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És a nossa Fé!

Confirma-se

Pois confirma - para não me repetir, reproduzo o que escrevi há mais ou menos um ano:

"A situação de Peseiro no Sporting sempre foi precária. Mais do que precária: a sua saída era inevitável, fosse durante a época ou no final. Todo o sportinguista detesta o Peseiro (eu incluído): aquele ano de 2005 nunca será esquecido. Portanto, o Peseiro sempre foi um treinador de gestão, como Sousa Cintra foi um presidente de gestão.

Eu sei que o pessoal gosta mesmo é de malhar. Por isso, o Peseiro já foi brindado com as mocadas da ordem, mesmo agora na despedida. Ora, por uma vez, parece-me que Peseiro é merecedor de um agradecimento, como Sousa Cintra o foi também: naquele ambiente lunático do final da época passada, depois do que aconteceu, com meia equipa e meia direcção em debandada, em que nenhum jogador ou teinador decentes queriam vir para o Sporting, veio Peseiro. Claro que isso foi um sinal de desespero do Sporting, mas a verdade é que veio, para um sítio onde mais ninguém queria vir.

Portanto, nalgum momento Peseiro tinha de ir. O que já não percebo é o timing da saída: depois de uma derrota a jogar com a equipa Z para uma taça sem interesse (ganhámos uma vez: acho que basta para picar o ponto), depois de duas exibições convincentes, uma contra o Boavista e outra contra o Arsenal (alguém legitimamente estava à espera de ganhar ao Arsenal com esta equipa, mesmo em Alvalade?), a um ponto do Benfica, com possibilidade de o ultrapassar este fim-de-semana, a dois dos líderes do campeonato. Porquê agora? Sobretudo quando se percebe que não foi pensada nenhuma alternativa. Lá voltámos ao nosso fétiche, que é arranjar treinadores com nome holandês que ninguém sabe o que valem (e em geral não valem um caracol; a propósito, alguém me explica esta fixação: é porque os nomes soam bem? Vercauteren, por exemplo, soa tão bem). Ora, se é para arranjar um qualquer Peseiro holandês, não se percebe para que foi isto tudo.

Esperemos que Frederico Varandas não tenha cometido aqui o seu primeiro erro grave."

Freak show

Aterro em Lisboa por volta das 18 horas de sábado, vindo de umas retemperadoras férias, e preparo-me para ver confortavelmente em casa o jogo da consolidação da liderança do Sporting no campeonato. Afinal, não foi bem assim. Em contrapartida, tive o privilégio de assistir a mais um momento de pioneirismo sportinguista: parece que o Sporting é o primeiro clube na história da Primeira Liga a sofrer três golos de penálti marcados por um visitante e o primeiro dos grandes a sofrer três golos de penálti, em casa ou fora. Parabéns Sporting! Chupem Benfica e Porto! Este é um recorde que nunca baterão.

Enfim, uma pessoa sente-se logo em casa. Mas faltava ainda mais qualquer coisa para completar o quadro: no dia seguinte, começo a ver o Porto-Guimarães. Felizmente, pude ir fazer outra coisa qualquer ao fim de 50 segundos, quando o árbitro decidiu expulsar um jogador do Guimarães. Se não é outro lance pioneiro, para lá caminha. Quase no fim do jogo, volto a ligar a televisão e vejo o Guimarães com dois jogadores expulsos e o Porto a ganhar apenas por 1-0. Pois, o Sporting não joga nada, mas pelos vistos o Porto também não parece grande coisa. A diferença talvez não esteja na qualidade de jogo.

Para terminar o agradável regresso ao lar, logo a seguir dizem-me que o Benfica aplicou mais uma das habituais cabazadas ao proclamado "quarto Grande" do futebol português. Bem-vindo a casa, Luciano! Deleita-te com o freak show do futebol pátrio.

Políticas

É indispensável ler este texto d'O Artista do Dia. Nele se mostra que o Sporting foi a equipa mais indisciplinada da Liga 2018-19: foi a oitava equipa mais faltosa, a que mais cartões amarelos teve e a segunda que mais cartões vermelhos teve. Neste último caso, a par com o Benfica, é verdade, mas com consequências muito diversas, dependendo da altura do jogo em que as expulsões ocorreram: o Benfica jogou apenas 25 minutos em inferioridade numérica durante todo o campeonato, o Sporting jogou quase quatro vezes mais, 95 minutos, mais do que o tempo de um jogo inteiro. Este ano, a coisa chegou a estes extremos, mas há vários anos que vem sendo mais ou menos assim. E parece-me que é deliberado. Num campenonato em que grande parte da táctica dos pequenos contra os grandes é a sarrafada, o Sporting só pode aparecer em conjunto com eles por um esforço propositado para que assim seja.

Eu não acredito em teorias da conspiração, mas acredito em políticas. Não acho que exista uma cabala contra o Sporting, mas acho que existe uma política deliberada para criar um ou dois superclubes portugueses, como já existem por essa Europa fora, excepto em Inglaterra ( entre os cinco grandes): o Barcelona domina o campeonato espanhol (com o Real Madrid muito próximo), o PSG domina o francês, a Juventus o italiano, o Bayern o alemão (praticamente sem oposição em nenhum destes casos). Cá em Portugal, parece-me que há uma política de promoção do Benfica a este estatuto (com o Porto muito próximo). Mas para isso é preciso afastar o incómodo Sporting e pô-lo a competir numa espécie de segunda linha, onde estaria também o Braga (outro dos grandes beneficiados dos últimos tempos). Esta política não nasce propriamente da maldade de ninguém, mas dos planos cada vez mais insistentes para criar uma superliga europeia, eventualmente fechada, i.e. sempre com os mesmos clubes. É verdade que alguns desses planos não incluem muitas vezes sequer qualquer clube português. Mas haverá aqui uma tentativa de não perder o barco e dizer que há pelo menos dois que merecem lá estar (um exemplo desta conversa pode ser visto aqui). Não se julgue que isto é assim tão exótico: já existe pelo menos no basquetebol, com a Euroliga, onde jogam sempre os mesmos e entram depois uns quantos numa pequena janela de oportunidade; estes acabam invariavelmente de regresso ao seu nível secundário, por incapacidade para mobilizarem meios que os ponham a competir ao nível mais elevado.

O anterior presidente do Sporting tinha demasiados defeitos para ser presidente do Sporting, mas tinha, pelo menos, uma ideia certa, expressa na célebre "teoria das nádegas". Eu acho que essa teoria é verdadeira e que o desafio mais decisivo do Sporting nos próximos anos será resistir a estas pressões para a sua secundarização. Só espero que a direcção do Sporting tenha identificado o problema e concebido uma boa estratégia para o vencer.

Eusébios aos molhos

De facto, há coisas que nunca mudam: todos os anos o Benfica produz um "novo Eusébio" ou um "novo Cristiano Ronaldo". Eu ainda sou do tempo do Mantorras, por exemplo, mas para nos ficarmos só nos últimos três ou quatro anos já foram o Gonçalo Guedes, o Renato Sanches, o Ricardo Horta ou até o Mile Svilar (!?). Agora é o João Félix. O Vieira agradece. O pior é para os próprios (e para a nossa pachorra).

Escusávamos de ter chegado aqui

Estou cansado, por isso tenho pouco a acrescentar ao que aqui escrevi há três meses, antes de sabermos quem seria o sucessor de Peseiro. Highlights: "Em algum momento Peseiro tinha de ir. O que já não percebo é o timing da saída: depois de uma derrota a jogar com a equipa Z para uma taça sem interesse (ganhámos uma vez: acho que basta para picar o ponto), depois de duas exibições convincentes, uma contra o Boavista e outra contra o Arsenal (alguém legitimamente estava à espera de ganhar ao Arsenal com esta equipa, mesmo em Alvalade?), a um ponto do Benfica, com possibilidade de o ultrapassar este fim-de-semana, a dois dos líderes do campeonato. Porquê agora? Sobretudo quando se percebe que não foi pensada nenhuma alternativa. Lá voltámos ao nosso fétiche, que é arranjar treinadores com nome holandês que ninguém sabe o que valem (e em geral não valem um caracol; a propósito, alguém me explica esta fixação: é porque os nomes soam bem? Vercauteren, por exemplo, soa tão bem). Ora, se é para arranjar um qualquer Peseiro holandês, não se percebe para que foi isto tudo. Esperemos que Frederico Varandas não tenha cometido aqui o seu primeiro erro grave".

A isto acrescentaria apenas que julgo que, com Peseiro, por medíocre que ele seja, não teríamos sofrido a humilhação de ontem e estaríamos mais acima na tabela.

 

Diz que é a taça da carica

São estas vitórias contra a narrativa dominante que sabem melhor. Já se sabe qual é a narrativa dominante: Sérgio Conceição é a melhor coisa que aconteceu ao futebol português desde os tempos do Mantorras e o Porto é uma equipa do outro mundo. Conceição e o Porto acreditaram tanto nisto que, quando se viram a chuchar no dedo, nem perceberam o que lhes aconteceu. Vai daí, falharam todos os testes de decência: Conceição (e não só) passou ao lado dos jogadores do Sporting e largou a medalha na bancada, o outro atirou a medalha à cabeça de um desgraçado qualquer e, todos juntos, saíram do relvado antes de os jogadores do Sporting receberem a taça. Dois dias depois ainda andam a inventar desculpas ranhosas para justificarem isto.

E estamos só a falar da famosa "taça da carica". Eu até me estava a preparar para não celebrar ou chorar muito o resultado da final, dependendo do resultado. Afinal, é só a taça da carica. Mas, com o chinfrim que fizeram e ainda fazem, a coisa começou a saber melhor. Vendo bem, depois deste chavasco todo, não podem dizer que o Sporting não ganhou nada de especial, que só ganhou a "taça da carica". É que se fosse só a "taça da carica", precisamente, não faziam chavasco. Fazendo, acabam por valorizar aquilo que à partida não parecia nada de especial. Obrigadinho.

Treinador de gestão

A situação de Peseiro no Sporting sempre foi precária. Mais do que precária: a sua saída era inevitável, fosse durante a época ou no final. Todo o sportinguista detesta o Peseiro (eu incluído): aquele ano de 2005 nunca será esquecido. Portanto, o Peseiro sempre foi um treinador de gestão, como Sousa Cintra foi um presidente de gestão.

Eu sei que o pessoal gosta mesmo é de malhar. Por isso, o Peseiro já foi brindado com as mocadas da ordem, mesmo agora na despedida. Ora, por uma vez, parece-me que Peseiro é merecedor de um agradecimento, como Sousa Cintra o foi também: naquele ambiente lunático do final da época passada, depois do que aconteceu, com meia equipa e meia direcção em debandada, em que nenhum jogador ou teinador decentes queriam vir para o Sporting, veio Peseiro. Claro que isso foi um sinal de desespero do Sporting, mas a verdade é que veio, para um sítio onde mais ninguém queria vir.

Portanto, nalgum momento Peseiro tinha de ir. O que já não percebo é o timing da saída: depois de uma derrota a jogar com a equipa Z para uma taça sem interesse (ganhámos uma vez: acho que basta para picar o ponto), depois de duas exibições convincentes, uma contra o Boavista e outra contra o Arsenal (alguém legitimamente estava à espera de ganhar ao Arsenal com esta equipa, mesmo em Alvalade?), a um ponto do Benfica, com possibilidade de o ultrapassar este fim-de-semana, a dois dos líderes do campeonato. Porquê agora? Sobretudo quando se percebe que não foi pensada nenhuma alternativa. Lá voltámos ao nosso fétiche, que é arranjar treinadores com nome holandês que ninguém sabe o que valem (e em geral não valem um caracol; a propósito, alguém me explica esta fixação: é porque os nomes soam bem? Vercauteren, por exemplo, soa tão bem). Ora, se é para arranjar um qualquer Peseiro holandês, não se percebe para que foi isto tudo.

Esperemos que Frederico Varandas não tenha cometido aqui o seu primeiro erro grave.

O ano do subcão

Parece que este é o Ano do Cão, de acordo com o zodíaco chinês. Talvez também pudesse ser o Ano do Subcão (underdog) no futebol português, mas é difícil. O Sporting já está habituado a ser tratado como uma espécie de perpétuo subcão entre os três grandes. Este ano ainda mais. E com razão: não se vê a equipa a jogar nada. Claro que, em típico formato sportinguista, já se pede a cabeça do treinador. Mas vamos lá a ver uma coisa: não perdeu o Sporting aquele que os sportinguistas consideravam ser o melhor médio defensivo de Portugal e arredores? Não perdeu aquele que os sportinguistas consideravam ser o ala mais espectacular desde o ala mais espectacular que o Sporting produziu desde o ala mais espectacular que o Sporting produziu desde o Cristiano Ronaldo? Não perdeu o melhor guarda-redes do mundo (ou algo do género)? Ainda por cima, Dost e Mathieu não têm jogado.

Pois, o Sporting não joga nada, mas verdade também seja dita que já não se vê o Sporting jogar nada vai para dois anos e tal, desde o primeiro ano do Jesus, quando não havia competições europeias a atrapalhar. Nos anos seguintes, houve sempre uma qualquer desgraça pós- ou pré-europeia, desde os 3-1 em Vila do Conde até aos 3-3 em Guimarães. Ainda por cima, estamos a falar de dois dias de descanso com ida-e-volta à Ucrânia. Ah pois, não serve de desculpa, mas a verdade é que serve. A única coisa que não percebo é porque é que não jogou o Sporting hoje, em vez de ontem.

Ainda tínhamos o Rui, o Coentrão, o William, o Adrien, o Gelson, o Dost e o Mathieu e já jogávamos este futebol de subcão. Muito tem feito o Peseiro para aquilo ainda parecer uma equipa de futebol.

O homem certo?

Estive fora da pátria querida durante muito tempo, mas acompanhei a campanha ao longe e cheguei mesmo a tempo de votar. O resultado das eleições já se nota. O Sporting desapareceu das notícias por causa de merdices incompreensíveis e passou a aparecer por bons motivos: por exemplo, por causa de uma miúda sueca gira que namora com o presidente. Assim, o espaço pode ficar todo para quem de direito: o Benfica e os seus esquemas manhosos. Bruno de Carvalho bem tenta continuar a tirar o Benfica da má imprensa - já estive mais longe de achar que isto não é acidental. Mas felizmente agora ninguém lhe liga muito.

O delírio dos últimos tempos de Bruno de Carvalho não ofusca o facto de ele ter desempenhado um papel muito importante depois do annus horribilis de 2013. Naquela altura, era preciso pôr o pé na porta e berrar contra o duopólio Porto-Benfica que se estava a tentar construir (as célebres "nádegas"). O problema de Bruno de Carvalho foi nunca ter conseguido passar do registo esfera demolidora para outro, que aqui já há algum tempo chamei "smart". A certa altura, esse estilo transformou-se num caso de manicómio, desastroso até para o próprio clube, que esteve outra vez por momentos à beira do colapso. Carvalho estava certo sobre a corrupção fundamental do Benfica, sobre o vídeo-árbitro (e a "verdade desportiva"), sobre a necessidade de fazer do Sporting um clube mais popular. Foi por isso que votei nele. Se alguma coisa, Varandas tem de agarrar esta agenda e continuá-la. Mas, precisamente, de maneira mais "smart": menos barulho, mais trabalho, mais concentração, mais profissionalismo. Até agora, parece estar a desempenhar bem o papel.

O mais difícil

O mais importante está feito. Agora, vem o mais difícil. O mais difícil é, desde logo, pegar no amontoado de destroços resultante dos últimos meses passados a caterpillar. Mas também é evitar as retaliações. Parece haver muita gente com vontade de devolver na mesma moeda a forma como foi tratada por Bruno de Carvalho. Não me parece bem. O caso deve ser tratado no domínio que lhe é próprio: o do delírio e da paranóia. É esquecer. Fundamental é agora arranjar candidaturas que sejam capazes de sarar a horrível ferida que se abriu no clube. Lá está, é o mais difícil. Mas tem de ser possível.

Dúvida

A minha única dúvida neste momento é se os últimos meses que destruíram uma época, ou melhor, que destruíram os cinco anos anteriores todos; e que destruíram a próxima época (e quantas mais seguintes, de resto?), no início da qual nos apresentamos com um treinador de quinta categoria e sem os melhores jogadores do plantel; são resultado de uma patética imaturidade e incapacidade para dirigir qualquer estabelecimento para além da tasca de esquina (e mesmo essa...) ou se são um plano deliberado para fazer qualquer coisa do Sporting que não é o clube que conhecemos: a sucessão de actos inomináveis nas últimas semanas indicia esta última hipótese. Seja qual for a alternativa, é insuportável. Como o próprio homem é insuportável e danoso. Mesmo com ele fora vai ser difícil. Mas com ele lá tornou-se impossível.

Alguma coisa na tola

Independentemente de tudo o resto (e que não é nada pouco), o seguinte basta: quem presidiu ao descalabro de uma equipa de futebol que era competitiva e se desmoronou em poucas semanas; quem presidiu ao ataque a uma equipa de futebol durante um treino; quem presidiu à fuga a custo zero dos cinco melhores jogadores dessa equipa; é profundamente incompetente como dirigente. Se tivesse alguma coisa na tola, ia-se embora.

Agora é que é!

Pronto, agora que nos livrámos das maçãs podres, o campeonato do ano que vem está garantido. Veja-se o dream team:

Treinador: Bruno de Carvalho

Guarda-redes: Bruno de Carvalho

Defesa: Carlos Vieira, Rui Caeiro, Alexandre Godinho e Bruno de Carvalho

Meio campo: José Quintela, Luís Gestas, Luís Roque e Bruno de Carvalho

Ataque: Bruno de Carvalho e o jogador revelação do campeonato da Cochinchina: Bruno de Carvalho

O Sporting da Maria Alexandra

Agora descobriram a "Maria Alexandra", essa sim uma verdadeira sportinguista. Sabendo eu como são feitos estes programas em que a opinião pública expressa "espontaneamente" as suas ideias, a Maria Alexandra é uma sportinguista tão espontânea quanto o famoso Pedro "Fernando Santos" Guerra é um espontâneo benfiquista. De resto, os argumentos estão lá todos muito certinhos: a culpa é dos jogadores, o presidente é que dá o corpo às balas.

Esta coisa da culpa dos jogadores realmente cansa e é trágico: os jogadores são a mesma coisa aqui ou no Porto e no Benfica. Se não rendem o mesmo do que lá, o problema não é deles, é da organização. E o responsável principal pela organização é o treinador, seguindo-se a ele o presidente. Não venham com a história dos "mercenários": "mercenários" são o Ronaldo, o Messi, o Salah, mas não é isso que leva ninguém a deitá-los abaixo. Mudem os jogadores todos e ponham lá uns novos, se a organização não muda, o resultado é o mesmo.

Quanto ao presidente que dá o corpo às balas, importa saber que balas são essas e quais as balas que ele próprio atira. Para mim, já seria suficiente vê-lo a dar o corpo às balas na véspera da Taça de Portugal a dizer que a culpa de os jogadores terem levado porrada em Alcochete tinha sido deles próprios; assim como seria suficiente vê-lo na mesma ocasião a dizer mal do Rui Patrício. Do Rui Patrício? A sério? Mas a isto soma-se a entrevista ao Expresso uma semana antes do jogo da Madeira e uma série de intervenções do mesmo género, ao longo dos anos, que sempre deram imenso jeito aos rivais do Sporting. O ano passado, por exemplo, lembrou-se de atacar os adeptos. Este ano, lembrou-se de suspender os jogadores uns dias antes do jogo com o Atlético de Madrid. Um clássico sportinguista é dizer que a Comunicação Social é benfiquista e só dá destaque positivo ao Benfica e negativo ao Sporting. Pois esta época o presidente do Sporting conseguiu sempre retirar o Benfica da luz negativa da Comunicação Social e pôr lá o Sporting. Até chegarmos a esta semana horrível. Na crise (mais uma) de Janeiro-Fevereiro de 2017, ainda acreditei que tanto o treinador como o presidente corrigissem estes aspectos que poderiam ser fatais. Um pouco mais tarde, nas eleições, ainda esperei uma mudança. Nada mudou. Já dei para o peditório.

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