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És a nossa Fé!

Campo nº 8 da Academia: Paulo Futre

Leio que a direcção do Sporting irá homenagear Paulo Futre, atribuindo o nome deste antigo jogador ao campo nº 8 da Academia, juntando-se a Aurélio Pereira (campo principal), e a outros nomes a homenagear como Vítor Damas (campo n.º 2), Manuel Fernandes (campo n.º 3), Hilário da Conceição (campo n.º 4), Cinco Violinos (campo n.º 5), Luís Figo (campo n.º 6), Rui Jordão (campo n.º 7).

 

João Távora, no texto infra, recorda que ter uma “conduta irrepreensível” era uma das condições para alguém pertencer ao clube. Não pondo em causa o sportinguismo deste antigo jogador, e recordando essa “conduta irrepreensível”, lembro-me do passado deste jogador no clube, nomeadamente «a falta de condições psicológicas» para continuar no Sporting e o trocar pelo FCPorto, assim como mais tarde, por causa de outras condições – que afinal sempre foram as mesmas, voltar a preterir o Sporting a favor do Benfica.

 

Assim, se permitem, pergunto: concordam com esta decisão da direcção?

 

Eu não.

Um novo Demiral?

Leio que Pedro Mendes vai ser emprestado ao Almeria, clube da segunda divisão espanhola. Segundo a notícia, este clube fica com uma opção de compra obrigatória num determinado valor. Porém, não leio em nenhum lado o óbvio: que o regresso ao Sporting esteja salvaguardado.

Perante isso fico estupefacto e ocorre-me perguntar se a lição «Demiral» não foi assimilada pelos actuais dirigentes do Sporting.

O polvo (novamente se fala dele)

«Este clube é como um polvo de influência. Há um pormenor muito importante sobre o qual quero que o público pense. Ao mesmo tempo que as autoridades portuguesas enviavam um pedido às autoridades húngaras para alargar o meu mandado de detenção europeu, o ministro dos Negócios Estrangeiros da Hungria recebeu dois bilhetes VIP para jogos do Benfica e teve encontros no estádio do Benfica. Isto é o Benfica.»

(Rui Pinto, citado pelo Expresso)

30 de Agosto de 1977

Faz hoje 43* anos que Rui Jordão vestiu pela primeira vez a camisola do Sporting, num jogo contra o Vasco da Gama.

 

«Sporting 2 – Vasco da Gama, 1

 

JORDÃO – AQUELA MÁQUINA

BRASILEIROS… AQUELA «BRONCA»

 

Numa noite verdadeiramente convidativa para a prática do futebol, o Sporting derrotou (2-1) o Clube de Regatas Vasco da Gama, num encontro que não fora as «fitas» incríveis rubricadas por alguns vascaínos até podia, ainda hoje, estar a ser saboreado por todo aquele público que ocorreu ao estádio José Alvalade como uma agradável recordação. De facto, embora tudo possa esperar-se das equipas brasileiras – e muito particularmente de alguns dos seus craques – a verdade é que começa a saturar ver tamanhas manifestações de indisciplina. Os brasileiros não têm necessidade de exibir aquele reportório de má criação. O futebolista brasileiro tem futebol de sobra para vencer e convencer. O resto… é resto.

Entretanto numa análise ao que foram os noventa minutos do desafio, temos que a actuação do «team» leonino, para princípio de época – como soe dizer-se – não deixou de impressionar de maneira muito favorável. A ganhar plena ligação entre os seus sectores, o «association» sportinguista está agora a beneficiar de uma movimentação mais competitiva, graças a uma velocidade que os seus homens do meio-campo estão a evidenciar e que chegou a contagiar as bancadas. Na verdade, os últimos minutos tiveram sabor de campeonato. Houve competição. Aconteceu futebol e o público fez-se ouvir nas suas múltiplas maneiras de marcar a sua presença, agrado e… desagrado.

A par disso, a apresentação do angolano Jordão foi aliciante de tomo. De que quase será escusado falar…

Preocupados com as intenções atacantes denunciadas pelo Sporting, os brasileiros iniciaram a partida recolhidos num 4-3-3 que bem cedo começou a viver a intranquilidade provocada por hábeis, rápidas e perigosíssimas «tabelas» rubricadas por Keita e Jordão.

Não obstante, foi à passagem do primeiro quarto-de-hora que o marcador não funcionou por um triz… E a favor dos cariocas… Um cabeceamento de Roberto apanhou Valter em falso… Na circunstância valeu Da Costa que, sobre a linha de golo evitou o pior. Pouco depois, o mesmo Roberto fez nova ameaça.

À meia hora e espevitado por estes dois pequenos sustos, o «onze» de Paulo Emílio passou a descer com mais frequência e maior perigo à área brasileira. Contudo, Mazzapolli, opôs-se com determinação, ficando «tocado» num lance em que disputou a bola com Jordão.

Para o segundo tempo, depois de tentativas «leoninas», bem gizadas, para levar de vencida a defesa vascaína, temos que à passagem do sétimo minuto a «bronca» instalou-se no relvado. Um desentendimento entre Artur e Roberto foi o princípio. Abel meteu-se ao barulho e a partir daí a partida endureceu em prejuízo do futebol que até estava a ser bem aceite por relativamente bem jogado.

... E o golo havia de aparecer. A vinte minutos do fim, aproveitando uma «fífia» de Valter, Roberto «Dinamite» «estoirou» e... a bola só parou no fundo das redes do azarento guarda-redes sportinguista.

Inconformado, o Sporting lançou-se ao ataque na ânsia, natural, de alcançar um empate que justifica plenamente. Confiantes, os vacainos iam tentando tudo para congelar o jogo pelas zonas de meio-campo, lateralizando e… entretendo. Até que a sete minutos do fim, nova «bronca». Fraguito, junto à área brasileira é impedido de jogara abola e Nemésio de Castro não hesita. É «penalty»… É «sururu»... É bom e... o feio! Jordão atira e apanha a devolução da bola que «estalara» na barreira adversária e dos pés do angolano à baliza foi um ápice... Era o empate e... continuação do «sururu». Feio.

Nos últimos instantes o mesmo Jordão apanha a equipa vascaína em «contrapé» e disparado para abaliza tenta fintar o guarda-redes que não foi de cerimónia... Falta do «keeper» e «penalty»...

«Penalty» e... golo do Sporting. (…)

 

Sob a arbitragem de Nemésio de Castro, as equipas alinharam:

SPORTING: Valter; Artur, Laranjeira, Manaca e Da Costa; Vítor Gomes Fraguito e Baltasar; Barão, Jordão e Keita.

VASCO DA GAMA: Mazzapolli, Orlando, Abel, Geraldo, e Marco António; José Mário, Hélinho e Dirceu; Wilsinho, roberto «Dinamite» e Ramon.

 

Golos: Roberto «Dinamite» (70 m) e Jordão (84 e 90 m)

Substituições: Orlando por Geninho (45 m) e Wilsinho por Paulo Roberto (71 m)»

 

In. Record, n.º 2976, de 2 de setembro de 1977

 

 

(*) 43, este é, igualmente, o número de vezes que Rui Jordão vestiu a camisola da selecção nacional.

27 de Agosto de 1975 (b)

Ontem chamei a atenção para os 45 anos da estreia de Manuel Fernandes com a camisola do Sporting.

Foi triste verificar que a grande maioria dos comentários, quase a totalidade, não se referissem a esta figura maior do nosso clube em tons elogiosos tendo sido omitido o grande atleta que foi, quiçá - triste se assim for - por desconhecimento, e relevado o seu papel enquanto comentador e as suas «peripécias» com Bruno de Carvalho.

Recordo que Manuel Fernandes permaneceu no clube, manteve-se fiel ao seu amor pelo Sporting (nos moldes em o comentário de Pedro Oliveira refere), numa altura em que alguns dos nossos principais atletas “sairam para o FCPorto”. Não crítico, nem faço juízos de valor sobre o sportinguismo daqueles que nessa altura tomaram esse caminho e mais tarde regressaram noutras funções (treinador, dirigente), mas registo que saíram para um rival tendo defrontado o Sporting como adversário. Manuel Fernandes não, tendo sido aliciado por esse clube, ficou.

Manuel Fernandes foi um dos melhores avançados que o Sporting teve. Tendo sido «Bota de Prata» na época de 1985/86 não foi, injustamente, convocado para o «Mundial de ‘86» e é o recordista de golos marcados num só jogo entre o Sporting e o nosso eterno rival. Tal como Peyroteo, não teve a saída do clube que merecia, sendo dispensado por um tal de Keith Burkinshaw.

 

Para mim, juntamente com Carlos Lopes, Manuel Fernandes é, daquelas que tenho memória, a figura maior do Sporting. Foi o meu ídolo de infância, início de juventude.

27 de Agosto de 1975

Faz hoje 45 anos que Manuel Fernandes vestiu pela primeira vez a camisola do Sporting, num jogo contra o Académico (sim, Académico*) de Coimbra.

Na crónica do jogo, assinada por Carneiro Jacinto no jornal Record, pode ler-se que Manuel Fernandes, neste seu primeiro jogo com a camisola do Sporting, tentou «justificar a ausência de um goleador da craveira do seu antecessor – Yazalde.»

 

«O jogo

Estádio de Alvalade

 

SPORTING – Damas, Barão, Mendes, Amândio e Inácio; Tomé, Baltasar e Fraguito; Marinho, Manuel Fernandes e Chico.

 

Substituições: Aos 56 m., Inácio cedeu o lugar a Da Costa; aos 65 m., Zezinho, Valter, Garcês e Paulo Rocha renderam Barão, Baltasar, Amândio e Chico; aos 72m., Jesus rendeu Tomé (lesionado)

 

 

ACADÉMICO – Manafá; Brasfemes, Alhinho, José Freixo e Martinho; Gervásio, Gregório, Mário Campos e Costa; Daniel e Manuel António.

 

No 2.º tempo, o Académico apresentou Marrafa; Brasfemes, Belo, Vítor Freixo; Artur Jorge, Crisóstomo e Costa.

Aos 72 m, Gervásio regressou para render Costa

 

Ao intervalo: 2-2

 

Golos:

1 – 0, aos 9 m., por Manuel Fernandes, na transformação de uma grande penalidade;

2 – 0, aos 18 m., por Baltasar;

2 – 1, aos 23 m., por Daniel;

2 – 2, aos 37 m., por Gregório na transformação de uma grande penalidade;

3 – 2, aos 65 m., por Marinho;

4 – 2, aos 78 m., por Vítor Manuel, na própria baliza;

4 – 3, aos 79 m., por Zezinho, na própria baliza;

5 – 3, aos 89 m., por Manuel Fernandes.»

 

In.: Record, n.º 2680, de 28 de Agosto de 1975

 

[*] – Após o 25 de Abril de 1974, a academia coimbrã votou, em Assembleia Magna, a dissolução da Secção de Futebol, sob pretexto de um falso amadorismo, porém para que a «Briosa» não desaparecesse, criou-se o Clube Académico de Coimbra, o qual teve como primeiro presidente José Júlio Couceiro, pai do ex-candidato à presidência do Sporting José Couceiro. Na época de 1984/85 volta a reaparecer a Associação Académica de Coimbra, como Organismo Autónomo de Futebol.

Manifestações…

Ocorreu ontem uma manifestação “a pedir as demissões de Frederico Varandas e Rogério Alves”.

Não sendo um entusiasta desta direcção, entendo que não é com manifestações que seja encontrada a melhor solução para o Sporting.

 

A propósito de manifestações, a favor ou contra, ocorre-me este texto de Mário Henrique-Leiria:

 

«A multidão invadira a praça, rodeando a estátua que lá em cima apontava, imperativa, a grande glória da pátria. Espezinhando canteiros, inundando ruas adjacentes, vociferante. A manifestação.

Os gritos indicados. Guinchos. Várias crianças à procura da mãe e do pai.

Era o apoio. Incondicional, ininterrupto, ao primeiro-ministro.

Ali, na praça enorme e paciente.

O primeiro-ministro olhou por uma das janelas, no terceiro andar antiquíssimo do Paço Ministerial. Sorriu levemente. Apalpou a cara, passou uma das mãos pela lapela do casaco, numa carícia inconstante. Acenou com a cabeça, discreto, um pouco irónico, ao ministério perfilado no fundo da Sala dos Actos.

Dirigiu-se à varanda alta, sobre a praça apoplética.

Abriu a janela num gesto amplo e paternal e deu um passo em frente.

Ouviu-se um som murcho e abafado, uma espécie de pafff das bandas desenhadas, lá em baixo no empedrado decorativo que circundava o Paço.

Alguém tirara a varanda. Toda.»

 

 

LEIRIA, Mário Henrique - Novos contos do gin, seguido de Fábulas do próximo futuro. 2ª ed. Lisboa : Estampa. 1978. p. 195

 

Mário Moniz Pereira

 

Faz hoje quatro anos que faleceu Mário Moniz Pereira, figura maior do Sporting, do desporto mundial e da cultura portuguesa.

O Pedro Correia deixa aqui um texto sobre dívidas, porém há uma dívida que o Sporting terá de cumprir: a construção da Academia Olímpica Mário Moniz Pereira, para o Atletismo e outras modalidades do clube, ditas amadoras.

A memória deste vulto exige-o.

Amanhã é dia de S. Tiago!

1. Faz amanhã 605 anos que começou a nossa epopeia como país, partiram de Lisboa os navios que transportaram os conquistadores de Ceuta, que marca o início da nossa gesta.

Que seja simbólico este dia, para abrir novos rumos àqueles que saem de sua casa para conquistar um novo destino.

2. Amanhã é o dia de aniversário do meu filho: 20 anos. Ele não liga muito a futebóis, porém amanhã quererá que o Sporting ganhe. Tal como todos nós!

2. Em Coimbra, a Cruz de Santiago integra o emblema do clube "futrica" da cidade – agora numa segunda vida: o União de Coimbra. Esteve uma única vez na Primeira Divisão, na época 1972/1973.

«Parece que já os estou a ver, diz o sr. Anastácio...

... a bola é posta em jogo e os nossos avançam como leões!

Coates (1) recebe a bola e passa a Quaresma (2), Quaresma (2) dribla Alex Teles (3) que se estende ao comprido e passa a Nuno Mendes (4), Nuno Mendes (4) recebe a bola e passa a Wendel (5), Wendel (5) passa a Plata (6), Plata (6) centra e Jovane (7) completamente isolado, corre para a baliza e chuta, golo!

Golo!”. E derruba o tampo da mesa.

“Ai meu Deus, que aconteceu? Mas que foi isto?” diz a sua mulher Carlota ao entrar de rompante na sala.

“Foi o senhor Anastácio que meteu um golo.»

 

-----

(1) - Canário no original. (2) - Travassos no original. (3) - Guilhar no original. (4) - Vasques no original. (5) - (Wendel) Albano no original. (6) - Jesus Correia no original. (7) - Peyroteo no original.

 

Uma decisão imparcial?

tiagomartins2.jpg

(Imagem retirada daqui)

«[O] Árbitro

 

A figura número um do jogo… não joga, isto é, não chuta. É o primeiro a entrar em campo e o primeiro a entrar em acção, apitando para o desafio começar, do mesmo modo que lhe caberá também a última palavra: apitadela que põe termo ao encontro. O árbitro não pode ser encarado como inimigo, temos de o ajudar, até porque é muito difícil a sua tarefa: velar pelo cumprimento das regras do jogo. Pode errar, como homem que é, mas, em princípio, o árbitro tem sempre razão, sabe as regras, é um amigo mais que também entra no jogo. Não lhe chamem imparcial, porque ele pode afinar e com alguma razão. Se é árbitro, é imparcial, isto é, não é parte, não é parceiro, está fora das equipas, está acima. Chamar-lhe imparcial é admitir que ele não o pode ser, compreendem?... E ele pode não gostar.»

 

In.: PINHÃO, Carlos – Abril futebol clube. 1ª ed. Lisboa : Vega, 1991. p. 87

 

Ennio Morricone

Faleceu hoje o compositor italiano Ennio Morricone, autor de inúmeras bandas sonoras inesquecíveis que fazem parte do nosso imaginário.

Destaco esta, o tema de abertura da série italiana «La piovra», em português «O polvo» - transmitida em Portugal nos finais dos anos ’80 e retrata a luta de um inspector de polícia e a sua luta contra a máfia.

Creio que esta banda sonora seja a que melhor se adequa ao futebol português.

 

Foi com a música deste compositor e a voz de Dulce Pontes que o novo Estádio de Alvalade foi inaugurado.

A nossa homenagem!

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