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És a nossa Fé!

Os mirabolantes milhões que Mendes encaixou com Bruno Fernandes

5,5 Milhões de Euros. Por extenso: Cinco vírgula cinco milhões. 

Foram os "custos de intermediação" da transferência de Bruno Fernandes para o Manchester United, segundo o comunicado publicado pelo Sporting na CMVM no final da semana passada.

https://web3.cmvm.pt/sdi/emitentes/docs/FR74426.pdf

Esses 5,5 milhões (10% - dez por cento - dos EUR 55 milhões da venda) comparam com 34 milhões de encaixe líquido para o Sporting com o negócio (https://www.abola.pt/nnh/2020-02-22/sporting-bruno-fernandes-rendeu-34-13-milhoes/830479), descontadas as fatias da banca e outras. Ou seja, os agentes facturaram cerca de 16% do que o clube, proprietário do passe, encaixou.

E quem são esses agentes? 

WhatsApp Image 2020-02-23 at 14.10.00.jpeg

(in Record)

Ora, a Positionumber, do empresário de Bruno Fernandes, e... a Gestifute - sim, a de Jorge Mendes. Porque é que o empresário de BF, o Sporting e o clube interessado na contratação precisaram do "superempresário"? Não sabemos.

Recorde-se que este é o mesmo Mendes cujos negócios com SLB, FCP e outros clubes estão a ser investigados por suspeitas de fraude fiscal e branqueamento de capitais:

https://www.record.pt/futebol/detalhe/benfica-fc-porto-sp-braga-e-jorge-mendes-investigados

Será que a direcção do Sporting era tão incompetente para vender o melhor jogador do plantel - e do campeonato português - que precisou da ajuda de Mendes?

Gostava de ver Frederico Varandas no Jornal da Noite da TVI ou em 5 edições seguidas no Record a explicar aos sportinguistas estes negócios e comissões.

Também o de Ilori.

E a venda de Thiery, também intermediado por Mendes.

Gostava de ver, mas sei que não verei.  

Como já aqui escrevi várias vezes, acredito que, a caminho de meio do mandato da actual direcção, se tornou mais do que evidente a falta de rumo do Clube e a incapacidade para preparar uma época num desporto altamente competitivo e profissionalizado como é hoje o futebol. Com o conflito com a oposição interna (a "escumalha", nas palavras do próprio) em níveis perigosos, c. de 5 mil pessoas (entre elas, eu) participaram na maior manifestação de que há memória em Alvalade há c. de 2 semanas, prova do enorme descontentamento entre os sportinguistas. Estou certo de que, hoje, Varandas perderia as eleições. Perderia, e por muito. Ele próprio sabe disso, daí agigantar inimigos internos (meros vândalos, para os quais está aí a PSP e estão aí os tribunais), apresentando-os como a maior ameaça à Humanidade desde a Peste Negra. 

Não é só o clima de guerra civil e o aprofundamento de divisões entre sportinguistas; não é só pelos maus resultados, pelo depauperamento do plantel de futebol e pela mediocridade que se vai instalando no clube a todos os níveis. A demissão da actual direcção é uma urgência por sucessivas e reiteradas decisões de gestão lesivas para as finanças e a reputação do Clube.

Varandas Versus Vândalos - o São Valentim que temos

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Uns insultam, o outro chama “escumalha”.

 

Uns ameaçam, o outro expulsa.

 

Uns cospem, o outro faz um comunicado às redacções.

 

Uns batem, o outro dá uma entrevista à TVI. 

 

As cenas dos próximos capítulos? São previsíveis.

 

No fundo, é uma espécie de São Valentim Juve-Varandista. 

Nenhum está preocupado com a imagem do Sporting. Aí, estão unidos como amantes.

É um jogo de sobrevivência, em que o Sporting e os sportinguistas são danos colaterais. 

Em que o clube é notícia por casos de polícia (que, sendo crimes, competem à polícia e às autoridades - como o próprio nome indica). 

 

O Sporting é a casa-mãe do desporto em Portugal. O Sporting forma milhares de jovens atletas todos os anos.

Se pessoas que se dizem sportinguistas não se respeitam e não respeitam o clube, quem respeitará?

Acreditar na PSP? Ou na direcção do SCP?

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Tendo estado presente ontem na manifestação pela demissão da direcção do Sporting, sem pertencer a qualquer grupo organizado de adeptos, e em abono da verdade, eis o que pude testemunhar:

1. A concentração foi, em todos os momentos, pacífica, apesar do elevado número de presentes (a imprensa de hoje fala em 3.000); pediu-se a demissão, gritou-se "Sporting, Sporting" e terminou com uma volta ao Estádio;

2. A maioria dos presentes não pertenciam a qualquer grupo organizado de adeptos (aliás, quando estes GOAs chegaram ao local, c.16:20, depois de terminado o jogo de futsal, o "grosso" dos manifestantes já lá estava).

Sobre o que se terá passado com elementos da direcção à saída do pavilhão João Rocha, não estranho que houvesse selvagens de algum GOA capazes de o fazer, mas estranho que não houvesse polícia no local. Terá a PSP falhado em assegurar a protecção dos alvos, num dia de tensão em Alvalade?

Fiquei ainda mais na dúvida depois de ouvir um agente da PSP (na RTP): 

"Não chegou a nós pela estrutura do SCP qualquer situação relatada, de incidente" (no pavilhão João Rocha);
"Tudo corrreu dentro da naturalidade... quer com os adeptos visitantes, quer visitados, tudo deccoreu sem incidentes".

A PSP falhou?

E como é que a direcção do SCP não reporta à PSP um incidente desta gravidade?

Sobre o que penso da estratégia que esta direcção tem vindo a seguir em relação às claques, que me pareceu sempre incendiária, reitero o que disse aqui há uns meses:

https://sporting.blogs.sapo.pt/guerra-5195989

Também aqui, este não é o caminho.

E não há só as opções da guerra ou cedência/ condescendência. 

Os sportinguistas não devem ser reféns de medíocres nem de selvagens. A selvajaria de um punhado de gente não pode ser a única razão válida para continuarmos entregues à maior mediocridade de que há memória no Clube.

 

Adenda (18:00) - Vice-presidente e vogal da direção do Sporting apresentam queixa na PSP por agressão https://www.record.pt/futebol/futebol-nacional/liga-nos/sporting/detalhe/vice-presidente-e-vogal-da-direcao-do-sporting-apresentam-queixa-na-psp-por-agressao

Elas (Toupeiras) "Andem" Aí

Rui Costa (o árbitro, não o funcionário de Vieira) não veio ontem a Alvalade arbitrar.

Veio fazer pouco dos sportinguistas. Fazer muito pouco, mesmo.

É, aliás, algo em que se vem especializando há longos anos:

Mostrando ao que vinha, sem rodeios, em apenas 30 minutos de jogo, conseguiu perdoar dois amarelos ao Maritimo - falta violenta sobre Sporar e entrada por trás a Bruno Fernandes.

A falta sobre Luiz Phyllipe que causou lesão (grave)? nem sequer foi falta, pois claro.

Primeiro cartão do jogo? Para o Sporting, como não podia deixar de ser (Neto, na primeira falta que faz).

Já na segunda parte, com visão de toupeira, lá foi rebuscar no VAR um motivo para anular o 1-0.

De recordar que ficamos sem Vietto para os jogos com o SLB e final da Taça da Liga depois de uma autêntica sessão de 90 minutos de pancadaria contra os nossos jogadores em Setúbal - https://www.record.pt/multimedia/videos/detalhe/a-lesao-de-vietto-que-o-obrigou-a-ser-substituido-no-v-setubal-sporting

Sessão de pancadaria essa de que, curiosamente, saímos com apenas menos um cartão do que o Vitória - https://www.zerozero.pt/jogo.php?id=6958650. O ridículo cartão a Coates só pode ser percebido como destinado a impedir que o central jogasse contra o SLB. 

Interessante também recordar que, apesar da violência de ontem e de Setúbal, o único jogador expulso nos últimos jogos do Sporting foi nosso - Bolasie, em Braga, após um choque que nem sequer amarelo valeria para Ruben Dias (SLB) ou Pepe (FCP). 

Nada disto é propriamente novo. Luís Filipe Vieira escolhe árbitros, há muitos anos:

E nada lhe aconteceu. Aliás, a sua influência só tem vindo a aumentar, de dia para dia. 

O SLB, aliás, tem 60 anos disto. 

DN.jpg

Mas isso era no tempo em que se irradiavam árbitros. Hoje, não há corrupção. Há toupeiras e padres.

E acontece-lhes... nada. "Andem" aí. É um lamaçal completo, em que dirigentes (e os Paulos Gonçalves da vida) apanhados em flagrante continuam na maior impunidade. E espera-se que nós, que gostamos de futebol, nos conformemos. Ou desistamos.

Assim se leva as pessoas a afastar-se dos estádios e da Liga. Conheço muitos que, sem paciência para um jogo viciado, passaram a seguir a Premier League ou La Liga.

E a direcção do Sporting no meio disto tudo? Zero, ou quase. De vez em quando lá aparece Beto a refilar, como em Braga, e é tudo.

É para o lado que os que viciam o jogo dormem melhor. E vão sonhando com as "reconquistas" e "hegemonias".

Fixem este nome: Tiago Ferreira

Na vitória por 5-1 dos sub-19 contra o Belenenses ontem, o Sporting teve um toque de génio. O de Tiago Ferreira. Fez 2 golos (já leva 15 nesta fase), 1 assistência, e ainda sofreu um pénalti. O 3-1 é um hino ao futebol. Para quem tem Sporting TV, vale a pena fazer "rewind" até ontem às 16h.

Aqui o único vídeo que encontrei de TF, uma vitória de 3-1 contra o eterno rival, nos juvenis.

Longe de ser um talento isolado, Tiago já tem 3 jovens do seu escalão a jogar nos sub-23 e a serem chamados com regularidade à equipa principal (Eduardo Quaresma, Nuno Mendes e Joelson). O altamente prometedor goleador Tiago Tomás também já está nos sub-23.

E a equipa de sub-19 é um poço de talento: os que mais me têm impressionado são Samuel Lobato (fantástica assistência ontem, à Ricardo Quaresma) e João Daniel. 

Nesta época, um novo talento da formação fixou-se na baliza de Damas: Max. Pedro Mendes, finalmente, está na equipa principal. Mateus Nunes e Rodrigo Fernandes estão a subir.  Tudo bons sinais.

Acredito que a formação do Sporting continua a produzir os maiores talentos nacionais. Poderá demorar mais algum tempo, mas a base da equipa principal voltará a ser da formação, como todos os sportinguistas desejam. Talvez não seja tão rápido como gostaríamos, mas vai acontecer. Até porque, tal como as coisas vão correndo, vai faltar dinheiro para contratações nas próximas épocas.

Com esta época practicamente perdida, que se dê mais minutos aos nossos jovens. E, à semelhança de Max, se aposte verdadeiramente no talento que vai subindo. Recorrendo-se menos a contratações altamente duvidosas, quando não disparatadas (Fernando, Jesé, etc etc).

Haja confiança na Academia, haja critério no lançamento destes jovens. O futebol agradece. E o orgulho sportinguista crescerá com a afirmação de talentos como Tiago Ferreira, Joelson ou Daniel Bragança.

Vergonha

Vergonha não é perder um jogo. Nem para mim, nem para alguém que tenha cultura desportiva. Às vezes o adversário é melhor, por mais que trabalhemos.

Vergonha é roubar. É aceitar o roubo. É vergar-se perante tiranos e tiranetes.

Vergonha é isto:

 

PGEC - Processo de Godinho-Lopização em Curso (2)

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Dr. Varandas: 

Atravessei-me por si. Aqui, no final de Setembro, depois da patética entrevista à "Teresa... Teresa". Quando muitos queriam a sua cabeça num cepo, escrevi que não podemos trocar de presidentes como quem troca de camisa. 

Precisamos de estabilidade, sim. Mas não podemos tolerar a mediocridade. A normalização da mediocridade.

Hoje, não me restam quaisquer argumentos para defender a continuidade da sua débil direcção. Destaco cinco razões:

1. O desperdício de recursos do clube é gritante

2. A destruição de valor no clube, em diversos negócios, é incessante

3. A direcção desceu a um nível inimaginável, usando termos absolutamente impróprios entre sportinguistas, aprofundando perigosamente divisões herdadas do final do último mandato

4. A política de contratações/ empréstimos e gestão do plantel é um desastre

5. Desenha-se a pior época desde o tempo de Godinho Lopes

Dr. Varandas: 

Hoje, nada justifica a sua continuidade, a caminho do meio do mandato. Pois nem sequer a estabilidade já é capaz de assegurar. Tenha a humildade de reconhecer que falhou. Que ganhou títulos na época passada graças a boas equipas herdadas (futebol, hóquei, futsal, etc) do anterior mandato. Não se iluda: não há resultados e, pior do que isso, não há objectivos. O Sporting é um clube à deriva.

Dr. Varandas: 

Reconheça que reuniu uma equipa que não tem capacidade para gerir um clube com a dimensão do Sporting. Admita que não tem capacidades de liderança. Abra caminho a uma solução de futuro para o Sporting.

Comece com a sua demissão. 

O Sporting agradece.

Sporting: Orçamento de rico, resultado de pobre

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Terminada a 1ª volta da temporada de futebol, a classificação do Sporting é medíocre. Ainda mais interessante é vermos os resultados em função do investimento feito. E, neste particular, o Sporting não é 4º. É dos piores do campeonato. O rei do desperdício.

Por cada ponto feito no campeonato, o Sporting gasta 2,4 milhões de euros. O SLB gasta 1,87 milhões. Com 10% do Orçamento do Sporting, o Famalicão está 2 pontos à nossa frente. Gasta 242 mil euros por cada ponto. O Braga gasta 740 mil euros por cada ponto. 

Estas contas de merceeiro são um mero exercício. Mas que mostra bem o desperdício de recursos que é hoje o nosso clube.

E não é difícil perceber porquê: pagamentos de milhões a jogadores vendidos (Thierry), "protocolos" com o Wolverhampton, 600 mil euros gastos com um jogador (Fernando) que esteve basicamente de férias em Portugal, indemnizações a treinadores despedidos, etc etc etc...

É isto a chamada "gestão profissional" do clube? 

O Náufrago

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Enquanto prepara o assalto ao recorde de Godinho Lopes (pior época de sempre do Sporting), o Dr. Varandas agarrou-se como um náufrago à ideia que nos veio salvar da "escumalha". Para quem não está habituado a tal linguajar, eis como a Infopedia define "escumalha": 

"camada mais desfavorecida da sociedaderalé"

Vai daí, e munido de um vocábulo que é todo um tratado de incitamento ao ódio (de classe, sobretudo) - o Dr. Varandas resolveu ir passar uma tarde a charlar sobre o incitamento à violência. Pelas claques. Do outro lado estava o secretário de Estado do Benfica. Perdão, da Juventude e Desporto

Não se sabe se aproveitaram para falar da impunidade do assassino de Marco Ficcini no estádio da Luz - cujo julgamento foi hoje adiado pela 3ª vez. Ou dos cânticos dos No Nome Boys dedicados ao "very light" do Jamor. Mas a conversa parece ter corrido de feição, a julgar pelo ar impante e a opulência vocabular do Dr. Varandas, no final da charla.

Agora que a solução para o problema da "escumalha" está no papo, sugiro mais algumas audiências ao Dr. Varandas: 
- Com a Autoridade da Concorrência, por concertação de preços entre os vendedores de castanha nos arredores do Estádio; 
- Com o "board" do Lidl (na Alemanha, mesmo), para ver nos dias de jogo têm todas (mas mesmo todas) as caixas a funcionar; 
- Com o Papa Francisco, para trazer a boa nova do fim da "escumalha" - e, assim de fininho, lançar a ideia de beatificação de São Varandas.

Foto: https://escumalha.bandcamp.com/track/e-s-c-u-m-a-l-h-a

A Fé e a comunhão leonina

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2020 começa com um aniversário - o oitavo - para o "És a Nossa Fé".

Como neófito por estas bandas, aqui torno públicos os meus parabéns ao Pedro Correia e aos "mais-velhos" deste espaço de encontro do Universo Leonino. 

É um privilégio poder aqui partilhar as modestas opiniões e críticas, junto de "rugidos" de nomes sonantes e mentes brilhantes.

Que venham mais 8... e mais 8 e mais 8...

E que o "És a Nossa Fé" se mantenha inabalável na sua fidelidade ao Sporting e à sua missão de congregar os sportinguistas e elevar sempre o Nome do Clube. Mais do que nunca, o Sporting precisa de união e de quem saiba promover o respeito entre todos os sportinguistas. 

Sporting Sempre.

 

(foto: https://mariegateaux.com/futebol/)

Novo Ano - O quente, o frio e o gelado

Em altura de balanços, aqui fica um "termoestato" do que é para o nosso clube esta transição de ano:

GELADO - A credibilidade das instituições do futebol e do Estado. 
Sobre as arbitragens, estamos há muito esclarecidos. Ou pensavamos que sim, pois novos e ultrajantes limites foram alcançados este ano com o árbitro Pinheiro em Alvalade e em Portimão. Sem esquecer o VAR da Cidade do Futebol. Daquilo que se vai vendo das arbitragens dos nossos rivais, só se pode dizer que a farsa continua no futebol português.
A novidade é que, em vez de regredirem, os sinais de controlo das instituições pelo rival de Lisboa alastram-se ao Estado. Novos limites foram alcançados este ano, com a extraordinária retirada do SL Benfica do processo Gonçalves - que, segundo a juíza, agiu de motu próprio, apesar de ser o braço-direito do presidente do clube
Curiosamente, enquanto os 3 anos de Gonçalves foram rápida e comodamente varridos para debaixo do tapete, no que ao SL Benfica diz respeito, os 30 minutos de de vandalismo no balneário do Sporting em 2018 vão servindo para uma devassa quotidiana da vida do clube e jogadores - que irá prolongar-se ad aeternum, com prejuízo para a imagem do clube. 
Com o Estado manietado, a verdade desportiva parece, em Portugal, cada vez mais uma miragem. E assim se destrói (ainda mais...) a credibilidade da Liga e se coloca os amantes do futebol a assitir a Premier League ou La Liga. Até porque acertar no totobola é cada vez mais fácil.
O que esperar em 2020 do processo que envolve LF Vieira no caso de corrupção de um alto magistrado? Pouco ou nada, infelizmente. Que esperar do julgamento do assassino de Marco Ficcini na Luz? Três anos depois, será feita Justiça? 

FRIO - O conflito com as claques
Infelizmente, novos e quiçá graves episódios do conflito da direcção com as claques são de esperar no novo ano. A insultos e ameaças das claques, a direcção responde agora com... ameaças e insultos. Em vez de agir com inteligência, reage com virulência, descendo ao nível daqueles que se servem das claques para vandalismo e, nalguns casos, benefícios materiais.
Em vez de colocar alguém a falar com aqueles que, dentro das claques, sabem colocar os interesses do Sporting em primeiro lugar (ou simplesmente ignorar os insultos e ameaças, como fizeram seus antecessores no cargo), é o próprio presidente da direcção que resolve fazer do combate às claques uma causa - na minha interpretação, para se desculpar de fracassos (o intratável "clube de malucos"...) e tentar apanhar a "onda" de contestação à JL e DUXXI, pós-vandalismo em Alcochete. Como já aqui pude expor, o clima é de guerra aberta.
Em última instância, tudo isto só divide o clube e tem de parar. Em 2020, quando esta direcção completar 2 anos de mandato, espera-se mais inteligência. E capacidade de exercer o poder que tem de forma plena e firme, mas serena, dignificando o clube.
Como o final de mandato do antecessor de Varandas demonstra, iderar não é agitar uns contra outros. É exactamente o contrário: congregar, pelo esforço e mérito, todas as forças de todos os quadrantes, sendo representante dos valores e da missão da Instituição. 

QUENTE - O regresso da formação
Keizer chegou ao clube com aura de "mago" da formação, mas em pouco mais de meia época acabou por não encontrar na equipa principal lugar para várias promessas da Academia. 
Menos avesso ao risco, Silas já lançou Max, e com muito sucesso. Camacho respondeu, em Portimão, de forma espectacular, às dúvidas que se colocavam em relação à sua contratação. Quer um, quer outro, têm noção da grandeza do Sporting, coisa que não abunda no actual plantel. 
À porta da equipa principal estão agora Rodrigo Fernandes, Mateus Nunes, Pedro Mendes, Eduardo Quaresma e outros. E em 2020 teremos ainda o regresso de valores em "rodagem" como Daniel Bragança, Palhinha ou Ivanildo Fernandes. Há razões para acreditar que na próxima época teremos, como tem sido saudável hábito no passado recente, uma equipa-base com metade ou mais de jogadores da formação. 
Se 2020 não nos trouxer títulos, ao menos que nos traga novos valores, e uma equipa com raça de Leão e "fome" de títulos.

Os meus votos de um Novo Ano verde-e-branco para todos.

P

Silas, o clube de malucos, e o Natal que temos

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Nas mãos de Jorge Silas, Frederico Varandas colocou não apenas um plantel com a confiança reduzida a cacos, mas também o seu próprio futuro como presidente da direcção. E, mais importante do que tudo, o futuro do Sporting Clube de Portugal, num momento de cada vez mais profundas fracturas internas. Como se a situação já não fosse delicadíssima, o Dr. Varandas, bem ao seu confuso estilo, resolveu dar uma entrevista (à Teresa...) para vincar que Silas era uma segundíssima escolha e que só não conseguia melhor porque o Sporting é um "clube de malucos". Traduzido por miúdos, foi à TV dizer "foi o que se arranjou".

Nunca me pronunciei sobre a escolha de Silas por três razões: primeiro, porque respeito a coragem de ter aceite uma missão dificílima; segundo, porque é sportinguista; terceiro, porque acho que toda a gente de bem merece uma oportunidade. E Silas sempre me pareceu uma pessoa de bem.

Se Silas chegasse a Fevereiro sem conseguir fazer o clube chegar aos primeiros lugares da tabela, se caísse nas taças e na Liga Europa, seria varrido, seguramente. E teríamos um final de época semelhante ao de 2013. Algo que nenhum sportinguista, certamente, deseja voltar a viver.

Chegados ao final do ano, o balanço de Silas é o seguinte:

- Terceiro lugar no campeonato (e ainda ao alcance o 2º e a pré-eliminatória da Champions; em 2021, Portugal voltará a ter dois acessos à pré-eliminatória);

- Qualificação na Liga Europa (primeiro lugar do grupo escapou, entre trapalhadas de Renan e más escolhas do treinador);

- Qualificação na Taça da Liga (depois de uma segunda parte com raça contra o Portimonense, ontem);

- Eliminação na Taça de Portugal (Alverca).

Apesar do desastre de Alverca, o balanço tem de ser positivo. A equipa tem vindo a crescer e fez bons jogos com o PSV (4-0) e Santa Clara (4-0). Os níveis de confiança são visivelmente maiores. E, ainda que estejamos fora da luta pelo título e eliminados na Taça, podemos terminar a época com acesso à Champions, uma Taça da Liga e uma carreira interessante na Liga Europa. 

Sobretudo, há um elogio que me dá imenso prazer fazer: Silas conseguiu lançar dois jovens da formação - Max e Rafael Camacho. Se Max era óbvio, e a prova é que já é titularíssimo, Camacho foi uma aposta algo criticada -  e o ex-Liverpool respondeu ontem às críticas com um golaço a lembrar Ricardo Quaresma. O próximo deverá ser Pedro Mendes.

No melhor cenário possível para esta época (acesso à Champions, Taça da Liga e oitavos ou quartos de final da LE), o clube escaparia ao descalabro financeiro que se avizinha com a quebra a pique das assistências em Alvalade a que temos vindo a assistir.  

Melhor, só mesmo se o desastre de Alverca não tivesse acontecido. Contudo, há que agradecer a Silas pelos resultados alcançados. E alcançados nas circustâncias que se sabe - um plantel desequilibrado (com falta de qualidade em várias posições, e várias contratações falhadas) e desmotivado; um conflito permanente entre direcção e claques, que deverá prolongar-se indefinidamente. 

Seguramente, não será já esta uma época à Sporting Clube de Portugal. Mas podia ser bem pior, sobretudo quando a direcção começa uma temporada colocando a fasquia baixo, a falar do um título de campeão como uma coisa distante - e planeia a temporada como tal, deixando sair jogadores titulares (Raphinha, Bas Dost, Thiery), já com a época em andamento. E arranja tempo para dar entrevistas a passear-se em limusines na Suíça, entre auto-elogios confrangedores.

No meio de tanta confusão, há que deixar aqui um valente obrigado ao nosso capitão, Bruno Fernandes, por fazer o impossível, em cada jogo. A Mathieu, que tem sido um verdadeiro leão na defesa. A Max, por mostrar que da Academia continuam a sair grandes valores - com Valores à Sporting. E a Silas pela confiança.

Há razões para acreditar neste Sporting. Não acreditar cegamente, porque a crença sem exigência e sem trabalho é apenas tolice.

Em 2020, queremos mais e melhor.

O meu primeiro voto é que acabem de uma vez por todas as divisões entre sportinguistas. Que fiquem na década passada os adjectivos qualificando este ou aquele como apoiante desta ou daquela direcção. Deixem-se de ódios nas caixas de comentários - e nas bancadas. Vamos, de uma vez por todas, olhar para a frente. Dignificando sempre o Sporting Clube de Portugal - que é maior que qualquer jogador, qualquer direcção, qualquer adepto. Em nome dos sportinguistas do futuro - para que ergam eles mais títulos do que nós.

Feliz Natal a todos. 

SPORTING SEMPRE 

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