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És a nossa Fé!

Algum conforto

Algum conforto que todos os Sportinguistas precisam, ou melhor quase todos, menos aqueles que passam os jogos a insultar jogadores e a salivar pelo insucesso.

Conseguimos vencer o Moreirense e consolidar a 3.ª posição na Liga (o Famalicão não é destas coisas nem destas contas), vencemos no Funchal e somos os líderes nos sub-23, no andebol esmagámos o Benfica e no basquetebol o Porto, vencemos também no hóquei em patins e no futsal.

Infelizmente o Luís Neto aleijou-se quando estava até em muito bom plano e não sabemos quando vamos voltar a contar com ele. Foi o pior deste fim de semana.

Quanto à exibição contra o Moreirense, foi a do costume. Difícil pedir mais a um onze que nunca deve ter jogado junto e sem ponta de lança. Foi improvisar e lutar, lutar e improvisar, rematar e rematar seja o que for que esteja à frente, até que entrado finalmente o único ponta de lança do plantel, o melhor em campo, Mathieu, improvisou um centro, e LP9 correspondeu com um golo... à ponta de lança. Coisa que nem Jesé, Vietto ou Bolasie conseguiriam fazer numa centena de jogos, ou conseguiram fazer em toda a sua carreira (aqui é um mero palpite, se alguém me conseguir mostrar um golo assim, tenho que pedir desculpa).

Depois veio Silas falar em boa exibição, quase 8 em 10 e... desisto.

SL

Competência e falta dela

Esta jornada dupla em Barcelos (que nos custou a aproximação perigosa do Braga e Guimarães na Liga e não nos livrou da eliminação na Taça da Liga) e aquilo que continuamos a ler e a saber do futebol do Sporting vieram ainda mais pôr a nu a incompetência da actual estrutura e o consequente estado de abandono e descontrolo emocional dos jogadores, entre os excessos de alguns e a falta de alegria e confiança e o olhar cabisbaixo doutros.

Temos um director desportivo que não dá a cara e que sonha em "encaixar no mercado de Janeiro para reforçar o plantel", e ouvimos que Acuña, Coates, Wendel e agora Palhinha estão à venda por tuta e meia e o Sporting anda à procura de Olas Johns algures, temos um team-manager que assiste impávido e sereno às provocações e pancadas sobre Acuña e não levanta o traseiro do banco para o defender, temos um treinador que mete a viola no saco quando o treinador contrário desvaloriza os seus jogadores, tem de ser chamado à razão pelos jogadores para se deixar de mudanças constantes que apenas os desorientam,  e se queixa (muito se queixa ele) que o Bruno Fernandes conhece o plantel melhor que ele, que os jogadores fazem o que querem em campo, e que não tem tempo, nunca tem tempo para treinar como deve ser. E fica enfadado, protestando com o adjunto quando o Bruno tenta um chapéu longo ao guarda-redes adversário.

Que chatice ser treinador do Sporting. No Belenenses não era assim?

 

O que ainda vai valendo é a competência do capitão de equipa, que vai marcando e dando a marcar golos decisivos, puxando pelos colegas e exigindo atitude, levando pancada mais ou menos tolerada pelos árbitros (no Bessa foi uma caça ao homem) mas não deixando de meter o pé sem medo mesmo incorrendo em faltas e cartões, ou seja, fazendo o trabalho dele e às vezes os dos outros. Se estamos assim com ele, o que seria do Sporting esta época sem Bruno Fernandes?

E se ele se aleija? Nem quero pensar nisso...

 

Confesso que não entendo como há gente do Sporting (do Benfica e do Porto entendo) que acha que o problema do Sporting é o que diz ou o que faz Bruno Fernandes, e que até advoga que devia deixar a braçadeira. Para ficar tudo nivelado na incompetência.

Por mim, e já que se dispôs a assinar um novo contrato, pelo menos era promovido já a treinador-jogador. Como no caso do Tiririca, pior não fica. 

Entretanto, amanhã, mais um confronto crucial em Alvalade: o penúltimo para a Liga antes dos embates com os dois rivais. Por muito desagradado e pessimista que esteja, lá estarei a apoiar nos 90 minutos e convido todos a fazer o mesmo.

 

PS: Hoje no João Rocha, às 15h, temos o dérbi do andebol. Na primeira volta ganhámos na Luz e temos todas as condições para vencer de novo. A não perder. 

SL

Desconsolo

Com tudo o que se passou três dias antes no mesmo estádio, o mínimo que se pedia a este Sporting de Silas a defrontar as segundas linhas do Gil Vicente era que entrasse a todo o gás e chegasse à goleada.

Mas entrou como entrou no domingo. Lentidão de processos, ausência de ideias, passes para ninguém, uma posse de bola estéril, apenas Bolasie destoava na pasmaceira. E à meia hora de jogo já podia estar a perder, porque mais uma vez Vítor Oliveira fez o trabalho de casa, colocou um jogador rápido do lado dum Acuña cansado e obrigado a fazer todo o corredor, e esse jogador foi criando situações perigosas para o Sporting, felizmente mal concluídas.

Miguel Luís, o pé-frio do costume, desmarcado na área, remata fraco e à figura, outra vez na área fica estático e deixa passar o centro para golo, mais uma vez perto da área dá as costas ao centro do Bruno Fernandes. Com uma boa leitura de jogo e chegada à area, quantos golos já falhou esta época? Pode vir a ser um novo Adrien, mas tem muito que melhorar em termos de concentração e intensidade.

A coisa melhorou no segundo tempo, o Sporting foi pressionando até que Silas, a ter de ganhar, tira o único ponta de lança disponível (um cada vez mais desmoralizado Luiz Phellype, uma sombra do que foi com Keizer) para ficar a atacar com uma dupla de vagabundos desorientados, Jesé e Camacho, que davam cabo de todo o jogo que lhes chegava.

Quando o empate parecia certo, lá veio o Bruno mais uma vez dizer porque é o melhor jogador da Liga e um dos melhores médios do Sporting de todos os tempos. Um golo de livre e uma assistência para golo.

Acuña é o barómetro do estado anímico da equipa. Enquanto no Dragão fugiu as provocações orquestradas pelo Serginho e seguiu para o Jamor, ontem foi aquilo que se viu: o árbitro safou-se duma cabeçada por pouco.

Coisa boa foi ver os meninos bonitos de Silas, Ilori e Eduardo, a aquecerem o banco. 

Depois veio a conferência de imprensa e Silas, confrontado com as opiniões discutíveis e despropositadas de Vítor Oliveira sobre os seus jogadores  ("...o fundamental é ter-se bons jogadores. As boas equipas fazem-se com bons jogadores e nenhum treinador faz uma boa equipa sem bons jogadores"), meteu a viola no saco e passou ao lado da defesa dos mesmos e do clube que lhe paga o ordenado.

SL

Foi mesmo o Sporting ou foi o Celtic?

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E o adversário das duas finais equipava de azul, foi o Belenenses?  Não, foi o Porto.

E os das meias-finais, um equipava de vermelho, o outro de vermelho também... Terão sido Benfica e Braga?

E foi há muito tempo ou logo depois da debandada de jogadores de topo como Rui Patrício, William, Gelson, Podence e Rafael Leão, provocada pelo destituído?

É que, ouvindo o Vítor Oliveira, o Silas e mais uns quantos, fica-se um pouco baralhado da cabeça... 

 

PS: Algum jogador de topo nas fotos?

SL

 

It's the football, stupid

Havia uma frase assim sobre economia que ficou famosa na campanha de 1992 de Bill Clinton.

E parece-me muito apropriada para descrever o momento actual do Sporting. Ninguém quer saber dos resultados das modalidades, da situação financeira, das responsabilidades de quadros e dirigentes do Sporting no assalto ao próprio clube, da guerra com as claques desmamadas. Apenas querem saber de mais uma derrota para a Liga, algures no Minho. 

É o poder do futebol. E Varandas bem o sabe, porque colocou o futebol no centro da sua campanha. Então, não se pode queixar das críticas quando o futebol não vai bem.

E para ter sucesso no futebol é preciso massa crítica, um conjunto de competências espalhadas pela estrutura e pelo plantel que tornem os objectivos possíveis de serem alcançados.

 

Ora, neste momento o futebol do Sporting tem músculo a menos e gordura a mais. E custa demasiado para o que rende. Existem Bruno Fernandes, Acuña, Mathieu, Coates e... Paulinho. Depois existem... os outros, uns melhores, outros piores, e alguns que metem dó. Na quinta-feira contra o PSV, Bruno assistiu para o primeiro, marcou o segundo, assistiu para o terceiro de Mathieu, marcou o penálti conquistado por Acuña. Ontem mais uma vez assistiu para o golo.

Abre-se o jornal e lê-se que Bruno Fernandes, Acuña e Coates estão na porta de saída para... o Sporting poder reforçar o plantel!!! Está tudo doido!

Temos um dos piores plantéis de sempre? Nem por isso, para além dos quatro magníficos, titulares de Portugal, Argentina, Uruguai e ex-titular de França, temos mais alguns jogadores interessantes que frequentam diferentes selecções, inclusive a do Brasil. Lembro-me de bem pior.

Mas... temos uma das piores equipas técnicas de sempre. Não falando dos últimos que por aqui passaram, pensar que um dia tivemos Bobby Robson, Mourinho, M. Fernandes e Roger Spry, e agora temos Silas e o seu grupo de amigos mais um fisioterapeuta promovido a preparador físico. E Nelson Pereira na prateleira dá-me a volta ao estômago.

 

Bruno Fernandes anda a pregar no deserto. Enquanto ele se queixa de falta de atitude, de meter o pé e ganhar as divididas, de falta de intensidade, de entrarem amorfos nos jogos, Silas queixa-se de falta de paciência, dos jogadores andarem a jogar por si, de falta de maturidade e que... a equipa não precisa de heróis.

E depois temos os responsáveis por tudo isto: Hugo Viana, Beto... e obviamente o próprio presidente. Uma solução seria (como aqui vários defenderam e continuarão a defender) que ele se demita e convoque eleições. E ficarem lá os incompetentes a dar cabo do que resta da temporada.

 

Outra solução, para mim bem mais simples, é o presidente exigir responsabilidades e correr com quem não demonstra competência para servir o Sporting. Aqui vai uma lista do que eu faria ou tentava fazer se estivesse no lugar dele:

1. Contratar um director desportivo qualificado e pôr Hugo Viana nas Relações Internacionais (com os países árabes ou algo assim).

2. Convidar um homem da casa, da velha guarda, para secretário técnico. Um novo Manolo Vidal. Pôr Beto noutras funções quaisquer onde possa demonstrar alguma utilidade.

3. Contratar um treinador experiente e inspirador, com olho para os jovens, como já tivemos vários, de preferência inglês (digo eu), que nas conferências de imprensa se resuma ao "no comments" e um preparador físico de topo. Completar a equipa técnica com um adjunto ex-capitão tipo Oceano e o emprateleirado Nelson Pereira.

4. Manter Bruno Fernandes, Coates, Acuña, Mathieu e Wendel a todo o custo até ao final da época e devolver o Acuña à posição de extremo esquerdo.

5. Mandar Ilori, Eduardo e Borja fazer companhia a Matheus Oliveira, juntar os três emprestados e despachá-los a todos na primeira oportunidade. 

6. Emprestar Battaglia, Jovane e Miguel Luís para poderem recuperar e/ou evoluir e serem úteis na próxima época num contexto mais favoravel. Deixar os emprestados onde estão a jogar e a evoluir também.

7. Completar o plantel com os melhores dos sub-23 que estão em plena actividade, em particular, Eduardo Quaresma, Nuno Mendes, Matheus Nunes, Rodrigo Fernandes e Pedro Mendes, e dar verdadeiras oportunidades a Camacho e a Plata. Doumbia, Wendel e Rosier são também sub-23 e têm muito por onde evoluir. Ristovski pode ser útil a médio direito, mas a defesa já se viu que é incapaz.

 

E com isto fazer mais uma ou duas eliminatórias da Liga Europa, conseguir chegar no fim ao 3.º lugar da Liga e deixar construída a base da equipa do próximo ano.

Enfim... digo eu... no dia de hoje. 

Vamos ver o que o futuro nos dará.

SL

Regresso à normalidade

O normal do Sporting com Silas tem sido isto. Entrar a passo, construir pastosamente com muitos passes para trás e para o lado, abusar nas entradas pelo meio, centrar sem saber para onde, e, a cereja em cima do bolo, ter alguém com a maior displicência a oferecer os golos ao adversário. O anormal foi o jogo de quinta-feira.

Em modo normal, quando a sorte não ajuda e/ou os craques não compensam as incompetências individuais e colectivas,  a derrota acontece. Hoje Bruno lá fez a assistência para o golo do costume, mas não chegou.

Aos 10 minutos Ilori já me estava a enervar falhando sistematicamente os passes verticais e os duelos individuais. Depois ofereceu o primeiro, e esteve na raiz do segundo falhando a disputa da bola aérea. No resto do tempo, parece que em tempos idos terá sido o jogador mais veloz da academia nos 100 metros, mas hoje é o jogador mais lento da 1.ª liga com a bola nos pés. Mas não tem culpa. Culpa tem quem o recuperou da 2.ª liga inglesa e quem o põe a jogar, em vez de Neto, Eduardo Quaresma, ou qualquer central dos sub-23 ou escalão abaixo.

SL

Ídolos zero? Vão-se ....

Em mais uma variação táctica de Silas, desta vez parecendo mais Keizer que Peseiro, o Sporting surgiu num 4-3-3 de ataque, com combinações bem conseguidas nas laterais e encostando o PSV à sua área.

Mas nada disso seria conclusivo se não fossem as individualidades do costume. Bruno Fernandes assiste para o primeiro, marca um golaço no segundo, assiste para o golaço de Mathieu no terceiro, marca o penálti cavado brilhantemente por Acuna no quarto. Bruno Fernandes, Mathieu, Acuña, três dos quatro craques do plantel. Os meus ídolos e de muitos Sportinguistas. Quem não são os meus ídolos de certeza são aqueles que mais uma vez confundiram os interesses das suas seitas com os do Sporting, nem quem lhes dá ordens ou incentiva para o efeito.

O Sporting precisa de ídolos, jogadores que se destaquem e que façam a diferença, cativem a malta nova, tragam novos adeptos ao estádio para os ver jogar. Bruno Fernandes à cabeça, grande homem, grande capitão.

Para além dos ídolos hoje tivemos um grande guarda-redes entre os postes, Max. Sempre gostei de Renan, que já nos deu muitas vitórias e foi decisivo em duas taças. Lesionado sabe-se lá porquê. Max entrou e quem não soubesse iria dizer que estava ali um guarda-redes no topo da carreira, concentrado, seguro e a fazer tudo bem feito.

Silas está de parabéns (agora não tem mesmo perdão se resolver voltar a inventar tripés e trincalhadas). Grande vitória, grande noite do Sporting Clube de Portugal.

SL

Silas decidiu, está decidido: leão vai jogar em 4x2x3x1

Curiosamente, ou talvez nem tanto, se calhar este blogue tem mais importância na análise e comentário sobre o Sporting do que muita gente pensa. Um par de dias depois de ter aqui escrito que o Sporting com Silas "...não tem modelo de jogo nem onze base definido, é sempre uma surpresa saber como e com quem o Sporting vai jogar..." leio agora em "A Bola", num artigo com o título acima indicado e da responsabilidade do jornalista Rui Baioneta, que finalmente e depois "... da espécie de testes em competição a que se viu obrigado" (por alma de quem, não refere...), concluiu que o 4x2x3x1 é o sistema que "lhe oferece mais garantias em busca dos resultados positivos" .

O artigo avança mesmo com o onze base de serviço para aquele sistema:

Renan; Rosier, Coates, Mathieu e Acuña; Eduardo e Doumbia; Bolasie, Bruno Fernandes e Vietto; Luiz Phellype 

De jogadores de grande potencial, que têm de jogar ou ir jogando para explodir definitivamente, e que podem render muito dinheiro ao Sporting no futuro, como Wendel, Plata ou Camacho, nada se diz, nem se percebe onde se podem encaixar neste sistema, coxo do lado esquerdo, que lembra os tempos do Peseiro.

Que vos parece?

SL

Dum Jorge a outro

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Em pouco mais de um ano e com quatro treinadores de permeio (um deles vencedor de duas taças), o futebol do Sporting passou do comando do Jorge da esquerda para o Jorge da direita, um Jorge naturalmente menos experiente, menos credenciado, bem mais barato, e também menos habilitado para a função, não cumprindo sequer os mínimos exigíveis.

Pelo que se sabe, e profissionalismo à parte, são adeptos do Sporting desde há muito, que vieram bater à porta do clube para integrar as camadas de formação, o mais velho até integrou a primeira equipa, depois fizeram a carreira em clubes menores, o mais novo chegou à selecção nacional.

Dizem que Jesus quando começou a treinar tinha Cruijff como grande referência, não faço ideia qual é a referência de Silas. Tendo tido Jesus como treinador, e para além das diferentes personalidades e estilos de liderança, seria natural encontrar pontos comuns no trabalho dos dois, filosofia de jogo e consequentemente reflexo nas exibições e resultados alcançados.

Muito estranhamente, pelo menos para mim, quanto mais vejo este Sporting de Silas e me recordo do Sporting de Jesus, mais concluo que quase nada há de semelhante. 

Muito ao contrário de Jesus, Silas:

1. Não tem modelo de jogo nem onze base definido, é sempre uma surpresa saber como e com quem o Sporting vai jogar. Parece que nos poucos jogos que Silas tem à frente do clube já conseguiu apresentar oito sistemas tácticos distintos, e já tiveram minutos quase todos os jogadores do plantel mais uns quantos da equipa sub-23. É a formação "on-the-job" levada ao extremo, mas Silas fala em aumento da competitividade do plantel. Com Jesus o sistema era aquele e o núcleo duro jogava sempre ou quase sempre.

2. Não valoriza a função de ponta de lança, prefere avançados móveis, o único de que dispõe no plantel é substituido mesmo quando tem de ganhar o jogo. Com Jesus os pontas de lança jogam sempre e valorizam-se inacreditavelmente (Cardozo, Slimani, Bas Dost, Gabigol).

3. Não valoriza os craques do plantel e não os responsabiliza pelos resultados, antes prefere o colectivo e o respeito pela estratégia de jogo que vai na sua cabeça. Vide as declarações depois da derrota de Alverca.

4. Enquanto Jesus chegou ao clube, impôs um peso-pesado para controlar as "primas-donas" do balneário, mas respeitou a competência do Nelson como treinador de guarda-redes, Silas chega e traz a sua "corte", tanto ou mais inexperiente como ele e que deverá sair em bloco no mesmo dia, Beto fica onde está mas coloca Nelson de parte. Renan chega assim ao seu terceiro treinador em pouco mais dum ano... Magnífico para a sua evolução. Como não se conseguiu livrar de Gonçalo Álvaro, parece que contamos agora com dois preparadores físicos (!!!).

5. Chama aos trabalhos muitos jovens dos sub-23 e dá minutos a alguns, sem se perceber se está a resolver os problemas do presente ou a preparar o futuro. Ou a queimar os jovens num momento em que a equipa não tem condições de os ajudar (vide Rodrigo no jogo com o Belenenses). Jesus escolhia previamente a quem queria dar atenção, e os outros era melhor irem tratar da vida para outro lado (Dizem que terá dito qualquer coisa parecida como se Francisco Geraldes andava a estudar, que tirasse o curso primeiro e depois que viesse jogar à bola), poucas ou nenhumas oportunidades decentes dispunham. 

Além disso ou em consequência disso tudo, a verdade é que Jesus chega aos clubes e põe no imediato as equipas a jogar bom futebol: aconteceu isso no Sporting e revolucionou em quatro meses o Flamengo. Silas chegou e pôs o Sporting a jogar sistematicamente mal, nalguns momentos horrivelmente mal. De alguma forma os resultados, apesar da eliminação na Taça, com algumas vitórias conseguidas sabe Deus como contra equipas menores, têm vindo a mascarar esta realidade.

Silas lamenta-se com a falta de tempo para treinar e para pôr a equipa a jogar à sua maneira. Mas... qual é a sua maneira ? Não faço a mínima ideia. Se alguém souber que me diga.

Concluindo, pensava eu que tinha vindo para o Sporting um Jorge mais novo, menos teimoso, mais flexivel nas relações com os jogadores, mais inspirador, mais comprometido com o clube, e veio... Jorge Silas.

Obviamente este é o momento mais alto da carreira de Jorge Jesus (Mais uma vez parabéns, Jesus), o momento mais baixo se calhar foi a desgraçada final do Jamor perdida pelo Sporting, e é fácil endeusá-lo (como fizeram com a imagem do Redentor) esquecendo os seus defeitos e o que foi o seu percurso no Sporting. Para o Sporting, Jesus é passado. Mas quando quisermos discutir o presente e perspectivar o futuro, inevitavelmente nos iremos lembrar do último treinador que nos fez sonhar quase até ao fim com a conquista do título. Só que Bryan Ruiz não fez como o Gabigol.

 

PS: Não sei o que aconteceu à outra versão, esta saiu assim sem grandes acabamentos, espero que gostem e conto desde já com os vossos comentários.

SL

Erros de casting

No futebol os erros de casting são mais que frequentes. Quantas vezes vimos chegar um jogador que "parecia que" e afinal fomos de desilusão em desilusão até ao fim?

Mas também muitas vezes os julgamentos são precipitados e aqueles que pareciam uns flops nos supreendem e temos que engolir as nossas palavras.

O futebol é assim. Alguém disse, e com muita razão, que no futebol "o que hoje é verdade, amanhã é mentira".

Portanto, obviamente o que vou dizer em seguida vale o que vale, é apenas a minha opinião de hoje, muito avinagrada pelas últimas exibições, que aliás muito espero que seja desmentida no futuro próximo.

Esta estrutura de futebol do Sporting está contaminada por erros de casting mais do que evidentes, no relvado e fora dele, pessoas e profissionais que não correspondem ao que o Sporting precisava no momento actual, e que comprometem e destroem o trabalho daqueles poucos que se destacam e necessitam duma rectaguarda sólida e comprometida.

O Sporting com Jorge Silas, mudando de sistema e de jogadores em posições nucleares todos os jogos, sistematicamente joga mal e às vezes pessimamente. Contra equipas sempre de categoria inferior, tem ganho mais do que tem perdido, mas apenas isso. Tem sobrevivido à custa de rasgos individuais dos poucos artistas do plantel.

O Sporting precisa de mais profissionais de topo como Mathieu, Coates, Acuña e Bruno Fernandes.

Precisa dum treinador de guarda-redes como Nelson Pereira.

Precisa dum preparador físico de topo como Roger Spry ou Radisic.

Precisa dum treinador experiente e com grande capacidade de liderança como vários que já tivemos, cujos nomes todos conhecemos.

Mathieu colocou como condição para continuar a presença de Coates. Faz todo o sentido. O que não faz sentido nenhum é ver um Coates ao lado dum Ilori.

Bruno Fernandes se calhar não colocou condição nenhuma. Mas devia ter colocado. Um treinador de nível equivalente ao melhor que treine em Portugal. No mínimo com habilitações para orientar a equipa desde o banco.

Quanto ao director desportivo, o máximo responsável pelo "casting", chame-se ele Hugo Viana ou outra coisa qualquer, estamos conversados.

SL

A sabedoria dos velhos

Em muitas sociedades ser velho significa sabedoria, gente que fez e viveu muito, fez a sua síntese do melhor e pior que vivenciou e melhor do que os outros consegue distinguir o trigo do joio. Para além disso, não anda à procura de nada nem anda a pagar favores a ninguém e pode com a maior liberdade dizer o que vem à alma. 

Vem isto a propósito de duas intervenções de dois "velhos" esta semana sobre o nosso Sporting, onde tiveram em tempos papel relevante.

Disse Dias da Cunha à TSF (o "velho" do último título e dobradinha) sobre a presidência:

"... ser preciso dar tempo ao tempo", pois Frederico Varandas "pegou no Sporting em condições absolutamente desgraçadas... Mesmo assim, tem conseguido ultrapassar os problemas financeiros o que é espantosamente difícil ... eleições antecipadas estão fora de questão." E sobre a contestação "As pessoas cegam! Ou, então, pretendem cegar para arranjar condições para chegarem ao poder. Depois, há aqueles que aproveitam a contestação das claques porque ainda pensam no regresso do bronco. Isso é muito mau para o Sporting."

Disse Manuel José à RTP3 (o "velho" dos 7-1 ao Benfica que me deu um dos maiores prazeres que tive no futebol na bancada de Alvalade):

"... o departamento de scouting do clube de Alvalade deve ter problemas de consciência que nunca mais acabam... não me lembro duma equipa tão ruim em Alvalade como este ano... A atmosfera continua difícil. Se olharmos para este jogo, a segunda parte do Sporting, por amor de Deus, foi horrível! Tive de ver porque vinha para aqui, senão tinha mudado de canal, com tantos jogos que estavam dar na televisão. Esta história de jogar com três centrais, meus amigos, joguei oito anos assim no Al-Ahly, no Egipto, e quatro anos no Boavista. Quando o nosso defesa central ganhava a bola, se o adversário metesse cinco jogadores no ataque ele tinha de sair imediatamente a jogar e a defesa toda saía com ele, para pôr aqueles cinco jogadores, caso perdêssemos a bola, em fora de jogo. E o líbero subia para a posição dele. No Sporting o único que faz isso é o Mathieu. O Coates é muito bom a defender, mas quando tem bola, aquilo para ele é um objecto estranho, não sabe o que lhe fazer. Joga um futebol directo mas a bola não vai para ninguém, vai sempre para o adversário".

 

Pois, se calhar custa a ouvir e mais ainda custa a engolir para quem tem dono. Para quem o único dono é o Sporting, só tem mesmo de ouvir e reflectir...

 

Quem preferir ouvir o Pina ou o Pinotes, faça favor...

 

SL

Uma vitória muito importante

Este jogo num campo gelado contra o mais fraco do Grupo é um daqueles jogos em que não vale a pena discutir como, o que importa mesmo é ganhar. E o Sporting ganhou por 2-0 e ainda mais importante se tornou essa vitória com o resultado registado em Linz.

Parabéns então a Silas, e a todos que estiveram lá dentro mas muito particularmente a Renan, Neto, Coates e Bruno Fernandes.

Dói a alma abrir o jornal e ler sobre os desejos da "estrutura" vender Coates, Acuña e Wendel se calhar para conseguir comprar mais uns Rosiers, Iloris, Borjas, Eduardos e Camachos (foram mais de 20 M€ ...). É que dói mesmo.

A estupidez tem limites, não tem, Hugo Viana ? 

SL

In a lost galaxy, far away from home

Era mais ou menos assim a introdução do "Star Wars", o épico de George Lucas que fez as delícias de muitos de nós há uns bons anos.

Pois o nosso treinador Jorge Silas parece estar nalguma galáxia bem distante do planeta Sporting, na véspera de enfrentar o... Real Madrid... não... o Juventus... também não... o Arsenal... nem isso... ah... o Rosenborg:

«Neste momento, a nível de jogo, estamos numa fase melhor. É verdade que não ganhámos o último jogo, mas a nível de jogo fomos muito melhor do que tínhamos sido até ao momento. Agora falta chegar à zona de finalização. Mas o conhecimento que temos deles, aliado ao nosso trabalho, acho que estamos mais fortes agora. A nível defensivo, não concedemos quase oportunidades ao Tondela. Mas temos de melhorar em vários aspectos, principalmente nas bolas paradas, que é um ponto forte do Rosenborg. É uma questão de concentração.»

Então é melhor que se concentrem. Digo eu. Que tenho que me concentrar também para despachar o que tenho para fazer e chegar a horas a casa para ver o jogo. A contar, claro, com a vitória que abre a porta à fase seguinte.

 

PS1: Será que se trata dum caso de amnésia contextual, e na cabeça dele ainda está no Belenenses SAD apenas com uma camisola verde em vez de azul?

PS2: Marcel Keizer, por favor, esquece tudo o que de mal disse de ti, mereces mesmo uma estátua (ou duas) algures em Alvalade. 

SL

De Tondela, com azia

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Foi sensivelmente desde este mesmo local que vi o Sporting de Keizer fazer uma das piores exibições da temporada e perder com o Tondela de Pepa. Se calhar devia ter ido para o lado das claques, de onde vi o Sporting de Jesus golear com três ou quatro golos de Bas Dost, ou ganhar já depois da hora com um golo de Coates.

Juntando a isso, um onze do Sporting com o Ilori a defesa central do lado esquerdo (ele que já é tão mauzinho do lado direito) e os pés-frios Ristovski e Miguel Luís (três golos falhados e um sofrido à conta dos dois), só mesmo com aquela sorte que Silas tem tido o Sporting sairia de Tondela com os três pontos.

Silas está a dar o que tem e o que não tem no comando do Sporting. Ele experimenta, inventa, modifica, transforma, quer o Sporting do futuro, de posse, de construção, de inteligência. Não quer heróis, quer uma equipa. Para alguém que acabou de chegar a treinador, que nunca jogou num grande a sofrer para ganhar a equipas pequenas, e que apanha o clube à beira duma guerra civil, se calhar esforça-se demasiado. Um 4-3-3 com ponta de lança a tempo inteiro e Bruno Fernandes vagabundo a resolver o assunto se calhar chegava, como chegou a Keizer para ganhar duas Taças e conquistar o 3.º lugar da Liga.

Mas enfim. O mal está feito, foi feito na preparação da época e no fecho do periodo de transferências, ninguém se assume como responsável, se calhar fui eu e não dei por isso, agora é aguentar. Até.

 

PS: Em Tondela, numa região de Sportinguistas, com as bancadas repletas de verdes,  brancos e amarelos, de um lado e doutro, estavam estacionadas sete carrinhas do corpo de intervenção da GNR, dois de cavalos, mais um de cães polícias, mais uns tantos spotters da polícia. Digamos que era um verdadeiro cenário de guerra. Tudo isto para que as claques se sintam em casa e ajarvadarem com segurança. Quanto custou o exército? Quem paga? Quantos sócios do Sporting deixaram de ir apoiar o Sporting por este estado de coisas?

SL

A rainy night in... Paços...

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Foi realmente uma noite de chuva e nevoeiro em Paços de Ferreira e em todo o norte do país, um pesadelo andar na estrada, mas o vício falou mais forte e lá fui de Tondela a Paços com um leitão pelo meio, para estar numa bancada com grande mistura de apoiantes e ver o Sporting ganhar com muita dificuldade à equipa treinada por Pepa, aquele treinador que já nos tirou muitos pontos na Liga.

O Sporting entrou em grande nivel e fez uns óptimos 20 minutos, podia ali mesmo ter resolvido o assunto, mas não conseguiu e aos poucos e poucos o Paços ganhou confiança, correu e pressionou, o empate aconteceu e podia ter acontecido pior, se não fossem as defesas de Renan e o disparate do Luiz Carlos.

Ainda bem, porque se calhar a rapaziada que andou à chuva a aproveitar o intervalo a insultar o Varandas (se bem percebi), em vez de os aplaudir no final, ia cantar mais uma vez que "eram uma vergonha",  e ainda iam organizar alguma espera nas garagens ou ameaçá-los com visitas às residências fora de horas. 

Nota-se que Silas está a dar o seu melhor. Se mais não faz é porque não pode ou não sabe. A equipa já está a sair com critério, baixando um médio e projectando os laterais, o duplo trinco foi trocado por um 4-3-3 com Doumbia claramente a 6, Quaresma está na posição que mais gosta, mas ontem tivemos Vietto em sub-rendimento, Jesé dura 45 minutos e permanece a questão física de todos eles que torna os finais de jogo num tormento.

Bas Dost, Raphinha e Gudelj já se foram, há quem esteja com uma vontade enorme de despachar Acuña e Wendel... não falando da questão Bruno Fernandes. Daqui a pouco estamos com o plantel do Braga... e depois não se admirem com os resultados. Ontem perderam no Bessa, onde conseguimos apesar de tudo empatar num jogo que de futebol pouco teve. Graças a... Bruno Fernandes. O mesmo que fez a assistência ontem para o primeiro, marcou o livre que deu o penálti e marcou o penálti.

Querem mesmo que saia ?

SL

Isto sim é o diagnóstico do ano

Leio hoje no meu jornal habitual que Silas "rapidamente identificou a principal lacuna no plantel", prioridade essa "já transmitida a Administração da SAD": um avançado "com envergadura física, com posicionamento mais fixo... e sobretudo "que sirva de principal referência para os cruzamentos tanto dos extremos como dos laterais". No fundo, um verdadeiro número 9.

Este nosso treinador tem tanto de inteligente como de educado. Podia simplesmente ter feito como a JuveLeo e chegado ao pé do Hugo Viana e dizer: "Quero o Bas Dost de volta e amanhã,  c..."

SL

Match Point (parte 2)

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E o Mr. Murphy tirou folga. Mesmo com grande dificuldade e baixa nota artística, a bola... passou a rede.

Posto isto e esquecendo o "casual outsider", o Famalicão, estamos na posição da época passada, atrás dos rivais e à frente dos candidatos ao 3.º posto. Na Liga Europa também, em 2.º lugar no grupo, com grandes hipóteses de passar à fase seguinte, mas a Taça de Portugal já foi e a Taça da Liga está no ir também.

Fazendo um balanço aos reforços da era Varandas/H.Viana, o único que se tem revelado de classe superior chama-se Vietto. Depois vêm uns utilitários a roçar a mediania: Rosier, Doumbia, Quaresma, Borja, Bolasie, Neto, Luiz Phellype, uma jovem promessa que precisa de enquadramento táctico, Plata,  um ex-craque em recuperação (Jesé) e alguns casos enigmáticos: Ilori, Camacho e Fernando, que convinha alguém explicar. Com as saídas de Gudelj, Bas Dost e Raphinha e com tão pouca quantidade de qualidade, torna-se complicado competir com Benfica e Porto. Estamos bem mais perto de Guimarães e Braga no que ao plantel diz respeito.

Silas está a fazer pela vida, a equipa está lentamente a melhorar a sua produção, mas parece-me que é a equipa técnica (incluindo o "team manager") mais fraca que o Sporting tem desde há muito tempo (não contando com os treinadores transitórios, considerando apenas Keizer, Peseiro, Jesus, Marco Silva, Leonardo Jardim, Jesualdo Ferreira) e que ainda se deu ao luxo de dispensar os serviços do treinador de guarda-redes mais qualificado da Liga, Nelson Pereira, com resultados (negativos) já visíveis em Renan. Foi sem dúvida uma jogada de alto risco do presidente.

Agora vamos ter três jogos consecutivos fora de casa com equipas menores que poderão consolidar a melhoria da qualidade de jogo desta equipa, e possibilitar-lhe outra capacidade e ambição.

Sobre o mercado de inverno, se calhar começar por manter Acuña e Wendel e exportar Hugo Viana para um mercado a seu gosto não era mal pensado.

SL

Match Point

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São por demais conhecidas as dificuldades por que passa o nosso grande Sporting Clube de Portugal, com uma Direcção legitimamente eleita acossada por uma "formação espontânea" de brunistas, ricciardistas e claquistas, todos a aproveitarem um momento negro do futebol profissional (causado por uma incompetente e autista preparação da temporada e improvisão absoluta no que se seguiu) e a congeminar uma geringonça que faria o albergue espanhol de Godinho Lopes corar de vergonha. 

Estão então criadas todas as condições para que a visita do Vitória de Guimarães amanhã a Alvalade nos faça recordar o famoso filme de Woody Allen. 

E a primeira pessoa que sabe isso mesmo é Silas. As grandes ideias e ilusões cederam lugar à triste realidade das exibições deprimentes e da eliminação na competição que há pouco tínhamos ganho, o "risco na construção", a "posse da bola para controlar o jogo", o é "o futebol em que acredito e o que gostava de jogar", ao mais pragmático "não tenho tempo para treinar" e o "este jogo vai ser muito complicado".  

Sendo assim, o resultado de amanhã vai ser tremendamente importante para o resto da temporada. Irei lá estar, como mais 30 e tal mil, a torcer pela vitória do Sporting seja com o pé seja com o rabo.

A minha fé no Bruno (no Fernandes) e o prevísivel cansaço do opositor depois dum grande jogo no Emirates levam-me a acreditar que vamos passar o difícil obstáculo e que vamos (todos) poder ganhar alguma tranquilidade e confiança para o que se segue.

Vamos ver e depois falamos...

 

PS: E espero que o Mr. Murphy meta férias:

"THE TOP OF A TENNIS NET WILL ATTRACT THE BALL TOWARDS ITSELF.

This is the only explanation for a ball that meets the net that would otherwise sail over it. All the laws of motion indicate that the ball should reach the other court but the law of attraction between the net and the ball has the final word!"

SL

Diz Dias da Cunha

Em declarações à Rádio Renascença, sobre as claques:
 
"Têm sido um problema sério e acho que ele o resolveu muito bem com a decisão que tomou. As claques estão, desde o princípio, contra ele, porque defendem o Bruno [de Carvalho]. As claques querem correr com ele e isso torna as coisas muito difíceis, porque [Bruno de Carvalho] é quem eles admiram e consideram."

Mas deixou uma certeza: "Não são só as claques que estão a procurar correr com o presidente. Há ex-dirigentes que já se veem como candidatos a presidente. O movimento não é só das claques. Há quem pretenda o lugar e esteja a contribuir para tornar a condução do Sporting difícil. Dou-lhe o meu total apoio. Tudo em nome da estabilidade e porque o considero uma pessoa absolutamente capaz de desempenhar o lugar de presidente do Sporting neste momento muito difícil que o clube está a viver".

Dias da Cunha considerou, por outro lado, que o despedimento de Marcel Keizer foi "um erro".
 
Quem é Dias da Cunha (Wiki Sporting):
 
 

"... Dias da Cunha era Vice-Presidente da Direcção presidida por José Roquete, acabando por chegar à Presidência a 1 de Agosto de 2000, na sequência da demissão do Presidente que estava em rota de colisão com Luís Duque, na altura à frente da SAD.

Devolveu a estabilidade ao Clube e notabilizou-se na luta cerrada contra o "sistema" e na defesa da credibilização e transparência do futebol português, tendo sido o primeiro a ter a coragem de apontar o dedo frontalmente àqueles que considerava serem os grandes responsáveis pelos tais "maus hábitos instituídos" que sempre denunciou.

A 12 de Julho de 2002 foi reconduzido na Presidência do Clube após umas eleições em que não teve oposição.

Foi no seu mandato que foram construídas e inauguradas as mais importantes obras do "Projecto Roquete", ou seja, a Academia Sporting e o Complexo Alvalade XXI.

No nível desportivo, viveu o seu ponto alto em 2002 quando o Sporting foi Campeão Nacional e ganhou a Taça de Portugal e a Supertaça, sem esquecer a brilhante carreira da equipa na Taça UEFA de 2005, que terminou ingloriamente com a dolorosa derrota na Final disputada no novo Estádio José Alvalade."

 

Dias da Cunha é tudo aquilo que Bruno de Carvalho gostaria de ter sido...

SL

O que é isto???

Foi o que eu e Manuel José (ver Record) pensámos quando vimos o onze que Silas fez alinhar em Alverca, com três craques no banco, três tristes trincos que nada trincavam, e coxo do lado esquerdo.

Depois viemos a saber que Silas não quer heróis, quer uma equipa, e que considerou que a primeira parte foi bem melhor do que a segunda. Parece que depois do intervalo só queriam ganhar o jogo e não tentar repetir os elaborados esquemas tácticos que tinha andado a treinar.

Como se não tivesse sido um dos tais heróis o principal responsável pelas duas vitórias anteriores e não as desconchavadas tácticas que Silas se lembrou de apresentar.

Manuel José fala em imprudência, em desaproveitamento duma oportunidade de carreira que lhe caiu do céu. Eu falo de impreparação e deslumbramento

Agora leio que Silas, Viana e Beto foram para cima dos jogadores, já mais que à beira dum ataque de nervos (vide o Neto), e confundidos com tanta táctica e modelo de jogo novo para aprender.

Isto está a ir de mal a pior...

E se os três, todos juntos, desamparassem a loja e deixassem o Bruno Fernandes tratar da coisa?

SL

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