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És a nossa Fé!

Só peca por tardio

O fim do protocolo do Sporting Clube de Portugal com as claques. Apesar de criticar abertamente Frederico Varandas e defender antecipação de eleições, nesta matéria estou totalmente de acordo com a orientação do clube.

O desporto deve ser um espectáculo, onde não cabem arruaça, violência, insulto, a tal patética mentalidade a que chamam ultra. Quando em criança comecei a frequentar estádios de futebol, pela mão do meu pai, era uma festa ir ao futebol e já existiam rivalidades. Se queremos ser grandes, há que seguir os bons exemplos de Inglaterra e Espanha.

Se os parasitas não fazem falta, quero acreditar que a maior parte dos membros das claques, que não os seus cabecilhas, irão continuar a mostrar o seu amor ao clube. É hora de separar o trigo do joio.

F. Varandas cada vez mais perto do fim da linha...

Frederico Varandas é legitimamente presidente do Sporting Clube de Portugal, porque foi eleito com a maioria dos votos dos sócios. Podemos concordar ou discordar dos estatutos, mas temos os que foram aprovados em AG pelos sócios. Não há, nem pode haver, AG legítimas e outras ilegítimas consoante o resultado nos agrade ou não, por muito que alguns lunáticos continuem a falar em golpe, usurpação e outras teorias rocambolescas, enquanto não reconhecerem todos os resultados, não serão levados a sério e nada conseguirão mudar no clube. Continuarão a ser parte do problema e jamais farão parte da solução.

Também não coloco em causa o sportinguismo do presidente e demais membros dos órgãos sociais do clube. Ser sportinguista não é um direito de nascença, mas uma escolha que todos fizemos em determinada altura da nossa vida, pouco importa se influenciados ou não, cada um terá a sua história. Respeito por isso a pessoa, como aliás todas as pessoas, neste caso em particular os sportinguistas, pelo que jamais alinharei ou pactuarei em insultos ad hominem, seja a quem for. Repudio tal caminho, mas não surpreende que as claques do clube, muito em particular a que se julga acima das outras e tem sido favorecida ao longo de anos, escolha essa via para reclamar a mudança de rumo no clube. Não os seguirei.

Mas Frederico Varandas e seus pares não têm feito por merecer a confiança que os sportinguistas lhes depositaram. Os resultados são como o algodão, estamos longe do lugar que a história e tradição do clube exigem e não se vislumbra no horizonte próximo uma mudança de rumo. No entanto, se Frederico Varandas está tão certo que continua a merecer a confiança dos sócios e tem mesmo a melhor solução para dirigir o clube, porque tem medo de ir a eleições? Não precisa sair, basta que antecipe eleições e se apresente a votos, permitindo que apareçam alternativas, possamos todos debater e votar. No final, se ganhar, sairá reforçado, se perder, ninguém dirá que ficou agarrado ao poder. Se não o fizer, optando por continuar no autismo presente, muito provavelmente Bruno de Carvalho deixará de ser o único presidente destituído na centenária história do Sporting...

Que fique claro, considero que Frederico Varandas não tem condições para continuar, neste momento a sua presidência encontra-se em comatosa agonia, mas de todo quero regressar à javardice do passado recente. Uma das condições, obviamente que não será a única, para apoiar um candidato no futuro, se formos a eleições, será manter as claques longe dos privilégios que os restantes sócios não têm. Ninguém acerta sempre, como também não está sempre errado, essa é das partes mais positivas do consulado Frederico Varandas, mas os resultados do futebol exigem uma rápida mudança no clube. Viva o Sporting!

Mais uma votação, mais uma derrota da seita letal...

Desta vez não compareci à AG para aprovar o relatório e contas. É público que tenho assumido uma posição crítica da actual direcção do clube, pelo que me abstive de participar. Porque tal como previ, na AG estaria presente uma seita arruaceira, ordinária e anti-democrática, chegaram ao ponto de impedir um antigo presidente da instituição de discursar, o que diz bem da natureza deste grupelho. E cai por terra a contestação à boa decisão de se votar antes de terminar o direito aos sócios de usarem a palavra. Qualquer pessoa decente e educada não está para aturar imbecis deste calibre...

Não se iludam com a próximidade do resultado da votação, apesar de tudo, uma vez mais, saíram derrotados, a IURB estava mobilizada e compareceu, acredito que não fui o único com falta de vontade em defender os actuais órgãos sociais, não comparecendo. Se por um mero acaso ontem até tivesse ido à AG com ideia de me abster, assim que ouvisse os primeiros urros dos grunhos letais ao clube, imediatamente mudaria de posição. Posso discordar de Frederico Varandas, mas se tiver que optar entre a continuidade do actual presidente ou regressar ao passado de má memória defendido pela seita letal, não hesitarei. Votarei em qualquer um que esteja do outro lado, se necessário for, porque não me revejo na bardinagem de claques, arruaceiros e afins...

Aceita um repto, sr. Presidente?

Absolutamente inaceitável o aumento de vencimentos aprovado ontem na AG da Sporting SAD para os administradores. Mesmo que cumpram a recusa anunciada por Salgado Zenha para esta época, ficámos a saber que a partir de agora têm um salário substancialmente melhorado e lá mais para o Verão do próximo ano, o assunto terá perdido mediatismo, com Euro 2020, transferências, quem se preocupará verdadeiramente com esta questão?

Desejo a Silas toda a sorte do mundo, é um treinador que aprecio enquanto pessoa, a equipa que treinou anteriormente praticava um futebol agradável, o seu sucesso será acima de tudo positivo para os superiores interesses do Sporting. Mas não esqueço o que nos trouxe até aqui, a inacreditável crise que ainda estamos a atravessar, pese embora a importante vitória obtida na Vila das Alves:

-Má planificação da época.

-Péssima condição física.

-Desaproveitamento da formação.

-Inacreditável gestão do mercado de transferências.

Não acredito em milagres, alguns resultados podem ser obtidos com sorte, ou falhados por azar, mas os factores aleatórios raramente pendem sempre para o mesmo lado. Cedo ou tarde, como o azeite, a competência vem acima e não me parece apropriado associar a palavra competência ao departamento de futebol do Sporting Clube de Portugal SAD. Acontece que o presidente Frederico Varandas foi eleito precisamente com promessas de restruturação do futebol, à época a tentar recuperar do estado de choque em que uma gestão troglodita o mergulhou. Mais de um ano passou, se é possível falar em pesada herança, ou tempo ainda insuficiente para resolver tudo, a incompetência recente, não faz parte de herança alguma. O autismo patente que vai sendo demonstrado, esse sim, tem muito a ver com o passado recente que rejeitámos. Não foi para isto que libertámos o clube do aprendiz de Napoleão.

Não existem duas oportunidades para se causar uma boa primeira impressão. Frederico Varandas não mostrou até agora ter um rumo seguro para o clube, no qual os sportinguistas de possam rever, confiar e apoiar. Algumas medidas avulsas positivas, como a retirada de apoios às claques, não chegam para dormir tranquilo, com a certeza que o futuro será verde e branco.

Mas se Frederico Varandas e seus pares estão assim tão convencidos terem a razão do seu lado, porque não clarificarmos junto dos sócios? Não precisa ser amanhã, nem tão pouco este mês, eventualmente nem este ano. E até pode ser o sr. Presidente a gerir o processo, agendando o acto eleitoral, por exemplo para a próxima Primavera. Daria tempo para se preparar, os oponentes também, os sócios que não são burros, estarão atentos, diminuiria a pressão sobre a sua presidência, que neste momento depende totalmente dos resultados da equipa de futebol, daria tempo a Silas, aos jogadores, à apresentação de projectos, a tempo de preparar a próxima época.

Vamos a isso sr. Presidente Frederico Varandas? Se não está agarrado ao poder, convoque eleições antecipadas para Março ou Abril. Se tem de facto um projecto em que acredita e está seguro que os resultados irão aparecer, não tenha medo do veredicto dos sócios e apresente-se a eleições. Se perder, sairá de forma digna, respeitado. Se ganhar, sairá legitimado, com um poder reforçado junto dos sócios, como agora não tem e seguramente não terá até final do presente mandato.

A bem do Sporting, que está acima de todos nós!

Saudações leoninas!

Quo vadis Sporting?

A estrutura do futebol do Sporting não funciona. Transferências mal geridas, incompetência na inscrição de jogadores, péssima comunicação, resultam na acumulação de resultados desportivos negativos. Ao que parece Silas será o próximo treinador do Sporting. A questão é, vamos regressar às vitórias? Em caso afirmativo, todos poderemos respirar de alívio, a direção continuará a exercer funções sem sobressaltos, desde que não cometa a loucura de aumentar vencimentos aos dirigentes, após ter deixado sair jogadores a preço de saldo, por insuficiência de condições financeiras.

Mas, cenário que não desejo, e se a chicotada não resultar? Virá outro após Silas?

Frederico Varandas fez promessas eleitorais aos sócios do Sporting que lhe deram a vitória, mas que manifestamente não está a conseguir cumprir. Manda a decência que seja democraticamente humilde e coloque o lugar à disposição dos sócios, mesmo que se recandidate. Caso vença sairá reforçado e colocará um ponto final na contestação. Caso perca é porque os sócios legitimamente escolheram outra via. O clube só tem a ganhar com a clarificação.

Basta! A pouca vergonha não pode continuar...

- O Sporting voltou a perder em Alvalade, apenas 2 vitórias em 8 jogos oficiais é um registo patético. O passado, a história, a grandeza do clube exigem apuramento de responsabilidades e mudança de rumo. Isto não pode continuar. Obviamente que Leonel Pontes desperdiçou a oportunidade e provavelmente não continuará treinador do Sporting, mas não basta, é preciso retomar rapidamente o caminho das vitórias. Se tal não acontecer, que se mudem os dirigentes, até o presidente se for necessário. Será inevitável caso as vitórias não apareçam, insubstituível no Sporting apenas o leão. 

- Quanto aos aumentos de vencimentos na SAD, será até ridículo equacionar tal possibilidade com os miseráveis resultados que a equipa vem obtendo. 

Fará sentido aumentar o vencimento dos administradores da Sporting SAD?

A Sporting SAD tem a responsabilidade pela gestão do futebol do Sporting. Um ano após a entrada em funções dos actuais órgãos sociais, apesar de termos conquistado dois troféus, taça da liga de importância relativa e taça de Portugal, a verdade é que apesar de não estarmos piores que em anos anteriores, basta conquistar uma supertaça durante as próximas quatro épocas para igualarmos os cinco anos pífios da rasca gestão populista, a verdade é que nenhum sportinguista pode hoje estar satisfeito, ou ter confiança no futuro.

- Falhámos o acesso à UCL e ninguém nesta altura, excepto os crentes em milagres, espera que na próxima época a estejamos a disputar.

- Apesar do estatuto histórico, nada mais que isso, realisticamente ninguém acredita que possamos discutir o título com os rivais. Eventualmente numa prova a eliminar o cenário pode ser diferente, mas esporadicamente até clubes de menor dimensão o conseguem.

- O plantel é desequilibrado, a gestão do mercado de transferências não deixou ninguém satisfeito, as escolhas têm no mínimo sido discutíveis.

- A uma comunicação histriónica sucedeu-se uma não comunicação. Mas exercer um mandato não significa um cheque em branco e muito menos ficar acima do escrutínio permanente de quem outorgou o mandato, neste caso os sócios.

- Apesar do Sporting SAD e Sporting Clube de Portugal serem entidades distintas, a verdade é que o clube é detentor da maioria do capital da SAD, estando os órgãos sociais eleitos, em legítimo exercício de funções, sob o permanente escrutínio dos legítimos donos do clube, os sócios.

 

Na minha qualidade de sócio com 42 anos de filiação e quotas em dia, apelo aos actuais responsáveis pelo Sporting e Sporting SAD, muito em particular ao presidente Frederico Varandas, que retirem a proposta que visa aumentar os salários dos administradores da SAD. Em substituição, até aceito que aumentem ou instituam prémios quantificados, a serem pagos mediante o atingimento de objectivos, que a saber seriam:

1 – Prémio por conquistas desportivas:

- Taça da Liga

- Taça de Portugal

- Liga Europa (neste caso poderíamos ter prémios escalonados por acesso a meias-finais, final ou vitória)

- Acesso à UCL (a ser pago mediante acesso efectivo e não apenas a disputa de pré-eliminatórias ou play-off)

- Conquista de campeonato nacional

2 – Prémio por desempenho financeiro:

- Apenas pago em caso de ter sido atingido o mínimo histórico exigível, o 3.º lugar do campeonato. Abaixo dessa classificação, qualquer que se seja o desempenho financeiro da Sporting SAD, o prémio deveria ser de 0 euros.

- Mediante objectivos quantificados e assegurado no mínimo a alínea a), devem ser reconhecidos os méritos de gestão.

– O não atingimento de objectivos desportivos e financeiros implica o apuramento de responsabilidade e retirar consequências. Não é admissível continuar em silêncio ou assobiar para o lado e apontar à pesada herança recebida. Quem se candidata sabe ao que vai, quem aceita cargos também.

 

Não estou disposto a pactuar com o autismo. Os sócios do clube já depuseram um megalómano aspirante a Napoleão, podem perfeitamente voltar a fazerem-se ouvir se os dirigentes ignorarem os muitos sinais que só não são vê quem não quer ver...

Crónica de mais um mau resultado anunciado

Infelizmente confirmou-se a previsão que adiantei no post do Pedro Correia. Era demasiado previsível, face à má preparação da época, não há outra forma de o escrever. Não irei criticar Leonel Pontes, porque entrando praticamente a perder no jogo, graças a uma displicência de Wendel, tentou mudar o rumo dos acontecimentos, incentivou a equipa, fez substituições, mas não pode fazer milagres com as lacunas que o plantel apresenta na frente de ataque. Gostei de Bolasie, seria difícil pedir mais a quem acabou de chegar, o problema é não haver tempo para integrar os reforços de forma gradual, porque o único ponta de lança do plantel está lesionado, tal como o segundo avançado titular. Para cúmulo, Pedro Mendes, titular dos sub 23, em boa forma, não foi inscrito, decisão que não se compreende de todo.

Se na época passada poderia ser invocada a pesada herança, acrescida da impreparação da Comissão de Gestão, a verdade é que houve tempo para planear a actual época. A situação financeira do clube não explica tudo, seguramente não explica a não inscrição de Pedro Mendes, a má gestão do dossier Bas Dost e não contratação de ponta de lança opção a Luiz Phellype. Frederico Varandas terá muito que explicar aos sócios.

Sem querer encontrar bodes expiatórios, ou passar responsabilidades a terceiros, não se percebe a expulsão de Bruno Fernandes, após ter passado o jogo a sofrer faltas. Verdade que o nosso capitão se pôs a jeito, ficando à mercê do padre Sousa por ter levando um primeiro amarelo desnecessário por protestar. Na última jornada foi Coates, hoje Wendel, estamos a cometer demasiados deslizes que penalizam a equipa.

Os nossos ídolos (36) - Miguel Maia

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O voleibol estará longe de ser uma modalidade mediática em Portugal, mas poucos não terão ouvido falar em Miguel Maia. Um daqueles raros casos em que alguém se torna figura maior no universo que o rodeia. Sem exagero, direi que Miguel Maia estará para o Voleibol como Amália Rodrigues para o fado.

Desportista de eleição, o valoroso atleta nascido em Espinho a 23 de Abril de 1971 consagrou-se no voleibol de pavilhão e voleibol de praia, alcançando uma impressionante colecção de títulos individuais e colectivos, que o tornaram mundialmente conhecido e respeitado. Apesar de ter conquistado a maioria dos títulos ao serviço do Sporting de Espinho, no Sporting Clube de Portugal conquistou quatro campeonatos nacionais, uma taça de Portugal e duas supertaças, o que não é coisa pouca, principalmente se levarmos em conta que envergou o número 8 da verde e branca "apenas" durante cinco épocas. Convém não esquecer que durante grande parte destes anos o Sporting não manteve actividade na secção de voleibol. O último título nacional foi obtido na época 2017/2018 com a idade de 47 anos e até hoje ainda não terminou a carreira. Será que ainda vamos ter Miguel Maia na quadra aos 50 anos?

É justo deixar uma referência à Académica de Espinho que o formou, pela qual também conquistou uma taça e um campeonato, feitos históricos que a agremiação até hoje jamais logrou repetir.

À enorme classe que sempre demonstrou na posição de distribuidor, Miguel Maia acrescenta uma intensidade competitiva fora do comum, possuindo ainda um serviço potente e colocado. Além do voleibol indoor, o espinhense notabilizou-se na vertente de praia, levando inúmeros portugueses ao rubro nos Jogos Olímpicos Atlanta 1996 e Sidney 2000, quando, fazendo dupla com o amigo de infância João Brenha, ficou à beira da medalha, obtendo dois amargos, mas brilhantes, quartos lugares.

Miguel Maia não ocupa hoje apenas um lugar na história do voleibol, nem tão pouco na história do Sporting Clube de Portugal, está muito para além disso. É um desportista de eleição com lugar conquistado por mérito próprio no desporto nacional, sendo uma referência, um exemplo a seguir para as futuras gerações de jovens portugueses. Enquanto sportinguista, só posso estar grato por ter visto este enorme atleta envergando a nossa camisola com o leão rampante no peito.

Bem-haja, Luís Miguel Barbosa Maia.

Keizer, rua - III

Foi demasiado mau o jogo praticado em Alvalade, mas sobretudo é penoso olhar para o banco e ver em Keizer apenas mais um espectador. O homem não tem competência para treinar um clube com a história, tradição e grau de exigência do Sporting. Simples, só não o percebe quem não quer perceber. Na minha qualidade de sócio com as quotas em dia, peço ao presidente que demita imediatamente Marcel Keizer do cargo de treinador e aproveite a paragem do campeonato para contratar um substituto ou encontre uma solução transitória. Se Frederico Varandas insistir na manutenção do treinador, retirarei a minha confiança nos actuais órgãos sociais e colocarei os meus votos à disposição de quem aparecer a promover uma AG, exceptuando como é óbvio o grupo letal, porque também não subscreverei ou pactuarei com qualquer tentativa de regresso a um passado recente de má memória. Tem a palavra (ainda) Frederico Varandas...

A hora da verdade...

Sempre afirmei que a presente época serviria para provar a competência do treinador Marcel Keizer e do presidente Frederico Varandas. Quanto ao primeiro, pouco tenho a acrescentar aos posts que escrevi. Já o segundo, ao chamar a si a responsabilidade pelo futebol, não pode colher apenas os louros das taças brilhantemente conquistadas na época transacta, também é o principal responsável pela péssima gestão do dossier Bas Dost. Caso decida até ao fecho do mercado vender Bruno Fernandes por um preço abaixo do inicialmente exigido, enfraquecendo a equipa de futebol, diminuindo manifestamente as aspirações para a presente época, será necessário retirar consequências. 

À semelhança de qualquer outro jogador, o Sporting nada pode fazer se aparecer algum clube a bater a cláusula de rescisão, a confirmarem-se os rumores que dão conta da possível saída do nosso capitão a preço de saldo, ficaremos perante uma evidência de gestão danosa, que exige uma explicação aos sócios, seguida da convocação de Assembleia Geral para aferir a confiança que os órgãos sociais ainda merecem aos sócios. Obviamente que não estou disponível para suportar uma direcção que salda os nossos melhores activos, mantém um treinador que não aposta na formação e aposta em empréstimos para valorizar activos alheios, como se prepara para fazer com um jovem extremo brasileiro, cujo passe pertence a um clube alemão ou adquire jogadores de terceira categoria, como são os nomes que estão em cima da mesa para substituir Dost e possivelmente Bruno Fernandes...

Keizer não convence...

Apesar da vitória indiscutível, Marcel Keizer continua a não convencer. O jogo começou a ser ganho antes do apito inicial, quando o holandês decidiu colocar Vietto no lugar de Diaby, o que equivale a jogar com 11 jogadores de futebol, o que é bem melhor que jogar com 10 e mais uma nulidade que só atrapalha. Os quatro jogadores mais avançados no terreno, Vietto, Bruno Fernandes, L. Phellype e Raphinha resolveram o jogo, permitindo que a contestação ao treinador fique adiada por mais algum tempo.

Felizmente que o resultado estava feito, o terceiro golo retirou força anímica ao adversário, que ainda assim acabou o jogo por cima, face à deficiente condição física que os nossos jogadores apresentam, foi notória a quebra com o aproximar do fim do jogo, mas o treinador resiste a fazer substituições, quando se pedia que colocasse um dos extremos que tinha no banco, para explorar o adiantamento do Portimonense, mas igual a si próprio, sempre medroso, apenas mexeu no sentido de procurar reforçar a defesa do resultado. O Sporting pode não ter o melhor plantel da I liga, mas olhando para a qualidade dos jogadores e para o trabalho de Marcel Keizer, é caso para dizer que o Sporting parece um carro desportivo, equipado com um motor utilitário...

Keizer, rua - II

Apesar do resultado positivo, não fiquei satisfeito com o jogo que acabei de assistir em Alvalade. Já cansa a insistência de Marcel Keizer em Diaby, qualquer semelhança entre o maliano e um jogador de futebol será seguramente mera coincidência, porque não consegue receber uma bola em condições, falha no passe, é incapaz de definir, uma nulidade segundo a generalidade dos espectadores, à excepção do boneco parado junto ao banco de suplentes do Sporting, ostentando uma braçadeira onde está escrita a palavra treinador. Hoje, também Raphinha esteve uns furos abaixo do habitual, mas pelos vistos o holandês não ficou preocupado, pois Camacho não saiu do banco e Plata viu o jogo da bancada, qualquer deles bem superior ao pino com a camisola 23.

Após uma entrada forte do Sporting, a verdade é que o Braga dominou o jogo, com Marcel Keizer a ser apenas mais um espectador em Alvalade, valendo-lhe mais uma vez a classe de Bruno Fernandes, que, do nada, inventou um golo que acabou por garantir a vitória, três pontos e mais umas semanas de permanência do treinador no cargo, que seguramente deixará antes do final da época, porque a paciência tem limites e fica penoso assistir uma equipa com a tradição e história do Sporting, apresentar um futebol sem qualidade, sem ideias e acabar o jogo com os jogadores caídos no chão, exaustos, sofridos, perante um adversário que teve apenas três dias de descanso.

Uma vez mais peço ao presidente Frederico Varandas, que tem a seu cargo o futebol, para substituir o treinador, que manifestamente não é competente para o cargo que ocupa, apesar de toda a sua simpatia, mas nesta matéria há que colocar em primeiro lugar o superior interesse do Sporting Clube de Portugal.

Perder dinheiro

Desvalorizado pelos 93 golos apontados nas três épocas que vestiu as nossas cores, Bas Dost sai ao que parece por 9 milhões de euros, quando o Sporting tinha gasto 10 milhões na sua aquisição. 

Incompreensível decisão, porque apesar de exibições menos conseguidas nos últimos meses, há que recordar que o jogador sofreu uma lesão que o afastou durante algum tempo dos relvados.

Sou da opinião que o problema de Bas Dost, um finalizador de excelência, um verdadeiro matador, reside no facto das bolas não lhe chegarem. Diante do Benfica na supertaça, foi utilizado mas não jogámos em ataque continuado, diante do Marítimo fartámo-nos de cruzamentos quando o holandês estava no banco. 

O rendimento do avançado baixou com Marcel Keizer, timoneiro que navega à vista, quando não anda à deriva, porque está visto que não sabe mais. Enquanto o Sporting não resolver o problema do comando técnico, continuará a depender única e exclusivamente da inspiração de Bruno Fernandes, que obviamente tem limites, apesar de muitas vezes parecer que não. 

Um conselho ao presidente Frederico Varandas, se quer baixar a folha salarial e não se importa de perder dinheiro, tente vender Diaby, mesmo que seja por 2 ou 3 milhões abaixo do custo. É facilmente substituível, Gelson Dala por exemplo é superior ao maliano e custa bem menos mensalmente. De caminho livre-se do treinador, reconheça que foi uma aposta falhada e siga em frente. Se não o fizer, acabará ligando o destino da sua presidência à falta de resultados que o treinador vem apresentando...

Keizer, rua

Se as taças conquistadas na última época justificaram o benefício da dúvida ao treinador holandês, a verdade é que este início de época tem revelado na plenitude a sua mediocridade. A falta de contratações não justifica o que quer que seja, porque a equipa mantém praticamente todos os titulares da época passada, Gudelj será a excepção, mas não apresenta segurança defensiva, o meio-campo não marca e excepto Bruno Fernandes não demonstra intensidade, o ataque é quase inexistente. A táctica parece ser bola para o Bruno Fernandes e seja o que Deus quiser. É mau demais para ser verdade este futebol miserável que apresentámos hoje na Madeira.

Enquanto sócio e sportinguista que segue o futebol, peço ao presidente Frederico Varandas que demita imediatamente de funções o treinador Marcel Keizer. Caso não o faça, irei repensar o meu apoio aos actuais órgãos sociais, porque não estou para aturar semanalmente esta pobreza futebolística.

Tolerância zero para Marcel Keizer...

Ao longo da época passada fui defendendo que Frederico Varandas será avaliado pelos resultados do futebol, cuja responsabilidade resolveu assumir. Se na época passada o presidente poderia escudar-se no facto de não a ter preparado, na presente tal atenuante desapareceu. 

Fui crítico de Marcel Keizer, mas considerei que a conquista de dois troféus o tornou merecedor do benefício da dúvida e da possibilidade de fazer a pré-época. Os resultados miseráveis, agravados pela copiosa e vergonhosa derrota que sofremos ontem, faz com que a partir de hoje o treinador holandês tenha para mim tolerância zero. 

Qualquer outro resultado na Madeira que não seja uma convincente vitória exige consequências. Ou o Sporting começa imediatamente o caminho das vitórias, ou Marcel Keizer não terá condições para continuar no comando técnico da equipa de futebol. Caso Frederico Varandas não o perceba, ou tente impor a sua vontade, ficará colado ao resultado obtido e provavelmente hipotecará a possibilidade de cumprir o mandato até ao fim...

Rever os estatutos - I

Os estatutos do Sporting Clube de Portugal e regulamentos de funcionamento da Assembleia-Geral carecem de revisão urgente, sob pena de continuarmos, em pleno séc. XXI, presos algures no séc. XX.

Questões processuais menores como aprovação da acta da AG anterior, precisam ficar resolvidas sem estarem sujeitas à interpretação pessoal do PMAG, mas também não serem passíveis de servirem como ferramenta de quem tentar boicotar o normal funcionamento, que deve correr de forma célere.

Nas A.G. eleitorais, onde não existe debate prévio à votação, o esclarecimento decorreu em campanha anterior, faz sentido introduzir o voto electrónico, garantidas que estejam as necessárias medidas de segurança, para evitar qualquer possível tentativa de fraude. Existe hoje tecnologia que o permite fazer.

Na A.G. ordinária, onde se discute e aprova orçamentos e contas do clube, não faz qualquer sentido o voto electrónico, mas também não é imperioso forçar uma ida dos sócios a Lisboa. Pelo menos aos sócios que estejam em Portugal. Será possível encontrar alguns núcleos com condições e que o queiram fazer, onde seja disponibilizada a transmissão em directo da A.G., obviamente que certificando que esses núcleos aderentes, no decorrer da mesma, apenas permitam a presença de sócios do clube, maiores de idade e com as quotas em dia. Será facílimo fazer deslocar a cada um desses locais funcionários do clube para creditarem presenças e contarem os votos obtidos. Diria que 6 a 8 locais (núcleos), incluindo os arquipélagos dos Açores e Madeira, tornariam possível um aumento da proximidade entre clube e sócios. Eventualmente a prazo até conquistaríamos novos adeptos para se fazerem sócios, encurtando distâncias entre o Sporting e sportinguistas.  

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