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És a nossa Fé!

Muito obrigado, Montero e Nani

Segundo parece estão estes dois excelentes futebolistas de saída do Sporting, rumo a campeonatos menos exigentes mas muito interessantes em termos de fase final duma carreira e transição para outro tipo de vida.

Quer um quer outro tiveram momentos notáveis com a camisola do clube, e Nani é apenas o capitão de equipa, um dos expoentes máximos da Academia de Alcochete, e o porta-bandeira do ADN Sportinguista no plantel do clube e um exemplo para os jovens da formação.

Se calhar estamos mais uma vez como naquelas situações de divórcio de comum acordo em que ambas as partes sentem que o amor do outro já não é o mesmo que era quando eram mais novos e sendo assim sentem que podiam ser mais felizes noutro lado.  

Do lado do Sporting as saídas representam um alívio importante na tesouraria, pois trata-se de salários dos mais altos do plantel. Do lado dos futebolistas têm tempo para preparar uma nova época e para Nani se integrar numa nova realidade.

Nani e Montero são daqueles artistas da bola que tanto podem passar ao lado do jogo como podem dum momento para o outro fazer o que ninguém espera e resolver as situações mais complicadas. Golos fantásticos, únicos. E olhando para o plantel quem mais temos assim ? Bruno Fernandes, só. Cada vez mais vamos ser BF e mais 10 ? Ele não é o super-homem...

E em que posição fica Keizer no meio disto, quando sabemos que Nani tem sido substituido com frequência no decorrer dos jogos, a última vez no intervalo do jogo em casa com o Benfica, e Montero pouco tem estado disponível? Que responsabilidade teve ele, por acção ou omissão, nas saídas?

E os sócios? Como vão aceitar estas saídas, que parecem significar o atirar a toalha ao chão no que respeita aos objectivos da temporada?

Enfim, seria altamente conveniente que depois do jogo contra o nosso concorrente directo ao 3º posto, o Braga, e do fecho completo do mercado,  Frederico Varandas viesse esclarecer os sócios e dissipar as legítimas dúvidas que tudo isto merece. Incluindo o que quis efectivamente dizer no final da Taça da Liga sobre a qualidade do plantel e o que pensa agora, depois de todas estas entradas e saídas. 

Se explicar nós entendemos e podemos dizer melhor de nossa justiça. 

Mas voltando ao início, muito obrigado, Montero e Nani, e muitas felicidades para a vossa aventura americana.  

SL

Podridões

A tangerina mecânica (aquela coisa que lembrava a laranja mecânica holandesa doutras eras) de Keizer apodreceu, foi sumarenta e gostosa quando surgiu, neste momento chegou a um estado nauseabundo, sem estratégia de jogo nem comando do banco, com um bando de jogadores em campo, alguns deles a cairem em campo e no final dos jogos, e com cartões completamente escusados.

Mas à podridão dessa tangerina somam-se os efeitos da podridão da maçã Brunista (aquela coisa que muito prometia mas pouco entregava), a destruição dum plantel e duma estrutura técnica, o rombo financeiro na SAD, uma pré-época indigente, uma nova estructura técnica e plantel arranjados à pressa, umas claques a mamar da teta do clube (e do vandalismo e dos tráficos de vários tipos a que se dedicam), e uma divisão por demais evidente entre os sócios que por pouco não chegam a vias de facto em plena bancada central de Alvalade.

De qualquer forma, hoje Keizer repetiu Peseiro, ou seja, deu-se ao luxo de enfrentar uma competição que nos poderia dar algum dinheiro a ganhar e algumas alegrias face à situação em que estamos na Liga (onde 3º ou 4º pouca diferença faz), com um misto de craques e entulho herdados do Brunismo e alguns jovens com problemas existenciais. Deu no que deu, uma tristeza. A Peseiro custou o lugar, num desafio a contar para uma competição secundária, o que não era o caso desta.

Disse Keizer depois do jogo que a equipa lutou muito e a prova disso é que três jogadores tinham acabado com cãibras. O que eu digo é que o preparo físico desta equipa é uma vergonha, com jogadores a lesionar-se sozinhos em campo, outros a entrarem sem aquecerem, outros incapazes de pressionarem alto, todos a funcionar no limite das forças. O preparador físico é o antigo fisioterapeuta, e folgas têm sido muitas. Quem é o responsável?

Ganhámos a taça da Liga? Foi óptimo. Mas não chega. Não pode chegar. 

Então, se jogámos na Taça da Liga com os melhores, hoje tínhamos de ter jogado com os melhores. 

Assim vai ser complicado...

SL

A manta é curta... e quando tapa a cabeça, destapa os pés. (Parte 2)

Em 18/12/2018 dizia eu o seguinte:

 

"Quantidade de qualidade é o que falta ao plantel do Sporting esta época, e que está na raiz dos altos e baixos a que vimos assistindo. Problema esse agravado pelas lesões, se calhar muitas delas derivadas da indigente pré-época que tivemos. Peseiro pagou a factura, Keizer já veio de mansinho deixar o aviso à navegação.

 

Dividindo o plantel em quatro grupos, os "Bons", aqueles que fazem quase sempre a diferença, os craques, os "Suficientes", que justificam plenamente o lugar que ocupam e que fazem a diferença de vez em quando, os "Insuficientes", que por muito esforçados que sejam estão aquém das necessidades, e os "Maus", que estão a fazer número e que nunca se percebeu porque ali foram parar, se por miopia ou comixão, temos o seguinte:

Bons (21%): Acuña, Coates, Mathieu, Nani, Bas Dost, B. Fernandes

Suficientes (36%): Renan, Salin, M.Luís, Jovane, Montero, Raphinha, Gudelj, Diaby, Battaglia, Wendel

Insuficientes (25%): B. Gaspar, Ristkovski, Jefferson, B. César, A. Pinto, Petrovic, Mané

Maus (18%): Viviano, Marcelo, Lumor, Misic, Castaignos

Ora facilmente se constata que pouco mais de metade do plantel reúne condições para ajudar o Sporting a conquistar títulos, todo o restante muito precisa de melhorar ou então ser substituído.

 

Por outro lado, e quanto à origem temos o seguinte:

Da formação:  4

Portugueses contratados: 3

Europeus: 9

Africanos: 2

Sul-americanos: 10

Ou seja, o plantel é dominado por uma verdadeira legião estrangeira (75%), sendo a parcela da formação diminuta. Também aqui o desequilíbrio é gritante.

 

Sendo assim, parece realmente que as expectativas criadas na cabeça de alguns pelos últimos resultados são exageradas, o próprio modelo de jogo desgasta e cria condições para lesões e baixas de forma, e o plantel tem de levar uma volta importante em Janeiro para que possa corresponder às necessidades do Sporting.

Alguns pontos que acho essenciais para essa volta:

1. Despachar pelo menos meia dúzia de estrangeiros que nada acrescentam.  

2. Aumentar a quota dos craques, indo buscar dois ou três jogadores de eleição, altos e pesados, que levezinhos já temos muitos, um defesa direito tipo Mathieu, um trinco tipo William/Danilo e um ponta de lança móvel tipo Slimani.

3. Aumentar a quota da formação, do ADN do Sporting, fazendo regressar jogadores como Adrien e/ou F.Geraldes e/ou Matheus e promovendo jogadores como B.Paz e/ou Thierry.

4. Aumentar a quota dos portugueses contratados, contratando um ou outro rapaz com talento e raça que se tenha destacado nas selecções, como Eustáquio.

 

Até lá temos que ter alguma calma, acho eu, e sempre e em todas as situações, apoiar a equipa e deixar o assobio em casa.

SL "

 

Este post, em que sublinhei algumas frases, foi amplamente debatido no blog, várias pessoas criticaram a classificação, uns pelas designações utilizadas, outros entendendo que tinha sido injusto com um ou outro, A.Pinto à cabeça.

 

Passados quase 2 meses, muitos jogos incluindo Porto, Braga e Benfica (2), uma Taça da Liga ganha (convém não esquecer, por pouco importante que seja a competição) que dizer da classificação e da reestruturação do plantel efectuada ?

 

1. Os Bons (6) continuam bons e continuam lá, mas Mathieu e Nani andam presos por arames e Acuna estará de saida.

2. Os Suficientes (10) continuam suficientes e continuam lá, pese as lesões, uma ou outra exibição menos conseguida ou estarem a jogar claramente fora do seu lugar (Gudelj).

3. Dos Insuficientes (7), 2 sairam e os outros se calhar deviam ter saído também, muitos directamente associados aos golos sofridos e às derrotas do clube. B.Gaspar e A.Pinto no topo. 

4. Os Maus (5)  sairam todos, um para os sub-23.

 

Quanto aos pontos que elencava para a volta necessária no plantel:

 

1. Despachar pelo menos meia dúzia de estrangeiros que nada acrescentam. Foram despachados exactamente 6, 1 para os sub-23.

2. Aumentar a quota dos craques, indo buscar dois ou três jogadores de eleição, altos e pesados, que levezinhos já temos muitos, um defesa direito tipo Mathieu, um trinco tipo William/Danilo e um ponta de lança móvel tipo Slimani. Nada de nada e estamos na iminência de perder Acuña.

3. Aumentar a quota da formação, do ADN do Sporting, fazendo regressar jogadores como Adrien e/ou F.Geraldes e/ou Matheus e promovendo jogadores como B.Paz e/ou Thierry. Vieram Ilori e Geraldes, mas M.Luis deixou de jogar.

4. Aumentar a quota dos portugueses contratados, contratando um ou outro rapaz com talento e raça que se tenha destacado nas selecções, como Eustáquio. Nada de nada.

 

E vieram Doumbia, Luiz Phellipe, Borja e Plata, se calhar para a classe dos Suficientes, ainda é muito cedo para dizer alguma coisa.

 

Resumindo e concluindo, saindo Acuña a manta corre o risco ficar ainda mais curta e vai ser difícil escapar ao 4º lugar na Liga, eliminação na Taça e eliminação numa das eliminatórias seguintes da Liga Europa. E Keizer corre o risco de ter uma passagem "à Vercauteren" pelo Sporting Clube de Portugal. Obviamente espero que esteja redondamente enganado.

 

Não estou com isto a desancar Varandas e as contratações de inverno, parte do trabalho ficou feito. Como dizia o Luís Duque "tragam-me o livro de cheques e a vassoura e eu resolvo o problema", e o livro de cheques ficou perdido algures no assalto terrorista de Alcochete e na actuação alucinada do destituido até ao último dia em que se manteve entricheirado em Alvalade. 

 

SL

Brunista me confesso

Num jogo tremendamente difícil, onde Keizer voltou a teimar numa defesa de cartão, sem um trinco que compense as basculações dos centrais, com um lado direito que foi sempre uma porta aberta para o Benfica criar ocasiões de golo, devido a mais uma exibição deplorável do B. Gaspar e a um Jovane inconsequente e desleixado no apoio defensivo, foi o tal Bruno a que me refiro, o Fernandes, o capitão de equipa que fez mais uma vez de tudo, foi o melhor a defender, foi o melhor a organizar, foi o melhor na transição ofensiva, foi o melhor (e único) a marcar. Um grande golo, mais um.

O Sporting lutou muito, nada a dizer do esforço dos jogadores, os reforços esforçaram-se mas têm de render muito mais para justificarem o que custaram. No final do jogo houve dois lances que podiam ter sido julgados doutra forma e de um ou outro poderia ter saído o empate, mas também antes o Benfica podia ter liquidado o jogo.

A eliminatória está em aberto e muita água correrá por baixo das pontes até ao jogo da segunda mão. O Sporting e Keizer ganharam um tempo precioso para resolver questões essenciais que não podem ser ignoradas, sob pena de comprometermos o resto da época.

Mas agora o tempo é de respirar fundo, esquecer a deprimente jornada anterior e partir para os próximos desafios importantes que esperam o Sporting, particularmente a eliminatória com o Villarreal e a recepção ao Braga.

SL

Sargento precisa-se na caserna

Melhor do que eu Varandas saberá que existe uma classe indispensável para que a tropa funcione, que assegura muito do trabalho necessário para que os soldados estejam nas melhores condições para as batalhas que terão de enfrentar segundo as estratégias e tácticas dos oficiais.

Os jogadores mais importantes do plantel estão a deixar claro que as coisas não estão bem, os refilanços com os árbitros demonstram que as suas emoções andam à redea solta, quando ganham os técnicos saltam à volta e pulam para os ombros, quando perdem (e quando perdem humilhantemente com o Benfica) ficam abandonados no centro do terreno no final do jogo a aplaudir timidamente e debaixo de assobios a pouca gente que foi ficando nas bancadas. Tudo isso pouco depois da experiência traumatizante que foi o final da época passada, e com indecisões contratuais em cima da mesa que colocam um ou outro fora das opções ou com a cabeça noutro lado.

Por outro lado, depois da liderança obsessiva e abrasiva de Jorge Jesus vieram dois treinadores com outra forma de estar, mais suave e descomprometida, este último alérgico a estágios e amante de folgas, concerteza pelas melhores razões, e as coisas não estão a resultar.

Se calhar faz imensa falta o tal sargento, um peso pesado no balneário, respeitado pelos jogadores, que saiba aconchegar e proteger o treinador, dissuadi-lo de fórmulas que funcionam na Holanda e aqui não, alguém como Octávio Machado (que Jorge Jesus logo indicou como imprescindível quando chegou ao Sporting), Manuel Fernandes (as coisas com Peseiro começaram a descambar quando deixou o banco), já não falando do saudoso Manolo Vidal. Não parece que Beto seja a pessoa certa no lugar certo, para além das tarefas administrativas que concerteza fará. Dele apenas vemos descontrolo e expulsões, péssimo exemplo para os jogadores em campo.

Pelo que se lê Varandas tocou a reunir, juntou as tropas, questionou e pediu resultados. Fez muito bem. Mas também tem que olhar para a estrutura que foi criando, ter a coragem de deixar amizades de lado e cortar a direito com quem está a comportar-se fora do campo como alguns jogadores se comportam dentro dele.

Para já, deixando de parte a figura do treinador e vendo com bons olhos a chegada à estrutura do futebol profissional de pessoas como Raul José e Tomaz Morais, parece ser mesmo isso que falta, um sargento na caserna.

SL

Deprimente

Não vou aqui criticar a aposta numa competição menor, a Taça da Liga. Vencemos contra os outros três que se julgam melhores que nós, conquistámos um título, injectámos orgulho, alegria e confiança num clube que muito precisa disso tudo, eles tiveram que engolir. Óptimo.

Estive em Setúbal e em Alvalade. Vi a cores e ao vivo, ao frio e à chuva, e não no descanso dum sofá. E não gostei nada do que vi.

Quanto ao que penso do plantel e dos reforços (ou talvez não), já muito escrevi por aqui, para mim este plantel são 6 magníficos (Mathieu, Coates, Acuña, Nani, Bas Dost e Bruno Fernandes), mais uns entre o bom e o razoável e uns tantos tremendamente insuficientes para as necessidades do Sporting. Em Setúbal não jogaram de início Mathieu, Acuña e Nani, hoje não jogaram os primeiros dois, e jogaram Bruno Gaspar, André Pinto, Jefferson. Não há milagres. Como não houve em Setúbal com Petrovic e Ristovski.

Mas o que me mais me custou hoje foi ver uma equipa completamente desorientada em campo, a não conseguir impor o seu jogo, completamente alheada dos pontos fortes do adversário, a começar por Grimaldo, que podia ter terminado o jogo vergada a uma cabazada histórica com o nosso grande rival e ódio de estimação, e que chega ao final e fica abandonada no meio do campo, com os técnicos a recolherem ao balneário e os assobios das bancadas a sobrepor-se a quem como eu os aplaudiu. 

Assim não. Desculpem lá.

Fica apenas de positivo a liderança do Bruno Fernandes, que tenta lutar primeiro e jogar depois por ele e pelos outros e marca mais um grande golo, e o esforço dos grandes operários Coates e Bas Dost.

Tudo o resto, deprimente.

Se calhar estamos a pedir demais a Keizer. Tinha o curriculum que tinha, entrou nas condições em que entrou, não teve possibilidade de treinar na pré-época. Mas a rábula do entra e não entra de Petrovic, a entrada desastrada e tardia de Jovane e Luiz Phellype, e o afastamento no final mostram que aquilo não anda nada mesmo bem.

SL

Naufrágio no Sado

Mais uma vez desafiei o bom senso e rumei ao Bonfim, para observar a cores e ao vivo um desafio muito disputado, à chuva e num terreno pesado, e com uma daquelas arbitragens manhosas e medíocres que sempre nos aparecem nestas ocasiões.

Acabei por assistir ao jogo com um bilhete comprado por 4€ e 85 cêntimos (era o que tinha trocado) a um adepto vitoriano que tinha desistido de ir ao jogo, em pé e à chuva, porque cobertura não havia e as cadeiras estavam encharcadas, no meio dos poucos vitorianos que não levaram a mal que berrasse o golo do Bas Dost. E no final lá fui ao choco frito do Leo, carpir as mágoas.

O Bonfim para o Sporting não costuma ter bom fim. É um facto.

Como diz o nosso presidente, o Sporting tem de olhar para dentro e analisar os erros que está a cometer nestas viagens a terras pequenas, onde clubes a lutar pela descida entram para o campo com a lição bem estudada e com confiança que vão sair com pontos. 

E quais são os principais erros que vejo neste tipo de jogos cometidos pelo Sporting de Keizer, não falando dum ou outro jogador que aqui e ali faz por demonstrar que não tem a categoria mínima para vestir a nossa camisola?

Erro 1 - Não marcar primeiro. O Sporting não pode entrar em campo amolecido, avançando linhas alegremente, deixando os centrais desprotegidos, e levar com um golo no contra-golpe depois de falhar uma ou outra oportunidade. Depois do adversário marcar primeiro, o campo torna-se mais pequeno, a confiança deles exponencia-se, o público da casa empolga-se, o tempo passa, os adversários caem redondos no chão ao mínimo toque, o árbitro ajuda à festa e fica tudo mesmo muito complicado. Tem de entrar controlando a bola e o jogo, não dando hipóteses a qualquer golo contrário. E marcar primeiro.

Erro 2 - Discutir com os árbitros. Parece uma praga que este ano invadiu Alvalade, a começar pelos capitães Nani e B. Fernandes, a que se juntou o mau exemplo de Beto, e com extremos naqueles que vivem intranquilos com a hipótese de transferência no mercado de inverno, Acuña e Ristovski. Não falando no Jefferson. Quantos amarelos e vermelhos já viram esta época os jogadores do Sporting por discutirem com os árbitros? E quanta desfocagem e desconcentração isso causa durante o jogo? E qual é o resultado positivo da discussão? Isto tem de acabar duma vez por todas, a bem ou a mal, o prejudicado é o Sporting.

Erro 3 - Rotatividade. Se há posições que requerem estabilidade, GR, DCs, PL, MC/6, nas restantes o desgaste é tremendo e não podem jogar sempre os mesmos, arrastando-se em campo e tomando más decisões por fadiga também mental. Existe a competitividade interna e o bom ambiente de todos se sentirem úteis. 

E assim ficámos a 5 pontos do Benfica antes do dérbi de Alvalade...

SL

Reforços ou nem tanto (parte 3)

A poucos dias de fecho do mercado, e com a grande dúvida ou não de Acuña (passou muito ao lado da festa, os colegas bem puxaram por ele, mas parece estar mesmo de saida), vai-se conhecendo a esperada arrumação de casa no plantel do Sporting:

Saem: Viviano (GR), Marcelo (DC), Lumor (DE), Misic (M), Bruno César (M), Mané (E),  possivelmente Castaignos (PL) e (que pena) Acuña (DE/E).

Entram: Ilori (DC), Borja (DE), Doumbia (M), Francisco Geraldes (M), Luiz Phellype (PL)

Plantel emagrecido, mais jovem, menos despesa, mais peso da formação, tudo coisas boas, mas... plantel reforçado?  Tenho dúvidas...

Entretanto os milhões das rescisões continuam em parte incerta, Patrício e William ajudaram o presidente na resolução do problema no que respeita a cada um deles, mas os restantes continuam bem complicados. A falta de rendimento do Gelson Martins no Atlético Madrid tambem em nada ajudou.

Vamos ver o que acontece ainda até ao fecho do mercado.

SL

Seguimos adiante

curva.jpg

Ao pensar na história ainda breve de Marcel Keizer no Sporting (ou de Frederico Varandas com Marcel Keizer, dá igual) lembrei-me desta curva. Primeiro veio a desconfiança e ansiedade dos sócios com um treinador sem curriculum e dum futebol bem diferente do nosso, depois a felicidade com as "cabazadas" iniciais que terminou em Guimarães, depois um período sempre a descer até Tondela, onde entrámos em depressão profunda.

Veio uma semana depois o jogo contra o Porto em casa onde tivemos que aceitar exibição e resultado, os possíveis nas circunstâncias de então. Keizer não mudou as peças mas mudou a montagem das mesmas em campo, mais controlo do jogo, menos risco.

Tivemos agora uma dupla jornada vitoriosa com as duas melhores equipas da Liga, ao que dizem, e com esse novo modelo de jogo mais realista e eficaz tornou-se possível uma primeira parte superior ao Porto e uma ponta final que garantiu os penaltis e a conquista da taça.

Os problemas estruturais estão lá e não desapareceram. Uma condição física deficiente, um plantel limitado, uma enorme falta de dinheiro para o reforçar, uma ingenuidade nos lances divididos que se traduzem em montes de cartões e castigos. Mas temos agora uma estrutura de futebol profissional substancialmente reforçada, com presidente, treinadores e jogadores empenhados e solidários, todos a puxar para o mesmo lado, sem vedetismos nem primas-donas malcriadas.

Cabe aos sócios estarem à altura do que se passou em campo, mostrarem eles a tal "atitude" que dalgum modo tem faltado em Alvalade e fora dele esta época, a atitude de Sportinguistas de "O mundo sabe que" e não de exigentes ressabiados, apoiando incondicionalmente a equipa nos bons e maus momentos, porque eles de facto merecem e precisam desse apoio.

Seguimos adiante.

Viva o Sporting Clube de Portugal !!!

SL

Soube ainda bem melhor

Inacreditável. Pelo menos para mim, que ainda me estou a recompor, esta vitória foi mesmo inacreditável, contra uma equipa superior, com mais um dia de descanso, estando em claro deficit físico, com amarelos e lesões em catadupa, em que o único deslize defensivo deu golo, e mesmo assim, entrou Diaby e com ele o empate e Renan fez o resto. Inacreditável.

Uma vitória tremendamente saborosa, para o presidente, Frederico Varandas que demonstrou que não é preciso ser alucinado e malcriado para conduzir o clube às vitórias, para Keizer e a sua equipa técnica, que conseguiu montar uma equipa competitiva e competente a defender e a atacar dentro das limitações existentes, e para os jogadores, alguns deles que tinham passado pela triste situação da final da Taça de Portugal e por aquela vergonha que se passou nas escadarias do Jamor, protagonizada pelos arruaceiros das claques. Os mesmos do jogo contra o Loures, os mesmos que merecem o distanciamento dos jogadores que se regista em Alvalade, os mesmos que têm os amigos na prisão por assaltarem a própria casa.

Está tudo bem? Nem por sombras, mas depois do que foi a pré-época e de todas as dificuldades ocorridas, nota-se trabalho, nota-se evolução, nota-se confiança, estamos no bom caminho, e... Ganhámos !!!

Que seja o início dum novo período na vida do Sporting. Ganhando ou perdendo, unidos à volta do clube, dos órgãos sociais, da estrutura técnica e dos nossos grandes jogadores, os nossos ídolos. 

SL

Reforços ou nem tanto (parte 2)

Mais algumas novidades se vão sabendo. Demirel, J.Silva, T.Djaló e Kiki (B/Sub23) estão de saída a título definitivo, Lumor a título de empréstimo com opção de compra, podendo render no conjunto uns 10 milhões de Euros. Pouco, muito, assim assim, não faço ideia.

Dos reforços, Luiz Phellype demonstrou ontem que tem valor mas ainda está muito aquem das necessidades do Sporting, se calhar como Doumbia e F.Geraldes. Veio mais um médio brasileiro de 20 anos para os sub-23, ou talvez para a futura equipa B.

Uma boa notícia é mesmo essa, o Sporting está a tentar retomar a equipa B na próxima época, à luz de algum protocolo de excepção. Foi mais uma decisão desastrosa do destituido, que nos colocou fora duma competição que é uma importante rampa de lançamento para a primeira equipa, como se viu no passado no Sporting e se pode ver no Benfica de hoje com R.Dias, Gedson e J.Felix.

A pior notícia será mesmo a saída de Acuna, mais uma assistência para golo, e uma raça que não tem mesmo equivalente no plantel, plantel esse muito carente de estrutura e intensidade física, pelas razões que conhecemos.

A grande interrogação é o que se passa com Jovane e M.Luís. Empenho ? Empresários ? Que se passa exactamente ? 

SL

 

 

Soube muito bem

Uma vitória muito sofrida, uma vitória com desgaste evidente nalguns jogadores, Keizer meteu a carne toda no assador e Renan foi fundamental no final feliz.

Uma vitória que soube muito bem, foi bonito ouvir o discurso histérico e cobarde dos responsáveis do Braga (muito bem esteve o nosso presidente, Frederico Varandas na sua intervenção no final do jogo, tem toda a razão naquilo que disse), a começar por um Abel completamente descontrolado e a terminar no discurso Vieirista do compadre do dito. O Braga cada vez mais é uma cópia foleira do clube de Lisboa que tem a mesma cor de camisola. 

Realmente tenho de repensar o que fui aqui dizendo, não faz sentido nenhum fazer negócios de jogadores, bons ou maus ou seja o que for, com um clube que quando nos defronta os jogadores parecem cães raivosos e quando defronta o Benfica parecem caniches de trazer por casa. 

Por isso mesmo, soube mesmo muito bem !!!

SL

Reforços ou nem tanto

Já toda a gente mais ou menos percebeu o que fomos dizendo por aqui, que a "manta é curta", o plantel é pobre para os objectivos do clube, a começar pelo 2º lugar na Liga que pode conduzir aos milhões da Champions.

Mas se a manta é curta, o cofre aparentemente ainda está mais curto e não há dinheiro para médias ou grandes aventuras enquanto não existirem encaixes com vendas ou com os processos das rescisões. 

Para já libertou-se algum do entulho do plantel, apostas falhadas e fins de ciclo, e que só dificultava treinos e integração dos sub-23, Viviano, Marcelo, Misic, Lumor, Bruno César (com Castaignos na calha), ajustaram-se alguns empréstimos, Ryan Gauld, Bragança, Elves Baldé, A.Ruiz, e veio alguma gente nova que pode ajudar, nem que seja como suplentes: Geraldes, Doumbia e Luiz Phellype. Mas ninguém para chegar e pegar de estaca na equipa titular. Equipa titular essa baseada em apenas seis jogadores sobreutilizados de classe extra, um dos quais pode ainda sair agora em Janeiro.

Se para o imediato a coisa está escura, para o médio prazo também não está melhor,  um ou outro jovem de valor vai saindo ou por descuido ou desleixo das administrações anteriores, como Tiago Djaló e Demiral, ou simplesmente por estar farto de esperar oportunidades que não surgem. Talvez um ou outro emprestado nos surpreenda, por exemplo Mamé Baldé, e possa ser um bom reforço para o próximo ano.

Resumindo: passado o estado de graça de Keizer, no fundo foi o efeito da chamada chicotada psicológica, que costuma ser elevado no imediato mas decai rapidamente, está a faltar qualquer coisa para que consigamos ganhar qualquer coisa que se veja esta época, correndo até o risco de sermos ultrapassados por um não-grande, libertado prematuramente das competições europeias, como é o Braga.

Obviamente pôr em causa o terceiro treinador da época não é a solução.

SL

Tangerina espremida

Dos primeiros jogos do Sporting com Keizer até ao jogo de hoje, parece que tivemos um citrino que deu um sumo delicioso ao princípio mas que cada vez está mais seco.

A verdade é que, como dizia alguém, os ataques ganham jogos e as defesas campeonatos. Atacar bem desgasta muito mais do que defender bem. E para defender bem, forçosamente se correrão menos riscos no ataque. E haverá temporizações e deixar passar o tempo quando se está a ganhar. Descansar com bola, como dizia o Mourinho. Como fazem as grandes equipas.

O jogo de Tondela parece ter provocado uma mudança de rumo na cabeça de Keizer. Duma aposta na novidade no plantel, passou para uma aposta num onze mais rotinado e capaz de lhe garantir mais equilíbrio entre atacar e defender. E com isso conseguiu fugir à vergonha de perder em casa com o Porto, o apuramento para as meias-finais da Taça e a vitória de hoje.

Mas com isso, Keizer está rapidamente a ganhar a consideração que merecia Peseiro na dividida massa adepta do Sporting, alguma ressabiada com a destituição do alucinado, outra armada em exigente esquecendo-se de como começámos a temporada, enfim, assobiar a sua equipa quando está a ganhar em casa por 2-0 depois duma vitória fora de casa para a taça três dias antes é mesmo muito estúpido. Ou doentio. Deviam pagar o dobro da quota que eu pago. Pelo menos.

E agora ? Vem aí a taça da Liga, alguém que diga ao Keizer para deixar de fora os seis magníficos ou pelo menos parte deles dessa treta. Ponha lá o F. Geraldes, o M. Luís, o J. Cabral e o Luiz Phellype. Dê minutos a quem precisa de se mostrar, poupe os melhores para o que vem por aí. E não deixem sair o Acuña, sff...

SL

Traumatismo craniano

Enquanto Bas Dost convalescia do traumatismo craniano do jogo contra o Belenenses, Keizer (e se calhar todos nós) apanhou um de características diferentes em Tondela, e hoje os dois Holandeses, com alguns compatriotas nas bancadas (um grupo de mais de 10 com uma bandeira no meu sector) estiveram um tanto ou quanto apáticos e fora do registo que nos habituaram. 

Bas Dost falhou duas ocasiões interessantes, escorregou várias vezes estragando jogadas promissoras e quase sempre apareceu murcho e distante.

Keizer, com Alvalade quase cheio, holandeses na bancada (no meu sector eram uma dezena com uma bandeira e tudo)  e a equipa a ser apoiada do princípio ao fim, baixou linhas, compactou o meio campo (o B.Fernandes podia ter ido tomar banho mais cedo), pôs o Renan a colocar a bola na frente (mais uma vez não comprometeu e evitou a possível derrota numa grande defesa), e deixou o ataque quase até ao fim entregue a 3 tristes avançados, alem do Bas Dost em dia não, um Nani em deficit físico e um Diaby a conseguir estragar tudo aquilo que procurava construir. 

No final de tudo um empate que não deixa de ser o mal menor, e resultado melhor tambem seria difícil porque o Porto está realmente noutro patamar de plantel e de rotinas de jogo, e o empate chegava-lhe para manter uma liderança folgada da Liga. 

Importa agora terminar a reestruturação do plantel e não desgastar ainda mais os 6 magníficos (Coates, Mathieu, Acuna, Nani, B.Fernandes e Bas Dost) na taça da Liga, aproveitando a Fase Final da mesma para dar minutos aos jovens do plantel e integrar as aquisições.

SL

 

Atitude e competência

Sempre que o Sporting perde ou tem algum resultado menos bom lá vem a ladainha da falta de atitude, que varia desde a versão soft, "não correm, não se empenham", até à versão hard/ultra, "palhaços joguem à bola, que a camisola é para suar". Ainda no último jogo em casa, tive que gramar com alguém nas costas que invectivava tudo e todos pela falta de atitude,  especialmente o Bas Dost, aquele que pelos vistos estava a jogar com um traumatismo craniano.

Ora, se atitude só por si ganhasse jogos, não valia a pena formar jogadores, ou contratá-los a peso de ouro, bastava jogar com a equipa dos Comandos da Amadora, ou então com a do Canelas, essa até com atitude dentro e fora do campo. E com tanta conversa de atitude, queixam-se depois que alguns alucinados assumam a questão e invadam a academia para ensinar os jogadores a ter atitude à cacetada. 

O que efectivamente ganha jogos é a competência, desde logo a do treinador em montar, treinar e liderar a equipa e depois a dos jogadores em campo.

E contra o Tondela o que não houve mesmo foi essa competência. Desde logo em Marcel Keizer e na sua equipa técnica porque mandou para o terreno uma equipa às cegas das características do adversário, e dos jogadores, todos eles, uns mais que outros, a acumular erros dificeis de aceitar. Competência a concluir jogadas de golo, competência a rematar de longe, competência a marcar cantos, competência nos duelos individuais. Foi por falta de atitude que Diaby falhou dois ou três golos feitos ? Que B. Fernandes não acertou na baliza de livre quando o do Tondela obrigou o Renan a uma grande defesa ? Ou que B. Gaspar abriu a porta ao avançado do Tondela no primeiro golo ?  Aliás esse golo, que foi mesmo à minha frente, estava na terceira fila da bancada a uns 5 metros do B. Gaspar, devia ser passado 50 vezes por Marcel Keizer para mostrar tudo aquilo que não se deve fazer, desde a perda de bola a meio campo, à passagem tranquila pelo Gaspar, ao posicionamento da defesa e à cobertura ao avançado que marcou o golo.

Mas voltando a Marcel Keizer, a verdade é que como já tinha dito anteriormente o seu estado de graça acabou, foi o tempo em que pode trabalhar tranquilamente e colocar a equipa a jogar num modelo de jogo diferente, obter rendimentos inesperados dos jogadores, enfim, ser inovador para a realidade da nossa liga. Passados dois meses, os outros treinadores já estudaram, analisaram e perceberam os pontos fortes e fracos, e cada um deles vai montar um esquema para combater os fortes e explorar os fracos. 

E onde estão os principais pontos fracos do Sporting para este modelo 4-3-3 ofensivo que Keizer veio implantar ?

Estão aos olhos de qualquer um:

1. Não temos um trinco digno desse nome, ninguém com envergadura física que possa constituir um tampão efectivo da defesa e que tenha capacidade de passe a curta e longa distância, para lançar a equipa desde trás e obstar aos bloqueios do meio campo contrário. Tínhamos William, os rivais têm Fejsa ou Danilo, nós temos um 8 adaptado que deixa muito a desejar. Aliás os adversários já nem se incomodam em marcá-lo, poupam recursos para usar noutro lado. 

2. Não temos defesas laterais em condições. Temos um extremo adaptado que enche o corredor mas que tem falhas de posicionamento, o resto são jogadores medianos, que atacam mal e defendem pior. 

3. Não temos substituto para o Bas Dost. Como também não temos substituto à altura dos dois centrais titulares. Mas com Bas Dost é bem pior. Não há Bas Dost, os centros são invariavelmente condenados ao insucesso, não há penaltis causados pelo nervosismo dos defesas contrários, não há Sporting a lutar pelos primeiros lugares.

Concluindo, "quem nasce torto, tarde ou nunca se endireita", o Sporting não conseguiu organizar a temporada em condições, o plantel é muito curto em quantidade e qualidade e com os pontos fracos atrás referidos. Precisam-se reforços que sejam reforços, ao nível dos melhores do plantel actual e para as posições carenciadas. E de alguém que explique a Keizer o futebol português também. 

Dito isto, vem aí o líder, vem aí o Porto, se calhar o melhor que poderia acontecer para os nossos pontos fortes, que também os temos, terem ocasião de vir ao de cima e embalarmos para um resto de temporada compensador.

SL

Entre o ontem e o amanhã

Foi um daqueles jogos que tinha tudo para correr mal, depois da descompressão das Festas, sem Bruno Fernandes, com um Belenenses bem preparado física e tacticamente e com um Capela apostado em desestabilizar, começando logo por deixar um amarelo por mostrar aos 2 minutos de jogo.

O estado de graça de Keizer acabou. O modelo de jogo é conhecido, os pontos fracos explorados, o onze tem deficit de envergadura física, perde ou faz falta nas divididas, as equipas entram em campo preparadas para manietar o meio-campo e pôr a defesa em dificuldades.

Começámos mais uma vez por entrar muito mal no jogo, e podíamos facilmente estar a perder por 1 ou 2 no final do primeiro quarto de hora. Bobby Robson tinha o princípio que o primeiro remate ao golo e o primeiro canto da partida tinham de ser conquistados a todo o custo. Faz todo o sentido. Dar de avanço não faz sentido nenhum.

Por outro lado, parecia que tínhamos voltado ao tempo do Jesus, muito envolvimento, muita tentativa de entrar na área, e Bas Dost a passar o tempo sem qualquer oportunidade de finalizar. O único que parecia saber que estava lá o ponta de lança era Acuña. Do outro lado, Diaby e Bruno Gaspar conseguiam tornar aquele flanco uma nulidade ofensiva e defensiva. Até finalmente encontrarem uma boa combinação e o golo. Quantas vezes não podia o B. Gaspar ter solicitado de primeira Bas Dost em centros tensos na diagonal a partir de zonas recuadas como Acuña tentou uma ou outra vez fazer ?

Depois o segundo golo, o duplo trinco a voltar e mesmo assim o golo sofrido ao cair do pano.

Coisas boas, além da vitória importantíssima na jornada em que o Benfica escorrega e Rui Vitória viu a luz ao fundo do túnel, o passaporte para os milhões árabes, foram o regresso às opções de Wendel e Raphinha (este na sequência de Guimarães e V. Feira), Renan a continuar a não comprometer e a ausência de lesões.

Outra coisa boa que está a acontecer é a reestruturação do plantel, libertando entulho da era Bruno/Jesus (Viviano, Marcelo, Bruno César, Jotobá) e trazendo gente nova, com potencial de evolução, como os dois emprestados pelos clubes ingleses, o Francisco Geraldes e o Luiz Phellipe. Espero que Acuña fique, mas tenho o pressentimento que estará de saída, em função de acordos que possam ter sido feitos post Alcochete. A verdade é que o rapaz está uma pilha de nervos.

Importante libertar mais alguns (Castaignos, Misic, Lumor) e encontrar dois ou três reforços efectivos para a equipa. O que seria esta equipa com três reforços tipo Telles, Danilo e Marega ?

De qualquer forma, quem diria que depois do "tsunami" brunista e dos prejuízos de milhões, estaríamos neste início de ano em 2º lugar na Liga, à frente de Braga, Benfica e Guimarães, e ainda os indo receber em Alvalade na 2ª volta ?

SL

Taça da Liga

Francamente não é uma competição que me entusiasme e a que dê grande importância.  Começou por existir para rodar plantéis, está cada vez mais pensada para reunir os quatro primeiros numa final a 4 em Janeiro.

Fomos roubados várias vezes, ganhámos no ano passado, para depois perder tudo o que verdadeiramente interessava.

Contra o Feirense, e ao contrário do que tinha acontecido contra o Estoril, metemos toda a carne no assador e ganhámos tranquilamente. 

Terá merecido a pena ?

O facto é que temos um plantel demasiado curto para quatro competições, muito assente nos seis magníficos (Nani, Bruno Fernandes, Dost, Coates, Mathieu e Acuña) e não é o Luiz Phellipe nem o  Francisco Geraldes (muito bem regressado, oxalá esteja recuperado) em vez de Marcelo e Bruno César que vão alterar a questão. Muitos jogadores sem conseguirem demonstrar que estão ao nível das necessidades do Sporting. Não vou repetir a lista.

E sendo assim... preferia ter ganho ao Guimarães.

SL

Escócia não é só Whisky e Golfe

Também é futebol, embora numa segunda linha europeia no que respeita a clubes e selecção.

Sempre existe um ou outro escocês que se destaca no futebol Inglês, como Ferguson ou Dalglish, e são tidos como teimosos e resilientes, não quebram facilmente.

Aqui há uns quatro anos, veio um internacional sub-19 da Escócia, andou pela equipa B com bom desempenho, teve um primeiro empréstimo onde se estava a destacar com um treinador formador, até fez um jogo contra nós em que nos ia lixando (como agora fez o Gelson Dala), mas que foi interrompido abruptamente por uma birrice daquele que conhecem, passou o resto da época praticamente sem jogar e foi desterrado para uma equipa de lenhadores onde dificilmente se podia destacar (muito mais ao jeito do Mama Baldé, outro que está a fazer pela vida).

Chamaram-lhe o Mini-Messi, de semelhança com o original só tem o tamanho, são estas comparações idiotas que podem dar cabo duma carreira.

Em entrevistas que li, não lhe ouvi uma palavra de revolta ou queixume, apenas que estava a gostar da experiência, gostava do clube, estava a aprender muito a todos os níveis e que pensava continuar por cá.

Pois Ryan Gauld, com 23 anos acabados de fazer, é titular no meio campo duma nossa filial, o Sporting Farense, e hoje marcou dois golos na vitória em casa da sua equipa na 2ª Liga.

Gosto imenso deste pequeno jogador, trabalhador, intuitivo, rápido, de futebol vertical, penso que tem tudo para encaixar neste modelo Keizer. Teve a sua travessia do deserto mas não desistiu, ainda está bem a tempo de chegar a outros patamares, incluindo a selecção A da Escócia. Fico a torcer para que isso aconteça.

SL

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