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És a nossa Fé!

Sobre a decisão judicial de restituir Bruno de Carvalho à liberdade

Enquanto sportinguista fico satisfeito que Bruno de Carvalho possa aguardar o desenrolar do processo em liberdade. Lá mais para a frente saberemos se será acusado e irá a julgamento ou ficará ilibado das suspeitas que sobre ele recaem. Mas a decisão judicial de hoje indicia que as provas não são concludentes, pelo menos para já, ao ponto de justificar a prisão preventiva do arguido. Mais, sabendo-se que o mesmo juiz, no mesmo processo, mantém em prisão preventiva outros 38 arguidos, não poderemos retirar outra conclusão que talvez o reconhecimento de justa causa aos atletas que rescindiram com o Sporting não seja assim tão certo, ou sequer tão previsível como se chegou a admitir. O que talvez aconselhe a que todas as partes mantenham o bom senso e procurem chegar a acordo pela via negocial, sem arriscar aguardar por decisão judicial que, além de morosa, poderá não ser favorável.

Pouco me interessa o cidadão Bruno de Carvalho. É público que fui crítico da sua presidência, bati-me pela destituição, defendi o não reconhecimento da sua candidatura e até a expulsão de sócio. Mas enquanto cidadão português, prefiro um suspeito em liberdade a ter um inocente na cadeia. Seja ele quem for e Bruno de Carvalho não é excepção, goza da mesma presunção de inocência que todos nós, direito constitucionalmente garantido. Se for culpado dos acontecimentos em Alcochete, quero-o preso. Se não for, que seja ilibado. Isto em nada altera o que penso ou defendo sobre claques ou qualquer outro aspecto na vida do Sporting.

O princípio do fim do hooliganismo em Alvalade? - II

A detenção do líder da Juve Leo, acompanhada pela detenção do seu líder espiritual e antigo presidente do clube, no âmbito do processo de Alcochete, vêm reforçar a urgência em tomar medidas relativamente aos apoios às claques, como defendi há 2 dias em post anterior.

Fez bem Frederico Varandas em conseguir acordo pela transferência de Rui Patrício, tal como havia estado bem Sousa Cintra no acordo com William Carvalho e regressos de Bruno Fernandes, Bas Dost e Battaglia. Porque a verificar-se o que nenhum sportinguista quer acreditar, que tenha existido algum grau de envolvimento por parte de dirigentes, o clube correria o risco de ver alguns jogadores conseguirem justa causa.

É tempo de pararem com a conversa dos mansos, golpadas e outras teorias, cada dia que passa se torna mais evidente que em boa hora nos livrámos de quem nos prejudicou e resgatámos o clube para os seus legítimos donos, os sócios.

O princípio do fim do hooliganismo em Alvalade?

Frederico Varandas mudou as regras de financiamento das claques do Sporting, nomeadamente da principal, a Juve Leo, cortando com benesses que eram anualmente negociadas entre o anterior presidente, Bruno de Carvalho, e as chefias das claques – só a Juve chegava a embolsar 14 mil euros por cada jogo em casa, na venda de bilhetes concedidos pela direção.

Caso se confirme notícia avançada pelo CM, que o presidente Frederico Varandas decidiu enfrentar os obscuros interesses instalados na bancada Sul e que acabaram as benesses para o bando organizado de arruaceiros, o meu apoio enquanto sócio é total nesta matéria. É tempo de desparasitar e higienizar Alvalade, permitindo que famílias e amantes do futebol possam voltar a apreciar um espectáculo desportivo, sem ficarem incomodados por quem pretende descarregar frustrações nos outros, provocando conflitos. A que propósito viajavam os principais dirigentes das claques no avião que transporta o plantel nas deslocações ao estrangeiro? Qual a justificação para a candonga de bilhetes que todos sabemos existir?

Seguramente que os membros das claques, pessoas de bem, que se deslocam aos jogos por amor ao clube, sim, também os há, irão continuar. Os outros, os jagunços, estão a mais...

Marcel Keiser

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Marcel Keiser será a partir da próxima semana o treinador do Sporting. Pessoalmente não teria despedido José Peseiro nesta altura da época, mas confio no presidente Frederico Varandas, pelo que desejo os maiores sucessos desportivos ao holandês no comando técnico da nossa equipa.

Alguns cépticos apressam-se a contestar a escolha, alegando falta de títulos no curriculum. Informo os mais distraídos que Malcolm Allison, László Bölöni e Augusto Inácio conquistaram os primeiros títulos nacionais nas respectivas carreiras ao serviço do Sporting. Também sobre eles recaiu alguma desconfiança inicial. Enquanto outros que chegaram titulados, falharam, o penúltimo que se arvorava um mestre da táctica, até esteve 3 anos pago a peso de ouro, para conquistar uma mísera taça da carica.

Espero que com o tempo, o Sporting volte a apresentar um futebol ofensivo, que dê espectáculo e regresse aos títulos. 

O mais importante hoje, era mesmo ganhar...

Nesta fase da época, o mais importante é ganhar jogos e somar pontos. Hoje diante do Santa Clara, Tiago Fernandes abandonou o mal-amado duplo pivot e colocou em campo Lumor, que até aqui pouco ou nada contava. No entanto a 1ª parte foi sofrível, jogando a favor do vento, apenas 2 remates de meia-distância e um cabeceamento num lance de bola parada, colocaram em perigo a baliza dos açoreanos. À entrada para a 2ª parte, Tiago Fernandes que já havia sido obrigado a gastar uma substituição, pela lesão de Battaglia, entrando para o seu lugar Gudelj, não hesitou e colocou Jovane Cabral na ala esquerda, Acunã na direita e Nani nas costas do ponta de lança. A partir daí a dinâmica da equipa mudou por completo e estivemos sempre por cima no jogo, não permitindo veleidades ao adversário, que apenas nos descontos voltaria a incomodar. Nada a dizer quanto à grande penalidade, existiu e foi assinalada. A expulsão do jogador adversário é daqueles absurdos que acontecem, uma atitude irreflectida que prejudicou a sua equipa, mas da qual o Sporting não tem culpa.

A nível individual destaco Acuña, Bas Dost e Jovane Cabral, mas toda a equipa esteve em bom plano, mesmo Gudelj que tem sido algo contestado, transmitiu segurança no meio campo, entendendo-se com Bruno Fernandes que recuando no terreno foi obrigado a trabalho defensivo, tendo cumprido. Diaby completamente desinspirado, passou ao lado do jogo, terá sido o elo mais fraco da equipa e por isso foi substituído. Com Nani nas costas do ponta de lança a Bruno Gaspar não mostrou grande fulgor, mas pareceu-me defensivamente mais seguro que o habitual titular, Ristovski, na manobra ofensiva tem mais dificuldades. Os centrais estiveram seguros ao nível a que nos habituaram. Renan, que não fez uma defesa em todo o jogo, pareceu-me hesitante no lance do golo, tendo ficado a meio na saída. A seu favor o benefício da dúvida pela bola ter diminuído de velocidade pela acção do vento.

Se dúvidas houvesse, este jogo provou que apesar das lacunas no plantel, que podem ser rectificadas na reabertura de mercado em Janeiro, existem alternativas aos habituais titulares, sendo necessária alguma rotação de jogadores, por forma a garantir que todos cheguem em condições físicas à fase decisiva da época. Claro que a experiência da época passada, é algo aberrante a nunca mais repetir, por isso aguardo ansiosamente pela chegada do novo treinador, feliz por saber que não é o mestre da táctica de má memória, que foi demasiado caro para o clube, principalmente para tão fraco pecúlio desportivo.

Para já estamos a 2 pontos da liderança, com tudo em aberto para o que resta da época. Se ganharmos o próximo jogo em Alvalade, vamos em excelente posição para a próxima paragem do campeonato. As notícias da morte do Sporting, que algumas aves de mau agouro, incluindo os que nas bancadas de Alvalade choram pelo passado recente de má memória, eram manifestamente exageradas…

 

Venha o próximo (desde que não seja o mestre da táctica)

Não vi o jogo para a taça da carica. Regra geral não vejo a maior parte dos jogos a contar para esta prova desprovida de qualquer interesse. Fiquei pois surpreendido com o despedimento de José Peseiro após desaire num jogo ligeiramente menos informal que um treino. O lado positivo será uma eventual não ida à final-four da taça Lucílio Baptista, possibilitando ao nosso plantel algum descanso, tão necessário para enfrentar as provas que interessam, para mais face ao previsível apuramento para a fase eliminatória na Liga Europa.

Apesar de ter defendido anteriormente a manutenção do ex-treinador, reconheço que a qualidade do futebol praticado não estava a evoluir no bom sentido, os resultados eram intermitentes, faltava empatia entre adeptos e equipa técnica, a maioria dos jogadores com rendimento abaixo do seu valor, teimosia do técnico na manutenção do mal-amado duplo pivot, deficiente leitura dos jogos e sucessivas substituições de sentido defensivo, deixavam antever a possibilidade deste desfecho a curto ou médio prazo.

Acredito em Frederico Varandas, na sua capacidade para encontrar uma solução no mercado nacional ou internacional. De todos os nomes falados, agrada-me Leonardo Jardim, que não parece no entanto ser uma possibilidade real ou Paulo Sousa. Já um eventual regresso do mestre da táctica me provoca urticária, ouve-se que o rival da 2ª circular o tem como opção para um regresso no final da época, por mim que vá para onde quiser, desde que seja longe de Alvalade, porque um fanfarrão pago a peso de ouro durante 3 anos, que ganhou uma supertaça e uma taça da carica, não é alguém por quem possa sentir saudades…

Não deixa de ser curioso ver agora Pedro Madeira Rodrigues, qual abutre, surgir a criticar o despedimento, alertando para eventuais prejuízos financeiros da decisão. Logo ele, que havia anunciado a contratação de Claudio Ranieri, um verdadeiro pé-frio do futebol internacional, coleccionador de derrotas por onde passou, à excepção da histórica, mas atípica época da conquista do campeonato inglês no Leicester city. No ano seguinte à proeza logo tratou de confirmar que tudo não passara da excepção à regra na sua carreira e terminou despedido, como habitual. Mas há pessoas que não aprendem.

Demasiado fraco...

Já defendi anteriormente a continuidade de José Peseiro à frente da nossa equipa de futebol, posição que mantenho, até porque uma eventual substituição deverá ser ponderada e resultando numa aposta para futuro, não acredito em chicotadas psicológicas e treinadores de transição até final da época, porque ainda guardo memória dos tempos em que tal prática foi usual no Sporting sem ganhos assinaláveis, ao que recordo.

Mas também começa a ser difícil defender José Peseiro e principalmente compreender a sua lógica. O duplo pivot não resulta, retira jogo interior, a solução de lançar constantemente bolas para as alas de tão previsível, já não resulta. Também não percebo que se lance um jovem para a estreia na equipa principal aos 90 minutos, para jogar apenas o tempo de compensação. Principalmente diante de adversário tão poderoso como o Loures. À semelhança da época anterior, Bruno Fernandes não tem descanso, seja na taça da carica, na taça de Portugal ou liga Europa, vai sempre a jogo. Todos lembramos o quão penoso foi o final da época passada para alguns jogadores, ninguém de bom senso pode esperar repetir (más) práticas e obter resultados diferentes.

Bem sei que a equipa se tem ressentido da falta de Bas Dost ou Mathieu, agora Raphinha que vinha ganhando espaço também se lesionou, Sturaro será previsivelmente um grande reforço se recuperar totalmente da grave lesão. Mas o quadro clínico não justifica tudo, e que apesar da falta de qualidade evidente de alguns jogadores do plantel, é preocupante a falta de dinâmica que o Sporting vai mostrando nos últimos jogos. A vida é o que é, se não convencermos nos próximos jogos em Alvalade diante do Arsenal e Boavista, muita coisa terá que ser repensada. Não consigo perceber por que razão no início da época, quando as expectativas estavam baixas, conseguimos vencer alguns jogos e agora, após 3 meses do início da competição oficial, parecemos regredir. O duplo pivot não funciona, é urgente recuperar jogo interior sem deixar obviamente de jogar pelas alas, para conseguirmos chegar à reabertura do mercado em posição de discutir a época. Tem a palavra José Peseiro, por enquanto ainda treinador do Sporting, mas que terá que deixar de ser teimoso, ler com humildade algumas críticas, se quiser continuar à frente da equipa. Só os burros nunca mudam…

Não nos precipitemos, cada coisa a seu tempo...

José Peseiro não é um treinador querido junto dos sportinguistas, não foi preciso chegar à 7ª jornada para o perceber, logo no momento da contratação foram várias as vozes que manifestaram discordância, incluindo a minha, embora com a ressalva que uma vez contratado, José Peseiro é o meu treinador, posição que mantenho sem alterar uma vírgula. Até hoje está atravessada na nossa memória colectiva a sofrível época de 2004/2005, quando perdemos numa semana o campeonato, a final da taça UEFA em nossa casa e até o acesso à champions. Não existem duas hipóteses para causar uma boa primeira impressão e José Peseiro sabe-o, qualquer outro treinador que tivéssemos contratado estaria agora a beneficiar do chamado “estado de graça”, algo que o actual treinador leonino não teria logo à partida, pese embora os condicionalismos que muitos sportinguistas parecem ter esquecido, até os compreendo, também eu quero deitar para o baú do esquecimento o penoso final da época passada e principalmente o pesadelo em que o clube mergulhou no final do consulado da direcção anterior.

A contratação de Peseiro também se explica, é bom que se tenha memória, pela recusa que vários técnicos abordados foram manifestando. Face à incerteza que vivemos, poucos ousariam enfrentar o desafio e Peseiro aceitou, o que abona a seu favor. Certo que tem algo a provar, talvez seja mesmo a última oportunidade que venha a ter em Portugal, pelo menos nos principais clubes do nosso campeonato.

Mas aqui chegados, para decidir substituir Peseiro, é fundamental perceber o que ganharíamos com a eventual troca. Uma fortalecida candidatura ao título? Porque a não ser assim, não vejo motivos para uma substituição. Vejamos, José Peseiro tem contrato por um ano, com mais um de opção. Parece lógico que chegados ao fim da época a opção não seja exercida, tudo seja comunicado ao treinador dentro do prazo e que se comece no mais curto espaço de tempo possível a preparar a próxima época. Para José Peseiro permanecer no Sporting teria que ganhar o campeonato, ou no mínimo a Liga Europa, o que poucos nesta altura acreditam. Opções não faltam, algumas bem interessantes, andar em constantes chicotadas é que não nos leva a lado algum. Imagine-se despedir agora Peseiro, contratar alguém que trabalhando com todos os condicionalismos da falta de preparação da época em curso, mesmo que queiramos, o tempo não volta atrás, se porventura o resultado produzido não fosse imediato, lá estaríamos daqui a meia-dúzia de meses a avançar para um terceiro treinador no espaço de um ano.

Antes de pensar na próxima época e na substituição do plantel, mesmo até de ajustes com entrada de jogadores em Dezembro, o clube precisa resolver os graves problemas estruturais e financeiros em que mergulhou. O recém eleito presidente Frederico Varandas e restantes membros do Conselho Directivo sofrem constantes ataques de saudosistas do passado, mas também dos ressabiados candidatos a salvadores do presente, que se julgando iluminados, visionários acima das massas, não compreendem a injustiça dessa coisa chamada democracia. Trabalho duro pela frente, mas que a direcção precisa levar a cabo, mantendo o rumo, seguindo o programa que os sócios sufragaram, sem atender aos inúmeros oráculos e pitonisas que orbitam o Sporting.

Ingratidão do rival vs. serenidade leonina

Ler queixas de benfiquistas sobre o árbitro João Capela, o tal que lhes perdoou várias grandes penalidades no derby do limpinho, limpinho, equivale a ler uma dissertação de Cicciolina sobre a perda da virgindade. O clube da Luz, que foi amplamente beneficiado anos a fio, a ponto de jocosamente se apelidar um campeonato de Liga Capela, mostra ingratidão face aos serviços anteriormente prestados. Obviamente que este clamor visa desviar atenções da qualidade do futebol praticado, da prestação das principais aquisições na presente época, face ao investimento, das críticas de adeptos a Rui Vitória e até da inenarrável explicação sobre o like de Jonas no Instagram, com a bizarra teoria da conta ter sido pirateada.

Felizmente que os tempos são calmos no Sporting, apesar da controvérsia sobre a não convocação de Nani para o jogo com o Marítimo. No entanto José Peseiro falou demais, compreendo o interesse mediático, mas os problemas de casa, decidem-se internamente, à porta fechada. Claro que a vitória ajudou a serenar os ânimos, acredito que Nani volte a ser titular e receber a braçadeira muito em breve, quiçá na próxima quinta-feira. A bem do clube.

UEFA a decidir o que não temos coragem...

Alguns afirmam que a mentalidade ultra é uma forma diferente de viver o clube. Que dão mais do que recebem, que a sua dedicação é paga com vitórias. Para mim é apenas parvoíce, um bando que apesar de incluir jovens entusiastas, abnegados que dão o melhor de si próprios em prol do clube, está repleto de rufias, desordeiros e até criminosos, que a coberto do emblema que dizem apoiar, promovem negócios ilícitos para benefício de alguns dirigentes das claques. Em tempos não tão distantes assim, a extorsão aos jogadores era uma fonte de financiamento, apupando a cada toque na bola os que não contribuíam para a causa e aplaudindo, promovendo os clientes (vítimas do gang) a ídolos do clube.

Não bastaram as tochas lançadas na direcção de Rui Patrício, o apertão aos jogadores na garagem do estádio, as ameaças na Madeira, o infame ataque à Academia, eis que agora e muito bem, a UEFA decide punir o Sporting com a redução na lotação de Alvalade. Para quando uma tomada de posição da recém empossada direcção do clube sobre a escumalha que infesta e parasita a nossa bancada, que supostamente deveria apoiar em vez de prejudicar o clube? Para quando o encerramento da casinha? Para quando o fim das negociatas com a candonga na venda de bilhetes?

Não critiquemos os rivais, e deixemo-nos de atirar pedras sem olhar em primeiro lugar para a nossa casa, um adepto foi assassinado é verdade, mas o que estaria a fazer de madrugada junto ao estádio do rival? Basta de comportamentos arruaceiros e até criminosos, o Sporting precisa, na verdade todo o futebol português precisa, ser limpo e desparasitado da ralé. Cada vez gosto mais do futebol inglês...

Estatutos, eleições e legitimidade...

Como democrata acredito que todos os cidadãos devem votar, que a cada votante deve corresponder um voto. Em eleições nacionais não é possível que um país seja infiltrado por votos de países terceiros, mesmo que alguns naturalizados tenham adquirido a nacionalidade por razões diversas, nunca serão em número suficiente para manipular uma eleição. A coisa pode ser ligeiramente diferente em eleições regionais, alguns caciques podem ser tentados, mas ainda assim não é fácil.

Quando falamos de associações, o cenário é bem diferente. Ninguém é obrigado a filiar-se num partido ou clube. Obviamente cada associação possui legitimidade para se organizar e precaver eventuais infiltrações. É por essa razão que na esmagadora maioria dos clubes, a um sócio não corresponde um voto. A questão colocou-se no Sporting em 2011 e voltou à baila ontem, porque João Benedito teve mais votantes, mas Frederico Varandas acabou eleito com mais votos.

Em primeiro lugar as regras eram conhecidas por todos à partida, pelo que não podem sofrer qualquer contestação quanto à sua legitimidade. Eu também gostaria que houvesse lugar a segunda volta caso ninguém atingisse a maioria absoluta dos votos e que o Conselho Fiscal fosse eleito pelo método de Hondt. Há espaço e tempo, para que seja feita uma reflexão sobre os estatutos e propostas alterações à decisão dos sócios, com ponderação e sem chantagem de aprovação sob ameaça de demissão.

Em tempos, Jorge Gonçalves submeteu a proposta de 1 sócio, 1 voto, durante o seu consulado de má memória. O resultado foi uma AG que acabou mal. À época eu era um jovem com apenas 4 votos, mas estava contra. O rosto opositor da proposta foi o saudoso presidente João Rocha, que subiu à tribuna, com a sua paixão pelo clube exaltou os ânimos e discursou alertando para o perigo iminente de cairmos no populismo. Começou ali o fim da presidência, Jorge Gonçalves convocou eleições antecipadas para clarificar posições, acabou perdendo as mesmas para Sousa Cintra.

Poderemos discutir o assunto, até diminuir alguma diferença entre sócios antigos e recentes, a idade aqui pode ter alguma influência, mas alerto que existem associados com 50 anos de idade mas pouca antiguidade, ao passo que outros há com 30 anos de idade e igual tempo de sócio. Existem sócios tipo A e tipo B. Actualmente qualquer sócio com 1 ano de inscrição pode votar. Seria relativamente fácil infiltrar o clube, se ficássemos desprotegidos destes mecanismos de defesa. Quando votei a primeira vez, tinha apenas 1 voto, desde então os estatutos sofreram alterações, hoje teria 13 votos, mas tenho 10. O que significa que houve alguma diminuição no peso dos votos entre sócios. Mesmo que ainda exista espaço para diminuir alguma dessa diferença, não faz sentido a meu ver que algum dia seja 1 sócio, 1 voto. Mas é apenas a minha opinião, tão legítima quanto a de qualquer outro sócio.

Virar de página

Finalmente os sócios do Sporting estão a escolher o próximo presidente de forma ordeira. A participação é um sinal inequívoco de vitalidade, mas também um ponto final sobre a chantagem, arruaça e esquemas de assalto à instituição. A confirmar-se que será batido o record de afluência em eleições para os órgãos sociais, cai por terra a suposta importância que ainda teriam alguns figurões que queremos varridos para o baú do esquecimento. A hora é de unir os verdadeiros sportinguistas, acordados do pesadelo que queremos rapidamente esquecer.

Com a eleição dos órgãos sociais, também cessam funções a Comissão de Gestão e Mesa da Assembleia-Geral. Aos primeiros temos que agradecer a reposição de alguma normalidade no clube e SAD, aos últimos há que reconhecer e louvar a coragem com que resistiram às ameaças, mentiras e insultos, nunca cedendo no que era verdadeiramente importante, devolver a palavra aos sócios. O próximo presidente, será o meu presidente! Viva o Sporting Clube de Portugal.

Assim vai o Sporting - II

Começo por desfazer um equívoco, para quem eventualmente não tenha percebido os meus últimos posts, sou um acérrimo defensor da aposta na formação, com o objectivo de reforçar com alguma regularidade o plantel principal e realizar mais-valias que o Sporting regularmente necessita. Considero que João Palhinha, Francisco Geraldes e Matheus Pereira, têm para lá de qualquer dúvida, lugar no plantel do Sporting, mas nenhum dos três teria a titularidade garantida caso tivesse permanecido. O problema é que no início da pré-época, as expectativas eram outras, só que após alguns regressos e aquisições, o cenário mudou, Francisco Geraldes seria uma alternativa natural a Bruno Fernandes, mas este seria sempre o titular, Palhinha poderia perfeitamente ocupar um lugar no duplo pivot de José Peseiro, sistema táctico que vem sendo criticado, mas uma vez desfeito, Battaglia parte como 1ª opção, Gudelj e Sturaro chegaram com credenciais muito diferentes de Misic ou Petrovic, que não tarda estarão fora na maioria das convocatórias, o que implicaria ainda maior concorrência para Palhinha. Face aos resultados apresentados nos primeiros jogos, alguém pode levar a mal a opção por Jovane Cabral em detrimento de Matheus Pereira? Ainda temos Raphinha, Nani e Acuña para as alas e que fez Matheus Pereira à primeira vez que foi preterido em Moreira de Cónegos? Nunca saberemos se teria merecido oportunidade num jogo posterior, caso não tivesse cometido o disparate, mas o tweet publicado na partida para a Alemanha e posteriormente apagado, mostra que nada aprendeu.

Se vivêssemos um tempo normal, diria que José Peseiro não deveria ter abordado o assunto na conferência de imprensa, mas o tempo presente no Sporting é tudo, menos normal. Apesar dos bons resultados, as exibições nem tanto, o escrutínio a que todas as decisões são sujeitas é enorme. A pressão dos associados forçou o treinador a falar, criticando o profissionalismo de um jogador que continua a pertencer aos quadros do clube. Tivesse este episódio ocorrido num dos nossos rivais, o mais provável seria até passar um longo período sem calçar, ou ser relegado para um escalão inferior, com todos a desmentirem qualquer caso. Nada que se faça no Sporting está bem feito, apesar de estarmos nos primeiros lugares, muito acima das expectativas, para tristeza dos muitos profetas da desgraça que tentaram evitar que 23 de Junho acontecesse e desde então só falam mal, sem qualquer tolerância para quem está de passagem e fez os possíveis para reerguer o Sporting da lama para onde foi atirado.

Quatro jornadas é pouco para se perceber quem conta ou não para qualquer treinador, mas também compreendo que os jogadores em causa não queiram arriscar uma permanência no clube sem garantias de regular utilização, escaldados que estão das últimas épocas, pese embora nem o treinador actual, nem a CG, muito menos o futuro presidente sejam responsáveis. Durante o consulado do mestre da táctica, poucas vezes o questionaram pela fraca aposta na formação e quando o contrataram todos sabiam ao que vinha, bastaria ter prestado atenção às oportunidades que concedeu a Gonçalo Guedes, Bernardo Silva, João Cancelo ou André Gomes. Em boa hora o campeonato parou, vamos ter eleições, embora não antecipe tempos fáceis à nova direcção, que dificilmente beneficiará de estado de graça.

 

Assim vai o Sporting...

Matheus Pereira saiu do Sporting para o Nuremberga. Lê-se por aí muito sportinguista indignado com a falta de aposta na formação, porque estamos a desperdiçar talento. Lembro os mais esquecidos ou distraídos, que este jogador teve oportunidade com Jorge Jesus, antes de Gelson Martins, quando se colocou o problema Carrillo. Mas tal como agora, desperdiçou. O tweet em Moreira de Cónegos, a que somou o tweet agora na despedida, mostra que não tem postura profissional e pouco ou nada terá aprendido. Para se alcançar um estatuto de vedeta não basta dar uns toques na bola, é preciso muito trabalho nos treinos e mostrar resultado em campo. Também são frequentes as lamurias por Francisco Geraldes, mas valha a verdade que aos 23 anos, apenas calçou em 4 jogos com a camisola verde e branca. Na 1ª jornada da liga alemã no Eintrach Frankfurt, nem sentou no banco.

Quero uma equipa de futebol competitiva, não é suposto submeter à votação dos sócios e adeptos a formação do plantel e constituição do onze inicial, ao estilo reality show. Por mais que seja romântico o sonho de apresentar um meio-campo com Palhinha, Geraldes e Matheus, a verdade é que Battaglia, Bruno Fernandes ou Gudelj oferecem maiores garantias ao treinador e a certeza da equipa ganhar experiência e competitividade. O que não invalida que a espaços alguém vá merecendo uma oportunidade e por vezes até agarram o lugar. Podemos acusar José Peseiro de muita coisa, mas de não apostar em jovens quando em pouco mais de uma época em Alvalade lançou João Moutinho e Nani, parece algo injusto. 

Sem equívocos, para alguns sócios e adeptos, órfãos do destituído, tudo o que se faz no clube está errado. Para eles, Bruno Fernandes, Dost e Battaglia não teriam regressado, mesmo que isso significasse descer alguns lugares na classificação. Sturaro não teria sido contratado. As boas exibições de Salin não deveriam contar, porque Viveros tem que ser titular. Felizmente que daqui a uma semana irá ser eleito um novo presidente, para virar a página e seguirmos em frente.

Mas, temos que repensar a formação. Não pode ser apenas coincidência que os primeiros jogadores que rescindiram, tenham sido formados no clube. Temos uma longa tradição de formar grandes jogadores, mas pouco proveito. Alguns reforçaram os rivais, outros saíram prematuramente negociados por baixo valor, sem desfrutarmos do seu futebol nem obter proveito que o justificasse. Nos últimos anos os rivais formaram jogadores que atingem patamares de qualidade internacional, que os nossos dificilmente alcançam. Não se pode exigir à academia que anualmente apresente um Figo ou Ronaldo, não que nos importássemos como é evidente, mas isso não existe em parte alguma do mundo. Longe vão os tempos que as convocatórias das selecções jovens eram dominadas por jogadores do Sporting. Se quiserem, façam como a avestruz e apontem culpas a empresários, dirigentes federativos e sacudam a água do capote. Ou traçamos um rigoroso diagnóstico e corrigimos os erros. Porque um clube como o Sporting, num cada vez mais periférico futebol português, tem que continuar a formar jogadores.

Fiquei satisfeito por não termos contratado um qualquer Castaignos de última hora no encerramento do mercado, o plantel oferece garantias e entulho já temos a mais. Sturaro irá reforçar a equipa em Outubro ou Novembro, em Dezembro a nova direcção poderá colmatar eventuais lacunas. A ser verdade que não contactaram Fábio Coentrão, é pena e terá sido um erro, qualquer justificação que possam apresentar não invalida que o vila-condense seja muito mais jogador que Jefferson, que não oferece segurança defensiva e com frequência nos deixa à beira de ataque de nervos. 

Mas por agora, são estes que contam, é o meu treinador, é o meu plantel, é a minha equipa, é o meu clube. As expectativas estão baixas, mas acredito e apoio. Vamos a eles, força Sporting!

Acima das expectativas, regressando à normalidade.

São cada vez menos, felizmente para bem do Sporting, as vozes que em tom de lamuria ainda expressam profecias antecipando iminentes desgraças, maus resultados, destruição do clube e outras parvoíces. Sabemos de onde vêm, o que querem, por isso avancemos a caravana e deixemos os cães a ladrar. Percebo que os candidatos à presidência, por estratégia eleitoral, criticassem a ida de Sousa Cintra para a tribuna presidencial do Estádio da Luz. A mim deu-me gozo, em primeiro lugar porque o presidente do rival anunciou em momento solene, que iria cometer uma loucura e o melhor que conseguiu foi fazer as pazes com Pacheco, um dos  protagonistas do Verão quente de 1993 e ainda teve que receber Sousa Cintra como convidado de honra. Para cúmulo, ao contrário do que muitos esperavam, infelizmente alguns dos nossos também o desejavam, o Sporting não saiu derrotado do derby, esteve a vencer e apenas uma falha de marcação de Jefferson, seguida de erro posicional de Ristovski, permitiram ao todo poderoso e super favorito Benfica não sair derrotado em casa.

As notícias da morte das ambições do Sporting à conquista do presente campeonato eram manifestamente exageradas. Afastado o problema que era o anterior presidente, infelizmente ainda não nos livrámos de tal praga, a comissão de gestão e SAD têm feito um esforço para recuperar a normalidade de que o clube necessita, apesar dos constantes ataques de que são alvo. Primeiro criticaram a saída de F. Geraldes, Gauld, Palhinha, agora a não utilização regular de Wendel e Matheus Pereira. Esquecem que Bruno Fernandes é superior a qualquer um, Battaglia já era titular ou frequentemente utilizado na época passada, quando o presidente e treinador eram outros. E chegou Nemanja Gudelj, Sturaro há-de chegar lá mais para a frente, o campeonato é longo e precisaremos reforçar e refrescar a equipa, para evitarmos o desgaste que alguns jogadores acusaram a época passada. Isto de chamar traidores e preferir começar do zero pode ser muito bonito, romântico até, mas eu prefiro um Sporting competitivo, mas realista a idealismos extremos, que não levam a parte alguma, como é prova disso o Belenenses. Para fazer a vontade a alguns teríamos que jogar com 8 médios e 4 extremos. É fácil dizer que A ou B devem jogar, sem dizer quem deve sair do onze. Não sou entusiasta de Peseiro, mas é o nosso treinador, deixem-no trabalhar e para já os resultados alcançados estão acima das expectativas.

Não existem jogos fáceis, o Porto provou isso mesmo ontem, caso alguém o tivesse esquecido, pelo que é importante encaramos o próximo jogo com a máxima seriedade e conquistar os três pontos. Depois, o mercado estará fechado, será uma oportunidade para integrar reforços e recuperar algum do atraso com que partimos para a pré-época. Uma nova direcção terá sido eleita, os sportinguistas poderão estar confiantes e os adversários contar que estamos na luta. Força Sporting!

Um reles e triste rufia...

Ninguém pode negar que alguns que se dizem sportinguistas estavam vergonhosamente a torcer pela derrota do nosso clube em Moreira de Cónegos. Já esta semana, nos últimos dias o rival da 2ª circular tem sido notícia, por suspeita de ter contornado regulamentos, colocando de forma ilícita jogadores no Desp. Das Aves. Uma vez mais, até parece milagre, quando os holofotes apontam na direcção do SLB, aparece um artista circense chamando sobre si as atenções. Das duas uma, ou acreditamos em coincidência, ou estamos perante uma manobra de desestabilização do Sporting, procurando se possível que a nossa equipa perca pontos já amanhã. A estratégia será quanto pior, melhor, para que alguns sócios sintam saudades da presidência anterior.

Fui dos que afirmaram que BdC precisa do Sporting para ter salário, hoje reconheço que estive errado, enquanto palhaço, o destituído tem emprego garantido em qualquer circo nacional. A cada aparição pública maior o desprezo que merece este reles rufia, a quem em boa hora os sócios deram uma vassourada. Cada vez mais só, é por demais evidente que apesar de ter ainda alguns ruidosos jagunços a seu serviço, vai diminuindo o número de seguidores. Hoje uma vez mais saltou à vista que este nojento personagem utiliza a mentira e ilusão. Por mim não espero menos que a sua expulsão de sócio, porque este escroque não é uma pessoa de bem, nem hesita em prejudicar o clube para seu benefício pessoal. Já cansa aturar este labrego, mas essa é a sua estratégia, como parasita que é, vencer pelo cansaço. Ao pé deste labrego, até o inenarrável Jaime Marta Soares parece um estadista. Viva o Sporting!

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