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És a nossa Fé!

O dia seguinte

Depois de dois empates comprometedores, o Sporting venceu ontem em Faro um desafio crucial para manter o avanço na luta pelo título e, muito importante, atingir o principal objectivo da época, o acesso directo à Champions. Foi uma vitória merecida, defrontando uma equipa que deixou a pele em campo, e com uma arbitragem isenta, do melhor ao nível nacional. Foi mais vez uma vitória com cunho Alcochete, dado por Gonçalo Inácio, Nuno Mendes, Palhinha, João Mário, Matheus Nunes e Daniel Bragança, estando do outro lado ainda Beto e Ryan Gauld. São 27 jogos do Sporting na 1.ª Liga sem derrotas, Rúben Amorim continua a bater records internos. Por isso, estamos todos de parabéns. Desfrutemos, mas não nos esqueçamos que ainda faltam sete finais para que o que todos queremos seja possível. 

Mais uma vez injustamente castigado, Rúben passeou-se no camarote como um leão numa jaula, impotente para ajudar da melhor forma a equipa, acossada por um Farense que entrou em campo com um pressing a todo o campo que comprometia a estratégia delineada e provocava o erro. Se a ideia de Rúben era ter com Bragança uma distribuição mais eficaz para os alas através do passe longo, e em João Mário o vagabundo provocador de desequílibrios, num 5-3-2 que apelava às combinações Paulinho e Pedro Gonçalves no ataque ao golo, o que muitas vezes teve foi um meio campo em trabalhos forçados, incapaz de estancar o jogo adversário, porque Bragança não tem físico nem intensidade defensiva, os alas viviam condicionados no avanço pelas bolas em profundidade de Ryan Gauld e companhia,  e a defesa, amputada de Feddal e Neto, era um susto a cada canto ou bola parada do Farense. No ataque João Mário tanto desequilibrava como falhava, Paulinho esquecia-se que era ponta de lança, teve de ser o do costume a pôr ordem na casa no meio de tanto desperdício. No meio daquilo tudo, Adán e Beto eram de longe os melhores em campo.

E quando Rúben tirou João Mário em vez de o devolver ao comando do meio-campo a verdade é que tudo ainda se tornou pior: foi um final de sufoco, quase um milagre sairmos de Faro com 3 pontos. Eu confesso que pelos 80 e tal minutos fui arrumar o carro, ainda me podia dar uma coisa má. Pelo menos assim não demorou muito para que aquilo terminasse. Mais logo vou ver o jogo com calma, não devo ter perdido muito.

 

Foi um jogo estranho, um jogo "de matraquilhos", se calhar divertido de ver para quem está de fora, mas quanto a mim dos piores do Sporting esta época. O Farense teve mais oportunidades ontem, incluindo aqui as três situações que poderiam ser penaltis com qualquer Godinho da praça, do que as últimas cinco ou seis equipas que defrontaram o Sporting todas juntas. Naquele descontrolo todo, o resultado final podia ter sido bem diferente, e nesse caso estaríamos aqui a dizer do piorio de tudo e todos.

Se calhar não é altura de trocar a fórmula que nos trouxe até aqui, a do controlo do jogo, da temporização, da paciência para encontrar os espaços para ganhar sem conceder facilidades ao adversário. Mesmo que alguns não gostem. Digo eu, posso estar enganado.

Mas já passou. E agora o que importa é renovar a tranquilidade, renovar a confiança, e ganhar a próxima final. Porque no esforço, dedicação e devoção desta equipa, estrutura técnica incluída, nunca houve nada a apontar. Ontem foi mais um exemplo disso.

 

PS: Ryan Gauld não tem mesmo lugar no nosso plantel para a próxima época? Que me perdoem os que lá estão, mas quem é que temos melhor no meio-campo?

 

#OndeVaiUmVãoTodos

SL

Amanhã à noite em Faro

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Vamos ter então amanhã o sexto do ciclo de sete jogos com equipas acessíveis, fora do grupo dos três perseguidores: Santa Clara (C), Tondela (F), Guimarães (C), Moreirense (F), Famalicão (C), Farense (F) e B-SAD (C). E a verdade é que acessíveis podem ser e são de facto, mas têm-se demonstrado bem complicadas de ultrapassar, e relativamente à primeira volta já perdemos 2 pontos.

Este Farense foi também bem difícil de ultrapassar na primeira volta: ganhámos apenas no final, com a tal estrelinha que muito nos está a faltar agora. Conta com Ryan Gauld, que no meu entender teria lugar no nosso plantel, e amanhã espero que não venhamos a ter mais uma prova evidente disso. Vai ser uma final. Já desperdiçámos demasiado, temos mesmo de ganhar.

Desta vez parece que Rúben Amorim tem todo o plantel disponível. Ele é que não está, e a verdade é que talvez seja melhor assim: pode proteger-se melhor a si mesmo e estar mais tranquilo e focalizado para tomar as melhores decisões. Recordam-se de ter aqui dito e repetido que faltava alguém mais velho e calejado no banco e a acompanhar a equipa para o proteger? Um Manolo Vidal ou um Octávio Machado?  Pois...

Imagino então que Amorim convoque os seguintes elementos:

Guarda-redes: Adán e Max.

Defesas Centrais: Neto, Coates, Feddal, Inácio e Matheus Reis.

Alas: Porro e Nuno Mendes.

Médios Centro: Palhinha, João Mário, Bragança e Matheus Nunes.

Interiores: Pedro Gonçalves, Jovane, Tabata, Nuno Santos e Plata.

Ponta de lança: Tiago Tomás e Paulinho.

 

Na meu último post "O dia seguinte" deixei a minha opinião sobre o onze, a troca do 3-4-3 do início por um 3-5-2 através do recurso a um terceiro médio, seja ele Daniel Bragança ou o próprio Pedro Gonçalves: não tem funcionado, a equipa constrói muito e marca pouco.

O meu onze é então o seguinte:

Adán; Inácio, Coates e Feddal; Porro, Palhinha, João Mário e Nuno Mendes; Pedro Gonçalves, Paulinho e Nuno Santos.

 

Concluindo,

Amanhã o Sporting entra em campo para ultrapassar o Farense e manter a vantagem pontual na liderança da Liga.

Considerando o sistema táctico de Rúben Amorim, qual seria o vosso onze?

 

#OndeVaiUmVãoTodos

 

PS: Na última jornada só eu acertei. Infelizmente.

SL

O dia seguinte

Começando pelo princípio, o Sporting continua na liderança da Liga, invicto, com uma margem ainda confortável relativamente ao mais directo perseguidor e só depende dele mesmo para assegurar o título. Nesta recta final nota-se também um cerrar de fileiras do universo Sportinguista à volta duma equipa maioritariamente jovem e sem experiência nestas andanças, treinadores incluídos, mas de enorme valor. O que nos fez chegar até aqui tem de servir para nos levar a bom porto, não podemos duvidar das nossas qualidades.

Mas parece-me evidente que esta pausa da Liga pelos compromissos das selecções fez mal ao plantel. Por um lado distraiu aqueles que como Nuno Mendes ou Porro foram justamente promovidos à titularidade das selecções respectivas, e falham o que dantes acertavam, por outro impediu a melhor integração de Paulinho. E se é verdade que o Paulinho já contribuiu com um golo e uma assistência para golo, também é que a equipa parece que joga como dantes, quando não tinha ponta de lança. Quantos centros de Nuno Mendes ou Porro já encontraram nestes dois jogos a cabeça ou os pés de Paulinho? Zero? Ontem até o Tiago Tomás, com o Paulinho completamente desmarcado atrás da linha da defesa, centra entre essa linha defensiva e o guarda-redes.

 

Por outro lado, e sabendo que os adversários chegam com a lição bem estudada, Rúben Amorim tem tentado algumas trocas posicionais que sinceramente penso que têm baralhado mais a própria equipa do que o adversário. Ontem até tivemos uma troca de alas que durou alguns minutos sem qualquer proveito. João Mário, nesta altura da carreira e até porque não tem golo, rende muito mais em posições recuadas. E golo é coisa que Daniel Bragança também não tem.

Pelo contrário, Pedro Gonçalves é o melhor marcador da equipa, não pode abandonar a zona onde faz a diferença. Também Nuno Santos rende golos e faz assistências, o Tiago joga mal de cabeça e desperdiça mais oportunidades do  que marca. Marcar golos fica mais fácil contando com quem tem mais facilidade de os marcar...

E ontem a questão passou muito por aqui. Com este treinador e alguns reforços o Famalicão acertou agulhas e mostrou-se uma equipa organizada e perigosa, muito pelo talento dum ou doutro, tapando bem a sua baliza e lançando contra-ataques venenosos. O Sporting na primeira parte, num 3-5-2 muito assimétrico, sentiu muitas dificuldades em assentar o seu jogo, o amarelo cirúrgico a Palhinha cedo o condicionou, na ala esquerda a articulação Nuno Mendes-João Mário deixava muito a desejar, na outra ala a coisa era ainda pior. Pedro Gonçalves, vagabundo, compensava muita coisa, como no lance do golo onde caiu em cima e desarmou o miúdo adversário e ainda foi receber o passe de Paulinho para encostar para golo.

Mas logo a seguir veio o golo muito consentido do Famalicão: mais uma falha de Porro, no princípio daquilo tudo, impediu que a equipa serenasse e estabilizasse o seu jogo. 

 

Veio o intervalo e o Rúben entendeu (e bem) que tinha de agitar o jogo. Tentou melhorar a construção desde trás com Matheus Reis e Daniel Bragança. E tivemos um segundo tempo com menos controlo e mais intensidade, mais oportunidades de golo, mas todas ingloriamente desperdiçadas por outros jogadores que não Paulinho. A equipa parecia ignorá-lo na sua pressa para despachar o assunto.

Aqui temos de falar na saída de João Mário que levou Pedro Gonçalves para organizador de jogo. O melhor marcador do Sporting foi trocado por mais um Daniel Bragança. Os dois chegaram a atropelar-se em campo. E depois o Pedro falhava aquela bola que Jovane falhou? Se calhar não.

 

Concluindo, parece-me - e o meu sofá concorda - que nesta fase final do campeonato se deveria insistir na fórmula que nos ajudou a conquistar a liderança, o 3-4-3, com três avançados claramente assumidos, se calhar Nuno Santos - Paulinho - Pedro Gonçalves, e apostar num futebol menos rendilhado e mais directo aproveitando a capacidade de centro dos dois alas. Mas Rúben é que sabe, ou não tivesse sido ele quem inventou a dita fórmula.

Mas chega de resmunguices. Este período em que os remates saem prensados e os cabeceamentos para longe da baliza vai ter de terminar: Faro será o melhor local do mundo para voltarmos às vitórias. 

 

Força rapazes, nós acreditamos em vocês !!!

#OndeVaiUmVãoTodos

SL

Amanhã à noite em Alvalade

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Vamos ter então amanhã o quinto do ciclo de sete jogos com equipas acessíveis, fora do grupo dos três perseguidores: Santa Clara (C), Tondela (F), Guimarães (C), Moreirense (F), Famalicão (C), Farense (F) e B-SAD (C). Mesmo com o empate sofrido na visita ao Moreirense ainda podemos igualar a pontuação obtida na primeira volta, temos é que vencer os três que faltam.

Este Famalicão é talvez a equipa mais imprevisível desta Liga, pela diversidade de jogadores e treinadores utilizados, mas o facto é que com João Pedro Sousa no comando deles fomos largamente superiores na 1.ª volta. Mas empatámos nas condições que sabemos. Agora, que eles apresentam o terceiro treinador da temporada, temos mesmo de ganhar.

Felizmente o plantel está todo disponível, Nuno Mendes teve mesmo sorte em ter saído do último jogo sem nada de grave a lamentar.

 

Imagino então que Amorim convoque os seguintes elementos:

Guarda-redes: Adán e Max.

Defesas Centrais: Neto, Feddal, Inácio, Matheus Reis e Coates.

Alas: Porro, Nuno Mendes.

Médios Centro: Palhinha, João Mário, Bragança, Matheus Nunes.

Interiores: Pedro Gonçalves, Jovane, Tabata,  Nuno Santos e Plata.

Ponta de lança: Tiago Tomás e Paulinho.

 

E apostava no seguinte onze de tracção à frente:

Adán; Inácio, Coates e Feddal; Porro, Palhinha, João Mário e Nuno Mendes; Pedro Gonçalves, Paulinho e Tiago Tomás.

 

Concluindo,

Amanhã o Sporting entra em campo para ultrapassar o Famalicão e manter a vantagem pontual na liderança da Liga.

Considerando o sistema táctico de Rúben Amorim, qual seria o vosso onze?

 

#OndeVaiUmVãoTodos

PS: Na última jornada ninguém acertou, Amorim voltou a trocar-nos as voltas.

SL

O dia seguinte

Ontem ficou mais uma vez evidente que não vale a pena lançar foguetes antes da festa, e que a vantagem conquistada rapidamente pode desaparecer, basta acontecerem mais uns jogos como os de ontem, onde tudo o que havia para correr mal ao Sporting correu, e tudo o que havia para correr bem aos outros também, com Porto e Braga a resolverem os seus jogos bem perto do apito final, e Benfica a ter uma prenda de Páscoa dum seu ex-jogador. O Marítimo especializou-se no assunto e o seu presidente bate palmas.

Que dizer dum jogo em que chegados à vantagem tivemos um jogador lesionado por uma entrada brutal, dois golos anulados por fora de jogo de centímetros, mais algumas oportunidades desperdiçadas por evidente falta de sorte, e levamos com um golo no final dum remate do outro mundo sem que Adán conseguisse fazer uma defesa que se visse o jogo inteiro?

Obviamente que a primeira parte do Sporting foi superior à segunda, o desgaste físico e mental dos jogos das selecções fez-se sentir para alguns menos habituados àquelas andanças, faltou alguma intensidade no final e Porro não estava no lugar para travar o Abdu Conté (tinha de ser mais uma vez um ex-jogador nosso a intervir no lance decisivo). Mas João Mário fez um jogo tremendo, muito bem acompanhado por Bragança. Paulinho e Pote mostraram que vão fazer uma dupla de categoria lá na frente, Palhinha esteve ao seu nível, e da defesa nada a dizer em desabono.

Sofremos mais um golo, é verdade, mas aquele remate era indefensável. Como o foi o do Famalicão que deu o empate final.

Segue-se agora esse mesmo Famalicão, no momento em grande crescendo de forma, e temos mesmo que ganhar. E vamos ganhar.

Nós acreditamos em vocês!!!

#OndeVaiUmVãoTodos

SL

Amanhã à noite em Moreira de Cónegos

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Depois da paragem pelos compromissos das selecções, temos amanhã o quarto do ciclo de sete jogos com equipas acessíveis, fora do grupo dos três perseguidores: Santa Clara (C), Tondela (F), Guimarães (C), Moreirense (F), Famalicão (C), Farense (F) e B-SAD (C). Com excepção do Famalicão, vencemos todos na primeira volta. 

Vamos então visitar um estádio simples e funcional nos arredores de Guimarães, onde estive na bancada do outro lado para ver o Sporting de Jorge Jesus de há três anos, que vinha só com vitórias na Liga, fazer uma pobre exibição e deixar dois pontos na véspera de receber o Barcelona, com Gelson Martins anulado, Alan Ruiz numa sinfonia de disparate que o fez sair ao intervalo e um Iuri Medeiros que entrou depois e confessou pela última (?) vez a sua incapacidade de aguentar o peso da camisola do Sporting. 

O Moreirense não foi uma equipa fácil em Alvalade, já mudou mais uma vez de treinador e encontra-se numa posição tranquila no meio da tabela, empatando recentemente em casa com o Benfica.

Felizmente temos todo o plantel disponível, Plata reintegrado (um jogador em que acredito muito) e alguns vindos com a moral em alta das selecções, como Porro, Nuno Mendes, Palhinha e Bragança.

 

Imagino então que Amorim convoque os seguintes elementos:

Guarda-redes: Adán e Max.

Defesas Centrais: Neto, Feddal, Inácio, Matheus Reis e Coates.

Alas: Porro, Nuno Mendes.

Médios Centro: Palhinha, João Mário, Bragança, Matheus Nunes.

Interiores: Pedro Gonçalves, Jovane, Tabata,  Nuno Santos e Plata.

Ponta de lança: Tiago Tomás e Paulinho.

 

E apostava no seguinte onze que mantém a linha avançada que funcionou bem contra o Guimarães e permite ter um Paulinho no banco para dar a volta ao texto quando for necessário:

Adán; Inácio, Coates e Feddal; Porro, Palhinha, João Mário e Nuno Mendes; Pedro Gonçalves, Bragança e Tiago Tomás.

 

Concluindo,

Amanhã o Sporting entra em campo para ultrapassar o Moreirense e manter a vantagem pontual na liderança da Liga.

Considerando o sistema táctico de Rúben Amorim, qual seria o vosso onze?

 

#OndeVaiUmVãoTodos

 

PS: Na outra semana ninguém previu a entrada do Bragança no onze inicial. 

SL

Empresários e comissões

Um destes dias, em conversa com alguém que passou brevemente pela presidência dum clube de Lisboa há uns bons anos, ele dizia que uma vez pegou no telefone para falar com um jogador que até conhecia, para o convidar a vir para o clube, ele sim senhor que sim a tudo, até que no dia seguinte recebeu uma chamada do empresário a dizer que podia esquecer o jogador e qualquer um representado por ele. E aconteceu assim mesmo. Se calhar por isso mesmo não durou lá muito.

Recordo-me também duma conversa telefónica mesmo ao meu lado enquanto esperava pela abertura de portas do estádio do Bonfim no tempo de Keizer, do empresário ou de alguém ligado a ele, do Matheus Pereira, num frenesim para falar com Hugo Viana sobre o regresso imediato do jogador do empréstimo mal sucedido da Alemanha, coisa que acabou por não se concretizar.

Quer se concorde ou não com a situação, ou que se tente impor regras, no futebol profissional de hoje os jogadores funcionam como pequenas (?) empresas onde o CEO é o empresário. Claro que o dono da empresa (o jogador) pode mudar de empresário, mas o que não pode é pensar que pode fazer o que quer e o que lhe apetece. E assim, um clube sabe que ao lado dum seu jogador está sempre o seu empresário. O que me faz lembrar um tinto da minha terra... 

 

Quando se analisam as boas ou má compras e vendas do Sporting nos últimos tempos, não se pode simplesmente dizer que o Sporting não devia ter vendido A ou B pelos valores que conseguiu sem perceber a dinâmica da relação com jogador e empresário.

Para um empresário é insustentável ter um jogador com potencial como Matheus Pereira, Domingos Duarte ou tantos outros, a saltar de empréstimo em empréstimo sem perspectivas de chegar a titular do seu clube e depois até dar o salto para a alta roda, e vai tentar forçar a saída de todas as formas para um clube que o recompense a ele e ao jogador. O Sporting tem de entender isto: ou os convence que é para apostar a sério ou tem mesmo que vender. Se não o fizer corre o risco de o ver sair a custo zero para a concorrência, como aconteceu com Carrillo. 

Agora está a acontecer algo semelhante com Gonzalo Plata e Rafael Camacho, dois extremos talentosos com dificuldades em imporem-se no esquema sem extremos de Amorim, e com os dois pontas de lança emprestados, Pedro Marques e Pedro Mendes. Ou o Sporting cria as condições para que os jogadores evoluam na equipa principal, e Amorim já veio dizer que está disposto a isso no caso de Plata, ou vai ter mesmo que vender. 

 

Falar de empresários é falar de comissões. E como hoje nada se faz sem eles, há comissões nas compras, nas vendas, nos primeiros contratos, nas renovações, cada caso é um caso, não existem regras definidas.

O esforço que o Sporting está a fazer na fidelização dos jovens e dos mais importantes do plantel obviamente tem custos de intermediação, aos quais acrescem as compras e as colocações de quem se pretende colocar. 

 

Com tudo isso é bom saber algumas coisas:

1. Que a fase dos "negócios" de corda ao pescoço decorrentes do assalto a Alcochete está ultrapassada, e é coisa para não mais repetir, apenas para responsabilizar quem lá foi assaltar e quem criou as condições para o assalto. 

2. Que não estão a acontecer compras "esquisitas" de "iniciativa presidencial", tipo Spalvis e Castaignos, nem autocarros de "promessas" para a equipa B, tipo Sackos, Dramés e Gazelas, mesmo nas piores compras se pode entender a racionalidade das mesmas.

3. Que segundo a FPF (https://maisfutebol.iol.pt/servicos-de-intermediacao/fc-porto/negocios-sad-do-benfica-continua-a-ser-a-que-mais-paga-em-comissoes) o Sporting é o clube que dos 4 maiores portugueses menos pagou em comissões nos últimos tempos:

                      1. Benfica : 20,3 M€

                      2. Porto: 15,4 M€

                      3. Braga: 9,9 M€

                      4. Sporting: 8.5 M€

 

Longe vão os tempos em que o ex-presidente na sequência do caso Adrien mandava os jogadores defenderem os seus interesses, porque ele estava lá para defender os interesses do Sporting. Claro que depois alguns fizeram... isso mesmo, e quem se lixou foi... ele mesmo. E também o Sporting.

Agora o que se vê é um Sporting próximo dos jogadores e dos seus diferentes empresários, sem qualquer posição dominante da Gestifute/Jorge Mendes, e é assim que deve acontecer. Obviamente quando for o momento das grandes vendas lá aparecerá o maior empresário do mundo a intervir no negócio, mas isso pelos vistos é incontornável, e servindo os interesses do Sporting nada a opor.

 

#OndeVaiUmVãoTodos

SL

A equipa-sombra

No mundo do scouting do futebol actual é obrigatório manter sob observação um conjunto de jogadores que se podem constituir como alternativa ao onze titular, a chamada equipa sombra, para rapidamente se avançar na contratação em caso de saída do titular.

No Sporting - e muito bem - esse trabalho está a ser feito dentro de casa. Além das competições em curso de sub-23 e Campeonato de Portugal, Rúben Amorim tem andado numa observação constante de miúdos com idades de juvenis e juniores para constituir a tal reserva que poderá ser aposta num prazo mais ou menos curto. Foi ele mesmo que lançou Gonçalo Inácio, Nuno Mendes e Tiago Tomás, todos já titulares na primeira equipa, pelo que vamos ver em breve esse trabalho dar frutos, preparando assim também o plantel da próxima época.

Trata-se dum trabalho que tem de ser feito com muito cuidado e em estreita ligação com a Direcção, porque o simples facto de ser conhecida a aposta num jovem logo o torna num alvo apetecível para os empresários e para a concorrência. Por isso qualquer aposta tem de estar salvaguardada contratualmente.

É nesta lógica que vi a pré-época de Palhinha ou as situações de Jovane e Plata pós-mercado de inverno. Compromisso primeiro, aposta depois. Hoje é complicado ter jogadores no último ano de contrato: a tentação dos mesmos e dos respectivos empresários pela saída a custo zero é enorme. Todos nos lembramos do que aconteceu no tempo de Jesualdo Ferreira: apostar e valorizar para depois deixar sair por tuta e meia.

 

Já agora é curioso verificar que do outro lado da 2.ª circular reina a desorientação, Vieira já duvida da própria sombra e põe em causa o até agora aclamado responsável da formação, Pedro Mil Homens, exactamente aquele que com o know-how de Alcochete permitiu ao Seixal recuperar o atraso e mesmo ultrapassá-lo a diversos níveis, https://www.record.pt/futebol/futebol-nacional/liga-nos/benfica/detalhe/luis-filipe-vieira-quer-mais-qualidade-no-trabalho-desempenhado-na-formacao-do-benfica, parece que vai lá pôr o Simão Sabrosa (clap clap clap), incapaz de confessar que o responsável foi ele mesmo quando andou a vender gato por lebre. Quando sentiu o tapete fugir debaixo dos pés, voltou a meter a raposa no galinheiro.

Força Vieira, estamos contigo, faz lá o Jesus engolir o Florentino e o Gedson, pagamos para ver. 

 

Mas voltando ao início, convidava todos a fazerem a tal equipa-sombra, com base nos plantéis publicados no site do Sporting, e de acordo com o modelo de Amorim.

A minha é a seguinte, mas há mais jovens de qualidade que poderiam ali estar:

GR : Diego Callai (16 anos, no Sporting desde 2015)

AD : Hevertton Santos (20 anos, 2011)

DC: Chico Lamba (18 anos, 2014), Eduardo Quaresma (19 anos, 2011), João Goulart (21 anos, 2015) 

AE : Flávio Nazinho (17 anos, 2018)

MC: Dário Essugo (16 anos, 2014) e Nuno Moreira (19 anos, 2007)

ID: Joelson Fernandes (18 anos, 2014)

IE : Tiago Ferreira (19 anos, 2010)

PL: Bruno Tavares (19 anos, 2010)

Se calhar veremos muitos destes na próxima época a repartir o seu tempo entre a A e a B, esta que provavelmente irá competir na nova 3.ª liga que vai arrancar.

SL

O dia seguinte

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Agora que o caminho para o sucesso da época está bem mais desbravado, agora que se começa a vislumbrar alguma coisa de muito bom no fim do mesmo, muitos se interrogam como vai ser o dia seguinte.

Obviamente, desde que me lembro, com João Rocha e com outros depois, ainda há pouco com Varandas, a seguir a uma época de sucesso vieram uma ou mais de fracasso total e completo: os treinadores eram despedidos, alguns dos melhores jogadores debandavam, outros alucinavam, os aplausos depressa se transformavam em assobios, enfim, o Sporting tem convivido muito mal com o seu próprio sucesso.

Como será então desta vez? Vai haver debandada? Vamos ser competitivos na Champions? Vamos conseguir lidar com o esforço acrescido que os dois rivais irão fazer? Amorim terá capacidade para gerir um Sporting europeu?  

 

Acredito que desta vez existem condições para que as coisas sejam diferentes para melhor.

Por um lado, porque todos nos lembramos do que custaram os erros de casting no passado recente, das diversas caras que muito prometiam e pouco cumpriam, dos autocarros anuais de reforços que misturavam craques e pernas de pau, dos empréstimos de coxos no físico ou na cabeça, no descomprometimento de parte do plantel para com o clube, das claques que hostilizavam jogadores nas bancadas e invadiam Alcochete para lhes bater, no fundo do muito que penámos para aqui chegar.

Por outro, porque finalmente temos estabilidade a nível de comando, um compromisso forte entre presidente, director de futebol e treinador, que se estende a todo o futebol do clube, do pólo EUL a Alcochete, alicerçado na aposta na formação a todos os níveis, na insistência na educação comportamental e de valores e na sequenciação de equipas estruturadas e articuladas a culminar na 1.ª equipa. A próxima época está já a ser preparada, sabe-se bem o que se precisa e o que se pode dispensar.

 

A estabilidade é condição essencial para o sucesso. Chegar, ver e vencer no futebol acontece quando o "rei faz anos". Não podemos falar dos sucessos do Porto sem falar dos largos anos que Pinto da Costa leva à frente do clube, todos nos lembramos do que foram os primeiros anos de Vieira à frente do Benfica, ou do crescimento que tem o Braga com Salvador que o distanciou do vizinho Vitória de Guimarães. 

O Sporting - e aqui falo no que respeito ao futebol masculino, porque no que respeita ao resto outra avaliação será necessário fazer - atravessa um momento notável de crescimento. No que respeita ao rendimento desportivo prosseguimos bem isolados no comando da 1.ª Liga. Quanto à valorização do plantel, de acordo com o Transfermark, o mesmo subiu 11% desde a última avaliação, descolámos do Braga e aproximamo-nos dos dois rivais:

A 6/2/2021:

1º - Sporting - 45 pts - 168M€

2º - Porto - 39 pts - 262 M€

3º - Braga - 36 pts - 109 M€

4º - Benfica - 34 pts - 288 M€

 

A 25/3/2021:

1º - Sporting - 64 pts - 187M€ (+19pts, +11%)

2º - Porto - 54 pts - 263 M€ (+15pts, 0%)

3º - Benfica - 51 pts - 261 M€ (+15pts, -10%)

4º - Braga - 50 pts - 115 M€ (+16pts, +6%)

 

Os recentes compromissos das selecções vieram evidenciar o valor do plantel do Sporting. Porro a titular da selecção A de Espanha, Feddal na de Marrocos, Nuno Mendes na de Portugal com Palhinha e Neto, Plata na do Equador (que segue apenas atrás do Brasil e da Argentina no apuramento para o Mundial), Coates foi dispensado pelo Uruguai, Pedro Gonçalves, Tiago Tomás e Luis Maximiano estão nos sub-21. E pelo que vimos da nossa selecção, não faltará muito para Palhinha e Paulinho serem titulares.

Depois existe a outra face da moeda, a parte financeira, mas obviamente que essa só terá solução se a desportiva a tiver também. Obviamente que o Sporting tem dívida, mas dívidas todos os clubes têm, importa é ser uma dívida sustentável e que não existam situações de incumprimento contratual que envergonhem o nome do clube. O Sporting neste momento goza de credibilidade financeira que lhe permite reforçar-se no mercado interno, comprando ao Braga e a outros clubes, e no externo a grandes clubes como o Liverpool e o Manchester City, e consegue vender também a grandes clubes como o Manchester United. O desempenho conseguido por Bruno Fernandes ajuda também a dar visibilidade internacional neste momento ao produto Sporting. A entrada na Champions, além do encaixe financeiro directo, valorizará ainda mais o plantel e proporcionar outras vendas importantes.

Mas faltam coisas essenciais para esse dia seguinte. A primeira é acabarmos bem este, ainda falta muito para o tal final feliz, e não podemos iludir-nos com facilidades e bazófias. A segunda somos nós todos, sócios e adeptos, sem necessidade de "associações" parasitas, "enchermos" Alvalade e sermos de novo o 12.º jogador de que a equipa precisa e tanto merece. 

#OndeVaiUmVãoTodos

SL

Regresso ao futuro

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Foi em 8 de Março de 2020 a estreia de Rúben Amorim como treinador do Sporting, numa tarde marcada por uma manifestação patrocinada pela Juveleo do lado de fora de Alvalade e um clima de insatisfação generalizado dentro dele, cavalgado e amplificado por aqueles que depois da manifestação entraram no estádio para acabar o que tinham começado fora dele. 

Foi também o último jogo do Sporting com público no estádio. O futebol parou, os jogadores recolheram às suas casas e quando voltaram depararam-se com as bancadas vazias.

E com as bancadas vazias veio um novo Sporting, com um plantel renovado, assente na formação e a somar vitórias. Foram mais de 30 vitórias para apenas 4 derrotas, uma taça ganha. 

 

Quando se planta uma árvore, temos de regar e amparar. Depois vai enraizar e encorpar,  nessa altura já não precisa de nós. Com a equipa de futebol do Sporting é a mesma coisa: as bancadas vazias foram a sua água e o seu amparo, a tranquilidade que precisava para se focar em pôr em prática o que treinava, para crescer enquanto equipa. Mas mesmo agora, que já se encontra forte e viçosa, preparada para todas as intempéries, sente a falta do carinho e dos aplausos. Foi tempo demasiado sem eles.

Um dia destes, sócios e adeptos voltarão aos estádios. Se calhar duma forma mais controlada e protegida, com as claques obrigadas ao escrutínio das autoridades via cartão de adepto, com bilhetes e cartões de época nominais e de venda reservada aos clubes, acabando com a candonga organizada e o poder de alguns à custa de todos. Poderá ser uma boa oportunidade para devolver as bancadas às famílias e aos amigos, e varrer das mesmas aqueles que não fazem lá falta nenhuma, os que não vão lá para vibrar com o futebol e apoiar a sua equipa, mas para andar nas suas guerras, curtir à sua maneira e armar confusão. 

 

Como será nesse dia o ambiente em Alvalade? Aquele do jogo com o Desportivo das Aves ou o da final do Jamor, poucos meses antes ?

Deixo aqui a pergunta.

Que ambiente iremos ter em Alvalade no dia em que pudermos lá voltar?

#OndeVaiUmVãoTodos

SL

Jogada de alto risco ou jogada de mestre?

Não é todos os dias que na 1.ª Liga portuguesa ou em qualquer 1.ª liga do mundo que, com a sua equipa a vencer pela margem mínima um jogo determinante para ser campeão, se estreia a 10 minutos do fim, descontos incluídos, um miúdo com 16 anos acabados de fazer. Visto bem, nem todos os dias nem quase nunca. Não sei o que teria acontecido se o Essugo falhasse um desarme e provocasse um penálti, como aconteceu com o Doumbia um dia destes. O que sei é que nada disso aconteceu: o rapaz entrou a jogar como se andasse naquilo há muito tempo, e se alguma oportunidade houve foi para a sua equipa, nada para o adversário. Mas que foi uma jogada de alto risco isso foi.

Mas existe o risco calculado e o outro. Pensando um pouco percebemos que Matheus Nunes estava impedido, não convinha recorrer aos médios-centros da equipa B para não ficarem impedidos de alinhar nos jogos finais do Campeonato de Portugal, nos sub23 não há nenhum elemento na posição que se destaque, o Essugo tem sido presença regular nas selecções da sua categoria, tinha treinado bem duas semanas com a equipa, e estava preparado para jogar esses minutos finais à frente de Palhinha, ajudando ao controlo do meio-campo. Portanto, foi um risco alto de facto, mas foi um risco bem calculado.

Mas quando o árbitro apitou para o final, o miúdo quebrou em pranto abraçado aos colegas acariciando o emblema do leão rampante. Amorim veio calmamente dizer: "O Dário é um miúdo com muito talento, com muita humildade, trabalhou bem e faz parte do nosso projecto. É mérito do Dário, e isto é também uma mensagem para os jovens jogadores, não interessa a idade, o Sporting está neste caminho, aqueles que estiverem em dúvida entre clubes, sabem que aqui têm a porta aberta, isso por vezes faz a diferença." Passámos a conhecer a história da família e dos contornos da sua vinda para o Sporting, então a jogada de risco transformou-se numa jogada de mestre.

Se calhar como foi a contratação do próprio Amorim por Frederico Varandas. A tal jogada de alto risco, a que muitos de nós torcemos o nariz, que o levou a ser acusado de gestão danosa e de estar a cometer um acto de desespero e que ajudou a engrossar o "comité de recepção" daquela tarde da visita do Desp. Aves a Alvalade, transformou-se efectivamente numa jogada de mestre.

 

PS: Esta história do Dário Essugo e da sua família vem na sequência de outra: a dum miúdo que também esteve com ele no banco, Joelson Fernandes, há um ano e picos agraciado pelo Grupo Stromp, com a família mais próxima presente no jantar respectivo. Ou duma terceira história que envolveu Jovane Cabral e Sousa Cintra. E de outras e outras do passado... como a história da Dona Dolores Aveiro. 

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O dia seguinte

Com quatro levezinhos de Palhinha para a frente, a táctica do Sporting só podia ser o "tikitaka", e foi isso que houve na primeira parte do jogo de ontem: grande mobilidade do quarteto no meio-campo adversário, altenando a circulação com o ataque interior à base de tabelinhas, com Porro e Nuno Mendes a dar a necessária largura e Palhinha imperial na recuperação.

O Guimarães, também uma equipa levezinha que joga e deixa jogar, foi vendo os minutos passar sempre à beira de sofrer golo, até que quase do nada teve duas bolas na trave. O Sporting continuou como se nada fosse e finalmente conseguiu marcar num lance de bola parada de "laboratório".

Chegámos ao intervalo em vantagem no marcador, com 70% de posse, uma bola na trave, um golo bem anulado a culminar uma grande jogada colectiva e mais duas ou três oportunidades. Grande primeira parte de Pedro Gonçalves e Tiago Tomás.

Na segunda parte o Sporting controlou o jogo, baixou de velocidade, tentou não cometer erros e não incorrer em riscos desnecessários, esteve sempre mais perto de marcar do que de sofrer até porque não consentiu qualquer oportundidade ao Guimarães, deixou os minutos passar, refrescando a equipa no final e anda dando uns minutos ao rapazinho de 16 anos que tinha acabado de assinar contrato de profissional. 

Claro que muitos sócios e adeptos torceram mais uma vez o nariz: é como começar com champagne da viúva e depois passar para um espumante Aliança, mas... podia ser diferente? Se calhar podia, mas se é esta a formula que comprovadamente dá resultados, com estes jogadores que não são os do Bayern ou os do Barcelona, para quê alterar?

E lá vieram mais três pontos. Ainda faltam uns quantos... vamos com calma.

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Amanhã à noite em Alvalade

22033072_wGZwc[1].jpg(Assim só para o ano ...)

 

Depois de duas vitórias complicadas, vamos então ter amanhã o terceiro do ciclo de sete jogos com equipas acessíveis, fora do grupo dos três perseguidores: Santa Clara (C), Tondela (F),  Guimarães (C), Moreirense (F), Famalicão (C), Farense (F) e B-SAD (C), a que, com excepção do Famalicão, todos vencemos na 1.ª volta. Um jogo que calha antes do interregno da Liga para os jogos das selecções, uma situação sempre complicada de gerir em caso de resultado desfavorável.

Quanto ao Guimarães, não soube recentemente complicar a vida ao Braga e encontra-se agora a lutar com o Paços de Ferreira pelo 5.º posto, é uma equipa que joga e deixa jogar, só precismos de estar ao nível do que temos apresentado para chegar ao fim com os 3 pontos.

O problema é que voltámos a ter problemas com o Covid. Matheus Nunes e Antunes estão confinados, Nuno Santos ressentiu-se do esforço efectuado, e não vamos ter o "patrão" Coates.  Tudo junto, mais uma vez não vai ser nada fácil. A boa notícia é que Paulinho está de volta e pode ser importante se a coisa se complicar.

 

Imagino que Amorim convoque os seguintes elementos:

Guarda-redes: Adán e Max.

Defesas Centrais: Neto, Feddal, Inácio, Matheus Reis e Quaresma.

Alas: Porro, Nuno Mendes.

Médios Centro: Palhinha, João Mário, Bragança, Bruno Paz (?).

Interiores: Pedro Gonçalves, Jovane, Tabata, Joelson (?) e Plata (?).

Ponta de lança: Tiago Tomás e Paulinho.

E apostava no seguinte onze:

Adán; Inácio, Neto e Feddal; Porro, Palhinha, João Mário e Nuno Mendes; Pedro Gonçalves, Jovane e Tiago Tomás.

 

Concluindo,

Amanhã o Sporting entra em campo em Alvalade para ultrapassar o Guimarães e manter a vantagem pontual na liderança da Liga.

Considerando o sistema táctico de Rúben Amorim, qual seria o vosso onze?

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PS: Na semana passada o Alfacinha, o João Gil e eu mesmo lá acertámos no onze.

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Aposta na formação

Como tenho aqui repetido, a formação foi talvez a aposta mais forte deste presidente. Desde logo identificou os problemas até porque os conhecia muito bem enquanto director clínico do futebol do Sporting e apontou o caminho, e embora sempre pecando na comunicação (e valeria explicar mais e melhor o que foi feito e o que falta fazer) não há dúvida que os resultados estão à vista de todos.

Que resultados são esses?

1. Recuperação do complexo de Alcochete e do Polo do Estádio Universitário e reformulação da estrutura técnica com a chegada dum director transversal, formação e liderança, o ex-seleccionador de rugby e grande sportinguista (e se calhar é mesmo preciso naquele lugar alguém que sinta a camisola) Tomaz Morais.

2. Promoção ao plantel principal dum grupo de elite de Alcochete, identificado e fidelizado, reforçado por aquisições de jovens sub21 de grande potencial

Neste momento temos Max, Quaresma, Inácio, Nuno Mendes, Bragança, Matheus Nunes, Tiago Tomás, Porro, Jovane, Plata, Camacho, Pedro Marques e Pedro Mendes, os 3 últimos já com minutos na A mas actualmente emprestados. Todos devidamente protegidos com contratos de longa duração. E quase todos já a frequentar as selecções de Portugal, Espanha e Equador.

3. Recuperação da equipa B. Apenas com base nos sub23 do ano passado e quase sem recurso a contratações específicas, mesmo nada de Sackos, Dramés e Gazelas como no tempo do Inácio. Foi possível dispor duma equipa B a competir no Campeonato de Portugal, exigente a vários níveis, devendo terminar em 2.º lugar da sua série atrás do renascido e bem financiado Amadora, o que a deverá conduzir à futura 3.ª Liga. No fundo, irá jogar no patamar em que Beto, José Fonte, Miguel Garcia e muitos outros cresceram para o futebol. Nesta equipa destacam-se Bruno Paz e Nuno Moreira.

4. Empréstimos para jogar. Neste momento, Pedro Marques, Pedro Mendes e Rafael Camacho jogam e marcam nos clubes da 1ª Liga de empréstimo. Ivanildo segue também emprestado ao Almeria. 

Sobre os sub-23 pouco há a dizer. Com a competição interrompida nos escalões de formação, existe ali um plantel alargado e uma rotação de jogadores que impede melhores resultados. De qualquer forma há ali muita qualidade, como Hevertton, Joelson, Geny Catamo e Tiago Ferreira. Se calhar até mais qualidade do que na B.

Estamos numa situação curiosa. Em 10 jogos Sporting - Benfica dos escalões sub-23 e B, se calhar neste momento o Benfica ganharia 8 ou 9. Mas na 1.ª Liga, e com aqueles jovens que já ultrapassaram aqueles escalões, o Sporting segue bem à frente dum Benfica tipo "legião estrangeira", com um ou outro (e muitas vezes nenhum) jogador da formação. 

O Sporting já fez o mais difícil, agora tem de fazer o resto também e isso virá com tempo. Se calhar agora quando um jovem craque tiver de escolher (ou a família por ele), vai ver em Alcochete uma casa que produz titulares do clube e no Seixal uma casa que produz saltimbancos.

A Academia de Alcochete, a casa sonhada pelo grande senhor Aurélio Pereira, em vias de ser a Academia Cristiano Ronaldo, que além de enormes jogadores - Figo, Nani, Rui Patrício e tantos outros - produziu um dos maiores jogadores de futebol de sempre, esse mesmo que lhe vai dar o nome.

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Outro futebol

Como todos sabemos, o futebol também se joga fora das quatro linhas. Se o Sporting não ganha um campeonato há 18 anos, também há muito que pouco ou nada ganhava fora das quatro linhas. Podemos até dizer que éramos devidamente toureados, com bandarilhas e tudo, e ficava apenas a tal atitude de protesto que apenas serve para entreter o pagode.

Mas tal como no relvado estamos a ganhar, com o adversário mais próximo já a 10 pontos de distância, fora dele estamos a ganhar também. 

Veio então agora o TAD nacional fazer justiça no caso do cartão amarelo mostrado a Palhinha por uma árbitro que reconheceu o erro junto do CD da FPF e julgar a favor dele o recurso efectuado. Obviamente que a FPF irá recorrer, mas ela própria já corrigiu o erro processual que abriu a porta ao recurso. Sobre a matéria em questão, a Drª Cláudia Santos, deputada do PS e adepta do Benfica, bem podia pedir a demissão, por acentuada incompetência e falta de isenção para exercer o cargo, e os deputados da Nação que autorizaram esta acumulação de funções bem podem arrepender-se pela decisão completamente atentatória do que deve ser o Serviço Público. 

Há poucos dias o mesmo TAD deu razão ao Sporting num processo contra a FPF devido a mais uma decisão do CD, de 4 de Setembro de 2018, que obrigava o Sporting ao pagamento de uma multa de 3 mil e tal euros, por alegado mau comportamento dos adeptos (arremesso de moedas contra o árbitro assistente) num jogo em Portimão da época 2017/18.

Já tinha também o mesmo TAD dado razão ao Sporting no caso Rafael Leão obrigando-o a pagar 16,5M€ por rescisão ilícita do contrato.

Passando para a FIFA, também ela deu razão ao Sporting e obrigou o Sport Recife a pagar 900 mil Euros pela transferência do André "Balada", que está a ser paga agora mesmo.

Outros assuntos e outras questões continuam por julgar. Esta Direcção apanhou o futebol destroçado pelo assalto a Alcochete e pelas decisões irresponsáveis do ex-presidente na véspera de ser destituído. Por isso aconteceram algumas decisões desfavoráveis ao Sporting, nomeadamente a daquele treinador sérvio, com muitas responsabilidades de Inácio e Sousa Cintra na decisão final que foi tomada no TAD de Lausanne.

Poderíamos juntar aqui outros processos e outras decisões a nosso favor ou desfavoráveis. Podemos ir buscar o caso Unilabs ou os negócios fechados a contento de ambas as partes que conseguimos fazer com grandes clubes europeus e clubes nacionais, mas fica feito um retrato do que é hoje o Sporting fora das quatro linhas. Muito diferente para melhor do que há poucos anos, quando tudo era confusão, onde tudo era estardalhaço. Falta ainda muito, falta o Sporting estar devidamente representado nos centros de decisão do futebol português, mas como diz o Pedro Correia o caminho faz-se caminhando.

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"Sporting será campeão sem nota 10"

Veio agora o ex-jogador internacional do Porto, ex-treinador do Sporting e vice-presidente da ANTF, Domingos Paciência, a encomendar-nos as faixas de campeão embrulhadas em papel de jornal.

Em primeiro lugar é preciso dizer que se o Sporting for campeão o será apesar do comportamento cobarde do sr. Domingos Paciência, que colaborou e colabora na perseguição movida pela associação em que é vice-presidente ao seu colega de profissão Rúben Amorim, sabendo muito bem da prática instituída no futebol português de treinadores principais à espera de oportunidade para terem as qualificações necessárias serem inscritos e aceites pela Liga como adjuntos.

Em segundo lugar, se o Sporting for campeão o 10 (é um pouco saloio utilizar a escala brasileira, mas enfim) será pouco para traduzir a nota merecida, porque foi roubado pelo sr. Luís Godinho contra o seu Porto logo a abrir o campeonato, voltou a ser roubado em Famalicão pelo mesmo sr. Luís Godinho, foi sujeito pela corporação arbitral a uma chuva de amarelos que incluiu aquele miseravelmente mostrado ao Palhinha e que condicionou muito do comportamento da equipa no decorrer do mesmo campeonato. Vai com 10 pontos de vantagem do Porto, mas deveriam ser bem mais.

O tal 10 será pouco também porque nesse caso o Sporting será campeão com uma equipa assente na formação que custa menos de metade que a dos rivais Benfica e Porto.

Será ainda pouco porque o Sporting é a única equipa do campeonato que joga de igual forma em qualquer campo, não anda a mudar de táctica conforme o adversário, são os adversários (a começar pelo Porto) que mudam de táctica quando têm de defrontar o Sporting.

Além de tudo, e disso o sr. Domingos Paciência não tem culpa, a nota 10 será mesmo muito pouco para traduzir o valor duma equipa que a ser campeã o fará à revelia dum bando de ressabiados que se dizem adeptos do Sporting, com um ódio de morte ao seu presidente, e que, acantonados nas redes sociais, não desistem de inventar situações para achincalhar treinador e jogadores. 

Sr. Domingos Paciência, o principal objectivo do Sporting este ano é a entrada directa na Champions, e esse está cada vez mais próximo. Mas, apesar de muita gente como o senhor, do jogo sujo de instituições como a ANTF, a Unilabs e o CD da FPF, dos ressabiados internos, se o Sporting for campeão, será com nota 20. Numa escala de 0 a 10.

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O dia seguinte

Sabia que não ia ser fácil e não foi nada fácil. Este Tondela "ibérico" foi crescendo durante a temporada e ontem foi muito competente. Mais uma vez Rúben Amorim precisou de recorrer ao plano C (de Caos, de C... vamos a eles) para conseguirmos sair com os 3 preciosos pontos.

Foi um jogo de sentido único, com o Sporting a querer construir com critério, circulando bem a bola e falhando muito poucos passes, e o Tondela num pressing intenso a todo o campo que originava situações de contra-ataque perigosas. Neste tipo de jogos muita falta faz o tal ponta de lança alto e forte: Tiago Tomás muito lutava mas quando a bola lhe chegou pelo ar redondinha e pronta a facturar, mostrou mais uma vez que não é ele o tal.

Os minutos foram passando, o Tondela foi cedendo fisicamente, e Rúben mexeu muito bem na equipa, dando-lhe uma energia nova que ajudou a que novos espaços fossem encontrados. Dum aproveitamento de Pedro Gonçalves veio então o golo do Tiago, que se redimiu assim do falhanço anterior.

 

Melhores do lado do Sporting? Claro que o TT pelo que lutou e pelo golo que marcou, Palhinha e Nuno Mendes. 

Mais uma vez, duma forma competente e eficaz, o Sporting atingiu o seu objectivo, sem penáltis oferecidos por seus ex-jogadores, sem favores arbitrais, antes pelo contrário, com uma equipa assente na prata da casa e que custa metade das dos dois rivais.

Este treinador e esta equipa merecem todo o nosso apoio. Não vale a pena colocarmos exigências descabidas senão parecemos aquele pobre habituado a sardinha de lata a quem saiu a lotaria e que depois, no melhor restaurante, protesta sobre a frescura do "robalo ao sal". Mas se calhar é apenas este nervoso miudinho que se está a apoderar de nós, o desgaste de toda a temporada a fazer-se sentir, o estamos perto mas nunca mais lá chegamos. A "última milha".

Temos que pensar como o Carlos Lopes: demos o esticão, ganhámos vantagem, vamos em primeiro, mantemos a passada, tranquilos e serenos. Os outros que corram atrás se quiserem e puderem.

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Amanhã à noite em Tondela

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(Há um ano e pouco, o "apoio" das claques à equipa traduziu-se neste cenário de guerra em Tondela, ainda por cima uma terra e uma zona de Sportinguistas: uma força da GNR impressionante, com uma dezena de carrinhas, brigada de intervenção, cães e cavalos)

 

Ultrapassado que foi muito a pulso o primeiro adversário do ciclo "acessível",  Santa Clara (C), Tondela (F),  Guimarães (C), Moreirense (F), Famalicão (C), Farense (F) e B-SAD (C), vamos amanhã "à minha terra" ou pelo menos perto dela, a Tondela, defrontar uma equipa que vencemos tranquilamente na 1.ª volta, mas que tradicionalmente nos coloca bastantes dificuldades em sua casa.

Nos últimos cinco anos - e só não estive presente no primeiro, que foi em Aveiro - os resultados foram 3V e 2D, 2-1 (Jesus), 4-1 (Jesus), 2-1 (Jesus), 1-2 (Keizer) e 0-1 (Silas). Duas das nossas vitórias foram conseguidas mesmo em cima do apito final, Adrien (95') e Coates (99'). Este último jogo foi particularmente deprimente: uma equipa do Sporting numa ilusão táctica de construção pseudo-inteligente, completamente pastosa e inconsequente, com os minutos a passar sem nada acontecer, e um Tondela bem fechado à espera que qualquer coisa de bom acontecesse. E aconteceu mesmo de bom para eles no final, muito oferecido por um Ristovski completamente incapaz de fazer o que faria um defesa e impedir o cabeceamento à vontade do formado em Alcochete Bruno Wilson. 

Felizmente, com excepção de Paulinho, não existem lesionados nem infectados. Todo o plantel está disponível. Foi uma semana com dois dias de folga, pelo que controlo do desgaste não deve haver, jogarão os melhores.

 

Imagino que Rúben Amorim convoque os seguintes elementos:

Guarda-redes: Adán e Max.

Defesas Centrais: Neto, Coates, Feddal, Inácio, Matheus Reis e Quaresma.

Alas: Porro, Nuno Mendes e João Pereira.

Médios Centro: Palhinha, João Mário, Bragança e Matheus Nunes.

Interiores: Pedro Gonçalves, Jovane, Nuno Santos e Tabata.

Ponta de lança: Tiago Tomás.

E apostava no onze ultimamente mais utilizado :

Adán; Inácio, Coates e Feddal; Porro, Palhinha, João Mário e Nuno Mendes; Pedro Gonçalves, Tiago Tomás e Nuno Santos.

 

Concluindo,

Amanhã o Sporting entra em campo em Tondela para ultrapassar a equipa local e manter a vantagem pontual na liderança da Liga.

Considerando o sistema táctico de Rúben Amorim, qual seria o vosso onze?

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PS: Na última jornada ninguém previu uma ala direita composta por Matheus Nunes e Tabata, e a verdade é a coisa não correu muito bem por aquele lado.

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Dias tristes

Os últimos dias, fim de semana incluído, foram particularmente pródigos em sucessos para o nosso clube.

No futebol a equipa A ganhou e manteve a liderança na 1.ª Liga com 9 pontos de vantagem do segundo, o Braga, a equipa B ganhou também e segue a um ponto do lider da série G, o Amadora, os sub-23 ganharam também e seguem no segundo lugar da Taça Revelação. No futebol feminino ganhámos a uma das três grandes equipas e seguimos a dois pontos da liderança do campeonato respectivo.

Dos jogadores que temos emprestados, Rosier tem mercado em Itália, Battaglia em Espanha e Rafael Camacho está em grande no Rio Ave, já com três golos marcados. Bruno Fernandes vai render mais 5M€ por objectivos alcançados. Rafael Leão ou algum clube vão pagar os 15M€. Até o Schicabala, o André Balada e esse portento de defesa direito Bruno Gaspar que o Inácio descobriu um par de dia antes do amigo ser posto na rua, ainda vão render algum. Vamos por 25M€ em cima disto tudo. Sempre dá para pagar Paulinho e Amorim. 

 

Nas modalidades de pavilhão ganhámos no voleibol, desde logo a Taça da modalidade ao Benfica, ganhámos no andebol e hóquei, perdemos no prolongamento com o Porto em basquetebol mas continuamos na liderança. No futsal não houve jogos mas seguimos na liderança também.

No atletismo, duas atletas nossas regressaram dos Europeus de Pista Coberta com medalhas de ouro.

 

Ou seja, nestes dias em que somos confrontados com uma pandemia terrivel que ceifa as vidas de familiares e amigos nossos (e pessoas públicas, como a nossa Maria José Valério), impacta extraordinariamente o desporto actual e vai condicioná-lo nos anos mais próximos, colocando as contas de todos clubes em situação muito difícil, encontramos no nosso Sporting motivos de alegria e esperança em dias melhores.

Mas para alguns que integraram aquela minoria que saiu do pavilhão Atlântico esmagada com o peso dos votos e desde as eleições mais disputadas de sempre enveredou por uma guerra sem quartel ao presidente eleito, estes sucessos do Sporting tornam ainda mais tristes os dias de confinamento.

 

O ex-presidente, desde a bolha "social" em que se enfiou, já veio dizer que não vai ter coragem para sair de casa se algo de bom acontecer, se calhar sairia mais depressa para os Aliados se fosse caso disso.

O líder (?) daquele movimento "Sou Sporting" que andou a inventar AG´s destitutivas, Nuno Sousa (que bom ser empregado duma empresa que muito tem beneficiado com o Covid e não duma TAP ou duma Groundforce), debica nas contas da SAD num artigo do site Leonino que se poderia intitular "Finanças para Totós ressabiados", e que basicamente permite a quem não perceba nada do assunto continuar a não perceber coisa nenhuma, mas a ficar com a ideia que aquilo é mesmo uma trafulhice pegada, entre um "esquema de Ponzi" e um "carrossel do Mendes", com um Francisco qualquer que deve ter estagiado ao comando do Excel nalguma mercearia rasca do BES.

Pelo menos uma das claques ressabiadas, que tinha andado no princípio da época a prognosticar o pior no Facebook e a dizer o pior na AG da SAD, enquanto não é despejada de Alvalade, continua alegremente nas cantorias do tipo "Varandas o que fazes aqui? Isto não é para ti!" e no merchandising alusivo. Quem canta seus males espanta, sempre ouvi dizer.

 

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Fernando "Il tifoso" Mendes

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Com a concorrência dos canais televisivos no que ao futebol diz respeito surgiu uma nova classe de protagonistas, algures entre os jornalistas e os funcionários: os comentadores desportivos afectos aos clubes.

Logo alguns clubes tentaram distorcer o debate através do coaching ou da entrega regular de  guiões ou cartilhas aos comentadores afectos, destacando-se nesse aspecto o Benfica e a "cartilha do Janela". Por outro lado, alguns dos comentadores menos alinhados com as direcções dos clubes respectivos logo aproveitaram o tempo de antena para lavar a roupa suja dos mesmos, e alguns "sportinguistas" nesse aspecto "pintaram a manta".

Entre uns e outros são mesmo raros os tais comentadores que pensam pela sua cabeça, e que transportam para o ecrã um genuíno e desinteressado amor clubista.

Fernando Mendes nasceu na terra do seu amigo Paulo Futre e chegou a defesa esquerdo da equipa A com 18 anos, tal como o Nuno Mendes. Também ele tinha um estilo de jogo vibrante e empolgante. Saiu do Sporting quatro anos depois com 115 jogos realizados, tendo representado depois vários clubes: Benfica, Est. Amadora, Boavista, Porto, Belenenses e outros, digamos que foi um saltimbanco do futebol português. A sua vida pessoal também conheceu altos e baixos, toda uma história que registou num livro que ainda não tive oportunidade de ler.

Ao contrário de Paulo Futre, um "cidadão do mundo" que julgo saber se mantém sócio do Sporting, o Fernando Mendes, na caracterização que dele faz Futre, "só vê Sporting", é um verdadeiro "tifoso".

Várias vezes vi os dois amigos entrar com estatuto VIP no tempo de Bruno de Carvalho no átrio central de Alvalade rumo aos elevadores que os iriam conduzir ao camarote presidencial. Depois do assalto a Alcochete, parece que as relações entre eles esfriaram, como esfriaram as do ex-presidente com muita gente desse tempo, que se atrevia a dizer o que ele não gostava de ouvir. Pouco tempo depois da destituição, Fernando Mendes já era "persona non grata" dos brunistas, e perseguido de diversas formas que ele já teve oportunidade de contar.

Desde então foi-se mantendo na CMTV. O que ganha deve dar-lhe muito jeito para ultrapassar anteriores dificuldades que não teve vergonha de assumir. É uma pessoa que fala com o coração ao pé da boca, diz o que sente doa a quem doer. Sobre os cartilheiros diz que "são uns tristes". Para o cartilheiro Amaral do Porto, acabado de perder a Taça da Liga, foi curto e grosso: "tens azia, come iscas."

Depois da derrota da época passada com o Rio Ave, naquela noite super-infeliz de Coates que ditou o fim de Marcel Keizer no Sporting, ficou desvairado e foi bem duro com a equipa. Disse que "o Sporting não joga nada !

Pois anteontem, também na CMTV, lá foi sofrendo com o jogo, dizendo que "o Sporting não pode facilitar em momento algum", mas quando o mesmo Coates marcou o golo final a reacção dele ultrapassou em muito aquela que eu tive, e ainda hoje o meu sobrinho veio reclamar que o acordei. A reacção dele foi esta.

Fernando "il tifoso" Mendes, não gastes tudo agora. Cada vez mais me vou convencendo que este ano vais ter tu e vamos ter nós todos a alegria que há muito merecemos.

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