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És a nossa Fé!

O dia seguinte

Na sequência do seu plano de preparação da nova época, o Sporting venceu ontem mais uma equipa do meio da tabela do campeonato respectivo, apresentando um onze já muito próximo daquele que irá entrar em campo na Supertaça contra o Braga. Bem mais importante do que os resultados destes jogos é a evolução individual e colectiva da equipa, mas não deixa de ser curioso que o Sporting tem ganho todos excepto num em que cedeu o empate nos momentos finais do jogo, ou seja, está no caminho que lhe deu o título.

Foi um jogo em que o Angers complicou e criou problemas que nem sempre o Sporting conseguiu resolver da melhor forma, e na 1ª parte foram muitos passes falhados a meio-campo que tornaram o ataque quase inexistente. Na 2ª parte, a passagem de Tabata para o centro do terreno e o refrescamento do ataque com Nuno Santos e Jovane já mostraram um Sporting mais próximo do que estamos habituados. De qualquer forma, jogando pior ou melhor, os princípios de jogo deste Sporting de Amorim estão lá, um 3-4-3 compacto e solidário, defender bem a todo o campo, sair a jogar da defesa, atacar alternando variações constantes de flanco com a procura da profundidade.

Os dois grandes problemas do Sporting nesta altura são a forma bem deficiente com que chegaram seleccionados e aquisições - e não há nenhum que escape, de Esgaio a Pedro Gonçalves, e vamos ver como estão Coates e Plata, se vier Ugarte não deve vir melhor - e a substituição do João Mário.

Tudo o resto está bem, foi feito um óptimo trabalho com os jovens que vai dar frutos a médio prazo e Tabata e Gonçalo Inácio começam a época já em grande nível. 

 

Daniel Bragança demonstrou mais uma vez, e já são tantas, que não é alternativa a João Mário, por falta de intensidade defensiva e de controlo do jogo na zona central do terreno. Para mim, o seu lugar é mais à frente com dois médios nas costas, a alimentar dois avançados, por exemplo Paulinho e Tiago Tomás.

Matheus Nunes garante essa intensidade defensiva e capacidade de combate a meio-campo, acho que só lhe falta jogar com continuidade para lá chegar.

Ugarte se calhar vai ser o suplente de Palhinha, tem aquele "killer instinct" indispensável para quem joga à frente da defesa.

Mas para já quem está na calha para substituir João Mário é mesmo Tabata. Está "sequinho" como dizia não sei quem, corre o campo todo, tem capacidade de luta, visão de jogo, bom passe curto e longo, remate forte, muito mais influente no miolo do que na ponta, pode fazer com Palhinha uma bela dupla, com Matheus Nunes e Ugarte sempre disponíveis para entrar. 

 

Vamos ver como tudo isto evolui no próximo domingo em Alvalade. E o vamos ver era bom que fosse a cores e ao vivo, mas sinceramente não tenho grande esperança nisso.

 

SL

Coincidências

Silvestre Varela assina contrato com o Porto para reforçar a equipa B. Bom, não é muito habitual as equipas B serem reforçadas com jogadores em fim de carreira, mas enfim...

Mas se revirem o Porto-Belenenses daquele período da fase final da época passada em que o Porto desesperadamente tentava alcançar o Sporting e se repararem no golo inaugural portista que escancarou as portas à goleada, se calhar percebem que faz todo o sentido: o rapaz comete ainda erros de principiante.

É uma maleita que persegue os emprestados e ex-jogadores do Porto quando defrontam aquele clube: o Rúben Macedo ofereceu-lhes um penálti e dois pontos, o Diogo emprestado ao Famalicão a mesma coisa. Cometem erros de principiantes.

Já contra o Sporting, no Jamor, o Varela parecia um titular da selecção A. Foi o melhor em campo. 

Os nossos ex-jogadores e emprestados são assim mesmo, de Ryan Gauld até ao mesmo Varela, de João Mário até ao irmão. Até conseguimos perder uma taça no Jamor contra a equipa de Adrien e Cédric.

São apenas coincidências, como todos os jogadores contratados pelo Porto para não jogarem também são, como um tal Carraça ex-Boavista e um Márcio ex-Tondela. O apito dourado foi um fait-divers, o cameraman da TVI em Moreira de Cónegos encostado ao corrimão estava a ser aconchegado e um bandido também tem direito a regenerar-se.

SL

Que filho da puta, pá, incrível!

Como dizia e muito bem um brunista rugista, isto agora é muito estranho. No Sporting quase tudo se ganha no maior silêncio quando dantes quase tudo se perdia no maior "basqueiro", andamos no melhor dos mundos com o maior empresário do mundo, no Norte o padrinho/papa está cada vez mais a perder discernimento relativamente ao outro papa, agora até se lembrou que o regresso do Jardel foi vetado por um tal Rodrigues Dias, adjunto do Octávio, no Sul o padrinho local anda às voltas com a justiça, amargurado e revoltado por lhe andarem a tentar fazer a cama no próprio clube. Tudo isto é mesmo muito estranho. 

No mesmo Sul, o clube que tem o presidente entalado vem tentando entalar o campeão português em exercício, desviando o João Mário do que seria um processo normal de troca de salário por tempo de contrato. Aparentemente vai ficar com ele, sujeitando-se à obrigatória reacção jurídica do Sporting, mas para o João Mário jogar alguém terá de sair, chame-se Weigl, Pizzi, Taarabt, ou... Krovinovic.

Jorge Jesus ´é assim mesmo: parece ter desejos de mulher grávida. O Gil Dias destruiu o Sporting de Jorge Jesus em Vila do Conde em 18/09/2017, dias depois da jornada da Champions de Madrid. Anos depois, o Jesus quis... o Gil Dias. O João Mário destruiu o Benfica de Jorge Jesus em Alvalade, sem Palhinha nas costas, e na Luz foi fundamental vindo do banco para pôr o Benfica à rasca. O Jesus agora quer... o João Mário.

Que lhe façam bom proveito. Também como não é ele que vai pagar os 20 e tal milhões do João Mário, mais um anito e vem a reforma, tudo lhe vai saber a Moet & Chandon. Claro que com todos esses desejos os melhores do Seixal fazem contas de sumir e os da casa ou com mais tempo dela que se vão mantendo no plantel têm vontade de dizer o que disse o Krovinovic.

Quem não disse isso em seu tempo, porque são bem educados, foram o Palhinha e o Esgaio. Também por isso gostei imenso do seu regresso ao Sporting. E só tenho pena que Ryan Gauld não regresse também.

 

#OndeVaiUmVãoTodos 

SL

Dura lex, sed lex

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A lei é dura, mas é lei. A justiça tarda, mas não falha. Os romanos já tinham percebido tudo isto há muitos séculos, bem antes da Itália ganhar à Espanha e estar prestes a ganhar o Euro.

E estamos a ver isso mesmo no futebol português. Não me refiro ao presidente do Benfica andar a dormir fora de casa, à conta de pequenas, médias e grandes vigarices, que ainda nem percebi bem quais foram, nem ao presidente do Porto andar numa corrida entre a lei da vida e a demora dessa mesmo justiça, não sei se quando forem à procura dele estará de novo em viagem para Vigo, nem ao ex-presidente do Sporting se ter safado da caldeirada alcocheteana que conduziu o seu colega de conversas pela noite fora Fernando "Mendes" Barata à prisão, nem ao presidente da JuveLeo que agora se vê também condenado por actividades nocturnas à boleia dum ex-director do tempo do Godinho Lopes.

 

Refiro-me à pena exemplar para o presidente do Sporting em exercício, 60 dias de suspensão e 15300€ de multa, por actos hediondos (onde é que já ouvi isto?) cometidos a 5 de Dezembro do ano passado. Na prática, indignou-se com o o golo anulado a Coates no final do jogo com o Famalicão e disse: "Este golo jamais seria anulado aos nossos rivais." Parece que se tratou da lesão da honra e da reputação dos órgãos da estrutura desportiva e dos seus membros. Membros esses escolhidos a dedo pelos... nossos rivais.

Ou seja, o nosso presidente foi duramente punido por ter dito o óbvio.

 

A lei é dura, mas é lei. A justiça tarda, mas não falha. Mas estes juízes mereciam estar a fazer companhia ao Vieira.

 

#OndeVaiUmVãoTodos

SL

Favoritos? São os outros!

Começou a nova época em Alcochete, e os plantéis A e B preparam-se afincadamente sob o comando das mesmas equipas técnicas da época passada para os desafios tremendamente exigentes desta, a começar pelo regresso à principal competição de clubes, a Champions. Não esquecer também a participação na Youth League dalguma equipa construída a partir dos sub23.

Enquanto a equipa A aguarda o regresso dos internacionais A das selecções de Portugal, Uruguai e Equador e conta com muitos miúdos que irão depois competir nas equipas B e sub23, a equipa B que vai competir na 3.ª Liga foi grandemente reestruturada, saindo muita gente em fim de linha como promessas, e abrindo lugares para talento mais novo, algum recrutado exteriormente, no Barcelona, na Roma, no Gana, etc. Parece que o scouting finalmente começa a funcionar, vamos ver os resultados.

 

Mas voltando à equipa A, onde se pretendeu mexer o mínimo possível numa equipa campeã nacional, a grande novidade para já é a "troca" de João Mário por Ricardo Esgaio, dois jogadores da mesma idade, duas excelentes pessoas, tantas vezes os vi jogar juntos pela B e algumas pela A, apenas separados por muitos milhões de euros.

Feitas as contas à duração do contrato, manter João Mário custa tanto como contratar Esgaio, Vinagre e Ugarte. Eu, francamente, prefiro a segunda alternativa, e ainda fico mais satisfeito se Ryan Guald for incluído no pacote.

Quanto ao João Mário, está na idade de fazer o contrato da vida dele, e entendo que queira ir para onde mais lhe pagam. Obviamente que existem cláusulas no contrato que protegem o Sporting nesta escolha. O Sporting terá de defender os seus interesses.

 

O mercado de Verão ainda está longe de terminar. O Sporting terá sempre de considerar as propostas que surgirem, e obviamente que não será para Ilori que virão. Poderão vir para aqueles que farão muita falta, e haverá que resistir à venda até onde for possível.

Somos candidatos ao título? Claro que sim, como somos todos os anos.

Somos favoritos? Obviamente que não. Não temos treinador com o "nível" dos outros, não temos o orçamento dos outros, não temos alguns árbitros no bolso como os outros, não temos ex-jogadores a facilitar como treinadores ou jogadores das equipas adversárias, não temos "malas ciao" a circular para que contra nós as outras equipas façam o jogo da vida delas, não temos Unilabs a "controlar" infecções, apenas podemos confiar na competência do nosso treinador e na nossa equipa, na força do nosso símbolo e no apoio de todos nós.

Favoritos são os outros. 

 

#OndeVaiUmVãoTodos

SL

O onze que não vi

Estou com Fernando Santos quando entende a selecção como uma equipa, seleccionando conforme as necessidades da mesma e não como prémio para os bons desempenhos nos clubes, e previlegiando o espírito de equipa e o compromisso de todos. Tempos houve em que não foi assim, havia grupos e grupinhos, houve Saltillo e houve muito mais. Até aí tudo bem.

Fernando Santos fez as suas escolhas e levou para o Euro um plantel alargado, numa linha de continuidade com as escolhas anteriores, Cancelo ficou de fora definitivamente e não se percebe bem porquê, foi substituído por Dalot. Nestes quatro jogos os onze foram variando, as substituições também, e no fim alguns jogadores nem sequer calçaram.

Mas ficou evidente que houve escolhas difíceis de entender como a de William Carvalho depois duma época para esquecer, e muitos jogadores gastos por temporadas exigentes e que nunca mereceram a titularidade.

E, pelo menos para mim, ficou a frustação de nunca ter visto um onze mais coincidente com uma selecção que procurasse a felicidade em vez de esperar sentada que ela acontecesse.

O onze que gostaria de ter visto era o seguinte:

Rui Patrício; Cancelo, Pepe, Rúben Dias e Nuno Mendes; Danilo; Renato Sanches, Bruno Fernandes e Pedro Gonçalves; Cristiano Ronaldo e André Silva.

Depois há alternativas óbvias, Palhinha podia muito bem ter alternado com Danilo na posição de trinco, embora Danilo funcione melhor na articulação com os centrais, Raphael Guerreiro em vez de Nuno Mendes em momentos de reforçar o ataque, Dalot em qualquer dos lados para defender ou Pedro Gonçalves e André Silva a alternar com Jota, Bernardo Silva ou João Félix. Mas Renato Sanches e Bruno Fernandes, como Pepe e Rúben Dias, e obviamente Cristiano Ronaldo, seriam sempre titulares e a sair só por cansaço. 

Quem não tinha lugar nem no onze nem no banco eram William Carvalho, João Moutinho, Nelson Semedo e Rafa. 

Mas isto sou eu a pensar.

Qual seria o onze que gostariam de ter visto no Euro?

SL

O dia seguinte

Obviamente que nos faltou a tal "santinha" que nos acompanhou noutras situações. Mas ela hoje meteu folga.

Mas para Portugal defrontar a Bélgica em Sevilha é um pouco como o Sporting jogar em casa contra o Braga ou algo assim, se não entra com tudo para marcar primeiro e deixa enrolar o jogo até que um "chouriço" qualquer funcione como despertador, arrisca-se mesmo a perder. Porque a outra equipa redobra de moral, porque os minutos se vão esgotando, porque cada um tenta  resolver por si o que a equipa não consegue, nem equipa às tantas existe com tantas alterações e a pressa de meter a bola lá na frente.

E é verdade, Portugal não tem um Coates.

Mas tem alguns jogadores fetiches de Fernando Santos, a começar por um Bernardo Silva que marcou com os olhos o ala da Bélgica que fez o golo e um Jota que desperdiçou uma oportunidade muito bem conquistada por Renato Sanches. Foram fetiches como estes, a começar por aquele de William Carvalho contra a Alemanha, que marcaram definitivamente esta campanha. 

Realmente faltou chegar a Sevilha com um modelo de jogo consolidado. Entrou um onze remendado das contigências da fase de grupos, com pouca ideia de conjunto, e sem ninguém para ajudar Cristiano Ronaldo. Que podia ter sido João Félix, como se viu na segunda parte. 

E assim se encerra esta campanha. Com todo o respeito pela competência e curriculum de Fernando Santos, se calhar é tempo de encerrar um ciclo e partir para outro, com outra capacidade colectiva e outra mistura de jovens com fome de vencer e consagrados que não falhem. Sempre com Cristiano Ronaldo, porque ele fará sempre parte da solução, o melhor jogador do mundo nunca será o problema.

Olhando agora para os jogadores do Sporting que integraram esta selecção, Palhinha esteve hoje muito aquém do que pode fazer, não será certamente por este Euro que estará envolvido numa grande transferência, e dois dos melhores jogadores da Liga portuguesa, como Nuno Mendes e Pedro Gonçalves, só foram conhecer os colegas e fazer treino de recuperação. É frustrante, mas é assim mesmo.

SL

O dia seguinte

Foi realmente uma noite de sofrimento e prazer a de ontem, que tive a ocasião de partilhar algures no Minho com um conjunto de amigos do desporto, na maioria Sportinguistas.

Por um lado havia o desafio que estávamos a ver, mas por outro o que não víamos mas que ouvíamos pela voz dum mais atento ao telemóvel e do qual só se ouviam más noticias.

E o que estávamos a ver durante muito tempo não servia para nada tendo em consideração o que se estava a ouvir.

E tudo acabou por correr "à Fernando Santos". Duas equipas bem encaixadas, uma mão bem na testa, outra mão no avançado que se isola, outra mão na bola, mais outra mão a desviar a bola para o poste, empate e não se fala mais nisso.

Claro que a equipa melhorou, mas pior do que contra a Alemanha era difícil, e no final tudo óptimo, fomos os únicos a ganhar à Hungria e por números que nos garantiram o apuramento, vamos apanhar um daqueles bons fregueses que se fartam de jogar na primeira fase e logo vão para casa satisfeitos, isto está a compor-se...

 

PS: Palhinha: calma, calma, rapaz... vem aí a Champions... 

A maior época desportiva desde...

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Com a vitória de hoje do hóquei no Dragão Arena, e com o troféu entregue desta vez em bom estado, o Sporting conquistou o campeonato nacional da modalidade.

Se nos reportarmos ao futebol profissional, ao futebol feminino e às cinco modalidades masculinas mais representativas, no fundo aquelas modalidades que levam multidões aos estádios e aos pavilhões e que permitem julgar da força do clube como um todo, as conquistas da época foram as seguintes (se calhar ainda falta aqui qualquer coisa):

  1. Campeonato Nacional Futebol
  2. Taça da Liga de Futebol
  3. Campeonato Nacional de Futsal
  4. Taça da Liga de Futsal
  5. Campeonato Europeu de Futsal
  6. Campeonato Nacional de Basquetebol
  7. Taça de Portugal de Basquetebol
  8. Campeonato Nacional de Hóquei
  9. Campeonato Europeu de Hóquei
  10. Taça de Portugal de Voleibol

Vamos agora comparar o desempenho dos quatro principais clubes portugueses nestas setemodalidades com base nas posições relativas das respectivas ligas:

1. Futebol:

1. Sporting, 2. Porto, 3. Benfica, 4. Braga

2. Futebol Feminino:

1. Benfica, 2. Sporting, 3. Braga

3. Futsal:

1. Sporting, 2. Benfica, 3. Braga

4. Basquetebol:

1. Sporting, 2. Porto, 3. Benfica

5. Andebol:

1. Porto, 2. Sporting, 3. Benfica

6. Hóquei:

1. Sporting, 2. Porto, 3. Benfica

7. Voleibol:

1. Benfica, 2. Sporting

Vamos ignorar a força do futebol profissional no conjunto, vamos ignorar os orçamentos de cada um. Se atribuirmos 5 pontos ao 1º lugar, 3 ao 2º, 2 ao 3º, 1 ao 4º, 0 à falta de comparência, chegamos ao resultado seguinte:

 

1. Sporting : 29 pontos

2. Benfica : 21 pontos

3. Porto : 14 pontos

3. Braga :  5 pontos

Estes números traduzem bem a supremacia do Sporting esta época no panorama desportivo nacional. E demonstram que dois clubes nacionais têm o ecletismo que os seus sócios reclamam e espaços próprios para a formação. Demonstram haver dois clubes mais regionais com sucesso relativo.

Importa também dizer que o Sporting vive num combate desigual com dois clubes que dispõem de orçamentos bem superiores nas SADs e nas modalidades. E também, custa dizer, com um orçamento votado negativamente por culpa de quem, independentemente das dificuldades ditadas pela pandemia, ficou em casa e não foi defender o clube e as suas modalidades no lugar certo.

Fechada a época desportiva, ficou o Sporting com a enormissima responsabilidade de dar continuidade a estes números, assegurar os projectos ganhadores e transformar os restantes, tomar as decisões certas quanto a aquisições e dispensas, tentar aplicar em todas estas modalidades a fórmula Sporting: grande treinador, grande capitão, grande peso da formação, craques fidelizados.

Para já estamos todos de parabéns, sócios e direcção. Sabe bem ouvir dum amigo benfiquista "Vocês este ano ganham tudo, pá... Como é possível??". Custa-lhes muito perceber, é um facto. Habituem-se.

#OndeVaiUmVãoTodos

SL

O dia seguinte

Bom, foram onze de cada lado, os que entraram em campo, e no final ganhou a Alemanha. Até aqui nada a dizer. Quanto ao resultado, foram 2-4, podiam ter sido 3-4, 4-6, 5-7, qualquer coisa assim, ia pelo meio da segunda parte aquilo já parecia um jogo de futsal de onze...

Jogar contra uma Alemanha sempre intensa e objectiva nunca será tarefa fácil mas também nunca a fizemos tão difícil devido a uma abordagem ao jogo completamente desadequada, ia a dizer simplória, por duas questões principais:

 

1. Um 4-4-2 desadequado relativamente ao que o encontro pedia, com dois tristes trincos a ver jogar, dois falsos médios-alas e dois laterais medíocres a defender, que a Alemanha aproveitava da melhor forma para atrair por um lado e acelerar pelo outro, transformando o nosso lado direito numa autoestrada sem portagem.

 

2. Muitos jogadores sem condições físicas para jogarem a este nível, fruto de lesões ou épocas tremendamente degastantes, daí uma equipa que não conseguia pressionar nem ganhar bolas a meio-campo. William parecia ter idade para ser pai do Pepe, Danilo na segunda parte parecia um touro acabado de lidar. Devem ter ido para o hotel em cadeira de rodas. Mas Bruno Fernandes e Bernardo Silva foram completas nulidades, andavam por ali sem saber o que fazer, ninguém diria que são quem sabemos.

 

Depois obviamente que houve um grande Rui Patrício, um grande Pepe, Rúben Dias esteve bem, o Cristiano foi Cristiano, o Jota também, o Sanches demonstrou que não pode mesmo ficar de fora. Mas... e o resto? O ensaio geral contra a Hungria, resultado à parte, não serviu para nada. Com este onze nem a Nossa Senhora de Fátima nos evita uma derrota pesada com a França.

No final disto tudo a minha admiração por Rúben Amorim é cada vez maior. Muita coisa que a Alemanha faz naquele 3-4-3 com dois alas costa a costa o Sporting já começa a fazer, falta-nos é mesmo um Toni Kroos...

 

SL

Muito obrigado ao último herói da dobradinha, László Bölöni

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Nos anos que levo nas bancadas de Alvalade e fora delas a ver o meu Sporting, e já são quase 50, foram apenas três as épocas em que o sucesso foi total a nível nacional e conseguimos conquistar a dobradinha, ou seja, ganhar Campeonato e Taça. Foi em 1973/1974 com o dedicado Mário Lino (não interessa se João Rocha o despediu uns dias antes do Jamor), em 1981/1982 com o grande enorme Malcolm Allison (que não demorou muito a ser despedido porque ameaçava ganhar de novo e isso chateava muita gente lá por Alvalade), e em 2001/2002 com este senhor sagaz e tranquilo, internacional e patrão da equipa romena e que como jogador conquistou a Liga dos Campeões em 1985/1986 pelo seu Steua de Bucareste.

Foi uma época tudo menos fácil. Um grande aperto de cinto que obrigou a apostar na formação e em miúdos como Hugo Viana, Quaresma e Custódio, um balneário com alguns pesos-pesados de feitio nada simples, como André Cruz, Rui Jorge, Paulo Bento, Pedro Barbosa e João Pinto, uma lesão estúpida que afastou o miúdo maravilha da altura, Marius Nicolae, um negócio brilhante que trouxe o Mário "Killer" Jardel por troca com três monos que pouco ou nada acrescentaram.

 

E mesmo assim, duma forma muito bem documentada no livro que publicou, conjugando pragmatismo, exigência e humanidade, este grande treinador conseguiu construir uma equipa sólida e focalizada, que resumia tudo a uma coisa bem simples: pôr a bola da melhor forma possível na cabeça de Jardel. E com essa ideia tudo o resto aparecia naturalmente: a segurança defensiva através dum central adaptado à lateral (Beto), o meio-campo compacto e lutador, um João Pinto a jogar a partir da lateral centrando em diagonal como nenhum outro.

Foi assim que limpámos tudo. Depois veio outra época em que ninguém teve a coragem de mandar fazer o que o Sporting fez esta época: começar os treinos com quem estava comprometido a 100% e pôr a correr no pinhal quem andava com a cabeça noutro sítio. Obviamente, foi uma triste época, com um Jardel à beira do abismo onde acabou por cair, aquela do lançamento de Cristiano Ronaldo, que culminou com uma derrota por 3-4 em 24/5/2003 frente ao Vitória de Setubal numa noite em que tremi de frio na "bancada nova" que marcou a despedida do velhinho estádio José Alvalade e que segundo a Wiki Sporting "provocou a debandada quase total dos adeptos, que deixaram as velhas glórias convidadas para o efeito, sozinhas no meio do relvado e com as bancadas despidas." Mas esqueçamos isso.

 

László Bölöni é o único herói vivo ganhador da dobradinha como treinador do Sporting. Temos de lhe estar eternamente gratos.

Surgiu agora no final do Hungria-Portugal, bem mais velho que na altura, a cantarolar "E só eu sei, porque não fico em casa ".

Ora vejam e oiçam e regalem-se. Eu regalei-me. Que saudades, ai, ai...

Mais uma vez muito obrigado, mister László Bölöni.

SL

"Pouco importa pouco importa, se jogámos bem ou mal, vamos é levar a taça, para o nosso Portugal"

Em França foi assim, e o lema desta selecção de Fernando Santos é mesmo este. Existe uma equipa, não forçosamente formada pelos melhores onze jogadores, nem pelos onze jogadores que estejam no melhor momento, mas escolhida de acordo com uma ideia de jogo baseada no controlo, defender bem no campo todo e esperar pelos momentos para pôr a bola nos homens certos, aqueles que marcam golos mesmo não sendo pontas de lança. Que não existem na selecção.

Contra uma Hungria "italiana" num 5-3-2 muito rígido, Portugal teve uma boa primeira parte em que circulou bem a bola e construiu ocasiões mais que suficientes para uma vitória tranquila. O duplo trinco ajudou a recuperar bolas em zonas adiantadas e encostar a Hungria "às cordas". Eles raramente conseguiram sair em condição de criar perigo.

Na 2.ª parte a equipa não conseguiu manter o ritmo e facilitou a tarefa ao adversário. Vários jogadores, com William à cabeça, quebraram fisicamente e a Hungria foi-se sentindo cada vez mais confortável no jogo. A pouco e pouco começaram a criar situações, a culminar num golo bem anulado.

Tarde e a más horas lá vieram as substituições, e a verdade é que todos os que entraram coleccionaram asneiras e passes falhados. Quando tudo parecia perdido, um deles, na altura o pior em campo, centra contra um húngaro e depois sai um golo, enrola-se com a bola em vez de rematar e sai um penálti, depois já com uma Hungria destroçada veio mais um golo obrigatório do melhor do mundo para fazer esquecer o golo cantado que falhara na primeira parte.

Concluindo, uma vitória por números concludentes com uma equipa pensada para defrontar os dois grandes que se seguem. Mesmo aqueles que entraram desconfio que vão entrar de novo nos próximos jogos.

Podia-se jogar melhor? Podia, mas não foi assim que fomos campeões europeus. Foi desta forma. Sendo assim... siga.

Fórmula Sporting - Todos a conhecem, difícil de travar

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Mais uma demonstração cabal da força da fórmula Sporting, que só consegui ver já pela madrugada: um grande treinador (Nuno Dias), um enorme capitão (João Matos), um plantel que não é mais do que uma mistura alicerçada muito bem trabalhada de Guittas com Zickys Tés (os Zidanes e Pavones doutros tempos do Real Madrid), cada uns com os seus sentimentos, valores e ambições, uma estrutura na retaguarda bem comandada por Miguel Afonso que resolve problemas no momento certo (como foi o caso da renovação de Guitta) e muita tranquilidade e confiança de todos para ultrapassar momentos menos bons (como foi o caso duma derrota muito por culpa própria no segundo jogo da série, onde soçobrámos no prolongamento depois de estar a ganhar por duas vezes por 2 golos de vantagem). 

Foi o pleno no futsal. Depois da competição máxima europeia, a Champions da modalidade, e da Taça de Portugal, agora foi a vez da Liga Placard. Derrotando o Benfica no play-off e com Porto a perder por falta de comparência, poupa aqui o que vai gastar no andebol e no basquetebol, o que ainda dá mais mérito ao desempenho global do Sporting esta época.  

Como o Pedro Correia documenta noutro post, não há dúvida que está a ser a melhor época desportiva do Sporting desde há muito. Infelizmente não pudemos estar no estádio e no pavilhão para desfrutar, mas quando lá pudermos voltar temos também nós de estar à altura destas brilhantes equipas e ajudá-las a atingir novas vitórias e sucessos. E vamos mesmo estar.

E agora só falta... 

 

#OndeVaiUmVãoTodos

 

PS: Não anda por aí nenhum Zicky futeboleiro? Um ponta de lança / pivot indomável ? O rapaz é mesmo um craque da cabeça aos pés. Pois é, já temos o Nuno Mendes, mas... 

SL 

Se o Sporting ganhar ninguém fica chateado

Foi o que disse Sérgio Conceição. É mesmo disso que se trata: para quê ficar chateado quando se perde contra um grande clube como o Sporting Clube de Portugal? Até porque, para ele, já é um hábito, um bom hábito.

Não vale a pena mesmo chatear-se.

 

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Nos últimos tempos foram:

1. 2014/2015:

Taça de Portugal, Sporting 2 - Braga 2 (resolvido nas penalidades) com Sérgio Conceição do outro lado

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2. 2017/2018:

Taça da Liga, Sporting 0 - Porto 0 (resolvido nas penalidades) na meia-final, com Sérgio Conceição do outro lado

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3. 2018/2019:

Taça da Liga, Sporting 1 - Porto 1 (resolvido nas penalidades), com Sérgio Conceição do outro lado

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4. 2018/2019:

Taça de Portugal, Sporting 2 - Porto 2 (resolvido nas penalidades), com Sérgio Conceição do outro lado

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5. 2020/2021:

Taça da Liga, com Sporting 2 - Porto 1 na meia-final, com Sérgio Conceição do outro lado

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6. 2020/2021:

Campeão Nacional com 5 pontos de vantagem, depois de dois empates nos clássicos, ainda com Sérgio Conceição do outro lado

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Foi realmente com a maior preocupação que vi as notícias que o nosso (há quem diga que é do Sporting) Sérgio Conceição ia trocar o doce futebol português onde pode fazer o que quer e o que lhe apetece por um sonho italiano onde ia ser frequentemente ser posto ao ridículo e pagar bom preço pelas atitudes que toma.

Por isso esteve muito bem Pinto da Costa em renovar-lhe o contrato e dar-lhe carta azul para varrer lá do clube quem lhe morde os calcanhares. O Sérgio não pode sair para Itália de maneira nenhuma, está muito bem no futebol português, há muitos lances para o fazer berrar, muitos árbitros para pressionar, muitos ex-jogadores para penáltis e autogolos, e muitas taças e campeonatos com o Sporting para perder. E não ficar chateado.

 

#NãoHá6Sem7

 

PS: São tantos os penáltis durante a época que nem se lembra de os treinar para os clássicos com o Sporting? Ou são apenas os nervos do chefe a vir ao de cima no momento crítico?

SL

Fórmula Sporting

Esforço, dedicação, devoção e glória: é o Sporting!

Mas para que isso aconteça é preciso lá chegar, aproveitar os piores momentos para corrigir o rumo e prosseguir o caminho que honra o lema do Sporting, encontrar a fórmula certa para constuir atletas e equipas vencedoras de acordo com o ADN do clube, a Fórmula Sporting.

A fórmula Sporting não nasceu ontem. Desde há muito deu provas da sua validade, no futebol e nas modalidades, e trouxe para o museu muitas taças e troféus.

 

Que fórmula é essa?

 

1. Um treinador líder e formador. Tudo começa neste elemento, que poderia chamar-se Moniz Pereira, Malcolm Allison, Nuno Dias, Luís Magalhães ou Rúben Amorim: focalizar e aglutinar um plantel que conte com o que de melhor exista no momento: a formação. Aquele treinador que quando chega começa pelo que existe dentro de casa e não pelo que pode vir de fora.

 

2. Um plantel baseado em gente jovem mas com muitos anos de clube e complementado com reforços que fazem a diferença. A regra básica é não contratar igual ou pior ao que existe dentro de casa. Para vir para o Sporting terá de ser diferente ou melhor, trazer coisas que não existem no momento, ser um reforço efectivo a curto ou médio prazo. E dar tempo ao tempo: galinhas apressadas produzem pintos carecas, muitos nomes chamaram ao Yazalde, ao Acosta ou ao Coates para terem depois de engolir o que disseram.

 

3. Uma estrutura sóbria e eficaz na retaguarda, que resolva problemas e não que os invente, o que inclui trabalhar muito e falar pouco. Quanto menos melhor. Cão que ladra não morde.

 

4. Tranquilidade e confiança para enfrentar as derrotas com os Lasks desta vida e dar a volta por cima. A começar pelos sócios e adeptos, que têm de ser em todos os momentos o jogador extra de qualquer equipa do Sporting.

 

Se olharmos para a situação das equipas mais importantes do Sporting, do futebol masculino e feminino, das cinco modalidades de pavilhão masculinas, aquelas que atraem milhares de espectadores, e esquecendo as particularidades de cada uma, a começar pelo nível de investimento sustentável, vemos situações bem distintas. Numas a fórmula está bem consolidada, noutras alguns erros de casting vão custar tempo e dinheiro a serem corrigidos.

Depois dum final de temporada onde deitaram tudo a perder, o futebol feminino vive um fim de ciclo. Treinadora, capitã e algumas das melhores jogadoras vão sair: algumas para paragens bem distantes, outras com calos no rabo pela passagem pelo banco e com contas para saldar. Tudo tem de começar por um treinador a sério, masculino ou feminino, e uma nova estrutura de capitães no feminino. Qualidade continua existir na formação, o resto vem depois.

No andebol estávamos numa óptima fase antes da pandemia. Saiu o grande treinador Anti, saiu o capitão e estrela da companhia Frankis Carol, saiu o puto maravilha Frade, e as coisas nunca mais foram as mesmas. Pedro Valdez promovido a capitão tem sido inexcedível, a base da formação está lá, mas Ruesga chega ao final de carreira, os reforços são medianos e o ex-adjunto de Anti, Rui Silva, faz o que pode.  

Terminando com o exemplo do basquetebol, tivemos ontem uma magnífica vitória da equipa dum grande treinador tranquilo, Luís Magalhães, contra uma equipa muito forte comandada por um espanhol raivoso, com dois ou três americanos excelentes e que até contratou apenas para o play-off. E foi mais uma vez a estrela da companhia Travante Williams suportado por uma retaguarda de portugueses/angolanos que se transcenderam em campo a conquistar a vitória. Impressionante o discurso do americano no final.

Isto é o Sporting.

 

Fórmula Sporting. Como o 3-4-3 do Amorim, bem conhecida por todos, mas muito difícil de travar.

 

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Que equipa B para a próxima época?

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Com o empate de ontem num quintal alcatifado algures na Moita terminou a época da nossa equipa B, tendo a assegurado o acesso à futura 3.ª Liga, onde se espera que existam relvados em condições.

Neste último encontro já não participaram vários jogadores que terminam contrato no final de Junho, e que não demonstraram valor que perspectivasse interesse no futuro para a equipa A. Do Elves Baldé até ao Mees de Wit. Tomás Silva já se tinha despedido pela equipa A frente ao Marítimo. Assim, foi um ensaio daquilo que será a equipa B do próximo ano, com miúdos talentosos mas alguns muito verdinhos, como Hevertton, Názinho, Rodrigo Fernandes, Catamo, Joelson, Tiago Ferreira e Nuno Moreira. Os defesas centrais deixam muito a desejar, e ponta de lança simplesmente não existe. Para marcar é preciso muito, e para sofrer quase nada.

 

Longe vão outros tempos em que a equipa B, com Dier, Ilori, João Mário, Esgaio e Bruma, entre outros, era capaz de ganhar à equipa A, na altura repleta de mediocridade do tipo Boulahrouz, Pranjic, Gelson Fernandes e Labyad. Esta renascida equipa B é aquilo que pode ser, e não vale a pena pensar que pode ser outra coisa.

Os melhores jovens integram já a equipa A, do Nuno Mendes ao Tiago Tomás. Quem alinha na B é porque não demonstrou ainda valor suficiente para ser promovido e não por ter o lugar tapado por um estrangeiro qualquer. Por outro lado, ainda bem. Assim não vejo repetir os disparates da era Inácio, dos Sackos, Dramés, Guimas e Gazelas e muitos outros pernas de pau que vieram para a equipa B, ou seja, não existem contratações específicas para esta equipa.

A próxima época na Liga 3 não vai ser nada fácil. É escusado até pensar na subida à Liga 2. A árvore tem de ganhar raízes.

 

No final o treinador Filipe Celikkaya disse: "Queremos que os jogadores cresçam e tenham oportunidades em contextos mais exigentes. É a única maneira de promovermos o futebol jovem dentro do Sporting CP e a nível nacional no futuro (...) É o ADN Sporting. São jogadores formados nesta casa, muitos com mais de dez anos de Sporting Clube de Portugal. É uma grande felicidade. Muitos deles vão partir. Já lhes disse que vou ter saudades dos que não vão ficar connosco, mas todos participaram de forma concentrada e profissional no processo deste ano. Têm uma vivência muito grande dentro de um Clube grande que os vai ajudar na sua carreira."

Acho que a equipa está muito bem entregue.

 

Com o regresso dos escalões de formação, em particular dos juniores, pergunto-me se faz sentido manter também uma equipa de sub23 ou se deveríamos fazer como o Porto.

Esta época foi deprimente. A equipa parecia um misto de jogadores que variavam de jogo para jogo, com individualidades sim, mas sem qualquer fio de jogo. Para a próxima, não faço ideia que plantel possa existir.

 

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Que plantel para a próxima época?

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Terminou a época 2020/2021 e o grande vencedor foi o Sporting Clube de Portugal. Conquistámos o campeonato e a taça da Liga, o Braga conquistou a taça de Portugal, o Porto conquistou uns milhões de euros via uma carreira interessante na Champions, o Benfica conquistou a taça desgraçados do Covid, seja lá isso o que for.

É tempo de pensarmos que plantel vamos ter na próxima época. E vai ser uma época tremendamente exigente. Vamos ter a defesa do título, a participação na Champions, temos muitos jogadores nos compromissos das selecções A e sub21 que inevitavelmente a vão começar mal, e depois de atingirem sucesso vai ser complicado para todos se superarem.

Para falar do plantel temos de falar dos jogadores com contrato para a próxima época, dos que podem sair por propostas irrecusáveis. Aqui falamos no trio que vai ao Europeu, e também dos que estiveram emprestados ou nas equipas B e sub23. E há muita gente, mesmo demasiada, nestas últimas situações. Quem é que desses tem condições para reforçar o plantel principal? Vejo poucos ou nenhuns, os melhores dos jovens já lá estão, muito trabalho para Hugo Viana gerir vendas e dispensas, baixar a folha salarial e encaixar capital.

 

Que objectivos se podem colocar para a próxima época? Em primeiro lugar o apuramento directo para a Champions do ano seguinte, porque é isso que permite sustentação financeira e desportiva do Sporting como clube grande. Depois podem acontecer coisas melhores, desde logo revalidar o título, ultrapassar a fase de grupos da Champions ou até conseguir a dobradinha. Seria fantástico, mas se calhar seria sonhar de mais. Vamos com calma. 

Repetindo o que desde há muito que tenho vindo a dizer, Rúben Amorim instituiu no Sporting um modelo de jogo muito próprio alicerçado num sistema táctico 3-4-3 do qual não abdica, e que no meu entender se baseia na segurança defensiva e na posse paciente, a toda a largura do campo, à procura dos momentos certos de ruptura atacante, contando para isso com um trio de avançados muito móveis apoiados por dois alas de costa a costa. Com Amorim não existem planos B e C, são os ajustamentos de pormenor e as alterações de protagonistas que trazem coisas diferentes ao jogo de acordo com o que o mesmo está a pedir. Amorim, como eu, acredita que é fazendo muitas vezes a mesma coisa que a fazemos melhor.

Por outro lado, e muito ajudado por alguns jogadores "do tempo dele", conseguiu criar um balneário muito coeso e uma disciplina de trabalho muito forte. Quem não consegue corresponder sabe que poderá ter retiros sabáticos na equipa B, e sabe também que tem nessa e nas outras equipas da formação quem possa no dia seguinte ocupar o seu lugar. Por tudo isto, não vejo que Amorim esteja interessado em contratações de grandes craques e muito menos de "primas donas" que venham estragar o que lhe custou tanto a construir. Obviamente que Cristiano Ronaldo seria sempre muito bem-vindo, para o melhor jogador de todos os tempos haveria sempre lugar, os mais novos se calhar lutariam por lhe engraxar as botas, mas isso por enquanto também não passa de sonho.

 

Com o sistema táctico definido, podemos então pensar o plantel, havendo jogadores que poderão ocupar diferentes posições do 3-4-3.

Para cada jogador coloquei a idade, altura e valor no Transfermarkt.

 

Guarda-Redes - Luis Maximiano (22 anos, 1,90m, 5M€), Antonio Adán (34, 1,90m, 3M€), André Paulo (24, 1,88m, -), Diego Callai (16, 1,91m, -) 

Adán fez uma época tremenda, embora com dois deslizes que custaram pontos, e Max quando foi chamado mostrou que está em condições de fazer qualquer coisa de semelhante. Além das lesões, que podem acontecer a qualquer momento, numa época exigente haverá espaço para os dois, e não fará sentido nenhum Max trocar o banco do Sporting pelo banco doutra equipa qualquer. Renan continua sem contar para Amorim, em regime de ocupação dos tempos livres e sem vontade de sair. Depois temos um guarda-redes sóbrio e regular como André Paulo e um miúdo muito promissor, Diogo Callai, falado para integrar a pré-época. Concluindo, nesta posição estamos muito bem servidos.

 

Ala Direito - Pedro Porro (20 anos, 1,76m, 17M€), Hevertton Santos (20, 1,82m, -) e... Ricardo Esgaio (28, 1,73m, 6M€) ?

Porro fez uma época tremenda, chegou à selecção A de Espanha e é o titular da posição. Hevertton, capitão dos sub23, agora integrado na  equipa B, demonstra enorme potencial. Quer um quer outro têm o ponto forte no ataque e garantem intensidade, resistência e capacidade de cruzamento, obviamente com o Porro já a outro nível. Bruno Gaspar e Ristovski já se foram, Rosier fez uma boa época na Turquia e pretende ficar por lá, nenhum deles se pode comparar a Porro. Para termos uma alternativa de nível semelhante ao titular, Esgaio era a solução ideal. Dispensa apresentações, é da casa e trabalhou com Amorim, um óptimo rapaz, ficávamos com esta posição muito bem preenchida.

 

Defesa Central Direito - Eduardo Quaresma (19, 1,85m, 5M€), Neto (33, 1,85m, 2M€), Gonçalo Inácio (19, 1,86m, 9M€)  e...  ???

O lado direito da defesa foi o calcanhar de Aquiles do Sporting esta temporada, muitos dos golos sofridos nasceram de arrancadas e/ou cruzamentos por este lado aproveitando o adiantamento do Porro. Nessa posição Neto sai fora da sua zona de conforto, Quaresma tarda em dar o salto, Gonçalo Inácio joga de pé trocado e em termos de futuro não é bom nem para a equipa nem para o rapaz, se calhar por isso não integrou a convocatória de Rui Jorge para os sub21. Olho para a equipa B e vejo centrais que comprometem a equipa, olho para os sub23 e vejo um baixote a jogar. Parece-me que aqui o Sporting tem de contratar alguém de valor firmado para chegar e ser logo titular. Dava imenso jeito um Mathieu dextro, muito forte no jogo aéreo e a marcar livres directos. Quem?

 

Defesa Central - Sebastian Coates (30, 1,96m, 14M€), Luís Neto (33, 1,85m, 3M€) e Gonçalo Inácio (19, 1,86m, 9M€)

Esta é a posição tradicional de defesa central onde "El patrón" Coates está como peixe na água. Por outro lado, Neto e Inácio até parecem render mais nesta posição central do que nos lados. Pelo que estamos muito bem servidos.

 

Defesa Central Esquerdo - Gonçalo Inácio (19, 1,86m, 9M€), Zouhair Feddal (31, 1,92m, 6M€) ? e Matheus Reis (26, 1,83m, 2,5M€)

Feddal fez uma época regular mas Matheus Reis tem dificuldades na posição. O lugar mais tarde ou mais cedo é de Gonçalo Inácio. Mesmo que Feddal saia, o problema maior está do outro lado da defesa. 

 

Ala Esquerdo - Nuno Mendes (18, 1,84m, 25M€) ?, Vitorino Antunes (34, 1,76m, 1M€), Matheus Reis (26, 1,83m, 2,5M€), Flávio Názinho (17, 1,80m, -) e... Rúben Vinagre (22, 1,74m, 5M€) ?

Aqui devemos perder a estrela da companhia e precisamos de contratar. Rúben Vinagre parece uma cópia de Porro em termos físicos, tem o mesmo agente que Pedro Gonçalves e Nuno Santos, fez boa parte da formação em Alcochete, é uma solução mais que óbvia. Antunes poderá sair também, mas temos em Matheus Reis um suplente fiável. Flávio Názinho é aposta a médio prazo.

 

Médios Centro - João Palhinha (25, 1,90m, 15M€), Matheus Nunes (21, 1,83m, 5M€), Daniel Bragança (22, 1,69m, 5M€), João Mário (27, 1,79m, 12M€), Dário Essugo (16, 1,79m, -)

O Sporting está a todo o custo a tentar assegurar a continuidade de João Mário. Ele é o maestro da equipa e, depois duma época de recuperação a todos os níveis, a próxima poderá ser melhor. Palhinha e João Mário formaram uma dupla eficaz e que se complementa muito bem, um mais na destruição, outro na construção. Matheus Nunes e Bragança são alternativas de qualidade, um mais "box-to-box", o outro mais "play maker". Saindo João Mário, Ryan Gauld seria muito bem-vindo, jogo mais directo e intenso. Ficando João Mário, seria melhor o Sporting apostar num jogador diferente, tipo Oceano para servir de alternativa a Palhinha. Na equipa B e pelo que vi, Rodrigo Fernandes - que sem dúvida muito evoluiu esta época - ainda não tem a intensidade necessária. Já Bruno Paz, ainda muito "a gasóleo", precisaria dum empréstimo na 1.ª Liga para conseguir outro andamento competitivo. Concluindo, aqui tudo depende de conseguirmos manter ou não a dupla titular.

 

Interiores - Pedro Gonçalves (23, 1,73m, 15M€), Tabata (24, 1,78m, 4M€), Jovane (22, 1,76m, 6M€),  Nuno Santos (26, 1,76m, 6M€), Tiago Tomás (18, 1,80m, 6M€), Gonzalo Plata (20, 1,78m, 4M€), Joelson Fernandes (18, 1,72m, 6M€) e... Marcus Edwards (22, 1,68m, 10M€) ?

Esta é a posição Balakov. Na falta dum artilheiro eficaz, foram alguns destes jogadores o abono de família da equipa, uns mais verticais, outros a render mais entre-linhas no passe e remate. No conjunto marcaram mais de 2/3 dos golos esta temporada e foram fundamentais para a excelente carreira do Sporting na Liga. Pedro Gonçalves destacou-se esta temporada, mas nos outros há também muita qualidade e capacidade de crescimento. É preciso mais alguém? Para vir mais um baixinho, algum outro baixinho vai ter de sair... tudo vai depender das propostas que existirem. Se calhar faria falta um jogador de características diferentes, tipo... Balakov.

 

Pontas de lança - Paulinho (28, 1,88m, 15M€), Andraz Sporar (27, 1,86m, 5M€), Luiz Phellype (27, 1,88m, 3M€), Pedro Marques (23, 1,81m, 0,9M€), Pedro Mendes (21, 1,87m, 0,5M€) e ... ???

Esta é a posição Yazalde. O problema é que não há Yazalde, nem sequer Bas Dost, nem nenhum dos grandes artilheiros que por aqui passaram, e o que o trio Paulinho, Sporar e LP tem em comum, não discutindo o muito que Paulinho dá ao jogo de equipa, é mesmo a grande dificuldade de marcar golos. Depois temos Pedro Marques, já com uma apetência maior para o efeito. Pedro Mendes, para grande pena minha, continua a desperdiçar oportunidades. E nenhum destes cinco se destaca pelo seu jogo de cabeça, falta um "cabecinha de ouro" no plantel. Aqui seria de vender Sporar, Luiz Phellype e Pedro Mendes, preferir Pedro Marques a Tiago Tomás como ponta de lança isolado quando isso tiver que acontecer, e contratar algum Jardel que por aí ande.

 

Resumindo:

Preparar a nova época como campeão português, e com entrada no pote 1 da Champions assegurada, é bem melhor que prepará-la como quarto classificado e duas eliminatórias da Liga Europa para ultrapassar antes da fase de grupos. Isso também quer dizer que o Sporting vai ter mais facilidade esta época em contratar melhor, e que mais jogadores do plantel quererão ficar, recusando propostas mais vantajosas. 

Sistematicamente fora da Champions, o Sporting estaria condenado a ser o Braga do sul, e não foi para isso que o Sporting foi criado. Foi para ser "um grande clube, tão grande como os maiores da Europa". De regresso agora à Champions, existe uma oportunidade real de voltar para ficar e apenas assim o Sporting vai conseguir cumprir o seu destino.

 

Por último:

Fica aqui o convite para dizerem de vossa justiça sobre os ajustamentos a fazer no plantel do Sporting, inclusivamente com sugestões sobre jogadores que seriam bem-vindos para reforçar o plantel de acordo com as ideias e o modelo de jogo de Rúben Amorim.

 

PS: Emprestados e encostados, para além dos mencionados, com um valor de mercado de cerca de 23M€:

1. Renan Ribeiro (encostado, 0,6M€)

2. Lumor (encostado, 1M€)

3. Tiago Ilori (emp. Lorient, 1M€)

4. Battaglia (emp. Alavés, 4M€)

5. Rosier (emp. Besiktas, 7,5M€)

6. Doumbia (emp. Huesca, 3,5M€)

7. Eduardo Henrique (emp. Crotone, 2M€)

8. Ivanildo Fernandes (emp. Almeria, 1 M€)

9. Diaby (emp. Anderlech, 2,8 M€)

 

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Ordem de Mérito Liga 1ª Liga

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palhinha.jpg

 

Finalizada esta edição da 1ª Liga, com base nas apreciações dos três jornais desportivos diários que o Pedro Correia aqui nos traz, e se não me enganei a transcrever alguma pontuação, podemos então estabelecer a seguinte ordem de mérito:

1. Pontuação Total:

Pedro Gonçalves523
Coates519
Palhinha489
Adan486
Porro457
Nuno Santos438
Nuno Mendes432
Feddal411
Tiago Tomás405
10 João Mário399
11 Matheus Nunes389
12 Jovane304
13 Neto299
14 Daniel Bragança265
15 Inácio233
16 Tabata203
17 Paulinho200
18 Matheus Reis181
19 Sporar167
20 Antunes95
21 Plata95
22 João Pereira53
23 Wendel45
24 Vietto44
24 Max33
25 Eduardo Quaresma23
26 Borja15
27 Tomás Silva13
28 André Paulo 12
29 Dário Essugo11

 

2. Desempenho Médio:

Max16,5
Pedro Gonçalves16,3
Coates15,7
Palhinha15,3
Porro15,2
Adan15,2
Wendel15,0
Nuno Mendes14,9
Feddal14,7
10 Vietto14,7
11 Paulinho14,3
12 João Mário14,3
13 Nuno Santos14,1
14 Inácio13,7
15 Neto13,6
16 Tiago Tomás13,5
17 João Pereira13,3
18 Tomás Silva13,0
19 Matheus Nunes13,0
20 Sporar12,8
21 Tabata12,7
22 Jovane12,7
23 Daniel Bragança12,6
24 Matheus Reis12,1
25 André Paulo 12,0
26 Antunes11,9
27 Plata11,9
28 Eduardo Quaresma11,5
29 Dário Essugo11,0
30 Borja7,5

 

3. Número de vezes os Melhores em campo :

Pedro Gonçalves12
Coates 6
Porro4
Palhinha4
Adán3
Nuno Mendes3
Matheus Nunes2
Jovane2
Nuno Santos2
10 Wendel1
11 Tabata1
12 Feddal1
13 Paulinho1

 

Os números não mentem. No pódium têm de estar e por esta ordem Pedro Gonçalves, Sebastián Coates e João Palhinha.

Tirando o caso de Luís Maximiniano, com a pontuação média inflacionada pelo pequeno número de jogos efectuado, Pedro Gonçalves surge como o melhor em tudo, melhor pontuação global, melhor pontuação média, mais vezes melhor em campo a grande distância dos seguintes, tudo complementado com o título de melhor marcador. Contratação assim, só mesmo a de Bruno Fernandes. 

Depois vem Sebastián Coates. Já falei tanto dele que não sei mais o que dizer. Respect! O captain! My captain!

E depois João Palhinha. Uma época que começou de forma atribulada, uma mistura de situações e indefinições, e acabou da melhor forma, foi o pêndulo da equipa, o homem dos equilíbrios, o garante da estrutura táctica, muitas vezes penalizado injustamente por arbitragens sem dimensão europeia. Um jogador de nível Champions.

Note-se também que nos dez primeiros da pontuação total estão sete contratações / regressos desta época. Se recuarmos ao plantel vencedor da Taça de Portugal de há dois anos, então desses dez só um integrava o plantel. O capitão. Uma prova do excelente trabalho realizado este ano pelo director desportivo Hugo Viana.

Depois temos a maior riqueza deste plantel: os jovens da academia de Alcochete, do Nuno Mendes ao Max, uns que chegaram mais novinhos outros mais tarde, uns nascidos em Portugal outros não. São muitos, são mesmo bons, e muito melhores vão ainda ser. Até porque contam com Rúben Amorim que acredita neles e lhes dá todas as oportunidades. E assim se constrói o futuro do Sporting.

Fica então aqui aberta a discussão sobre estas pontuações.

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O dia seguinte

O Sporting encerrou da melhor maneira este campeonato, com uma vitória concludente contra a equipa que meses antes nos tinha eliminado da Taça e levando Pedro Gonçalves ao topo dos melhores marcadores.

Com um onze muito diferente do habitual, o Sporting entrou rápido e pressionante, os lances de perigo sucediam-se e rapidamente se chegou ao 3-0. Enquanto isso no Marítimo os jogadores caíam a bom ritmo agarrados a tudo o que podia doer, na tentativa de quebrar o ritmo e escapar à goleada. Na 2.ª parte o Sporting tentou voltar ao ritmo inicial mas já foi um jogo mais dividido, ainda chegou ao 5-1 com um golão de Plata mas cedeu o "ponto de honra" ao cair do pano.

Além da noite mágica de Pedro Gonçalves, com três golos plenos de oportunidade e frieza na concretização, Jovane esteve muitíssimo bem, com arranques poderosos e muito mais empenhado no jogo colectivo, e aquele passe para o terceiro golo de Pedro Gonçalves é deveras magistral. Paulinho como de costume a fazer tudo bem menos marcar nas oportunidades que vão aparecendo, em jeito não acerta na baliza, em força bate em alguém, todos os outros em plano bastante aceitável. O meio-campo com Matheus Nunes e Bragança funciona só num sentido, qualquer dos dois precisa dum jogador mais posicional nas costas. E lá teve que voltar Palhinha para pôr ordem na casa.

Percebe-se bem o discurso de Amorim. Saindo Nuno Mendes e João Mário, para equilibrar as contas e ter capacidade de investimento em novos craques, não pode sair mais ninguém do núcleo duro da equipa. E mesmo assim vai ser difícil substituir esses dois: a intensidade e os cruzamentos mortíferos do primeiro e a capacidade de comando do segundo vão fazer muita falta. Mas o mercado é que manda: jogadores inegociáveis é coisa que não existe, e se alguns colossos europeus se chegarem à frente eles irão mesmo. Mas quem trocaria a situação de hoje, com o Sporting campeão, um treinador vencedor e uma equipa estruturada com a situação de um ano atrás, um Sporting em 4º lugar, um treinador acabado de chegar, e uma equipa onde os miúdos eram mesmo miúdos e os melhores dos outros estavam de partida?

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Amanhã à noite em Alvalade

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Chega amanhã ao fim esta edição da Liga, que por muitos anos iremos lembrar, em que o Sporting foi um justo e brilhante campeão, a melhor equipa, a mais regular, aquela que melhor conseguiu ultrapassar momentos menos conseguidos, aquela que conseguiu aproveitar da melhor forma os 90 e tal minutos de jogo.

Estes dois jogos depois da festa são estranhos. À descompressão natural associada à festa do título juntam-se as interrogações sobre o futuro próximo, para alguns jogadores também a participação no Euro. Rúben Amorim estará a gerir o momento da forma que lhe parece ser a mais adequada aos interesses do Sporting, mas para os adeptos, muito dados ao 8 e ao 80, há sempre o risco do descrédito e da desconfiança relativamente ao futuro. 

E vem aí o Marítimo, exactamente uma das três equipas que nos derrotaram esta época, as outras foram Lask Linz e Benfica. Curiosamente nas três ocasiões sofremos golos na sequência de cantos, o que raramente aconteceu durante a época. Também este Marítimo já atingiu os seus objectivos, pelo que deverá ser um jogo aberto onde os jogadores das duas equipas quererão justificar o seu valor.

Neste último jogo Amorim já disse que iria dar minutos a André Paulo que tem estado muito bem na B e a Antunes, pelo que serão com certeza convocados. Porro, Tabata e TT deverão ficar de fora. Feddal também não deve ir a jogo.

 

Imagino então que Amorim convoque os seguintes elementos:

Guarda-redes: Adán (ou Max ?) e André Paulo.

Defesas Centrais: Neto, Inácio, Quaresma, Matheus Reis e Coates.

Alas: Antunes, Nuno Mendes e João Pereira.

Médios Centro: Palhinha, João Mário, Bragança, Matheus Nunes e Essugo.

Interiores: Pedro Gonçalves, Jovane, Nuno Santos e Plata.

Ponta de lança: Paulinho.

 

Sendo assim, sabendo que Pedro Gonçalves está na corrida para o título de melhor marcador, e tendo em conta o que se passou na Luz, talvez Amorim aproveite para reabilitar alguns que ali estiveram menos bem. O onze poderá ser o seguinte:

 

Adán; Neto, Coates e Inácio; J. Pereira, Palhinha, Daniel Bragança e Antunes; Pedro Gonçalves, Paulinho e Nuno Santos.

 

Concluindo,

Amanhã o Sporting entra em campo para terminar com mais uma vitória esta participação na Liga.

Considerando o sistema táctico de Rúben Amorim, qual seria o vosso onze?

 

PS: No último jogo naturalmente ninguém acertou. Não dava mesmo.

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