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És a nossa Fé!

Ennio Morricone

Faleceu hoje o compositor italiano Ennio Morricone, autor de inúmeras bandas sonoras inesquecíveis que fazem parte do nosso imaginário.

Destaco esta, o tema de abertura da série italiana «La piovra», em português «O polvo» - transmitida em Portugal nos finais dos anos ’80 e retrata a luta de um inspector de polícia e a sua luta contra a máfia.

Creio que esta banda sonora seja a que melhor se adequa ao futebol português.

 

Foi com a música deste compositor e a voz de Dulce Pontes que novo Estádio de Alvalade foi inaugurado.

A nossa homenagem!

Mudar estatutos: claques

Nos estatutos deveria constar que, respeitando a autonomia, a Direcção do Clube tivesse poder de veto sobre qualquer decisão das claques (grupos organizados de adeptos) oficialmente reconhecidos. As claques servem tão só para aquilo que o dicionário define como sendo sua função “grupo de indivíduos encarregados de aplaudirem uma equipa”, não servem para mais nada, pois mais nada está nas suas funções. Em tempos, as claques do Sporting – nomeadamente a Juve Leo – eram reconhecidas por o fazerem bem:

« (…) “Alvalade sempre teve ambientes apaixonados, mas isto era outra coisa», diz Carlos Xavier (…). “A Juventude Leonina era na altura uma claque com grande influência brasileira. Havia muitos batuques, um ritmo de samba. Estávamos lá em baixo a ouvir aquilo e queríamos comer o adversário. Até entravamos arrepiados.” (...)

“Tínhamos a melhor claque da Europa, acrescenta o extremo-esquerdo Mário Jorge. “Tive momentos na minha carreira em que estava no relvado e olhava embasbacado para as bancadas a dizer para mim próprio: ‘Isto é inimaginável!’ Allison explorou esse calor do público com grande imaginação. Anos mais tarde, numa eliminatória com o Feyenord, a Juventude Leonina utilizou pela primeira vez raios laser. Os jogadores holandeses no relvado viravam-se para nós e diziam: ‘Isto nem num concerto do Bruce Springsten.’”»

 

É isso que queremos que volte a acontecer.

Eu sou

No último jogo, frente ao Paços de Ferreira, todos os jogadores se apresentaram com a inscrição «Eu sou» nas camisolas.

Por certo este «eu sou» seria o início de uma frase que terá ficado, propositadamente, incompleta:

“Eu sou o sucessor de Bruno Fernandes.”

Para que a frase ficasse preenchida cada o jogador teria que merecer em campo o restante.

 

Será Jovane Cabral merecedor desse título: o sucessor de Bruno Fernandes?

Clubite vs política

Vejo a lista de personalidades que apoiam a lista de Pinto da Costa às próximas eleições nesse clube e fico abismado pela quantidade de políticos que a integram. Políticos no activo, outros no inactivo (seja lá o que isso for).

Há necessidade desta promiscuidade?

 

Claro que cada pessoa é plena na sua individualidade e tem gostos intrínsecos a ela, porém ser detentor de um cargo político deve ser motivo, na minha percepção, para colocar de lado as simpatias clubísticas, qualquer que ela seja – incluindo pelo nosso clube.

Um político, pela sua natureza, é detentor de uma ideia, que se quer nobre. Assim em qualquer eleição votamos no projecto para o país, para a Europa, para a região, para o município, para a freguesia, no qual nos revemos e não se a personagem A ou B, ou o partido que representa, tem simpatia pelo clube C, D ou E.

Da mesma forma acho obtuso os almoços, ou jantares, que os diversos clubes têm com os deputados seus simpatizantes. Um deputado, por definição, representa o país, não representa, tão pouco, o círculo eleitoral que o elegeu e muito menos representa o clube de que é adepto.

 

A política não deve ser minada pela clubite.

Verdades

A propósito da decisão do tribunal, que absolveu Bruno Carvalho, convém ter em conta as diferentes percepções, todas elas correctas, que a VERDADE comporta:

 

- a verdade histórica, a realidade que verdadeiramente aconteceu;

- a verdade jornalística, aquela que os jornais descobrem;

- a verdade jurídica, a que foi apurada em tribunal;

- a verdade emocional, aquela que é construída de forma individual.

Golo de Escorpião

Por falar em "almejar", caro Pedro Oliveira.

 

«GOLO DE ZICO

 

Foi em 1993. Em Tóqui, o Kashima disputava a Taça do Imperador. Contra o Tohuku Sendai.

O brasileiro Zico, estrela do Kashima, marcou o golo da vitória, que foi o golo mais bonito da sua vida. A bola chegou num cruzamento da direita. Zico, que estava na meia-lua da área, atirou-se a ela, mas o impulso foi excessivo. Quando se apercebeu que a bola tinha ficado para trás, deu uma cambalhota no ar e, em pleno voo, com a cara para o chão, rematou-a de calcanhar. Foi um pontapé de bicicleta, mas ao contrário.

- Contem-me como foi esse golo! – pediam os cegos.»

 

In.: GALEANO, Eduardo - Futebol ao sol e à sombra. 1ª ed. Lisboa : Antígona, 2019. p. 235

João Rocha, numa entrevista ao Record…

em 15 fevereiro 2006:

 

RECORD – Está preocupado com o Sporting a cerca de quatro meses de eleições?

JOÃO ROCHA – O Sporting está a atravessar a pior crise dos seus 100 anos. Convinha, no entanto, esclarecer, até porque os mais jovens não o sabem, que quando veio a revolução, os clubes passaram por uma crise muito grande, concretamente na altura do PREC. Eram, no fundo ‘presas’ a tomar de assalto. Criaram-se decretos e portarias à luz dos quais os jogadores se transferiam livremente, bastando uma carta. O Sporting passou essa crise colaborando em algo que era necessário, ou seja, apostando na massificação do desporto em Portugal. Não havia ginásios nem pavilhões e o Sporting começou por ter logo 15 mil atletas, um recorde. Nenhum clube da Europa o conseguia, nem o próprio Barcelona.

 

RECORD – Que acções foram levadas a cabo?

JOÃO ROCHA – Fizeram-se ginásios, pavilhões e compraram-se terrenos. Dinamizámos o desporto em Portugal. A ginástica foi de Norte a Sul do País com várias equipas. Promovemos as modalidades junto de entidades como os bombeiros, diversos tipos de associações, polícia, escolas, etc. Introduzimos em Portugal as artes marciais e a dinamização junto das instituições referidas foi a mesma.

 

RECORD – Disse-me que o clube comprou terrenos. Isso quer dizer que o património também cresceu?

JOÃO ROCHA – Começámos a ter um património invejável. Pagámos as dívidas do passado e sempre com dirigentes que nunca ganharam nada. Foram centenas de pessoas a participar neste projecto de servir o Sporting gratuitamente. O clube tem de estar grato a esses dirigentes que pagavam, inclusivamente, hotéis, e passes dos jogadores das modalidades de forma desinteressada. Com tudo isto, o Sporting passou a ter a primazia do desporto em Portugal e a ser a maior força desportiva nacional.

 

RECORD – Essa força foi consubstanciada em mais títulos do que os concorrentes?

JOÃO ROCHA – De tal forma que nos primeiros 10 anos após a revolução, o Sporting tinha 22 modalidades e ganhou 1.210 títulos nacionais e 52 Taças de Portugal. Conquistámos 8 taças europeias em 7 anos, tínhamos 105 mil sócios e, no futebol, entre campeonatos, Taças e Supertaças, o Sporting conquistou 8 títulos contra 10 do Benfica, 6 do FC Porto e 3 do Boavista. Conseguimos reconquistar o estatuto vivido, por exemplo, no tempo dos cinco violinos. Finalmente, juntando provas nacionais e europeias de alta competição, ganhámos 47 títulos contra 20 do Benfica e 13 do FC Porto, ou seja, mais do que os dois rivais juntos. Acrescente-se que mandámos uma equipa de ciclismo à Volta a França. Nenhuma equipa europeia com futebol o fez por duas vezes como nós. Foi importantíssimo para o país.

 

RECORD – Hoje em dia o panorama é, de facto, diferente. Como sente o clube?

JOÃO ROCHA – Quando saí, deixei o clube sem dívidas, com passivo zero, jogadores valorizados zero, estádio valorizado zero, tudo a preço zero e nada reavaliado. Além disso, 300 mil metros quadrados de construção aprovada, o que em termos actuais e se o Sporting tivesse sido administrado como deve ser, faziam dele hoje um dos maiores clubes da Europa. Só nesses 300 mil metros quadrados tinha um valor de 120 milhões de contos.

 

RECORD – Porque é que, na sua opinião, o Sporting não seguiu esse caminho ascendente?

JOÃO ROCHA – Eu saí. Não podia ficar, porque tinha uma doença grave. Nos últimos dois anos, já assistia deitado às reuniões da direcção. Só bebia leite e um médico americano disse-me que eu tinha de decidir entre a morte e o Sporting. Eu queria viver mais alguns anos e saí. Depois, o passivo foi aumentando ao longo dos anos, até que chegou José Roquette com o seu projecto.

 

RECORD – Um projecto que encheu de esperança todos os sportinguistas...

JOÃO ROCHA – O Projecto Roquette liquidou o Sporting. Ninguém soube o que era o projecto, porque ele não dizia. Sabia-se, apenas, que era uma dezena de sociedades, dirigentes e funcionários superiores a ganhar centenas de milhares de contos. O projecto foi reduzir os sócios de mais de 100 mil para pouco mais de 30 mil, foi acabar com as modalidades amadoras, foi vender património, foram dezenas e dezenas de milhões de contos de prejuízo que não aparecem nos resultados, porque parte deles foram executados pelo Sporting. No caso da SAD deram-se informações falsas aos associados e à própria CMVM para a entrada na bolsa.

 

RECORD – Comos se explica isso?

JOÃO ROCHA – O que lhe posso dizer é que era tudo tão bom que ele próprio, José Roquette, ia subscrever capital e a primeira coisa que fez quando saiu foi vender todas as acções da SAD que tinha comprado. Isto levou os sócios a perderem quase 14 milhões de contos só na subscrição e nos resultados negativos.

 

RECORD – Você assistiu a isso sem nenhum tipo de reacção?

JOÃO ROCHA – Antes pelo contrário. Numa assembleia da SAD e para defender os interesses do Sporting, lembrei que ao abrigo do Artº 35, a Sociedade tinha de acabar, mas havia uma possibilidade que era a reavaliação dos jogadores, repondo capital necessário na SAD para esta não ser extinta.

 

RECORD – Muito objectivamente, na sua opinião, José Roquette é o responsável pelo actual passivo do Sporting?

JOÃO ROCHA – O Projecto Roquette liquidou o Sporting. Disso já não restam dúvidas. Queria gerir o clube ditatorialmente e a primeira coisa que fez foi fechar as portas aos jornalistas nas assembleias gerais. No meu tempo, havia uma bancada só para os jornalistas. Não tínhamos receio de nada.

 

RECORD – Recordo-lhe que na altura da entrada de José Roquette foi dito por muitos elementos do universo leonino que o clube se encontrava em falência técnica. Lembra-se?

JOÃO ROCHA – Quando José Roquette entrou, o clube estava numa situação caótica, mas ele aceitou um passivo de 4 milhões de contos e, actualmente, ascende a 60 milhões de contos. É uma diferença enorme. Mas esse não é o grande problema. É preciso ter em conta os prejuízos, os quais foram colmatados com a venda de património e a reavaliação de todo o activo, incluindo jogadores. Esses prejuízos não foram contabilizados.

 

RECORD – Mas o clube também se valorizou patrimonialmente. Concorda?

JOÃO ROCHA – Fez-se a Academia e o estádio, mas nada disso é do Sporting. Mesmo que se venda aquilo que se está a propor vender, ainda vamos continuar a dever o estádio, que é fruto de compromissos com a banca e do contributo de alguns sócios que ajudaram em muitos milhares de contos, comprando lugares cativos.

 

RECORD – Um projecto totalmente falhado, no seu ponto de vista. Porquê?

JOÃO ROCHA – É muito simples. José Roquette julgava que o Sporting era uma operação tão fácil com a do Totta, em que ele, numa operação ilegal, ganhou 20 milhões de contos sem pagar um tostão de impostos e, ainda por cima, acabou por comprometer aquele que foi recentemente eleito Presidente da República, Cavaco Silva.

 

RECORD – Uma forte acusação. O que sabe desse processo?

JOÃO ROCHA – Não quero falar nisso neste momento, porque me interessa mais o Sporting.

 

RECORD – Lembro-me que durante o mandato de José Roquette, você se revoltou com acordos que nunca ficaram esclarecidos, nomeadamente entre o Sporting e o FC Porto. Quer revelar pormenores em relação a isso?

JOÃO ROCHA – Havia um projecto com o FC Porto que era muito prejudicial para o Sporting. Era mesmo inqualificável. Insurgi-me num Conselho Leonino e numa assembleia geral. Era um projecto gravíssimo que só podia sair da cabeça de um indivíduo sem responsabilidades. José Roquette dizia que era um projecto válido, porque era a única maneira de Sporting e FC Porto estarem sempre representados na Liga dos Campeões.

 

RECORD – Vai concretizar ou continuar a guardar trunfos?

JOÃO ROCHA – Não digo mais nada sobre isso. Foi falado no Conselho Leonino e eu disse ao líder da AG para mandar calar sobre essa informação, que foi longe demais. Disse-lhe ainda que o resumo do acordo com o FC Porto devia ser gravado de tão grave que era, porque talvez fosse necessário que essa gravação viesse a ser pública na defesa dos interesses do Sporting e dos seus sócios. Não vejo o desporto assim.

Imagine-se...

... cada um de vós, presidente do Sporting.

Constatam que há um ou dois, ou quiçá mais, jogadores em que se projecta um enorme potencial. Porém o Sporting não é dono de 100% do seu passe.

Como presidente do Sporting como havemos de proceder?

 

1 – Não fazer muito alarido e tentar comprar o que resta do ‘passe’ deste jogador, pela melhor verba possível, junto do clube que detém o remanescente desse ‘passe’?

 

ou

 

2 – Anunciar a ‘sete ventos’ que esse jogador é um craque, é uma maravilha, que o Sporting irá fazer fortunas com a futura venda do seu ‘passe’ e depois ir negociar a compra do que resta do ‘passe’, junto do clube que detém o remanescente desse ‘passe’?

Vandalismo, onde?

(foto CM)

Leio esta notícia, num qualquer site de jornal (sem registo Nónio, que melga!) «adeptos do Benfica respondem a vandalização de mural com novas pinturas de glórias do clube» e, confesso, fico com uma grande dúvida:

Esta pintura mural não representa, ela própria, um acto de vandalismo?

Reparo que se trata de um espaço público e não acredito que nenhum poder público tenha dado qualquer autorização para ela existir.

Assim sendo onde está o acto de vandalismo?

Pintar aqueles retratos ou colocar, sobre eles, umas boas bigodaças.

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