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És a nossa Fé!

Keizer, rua - II

Apesar do resultado positivo, não fiquei satisfeito com o jogo que acabei de assistir em Alvalade. Já cansa a insistência de Marcel Keizer em Diaby, qualquer semelhança entre o maliano e um jogador de futebol será seguramente mera coincidência, porque não consegue receber uma bola em condições, falha no passe, é incapaz de definir, uma nulidade segundo a generalidade dos espectadores, à excepção do boneco parado junto ao banco de suplentes do Sporting, ostentando uma braçadeira onde está escrita a palavra treinador. Hoje, também Raphinha esteve uns furos abaixo do habitual, mas pelos vistos o holandês não ficou preocupado, pois Camacho não saiu do banco e Plata viu o jogo da bancada, qualquer deles bem superior ao pino com a camisola 23.

Após uma entrada forte do Sporting, a verdade é que o Braga dominou o jogo, com Marcel Keizer a ser apenas mais um espectador em Alvalade, valendo-lhe mais uma vez a classe de Bruno Fernandes, que, do nada, inventou um golo que acabou por garantir a vitória, três pontos e mais umas semanas de permanência do treinador no cargo, que seguramente deixará antes do final da época, porque a paciência tem limites e fica penoso assistir uma equipa com a tradição e história do Sporting, apresentar um futebol sem qualidade, sem ideias e acabar o jogo com os jogadores caídos no chão, exaustos, sofridos, perante um adversário que teve apenas três dias de descanso.

Uma vez mais peço ao presidente Frederico Varandas, que tem a seu cargo o futebol, para substituir o treinador, que manifestamente não é competente para o cargo que ocupa, apesar de toda a sua simpatia, mas nesta matéria há que colocar em primeiro lugar o superior interesse do Sporting Clube de Portugal.

Perder dinheiro

Desvalorizado pelos 93 golos apontados nas três épocas que vestiu as nossas cores, Bas Dost sai ao que parece por 9 milhões de euros, quando o Sporting tinha gasto 10 milhões na sua aquisição. 

Incompreensível decisão, porque apesar de exibições menos conseguidas nos últimos meses, há que recordar que o jogador sofreu uma lesão que o afastou durante algum tempo dos relvados.

Sou da opinião que o problema de Bas Dost, um finalizador de excelência, um verdadeiro matador, reside no facto das bolas não lhe chegarem. Diante do Benfica na supertaça, foi utilizado mas não jogámos em ataque continuado, diante do Marítimo fartámo-nos de cruzamentos quando o holandês estava no banco. 

O rendimento do avançado baixou com Marcel Keizer, timoneiro que navega à vista, quando não anda à deriva, porque está visto que não sabe mais. Enquanto o Sporting não resolver o problema do comando técnico, continuará a depender única e exclusivamente da inspiração de Bruno Fernandes, que obviamente tem limites, apesar de muitas vezes parecer que não. 

Um conselho ao presidente Frederico Varandas, se quer baixar a folha salarial e não se importa de perder dinheiro, tente vender Diaby, mesmo que seja por 2 ou 3 milhões abaixo do custo. É facilmente substituível, Gelson Dala por exemplo é superior ao maliano e custa bem menos mensalmente. De caminho livre-se do treinador, reconheça que foi uma aposta falhada e siga em frente. Se não o fizer, acabará ligando o destino da sua presidência à falta de resultados que o treinador vem apresentando...

Keizer, rua

Se as taças conquistadas na última época justificaram o benefício da dúvida ao treinador holandês, a verdade é que este início de época tem revelado na plenitude a sua mediocridade. A falta de contratações não justifica o que quer que seja, porque a equipa mantém praticamente todos os titulares da época passada, Gudelj será a excepção, mas não apresenta segurança defensiva, o meio-campo não marca e excepto Bruno Fernandes não demonstra intensidade, o ataque é quase inexistente. A táctica parece ser bola para o Bruno Fernandes e seja o que Deus quiser. É mau demais para ser verdade este futebol miserável que apresentámos hoje na Madeira.

Enquanto sócio e sportinguista que segue o futebol, peço ao presidente Frederico Varandas que demita imediatamente de funções o treinador Marcel Keizer. Caso não o faça, irei repensar o meu apoio aos actuais órgãos sociais, porque não estou para aturar semanalmente esta pobreza futebolística.

Tolerância zero para Marcel Keizer...

Ao longo da época passada fui defendendo que Frederico Varandas será avaliado pelos resultados do futebol, cuja responsabilidade resolveu assumir. Se na época passada o presidente poderia escudar-se no facto de não a ter preparado, na presente tal atenuante desapareceu. 

Fui crítico de Marcel Keizer, mas considerei que a conquista de dois troféus o tornou merecedor do benefício da dúvida e da possibilidade de fazer a pré-época. Os resultados miseráveis, agravados pela copiosa e vergonhosa derrota que sofremos ontem, faz com que a partir de hoje o treinador holandês tenha para mim tolerância zero. 

Qualquer outro resultado na Madeira que não seja uma convincente vitória exige consequências. Ou o Sporting começa imediatamente o caminho das vitórias, ou Marcel Keizer não terá condições para continuar no comando técnico da equipa de futebol. Caso Frederico Varandas não o perceba, ou tente impor a sua vontade, ficará colado ao resultado obtido e provavelmente hipotecará a possibilidade de cumprir o mandato até ao fim...

Rever os estatutos - I

Os estatutos do Sporting Clube de Portugal e regulamentos de funcionamento da Assembleia-Geral carecem de revisão urgente, sob pena de continuarmos, em pleno séc. XXI, presos algures no séc. XX.

Questões processuais menores como aprovação da acta da AG anterior, precisam ficar resolvidas sem estarem sujeitas à interpretação pessoal do PMAG, mas também não serem passíveis de servirem como ferramenta de quem tentar boicotar o normal funcionamento, que deve correr de forma célere.

Nas A.G. eleitorais, onde não existe debate prévio à votação, o esclarecimento decorreu em campanha anterior, faz sentido introduzir o voto electrónico, garantidas que estejam as necessárias medidas de segurança, para evitar qualquer possível tentativa de fraude. Existe hoje tecnologia que o permite fazer.

Na A.G. ordinária, onde se discute e aprova orçamentos e contas do clube, não faz qualquer sentido o voto electrónico, mas também não é imperioso forçar uma ida dos sócios a Lisboa. Pelo menos aos sócios que estejam em Portugal. Será possível encontrar alguns núcleos com condições e que o queiram fazer, onde seja disponibilizada a transmissão em directo da A.G., obviamente que certificando que esses núcleos aderentes, no decorrer da mesma, apenas permitam a presença de sócios do clube, maiores de idade e com as quotas em dia. Será facílimo fazer deslocar a cada um desses locais funcionários do clube para creditarem presenças e contarem os votos obtidos. Diria que 6 a 8 locais (núcleos), incluindo os arquipélagos dos Açores e Madeira, tornariam possível um aumento da proximidade entre clube e sócios. Eventualmente a prazo até conquistaríamos novos adeptos para se fazerem sócios, encurtando distâncias entre o Sporting e sportinguistas.  

Fica, Bruno!

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Bruno Fernandes é o melhor jogador do Sporting, mas não é o mais bem pago do plantel. Face ao rendimento desportivo do nosso capitão, espero que Frederico Varandas apresente uma proposta de renovação que faça jus ao estatuto do melhor jogador a actuar em Portugal e lhe pague os 5 milhões a que o atleta terá direito. Será seguramente justo e com Bruno Fernandes, o Sporting estará seguramente mais perto de ser feliz.

A imprensa dá conta que irão chegar esta semana propostas pelo nosso capitão, desconheço se será verdade ou apenas carvão, mas enquanto sócio que até aqui sempre apoiei a actual direcção, espero que abaixo dos 70 milhões nem se sentem à mesa para falar, seja com quem for e que mesmo que se entenda para bem do clube fazer negócio, direi que abaixo dos 85 a 90 milhões, entre pagamento mais variáveis, o negócio não se pode fazer, sob pena de lesarem financeiramente o clube e desprestigiarem o nosso emblema, face à realidade do mercado actual.

Prefiro que Bruno Fernandes fique muitos anos no Sporting, mas se tiver que sair, que seja por uma verba digna do seu real valor. Saldos num jogador desta categoria é algo que ninguém poderá compreender e muito menos aceitar. Para equilibrar as contas existem jogadores sem lugar no plantel, que poderão baixar a folha salarial se saírem e, mesmo que seja necessário vender um ou outro titular, deixem-nos vibrar nas bancadas vendo evoluir o nosso ídolo em campo.

Expulso!

Sinal inequívoco de vitalidade no clube, mais de 5 mil sócios a participar na AG, para decidir as expulsões do ex-presidente, Bruno de Carvalho e seu compagnon de route, Alexandre Godinho. Alguns acusam-nos de ingratidão, prova que não perceberam rigorosamente nada do sentimento da maioria dos sócios, que se deram ao incómodo de deslocar uma vez mais ao pavilhão João Rocha, para expressar de forma esmagadora que o clube pertence aos sócios e não se deixa aprisionar ou ficar refém de uma minoria ruidosa, anti-democrática, mal-educada e arruaceira, que insiste não reconhecer que os sportinguistas não os querem mais ao comando dos destinos do clube.

Não meus caros, não é uma questão de ingratidão, é uma importante vitória do Sporting Clube de Portugal diante da bardinagem que uma vez mais rejeitámos. Não seremos um grupo homogéneo, uns apoiarão a actual direcção, outros nem tanto, mas convergimos num ponto essencial, não queremos e não iremos permitir o regresso ao populismo, dirigidos de forma despótica por um alienado que nos seus delírios de grandeza e vaidade pessoal se imaginou o Napoleão de Alvalade. O resultado  69,93% pela expulsão e 30,07% pela revogação, é claro e inequívoco, sem qualquer margem para dúvidas, se Bruno de Carvalho ontem ressabiado com os associados manifestou sentir vergonha, hoje acredito que se sinta humilhado, pequenino. Os dirigentes passam, o clube fica, é a lição a aprender por todos os que se julgarem superiores, iluminados, no Sporting apreciamos trabalho, humildade e sobretudo resultados. Serão estes que irão traçar o destino dos actuais dirigentes e todos os que no futuro lhes vierem a suceder.

 

P.S. - Resultados oficiais.

Sente vergonha da massa associativa...

O rufia afirmou, em conferência de imprensa, sentir vergonha da massa associativa do Sporting Clube de Portugal, porque cometeu a injustiça de destituí-lo e agora está na iminência de expulsá-lo de sócio. Considera-nos ingratos, mas continua incapaz de perceber o que lhe aconteceu. Provavelmente esperaria que por eterna gratidão lhe prestássemos vassalagem e aclamação. Pode contar com os meus votos no sentido de confirmar a expulsão, porque eu enquanto sócio também sinto vergonha de ter visto o meu clube presidido por tão reles personagem...

Porque vou votar favoravelmente as expulsões

Os sócios Bruno de Carvalho e Alexandre Godinho foram expulsos do Sporting Clube de Portugal por deliberação do Conselho Fiscal e Disciplinar. No pleno uso dos seus direitos entenderam recorrer para a Assembleia-Geral do clube, órgão social a quem cabe apreciar e decidir o recurso apresentado.

No próximo sábado, enquanto sócios, estamos convocados para reiterar ou revogar a decisão do CFD, como pretendem os sócios em causa. Após alguma ponderação decidi votar favoravelmente ambas as expulsões, confesso que cheguei a hesitar no caso de Alexandre Godinho, mas não seria justo, porque esteve até ao fim com Bruno de Carvalho nos actos de maior gravidade que lesaram a imagem da instituição. Estão em causa:

-Usurpação de funções.

-Nomeação de órgãos ilegais.

-Tentativa de boicote à realização da AG de 23 de Junho.

-Impedimento de acesso físico de membros da CG às instalações do clube.

-Tentativa de bloqueio das contas bancárias do clube em momento posterior à destituição.

Ao contrário dos restantes membros do anterior Conselho Directivo, os dois sócios em causa não acataram as legitimas das decisões dos sócios, com a agravante no caso de Bruno de Carvalho, continuar a incendiar ânimos, levando a que alguns apoiantes mais exaltados não reconheçam os actuais órgãos sociais em funções, insistindo na teoria da cabala, insinuando manipulação de resultados, entre outras delirantes teses, sem nada conseguirem provar.

Há sócios que não concordam comigo, respeito todas as posições, mas não sancionar Bruno de Carvalho e Alexandre Godinho seria indultar à partida o comportamento incorrecto e total desrespeito pelos estatutos do clube, aprovados diga-se, por uma birrinha, mais uma, do ex-presidente, tendo chegado ao ponto de chantagear os sócios, ameaçando com a sua demissão caso não aprovassem a proposta por maioria albanesa.

A saída de cena de Bruno de Carvalho deixará órfã uma minoria de sócios, ainda assim em número relevante. São sportinguistas como todos os outros, apelo ao seu rápido regresso à razão, porque ninguém está a mais no clube, embora certo tipo de postura seja dispensável, direi mesmo que é intolerável o comportamento que alguns tiveram no passado sábado. Mas a saída de cena trará a vantagem de permitir que alguém ocupe um espaço que existe de crítica à actual direcção. Como vimos no passado sábado, foram vários os sócios que nem se preocuparam com o orçamento, aproveitando o ensejo para derrotar uma vez mais o brunismo, que já se percebeu, é rejeitado pela maioria dos sócios. Sem Bruno de Carvalho, com ou sem a sua tropa letal, Frederico Varandas e seus pares ficarão sujeitos a um maior escrutínio, aliás, tendo chamado a si a responsabilidade pela gestão do futebol profissional e sem desculpas por ter tido tempo para preparar a época, a exigência terá forçosamente que subir na próxima época, no que concerne ao futebol.

Uma palavra para o modelo de funcionamento desta Assembleia-Geral, irei voltar ao assunto brevemente noutro post, mas aproveito a oportunidade para dizer que não concordo que a votação seja aberta durante o período de intervenção dos sócios. Não é que seja muito relevante ou que pudesse alterar o resultado, a esmagadora maioria dos sócios já decidiu o sentido de voto, mas é uma questão de princípio. Um juíz forma a sua convicção durante todo o julgamento, mas não vai ler a sentença antes das alegações finais, mesmo que já a tenha tomado a sua decisão.

 

Saudações leoninas

Hoje é dia de aprovarmos o orçamento do clube

Hoje é um dia importante para a consolidação do Sporting. A partir das 14h30 temos a responsabilidade de aprovar ou chumbar o orçamento do clube. Há praticamente um mês que a seita letal anda a mobilizar-se nas redes sociais para comparecer em massa, no sentido de votar contra. Já tinham o sentido de voto decidido antes mesmo de conhecerem a proposta, apenas porque sim. Sabem perfeitamente que mesmo em caso de chumbo não irão ser retiradas consequências por aí além, apenas implicaria a elaboração de nova proposta e submete-la à votação dos sócios. Na realidade o objectivo dos brunistas é medir forças, procurando explorar algum possível descontentamento ou falha na mobilização, todos sabem que as AG destinadas a discutir e aprovar orçamentos estão longe de ser as mais participadas. O brunismo joga por estes dias a sua sobrevivência, caso percam ambas as AG desaparecem de vez, mas se conseguirem impedir que o orçamento seja aprovado e evitar que o guru acabe expulso, podem os sócios do Sporting Clube de Portugal ter a certeza que o clima de guerrilha irá aumentar exponencialmente. O que assistimos até aqui não foi nada, comparado com o que pode estar para vir. Deixo por isso o apelo aos sócios, vamos aprovar o orçamento, não é sequer necessário passar a tarde no pavilhão João Rocha, basta que os sócio que queiram manter o clube no rumo actual passem por lá a partir das 15h00. É chegar, votar e podem ir às vossas vidas, mas votem, por amor ao nosso Sporting Clube de Portugal.

Saudações leoninas.

 

Actualização - O orçamento foi aprovado por 69% dos votos presentes na AG. O comportamento arruaceiro dos letais terá funcionado contra os próprios, boa parte dos sócios aproveitou a oportunidade para oferecer mais uma colossal derrota à seita.

👤 1151 votantes

✅ 69,01% votos | 701 votantes (60,9%)

❌ 30,99% votos | 450 votantes (39,1%)

Assembleia-Geral Comum Ordinária do Sporting Clube de Portugal

Irá realizar-se dia 29 de Junho pelas 14h30 a Assembleia-Geral Comum Ordinária do Sporting Clube de Portugal, no Pavilhão João Rocha, estando convocados para comparecer todos os sócios do Sporting Clube de Portugal que sejam maiores de 18 anos e tenha paga a quota de Maio 2019.

O ponto único será a apreciação e votação do orçamento dos rendimentos, gastos e investimentos do Sporting Clube de Portugal para o período 01 de Julho de 2019 a 30 de Junho de 2020.

 

Alheados como sempre da realidade, confundindo clube com SAD e vice-versa, alguns patetas aziados da seita letal do costume, andam pelas redes sociais procurando mobilizar os críticos ou descontentes com a actual direcção, no sentido de chumbar o orçamento do clube para o próximo ano. Nem se dão conta que estão uma vez mais a expor-se ao ridículo, porque:

 

1 – A aprovação ou rejeição da proposta produz zero efeito na actividade da Sporting SAD.

2 – Questões como contratações, venda de jogadores, patrocínios ou venda de gamebox não entram nestas contas.

3 – Uma eventual não aprovação do orçamento do clube, impede que o Conselho Directivo possa aumentar os gastos face ao exercício anterior, mas pode sempre diminuir, se assim o entender.

4 – O orçamento não prevê uma verba específica por modalidade, pelo que a não aprovação permite apostar no basquetebol, não pode é ser ultrapassado o investimento do ano anterior na sua globalidade, entenda-se, o bolo será o mesmo, a repartição das fatias é que poderá ser diferente.

5 – Uma eventual rejeição do orçamento permitiria a leitura que o descontentamento com o rumo actualmente seguido está a crescer, apenas isso, que há um grupo significativo de sócios que pretende o regresso a um passado recente.

 

Caberá aos sócios decidirem uma vez mais, se querem seguir a via da arruaça, do fanfarronismo, da má-educação, ou se preferem uma postura diferente, de trabalho, low-profile, apresentando resultados em tempo devido nos locais próprios, em vez de estados de alma nas redes sociais, que mudam ao saber dos ventos dia sim, dia sim. Pela minha parte não tenho dúvidas, enquanto sócio prefiro mil vezes o presente. A seu tempo, no final do mandato dos actuais órgãos sociais, democraticamente avaliarei se apoiarei uma eventual continuidade, ou preferirei mudar de rumo, escolhendo entre as alternativas que se vierem a apresentar. Mas voltar a viver um pesadelo como o que atravessámos durante o primeiro semestre de 2018 é que não, espero que jamais se repita tal cenário infame no nosso Sporting Clube de Portugal.

 

 

Viva o Sporting Clube de Portugal

 

 

Convocatória da Assembleia-Geral

Mercado de transferências

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Aumentou o número de programas televisivos e espaço horário ocupado, em particular os que especulam sobre transferências do futebol, alimentando diariamente os mais diversos rumores sobre movimentações de mercado. Novelas existem para todos os gostos e cores, o objectivo salta à vista, cativar audiência nos adeptos dos três clubes que apaixonam maior número de adeptos. Diariamente, ao final da tarde e à noite, somos brindados com a opinião especializada de jornalistas ou comentadores supostamente bem informados, que umas vezes falham, outras acertam, porque ávidos de apresentar destaques, ficam eles próprios à mercê de rumores plantados por empresários ou palavras mal interpretadas de jogadores nas redes sociais, que por vezes não querem dizer nada, mas que são escalpelizadas ao ínfimo detalhe, ao ponto de muitos lerem o que não foi escrito. Isto nada tem de novo, nos anos 80 à segunda-feira comprava a Bola que apresentava as transferências iminentes, que eram depois desmentidas no Record à terça-feira para apresentar as suas, na quarta-feira lá estava a Gazeta dos Desportos a dizer que afinal já não vinha o X e Y, mas sim o W e Z. A diferença é que os jornais estão moribundos e tudo isto agora passa-se na TV.

Uma das principais novelas do Verão, no que ao Sporting diz respeito, é a possível saída de Bruno Fernandes. Sousa Cintra, que calado era um poeta, mas acenar-lhe com uma máquina fotográfica e colocar-lhe um microfone à frente, equivale a descer a serra num carro sem travões, confirmou que existe a cláusula de 5 milhões, caso o Sporting rejeite alguma oferta superior a 35 milhões. Ao contrário do que afirmam, o Sporting não está refém de coisa alguma, porque seria impensável manter Bruno Fernandes, de longe o nosso melhor jogador, nas condições da época passada, quando não era, longe disso, sequer um dos 3 jogadores mais bem pagos do plantel. Das duas uma, ou Bruno sai, ou fica. Se sai, apenas devem ser equacionadas verbas a rondar no mínimo os 80 milhões de Euros. Se fica, há que avançar para a renovação do contrato, onde existirá seguramente um prémio de assinatura, melhoria de condições salariais tornando o capitão no jogador mais bem pago do plantel, seria incompreensível que assim não fosse e naturalmente a cláusula de rescisão teria que subir para 150 milhões de Euros.

Diariamente, de forma cínica os comentadores vão fabricando uma cartilha segundo a qual, ninguém paga o que estamos a pedir pelo nosso capitão, é incompreensível, mas o mercado é assim, o agente do atleta não é Jorge Mendes, o Sporting é uma marca de valor inferior aos rivais, mas está pressionado por falta de liquidez, etc. Estão à espera, direi mesmo que muitos ardentemente o desejam, que acabe vendido por 50 milhões ou até menos. Enquanto sportinguista, espero sinceramente que a direcção não faça cedências neste assunto, até aqui nada a apontar ao clube, que tem mantido uma postura low-profile, neste e outros casos, muito menos ao atleta, que até afirmou que existem ainda muito para conquistar. Se Bruno Fernandes permanecer, liderando a nossa equipa em campo, será o melhor reforço que poderíamos conseguir na próxima época e para conseguir liquidez imediata, que o clube bem precisa, existem mais algumas opções no plantel ou activos que pertencem ao clube.

Confiança absoluta em Frederico Varandas pelo que fez até aqui, mas gostaria que alguns atletas vestissem a verde e branca, Mama Baldé por exemplo, apontado como moeda de troca no dossier Rosier, justifica no mínimo fazer a pré-época. É um jogador polivalente, possante, muito útil em qualquer plantel, mesmo que não se perfile como indiscutível titular. Gelson Dala, Ivanildo ou Domingos Duarte serão jogadores a merecer a atenção de Marcel Keizer. Tenho mais dúvidas em Iuri Medeiros e Matheus Pereira, no caso do primeiro porque tem desperdiçado várias oportunidades, no segundo porque a cabeça não acompanha os pés e sendo bom jogador, está longe de merecer o estatuto de vedeta a que aspira. Para o conseguir, terá que ser humilde e trabalhar muito, porque qualidade tem de sobra. Contratar por contratar não faz sentido, acabamos sempre com demasiado entulho que depois temos dificuldade em despachar. O Sporting não precisa revolucionar o plantel, apenas pequenos ajustes para continuar a crescer.

O nosso dia da libertação foi há exactamente um ano...

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Junho de 2018 trouxe aos sportinguistas alguns inenarráveis momentos, protagonizados por um aspirante a déspota alucinado que julgando-se iluminado, tipo aprendiz de Napoleão, ameaçou tomar para si um clube centenário. À semelhança de todos os ditadores, apesar de ter ainda hoje muitos seguidores, barricados numa seita letal ao Sporting, a verdade é que acabou escorraçado pelas massas, faz exactamente hoje um ano, quando uma esmagadora maioria de sócios libertou o clube do jugo do tirano.

23 de Junho deveria passar a ser comemorado pelo clube como dia do sócio, porque vivemos um momento épico de determinação individual no pavilhão Atlântico, numa soalheira tarde de Verão, com uma afluência record de associados esperando na fila interminável, acossados e insultados por uma turba de jagunços ameaçadores, funcionando como guarda pretoriana do errático pequeno líder. Indiferentes a tudo e todos, no interior do recinto o cenário era infernal, com grunhos urrando, assobiando, impedindo de falar qualquer um que não fosse dos seus. Chegaram até a agredir sócios. Felizmente a força policial no local impediu que tais vermes levassem por diante os seus intentos.

No final o amor pelo clube falou mais alto. Os sócios que corajosamente se sujeitaram ao enxovalho para exercer a sua vontade viram o esforço recompensado com o afastamento do usurpador e restabelecida a normalidade estatutária. Se é verdade que 23 de Junho representou para o Sporting o que há 200 anos Waterloo representou para a Europa, não tivemos heróis nem vencedores naquela tarde. Quem ganhou verdadeiramente foram os sócios, todos os sócios, anónimos na sua grande maioria, que esperaram estoicamente na fila, votaram e viraram costas à turba infame. Graças aos sócios, todos os sócios, estamos hoje melhor que há um ano, o clube voltou a ser dos sportinguistas.

Viva o Sporting!

Criar uma política de formação

Durante anos o Sporting vangloriou-se de ter a melhor escola portuguesa de formação de jogadores, frequentemente comparada ao Ajax. Paulo Futre, Luís Figo, Dani, Simão Sabrosa, Cristiano Ronaldo, Ricardo Quaresma, João Moutinho, Luís Nani, Rui Patrício ou William Carvalho entre vários outros que me dispenso de enumerar, sob pena de tornar a lista demasiado extensa, projectaram internacionalmente o jogador português e com eles, a selecção nacional cresceu exponencialmente, passando de esporádicas presenças nos grandes eventos a cliente habitual e até potencial favorito à conquista dos troféus.

Outros clubes, os rivais não andam propriamente a dormir, apostaram de forma séria na formação, ao passo que nós a descurámos, o resultado está à vista, nenhum jogador formado em Alcochete abaixo dos 23 anos tem hoje a mínima hipótese de aspirar a envergar a camisola da selecção nacional portuguesa. É um facto e se quisermos perceber como chegámos aqui, há que ser sérios, enquanto o principal rival prescindiu do treinador que não conseguiu ver em Bernardo Silva, João Cancelo ou Gonçalo Guedes, talento suficiente para evoluir na equipa principal, substituindo-o por treinadores que lançaram Renato Sanches, Ruben Dias ou João Félix entre outros, nem todos com igual sucesso, o que seria obviamente impossível, mas a aposta está lá, só não vê ou desdenha quem não quer ver ou estiver de má-fé. E nós que fizemos? Fomos buscar o iluminado mestre da táctica de que o rival em boa hora, para eles, se livrou e com ele um camião de entulho. Gelson Martins e também Ruben Semedo foram excepções, direi que as últimas apostas sérias da formação, ambos já com idade superior a 23 anos. Abaixo desse patamar havia Rafael Leão, que saiu do clube nas circunstâncias que conhecemos, em rota de colisão com o alienado que dirigia o clube de forma errática, do qual em boa hora nos livrámos.

Não adianta exigir a Marcel Keizer que coloque em campo jogadores da formação sem qualidade para ombrear com os rivais e exigirmos simultaneamente vitórias e títulos. Existe novamente talento na formação, mas abaixo dos 18 anos, pelo que será expectável que dentro de 1 a 2 anos possamos novamente ver a evoluir no relvado jogadores formados em Alcochete. Um clube como o Sporting precisa receitas, o que implica vender jogadores. Não é possível esperar que um jogador acabe de se formar aos 24 ou 25 anos, para depois valorizar 2 ou 3 anos na equipa principal e vendê-lo aos 28 anos. É tarde! O mercado não funciona assim.

Os melhores jogadores aos 20 anos já têm que merecer uma oportunidade na equipa principal. Outros, com elevado potencial, mas sem lugar na equipa, precisam rodar emprestados ou na equipa B, que foi extinta por uma má decisão do ogre. Eventualmente alguns poderão despontar de forma tardia, também acontece, pelo que deveria ser política do clube incluir cláusulas de recompra na cedência de jogadores, que por regra não serão accionadas, mas por vezes acontecem surpresas e não gostamos de ver os rivais abonados pelas pérolas que formámos. Confio na actual direcção, uma estratégia pode ser rapidamente delineada, mas coloca-la em prática requer sempre tempo, por isso defendo que as avaliações devem ser feitas no final dos mandatos. Para já, os sinais são positivos, a restruturação em Alcochete, o scouting, vamos confiar que a médio prazo estaremos de novo no lugar que nos pertence, mas até lá, não basta engrossar a voz, teclar, berrar ou insultar, é mesmo preciso trabalhar...

Vamos à negra...

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Bravos leões, venceram um difícil e valoroso adversário, contra ventos e marés. Não bastam as dificuldades, a cada jogo de capital importância para o clube, assistimos nas redes sociais à manifestação do bando de hienas letais ao Sporting, aproveitando cada derrota, por vezes como hoje nem esperam pelo final do jogo e acabam ridicularizados, à semelhança do patético guru que servem. 

Agora é esperar que no último jogo da final os nossos deixem tudo em campo. Obviamente que para alguns energúmenos que se dizem sportinguistas, em caso de vitória o mérito irá inteirinho para o alucinado que os deixou órfãos, está prestes a fazer um ano, mas se perdermos, a culpa será dos actuais órgãos sociais. Tamanha imbecilidade já cansa, mas brevemente os legítimos e únicos donos do clube, os sócios, lhes darão a resposta adequada. 

Oh captain, my captain...

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Sinto enorme orgulho em ser do Sporting. Todos sabemos o sofrimento por que passámos há um ano, não adianta continuar a chover no molhado. Hoje ganhámos com sangue, suor e lágrimas, lutando até final, com uma raça digna de verdadeiros leões, perante um adversário de grande categoria, com um plantel bem superior ao nosso, dispondo de mais soluções.

Considero um privilégio ter visto Bruno Fernandes vestindo a verde e branca, envergando a braçadeira de capitão, erguer a taça, um dos melhores jogadores de sempre na história do clube, um atleta de classe mundial, que liderou a equipa em campo, ao longo da época inventou golos que decidiram jogos.

Na minha qualidade de sócio com 42 anos de filiação no clube, quero agradecer a Sousa Cintra e restantes membros da Comissão de Gestão, pela estabilidade que devolveram ao clube após o período de desvario directivo. Não concordo com todas as decisões que tomaram, mas certamente fizeram o possível atendendo às circunstâncias. Obrigado ao presidente Frederico Varandas e restantes membros dos actuais órgãos sociais. Não foi fácil aturarem a suspeição, o insulto, as sucessivas delirantes teorias conspirativas, levantadas quase diariamente por um grupo de órfãos ou viúvas, adepto do rufia que em boa hora destituímos. A cada vitória das nossas cores a azia dos tristes aumenta, cada golo que sofremos lá estão esses tristes apontando o dedo. Para esses um conselho, aproveitem a pré-época para decidirem se querem ou não continuar sportinguistas, ou arranjem uma vida. O vosso guru é que não volta mais, não o queremos no clube.

Obrigado Marcel Keizer e todo o plantel, a vitória é vossa, entraram na galeria dos vencedores na história do nosso clube. Muitos de vós foram assobiados por energúmenos que duvidaram do vosso profissionalismo. Contra ventos e marés, venceram. E vamos continuar a vencer, porque o Sporting Clube de Portugal voltou ao bom caminho.

Boas notícias

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Nos últimos meses temos sido brindados pelos aziados do costume, os órfãos e viúvas do destituído, com as mais diversas e rebuscadas, por vezes até delirantes teorias conspirativas sobre as intenções ou capacidades do actual Conselho Directivo, visando principalmente o nosso presidente, Frederico Varandas, quanto à construção do plantel para a próxima época. Desde jogadores a serem vendidos ao desbarato, ou dispensados, passando por contratações caras de jogadores em final de carreira ou sem qualidade, para favorecer empresários, os arautos da desgraça "sabem" tudo. Indifente a tais palermas, a direcção vai cumprindo a sua função, em silêncio, porque não é preciso andar aos gritos afirmando que se trabalha para apresentar trabalho. Hoje o clube anuncia oficialmente a renovação de contrato com o jogador Jérémy Mathieu, precisamente um dos visados pela seita letal ao Sporting. Aos imbecis apetece-me parafrasear o grande Maradona, "que la chupen y sigan chupando"...

Estádio nacional

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Inaugurado em 1944, o velhinho estádio nacional no Jamor tem uma lotação de 37 mil lugares, manifestamente insuficientes para a procura no jogo da final da taça de Portugal, à excepção das épocas em que por um qualquer acaso fortuito do destino, nenhum dos chamados grandes chega à final.

Portugal investiu fortemente no Euro 2004, não importa aqui discutir a opção política e consequência económica de ter apresentado candidatura à organização de tal evento, mas uma vez que o país foi chamado a organizá-lo, houve um caderno de encargos a cumprir, entre os quais a reabilitação dos estádios. E aqui foi para mim incompreensível que  se tenha perdido uma oportunidade, deixando de fora o estádio nacional, quando em minha opinião deveria ter sido o palco dos jogos de abertura e encerramento do torneio. E também deveria ser hoje o estádio onde a selecção nacional de futebol disputa os jogos oficiais, cumprindo o desígnio que fundamenta a sua própria existência.

Apenas a lógica clientelar, favores políticos e tradicional incompetência lusa, permitiram chegar à bizarra situação presente, em que mantemos a final da taça no Jamor para justificar a existência do estádio nacional, mas a selecção joga noutros palcos, porque dá jeito a alguns. A Espanha não tem estádio nacional, agendando o local da final da taça do rei em função das equipas que disputam a final. A selecção vai rodando pelo país. Já a Inglaterra não dispensa que a época abra e encerre em Wembley, palco que também é utilizado para os jogos da selecção. Quando o estádio ameçava ficar obsoleto, foi temporariamente encerrado e reabilitado, voltando a cumprir a função que justifica a sua existência.

Aproveito a semana da final da taça para lançar esta discussão, sobre a qual não tenho à partida uma posição final definida, mas sou frontalmente contra o híbrido que temos. Para mim das duas uma, ou não precisamos de estádio nacional de todo, ou temos um estádio nacional, mas então que sirva para cumprir todas as suas funções, assim o exige o interesse público. E se optarmos pela manutenção do estádio nacional no Jamor, então há que ponderar a sua modernização, respeitando a sua história e arquitectura, mas ampliando a lotação e promovendo uma utilização regular. A actual situação de procurar servir a vários, na realidade não me parece servir ao país...

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