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És a nossa Fé!

O dia seguinte

Foi uma equipa ainda convalescente do desastre dos Açores a que entrou em Vizela. A vontade de voltar ao modelo de jogo que conduziu às vitórias estava lá, o atrevimento ofensivo com Nuno Santos e Daniel Bragança em vez de Feddal e Matheus Nunes também, mas a pressão do adversário intranquilizou, Coates não estava nos seus dias e estivemos perto de sofrer um golo depois duma perda de bola no meio-campo. Valeu-nos o Santo Adán.

Depois a equipa reagiu bem. Inácio e Matheus Reis garantiam uma boa saída de bola, o lado direito com Esgaio e Sarabia começou a carburar, na primeira oportunidade Pedro Gonçalves marcou um grande golo e partir daí só deu Sporting. Ao intervalo a ganhar por 2-0, o Sporting entrou na 2.ª parte para não dar hipóteses ao adversário, estivemos sempre muito mais perto do 3-0 do que o Vizela de marcar algum golo até a dupla do meio-campo dar o berro. Depois quase voltámos ao registo inicial e o Vizela até poderia ter marcado.

Ficou assim com final feliz um jogo que só não foi mais tranquilo pelo dia menos positivo do "El Patrón" (não sei se distraído pelo fazer de malas para ir ao Uruguai com o "afilhado") e pelo desperdício de golos do tridente ofensivo, o tal PSP que cada vez articula melhor mas concretiza bem menos do que poderia.

Daniel Bragança esteve excelente como "playmaker" e é de facto uma alternativa válida ao "box to box" Matheus Nunes para algum tipo de jogos. A bola passa a correr mais do que o jogador, os alas agradecem. O problema é a recuperação de bola e a luta a meio-campo, Palhinha fica a ter de aguentar sozinho o barco. Mais um amarelo, mesmo que tenha sido muito injusto. Mas independentemente das características dum ou doutro, a questão é que são quatro médios para dois lugares e convém ter todos nas melhores condições. Todos têm que jogar aqui ou ali.

Concluída esta jornada, estamos em segundo lugar a 3 pontos dum Porto que lá vai ganhando conforme pode e sabe (desta vez foi um sul-africano que fez os possíveis para ir tomar banho mais cedo) e com 6 pontos de vantagem dum Benfica à deriva. Andamos a jogar contra tudo e contra todos, defrontamos equipas que mais parecem filiais dos rivais, arbitragens que nos castigam com cartões e nos limitam a possibilidade de discutir o jogo, mas mesmo assim a verdade é que tudo depende de nós, melhor equipa nacional não existe.

 

PS: Claro que Nuno Santos esteve mal ontem, como esteve em Alvalade, mas comparar o rapaz a alguns artistas de circo do Porto... por amor da Santa. Ou da tal Bruxa, funcionária. 

Isto vai lá... Jogo a jogo.

 

#JogoAJogo

SL

Equipa B

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Mais um jogo da equipa B na Liga 3, mais uma derrota contra um clube histórico a fazer a sua "travessia do deserto", mais uma arbitragem miserável que inclinou o campo, mais um relvado que conheceu melhores dias, mais umas palhaçadas de jogadores do adversário que apenas acontecem porque sabem que resulta com a caricatura de árbitro que lá apareceu, mais uma meia-dúzia de amarelos e uma expulsão a um elemento do banco para a equipa se calhar mais disciplinada dessa Liga, mais uma camada de nervos a ver aquilo do sofá. 

O Sporting até entrou bem, marcou um golo de penalti à dezena de minutos e acabou. Com um árbitro sempre a complicar a sua tarefa, nunca mais criou uma oportunidade clara de golo, apenas um dos muitos centros transviados bateu na trave, o V. Setúbal marcou dois golos muito consentidos, recuou linhas e geriu o resto do tempo sempre aproveitando o progressivo desnorte da nossa equipa..

Vale a pena ter resuscitado a equipa estupidamente destruída pelo ex-presidente para isto? Bom, depende da perspectiva. Uma forma de ver a coisa é que melhor escola de "futebol tuga" não existe do que esta Liga 3. Se os candidatos a craques não conseguem conviver com este estado de coisas então se calhar é porque são mais uns que prometiam muito e vão conseguir fazer muito pouco, nunca vão conseguir ser alguém no Sporting.

Obviamente que nestas idades muita coisa está em transformação, o futuro será o que cada um deles conseguir com o talento que tem, o trabalho que fizer e a sorte que o acompanhar. Qualquer julgamento que se faça nunca poderá ser definitivo.

 

Mas voltemos ao jogo. O Sporting alinhou com:

André Paulo (25); Diogo Brás (21), Chico Lamba (18), José Marsà (19) e Flávio Nazinho (18) / Gonçalo Costa (21); Edu Pinheiro (24) / Renato Veiga (18), Dário Essugo (16) / Rafael Fernandes (19) e Miguel Menino (18) / Mateus Fernandes (17); Geny Catamo (20), Youssef Chermiti (17) e Benny Sousa (21) / Vando Félix (18)

Ficaram de fora Diego Callai (17), João Goulart (21), Hevertton Santos (20), Lucas Dias (18), Paulo Agostinho (19) e alguns outros habituais nesta equipa.

Desde logo notamos aqui dois grupos etários dominantes, os com 18 ou menos (ainda com idade de júnior e juvenil) e os de 21 ou mais. 

Obviamente teriam de ser estes últimos, com outro traquejo, a ser o suporte competitivo da equipa, fazer a diferença dentro do campo e dar o conforto aos mais novos para poderem progredir. Mas a realidade é que não conseguem e com isso comprometem o rendimento da equipa.

 

Curiosamente, e para quem acha que ganhar títulos na formação é fundamental, em 2016/2017 fomos campeões de Juvenis e Juniores, com Diogo Brás e Benny Sousa (Juvenis) e Jovane (23) e Bragança (22) (Juniores). Então seria lógico supor que quatro anos depois teríamos uma bela fornada desse tempo a alimentar a equipa B. Onde é que ela está? Na equipa A com excepção daqueles dois últimos, nenhum. Gonçalo Inácio (20), Nuno Mendes (19), Tiago Tomás (19) e Eduardo Quaresma (19) são já doutra fornada.

Quantos "campeões" se perderam algures? 

E os mais novos? Aqueles que Amorim tem debaixo de olho - Nazinho, Catamo e Marsà - deixaram ontem muito a desejar, não dá para entender o que foram fazer à equipa A. Melhores dias virão.

 

O que sobrou de positivo da derrota de ontem? Dário Essugo e Youssef Chermiti, que fazem o trabalho deles e ainda tentam fazer o dos outros.

E o treinador? Que treinador resiste a laterais que não acertam um centro, a médios que passam para ninguém e rematam para a bancada, a defesas que marcam com os olhos e entregam a bola aos avançados contrários e a guarda-redes que ficam na viagem e levam com chapéus de aba larga? Mas quem é que treina os jogadores e melhora os seus "skills"? Não é o treinador? 

Bom, que me desculpem os jovens citados, mas fica o desabafo feito. Têm de ser eles os primeiros a reconhecer que devem mostrar mais, muito mais. Se o lugar da equipa B do Sporting não é na Liga 3, muito menos é para andar em lugares de luta pela permanência.

 

Próximo jogo: 22/01/2022, 15h, Sporting - Cova da Piedade

#JogoAJogo 

SL

Amanhã à tarde em Vizela

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É já amanhã em Vizela o jogo com que iniciamos a segunda volta da 1ª Liga, onde seguimos em segundo lugar, a 3 pontos do Porto e com 4 pontos de vantagem relativamente ao Benfica. 

Começámos da pior forma este mês de Janeiro, marcado pelo mercado de Inverno e por uma pandemia que continua a jogar por fora. Além do Vizela vamos ainda ter até final do mês Braga (C), Santa Clara (TL) e Benfica (?) (TL).

Nos Açores vários factores concorreram para a derrota mas mais que remoer sobre o assunto importa agora realçar o que de bom já foi atingido e os pontos fortes da equipa que vão ser essenciais amanhã.

Em primeiro lugar a equipa tem de resistir a todo o custo em fazer o que muitos adeptos reclamam, em "ir para cima" do adversário, porque isso muitas vezes só significa facilitar a vida de quem defende e pôr-se a jeito para o contra-golpe. O Sporting tem de controlar o jogo, saber quando acelerar e quando pausar, deixar o adversário desgastar-se ao mesmo tempo que a classe dos seus avançados decide o jogo. Os jogos mais sofridos contra adversários inferiores foram aqueles em que o jogo se partiu, oportunidades para os dois lados, e a sorte ou o azar a ditar o resultado final.

Ora isso tem muito que ver com a saída a jogar desde trás. Uma saída com critério proporciona um onze bem posicionado para circular a bola, atacar com perigo e matar o possível contra-ataque adversário à nascença. Pontapé para a frente sem critério ou médios a cavalgar significa que quando os adversários contra-atacarem Palhinha vai acorrer a um lado e deixar descoberto o outro, a defesa vai "andar aos papéis" e o perigo acontece. Inácio e Feddal estão muito mais à vontade na saída do que Neto ou Matheus Reis e isso é essencial.

No que respeita ao ataque o importante é que o trio esteja de pontaria afinada, coisa que não tem acontecido especialmente com Pedro Gonçalves. Porque a articulação entre os três está cada vez melhor e os dois alas garantem uma versatilidade que liberta espaços para os avançados. Assim eles os aproveitem.

 

Prevejo assim que o Sporting entre amanhã na máxima força:

Inicial: Adán; Neto, Coates e Feddal; Esgaio, Palhinha, M. Nunes e M.Reis; P. Gonçalves, Paulinho e Sarabia.

 

Concluindo,

Amanhã o Sporting entra em campo em Vizela para conquistar os 3 pontos e prosseguir na corrida à liderança da Liga.

Considerando o sistema táctico de Rúben Amorim, qual seria o vosso onze?

 

#JogoAJogo

SL

Que plantel vamos ter para o resto da época?

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Estamos já na segunda metade da época 2021/2022. Ganhámos a Supertaça, ultrapassámos a fase de grupos da Champions, da Youth League também, vamos disputar a continuidade nessas provas com grandes equipas europeias, vamos para a fase final da Taça da Liga com Santa Clara e provavelmente Benfica, a Taça de Portugal com Porto e logo se verá o outro finalista, e no campeonato seguimos em segundo lugar, entre Porto e Benfica. 

É tempo de olharmos para o plantel existente, pontos fortes e fracos, na perspectiva dos objectivos a alcançar esta época, sem deixar de olhar para o médio prazo.

A primeira constatação é que existe uma equipa titular bem definida, com Adán, Porro, Inácio, Coates, Feddal, Matheus Reis, Palhinha, Matheus Nunes, Sarabia, Paulinho e Pedro Gonçalves. Depois os outros, que sabem bem o papel que têm de desempenhar quando são chamados, e que são tão importantes como os titulares. Isto é primeiro caminho andado para um balneário saudável.

A segunda é que com Frederico Varandas mudámos completamente de paradigma de gestão de activos no que ao futebol diz respeito. Não existem plantéis fixos em nenhum escalão competitivo, tudo funciona em função da evolução dos jogadores e dos interesses da equipa principal. Assim, não é possível dizer se Catamo ou Essugo fazem ou não parte do plantel principal. Fazem quando são precisos, quando não são jogam na B, nos sub23 ou na Youth League. Conforme se justificar.

A terceira é que se passou a preferir manter do que comprar, os contratos são sistematicamente renovados de acordo com o sucesso desportivo, as saídas acontecem apenas pelo peso dos milhões ou por questões da carreira dos atletas, tudo de acordo com a vontade do Sporting e dos jogadores. Por isso, para este mercado de Inverno, a ideia é ninguém sair mas também ninguem vir para titular, virá apenas para ajudar pontualmente no imediato ou numa perspectiva de médio prazo.

Repetindo o que desde há muito tenho vindo a dizer, Rúben Amorim instituiu no Sporting um balneário muito coeso, uma disciplina de trabalho muito forte e um modelo de jogo muito próprio alicerçado num sistema táctico 3-4-3 do qual não abdica.  Com o sistema táctico definido, podemos então reavaliar o plantel, havendo jogadores que poderão ocupar diferentes posições do mesmo.

Para cada jogador coloquei a idade, altura e valor no Transfermarkt.

 

Guarda-Redes - Antonio Adán (34, 1,90m, 3M€), João Virgínia (22, 1,92m, 1M€)  e André Paulo (25, 1,88m, 0,1M€)

Adán continua a estar a um altíssimo nível, nada deixando a dever a grandes guarda-redes estrangeiros que  tivemos no passado e que chegaram ao Sporting também na parte final das suas carreiras, como Meszaros e Schmeichel.

Mas João Virgínia não faz esquecer Luis Maximiano. E André Paulo, um guarda-redes sóbrio e tranquilo, ainda não foi testado a grande nível. Se Adán tiver algum azar, podemos ter aqui um problema, ou até um grande problema. Concluindo, valha-nos o Santo Adán.

 

Ala Direito - Pedro Porro (22 anos, 1,76m, 25M€), Ricardo Esgaio (28, 1,73m, 6M€) e Gonçalo Esteves (17, 1,71m, 3M€)

Claro que Esgaio não esteve bem na única derrota do Sporting na primeira volta, e que Porro denota alguma fragilidade física, mas entre aqueles três temos a melhor ala direita de sempre. Porro está na calha para a titularidade da selecção A espanhola, Esgaio tem escola de avançado e é habitualmente fiável, e o Gonçalo é simplesmente um portento. Não me parece que seja por aqui que não chegaremos aos objectivos da época. 

 

Defesa  - Sebastián Coates (31, 1,96m, 14M€), Luís Neto (33, 1,85m, 2M€), Gonçalo Inácio (20, 1,86m, 16M€), Zouhair Feddal (32, 1,92m, 5M€) e Matheus Reis (26, 1,83m, 4M€)

Desde logo salta à vista que falta aqui alguém, porque são cinco jogadores para três posições num sector muito marcado por castigos e lesões. Esgaio desempenhou pontualmente estas funções mas para mim francamente mal. Depois, a condição física de Feddal e Coates tem de ser gerida com pinças, Neto continua a sofrer dos nervos, o que francamente já chateia, Matheus Reis tem deficiências de posicionamento naturais, ficando apenas um Gonçalo fiel escudeiro de Coates.

Faltaria outro Gonçalo de pé direito, coisa que Quaresma não conseguiu ser e continua no banco do Tondela. Depois olhamos para a equipa B - Goulart, Chico Lamba, Marsà - e não vemos ninguém que se destaque. Nem nos sub23, não sei onde pára o Gilberto Baptista. Concluindo: temos aqui o mesmo cenário do que na baliza. Uma coisa é o trio Inácio-Coates-Feddal, outra coisa é outra coisa.

 

Ala Esquerdo - Matheus Reis (26, 1,83m, 4M€), Rúben Vinagre (22, 1,74m, 5M€) e Flávio Nazinho (17, 1,80m, 0,5M€), Nuno Santos (26, 1,76m, 7M€) e... Marsà (22, 1,85m, 0,2M€)?

Parece muita gente para um lugar, mas a verdade é que nenhum deles nem de perto nem de longe se compara a Nuno Mendes. Para mim o melhor ala que temos é Matheus Reis: empenhado, fisicamente resistente, duro a defender, versátil a atacar. Vinagre tem sido uma desilusão, sem intensidade defensiva e monocórdico a atacar. Nazinho estã muito verde, Nuno Santos tem a cabeça no ataque e descura as tarefas defensivas, e Marsà fez uma excelente exibição a defesa esquerdo pela B e algumas bem medíocres a defesa central. O futuro será Matheus Reis e Marsà?

 

Médios Centro - João Palhinha (26, 1,90m, 26M€), Matheus Nunes (23, 1,83m, 22M€), Daniel Bragança (22, 1,69m, 8M€) e Ugarte (20, 1,82m, 8,5M€)

Aqui não resisto a copiar o que escrevi em Setembro: "O Sporting está a todo o custo a tentar assegurar a continuidade de João Mário. Ele é o maestro da equipa e, depois duma época de recuperação a todos os níveis, a próxima poderá ser melhor. Palhinha e João Mário formam uma dupla eficaz e que se complementa muito bem, um mais na destruição, outro na construção. Matheus Nunes e Bragança são alternativas de qualidade, um mais "box-to-box", o outro mais "play maker". Saindo João Mário, Ryan Gauld seria muito bem-vindo, jogo mais directo e intenso. Ficando João Mário, seria melhor o Sporting apostar num jogador diferente, tipo Oceano, para servir de alternativa a Palhinha. Na equipa B, e pelo que vi, Rodrigo Fernandes - que sem dúvida muito evoluiu esta época - ainda não tem a intensidade necessária. Já Bruno Paz ainda muito "a gasóleo", precisaria dum empréstimo na 1.ª Liga para conseguir outro andamento competitivo. Concluindo, aqui tudo depende de conseguirmos manter ou não a dupla titular."

E lá saiu João Mário, lá veio um "Oceano" chamado Ugarte, um excelente jogador também na calha para titular da sua selecção, lá foram à sua vida Rodrigo Fernandes e Bruno Paz, mas a verdade é que ninguém esperaria a explosão tremenda de Matheus Nunes. Que veio resolver muita coisa.

Assim ficámos com uma linha média duma enorme qualidade, quatro belos jogadores para duas posições, aos quais em caso de necessidade se podem juntar Tabata ou Pedro Gonçalves. Um dos pontos mais fortes deste plantel.

 

Interiores - Pedro Gonçalves (23, 1,73m, 38M€), Tabata (24, 1,78m, 4M€), Jovane (23, 1,76m,7M€),  Nuno Santos (26, 1,76m, 7M€), Sarabia (29, 1,74m, 25M€),  Catamo (20, 1,74m, -) ... Marcus Edwards (23, 1,68m, 13M€)?

Esta é a posição Balakov, sempre ocupada por baixinhos com remate ao golo e uma grande capacidade quer para jogar entrelinhas quer para ir à linha de fundo. Jovane é o tal o joker que pode decidir títulos e troféus vindo do banco, não lhe peçam mais do que isso. Pedro Gonçalves e Sarabia assumem a titularidade. Nuno Santos e Tabata são suplentes fiáveis. A vinda de Marcus Edwards só se justifica em termos de prevenir a saída de Sarabia no final da temporada, porque de resto a posição está bem fornecida. Qualidade não falta a qualquer um, só precisam de estar em dia sim quando entrarem em campo.

Pontas de lança - Paulinho (29, 1,87m, 13M€), Tiago Tomás (19, 1,80m, 5M€) e ... ???

Sobre Paulinho pouco mais haverá a dizer, o muito de bom que traz à equipa e os seus pontos fracos. Tiago Tomás encontra-se numa fase de transformação física que faz com que se perca em campo e talvez justificasse o empréstimo. Faz mesmo falta um outro avançado-centro, forte a jogar de cabeça, faz mesmo falta um... Coates lá na frente, porque quando ele para lá vai o Sporting cria mesmo perigo.

Olhando para os emprestados, Sporar deve ficar por Inglaterra, os dois Pedros não estão a justificar, fica o Luiz Phellype, que pouco joga no Santa Clara e que se estiver mais parecido no físico com Matheus Reis do que quando foi para os Açores, poderá ajudar. Na B e nos sub23, temos um Chermiti ainda muito verde, um Paulo Agostinho alto e trapalhão, o Sogklund não sei onde pára. Sobre o novo menino de Amorim, o Rodrigo, não tenho opinião.

Que avançado-centro a alinhar em Portugal seria interessante para o Sporting? Só vejo um que mora do outro lado da 2.ª circular e que foi o vice-artilheiro do campeonato no ano passado. Onde é que anda o Bas Dost?

 

Resumindo:

Tem sido uma época muito intensa. Já conseguimos dois grandes feitos, muito temos ainda para ganhar, as oscilações de forma são naturais, os castigos e as lesões vão fustigar-nos. Precisamos de ter engenho, arte e muita sorte do nosso lado.

O plantel é curto e está espremido ao máximo, Conviria assegurar dois ou três reforços nas zonas críticas da defesa e do ataque. Mas o mais importante é manter este plantel e que a sorte (ou o Antero, conforme quiserem) nos ajude... 

 

#JogoAJogo

SL

O dia seguinte

Era um jogo para ganhar contra uma equipa do 4.º escalão nacional e o Sporting ganhou tranquilamente por 4-0, o Leça não teve qualquer oportunidade de golo durante a partida.

Era um jogo para voltar ao modelo de futebol característico deste Sporting de Amorim, controlado, rigoroso e agressivo no ataque ao golo. O terceiro golo é o melhor exemplo disso: uma bola recuperada na esquerda, um passe a toda a largura de Matheus Nunes, Esgaio ameaça ir à linha arrastando a linha defensiva contrária e centra atrasado para Tabata, livre de marcação, encostar. Tudo bem feito, tudo marca Sporting. 

Era também um jogo para testar o momento de forma de alguns dos menos utilizados esta época, e se Ugarte e Tabata responderam afirmativamente - Ugarte foi o posto de controlo da equipa e Tabata o desequilibrador - Virgínia, Vinagre e TT estiveram muito aquém das necessidades do Sporting, o que é difícil de entender. Ia a dizer que Vinagre podia centrar 100 vezes que seriam todos para ninguém, quando ele lá conseguiu acertar num defesa de forma à bola ir parar à cabeça de Nuno Santos. Fantástico.

Se Feddal voltou bem da lesão, Porro ressentiu-se e assim perdemos a oportunidade de recuperarmos o melhor quinteto titular da defesa: Porro, Inácio, Coates, Feddal e Matheus Reis. E muito precisamos para o que aí vem deste quinteto a funcionar em pleno.

E que mais? Apenas dizer que Esgaio mereceu bem o aplauso que recebeu aquando da substituição, já o vi jogar melhor e pior mas sempre vi um rapaz humilde e trabalhador que gosta mesmo da camisola que veste. Pode não ser o melhor defesa direito do mundo, e não é com certeza, mas é inegavelmente aquele jogador polivalente que todos os treinadores querem ter nas suas equipas.

 

#JogoAJogo

SL

JogoAJogo

Para sofrer já me chegou o jogo de sexta-feira em Ponta Delgada e francamente liguei pouco ou nada ao de ontem, aqui bem perto. 

Diz aqui o colega Pedro, e muito bem, o que ficou a vista de todos, até o Duarte Gomes tem de recorrer à metafísica para negar o óbvio, parece que o árbitro ajudou e o Luis Díaz decidiu, mas isso é a normalidade deste futebol que temos.

Em Alvalade não foi assim que o Porto saiu de lá com um ponto e o Conceição sem conseguir disfarçar o alívio?

Anormal só mesmo desta vez o Estoril ter ido a jogo, noutros anos pagavam-se uns atrasados e era tudo à maneira. Como aquela célebre segunda parte em que eram 21 dum lado e o Renan do outro.

Se noutros tempos havia corrupção, intimidação, doping às claras (vide Casagrande), árbitros e alguns clubes no bolso, agora é tudo indústria do futebol, tudo limpinho, limpinho, limpinho...

Mesmo acreditando que, como diz o nosso presidente, "um bandido será sempre um bandido"...

Para aqueles que gostariam de ver Conceição a treinar o Sporting, e a nossa equipa a jogar com toda aquela "atitude", não se esqueçam também do resto...

É que, doutra forma, se agora temos metade da equipa amarelada no primeiro tempo e acabamos com 10, chegaríamos ao fim com 7 ou 8...

Vamos com calma, jogo a jogo, deixemos as comparações com a época passada que não servem para nada mesmo, mas sempre recordando que o treinador que mais perdeu títulos e taças com o Sporting foi... esse mesmo... Conceição... parece que quando vê o verde e branco fica como o diabo quando vê a cruz...

 

#JogoAJogo

SL

O dia seguinte

Começando pelo fim, foi uma derrota merecida a do Sporting hoje em Ponta Delgada, contra um Santa Clara que deve ter feito o melhor jogo desde há muito, e sem muito que reclamar da arbitragem. 

Patrão fora, dia santo na loja. E até foi um jogo em que o Sporting teve tudo para ganhar, com dois golos bem cedo em cada uma das partes, que em vez de servirem para trazer tranquilidade e confiança, vieram trazer desatenções e asneiras descabidas.

Tudo começou na zona direita da defesa, com Neto e Esgaio numa noite para esquecer, que falhando passes destruiam a saída a jogar habitual do Sporting, e, sem grande ajuda de Sarabia, eram uns passadores a defender. Assim, a bola saía demasiado depressa pelos médios sempre em desvantagem numérica na zona do meio-campo, o Sporting lançava-se no ataque, criava de facto oportunidades, mas deixava partir o jogo, e as bolas perdidas no ataque depressa se transformavam em ocasiões perigosas para o Santa Clara. Marcando primeiro por um remate improvável de Palhinha, ainda mais se acentou esse "jogo de matraquilhos", maravilha para os espectadores da TV mas um monte de nervos para o desgraçado que ficou de fora. 

 

Veio a segunda parte, esperava-se que a excelente primeira parte do Santa Clara tivesse deixado marcas e que o Sporting tivesse outro domínio no terreno do jogo, parecia que as coisas iam nesse sentido, Sarabia marca e normalmente o jogo terminaria ali, mas o que veio foi um falhanço colectivo tremendo, tudo a ver jogar o adversário e o golo do empate. 

E aqui temos que parar para pensar. Tirando Adán, Coates, Palhinha (e este já andava a meio gás) e Sarabia, quem é que estava a justificar a titularidade? E, olhando para o banco, quem é que lá estava para dar a volta ao texto? O plantel é curto ou não é? 

Sim, estavam lá Ugarte e Bragança. Mas quem iria sair? Palhinha ou Matheus Nunes?

Sim estava lá TT. Para sair quem? Sarabia ou Pote?

E quem é que lá estava mais? Algum outro Paulinho, Pote ou Sarabia? 

 

A substituição que se seguiu, habitual em Amorim, nada resolveu. Se Neto estava péssimo do lado direito da defesa, Esgaio péssimo ficou no mesmo sítio e Tabata, de pé contrário sem capacidade de centro à primeira, pouco adiantou. Com o lado direito coxo, o lado esquerdo retraía-se e a despesa ficava por conta dum Matheus Nunes que transportava muito mas sempre falhava no último passe.

O golo do empate deu cabo da equipa. Passou de estar a ganhar e poder gerir o jogo, já na 2.ª parte, para estar empatada um minuto depois e a ter de voltar a sair atrás do prejuízo. Tudo passou a ser feito mais com o coração do que com a cabeça: lá foi Coates para ponta de lança, oportunidades ainda existiram mas outro erro colossal de Esgaio esteve na origem de mais um golo sofrido e a derrota. Cereja em cima do bolo do Santa Clara, Paulinho falha com a baliza escancarada em plenos descontos. 

 

Há quem diga que a equipa não teve atitude, que não correu, que não lutou. Eu acho é que correu de mais e jogou de menos. Faltou confiança, faltou frescura mental, têm sido muitos jogos, muito covid, passagem do ano a distrair um ou outro, desgaste acumulado, e são sempre os mesmos que têm de resolver. Não são de ferro. 

E agora? Agora perdemos três pontos, se tivéssemos empatado perdíamos dois, pelo menos no final desta jornada estaremos em segundo. Os rivais já perderam e vão perder pontos também. Analisar o que correu mal, treinar, focalizar e voltar ao normal. Um Sporting que joga e não deixa jogar. Um Sporting que sofre muito poucos golos.

As grandes equipas são aquelas que depressa recuperam das quedas. Este Sporting de Amorim é uma grande equipa. 

 

PS: O segundo golo do Santa Clara tem de ser visto, revisto e trevisto. O Santa Clara reinicia o jogo com passe para trás, o trio avançado corre à pressão, Nuno Santos também, bola por alto para onde o Nuno devia estar e não estava, quando Matheus Reis lá chega a bola já circulou para o lado contrário, Palhinha falha o corte de carrinho e fica fora do lance, a bola regressa a esse jogador e remate para o golo. Inacreditável... Mas não estávamos a ganhar??? Está alguém farto de ganhar por 2-1???

 

#OndeVaiUmVãoTodos

SL

 

Amanhã à noite em Ponta Delgada

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Voltamos amanhã a Ponta Delgada para mais um encontro da 1.ª Liga, onde continuamos na liderança a par com o Porto e com 7 pontos de vantagem relativamente ao Benfica. 

Com o mercado de Inverno aberto, e uma pandemia que continua a jogar por fora, este mês de Janeiro parece como uma fase de preparação para a corrida aos grandes objectivos da temporada. Neste mês vamos então ter Santa Clara (F), Leça (F), Vizela (F), Braga (C), Santa Clara (TL) e Benfica (?) (TL), e estes 3 primeiros jogos fora em terrenos pesados (ainda agora a ilha de São Miguel foi atingida por um temporal tremendo) vão ser bem complicados para a equipa.

Na época passada os dois jogos com o Santa Clara, na altura orientada por Daniel Ramos, foram bem complicados. Os dois ganhos por 2-1, com golos no final dos jogos por Pedro Gonçalves e Coates (este aos 90+3mn). Esta época o clube açoriano está mal classificado e vai fazer tudo para subir na tabela.

O maldito vírus está a ditar leis, desta vez o próprio Amorim e Gonçalo Inácio vão estar de fora, mas Feddal, Porro e Tabata estão de volta, Vinagre e Jovane continuam a recuperar de lesões.

Assim, o Sporting pode entrar amanhã na máxima força:

Inicial: Adán; Neto, Coates e M. Reis; Porro, Palhinha, M. Nunes e N. Santos; P. Gonçalves, Paulinho e Sarabia.

 

Concluindo,

Amanhã o Sporting entra em campo em Ponta Delgada para tentar continuar na liderança da Liga.

Considerando o sistema táctico de Rúben Amorim, qual seria o vosso onze?

 

#OndeVaiUmVãoTodos

SL

2021 is almost over, long live 2022 - It has to be a better year, right?

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Agora que pouco falta para ele terminar, podemos realmente dizer que 2021 foi um enormíssimo ano para o nosso Sporting Clube de Portugal:

https://www.youtube.com/watch?v=t3GGXOLDFYY

Mas porque não imaginar que 2022 pode ser melhor ainda?

- Com estabilidade e confiança a todos os níveis

- Com equipas tremendamente solidárias e brilhantemente lideradas

- Com a aposta na formação cada vez a dar melhores frutos 

- Com a situação financeira cada vez mais confortável 

- Com o estádio de Alvalade e o pavilhão João Rocha repletos de famílias e jovens

- E, porque não dizê-lo, com os dois rivais a contas com bombas-relógio bem difíceis de desmontar

Porque é que 2022 não poderá ainda ser melhor? Como será o vídeo do próximo ano?

Um óptimo 2022 para o Sporting Clube de Portugal, um óptimo 2022 para todos nós!!! 

Já falta pouco para a rolha saltar!!!

 

#OndeVaiUmVãoTodos

SL

O dia seguinte

Lá em Alvalade onde eu estava, bem de frente para a saída dos jogadores para o intervalo, a ideia que me ficava era que desta vez iríamos voltar aos velhos tempos: sair de Alvalade vergados por uma derrota completamente estúpida, no final dum ano e quase ao final da primeira volta.

Uma primeira parte onde o Sporting até começou em grande estilo mas sempre desequilibrado, um lado esquerdo com Matheus Reis e Nuno Santos a combinar na perfeição, e ainda com Matheus Nunes e Pedro Gonçalves no jogo interior a criar linhas de passe que confundiam a defesa contrária, um lado direito muito pífio, com Esgaio, Sarabia e até Palhinha completamente desinspirados. E todo o esforço ofensivo esbarrava num 6-3-1 muito elástico do Portimonense, que construia uma muralha no momento defensivo e saltava para o ataque de forma muito objectiva, com um internacional japonês realmente doutro patamar. Além disso, Pedro Gonçalves e Sarabia estavam completamente desinspirados no remate, as bolas saíam todas à figura, parecia que se rematassem 50 vezes acertavam no guarda-redes as mesmas 50.

 

O Sporting entrou na segunda parte com vontade de dar a volta à situação. O lado direito começou a funcionar, mas a bola teimava em não entrar. Rúben decide mexer, tirou um Palhinha a recuperar a forma perdida para meter um Bragança com a força toda. Mas, antes de se poder apreciar a justeza da decisão, Matheus Reis foi por ali fora e provocou a expulsão do capitão adversário. 

Assim se decidiu o encontro. A partir daí houve mais espaço no meio-campo, Bragança tomou a batuta, Geny Catamo substituiu com vantagem Esgaio na direita, Nuno Santos desfez o lado direito contrário, as bolas pingaram na área e Paulinho, que até aí estava a um nível sofrível, fez um "hat trick".

Depois do 3-1 o jogo parecia terminado, mas o Portimonense ainda teve ânimo para falhar por pouco um golo de cabeça e pouco depois marcar um daqueles golos que uns dizem grandes, e outros chamam "chouriço".

 

Se calhar acabou direito por linhas tortas. O 3-2 final representa bem o que foi o jogo: um Sporting superior mas com muitas dificuldades em lidar com um muito bem organizado adversário, que além do que jogou não se coibiu das palhaçadas do costume, simulação de lesões para quebrar o ritmo do Sporting e teatralização de contactos para provocar faltas e cartões por parte do árbitro.

Se calhar para Paulo Sérgio tudo isso são as ferramentas do seu ofício, mas se calhar por isso Rúben Amorim é... Rúben Amorim e Paulo Sérgio é... Paulo Sérgio.

 

Falando do árbitro, a verdade é que fez uma excelente arbitragem, muito longe da mediocridade corporativista reinante cá no burgo. Deixou fluir o jogo, desvalorizou aproveitamentos de contactos, salvaguardou a sua autoridade, deixou o VAR decidir onde tinha que decidir, e fez o que podia nas palhaçadas, obrigando o jogador contrário a sair do campo e aguardando para lhe permitir a reentrada.

Não merecia a pateada ao intervalo. Quem não gosta desta arbitragem francamente não sei do que gosta, só se for do Tiago Martins ou do Luís Godinho.

 

Melhor em campo? Apesar do autogolo cometido no limite para impedir o golo adversário, Matheus Reis foi um canivete suiço extremamente eficiente, e esteve no lance capital, a expulsão do jogadior adversário. 

Sobre Paulinho? Passou tanto tempo a trabalhar imenso e a lutar contra a sorte que mais que merece este "hat trick". Agora venham outros. Quem o critica por assistir em vez de rematar, que veja o terceiro golo...

E os outros? Estiveram bem e fizeram parte duma grande equipa, que vale muito mas muito mais do que o somatório das individualidades. Mérito do treinador, Rúben Amorim.

 

Assim chegámos ao final do ano a competir em todos os palcos. Vamos desfrutar com o Man. City dois belos jogos na Champions, se calhar disputar com o Benfica a Taça da Liga, com o Porto a Taça de Portugal e amanhã se verá como e com quem na Liga, sendo que pelo menos ficaremos com o máximo de pontos no final desta jornada.

Quando é que alguma vez estivemos em melhor situação ao encerrar o ano? Se alguém souber, pode dizer.

No meu tempo não foi, com certeza.

 

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SL

Amanhã à noite em Alvalade

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Voltamos amanhã a Alvalade para mais um encontro da 1.ª Liga, onde seguimos na liderança a par com o Porto. 

Neste ciclo de jogos depois de assegurarmos a passagem à fase seguinte da Champions,  Tondela (C), Benfica (F) e Ajax (F) e Boavista (C) e Penafiel (F), Gil Vicente (F), Casa Pia (F) e Portimonense (C), falta-nos apenas este última. Excepto o jogo de Amsterdão, com mais ou menos dificuldade, foram vitórias em todos os jogos.

Foram dois jogos tranquilos aqueles em que defrontámos este Portimonense orientado pelo nosso ex-treinador Paulo Sérgio na época passada e que terminaram com o mesmo resultado, 2-0 a nosso favor. Não há razões para agora ser diferente, mas só depois do jogo é que se conhece o resultado.

Desta vez, entre Covid, castigos e lesões, Ugarte, Neto, Tabata, Vinagre, Feddal e Jovane deverão estar de fora. E Gonçalo Esteves, Nazinho, Essugo, Marsà e Catamo deverão andar pelo banco, um ou outro terá oportunidade de entrar.

Vamos então tentar adivinhar como começa e como acaba amanhã o Sporting. 

O meu palpite é:

Inicial: Adán; Inácio, Coates e Matheus Reis; Esgaio, Palhinha, M. Nunes e N. Santos; P. Gonçalves, Paulinho e Sarabia.

Final: Adán; Inácio, Coates e M. Reis; Gonçalo Esteves, Palhinha, Bragança e Nazinho; Tiago Tomás, Paulinho e Nuno Santos.

Vou contar um ponto por acerto, 22 pontos em discussão. Fico a aguardar os vossos palpites.

 

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SL

O dia seguinte

O Sporting conseguiu ontem os seus objectivos debaixo de chuva forte em Pina Manique. Ultrapassou o Casa Pia rumo ao Jamor sem lesões ou castigos no seu melhor onze.

 

Não foi fácil a primeira parte. O Casa Pia entrou bem, pressionante e objectivo, e foi recompensado por um bom golo. O Sporting foi atrás do prejuízo, com Palhinha e Bragança em bom plano, mas o trio dianteiro, muito igual, perdia-se na tentativa de combinações na zona central, com muitos adversários à volta. Só nos cantos o Sporting criava real perigo. Num Matheus Reis ameaçou, logo a seguir Coates a meias com Palhinha marcou. Entretanto Matheus Reis (que evolução, senhores) tinha safo mais uma oportunidade de golo do Casa Pia.

E chegámos ao intervalo empatados.

O "Al Morim" viu o óbvio: entrou Paulinho e colocou Tabata a ala esquerdo. E o Sporting logo encostou o Casa Pia às cordas. Pedro Rodrigues e Sarabia pareciam outros, as oportunidades de golo sucediam-se: uma bola no poste do Pedro que foi uma obra-prima de execução, quando finalmente Sarabia marcou um belo golo num remate indefensável à entrada da àrea.

 

Estava tudo a correr bem quando o árbitro "irmão do outro que é dirigente", que até estava a fazer boa arbitragem, com um critério largo e uniforme que manteve até ao fim do jogo, aceitando-se desse ponto de vista que não tenha marcado dois penáltis a favor do Sporting, por mão na bola e carga lateral a Bragança, até porque não marcou depois numa carga posterior de Matheus Reis, tem uma decisão completamente desprovida de sentido e expulsa um jogador que apenas se protege duma entrada imprudente num "tackle" deslizante, ainda por cima dum jogador deficientemente protegido.

Admitindo que o gesto de auto-protecção deTabata, do seu ângulo de visão, possa ter parecido duvidoso, devia ter mostrado amarelo e esperar pela análise do VAR. Vendo o lance, nada indica que seja de expulsão. Depois temos a questão da uniformidade de critérios. O Tiago Martins e o Rui Costa são árbitros do mesmo país? Como é que um, no tackle do japonês em Barcelos, mostra amarelo a quem entra assim e este mostra vermelho a quem sofre a entrada?

Não sei se algo se passa lá na arbitragem, se a coligação "do leitão" está em cima deles a exigir o retorno do investimento, assustados com o sucesso do Sporting e assediados pela Justiça e pela FIFA, mas estes três últimos jogos da equipa A e os últimos da B (neste então há uma expulsão do Chico Lamba completamente ridícula) foram de grande prejuízo para o Sporting.

Vamos ver o próximo.

 

Mas voltando ao Casa Pia-Sporting: a jogar com 10, Rúben trancou o jogo, entraram três jogadores frescos, reorganizou-se a defesa e foi só esperar pelo fim dos 90 e picos minutos. Foi o tal "sentar-se em cima do resultado" que define as grandes equipas.

Foi bom no final ouvir Sarabia, um titular da selecção de Espanha que não levantou qualquer problema por ter sido substituido em Barcelos e ontem correu e lutou o tempo todo, marcando um grande golo. Nas suas declarações demonstrou entender perfeitamente o jogo, se calhar está ali um futuro treinador. 

E assim cá vamos... rumo ao Jamor. Para repetir a grande vitória de há três anos, com Marcel Keizer.

 

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SL

Amanhã à noite em Pina Manique

Muitos conhecem o estádio do Casa Pia de passar perto, no vai e vem diário para Lisboa, mas poucos já lá foram ver o jogar o Sporting. Eu recordo-me vagamente de lá ter ido uma vez ver o Sporting B ganhar com um bem alimentado ex-promessa do Benfica, Bruno Caires, por isso terá sido consultando a Wiki se calhar em 04/11/2001, digo isto porque alinhou um então anafado ex-promessa do Benfica, Bruno Caires.

Os dois últimos jogos, com Penafiel e Gil Vicente, com arbitragens medíocres que muito prejudicaram o Sporting, conseguiram pôr em evidência a resiliência desta equipa brilhantemente liderada por Rúben Amorim. As coisas podem estar a correr mal e com tendência para piorarem, sofrem-se expulsões estúpidas e falham-se penaltis, mas a equipa reage, cerra os dentes e une-se rumo à vitória.

Este plantel escolhido de acordo com as ideias de Amorim e com as dificuldades financeiras, com Covid, castigos e lesões, já perdeu toda a gordura que pudesse ter, está mesmo "no osso". Regressados de impedimentos são titulares, jovens com muito pouco trabalho com Amorim, já não falando em idade e experiência, estão no banco. 

O trio defensivo do 3-4-3 é com os defesas centrais ou laterais que estiverem disponíveis, para os alas então qualquer um serve, e assim sucessivamente. Um destes dias ainda vamos ver em onzes iniciais o Paulinho a trinco, o Palhinha a defesa, e o Coates a ponta de lança. Já faltou mais. Só os guarda-redes são mesmo... guarda-redes.

Mas a contrapartida disto é que a equipa se torna camaléonica, cada jogador faz coisas muito fora do esperado para o adversário, e assim torna-se muito difícil para seja quem for levá-la de vencida. Vejam e revejam os três golos marcados ao Gil Vicente. O primeiro um salto à pressão dum extremo convertido em ala que avança e remata ao golo, o segundo foi fruto duma disputa de bola ganha por um ponta de lança a fazer de extremo direito e a assistir um médio centro para o golo...

Amanhã espera-se mais do mesmo, uma equipa do Sporting sem Neto, Porro, Feddal, Vinagre, Jovane, Tiago Tomás, mas já com Esgaio, para prosseguir rumo ao Jamor. Um cromo que ainda falta na caderneta de Amorim.

Um dos outros dois rivais estará em breve fora da corrida, e por isso ainda mais importante se torna o confronto de amanhã.

Se calhar com Virgínia em vez de Adán, penso que Amorim não vai andar em poupanças e vai pôr toda a carne no assador de acordo com o estado físico de cada um.

O tempo vai ajudar? Haverá ainda bilhetes? 

 

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SL

O dia seguinte

O Sporting acabou por passar em Barcelos duma forma categórica, um dos melhores resultados da temporada, mas num jogo que poderia ter acabado de forma completamente diferente.

Muitos factores influenciaram o resultado, desde logo a arbitragem, mas também a sorte dos remates que, batendo ou não, entraram ou não.

Mais que descrever o jogo avanço com algumas notas:

 

1. Rúben Al Morim

Não sei se repararam, mas com aquela barba e bigode, Amorim cada vez parece mais um "sheik" árabe. Se quando jogarmos com o Man. City ele for para a tribuna presidencial de fato e gravata e o Mansour para o banco do Sporting de fato de treino, as televisões não vão notar. Francamente não sei o que isto quer dizer, Amorim.

Mas fora isso, hoje, depois da expulsão de Neto e dum lance logo a seguir que podia ter colocado o Gil em vantagem, quem ganhou o jogo foi Amorim. Com o trinco Ugarte já amarelado, substituindo o avançado titular da selecção de Espanha pelo extremo esquerdo Nuno Santos, conseguiu reorganizar toda a equipa e prepará-la para uma segunda parte em que o maior espaço do 10x10 conjugado com a maior categoria dos jogadores do Sporting fez a diferença e justificou o resultado final. 

Além disso tudo e já é muito, a forma como Gonçalo Esteves se comportou durante todo o jogo, jogando pelo seguro até à vantagem do marcador, arriscando mais depois, ou a forma como Ugarte encaixou o estúpido cartão amarelo recebido e foi à procura de contrapartidas, que conseguiu no lance do assinalado penálti, só revela a excelência do treinador que os preparou para o jogo.

Foi realmente uma enorme vitória do Sporting, mas muito se deveu ao "Al Morim". 

 

2. Arbitragem "Tuga"

Um jogo como o de hoje abre o debate do que deve ser uma arbitragem moderna, europeia e promotora da qualidade do espectáculo e da indústria, versus uma arbitragem caseira, corporativista, mesquinha e ignorante do que é o futebol, a tal arbitragem "Tuga".

Que depois conta com comentadores de arbitragem "Ultra Tuga", que fazem o "Tuga" do campo mais o "Tuga" do VAR serem perigosos estrangeirados, os inféis do "tacho". Quase temos pena dum Tiago Martins quando ouvimos o que diz o comentador de arbitragem da Sport TV que não sei que curriculum teve enquanto árbitro ou como suspeito vou ler amanhã o Duarte "ressabiado" Gomes.

Ora bem, quando vamos para a Champions vemos que existe uma preocupação de quase todos os árbitros em deixar jogar, não influenciar o resultado dos jogos, valorizar o espectáculo, desvalorizar situações artificialmente criadas pelos jogadores, sejam simulações de toques, lesões, ou agressões, ao mesmo tempo que são muito exigentes em termos de "fair play" e respeito pela autoridade do árbitro.

Mas claro que a arbitragem "tuga", completamente alheia a todas estas questões e a querer em cada jogo fazer do árbitro o dono daquilo tudo, só existe porque também existe dos adeptos uma clubite exacerbada, achando sempre bem tudo o que nos convém e sempre mal tudo a nosso desfavor.

Dito isto, obviamente cada um de nós terá a sua opinião sobre a arbitragem de hoje. E todas legítimas.

A minha é que, além da expulsão do japonês "kamikaze", dos amarelos pelo gesto "reguila" do Pedro Gonçalves e pela falta de Coates que mete o pezinho, e de mais uma coisa ou outra, tudo o resto que foi sancionado foi manifestamente artificial ou exagerado. Ugarte não faz falta sequer, depois mete a perna à frente, o defesa do Gil corta a bola e depois dá-lhe na perna, Neto encosta a cabeça ao jogador do Gil que lhe deve ter feito alguma antes mas apenas isso, Matheus Reis não é maneta mas não tem os braços fora da zona do corpo quando corta o lance,  os cotovelos na cara acontecem porque os jogadores não são manetas e precisam dos braços para correrem e saltarem. Enfim, mais um festival de cartões desnecessários e que poderiam ter dado cabo do jogo.

E é nisto em que se transformou a arbitragem "Tuga": um festival de cartões, como aconteceu em Penafiel com o "Cláudio The Kid" que dispara alegremente cartões mais rápido que o lendário pistoleiro do Oeste, e este "Ice man" Tiago que ia conseguindo estragar mais um jogo da sua que devia ser triste carreira, mas se não é deve ter uns padrinhos influentes. Já agora gostava de saber o que lhe disse o nosso médico para ser expulso. Vamos ver no relatório?

E que jogadores vamos ter disponíveis para o jogo da Taça? Nem faço ideia.

 

3. Espírito de equipa

Simplesmente notável a forma como os 10 entraram em campo na segunda parte para conquistar os 3 pontos, depois de tudo o que se passou na primeira parte. Organização perfeita no 3-4-2 possível, sempre com Paulinho a incomodar enormemente a saída a jogar do Gil, e em contra-ataques rápidos que fizeram mossa. Foram 3-0, podiam ter sido mais. Depois do golo de Nuno Santos e da entrada de Palhinha e Bragança o vencedor estava encontrado, o resto foi um passeio.

 

4. Valia do adversário

O Gil Vicente fez um grande jogo, muito bem orientado, nunca estacionando o autocarro, mas sempre procurando sair em velocidade para criar problemas ao Sporting. Nesse sentido, o resultado não traduz as dificuldades encontradas pelo Sporting. Um dos adversários mais complicados que tivemos nesta primeira metade do campeonato.

Pena só aquela palhaçada com a simulação de lesão do guarda-redes para o treinador ter tempo para dar instruções aos jogadores em campo. Como é que uma situação destas não é punida pela Liga?

 

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SL

Amanhã à noite em Barcelos

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Voltamos amanhã a Barcelos para mais um encontro da 1.ª Liga, onde seguimos na liderança a par com o Porto. 

Dos jogos de Dezembro já despachámos os à partida mais complicados: Tondela (C), Benfica (F) e Ajax (F) e Boavista (C) e Penafiel (F), faltando-nos apenas Gil Vicente (F), Casa Pia (F) e Portimonense (C).

Este Gil Vicente foi na época passada um daqueles fregueses que acabam por pagar o que devem  mas mesmo no limite da coisa. Uma "trabalheira do caraças". Uma equipa que se fecha muito atrás para deixar espaço livre para arrancadas em velocidade que fazem estragos. E é mesmo essa velocidade de execução, em que a defesa não tem tempo para se estruturar depois duma perda de bola, que fez mossa ao Sporting.

O maldito vírus está a ditar leis, Tiago Tomás e Esgaio vão estar fora, mas Coates e Palhinha estão disponíveis. O "artista pistoleiro" de Penafiel colocou também Tabata de fora deste jogo, e Vinagre, Feddal e Jovane continuam em recuperação de lesões. 

Com tudo isto tem sido um rodízio no plantel do Sporting que vai a jogo, e amanhã vai ser com certeza um onze nunca visto a entrar em jogo.

 

Vamos então tentar adivinhar como começa e como acaba amanhã o Sporting. 

O meu palpite é:

Inicial: Adán; Neto, Coates e Inácio; Gonçalo Esteves, Ugarte, M. Nunes e M. Reis; P. Gonçalves, Paulinho e Sarabia.

Final: Adán; Inácio, Coates e M. Reis; Gonçalo Esteves, Palhinha, Bragança e Nazinho; P. Gonçalves, Sarabia e Nuno Santos.

Vou contar um ponto por acerto, 22 pontos em discussão. Fico a aguardar os vossos palpites.

 

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Sporting B

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Na foto em cima: Hevertton, Marsá, Eduardo Pinheiro, Tiago Rodrigues, Chico Lamba, Goulart e André Paulo. Em baixo: Diogo Brás, Fábio Názinho, Vando Felix e Geny Catamo.

 

Este é um post que já tinha prometido fazer sobre um tema que deve interessar todos os Sportinguistas, sempre com o objectivo de questionar para melhorar.

Noutro post abordei o tema da política de formação do Sporting introduzida por Frederico Varandas, rompendo com o modelo do contratar para ser campeão no escalão, e onde, visto de fora, Tomaz Morais me parece ser o grande motor do projecto, recuperando ideias caras a Aurélio Pereira mas introduzindo uma transversalidade orientada à produção de jogadores para a primeira equipa. Trata-se duma política que necessita à frente dessa equipa alguém que consiga conjugar a luta pelos títulos com o lançamento de jovens. Keizer e Silas muito deixavam a desejar nesse aspecto, pelo que apenas com Rúben Amorim conseguiu produzir resultados.

E esses resultados traduzem-se nos cerca de 50% de jovens de Alcochete no plantel duma equipa principal ganhadora, e pela grande venda dum deles, Nuno Mendes, ao PSG.

Mas, como em tudo, essa política de formação tem pontos fracos. Um deles é a equipa B,  de todas as equipas dos escalões de formação aquela talvez mais obrigada a objectivos. Porque não se trata só de ganhar o título respectivo entre equipas semelhantes: aqui descer ou subir de divisão tem consequências enormes para o futuro da mesma equipa. E trata-se duma competição onde os adversários são bem mais velhos e experientes, que obrigam os nossos jogadores a crescer e os preparam para o profissionalismo ao mais alto nível.

 

Um pouco de história para começar.

A equipa B do Sporting foi criada em 2000/2001, na sequência duma experiência de clube satélite com o Lourinhanense, da qual a única coisa boa que resultou foi a venda de Boa Morte para Inglaterra, com o objectivo de fazer evoluir dentro de casa os ex-juniores que não conseguiam dar o salto imediato para a primeira equipa, evitando empréstimos com baixa taxa de sucesso.

Durante quatro épocas essa equipa competiu na 3.ª divisão da altura (2.ª B), primeiro em casa emprestada, no caso o Municipal de Rio Maior, depois já em Alcochete, com classificações distintas (14º, 2º, 15º e 18º) e a descida de divisão ditou a sua extinção.

Renasceu em 2012/2013, já na 2.ª Liga, resistiu outros seis anos com classificações também diversas (4º, 6º, 5º, 10º, 14º e 18º) e foi mais uma vez extinta com o argumento de se apostar numa nova competição, os sub23.

Na primeira época desta nova fase, com Oceano e Dominguez como treinadores e Manuel Fernandes como director, tivemos mesmo a melhor equipa B de sempre, com Arias, João Mário, Esgaio, Dier e vários outros, alguns a serem lançados no final da época por Jesualdo Ferreira na A.

Na época seguinte, e com um autocarro de "Inácios", cada um pior que o outro, foi Abel Ferreira o treinador promovido dos juniores o escolhido, que fez por se articular com o então treinador principal, Leonardo Jardim. Demitido sem explicações aos sócios no arranque de mais uma época, Abel Ferreira, se calhar a vomitar "Inácios", deu lugar a João de Deus, actual adjunto de Jorge Jesus, também ele demitido na época seguinte para dar lugar a Luís Martins. 

Posso dizer que acompanhei todas aquelas fases. Visitei muitos campos e estádios de que só conhecia o nome: Lourinhã, Rio Maior, Mafra, Amora, Seixal, Barreirense, Oriental, Olivais e Moscavide, entre outros, pelo que tenho alguma competência para falar sobre o assunto. Pude apreciar jogadores como estes onze que aqui indico, todos com largas dezenas de jogos pela equipa B:

Beto; Miguel Garcia, José Fonte, Rúben Semedo e Eric Dier; Esgaio, Carlos Martins, Custódio e João Mário; Ricardo Quaresma e Gelson Martins.

 

Vamos agora para a situação actual. Como sabem, em 2020/2021 a equipa B renasceu mais uma vez, agora sob o comando de Filipe Çelikkaya, para competir numa série do Campeonato de Portugal que a apurou (ficou em 2.º lugar, logo atrás do E. Amadora, que conseguiu o apuramento para a 2.ª Liga) para a nova 3.ª Liga, onde compete este ano na série F.

O não-apuramento para a 2.ª Liga provocou uma revolução no plantel com a saída definitiva ou por empréstimo de alguns jogadores que poderiam ser importantes nesse contexto mas já com uma idade que não antevia grande futuro no Sporting. Poucas contratações foram feitas, e as que foram demoraram e demoram a mostrar argumentos que justifiquem as apostas.

Assim está a ser tudo menos conseguida esta nova temporada da equipa B. Depois dum início razoável, com um empate fora e uma vitória caseira, as derrotas sucederam-se. O último jogo foi heróico, empatado a dois com dois jogadores a menos ao intervalo: conseguimos marcar mais dois no segundo tempo e conquistar a vitória.

O Sporting B segue na 9.ª posição de 12 com menos um jogo e 12 pontos: 3V, 3E e 5D, 12GM, 15GS. Corre o risco de descer de divisão.

  1. Real Massamá (F) - 0-0
  2. Caldas (C) 1-0
  3. Torreense (F) 3-4
  4. V.Setubal (C) 0-1
  5. Cova da Piedade (F) 2-0
  6. Alverca (C) 1-2
  7. Amora (F) 0-3
  8. U.Leiria (C) 0-2
  9. O.Hospital (F) 1-1
  10. Oriental Dragons (F) 0-0
  11. Real Massamá (C) 4-2

 

Então a que se deve este fraco desempenho, em que os resultados apenas ilustram a falta de qualidade do futebol apresentado e as debilidades estruturais da equipa ?

Se calhar existem várias causas para esta situação:

1. Qualidade dos competidores

Quando se fala numa série da 3.ª Liga pode ficar-se com uma ideia completamente errada da valia das equipas em questão. Esta série conta com dois clubes com pretensões a voltar rapidamente ao escalão principal, casos do V. Setúbal e Alverca, outros que querem voltar à 2.ª Liga, como o Real Massamá e o Cova da Piedade, e dispõem de treinadores como Luís Loureiro (Real Massamá), Bino (U. Leiria) e Argel (Alverca), este penso que até já foi treinador principal no Brasileirão. Não é fácil jogar com equipas bem orientadas, muito experientes e sem preconceitos em enveredar pelo jogo sujo, como simulação de faltas, perdas constantes de tempo quando em vantagem, faltas constantes para interromper o jogo e simulação de lesões para os jogadores descansarem em momentos críticos. Essas equipas jogam com a ansiedade de quem quer jogar bem e ganhar.

2. Arbitragens deploráveis

Se no último jogo foram duas expulsões e um penálti, nos outros cartões e penáltis têm sido constantes contra o Sporting por mais duvidoso que seja o lance. Depois disso todo um fechar de olhos ao jogo sujo, simulação de lesões e queima de tempo por parte de alguns adversários. Quando marcam o primeiro golo, e muitos deles pelo tal penálti duvidoso, o jogo parece que terminou ali com o árbitro a gozar a situação e a castigar os nossos cada vez mais enervados jogadores.

3. Falta de matéria-prima de qualidade

Os melhores jovens já jogam ou treinam na A. Eduardo Pinheiro e o resto da fornada de 20-21 anos que por ali ficou, jogadores como Goulart e Bernardo Sousa, não parecem ter a capacidade necessária para segurar a equipa e ajudar os jovens que ali surgem em rotação constante. Essugo, Gonçalo Esteves, Nazinho e Catamo tanto jogam como não, e Hevertton já merece estar num patamar de titular indiscutível, e não andar às sobras do Gonçalo e do Marsà. 

Depois, e isto é uma crítica transversal a toda a formação do Sporting, faz-me uma certa confusão a falta de padrão físico por posição: muitos baixinhos bons de bola mas falhos de capacidade de choque misturados com matulões de "pé de chumbo".

4. Modelo de jogo / sistema táctico.

Mas afinal se a B é a antecâmara da A, porque não joga a B como a A, não joga em 3-4-3 e no modelo de jogo já aqui explicado da A? Não serve para a 3.ª Liga? Mas como não, se Amorim tirou grandes resultados do mesmo no Casa Pia? Entendo perfeitamente que a formação até aos sub23 funcione em 4-3-3, que dá outra liberdade e evolução aos jogadores, e permite formar centrais, laterais, médios, extremos e pontas de lança. Mas na B não seria para lhes transmitir outra cultura táctica e capacidade competitiva perante adversários fechados, com intensidade física e a jogar no erro adversário? Ou a questão é que Amorim algum dia sairá e quem vier a seguir pode ter outro modelo qualquer? Assim, o que fica é que a única coisa em comum entre as equipas A e B são os equipamentos.

5. Liderança técnica

É um facto inegável que Filipe Çelikkaya não tem um curriculum que entusiasme ninguém, basta lembrarmo-nos dos treinadores que atrás mencionei, e daqueles que estão nos rivais, Veríssimo e Folha. Obviamente que o curriculum só por si não é decisivo, Amorim veio com pouco ou nenhum, mas não se vê prova que esteja ali alguém com potencial, porque o futebol da equipa não entusiasma ninguém. 

 

Soluções?

Bom, esperemos que a última vitória seja o click que faltava a esta equipa para fazer uma grande segunda volta e colar-se aos da frente. Noutras circunstâncias poderiam vir da A reforços para resolver o problema, mas nas actuais é a A que vai deitar mão de tudo o que precisar das restantes equipas. Contratar para a B não é solução, contrata-se apenas para a A, actual ou futura. Trocar de treinador neste momento e neste contexto em que não sabe quem vai dispor na semana seguinte também não me parece minimamente justo.

Então que fazer?

Deixo aqui a pergunta.

 

PS: Enquanto isso, nos sub23 já estamos fora da corrida ao título de campeão (4.º em 8 na zona Sul), na Youth League vamos disputar a passagem à fase seguinte com o Ajax, em Juniores vamos em 2.º na zona Sul.

 

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SL

 

O dia seguinte

Foi um Sporting de serviços mínimos que tivemos ontem em Penafiel, mas que ainda assim cumpriu todos os objectivos traçados. Ganhou o jogo, preparou o onze para Barcelos sem lesões e deu minutos a alguns menos utilizados.

De negativo apenas a arbitragem à moda da 3.ª Liga. Quem vir os jogos do Sporting B confirmará que é disto que apanhamos todas as jornadas: franguitos armados em galos, a quererem demonstrar que conseguem amarelar e expulsar campeões nacionais, medíocres, arrogantes e tendenciosos. Tabata sofre um toque dentro da área de possível penálti, leva amarelo; Ronaldo dá duas patadas, nada; Neto corta a bola, amarelo; Tabata entra por trás mas apenas joga a bola, amarelo e é expulso; Coates chama-o à razão, amarelo também.

Pena para Tabata: fez um jogo razoável e precisa de jogar mais, nem todos conseguem jogar "à Kaizer" do lado direito de pé esquerdo como ele e fazer aqueles movimentos para dentro que complicam a vida da defesa. Gonçalo Esteves fez um jogo de tracção à frente, e nisso entusiasma, mas tem de ganhar outra presença defensiva. Bragança esteve regular, Virgínia também, Neto a mesma coisa, TT demora a sair da trapalhice que tanto resulta em golos como em lances ingloriamente desperdiçados. Os titulares basicamente treinaram sem se esforçar muito.

Resumindo, continuamos na Champions e o Porto não, na Youth League e o Porto não, vamos à Final Four da Taça da Liga e o Porto não, mas todas as equipas quando jogam com o Sporting deixam a pele em campo, e contra Porto e Benfica nem sempre.

 

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SL

A sorte ditou

Realmente quando as coisas têm de correr mal correm em todo lado, não apenas em Portugal. Este sorteio da UEFA foi um exemplo disso mesmo.

Mas, pelo menos para mim, entre o primeiro e o segundo sorteio, o Sporting saiu a ganhar.

A "Vecchia Signora" não está a passar bem na Liga italiana, mas conta com um treinador muito experiente, e vai apostar na Champions para salvar a temporada. E na última vez que o Sporting teve a Juventus como adversário, e foi com este treinador, o Sporting saiu a perder.

O Man. City está no topo da Premier League, conta com o celebrado melhor treinador do mundo, mas vai ter um desgaste tremendo até Fevereiro. E, na última vez que o Sporting o teve como adversário, o Sporting saiu a ganhar.

Em termos de modelo de jogo e características das duas equipas, o Sporting encontrou um conjunto muito mais técnico do que físico, que joga e deixa jogar, com Rúben Dias, Cancelo e Bernardo Silva, que nada têm de estranhos para o plantel do Sporting. Muito pior seria com equipas como o Bayern ou Liverpool pela intensidade que colocam em jogo os muitos jogadores de excelência de que dispõem, ou o Real Madrid, pela época de reconquista que está a efectuar e a efectividade que costuma colocar em campo.

Do ponto de vista financeiro, defrontar uma equipa do maior mercado comprador, duma Premier League cujos maiores clubes tem plantéis que valem cinco ou seis vezes o que vale o plantel do Sporting, saiu-nos o "jackpot".

Francamente, mas apenas por motivos egoístas, de poder ir ao mítico Old Trafford, eu teria preferido o Man. United. Mas com Bruno Fernandes e Cristiano Ronaldo do outro lado, iria ser uma sensação complicada de gerir. Depois lembrei-me que se calhar...

Porque não ver o Man. United em Old Trafford para a Premier League e estar no Ethiad Stadium (bahh) logo antes ou logo depois a ver o Sporting qualificar-se para a fase seguinte?

Vamos nessa, ò Vanessa.

 

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O dia seguinte

Mais uma vitória do Sporting, num jogo que - como é norma contra as equipas treinadas por Petit -não teve nada de fácil.

Ainda mais porque o Sporting não entrou bem em nenhumas das partes, e podia aí ter tornado as coisas ainda mais difíceis. Valeu Adán na única ocasião do Boavista digna desse nome.

Mas depois disso foi sempre um jogo de sentido único: muitas oportunidades para poucos golos.

 

Algumas notas:

1. O Sporting está a jogar muito mais do que no ano passado. A prova disso é que, em vez de vitórias conquistadas a pulso nos últimos minutos, agora temos vitórias por mais dum golo. E se Feddal, Palhinha, Paulinho não jogam e Porro sai ao intervalo, a verdade é que ninguém sente a falta. Sem eles a equipa joga diferente - melhor ou pior, é apenas questão de gosto.

2. Além das conquistas de títulos, um bom treinador nota-se na evolução dos jogadores à sua guarda. Claro que nos casos de Pedro Gonçalves, Ugarte ou Sarabia, mais que mérito de Rúben Amorim existe o de Hugo Viana/Varandas, que os conseguiram obter, porque a qualidade estava todinha lá e ele só tinha de não estragar. Agora se falarmos em Matheus Reis, quem como eu o punha na "Escala Ilori" ao nível dum Bruno Gaspar, tipo quem o contratou devia atirar-se ao poço com uma corda ao pescoço, e que agora o vê ao nível dum Mathieu - desta vez esteve sempre a grande nível e até teve dois remates ao golo em que por azar não marcou -, só tem que dar mérito a Amorim. E Nazinho para lá caminha...

3. Com VAR marcámos três golos, foram confirmados dois. Sem VAR quem saberia o que poderia acontecer? 3-0 ou 0-0? Dependeria dos artistas de serviço e dos quinhentinhos, reais ou figurados, em jogo. Melhor assim. Pior só para quem sabemos, era o dono daquilo tudo.

4. O Ajax marcou-nos mais golos em dois jogos que todos os outros adversários juntos até agora? Deve ter sido mais ou menos isso. Muito difícil normalmente marcar golos a este Sporting, muito mais reverter o resultado nalguma partida em que o Sporting marca primeiro. Desde quando, desde que frequento Alvalade, vi uma coisa assim? Desde... Amorim.

5. Melhor em campo? Sarabia, cada vez mais ambientado. Matheus Reis logo atrás e apenas porque não marcou nas duas oportunidades que teve.

E a seguir? Esgaio, Tabata, Daniel Bragança e Tiago Tomás. Que sorveram a oportunidade que tiveram.

Amorim? Forever.

 

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Amanhã à noite em Alvalade

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Voltamos amanhã a Alvalade para mais um encontro da 1.ª Liga, onde seguimos na liderança a par com o Porto. 

Dos jogos de Dezembro já despachámos os à partida mais complicados: Tondela (C), Benfica (F) e Ajax (F). Ficamos com cinco adversários acessíveis para defrontar: Boavista (C), Penafiel (F), Gil Vicente (F), Casa Pia (F) e Portimonense (C).

Claro que Palhinha, Feddal e Jovane vão estar fora neste período por lesão, mas as coisas estariam muito bem se não fosse o maldito virus. Com ele tudo se torna muito mais complicado, a qualquer momento nos pode calhar um surto devastador, e quando os mais velhos e responsáveis como Coates e Paulinho surgem infectados, e com certeza não foi por nenhuma "coboiada" tipo Boris Johnson, isto fica mesmo para temer. Como para cada um de nós nos próximos tempos. Acautelem-se, até porque nunca se sabe se alguém ao nosso lado resolveu não se vacinar.

Fora isso, o jogo do Ajax foi importante para reequilibrar o plantel e trouxe uma novidade importante: Tabata a fazer de "falso 9". Marcou um golo e deu outro a marcar. Com Tabata, Pedro Gonçalves e Sarabia podemos ter um ataque mais móvel, com menos presença na área mas mais difícil de anular por marcações individuais. Se calhar é isso que vai acontecer amanhã. 

Por outro lado, Matheus Reis e Ugarte estiveram mais uma vez muito bem, são já valores seguros do plantel.

 

Vamos então tentar adivinhar como começa e como acaba amanhã o Sporting. 

O meu palpite é:

Inicial: Adán; Neto, Inácio e M. Reis; Porro, Ugarte, M. Nunes e Nuno Santos; P. Gonçalves, Tabata e Sarabia

Final : Adán; Neto, Inácio e M. Reis; Esgaio, Ugarte, Bragança e Nazinho; Tabata, Tiago Tomás e Nuno Santos.

Vou contar um ponto por acerto, 22 pontos em discussão. Fico a aguardar os vossos palpites.

 

PS: No último jogo da Liga, com o Benfica, o Sporting alinhou assim:

Inicial: Adán; Neto, Inácio e Feddal; Porro, Ugarte, M. Nunes e M.Reis; P. Gonçalves, Paulinho e Sarabia

Final: Adán; Neto, Inácio e M.Reis; Porro, Bragança, M.Nunes e Esgaio; TT, Paulinho e Nuno Santos

Ganhou o Leão do Xangai com 20 pontos. 

 

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