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És a nossa Fé!

Razões para acreditar, razões para não acreditar no futuro do Sporting

3 razões para NÃO acreditar no futuro do Sporting Clube de Portugal: 

1. O nível de crispação no Clube não tem parado de crescer e muitos sportinguistas acreditam que a sua missão é insultar inimigos internos (croquetes, escumalha, etc);

2. O nível de crispação à volta do futebol, sobretudo entre SLB e FCP, inflama tudo à sua volta;

3. O sistema à volta do futebol - incluindo as estruturas das competições, a comunicação social e o próprio Governo - continua há anos a favorecer fortemente SLB e (menos) FCP:

 

3 razões para acreditar no futuro do Sporting Clube de Portugal: 

1. Até à época 2018-19, o futebol do Sporting manteve presenças frequentes na Champions League e disputou títulos de campeão nacional; 

2. Portugal ainda é Campeão da Europa de futebol, com uma equipa maioritariamente formada no Sporting Clube de Portugal e não tem parado de surgir talento;

3. Graças a grandes atletas - e grandes profissionais e sócios e adeptos leais que diariamente os apoiam, e às lições da nossa História e Cultura enquanto Clube - ainda somos a maior potência desportiva nacional.

 

Você, escolhe acreditar ou não acreditar?

Virar a página, retomar a ambição

(texto inicialmente publicado a 12 de Março neste Blog, a propósito do julgamento da vandalizacao da Academia por elementos ligados à claques) 

 

Coube-me em sorte (ou azar) testemunhar dois momentos de terror da História do Sporting Clube de Portugal. Momentos em que gente inocente perdeu a vida num estádio.

O primeiro, a 7 de Maio de 1995, foi a queda do Varandim do José Alvalade. Nunca esquecerei aqueles gritos, os choros e as sirenes das ambulâncias, por mais que viva. Um amigo com quem ia ao futebol ficou a 2 ou 3 metros de cair.

O segundo foi, um ano depois, o “very light” do Jamor. Durante anos, não consegui voltar a meter os pés num estádio. Confesso que ainda hoje me custa falar disso.

Talvez por virtude (ou defeito) dessas experiências, desde a primeira hora achei inapropriado chamar “terror” à vandalização da Academia de Alcochete (chamem-lhe "assalto" ou "invasão" se quiserem termos mais fortes). Sempre me pareceu, aliás, que o uso desse termo servia o propósito sobretudo de advogados, agentes de jogadores e de alguma comunicação social, mais ou menos comprometida com interesses que gravitam à volta do milionário negócio que é hoje o futebol.

Isto não retira gravidade ao que aconteceu. Mas “terror” ou “terrorismo” vemos todos os dias em muitas partes do mundo, infelizmente. E, convenhamos, são coisas diferentes.

Como seria lógico, a acusação de “terrorismo” caiu, ontem, no julgamento do caso da invasão da Academia. Outra coisa não poderia acontecer. E deveria fazer repensar todos aqueles que usaram tão irreflectidamente tal termo. 

Tem também, para mim, lógica que tenham caído as acusações contra o ex-presidente, Bruno de Carvalho. Pois nunca vi nada que o relacionasse directamente com o que aconteceu. 

Mas não me interessa - e acho, sobretudo, que não interessa ao Sporting - revisitar esse lamentável episódio na nossa história colectiva. No final deste julgamento, que se faça Justiça para com quem tão graves danos causou a uma instituição centenária e com tanto mérito. 

E que este momento seja também um virar de página para o Clube. Um recordar que o Clube está acima deste ou daquele presidente, e é muito maior do que qualquer estrago que possa ser inflingido por 20 ou 30 adeptos.

Viremos a página. Deixemo-nos de insultos e de crispações. Olhemos para a frente, que temos muito e longo caminho a percorrer. Para escrevermos novas páginas, essas sim dignas da História do Sporting. Pelo nosso Clube. E pelos adeptos que, tristemente, poucos anos depois do terror, não estavam connosco a festejar o Sporting Campeão Nacional.

Varandas e No Name - uma só causa?

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Um dos absurdos do Sporting de Varandas é a comunhão de propósitos com a claque do SLB, os No Name Boys - acabar com as claques do Sporting.

À brutalidade dos No Name responde a direcção de Varandas com comunicados anodinos, apelando à paz, como fez há dias depois de dois sportinguistas terem sido espancados cobardemente por uma turba junto ao pavilhão JR. 

Já quando um elemento da direcção é insultado ou ameaçado por algum louco membro de claques, Varandas vai dar entrevistas em prime time à TVI, em tom choroso. Seria ridículo, se não fosse um insulto à nossa inteligência. 

Entretanto, recordemos algumas vítimas dos No Name:

- 2 adeptos do SCP em estado grave no hospital, este mes

- 1 adepto esfaqueado (ontem) - https://maisfutebol.iol.pt/amp/sporting/benfica/elemento-da-juve-leo-esfaqueado-em-rixa-com-membros-dos-no-name-boys

- 1morto (Marco Ficcini) 

- 1 morto no Jamor (ainda recordado em cantos da dita claque) 

Convenhamos que nenhuma claque neste país tem este "currículo". Nem nada que se pareça. 

E os sportinguistas são apenas parte das vítimas. Até clubes pequenos têm sido alvo da violência das claques e adeptos do SLB, inclusive nos seus próprios estádios. 

Não pertenço a qualquer claque e não ignoro a muita marginalidade que há em todas elas. Não tenho ilusões quanto ao fim da violência no futebol. Mas, quando falamos dos No Name, falamos de assassínios, é um nível de gravidade muito, mas muito, maior. 

Sempre tão palavroso e pronto a saltar para frente de uma câmara, o dr. Varandas não tem nada a dizer sobre esta escumalha, esta turba de assassinos cobardes? Ou a sua "coragem" contra a violência não se aplica aos mais violentos? 

 

A aposta na formação... de capital em Braga

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(A Bola)

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(Correio da Manhã)

A ser isto verdade, vamos receber à volta de 10 milhões de Euros pelo jogador revelação da liga deste ano. (LER) Um jogador de selecção. E lá vamos dar mais uns milhões ao Braga, depois dos 10 milhões de Euros (mais juros, mais penalizações) por um treinador com quase zero experiência de Primeira Liga. 

Entretanto, no Sporting do Dr. Varandas os títulos são coisa do passado, reduziu-se a ambição do clube a níveis do Braga (se formos à Champions, maravilha!). O título deixou de ser para nós (apesar de no triste dia em que o inacreditável Dr. Varandas tomou conta do Clube estarmos no topo da tabela). Só se fala de vendas e de promover jogadores para vender. O próprio Amorim - diz Varandas com um ar meio-tolo, meio-ufano - estará num "grande europeu" dentro de algum tempo. 

E assim continua o processo de saque do Sporting. Suspiros de gente contente por mais voltas no carrossel.

Demissão. Três vezes demissão. Demissão, Já! (LER)

Que vá o Dr. Varandas para o Departamento médico do Braga. (Sim, porque não creio que os adeptos do Braga sejam tolos o suficiente para tolerar tamanha destruição do seu clube)

Dois sportinguistas em estado grave: a que horas fala o Dr. Varandas?

Depois de o Dr. Varandas ter ido ao Jornal das 8 da TVI em Fevereiro, na sequência de um episódio de violência no nosso Estádio, impõe-se a pergunta: 

A que horas fala o Dr. Varandas HOJE, quando estão dois sportinguistas em estado grave no hospital depois de barbaramente agredidos por uma turba ligada a uma claque do SLB, junto ao Pavilhão João Rocha? (LER AQUI

Ou será que se vai ficar pelo simpático comunicado recém-emitido dizendo que o clube "vai continuar a liderar o processo e debate de promoção de um clima saudável e de melhoria do espectáculo desportivo em Portugal"?

E, já agora, a que horas fala o Secretário de Estado do Desporto, João Paulo Rebelo, sempre tão lesto a comentar os problemas do Sporting? 

Ou será que, como diz o jornalista italiano Pippo Russo, o Sporting caiu nas mãos do maior aliado de Luís Filipe Vieira? (LER

Finalmente: será que nos tomam a todos por parvos?  

Viremos a página

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Coube-me em sorte (ou azar) testemunhar dois momentos de terror da História do Sporting Clube de Portugal. Momentos em que gente inocente perdeu a vida num estádio.

O primeiro, a 7 de Maio de 1995, foi a queda do Varandim do José Alvalade. Nunca esquecerei aqueles gritos, os choros e as sirenes das ambulâncias, por mais que viva. Um amigo com quem ia ao futebol ficou a 2 ou 3 metros de cair.

O segundo foi, um ano depois, o “very light” do Jamor. Durante anos, não consegui voltar a meter os pés num estádio. Confesso que ainda hoje me custa falar disso.

Talvez por virtude (ou defeito) dessas experiências, desde a primeira hora achei inapropriado chamar “terror” à vandalização da Academia de Alcochete (chamem-lhe "assalto" ou "invasão" se quiserem termos mais fortes). Sempre me pareceu, aliás, que o uso desse termo servia o propósito sobretudo de advogados, agentes de jogadores e de alguma comunicação social, mais ou menos comprometida com interesses que gravitam à volta do milionário negócio que é hoje o futebol.

Isto não retira gravidade ao que aconteceu. Mas “terror” ou “terrorismo” vemos todos os dias em muitas partes do mundo, infelizmente. E, convenhamos, são coisas diferentes.

Como seria lógico, a acusação de “terrorismo” caiu, ontem, no julgamento do caso da invasão da Academia. Outra coisa não poderia acontecer. E deveria fazer repensar todos aqueles que usaram tão irreflectidamente tal termo. 

Tem também, para mim, lógica que tenham caído as acusações contra o ex-presidente, Bruno de Carvalho. Pois nunca vi nada que o relacionasse directamente com o que aconteceu. 

Mas não me interessa - e acho, sobretudo, que não interessa ao Sporting - revisitar esse lamentável episódio na nossa história colectiva.   No final deste julgamento, que se faça Justiça para com quem tão graves danos causou a uma instituição centenária e com tanto mérito. 

E que este momento seja também um virar de página para o Clube. Um recordar que o Clube está acima deste ou daquele presidente, e é muito maior do que qualquer estrago que possa ser inflingido por 20 ou 30 adeptos.

Viremos a página. Deixemo-nos de insultos e de crispações. Olhemos para a frente, que temos muito e longo caminho a percorrer. Para escrevermos novas páginas, essas sim dignas da História do Sporting. Pelo nosso Clube. E pelos adeptos que, tristemente, poucos anos depois do terror, não estavam connosco a festejar o Sporting Campeão Nacional.

Cá na "rulote": Dos "esqueletos" aos "anormais", revisitando a "escumalha"

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De acordo com o Correio da Manhã, um membro do Conselho Estratégico de Comunicação do Sporting recorreu às redes sociais durante o jogo do passado Domingo para chamar "anormais" aos adeptos que se manifestaram contra a direcção no exterior do Estádio.

Ricardo Agostinho integra, em representação de uma agência de comunicação (Gravity) o Conselho Estratégico de Comunicação do Sporting, liderado por Frederico Varandas e Salgado Zenha. A direcção "Unir o Sporting"...

Este... cavalheiro... não é, obviamente, um personagem importante no filme "noir" desta época do Sporting Clube de Portugal - já uma das piores da sua História (antes de irmos à Luz e ao Dragão). Antes pelo contrário. Mas, às vezes, são as personagens básicas e incontinentes que mais revelam. Às vezes, o mordomo é o assassino. 

Se isto é o que este... cavalheiro... publica nas redes sociais, só podemos imaginar os modos e linguajar fora dela.

Aqui, pelo menos, a direcção funciona em uníssono: Zenha diz que o clube era uma "rulote" antes de ele chegar com os seus métodos de gestão do século XXI; Varandas fez descer a novos e perigosos níveis a guerra verbal com os contestatários da sua direcção - ora "esqueletos", ora "escumalha".

Bem conheço os termos cavernosos cunhados pelo seu antecessor (muito aquém de "escumalha", convenhamos). Bem sei que Varandas e a direcção são insultados de tudo. Mas que presidente desde João Rocha não recebeu tais "mimos"? Sobretudo, aqueles que insultam representam-se apenas a si próprios e/ou o grupo (de adeptos?) a que pertencem. Não representam o Sporting Clube de Portugal.

Quem representa o Sporting Clube de Portugal tem, em todos os momentos, de ser digno da História de um clube com elevação, que sempre foi o melhor que o desporto português tem, em termos de atletas e de valores. "Anormais"? É esta linguagem e esta forma de lidar com adversários e adversidades que estamos a ensinar aos nossos jovens atletas? 

Ter representantes do Sporting Clube de Portugal a insultar sportinguistas é algo de inconcebível para mim. Além de ser indigno do clube é pura e simplesmente incendiário e apenas agrava o conflito.

Não deixa de ser curioso que quem se arvora de sentimentos de superioridade ("escumalha...") em relação a sportinguistas que não se revêem nos métodos e resultados da sua direcção desça a níveis que o mais humilde dos sportinguistas não desceria. 

A par da absoluta impreparação e inaptidão para gerir um Clube da dimensão do Sporting e de mobilizar a sua massa associativa (TODA ela...) - que ficou a nu esta época - a incapacidade para lidar com a crítica e o baixo nível evidenciado em tantas ocasiões por esta direcção é mais uma razão para concluir que, antes que causem mais estragos (morais, reputacionais, financeiros), devem prosseguir a sua carreira profissional noutro lugar.

Toda a sorte do mundo, Silas

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«Entrei pela porta 10 A aos 10 anos e jamais quero prejudicar o Sporting»
(Jorge "Silas")

Obrigado Silas. Pela entrega, pela dignidade e respeito pelo Clube. Não são tudo, mas são a base de tudo.

Desde o primeiro dia levaste o rótulo de "o que se arranjou", dado (Varandas dixit) "ninguém querer treinar um clube de Malucos". Ao contrário desta direcção, nunca te ouvi uma palavra de crítica ou sequer de queixume em relação ao Clube, ou à direcção, mesmo quando elas eram mais do que merecidas.

Todos erramos, mas nem todos sabemos ser Homens e Líderes. Tu soubeste, e sais de cabeça erguida.

O dia 3 de Março de 2020 ficará na minha memória como um dos mais tristes (ou, perdoa-me, "estristes") da História do Sporting Clube de Portugal. Mas também ficará como o do teu exemplo de Frontalidade e Hombridade. E isso enche-me de coragem para a luta que se adivinha ser necessária depois da derrocada a que assistimos no Clube.

Acima dos resultados estão os Valores. Estar no Desporto é dar tudo pelos resultados, sem comprometer os nossos Valores - nunca, jamais, nem um segundo. Destes teus meses no Sporting, sei que os teus Valores são os meus Valores. E assim estarei, juntamente com milhões de sportinguistas, a torcer pelo teu sucesso como treinador, seja em que clube for. 

Na roulote de Varandas e Zenha, é sempre a servir freguês

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"6 milhões de euros" Por Ruben Amorim. "No negócio entram ainda o passe de Gelson Dala (80%), Ivanildo (50%) e Palhinha (30%)" (fonte: Record)
record.pt/futebol/futebol-nacional/liga-nos/sporting/detalhe/sporting-negoceia-ruben-amorim-proposta-de-6-milhoes-em-cima-da-mesa

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(A Bola)

Retiro o que disse sobre o Processo de Godinho-Lopização em Curso (PGEC): https://sporting.blogs.sapo.pt/pgec-processo-de-godinho-lopizacao-em-5423108

Esta, nem o Godinho Lopes!

Esta é mesmo de vendedor de rulotes - https://sporting.blogs.sapo.pt/a-rulote-de-zenha-5387551

 

PS - Com o maior respeito por quem ganha a vida honesta e honradamente vendendo bifanas e imperiais, componente essencial do futebol.

PS2 - Foto - www.orientre.pt

PGEC - Processo de Godinho-Lopização em Curso (3)

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20 milhões de Euros. É o corte anunciado (como uma boa notícia, pasme-se) - https://www.record.pt/futebol/futebol-nacional/liga-nos/sporting/detalhe/orcamento-do-sporting-na-linha-dos-50-milhoes-para-202021?ref=Sporting_DestaquesPrincipais - no orçamento para a próxima temporada. Diz a notícia que vai haver "critério na construção do plantel", portanto podemos todos dormir descansados, que é coisa boa.

Em relação ao Orçamento desta (vergonhosa) época (70 milhões) - https://www.jornaldenegocios.pt/empresas/desporto/detalhe/conheca-o-orcamento-de-todos-os-clubes-da-liga-nos) - estamos a falar de um corte de quase um terço (29%).

E se com 70 milhões estamos a quase 20 pontos do primeiro lugar, onde iremos parar com um corte desta dimensão no investimento? Que "critério na construção do plantel" milagroso é esse que irá permitir fazer mais com menos? O mesmo que presenteou os sportinguistas com sucessivas exibições miseráveis e humilhações, a mais recente na Turquia? O mesmo que esvaziou o Estádio - com inevitáveis reflexos nas receitas de venda de bilhetes e Gameboxes?

Esta política de cortes já a vimos no triste mandato de Godinho Lopes. Foi há bem pouco tempo, não há como esquecer... 

E confirma aquilo que já se conseguia adivinhar - a entrada no ciclo vicioso do desinvestimento, redução de expectativas e depauperização de resultados. Ciclo esse de que dificilmente se sai. Sobretudo, quando o nível de ambição do Clube está, neste momento, ao nível do Famalicão ou Rio Ave. E o nível de união está próximo do de israelitas e palestinianos na Cisjordânia.

Dr. Varandas: se a sua intenção é manter o Sporting ao nível do Braga ou nem isso, ou se não consegue fazer mais do que tem feito, por favor convoque eleições. Se já percebeu que não consegue ter os milhões de sportinguistas consigo, tenha a dignidade de passar o testemunho. Como Godinho Lopes, no final, teve. A bem do Sporting, que definitivamente não foi criado para misérias.

 

PGEC - Processo de Godinho-Lopização em Curso (2) - https://sporting.blogs.sapo.pt/pgec-processo-de-godinho-lopizacao-em-5327779

PGEC - Processo de Godinho-Lopização em Curso (1) - https://sporting.blogs.sapo.pt/pgec-processo-de-godinho-lopizacao-em-5316477

Desnorte e descalabro

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Palhinha - o nosso Palhinha - por um treinador com menos qualificações e menos experiência do que Silas?

Palhinha, a jovem revelação/ confirmação da Liga deste ano, por um treinador promessa?

Palhinha, um potencial capitão do Sporting, por um símbolo do SLB?

E para director do futebol? Simão? 

É por estas e outras que a próxima época não pode ser preparada pela direcção que assinou o desastre que está a ser esta. 

Jogadores medíocres, equipa técnica medíocre - e o presidente que os trouxe

O pior da derrota (1-4) na Turquia que sentenciou a época de 2019-20 como digna dos tempos de Godinho Lopes é que poderá ter sido o último jogo europeu do Sporting Clube de Portugal durante alguns anos. A dura realidade é que será muito difícil a este mal-orientado e depauperado plantel, o que resta das vendas de Varandas, superar Famalicão ou Rio Ave. E sim, terminaremos a 20 ou 30 pontos do primeiro lugar.

Com a venda de Bruno Fernandes, foram-se practicamente todos os nossos "anéis", em pouco mais de um ano. Ou, como se dizia no tempo de Sousa Cintra, "as garras do Leão". Restam-nos os veteranos Acuña, Mathieu e pouco mais.

Numa constante de perda de ambição e desinvestimento (uma espiral recessiva), já antes tinham ido Bas Dost e Raphinha. Estes dois e Thiery iam para que não fosse preciso vender Bruno Fernandes, disse Varandas. Agora, diz que se enganou. Antes destes, Nani, que além de ser um grande jogador era um verdadeiro capitão. 

Estes grandes jogadores foram substituídos por quem? Bolasie. Jese, o "avançado centro". Fernando, o craque brasileiro que não chegou a pisar Alvalade. Vietto alterna bons jogos com outros em que pouco se vê. É verdade que Plata ainda pode vingar, mas é cedo para lhe por sobre os ombros a responsabilidade de referência da equipa - como o "marketing" do Clube precipitadamente parece querer fazer ao fim de apenas 2 jogos ("Plata o Plomo"...). 

Não há volta a dar e não tenhamos ilusões: temos hoje um plantel medíocre. Tenho sérias dúvidas de que o nosso plantel seja melhor do que o do Braga, cujo orçamento de um terço ou um quarto do nosso. Um clube sem historial, que tem umas poucas dezenas de milhar de adeptos.

Há dias, só a muito custo conseguimos empatar em Vila do Conde.

Mediocridade é o melhor caracteriza o Sporting da era Varandas. E amadorismo. Isto e uma mistura de miserabilismo e falta de noção cunhada pelo tecnocrata da direcção, quando disse há dias em entrevista ao Expresso que o clube era uma "roulote" antes de chegar a iluminada equipa de Varandas. "Roulote" essa que esteve dois anos seguidos na Champions. A bater-se com Real Madrid, Juventus, Dortmund. O lugar do Sporting. "Roulote" que deu 3-0 ao SLB na Luz. Que ganhou uma Supertaça aos vermelhos. Que se batia por campeonatos até à última jornada. Que enchia um estádio vibrante, que hoje está a meio-gás e terminará a época vazio. Acharão mesmo eles que a nossa memória é assim tão curta?

Despedir, num mau momento no início da época, um treinador que tinha posto o Sporting a jogar bem (Keizer) e ganho dois troféus, sem ter alternativa à altura ou melhor foi, como se vê hoje, um total disparate desta direcção. Silas acabou por aguentar tanto quanto pode e conseguiu levar a equipa à "final four" da Taça da Liga e às eliminatórias da Liga Europa. A véspera de jogos decisivos para o campeonato (SLB, FCP, Braga), Taça da Liga e Liga Europa, Varandas passou-os a negociar (na companhia do "superagente" Mendes) a venda do melhor jogador do plantel. E depois a dar entrevistas, ufano, a dizer que foi "a melhor venda de sempre" do clube (o que só pode ser um elogio ao seu antecessor e rival, que o contratou por menos de 1/6 desse valor).

O Sporting não precisa de um novo treinador. Nem mesmo de novos jogadores. Precisa de uma coisa que perdeu com esta direcção - ambição. Vontade de ganhar jogos e de honrar a camisola de Peyroteo, Yazalde, Damas, Balakov ou Acosta. Respeito próprio. Respeito dos adeptos. União. 

Para mim, é claro como a água que, com Varandas, não passaremos da mediocridade e das justificações (ora é a "herança", ora é "o clube de malucos" e os "esqueletos"). Isto nem é desporto, nem é de gente digna.   

Que venha alguém que possa devolver essa união e essa ambição ao clube.

Os mirabolantes milhões que Mendes encaixou com Bruno Fernandes

5,5 Milhões de Euros. Por extenso: Cinco vírgula cinco milhões. 

Foram os "custos de intermediação" da transferência de Bruno Fernandes para o Manchester United, segundo o comunicado publicado pelo Sporting na CMVM no final da semana passada.

https://web3.cmvm.pt/sdi/emitentes/docs/FR74426.pdf

Esses 5,5 milhões (10% - dez por cento - dos EUR 55 milhões da venda) comparam com 34 milhões de encaixe líquido para o Sporting com o negócio (https://www.abola.pt/nnh/2020-02-22/sporting-bruno-fernandes-rendeu-34-13-milhoes/830479), descontadas as fatias da banca e outras. Ou seja, os agentes facturaram cerca de 16% do que o clube, proprietário do passe, encaixou.

E quem são esses agentes? 

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(in Record)

Ora, a Positionumber, do empresário de Bruno Fernandes, e... a Gestifute - sim, a de Jorge Mendes. Porque é que o empresário de BF, o Sporting e o clube interessado na contratação precisaram do "superempresário"? Não sabemos.

Recorde-se que este é o mesmo Mendes cujos negócios com SLB, FCP e outros clubes estão a ser investigados por suspeitas de fraude fiscal e branqueamento de capitais:

https://www.record.pt/futebol/detalhe/benfica-fc-porto-sp-braga-e-jorge-mendes-investigados

Será que a direcção do Sporting era tão incompetente para vender o melhor jogador do plantel - e do campeonato português - que precisou da ajuda de Mendes?

Gostava de ver Frederico Varandas no Jornal da Noite da TVI ou em 5 edições seguidas no Record a explicar aos sportinguistas estes negócios e comissões.

Também o de Ilori.

E a venda de Thiery, também intermediado por Mendes.

Gostava de ver, mas sei que não verei.  

Como já aqui escrevi várias vezes, acredito que, a caminho de meio do mandato da actual direcção, se tornou mais do que evidente a falta de rumo do Clube e a incapacidade para preparar uma época num desporto altamente competitivo e profissionalizado como é hoje o futebol. Com o conflito com a oposição interna (a "escumalha", nas palavras do próprio) em níveis perigosos, c. de 5 mil pessoas (entre elas, eu) participaram na maior manifestação de que há memória em Alvalade há c. de 2 semanas, prova do enorme descontentamento entre os sportinguistas. Estou certo de que, hoje, Varandas perderia as eleições. Perderia, e por muito. Ele próprio sabe disso, daí agigantar inimigos internos (meros vândalos, para os quais está aí a PSP e estão aí os tribunais), apresentando-os como a maior ameaça à Humanidade desde a Peste Negra. 

Não é só o clima de guerra civil e o aprofundamento de divisões entre sportinguistas; não é só pelos maus resultados, pelo depauperamento do plantel de futebol e pela mediocridade que se vai instalando no clube a todos os níveis. A demissão da actual direcção é uma urgência por sucessivas e reiteradas decisões de gestão lesivas para as finanças e a reputação do Clube.

Varandas Versus Vândalos - o São Valentim que temos

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Uns insultam, o outro chama “escumalha”.

 

Uns ameaçam, o outro expulsa.

 

Uns cospem, o outro faz um comunicado às redacções.

 

Uns batem, o outro dá uma entrevista à TVI. 

 

As cenas dos próximos capítulos? São previsíveis.

 

No fundo, é uma espécie de São Valentim Juve-Varandista. 

Nenhum está preocupado com a imagem do Sporting. Aí, estão unidos como amantes.

É um jogo de sobrevivência, em que o Sporting e os sportinguistas são danos colaterais. 

Em que o clube é notícia por casos de polícia (que, sendo crimes, competem à polícia e às autoridades - como o próprio nome indica). 

 

O Sporting é a casa-mãe do desporto em Portugal. O Sporting forma milhares de jovens atletas todos os anos.

Se pessoas que se dizem sportinguistas não se respeitam e não respeitam o clube, quem respeitará?

Acreditar na PSP? Ou na direcção do SCP?

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Tendo estado presente ontem na manifestação pela demissão da direcção do Sporting, sem pertencer a qualquer grupo organizado de adeptos, e em abono da verdade, eis o que pude testemunhar:

1. A concentração foi, em todos os momentos, pacífica, apesar do elevado número de presentes (a imprensa de hoje fala em 3.000); pediu-se a demissão, gritou-se "Sporting, Sporting" e terminou com uma volta ao Estádio;

2. A maioria dos presentes não pertenciam a qualquer grupo organizado de adeptos (aliás, quando estes GOAs chegaram ao local, c.16:20, depois de terminado o jogo de futsal, o "grosso" dos manifestantes já lá estava).

Sobre o que se terá passado com elementos da direcção à saída do pavilhão João Rocha, não estranho que houvesse selvagens de algum GOA capazes de o fazer, mas estranho que não houvesse polícia no local. Terá a PSP falhado em assegurar a protecção dos alvos, num dia de tensão em Alvalade?

Fiquei ainda mais na dúvida depois de ouvir um agente da PSP (na RTP): 

"Não chegou a nós pela estrutura do SCP qualquer situação relatada, de incidente" (no pavilhão João Rocha);
"Tudo corrreu dentro da naturalidade... quer com os adeptos visitantes, quer visitados, tudo deccoreu sem incidentes".

A PSP falhou?

E como é que a direcção do SCP não reporta à PSP um incidente desta gravidade?

Sobre o que penso da estratégia que esta direcção tem vindo a seguir em relação às claques, que me pareceu sempre incendiária, reitero o que disse aqui há uns meses:

https://sporting.blogs.sapo.pt/guerra-5195989

Também aqui, este não é o caminho.

E não há só as opções da guerra ou cedência/ condescendência. 

Os sportinguistas não devem ser reféns de medíocres nem de selvagens. A selvajaria de um punhado de gente não pode ser a única razão válida para continuarmos entregues à maior mediocridade de que há memória no Clube.

 

Adenda (18:00) - Vice-presidente e vogal da direção do Sporting apresentam queixa na PSP por agressão https://www.record.pt/futebol/futebol-nacional/liga-nos/sporting/detalhe/vice-presidente-e-vogal-da-direcao-do-sporting-apresentam-queixa-na-psp-por-agressao

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