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És a nossa Fé!

A madalena de Proust

Ontem, em casa da minha mãe, encontrei uma antiga e pequena camisola do Sporting que, em criança, vestia... tive o meu momento de «madalena de Proust».

 

«No primeiro volume de Em Busca do Tempo Perdido, o colosso literário de Marcel Proust, o narrador, enfastiado por um dia tristonho, é remetido para a infância quando a mãe lhe serve uma madalena com chá. O episódio tornou-se num dos excertos mais célebres de sempre, por razões que ultrapassam a literatura. A esse efeito das sensações na recuperação de memórias, a psicologia moderna haveria de chamar «efeito de Proust» ou, em termos coloquiais, «madalena de Proust».

Ontem, pelas onze e meia da noite, tive uma madalena de Proust. Estava a comer uma taça de Nestum com Mel e, de repente, tinha 12 anos outra vez e o apetite selvagem de quem passava os dias a jogar ténis. Fiquei feliz e preenchido e absolutamente certo de que dormiria nove horas (ah-ah-ah) e de que no outro dia pegava na mochila com a energia de um pré-adolescente.

Isto aconteceu porque a comida nunca é só o que está na comida. A comida é, sobretudo, o que está na cabeça. Nestum está na minha cabeça e está bem, a baunilha sintetizada não é o mais importante. Dito isto, é preciso saber comer Nestum com Mel. Nestum com Mel tem três regras incontestáveis, universais e obrigatórias: o leite tem de estar frio, frio, frio a sair do frigorífico (Nestum com Mel em leite quente é como bitoque sem ovo); pelo menos um quinto da papa deve ficar à superfície (Nestum sem crocante é bosta); deve-se colocar pouca quantidade, para que a papa imersa não se torne pastosa e se mantenha leve.

Agora, não abusem. Como tanta coisa que sai da Nestlé, aquilo está cheio de açúcar. Daquele que dá cabo da memória.»

 

Felner, Ricardo Dias – O homem que comia tudo. Lisboa : Quetzal, 2020. pp. 215, 216

Pelé em Alvalade

Este comentário de Francisco Melo, sobre os 60 anos de Maradona, onde questiona se Pelé alguma vez vestiu “o manto sagrado”, despertou em mim curiosidade em verificar se isso alguma vez aconteceu.

Não encontrei nenhuma foto, mas encontrei a crónica do jogo que Pelé fez em Alvalade a 19 de Junho de 1959.

Aqui fica:

- | -

SPORTING, 2 – SANTOS, 2

OS «LEÕES» SÓ NÃO GANHARAM PORQUE FORAM INFELIZES

 

Quem ontem à noite se deslocou ao Estádio de Alvalade, por certo, não deu por mal empregado o seu tempo.

Se a partida não chegou a atingir, por parte dos brasileiros, o nível que se previa, deve-se o facto à boa réplica da turma «leonina» que em noite de inspiração, deve ter feito o séu melhor encontro da época.

Tecnicamente, não poderá negar-se categoria ao grupo brasileiro. O domínio de bola de todos os seus jogadores, a troca do esférico, a «presença» a meio campo, foram atributos que os sul-americanos denunciaram em larga escala. Simplesmente, nas disputas de bola e no perfurar a defesa contrária os brasileiros já se não apresentaram tão à vontade.

O motivo daqueles senões saltaram à vista por virtude da equipa «leonina», sem temor pelo adversário, jogou com o saber e jeito suficientes para neutralizar a acção dos «santistas». E, se uma das turmas houve que se mostrasse surpreendida, por certo foi a dos visitantes que não a lisboeta.

Durante o primeiro tempo, o Santos foi muito igual. Moroso, jogando muito para os lados, preferindo tentar romper pelo meio. Ao vagar com que os brasileiros puseram no jogo, respondeu o Sporting com uma vivacidade que não deveria, encontrar-se nas previsões, dos sul-americanos.

A defesa dos «leões» bem fechada, neutralizava, um a um os ataques, ao «relanti» do grupo de Pelé. Este e Coutinho, secundados por Álvaro, bera tentaram romper, no seu passe miúdo desfeitear o sector defensivo dos lisboetas, a que Julius emprestou uma colaboração que bem se casou cora a autoridade do «trio», Lino-Morato-Hilário.

Uma vez fechadas; as ofensivas dos brasileiros, o Sporting partia para o ataque. Apoiada, e bem, por Osvaldinho,. a linha atacante leonina, dava-se em se movimentar de tal modo que a defesa «santista» via-se e desejava-se para suster o seu ímpeto e desenvoltura.

Assim, apareceu o primeiro golo da partida, aos 13 minutos, num lance em que Hugo, com um toque subtil, colocou a bola ao alcance de Morais para este rematar vitoriosamente. O tento leonino, não chegando para quebrar o ritmo moroso do Santos, contribuiu, ainda, para que o Sporting, se mantivesse em plano de mais relevo, com o sector atacante, bem movimentado por Faustino, Fernando e Diego, a criar lances de perigo para as redes de Carlos, o guardião brasileiro. E, quando o intervalo chegou, a impressão causada pelo Santos não era de molde a justificar a fama de que vinha rodeado.

No segundo tempo, e enquanto as equipas apresentaram as mesmas formações iniciais, ainda o Sporting foi a de mais destacada iniciativa. O Santos, continuava, enervantemente moroso e os «leões» activos e mexidos a procurarem aumentar a marca.

E, o Sporting, fez o segundo golo. Morais correu pelo seu lado, passou Ramiro e de cima da «linha de baliza» centrou atrasado, por alto. Faustino, que seguiu o lance, em movimento, entrou bem de cabeça... e Carlos foi buscar o esférico ao fim da rede.

O Santos deve ter sentido o golo que alterava o marcador para 2-0, a favor dos lisboetas. Jair, entrou a substituir Fiote e a equipa brasileira , pareceu mais arrumada. O ataque tornou-se mais preciso, e embora um cansaço compreensível, dada a série de jogos que a equipa vem de disputar cm tão curto espaço de tempo, deu-se em lutar melhor, procurando rematar mais amiudamente.

Cerca do quarto de hora, Durval, correu pela direita, ultrapassou Hilário, centrando forte, a meia altura. Osvaldinho, virado para as suas balizas, tentou interceptar, mas a infelicidade levou-o a dar à bola o caminho do golo. Assim, chegou o Santos ao 2-1.

Já mais assente, a turma do Santos fez das fraquezas forças, e tornou-se mais profícua, com Jair a encher o rectângulo. E, a bola, perto da «grande área» do Sporting, passou a ser entregue a Pelé, para que este rematasse. Um, dois remates do campeão do Mundo e ao terceiro estava feito o empate. O poderoso atacante, recebendo o esférico de Jair, correu com ele, e rematou ao lado esquerdo de Octávio de Sá. Este, pareceu, por momentos, ter neutralizado com as mãos, o remate de Pelé, mas o esférico, prosseguindo, foi tocar as malhas. Estava feito o empate.

 

O TRABALHO DOS JOGADORES

JAIR SOBRESSAIU na equipa visitante

No conjunto, os brasileiros, embora revelando sempre perfeito domínio de bola, abusaram contudo das entradas menos leais, o que provocou alguns justificados protestos e constantes interrupções do jogo.

Uma e outra coisa, desagradaram completamente ao público que quase encheu o Estádio para ver em acção os paulistas e, especialmente, d «estrela» da companhia, o campeão mundial Pelé.

Este jogador não jogou, certamente, o seu melhor revelando, no entanto, excelente domínio de bola e desmarcares oportunas. Não fez muito o «internacional» brasileiro, mas o que efectuou fê-lo com consciência, e a poucos minutos do fim, com um potente remate, obteve. o golo do empate.

Após a entrada em campo do «veterano» JAIR, que empunhou a «batuta», o conjunto do Santos melhorou consideravelmente e viu-se então a acção do mestre. As suas paragens e entregas perfeitas entusiasmaram a assistência.

O jovem COUTINHO não actuou até final do encontro, mas o tempo' que esteve no terreno chegou para patentear as suas reais qualidades.

Foram, ainda, DURVAL, muito rápido com a bola, ÁLVARO bom dominador e PEPE, com esplêndido sentido de oportunidade os jogadores que completaram o ataque do Santos.

A defesa pecou, e muito especialmente PAGÃO, por jogo rijo, o que tirou brilho á sua actuação.

Na baliza, CARLOS esteve seguro e arrojado, mesmo quando saiu aos pés de Faustino.

 

FAUSTINO O MAIS DESTACADO NA TURMA DO SPORTING

OCTÁVIO DE SÁ - Irregular. Duas ou três saídas em falso. No segundo golo pareceu-nos mal batido, pois deixou-nos a impressão de que chegou a ter a bola nas mãos.

LINO - Não deu tréguas a Pepe, travando bom despique com o extremo brasileiro. E foi em maior numero os lances que ganhou do que os que perdeu.

MORATO - Colocação, rapidez e bom despacho. Um defesa-central de bom estilo e óptima presença.

HILÁRIO - Mais ousado do que os companheiros e acusando a categoria de Durval. Mas, no conjunto, foi uma permanente utilidade.

JULIUS - Um médio de alto a baixo. Boas dobragens e uma vigilância a Pelé a chamar a atenção.

OSVALDINHO - Tirando todo o partido da lentidão do ataque brasileiro, o n.º 6 dos «leões» atingiu plano de realce, quer na ajuda á defesa, quer no apoio ao ataque.

HUGO - Vivo, mas demorando um tudo nada a posse do esférico. Alguns centros de boa marca e um passe magnífico a Morais para este fazer o golo.

FAUSTINO - Bom domínio de bola, desmarcações a propósito e toques precisos, com o esférico em movimento. Um óptimo golo de cabeça. Elemento para vir a dar que falar.

FERNANDO - Movimentou-se bem, trocou a bola com a-propósito, mas parece abusar um pouco na retenção do esférico. Talvez remate pouco, mas joga muito.

DIEGO - Pontou q jogo do ataque e saiu-se bem. Ajuda aos médios utilíssima, cumprindo, cabalmente a missão.

MORAIS - Expedito e com boa velocidade. Ramiro, o defesa-direito adversário,. viu-se em dificuldade para o segurar. E, raramente o conseguiu. Fez o primeiro golo, derivando para o meio do terreno no momento próprio.

POMPEU - Jogou 10 minutos e no pouco em que interveio esteve certo.

 

 

ENTRE OS BRASILEIROS

O SPORTING «BATE DURO» E JOGA O FUTEBOL - diz PELÉ que está saturado

 

Extenuados e ainda vivendo as peripécias dp jogo, os brasileiros não deixaram de revelar a sua gentileza para com a Imprensa e Rádio, que invadiu os seus vestiários.

A um canto, quase despercebido, deparámos com COUTINHO, o mocinho de 16 anos, já «estrela» do futebol carioca, revelou:

- Foi um jogo disputado com ardor e velocidade, que me agradou, pois o Sporting provou ter grande «team» e uma «torcida que o ajudou muito.

- O empate está certo?

- Um resultado que saiu assim, justo não é? Mas nós não jogámos lá muito bem. Porquê não sei. Mas são jogos uns atrás dos outros, não acha?

- Por que foi substituído?

-Saí porque tinha «reserva» para entrar. Pois tenho 16 anos e continuo a ser ainda «guri»...

-Conhece alguns dos seus compatriotas que alinharam pelo Sporting?

- Sim, o Faustino e o Fernando desde o Brasil. Foram até meus adversários lá... São bons jogadores e o Faustino deu espectáculo.

Passámos depois a PELÉ, o discutido .«crack»’ campeão do mundo, que 1 nos surpreendeu com a maneira fácil de se expressar. Começou por dizer acerca da partida:

- Foi um bom jogo, mie seria melhor se tivesse um árbitro á altura. Prejudicou as duas equipas e o jogo, por não deixar seguir bola.

E confessou a seguir:

- O resultado está justo. Futebol é assim mesmo. O Sporting «bate duro», corre muito e joga bastante futebol. Gostei muito de Diego, Osvaldinho e Faustino, este um bom jogador, que já conhecia «di lá...».

- A sua .exibição, Pelé?

- Não agradou. Estou saturado, três jogos por semana é muito...

- Diz-se que vai ingressar no Madrid, é verdade?

- Isso é uma conversa que saiu. Comigo não conversaram nada. É melhor ficar por aqui...

E, acrescentou:

- A minha profissão é «crack» e tenho família para criar - meu pai e minha mãe. Quero jogar na equipa que pagar melhor. Depois lutarei pela sua camisa...

Na cabina encontrava-se o treinador OTTO GLÓRIA, a quem pedimos para falar do jogo, o que logo acedeu, para dizer:

- O resultado está certo, atendendo àquilo que os grupos jogaram. O Sporting esteve melhor no primeiro tempo, mas o Santos revelou-se na parte final, sem dar uma ideia exacta daquilo que pode fazer.

E, prosseguindo:

- Os jogadores brasileiros sentem-se muito cansados e além disso o Sporting não deixou jogar, lutando com ardor e jogou mesmo bem.

 

NA CABINA DO SPORTING

A ENTRADA DE JAIR MODIFICOU O JOGO

- opinião do dr. Oliveira Martins

 

Assistimos .ao jogo ao lado de VADINHO, a quem , no final pedimos opinião. O brasileiro do Sporting expressou-se assim:

- Futebol é uma coisa de mistério. O Sporting merecia um resultado bem melhor, porque jogou bem.

E, referindo-se ao Santos:

- É uma equipa muito boa, mas não está jogando bem. Acredito que joguem mais do que mostraram hoje em Alvalade. Obteve um resultado honroso.

Já na cabina, ouvimos o dr. OLIVEIRA MARTINS, dirigente «leonino», que nos disse:

- Foi um espectáculo agradável, que só não ganhámos por infelicidade. A entrada de Jair, verdadeiro mestre da bola, veio modificar o jogo e dar «vida» ao famoso Pelé, que acusou a soma de jogos feitos nesta digressão do Santos à Europa.

Depois, ouvimos o treinador IMBELLONI, que foi rápido na análise ao jogo:

- Não posso fazer uma apreciação justa do Santos, depois da equipa fazer tantos joges... Não me deslumbrou, embora o jogo me tenha agradado e ache bem o resultado fina!

- Pelé e Coutinho?

- Não os vi. Jair é que é, sem favor, a «vedeta» do grupo.

Por fim, perguntámos a OCTÁVIO DE SÁ sobre os golos sofridos. O guardião «leonino» retorquiu:

- O primeiro resultou »de um golpe infeliz de Osvaldinho e, o outro, foi o Pelé quem o rematou, não me sendo possível evitá-lo por estar «tapado»...

- Quanto aos brasileiros?

- Mostraram muito cansaço. Jair e Pepe, melhores do que Pelé e Coutinho, que só se revelaram em certos pormenores do jogo. Quando tiverem a experiência de Jair, devem vir a ser um caso sério...

 

In.: Record, n.º 832, de 20 de Junho de 1959, p. 3

Voar

 

«Voar

Não somos berlindes. Somos seres humanos, cheios de desejos e de neuroses. Estamos, sobretudo, cheios de ocupações. Viajamos com mais frequência e até mais longe do que todas as gerações do passado e estamos em contacto com uma quantidade de outras pessoas cujo número deixaria os nossos avós de cabeça a andar à roda.

Se estamos a chocar uma terrível constipação, os vírus deslocam-se connosco, dentro de nós, e disseminam-se um pouco por aqui e um pouco por ali, em Milão, em Londres, no supermercado aonde vamos às compras dia sim, dia não, em casa dos nossos pais onde estivemos a almoçar no domingo passado. O contágio é imparcial, sobretudo quando se dá através dos espirros, e é ainda mais eficaz se a maior parte dos Infetados se mantiver assintomática. Como as abelhas e o vento espalham o pólen, nós espalhamos as nossas inquietações e as nossas patologias.»

In: Giordano, Paolo – Frente ao contágio. Lisboa : Relógio D’Água, 2020. p. 39

 

Votos de que passe tudo rápido.

Devoção...

... uma palavra do universo sportinguista, vista por Louise Glück, Prémio Nobel de Literatura 2020.

 

«UM MITO DE DEVOÇÃO

 

Decidido a amar aquela rapariga,

Hades construiu-lhe um duplicado da terra,

tudo igual, até o prado,

mas com uma cama no meio.

 

Tudo igual, incluindo a luz do sol,

pois não seria fácil a uma rapariga nova

passar tão bruscamente da luz intensa à completa escuridão.

 

Aos poucos, pensou ele, faço entrar a noite,

primeiro as sombras das folhas agitadas.

Depois a lua, depois as estrelas. Depois sem lua, sem estrelas.

Que Perséfone se habitue lentamente ao escuro.

No fim, pensou ele, ser-lhe-á reconfortante.

 

Uma réplica da terra,

mas com uma excepção: amor.

Não é amor o que toda a gente deseja?

 

Ele esperou muitos anos,

construiu um mundo, observou

Perséfone no prado.

Perséfone, que amava os cheiros, os sabores.

Quem tem um apetite, pensou ele,

tem todos.

 

Não é o que toda a gente deseja sentir à noite —

o corpo amado, bússola, estrela polar,

ouvir a respiração tranquila, que significa

estou vivo, que significa ainda

estás vivo, porque me escutas,

porque estás aqui comigo. E quando um se volta,

volta-se o outro também —

 

Era o que ele pensava, o senhor das trevas,

ao contemplar o mundo que

construíra para Perséfone. Nunca lhe ocorreu

que já nada haveria ali para cheirar,

muito menos para comer.

 

Culpa? Terror? Medo de amar?

Nada disto podia ele conceber;

nenhum amante o concebe.

 

Ele sonha, pergunta-se que nome há-de pôr àquele lugar.

Primeiro pensa: O Novo Inferno. Depois: O Jardim.

Finalmente decide chamar-lhe

A Mocidade de Perséfone.

 

Uma luz ténue ergue-se acima do prado liso,

por detrás da cama. Ele toma-a nos braços.

Deseja dizer-lhe amo-te, nada te ferirá

 

mas compreende

que é mentira, e acaba por dizer

estás morta, nada te ferirá

o que lhe parece

um começo mais auspicioso, mais verdadeiro.»

 

Poemas de Louise Glück traduzidos por Rui Pires Cabral

In: Telhados de vidro, n. 12, maio 2009. Lisboa: Averno, 2009. pp. 79 - 81. ISSN: 1646-334-X

Campo nº 8 da Academia: Paulo Futre

Leio que a direcção do Sporting irá homenagear Paulo Futre, atribuindo o nome deste antigo jogador ao campo nº 8 da Academia, juntando-se a Aurélio Pereira (campo principal), e a outros nomes a homenagear como Vítor Damas (campo n.º 2), Manuel Fernandes (campo n.º 3), Hilário da Conceição (campo n.º 4), Cinco Violinos (campo n.º 5), Luís Figo (campo n.º 6), Rui Jordão (campo n.º 7).

 

João Távora, no texto infra, recorda que ter uma “conduta irrepreensível” era uma das condições para alguém pertencer ao clube. Não pondo em causa o sportinguismo deste antigo jogador, e recordando essa “conduta irrepreensível”, lembro-me do passado deste jogador no clube, nomeadamente «a falta de condições psicológicas» para continuar no Sporting e o trocar pelo FCPorto, assim como mais tarde, por causa de outras condições – que afinal sempre foram as mesmas, voltar a preterir o Sporting a favor do Benfica.

 

Assim, se permitem, pergunto: concordam com esta decisão da direcção?

 

Eu não.

Um novo Demiral?

Leio que Pedro Mendes vai ser emprestado ao Almeria, clube da segunda divisão espanhola. Segundo a notícia, este clube fica com uma opção de compra obrigatória num determinado valor. Porém, não leio em nenhum lado o óbvio: que o regresso ao Sporting esteja salvaguardado.

Perante isso fico estupefacto e ocorre-me perguntar se a lição «Demiral» não foi assimilada pelos actuais dirigentes do Sporting.

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