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És a nossa Fé!

Amanhã à tarde em Alvalade

Realmente ao Sporting tudo acontece e há coisas que se repetem ao longo dos anos que de tão vistas já chateiam. Duas deslocações consecutivas à Madeira transformaram-se por culpa duma Filomena qualquer numa atribulada jornada dupla, com dois jogos intervalados em menos de um dia do previsto, um primeiro jogo num lamaçal que deixou marcas e a equipa exposta a riscos acrescidos em termos de pandemia, o que se traduziu em três jogadores infectados. Além disso, uma eliminação da Taça para a qual muito contribuiu um "Mantorras" qualquer, reforço apalavrado do Benfica que marcou um e assistiu para mais dois (um falhado). Se calhar nunca mais fará nada parecido, mas teve o seu dia de glória.

Mas agora há que olhar para a frente, importa ultrapassar o Rio Ave e manter a liderança na Liga. Trata-se daquela equipa que veio ganhar a Alvalade na época passada, que este ano esteve quase a eliminar o Milan, mas que depois caiu de rendimento e já com um novo treinador acabou de ser eliminada em casa para a Taça pelo Estoril. O Rio Ave conta com Carlos Mané, Francisco Geraldes e Gelson Dala que vão dar o litro e meio, não haja dúvidas a esse respeito, e nos podem causar dissabores.

Sendo assim, e atendendo a que Neto, Nuno Mendes, Sporar e Feddal estão indisponíveis, imagino que o treinador convoque os seguintes elementos:

Guarda-redes: Adán e Max.

Defesas Centrais: Quaresma, Coates, Borja, Inácio e... João Silva?

Alas: Porro, Plata e Antunes.

Médios Centro: João Mário, Palhinha, Bragança e Matheus Nunes.

Interiores: Tiago Tomás, Jovane, Tabata e Pedro Gonçalves e... Rafael Camacho?

Ponta de lança: Pedro Marques.

 

E apostava no seguinte onze:

Adán; Quaresma, Coates e Inácio; Porro, Palhinha, João Mário e Antunes;  Pedro Gonçalves, Tiago Tomás e Nuno Santos.

 

Concluindo,

Amanhã o Sporting entra em campo em Alvalade para prosseguir na liderança da Liga.

Considerando o sistema táctico de Rúben Amorim, qual seria o vosso onze?

 

#OndeVaiUmVãoTodos

SL

O dia seguinte

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O Sporting falhou ontem nos Barreiros um dos objectivos da temporada, a Taça de Portugal, e desta vez não tem de queixar-se da arbitragem nem de jogo sujo do adversário. Foi a 4.ª derrota de Rúben Amorim (Porto, Benfica, Lask, Marítimo) ao serviço do Sporting ao fim de muitos jogos, oxalá a média assim continue.

Entre o desgaste tremendo da Choupana e o embate com o Rio Ave na sexta-feira, o Sporting entrou em campo sem os melhores elementos mas a interpretar o mesmo modelo de jogo. Face a um Marítimo que tentou pressionar alto, teve uma primeira parte à altura, sempre agressivo na procura da profundidade e com duas oportunidades claras de golo, uma delas logo a abrir, na trave. 

A 2.ª parte foi bem diferente. O Marítimo baixou as linhas e apostou no contra-ataque, os espaços desapareceram, e na falta dum ponta de lança de referência a circulação de bola tornou-se estéril, ao mesmo tempo que o Marítimo começava a ter espaço para articular jogadas e ameaçar.

Depois vieram os erros. Permitiu-se um desvio ao primeiro poste que ia dando golo, Neto fez mais um daqueles passes a queimar que levou à escorregadela de Palhinha, ataque perigoso pelo centro, Neto a deixar o avançado do Marítimo livre para acorrer ao meio (para quê ???) e golo, mais um desvio ao primeiro poste e outro golo.

As substituições pouco ajudaram. O problema não esteve tanto no desempenho individual dos que entraram (o erro principal até foi de Neto e Palhinha), de Max (sem hipóteses nos golos), de Plata (umas baldas menores a defender, mas deu dois golos a marcar), de Matheus Nunes (lutou muito a meio campo), de Borja (cumpriu) ou Tabata (quanto baste). Esteve na incapacidade colectiva de defrontar uma boa equipa que ganhou justamente. Primeiro porque os nossos pontos fracos são bem conhecidos e os adversários sabem aproveitá-los, depois porque muitos dos melhores e que têm resolvido os jogos ficaram de fora, e por último porque não há ponta de lança. E sem ponta de lança tipo Bas Dost ou Slimani (ou Taremi, que podia ter vindo e está a resolver no Porto) não há centros de primeira, não há aproveitamento de cantos, não há cavadelas de penáltis, o Nuno Santos não tem em quem pôr a bola quando vai à linha, e não há mais um a ajudar nos lances de bola parada adversária e impedir aqueles desvios ao primeiro poste. Nem sequer quem ponha a bola lá dentro a um metro da linha de golo, como não fez Sporar a passe de morte de Plata. E lá tem que ir o Coates fazer de ponta de lança. E se calhar é mesmo o jogador do plantel que melhor faz essa posição...

Falhado este objectivo importante, temos então de focar-nos no principal, o acesso à Champions. Temos um grande treinador e uma bela equipa, uma equipa em construção. Ontem alinharam Max, Plata, Tabata, Matheus Nunes, Tiago Tomás, Nuno Mendes, tudo sub-23: a equipa precisa de alguns retoques (tema que abordei noutro post) para estar em condições de lá chegar.

Está visto que não temos "cu para várias cadeiras". Vem aí a Taça da Liga, que devemos aproveitar para fazer crescer estes e outros jovens do plantel. O foco tem de ser a Liga: sexta-feira cá estaremos para apoiar ainda mais, mesmo que de longe, esta bela equipa e este grande treinador e ajudá-los a vencer.

#OndeVaiUmVãoTodos 

SL

Sporting B e C (sub-23)

Continuo aqui a minha rubrica sobre as nossas equipas secundárias. Desta vez consegui ver o jogo da equipa B, convido quem tenha acompanhado os jogos a comentar.

Assim tivemos neste fim de semana:

Sporting B - Real Massamá, 2-1

Gonçalo; Loide Augusto, João Silva, João Ricciulli e Mees de Wit; Rodrigo Fernandes, Tomás Silva e Bruno Paz; Rafael Camacho, Pedro Marques (1G) e Geny Catamo (1G).
 
Entraram depois João Oliveira, Edu Pinheiro, Nuno Moreira, Elves Baldé
 
Treinador : Filipe Çelikkaya
 
Com esta vitória, e aproveitando o empate nos Açores do Estrela da Amadora, o Sporting B alcançou aquela equipa na liderança da série G do Campeonato de Portugal.
 
 
Em sub-23, Cova da Piedade - Sporting, 0-1
 

Diego Callai; Hevertton Santos, Rodrigo Rego, Chico Lamba e Gonçalo Costa; Duarte Carvalho, Bernardo Sousa e Tiago Ferreira; Joelson Fernandes, Nicolai Skoglund e Bruno Tavares.

 
Falhado o apuramento para o grupo que decide o campeão, o Sporting segue na fase de apuramento para a Taça Revelação.
 
Que posso dizer sobre estas equipas?
 
Em primeiro lugar, os planteis não são estanques, alguns jogadores vão passando pelas duas equipas para evoluir em registos diferentes, o que permite gerir da melhor forma um plantel alargado e conjunto.
 
Os sub23 continuam sem grande destaque, a ganhar aqui e a perder acolá. No fundo tem-se procurado dar competição a um conjunto alargado de juniores e juvenis que doutra forma estariam parados, mas há por ali muito talento que poderá integrar a B no próximo ano, como Hevertton Santos, Gonçalo Costa, Joelson Fernandes e Bruno Tavares.
 
Já na equipa B vejo muito menos valor para integrar no próximo ano o plantel principal. Pedro Marques e Geny Catamo não enganam, mas depois pouco existe. Bruno Paz joga a gasóleo. Rodrigo Fernandes padece do mesmo mal de Ilori: lento e displicente, ontem com uma falta para penálti completamente escusada. Rafael Camacho perdeu a embalagem que trazia do Liverpool e anda um pouco perdido. Todos os outros ainda sem demonstrar qualquer coisa de especial.
 
É mesmo neste escalão e não nos sub23, com equipas adultas e competitivas, que melhor se notam defeitos e virtudes, permitindo dar o salto para outros patamares. Recordo-me bem do que eram o José Fontes e o Custódio quando por aqui andavam a defrontar Seixais e Amoras e o que fizeram depois. Se calhar no final da temporada vamos ver alguns destes jogadores com outro rendimento.
 
Alguns dizem que esta equipa é inútil neste escalão, que seria melhor emprestá-los a clubes de divisões superiores. Num caso ou outro será verdade: foi no passado, com João Mário por exemplo, mas esquecem-se que não há garantia nenhuma que tenham protagonismo nos clubes de empréstimo, que têm os seus objectivos para atingir e muitas vezes preferem os da casa, que lá ficarão para o ano. Como nós muitas vezes fazemos com os emprestados que por aqui têm passado. Que o diga Pedro Mendes.
 
#OndeVaiUmVãoTodos
 
SL

Amanhã à noite no Funchal

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Depois da jornada épica de anteontem, em que conquistámos os 3 pontos em disputa com o Nacional, vamos amanhã visitar o maior clube da Madeira, o Marítimo, no estádio dos Barreiros, na baixa do Funchal, agora para garantir o acesso à meia-final da Taça de Portugal.

Embora os dois estádios envolvidos estejam a poucos quilómetros um do outro em linha recta, são duas realidades geográficas e infraestruturais completamente distintas, como distintas são as realidades sociológicas de cada clube. As condições atmosféricas que vamos encontrar também serão bem diferentes do último desafio, mas o terreno estará com certeza a um nível semelhante do Jamor, e mais uma vez vai ser preciso saber jogar bem assim.

 

O Sporting chega a este jogo na máxima força, mas há que gerir a condição física do plantel e dar oportunidades a quem merece. Mas antes do mais importa prosseguir na corrida para o Jamor.

Sendo assim, e atendendo à chamada de Quaresma e Bragança, alguém terá de sair, imagino que o treinador convoque os seguintes elementos:

Guarda-redes: Adán e Max.

Defesas Centrais: Quaresma,  Coates, Neto, Feddal e Inácio.

Alas: Porro, Nuno Mendes e Antunes.

Médios Centro: João Mário, Palhinha, Bragança e Matheus Nunes.

Interiores: Tiago Tomás, Plata, Jovane, Tabata e Pedro Gonçalves.

Ponta de lança: Sporar.

 

E apostava no onze habitual:

Max; Neto, Coates e Feddal; Porro, Palhinha, Matheus Nunes e Antunes;  Pedro Gonçalves, Sporar e Tiago Tomás.

 

Concluindo,

Amanhã o Sporting entra em campo no Funchal para prosseguir na corrida para o Jamor.

Considerando o sistema táctico de Rúben Amorim, qual seria o vosso onze?

 

#OndeVaiUmVãoTodos

SL

O dia seguinte

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Foi mesmo um leão indomável que ontem na Choupana enfrentou a fúria da natureza, que claramente beneficiava quem não tinha nada a perder e tudo a ganhar, e quem, de lugares distantes, fazia os possíveis para aproveitar a oportunidade para o derrubar.

Foi uma viagem de avião atribulada para um local em alerta vermelho, uma falsa partida, um relvado impróprio para jogar, que propiciava lances que poderiam acabar com a época de algum menos fortunado, muita coisa junta que poderia levar a pontos perdidos e a rombos significativos no plantel. Segundo a tal directora da Liga, o jogo tinha mesmo de se fazer, o avião tinha mesmo de aterrar, se não houvesse avião que fossem a nado, se morressem todos que fosse a equipa B. A estupidez não tem limites. 

O leão enfrentou tudo isso com um misto de raça e competência que tornou o desafio de sentido único, as oportunidades foram surgindo e o resultado só pecou por escasso porque Pedro Gonçalves não teve com ele a sorte doutros dias. Do outro lado, nem uma oportunidade séria durante os 90 minutos.

Uma equipa tremendamente corajosa e solidária, todos a saber o papel que deviam desempenhar, condição física de topo, lances de laboratório do qual o primeiro golo é exemplo, uma cópia perfeita do primeiro golo contra o Braga, um sistema táctico que facilitou o resto, e acima de tudo um grande comandante no banco que soube perceber bem as insuficiências da equipa no Jamor, introduzir as mudanças necessárias no modelo de jogo, e chamar todo o plantel às suas responsabilidades. Não tem o 4.º nível de treinador? Por enquanto não, mas pelo menos temos nós um general de cinco estrelas. 

Ultrapassado o Nacional, e com os resultados dos rivais, nada está ganho, nada está garantido, os 4 pontos de vantagem não querem dizer nada. Receberemos o Rio Ave enquanto no Porto-Benfica alguém irá perder pontos, vamos conseguir chegar ao período reservado à Taça da Liga no topo da classificação. E depois se verá.

Uma palavra para Frederico Varandas, que ontem por lá andou no meio de toda aquela confusão, e que no meio duma época tenebrosa a todos os níveis teve a inteligência, a humildade ou o sentido de sobrevivência, ou tudo isso junto, para arrepiar caminho, perceber os erros cometidos e juntar a um grupo de elite que vinha a ser preparado com jovens de Alcochete o comandante certo para os liderar, apontar o caminho à estrutura no que respeita a reforços e conduzir a equipa para uma época que está a honrar sobremaneira o lema e a história do Sporting Clube de Portugal.

#OndeVaiUmVãoTodos 

SL

Amanhã à tarde no Funchal

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Ultrapassado que foi o Braga, vamos amanhã visitar o Nacional na Choupana, a sua casa do Funchal, cidade para onde voltaremos dias depois para defrontar o Marítimo para a Taça de Portugal. Parece que nos vamos deparar com condições atmosféricas bem diferentes das retratadas na foto.

Se nunca fui ao estádio dos Barreiros, à Choupana fui um par de vezes, com uns 4 ou 5 anos de distância, o que deu para ver a evolução tremenda que o complexo conheceu. Da primeira vez já não posso precisar o ano, mas recordo-me de subir os vários kms da rampa mais ou menos em linha recta do Caminho do Terço, que liga o estádio à baixa do Funchal, com um Nissan Micra alugado, a precisar de reforma, sempre em 1.ª velocidade, sempre a ver que não chegava lá ao cimo e ficava pelo caminho. A segunda, essa consigo dizer com certeza, foi no início de 2009, no tempo do Paulo Bento com Liedson e Rochemback, em que acabámos por empatar 1-1. No Nacional alinhava um excelente ponta de lança formado no Cruzeiro que marcou um grande golo nesse jogo, Nenê, poderia ter vindo para o Sporting mas foi vendido ao Cagliari e há pouco voltou para o Moreirense, agora está no Leixões, já com 38 anos. 

O Sporting chega a este jogo na máxima força em termos de plantel, mas temos cinco jogadores à beira do quinto cartão, sendo que o jogo seguinte da Liga é com o Rio Ave. Não sei qual a ideia de Amorim para chegar ao jogo com o Benfica com todos eles disponíveis. Mas antes importa é vencer amanhã na Choupana.

 

Sendo assim, imagino que convoque os seguintes elementos:

Guarda-redes: Adán e Max.

Defesas Centrais: Quaresma,  Coates, Neto, Feddal e Inácio.

Alas: Porro, Nuno Mendes e Antunes.

Médios Centro: João Mário, Palhinha, Bragança e Matheus Nunes.

Interiores: Tiago Tomás, Nuno Santos, Jovane, Tabata e Pedro Gonçalves.

Ponta de lança: Sporar.

 

E apostava no onze habitual:

Adán; Neto, Coates e Feddal; Porro, Palhinha, João Mário e Nuno Mendes;  Pedro Gonçalves, Tiago Tomás e Nuno Santos.

 

Concluindo,

Amanhã o Sporting entra em campo no Funchal para conquistar mais uma vitória e continuar na liderança da Liga com 4 pontos de vantagem sobre os rivais. Então propunha duas questões:

1. Considerando o sistema táctico de Rúben Amorim, qual seria o vosso onze?

2. Que deveria o Sporting alterar no seu sistema de jogo relativamente aos últimos encontros menos bem conseguidos?

#OndeVaiUmVãoTodos

SL

Que plantel para o resto da temporada?

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Com o Sporting destacado na liderança da Liga, tendo decorrido já mais de 1/3 da prova, e o mercado de Inverno prestes a abrir, penso que vale a pena voltar a reflectir sobre o valor do plantel actual de acordo com os objectivos ainda viáveis para esta época. Não para desvalorizar ou desmerecer o brilhante trabalho que estes jogadores e este treinador têm feito, mas para analisar os pontos de melhoria face ao que todos queremos e ansiamos.

E que objectivos são esses? Em primeiro lugar o apuramento directo para a Champions do próximo ano, ou seja, ficar à frente de Porto ou Benfica, e Braga. Depois podem acontecer coisas melhores, uma dobradinha seria óptima. No que respeita a piores, o 3.º lugar deste abre também um caminho (das pedras) para a Champions do próximo ano.

Como sabem, Rúben Amorim instituiu no Sporting um modelo de jogo muito próprio alicerçado num sistema táctico 3-4-3 do qual não abdica, e que no meu entender se baseia na segurança defensiva e na posse paciente, a toda a largura do campo, à procura dos momentos certos de ruptura atacante. Com Amorim não existem planos B e C, são os ajustamentos de posicionamento de pormenor e as alterações de protagonistas que trazem coisas diferentes ao jogo de acordo com o que o mesmo está a pedir. Amorim, como eu, acredita que é fazendo muitas vezes a mesma coisa que a fazemos melhor.

À partida pode dizer-se que esta ideia não é melhor nem pior do que as dos bons treinadores que ultimamente têm passado pelo Sporting, as de Marcel Keizer, Jorge Jesus, Marco Silva ou Leonardo Jardim, mas o que não há dúvida é que está a resultar. Essa ideia patrocinada por Frederico Varandas e Hugo Viana levou a uma selecção criteriosa do melhor que havia internamente, alguns ficaram mesmo pelo caminho, e foram procurados reforços com critério. O Covid atrapalhou a pré-temporada, perdemos o acesso à Liga Europa, mas a equipa reencontrou-se na Liga e os resultados têm sido entusiasmantes.

 

Com o sistema táctico definido, podemos então voltar a avaliar o plantel, notando que existem jogadores que poderão ocupar diferentes posições do 3-4-3.

Vamos então pontuar de 1 a 5 cada posição, sendo 3 o mínimo exigível para o pretendido, um plantel com condições plenas para alcançar os objectivos da época:

 

Guarda-Redes - Max (21 anos, 1,90m), Adán (33, 1,90m), André Paulo (24, 1,88m) - Nota 4 (mantém)

Para esta posição Amorim pretende um híbrido de Damas e Fraguito (ou Rui Patrício e William para os mais novos), o que, convenhamos, é pedir muito. Adán tem sido o titular na posição, veio com a ferrugem de ter estado demasiado tempo a aquecer o banco de grandes clubes espanhóis, mas tem estado globalmente bem, com uma ou outra falha como aquela saída contra o Famalicão, passes que vão parar fora do campo ou aos pés dos adversários, mas esteve a grande nível nestes dois últimos jogos. Max tem estado remetido a uma situação de suplente e de aprendizagem contínua, mas já demonstrou que pode muito bem fazer o lugar, e se calhar mais dia menos dia vai superar Adán. Aparentemente Renan não conta para Amorim, veio o André Paulo que ganha minutos na equipa B. Acho que estamos bem servidos na posição, e Max merece actuar nas competições menores, a começar pela Taça da Liga.

 

Ala Direito - Porro (20 anos, 1,76m), Plata (19, 1,79m) - Nota 4 (era 2,5)

Esta posição é um híbrido de extremo com lateral, o tal "carrillero" argentino. A posição de lateral direito tem sido tradicionalmente o calcanhar de Aquiles do plantel, e só com muita boa vontade e caridade cristã poderíamos considerar Ristovski, Bruno Gaspar, Thierry Correia ou Rosier à altura das necessidades. Ou porque defendem mal ou porque atacam pior. Porro tem vindo a demonstrar coisas dum lateral direito de topo, já é capitão dos sub-23 de Espanha, e candidato à selecção A. Plata está a ser adaptado para ala, e já demonstrou também que pode fazer bem o lugar, nalguns jogos pode até ser uma arma para desequilibrar a partir do banco. Matheus Nunes ou Nuno Mendes podem fazer o lugar em emergência. Estamos bem servidos nesta posição.

 

Defesa Central Direito - Eduardo Quaresma (18, 1,85m), Neto (32, 1,85m) - Nota 2,5 (mantém)

Esta é a posição Mathieu (dextro). O problema é que ele já cá não está, Neto tem muitas dificuldades na construção e Quaresma ainda está muito verde. Pelo que temos aqui um problema. Sério.

 

Defesa Central - Coates (29, 1,96m), Neto (32, 1,85m) e Inácio (18, 1,86m) - Nota 4 (mantém)

Esta é a posição tradicional de defesa central onde "El patron" Coates está como peixe na água. Por outro lado, Neto e Inácio parecem render mais nesta posição central do que nos lados. Pelo que estamos bem servidos.

 

Defesa Central Esquerdo - Inácio (18, 1,86m), Feddal (30, 1,92m)  - Nota 3  (era nota 3)

Feddal tem estado melhor que Neto, e garante uma boa saída de bola pela esquerda e uma protecção das costas de Nuno Mendes. Inácio, tal como Quaresma do outro lado, ainda está muito verde para a posição e Borja parece estar de saída. Pode vir aí Matheus Reis para consolidar a posição. De qualquer forma parece que estamos melhor do que do outro lado.

 

Ala Esquerdo - Nuno Mendes (18, 1,84m), Antunes (33, 1,76m), Nuno Santos (25, 1,76m)  - Nota 4 (era 3)

Falhando aqui ou ali, Nuno Mendes continua a demonstrar valor para ser o titular indiscutível da posição, forte a defender, centra e remata bem a atacar. Antunes continua à procura do ritmo perdido. Quando for preciso pôr a carne toda no assador Nuno Santos faz muito bem a posição. Estamos bem.

 

Médios Centro - Palhinha (25, 1,90m), Matheus Nunes (21, 1,83m), Daniel Bragança (21, 1,69m), João Mário (27, 1,79m) - Nota 4 (era 3)

Palhinha e João Mário têm sido uma dupla eficaz e que se complementa muito bem, um mais na destruição outro na construção. Matheus Nunes e Bragança são alternativas de qualidade, um mais "box-to-box", o outro mais "play maker". Na equipa B existe ainda um Bruno Paz a recuperar o tempo perdido por uma lesão grave. Estamos bem servidos.

 

Interiores Direitos / Esquerdos - Tabata (23, 1,73m), Jovane (22, 1,76m),  Nuno Santos (25, 1,76m), Pedro Gonçalves (22, 1,73m), Tiago Tomás (18, 1,80m) - Nota 4 (Era 3)

Esta é a posição Balakov. Têm sido estes jogadores o abono de família da equipa, uns mais verticais outros a render mais entre-linhas no passe e remate. No conjunto marcaram mais de 2/3 dos golos, têm sido fundamentais para a excelente carreira do Sporting na Liga. Quatro deles vieram/foram promovidos já com Amorim e correspondem à ideia dele de jogo. Obviamente nenhum aguentará estar no topo uma época inteira, existem lesões e ciclos de forma, mas estamos bem servidos nesta posição.

 

Pontas de lança - Sporar (26, 1,86m), Luiz Phellype (27, 1,88m) - Nota 1,5 (era 3)

Aqui continuamos com um problema grave. Sporar é um ponta de lança móvel de qualidade, muito bom no contra-ataque, mas a quem falta instinto de "rato de área", se calhar neste esquema de Amorim será mais um interior que um ponta de lança, e LP29 continua a recuperar de grave lesão. Pedro Mendes está num empréstimo que não está a correr bem, Pedro Marques está muito bem na equipa B. Não existe aquele ponta de lança que a equipa precisa, e se Amorim quer o Paulinho entende-se o tipo de lança que ele pretende. 

 

Mas, dentro do estilo, o Sporting já teve bem melhor que Paulinho. Um bom ponta de lança, como Slimani ou Bas Dost nos seus melhores tempos, é um verdadeiro "canivete suiço" para uma equipa de futebol. Uma referência ofensiva para guarda-redes, defesas e alas, uma presença na área que arrasta marcações e provoca faltas, um grande marcador de golos com os pés e a cabeça, mais um defesa central nas bolas paradas defensivas, e depois disso tudo aquele que resolve por si o que o conjunto não consegue, levando a equipa ao colo e desmoralizando o adversário. Precisamos de alguém assim, até porque aqueles dois deixaram saudades.

Pode-se ganhar sem ponta de lança? Claro que sim, mas tem de se jogar muito e/ou ter muita sorte...

 

Treinador : Rúben Amorim (35, Nível III) - Nota 4,5 (Era 4)

Disciplinador, inspirador, com uma ideia de jogo bem definida da qual não se afasta faça chuva ou faça sol, com relvado luzidio ou pantanal, um discurso assertivo, sem reservas em apostar nos jovens, lembra-me com as devidas distâncias os melhores treinadores ingleses que tivemos, Malcom Allison ou Bobby Robson. Aém disso, tem uma boa leitura de jogo e geralmente mexe na equipa de forma positiva, como aconteceu agora contra o Braga. E está a construir uma equipa que sofre poucos golos, porque todos reagem bem à perda de bola e também porque em vantagem circula muito e bem a mesma, desgastando o adversário e controlando as suas reacções.

A equipa parece bem fisicamente, os guarda-redes parecem bem entregues a Vital, continua apenas a faltar alguém mais experiente no banco para o proteger de intervenções desnecessárias.

 

Resumindo: Com cerca de 1/3 dos jogos realizados estamos na liderança da Liga, com Benfica e Porto à perna, os dois com plantéis com outra dimensão e um ou outro craque que faz a diferença nos grandes jogos. Conviria muito que finalmente viesse um ponta de lança de qualidade, e também, se possível, um defesa central para actuar do lado direito. No fundo encontrar os sucessores de Bas Dost e Mathieu, porque de Bruno Fernandes, Acuña ou Raphinha já encontrámos.

De onde vem o dinheiro? Não há clube nenhum no mundo que não tenha dívidas, nem nenhum que compre tudo a pronto pagamento (parece que há um clube português de grande passivo a contratar jogadores pagando a meia dúzia de anos), importa é ser sustentável, desportiva e financeiramente, e para isso o acesso aos milhões da Champions é crucial. Sistematicamente fora da Champions, o Sporting está condenado a ser o Braga do sul, e não foi para isso que o Sporting foi criado. Foi para ser "um grande clube, tão grande como os maiores da Europa".

Para isso ajudava muito libertar o plantel e as finanças da SAD dos excedentes, frutos da incompetência duns e doutros ou simplesmente da falta de sorte: Renan, Ristovski, Bruno Gaspar, Rosier, Doumbia, Battaglia, Paulista, Camacho, Ilori, Diaby, Ivanildo e não sei quantos mais. 

SL

O dia seguinte

(Hoje publicado no próprio dia)

"Agarraram-se uns aos outros", confessou Rúben Amorim no rescaldo da sofrida vitória de ontem em Alvalade. E foi assim mesmo. Duas equipas muito encaixadas, um Braga muito bem treinado e com rotinas que vem de épocas anteriores, um Sporting engasgado no seu processo de jogo e que resistiu na luta solidária. E mais uma vez... sem referência ofensiva, sem ponta de lança, que muita falta fez naquele primeiro tempo.

Assim, e depois de meia-hora de sofrimento, que incluiu um golo anulado por alguns centímetros, foi preciso uma jogada de oportunidade, com Nuno Mendes e Nuno Santos a interpretarem muito bem o que ali se pedia, para o até ali pior jogador do Sporting em campo encostar para o golo. Claro que até então existiram alguns lances que contra o Sporting seriam penáltis, mas que a favor existem as tais intensidades e factualidades que sempre servem aos ressabiados e comprometidos para justificar o injustificável.

E marcado o golo, o jogo mudou, as oportunidades ficaram muito mais repartidas, as substituições funcionaram, o segundo golo surgiu por Sporar e Matheus Nunes, e o 3-0 ficou mais próximo que o 2-1. O Braga ficou atordoado com o primeiro golo, caiu ao chão com o segundo.

Para mim, Porro foi o melhor em campo, conseguindo neutralizar Galeno e conduzindo lances de ataques bem perigosos pela sua ala. Mas Adán e os três centrais foram essenciais nesta vitória, foram a muralha que conseguiu travar os ímpetos dos bracarenses. Já Palhinha esteve uns furos abaixo do esperado, perdendo a posição e facilitando remates frontais dos adversários que podiam ter resolvido o encontro. João Mário foi tentando disfarçar muita coisa, nem sempre o conseguindo.

Podemos não ter o melhor treinador, podemos não ter o melhor plantel, podemos não ter o melhor onze, já nem falo no presidente que não vale a pena, mas temos de facto uma equipa em construção que honra os pergaminhos do Sporting, unida e moralizada, que conjuga a experiência de jogadores consagrados com o atrevimento dos jovens de Alcochete, e que tem tudo para ainda fazer mais e melhor.

E assim, continuamos à frente da Liga, o Braga (que alguns continuam a achar que tem melhor plantel que o Sporting) já está a 8 pontos e pode-se ir entretendo a lutar com o Guimarães pelo 4.º posto. Isto num ano em que três clubes portugueses terão hipótese de aceder à Champions...

#OndeVaiUmVãoTodos

SL

Amanhã à noite em Alvalade

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O primeiro "match-point" da época do Sporting é exactamente amanhã, contra o maior dos pequenos clubes portugueses. Uma vitória mantém o Sporting na liderança da Liga e o Braga remetido à luta com o Guimarães pela Liga Europa. Uma derrota provavelmente coloca o Benfica na liderança e o Sporting a lutar com o Braga pelo 3.º lugar. Muita coisa está em jogo amanhã.

O Sporting chega a este jogo na máxima força em termos de plantel, enquanto o Braga sofre com a Covid e as lesões, como o Sporting sofreu logo no início de temporada. Talvez por isso, alguns jogadores do Sporting estão em nítida quebra de forma, a começar por Pedro Gonçalves. Com tudo isto, e estando do outro lado um treinador experiente e calejado que já passou pelo Sporting, o jogo de amanhã vai ser tremendamente complicado.

Os últimos jogos das duas equipas pouco significam. Importa mais perceber as forças de cada uma, duas equipas com muita coisa em comum, alicerçadas em treinadores e jogadores portugueses, alguns que passaram pelo Sporting e que agora são do Braga, outros que vieram do norte para o Sporting, muita coisa em comum, as incidências do jogo ditarão as diferenças. Mas o Sporting tem tudo para vencer.

 

Desta vez Amorim tem toda a gente disponível, pelo que imagino que convoque os seguintes elementos:

Guarda-redes: Adán e Max.

Defesas Centrais: Quaresma,  Coates, Neto, Feddal e Inácio.

Alas: Porro, Plata, Nuno Mendes e Antunes.

Médios Centro: João Mário, Palhinha, Bragança e Matheus Nunes.

Interiores: Tiago Tomás, Nuno Santos, Tabata e Pedro Gonçalves.

Ponta de lança: Sporar.

 

Sendo assim, apostava no onze habitual:

Adán; Neto, Coates e Feddal; Porro, Palhinha, João Mário e Nuno Mendes;  Pedro Gonçalves, Tiago Tomás e Nuno Santos.

 

Concluindo,

Amanhã o Sporting entra em campo em Alvalade para conquistar mais uma vitória e prosseguir na liderança da Liga. Então propunha duas questões:

1. Considerando o sistema táctico de Rúben Amorim, qual seria o vosso onze?

2. Como deveria o Sporting jogar para assegurar a vitória tendo em consideração as características do adversário?

#OndeVaiUmVãoTodos

SL

And the winners are... Porro e Pedro Gonçalves

Concluídas as primeiras onze jornadas da Liga, com base nas apreciações dos três jornais desportivos diários que o Pedro Correia aqui nos traz e, se não me enganei a transcrever alguma pontuação, podemos então avaliar o desempenho dos jogadores deste plantel.

1. Pontuação Total:

Porro 175
Pedro Gonçalves 166
Nuno Santos 162
Adan 158
Coates 156
Tiago Tomás 151
Nuno Mendes 147
Neto 147
Feddal 140
10  Palhinha 137
11  Sporar 127
12  Matheus Nunes 126
13  João Mário 110
14  Jovane 85
15  Tabata 56
16  Daniel Bragança 54
17  Antunes 49
18  Vietto 44
19  Plata 39
20  Wendel 29
21  Inácio 23
22  Borja 5

 

2. Desempenho Médio:

Pedro Gonçalves 16,6
Porro 15,9
Palhinha 15,2
Nuno Santos 14,7
Nuno Mendes 14,7
Vietto 14,7
Wendel 14,5
Adan 14,4
Coates 14,2
10  Feddal 14,0
11  Tabata 14,0
12  João Mário 13,8
13  Tiago Tomás 13,7
14  Daniel Bragança 13,5
15  Neto 13,4
16  Sporar 12,7
17  Matheus Nunes 12,6
18  Jovane 12,1
19  Inácio 11,5
20  Antunes 9,8
21  Plata 9,8
22  Borja 5,0

 

3. Melhores em campo :

Pedro Gonçalves 18
Porro, Coates e Wendel 19
Nuno Mendes 19
Pedro Gonçalves e Nuno Santos 18
Pedro Gonçalves 20
Pedro Gonçalves e Sporar 20
Pedro Gonçalves 21
Pedro Gonçalves 19
Porro 19
10  Tabata 16
11  Adan 18

 

As contratações de Verão continuam a dominar estas classificações: Porro, Pedro Gonçalves, Nuno Santos, Adán estão no topo, Feddal está bem colocado, Tabata está em movimento ascendente, o único que destoa é Antunes.

Quanto aos jovens de Alcochete, Nuno Mendes e Tiago Tomás continuam em plano de destaque.

Coates, Palhinha e João Mário seguem num bom registo.

Sporar, Jovane e Neto continuam sem corresponder ao esperado.

Fica aqui aberta a discussão sobre estas pontuações.

SL

O dia seguinte

"O Petit esteve melhor do que eu a preparar o jogo", confessou Rúben Amorim no rescaldo da sofrida vitória de ontem no Jamor. Quem fala a verdade não merece castigo. Não fez como Jorge Jesus depois da derrota na Amoreira há quase três anos.

Mas obviamente que tem atenuantes. Alcochete não dispõe dum batatal ao nível dos relvados do Estádio Nacional onde o B-SAD treina e joga, alguns jogadores essenciais estavam condicionados por cartões ou lesões, e o Sporting não é o Porto que ganha estes jogos a partir dos kgs e cms dos seus jogadores.

O Sporting ontem entrou bem, procurou jogar e marcou primeiro, um bom golo por sinal, a lembrar o segundo do Leicester contra o ManUnited: incursão pela direita, centro rasteiro para trás da linha da defesa, e Tiago Tomás a fazer de Vardy e facturar.

Mas logo começou a sofrer e muito, com um B-SAD muito melhor adaptado ao terreno, a ganhar facilmente os duelos a meio-campo, a explorar a linha de fora de jogo e com Silvestre Varela a destroçar o nosso lado esquerdo, onde Feddal fez muita falta. Gonçalo Inácio, muito marcado pelo estado do terreno, pouco apoiava Nuno Mendes, que se via sucessivamente ultrapassado.

O jogo decidiu-se logo depois no par de penáltis, o do B-SAD muito discutível, o nosso claríssimo, fruto dum pontapé longo que constitui uma das armas letais deste Sporting, que uma equipa concretizou em golo e outra não. Assim, conseguimos transformar uma possível desvantagem numa vantagem. Desconfio que, se ontem se nos apanhássemos em desvantagem no Jamor, a derrota deveria ser o resultado final.

Muito graças a Adán, lá conseguimos chegar ao intervalo em vantagem e gerir o resultado em toda a 2.ª parte, umas vezes melhor, circulando a bola com critério e desgastando o adversário, outras vezes nem por isso.

E assim encerrámos com chave de ouro este ciclo de seis jogos (5V, 1E), entramos no novo ano na liderança da Liga, e vem aí, até à Taça da Liga, outro ciclo bem mais exigente mas não transcendente, com dois jogos por semana, Braga (C), Nacional (F), Marítimo (F/TP) e Rio Ave(V). Se tudo correr bem, no final deste ciclo manteremos a liderança e teremos o Braga a descolar do pelotão da frente e remetido à luta pelo 4.º lugar.

Mas para isso há que recuperar o desgaste dum ou doutro, a começar por Pedro Gonçalves e Nuno Mendes, e voltar ao ritmo de há um mês. E finalmente vir o tal ponta de lança que possa ajudar a fazer a diferença.

Toda a confiança em Amorim e na magnífica equipa que está a construir.

#OndeVaiUmVãoTodos

SL

Amanhã à noite no Jamor

sfarense.jpg

(Foto de www.observador.pt)

 

Encerra amanhã com a visita à casa emprestada da B-SAD este ciclo de seis jogos entre os compromissos das selecções e o final do ano, todos com equipas acessíveis e a anteceder os duelos com os rivais em Janeiro. Foram jogos em que o Sporting jogou razoavelmente bem e fez a sua obrigação em termos de resultados (4V, 1E). Só uma arbitragem miserável em Famalicão nos impediu de conseguir o pleno de vitórias.

O B-SAD é aquela equipa desenraizada e incaracterística que nunca se sabe o que vai sair dali, os treinadores vão entrando e saindo sem deixar escola, com Petit já sabemos que vai ser porrada e ferrolhada. Ultimamente tem sido um bom "freguês" do Sporting: foram seis vitórias nas últimas três épocas, que incluiram os 1-8 no tempo de Marcel Keizer. Não passaria pela cabeça de ninguém trazer dessa equipa o treinador e um jogador nuclear para o Sporting, mas efectivamente passou, com os tristes resultados que conhecemos.

 

Estes últimos jogos consolidaram o modelo de jogo e onze-base do Sporting. As poucas surpresas que poderão existir derivam da indisponibilidade física dum ou doutro ou da gestão dos cartões.

O último jogo com o Farense demonstrou que "a gasóleo" não vamos lá. Para que o modelo de jogo funcione é preciso mais velocidade a todos os níveis, de pernas, de passe e de raciocínio. Em particular no losango interior, João Mário, Nuno Santos, Pedro Gonçalves e Tiago Tomás, que não podem correr mais do que a bola corre. Por outro lado, temos de continuar a melhorar no aproveitamento dos lances de bola parada e nos remates de meia distância. Não podemos sofrer tanto para o que jogamos.

 

Com alguns jogadores ainda em recuperação de lesões, Feddal incluído, supondo que este recupere imagino que Rúben Amorin convoque os seguintes elementos:

Guarda-redes: Adán e Max.

Defesas Centrais: Quaresma,  Coates, Neto, Feddal (Borja) e Inácio.

Alas: Porro, Nuno Mendes e Antunes.

Médios Centro: João Mário, Palhinha, Bragança e Matheus Nunes.

Interiores: Tiago Tomás, Nuno Santos, Tabata, Plata e Pedro Gonçalves.

Ponta de lança: Sporar.

 

Sendo assim apostava no mesmo onze do jogo anterior.

Adan; Neto, Coates e Feddal; Porro, Palhinha, João Mário e Nuno Mendes;  Pedro Gonçalves, Tiago Tomás e Nuno Santos.

 

Concluindo,

Amanhã o Sporting entra em campo no Jamor para tentar prosseguir na liderança da Liga.  Considerando o sistema táctico de Rúben Amorim, qual seria o vosso onze?

#OndeVaiUmVãoTodos

SL

O dia seguinte

O Sporting conquistou ontem mais uma vitória e, mesmo com arbitragens tendenciosas, chega ao Natal muito justamente como líder destacado da 1.ª Liga. Há quantos anos isso não acontecia? Aproveitemos.

Mas o jogo de ontem deixou muito a desejar, a equipa de alguma forma regrediu relativamente ao que vinha a mostrar, mesmo com um adversário com a lição bem estudada e um árbitro que foi pactuando com o teatro constante dos jogadores do adversário.

Neste modelo de Amorim os alas estão bem adiantados e a bola tem de entrar rápido no ala oposto, de forma a dar-lhe espaço e tempo para a melhor decisão. Ontem parecia que a bola era "entregue ao domicílio", e quando lá chegava já toda a equipa adversária estava posicionada, dali nada poderia sair. O losango central - João Mário, Pedro Gonçalves, Nuno Santos, Tiago Tomás - é todo ele muito igual, baixinho e levezinho, e não pode mesmo jogar a gasóleo. Tem de acelerar para desequilibrar.

Por outro lado, jogar sem ponta de lança implica que quem vai centrar tenha de decidir no momento para quem e para onde. Ou que nem centre mesmo e jogue para trás.

Pois ontem na 1.ª parte o Sporting atacou mal e defendeu pior, podia muito bem ter saído para o intervalo em desvantagem, felizmente Ryan Gauld (porque não trazê-lo de volta ?) falhou dois golos cantados.

A 2.ª parte já foi bem diferente, o cansaço dos jogadores do Farense abriu espaços, Tabata entrou muito bem, Plata e Sporar também, e o golo foi ficando cada vez mais perto. E surgiu quando o guarda-redes do Farense saiu a murro meio na bola e meio na cara de Feddal, num lance em que também Coates sofreu falta para penálti.

E assegurámos os três pontos jogando bem pior do que jogámos em Famalicão donde saimos só com um. Se calhar é a tal estrelinha de candidato a campeão que começa timidamente a luzir.

Mas isso agora não interessa. Interessa é ganhar o próximo jogo no Jamor contra o B-SAD e chegarmos a 2021 na liderança da Liga. Depois logo se vê.

Boas Festas para todos, muito especialmente para os que como eu são sócios do Sporting Clube de Portugal.

#OndeVaiUmVaiTodos

SL

Amanhã à noite em Alvalade

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Depois de duas vitórias para as Taças, o Sporting recebe amanhã o Farense, uma equipa que tem feito um campeonato sofrível, parece que joga mais do que os resultados traduzem, mas que nos vai com certeza criar dificuldades. Nessa equipa o melhor jogador é o "nosso" Ryan Gauld, que me encanta particularmente e que podia muito bem regressar no final da temporada para ocupar o lugar do João Mário, e também lá está outro ex-jogador nosso, o muito veloz Bilel, um Nuno Santos para pior, mas sempre perigoso.

Rúben Amorim aproveitou os dois jogos para fazer rodar todo o plantel disponível. Jovane e o LP29 continuam em recuperação e Nuno Mendes parece ter recuperado da pancada do último desafio. Não esquecer também que no dia seguinte a equipa B recebe o (novo) Estrela da Amadora que acabou de eliminar este Farense na Taça de Portugal, num jogo crucial para chegar à liderança da série, se calhar um ou outro do plantel principal irá reforçar essa equipa.

Esta equipa do Sporting está a crescer de jogo para jogo, porque o modelo de jogo se vai consolidando e apurando, mas também muito por "culpa" dos miúdos, que não param de se transcender. É uma equipa que domina o espaço e o tempo do jogo, deixa pouco ao adversário para jogar e marcar. Mas por vezes os erros individuais comprometem a "máquina" e depois vem um lance de inspiração dum adversário que complica tudo. Curiosamente, têm sido os mais velhos a errar mais, se calhar sente-se por ali demasiado o peso da responsabilidade. Esperemos que isso não aconteça amanhã à noite. 

 

Sendo assim, imagino que Rúben Amorin convoque os seguintes elementos:

Guarda-redes: Adán e Max.

Defesas Centrais: Quaresma,  Coates, Neto, Feddal e Inácio.

Alas: Porro, Nuno Mendes e Antunes.

Médios Centro: João Mário, Palhinha, Bragança e Matheus Nunes.

Interiores: Tiago Tomás, Nuno Santos, Tabata, Plata e Pedro Gonçalves.

Ponta de lança: Sporar.

 

No (mau) estado em que se encontra Sporar, apostava num ataque móvel sem ponta de lança:

Max; Neto, Coates e Feddal; Porro, Palhinha, João Mário e Nuno Mendes;  Pedro Gonçalves, Tiago Tomás e Nuno Santos.

 

Concluindo,

Amanhã o Sporting entra em campo para tentar prosseguir na liderança da Liga e nós, sócios e adeptos, na impossibilidade de lá estarmos, nem em Alvalade nem fora dele devido ao confinamento, vamos com certeza dar o maior apoio à distância. 

Considerando o sistema táctico de Rúben Amorim, qual seria o vosso onze?

#OndeVaiUmVãoTodos

SL

Aposta ganha

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(Foto do jornal Record)

 

Não deixou de ser uma aposta arriscada a de ontem: entrar na eliminatória de acesso à Taça da Liga, contra uma equipa que ocupa um dos lugares de topo da 2.ª Liga, com apenas um titular e oito sub-23. Todos se recordarão que jogos deste tipo no passado correram muito mal, um deles custou até a cabeça de Peseiro, além da instabilidade que iria produzir agora uma eliminação do Sporting.

Mas o onze escalado por Amorim portou-se muito bem, no modelo de jogo habitual e repetindo os mesmos movimentos, embora numa velocidade menor e também com menor precisão no passe. Alas bem avançados, alternando circulação de bola com ataque à profundidade e assim convidando o adversário à pressão dum lado e doutro e ao inevitável desgaste. Mesmo com um meio-campo em sub-rendimento, pois a articulação entre Matheus Nunes e Daniel Bragança não foi a melhor, Amorim preferiu substituir ao intervalo duas peças de desgaste nas alas. Assim, vieram duas frescas que acenturam o desgaste do adversário e ajudaram a uma vitória tranquila, que só pecou por escassa. Sporar teve oportunidades para facilmente fazer um "hat-trick".

Desta forma Amorim assentou ideias sobre a qualidade do plantel de que dispõe  e deu uma injecção de moral importante aos menos utilizados, todos importantes para o que aí vem.

O que aproveitou melhor a oportunidade, a jogar no lugar do Porro, foi Plata, a ultrapassar facilmente o defesa adversário, a criar lances de perigo algumas vezes e pecar na decisão noutras, é o tal "jogador de rua" que joga na improvisação permanente, nem ele sabe o que vai sair quando enfrenta o defesa contrário. Ontem deu o segundo golo a marcar e tem uma assistência fabulosa para o Sporar que daria o terceiro. Além disso, jogou na direita, jogou na esquerda, defendeu e atacou, tem físico, tem técnica, tem futebol para ser um enorme jogador. Mas também tem 20 anos, não chegou a Alcochete com a mesma idade de Nuno Mendes, diz Amorim que lhe falta "formação técnico-táctica", mas já é internacional A por uma selecção bem colocada para chegar ao Mundial. Tem de crescer. Mas daqui a uns anitos quanto valerá? Se calhar mais do que Pedro Gonçalves ou o próprio Nuno Mendes.

Além de Plata, Tabata e Nuno Mendes entraram muito bem, Bragança deslumbra aqui e ali, mas falta-lhe estofo físico para a guerra do meio-campo. Quaresma está a voltar ao seu normal. Mais uma vez gostei bastante de Gonçalo Inácio, que tem tudo para vir a ser o futuro comandante da defesa do Sporting.

SL

Sporting B e C (sub-23)

SportingB.jpeg

Inauguro aqui uma rubrica sobre as nossas equipas secundárias. Algumas vezes conseguirei ver os jogos e comentar o que vi; noutras, como nesta, fico-me pelos resultados e fichas do jogo. Convido todos a ver os jogos e contribuir com informação útil para esta rubrica, que se quer de partilha e envolvimento de todos nestes escalões de formação por onde passaram e passarão muitos futuros titulares da 1.ª equipa e alguns mesmo chegarão à Selecção Nacional.

 

Assim tivemos neste fim de semana:

Sporting B - Fabril do Barreiro, 3-0

André Paulo; João Oliveira, João Silva, João Ricciulli, Flávio Nazinho; Rodrigo Fernandes, Tomás Silva e Bruno Paz (Cap, 1G); Rafael Camacho, Pedro Marques (2G) e Elves Baldé.
 
Entraram depois João Goulart, Mees de Wit, Geny Catamo, Nuno Moreira e Marco Túlio.
 
Treinador : Filipe Çelikkaya
 
Com esta vitória o Sporting B continua na segunda posição na série G do Campeonato de Portugal, a 2 pontos do Estrela de Amadora. Quem ficar em primeiro sobe à 2.ª Liga. Defrontam-se no próximo dia 20 em Alcochete.
 
 
Em sub-23, Sporting - Portimonense, 1-1
 
Diogo Almeida; Herverthon (Cap), Rafael Fernandes, Chico Lamba e Gonçalo Costa; Renato Veiga, Bernardo Sousa e Bruno Tavares; Tiago Fernandes (1G), Paulo Agostinho e Joelson Fernandes.
Entraram depois Duarte Carvalho, Lucas Dias Tiago Santos, Edson Silva e Nicolai Skoglung.
 
Treinador : Filipe Pedro
 
Com mais este empate, o Sporting fica em 5.º lugar na série Sul, sem hipóteses de passar à fase seguinte.
 
 
São duas equipas a jogar da mesma forma, dispostas no 4-3-3 standard da formação do Sporting mas com alguns princípios de jogo comuns à equipa A, na construção desde trás, na circulação de bola e no ataque à profundidade.
 
Com a criação da equipa B, e porque praticamente não houve como no passado contratações específicas para esta equipa, a equipa sub-23 ficou com uma mistura entre as sobras dessa equipa em cada momento e alguns juniores e juvenis. Por outro lado, tem-se procurado dar oportunidades e minutos a muitos, e os onzes iniciais tem variado muito. Assim não admira que o seu desempenho não seja famoso.  Nesta equipa têm-se destacado Heverthon, Tiago Ferreira, Joelson Fernandes e Genny Catamo.
 
Já na equipa B, temos alguns já testados na 1.ª equipa como Pedro Marques, Rodrigo Fernandes e mais recentemente Rafael Camacho, André Paulo é um guarda-redes sóbrio, tipo Adán, que pode lá chegar. Fala-se que João Silva (conheço mal) vai seguir as pisadas do Gonçalo Inácio. Os excedentes mais velhos da 1.ª equipa (Bruno Gaspar, Ilori, Ristovski, Bruno Paulista) não têm sido convocados, o que se entende: o Sporting está a procurar a saída de todo eles.
 
 
Que conclusões a tirar disto tudo?
 
O Sporting tem neste momento um conjunto extenso de jogadores sub-23 de muita qualidade, uns com mais passado em Alcochete e no Sporting do que outros, alguns na equipa A, outros na B, outros nos sub-23. Na prática, uma equipa C. Se o Sporting alinhasse na 1.ª Liga apenas com sub-23 não ficaria com certeza assim tão mal colocado.
 
A equipa B está no rumo certo, com quase todos os jogadores formados em Alcochete, alguns deles a bater à porta da equipa principal. De vez em quando um ou outro da equipa A, como Quaresma, desce para ter minutos e ajudar também a equipa.
 
A equipa sub-23 está a cumprir o seu papel. A classificação é pouco relevante: interessa é manter a jogar e fazer evoluir alguns jovens como aqueles que mencionei.

 

SL

Uma grande equipa em formação

ondevaiumvaotodos.jpg

 

Por acaso tive a oportunidade de ver ao lado de dois colegas do blogue o primeiro jogo e a primeira vitória de Rúben Amorim à frente do Sporting. Foi um jogo estranho a vários níveis: uma manifestação fora do estádio patrocinada pelas claques ressabiadas a anteceder a partida, duas expulsões que colocaram o adversário encostado à sua baliza desde muito cedo, uma modificada equipa do Sporting pouco confiante e muito preocupada em reproduzir o que tinha treinado, um desconforto notório nas bancadas e discussões acesas entre sócios no átrio central ao intervalo, indignação de alguns pelos milhões que tinha custado o treinador, um grande ponto de interrogação relativamente ao futuro. E o futuro imediato foi mesmo a paragem da competição, o confinamento, treinos em casa, tudo aquilo que sabemos.

Mas, logo ali na bancada, dizia um deles com o seu olho clínico bem verde e branco, qualquer coisa como "pelo menos, os jogadores estão bem mais juntos ali no meio-  campo".

 

Passados nove meses, o que podemos efectivamente dizer é isso mesmo. Realmente estão bem mais juntos. E isso faz toda a diferença. O Sporting domina os jogos, e os golos acontecem muito através de combinações no meio-campo que projectam alguém para a decisão final. Foi assim ontem nos dois primeiros golos. Foi assim também no golo de Pedro Gonçalves em Famalicão e tem sido normalmente assim noutros encontros.

Mas para que isso aconteça, tem de existir espaço e tempo no miolo, e isso é conseguido construindo a partir dos defesas, chamando os atacantes contrários à pressão, rodando o jogo para o ala contrário, ou colocando a bola em profundidade atrás das costas da defesa contrária. Também isso é conseguido com um João Mário que baila por ali, acelera, trava, temporiza, ao mesmo tempo que os colegas se aproximam ou desmarcam, criando linhas de passe e movimentos de ruptura.

E tudo isso é suportado por um sistema táctico 3-4-3 estranho ao futebol português, que sempre pensei indigno de equipa grande ao colocar em campo mais um defesa central e menos um médio, num campeonato em que os grandes atacam muito mais do que defendem.

 

Além da crescente segurança defensiva, através do maior acerto nos passes e na pronta reacção à perda de bola, lentamente estão a aparecer outras coisas indispensáveis a uma grande equipa: golos de livres directos (Porro em Famalicão) e indirectos (Palhinha ontem, Inácio no Jamor), golos de cantos (Coates no Jamor), e penáltis conquistados (um no Jamor, dois em Famalicão, um subtraído pelo "senhor" Soares Dias).

Faltam "apenas" aqueles lances em que Porro ou Nuno Mendes centram largo e um Bas Dost ou um Slimani encosta a testa ou o pé sem hipóteses para o guarda-redes adversário, como aquele do Bas Dost na taça ganha no Jamor. Ontem, já no final do jogo, houve uma ocasião assim com Antunes a centrar muito bem em linha recta paralela à linha de defesas adversários e Sporar a esconder-se nessa mesma linha.

 

Temos de facto uma grande equipa em formação, que não está dependente de nenhum jogador em particular. Ontem o melhor foi Tiago Tomás, noutros jogos foi Pedro Gonçalves, que ali não esteve, com muito ainda para crescer e para demonstrar.

Um grande e jovem treinador, um conjunto de jovens focalizado e de imenso potencial, contratações muito bem conseguidas para o pouco dinheiro existente e duas delas fundamentais: Pedro Gonçalves e Nuno Santos, para grande azia e manobras de vingança de Pinto da Costa.

É importante agora também que os sócios e adeptos prossigam ao lado do treinador, mesmo na hora duma derrota pesada como contra o Lask, que sempre poderá vir a acontecer (Porto, Benfica e Braga já as sofreram também), inspirados pelo amor ao Sporting e pelo lema que em boa hora Amorim ou alguém por ele se lembrou de lançar,

#OndeVaiUmVãoTodos

SL

Amanhã à noite em Alvalade

xSportingTaça.jpg

 

Depois do empate em Famalicão para a Liga, ou melhor dizendo depois da emboscada de Famalicão que agora mais a frio me faz lembrar a também emboscada ao Acuña em pleno estádio das Antas mesmo antes da jornada gloriosa do Jamor acima ilustrada, que poderia ter originado uma confusão que poria não apenas ele mas mais alguns fora do Jamor e que ele com o maior sangue-frio conseguiu desarmar, vamos amanhã tentar ultrapassar um Paços de Ferreira a atravessar um bom momento na corrida para o Jamor.

Depois do jogo com o Moreirense fiz um post com o título "Cada vez mais difícil" que foi interpretado por alguns, embalados pelas goleadas, como falta de confiança na equipa ou tentativa de passar por inteligente quando viesse a derrota. Pois falharam rotundamente: cada vez mais tenho confiança nesta equipa, cada vez tenho mais confiança em Rúben Amorim, mas o jogo de Famalicão demonstrou à saciedade que isto está cada vez mais difícil.

E o jogo de amanhã não vai ser excepção. Embora tenha perdido connosco ao abrir o campeonato, o Paços vem de ganhar ao Porto e quase ganhar ao Benfica, e o seu treinador Pepa já nos trouxe grandes dissabores. Além disso vamos entrar em campo sem aquele que tem sido o nosso melhor jogador. 

 

Jovane e LP29 continuam a lidar com as suas lesões, Pedro Marques vem de marcar mais um golo decisivo pela equipa B, não faço mesmo ideia quem é que Rúben Amorim vai convocar, mas imagino que sejam mais ou menos os seguintes:

Guarda-redes: Adán e Max.

Defesas Centrais: Quaresma, Neto, Feddal e Inácio.

Alas: Nuno Mendes e Antunes.

Médios Centro: João Mário, Palhinha, Bragança e Matheus Nunes.

Interiores: Tiago Tomás, Nuno Santos, Tabata e Joelson.

Ponta de lança: Sporar e Pedro Marques.

 

Max deve mesmo jogar, Adán não esteve bem em Famalicão e importa ter uma alternativa rodada e que possa assumir a titularidade se tal for tido por conveniente.

Assim, mexia muito pouco no resto, pelo que o meu onze seria o seguinte:

Max; Neto, Coates e Feddal; Porro, Palhinha, João Mário e Antunes;  Tabata,  Sporar e Nuno Santos.

 

Concluindo,

Amanhã o Sporting entra em campo em Alvalade para tentar prosseguir na corrida para o Jamor e nós, sócios e adeptos, na impossibilidade de lá estarmos, vamos com certeza dar o maior apoio à equipa pelo caminho. 

Considerando o sistema táctico de Rúben Amorim, qual seria o vosso onze?

#OndeVaiUmVãoTodos

 

PS: Já agora, deixo aqui uma palavra de apoio para a nossa equipa B, da qual o Pedro Marques é o melhor marcador, que regressa duma dupla jornada nos Açores, com uma vitória e um empate, e segue na série G do Campeonato de Portugal a 2 pontos do líder, o (novo) Estrela da Amadora, sendo que apenas o vencedor da série subirá à 2ª Liga. Não percam a 20/12 o jogo em Alcochete entre a duas equipas.

SL

Dizem que é do Sporting

Dizem que é do Sporting.

LuisGodinho.jpg

Mas em duas arbitragens miseráveis, esta época, conseguiu subtrair 4 pontos ao Sporting e expulsar pelas primeiras duas vezes o nosso treinador e pela primeira vez o nosso melhor jogador.

 

Dizem que é do Sporting.

ricardopereira.jpg

Mas, esquecido ou não, do campeonato que nos fez perder, carregado ou não, por não ter chegado com a puta das suas mãos à cabeça do Luisão, conseguiu ontem na Sport TV pôr em evidência todos os maiores erros cometidos pelos jogadores do Sporting, branquear completamente a actuação tendenciosa e parcial do apitador de serviço, mais o seu partenaire no Jamor, e justificar a falta de Coates no lance decisivo, ao contrário do que disseram António Oliveira, Manuel Cajuda, Bagão Felix ou Rui Santos, e finalmente criticar o presidente do clube pela sua reacção que entende digna dum calimero.

Mas será mesmo que o Sporting tem alguma coisa a ver com estes sujeitos ?

Caso sejam sócios, que o Sporting lhes devolva o dinheiro das quotas e eles que sejam sócios do que quiserem, que se assumam como lampiões ou andrades (ia a dizer tripeiros, mas já me explicaram a diferença), ou do que quiserem.

Do Sporting, não !

Entre sportinguistas destes e "lampiões" como Paulo Bento e Rúben Amorim, mil vezes os segundos.

SL

#OndeVaiUmVãoTodos

ondevaiumvaotodos.jpg

 

O Sporting Clube de Portugal foi mais uma vez roubado no campo e subalternizado fora dele. Parece realmente que os milhões da Champions ditam a sua lei, só existe lugar para dois grandes em Portugal, e que desde a arbitragem até às diferentes instâncias de poder, quase todos estão no bolso dum ou doutro. Rui Santos, António Oliveira e Octávio Machado foram das poucas pessoas das que li ou ouvi que fizeram justiça ao que se passou em Famalicão.

Dizia um colega do blogue que mesmo na Itália a Máfia foi barrada nos tribunais. Em Portugal, mesmo com alguma coisa que a Justiça faça ou tente fazer, do Apito Dourado ao e-Toupeira, tudo acaba por morrer numa teia de interesses e cumplicidades. Os juízes sentam-se na tribuna e os polícias pertencem às claques, no país do futebol existe um polvo com duas cabeças e os bandidos mais os seus lugares-tenente continuam a ser tratados como os "coronéis" do tempo da Gabriela.

O nosso Sporting não está isento de culpas neste estado de coisas. Desde há muito tem-se demitido de lutar nos lugares certos e os ódios internos prevalecem sobre qualquer ideia de unir esforços face ao bem-comum. Quem acede ao espaço público de comunicação na condição de Sportinguista, muitas vezes só serve para denegrir o próprio clube e quem o representa, alguns têm mesmo de ser contidos no seu ressabiamento por adeptos dos clubes rivais.

É simplesmente incrível saber que o Sporting ajudou a eleger Pedro Proença ou a nomear Fontelas Gomes, quaisquer que tivessem sido os motivos da altura, para agora sermos tratados desta forma, como um "mete nojo" qualquer que guincha quando é esmagado, com um comunicado para as redacções 5 minutos depois a pôr um bloco de cimento em cima do roubo que tinha acabado de acontecer.

Não concebo ter um presidente a ladrar ao vento, nem a pôr-se em bicos de pés e chamar a UEFA ou a Interpol a intervir, nem a fazer greve de fome ou a imolar-se pelo fogo em frente ao edifício da Liga, nem qualquer ideia peregrina de transportar esta guerra para dentro da equipa e assim destruir de vez os sonhos desta temporada. Estamos em 1.º lugar, não vamos desistir de lutar. Treinador e jogadores só têm de estar preocupados com uma coisa: ganhar o próximo jogo, independentemente do tempo, do estado do relvado, da táctica do adversário, de quem aparecer lá de apito na boca ou de quem estiver a manobrar no Jamor. Por isso mesmo gostei das palavras de Pedro Gonçalves e Adán, penitenciando-se pelos eventuais erros que cometeram.

É neste entendimento das coisas que manifesto a minha adesão total a este slogan e a  este movimento, que reúnem numa frase simples e singela tudo o que falta a este Sporting aqui e agora, que não é para proteger este ou aquele, mas é para responsabilizar todos pelo presente e futuro do nosso Sporting.

- Responsabilizar o Presidente e a Direcção pela defesa intransigente dos direitos do Sporting.

- Responsabilizar o treinador, estrutura e plantel pela demonstração competente em campo do valor do Sporting e pelas vitórias no final dos jogos.

- Responsabilizar os sócios e adeptos do Sporting, sem prejuízo da crítica construtiva que tem de estar sempre presente, pelo apoio incondicional à equipa e pela defesa dos interesses do Sporting em toda e qualquer situação.

 

PS: Responsabilizo-me também a mim por enviar qualquer comentário de lampião ou tripeiro directamente para o lixo. 

SL

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