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És a nossa Fé!

Divagações em tempo de quarentena (2)

Se há tema consensual no que respeita ao futebol do Sporting é a necessidade da aposta na formação. O problema é que pouca gente está preparada para aguentar essa aposta, e aos primeiros falhanços de um ou outro não existem contemplações. Exemplos há mais que muitos, o último dos quais o nosso Max, Luís Maximiano, que tem tudo para ser o sucessor de Rui Patrício mas... muito tem de jogar para isso. Muitas épocas, mais precisamente.

De qualquer modo, a aposta na formação é essencial para equilibrar financeiramente o clube sem perda de capacidade competitiva, eliminando o recurso a contratações caras que pouco ou nada acrescentam, e garantindo o encaixe máximo aquando das vendas.

Sendo assim, lançava aqui o desafio de comporem a vossa melhor equipa de sub23, do Sporting, mais precisamente com jogadores de 17 a 22 anos, podendo incluir jogadores do plantel A, emprestados, dos sub-23 ou das camadas jovens.

Para complicar mais a escolha, o onze deve ser escolhido de acordo com o modelo táctico de Rúben Amorim, o 3-4-3.

Avanço a minha escolha,

Luís Maximiano (21); João Silva (21), Eduardo Quaresma (18) e Gonçalo Inácio (18); Rafael Camacho(18), Idrissa Doumbia(21), Matheus Nunes(21) e Nuno Mendes(17); Gonzalo Plata (19), Pedro Mendes (20) e Jovane Cabral (21)

Fico a aguardar as vossas melhores equipas bem como os comentários sobre as escolhas. 

SL

Porque não se calam?

Com o país e o mundo a braços com uma pandemia que está a matar muitos milhares de pessoas e a deixar famílias destroçadas, e à qual se vai seguir uma crise económica de proporções difíceis de prever, empresas fecharão, muita gente perderá o emprego, não sabemos o que vai restar do Sporting que conhecemos, não tem esta gente congregada num Movimento que conseguiu reunir 70 pessoas em congresso em Coimbra mais que pensar do que nos estatutos, no de Frederico Varandas como militar e nos do Sporting.

E pelos vistos querem eleições para 20 de Abril. Se calhar, se não tiverem resposta, será caso para convocarem mais uma manifestação.

Decidiram isso por Whatsapp ou reuniram-se à volta duma mesa? 

Como disse Juan Carlos ao Hugo Chávez,  porque não se calam?  Já basta o que basta.

 

Divagações em tempo de quarentena (1)

Tenho para mim que a fórmula de sucesso para o futebol do Sporting está há muito inventada, um plantel com 1/3 de jovens de elevado potencial, 1/3 de jogadores de classe com alguns anos de casa e o resto de "carregadores de piano" que saibam compensar com a garra e força do seu carácter as suas limitações técnicas, e por cima disso tudo um treinador disciplinador, exigente e inspirador. Foi assim com Malcolm Allison, foi assim com Boloni, podia ter sido assim com Bobby Robson.

Olhamos para o plantel actual do Sporting: dos 26 contam-se 9 sub-23, dos quais se destacam Wendel e Plata, um da selecção olímpica do Brasil, outro da selecção A do Equador, entre todos imagino que tenham um valor de mercado de cerca de 50M€. O terço de jovens de elevado potencial está lá.

Já quanto aos craques, e com boa vontade, apenas posso vislumbrar quatro: Mathieu, Acuña, Coates e Vietto.

E quanto aos carregadores de piano, os que lutam até ao fim e raramente comprometem, apenas posso vislumbrar cinco: Renan, Neto, Battaglia, Sporar e Luiz Phellype.

Sobram assim 8 em 26 que se afastam desta tipificação e que em meu entender pouco acrescentam ao plantel. Já têm 23 ou mais anos, e ou não são suficientemente bons ou não são suficientemente fortes psicologicamente, raramente resolvem e muitas vezes comprometem.

É muita gente e é gente que custou muito dinheiro. Não falando no caso muito especial de Francisco Geraldes, temos Ristovski, Rosier, Ilori, Borja, Eduardo, Bolasie (emprestado) e Jesé (emprestado) que penso que custaram cerca de 25M€. Salários à parte, excepto nos emprestados.

Obviamente que, com Rúben Amorim, um ou outro destes jogadores poderá revelar qualidades nunca vistas e demonstrar a sua importância, mas quando falamos num plantel pobre para as necessidades do Sporting este é o maior problema.

O outro é que com as saídas de Bas Dost e de Bruno Fernandes ficaram apenas quatro para fazer a diferença. E se Mathieu arrumar as botas, restarão apenas três...

SL

O Sporting vai voltar a ter equipa B

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A Liga de Clubes divulgou em comunicado que o Sporting integra o conjunto de clubes que efectuaram a inscrição das equipas B para as temporadas 2020/21 e 2021/22.

Diz o Record que:

"Sublinhe-se que a inscrição dos leões não confere, de imediato, o direito a disputar a 2.ª Liga na próxima temporada. Ou seja, o Sporting deve, sim, começar num escalão inferior e, na eventualidade de futuramente assegurar o acesso à 2.ª Liga, tem desde já essa inscrição regularizada. Colocando a possibilidade - e apenas um SE - de entrarem para o Campenato de Portugal, para o ano podiam subir à LigaPro e se não tivessem inscritos não podiam jogar."

A decisão de Bruno de Carvalho de acabar com a equipa B teve muito de disparatada. Ficou o Sporting sem a possibilidade de dispor como o Benfica, Porto, Braga e Guimarães de um palco por excelência de preparação de jovens jogadores para integração no plantel principal a qualquer momento. Vejam-se por exemplo o plantel e o onze titular do Benfica.

Foi tanto mais disparatada quando pensamos na equipa B que recebeu de Godinho Lopes e que lhe permitiu construir com Leonardo Jardim um plantel barato e competitivo, que conseguiu um 2.º lugar na Liga, e ir fazendo vendas que permitiram encaixar muitos milhões de euros.

Com Manuel Fernandes como director, Oceano e Dominguez treinadores, a equipa B contava com jogadores como Rúben Semedo, Arias, Ilori, Dier, Pedro Mendes, João Mário, Bruma, Esgaio, Iuri Medeiros e Podence, tendo conquistado o 4.º lugar da 2.ª Liga. Emprestados tinham sido nessa época William Carvalho e Wilson Eduardo.

Pois se noutras questões sobre o futebol do Sporting tem deixado muito a desejar, faz muito bem Frederico Varandas em promover o regresso da equipa B, mantendo ou não os sub-23 de acordo com os condicionalismos financeiros do clube.

SL

Primeiras impressões

A vinda de Rúben Amorim foi sem dúvida uma grande pedrada no charco que tem sido a triste realidade desta época do Sporting. Toda a gente tem opinião sobre o assunto, nos comentadeiros afectos ao clube domina a hipocrisia habitual de quem prefere ter palco com o clube a aprodrecer, do que remetido à sua insignificância com o clube a ter sucesso.

Esta aquisição pelo Sporting dum treinador ao tal clube que publicamente o desconsidera, concorrente directo pelo 3.º lugar da Liga, foi muito mal preparada e explicada por Frederico Varandas, e continua a ser muito mal explorada na Comunicação Social com mais ou menos responsabilidade do clube, falando-se em compras e vendas e alterações de estrutura que mais não fazem que complicar o trabalho do treinador ainda agora contratado.

Decisão tomada e concretizada a vinda, o que para mim me importa não é se o Rúben é do Benfica desde pequenino, se custou 5 ou 10, ou se vai custar 20 ou 30. Não se poder levantar no banco e comandar a equipa já me incomoda, mas o que me importa mais é perceber se é o treinador que o Sporting precisa para rentabilizar económica e desportivamente este plantel, que vale muito mais do que até agora tem demonstrado. Se o Rúben é o líder capaz de pôr ponto final naquilo que Bruno Fernandes, Plata e Neto denunciaram, um plantel de grupinhos com alguns que andam por ali, recusando saídas negociadas do clube e não metendo o pé nas divididas. Se o Rúben é capaz de construir uma equipa que nos volte as dar as alegrias que Keizer deu em Braga e no Jamor, e que, não falando noutros, antes dele nos deram num registo ainda bem maior: Malcom Allison, Inácio e Boloni.

Pois pelo que vi ao vivo na bancada de Alvalade e depois ouvi na conferência de imprensa, Rúben demonstrou um conjunto de atributos que significam liderança, pragmatismo e consistência. Para o Rúben quem manda é ele, o responsável é ele, quem dá a cara perante sócios e presidente é ele, os jogadores não tem de estar preocupados com classificações: só têm que pensar em treinar bem e jogar melhor.

O Francisco Geraldes jogou; vai voltar a jogar? Se demonstrar ser melhor que os outros nos treinos, sim. Para Rúben, no sistema táctico e modelo de jogo não se mexe, jogadores diferentes nas mesmas posições dão as variantes necessárias de acordo com o adversário: há que treinar, rotinar, repetir e voltar a repetir, e tudo acontecerá de bom a partir daí. Primeiro ganha-se e torna-se a ganhar e depois joga-se bem, porque só com a confiança das vitórias vêm os bons jogos.

Isto chega para o Rúben Amorim ter sucesso?  Quando o plantel, já de si desequilibrado e com um claro deficit de quantidade de qualidade, está fragilizado por uma época de derrotas e insucessos, pela saída do seu capitão e pela adaptação a quatro lideranças com orientações completamente distintas? Quando a estrutura criada por Varandas falha em toda a linha, e Beto assiste indiferente a Ristovski fugir para o balneário? Quando uma fatia do estádio enerva e insulta os jogadores do próprio clube dentro e fora de casa? Não faço ideia, vai ser mesmo complicado. 

Em Guimarães esta nova liderança vai ser posta à prova. Depois é comparar com o que aconteceu em Vila do Conde e em Famalicão e tirar conclusões.

Que Rúben tenha a sorte que teve no Braga, porque a sorte dele é a sorte de todos nós, ou pelo menos daqueles que põem o Sporting à frente de tudo.

Sporting sempre!

SL

Amanhã à tarde em Alvalade

Amanhã à tarde em Alvalade a equipa do Sporting Clube de Portugal entra em campo para tentar vencer e convencer com o último classificado da Liga e assim manter-se na corrida com o Braga pelo 3º lugar.

Não são ainda conhecidos os convocados por Rúben Amorim, mas prevê-se que sejam mais ou menos os seguintes:

Guarda-redes: Maximiano e Diogo Sousa.

Defesas: Ilori, Coates, Mathieu, Ristovski, Rosier e Borja.

Médios: Eduardo, Acuña, Battaglia, Francisco Geraldes e Doumbia.

Avançados: Rafael Camacho, Luciano Vietto, Gonzalo Plata, Pedro Mendes, Jovane Cabral e Sporar.

Com Rúben Amorim ao comando, e conhecida que é predilecção do mesmo pelo 3-4-3, a pergunta habitual nesta rúbrica já não fará muito sentido, pelo que deixo aqui a seguinte: 

No sistema táctico com que Rúben Amorim teve tanto êxito em Braga, o 3-4-3, qual seria o vosso onze ?

Francamente tenho muitas dúvidas sobre as vantagens deste sistema relativamente ao 4-3-3, nas suas diferentes configurações e variantes, e olhando para o plantel mais dúvidas tenho. Coates, lento e pesado, não tem grandes condições para jogar a central do lado direito numa linha a 3, como se viu no último jogo contra o... Braga de Rúben Amorim. Se calhar esse lugar será para Neto. Mathieu já tem e pode dar-se bem com o sistema. Ilori tem rapidez mas falta-lhe... tudo o resto que define um bom central. Borja também pode render a central do lado esquerdo. Battaglia se calhar pode jogar a central do meio. 

E quem sai no meio-campo ? Battaglia, Wendel ou Vietto ? Ou Vietto joga a interior esquerdo ? Enfim, muitas dúvidas.

Penso que na linha avançada, importa dar continuidade ao trio que melhor ou pior jogou em Famalicão, só com continuidade e conhecimento mútuo é que a qualidade de jogo ofensivo pode melhorar.

Fica então aqui o meu onze para o confronto em casa com o último da Liga, onde tudo o que for menos que uma goleada nos vai deixar um pouco ou bastante desiludidos:

Max; Ilori, Coates e Mathieu; Ristovski, Battaglia, Vietto e Acuña; Plata, Sporar e Jovane.

SL

A cabeça no cepo

Com a contratação de Rúben Amorim, sejam quais forem as motivações, Frederico Varandas coloca mesmo a cabeça no cepo como presidente do Sporting Clube de Portugal.

Tem tudo para correr mal.

Desde logo está a financiar e a potenciar o clube que nos anda a morder nos calcanhares, o clube que nos tem um ódio de morte.

Depois estamos a pagar uma fortuna (e mesmo assim prefiro os 10M€ que os 6M€ mais jogadores que nos podem render bem mais que isso) por um estagiário, mais um treinador sem habilitações, sem experiência e que não atingiu uma grande craveira enquanto jogador.

Depois porque esse treinador está a ter um grande sucesso no momento com um modelo de jogo estranho ao Sporting, o 5-2-3, e que obrigará a reformatar muita coisa nos sub-23 e na formação. 

Depois porque não há garantias de que esse treinador seja um formador, que consiga desenvolver e integrar jovens da formação.

Depois porque não há garantias do seu comportamento aquando das derrotas e dos fracassos, da sua resiliência e capacidade de encaixe.

Sendo assim, e porque não corresponde ao tipo de treinador que pretendo para o Sporting, à luz da sua história e nos melhores que por aqui passaram, estou completamente contra.

 

Mas... e há sempre um mas... também pode correr bem. Até pode correr... muito bem.

Na história do Sporting existe um caso que de alguma forma legitima esta aposta. Luís Duque conseguiu conquistar José Mourinho, vinha do Benfica para assumir o Sporting quando... uma revolta interna liderada pela JuveLeo o impediu. E José Mourinho lá seguiu a sua vida, com o sucesso que conhecemos. Dizem que se Rúben Amorim não viesse para o Sporting seguiria para o Porto no final da época.

Será que Rúben Amorim vai ser o novo José Mourinho? Não faço ideia.

Mas com isto vou pedir já e agora a demissão do presidente? Agora mesmo e sem conhecer os resultados? E se o Sporting desatar a ganhar jornadas a fio e alguns coxos do plantel ganharem pernas? Faz algum sentido?

Obviamente, Não.

Os treinadores são como os melões. Abrem-se primeiro, provam-se depois, despede-se o fornecedor depois, se for caso disso.

SL

Director Desportivo, precisa-se

Na sequência duma troca de ideias "on-line" com o "nosso" Pedro Azevedo, fui alinhavando algumas ideias sobre esta figura de director desportivo, com a ideia de fazer um post sobre o assunto, guardei-as em rascunho no dia de ontem por falta de tempo para as terminar mas também porque estava com a impressão de estar a debitar banalidades e que me estava a faltar o essencial.

Eis que leio hoje que Frederico Varandas anda à procura dum director desportivo e vejo Carlos Freitas metido na conversa, enfim, parece realmente então que vale a pena discutir a questão, e acabar o que me tinha proposto fazer.

Em primeiro lugar, acho que importa discutir a questão em termos de Sporting Clube de Portugal e não de Frederico Varandas, de Bruno de Carvalho, João Benedito, Ricciardi, ou seja quem for. Por isso, quem ande nessas guerras, passe à frente e ignore o que vou dizer, tem outros posts deste blogue, manifs, facebooks e tascas virtuais onde pode dizer de sua justiça.

Então vamos lá discutir a figura do director desportivo.

Em primeiro lugar quem é o melhor director desportivo da 1.ª Liga? Bom, se a pergunta fosse o treinador, enfim podia dizer quem no meu entender seria o melhor. Se a pergunta fosse o presidente, também teria uma opinião. Mas director desportivo? Nem sei quem são, quanto mais o que fazem ou deixam de fazer...

Mas se formos para outras Ligas e países, então já encontramos directores desportivos, alguns até famosos, alguns até portugueses (Antero Henriques e outros), alguns que até conseguem "pôr os patins" em treinadores que foram importantes no próprio clube (Leonardo Jardim).

Mas então porque não existem directores desportivos em Portugal como existem lá fora?

Bom, penso que será tudo uma questão de poder.

O poder dos treinadores está nas vitórias, vivem na corda bamba dos resultados, passam rapidamente de bestiais a bestas e vice-versa. Seja quem for o presidente, enquanto o treinador for ganhando ninguém lhe toca.

O poder dos presidentes em Portugal está nos votos dos sócios. E os sócios querem vitórias. Então a primeira missão de qualquer presidente é encontrar um treinador que consiga as tais vitórias. E quer estar próximo e partilhar dos louros dessas vitórias. E descartar-se dos treinadores que não ganham.

O problema é que é preciso ovos para se fazerem omeletes, ou seja, é preciso jogadores para se conseguirem vitórias, e os jogadores bons para uns treinadores são maus para outros. Então um presidente não se pode dar ao luxo de cada treinador exigir um cabaz de jogadores que para ele são essenciais mas que passam a ser descartáveis para o treinador seguinte. Ou seja, tem de aguentar com o "entulho" que cada novo treinador deixa no final da "sua obra".

Então faz falta realmente uma figura que garanta os interesses a longo prazo do clube, construindo plantéis, gerindo carreiras, promovendo, contratando, dispensando e emprestando jogadores, articulando com a formação, promovendo um modelo de jogo e uma cultura táctica transversal a todas as equipas do clube, construindo uma "linha de montagem" de jogadores que garantam sucesso desportivo e financeiro ao clube.

Uma figura necessariamente profissional, conhecedora do mercado, explorando o scouting interno, não obrigatoriamente adepta do próprio clube, que até possa permanecer no cargo quando um novo presidente seja eleito.

No Sporting até existiram figuras assim, como Luís Duque e Carlos Freitas, e fomos duas vezes campeões com Duque. 

Mas existiram essas figuras quando na presidência do Sporting também existiram presidentes com uma visão empresarial do clube e da SAD, que pretendiam alguma distância do relvado e alguém a gerir a coisa. Como Roquette, Dias da Cunha e Godinho Lopes. Tal como existem esses presidentes ou donos de clubes nas Ligas estrangeiras, onde existem os tais directores desportivos.

Mas como podem existir directores desportivos em clubes portugueses onde os presidentes têm a mania que percebem de futebol, que contratam e despedem, vêm a público protestar contra tudo e contra todos quando a equipa perde, sentam-se no banco e andam aos pulos no relvado nas vitórias? Ou, pior um pouco, quando existem presidentes-adeptos?

Concluindo, sou a favor da criação na SAD do Sporting Clube de Portugal da figura do director desportivo profissional, que não seja um mero ajudante do presidente da altura, com um quadro de poder e de responsabilização adequado à configuração e capacidade financeira da SAD, tendo como limite a não criação dum poder bicéfalo e conducente ao divórcio entre as duas entidades (vide Belenenses). 

Fico a aguardar os vossos comentários.

SL

Amanhã à noite em Famalicão

Amanhã à noite em Famalicão, a equipa do Sporting Clube de Portugal entra em campo para vingar a derrota de Alvalade e colar-se ao Braga para ultrapassá-lo numa destas jornadas. Já são demasiados pontos obtidos por estes nos últimos minutos dos jogos, alguma dia isso irá acabar.

Silas convocou os seguintes jogadores :

Guarda-redes: Maximiano, Diogo Sousa e Anthony Walker.

Defesas: Ilori, Coates, Luís Neto, Rosier e Borja.

Médios: Eduardo, Acuña, Battaglia, Francisco Geraldes e Doumbia.

Avançados: Rafael Camacho, Luciano Vietto, Gonzalo Plata, Pedro Mendes, Jovane Cabral e Sporar.

Assim, gostaria de vos perguntar o seguinte:

Silas à parte, e com os jogadores convocados, qual seria o vosso onze e qual a disposição do mesmo em campo?

No meu entender cada vez mais é mais evidente a necessidade de avançar Acuña no terreno (cada um é para o que nasce, contra os turcos centrou para golo no ataque, e amorteceu para penálti contra na defesa) e também aproveitar o bom momento de Plata. Sobre Eduardo, francamente prefiro Doumbia, pela atitude de combate, embora ainda à procura da posição mais adequada e carente dum treinador que lhe lime as arestas. Jovane mais uma vez provou que não tem a cultura táctica dum Gelson Martins ou dum Raphinha, e assim não dá para jogar de início, é bem mais útil na fase final dos jogos.

Então o meu onze seria o seguinte:

Max; Ristovski, Coates, Neto e Borja; Battaglia, Doumbia e Vietto; Plata, Sporar e Acuña.

SL

A pior equipa técnica de sempre? (Parte 3)

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Espero sinceramente que seja a última vez que faça um post com este título e com estas caras. Tudo tem limites e se há quem queira ser "kamikaze", como o expulso ex-presidente, que o faça às suas custas e não às do Sporting.

Dizia a 29 de Setembro, no post "Silas no espeto", que:

"Leio hoje em "A Bola" um comentário que tenho de subscrever, do seu director (lampião) Vítor Serpa a dizer que "se (Varandas) continuar a fechar os ouvidos e os olhos a quem dele honestamente discorda, afinal, o que o separa de Bruno de Carvalho?"

Pese toda a recuperação da SAD realizada, os títulos alcançados e o trabalho bem feito em diferentes áreas, a dificuldade crescente de comunicação e envolvimento com os sócios, e o fecho em si mesmo do núcleo duro que gere o futebol, não conseguiu ultrapassar bloqueios e antecipar problemas, e a prova é que no caso dos despedimentos de Peseiro e de Keizer não havia alternativa pensada, preparada e adequada ao momento do clube e ao plantel que ia encontrar. 

Também hoje o "Record" anuncia que Silas tem tudo acertado para ser o novo treinador do Sporting, um treinador cujo curriculum se limita a um par de anos no Belenenses, onde conseguiu a maior derrota de (se calhar) todos os tempos desse clube com o Sporting,  e que nem sequer tem habilitação que lhe permita levantar-se do banco e dar instruções aos jogadores.

Pelos vistos o que dizemos aqui da necessidade de ter um treinador credenciado, experiente e agregador a tomar conta da equipa (coisa que teria de ser tratada com tempo e dinheiro), chame-se ele Jesualdo Ferreira, Scolari, Ranieri, Alegri ou outra coisa qualquer, não lhe diz muito, e prefere alguém à sua imagem, de Hugo Viana e de Beto, ou seja, mais uma boa pessoa, mais um jovem e inexperiente profissional.

Não está em causa a pessoa e o sportinguista Silas, as suas qualidades enquanto treinador, o beneplácito de que poderá gozar no imediato nos sócios e adeptos, mas a confirmar-se a notícia e na fornalha de Alvalade é quase uma certeza que Silas vai sair "bem passado". E se calhar não vai ser o único.

Obviamente não vai ser por minha culpa, estarei com ele como estava com Peseiro, Tiago, Keizer e estou ainda hoje com o Leonel. Até ao limite do possível."

 

Passaram-se cinco meses desde essa data e tudo o que escrevi nessa altura peca por defeito.

 

1. Desempenho

Com Silas, em 27 jogos, tivemos 17 V, 1 E e 9 D. Se olharmos apenas para os confrontos com as quatro melhores equipas (Porto, Benfica, Braga e Guimarães) tivemos 1 V e 4 D. Quanto a média de golos: marcados, 1,6; sofridos, 1,1. 

2. Conquistas

Eliminado da Taça de Portugal, da Taça da Liga, da Liga Europa (tudo contra equipas inferiores), 4.º lugar na Liga atrás do Braga e a ter de ir a Guimarães, Porto e Benfica.

3. Qualidade perceptível do trabalho

Uma lástima. Não existe fio de jogo que identifique a equipa, que não sabe defender e sofre golos sucessivos de bola parada, que ataca de forma individualista e muito pelo centro, sucedem-se jogo após jogo passes para ninguém, centros para nenhum lado, adormece-se o jogo quando temos que impor respeito, atacamos à maluca quando estamos a ganhar. A mudança improvisada é uma constante, sucedem-se sistemas tácticos, formas de sair a jogar bem distintas, diferentes onze de jogo para jogo, qualquer mecanização ou conhecimento mútuo é impossível nestas condições. Preparação física mais que deficiente (ver como acabaram alguns jogadores depois dos 120 minutos). Um festival de incompetência e de falta de capacidade de comando desde o banco (sem Silas sequer ter habilitações para se levantar e ordenar).

4. Evolução do plantel e preparação da próxima época

A verdade é que com Silas quase todos os jogadores deixaram muito a desejar, as mudanças constantes de posicionamento destroem a sua evolução, médios de transição passam a duplos e triplos trincos, os extremos são transformados em avançados móveis, pontas de lança jogam a médios. Mesmo Max tem lapsos de posicionamento que revelam muita incompetência de quem o treina. Quase todos valem bem menos do que valiam.

Isto realmente é mau de mais. Peseiro foi despedido sem se perceber porquê, o vencedor das Taças (ultrapassando Braga, Benfica e Porto) Keizer foi despedido por dois penáltis manhosos quando ganhava a 10 minutos do fim para tapar a incompetência de Hugo Viana (que apesar de tudo não fez mais asneiras em Janeiro para somar àquelas do início de época).

 

Silas não é despedido, PORQUÊ ??? Alguém me explica? 

Não há alternativas? Agora que o Sporting até encaixou uma boa maquia com a venda de Bruno Fernandes e temos o terceiro melhor plantel português? Tretas.

Ao pé de Silas até o Paulinho é alternativa. Só tinha de pôr o plantel em auto-gestão, os capitães tomavam conta da coisa, pior não ficava. 

Porque está de facto muito mau. 

SL

Amanhã à tarde em Istambul

Amanhã à tarde, na maior cidade da Turquia, a equipa do Sporting Clube de Portugal entra em campo para defender a vantagem obtida em Alvalade e tentar a passagem à fase seguinte da Liga Europa.

Silas convocou os seguintes jogadores (foi publicada a seguinte lista, onde Vietto continua a figurar como avançado, só pode ser mesmo teimosia de alguém):

Guarda-redes: Luís Maximiano, Hugo Cunha e Diogo Sousa;
Defesas:  Ilori, Coates, Acuña, Ristovski, Rosier e Borja;
Médios: Eduardo, Battaglia, Wendel e Doumbia;
Avançados: Rafael Camacho, Vietto, Plata, Pedro Mendes, Jovane, Bolasie e Sporar.

Assim, gostaria de vos perguntar o seguinte:

Silas à parte, e com os jogadores convocados, qual seria o vosso onze e qual a disposição do mesmo em campo?

No meu entender, procurava mexer o mínimo na equipa que ganhou em Alvalade, e entrar com dois extremos com presença física, atacando e defendendo com critério. Plata e Jovane as armas secretas. Seria assim:

Max; Risto, Coates, Ilori e Borja; Battaglia, Wendel e Vietto; Bolasie, Sporar e Acuna.

SL

O terceiro melhor plantel da Liga

Se dúvidas existissem na cabeça de alguns, esta última sequência de jogos do Sporting depois da saída do seu capitão, melhor jogador e melhor jogador da Liga, vieram demonstrar que dispomos sem dúvida alguma do terceiro melhor plantel da Liga, porventura inferior aos dois rivais mas muito acima dos outros competidores pelo terceiro posto.

Dispomos de internacionais pela Argentina, Brasil, Uruguai, Colômbia, Equador, Eslovénia, Macedónia, França, para além de Portugal, alguns deles julgados imprescindíveis pelos respectivos seleccionadores. Quantos existem no Braga, no Guimarães ou no Rio Ave? Se calhar um ou outro de que sinceramente não me recordo. E se calhar os melhores que lá estão vieram de Alvalade...

Dispomos de um conjunto de jovens com tremendo potencial: Max, Plata, Camacho, Jovane (as lesões o permitam), Doumbia e Pedro Mendes. E outros a rever: Miguel Luís e Francisco Geraldes.

Passámos a dispor do artilheiro da Liga Europa, que já começou a facturar.

Continuam a não existir de facto muitos jogadores de classe extra, e quando faltam um ou mais (Mathieu, Coates, Acuña, Vietto) nota-se logo e às vezes paga-se caro. 

A verdade é que temos um treinador que demorou uma eternidade a fazer o óbvio: dar sequência ao trabalho de Marcel Keizer e pôr a equipa a jogar naquele 4-3-3 que facilmente permite que cada um saiba o que anda a fazer em campo. Com o trio do meio-campo estabilizado, Battaglia a 6 (a subir de jogo para jogo depois da lesão grave que teve), Wendel a 8, e Vietto a 10, temos logo bom futebol e não aquela "mastigação" inconsequente que fomos vendo, muitas vezes disfarçada pelo talento do Bruno. 

Pois esse treinador não conseguiu fazer durante demasiado tempo do terceiro melhor plantel da Liga pelo menos a terceira melhor equipa da Liga, menos ainda conseguiu ganhar taças derrotando os dois rivais como fez Marcel Keizer. 

Esperemos que agora que já interiorizou que não vai continuar finalmente demonstre que o consegue. 

SL

Obrigado, Marega

Com a sua atitude no jogo de Guimarães, contra tudo e contra todos, inclusive treinador e jogadores da própria equipa, o maliano "preto como breu" (como se dizia noutros tempos), mas tão pessoa como eu, conseguiu dar uma grande pedrada no charco da podridão que existe no futebol português.  

Pedrada no charco, porque põe a nu a mediocridade dos regulamentos do futebol português e o desleixo das entidades que os aplicam, a começar desde logo pelo árbitro que até conseguiu mostrar um cartão amarelo ao maliano, ou a atitude cobarde dos dirigentes reféns de claques.

Acredito que o futebol português não é racista. O maior ídolo do Benfica é Eusébio, no Sporting veneramos Rui Jordão, Oceano foi o nosso capitão muitos anos, na tourada era o Chibanga, o Guimarães tem lá o Neno como director desportivo. O problema não está aí. No plantel do Sporting temos brancos e negros, o rapaz mais promissor de Alcochete é bem negro também. 

O problema, penso eu, está nesta conjunção de interesses entre as autoridades judiciais e policiais que tem entendido que o futebol é um mundo à parte onde quase tudo é permitido,  e os ultras integrando as claques ou "à paisana" (casuals) que se julgam donos dos clubes e moralmente acima de dirigentes e praticantes. O tal "O clube somos nós". Se depois a vítima do dia é negra, lá virão os cânticos "de macacos" ou as bananas para o campo, se for outra coisa qualquer (cigano, asiático, homossexual, rato traidor, marreco ou coxo), lá virão os cânticos adequados à situação. Ou umas tochas a bombardear. E se as vítimas ripostarem e porventura ofenderem as mães deles, está montada a cena para assaltos terroristas aos centros de treinos ou emboscadas em zonas escuras. 

Agora que os políticos estão a perceber a dimensão do problema, até pela vergonha nacional que representou a saída de campo do Marega, e que vão ter de fazer mais do que ir ao estádio e ver um grande jogo como convidados, espero que o castigo ao clube em causa seja exemplar, porque só assim as coisas irão mudar. Mas também que exista gente identificada que nunca mais possa entrar num campo de futebol.

Não ao racismo !

Não à escumalha das bancadas !

SL

A pior exibição da época

Pelo menos foi o que disse Silas depois do jogo. Referia-se obviamente ao período em que está à frente da equipa, mas para mim foi mesmo a de toda a época. Valeu o emprestado, limitado mas sempre esforçado Bolasie para repetir o que fez na Vila das Aves: do nada cavar um penálti e assim evitar a derrota.

Com um plantel tão desequilibrado como o do Sporting, quando faltam três dos quatro melhores jogadores num campo difícil como o de Vila do Conde seria sempre de prever dificuldades. Mas quando mais uma vez se altera o modelo de jogo e o onze em posições chave, então está-se mesmo a pedi-las.

Do 5-3-2 contra o Portimonense com Battaglia e Wendel a médios mais recuados, passámos para um 4-3-3 com Doumbia e Eduardo nas mesmas funções. Não há equipa que aguente tanta alteração, tanta improvisação, tanta falta de articulação entre colegas. Sucederam-se passes para jogadores marcados em cima e de costas para a baliza, passes para ninguém, centros para lado nenhum.

SIlas já veio dizer que não se demora cá muito, quando quiserem pega nas malas e vai à sua vida. O plantel também sabe isso mesmo, a mensagem já não passa e a equipa transforma-se num bando que corre e luta sem critério. Ontem o Coates lá foi para rua mais uma vez na tentativa de travar adversários lançados pelo seu lado, onde o Ristovski anda sempre em parte incerta e foi responsável por mais um golo (já perdi a conta aos lances por alto perdidos por ele esta época ao segundo poste que dão origem a golos ou centros para golo), não sem antes tentar fazer por ele o trabalho dos onze e quase conseguir um autogolo. Se no caminho perdesse a bola, como normalmente acontece, seria mais um contra-ataque bem perigoso do adversário.

Pelos vistos com a saída de Bruno Fernandes deixou também de haver definição sobre quem marca livres e penáltis: fica à mercê de quem agarra na bola com mais força.

Enfim, que bom seria se a temporada acabasse já. Mas ainda falta muito. O Braga (terceiro com mais um ponto) realmente descobriu um magnifíco treinador que de parecido com Silas tem a falta de habilitações mas conseguiu em pouco tempo transformar aquela equipa que entrava para perder fora de casa contra os grandes e ganhar cinco vezes seguidas aos mesmos, o Rio Ave (quatro com manos três pontos) e o Guimarães (sétimo com menos oito) jogam bem e são adversários a considerar na luta pelo pódio. 

E voltamos também à questão de andarmos a emprestar e vender jogadores a clubes que acabam por competir connosco por posições importantes no acesso às competições europeias: Palhinha e Esgaio no Braga, Dala e Mané (que ontem teve azar no remate que daria a nossa derrota) no Rio Ave. Dá que pensar, de facto.

SL

Amanhã à noite em Vila do Conde

Amanhã à noite em Vila do Conde a equipa do Sporting Clube de Portugal entra em campo para defrontar a equipa local e consolidar o 3.º lugar na Liga, já que o principal concorrente a esse posto tem a derrota bem... ia a dizer vendida, mas fico-me pelo certa.

Silas ainda não divulgou a convocatória, que deve ser mais ou menos a seguinte:

Guarda-redes: Luís Maximiano, Diogo Sousa e Hugo Cunha;

Defesas: Coates, Ilori, Ristovski, Luís Neto, Rosier e Borja;

Médios: Eduardo, Battaglia, Wendel, Doumbia e Miguel Luís;

Avançados: Camacho, Plata, Bolasie, Jovane e Sporar.

Assim, gostaria de vos perguntar o seguinte:

Silas à parte, e com os jogadores convocados, qual seria o vosso onze e qual a disposição do mesmo em campo?

No meu entender, e cada vez entendo menos, entre a confusão técnico/táctica/estratégia seja o que for de Silas e as ausências forçadas daqueles que resolvem muita coisa, poderíamos entrar em campo com um onze equilibrado e capaz de conseguir um bom resultado (ou seja, evitar a derrota).

Max; Risto, Coates, Neto e Borja; Battaglia, Doumbia e Wendel; Bolasie, Sporar e Plata.

SL

O Sporting somos nós

bas dost.jpg

 

Sou do tempo em que o Sporting eram aqueles que nos estádios, nos pavilhões e nas pistas conduziam a camisola do clube às conquistas e aos triunfos. Os Yazaldes, Damas, Agostinhos, Lopes, e muitos outros. Os nosso ídolos. Tudo o resto era acessório.

Os tempos são outros, mas em todo o caso é completamente inadmissível e uma vergonha para o Sporting o número de dirigentes, treinadores e jogadores que foram agredidos fisicamente nas instalações do clube nos últimos tempos, com ovos, murros, pontapés, tochas, cintos, e garrafões de água. Foram mais de uma dúzia entre dirigentes, treinadores e jogadores, entre eles capitães de equipa.

Hoje no tribunal de Monsanto, um rapaz de 29 anos que participou no assalto à academia do próprio clube e que trocou mensagens onde manifestou a intenção de "ir bater" veio dizer que "Queria ir lá dar uma espécie de 'aperto', mas nunca foi minha intenção agredir, era mais pedir justificações. A minha intenção nunca seria ir lá agredir jogadores, a minha intenção era assustá-los e fazer com que eles percebessem que deviam ter dado mais no campo, deviam ter ganhado". Pois.

Diz ele também que "É tudo condenável, não me revejo nisto, não sei o que me passou pela cabeça na altura. Percebo que isto chocou o país. Isto, se calhar, era um vício que eu tinha, o Sporting e as claques". Pois.

Mas o que impressiona ainda mais é a quase indiferença de alguns Sportinguistas perante este estado de coisas. Se calhar é um pouco como a violência doméstica. Se eles apanharam, então é porque mereciam. E se a filha menor dum deles foi insultada e cuspida, paciência.

A pergunta que deixo é como é que o Sporting poderá atrair os melhores dirigentes, treinadores, capitães e jogadores, quando o que lhes pode muito bem acontecer é serem agredidos nalgum canto escuro por quem se julga dono do clube. 

SL

Arranjar lenha para se queimar

Silas desde o dia que entrou em Alvalade, pelas ideias "de risco" que logo manifestou, pelo onze que apresentou em Alverca sem titulares indiscutíveis, e em muitos outros casos, parece ter uma irresistível atracção para arranjar lenha para se queimar, felizmente em muitos deles conseguindo (tendo havido ou não chamada de atenção dos capitães ao intervalo) ter a lucidez necessária para sentir a pele a arder e controlar a coisa. Noutros casos...

Ontem em Alvalade foi assim. A teimosia e arrogância de entrar com o "novo sistema" que já tinha baqueado em Braga, um 3-5-2 com um extremo Camacho adaptado a 2º atacante, e os laterais a fazer piscinas, que por vezes mais parecia a táctica "pirilau" do Paulo Autuori de outros tempos, conduzia a um jogo mastigado e muito desenvolvido por zonas interiores que esbarrava no centro defensivo do Portimonense. Perdida a bola em mais um passe ou drible falhado (Camacho abusou), lá vinha o Portimonense em velocidade a apanhar os 3 centrais de frente, os laterais em parte incerta e Battaglia a ser de menos para tamponar a coisa. E assim, só não chegámos ao intervalo em desvantagem porque Mathieu marcou um golão à André Cruz.

Veio o intervalo, saiu Neto (mais uma vez, quando Silas resolver começar com 3 centrais), o 3-5-2 transformou-se num 4-2-3-1 / 4-3-3 com Plata e Jovane nas alas, começou a existir espaço no centro para Vietto e Sporar terem flagrantes oportunidades de golo, Acuna vagabundeou para a direita e solicitou Jovane para o centro que deu o autogolo (pensar que saiu em Braga porque não estava a cumprir as indicações... foi Silas que o mandou para a direita ?) e lá conseguimos uma vitória sofrida mas amplamente merecida.

Destaques pela positiva para Max (Impressionante o novo Rui Patrício), Mathieu (claro), Coates, Battaglia (grande cabeçada para golo, logo a abrir o jogo, depois da grave lesão que sofreu bem mais contido e posicional, acabou em defesa central) e Acuna (um desperdício a defesa esquerdo). Pela negativa, Vietto a falhar passes e golos e Ristovski que anda por ali para cima e para baixo...

E assim, mais 3 pontos e o terceiro lugar na Liga. Na próxima jornada o Braga irá perder como habitualmente na Luz e nós temos mesmo de vingar as duas derrotas com o Rio Ave.

SL

Terra Queimada (2º Capítulo)

terraqueimada.jpg

 

Ontem em Alvalade, mais uma vez (em 11/09/2020 já me tinha referido ao assunto), a coligação comandada pela claque que assaltou Alcochete e que se viu desprovida das suas fontes de rendimento conseguidas à custa do clube conseguiu transformar um dia e um fim de semana que foi de sucesso em todas frentes - com vitórias nas quatro modalidades de pavilhão e a reconquista do terceiro posto na Liga de Futebol - numa jornada de protesto nas ruas, de desprezo pelo sucesso desportivo do clube e pelos jogadores que o representam no estádio e até duma reportada agressão cobarde a dirigentes e uma filha menor à porta dum elevador.

O caricato é que, camuflados pelo discurso da indignação relativa à incompetência e falta de união provocada pelos dirigentes legitimamente eleitos pelos sócios, aparentemente conseguiram mesmo agredir aquele dirigente que tem o pelouro das tais modalidades que muito ganharam no ano passado e estão a ganhar de novo, que estão no primeiro ou nos primeiros lugares dos respectivos campeonatos e com passagens a fases seguintes nas competições europeias, isso imediatamente a seguir duma vitória retumbante no futsal perante o rival de sempre, o Benfica.

Ficou assim mais uma vez demonstrado que o que os move é apenas e só a guerra para voltarem a tomar conta do Sporting, incapazes de aceitar o julgamento de Alcochete, incapazes de aceitar a perda de regalias, incapazes de aceitar a destituição e expulsão do ex-presidente, incapazes de aceitar a decisão do processo eleitoral, incapazes de aceitar as derrotas em todas as AGs realizadas desde então, incapazes de se mostrarem dignos do Sporting.

Gritam "O Sporting somos nós". O que estão a fazer é tentar destruir o clube, para que das cinzas nasça algum clube controlado por eles, e à custa de todos os outros.

 

O Sporting é dos sócios, não deste presidente, não do outro, não das claques, não desta ou daquela seita. De todos os Sócios, cujas decisões maioritárias têm de ser respeitadas. Ontem mais uma vez, no estádio, a grande maioria dos sócios presentes assobiou e vaiou aqueles que em vez de estarem a apoiar a equipa se entretinham a insultar o presidente. Aqueles que cada vez são menos e cada vez se ouvem menos na curva Sul.

Os candidatos a presidente, aqueles que foram derrotados nas últimas eleições e aqueles que têm ambições a lá chegar, deviam reflectir um pouco e pensar qual é o clube que quererão receber, em termos de governabilidade, urbanidade, tranquilidade para a realização de objectivos e autoridade perante seitas internas e inimigos externos. Ou que Sporting quererão para levar os seus filhos e netos ao estádio e pavilhão e fazer deles novos Sportinguistas. E vir a público condenar vivamente e sem reservas o que se passou. 

Amanhã vamos saber se vamos ter ou não uma AG. A existir (não tenho formação jurídica nem conheço a fundo os estatutos, limito-me a achar que alegada incompetência não é motivo para destituição) será mais uma jornada em que uma minoria ruidosa e arruaceira vai tentar intimidar, insultar, perseguir e agredir quem se atrever a defender a não destituição destes orgãos sociais. Mas a existir temos de lá ir todos, mais uma vez surdos e mudos, mais uma vez para derrotar esta seita.

Falando em arruaceiros, também existem os arruaceiros das redes sociais, os "stalkers", os "bullys", temos também aqui de sofrer com a sua presença, mas não contribuir para lhes dar a importância que não têm e estragarem este espaço de pluralidade e amor Sportinguista.

No meu caso assim farei.

SL

Disse Paulo Bento

paulobento.jpg

 

Disse Paulo Bento no programa 'Mais Futebol', da TVI24:

"Aquilo que fica à distância é que o Sporting é um clube desunido, partido, que está permanentemente numa guerra. Durante muitos anos, até antes de eu ser treinador, e depois também, era um sítio onde os treinadores aguentavam muito pouco; agora parece que é um sítio onde os presidentes aguentam muito pouco também. Isso é traumático (...) Se fico surpreendido [Ataque à Academia]? Não me surpreende. Apesar de achar que aquilo que sucedeu na Academia foi o momento mais negro da história do Sporting. Foi algo que veio em crescendo. Não queria ter razão, mas creio que em novembro de 2009, após a minha saída do Sporting, disse algo parecido com isto: enquanto não se pensar que 60 mil são mais importantes do que 6 mil, ou enquanto deixarem que 6 mil sejam mais importantes do que 60 mil, o Sporting vai ter problemas. E a verdade é que os teve. Deixou que uma minoria ruidosa pusesse o nome do Sporting na lama. Acho que isso é deplorável e triste. Não nasci sportinguista, mas tenho um carinho muito grande por aquela instituição e custa-me ver o Sporting no estado em que está. (....)  Vivi momentos extremamente desagradáveis, não a este nível porque não calhou. Mas tive de meter as minhas filhas dentro do carro na garagem do Sporting para não verem certos episódios. Tive de ser escoltado até minha casa para não haver qualquer tipo de consequência; tivemos de estar com as famílias fechadas num balneário ao lado do balneário equipa da casa, para que estivessem um bocadinho mais tranquilas. Tive a seguir à famosa eliminatória, pela negativa, dos 12-1 uma espera na Academia onde parei para falar com as pessoas.... Estas são situações são como bola neve, crescem... (...) Quando se permite que haja poder no clube para destituir treinadores e fazer determinadas manifestações, isto está invertido. Não sou contra as claques, mas elas não podem ter direitos e não cumprirem os seus deveres. Estive num país [Grécia] onde os adeptos do clube visitante não podem ir ao estádio, acho que estamos a caminhar para isso. Já tivemos pedras a voar nas autoestradas quando as camionetas vão para cima ou para baixo, estamos a fechar os olhos até que aconteça mais alguma tragédia. O que estamos a fazer é tirar as famílias do futebol, a impedir que possam ir as crianças e a senhora e não apenas o homem. Estamos a subverter tudo isto, em vez de irmos para uma festa, parece que estamos a ir para um sítio de terror. Alguém tem de meter mão nisto", finalizou.

Não é preciso dizer mais nada, e eu não diria melhor.

Parabéns Paulo Bento.

SL

Amanhã à tarde em Alvalade

Amanhã à tarde em Alvalade a equipa do Sporting Clube de Portugal entra em campo para defrontar o Portimonense e manter-se bem colocado na corrida para o terceiro lugar da Liga, sempre esperando que lá pelo Porto a coisa se vá complicando. 

Silas ainda não divulgou a convocatória, que deve ser mais ou menos a seguinte:

Guarda-redes: Luís Maximiano, Diogo Sousa e Hugo Cunha;

Defesas: Coates, Mathieu, Ristovski, Luís Neto, Rosier e Borja;

Médios: Eduardo, Battaglia, Wendel, Doumbia, Vietto e Acuña;

Avançados: Camacho, Plata, Bolasie, Jovane e Sporar.

Pelo que se vai lendo, Silas anda muito entusiasmado com o seu 3-5-2 onde Eduardo se sente muito confortável, a posse da bola é bestial e os remates imensos (tudo mais ou menos o que ele diz): 

Assim, gostaria de vos perguntar o seguinte:

Silas à parte, e com os jogadores convocados, qual seria o vosso onze e qual a disposição do mesmo em campo?

No meu entender, com a obrigação que tem o Sporting de entrar em todos os campos para ganhar, e com um plantel que dispõe de seis extremos e apenas dois pontas de lança, não faz o mínimo sentido andar a improvisar sistemas complicados e estranhos ao plantel e ao clube. 

Fico-me então pelo 4-3-3 de equipa grande:

Max; Rosier, Coates, Mathieu e Borja; Battaglia, Wendel e Vietto; Camacho, Sporar e Acuña.

SL

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