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És a nossa Fé!

Futebol? Fácil, fácil...

Até ao momento, Frederico Varandas já teve duas intervenções no mercado de transferências. Obviamente que existe uma pesada herança relativa à rescisão de jogadores, mas na maior parte dos casos, o clube acabou por chegar a acordo com os clubes que receberam os atletas, sendo parcialmente ressarcido. Se é verdade que não conseguiu obter as receitas que hipotéticas vendas poderiam ter significado, face ao valor dos atletas em causa, não é menos verdade que não é hoje intelectualmente honesto queixarmo-nos que saíram a custo zero. A soma obtida com Rui Patrício, William e Gelson supera os 50 milhões de euros e nada nos garante que caso tivessem continuado no Sporting, algum estivesse livre do infortúnio, como aconteceu por exemplo a Battaglia.

A um mês da abertura de nova janela do mercado de transferências, deixo abaixo uma lista de entradas e saídas de jogadores, da responsabilidade de Frederico Varandas e sua equipa. O resultado é confrangedor, para alguém que, é preciso recordar, foi eleito graças à promessa de ser um expert em futebol. No comando técnico, o actual presidente, em apenas 15 meses no exercício de funções, já despediu José Peseiro, contratou e despediu Marcel Keizer e contratou Silas. Mas recusa mexer na estrutura que montou e que certamente acreditará ser a melhor estratégia para o clube. 

2018/19 - Janeiro

Entradas:

Tiago Ilori

Plata

Borja

Phellype

Saídas:

Nani

Montero

2019/20 – Julho/Agosto

Entradas:

Luís Neto

Eduardo

Rosier

Vietto

R. Camacho

Bolasie

Jesé

Fernando

Saídas:

Bas Dost

Gudelj

Salin

Raphinha

Thierry

Bruno Gaspar

André Pinto

Petrovic

Apesar dos pífios resultados e sofríveis exibições que deprimem a nação leonina, Frederico Varandas e seus pares impuseram aumentos salariais na Sporting Clube de Portugal SAD, contra a opinião dos restantes accionistas e sentimento geral dos associados do clube. 

Face ao quadro exposto, defendo que as eleições devem ser antecipadas, preferencialmente para Março, mês previsto nos estatutos para realização das mesmas. É tempo de se devolver a palavra aos sócios, para que decidam o que pretendem, a bem do Sporting Clube de Portugal.

Frederico Varandas cada vez mais perto do fim da linha - III

Não existem segundas oportunidades para causar uma boa primeira impressão. A construção do plantel da presente época foi péssima, os resultados estão à vista, hoje mais uma derrota em Barcelos diante do Gil Vicente.

Tiago Ilori que treina em Alcochete, mas não teria lugar no Alcochetense, foi para nosso azar, hoje titular. Um verdadeiro cepo, oferecendo ao adversário o 1º golo, intranquilizando a equipa, que também não jogou nada. Mas pior que realizar um mau jogo é constatar que além de Ilori, frequentemente o elo mais fraco, também Jesé e Bolasie se têm revelado reforços inúteis. Do mal o menos, uma vez que vieram por empréstimo, é devolvê-los o quanto antes à procedência. Borja, Eduardo e Doumbia, também aquisições durante o consulado do presidente Frederico Varandas, não mostraram ainda qualidade para jogar no Sporting. Plata e Camacho também não reforçaram grande coisa. Silas é o menos culpado, pois ninguém consegue fazer omoletes sem ovos.

Das duas uma, em Janeiro o mercado reabre, ou muda o cenário, ou contem com os meus votos para mudarmos de presidente, sem obviamente regressarmos ao passado recente.

Breves considerações sobre o dossier Sinisa Mihajlovic e não só...

Sobre a questão da disputa judicial com Sinisa Mihajlovic há que dizer o seguinte:

1 – Em primeiro lugar o Sporting deve acatar a decisão e cumprir com o pagamento de 3 milhões de euros a que foi condenado. Há que ver as coisas pelo lado positivo, o treinador sérvio reclamava 11 milhões, não tendo conseguido sequer metade da pretensão.

2 – Bruno de Carvalho é parcialmente responsável, por ter contratado um treinador a uma semana da AG de destituição. Uma vez mais, letal ao Sporting.

3 – Sousa Cintra é o principal responsável ao ter ignorado o parecer jurídico do clube. Bastaria ter esperado 4 dias e tomado a mesma decisão. Não posso ignorar as circunstâncias em que a CG exerceu o curto mandato, mas ainda assim, algumas dossiers ficaram muito aquém do exigível. Neste caso esbanjámos 3 milhões, com Demiral seguramente muitos mais.

Para concluir, enquanto sportinguista fico satisfeito que o treinador sérvio nunca tenho dirigido a nossa equipa de futebol e desejo que os seus admiradores jamais voltem a ter qualquer palavra a dizer sobre o destino do Sporting, porque em rigor, não são as qualidades técnicas ou tácticas do treinador do Bolonha que apreciam, querem mesmo é regressar a um passado de má memória do qual nos libertámos a 23 de Junho de 2018. Para os letais, quanto pior, melhor, buscam cavalgar a natural insatisfação dos sócios e adeptos perante a actual situação do clube. Mas não se iludam, acreditamos ser possível mudar, encontrando alternativas no clube, que por ser uma grande instituição tem muitas soluções. Mas para ser absolutamente claro e inequívoco, por mais críticas que faça e não tenho poupado, à actual direcção, se fosse obrigado a escolher entre o presente e o passado, sem dúvida ou hesitação, escolheria o presente.

Rescaldo da noite europeia e algumas reflexões...

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Faltam adjectivos para definir a classe de Bruno Fernandes. Ontem maravilhou os espectadores presentes em Alvalade com dois golos e outras tantas assistências, dispondo de liberdade de movimento no meio-campo, jogou e fez jogar. Um privilégio ter este jogador de classe mundial como capitão da nossa equipa.

Ontem foi uma noite gala para o Sporting e uma azia para a orfandade letal, apostada em cavalgar a insatisfação com os maus resultados da equipa, para regressar a um passado de má memória e retomar injustificadas benesses. Saiu-lhes o tiro pela culatra, mal tentaram entoar os seus cânticos de insulto ao presidente, foram vaiados pelos sportinguistas no estádio, que mostraram claramente que não têm saudade dos comportamentos incendiários e demais javardices que eram prática habitual na bancada Sul.

Não é por ganhar um jogo, apesar da boa exibição, que deixo de criticar Frederico Varandas e defender antecipação de eleições para a Primavera de 2020. Mas uma coisa é certa, na questão das claques, o presidente tem o apoio maioritário dos sócios, incluindo o meu. Aguardemos serenamente os próximos resultados, esperando que a próxima janela de transferências em Janeiro não traga mais do mesmo, incompetência igual à demonstrada no Verão passado.

Bruno Fernandes só pode sair pela cláusula em Janeiro, nunca abaixo de 70 milhões no final da época. Os restantes até podem ser negociáveis, mas jamais a preço de saldo. E terão que ser substituídos por jogadores de qualidade. É tempo dos responsáveis pelo futebol mostrarem o que valem, ou serem substituídos...

Avaliando a presidência de Frederico Varandas...

Enquanto sócio do Sporting Clube de Portugal, não me considero satisfeito com os resultados obtidos por Frederico Varandas. Não o irei insultar, nem assinei até ao momento qualquer pedido para realização de AG destituitiva, mas poderei rever a minha posição no futuro, sem obviamente alinhar com qualquer tentativa de retorno à javardice. Concordo com a suspensão das claques, facto manifestamente insuficiente para justificar a continuidade de Frederico Varandas à frente dos destinos do clube, face aos miseráveis resultados obtidos pelo futebol, verdadeiro core business da instituição. 

Defendo que se antecipem eleições para o início da próxima primavera, devolvendo a palavra aos sócios. Até lá, terá que ser Frederico Varandas e sua equipa a gerirem o próximo mercado de transferências. E até podem apresentar-se a votos, sujeitando-se com humildade democrática à deliberação dos sócios. Se porventura vencerem, sairão com legitimidade reforçada e colocarão um ponto final na contestação, caso saiam derrotados, terão servido o Sporting, de nada adianta barricarem-se atrás dos estatutos contra a vontade da maioria, sob pena de sairem pela porta pequena, ou enxovalhados numa destituição. 

Fica pois o apelo ao bom senso do presidente Frederico Varandas e seus pares dos órgãos sociais. Vamos a votos, porque apesar do empenho e boa vontade que possam ter, não estou a afirmar o contrário, a verdade é que a situação actual está muito longe do cenário que nos foi prometido na candidatura.

F. Varandas cada vez mais perto do fim da linha... - II

O Sporting pouco ou nada fez para ganhar um jogo que até não merecia, mas acabou por perder, no futebol quem não marca, coloca-se a jeito e foi o que aconteceu hoje em Tondela. São evidentes as lacunas do plantel, resultantes da péssima planificação da época.

Com os objectivos cada vez mais longe, é hora dos responsáveis pelo futebol leonino, começando pelo presidente, assumirem a sua responsabilidade. Uma vez mais peço a Frederico Varandas que coloque o seu lugar à disposição dos sócios, antecipando eleições. Demonstraria desapego ao cargo e se está certo que mantém o apoio dos sócios, até pode concorrer e quiçá conseguir ser reeleito. Precisamos clarificar a situação no clube, sem drama. Não podemos é permanecer no actual estado letárgico sem rumo à vista no horizonte próximo. E mudar novamente de treinador não me parece ser solução...

A javardice habitual...

A turba hooligan que parasita a bancada Sul insiste no comportamento javardo. Sinceramente já cansam, mas não pensem que vencerão pelo cansaço. Sempre que urraram os habituais insultos ao presidente, foram assobiados pela maioria do estádio, mostrando assim aos mais distraídos que os sócios podem não estar satisfeitos com o actual rumo do futebol, mas não aceitam ficar reféns do gang, que mostra azia pelo fim dos privilégios injustificáveis que ao longo dos anos foram obtendo.

Há muito que o propósito inicial das claques se encontra desvirtuado, sendo do domínio público que hoje albergam gente muito pouco recomendável e até mesmo alguns delinquentes. O Sporting Clube de Portugal tem por missão formar atletas e promover a prática desportiva, não serve para subsidiar parasitas.

Obviamente que o clube não pode proibir o direito de associação, se imbecis se juntam, devem poder fazê-lo sem problema. Mas também não tem que os favorecer. Para começar, se querem ocupar lugar no estádio, devem começar por comprar gamebox ou bilhete para o jogo a preço normal. E serem revistados à entrada de forma competente, é inadmissível que entrem tochas nos estádios como aconteceu hoje em Alvalade na bancada Sul, permitindo que meia dúzia de grunhos obrigassem as pessoas em seu redor a inalar substância tóxicas, um comportamento verdadeiramente deplorável, que gostaria que alguém me explicasse em que medida aquilo é apoio à equipa, ou que motivação transmite aos jogadores...

Só peca por tardio

O fim do protocolo do Sporting Clube de Portugal com as claques. Apesar de criticar abertamente Frederico Varandas e defender antecipação de eleições, nesta matéria estou totalmente de acordo com a orientação do clube.

O desporto deve ser um espectáculo, onde não cabem arruaça, violência, insulto, a tal patética mentalidade a que chamam ultra. Quando em criança comecei a frequentar estádios de futebol, pela mão do meu pai, era uma festa ir ao futebol e já existiam rivalidades. Se queremos ser grandes, há que seguir os bons exemplos de Inglaterra e Espanha.

Se os parasitas não fazem falta, quero acreditar que a maior parte dos membros das claques, que não os seus cabecilhas, irão continuar a mostrar o seu amor ao clube. É hora de separar o trigo do joio.

F. Varandas cada vez mais perto do fim da linha...

Frederico Varandas é legitimamente presidente do Sporting Clube de Portugal, porque foi eleito com a maioria dos votos dos sócios. Podemos concordar ou discordar dos estatutos, mas temos os que foram aprovados em AG pelos sócios. Não há, nem pode haver, AG legítimas e outras ilegítimas consoante o resultado nos agrade ou não, por muito que alguns lunáticos continuem a falar em golpe, usurpação e outras teorias rocambolescas, enquanto não reconhecerem todos os resultados, não serão levados a sério e nada conseguirão mudar no clube. Continuarão a ser parte do problema e jamais farão parte da solução.

Também não coloco em causa o sportinguismo do presidente e demais membros dos órgãos sociais do clube. Ser sportinguista não é um direito de nascença, mas uma escolha que todos fizemos em determinada altura da nossa vida, pouco importa se influenciados ou não, cada um terá a sua história. Respeito por isso a pessoa, como aliás todas as pessoas, neste caso em particular os sportinguistas, pelo que jamais alinharei ou pactuarei em insultos ad hominem, seja a quem for. Repudio tal caminho, mas não surpreende que as claques do clube, muito em particular a que se julga acima das outras e tem sido favorecida ao longo de anos, escolha essa via para reclamar a mudança de rumo no clube. Não os seguirei.

Mas Frederico Varandas e seus pares não têm feito por merecer a confiança que os sportinguistas lhes depositaram. Os resultados são como o algodão, estamos longe do lugar que a história e tradição do clube exigem e não se vislumbra no horizonte próximo uma mudança de rumo. No entanto, se Frederico Varandas está tão certo que continua a merecer a confiança dos sócios e tem mesmo a melhor solução para dirigir o clube, porque tem medo de ir a eleições? Não precisa sair, basta que antecipe eleições e se apresente a votos, permitindo que apareçam alternativas, possamos todos debater e votar. No final, se ganhar, sairá reforçado, se perder, ninguém dirá que ficou agarrado ao poder. Se não o fizer, optando por continuar no autismo presente, muito provavelmente Bruno de Carvalho deixará de ser o único presidente destituído na centenária história do Sporting...

Que fique claro, considero que Frederico Varandas não tem condições para continuar, neste momento a sua presidência encontra-se em comatosa agonia, mas de todo quero regressar à javardice do passado recente. Uma das condições, obviamente que não será a única, para apoiar um candidato no futuro, se formos a eleições, será manter as claques longe dos privilégios que os restantes sócios não têm. Ninguém acerta sempre, como também não está sempre errado, essa é das partes mais positivas do consulado Frederico Varandas, mas os resultados do futebol exigem uma rápida mudança no clube. Viva o Sporting!

Mais uma votação, mais uma derrota da seita letal...

Desta vez não compareci à AG para aprovar o relatório e contas. É público que tenho assumido uma posição crítica da actual direcção do clube, pelo que me abstive de participar. Porque tal como previ, na AG estaria presente uma seita arruaceira, ordinária e anti-democrática, chegaram ao ponto de impedir um antigo presidente da instituição de discursar, o que diz bem da natureza deste grupelho. E cai por terra a contestação à boa decisão de se votar antes de terminar o direito aos sócios de usarem a palavra. Qualquer pessoa decente e educada não está para aturar imbecis deste calibre...

Não se iludam com a próximidade do resultado da votação, apesar de tudo, uma vez mais, saíram derrotados, a IURB estava mobilizada e compareceu, acredito que não fui o único com falta de vontade em defender os actuais órgãos sociais, não comparecendo. Se por um mero acaso ontem até tivesse ido à AG com ideia de me abster, assim que ouvisse os primeiros urros dos grunhos letais ao clube, imediatamente mudaria de posição. Posso discordar de Frederico Varandas, mas se tiver que optar entre a continuidade do actual presidente ou regressar ao passado de má memória defendido pela seita letal, não hesitarei. Votarei em qualquer um que esteja do outro lado, se necessário for, porque não me revejo na bardinagem de claques, arruaceiros e afins...

Aceita um repto, sr. Presidente?

Absolutamente inaceitável o aumento de vencimentos aprovado ontem na AG da Sporting SAD para os administradores. Mesmo que cumpram a recusa anunciada por Salgado Zenha para esta época, ficámos a saber que a partir de agora têm um salário substancialmente melhorado e lá mais para o Verão do próximo ano, o assunto terá perdido mediatismo, com Euro 2020, transferências, quem se preocupará verdadeiramente com esta questão?

Desejo a Silas toda a sorte do mundo, é um treinador que aprecio enquanto pessoa, a equipa que treinou anteriormente praticava um futebol agradável, o seu sucesso será acima de tudo positivo para os superiores interesses do Sporting. Mas não esqueço o que nos trouxe até aqui, a inacreditável crise que ainda estamos a atravessar, pese embora a importante vitória obtida na Vila das Alves:

-Má planificação da época.

-Péssima condição física.

-Desaproveitamento da formação.

-Inacreditável gestão do mercado de transferências.

Não acredito em milagres, alguns resultados podem ser obtidos com sorte, ou falhados por azar, mas os factores aleatórios raramente pendem sempre para o mesmo lado. Cedo ou tarde, como o azeite, a competência vem acima e não me parece apropriado associar a palavra competência ao departamento de futebol do Sporting Clube de Portugal SAD. Acontece que o presidente Frederico Varandas foi eleito precisamente com promessas de restruturação do futebol, à época a tentar recuperar do estado de choque em que uma gestão troglodita o mergulhou. Mais de um ano passou, se é possível falar em pesada herança, ou tempo ainda insuficiente para resolver tudo, a incompetência recente, não faz parte de herança alguma. O autismo patente que vai sendo demonstrado, esse sim, tem muito a ver com o passado recente que rejeitámos. Não foi para isto que libertámos o clube do aprendiz de Napoleão.

Não existem duas oportunidades para se causar uma boa primeira impressão. Frederico Varandas não mostrou até agora ter um rumo seguro para o clube, no qual os sportinguistas de possam rever, confiar e apoiar. Algumas medidas avulsas positivas, como a retirada de apoios às claques, não chegam para dormir tranquilo, com a certeza que o futuro será verde e branco.

Mas se Frederico Varandas e seus pares estão assim tão convencidos terem a razão do seu lado, porque não clarificarmos junto dos sócios? Não precisa ser amanhã, nem tão pouco este mês, eventualmente nem este ano. E até pode ser o sr. Presidente a gerir o processo, agendando o acto eleitoral, por exemplo para a próxima Primavera. Daria tempo para se preparar, os oponentes também, os sócios que não são burros, estarão atentos, diminuiria a pressão sobre a sua presidência, que neste momento depende totalmente dos resultados da equipa de futebol, daria tempo a Silas, aos jogadores, à apresentação de projectos, a tempo de preparar a próxima época.

Vamos a isso sr. Presidente Frederico Varandas? Se não está agarrado ao poder, convoque eleições antecipadas para Março ou Abril. Se tem de facto um projecto em que acredita e está seguro que os resultados irão aparecer, não tenha medo do veredicto dos sócios e apresente-se a eleições. Se perder, sairá de forma digna, respeitado. Se ganhar, sairá legitimado, com um poder reforçado junto dos sócios, como agora não tem e seguramente não terá até final do presente mandato.

A bem do Sporting, que está acima de todos nós!

Saudações leoninas!

Quo vadis Sporting?

A estrutura do futebol do Sporting não funciona. Transferências mal geridas, incompetência na inscrição de jogadores, péssima comunicação, resultam na acumulação de resultados desportivos negativos. Ao que parece Silas será o próximo treinador do Sporting. A questão é, vamos regressar às vitórias? Em caso afirmativo, todos poderemos respirar de alívio, a direção continuará a exercer funções sem sobressaltos, desde que não cometa a loucura de aumentar vencimentos aos dirigentes, após ter deixado sair jogadores a preço de saldo, por insuficiência de condições financeiras.

Mas, cenário que não desejo, e se a chicotada não resultar? Virá outro após Silas?

Frederico Varandas fez promessas eleitorais aos sócios do Sporting que lhe deram a vitória, mas que manifestamente não está a conseguir cumprir. Manda a decência que seja democraticamente humilde e coloque o lugar à disposição dos sócios, mesmo que se recandidate. Caso vença sairá reforçado e colocará um ponto final na contestação. Caso perca é porque os sócios legitimamente escolheram outra via. O clube só tem a ganhar com a clarificação.

Basta! A pouca vergonha não pode continuar...

- O Sporting voltou a perder em Alvalade, apenas 2 vitórias em 8 jogos oficiais é um registo patético. O passado, a história, a grandeza do clube exigem apuramento de responsabilidades e mudança de rumo. Isto não pode continuar. Obviamente que Leonel Pontes desperdiçou a oportunidade e provavelmente não continuará treinador do Sporting, mas não basta, é preciso retomar rapidamente o caminho das vitórias. Se tal não acontecer, que se mudem os dirigentes, até o presidente se for necessário. Será inevitável caso as vitórias não apareçam, insubstituível no Sporting apenas o leão. 

- Quanto aos aumentos de vencimentos na SAD, será até ridículo equacionar tal possibilidade com os miseráveis resultados que a equipa vem obtendo. 

Fará sentido aumentar o vencimento dos administradores da Sporting SAD?

A Sporting SAD tem a responsabilidade pela gestão do futebol do Sporting. Um ano após a entrada em funções dos actuais órgãos sociais, apesar de termos conquistado dois troféus, taça da liga de importância relativa e taça de Portugal, a verdade é que apesar de não estarmos piores que em anos anteriores, basta conquistar uma supertaça durante as próximas quatro épocas para igualarmos os cinco anos pífios da rasca gestão populista, a verdade é que nenhum sportinguista pode hoje estar satisfeito, ou ter confiança no futuro.

- Falhámos o acesso à UCL e ninguém nesta altura, excepto os crentes em milagres, espera que na próxima época a estejamos a disputar.

- Apesar do estatuto histórico, nada mais que isso, realisticamente ninguém acredita que possamos discutir o título com os rivais. Eventualmente numa prova a eliminar o cenário pode ser diferente, mas esporadicamente até clubes de menor dimensão o conseguem.

- O plantel é desequilibrado, a gestão do mercado de transferências não deixou ninguém satisfeito, as escolhas têm no mínimo sido discutíveis.

- A uma comunicação histriónica sucedeu-se uma não comunicação. Mas exercer um mandato não significa um cheque em branco e muito menos ficar acima do escrutínio permanente de quem outorgou o mandato, neste caso os sócios.

- Apesar do Sporting SAD e Sporting Clube de Portugal serem entidades distintas, a verdade é que o clube é detentor da maioria do capital da SAD, estando os órgãos sociais eleitos, em legítimo exercício de funções, sob o permanente escrutínio dos legítimos donos do clube, os sócios.

 

Na minha qualidade de sócio com 42 anos de filiação e quotas em dia, apelo aos actuais responsáveis pelo Sporting e Sporting SAD, muito em particular ao presidente Frederico Varandas, que retirem a proposta que visa aumentar os salários dos administradores da SAD. Em substituição, até aceito que aumentem ou instituam prémios quantificados, a serem pagos mediante o atingimento de objectivos, que a saber seriam:

1 – Prémio por conquistas desportivas:

- Taça da Liga

- Taça de Portugal

- Liga Europa (neste caso poderíamos ter prémios escalonados por acesso a meias-finais, final ou vitória)

- Acesso à UCL (a ser pago mediante acesso efectivo e não apenas a disputa de pré-eliminatórias ou play-off)

- Conquista de campeonato nacional

2 – Prémio por desempenho financeiro:

- Apenas pago em caso de ter sido atingido o mínimo histórico exigível, o 3.º lugar do campeonato. Abaixo dessa classificação, qualquer que se seja o desempenho financeiro da Sporting SAD, o prémio deveria ser de 0 euros.

- Mediante objectivos quantificados e assegurado no mínimo a alínea a), devem ser reconhecidos os méritos de gestão.

– O não atingimento de objectivos desportivos e financeiros implica o apuramento de responsabilidade e retirar consequências. Não é admissível continuar em silêncio ou assobiar para o lado e apontar à pesada herança recebida. Quem se candidata sabe ao que vai, quem aceita cargos também.

 

Não estou disposto a pactuar com o autismo. Os sócios do clube já depuseram um megalómano aspirante a Napoleão, podem perfeitamente voltar a fazerem-se ouvir se os dirigentes ignorarem os muitos sinais que só não são vê quem não quer ver...

Crónica de mais um mau resultado anunciado

Infelizmente confirmou-se a previsão que adiantei no post do Pedro Correia. Era demasiado previsível, face à má preparação da época, não há outra forma de o escrever. Não irei criticar Leonel Pontes, porque entrando praticamente a perder no jogo, graças a uma displicência de Wendel, tentou mudar o rumo dos acontecimentos, incentivou a equipa, fez substituições, mas não pode fazer milagres com as lacunas que o plantel apresenta na frente de ataque. Gostei de Bolasie, seria difícil pedir mais a quem acabou de chegar, o problema é não haver tempo para integrar os reforços de forma gradual, porque o único ponta de lança do plantel está lesionado, tal como o segundo avançado titular. Para cúmulo, Pedro Mendes, titular dos sub 23, em boa forma, não foi inscrito, decisão que não se compreende de todo.

Se na época passada poderia ser invocada a pesada herança, acrescida da impreparação da Comissão de Gestão, a verdade é que houve tempo para planear a actual época. A situação financeira do clube não explica tudo, seguramente não explica a não inscrição de Pedro Mendes, a má gestão do dossier Bas Dost e não contratação de ponta de lança opção a Luiz Phellype. Frederico Varandas terá muito que explicar aos sócios.

Sem querer encontrar bodes expiatórios, ou passar responsabilidades a terceiros, não se percebe a expulsão de Bruno Fernandes, após ter passado o jogo a sofrer faltas. Verdade que o nosso capitão se pôs a jeito, ficando à mercê do padre Sousa por ter levando um primeiro amarelo desnecessário por protestar. Na última jornada foi Coates, hoje Wendel, estamos a cometer demasiados deslizes que penalizam a equipa.

Os nossos ídolos (36) - Miguel Maia

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O voleibol estará longe de ser uma modalidade mediática em Portugal, mas poucos não terão ouvido falar em Miguel Maia. Um daqueles raros casos em que alguém se torna figura maior no universo que o rodeia. Sem exagero, direi que Miguel Maia estará para o Voleibol como Amália Rodrigues para o fado.

Desportista de eleição, o valoroso atleta nascido em Espinho a 23 de Abril de 1971 consagrou-se no voleibol de pavilhão e voleibol de praia, alcançando uma impressionante colecção de títulos individuais e colectivos, que o tornaram mundialmente conhecido e respeitado. Apesar de ter conquistado a maioria dos títulos ao serviço do Sporting de Espinho, no Sporting Clube de Portugal conquistou quatro campeonatos nacionais, uma taça de Portugal e duas supertaças, o que não é coisa pouca, principalmente se levarmos em conta que envergou o número 8 da verde e branca "apenas" durante cinco épocas. Convém não esquecer que durante grande parte destes anos o Sporting não manteve actividade na secção de voleibol. O último título nacional foi obtido na época 2017/2018 com a idade de 47 anos e até hoje ainda não terminou a carreira. Será que ainda vamos ter Miguel Maia na quadra aos 50 anos?

É justo deixar uma referência à Académica de Espinho que o formou, pela qual também conquistou uma taça e um campeonato, feitos históricos que a agremiação até hoje jamais logrou repetir.

À enorme classe que sempre demonstrou na posição de distribuidor, Miguel Maia acrescenta uma intensidade competitiva fora do comum, possuindo ainda um serviço potente e colocado. Além do voleibol indoor, o espinhense notabilizou-se na vertente de praia, levando inúmeros portugueses ao rubro nos Jogos Olímpicos Atlanta 1996 e Sidney 2000, quando, fazendo dupla com o amigo de infância João Brenha, ficou à beira da medalha, obtendo dois amargos, mas brilhantes, quartos lugares.

Miguel Maia não ocupa hoje apenas um lugar na história do voleibol, nem tão pouco na história do Sporting Clube de Portugal, está muito para além disso. É um desportista de eleição com lugar conquistado por mérito próprio no desporto nacional, sendo uma referência, um exemplo a seguir para as futuras gerações de jovens portugueses. Enquanto sportinguista, só posso estar grato por ter visto este enorme atleta envergando a nossa camisola com o leão rampante no peito.

Bem-haja, Luís Miguel Barbosa Maia.

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