pois Peseiro insistiu para ser Jefferson a marcar os cantos. Mas usou muito a bússola e mapas, e assim, encontrou o rumo para (a baliza) Norte. Antes, o jovem Cabral voltou a ser protagonista, ao serpentear entre dois adversários, em lance em que foi carregado em falta dentro da área. Na conversão da grande penalidade, Bruno, com a sua habitual semi-paradinha, começou a deixar a sua marca no marcador. O Marítimo tentou reagir e, após um atraso precipitado do meio-campo do Sporting, marcou mesmo, num golo de Correa.

 

Não deu para grandes ansiedades, tanto dos jogadores como dos adeptos, pois na jogada seguinte o Sporting voltaria a obter uma vantagem de dois golos. Uma combinação entre Montero e Bruno Fernandes deixou o maiato em posição frontal e, com um remate seco e colocado ao primeiro poste, estabeleceu o terceiro da noite para a equipa leonina.

 

Ainda houve tempo para as estreias de Gudelj e de Diaby (o maliano jogou apenas escassos minutos) e para o regresso de Wendel. O sérvio foi, aliás, protagonista de uma roleta de belo efeito. Que seja sinónimo de sorte ao jogo! Menos afortunado seria o brasileiro, nocauteado por um compatriota (Lucas Áfrico) com jeito e nome de kickboxer.

 

No Sporting, destaque para Bruno Fernandes e Raphinha. Jovane e Montero estiveram em dois golos. Os restantes estiveram em plano regular, com Jefferson melhor do que nos últimos tempos.

 

Tenor "Tudo ao molho...": Bruno Fernandes

sportingmaritimotaçaliga.jpg

 

Hoje giro eu - O Guarda-Redes(*)

Se o objectivo (goal, em inglês) de um jogo de futebol é o golo - o equivalente a um orgasmo, para o bi-bota Fernando Gomes -, impedi-lo é o anti-climax, pelo que o guarda-redes é um desmancha-prazeres por natureza. Talvez por isso, as regras estabelecidas em 1848, na Universidade de Cambridge, não contemplavam a figura do "keeper", posição que só passou a existir em 1871. 

 

Por tudo isto, existe uma não confessada má-vontade contra o guarda-redes, ele é um mal-amado. Se é perdoado a um ponta-de-lança perder um golo de baliza aberta, a um extremo falhar um drible ou um centro, a um médio errar um passe e a um defesa fracassar no desarme, nada é consentido a um guarda-redes. Se der um "frango" e daí resultar a derrota da sua equipa, bem pode efectuar uma mão-cheia de defesas impossíveis que nem assim será absolvido pelo tribunal dos adeptos.

 

Condenado a observar o jogo à distância, isolado, apenas com dois postes e uma barra como companhia, é como um prisioneiro solitário numa cela, sómente aguardando a sua própria execução. E quando lhe aparece um adversário sózinho pela frente e sai ao seu encontro, parece percorrer o corredor da morte (Dead man walking), à espera de um indulto de última hora. Isso talvez justifique porque o mais famoso guarda-redes de sempre (Lev Yashin) e alguns dos melhores da história do nosso Sporting (Azevedo, Carlos Gomes e Vítor Damas) escolheram se equipar de preto: o luto era adequado a quem sabia que a coisa, provavelmente, ia acabar mal.

 

Curiosamente, e em contra-ciclo, à medida que o futebol se foi tornando mais cinzento, cínico, burocrático, cerebral e os treinadores sacrificaram o objectivo do jogo à estratégia e à táctica, os equipamentos dos guarda-redes foram ganhando côr, como se agora acreditassem que tudo vai correr bem. Mas é um engano. Barbosa, arqueiro do Brasil no Mundial de 1950, batido pelo uruguaio Ghiggia na final, resistiu 50 anos como um condenado, tendo de conviver com desconsiderações várias, punido por adeptos, que até, certa noite, furtivamente, lhe colocaram a baliza daquele dia no Maracanã no seu jardim. Para que nunca se esquecesse! Meio-Século pagando por um crime que não cometeu (Barbosa foi considerado o melhor guardião desse Mundial), num país onde a pena máxima para qualquer tipo de crime é de 30 anos...

 

carlos gomes.jpg

 (*) só para desenjoar do quotidiano

 

Tudo ao molho e FÉ em Deus - Eleições

Contagem dos votos - O voto electrónico é já uma figura da mitologia leonina, um placebo para o sócio do Sporting se sentir melhor, uma espécie de máquina de fazer "plim", imortalizada pelos Monty Python em "O sentido da vida". Na verdade, e  após sucessivas Noites Longas Eleitorais, os sportinguistas chegaram à conclusão de que não temos sistema informático, temos ábacos. Bom, dirão vocês, antes ábacos do que ácaros ("hackers"), do Benfica. É que, concomitantemente, não havendo email, e tendo de comunicar por Post-Its, também não nos violam a correspondência. Mas estamos bem assim. E mantemos semelhanças com o rival: se o Benfica tem o Varandas Fernandes, nós agora temos o Varandas mais a Papelaria Fernandes.

 

Jaime Marta Soares - "Marta attack" no seu melhor. Nem uma palavra (sobre o atraso na contagem) aos sócios durante a Noite Longa Eleitoral. Apareceu após as 02:30 e achou conveniente dissertar para um pequeno grupo de sócios com insónias. Como, enquanto bombeiro, está sempre a pedir chuva, demorou-se a explicar como um candidato com mais votantes pode não ser o que tenha mais votos. 

 

Rui Jorge Rêgo - Teve uma excelente ideia ao convidar um lateral esquerdo para Director Desportivo, mas enganou-se na escolha. Assim, ficou sem votantes ou cem votantes (exactamente 98). Trouxe um tal de Roberto Carlos, mas Jefferson teria sido uma melhor opção. Sempre nos víamos livres dele, no campo.

 

Tavares Pereira - Teve três vezes e meia menos votantes do que tem funcionários. Bastaria ter tornado sócios todos os seus funcionários para ter ficado à frente de Dias Ferreira, pelo menos no número de votantes. Um ano de quotas pago a todos, a doze euros a peça, ter-lhe-ia custado a módica quantia de 109 200 euros, bem menos do que se ouve falar que custaram algumas campanhas de comunicação. Menos ainda, se fossem apenas sócios correspondentes. Num país que muitas vezes não valoriza os seus, merece todo o respeito e admiração pelo empresário que é, mas parece ter corrido sempre por fora. E por escolha própria, ao que consta.

 

Dias Ferreira - O maior paradoxo eleitoral. O candidato com mais idade, mais anos de militância leonina e mais cargos no Sporting teve a sua base de apoio no voto dos associados mais jovens. O problema é que foram tão poucos que cabiam todos nas matinés do Teatro Maria Matos.

 

José Maria Ricciardi - O seu número de votantes não deu para encher o (Pavilhão) João Rocha, mas ontem já se deve ter equipado para amanhã, ou seja, hoje, visto termos jogo de andebol com o ABC. 

 

João Benedito - Se o processo eleitoral fosse a Miss Universo, ele teria sido a Miss Simpatia. À entrada da última semana e à frente nas sondagens, faltou-lhe "killer instinct" para explorar a divulgação de uma certa peça de áudio. Habituado a defender, faltaram-lhe rotinas de avançado. Não que isso seja necessariamente um ponto negativo, bem pelo contrário, a sua postura institucional foi um exemplo nestas eleições. Curiosamente, rematou com chave d`ouro a sua participação nestas eleições, com um discurso agregador e de apoio ao novo presidente. Chapeau!

 

Frederico Varandas - Alto e pára o baile, que agora falamos a sério. É o novo presidente do Sporting e, como tal, o meu presidente. Desejo-lhe as maiores felicidades e a máxima inspiração. Terá todo o meu apoio e lealdade, o que não deverá confundir com comportamento acrítico. Porque é tempo de o clube se voltar de novo, realmente, para os sócios. De os escutar, reter as suas impressões, fazê-los sentirem-se, efectivamente, parte de um todo. Não vendo em cada opinião divergente uma potencial oposição, algo que infelizmente se foi acentuando nos últimos anos. Só assim se conseguirá unir a briosa família leonina. O sucesso de Frederico Varandas será o meu sucesso, o nosso sucesso. Todos desejamos um clube tão grande quanto os maiores da Europa e todos temos consciência da dificuldade dos tempos que se avizinham. Que o momento histórico, que ontem Frederico disse estar a viver, seja também um momento histórico para o centenário Sporting Clube de Portugal. E que honra e privilégio deverá ser servir um clube com esta grandeza... Oxalá, portanto, seja feliz na(s) estratégia(s) que implementará. May the force be with you!

Hoje giro eu - Ranking GAP

Novo ano, renovadas expectativas, o Sporting disputou até agora 4 jogos, todos realizados para o Campeonato Nacional. Temos 3 vitórias (75%) e 1 empate (25%), com 7 golos marcados (1,75 golos/jogo) e 3 golos sofridos (0,75 golos/jogo).

 

A nível individual, eis as classificações (estatísticas ofensivas):

 

1) MVP: Nani (9 pontos), Bruno Fernandes (7), Bas Dost e Jovane Cabral (6);

2) Influência: Bruno Fernandes (4 contribuições), Nani e Jovane (3);

3) Golos: Nani (3), Bas Dost (2), Jovane e Bruno Fernandes (1);

4) Assistências: Ristovski (2), Bruno Fernandes e Jovane (1);

5) Ranking GAP (medalheiro): Nani (3,0,0), Bas Dost (2,0,0), Bruno Fernandes (1,1,2).

 

Ranking GAP (Golos, Assistências, Participação decisiva em golo):

 

  G A P Pontos
Nani 3 0 0 9
Bas Dost 2 0 0 6
Bruno Fernandes 1 1 2 7
Jovane Cabral 1 1 1 6
Ristovski 0 2 0 4
Sebastian Coates 0 0 1 1
Fredy Montero 0 0 1 1
Raphinha 0 0 1 1

Tudo ao molho e FÉ em Deus - Impressões


  1. Contrariando a doutrina da OMS, está provado que Salin a mais não faz mal à saúde.

  2. "Muttley" Acuña ou Lumor de perdição para a lateral esquerda, já!

  3. Este Raphinha não tem "PH" neutro. Pelo contrário, promete causar muita acidez aos adversários.

  4. Em período de PREC, valha-nos um Ministro da Defesa como Coates.

  5. O tempo das Castaignos é no Outono. Há que esperar, portanto.

  6. O cabo-verdeano Jovane Cabral é o líder do novo PAIGC (Partido dos Alas Influentes com Golo e Corrida). Tem o desassombro e a inconsciência de um Garrincha: pode o adversário chamar-se Paolo Maldini ou Marcelo, ele parte para cima dele como se estivesse numa pelada de bairro. Para já, é a alegria do povo. Do not disturb!

  7. Bruno Fernandes, o mais influente do ranking GAP em 17/18, ainda está em modo férias. Um mergulho a mais para a piscina aqui, um petisquinho a mais ali. Mas o algodão não engana. Ele vai voltar. Aguardem!

  8. Dizem que o Diaby veste Prada, mas o Dost agasalha-nos (a alma) com golos.

  9. Depois de Baltasar (futebolista, anos 70) e de Belchior (futebol de praia), eis que chega (Bruno) Gaspar. A triologia dos Reis Magos fica completa, mas Jesus já não mora aqui. Ainda assim, o lateral direito do meu incenso comum.

  10. Antes um GUDelj que um BADelj. 

  11. "Chamava-se Nani, vestia de organdi(?) e jogava (jogava). Fintava só p`ra mim, uma dança sem fim e eu olhava (olhava)..." - (adaptação livre). Na realidade, veste um poliéster da Macron, mas o seu futebol é feito de organdi (musseline) ou seda, se preferirem. Um luxo!

Tudo ao molho e FÉ em Deus - O jovem Cabral

Ontem, em Alvalade, o Sporting mostrou os problemas já habituais, que nos fazem antecipadamente rezar um terço composto por cinquenta avé-marias intercaladas por cinco padre-nossos, face a um treinador do Feirense que com um orçamento para aí umas dez vezes inferior, mesmo numa noite quente, soube estender a Manta o mais que pôde, sem entrar em "burn-out". Manietados os nossos dois laterais, que revelaram as dificuldades já conhecidas em dar profundidade ao jogo ofensivo, e sem Bas Dost para ocorrer aos cruzamentos de Nani, Raphinha ou Bruno Fernandes, a equipa leonina não mostrou soluções alternativas de jogo interior (combinações 2x1, usando Montero) que permitissem encontrar espaços na área feirense. Restou o remate de fora da área, mas a mira esteve desafinada.

 

O nosso meio campo teve grandes dificuldades na organização do jogo: Bruno Fernandes, chegado mais tarde, está fora dela, "Muttley" Acuña, embora "morda as canelas" aos adversários, é mais jogador de passe e centro do que do arrastamento de bola típico de um box-to-box e Battaglia tem muita vontade, presença física, mas não tem "timing" de passe. Mais uma vez, os centrais tentaram compensar, nomeadamente André Pinto (agradável exibição), que nunca se coibiu de subir no terreno.

 

No ataque, Raphinha criou mais dificuldades à equipa fogaceira que Nani, mostrando velocidade e maior imprevisibilidade de movimentos, mas foi Jovane Cabral - um produto da nossa Formação -, saído do banco (substituiu o inoperante Jefferson, recuando Acuña para lateral), que acabaria por resolver o jogo, correspondendo a um bonito detalhe técnico de Raphinha, bem complementado por uma assistência de Ristovski, numa das poucas vezes que o macedónio se libertou. 

 

No final da partida, Peseiro, em conferência de imprensa, usou uma versão pós-moderna da "palavra" inspirada em alguns versículos bíblicos dedicados aos jovens, nomeadamente estes: "é bom que o homem suporte o jugo enquanto é jovem" (lamentações 3:27) e "ninguém o despreze pelo facto de você ser jovem, mas seja um exemplo para os fiéis na palavra, no procedimento, no amor, na fé e na pureza" (Timóteo 4:12).

"Dão tudo e não escrevem nada", dito por três vezes, foi a frase encontrada pelo coruchense para, simultaneamente, elogiar o jovem Cabral e dar uma alfinetada a outros produtos da nossa Formação. Mesmo repetida é bem mais económica que o terço, que ameaça vir a ser um rosário, orado pelos adeptos sempre que se avizinham de Alvalade. Parece que Jovane não escreve. Não que não tenha formação para isso. Mas não escreve. Ainda. Estivesse ele há 4 anos para ter uma oportunidade na equipa principal como Palhinha ou Geraldes e, se calhar, até escreveria alguma coisita. Para já, escreve no campo e ajuda a aquecer a garganta de José Peseiro - que tem o mérito de nele ter apostado - da mesma forma que Palhinha também vai escrevendo em Braga. E, se pensarmos bem, se um Jovane ajuda muita gente, mais Jovanes ajudariam muito mais. 

 

P.S.: Parece que para alguns, querer Palhinha e Geraldes significa não querer Battaglia ou Bruno Fernandes. Nunca ouvi tal entre amigos e sportinguistas em geral, mas já li por aí. Se quisermos dividir, é um bom caminho. A verdade é que a maioria dos sportinguistas quer apostar na Formação, na medida em que é o único caminho possível para garantir a sustentabilidade do clube, algo que funciona como um axioma, isto é, de tão evidente nem necessita de ser provado. Mas também quer Batta, Bruno e todos os bons jogadores que nos possam ajudar, obviamente. O que não quer são desperdícios e acumulação de stocks de jogadores não muito bons, contratados por treinadores que querem os cromos todos e acabam por não ter uma equipa e que desprezam a nossa cantera e deixam os cofres do clube depauperados. E não, a nossa Formação não é de Marte. Até porque Marte, para quem não sabe, é o planeta vermelho, da cor das camisolas daquele clube que nos últimos anos lançou Ederson, Lindelof, Ruben Dias, Renato Sanches, Gedson e João Felix, entre outros. Não, a nossa Formação é da Terra. E, um dia, quem tiver os pés bem assentes na Terra vai ter de apostar nela. Rather sooner than later, I hope...

 

Tenor "Tudo ao molho...": Jovane Cabral (Raphinha seria uma boa alternativa)

jovanesportingfeirense.jpg

 

Hoje giro eu - E depois do adeus

O problema da falta de aposta na Formação não é só de desperdício de talento. Ele é, essencialmente, de desbarato de dinheiro. Não só de um investimento que não é recuperado, mas de gastos inúteis em segundas, terceiras e quartas opções importadas para o plantel, que mais tarde não conseguimos colocar em lado nenhum, quando temos a prata da casa emprestada por aí. 

 

Não é verdade que Matheus Pereira tenha desaproveitado a oportunidade que JJ lhe concedeu. Na época 15/16, o ala participou em 15 jogos (incompletos) e marcou 5 golos. Dificilmente se poderia pedir melhor em ano de estreia, embora Jesus tenha refreado a sua aposta à medida que as competições ganhavam caracter decisivo. Simplesmente, o lançamento de Gelson, no ano seguinte, travou a sua imposição, mas isso deveu-se mais a opção técnica e à valia do seu concorrente do que a demérito do brasileiro. Aliás, o ano passado, em Chaves, o brasileiro confirmou a sua qualidade, ao apontar oito golos.

 

Em relação a Francisco Geraldes, trata-se de um jogador que já venceu uma Taça da Liga, pelo Moreirense, após uma soberba exibição contra o Benfica. Um jovem que produziu 11 assistências para golo na temporada 17/18, actuando pelo Rio Ave. Merecia ter ficado no plantel do Sporting, funcionando como opção a Bruno Fernandes. A época é longa, há castigos, abaixamentos de forma, lesões, pelo que Geraldes garantiria uma certa continuidade, com a sua qualidade de passe e capacidade de, respeitando as desmarcações, fazer a bola chegar redondinha aos pontas-de-lança. Independentemente de pensar que o contrato de Geraldes contém alguns perigos para o próprio jogador, na medida em que não existe uma cláusula de opção, medida que poderá não favorecer uma aposta reiterada do seu novo clube, tirarem-se conclusões com base em uma amostra de um jogo (em que não actuou) será certamente estatísticamente irrelevante.

 

Não se compreende, também, porque Palhinha dá menos garantias do que Gudelj. Este tem estado parado, sem ritmo, depois de meses sem jogar num campeonato já de si muito pouco competitivo e intenso como é o chinês. Sobre o ex-sacavenense estou para ver o seu desempenho em Braga. Para já, não se pode dizer que tenha começado mal. É que se Geraldes não ter jogado na primeira jornada do campeonato alemão for relevante, então também o será o facto de Palhinha, em dois jogos pelo Braga, ter somado duas titularidades, duas vitórias e um golo e uma assistência essenciais a ambos os triunfos do seu novo clube.

 

Para além destes, Domingos Duarte tem acumulado críticas positivas na Coruña e Demiral foi emprestado com opção de compra a um pouco conhecido clube turco, tendo em contrapartida, aos 29 anos, chegado Marcelo. Por outro lado, desde o início da época, Gelson Dala acumula 2 golos e 3 assistências pelo Rio Ave, enquanto o Sporting procura no mercado um 111º avançado para o seu plantel, o que numa equipa que joga em 4-3-3 deve fazer todo o sentido. 

 

Também é hábito introduzir-se o politiqueiro à discussão. Criam-se estados de graça e parece que a crítica está vedada. Já aconteceu no passado com JJ e com os resultados que se viu. Todos os que diziam que o rei ia nu eram atacados nas caixas de comentários, ou porque se argumentava que se estava a fazer o jogo do adversário ou porque os resultados eram minimamente bons, apesar das exibições na maior das vezes serem paupérrimas. Agora, é o fantasma do ex-presidente, como se quem criticasse o presente tivesse de ter saudades do passado recente. O que, aliás, faz pouco ou nenhum sentido, até porque Bruno Carvalho acabou por laborar nos erros do seu antecessor, comprando jogadores com pouco qualidade e permitindo ao seu pretérito treinador rédia solta para uma deriva daquilo que deveria ser a nossa estratégia desportiva assente num modelo económico sustentável. Aliás, a aposta na Formação, durante o consulado de JJ, apenas surgiu em 16/17 e destinou-se mais a mascarar um enorme chorrilho de erros, do qual ainda penamos, que nos levaram a prematuramente ficar fora de todas as competições do que qualquer outra coisa (das aquisições dessa temporada, só Bas Dost é titular!!!). 

 

Uma última reflexão: nenhum clube tão assiduamente, e na praça pública, trata os seus atletas como activos como o Sporting. Não estamos a falar de acções nem de obrigações, nem sequer de sobreiros mas sim de um outro tipo de seres vivos, com pensamento e vontade própria. No dia em que pensarmos o clube não como um entreposto de compra/venda de jogadores, mas sim como um clube de futebol que quer manter os seus melhores jogadores, rendibilizando-os do ponto-de-vista desportivo, financeiro (via proveitos ganhos com conquistas desportivas) e económico (merchandising assente nos feitos dos jogadores) estaremos mais perto de uma cultura de clube vencedora e de um modelo de Organização onde inspere o respeito entre todas as partes. No entretanto, continuaremos a assentir a défices de exploração constantes, proliferação de importação de jogadores para as mesmas posições e outros desvarios que nos levarão, em pouco tempo, a consumir os proveitos inerentes ao contrato com a NOS. Depois, acordar será tarde. 

 

P.S.1: concordo totalmente com a não vinda de Fábio Coentrão. Ainda recentemente comprámos 50% do passe de Lumor por 2,6 milhões de euros. Um jogador com 20/21 anos e muita margem de progressão, capaz do vai-vai constante que nos falta na lateral esquerda e dotado de fulminante rapidez. É tempo de sermos responsáveis pelos investimentos efectuados. 

P.S.2: exceptuando Slimani, todas as nossas vendas de valor relevante foram de jogadores oriundos da nossa Formação. João Mário (a maior de todas), Nani, Simão Sabrosa, Hugo Viana, Cristiano Ronaldo, Adrien, William, Bruma estão aí para o provar. Há dúvidas?

Hoje giro eu - A mão que embala o berço

A divulgação do áudio de Pedro Silveira chama-nos à atenção para tudo aquilo que não sabemos sobre as eleições do Sporting. Questões como quem são as pessoas por detrás dos candidatos e que eventuais interesses ocultos representam vêm imediatamente ao pensamento. 

 

As declarações produzidas são, também, paradigmáticas do mal que vem corroendo o Sporting. De facto, não é só a linguagem, certamente usada num contexto coloquial, que é inenarrável, a violência contida no discurso vai muito para além do vernáculo usado. Expressões como "se me descarta, leva no focinho", para além de auto-explicativas, mostram à evidência determinadas dependências, assim como "a gente vai chegar lá acima" demonstra uma estratégia de poder para "comandar o Sporting", alegadamente a partir de uma claque, tudo situações nos antípodas de uma cultura de clube saudável. Aliás, o objectivo provável da mensagem seria arregimentar pelo voto os indecisos deste grupo organizado de adeptos, dando-lhes ferramentas para acreditar que estariam bem representados por esta lista no Conselho Directivo, através de um membro que iria ter, vejam bem, o pelouro dos sócios, ou seja, representar-nos, directamente, a todos... 

 

Não sejamos ingénuos de pensar que por detrás da divulgação disto não estará uma maquinação. Tal, parece-me evidente. Há muito em jogo. No entanto, mais importante do que entretermo-nos a "matar o mensageiro" é absorvermos o conteúdo da mensagem. Dá que pensar. Voltando à minha abertura: o que é que desconhecemos sobre as candidaturas? Seria útil sabermos mais, muito mais, e sobre todas, até porque, regressando a uma ideia que expressei aqui anteriormente, só será um bom presidente do Sporting Clube de Portugal quem se apresentar livre de compromissos pré-assumidos. 

 

P.S. O Benfica foi constituído arguido no caso E-Toupeira. Violação de segredo de justiça ou alegada corrupção, uma coisa é certa: o futebol português tem de arrepiar caminho. Ou os actuais dirigentes se regeneram, ou uma nova classe tem de emergir. A ética deve prevalecer, caso contrário o produto nunca será vendável.

Tudo ao molho e FÉ em Deus - As bruxas de Salin

Se o futebol é o ópio do povo, um derby em casa das "papoilas saltitantes" é o expoente máximo do género. Nesse transe, quem se deslocou ontem à Luz teve a alucinação de que a baliza do Sporting estava encantada, pois Salin e as suas bruxas da fortuna foram adiando o golo do Benfica até ao limite do coeficiente de medo do treinador leonino, o qual, com mão nula e péZERO nas substituições, acabou por desfazer o feitiço. 

 

De facto, com a entrada de Petrovic (e concomitante saída de Bruno Fernandes), Peseiro pretendeu construir uma torre de Babel, dando o toque a rebate que conduziu ao aquartelamento da equipa leonina no seu próprio meio campo. A partir daí, só houve uma equipa em campo. 

 

O jogo até começou de forma auspiciosa, com José Peseiro a prescindir do mal amado duplo-pivô e Batman, sozinho, a conseguir dar conta do recado, vigiando as movimentações de Gedson. Pelo meio, ainda tinha tempo para petiscar um(a) Pizzi. Marcus "Muttley" Acuña, numa posição interior, assegurava ligação e sarcasticamente colocava a bola no chão, já previamente limpa na batalha das "máquinas voadoras" do centro do terreno e Bruno Fernandes procurava fazer a diferença. Nas alas, Raphinha dava velocidade e Nani alardeava classe. Montero, isolado na frente, procurava manter-se de pé, tentando spbreviver, nem sempre com sucesso, às sucessivas infrações de Ruben Dias. Os centrais, Coates e André Pinto (que substituiu o lesionado Mathieu), pareciam concentrados e os laterais, mais contidos, negavam a profundidade ao adversário.

 

Com Salin a negar tudo, o Sporting foi ganhando confiança e crescendo no jogo. No entanto, faltava sempre uma melhor definição no último passe. Bruno Fernandes, irreconhecível, definia sempre mal, como foi o caso da última jogada da primeira parte quando, com um mau passe, desperdiçou uma jogada de ataque em que a superioridade da equipa leonina era de três para um. 

 

A toada manteve-se na segunda parte. O Benfica, mais incisivo, era mais perigoso, mas Salin, uma e outra vez, ia adiando o inevitável. Até que Bruno Fernandes, num centro raso da direita do seu ataque, encontrou Montero na área e Ruben Dias aplicou-lhe uma chave de pernas. A precisar de reforçar o seu ecletismo, com um golpe de judo excepcionalmente não ignorado pelo olhar de Luís Godinho, a equipa encarnada dava aos seu adversário a possibilidade de se adiantar no marcador. Sem Bas Dost em campo, para surpresa de muitos, foi Nani (e não Bruno Fernandes) chamado a marcar a penalidade e não perdoou.

 

A partir daí, só deu Benfica. Peseiro trocou Bruno por Petrovic e iniciou a marcha-atrás. Mais tarde, ainda viria a chamar Bruno Gaspar, mandando Raphinha para o banho, para além da inócua substituição de Montero por Castaignos. Depois de muita pressão, Jefferson abriu uma auto-estrada pela esquerda da nossa defesa que permitiu a Rafa centrar à vontade. Os nossos centrais esperaram no meio a entrada de Seferovic, mas Ristovski não fechou bem por dentro (aspecto onde Piccini era muito forte) e, num vôo apardalado de costas, deu azo à entrada do jovem João Félix, que não falhou. Golo do Benfica e vitória da Formação ... do Benfica. 

 

Empate lisonjeiro para o Sporting, mas muito importante numa fase em que se procura recuperar a confiança. Nas nossas cores, Salin (magnífico), Coates e Battaglia foram os melhores. À terceira jornada, continuamos imbatíveis. E lideramos o campeonato. O caminho faz-se caminhando.

 

Tenor "Tudo ao molho...": Romain Salin (extraordinário!!!)

salinbenficasporting.jpg

 

 

Hoje giro eu - Realidade ou ficção?

Petit, antigo jogador do Benfica, diz que existe um fosso entre a qualidade do Sporting e a da equipa encarnada. Para nós, adeptos do Sporting, o único fosso que existe é o que separa os adeptos dos jogadores e as bancadas do terreno de jogo, no nosso Estádio de Alvalade. Os jogos resolvem-se no relvado, não no bate-boca, arte em que o outrora (?) sarrafeiro Petit nem é especialmente forte, visto não poder utilizar mãos, cotovelos ou pés. Acho bem que ninguém ligado directa ou indirectamente ao Sporting reaja a este tipo de declarações. Deveremos mantermo-nos concentrados. Nesse sentido, afirmações como as do antigo médio benfiquista deveriam ser afixadas no balneário leonino e servir de motivação para que a superação nos guie à tão necessária vitória.

 

Há que acreditar. É que uma coisa é a realidade, outra é a percepção da mesma. O que nos enfraquece, o que nos fragiliza é a percepção que temos dessa realidade. É comum ouvir-se e ler-se que o Sporting está mais fraco que os rivais. Por vezes, o próprio discurso interno, Sousa Cintra não incluído, não ajuda a contrariar isso. No entanto, o Sporting e Benfica tiveram semelhante número de jogadores no último mundial: Coates, Bruno Fernandes e Acuña actuaram pelos leões, Ruben Dias (não utilizado), Seferovic, Zivkovic e Sálvio pelas águias. O Sporting tem maior número de jogadores internacionais A no seu plantel (17) do que o Benfica (14), representando selecções como as de Itália, Uruguai, Portugal, Argentina, Colômbia, Brasil, França, Croácia, Holanda, Sérvia, Macedónia, Ghana, Mali, Cabo Verde ou Costa do Marfim (leões) ou Brasil, Sérvia, Portugal, Suiça, Argentina, Grécia, Nigéria, Chile ou EUA (águias) e, tudo somado, maior número de internacionalizações A (340 da equipa leonina contra 235 do rival). Por isso...

 

P.S.1: Rui Jorge Rêgo fez uma proposta de "pêlo na venta", por ser ousada e arrojada (o que já estavam para aí a pensar?), de convidar os restantes candidatos eleitorais a estarem presentes, com ele, na Luz, a fim de, em conjunto, apoiarem a equipa (na bancada, bem entendido). Parece ter caído em "saco rôto". É pena, o ideário deste candidato pode não ser por aí além (os sócios decidirão), mas esta ideia era boa.

P.S.2: Antes um GUDelj que um BADelj! (roubada ao meu amigo Carlos)

 

 

Hoje giro eu - Uma Luz ao fundo do túnel

No próximo Sábado, o Sporting desloca-se ao Estádio da Luz. Há que aproveitar esta oportunidade. Parece caída do Céu e deve ser vista como tal: divina. Não é o tempo de nos queixarmos do antigo presidente, dos jogadores que rescindiram, dos reforços que não chegaram, do momento eleitoral, et caetera e tal. Um ser do Sporting não se resigna, não se invade de bonomias, não se desculpa antecipadamente, nunca entra para perder. 

 

Ao contrário do que se diz, num clube desta grandeza, há todas as razões para que uma eventual derrota nos afecte. O futebol é o circo romano dos nossos dias e sem drama não há circo. Se perder, seja em que circunstância for, se tornar natural para sócios e adeptos, então, meus caros, talvez tenhamos de rever todo o conceito do clube. É que eu ainda sou do tempo em que, antes do início das partidas, já sabíamos que íamos ganhar e a única discussão em aberto era por quantos. Depois, habituados que estavamos a ganhar, fomos descobrindo que perder não nos incomodava demasiado. O início de uma era negra e de um mal sentir Sporting que perdura há cerca de 30 anos, nos vem matando a alma, enfraquecendo o espírito e semeando a dúvida, e que urge encerrar. Porque não se confunda saber perder com deixar de saber como ganhar. Por isso, pare a desolação e a autocomiseração, que vamos à Luz para vencer.

 

Nada sarará mais feridas, "alimentará" mais o ego do adepto, unirá e reconstruirá do que uma vitória no campo do Benfica. Só ela nos trará a paz e a tranquilidade de que precisamos neste momento difícil. Por ela, temos de sacrificar a habitual forma como encaramos estes jogos. Cheia de justificações que ninguém pediu, de chavões matemáticos que não motivam, quando não mesmo desmotivam. Quis o destino, com ironia, que o nosso arqui-rival Benfica, a nossa némesis, seja também o veículo da nossa redenção, num "yin" e "yang" cósmico em que as energias desta vez nos terão de favorecer. A união não se pede, conquista-se. Que a Comissão de Gestão, treinador, jogadores e restante "staff" o tenham bem presente no Sábado. Vamos a eles! Aí leões!!!   

 

Tudo ao molho e FÉ em Deus - Notas musicais

Salin - Em dois jogos apenas passou de herói a vilão, de bestial a besta. Não digo que não fosse previsível. É que uma solução Salin(a) envolve sempre meter água. Ora, como bem sabemos, sal e água são produtos de uma reacção ácido/base, também denominada de neutralização. Neutralizado o francês, que avance Viviano. Esse sim, precisa de justificar o elevado investimento nele efectuado.

Nota: Ré(u)

 

Ristovski - Com a bola nos pés demonstra o à vontade que um comum mortal tem em cima de uma cama de pregos. Assim, para lateral ofensivo, precisa melhorar a sua recepção orientada. Sem bola é um grande jogador, precioso a encurtar espaços aos adversários, esforçado e muito combativo. É nesta ambivalência que se faz a análise deste macedónio.

Nota: Sol

 

Coates - Se os pivots se anulam, o uruguaio invade os seus terrenos em transporte de bola e faz do box-to-box que Peseiro insiste em não pôr em campo. Além disso, cumpre com distinção na função defensiva ou não fosse ele o nosso Ministro da Defesa.  

Nota: Lá

 

Mathieu - Sugestionado pelo seu colega de sector, o francês também foi visto em raids ao meio campo sadino. Um ano e picos depois, continua comprometido em desmentir todos aqueles que quando souberam da sua contratação apontaram ao défice de velocidade. Nada de mais, julgo que é esse tipo de opinião conhecedora que faz deles "especialistas" com direito a aparecerem no pequeno ecrã. 

Nota: Si

 

Jefferson - Na sua actual condição, defende mal e ataca pior. Na defesa, frequentemente deixa espaço nas suas costas; no ataque, não temporiza e geralmente centra quando não tem uma única camisola listada verde-e-branca na área adversária. Num clube tão empenhado em discutir questões de Direito, não há quem ponha uma providência cautelar contra esta decisão de José Peseiro?

Nota: Dó Menor

 

Battaglia - É como se o Batman tivesse que dividir a vigilância de Gotham City com John Lennon. Um a advertir que "a relva não cresce aqui", outro a cantar "let it be". Simplesmente, não resulta. Liberto do Lennic, perdão, Misic, subiu de produção.

Nota: Fá

 

Misic - Elogiei-o aqui após o jogo com o Marselha, mas o croata simplesmente não tem o nível de intensidade requerido a um candidato ao título. É pena, mas desta vez, "when the Misic`s over" tudo melhorou.

Nota: Ré(u)

 

Bruno Fernandes - A surpresa foi ter feito um jogo menos bom. Condicionado pela táctica vitoriana, pareceu meio perdido em campo. Correu muito sem bola, pouco com ela. Chegou a recebê-la na marca de penalty, completamente isolado, mas definitivamente a noite não era dele e uma má recepção deitou tudo a perder. Noutra ocasião, serviu na perfeição Jovane, mas o jovem temeu estar em fora-de-jogo e não se fez ao lance. Não deixa de ser um enorme jogador por causa de uma noite menos conseguida.

Nota: Fá

 

Acuña - Hakuna ("Acuña") Matata é uma frase no idioma suaíle, que significa "não se preocupe". Esteve à altura das expectativas.

Nota: Mi

 

Nani - O que se pode dizer de quem não esteve particularmente inspirado na maioria do tempo, mas marcou dois golos e enviou uma bola ao ferro? Merecida ovação, aquando da sua saída.

Nota: Si

 

Bas Dost - A notícia foi que ontem não "dostou". Ao intervalo percebeu-se que estava condicionado.

Nota: Mi

 

Fredy Montero - Se Maomé não vai à montanha, vai a montanha a Maomé. Se bem o pensou, melhor o executou. Como a bola não lhe chegava, recuou e ajudou a aproximar linhas, algo que não tinha acontecido no primeiro tempo. Com isso, a equipa melhorou. Disponibilidade, também, para procurar os flancos, arrastando marcações.

Nota: Sol

 

Jovane Cabral - Entrou e electrizou logo o relvado. Excelente temporização (está entendido, Jefferson?) e centro no lance do segundo golo, bom remate à baliza, atenta recuperação de bola e veloz arrancada após livre desfavorável às nossas cores. Tal como em Moreira de Cónegos, mostrou que joga perante o exigente público leonino como se estivesse a recrear-se no jardim. Pressão nula. 

Nota: Lá

 

Petrovic - Tão pouco tempo em campo que não deu nem para o petróleo. Ou para o Petromax, no caso concreto.

Nota: -

 

Tenor "Tudo ao molho...": Nani 

cincoviolinosnotasmusicais.jpg

 

Tudo ao molho e FÉ em Deus - Made in Sporting

Para quem ainda tivesse dúvidas, esta semana provou que o Sporting é um clube formador, uma (os meus amigos benfiquistas que pensam ter descoberto a pólvora que me desculpem) Universidade. Clássica, por sinal, tal a discussão de Direito que ocorre nas nossas instalações. Também temos uma Faculdade de Economia, com mestrado em finanças, a funcionar praticamente 24 horas por dia, 365 dias por ano. Até nisso somos um "case study": quem diria que houvesse tantos especialistas entre os sportinguistas, estando Portugal em 111º lugar (entre 144 países), atrás do Chade ou do Burkina Faso, da Mongólia ou do Turquemenistão, num Ranking de Literacia Financeira elaborado pela prestigiada Standard&Poor? Adicionalmente, os sportinguistas vivem na expectativa dos comunicados à CMVM ou à CMTV ou lá o que é. Muito de vez em quando, lembramo-nos de que somos um clube desportivo, com grande vocação eclética e de aposta na Formação. Ontem, numa dessas raras ocasiões em que nos focamos na nossa missão, houve futebol em Alvalade. E mais de 40.000 não se esqueceram...

 

O jogo não foi bom, nem foi mau (afinal, ganhámos), foi antes uma coisa em forma de assim, como diria O`Neill. Assim-assim, mas não assim sim, pelo menos até ao momento em que o jovem Cabral (Jovane) descobriu o caminho marítimo até ao último portinho (da Arrábida) defendido pelo irmão do nosso Tobias ("or not" Tobias, Figueiredo, actualmente o xerife da defesa do Nottingham), Cristiano. Nani completou a ancoragem. Aliás, não deixou de ser irónico que os jogadores mais influentes em campo tenham sido exactamente os dois únicos formados em Alvalade. À atenção de todos os dirigentes e treinadores que têm passado pelo clube na última década, antes da chegada provável do próximo contingente de "ic(s)". 

 

O Sporting começou o jogo com o entediante sistema de duplo-pivot no meio-campo, algo que consiste, na prática, numa improvisada forma de jogarmos com menos um. De facto, com Misic (ou Petrovic) ao seu lado, Battaglia anula-se. Sem ele, solta-se e a equipa volta a jogar com onze. Mas, os nossos problemas não terminam aí. Jefferson, regressado a Alvalade, continua apostado em ligar o complicómetro (será que não dá para pôr uma providência cautelar, a fim de evitar que entre em campo nestas condições?) e Acuña mostra grande apatia (para não dizer azia) e o treinador vislumbra nele qualidades de interior. Se juntarmos a isto a, provavelmente, pior exibição de Bruno Fernandes (pareceu ter um problema no pulso, mas pode ter sido só um tique) de leão ao peito e as visíveis limitações físicas de Bas Dost, então se percebe porque qualquer adversário se assemelha a um gigante Adamastor. Adicione-se a oferta de Salin, no golo sadino, e a tarefa torna-se quase ciclópica, para mais quando do outro lado está um treinador que, desta vez sem precisar de recorrer a cambalhotas, consegue anular o nosso melhor jogador (Bruno Fernandes).

 

A nossa equipa vive de individualidades. Durante a maior parte do jogo, o Sporting não conseguiu produzir mais do que dois/três passes seguidos em progressão(!!!). Valeu o lance de inspiração de Nani que abriu o marcador, a jogada que deu origem ao segundo golo - com especial ênfase na temporização e centro perfeito de Jovane Cabral - e mais dois lances de bola parada que terminaram com a bola a beijar a barra da baliza vitoriana. Há jogadores como Lumor e Raphinha - ambos à espera de uma oportunidade para entrarem na equipa - que poderiam trazer outra velocidade ao nosso jogo, pois em termos de imprevisibilidade só podemos actualmente contar com a destreza técnica de Bruno Fernandes, Nani ou de Jovane. Geraldes já não mora aqui e Wendel ainda estará a aprender mandarim - para quê(?), ninguém sabe, ninguém responde -, razões pelas quais o nosso miolo (do campo) tem pouco "fermento". Salvam-se a qualidade de Coates e de Mathieu e a abnegação e comprometimento de Ristovski com o jogo, para evitar males maiores. Mas, de todas as insuficiências e até equívocos que ontem saltaram à vista, se pudesse alterar algo seria a dupla de pivots. Que bom seria que Peseiro lesse o poeta (Régio) quando diz "não sei por onde vou, não sei para onde vou, sei que não vou por aí!". Enquanto tal não acontece, lá nos vamos safando com a qualidade de Bruno, Dost e da prata da casa. Nani e Jovane. "Made in" Sporting. Dá que pensar, não dá?

 

Tenor "Tudo ao molho...": Luís Nani

nanisportingsetubal.jpg

 

Hoje giro eu - Ranking GAP

Nova época desportiva, novo Ranking GAP. Iniciámos bem, com uma vitória por 3-1, fora, em partida a contar para o Campeonato Nacional. Recordemos agora os números da temporada 2017/18: o Sporting disputou 60 jogos - 34 para o Campeonato Nacional, 8 para a Liga dos Campeões, 6 para a Liga Europa, 7 para a Taça de Portugal e 5 para a Taça da Liga - a que corresponderam 36 triunfos (60%), 13 empates (21,67%) e 11 derrotas (18,33%), com 108 golos marcados (1,8 golos/jogo) e 50 sofridos (0.83 golos/jogo).

 

Classificações (Estatísticas Ofensivas) - Vencedores:

 

1) MVP: Bas Dost (120 pontos), Bruno Fernandes (103), Gelson Martins (68);

2) Influência: Bruno Fernandes (53 contribuições), Bas Dost (46), Gelson (31);

3) Goleador: Bas Dost (34 golos), Bruno Fernandes (16), Gelson (13);

4) Assistências: Bruno Fernandes (18), Gelson (11), Acuña (9).

 

Temporada 18/19 - Ranking GAP (Golos, Assistências, Participação decisiva):

 

  G A P Pontos
Bas Dost 2 0 0 6
Bruno Fernandes 1 1 0 5
Ristovski 0 1 0 2
Jovane Cabral 0 0 1 1
Sebastian Coates 0 0 1 1

Tudo ao molho e FÉ em Deus - Herói improvável

Em terra de cónegos, o Sporting foi abençoado pelo baptismo de fogo de um francês que estava (está?) para ser dispensado e que só acidentalmente entrou em campo, por lesão durante o aquecimento do titular Viviano. De facto, Romain Salin foi decisivo na fase em que o Sporting andou à deriva, nomeadamente nos primeiros 25 minutos da segunda parte, realizando 3 grandes defesas. 

 

Sem espaço nas alas e com um miolo sem saída de bola, a equipa leonina teve imensa dificuldade em colocar as suas peças em posição privilegiada no xadrez moreirense. Para piorar a situação, uma má cobertura defensiva de Ristovski permitiu a Heriberto inaugurar o marcador. Estavam decorridos 6 minutos. Valeu ao Sporting a inspiração de Bruno Fernandes, que igualou a partida 10 minutos volvidos, encontrando uma nesga de espaço na área moreirense, após passe do lateral macedónio, que tinha sido servido em profundidade na direita pelo uruguaio Coates.

 

O início do segundo tempo foi tenebroso para os leões, mas Salin revelou-se muito atento e, com excelente posicionamento entre os postes, foi sacudindo o perigo. Com isso, conseguiu comprar tempo à equipa, num momento decisivo do jogo. Petrovic não iluminava (Petromax) o meio campo e Battaglia parecia fora do seu habitat (posição "6").  Jefferson, demasiado passivo (ficou a ver jogar/cruzar no lance do primeiro golo), também não ajudava. No entanto, aos 70 minutos, José Peseiro trocou Nani e Acuña por Raphinha e Jovane Cabral e o Sporting cresceu, passando a criar perigo através de velocidade e desequilíbrios no um-para-um. Num desses lances, Jovane foi derrubado em falta dentro da área e do pénalti daí resultante Bas dostou. Faltavam 16 minutos para o terminus da partida.

 

O Sporting apanhava-se pela primeira vez em vantagem no marcador e podia ter resolvido logo a partida, quando Raphinha, solicitado por Dost, falhou na cara de Jhonatan, guarda-redes que de errado só tem a posição do "h" no nome. Já em período de desconto, uma excepcional assistência de Bruno Fernandes encontrou Bas Dost de frente para a baliza. O holandês, com grande frieza, picou a bola por cima do guardião moreirense, garantindo a tranquilidade.

 

Bruno Fernandes, com um passe e uma assistência, e Bas Dost, dois golos, também mereciam a citação de melhor em campo, mas entendo que Salin foi providencial e numa altura em que a equipa parecia algo desorientada, razão pela qual lhe atribúo essa menção. Ele foi o herói improvável em Moreira de Cónegos.

 

O árbitro, Tiago Martins, recém-chegado do Mundial, onde foi vídeo-árbitro, abusou da cartolina icterícia, especialmente quando puniu, alegadamente por palavras mais exaltadas a si dirigidas, os nossos jogadores Nani, Bruno Fernandes e Jefferson.

 

Tenor "Tudo ao molho...": Romain Salin 

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