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És a nossa Fé!

O que é isto???

Foi o que eu e Manuel José (ver Record) pensámos quando vimos o onze que Silas fez alinhar em Alverca, com três craques no banco, três tristes trincos que nada trincavam, e coxo do lado esquerdo.

Depois viemos a saber que Silas não quer heróis, quer uma equipa, e que considerou que a primeira parte foi bem melhor do que a segunda. Parece que depois do intervalo só queriam ganhar o jogo e não tentar repetir os elaborados esquemas tácticos que tinha andado a treinar.

Como se não tivesse sido um dos tais heróis o principal responsável pelas duas vitórias anteriores e não as desconchavadas tácticas que Silas se lembrou de apresentar.

Manuel José fala em imprudência, em desaproveitamento duma oportunidade de carreira que lhe caiu do céu. Eu falo de impreparação e deslumbramento

Agora leio que Silas, Viana e Beto foram para cima dos jogadores, já mais que à beira dum ataque de nervos (vide o Neto), e confundidos com tanta táctica e modelo de jogo novo para aprender.

Isto está a ir de mal a pior...

E se os três, todos juntos, desamparassem a loja e deixassem o Bruno Fernandes tratar da coisa?

SL

Terra queimada

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Depois do assalto à Academia, cujo julgamento começa em breve com os respectivos líderes no banco dos réus, mais uma vez os "casuals" da JuveLeo (?) se juntaram aos Leais ao Bruno, agora para assaltarem a Assembleia Geral do clube, impedirem qualquer tipo de discussão construtiva do orçamento apresentado, intimidarem e agredirem qualquer um que se atrevesse a ter voz própria, votarem negativamente o referido orçamento, insultarem o presidente e imporem a política de terra queimada no Sporting Clube de Portugal.

Mais uma vez fizeram o barulho que quiseram, mais uma vez foram derrotados, mas com mais 100 ou 200 "camisas negras" angariados nas redes sociais próximas da claque facilmente tinham conseguido ganhar a votação. Porque muito e bom sócio do Sporting não está disposto a sair de casa para participar numa vergonha como aquela que patrocinaram no pavilhão João Rocha e que só a vigilância das autoridades, a começar pelos "spotters", impediu que tivesse outros contornos. Eu mais uma vez fiz o esforço para vir mais cedo do Norte para passar por Alvalade a tempo de votar, mas foi mesmo entrar, ouvir o discurso inicial, votar e sair, e não sei mesmo se foi a última vez, foi tudo mau demais e indigno do nosso clube. Sendo assim, e não havendo uma mudança de postura e de atitude dos órgãos sociais perante este estado de coisas, se Frederico Varandas passou à justa este teste do pavilhão (a AG, porque as modalidades vão muito bem, obrigado) terá de enfrentar semanalmente o teste do relvado, confiando em Silas e numa equipa emagrecida, desequilibrada e desestabilizada por sucessivas mudanças de liderança para não ter em Alvalade o mesmo ambiente que ocorreu ontem no João Rocha.

Trata-se mesmo duma política de terra queimada. Esta coligação de ressabiados não tem qualquer ideia ou política para apresentar em benefício do Sporting, e o clube não se pode dar ao luxo de ter um presidente e uns Órgãos Sociais permanentemente insultados e agredidos por uma minoria violenta e arruaceira, que afasta sócios e adeptos dos estádios e dos pavilhões.

Obviamente muita culpa deste estado de coisas têm os actuais órgãos sociais, pela incapacidade por um lado de unir o clube (a começar pelo tratamento dado a Sousa Cintra e à Comissão de Gestão) trocando o esclarecimento aos sócios pelas mensagens na Comunicação Social amiga, e por outro de fazer respeitar os estatutos e regulamento disciplinar, expulsando boa parte dos arruaceiros da AG e se calhar do clube.  

E Benedito e Ricciardi que não se iludam sobre o que irão encontrar na eventualidade de algum dia sucederem ao actual presidente.

SL

Volta Keizer, estás perdoado

Era nisso em que pensava ao intervalo do jogo de ontem, a primeira parte mais horrível que me lembro de ter visto em Alvalade nos últimos anos perante uma equipa de terceira linha europeia, desde a falta de intensidade competitiva à confusão táctica apresentada e à incapacidade de atacar e defender com o mínimo de qualidade. 

Veio a segunda parte. Silas conseguiu mexer no jogo com critério, a equipa foi melhorando pouco a pouco, o virtuosismo de Bruno Fernandes finalmente veio ao de cima e decidiu o encontro a nosso favor. Valeu o espírito colectivo e a capacidade de luta demonstrada por uma equipa traumatizada por sucessivas alterações na liderança, farta de alterações na forma de jogar, farta de mudanças tácticas, farta de ousadias e riscos, carente dum modelo simples e duma equipa-tipo assumida que permita consistência e mecanização.

Que Silas entenda que ser treinador do Sporting e do Belenenses são coisas bem diferentes, que desligue o complicómetro e o experimentalismo, para aprender tem os cursos que lhe falta tirar, e ponha a equipa a jogar simples e à volta das características do seu capitão.

E agora que a pausa ajude a curar as feridas e a encontrar uma equipa competente e motivada para lutar pelos objectivos da temporada. Com ou sem claques, cá estaremos para a apoiar.

 

PS1: O despedimento de Keizer, como o de Peseiro, foram mesmo decisões mal pensadas, precipitadas e inoportunas. Os sinais negativos estavam lá para analisar atempadamente o problema e ir à procura dum novo treinador com as características adequadas. Depois sim, despedia-se na segunda-feira e vinha o novo à terça-feira sem interinos no meio a fazer pela vida para tentar assegurar o lugar. Exactamente o mesmo com a venda de Bas Dost. Se ele disse em Maio que queria sair, onde estava o novo ponta de lança quando o resolveram vender? E agora Acuña ou Mathieu cruzam da esquerda para quem?

PS2: Keizer não apostava na formação, não apostava na formação, não apostava na formação... E Silas vai apostar na formação?

PS3: Tudo muda no futebol do Sporting, menos Hugo Viana, Beto e Gonçalo Álvaro... E o Paulinho. Se a coisa com Silas der para o torto, o responsável vai ser o Paulinho?

SL

Pão para a boca

Foi uma vitória crucial para relançar a temporada, obtida a partir duma das piores exibições dos últimos tempos e com os artistas da companhia remetidos a papéis menores, alguns até ao banco. Nota-se que a moral da equipa bateu no fundo com os últimos resultados, as mudanças/invenções tácticas dos sucessivos treinadores e com as (no mínimo inoportunas) declarações do seu capitão. Nada ou quase nada sai bem. Valeu um lance fortuito para resolver o encontro.

Mas também nada de muito melhor se poderia esperar, e agora há que ganhar os próximos desafios de forma a que a confiança e a paz regressem ao balneário. Oxalá Silas tenha a sensibilidade e a competência necessária para recuperar a união e o espírito de equipa que existiram no Jamor, e que quase se perderam completamente nestes poucos meses. Porque independentemente das estratégias e tácticas isso é essencial.

Bruno Fernandes, Acuña e Wendel têm de voltar a ser o que foram no passado, em particular nos melhores momentos da última época.

SL

Quo vadis, Frederico Varandas?

Caro Frederico Varandas,

Penso que chegou o momento do presidente mostrar que está em condições de cumprir o desígnio do seu mandato, recuperar o clube do triste final do mandato do expulso ex-presidente e levá-lo aos títulos.

Depois duma primeira temporada globalmente conseguida, financeira e desportivamente, pensava que estavam criadas as condições para uma segunda de aproximação rápida aos rivais e de luta efectiva pelos títulos e pelo acesso à Champions. Não quero saber de Braga e Guimarães, do que fazem ou deixam de fazer, de quanto gastam ou deixam de gastar, quero saber é se tem mesmo condições de cumprir o que prometeu, gastando menos, produzindo mais, unindo o clube e capitalizando o ADN Sportinguista.

Esta temporada começou de forma desastrosa muito por culpa do seu treinador e da estrutura, devia ter reconhecido isso e munir-se dum plano alternativo para ser executado no momento adequado. Não fez nada disso, navegou à deriva e demitiu o treinador sem alternativa pensada, no dia seguinte a ajustar o plantel à medida do mesmo. Ou melhor, a encaixar umas dezenas de milhões de euros e dar-lhe uns emprestados gordos e saídos de lesões prolongadas.

Depois deste descalabro, e se quiser continuar a ser presidente do Sporting, só tem de fazer uma coisa: alterar radicalmente a estrutura do futebol profissional, afastando aqueles que com certeza são seus amigos mas que não têm competência para os cargos que ocupam, desde o director até ao preparador físico, e encontrando profissionais experientes e qualificados para os cargos, a começar pelo treinador principal, que tragam experiência, liderança, estabilidade e confiança, conseguindo colar os cacos do presente e construir o futuro.

Se não quiser, pois mantenha o Hugo Viana e o Beto, traga lá o Silas, mais um adjunto que se possa levantar no banco, ponha os emprestados mais aqueles que contratou a jogar, e vai ver o triste fim que vai ter. 

O que é uma pena, dado tudo o que de bom tem feito em várias áreas, mas de escorpiões já tenho a minha conta. 

 

PS1: Afinal, e depois de despedir Keizer, com quantos treinadores foi falar e recusaram o Sporting, antes de Silas aceitar? Meia dúzia?

PS2: Como está a sua relação com o capitão de equipa, Bruno Fernandes? Ainda faz apostas com ele sobre os amarelos que recebe?

PS3: Reparou que a foto da equipa foi feita sem o Max e que o Jovane ia entrando com a camisola do Plata? Se calhar o culpado foi o Paulinho...

SL

Silas no espeto

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Leio hoje em "A Bola" um comentário que tenho de subscrever, do seu director (lampião) Vitor Serpa a dizer que "se (Varandas) continuar a fechar os ouvidos e os olhos a quem dele honestamente discorda, afinal, o que o separa de Bruno de Carvalho?".

Pese toda a recuperação da SAD realizada, os títulos alcançados e o trabalho bem feito em diferentes áreas, a dificuldade crescente de comunicação e envolvimento com os sócios, e o fecho em si mesmo do núcleo duro que gere o futebol, não conseguiu ultrapassar bloqueios e antecipar problemas, e a prova é que no caso dos despedimentos de Peseiro e de Keizer não havia alternativa pensada, preparada e adequada ao momento do clube e ao plantel que ia encontrar. 

Também hoje o "Record" anuncia que Silas tem tudo acertado para ser o novo treinador do Sporting, um treinador cujo curriculum se limita a um par de anos no Belenenses, onde conseguiu a maior derrota de (se calhar) todos os tempos desse clube com o Sporting,  e que nem sequer tem habilitação que lhe permita levantar-se do banco e dar instruções aos jogadores.

Pelos vistos o que dizemos aqui da necessidade de ter um treinador credenciado, experiente e agregador a tomar conta da equipa (coisa que teria de ser tratada com tempo e dinheiro), chame-se ele Jesualdo Ferreira, Scolari, Ranieri, Alegri ou outra coisa qualquer, não lhe diz muito, e prefere alguém à sua imagem, de Hugo Viana e de Beto, ou seja, mais uma boa pessoa, mais um jovem e inexperiente profissional.

Não está em causa a pessoa e o sportinguista Silas, as suas qualidades enquanto treinador, o beneplácito de que poderá gozar no imediato nos sócios e adeptos, mas a confirmar-se a notícia e na fornalha de Alvalade é quase uma certeza que Silas vai sair "bem passado". E se calhar não vai ser o único.

Obviamente não vai ser por minha culpa, estarei com ele como estava com Peseiro, Tiago, Keizer e estou ainda hoje com o Leonel. Até ao limite do possível.

SL

Desorientação geral

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Nesta desorientação geral que reina no Sporting, a começar por quem foi eleito para nos orientar, proponho fazermos o que faz quem se perde numa floresta qualquer e tentar regressar ao último ponto conhecido e a partir daí determinar o rumo correcto.

E o último ponto conhecido de sucesso no futebol do Sporting foi a final da Taça em Maio no Jamor, onde derrotámos um adversário mais poderoso do que nós, e levantámos a Taça para grande azia dos adversários, em particular do seu (grande atitude, grandes tomates, grande malcriado) treinador.

Pois, com Varandas a presidente, Hugo Viana a director do futebol, Beto a secretário técnico, Keizer a treinador, Bruno Fernandes a capitão, Mathieu, Coates e Raphinha a concorrer nos melhores em campo, Bas Dost a marcar o golo que nos podia ter evitado os penáltis, Renan a defender os penáltis e Luiz Phellyppe a marcar o decisivo, ganhámos mais uma Taça de Portugal, numa época em que também conquistámos a Taça da Liga e o 3.º lugar na Liga, ganhando o acesso directo à Liga Europa.

O facto é que, quatro meses depois, Keizer, Bas Dost e Raphinha já cá não estão, como outros que estiveram nos festejos no relvado do Jamor, como Salin, Gudelj, Petrovic, Bruno Gaspar, Geraldes e outros de que não me recordo.  Ou seja, duma forma ou de outra, a equipa que ganhou há quatro meses já não existe, no relvado e no balneário, e a primeira pessoa a denunciar a destruição dessa equipa foi... Bruno Fernandes. 

Não estou a dizer que tudo estava bem no futebol do Sporting no dia da vitória do Jamor. O que digo é que em vez de aproveitar o momento para dar um salto em frente rumo aos rivais, o que aconteceu em seguida, qualquer que seja a justificação que se queira arranjar, foi uma ziguezagueante destruição do que se tinha alcançado. 

Chegados aqui, temos Varandas, Hugo Viana, Beto, um treinador interino que não é melhor que Keizer (Leonel Pontes reconstruiu eficazmente os sub-23 e faz o melhor que pode e sabe), um plantel que não tem muitos daqueles que ganharam no Jamor e não entraram iguais ou melhores que eles, um plantel sem preparador físico credenciado e que mais parece uma manta de retalhos (faltam pontas de lança e trincos e sobram extremos) com ex-lesionados de longa duração e/ou ex-encostados e/ou emprestados, e um capitão que falhou a transferência dos seus sonhos e que mais que à beira dum ataque de nervos está mesmo com um ataque (que o digam as portas do Bessa). 

Vamos então voltar a Maio e ao Jamor e pensar no que falta para voltarmos a uma vitória daquele calibre:

  • Encontre-se uma solução para a situação financeira da SAD que lhe permita ter um orçamento aproximado com os rivais, emagrecendo na gordura e não no musculo.
  • Encontre-se um director desportivo credenciado que preste contas aos Sócios pelas decisões que toma em termos de contratações e dispensas e que promova um balneário de cabeça limpa, focalizado e solidário.
    • Encontre-se uma nova equipa técnica, com um preparador físico de excelência e um treinador experiente e qualificado que consiga estabelecer uma relação de confiança com os pesos pesados do plantel, com a garantia de que o clube irá segurá-los. E que aproveite da melhor forma os jovens dos sub-23 e do plantel principal.
    • Encontre-se uma forma de defender o clube em todas as instâncias de poder, a começar pela arbitragem. 
    • Encontre-se uma forma de manter os Sportinguistas unidos e vibrantes no apoio à equipa. Falo dos Sportinguistas, falo dos Sócios, falo daqueles que colocam o Sporting em primeiro lugar, e não das seitas corruptas que parasitam o clube e que só o prejudicam.

     

    Enquanto isso não acontece, lá estarei amanhã em Alvalade a apoiar Leonel Pontes e a nossa equipa e convido todos os Sócios que puderem a fazer o mesmo, porque só com vitórias em campo vamos sair deste buraco.

    SL

Sacou da arma, apontou para a própria testa e disparou

Simplesmente inacreditável o que se passou hoje em Alvalade, depois duma primeira parte muito bem conseguida, com Battaglia em grande nível, e onde se poderia ter resolvido o encontro, veio uma segunda parte onde as facturas vieram a pagamento, umas após outras, sem interrupção nem clemência.

A falta da capacidade física do onze, as naturais dificuldades de quem vinha de lesões ou inactividades prolongadas, o jogo europeu de quinta-feira, a ausência de pontas de lança, muita coisa junta.

Mas perante tudo isto, depois do empate, substituir o (duplo do Bruno Fernandes) Vietto pelo (metafísico) Jovane foi mesmo apontar para a própria testa e disparar. 

Dizem que é no momento das dificuldade que se conhecem as pessoas. Pois, meu caro Leonel Pontes, hoje foste mesmo um marciano...

 

PS: O plantel é mesmo uma manta de retalhos. Jogar com cinco médios e um extremo diz tudo o que há para dizer. Losangos e quadrados há muitos, mas não há figura geométrica que substitua o talento de marcar golos, de saber atacar e saber defender. 

SL

Leonel Pontes não tem um prazo, tem uma tarefa

Este início de temporada do Sporting, no que ao futebol profissional diz respeito, tem sido pouco menos que catastrófico. O que não deixa de ser surpreendente, porque a passada temporada que começou em condições horríveis acabou por ser bem conseguida, com o 3.º lugar da Liga e duas Taças conquistadas em finais contra o Porto.

Os resultados que conseguimos em campo não fazem mais que reflectir a confusão que foi a preparação da época, a abordagem ao mercado, a definição do plantel, a falta de preparador físico e a (degradada) relação com o treinador. Chegamos a Eindhoven com um treinador novo, com um modelo de jogo novo, com um plantel com várias mudanças em relação ao que tinha sido apresentado aos sócios, com jogadores que foram inscritos para a Liga e não para a Europa, outros que foram inscritos na Europa mas não na Liga, com jogadores descompensados fisicamente, e lá ficam Bruno Fernandes e mais dez a fazer o que podem no relvado com o resultado esperado, a derrota.

Há um ano Peseiro, apesar de tudo, deixou uma equipa arrumada e estruturada, Tiago Fernandes com um ou dois ajustamentos conseguiu resultados imediatos e Keizer teve um início fulgurante. Agora Keizer deixa uma equipa esfrangalhada, com titulares vendidos, reforços emprestados, jogadores lesionados.

Leonel Pontes está a fazer pela vida. Um novo modelo de jogo com o meio-campo em losango (regresso aos tempos de Paulo Bento), Doumbia claramente a trinco, dois médios interiores de transição e um pivot ofensivo. Saída a jogar a três baixando o trinco e lateralizando os centrais, laterais projectados, um avançado mais fixo, outro mais movel. O problema é que, Bruno Fernandes à parte, os outros dez estão muito aquém das necessidades do sistema.

Na baliza Renan não é tão mau assim mas não é Rui Patrício e não está a passar um bom período, consentindo golos defensáveis e largando bolas para a frente.

Na lateral direita, Rosier parece sólido a defender mas inconsequente a atacar, mesmo assim bem melhor que Ristovski ou Thierry Correia.

Na esquerda, Borja foi um Ilori no Bessa (o que não é elogio nenhum), e lá temos Acuña a defesa esquerdo, sempre um problema em termos disciplinares.

Dum lado e doutro, os laterais têm muito pouco apoio do médio daquele lado. Veja-se o segundo golo do PSV.

No centro, Neto é um jogador esforçado e regular, bom suplente de Mathieu e Coates. Mathieu tem problemas crónicos e tem de ser muito bem gerido e Coates é um jogador pesado que demora a ficar em condições, não fez uma pré-época em condições nem tem descanso com as solicitações da sua selecção. Mas em boas condições físicas e com protecção dum trinco e dos laterais, Mathieu e Coates fazem a melhor dupla da Liga. Em más condições físicas e com os laterais em parte incerta...

Passamos para o trinco, a que Keizer era alérgico. Doumbia está a crescer de jogo para jogo, mas continua com muitas limitações, e não tem alternativa no plantel. Battaglia é muito mais um médio de transição.

Quanto aos dois médios de transição do losango, Miguel Luís regrediu imenso num ano com Keizer, Battaglia vem de lesão e não está inscrito na Liga Europa, Wendel fica melhor na posição do que como segundo médio-centro, Eduardo talvez funcione, vamos ver na segunda-feira. Bruno Fernandes poderá sempre ocupar essa posição onde joga na selecção, mas faz falta mais à frente.

Como pivot temos Vietto e Bruno Fernandes. Jogando os dois, Bruno sobe para avançado móvel. Se Vietto for aquele que vimos em Portimão, estamos bem servidos.

Ficam dois avançados. Com Bruno a avançado móvel, sobra uma posição. Para Bolasie ou Luiz Phellype. Ou para Pedro Mendes, saltava à vista de todos menos de Keizer que estava ali um novo Slimani, quando ele resolveu apostar num molengão e inconsequente Pedro Marques.

E que fazer com Jovane, Plata, Camacho, Fernando e Jesé? No losango não há extremos... Entram quando a coisa estiver preta?

Claramente Leonel Pontes tem uma grande Tarefa para realizar e o Prazo será aquele que os resultados permitirem...

SL

Leonel Pontes (continuação)

Leonel,

Acabei de ouvir a tua conferência de imprensa, e a resposta sobre Pedro Mendes, e mais uma vez tenho a dizer-te que estiveste muito bem.

Vieram dizer que o Sporting contava que fosses o novo Bruno Lage. Pois, nem penses nisso.

O Bruno Lage mete três putos contra um colosso alemão a pensar que a sorte que teve com o Sporting se iria repetir: derrota concludente, mais uma machadada no ranking de Portugal, o ponta de lança de 20 M€ pareceu ainda pior que o nosso (gordo) Jesé, e mesmo assim foi quase aplaudido no final, a imprensa gabou-lhe o arrojo, um heroi. A Champions realmente tem árbitros a sério, e as equipas não são subsidiadas pelo "Glorioso", e isso faz toda a diferença. A águia torna-se uma perdiz... Mas todo o Benfiquistão bate palmas. O Bruno Lage no Sporting não durava dois dias.

A ti ninguém te deu os parabéns por estreares dois miúdos de 18 anos, o Plata e o Camacho, na 1.ª Liga, mesmo aqueles que andaram a criticar o Keizer por não os pôr a jogar. Nem quiseram saber do festival de porrada do Boavista permitido pelo «Mas eu estou a brincar, caralho??? Estou a brincar???»

No que respeita ao jogo de amanhã, desculpa não estar presente como tinha pensado. Vais ter muitos Sportinguistas a sério a apoiar a equipa como apoiaram em Londres. Não inventes, mete os melhores dentro do possível, traz da Holanda um bom resultado, que isso é o mais importante. Segunda-feira lá estarei para ver uma vitória tranquila frente ao actual líder da Liga.

SL

Um Benfiquista, um Portista e um... Sportinguista

Os três amigos encontraram-se numa tasca qualquer (uma verdadeira tasca, nada que ver com sítios da net com esse nome onde convergem uns marginais das teclas), à volta dumas imperiais e tremoços, e foram falando sobre tudo e mais alguma coisa, especialmente sobre os seus ódios de estimação.

Lá foi o Benfiquista com o papo cheio recitando a sua cartilha, defendendo o Vieira contra tudo e contra todos, e chutando tudo o que não interessava para canto. Lá foi o Portista tentando ridicularizar o Benfiquista, sempre capitalizando os triunfos do seu santo Pinto da Costa. E lá foi o Sportinguista, que disparando de vez em quando para um ou outro lado, só conseguia ter alguma atenção dos amigos quando se entretia a gozar e a insultar o seu presidente.

Infelizmente, é muito do que hoje em dia temos.

SL

Leonel Pontes

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Caro Leonel Pontes,

Não me conheces nem eu a ti, mas apeteceu-me escrever-te da forma mais visível para muitos. Muitas vezes estivemos próximos fisicamente, se calhar a primeira foi quando fui a um relvado secundário do Odivelas ver o Sporting ganhar o dérbi com o Benfica e assegurar o título dos Juniores, com o nosso grande capitão Miguel Veloso ao comando. Depois disso muitas vezes em Alvalade e fora dele contigo no banco como fiel escudeiro de Paulo Bento e depois na Selecção Nacional. Mas antes disso tiveste todo um passado meritório nas camadas jovens do Sporting, testemunhado pelo grande mestre Aurélio Pereira, e um acompanhamento exemplar do melhor futebolista de todos os tempos, o nosso Cristiano Ronaldo. Depois disso andaste por aqui e por ali, voltaste ao Sporting e logo transformaste aquela equipa deprimente do ano passado numa máquina trituradora, e quando estavas no bem bom, agora foste chamado para resolver um grande problema.

Não herdaste um plantel, herdaste uma manta de retalhos, entre as vendas forçadas pela necessidade financeira, entre os méritos e fracassos de anteriores opções, entre o que o antigo treinador pretendia e agora o que tu ficaste e não dá para fazer o que queres. Herdaste jogadores em recuperação de lesões prolongadas, uns mais magros outros mais gordos, os mais novos que estavam a explodir ficaste sem eles.

Dizem que és um homem do Mendes. O Dono Disto Tudo. Pois olha, não parece. Logo no jogo de estreia foste lixado por um daqueles árbitros que sabem muito bem de onde o vento sopra. E parece que não sopra a teu favor. Mas mesmo assim no final do jogo disseste o que havia a dizer, duma forma assertiva e muito clara. Tu e o Bruno Fernandes deviam acumular com o cargo de Director de Comunicação e obrigar todos os outros, presidente incluido, ao silêncio perpétuo. E devolver a Cláudia à TVI para entreter a audiência.

Pois, meu caro Leonel, estás f.... . Não sei se o Rui Santos vai pôr um quadro a contar os dias que te faltam à frente da equipa, mas a verdade é que vais ser o bombo da festa, dos ressabiados que querem terra queimada, dos alinhados que querem bodes expiatórios, dos teóricos que querem o que o plantel não dá, de todos e mais alguns. No Bessa vi uma tentativa de ter uma equipa equilibrada e competitiva em campo, mas entre aquele golo a abrir que o brasileiro do Boavista nunca mais vai conseguir repetir (é a nossa sina) e o jogo musculado e agressivo à imagem dos seus adeptos, o resultado foi o mal menor. Se tiras o Plata e metes o Camacho, não estás a retirar um jovem que acertou muito pouco e que nem correr já conseguia, nem a dar confiança a um outro jovem que no próximo jogo pode render. Estás apenas a ser um idiota.

Deus te proteja e ao Sporting também.

SL

Leonel Pontes

Com todos os seus defeitos Marcel Keizer conseguiu chegar ao Sporting, encontrar uma equipa debilitada, muito mais fraca que os rivais e levá-la ao 3º lugar da Liga, à conquista da Taça de Portugal e também da Taça da Liga. Marcel Keizer foi uma aposta pessoal do presidente e facilmente se percebe que iria insistir nele até ao limite do possível.

A época começou muito mal, com uma derrota copiosa na Supertaça, mas três jornadas depois parecia que o pior tinha passado e estávamos na calha para um resto de temporada à semelhança da anterior.

Mas em pouco mais de 10 minutos, e por acção dum artista de circo irianiano e duma noite infeliz do nosso sub-capitão, tudo caiu por terra e a liderança da Liga transformou-se numa derrota humilhante em casa, e logo na véspera do fecho do período de transferências. E esse fecho traduziu-se na saída de dois dos titulares da véspera, e na entrada de três emprestados de potencial duvidoso, mas que se encaixavam nas necessidade apontadas por Keizer. 

Depois disto tudo despedir Keizer foi por um lado incontornável dadas as prestações da equipa e a derrota, mas por outro significou um fracasso colossal do presidente/estrutura na sua aposta para treinador, obrigando-os agora a colocar um técnico que estava a fazer um óptimo trabalho nos sub-23 a lidar com um plantel desequilibrado e fragilizado, se calhar bem distante das suas ideias de jogo, e sem espaço para recorrer aos seus jovens. Não custa muito prever que Leonel Pontes vá ter uma vida breve como treinador principal do Sporting. 

Pelo que, mais dia menos dia, veremos chegar um novo treinador. Quando se ouve falar em Pedro Caixinha ou Claude Puel, fica-se logo com um receio enorme de que venha por aí um novo Marcel Keizer, um treinador de segunda ou terceira linha europeia com umas coisas boas outras nem por isso, sem capacidade para transformar e potenciar a equipa e galvanizar os sócios. E duvido muito que valha a pena pensar em Leonardo Jardim, cidadão do belo principado do Mónaco e a facturar 4K euros líquidos por ano.

O Sporting não precisa de jogadores emprestados para reciclar. O Sporting precisa dum treinador experiente, carismático, inovador, potenciador da formação e sem olhar a idades ou estatutos no momento de escolher. Precisa dum novo Malcolm Allison (ou Bobby Robson ou Boloni) no banco, precisa dum novo Manuel Fernandes (ou Oceano) como adjunto, precisa dum novo Roger Spry na preparação física, para dar exemplos que todos percebam.

Por muito agradecidos que estejamos a quem nos deu duas taças, o Sporting não pode dar-se ao luxo de vir a ter um novo Marcel Keizer, acompanhado por um conterrâneo boa pessoa mais um jovem adjunto que andava pelas arábias e um preparador físico que ainda há pouco era fisioterapeuta.

Com tudo isto, Leonel Pontes só pode mesmo ter todo o nosso apoio. Incondicional.

SL

Quo Vadis Sporting?

Como não me canso de repetir, por muito importante que seja o ecletismo no Sporting, o futebol é a mola real do clube e nenhum presidente sobrevive a uma época catastrófica na modalidade. E como o Sporting começou muito mal a temporada, veio agora o seu presidente prestar contas na forma de entrevista sobre o desempenho da sua administração e opções tomadas neste seu primeiro ano de presidência.

De tudo o que disse, se calhar o mais importante foi reconhecer que existe um fosso relativamente aos dois rivais. Parece realmente que o Sporting está condenado ao fosso, temos o fosso do estádio, temos o fosso com os rivais, e não se ouviram fórmulas ou soluções para ultrapassar rapidamente qualquer deles. O que ouvimos é que existe uma estratégia e um esforço no sentido de o reduzir, apostando em competências e valores, no relançamento da formação e no posicionamento no mercado para alcançar mais valias significativas. E que não está a ser fácil reduzir esse fosso, antes ocorre um trabalho de sapa com progressões e recuos, e muitos inimigos interessados em o dificultar.

O apertar do cinto ocorrido neste mercado (com 30 jogadores cortados da folha de salários) é essencial para encontrar uma base sustentável, mas não permite competir com os rivais para os lugares da Champions e pode até colocar dificuldades no confronto com Braga e Guimarães para o acesso directo à Liga Europa.

Concordo com Varandas que (ao contrário do que aconteceu com Peseiro) Keizer terminou no momento certo, depois duma derrota em casa que tornou evidentes as fragilidades da equipa e depois do fecho do mercado que lhe roubou dois titulares dessa mesma equipa. Não tinha condições para continuar. Mas não concordo mesmo nada com ele quando diz que "Este grupo é mais competitivo, tem mais soluções e tem mais qualidade do que o plantel do ano passado.". 

O que me parece é que Leonel Pontes vai herdar um grupo desorientado e desequilibrado,  já bem diferente do ainda há pouco apresentado aos sócios, com jogadores estrangeiros para integrar em plena época, com vários jogadores com antecedentes clínicos que podem dar problemas em qualquer momento, sem o goleador das últimas épocas e que agora poderia voltar a ser o abono de família, com equívocos tácticos de Keizer para reverter, e em que o espírito forte que demonstrou no Jamor se perdeu algures na pré-época como confessou o seu capitão. Um grupo com seis extremos e sem um trinco, um grupo com um único ponta de lança mas com avançados que poucos golos marcam. Só se as soluções forem do tipo jogar com um guarda-redes, quatro defesas e seis extremos. Parece-me é que estamos cada vez mais no modelo de solução única, a solução Bruno Fernandes. 

Importa portanto ultrapassar bem depressa esta fase de emagrecimento e encontrar fórmulas para estreitar significativamente o tal fosso, voltar a investir mas com critério, contratar novos Bas Dosts, Bruno Fernandes, Acuñas, Mathieus ou Coates para juntar aos existentes e misturar com os melhores jovens que temos no plantel e nos sub-23, e voltar a dispor dum treinador competente, carismático e ganhador, à imagem dos grandes Malcolm Allison, Bobby Robson ou Laszlo Boloni.

Preferia que Leonel Pontes ficasse onde está, a fazer um óptimo trabalho nos sub-23, e viesse um treinador português experiente, de transição, tipo Jesualdo Ferreira. Mas se o treinador é Leonel Pontes, o importante é mesmo confiar nele e em Bruno Fernandes para aguentarem o barco no futuro próximo. 

Vamos então apoiá-los a 100%.

SL

Apertar do cinto

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Não conheço ao pormenor a situação financeira da SAD, incluindo a questão da negociação com a banca. Vou sabendo mais por jornais e comentadores do que pelo Sporting, o que é triste, mas não é difícil perceber que deve estar bem complicada e isso explica muito do que foi a actuação do clube nesta janela de mercado. Deixando de parte a questão desportiva, já por demais aqui comentada e vamos ter o resto da temporada para avaliar, podemos constatar que o Sporting fez negócios de venda/empréstimos com opção de compra obrigatória (incluindo Gelson Martins e Podence, Bruno Fernandes à parte) de 19 jogadores no valor de (números redondos) 90,000€ e de compra/entrada por empréstimo de oito jogadores no valor de 25,000€, um saldo positivo de 65,000€. 

Além disso, emprestou 11 jogadores com salários quase todos pagos pelos clubes de acolhimento. Foram então 30 jogadores que saíram da folha salarial, entrando 8. Não sei o que isto representa em poupança anual de salários, mas sairam vários jogadores de salários elevados a começar por Bas Dost e Petrovic, imagino da ordem de 30%. 

Resumindo, foi mesmo um grande apertar do cinto este verão em Alvalade. 

E ainda ficaram alguns casos para resolver:

1. Rafael Leão

2. Ruben Ribeiro

3. Mattheus Oliveira

4. Viviano

5. Irmão do Alan Ruiz, dizem que joga futebol

 

PS: As minhas contas foram as seguintes:

Saídas: 89,5
1. Gelson Martins 22,5
2. Raphinha 21,0
3. Thierry Correia 12,0
4. Matheus Pereira 10,0
5. Bas Dost 7,0
6. Podence 7,0
7. Felix Correia 3,5
8. Jonathan Silva 3,0
9. Domingos Duarte 3,0
10. Tiago Djaló 0,5
11. Salin 0,0
12. André Pinto 0,0
13. Petrovic 0,0
14. Mama Baldé 0,0
15. Wallyson 0,0
16. Jefferson 0,0
17. Ryan Gauld 0,0
18. Carlos Mané 0,0
19. Abdu Conté 0,0

Empréstimos:
1. Diaby
2. Gelson Dala 
3. Bruno Gaspar 
4. Ivanildo Fernandes
5. Lumor
6. Bragança
7. Francisco Geraldes
8. André Geraldes
9. Misic
10. Alan Ruiz
11. Leonardo Ruiz


Entradas: 23,5
1. Rosier 8,0
2. Vietto 7,5
3. Camacho 5,0
4. Eduardo 3,0
5. Neto 0,0
6. Jesé Rodríguez 0,0
7. Bolasie 0,0
8. Fernando 0,0

Saldo: 66,0

Estado de choque

Não há que esconder, a combinação entre a derrota caricata em casa que nos custou a liderança da liga, as últimas notícias de entradas e saídas de jogadores, e o silêncio ensurdecedor da comunicação do clube, colocaram-me em estado de choque, já nem sei se devo rir ou chorar quando oiço sobre titulares a sair e emprestados a entrar. A minha vontade de ir a Eindhoven acompanhar a equipa foi por água abaixo. Mas a minha Gamebox ninguém ma tira, estarei lá para o bom e para o mal. 

Não entendo porque Keizer não foi prontamente demitido após a derrota e em vez disso saem jogadores muito apreciados pelo mesmo Keizer, Raphinha, Diaby e mesmo Thierry Correia. Se Keizer com eles não conseguiu, com novos jogadores para integrar vai conseguir?

Não entendo como tendo Battaglia e Rosier ainda sem condições físicas para jogar se pensa em jogadores que registaram lesões igualmente graves há pouco tempo.

Não entendo quando se liberta Bas Dost para poupar no salário e se vai pagar pouco menos a um sucessivamente emprestado "Matheus Pereira" do PSG que poucos golos marca.

Não entendo o empréstimo de Bruno Gaspar (mais um protegido de Keizer) ao Olympiakos sem ficar bem claro para os sócios o acordo sobre a questão Podence.

Não entendo se o problema são as heranças do passado (com muitas contas para acertar com jogadores e empresários), se o problema é o aperto financeiro, se o problema é a falta dum profissional competente à frente do futebol profissional, se o problema é dar o braço a torcer no que respeita ao treinador e equipa técnica.

O que entendo é que os objectivos do clube para esta temporada estão a ser postos seriamente em causa, felizmente o Braga e o Guimarães vão andar distraidos por causa da Europa, mas a oportunidade para ultrapassar pelo menos um dos rivais e chegar à Champions está a perder-se por completo. E não são os Pedros Brazes deste mundo que me vão pôr a pensar o contrário.

E alguém vai pagar a factura.

SL

Changing Time

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Há mais ou menos um ano José Peseiro perdeu um jogo em casa para a Taça da Liga com o Estoril, com dois golos sofridos muito da responsabilidade de André Pinto, e hoje Marcel Keizer perdeu um jogo em casa para a Liga com o Rio Ave, com dois golos sofridos (o segundo penálti marcado é de bradar aos céus) muito da responsabilidade de Coates. E José Peseiro foi, na minha opinião mal no momento que foi, despedido.

Tentando esquecer o resultado final e a falta de sorte naquela cabeçada de Acuña, que só estava naquela posição pela entrada de Borja minutos antes, hoje em Alvalade dum lado estavam onze jogadores do outro uma equipa e um treinador. Como os jogadores (pelo menos alguns) são muito bons, assim tivemos os dois golos do Sporting e por pouco tínhamos mais dois para chegar ao resultado que tinha vaticinado 4-2.

Mas como do outro lado existia uma equipa e um treinador, que soube muito bem jogar com o espaço e o tempo, e como a capacidade do Sporting jogar 90 minutos num ritmo elevado é pouca ou nenhuma, e em vez dum trinco tem dois médios de transição incapazes de gerir o ritmo do jogo, aconteceu o que aconteceu. Confortável a sair a jogar mesmo a perder, provocar o erro da defesa do Sporting colocando um jogador (o Marega ao pé deste iraniano é uma doçura) em aceleração em cima dum central lento, o Rio Ave colocou sempre o coração dos Sportinguistas como eu em sobressalto.

Por muito que me custe, pela gratidão que tenho pelas vitórias da época passada, e pela minha insistência (à Pinto da Costa) na estabilidade dos treinadores, acho sinceramente que o tempo de Marcel Keizer acabou à frente do Sporting.

Estou mesmo chateado. Por aqui me fico.

SL

Sporting B

Sporting_B_2012-13.jpg

 

Enquanto não chega sábado para (acredito que sim) chegarmos à paragem da Liga na sua liderança, e ao dia 2 para sabermos se temos condições de a manter por muito tempo, trago aqui aquela equipa que Bruno de Carvalho recebeu de Godinho Lopes, e que deu para muita coisa: abastecer o plantel principal, ganhar milhões, deixar ir embora por tostões, aproveitar e desbaratar. Sete anos depois alguns destes jogadores estão ou passaram por grandes clubes europeus.

O Sporting B 2012/2013 dirigido por Manuel Fernandes e treinado por Oceano/Dominguez chegou ao fim na 2.ª Liga na 4.ª posição, e  equipa-tipo era qualquer coisa como: Golas; Santiago Arias, Pedro Mendes (Tobias), Ilori (Dier), Mica Pinto; Zezinho (Fokobo), João Mário, Kikas (Iuri Medeiros); Esgaio, Diego Rubio (Betinho) e Bruma (Podence).

Se bem me recordo, o melhor marcador e batedor de penáltis era... Ricardo Esgaio.

O Sporting B que Frederico Varandas recebeu de Bruno de Carvalho foi o que sabemos. Equipa irresponsavelmente extinta. Porto, Benfica, Braga e Guimarães continuam com equipas B, o Benfica abastece o plantel principal a partir da equipa B, Ferro e companhia chegam à titularidade com dezenas de jogos pela B, como fazia o Sporting noutros tempos.

O Sporting... ficou reduzido a uma equipa sub-23 que no ano passado conseguiu somar actuações medíocres e ficar atrás de Rio Ave e Desp. Aves, e este ano, acertadas as agulhas ao nível de treinador e beneficiando da selecção feita na pré-época por Marcel Keizer, segue na liderança com 4V e 14-1 de golos. 

Mas não nos iludamos: os jogos dos sub-23 não têm nada que ver com os da 2.ª Liga, e a evolução proporcionada aos jogadores também não. Por isso dois dos melhores jogadores da época passada, Bragança e Elves Baldé, foram colocados em clubes da 2.ª Liga e também por isso outros, mais velhos, foram vendidos ou emprestados.

A equipa B tem tradição no Sporting. Por ela passaram, entre 2000 e 2004 e a competir na 2.ª B, jogadores que foram importantes para o Sporting e/ou Selecção Nacional como Cristiano Ronaldo, Quaresma, José Fonte, Beto, Carlos Martins, Custódio, Miguel Garcia e Djaló.

A aposta pelo Sporting na formação passa necessariamente pela existência duma equipa B. Para quando, Frederico Varandas? O que é que está a faltar para que isso aconteça?

SL

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