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És a nossa Fé!

O Náufrago

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Enquanto prepara o assalto ao recorde de Godinho Lopes (pior época de sempre do Sporting), o Dr. Varandas agarrou-se como um náufrago à ideia que nos veio salvar da "escumalha". Para quem não está habituado a tal linguajar, eis como a Infopedia define "escumalha": 

"camada mais desfavorecida da sociedaderalé"

Vai daí, e munido de um vocábulo que é todo um tratado de incitamento ao ódio (de classe, sobretudo) - o Dr. Varandas resolveu ir passar uma tarde a charlar sobre o incitamento à violência. Pelas claques. Do outro lado estava o secretário de Estado do Benfica. Perdão, da Juventude e Desporto

Não se sabe se aproveitaram para falar da impunidade do assassino de Marco Ficcini no estádio da Luz - cujo julgamento foi hoje adiado pela 3ª vez. Ou dos cânticos dos No Nome Boys dedicados ao "very light" do Jamor. Mas a conversa parece ter corrido de feição, a julgar pelo ar impante e a opulência vocabular do Dr. Varandas, no final da charla.

Agora que a solução para o problema da "escumalha" está no papo, sugiro mais algumas audiências ao Dr. Varandas: 
- Com a Autoridade da Concorrência, por concertação de preços entre os vendedores de castanha nos arredores do Estádio; 
- Com o "board" do Lidl (na Alemanha, mesmo), para ver nos dias de jogo têm todas (mas mesmo todas) as caixas a funcionar; 
- Com o Papa Francisco, para trazer a boa nova do fim da "escumalha" - e, assim de fininho, lançar a ideia de beatificação de São Varandas.

Foto: https://escumalha.bandcamp.com/track/e-s-c-u-m-a-l-h-a

A Fé e a comunhão leonina

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2020 começa com um aniversário - o oitavo - para o "És a Nossa Fé".

Como neófito por estas bandas, aqui torno públicos os meus parabéns ao Pedro Correia e aos "mais-velhos" deste espaço de encontro do Universo Leonino. 

É um privilégio poder aqui partilhar as modestas opiniões e críticas, junto de "rugidos" de nomes sonantes e mentes brilhantes.

Que venham mais 8... e mais 8 e mais 8...

E que o "És a Nossa Fé" se mantenha inabalável na sua fidelidade ao Sporting e à sua missão de congregar os sportinguistas e elevar sempre o Nome do Clube. Mais do que nunca, o Sporting precisa de união e de quem saiba promover o respeito entre todos os sportinguistas. 

Sporting Sempre.

 

(foto: https://mariegateaux.com/futebol/)

Novo Ano - O quente, o frio e o gelado

Em altura de balanços, aqui fica um "termoestato" do que é para o nosso clube esta transição de ano:

GELADO - A credibilidade das instituições do futebol e do Estado. 
Sobre as arbitragens, estamos há muito esclarecidos. Ou pensavamos que sim, pois novos e ultrajantes limites foram alcançados este ano com o árbitro Pinheiro em Alvalade e em Portimão. Sem esquecer o VAR da Cidade do Futebol. Daquilo que se vai vendo das arbitragens dos nossos rivais, só se pode dizer que a farsa continua no futebol português.
A novidade é que, em vez de regredirem, os sinais de controlo das instituições pelo rival de Lisboa alastram-se ao Estado. Novos limites foram alcançados este ano, com a extraordinária retirada do SL Benfica do processo Gonçalves - que, segundo a juíza, agiu de motu próprio, apesar de ser o braço-direito do presidente do clube
Curiosamente, enquanto os 3 anos de Gonçalves foram rápida e comodamente varridos para debaixo do tapete, no que ao SL Benfica diz respeito, os 30 minutos de de vandalismo no balneário do Sporting em 2018 vão servindo para uma devassa quotidiana da vida do clube e jogadores - que irá prolongar-se ad aeternum, com prejuízo para a imagem do clube. 
Com o Estado manietado, a verdade desportiva parece, em Portugal, cada vez mais uma miragem. E assim se destrói (ainda mais...) a credibilidade da Liga e se coloca os amantes do futebol a assitir a Premier League ou La Liga. Até porque acertar no totobola é cada vez mais fácil.
O que esperar em 2020 do processo que envolve LF Vieira no caso de corrupção de um alto magistrado? Pouco ou nada, infelizmente. Que esperar do julgamento do assassino de Marco Ficcini na Luz? Três anos depois, será feita Justiça? 

FRIO - O conflito com as claques
Infelizmente, novos e quiçá graves episódios do conflito da direcção com as claques são de esperar no novo ano. A insultos e ameaças das claques, a direcção responde agora com... ameaças e insultos. Em vez de agir com inteligência, reage com virulência, descendo ao nível daqueles que se servem das claques para vandalismo e, nalguns casos, benefícios materiais.
Em vez de colocar alguém a falar com aqueles que, dentro das claques, sabem colocar os interesses do Sporting em primeiro lugar (ou simplesmente ignorar os insultos e ameaças, como fizeram seus antecessores no cargo), é o próprio presidente da direcção que resolve fazer do combate às claques uma causa - na minha interpretação, para se desculpar de fracassos (o intratável "clube de malucos"...) e tentar apanhar a "onda" de contestação à JL e DUXXI, pós-vandalismo em Alcochete. Como já aqui pude expor, o clima é de guerra aberta.
Em última instância, tudo isto só divide o clube e tem de parar. Em 2020, quando esta direcção completar 2 anos de mandato, espera-se mais inteligência. E capacidade de exercer o poder que tem de forma plena e firme, mas serena, dignificando o clube.
Como o final de mandato do antecessor de Varandas demonstra, iderar não é agitar uns contra outros. É exactamente o contrário: congregar, pelo esforço e mérito, todas as forças de todos os quadrantes, sendo representante dos valores e da missão da Instituição. 

QUENTE - O regresso da formação
Keizer chegou ao clube com aura de "mago" da formação, mas em pouco mais de meia época acabou por não encontrar na equipa principal lugar para várias promessas da Academia. 
Menos avesso ao risco, Silas já lançou Max, e com muito sucesso. Camacho respondeu, em Portimão, de forma espectacular, às dúvidas que se colocavam em relação à sua contratação. Quer um, quer outro, têm noção da grandeza do Sporting, coisa que não abunda no actual plantel. 
À porta da equipa principal estão agora Rodrigo Fernandes, Mateus Nunes, Pedro Mendes, Eduardo Quaresma e outros. E em 2020 teremos ainda o regresso de valores em "rodagem" como Daniel Bragança, Palhinha ou Ivanildo Fernandes. Há razões para acreditar que na próxima época teremos, como tem sido saudável hábito no passado recente, uma equipa-base com metade ou mais de jogadores da formação. 
Se 2020 não nos trouxer títulos, ao menos que nos traga novos valores, e uma equipa com raça de Leão e "fome" de títulos.

Os meus votos de um Novo Ano verde-e-branco para todos.

P

Silas, o clube de malucos, e o Natal que temos

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Nas mãos de Jorge Silas, Frederico Varandas colocou não apenas um plantel com a confiança reduzida a cacos, mas também o seu próprio futuro como presidente da direcção. E, mais importante do que tudo, o futuro do Sporting Clube de Portugal, num momento de cada vez mais profundas fracturas internas. Como se a situação já não fosse delicadíssima, o Dr. Varandas, bem ao seu confuso estilo, resolveu dar uma entrevista (à Teresa...) para vincar que Silas era uma segundíssima escolha e que só não conseguia melhor porque o Sporting é um "clube de malucos". Traduzido por miúdos, foi à TV dizer "foi o que se arranjou".

Nunca me pronunciei sobre a escolha de Silas por três razões: primeiro, porque respeito a coragem de ter aceite uma missão dificílima; segundo, porque é sportinguista; terceiro, porque acho que toda a gente de bem merece uma oportunidade. E Silas sempre me pareceu uma pessoa de bem.

Se Silas chegasse a Fevereiro sem conseguir fazer o clube chegar aos primeiros lugares da tabela, se caísse nas taças e na Liga Europa, seria varrido, seguramente. E teríamos um final de época semelhante ao de 2013. Algo que nenhum sportinguista, certamente, deseja voltar a viver.

Chegados ao final do ano, o balanço de Silas é o seguinte:

- Terceiro lugar no campeonato (e ainda ao alcance o 2º e a pré-eliminatória da Champions; em 2021, Portugal voltará a ter dois acessos à pré-eliminatória);

- Qualificação na Liga Europa (primeiro lugar do grupo escapou, entre trapalhadas de Renan e más escolhas do treinador);

- Qualificação na Taça da Liga (depois de uma segunda parte com raça contra o Portimonense, ontem);

- Eliminação na Taça de Portugal (Alverca).

Apesar do desastre de Alverca, o balanço tem de ser positivo. A equipa tem vindo a crescer e fez bons jogos com o PSV (4-0) e Santa Clara (4-0). Os níveis de confiança são visivelmente maiores. E, ainda que estejamos fora da luta pelo título e eliminados na Taça, podemos terminar a época com acesso à Champions, uma Taça da Liga e uma carreira interessante na Liga Europa. 

Sobretudo, há um elogio que me dá imenso prazer fazer: Silas conseguiu lançar dois jovens da formação - Max e Rafael Camacho. Se Max era óbvio, e a prova é que já é titularíssimo, Camacho foi uma aposta algo criticada -  e o ex-Liverpool respondeu ontem às críticas com um golaço a lembrar Ricardo Quaresma. O próximo deverá ser Pedro Mendes.

No melhor cenário possível para esta época (acesso à Champions, Taça da Liga e oitavos ou quartos de final da LE), o clube escaparia ao descalabro financeiro que se avizinha com a quebra a pique das assistências em Alvalade a que temos vindo a assistir.  

Melhor, só mesmo se o desastre de Alverca não tivesse acontecido. Contudo, há que agradecer a Silas pelos resultados alcançados. E alcançados nas circustâncias que se sabe - um plantel desequilibrado (com falta de qualidade em várias posições, e várias contratações falhadas) e desmotivado; um conflito permanente entre direcção e claques, que deverá prolongar-se indefinidamente. 

Seguramente, não será já esta uma época à Sporting Clube de Portugal. Mas podia ser bem pior, sobretudo quando a direcção começa uma temporada colocando a fasquia baixo, a falar do um título de campeão como uma coisa distante - e planeia a temporada como tal, deixando sair jogadores titulares (Raphinha, Bas Dost, Thiery), já com a época em andamento. E arranja tempo para dar entrevistas a passear-se em limusines na Suíça, entre auto-elogios confrangedores.

No meio de tanta confusão, há que deixar aqui um valente obrigado ao nosso capitão, Bruno Fernandes, por fazer o impossível, em cada jogo. A Mathieu, que tem sido um verdadeiro leão na defesa. A Max, por mostrar que da Academia continuam a sair grandes valores - com Valores à Sporting. E a Silas pela confiança.

Há razões para acreditar neste Sporting. Não acreditar cegamente, porque a crença sem exigência e sem trabalho é apenas tolice.

Em 2020, queremos mais e melhor.

O meu primeiro voto é que acabem de uma vez por todas as divisões entre sportinguistas. Que fiquem na década passada os adjectivos qualificando este ou aquele como apoiante desta ou daquela direcção. Deixem-se de ódios nas caixas de comentários - e nas bancadas. Vamos, de uma vez por todas, olhar para a frente. Dignificando sempre o Sporting Clube de Portugal - que é maior que qualquer jogador, qualquer direcção, qualquer adepto. Em nome dos sportinguistas do futuro - para que ergam eles mais títulos do que nós.

Feliz Natal a todos. 

SPORTING SEMPRE 

Terror na Luz Impune

Marco Ficcini, adepto do Sporting, foi bárbara e brutalmente assassinado no Estádio da Luz, faz quase três anos. Três anos sem justiça.

Dos casos de violência no futebol português, foi o mais bárbaro, juntamente com o homicídio do "very light" no Estádio do Jamor em 1996 - o qual ainda hoje é lembrado pelo GOA (não se pode dizer claque) do SLB em cânticos.

O autor identificado do homicídio de Marco Ficcini continua em liberdade, como se nada fosse. Três anos sem justiça. Três anos de impunidade.

Supostamente, o julgamento começaria por estes dias.

Mas nada. 

Que justiça, para a família e amigos de Marco Ficcini? 

Nesta quadra natalícia, aqui deixo aos familiares e amigos de Marco um sentido abraço. E desculpas pelo país que temos.

Carta ao Pai Natal

Querido Pai Natal, 

Com este ano me portei bem (não insultei o Exmo. Sr. presidente da direcção no Estádio, não ameacei jogadores no parque de estacionamento... e bem sabes que razões para tanto não faltaram), acho que mereço um presente especial. Então, decidi pedir-te uma equipa de futebol. 

Podias começar dando guia de marcha (contigo para o Polo Norte?) aos seguintes atletas:

- Renan Ribeiro (sempre muito quietinho em cima da linha de baliza, nem vais dar por ele). 

- Tiago Ilori (não encontrarás melhor duende... não faz mal a ninguém e, rápido como é, os presentes de Natal passarão a chegar dia 23)

- Cristian Borja (este não sei para que serve, mas podes dá-lo a um clube mais pobrezinho)

- Eduardo Henrique (óptimo para aparar relva)

- Jese (animação garantida na tenda dos duendes, toda a noite)

- Fernando (vê-se pouco, mas dará sempre trabalho às meninas da vossa enfermaria).

Se não fosse pedir de mais, por favor faz também com que o Exmo. Sr. Presidente da Direcção, Dr. Frederico, não faça mais contratações - nem de mais jogadores, nem de mais treinadores. Nem ele, nem o seu director para o futebol. Deixa-os estar muito quietinhos, por favor. 

Aliás, se precisares muito lá no Polo Norte de alguém realmente generoso, que dá dinheiro a ganhar a muita gente, sensível como poucos (nem se lhe pode chamar nomes!) e tem horror a conflitos (tanto que dava um presidente óptimo para uma ONG ou para a Fundação Gulbenkian), podes levar o Dr. Varandas também. 

Muito Grato!

A hora de João Silva

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Com a infeliz lesão de Luís Neto (paragem mínima de 2 meses, segundo os jornais), Silas precisa de mais um central. E já.

Janeiro será um mês particularmente difícil, com jogos contra o SL Vieira, FC Porto e Braga. Jogos esses decisivos - para a equipa e para a direcção de FV, que ficará altamente fragilizada caso os resultados sejam negativos. 

Mathieu - talvez, juntamente com Bruno Fernandes, o nosso melhor jogador esta época (golaço contra o PSV, assistência para o golo da vitória contra o Moreirense, além da segurança de sempre na defesa) - tem tido uma carga de jogos que a sua idade talvez desaconselhe. E tem resistido a lesões, ao contrário da última época.

Estando a equipa a precisar de mais um central, e havendo seguramente já contactos/ pressões de agentes para colocar na nossa equipa jogadores do calibre de Illori, há que travar tentações de ir ao mercado, que, com a actual direcção, se têm revelado infelizes quase sem excepção. Travar por duas razões: 

- Não haverá tempo de adaptação para qualquer jogador contratado; terá de estar pronto para jogar dentro de pouco mais de 3 semanas.

- Existe qualidade mais do que suficiente nos centrais da formação.

Já se tem falado da muito infeliz dispensa de Domingos Duarte. Mas são muitos outros os exemplos de centrais com potencial totalmente desperdiçados nos últimos anos: Demiral, Tiago Djaló, Kiki e tantos outros.

Olhando para os centrais disponíveis nos sub-23, os candidatos são João Silva e Quaresma. E apesar do enorme potencial de Quaresma, João Silva parece-me, neste momento o melhor candidato a assumir a vaga, por 3 simples razões:

- Experiência (20 anos de idade, versus 17 de Quaresma; 28 jogos nos sub-23 na época passada, 15 nesta - titularíssimo)

- Capacidade física (1,88m)

- Títulos (campeão nacional Juniores A)

Pelo seu trajecto de sucesso na Academia, jogo de raça, o que tenho visto de João Silva mais do que justifica a sua chamada à equipa principal. E, chamando Quaresma, corre-se o risco de esquecer mais um jogador que merece uma oportunidade séria.

Vejo em João Silva um central parecido com Beto Severo: concentrado, fisicamente forte, intenso, raçudo e mandão. Qualidades que têm faltado aos jovens da formação em quem se tem apostado. Silva tem tudo para ser até um potencial capitão. 

A alternativa a João Silva seria Ivanildo, mas, por se encontrar emprestado, o clube turco (Trabzonspor....) teria de aceitar um regresso antecipado. 

Gestão danosa

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Será isto verdade?

Vender um jogador de selecção (camadas jovens), que pode chegar aos AA a qualquer altura, em vésperas do Europeu?

Dar a ganhar 1,5ME ao Braga, depois de lhes ceder durante 1,5 anos um jogador titular?

Encaixar (líquidos) 6 a 7 milhões por uma jovem revelação, que vai continuar a mostrar-se na Liga Europa numa equipa que pode ir longe?

Despachar um jogador da formação, de qualidade, que ocupa uma posição de que estamos desfalcados?

O exemplo de Domingos Duarte não terá servido para nada?

Mais importante: alguém no futebol do Sporting tem alguma ideia sobre o que está a fazer, neste momento?

Alguém será responsabilizado por tanta venda mal feita (Domingos Duarte, 2ME... Thierry, 9ME líquidos...)?

Alguém será responsabilizado pelas contratações falhadas do último ano e meio (Ilori, Borja, Eduardo...)?

Depois de tanta contratação falhada, e de tanta venda ao desbarato, que delapidam o património do clube a uma velocidade estonteante, esta direcção tem condições para continuar? 

Por favor não vendam o Palhinha

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O jovem João Palhinha é uma referência do SC Braga, clube onde está há uma época e (quase) meia. E não surpreende ninguém que assim seja.

Muito já foi aqui dito sobre o absurdo que foi a cedência de um jogador com potencial, que ocupa uma posição de que estamos desfalcados, a um clube cujo presidente destila ódio sempre que fala do Sporting - e ternura, quando fala do rival de Carnide. Das várias decisões absurdas da gestão interina de Sousa Cintra (que inclui a forma como varreram Mihajlovic, cujos resultados são agora conhecidos) esta é para mim a mais inexplicável. Isto sem querer crucificar Cintra, a quem se deve também o ingresso de Nani e o regresso de Bruno e outros.

A única parte que saiu a ganhar no negócio de Palhinha foi o Braga, com o empréstimo por 2 anos de um jogador com mentalidade, porte físico, entrega ao jogo, mobilidade, entre outros atributos.

E, nunca esquecendo: ele foi o único jovem jogador da formação que não rescindiu depois da trapalhada armada pela Juve Leo na Academia em 2018. E pressões para que rescindisse e assinasse por outros clubes não faltaram.

Essa dignidade não pode ser esquecida jamais pelos sportinguistas.

Daqui a uns meses teremos Palhinha de volta ao Sporting. Ou será que não teremos? Porque as suas exibições na Liga Europa têm despertado cobiça de clubes lá fora. E não faltarão propostas por ele, seguramente. Haverá certamente a tentação de fazer um encaixe modesto, como nos casos de Thierry e Matheus. Ou se calhar até menos. O próprio jogador deverá sentir a tentação de experimentar outra Liga.

Mas só há uma maneira de acabar com o absurdo que tem sido a ligação de Palhinha (e outros, como Geraldes) ao clube: dar uma oportunidade séria para se afirmar no Clube. Mostrar o que vale, fazer uma grande temporada. Quem sabe, cumprir o sonho de um título de campeão pelo Sporting. Porque Palhinha tem chama de campeão.

Por favor não vendam o Palhinha...

Não, Patrício não é um símbolo do Sporting

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A propósito do meu post pós-PSV sobre o Max, "A Camisola de Damas", o leitor Romão criticava não ter feito menção a Rui Patrício. Dizia ser ingratidão não o mencionar.

Embora perceba o ponto, não posso estar mais em desacordo. E acho que é uma boa achega para termos uma discussão desapaixonada sobre qual o papel que têm na história do Clube Patrício, William e Gelson - que tantos jogos fizeram com a camisola verde-e-branca. E não tenho qualquer dúvida em dizer que eles saíram do livro de honra da história do Clube pelo seu próprio pé. 

Mas, primeiro, vejamos os números (WikiSporting).

Rui Patrício - 467 jogos, 451 golos sofridos (média 0,966/ jogo)

Vítor Damas - 456 jogos, 390 golos sofridos (0,855/ jogo).

Depois os títulos (ao serviço do SCP): 

Rui Patrício - 2 Supertaças, 2 taças de Portugal, 1 taça da Liga

Vítor Damas - 2 Campeonatos Nacionais, 3 Taças de Portugal, 2 taças de honra (extinta).

Em ambos os casos, Damas tem uma vantagem considerável. Sobretudo se recordarmos que aqueles dois campeonatos foram ganhos quando no rival de Lisboa alinhava Eusébio (entre outros...). Notável, do espírito do capitão Damas - e da nossa diferença em relação aos nossos rivais de Lisboa - esta citação (WikiSporting): "essa defesa (incrível, para canto, a um remate de cabeça de Eusébio, num derby a contar para o Campeonato de 1969/70, que o Sporting ganhou) foi importante porque permitiu que ganhássemos por 1-0 e conquistássemos o título de campeões nacionais. O Eusébio veio cumprimentar-me e foi assobiado pelos adeptos do Benfica".

Mas não está nos números nem no palmarés a razão porque Patrício, no meu entender, não pode (nem, a bem do Sporting, deve) ser considerado um símbolo do clube. Não pode (nem deve) porque saiu do clube, de sua livre e espontânea vontade, por rescisão contratual unilateral, num momento de particular fragilidade para o clube. 

Ele não rescindiu um contrato com Bruno de Carvalho. Ele rescindiu com o Sporting Clube de Portugal, clube que representava desde os iniciados (2002-2017). Rescindiu numa altura em que era capitão. Rescindiu quando o Sporting (os sportinguistas...) mais precisavam dele, entregues aos tiros no pé de um homem instável e "ultras" insanos - e pancada quotidiana de oportunistas de toda a sorte (políticos, agentes, comentadores, etc). Rescindiu sabendo os problemas que causaria ao clube e a desilusão que provocaria em milhões de adeptos.

Chegou onde chegou graças ao seu trabalho - evidentemente - mas deve-o em grande parte a Paulo Bento, que apostou nele, ao Sporting, onde sempre foi uma aposta, e aos sportinguistas, que tantos e tantos disparates daquele miúdo aguentaram ao longo dos anos (com alguns assobios pelo meio, reconheça-se), até àquele Campeonato da Europa de 2016, em que sentiram com tanto orgulho ver os nossos brilhar tão alto. 

Patrício não rescindiu porque queria jogar num clube maior - pois foi jogar para o Wolverhampton. Rescindiu - sejamos francos - porque lhe pagavam melhor noutro lado. 

Já agora, aqui ficam os nomes de alguns jogadores que não rescindiram em 2018, tendo condições (e sofrendo pressões) para fazê-lo: Mathieu, Coates, Ristovski, Freddy Montero, João Palhinha. Os que não rescindiram foram, aliás, a maioria.

E não me venham com a história dos coitados dos jogadores que sofriam pressões. As maiores vítimas do desvairio de 2018 não foram Patrício e afins. Não me lixem! Esses saíram para onde lhes davam mais dinheiro. Se ficassem, teriam segurança reforçada (e, provavelmente, mais dinheiro, embora não tanto quanto queriam). Vítimas, aqui, foram o Clube, que ficou com uma fracção do valor deles - e os sportinguistas, que além de um Clube mais depauperado, ficaram com uma faca cravada nas costas.

E nem me chateia que o convidem para a tribuna - é um ex-jogador, um ex-capitão, com títulos conquistados pelo clube. Como outros. Rescindiu para ganhar mais dinheiro? É o mundo que temos, deixem-no lá estar na tribuna.

Damas alinhou por outros clubes em Portugal, mas nenhum dos rivais. Aliás, é João Rocha quem o coloca em Espanha (Santander) não conseguindo cobrir uma proposta do FC Porto, que já tinha desviado 2 jogadores do Sporting (WikiSporting). Patrício, mais dia menos dia, vai ser um troféu dos nossos rivais. Há-de chegar o dia, em que o "el capo" de Carnide ou o seu homólogo das Antas precisarão de fazer uma contratação badalada. Aliás, para mim esta passagem pelo clube do amigo chinês de Jorge Mendes é apenas uma ante-câmara disso.

Patrício, símbolo do Sporting? Ao nível de Damas? Não nos rebaixemos. E, sobretudo, saibamos honrar Damas.

Por tudo isto, Max, faz um favor aos sportinguistas e a ti mesmo: vê mais jogos e procura mais inspiração em Damas do que daquele de quem hás-de herdar as luvas da Selecção.

A camisola de Damas

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O Sporting tem o melhor histórico de formação em Portugal. Ponto. 

Ontem, contra o PSV (4-0), estavam em campo dois jogadores que tiveram um comportamento miserável para com o clube que os formou - Bruma e Ilori. E estes tiveram sucessores à altura no baixinho Podence e no rastejante Rafael, que rescindiram um contrato ao primeiro aceno de um cheque (apesar de ele vir, respectivamente, da liga grega, onde presidentes de clubes entram em campo com pistolas, e do 6.º ou 7.º clube em França, o equivalente ao nosso Rio Ave). A favor de Podence, Patrício e William, o facto de o processo ter terminado com a sua venda (o rastejante Rafael, a quem desejo uma curta e triste carreira, nem isso). Mas este não é um post sobre esse processo, em que tantas forças se uniram para prejudicar o clube.

Nos últimos anos, muita gentinha sem respeito pelo Sporting tem saído da Academia. O Clube não tem formado gente à altura da sua dignidade. São disso exemplo os tristes Bruma e Ilori e os miseráveis Podence e Rafael. 

Dá, por isso, um gozo ainda maior ver um jogador da formação que sabe falar e sabe estar à altura do clube que representa. Como as palavras captadas pelo Edmundo Gonçalves bem atestam. Tal como outras que lhe tenho ouvido.

Bem-vindo ao Clube, Max. Que enorme exibição. Uma decidida saída aos pés (de Bruma, ironias do destino...) , que evitou o 2-1 na primeira parte (e os estados de nervos da equipa, que tão mau resultado têm dado). Que enormes reflexos na segunda parte, evitando o 3-1. Que consistência e inteligência a lançar o jogo (algo que falta a Renan como água no deserto).

Sobretudo, Max: nunca te esqueças que a camisola que vestes é a de Damas. Procura estar à altura dele e dos maiores. No talento, mas também na devoção e na dedicação. A glória merece-se. 

The Empire (Group) Strikes Back

Tentativa mal amanhada (bastante, mesmo) de uma "word cloud" de mais um jantar "És a Nossa Fé" (aka, "Grupo do Café Império"), 22 de Novembro de 2019.

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Foto de família: 

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Presentes (por ordem aproximada de chegada ao recinto): "Caloiro" Paulo G. Figueiredo, "Mister" Pedro Correia, Luciano Amaral, Edmundo Gonçalves, Luís Lisboa, Filipe Arede Nunes, Pedro Azevedo, João Caetano Dias, Pedro Oliveira, José Navarro, José da Xã, Marta Spínola, Francisco Almeida Leite.

Presentes em espírito (e, aqui e ali, na conversa): Todos os autores e leitores do "És a Nossa Fé"

Sempre Presente: Sporting Clube de Portugal

Bela foto...

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... De Bruno Fernandes e outros jogadores do plantel do Sporting em treino com o Sporting do futuro.

É bonito de ver. E é bom marketing. Também é preciso.

Mas não chega.

Entre muito que é preciso clarificar, com urgência, uma das coisas mais importantes é justamente o futuro de Bruno Fernandes. Estará mesmo em cima da mesa a sua saída em Dezembro, depois de Varandas ter justificado a venda destempada de Raphinha e outros com a necessidade de manter o capitão?

Demiral

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Vendido por 3,5 ME pelo Sporting (gestão Sousa Cintra) em 2018.

Vendido por mais do dobro ao Sassuolo, que o vendeu à Juventus por quase 20ME.

Fala-se agora de uma venda por 40ME.

E o Sporting a precisar de bons centrais como de pão para a boca.

Quem viu Demiral jogar nos B não podia ter qualquer dúvida de que era um jogador de topo.

Não há responsáveis por decisões destas?

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