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És a nossa Fé!

UEFA a decidir o que não temos coragem...

Alguns afirmam que a mentalidade ultra é uma forma diferente de viver o clube. Que dão mais do que recebem, que a sua dedicação é paga com vitórias. Para mim é apenas parvoíce, um bando que apesar de incluir jovens entusiastas, abnegados que dão o melhor de si próprios em prol do clube, está repleto de rufias, desordeiros e até criminosos, que a coberto do emblema que dizem apoiar, promovem negócios ilícitos para benefício de alguns dirigentes das claques. Em tempos não tão distantes assim, a extorsão aos jogadores era uma fonte de financiamento, apupando a cada toque na bola os que não contribuíam para a causa e aplaudindo, promovendo os clientes (vítimas do gang) a ídolos do clube.

Não bastaram as tochas lançadas na direcção de Rui Patrício, o apertão aos jogadores na garagem do estádio, as ameaças na Madeira, o infame ataque à Academia, eis que agora e muito bem, a UEFA decide punir o Sporting com a redução na lotação de Alvalade. Para quando uma tomada de posição da recém empossada direcção do clube sobre a escumalha que infesta e parasita a nossa bancada, que supostamente deveria apoiar em vez de prejudicar o clube? Para quando o encerramento da casinha? Para quando o fim das negociatas com a candonga na venda de bilhetes?

Não critiquemos os rivais, e deixemo-nos de atirar pedras sem olhar em primeiro lugar para a nossa casa, um adepto foi assassinado é verdade, mas o que estaria a fazer de madrugada junto ao estádio do rival? Basta de comportamentos arruaceiros e até criminosos, o Sporting precisa, na verdade todo o futebol português precisa, ser limpo e desparasitado da ralé. Cada vez gosto mais do futebol inglês...

Estatutos, eleições e legitimidade...

Como democrata acredito que todos os cidadãos devem votar, que a cada votante deve corresponder um voto. Em eleições nacionais não é possível que um país seja infiltrado por votos de países terceiros, mesmo que alguns naturalizados tenham adquirido a nacionalidade por razões diversas, nunca serão em número suficiente para manipular uma eleição. A coisa pode ser ligeiramente diferente em eleições regionais, alguns caciques podem ser tentados, mas ainda assim não é fácil.

Quando falamos de associações, o cenário é bem diferente. Ninguém é obrigado a filiar-se num partido ou clube. Obviamente cada associação possui legitimidade para se organizar e precaver eventuais infiltrações. É por essa razão que na esmagadora maioria dos clubes, a um sócio não corresponde um voto. A questão colocou-se no Sporting em 2011 e voltou à baila ontem, porque João Benedito teve mais votantes, mas Frederico Varandas acabou eleito com mais votos.

Em primeiro lugar as regras eram conhecidas por todos à partida, pelo que não podem sofrer qualquer contestação quanto à sua legitimidade. Eu também gostaria que houvesse lugar a segunda volta caso ninguém atingisse a maioria absoluta dos votos e que o Conselho Fiscal fosse eleito pelo método de Hondt. Há espaço e tempo, para que seja feita uma reflexão sobre os estatutos e propostas alterações à decisão dos sócios, com ponderação e sem chantagem de aprovação sob ameaça de demissão.

Em tempos, Jorge Gonçalves submeteu a proposta de 1 sócio, 1 voto, durante o seu consulado de má memória. O resultado foi uma AG que acabou mal. À época eu era um jovem com apenas 4 votos, mas estava contra. O rosto opositor da proposta foi o saudoso presidente João Rocha, que subiu à tribuna, com a sua paixão pelo clube exaltou os ânimos e discursou alertando para o perigo iminente de cairmos no populismo. Começou ali o fim da presidência, Jorge Gonçalves convocou eleições antecipadas para clarificar posições, acabou perdendo as mesmas para Sousa Cintra.

Poderemos discutir o assunto, até diminuir alguma diferença entre sócios antigos e recentes, a idade aqui pode ter alguma influência, mas alerto que existem associados com 50 anos de idade mas pouca antiguidade, ao passo que outros há com 30 anos de idade e igual tempo de sócio. Existem sócios tipo A e tipo B. Actualmente qualquer sócio com 1 ano de inscrição pode votar. Seria relativamente fácil infiltrar o clube, se ficássemos desprotegidos destes mecanismos de defesa. Quando votei a primeira vez, tinha apenas 1 voto, desde então os estatutos sofreram alterações, hoje teria 13 votos, mas tenho 10. O que significa que houve alguma diminuição no peso dos votos entre sócios. Mesmo que ainda exista espaço para diminuir alguma dessa diferença, não faz sentido a meu ver que algum dia seja 1 sócio, 1 voto. Mas é apenas a minha opinião, tão legítima quanto a de qualquer outro sócio.

Virar de página

Finalmente os sócios do Sporting estão a escolher o próximo presidente de forma ordeira. A participação é um sinal inequívoco de vitalidade, mas também um ponto final sobre a chantagem, arruaça e esquemas de assalto à instituição. A confirmar-se que será batido o record de afluência em eleições para os órgãos sociais, cai por terra a suposta importância que ainda teriam alguns figurões que queremos varridos para o baú do esquecimento. A hora é de unir os verdadeiros sportinguistas, acordados do pesadelo que queremos rapidamente esquecer.

Com a eleição dos órgãos sociais, também cessam funções a Comissão de Gestão e Mesa da Assembleia-Geral. Aos primeiros temos que agradecer a reposição de alguma normalidade no clube e SAD, aos últimos há que reconhecer e louvar a coragem com que resistiram às ameaças, mentiras e insultos, nunca cedendo no que era verdadeiramente importante, devolver a palavra aos sócios. O próximo presidente, será o meu presidente! Viva o Sporting Clube de Portugal.

Assim vai o Sporting - II

Começo por desfazer um equívoco, para quem eventualmente não tenha percebido os meus últimos posts, sou um acérrimo defensor da aposta na formação, com o objectivo de reforçar com alguma regularidade o plantel principal e realizar mais-valias que o Sporting regularmente necessita. Considero que João Palhinha, Francisco Geraldes e Matheus Pereira, têm para lá de qualquer dúvida, lugar no plantel do Sporting, mas nenhum dos três teria a titularidade garantida caso tivesse permanecido. O problema é que no início da pré-época, as expectativas eram outras, só que após alguns regressos e aquisições, o cenário mudou, Francisco Geraldes seria uma alternativa natural a Bruno Fernandes, mas este seria sempre o titular, Palhinha poderia perfeitamente ocupar um lugar no duplo pivot de José Peseiro, sistema táctico que vem sendo criticado, mas uma vez desfeito, Battaglia parte como 1ª opção, Gudelj e Sturaro chegaram com credenciais muito diferentes de Misic ou Petrovic, que não tarda estarão fora na maioria das convocatórias, o que implicaria ainda maior concorrência para Palhinha. Face aos resultados apresentados nos primeiros jogos, alguém pode levar a mal a opção por Jovane Cabral em detrimento de Matheus Pereira? Ainda temos Raphinha, Nani e Acuña para as alas e que fez Matheus Pereira à primeira vez que foi preterido em Moreira de Cónegos? Nunca saberemos se teria merecido oportunidade num jogo posterior, caso não tivesse cometido o disparate, mas o tweet publicado na partida para a Alemanha e posteriormente apagado, mostra que nada aprendeu.

Se vivêssemos um tempo normal, diria que José Peseiro não deveria ter abordado o assunto na conferência de imprensa, mas o tempo presente no Sporting é tudo, menos normal. Apesar dos bons resultados, as exibições nem tanto, o escrutínio a que todas as decisões são sujeitas é enorme. A pressão dos associados forçou o treinador a falar, criticando o profissionalismo de um jogador que continua a pertencer aos quadros do clube. Tivesse este episódio ocorrido num dos nossos rivais, o mais provável seria até passar um longo período sem calçar, ou ser relegado para um escalão inferior, com todos a desmentirem qualquer caso. Nada que se faça no Sporting está bem feito, apesar de estarmos nos primeiros lugares, muito acima das expectativas, para tristeza dos muitos profetas da desgraça que tentaram evitar que 23 de Junho acontecesse e desde então só falam mal, sem qualquer tolerância para quem está de passagem e fez os possíveis para reerguer o Sporting da lama para onde foi atirado.

Quatro jornadas é pouco para se perceber quem conta ou não para qualquer treinador, mas também compreendo que os jogadores em causa não queiram arriscar uma permanência no clube sem garantias de regular utilização, escaldados que estão das últimas épocas, pese embora nem o treinador actual, nem a CG, muito menos o futuro presidente sejam responsáveis. Durante o consulado do mestre da táctica, poucas vezes o questionaram pela fraca aposta na formação e quando o contrataram todos sabiam ao que vinha, bastaria ter prestado atenção às oportunidades que concedeu a Gonçalo Guedes, Bernardo Silva, João Cancelo ou André Gomes. Em boa hora o campeonato parou, vamos ter eleições, embora não antecipe tempos fáceis à nova direcção, que dificilmente beneficiará de estado de graça.

 

Assim vai o Sporting...

Matheus Pereira saiu do Sporting para o Nuremberga. Lê-se por aí muito sportinguista indignado com a falta de aposta na formação, porque estamos a desperdiçar talento. Lembro os mais esquecidos ou distraídos, que este jogador teve oportunidade com Jorge Jesus, antes de Gelson Martins, quando se colocou o problema Carrillo. Mas tal como agora, desperdiçou. O tweet em Moreira de Cónegos, a que somou o tweet agora na despedida, mostra que não tem postura profissional e pouco ou nada terá aprendido. Para se alcançar um estatuto de vedeta não basta dar uns toques na bola, é preciso muito trabalho nos treinos e mostrar resultado em campo. Também são frequentes as lamurias por Francisco Geraldes, mas valha a verdade que aos 23 anos, apenas calçou em 4 jogos com a camisola verde e branca. Na 1ª jornada da liga alemã no Eintrach Frankfurt, nem sentou no banco.

Quero uma equipa de futebol competitiva, não é suposto submeter à votação dos sócios e adeptos a formação do plantel e constituição do onze inicial, ao estilo reality show. Por mais que seja romântico o sonho de apresentar um meio-campo com Palhinha, Geraldes e Matheus, a verdade é que Battaglia, Bruno Fernandes ou Gudelj oferecem maiores garantias ao treinador e a certeza da equipa ganhar experiência e competitividade. O que não invalida que a espaços alguém vá merecendo uma oportunidade e por vezes até agarram o lugar. Podemos acusar José Peseiro de muita coisa, mas de não apostar em jovens quando em pouco mais de uma época em Alvalade lançou João Moutinho e Nani, parece algo injusto. 

Sem equívocos, para alguns sócios e adeptos, órfãos do destituído, tudo o que se faz no clube está errado. Para eles, Bruno Fernandes, Dost e Battaglia não teriam regressado, mesmo que isso significasse descer alguns lugares na classificação. Sturaro não teria sido contratado. As boas exibições de Salin não deveriam contar, porque Viveros tem que ser titular. Felizmente que daqui a uma semana irá ser eleito um novo presidente, para virar a página e seguirmos em frente.

Mas, temos que repensar a formação. Não pode ser apenas coincidência que os primeiros jogadores que rescindiram, tenham sido formados no clube. Temos uma longa tradição de formar grandes jogadores, mas pouco proveito. Alguns reforçaram os rivais, outros saíram prematuramente negociados por baixo valor, sem desfrutarmos do seu futebol nem obter proveito que o justificasse. Nos últimos anos os rivais formaram jogadores que atingem patamares de qualidade internacional, que os nossos dificilmente alcançam. Não se pode exigir à academia que anualmente apresente um Figo ou Ronaldo, não que nos importássemos como é evidente, mas isso não existe em parte alguma do mundo. Longe vão os tempos que as convocatórias das selecções jovens eram dominadas por jogadores do Sporting. Se quiserem, façam como a avestruz e apontem culpas a empresários, dirigentes federativos e sacudam a água do capote. Ou traçamos um rigoroso diagnóstico e corrigimos os erros. Porque um clube como o Sporting, num cada vez mais periférico futebol português, tem que continuar a formar jogadores.

Fiquei satisfeito por não termos contratado um qualquer Castaignos de última hora no encerramento do mercado, o plantel oferece garantias e entulho já temos a mais. Sturaro irá reforçar a equipa em Outubro ou Novembro, em Dezembro a nova direcção poderá colmatar eventuais lacunas. A ser verdade que não contactaram Fábio Coentrão, é pena e terá sido um erro, qualquer justificação que possam apresentar não invalida que o vila-condense seja muito mais jogador que Jefferson, que não oferece segurança defensiva e com frequência nos deixa à beira de ataque de nervos. 

Mas por agora, são estes que contam, é o meu treinador, é o meu plantel, é a minha equipa, é o meu clube. As expectativas estão baixas, mas acredito e apoio. Vamos a eles, força Sporting!

Acima das expectativas, regressando à normalidade.

São cada vez menos, felizmente para bem do Sporting, as vozes que em tom de lamuria ainda expressam profecias antecipando iminentes desgraças, maus resultados, destruição do clube e outras parvoíces. Sabemos de onde vêm, o que querem, por isso avancemos a caravana e deixemos os cães a ladrar. Percebo que os candidatos à presidência, por estratégia eleitoral, criticassem a ida de Sousa Cintra para a tribuna presidencial do Estádio da Luz. A mim deu-me gozo, em primeiro lugar porque o presidente do rival anunciou em momento solene, que iria cometer uma loucura e o melhor que conseguiu foi fazer as pazes com Pacheco, um dos  protagonistas do Verão quente de 1993 e ainda teve que receber Sousa Cintra como convidado de honra. Para cúmulo, ao contrário do que muitos esperavam, infelizmente alguns dos nossos também o desejavam, o Sporting não saiu derrotado do derby, esteve a vencer e apenas uma falha de marcação de Jefferson, seguida de erro posicional de Ristovski, permitiram ao todo poderoso e super favorito Benfica não sair derrotado em casa.

As notícias da morte das ambições do Sporting à conquista do presente campeonato eram manifestamente exageradas. Afastado o problema que era o anterior presidente, infelizmente ainda não nos livrámos de tal praga, a comissão de gestão e SAD têm feito um esforço para recuperar a normalidade de que o clube necessita, apesar dos constantes ataques de que são alvo. Primeiro criticaram a saída de F. Geraldes, Gauld, Palhinha, agora a não utilização regular de Wendel e Matheus Pereira. Esquecem que Bruno Fernandes é superior a qualquer um, Battaglia já era titular ou frequentemente utilizado na época passada, quando o presidente e treinador eram outros. E chegou Nemanja Gudelj, Sturaro há-de chegar lá mais para a frente, o campeonato é longo e precisaremos reforçar e refrescar a equipa, para evitarmos o desgaste que alguns jogadores acusaram a época passada. Isto de chamar traidores e preferir começar do zero pode ser muito bonito, romântico até, mas eu prefiro um Sporting competitivo, mas realista a idealismos extremos, que não levam a parte alguma, como é prova disso o Belenenses. Para fazer a vontade a alguns teríamos que jogar com 8 médios e 4 extremos. É fácil dizer que A ou B devem jogar, sem dizer quem deve sair do onze. Não sou entusiasta de Peseiro, mas é o nosso treinador, deixem-no trabalhar e para já os resultados alcançados estão acima das expectativas.

Não existem jogos fáceis, o Porto provou isso mesmo ontem, caso alguém o tivesse esquecido, pelo que é importante encaramos o próximo jogo com a máxima seriedade e conquistar os três pontos. Depois, o mercado estará fechado, será uma oportunidade para integrar reforços e recuperar algum do atraso com que partimos para a pré-época. Uma nova direcção terá sido eleita, os sportinguistas poderão estar confiantes e os adversários contar que estamos na luta. Força Sporting!

Um reles e triste rufia...

Ninguém pode negar que alguns que se dizem sportinguistas estavam vergonhosamente a torcer pela derrota do nosso clube em Moreira de Cónegos. Já esta semana, nos últimos dias o rival da 2ª circular tem sido notícia, por suspeita de ter contornado regulamentos, colocando de forma ilícita jogadores no Desp. Das Aves. Uma vez mais, até parece milagre, quando os holofotes apontam na direcção do SLB, aparece um artista circense chamando sobre si as atenções. Das duas uma, ou acreditamos em coincidência, ou estamos perante uma manobra de desestabilização do Sporting, procurando se possível que a nossa equipa perca pontos já amanhã. A estratégia será quanto pior, melhor, para que alguns sócios sintam saudades da presidência anterior.

Fui dos que afirmaram que BdC precisa do Sporting para ter salário, hoje reconheço que estive errado, enquanto palhaço, o destituído tem emprego garantido em qualquer circo nacional. A cada aparição pública maior o desprezo que merece este reles rufia, a quem em boa hora os sócios deram uma vassourada. Cada vez mais só, é por demais evidente que apesar de ter ainda alguns ruidosos jagunços a seu serviço, vai diminuindo o número de seguidores. Hoje uma vez mais saltou à vista que este nojento personagem utiliza a mentira e ilusão. Por mim não espero menos que a sua expulsão de sócio, porque este escroque não é uma pessoa de bem, nem hesita em prejudicar o clube para seu benefício pessoal. Já cansa aturar este labrego, mas essa é a sua estratégia, como parasita que é, vencer pelo cansaço. Ao pé deste labrego, até o inenarrável Jaime Marta Soares parece um estadista. Viva o Sporting!

Estabilizar um grupo de trabalho

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Esteve bem José Peseiro ao afirmar na conferência de imprensa após o final do jogo, que é bom Matheus Pereira ter ficado insatisfeito por ver o jogo na bancada, mas não expressá-lo através das redes sociais.

Li muitos sportinguistas expressarem o desagrado e estranheza pela opção do treinador, mas a reacção do jogador denotou falta de compromisso para com a equipa e até de profissionalismo que prejudica em primeiro lugar o próprio atleta. Porque não é possível pactuar com actos de indisciplina, apesar de não ver neste episódio mais que um caso de balneário, sem necessiadade de aplicação de castigo, espero que não passe pela cabeça de ninguém, negociar um empréstimo do atleta, porque isso seria enterrar a cabeça na areia. E saída, pelo menos por agora, apenas pela cláusula de rescisão, porque aí nada há a fazer.

Os bons exemplos devem ser seguidos, olhem para Sérgio Conceição perante o caso Marega, não é preciso falar muito, basta fazer o que está certo, com a cobertura dos dirigentes, que devem manter a discrição, por forma a não desvalorizar o activo e facilitar a futura reintegração, que a todos servirá. E no Sporting estamos fartos de ver falar demais e agir precipitadamente e mal.

Um pouco mais que uma questão de pormenor...

 

Enquanto algumas candidaturas ainda vão corrigir pequenas irregularidades e não temos absoluta certeza sobre o número de candidaturas que irão a votos dia 8 de Setembro, já é certo que temos 2 validadas, pelo que tenho uma palavrinha a dar sobre esta.

À semelhança de qualquer outro sócio, José Maria Ricciardi tem inteira legitimidade para se candidatar à presidência do Sporting Clube de Portugal. Estará bem preparado do ponto de vista financeiro, todos lhe reconhecemos essa valência, pela carreira na Banca. Mas isso não é requisito para presidir ao clube, nem lhe confere qualquer vantagem sobre os concorrentes, porque todos eles têm especialistas na matéria. Da mesma forma que os conhecimentos médicos, de direito ou gestão que outros candidatos possuem, não os qualificam mais nem menos, porque é suposto que o presidente do clube delegue funções, além de existirem profissionais qualificados nos diferentes departamentos do clube.

Isto não está para crianças ou amadores é uma frase eleitoral, que apela ao homem providencial, cuja visão nos vem salvar e tudo resolve. O sebastianismo existe em Portugal há 500, com os resultados que conhecemos. J. M. Ricciardi anda há muitos anos pelo Sporting, já integrou órgãos sociais, influenciou presidentes, esteve sempre presente, não pode vir agora afirmar-se como alguém que vem de fora, apresentando soluções que sendo boas, já deveria ter proposto, ou em alternativa, ter manifestado discordância do rumo que estava a ser seguido, apontando alternativas.

Verdade que não deu qualquer palavra aos sócios, nem fez parte da CG, mas certamente ouviu Torres Pereira afirmar em momento solene, que ninguém da CG iria a votos. Integrar Alexandre Cavalleri e Jorge Gurita na sua lista era desnecessário e demonstra falta de respeito pela própria CG e até pelos sócios. Pior estiveram os demissionários que saltaram da CG para a candidatura, faltaram à palavra, à solidariedade perante os pares, a MAG e em última instância os sócios. Faltaram ainda ao carácter perante eles próprios e se convivem todos muito bem com isso, é lá com eles, mas enquanto sócio este episódio é suficiente para não os apoiar. Mesmo que tecnicamente até possam não ter cometido qualquer irregularidade.

E nem uma análise posterior ao programa me fará mudar de posição, porque aquilo que nasce torto, tarde ou nunca se endireita. E não sendo a eleição unipessoal, a equipa conta e neste caso, não pactuo com atitudes menos correctas. 

Ó Bruno, vai assistir a família, ou então trata-te, mas faz um favor a todos, desaparece…

Reeleito com uma votação esmagadora, sucumbiu a meia dúzia de críticos, porque o seu enorme ego necessita adulação permanente, acusando a minoria que não o aclamou e entronizou de traidores ou sportingados.

Promoveu uma alteração estatutária que lhe garantisse um poder quase absoluto, chantageou sócios, ameaçando com demissão se não lhe prestassem vassalagem eleitoral com uma maioria albanesa. Incapaz de ver um palmo à frente do nariz, como é próprio de narcísico, que um dia, as exigências se poderiam virar contra si próprio.

Geriu pessimamente a relação com o plantel da equipa de futebol, nunca percebendo que apesar de serem funcionários do clube, são profissionais que têm características especiais, sendo impossíveis de gerir sob ameaça de chicote, numa lógica de quero, posso e mando, que pautou toda a sua carreira de empresário, também um pouco por isso mesmo, repleta de fracassos e falência.

A própria família não o atura e afasta-se. Os amigos e próximos colaboradores, alguns dos quais insuspeitos porque o seguiram quase ao inferno, aconselham-no, mas o rei sol não ouve ninguém, só ele está certo, assiste-lhe a razão e um qualquer direito de ser presidente do Sporting enquanto quiser, faz lembrar o soldado que marcha com o passo trocado, mas julga que o pelotão está desalinhado, ele é o único que vai certo.

Como resultado o clube vive a página mais negra da sua história. Incapaz de perceber, dispara em todas as direcções, comete uma inacreditável série de erros, atropela estatutos de forma arrogante porque entende que o pode fazer, ele pode tudo, ele é julga-se dono do clube.

Os sócios exasperados, dizem basta. Destituem, votam de forma inequívoca e esmagadora o seu afastamento. O rei sol não encara a realidade, como qualquer psicopata arranja um realidade paralela que explica tudo, os sócios afinal queriam apenas que fosse a eleições. Não se enxerga, incapaz de perceber a triste e patética figura em que se tornou, age com prejuízo do clube que diz amar, faz lembrar aquele agressor que após espancar a mulher diz que a ama e só precisa uma segunda oportunidade. Que uma vez concedida tudo fica bem, até à próxima agressão, que irá ocorrer em intervalos de tempo cada vez mais curtos.

Pelo respeito que ainda merece o facto de ter sido presidente do clube durante 5 anos, gostaria que Bruno de Carvalho se afastasse, aceitasse com humildade a suspensão e permitisse ao clube um virar de página, sarar as feridas e regressar à normalidade. Não sou ingénuo e não acredito que o faça. Restará ao clube afastar por todos os meios legais o stalker em que o destituído de forma alucinada se está a tornar, expulsando-o de sócio se necessário. Porque de outra forma o clube não encontrará a paz que precisa. O ex-presidente ainda conta com alguns seguidores, não serão muitos, mas fazem ruído nas redes sociais, alguns por convicção, outros porque tentam recuperar avenças ou protagonismo que tendem a perder. Chegam ao ponto de desejar derrotas, ficarem entusiasmados com a diminuição da assistência, no fundo não são sócios ou adeptos do Sporting Clube de Portugal, mas do sporting clube do carvalho. E esses ainda são piores, muito piores do que lunático destituído, porque ao contrário deste, dificilmente terão cura, eventualmente ficarão órfãos à espera do próximo populista que lhes aparecer como Messias.

Enquanto sportinguista estou grato a Sousa Cintra, já tinha carregado o fardo de substituir outro populista, Jorge Gonçalves, mas sempre pronto a servir o clube não rejeitou esta tarefa. Não morro de amores pela actual CG e disso falarei oportunamente, sobre Jaime Marta Soares quero mais é que chegue 8 de Setembro, não esqueço que foi eleito nas listas de Bruno de Carvalho, a quem serviu e muito, mas que à semelhança de todos os outros, passou a traidor quando deixou de prestar vassalagem ao menino mimado. Precisamos eleger um presidente nas próximas eleições e seguir em frente, acordar deste pesadelo e à medida que o tempo for passando, pensarmos que tudo não passou de pesadelo, mas sem cair no esquecimento, para evitar que um dia, outro populista, seja ele quem for, faça repetir este triste período da nossa centenária e gloriosa história.

Delírios num dia quente de Verão - II

A decisão reconhece "a possibilidade de apresentação de candidaturas, independentemente, da posterior apreciação da sua admissibilidade, é condição de eleições livres e democráticas".

 

O destituído diz que renasceu. Alguns dos seus sequazes exultam que BdC pode ir a votos. Não pode. A decisão do Tribunal vem apenas notificar o Sporting que tem de aceitar a candidatura e depois validá-la, ou não. Neste momento Jaime Marta Soares não a poderá validar, porque o sócio Bruno de Carvalho se encontra suspenso. Para aceitar a candidatura, o Tribunal teria que deliberar o levantamento da suspensão ao referido sócio. Jaime Marta Soares fala demais e baralha-se, escusa de oferecer este palco e confundir os sócios, se desempenhar apenas o papel que lhe compete, neste caso aceitar a candidatura conforme os estatutos e depois deliberar dentro do prazo que dispõe para o efeito.

Delírios num dia quente de Verão

Ontem surgiu o anúncio de alteração na candidatura labrega do destituído, ao que parece BdC deixa de ser o cabeça de lista, deixa mesmo de integrar a lista, lançando um testa de ferro, Erik Kurgy. Bem sei que a maior parte dos seguidores são completamente acéfalos, Bruno é a luz, sem Bruno há a treva. Estão mais perto de fundar uma religião que dirigir um clube, pagavam-lhe o dízimo, o menino mimado já teria dinheiro para sustentar os vícios e largava o clube, era um alívio. Mas ao que parece, vão mesmo a votos, BdC retira-se do palco, descobriu que tem vocação de ventríloquo e lança mão de marionete. Deve estar desesperado, só o próprio saberá se já começou a receber notificações das dezenas de providências cautelares que interpôs na Justiça. E conhecendo o personagem, se não fala sobre o tema, é porque o resultado não é bom para ele. Porque é no mínimo estranho que alguém que chegou ao ponto de afirmar na última entrevista, que ponderou em Fevereiro substituir todos os elementos dos órgãos sociais, incluindo os que estiveram barricados com ele até à destituição, para aceitar agora dar palco e procurar eleger pessoas que, hipoteticamente uma vez eleitas, teriam legitimidade própria e poderiam descartá-lo na hora, é no mínimo estranho. Sim, mesmo que BdC seja o autor moral da lista, uma vez eleitos Erik Kurgy e seus pares, nada obriga a nomearem BdC para a SAD. Perante tal cenário, apenas os próprios decidiriam se continuariam marionetes ou não. E se há coisa que BdC aprendeu em 2018 é a não confiar em ninguém. O discurso é sempre eu, eu, eu, eu e mais eu…

Em busca do salário perdido - II

Dispara em todas as direcções, incapaz de perceber o que lhe aconteceu, mas recusa atirar a toalha ao chão, sabendo que não encontra em parte alguma emprego com remuneração idêntica, eu diria que nem sequer por metade do vencimento, porque ninguém paga a um esquizofrénico que destrói tudo à volta, impedido de ir a votos e sem conseguir até ao momento que a Justiça lhe atenda as pretensões, qual será afinal o resultado das dezenas de providências cautelares interpostas? Não restou senão ao destituído arranjar um testa de ferro, há sempre quem esteja na disposição de servir como ventriloquo em troca de 5 minutos de fama... 

Se esta estratégia resultasse, teríamos uma marrioneta na presidência do clube e BdC recuperaria o seu emprego na Sporting SAD.

Sobre Rafael Leão e todos os outros...

Desconheço se Rafael Leão irá ou não assinar pelo Lille, ou qualquer outro clube. Se o fizer, espero que o Sporting avance com processo para a FIFA à semelhança do que foi feito com Patrício, Podence e Gelson. Por princípio, entendo que deveremos estar sempre disponíveis para acordos futuros, no entanto há um ponto prévio que deve ser acautelado, em todos, repito, em todos os casos, só poderá existir acordo se for incluída uma cláusula anti-rivais. Caso não o façam, terei que afirmar sem qualquer margem para dúvidas, que os interesses do clube não foram acautelados pelos actuais dirigentes. Acrescento que face ao período pré-eleitoral que atravessamos, esta questão deverá ser colocada a todos os candidatos...

O triste e penoso fim de ciclo...

“Deixem concorrer às eleições, todos os que o pretendam fazer, para que o clube possa ter paz.”

 

Após a suspensão, o presidente destituído continua a ameaçar veladamente o Sporting, caso não veja atendida a sua pretensão. Tenho lido muitos sportinguistas afirmando exactamente o mesmo, que seria preferível permitir a sua ida às urnas, que derrotado ele desapareceria. Vamos por partes, alguém no seu perfeito juízo pode atribuir valor às palavras de BdC? Antes da A.G. de 23 de Junho, garantiu que a mesma não se iria realizar. Agora garante que vai a eleições. Quando confrontado com a realidade, pressionou os sócios, afirmando que nunca mais iria por os pés no clube se os sócios votassem pela destituição, mandaria alguém buscar os seus pertences. Derrotado sem apelo nem agravo, publicou no FB que não era mais sportinguista. No mesmo dia ao fim da tarde deu o dito por não dito, só se afastando dias depois. Ora se incumpriu a palavra dada que se afastaria caso os sócios votassem pela destituição, apesar da sua derrota ter sido esmagadora, que credibilidade pode agora merecer o ex-presidente?

A chantagem como modus operandi já vinha de trás, é bom recordar que ameaçou com demissão em Fevereiro caso as alterações estatutárias não fossem aprovadas, forçando inclusivamente os sócios a votarem a sua permanência de forma plebiscitária. A estratégia agora é vitimizar-se, passar um ar de democrata, impedido de ir a votos. Mas enquanto foi presidente promoveu perseguições a antigos dirigentes por muito menos do que ele próprio fez. BdC é um rufia fanfarrão, que insulta os que não o seguem, confundindo diferenças de opinião com traição, rivais com inimigos.

BdC é hoje uma figura patética, descredibilizada, incapaz de manter um rumo, uma estratégia coerente. Lendo a sua mais recente entrevista quase ficamos com a sensação que Bas Dost se agrediu a si próprio com um cinto, tudo foi encenado, os advogados dos energúmenos bem poderiam aproveitar para pedir a revogação das medidas de coação, porque afinal foram apenas figurantes. Até seria cómico, não fosse trágico e ridículo, prestar um mínimo de atenção a este triste personagem.

A última pérola do artista, que a notificação do castigo foi directa para o spam, merece um sorriso e apenas um comentário simples, se não reconhece competência à CFD, então porque se deu ao trabalho de apresentar defesa, justificando inclusivamente o atraso no envio da mesma? À boa maneira labrega, esquece que os sportinguistas estão atentos e pensam pela própria cabeça. Resta-lhe agora recorrer da decisão da CFD para a AG, mas se o fizer, estará a reconhecer legitimidade ao órgão transitório. Se o não fizer, implicitamente aceita a sanção. O tempo de BdC no Sporting está a terminar, resta-lhe e estou quase certo que o irá fazer, explorar o circo mediático com algumas palhaçadas, tipo procurar na próxima semana entregar a candidatura em Alvalade, sabendo que não tem legitimidade para o fazer. Mas o pior que que lhe poderá acontecer, será apagarem os holofotes, para viver a criatura precisa de palco, alimenta-se de polémicas. Sem isso não existe, normalidade é um estado que não conhece. Quando tudo terminar, ainda o vamos aturar como paineleiro num qualquer programa de TV, daqueles que desdenhou e aconselhou os sportinguistas a não verem. Enfim, um triste…

Reles rufia

Só mesmo um alucinado em avançado estado demencial poderia escarrar esta nojenta afirmação. Ainda há quem fique indignado com o indiferemento à petição da Assembleia Geral extraordinária, cujo fundamento podem consultar aqui. Este triste personagem dividiu sportinguistas, semeou ódio no clube, merece uma punição exemplar, muito provavelmente a expulsão de sócio, o clube precisa reerguer-se e esquecer este pesadelo do qual ainda não estamos livres, porque o reles rufia é um verdadeiro stalker, que persegue diariamente o clube em busca do protagonismo mediático que lhe alimenta o ego.

7 anos de atraso...

Ao ver a apresentação da candidatura de José Maria Ricciardi à presidência do Sporting Clube de Portugal, fico com a sensação que surgem fora de tempo. O timing perfeito teria sido 2011, em lugar de terem apoiado Luís Godinho Lopes. Teríamos sido poupados a dois anos catastróficos, que tiveram como consequência os cinco de insanidade que atravessámos e dos quais a muito custo estamos a sair.

Uma vez mais se confirma que a candidatura de Zeferino Boal não era para levar a sério, restando agora 6 candidatos. Com a previsível suspensão do membros do antigo CD, vamos ter muito provavelmente uma campanha de pessoas bem formadas e educadas, como sempre foi apanágio do nosso clube, que não se revê em ameaças e insultos de rufias agressivos e desbragados trauliteiros.

O clube precisa novos rostos, acredito que o tempo será de Frederico Varandas ou João Benedito, não decidi ainda quem apoiarei, se é que apoiarei alguém. Se o vier a fazer, seguramente será um dos dois. Quando falo em renovação refiro-me obviamente a candidatos e não a apoiantes, porque os próximos dirigentes serão os candidatos da lista vencedora e não os membros de qualquer comissão de honra ou apoiantes, por mais ilustres ou mediáticos que possam ser.

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