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És a nossa Fé!

Entradas e saídas no plantel

Costuma dizer-se que até ao lavar dos cestos é vindima, pelo que as horas que nos separam do fecho do mercado podem ainda fazer toda a diferença sobre a opinião que inevitavelmente formaremos do trabalho de F. Varandas e Hugo Viana na construção do plantel para a época 2020/2021.

Sendo eu um crítico do actual presidente, não posso deixar de reconhecer que até ao momento excedeu as minhas expectativas, que em abono da verdade também não eram muito altas, face ao passado recente, mas vamos por partes.

Tivemos até agora duas vendas, Acuña e Wendel. E não se pode dizer que a saída de qualquer deles enfraqueceu a equipa. Não faria sentido sentar no banco o internacional argentino e ontem Nuno Mendes provou que seria um crime preteri-lo pelo estatuto, porque futebol tem mais que suficiente. Quanto a Wendel, sem poder colocar em causa a qualidade técnica do jogador, prefiro um meio-campo como vimos ontem, solto, rápido, imprevisível, do que mastigando e enrolando jogo, oferecendo aos adversários todo o tempo do mundo. Claro que os erros do passado continuam a pesar e de que maneira nas contas do clube, porque muito do entulho que se comprou ao longo dos anos não se consegue vender porque os outros clubes não são parvos e scouting todos têm. O que implica cuidados redobrados na hora de comprar.

Entendo que as saídas devem ficar por aqui. Nesta altura, todos os jogadores do plantel, principalmente os que têm margem de progressão, nomeadamente Nuno Mendes, devem merecer da parte do presidente do SCP o estatuto de inegociáveis, remetendo qualquer eventual abordagem sobre os mais jovens da formação para a cláusula de rescisão. Se alguém aparecer disposto a pagar, ok, nada poderemos fazer, mas pagar cláusula significa pronto pagamento e não pagamentos faseados, sem descontos. Não faz sentido negociar reduções nem objectivos futuros e muito menos pagar comissões por um negócio que não desejamos fazer. Ou seja, só admitiria ver partir N. Mendes mediante o pagamento integral e imediato da cláusula de rescisão. Qualquer outra forma de negócio seria para mim gestão danosa, face ao potencial futuro do activo.

Nas entradas, sem colocar em causa o valor de A. Adán, que ontem ficou evidente, não teria contratado o guarda-redes espanhol, porque Max me oferece garantias e porque ainda temos Renan. Apenas vendendo o guarda-redes brasileiro equacionaria contratar alguém. Uma questão de prioridades, face à pouca disponibilidade financeira. Das restantes entradas, Z. Feddal é o que menos me entusiasma, mas tem cumprido. Nuno Santos e Pote acrescentam valor, V. Antunes é o tipo de jogador experiente que faz falta no plantel, coloco a sua aquisição no mesmo racional que L. Neto na época anterior. Ainda não tenho opinião totalmente formada sobre Tabata, mas tem experiência da liga portuguesa e mostrou valor no Portimonense.

Até ao fecho do mercado faria sentido contratar um ponta de lança, que acrescente e traga golos, mas em qualquer circunstância não quero que seja Paulinho. Nada contra o jogador, mas são absolutamente indesejáveis mais negócios com o SCB e totalmente inadmissível continuar a financiar um rival desportivo quando perdemos dinheiro com a não entrada na fase de grupos da Liga Europa.

Um central também seria bem-vindo, por exemplo Lyanco, de que tanto se tem falado, desde que os valores sejam aceitáveis para os nossos cofres.

No meio-campo não estaremos assim tão precisados, quando se tem várias boas soluções, a não ser que surja uma oportunidade que se enquadre na política salarial do clube e tenha valor para jogar no estilo de jogo do SCP. Pagar taxas de empréstimo elevadas para ver chegar jogadores em momento descendente da carreira, ou lesionados, não faz qualquer sentido. No ano passado tivemos a péssima experiência de Fernando, Jesé e Bolasie, que não se quer ver repetida.

A bem do SCP, desejo que F. Varandas, não estrague o que até agora conseguiu porque o seu mandato tem sido francamente mau, constituindo esta janela de mercado, até ao momento, uma excepção ao que tem sido a regra. Vamos ver como termina...

F. Varandas cada vez mais perto do fim da linha... - IV

Desde o outono de 2019 que defendo abertamente a antecipação de eleições. Primeiro para a Primavera de 2020, falei inclusivamente em Março ou Abril, meses que o COVID19 inviabilizou, posteriormente passei a defender que as mesmas passassem para o Outono. 2020, após o encerramento do mercado de transferências. Também sugeri há vários meses, que as AG para votação do orçamento e posteriormente a do r&c seriam oportunidades para mostrar um cartão amarelo ao CD. Por via da pandemia, as duas AG ordinárias previstas foram reunidas numa só.

Porque não gosto de más companhias, mesmo que circunstanciais, evitei fazer abertamente campanha pelo chumbo dos documentos. É fácil de prever que o lunático alienado em boa hora destituído e seus fervorosos acólitos acéfalos irão procurar cavalgar o resultado das votações, mas não se iludam, uma coisa é termos assistido à amostra de cartão amarelo a F. Varandas, outra bem diferente é querer regressar ao passado troglodita.

Não chegámos a este resultado por acaso, nem por obra e graça divina, ele resulta em primeiro lugar da fragilidade da direcção eleita desde o dia da tomada de posse. A não existência de 2.ª volta, propicia a eleição de órgãos sociais com votação pouco expressiva.

A falta de empatia, ausência de comunicação, péssima gestão do futebol, culminando num horrendo 4.º lugar, levaram a que os sócios apresentassem hoje a F. Varandas a factura, onde estarão entre outras as contratações de T. Ilori, Fernando, Jesé, Bolasie, a manutenção no cargo de Hugo Viana e sucessivas fugas em frente na contratação de treinadores.

A partir de hoje, caberá a F. Varandas decidir se nada muda ou tudo muda. Não é obrigatório que se demitam ou, como defendo, antecipem eleições, mas sabem que não contam com a aprovação dos sócios. Se mantiverem teimosamente o rumo, em 2022 nem 10% dos votos provavelmente irão conseguir e acabarão por sair pela porta pequena.

Têm a palavra o presidente F. Varandas e restantes membros dos órgãos sociais. Entretanto, porque o SCP é um grande clube, com vários sócios qualificados, é natural que se vão preparando candidaturas. Não tenhamos medo do futuro.

 

Adenda - Comunicado oficial do Sporting Clube de Portugal

Quem deverá ser o dono da baliza do SCP?

Não percebo o racional da contratação de Antonio Adán, guarda-redes com 33 anos, avaliado em 800 mil euros, após ter passado boa parte da carreira no banco de suplentes, sem grande margem de progressão.

Com 30 anos e avaliado em 2 milhões de euros, temos no plantel Renan Ribeiro. O titular tem sido Luís Maximiano, 21 anos, com um valor de mercado de 6 milhões de euros e grande margem de progressão.

Parece-me óbvia a aposta na manutenção do jovem titular, porque a sua continuidade irá valorizá-lo, permitindo num prazo razoável, de 2 a 3 anos, realizar um importante encaixe financeiro.

Numa situação de baixa de forma, lesão ou castigo, Renan Ribeiro oferece garantias para desempenhar o lugar. A não ser que seja realizada alguma venda surpreendente, não vejo alternativa.

Ou então sou eu que não percebo nada de gestão desportiva e financeira e devemos confiar em Frederico Varandas e Hugo Viana, porque alguém irá aparecer disposto a pagar no mínimo 20 milhões de euros por Max, ou 3 a 4 milhões por Renan. Escrevi refiro-me a milhões de euros, não a mendilhões de monopólio, nem pornográficas comissões de 20% ou mais a intermediar o negócio. Considero obsceno tudo o que for pago acima de 10%.

O caminho a percorrer para o crescimento do SCP

O ADN do SCP é de clube formador. A Academia deve constituir a grande aposta, mas precisa ser valorizada. Para o conseguir, há que implantar uma política desportiva sólida, que ofereça garantia de progressão nas carreiras aos formados e simultaneamente proporcione ao Sporting Clube de Portugal um fluxo de financiamento constante, obtido com a venda dos melhores activos, já que nunca lhes conseguiremos pagar um vencimento sequer aproximado, ao que conseguirão noutras paragens.

Por forma a acautelar saídas prematuras, parece-me evidente que promoções à equipa principal requerem a prévia assinatura de contrato profissional com duração entre 3 a 5 anos e blindado com cláusula de rescisão. Também são de evitar vendas precoces, por valor muito abaixo do potencial, entrando em conhecidos carroceis. Os talentos mais promissores devem ser lançados no plantel, lutar por um lugar na equipa principal, merecer oportunidades e ficarem no mínimo 2 a 3 anos entre nós. As equipas B e sub23, servem para apoiar e fazer crescer os nossos jovens, complementando situações imprevistas, às quais a equipa principal pode recorrer quando necessário.

Concretizando, vender hoje Max, E. Quaresma, G. Inácio, N. Mendes, T. Tomás ou Joelson por 10 ou 15 milhões, seria uma péssima decisão de gestão, esses jogadores devem constituir uma aposta, entrar na equipa, jogando, evoluindo. Se o fizermos e corresponderem, estarão a valorizar-se e conseguiremos no futuro obter uma verba bem superior à que será possível hoje. A não ser que algum clube queira investir no potencial e apareça disposto a pagar a cláusula, ou valor muito aproximado, qualquer jogador dos que citei deveria receber o estatuto de inegociável. Em dois anos, obtido o seu rendimento desportivo em campo e desfrutado da evolução, poderemos então obter um considerável retorno financeiro. Bem sei que o futebol não é uma ciência exacta, existem lesões, pode sempre acontecer algum caso em que o jogador não correspondeu ao que dele se esperava, teria sido mais rentável a tal venda precoce, faz parte do risco do negócio, mas na globalidade, se mantivermos uma política rigorosa, os proveitos serão muito superiores. E claro que decorrido o tempo de maturação, existirão novos talentos disponíveis para lançar, substituindo os actuais.

As idas ao mercado que terão sempre que existir, devem ser reduzidas ao indispensável e sobretudo requerem critério na escolha, colmatando lacunas e acrescentando valor ao plantel. Não podemos é ter época após época, mais de 20 excedentários, que temos dificuldade em colocar. É preferível gastar 10 ou 15 milhões num reforço com entrada directa na equipa, a 3 ou 4 jogadores, que somados os valores do passe e salários, pesam no orçamento e nos deixam com um grave problema por resolver, por vezes arrastando-se ao longo de várias épocas.

O crescimento tem que ser sustentável e não ficar sempre dependente de conjecturas favoráveis e muito menos da sorte. Se o clube seguir uma linha coerente de desenvolvimento, estará mais perto de conseguir as vitórias que todos desejamos.

Honradez, dignidade e vergonha na cara, ou falta dela...

Comparar a história do Sporting Clube de Portugal à história do Sporting Clube de Braga equivaleria a comparar a estrada da Beira com a beira da estrada. Nenhuma dúvida a respeito da diferença de grandeza entre os emblemas, mas também não poderemos escamotear a aproximação que o clube minhoto tem conseguido realizar nos últimos anos aos três grandes. Conseguiu disputar uma final da Liga Europa, eliminando nas meias-finais o SLB treinado por Jorge Jesus e presidido por Luís Filipe Vieira, e conquistou duas taças da Liga. Se é verdade que está longe de poder ser considerado um grande, ao considerarmos apenas a última década, um período razoável, encurtou e muito a distância para os três maiores clubes portugueses, em particular para o nosso querido SCP, que não atravessa um bom momento e não se pode gabar de grandes feitos na segunda década do século XXI.

Não gosto de ver o SCP comportar-se como os fidalgos arruinados do final da Idade Média, a quem sobrava título mas faltava dinheiro. Arrogância e soberba jamais conduziram alguém a porto seguro e, francamente, não é bonito ficarmos com fama de caloteiros. O mundo do futebol é relativamente pequeno e pior será quando nos enxovalharem, o que talvez aconteça mais rapidamente do que prevemos ou seguramente desejamos. Aos mais distraídos ou esquecidos, relembro o tempo em que um rival contratou ao Manchester United o médio Poborsky. À época, respeitando a grandeza do clube a quem havia vencido uma taça dos campeões, os ingleses confiaram na palavra e ficaram a ver navios. Não demorou muito até que um clube norueguês de que nem lembro o nome exigisse garantias bancárias para que um jogador entretanto esquecido viesse experimentar o campeonato português. E, claro, nunca chegou. Esse rival foi sendo humilhado, gozado, até se livrar do presidente, para recuperar a credibilidade, passariam anos. Qualquer cidadão sabe que, se entrar em incumprimento, terá problemas sérios que poderão demorar muito tempo a resolver.

Lá diz o povo,  “quem não tem dinheiro, não tem vícios.” O COVID19 não justifica tudo, temos disputas com o Braga por Battaglia, com a Sampdoria por Bruno Fernandes, com o Slovan de Bratislava por Sporar. Ainda existe a questão dos impostos com Sinisa Mihajlovic. E agora a novela Rúben Amorim. Demasiado fumo para acreditar que não exista fogo.

Antes que apareça por aqui a seita do youtuber labrego iluminado, apoiando o que escrevo, relembro que durante o consulado do destituído também foi utilizada estratégia idêntica no caso Doyen.

Não tenho bola de cristal e sou incapaz de prever o futuro, mas desde já afirmo, caso o SCP venha a ser sancionado desportivamente nas instâncias do futebol nacional ou internacional, ou menos grave, apenas penalizado financeiramente, os actuais dirigentes da SAD poderão vir a ser responsabilizados por má-gestão, ou mesmo gestão danosa. Não se financiam concorrentes directos, mas compromissos são para honrar. Parecem-me dois princípios simples, só que, infelizmente, por vezes esquecidos.

Tenho aqui defendido antecipação de eleições, sem sucesso. O mais provável será que os actuais órgãos sociais levem o mandato até final, mas o SCP é demasiado grande para não sobreviver. Ao longo dos 114 anos que a nossa história já conta passámos por muito. Não contem é comigo para votar favoravelmente i-voting, orçamento, relatório & contas, ou qualquer proposta que apresentem, à excepção de eventual proposta para realizar 2.ª volta nas próximas eleições, caso ninguém obtenha a maioria na 1.ª volta. E continuo espectador atento ao mercado de transferências e construção do plantel para a próxima época, mas sobre esse assunto escreverei em próximo post.

 

Saudações leoninas

Primeiras impressões 2020/21

Ainda é cedo para formar opinião definitiva sobre o plantel para a próxima época, o mercado está aberto, não sabemos quem ainda pode entrar ou sair, os valores envolvidos. Mas desde já deixo as minhas primeiras impressões:

- Sobre o episódio Rúben Amorim, espero que o SCP honre o quanto antes o compromisso que assumiu com o SCB e não faça mais negócios com o clube em questão, pelo menos enquanto o trolha for presidente da agremiação.

- Quanto a reforços, a meu ver, Adán não oferece mais que Max na defesa da nossa baliza. A contratação do espanhol fez-me até lembrar a contratação de Stojokovic, quando também existia alguma relutância em apostar no então considerado demasiado jovem Rui Patrício. O resultado financeiro e desportivo da operação, como sabemos, pouco ou nada trouxe ao SCP. A meu ver, Luís Maximiano deverá continuar a merecer a titularidade. Antunes oferece bem menos qualidade que Nuno Mendes, pelo que, salvo qualquer lesão ou castigo, o lugar pertence à jovem pérola da academia.

Estas duas contratações não eram prioritárias, mas percebo-as numa lógica de gestão de plantel com época longa e demasiadas incertezas pela frente

Feddal dificilmente conseguirá fazer esquecer Mathieu, mas é tarefa dificílima que poucos conseguiriam. Sendo um jogador que ao longo da carreira teve demasiados problemas disciplinares, adivinha-se que se torne um “cliente habitual” dos árbitros portugueses, ontem já recebeu um primeiro aviso ao ser-lhe assinalada falta com lugar à marcação de grande penalidade. Terá que aprender a refrear algum ímpeto e perceber que em Portugal nem todos os centrais beneficiam da mesma complacência por parte dos senhores do apito. Em princípio será titular, tal como Porro, que deverá conquistar o lugar a Ristovski. Se é ou não o lateral-direito que precisamos, apenas o tempo o dirá, mas fazer melhor que o macedônio não parece muito difícil, apesar do falhanço absoluto que se revelou Rosier, contratação que se revelou dinheiro atirado fora, prejuízo que dificilmente algum dia será recuperado.

Nuno Santos é um jogador de plantel, que mostra empenho e oferece alternativas ao treinador. Mas neste SCP 2020/21 dois reforços merecem destaque, o regressado D. Bragança e Pote. Ambos possuidores de inegável classe, são daqueles que não enganam, capazes de ler o jogo e acrescentar criatividade ao meio-campo. Face à apatia que Wendel mostra na maioria dos jogos, poderemos assistir a uma verdadeira revolução no jogo do SCP. Assim Rúben Amorim não tenha medo das vacas sagradas e aposte em quem denotar maior empenho e mostre trabalho. Outros, como I. Doumbia ou G. Plata, têm que mostrar bem mais para calçarem, ou terão destino idêntico.

Globalmente, o plantel parece mais equilibrado que no início da época anterior. Falta principalmente um avançado com golo, que concorra com Sporar. Se sair mais alguém, poderá ser necessário ir ao mercado, mas sou da opinião que alguns jogadores deveriam ser considerados inegociáveis, só saindo pelo valor da cláusula de rescisão, nomeadamente os jovens que podem crescer, valorizar e muito neste SCP comandado por Amorim.

Sobre o i-voting...

São preocupantes as notícias que vamos lendo diariamente sobre reforços da equipa de futebol. Oxalá esteja enganado, mas não confio na capacidade de Frederico Varandas e Hugo Viana para apresentarem no início da próxima época, um plantel equilibrado que possibilite um nível de competitividade que a dimensão do SCP exige.

Sabemos que o Sporting Clube de Portugal é bem mais que futebol, mas este é a mola real que movimenta milhões e exacerba paixões.

Agastados pelos fracos resultados alcançados, enquanto aguardam com desconfiança o que fará o presidente com mais esta oportunidade que a pandemia lhe ofereceu, muitos sócios, entre os quais me incluo, pretendem fazer ouvir a sua voz e mostrar o descontentamento aos órgãos sociais que dirigem o clube. Votação do orçamento, adiada não se sabe bem para quando, relatório e contas e i-voting, serão decisivos para o futuro do clube e determinantes para levar o mandato até final, ou antecipar eleições. Por maior que seja a legitimidade para continuar em funções, os órgãos sociais não poderão assobiar para o lado sem retirar consequências, caso os associados chumbem as propostas que apresentem. O contrário também é verdadeiro, aqueles que contestam, terão que ler com a devida atenção aquilo que vier a acontecer.

Sobre o i-voting, mixed feelings. Vivi alguns anos fora de Portugal, impossibilitado de participar e votar em várias AG e nas eleições de 2013, 2017 e 2018 e até na histórica AG de 23 de Junho de 2018. Por razões profissionais, com mais de 40 anos de sócio e quotas em dia, não consegui participar em momentos importantes da vida do meu clube. O voto por correspondência não era solução no meu caso, além de ser muito dispendioso. E não existia qualquer núcleo por perto, aliás, cheguei a estar a mil kms do consulado mais próximo. Sou por isso favorável à sua implementação, se garantida a segurança do mesmo, porque não sou ingénuo e detesto chapeladas eleitorais. Convém aliás ler posts anteriores sobre o assunto, aqui no blog.

Estou tentado a votar favoravelmente uma alteração estatutária que introduza o i-voting, se vier acompanhada da 2ª volta na eleição, caso não exista maioria absoluta à 1ª volta e se for recuperado o método de Hondt na eleição do CFD, colocando assim um ponto final na bizarra eleição em lista única dos diferentes órgãos sociais. O clube precisa de mais alterações estatutárias, mas não será este o tempo para uma discussão séria sobre a matéria. Estas serão talvez as mais urgentes e também consensuais.

É incompreensível que proponham aos sócios a aprovação do i-voting de forma isolada, mas também fica mais fácil em consciência rejeitar, pelo que os meus votos irão neste sentido. Tal como votarei contra o orçamento, relatório e contas e tudo o mais que apresentarem.

 

E consequências da época miserável?

O vergonhoso quarto lugar alcançado pelo SCP não é filho de pai incógnito, tem 2 progenitores, Frederico Varandas e Hugo Viana com a sua incompetente gestão desportiva e miserável construção do plantel.

Aprendam de vez, não se financiam rivais, esqueçam R. Esgaio, Fransérgio ou qualquer outro jogador do SCP, excepto naturalmente o nosso João Palhinha, que tal como Gelson Dala, Ivanildo Fernandes ou Daniel Bragança, têm que regressar a Alvalade, porque são superiores a grande parte do entulho que lá têm colocado.

Felizmente que Fernando, Jésé e Bolasie, já receberam guia de marcha. Não deixaram saudades, o fundamental é não virem mais turistas nas mesmas condições. E podem aproveitar para vender, mesmo que seja preciso saldar, T. Ilori, Eduardo, C. Borja, Ristovski, Battaglia, V. Rosier. Se ninguém lhes pegar, ofereçam 50% de comissão a Jorge Mendes, ou mesmo 70%, desde que não venha ninguém em troca, porque entulho já temos de sobra.

Precisamos competência no reforço da equipa, Wendel tem demasiadas paragens cerebrais, oferecendo demasiadas vezes a bola ao adversário em zona proibida. Entre ele e Matheus, só pode jogar um, precisamos reforçar o meio-campo. Jovane vai agitando as águas, mas é curto. G. Plata é uma perfeita nulidade, esqueçam comprar a metade que falta do passe, é preferível vender a metade que nos pertence, caso alguém esteja disposto a comprar.

Vamos ver o que nos reserva o mercado de transferências, mas face à incompetência até aqui demonstrada pelos nossos responsáveis, temo o pior. Oxalá me engane.

Os verdadeiros generais assumem responsabilidade, deixam os soldados colherem os louros da vitória, mas dão a cara na hora da derrota. Frederico Varandas é militar, oficial do exército, mas comporta-se como um soldado recruta. Manifestamente não tem vida para presidir ao SCP, é um erro de casting.

Ao menos que Rogério Alves, presidente da MAG e representante dos sócios, exerça a sua influência e procure devolver a palavra aos sócios, antecipando eleições. Não tenham medo da democracia, precisamos votar, deixem os sócios decidir se continuamos ou mudamos de rumo...

 

Viva o Sporting C.P.

Sporting 2020/2021 - II

Sou absolutamente contra e jamais aceitarei ver o meu clube transformado em barriga de aluguer, seja de quem for. Uma eventual vinda de Pedro Porro para o SCP, por empréstimo sem opção de compra ou partilha de direitos desportivos, é para mim uma linha vermelha que segundo o que vou lendo na imprensa desportiva, F. Varandas se prepara para ultrapassar. Ainda quero acreditar que seja carvão, porque se tal pornográfica operação se vier a concretizar, estaremos perante uma das mais anedóticas decisões em matéria de gestão desportiva, na história do nosso clube. E temos várias, desde a contratação da luminária que decidiu que P. Futre seria para emprestar à Académica para rodar, para me circunscrever ao tempo em que me tornei sócio.

Um cepo, ou pino, como preferirem, gera comissões, mas ainda pode servir como moeda de troca num negócio posterior. Trazer jogadores por empréstimo, coloca-los a jogar e valorizá-los, encostando os que pertencem aos nossos quadros, é no mínimo, gestão danosa, seja do ponto de vista desportivo ou financeiro.

Nas últimas semanas, têm sido associados ao SCP um conjunto de reforços, que se vierem a confirmar, quero acreditar que não passem de carvão, provam que Frederico Varandas e Hugo Viana pouco ou nada aprenderam com a inenarrável presente época. Alguém definiu insanidade, como fazer sempre a mesma coisa, esperando resultados diferentes. Após contratar os cepos T. Ilori, Eduardo Henrique, C. Borja e V. Rosier, trazer por empréstimo Jesé, Bolasie e Fernando, sem que as apostas mais aceitáveis em I. Doumbia, L. Phellype, G. Plata, L. Vietto, R. Camacho, L. Neto ou A. Sporar tenham surtido grande efeito, eis que o Sporting C.P. prepara a contratação de mais entulho, refiro-me a Antonio Adán e Z. Feddal. O primeiro é um guarda-redes com experiência de banco de suplentes na última década, o segundo tem problemas físicos e disciplinares, nos últimos 15 jogos, sofreu 9 amarelos e 2 vermelhos.

Verdade que o plantel do SCP precisa reforços, que alguns jovens da formação denotam falta de maturidade, mas contratar por contratar sem mais-valias, é injustificável, possibilitando apenas que se paguem comissões em prejuízo do clube. Ao menos que se aposte na prata da casa, por exemplo fazendo regressar Ivanildo Fernandes, Daniel Bragança, Gelson Dala e João Palhinha, todos eles pertencentes aos nossos quadros. Espero que nem ousem equacionar pagar qualquer verba ao SCB, para resgatar R. Esgaio, jogador interessante, mas que não vale um terço do valor que o trolha do Minho pede pela sua transferência.

Sempre acreditei que as pessoas fiquem agarradas aos lugares que ocupam, mas F. Varandas parece estar disposto a fazer tudo ao seu alcance, para perder com estrondo a eleição em 2022. Porque os sócios do SCP não poderão continuar a tolerar tamanha incompetência, tudo isto é mau demais, ou então apenas carvão, que a comunicação do clube há muito deveria ter desmentido...

Sporting 2020/2021

Apesar dos paupérrimos resultados desportivos, resta ainda saber se acabaremos em 3.º ou 4.º lugar, a presente época termina de forma agridoce para os sportinguistas, porque a contração de Rúben Amorim e a aposta em jovens da formação nos devolveram orgulho e transmitem esperança no futuro.

Fartos de ver os dirigentes contratarem entulho que nada acrescentou, bem pelo contrário, os sportinguistas acarinham e querem ver evoluir em campo os jovens formados em Alcochete. Desde que F. Varandas assumiu a presidência do SCP, não se fez uma única grande contratação, é factual. E se algumas apostas se podem compreender e até justificar, L. Phellype pelo preço, I. Doumbia, G. Plata ou R. Camacho pela margem de progressão face à idade, embora este último tenha sido excessivamente caro, também é compreensível a aposta em L. Neto ou L. Vietto, um jogador de créditos firmados, e mesmo Sporar, apesar de render muito pouco. Já as vindas de Jesé, Bolasie e Fernando entraram directamente para o top das decisões mais anedóticas do futebol português, verdadeiramente inqualificáveis. C. Borja, Eduardo, T. Ilori, V. Rosier, não passam de cepos, pinos sem qualidade para envergar a camisola do SCP.

Ninguém com um mínimo de inteligência pode persistir nas mesmas práticas e esperar obter resultados diferentes. Contratar Z. Feddal, A. Adán ou P. Porro será mais do mesmo. O carrocel gira, gera comissões, mas a equipa continuará distante dos outrora rivais SLB e FCP. A disputa passará a ser com SCB, V. Guimarães, Famalicão e Rio Ave, cada vez mais as equipas do nosso campeonato. E poderá ainda ser pior, quase criminoso até, se continuarmos a financiar o SCB, seja com contratações sobrevalorizadas ou emprestando-lhes jogadores. Nem me passa pela cabeça oferecer ao trolha do Minho metade do que pede por R. Esgaio e, sejamos claros, se lhe emprestarmos G. Dala ou Ivanildo estaríamos colocados perante pornográfica gestão financeira e desportiva.

Sabemos que o clube atravessa um período de dificuldades, mas será inaceitável vender alguma das jovens promessas nesta altura, facilmente colocáveis no mercado internacional por 15 a 20 milhões de euros no imediato. Nuno Mendes, E. Quaresma e Joelson Fernandes têm potencial para serem jogadores de classe mundial, mas precisam evoluir, jogando regularmente. É cedo para darem qualquer salto para um campeonato mais competitivo, por outro lado o SCP precisa do seu contributo e pode valorizar muito estes e outros jovens atletas, encaixando significativamente mais no futuro do que conseguiria no presente.

Verdade que a equipa precisa de reforços para atacar a época 2020/2021, mas pertencem aos quadros do SCP, entre outros, João Palhinha, Gelson Dala, Daniel Bragança ou Ivanildo Fernandes. A sua integração no plantel terá que ser prioritária para um clube sem muito dinheiro para ir ao mercado. E só peca por tardia, porque em rigor qualquer destes atletas é superior a muito do entulho contratado e do qual precisamos nos livrar.

Faço votos que Frederico Varandas e Hugo Viana tenham aprendido com os muitos erros que cometeram na preparação da presente época. E que tenham a humildade suficiente para os corrigir. Porque errar é humano, já persistir no erro...

Em frente leões...

Desde a retoma do futebol em Portugal e Inglaterra, apesar do Verão, os dias passaram a cinzentos para a seita tóxica, idólatra do falso profeta.

De repente e contrariando a narrativa do youtuber e acólitos, que anunciavam a iminência da pior classificação de sempre, Ruben Amorim apostou em vários jovens da formação, alcançando várias vitórias, conseguindo a melhor série da época até ao momento e recuperou o 3º lugar. A agravar o estado de alma dos letais ao Sporting, um dos seus ódios de estimação, o nosso ex-capitão e melhor jogador do clube na última década, está a triunfar em Inglaterra. Uma visita rápida pelas redes sociais é suficiente para perceber a azia dos fiéis...

O leão reina na savana, seguindo em frente, indiferente ao ulular da hiena e oxalá assim continue, primeiro e acima de tudo e todos, está o Sporting Clube de Portugal. 

Desta vez, aplaudo a comunicação do SCP

GPS COM DEFEITO

 

Mais uma vez a máquina de propaganda que nega tudo à sua volta, utiliza os seus pombos correio de eleição para desviar atenções do óbvio e atacar o Sporting Clube de Portugal. 
Em vez de se elogiar, por exemplo, a actual  aposta na formação e na juventude, tanto do treinador como de uma administração que em dois anos formou 20% dos atletas que deram o salto da Academia de Alcochete para o plantel principal, tentam criar fantasmas do Sporting CP com comando à distância, guiados por um GPS claramente defeituoso. Vamos recordar: Luís Maximiano, Eduardo Quaresma, Rafael Camacho, Matheus Nunes, Jovane Cabral, de início, Geraldes e Nuno Mendes mais tarde no jogo. E internacionalmente a juventude ainda foi representada por Plata e Wendel. Querem fazer a média de idades? 
Não. Isso seria sério demais. Elogiam-se assim outras defesas, enquanto se tenta colocar em causa o profissionalismo de Mathieu com histórias fictícias desfasadas da realidade. 
Ao contrário de outros tempos e para grande infelicidade de alguns, assistimos a um balneário unido e sem fugas de informação vital. As razões pelas quais o internacional francês não fez parte da lista de convocados sabe-as o treinador. Que se explicou bastante bem no pós-jogo com o FC Paços de Ferreira. Mas para mau entendedor, nem duas ou três palavras são suficientes. 
Ainda falta muito campeonato e todos precisamos de estar mais atentos. E de preferência sem GPS à mistura.

Sinais positivos no horizonte...

Três jogos não são suficientes para alterar o que penso e muito já escrevi sobre a liderança de F. Varandas e H. Viana no futebol leonino, nem tão pouco para formar opinião sobre Ruben Amorim, mas dá para perceber que algo está a mudar para melhor no reino do leão:

- Para o treinador não parecem existir vacas sagradas. Clara como água a mensagem enviada ao plantel, mas com elevação, sem fanfarronice desnecessária e injustificada, pelo contrário, mantendo elevação.

- Opção pelo modelo de jogo em que acredita.

- Aposta clara em jovens, é certo que beneficia das bancadas sem adeptos, assobiando ao primeiro erro, colocando desnecessária pressão nos jogadores mais inexperientes. E. Quaresma, Jovane Cabral, Matheus Nunes e Max parecem alguns furos acima dos colegas, Coates foi ontem um verdadeiro patrão como há muito não o via, Wendel também mostrou bom futebol.

- Mas nem tudo está bem. Após o golo e com as substituições, o meio-campo do SCP desapareceu, o Paços de Ferreira aproximou-se da nossa baliza e deixámos de conseguir sair a jogar. O treinador tem ainda muito trabalho pela frente, precisa fazer crescer alguns jogadores e observar os que apesar de representarem outros emblemas por empréstimo, pertencem aos quadros do Sporting Clube de Portugal. Estão nesta condição João Palhinha, Gelson Dala, Daniel Bragança ou Ivanildo Fernandes.

- A aposta nos jovens da formação tornou evidente o que há muito vínhamos aqui escrevendo, a desnecessária e errada opção pela compra de jogadores em campeonatos periféricos, que pouco ou nada acrescentaram, demasiado caros, com elevada massa salarial e desperdiçando dinheiro em comissões. Para no final da época obter resultado idêntico.

 

Mas não existem leões sem hienas a rondar a área. Ontem mesmo alguns imbecis, nas redes sociais, se mostravam satisfeitos pela lesão de Vietto. Alguém que se afirme sportinguista e fique feliz com a lesão de qualquer jogador que envergue a verde e branca não é digno de ser considerado um leão. No máximo será uma hiena, ou talvez um abutre...

Impossibilitado de praticar a piro-javardice na bancada sul, um dos gangs que ali se alberga colocou tarjas junto à academia. Nada de novo, mas não merece relevância. O clube não deve oferecer protagonismo a quem não o justifica, tal como às declarações do cabecilha do gang vizinho, os cães ladram, mas a caravana passa...

Apesar de crítico da direcção de Frederico Varandas, estarei com ele se comunicar ao Estado que o Sporting Clube de Portugal deixa de ter grupos organizados de adeptos. Não precisamos de arruaceiros, nem queremos ter algo a ver com a violência no desporto ou actividades ilícitas em benefício de cadastrados que infiltraram organizações que nasceram com o único propósito de apoiar o clube. Obviamente que os adeptos que se movem única e exclusivamente pelo amor ao clube saberão distinguir e continuarão nas bancadas, os outros, não lhes sentiremos a falta, pelo contrário, talvez se consiga tornar o estádio de Alvalade num lugar mais aprazível, trazendo ao espectáculo desportivo crianças, famílias e pessoas que verdadeiramente gostem de assistir ao jogo. Ninguém joga sozinho, do outro lado estará sempre um adversário e nunca um inimigo, tal como ao nosso lado estarão sempre outros adeptos, com quem partilhamos vitórias e sofremos derrotas, jamais cúmplices ou comparsas de qualquer seita ou tribo guerreira imbecil.

Futebol infiltrado por criminosos

Há vários anos que os clubes, com a conivência por omissão do poder político, albergam rufias, arruaceiros e até criminosos cadastrados, que tomaram de assalto as claques de apoio e passaram a funcionar numa lógica de gang, em benefício próprio. Quando necessário, porque há que sobreviver e precisam retribuir as facilidades recebidas, prestam serviço aos dirigentes dos clubes, funcionando como guarda pretoriana para o que der e vier.

O sistema lá vai funcionando em delicado equilíbrio, mas de vez em quando descarrila, sai do controlo, em rigor, ninguém, tem mão nos energúmenos que integram o gang, nem sequer os cabecilhas, porque apesar de existirem líderes, também são compostos por várias células e até infiltrados de circunstância.

Os tristes acontecimentos de Alcochete não serviram de emenda, tal como vários outros episódios de violência, das agressões ao plantel do Vitória de Guimarães, incidentes entre adeptos de diferentes clubes ou invasão do centro de treino dos árbitros. Ontem, após um mau resultado da sua equipa, alguns grunhos que julgam apoiar o SLB, arremessaram pedras contra o autocarro que transportava a equipa no regresso ao Seixal. Por sorte, apenas dois jogadores sofreram ligeiros ferimentos, mas não custa imaginar que o episódio poderia ter tido outras proporções, se por exemplo, tivessem estilhaçado o para-brisas, uma vez que circulava na auto-estrada.

O presidente do SLB já veio pedir às autoridades para encontrarem e levarem à justiça os autores da barbárie, mas estará disposto a erradicar a escumalha das bancadas do estádio da Luz? Não me parece, tal como não acredito que o governo queira mexer neste vespeiro. Até ao dia em que, algures no futuro, o país se indigne perante uma tragédia que estes animais imbecis acabarão por causar. Resta saber quando e onde ocorrerá...

Miserável gestão...

A concretizar-se a notícia avançada pela comunicação social que João Palhinha sairá do SCP após o final de época, estaremos em presença de mais um miserável acto de gestão da SAD, cuja responsabilidade será total e directamente imputada a Frederico Varandas.

O SCP está carenciado na posição 6, João Palhinha fez uma excelente época, o treinador Ruben Amorim conhece as potencialidades do jogador, pelo que o temos tudo a ganhar fazendo regressar o jogador a Alvalade. Concordo que todos os jogadores sejam negociáveis, mas sabendo que a venda no final da época implica o pagamento de 20% ao SCB, a entrada do jogador no plantel da próxima época representaria uma valorização imediata de 20% em caso de transferência no mercado de Inverno ou final da próxima época, evitando-se financiamento a rival directo. Mas ainda poderá ser pior, se descontadas as comissões para o empresário e percentual para o SCB, formos contratar refugo de fundo de catálogo a empresário amigo. E assim o plantel vai ficando cheio de entulho...

Gostaria também de saber as intenções dos dirigentes leoninos para Gelson Dala, Ivanildo e D. Bragança. Também são para continuar a emprestar? Ou servirem de moeda de troca nalgum negócio, que possibilite o ingresso de mais pinos no SCP? 

Os incompetentes que dirigem o clube podem até chegar a 2022, mas fiquem desde já com algumas certezas, não serão reeleitos com os meus votos em circunstância alguma. Até lá votarei contra o orçamento, qualquer que seja o mérito do documento. Se tentarem vender a SAD, votarei contra. Este mandato foi uma oportunidade perdida para reerguer o clube, miseravelmente apenas nos trazem agonia e angústia. Que 2022 chegue depressa...

Antecipar eleições?

Mais uma demissão nos órgãos sociais, a terceira em dois dias. Bernardo Simões também saiu por causa do COVID? A sério, isto está cada dia mais penosamente parecido com o final de mandato anterior, à excepção da falta de educação de quem então nos dirigia. 

Caro presidente Frederico Varandas, faço-lhe um apelo, a bem dos superiores interesses do Sporting C.P., antecipe eleições. Se entender que continua a reunir condições para continuar presidente, refaça a equipa, apresente-se ao escrutínio, mas permita que os sócios decidam. Não queira permancer no cargo contra a vontade dos sócios, nem se barrique. 

Gestão do plantel ou busca por comissões?

Frederico Varandas entrevistado pelo Record, afirmou em Março, que João Palhinha regressará na próxima época ao Sporting.  Jogador importante na estratégia vitoriosa de Ruben Amorim em Braga, decisivo em vários jogos, com contrato até 2023 e sabendo que o plantel não tem hoje qualquer jogador que lhe seja superior na posição, é perfeitamente natural o seu ingresso no plantel após término do empréstimo. Durante o período de confinamento, foi publicada a notícia que o jogador terá mudado de empresário.

Hoje, sem qualquer razão plausível, o Jogo afirma que o jogador não entra nos planos de Ruben Amorim para a próxima época, atendendo à prestação do jogador em Braga, ao facto de não se jogar futebol desde Maio e nem sequer existirem treinos colectivos, quero acreditar que é apenas carvão, pois a ser verdade, contituiria um daqueles mistérios inexplicáveis do mundo de futebol. 

Mais, não sendo desejado em Alvalade, o jogador rumaria ao Wolverampton. O que significaria 15% para o S.C.Braga, mais as devidas comissões aos agentes envolvidos na transferência. Enquanto isso os adeptos do Sporting C.P. teriam que se contentar com a titularidade de I. Doumbia, isto se não vier mais um daqueles pinos que nem teriam lugar na equipa B, por 5 milhões de Euros ou mais, para gastar de imediato a parte que caberia ao SCP no negócio. 

Os sócios querem ver no plantel jogadores da formação, João Palhinha, Daniel Bragança, Ivanildo, Gelson Dala, entre outros, têm que estar no Sporting para o arranque da próxima época. Frederico Varandas não pode continuar autista, ou percebe os sócios, ou tem de sair. Pela minha parte, não lhe quero dar mais benefício da dúvida, já lhe demos tempo mais que suficiente, ou mudamos de rumo, ou mudamos de presidente. ´

 

Chico-espertice de eficácia duvidosa...

Não pagamos seja a quem for, parece ser a divisa actual do SCP. A fazer lembrar perigosamente os tempos que vivemos na presidência de Jorge Gonçalves e que os rivais também experimentaram com Vale e Azevedo. Para já o caso Bruno Fernandes segue para a FIFA após queixa da Sampdória, veremos o que acontece, mas desde já manifesto o meu desagrado pelo estilo caloteiro que não se coadugna com a história do Sporting Clube de Portugal. 

Será sensato terminar a época?

A decisão de retomar à pressa as competições de futebol, agendando o regresso para a última semana de Maio, apenas se percebe pela necessidade dos clubes receberem as verbas contratualizadas com os operadores televisivos pelos direitos de transmissão televisiva, mas coloca mais problemas e dificuldades que certezas, senão vejamos:

- Vários jogadores terminam contrato a 30 de Junho. O prazo até pode ser prorrogado por decisão FIFA, mas sabemos que vários atletas têm salários em atraso. Será legítimo obrigá-los a jogar? E se não jogarem, não estaremos a desvirtuar a competição? E caso alguém se lesione gravemente? Imaginemos que Trincão do S.C.Braga por exemplo se lesiona para lá de 30 de Junho, irá o F.C.Barcelona pagar a verba acordada pela transferência? Ou João Palhinha por exemplo, que estaria a jogar para lá do período de empréstimo acordado, como seria o Sporting C.P. ressarcido caso não tenha o atleta à disposição para o início da próxima época? Utilizei o SCB como exemplo, nada contra o clube e atletas mencionados a quem desejo as maiores felicidades.

- Discute-se se os jogos devem ser transmitidos em sinal aberto ou fechado. Estarão os detentores dos direitos disponíveis para ceder os mesmos, o que implica perda de receita e ainda assim pagar? Ou vai ser considerado serviço público pelo governo e uma vez mais o dinheiro dos portugueses é desrespeitado, chegando-se a RTP à frente?

- Outra questão em discussão é que estádios serão utilizados para disputar os jogos que faltam. Qualquer solução diferente da utilização dos estádios dos clubes coloca em causa a verdade desportiva. Bem sei que falamos do futebol português, onde tal não é historicamente o mais importante, mas convém apesar de tudo não abusar.

- As duas equipas insulares, Marítimo e Santa Clara, têm tanto direito de jogar em casa como as outras, o que implica deslocações aéreas entre continente e ilhas. Pelo menos a TAP, ao que se sabe, irá continuar a realizar voos regulares e existe sempre a hipótese de recurso a voos privados. Pensam subjugar os direitos destes clubes ao interesse dos outros? É que pode acabar por influenciar a classificação, várias equipas jogaram e perderam pontos naqueles campos.

- O plano aponta para terminar a época em Julho e começar a próxima em Setembro. Não se podem alongar porque existem Europeu de selecções, competições europeias e jogos de apuramento para o Mundial 2022. Não seria preferível dar a actual época por terminada, antecipar o início da próxima e ganhar margem de manobra para gerir eventuais dificuldades que possam surgir? Por exemplo uma eventual nova vaga de covid19.

- Bem sei que todos os atletas estão testados, até podem entrar em estágio durante o período da competição, mas que farão as entidades responsáveis caso um atleta teste positivo? Mandam toda a equipa para quarentena? Isso implica alterações no calendário e prazo para concluir a competição. Isolam apenas o que testou positivo?

- Falta um parecer da DGS, que será fortemente pressionada pela estrutura do futebol para permitir o regresso da competição. Ou percebermos o que acontecerá nas quatro principais ligas europeias, Inglaterra, Espanha, Alemanha e Itália, bem como a decisão da UEFA sobre o que resta das competições europeias desta época. Porque apesar de não termos já clubes envolvidos, existem implicações para Portugal, que terá clubes envolvidos nas pré-eliminatórias da próxima época e terá que competir em pé de igualdade.

- A meu ver, seria preferível seguir o exemplo das modalidades de pavilhão, não haver campeão e utilizar a classificação actual para efeitos de qualificação para as provas europeias, subidas e descidas.

Saudade

J.A.jpg

Passam hoje 36 anos que Joaquim Agostinho representando o SCP cruzou uma meta pela última vez. Envergando a amarela, própria dos campeões. O atraso de Portugal em 1984, não existia serviço de neurocirurgia no Algarve, nem transporte aéreo hospitalar disponível, ditou que a queda fosse fatal, tendo o campeão falecido alguns dias depois em Lisboa, após várias operações. A lenda do ciclismo português permanecerá até à eternidade.

 

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