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És a nossa Fé!

Carta aberta ao presidente Frederico Varandas

Caríssimo presidente Frederico Varandas, na minha qualidade de sócio do Sporting desde 1976, gostaria que se dignasse a nos dirigir, não serei o único sócio que o quer ouvir, algumas palavras.

Freddy Montero saiu do clube em final de contrato. A imprensa dá como certa a saída de Nani, facto ainda não comunicado pelo Sporting, estando ainda em cima da mesa a possível venda de Acuña, o mercado na Rússia apenas fecha dia 20. Por si só estes factos e rumores justificam uma palavra aos sportinguistas, mas surgem num contexto desfavorável, com a equipa de futebol protagonizando paupérrimas exibições, acumulando maus resultados.

Os sócios perderam a paciência com Marcel Keizer, que todos já percebemos, pode ser simpático, uma excelente pessoa, mas não tem capacidade para continuar a treinar o Sporting. A hora é sua, presidente, que já sabia ao que ia quando apresentou a candidatura ao cargo que ocupa, tendo sempre afirmado conhecer bem a casa e estar preparado. Pois bem, presidente, o tempo é de agir, rapidamente, antes que o quadro se agrave.

Enquanto sócio exijo respostas, não quero desabafos sobre estados de alma nas redes sociais sobre o que poderia ter mudado com esta ou aquela decisão do árbitro, com maior ou menor desempenho do jogador A ou B, porque já demos para peditório idêntico que não leva a parte alguma, por mais que algumas viúvas continuem por aí a carpir com esperança na ressurreição, está morto e enterrado, passemos à frente que tão reles defunto nem cera merece. A comunicação do clube não funciona, porque não informa, limita-se à publicação de comunicados de agenda horária de eventos e pouco mais. Até quando pretende manter este registo presidente Frederico Varandas? Como explica a fraca aposta nos jovens da formação, desde Janeiro, sabendo que uma das suas justificações para a opção por Marcel Keizer foi precisamente a aposta na formação? Chegámos ao cúmulo de ver entrar em campo a nossa equipa sem um único jogador da formação, algo que não acontecia há vários anos.

Por enquanto a sua presidência não está em causa, foi eleito em Setembro, ainda não teve direito a preparar uma época, mas quer mesmo arriscar as suas fichas mantendo a aposta em Marcel Keizer? Não será preferível uma solução tipo, Raul José ou outra que internamente encontre? E começar a preparar a próxima época, porque esta já todos percebemos estar perdida, o que face aos tristes acontecimentos que vivemos no início de época nem é assim tão surpreendente, mas como sabe os sportinguistas são optimistas por natureza, gostamos de confiar e confiámos em si quando nos disse que iriamos lutar pelo título, confiámos em si quando despediu o anterior treinador e escolheu o actual para revolucionar a qualidade do futebol praticado e apostar nos jovens da formação, hoje, vendo o quadro que temos à frente, tenho que lhe perguntar, valeu a pena, presidente?

Sou dos que ainda o apoiam presidente Frederico Varandas, na decisão de terminar com borlas para as claques, por não andar sempre a divulgar os estados de alma, como todos nós tem direito à privacidade, respeito-a, mas hoje o seu silêncio está ensurdecedor, não é possível continuar, algo menos que uma vitória amanhã diante do Braga e vitória no Villareal na quinta-feira, podem precipitar movimentos que já se adivinham por aí, colocando inclusivamente a sua presidência em causa. O que compreenderá, porque ao não tomar parte na solução, torna-se no problema, pois não é possível continuarmos a ver jogos miseráveis, acreditando que algo irá mudar. Sabemos que não existem milagres, sem alterar o rumo não é possível mudar de vida. A palavra é sua presidente, por enquanto ainda é, use-a...

Mudar...

Lenços Brancos.jpg

Foto Jornal de Notícias

 

Fui dos que criticaram o despedimento de José Peseiro, não por ser um entusiasta do treinador português, que demasiadas vezes tem sido um perdedor ao longo da carreira, mas porque entendo que apenas devemos promover uma troca se houver algo a ganhar com a mesma. O tempo veio dar-me razão, apesar do inesperado sucesso inicial de Marcel Keizer, ao qual também eu me rendi, afinal quem não gosta de futebol espectáculo? Só que foi sol de pouca dura, após a inevitável primeira derrota, que aconteceu na deslocação a Guimarães, não mais o Sporting se reencontrou, acumulando derrotas ou empates em jogos de médio ou elevado grau de dificuldade.

Bem sei que tivemos um penoso virar de página no final da época passada, ao qual os sócios não querem voltar, por mais que as viúvas do destituído pairem como abutres sobre as péssimas exibições que o Sporting vem acumulando, rosnando que no tempo do lunático estávamos melhor, se um destes dias e espero que tal não aconteça, formos obrigados a repensar a liderança directiva, o passado de triste memória não poderá fazer parte da equação, porque esteve na raiz do problema.

Mas a pesada herança não explica tudo, Frederico Varandas fez uma aposta de risco ao escolher um treinador sem currículo e tendo arriscado, há que perceber que perdeu a aposta. Marcel Keizer não consegue colocar os jogadores a praticar bom futebol, pior, não tem hoje sequer uma ideia de jogo, é bola para o Bruno Fernandes à espera que o nosso melhor jogador resolva individualmente o que a equipa se revela incapaz jogo após jogo. Aqui chegados há que jogar os próximos dois jogos e tirar conclusões, recepção ao Braga e deslocação ao Villareal. Caso não vençamos o Braga e sejamos eliminados na Liga Europa, Marcel Keizer não pode continuar a treinar o Sporting, espero que Frederico Varandas o perceba, errar é humano, não corrigir um erro é burrice. Mas que não se cometa novo erro para corrigir um erro anterior, quando Peseiro foi despedido, talvez Tiago Fernandes pudesse ter continuado, para substituir Marcel Keizer, julgo que deveríamos apostar em Raul José, que conhece o clube.

Isto não é sportinguismo, tenham vergonha...

 

Se eu posso ir livremente assistir um filme, peça de teatro ou concerto acompanhado por qualquer pessoa, porque razão há-de ser diferente num jogo de futebol? Tenho bons amigos que são benfiquistas e portistas, com os quais partilho momentos agradáveis, mas para muito boa gente não é possível convidar um adepto de outro clube para Alvalade. Ou então terá que permanecer mudo e nem pensar em identificar-se com símbolos do seu clube.

A Zélia já havia deixado link para estas imagens que me envergonham enquanto sportinguista e pessoa civilizada que me considero. No zoo é que os animais precisam ficar separados, precisamente porque são selvagens. Se algo me mete verdadeiramente nojo no futebol hoje em dia, é o comportamento tribal dos adeptos, não importa a cor, muitos deles só vão ao futebol com palas nos olhos e ofendem tudo e todos com cor diferente da sua. Há muita gente que leva uma vida miserável e vai aos estádios para descarregar frustrações, é lamentável. Nunca me irão ver enjaulado em caixas de segurança seja em que estádio for, antes não ir ao futebol a ser tratado como animal.

Infelizmente ontem em Alvalade um adepto do Benfica que assistia pacificamente ao jogo ao lado do familiar sportinguista, viu-se obrigado a despir a camisola.

Ficaria bem ao nosso clube pedir desculpa à pessoa em causa e convidá-lo para assistir na tribuna à segunda-mão da eliminatória da taça de Portugal, porque o futebol não é a selva que alguns selvagens gostariam, como demonstram as vergonhosas imagens. Apelo à direcção que o faça o quanto antes.

Afirmarmo-nos diferentes e depois praticarmos isto, tenham vergonha...

Crónica de um fracasso anunciado...

As últimas exibições já deixavam antever o descalabro. A defesa do Sporting é sofrível, falar em defender e mencionar alguns jogadores do quarteto leonino na mesma frase, é um exercício e tanto, sem querer citar nomes para não colocar em causa o valor dos activos, ainda que para me referir aos defesas do Sporting seria mais correcto escrever passivos, a verdade é que hoje ficou à vista que há jogadores que não têm categoria para jogar numa equipa que se diz candidata ao título. Fui alertando ao longo do último mês para o excesso de jogos que as principais unidades do Sporting estavam a acumular, provocando um desgaste físico excessivo, mas foi a aposta dos responsáveis, ganhou-se o troféu Lucílio Baptista, perdeu-se o campeonato.

Todos sabemos que o plantel é curto, Acuña e Mathieu fizeram uma falta tremenda, Marcel Keizer tem ultimamente feito escolhas no mínimo controversas, hoje no início da 2ª parte decidiu desequilibrar a favor do Benfica, retirando Nani para colocar Diaby que foi uma vez mais inofensivo. Finalmente Jovane voltou a ser opção, pela forma como o jogo estava a decorrer, entrou pelo menos com 15 minutos de atraso.

Não fui entusiasta do despedimento de José Peseiro, tal como não peço no imediato a saída de Marcel Keizer, por princípio sou contra chicotadas psicológicas, porque são mais as vezes que se perde do que se ganha. Se é verdade que o futebol de Peseiro não entusiasmava, também há que admitir que íamos somando pontos, a chegada de Keizer trouxe um futebol entusiasmante que rapidamente se esfumou, hoje temos uma equipa, talvez seja exagero chamar o que temos de equipa, mas um grupo de jogadores que se arrastam penosamente no campo, cansados, sem imaginação. Alguns porque têm classe conseguem disfarçar o mau momento, mas outros, não há outra forma para o dizer, não têm valor para jogar no Sporting.

Mesmo sabendo o ponto de partida, o trágico final de época que vivemos, a atípica pré-época, o Sporting está hoje mais longe dos três primeiros classificados, veremos se a perda anímica dá pelo menos para manter o 4º lugar, o que não é de forma alguma garantido caso se mantenha este paupérrimo nível exibicional, agravado com algumas opções no mínimo duvidosas de Marcel Keizer, que hoje viu justificadamente lenços brancos em Alvalade. Os sportinguistas querem mais, não é aceitável assistir impávida e serenamente a tão miserável exibição, muito menos que esta vergonha se volte a repetir.

Fica aqui um alerta para Frederico Varandas e responsáveis pelo futebol, se as opções de afastar Miguel Luís, por sinal o melhor em campo na última partida que disputou, Jovane Cabral que só foi utilizado hoje quando o desespero já havia tomado conta da equipa, têm algo a ver com empresários, então estamos mal, porque o clube foi lesado ao hipotecarem não só a conquista do campeonato, como também qualquer possibilidade de lutar pelo acesso à champions e mesmo a ida à Liga Europa está hoje muito longe de ser um dado adquirido. Quando temos um problema, urge resolve-lo, antes que os lenços brancos não sejam apenas dirigidos para o banco de suplentes, o que seria uma pena, pois se há algo que não queremos é reviver o triste passado recente. Mas não é possível pedirem-nos paciência quando assistimos a exibições tão miseráveis como Tondela, Setúbal e agora completamente enxovalhados pelo eterno rival na nossa casa, que hoje até poderia ter goleado.

Bem sei que vão dizer que precisamos levantar a cabeça, mas outra coisa não aceito que seja ir à casa do adversário com uma atitude completamente diferente, Marcel Keizer que deixe de lado algumas opções por jogadores medíocres e coloque a equipa a jogar futebol, das duas uma, ou ganham uma equipa ou perdem os adeptos.

Algumas dúvidas

Alguém me explica porque razão Doumbia que até foi dos melhores no Bonfim, não está sequer convocado para amanhã? Já nem questiono a ausência de Miguel Luís, porque não tem sido opção, o mesmo em relação a Francisco Geraldes, mas neste caso se por um lado percebo que tenha sido antecipado o final do empréstimo, afinal na Alemanha também não calçou, ao menos poderia ter sido emprestado para rodar em Portugal até final da época. 

Pode ser que eu esteja errado, oxalá o resultado amanhã assim o demonstre, de contrário, voltarei ao assunto...

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Algumas dúvidas sobre a gestão do futebol

Quem me lê sabe que apoio a actual direcção sem dúvidas ou hesitações. Confio no presidente Frederico Varandas, mas de forma alguma fico condicionado na minha capacidade para criticar ou pedir explicações sobre situações que não entendo. A escolha de Marcel Keizer foi uma surpresa porque desconhecia até a existência do treinador, que se revelou agradável pelas exibições e resultados produzidos. A alegria instalou-se em Alvalade, mas infelizmente foi sol de pouca dura. É verdade que presidente e treinador não planificaram a época, mas o mercado está aberto e já lhes foi possível efectuarem alguns ajustes. Com um plantel curto, uma época longa e desgastante pelo facto de estarmos em quatro competições é necessária alguma rotação de jogadores, sob pena de chegar aos jogos decisivos em Abril e Maio, com os jogadores mais influentes arrastando-se pelo relvado. Se jogadores como Bale, Modric, Cristiano Ronaldo, Messi ou Suarez entre outros são poupados nalguns jogos, por que razão Bruno Fernandes, Nani, Coates, Mathieu ou Bas Dost não podem descansar à vez? 
Mas há situações que de todo escapam à minha compreensão, Jovane Cabral jogou algumas partidas a titular, sem grandes exibições é certo, mas foi tremendamente decisivo nalguns jogos saindo do banco. Não entra em campo há quantos jogos? Miguel Luís foi opção no meio-campo em vários jogos consecutivos, tendo assinado uma boa exibição diante do Belenenses, inclusivamente apontando o golo da vitória. De então para cá não calçou. Luiz Phellype que foi o primeiro reforço desta reabertura do mercado, apenas foi titular num jogo. Francisco Geraldes não leva qualquer minuto, limitou-se a estar presente alguns jogos no banco, o que faz supor que os problemas físicos com que chegou estarão resolvidos, ou não teria sido convocado. Para já gostei do que vi ontem em Doumbia, precisamos alternativas na defesa para lesões e castigos. Mas não podemos continuar a desperdiçar activos, veja-se a postura do rival do Norte com jogadores que não renovam em final de contrato, seguida esta época também pelo rival da 2ª circular. Ambos com maior número de soluções no plantel e melhor qualidade que a nossa. Pelo que não compreendo nem aceito a não utilização de jogadores como forma de pressão seja para o que for. Com resultados desportivos desastrosos para o clube, como temos vindo a assistir...

Um apelo a Frederico Varandas

Jorge Jesus está livre para assinar por qualquer clube. Não sei qual será o futuro imediato do Sporting, que passa pela recepção ao Benfica na próxima jornada do campeonato, eliminatórias para a taça de Portugal e Liga Europa a partir de Fevereiro. Mas quero lançar aqui um apelo ao presidente Frederico Varandas, haja o que houver, até final da presente época ou mesmo na próxima, se porventura chegar à conclusão que Marcel Keizer terá de ser substituído no comando técnico do Sporting, em qualquer circunstância não considere sequer possível a contratação do mestre da táctica. Bem sei que é seu amigo, esteve na comissão de honra da candidatura, convide-o para sua casa, jantem quando entenderem, mas não pense colocar semelhante personagem no banco. Sei que não sou o único sportinguista a querer J.J. longe de Alvalade. Se precisar de ir ao mercado, não faltam opções, no mínimo de valor idêntico e seguramente a preço inferior.

Primeiro troféu da era Frederico Varandas

Sempre desvalorizei a Taça da Liga (frequentemente utilizei expressões como troféu da carica, coisa, ou taça Lucílio Baptista) e não será agora, no rescaldo da vitória do meu clube, que irei mudar de opinião. Defendi que deveríamos ter aproveitado a oportunidade para rodar jogadores, evitando lesões ou castigos e possibilitando minutos a jogadores menos utilizados. Obviamente que fiquei satisfeito com a vitória, mas oxalá possa vencer os próximos dois jogos para o campeonato, principalmente o próximo em casa diante do rival da 2ª circular, derby que nos últimos anos não tem sorrido às nossas cores.

Quanto ao jogo de hoje, algumas breves considerações, boa primeira parte do Sporting, mas a etapa complementar foi toda do nosso adversário. Os golos foram oferecidos, primeiro o nosso guarda-redes deu um frango, depois já no tempo de compensação, Oliver Torres teve uma paragem cerebral e cometeu uma grande penalidade, tão evidente quanto desnecessária. Por último uma palavra sobre os reforços, o F.C.Porto utilizou pelo 6º jogo Fernando Andrade, que marcou pela 3ª vez e mesmo o recém entrado no plantel, Manafá, estava preparado para entrar quando chegaram à vantagem, tendo Sérgio Conceição abortado a substituição. No Sporting apenas Luíz Phellype sentou no banco, tendo até ao momento sido utilizado poucos minutos. Os restantes reforços de Janeiro ainda não calçaram em qualquer competição. É sabido que o nosso plantel é curto, desgastando até ao limite os melhores jogadores, preparem-se para mais um penoso final de época, com os jogadores fatigados.

Para terminar, referir que Frederico Varandas precisou de 5 meses para conquistar o seu 1º troféu. Falta um para alcançar o total que o lunático em boa hora destituído conseguiu em 5 anos.

Acabou por ser uma noite bem agradável...

A vitória do Sporting e passagem à final não aumenta o prestígio da competição e mantenho tudo o que escrevi anteriormente.

Mas lá que deu gozo ver e ouvir a azia do trolha, a raiva espelhada na face do treinador adversário, incapaz de disfarçar o mau-perder, curiosamente quando perdem para outro clube de Lisboa até costumam estender a passadeira vermelha, olha, estou como o outro, temos pena, mas não muita...

Por fim ver o presidente Frederico Varandas vir à comunicação social dizer e bem, que ontem um dirigente afirmou que determinado árbitro não deveria arbitrar, para hoje o árbitro em causa pedir licença por tempo indeterminado, também defendendo o VAR, que por mais erros ou críticas que se lhe possam apontar, inegavelmente melhorou a credibilidade do futebol, face a um tempo em que se ordenavam padres e encomendavam missas.

Acabou por ser uma excelente noite de futebol. Mas não há como negar, a equipa está demasiado fatigada, precisamos urgentemente de rodar jogadores promovendo algum descanso aos mais utilizados.

Bons sinais...

Gostei da vitória, estamos na meia-final da única taça com interesse, a taça de Portugal, onde enfrentaremos o eterno rival. Bem Marcel Keizer na abordagem ao jogo, entrando em campo na máxima força, praticámos um futebol muito agradável, desperdiçámos inúmeras ocasiões de golo, poderíamos sem exagero ter marcado cinco ou seis golos, o que indicia claramente que o problema não reside na falta de qualidade dos titulares, mas no plantel curto, no entanto há que reconhecer que o Feirense também criou duas ou três ocasiões, negadas por uma excelente exibição de Salin, sem dúvida um dos melhores em campo, o que também revela que continuamos a ter problemas por resolver na defesa, que convém não serem ignorados, porque nem sempre corre bem. A vencer por dois golos de diferença, com o jogo controlado, o treinador geriu o plantel, procurando precaver-se de problemas físicos.

Enquanto sportinguista considero que devemos apostar no campeonato, há que não baixar os braços enquanto for matematicamente possível, sem esquecer a importância do acesso à Champions, mas gostaria de ver uma boa prestação na Liga Europa. Por tudo o que se passou no final da época passada, seria um prazer irmos ao Jamor e levantar o caneco. Já a coisa que se disputa em Braga, o irrelevante torneio da carica, não tem valor algum, pelo que seria desejável evitar um desgaste que possa colocar em causa o que resta da época, poupando os principais jogadores e proporcionando uma montra para que os menos utilizados possam mostrar valor e estejam rodados para serem opção caso necessário. O jogo mais importante dos próximos dias é claramente a recepção ao Moreirense no sábado. Na quarta-feira diante do Braga, é quase irrelevante…

 

Mixed feelings

Boa atitude dos nossos jogadores, com alguma sorte poderíamos ter marcado e levado o rival de vencida, mas há que reconhecer que o F.C. Porto possui uma excelente equipa, mas hoje não teve oportunidades por aí além, limitando-se a controlar o jogo, mais interessado em não perder, que correr riscos na busca pela vitória, o que se percebe pela vantagem pontual, com a vantagem de receber Benfica e Sporting em casa na segunda volta. Fica a sensação que talvez pudéssemos ter ido um pouco mais longe, Bas Dost falhou um cabeceamento perto da baliza e Casillas defendeu um excelente remate de Gudelj.

Para além de boa equipa, o F.C. Porto tem um plantel bem superior ao nosso, com várias opções no banco e até fora dos convocados, reforçado agora com o ingresso de Pepe e Fernando. Sem equívocos há que reconhecer que Keiser não tem as mesmas armas que Sérgio Conceição. A planificação da época foi o que sabemos, apesar de tudo não ouvimos o presidente ou qualquer dirigente com queixumes sobre a herança, ou desculpas para o insucesso. Praticamos um bom futebol, estamos no bom caminho, mas precisamos reforços capazes de entrar no onze, sem perder qualidade. Mais entulho é que não, já bastam os vários casos que temos por resolver, com um enorme peso na massa salarial.

O campeonato ficou mais difícil, mas há que continuar a lutar pela melhor classificação possível, a taça de Portugal é para tentar vencer, uma boa prestação na Liga Europa é perfeitamente possível. O torneio da carica continuo a acreditar que interessa para rodar jogadores, sobretudo evitando que possamos sair da coisa com lesionados ou castigados. Verdade que em Dezembro sonhámos com o título, mas face ao conturbado período que vivemos, quando muitos profetas da desgraça anunciaram a nossa morte iminente, a época está muito longe de perdida, eu diria que bem acima das expectativas iniciais. Há que não perder a noção da realidade, sem esquecer o ponto de partida.

Derrota merecida, época comprometida...

Contra factos torna-se difícil argumentar, o jogo começou praticamente com o primeiro golo do Tondela, perante a total displicência da nossa defesa, Bruno Gaspar praticamente não incomodou Xavier que cruzou para uma clareira no meio dos nossos passivos centrais. No lance do segundo golo, uma vez mais a dormir, colocaram em jogo o avançado Tomané.

O Sporting foi pontapé para a frente e bolas despejadas para a área adversária, Diaby totalmente desinspirado foi mais um defesa adversário do que o atacante que precisávamos. Inconcebível a insegurança que a nossa defesa demonstrou, já vem acontecendo há alguns jogos, Coates está mesmo a precisar de assistir uns jogos no banco, Acuña e Bruno Gaspar muito longe de oferecerem confiança nas laterais. Hoje o meio-campo teve bola, mas faltou qualidade e objectividade na sua posse. Sem Bas Dost o ataque foi inofensivo.

Com este plantel não vamos longe, por esta altura o F.C.Porto vai ganhando o seu jogo e corremos o risco de entrar em Alvalade na recepção aos dragões a 8 pontos dos rivais. O campeonato será mesmo uma miragem caso não ganhemos na próxima jornada, resta-nos a taça de Portugal para tentar salvar a época, a Liga Europa dificilmente estará ao nosso alcance, mas poderemos até conseguir uma participação interessante e avançar nas eliminatórias, o Villarreal está perfeitamente ao nosso alcance. Aquela coisa, ou torneio, chamem-lhe o que quiserem, que se disputa este mês em Braga, é para mim completamente irrelevante. Uma eventual vitória na taça Lucílio Baptista não representa nada para a época.

Bem sei que estamos a viver uma época atípica, que começou no rescaldo do pesadelo que sabemos, cheia de vicissitudes na pré-temporada, mas aqui chegados, ou assumimos que não somos candidatos e procuramos jogo a jogo alcançar o melhor resultado, ou precisamos urgentemente de reforços, mas para entrarem na equipa. Não compreendo que estando lesionado Bas Dost, o ponta de lança contratado ao Paços de Ferreira não tenha sido sequer convocado. Muito menos é aceitável que a defesa continue jogo após jogo a comprometer e não se consiga um reforço digno desse nome.

 

Chegámos vivos ao Natal, agora os reforços...

Há males que vêm por bem, a derrota em Guimarães deixou à vista as lacunas do plantel, demasiado curto para uma equipa que pretende lutar pelo campeonato. Janeiro está à porta e com ele a reabertura do mercado de transferências. A meu ver o Sporting precisa de seis reforços, um lateral-direito, Ristovski e Bruno Gaspar não oferecem garantias, um lateral-esquerdo, só temos Acuña e quando o argentino falta como recentemente se viu, a alternativa é demasiado sofrível, um defesa-central que possa rodar e dar minutos de descanso aos titulares, um médio-defensivo, um médio de transição e um ponta de lança.

Luiz Phellype (Paços de Ferreira), Eustáquio (Chaves), Adrien Silva (Leicester) parecem estar próximos, assim como o regresso de Francisco Geraldes que não calçou em Frankfurt e terá uma última oportunidade para mostrar que é mesmo jogador de equipa grande. Aguardemos pois com expectativa e confiança o trabalho da direcção, a verdade é que chegados a Dezembro estamos em todas as frentes, ao contrário do que muitos previam durante o horrível defeso que vivemos. É certo que no futebol se passa depressa do 8 ao 80 e vice-versa, mas não éramos a melhor equipa da Europa na semana passada após várias goleadas, também não somos a pior hoje.

Desejo a todos os autores, comentadores, leitores, demais sportinguistas e amantes do desporto em geral, um Feliz Natal!

Confiança em Alvalade

Deu para perceber que nas bancadas de Alvalade também se respira confiança. Até mesmo durante os largos minutos que estivemos em desvantagem, não fui o único a sentir, longe disso, os sócios que estavam nas imediações calmos, seguros, que a reviravolta iria acontecer, mais minuto, menos minuto. Fiquei com a certeza, se é que ainda tinha dúvidas, que para a generalidade dos sportinguistas Jefferson é o elo mais fraco da equipa, Bruno Gaspar está alguns furos abaixo do exigível para ser titular e Bruno César está noutro planeta, embora tenha um passado de esforço e missão ao serviço do clube.

Foi pena que apenas 31 mil espectadores tivessem presenciado um espectáculo. Bruno Fernandes encheu o campo, é hoje indubitavelmente um dos melhores jogadores portugueses, Mathieu passeou classe e Bas Dost foi uma temível ameaça nas imediações da baliza adversária. Renan Ribeiro, que muitos consideram discutível a titularidade face a Salin, foi várias vezes assobiado, pela demora na reposição da bola. Sem culpa nos golos, negou por duas ocasiões que remates insulares terminassem nas redes leoninas, contribuindo de forma decisiva para a vitória. Jovane Cabral voltou a entrar e mexer no jogo, Miguel Luís é um jovem a seguir com atenção face à enorme margem de progressão de que dispõe.

Fui defensor da continuidade de José Peseiro, mas tenho que reconhecer que apesar dos motivos que na altura expliquei, o futebol de Marcel Kaizer é de tal forma vibrante, entusiasma, que valeu a pena Frederico Varandas ter feito a aposta no holandês a quem muitos torciam o nariz. É caso para dizer que as notícias da morte do Sporting, que muitos previram há poucos meses, eram manifestamente exageradas…

Iminente virar de página e encerrar um triste capítulo...

Cheguei há pouco de Alvalade. Registei-me, entrei na fila, exerci o meu direito de voto indiferente à “claque” que nas bancadas apoiava os sócios sancionados e saí. À entrada, perante o ruído dos apoiantes dos sócios sancionados, tive uma primeira impressão que a votação poderia ser renhida. À medida que observei atentamente o comportamento dos sócios, verifico que estava errado, tal como eu, a esmagadora maioria entra, vota e sai. Os ruidosos permanecem, há que dizer que reconhecer que desta vez não ultrapassaram limites nem estavam a insultar, pelo menos durante o tempo em que permaneci no pavilhão.

Hoje tive a certeza que os sócios querem paz, virar a página, encerrar um triste capítulo na nossa história e esquecer o passado recente, seguindo em frente. Veremos se após o apuramento dos resultados, que serão muito provavelmente esmagadores, será finalmente acatada a soberana decisão dos verdadeiros donos do clube, ou pelo contrário, iremos ter mais do mesmo, impugnações, providências cautelares, profecias de calamidades futuras sem um iluminado líder por parte da minoria que por mais barulho que faça, não passa disso mesmo e percebendo que não tem apoio, permanece barricada, recorrendo à guerrilha para tentar levar a água ao seu moinho…

 

P.S. – A partir deste post e até que os insultos deixem de ser utilizados como comentário, terei os posts em moderação. Tentarei não demorar muito na aprovação, mas agradeço a compreensão de todos, porque como é óbvio, não estou ligado à net em permanência. Não pretendo censurar quem quer que seja, muito menos os que discordam das minhas posições, nem tão pouco simpatizantes ou adeptos de clubes terceiros, desde que argumentem com respeito e elevação pelo próximo, num espaço que a todos pertence. Apenas viso terminar com a publicação de insultos que em nada dignificam os posts e muito menos o blogue.

Dia 15, os sportinguistas irão escolher um de dois caminhos... - II

Amanhã, sábado 15 de Dezembro pelas 14h30, os verdadeiros e únicos legítimos donos do clube irão decidir pela manutenção ou revogação das sanções aplicadas a quem causou graves danos ao prestígio, imagem e até funcionamento do clube, para satisfação do projecto pessoal.

Sempre que o Sporting precisa, os sócios comparecem massivamente, foi assim a 23 de Junho apesar dos insultos e ameaças de arruaceiros, seguramente que agora não será diferente. O grupelho dos letais que se dizem leais, está organizado, mobilizou os saudosistas através das redes sociais, mas no final do dia, acredito que irão receber o veredicto habitual.

Não é graças a eles, bem pelo contrário, que a equipa de futebol que tanto têm tentado perturbar, atravessa um bom momento. Voto pela manutenção das sanções, que nem considero gravosas por aí além. Agrada-me ver o clube no rumo certo. Viva o Sporting!

 

P.S. – Sobre o funcionamento da A.G. ver aqui.

Dia 15 os sportinguistas vão escolher um de dois caminhos...

Todos os sócios recordam o estado comatoso em que o clube se encontrava há meia dúzia de meses, com um Conselho Directivo barricado num bunker sem perceber a triste realidade à sua volta. Vivemos um dia infame a 15 de Maio, com grunhos que se dizem ultras, por mim bem podem meter a mentalidade ultra num certo sítio, assaltando a nossa academia e agredindo bárbara e cobardemente, jogadores, equipa técnica e funcionários do clube, ou seja, num comportamento típico de manada que são, tudo o que encontraram à frente. Porque temos memória, sabemos que existiu a partir de Fevereiro um clima provocado por alguém que se julgou dono do Sporting, talvez até o próprio Sporting. Tudo valeu para aumentar o poder, calar qualquer contestação, intimidar críticas e por fim, em quase desespero, sobreviver no cargo. Até se chegou ao ponto de inventar órgãos bizarros não previstos nos Estatutos, para substituir órgãos eleitos em funções.

Chamados a decidir em 23 de Junho, os sócios deram uma vassourada histórica varrendo o lixo que ameaçava intoxicar o Sporting. Em consequência foram nomeados ao abrigo dos Estatutos, órgãos transitórios, a quem temos que agradecer o tempo despendido em prol do clube, sem apego ao poder, conduzindo o clube a eleições que clarificaram a situação, mais uma vez com a decisão dos sócios.

Para lá de eventuais consequências judiciais que serão decididas em local próprio, os atropelos e foram vários, não poderiam passar impunes. Por isso ao abrigo dos Estatutos foram aplicadas sanções a alguns associados. Tudo legítimo, claro, legal e transparente, por mais que um grupelho que se diz leal, mas que tem sido acima de tudo letal ao Sporting, possa invocar. A A.G. do próximo dia 15 está convocada porque os sócios sancionados, no pleno uso dos seus direitos, recorreram dos castigos para o órgão A.G. a quem cabe a última palavra. A actual direcção não irá, nem o poderia fazer, anunciar qualquer nova sanção seja a quem for. É preciso clarificar, porque circula nas redes sociais e também nas caixas de comentários de blogues afectos ao Sporting, muita desinformação, colocada pelo grupelho ou seus próximos.

Porque algumas dezenas de seguidores arregimentados nas redes sociais tentaram desestabilizar a A.G. da passada sexta-feira 30 de Novembro, lá estarei dia 15 de Dezembro, para votar a confirmação das sanções que nem são gravosas por aí além. Estaria disposto até a votar favoravelmente uma expulsão do antigo presidente, caso fosse isso que estivesse em cima da mesa, mas não está. Por agora é apenas manter a sanção anteriormente deliberada. Apenas Elsa Judas e Trindade Barros serão expulsos caso os sócios confirmem a deliberação anterior.

Alerto os sportinguistas de bem, os que votaram massivamente a 23 de Junho, indiferentes aos urros dos grunhos e arruaceiros que intimidavam nas imediações, aos que apreciam a nova forma de comunicar no Sporting, enfrentando os problemas, resolvendo-os, sem contudo gritar ou insultar, sem necessidade de aparecer nos noticiários para satisfação de qualquer vaidade pessoal, mas que estão a servir o Sporting em vez de se servirem do Sporting, saindo do anonimato para as revistas cor-de-rosa, à custa do exercício de funções no clube, que não se deixem enganar. Só teremos paz no clube quando dissermos claramente o que queremos. Habituei-me a ver no clube pessoas bem diferentes entre si, com opiniões políticas por vezes até antagónicas e gostos diversos, mas todos unidos no amor ao leão e à camisola verde e branca. É essa a união que o Sporting verdadeiramente precisa. Não é de falsos professas ou pretensos messias. Quem quiser amar ou idolatrar alguém que não os atletas que fazem a grandeza do clube, então que funde uma igreja e lhe pague o dízimo, talvez seja lugar mais apropriado que um clube desportivo.

Não tenhamos pois dúvidas que o gang dos letais irá procurar desestabilizar a A.G. no próximo dia 15, para eles o passado dia 30 foi apenas um ensaio para um objectivo maior. Uma vez mais caberá aos sócios a decisão, pelo que lanço o apelo para que compareçam. Há que escolher entre o respeito pela legalidade e a legitimição das tropelias e desrespeito aos Estatutos. Não deixemos que uma minoria por mais ruidosa e mal educada com as suas pateadas ou insultos, decida por nós. Vamos comparecer e apoiar o nosso clube do coração. Viva o Sporting!

 

Convocatória da A.G. do S.C.P. 15 Dezembro 2018

Que diferença do passado recente...

Hoje, dia em que a liderança de Luís Filipe Vieira está com escrutínio apertado, face à rocambolesca novela em redor do treinador Rui Vitória, que deixou a nú as fragilidades da manifestamente exagerada, aura de competência da estrutura encarnada, fez muita falta ao nosso rival a sempre prestimosa actuação de algum idiota útil, que para alimentação do ego, roubasse a atenção mediática, inventando um qualquer disparate que desviasse para si os holofotes dos serviços noticiosos.

Desconheço se Jorge Jesus será ou não o próximo mister no rival da 2ª circular, mas não creio que possa regressar este ano a Portugal, face ao enorme prejuízo fiscal que tal decisão lhe acarretaria, dividindo com o fisco praticamente metade do salário auferido no último semestre deste ano. Obviamente que irá sempre depender dos resultados, mas Rui Vitória parece estar a prazo, sendo provável que “apareça uma proposta irrecusável” de algum clube estrangeiro no início de Janeiro.

Cada vez gosto mais do estilo de liderança do presidente Frederico Varandas, que não precisa aparecer quando não se justifica. A nossa equipa acaba de esmagar o Qarabag no Afeganistão, já tinha saudades de golos, do protagonismo dos atletas, são eles os naturais ídolos dos adeptos e não os dirigentes…

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