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És a nossa Fé!

Amanhã à noite em Guimarães

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A última vez que fiz um post assim foi há quase três meses, em 7/3/2020. O Sporting acabou por ganhar por 2-0 contra o Desp. Aves no primeiro jogo de Rúben Amorim à frente da equipa.

Foi um jogo estranho, muito marcado pelo ferrolho legitimamente montado pelo adversário devido à desvantagem numérica com que se confrontou bem cedo na partida, mas também por uma nova forma de jogar a que os jogadores se tentaram adaptar da melhor forma, nem sempre conseguindo, com a equipa disposta num 3-4-3 que exige grande disciplina táctica e inteligência de jogo dos executantes. 

Um modelo de jogo nas antípodas daquele outro com que derrotámos o Guimarães na 1ª volta por 3-1, numa partida que podia ter acabado por 4-4 ou algo assim, marcada pela anarquia táctica, desorganização defensiva e transições perdidas porque uns ficavam estáticos a ver o que o outro ia fazer sem lhe oferecer linhas de passe.

Passados três meses, com um confinamento e uma readaptação competitiva pelo meio, vamos com certeza ver uma equipa mais de acordo com as ideias de Rúben Amorim. Não são ainda conhecidos os convocados, mas prevê-se que, na ausência de Renan, LP29 e Wendel, sejam mais ou menos os seguintes:

 

Guarda-redes: Maximiano e Diogo Sousa.

Defesas Centrais: Coates, Mathieu, Neto e Ilori (ou Quaresma ?)

Alas: Rosier, Ristovski, Acuña e Borja

Médios Centro: Battaglia, Francisco Geraldes, Doumbia e Eduardo (ou Matheus Nunes ?).

Avançados: Camacho, Jovane ,Luciano Vietto, Gonzalo Plata, Pedro Mendes, Jovane Cabral e Sporar.

 

Sendo assim, prevejo que Amorim apresente um onze muito próximo daquele de há três meses, com Battaglia a assumir-se como o patrão da equipa no miolo. A grande incógnita será quem vai substituir Wendel, ou seja, quem vai estar próximo de Battaglia para "esticar o jogo" pelo centro do terreno. Eduardo, Doumbia, Geraldes ou Matheus Nunes? Gostava de ver este último. 

A guarda-redes, Max. Pena o que aconteceu com Renan, o Sporting deve-lhe duas taças.

Na defesa, não havendo lesões, dúvidas também não há, estamos bem servidos.

Na frente Vietto aparentemente tem lugar cativo e pode ser que jogando próximo de Acuña se consiga montar na esquerda uma dupla bem mecanizada, potencialmente o ponto mais forte desta equipa.

Do outro lado Plata, um jogador versátil com imenso potencial, difícil de marcar, tem mesmo de jogar. Mais atrás Rosier ou Ristovski? Eu penso que ainda não vimos o verdadeiro Rosier. 

No centro, inevitavelmente Sporar. Alternativa: Pedro Mendes?

Fica então aqui o meu onze,

Max; Neto, Coates e Mathieu; Rosier, Battaglia, Matheus Nunes e Acuña; Plata, Sporar e Vietto.

Mas isto sou eu aqui a pensar.

 

Concluindo,

Amanhã à noite, em Guimarães, o Sporting vai entrar em campo para vencer e assim manter-se na corrida com o Braga pelo 3.º lugar. Considerando o sistema táctico de Rúben Amorim, qual seria o vosso onze? 

SL

A noite em que Alvalade foi diferente de todas as outras noites

O entendimento de qualquer realidade depende muito da experiência de cada um sobre a mesma e da percepção que conseguiu obter.

Por exemplo, o entendimento da Covid19 é muito diferente entre quem se viu forçado ao lay-off ou confinado ao teletrabalho "aturando" filhos irrequietos, ou quem esteve nos Cuidados Intensivos ou viu morrer familares sem lhes poder valer. Muito diferente. Como em muitos outros casos.

O meu entendimento do que seria a desgraça de Bruno de Carvalho, que conseguiu depois aliar a completa deserção do comando do futebol do Sporting ao descontrolo da situação com a Juveleo, ao que se seguiu o não pedido imediato de demissão depois do assalto a Alcochete e a teimosia de se agarrar ao poder que conduziu às rescisões e a atropelos vários aos estatudos e regulamentos do clube, teve muito a ver com a recepção ao Paços de Ferreira em Alvalade, em que por cinco ou seis vezes durante o jogo se ouviu um coro de (mais ou menos, a julgar do sítio onde eu estava) 50% do estádio, a clamar "Bruno, cabrão !!! Pede a demissão !!!"

A minha percepção foi a de quem lá esteve, mas muitos não estiveram e nunca perceberão o que foi naquele dia a repulsa duma grande fatia dos sócios presentes pelo descontrolo completo da personagem que muitos tinham ajudado a reeleger poucos meses antes.

Tentando recuperar na Net o que foi esse dia, encontro esta descrição na TVI24 (https://tvi24.iol.pt/sporting/liga/a-noite-em-que-alvalade-foi-diferente-de-todas-as-outras-noites):

"O Estádio José Alvalade viveu neste domingo uma situação pouco habitual. Durante o jogo entre Sporting e Paços de Ferreira, os cerca de 40 mil espectadores presentes nas bancadas fizeram questão de manifestar de que lado estão na «guerra» guerra entre jogadores e presidente.

Bruno de Carvalho assistiu ao jogo no banco de suplentes e foi notório que, se a relação entre dirigente e jogadores está longe de ser saudável, a aceitação no seio dos adeptos também já viveu melhores dias.

Quando o presidente dos leões subiu ao relvado, instantes antes do apito inicial da partida, a grande fatia das bancadas (à exceção da zona das claques) dirigiu-lhe um enorme coro de assobios e, entre insultos pelo meio, exigiu a sua demissão. Após o jogo, Bruno de Carvalho não deixou passar o momento e deixou um aviso em declarações aos jornalistas: «Alguns adeptos do Sporting vão, mais cedo ou mais tarde, perceber a gravidade moral daquilo que fizeram hoje. Têm todo o direito de chamar nomes, mas chamarão às pessoas da família deles e não a mim.»

Ao longo da noite, houve lenços brancos, muito apoio aos jogadores mas também contestação: a Juve Leo, ao lado do presidente Bruno de Carvalho, desfraldou duas tarjas com a seguinte mensagem: «Jogadores: amar e sentir o clube. Tudo o que vocês não sentem.»

Os incentivos à equipa contrastaram com os apupos dirigidos a Bruno de Carvalho, que voltaram a subir de tom ao intervalo e após o apito final, altura em que o presidente do Sporting, com claras limitações físicas, precisou do auxílio de alguns elementos do staff leonino e de um segurança para se levantar do banco de suplentes e sair do relvado pelo túnel de acesso aos balneários.

Nessa altura, a equipa de Jorge Jesus trocava cumprimentos com adversários e agradecia pouco depois o apoio das claques junto à bancada sul. De seguida, os jogadores deram uma volta ao relvado e agradeceram o apoio dos restantes adeptos, com Alvalade ao rubro e, pela primeira vez na noite, em aparente plena comunhão de espírito."

Video:
 

https://tribunaexpresso.pt/multimedia/video/2018-04-09-O-filme-de-uma-noite-diferente-assobios-insultos-dores-de-costas-e-uma-marquesa

Conferência de imprensa:

https://maisfutebol.iol.pt/videos/5aca8fcc0cf29778fd1ec823/bruno-de-carvalho-foi-a-sala-queixar-se-de-insultos

Acho que estes documentos ficam muito aquém do que foi aquela noite. Quem tiver melhores que os refira, mas já dão uma ideia.

Bruno de Carvalho quer mesmo voltar a ser presidente do Sporting? 

SL

Alcochete nunca mais

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Terminou ontem o julgamento do assalto a Alcochete, fecha-se assim a página mais negra da história do Sporting Clube de Portugal, um assalto perpretado não por bandos criminosos de clubes rivais mas por quem devia ter como princípio o apoio incondicional ao clube e aos atletas que o representam.

Foi um julgamento justo, com um colectivo de juízes incluindo a juíza principal e um ministério público que estiveram à altura e dignificaram a classe, e um acórdão que deverá  servir de referência em futuras situações.

Com a absolvição do ex-presidente e do ex-OLA fica assim o Sporting como instituição com o nome limpo, e só podemos estar satisfeitos com o facto.

O mesmo não podemos dizer da Juveleo, uma vergonha que a claque fundada pelos filhos de João Rocha se veja envolvida numa situação destas, com o ex-presidente da claque e  muitos elementos próximos do actual condenados a pesadas penas de prisão, nalguns casos efectivas noutros ainda o poderão ser, dado estarem indiciados noutros processos igualmente violentos.

Não se pronunciou o tribunal, nem tinha condições para tal, sobre a responsabilidade política da situação que vivemos no final da época de 2017/2018, nem sobre os atropelos aos regulamentos do clube pelo ex-presidente nos dias que se seguiram ao assalto, em devido tempo os sócios do Sporting se pronunciaram sobre o assunto, e o destituiram, suspenderam e expulsaram por uma maioria esmagadora de votos e votantes.

Importa agora fazer o mesmo a todos os condenados ainda sócios, para que nunca mais se repita uma situação assim no Sporting.

Isto sim é o Sporting Clube de Portugal:

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Alcochete nunca mais !!!

SL

A festa do Jamor

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Estamos na época do ano da grande festa do Jamor, já nem sei dizer quantas vezes lá estive a torcer pelo meu Sporting, ganhando umas, perdendo outras, talvez uma dezena de vezes.

No ano passado, estive lá a ver o nosso Sporting conquistar brilhantemente a Taça de Portugal frente ao rival FC Porto e depois de ter ultrapassado o outro rival nas meias-finais. Depois de sofrermos o primeiro golo, conseguimos empatar pelo Bruno do costume e levar o jogo para prolongamento defrontando uma equipa com outro potencial, conseguimos a vantagem por Bas Dost para sofrer um golo evitável a terminar o prolongamento. Depois o mesmo Bas Dost atirou à trave, tudo parecia perdido, mas Renan e os outros resolveram a questão. 

 

Foi a 17.ª Taça ganha pelo Sporting, a 11ª nos últimos 50 anos, com os seguintes presidentes:

7ª -1971 - Brás Medeiros

8ª -1973 - Manuel Nazareth

9ª -1974 - João Rocha

10ª -1978 - João Rocha

11ª -1982 - João Rocha

12ª -1995 - Sousa Cintra

13ª - 2002 - Dias da Cunha

14ª - 2007 - Soares Franco

15ª - 2008 - Soares Franco

16ª - 2015 - Bruno de Carvalho

17ª - 2019 - Frederico Varandas

 

No entanto, em duas ocasiões a festa foi manchada por acontecimentos antes e durante, e o Sporting não deveria ter embarcado numa jornada inglória e condenada ao fracasso:

1996 - A final do "very light", com Santana Lopes como presidente, marcada pelo assassínio do nosso Rui Mendes nas escadarias do Jamor (não confundir com alguma vítima das guerras das claques);

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2017 - A final da vergonha, marcada pela deserção do presidente Bruno de Carvalho e pelos insultos aos jogadores nas escadarias pelos do costume.

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E assim chegámos às 17 Taças de Portugal no museu do Sporting. Com certeza lá estaremos de novo um dia destes para ajudar a equipa e o presidente da altura a conquistar mais uma.

SL

Muito confuso

Diz José Ribeiro, colega de Inácio no Avaí, no site Leonino em 11/05/2020, que:

"...Nada como uma mãozinha familiar para dar empurrão a um tema que já lhes era querido desde a presidência de Soares Franco, quando este defendeu que os Sócios deviam limitar-se a pagar bilhetes e não ter qualquer palavra na gestão (a tal em que vendeu quase todo o património imobiliário – Alvaláxia, Edifício Sede, Clínica CUF e Holmes Place – por menos de 50 milhões de euros, única forma de terminar o mandato com saldo positivo em termos financeiros, em menos de dois milhões!)."

Diz Carlos Vieira, colega de Inácio no Sporting quando na véspera de serem corridos andaram a comprar o Sinisa, o Viviano e o Bruno Gaspar (tudo junto, mais de 5M€ de prejuízo), no Record de ontem, que:

"Quanto ao pilar patrimonial... o Sporting deveria aproveitar o facto de ter direito de preferência perpétua sobre todos os imóveis que constituíram o projecto Alvalade XXI e que tanto desequilibrou o clube no início deste século e adquirir os imóveis que fizeram parte do mesmo. Já ocorreram pelo menos duas transações destes imóveis (relembro: Edíficios Visconde, Holmes Place, Clínica CUF, e Alvaláxia) em que o Sporting foi chamado a exercer o referido valor por valores mais baixos do que a alienação e que permitiriam recuperar a razão para a sua construção inicial, ou seja, criar rendimentos para dar sustentabilidade às modalidades do clube e a outras actividades de responsabilidade social."

Expliquem-me lá devagar a ver se eu percebo. O Soares Franco, o tal presidente elitista e desligado dos sócios de que fala José Ribeiro, vendeu património que quase 20 anos depois podia ser recomprado por menos? Os 50M€ podiam ser comprados, digamos, por 20 ou 30M€?  E quem é que o podia ter recomprado e não comprou? Terá sido...  o Bruno de Carvalho? Ou seria a arma secreta para usar mais tarde, quando se coroasse imperador (ver crónica do Rui Calafate no Record)? 

E Carlos Vieira com o seu projecto Sporting 3.0 quer ser o novo João Rocha mais a sua Sociedade de Construções e Planeamento, ou será mais retomar a "dinastia Roquette", agora numa versão tecnocrata "pé-descalço" ?

Estou mesmo confuso... 

 

PS: As campanhas vão animadas, mas... quando é que são as eleições? 

SL

A César o que é de César, ao Excel o que é do Excel

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Cronologicamente:

No Sapo Desporto de 14/04/2018:

«O vice-presidente do Sporting está na China à procura de capital e vai tentar marcar uma visita do presidente chinês Xi Jinping ao clube de Alvalade.»

No Record de 03/09/2018:

«Bruno de Carvalho atira-se a Carlos Vieira: "Um arrogante que mandei passear à China"»

«Bruno de Carvalho deixou duras críticas a Carlos Vieira, o seu antigo vice-presidente com o pelouro das finanças, acusando-o de ter "estragado" a reestruturação financeira e "parado sem autorização" um empréstimo obrigacionista, o que levou mesmo o presidente destituído do Sporting a enviar o CFO... para a China.»

«Carlos Vieira está para estas reestruturações como o Zé Cabra para a música. (...) Sempre deixei passar a imagem de que ele era muito bom mas no fundo foi o que sempre tinha sido, um excelente diretor de contabilistas… Ele a somar e a diminuir num Excel o trabalho dos outros é máquina.»

 

Em Notícias ao Minuto de 05/02/2020:

«Carlos Vieira, antigo vice-presidente do Sporting durante a direção de Bruno de Carvalho, está a ser pressionado, sabe o Desporto ao Minuto, para avançar com uma candidatura à liderança do clube de Alvalade. 

Atualmente suspenso da sua condição de sócio dos leões, o dirigente estará a ponderar avançar ou não em cenário de eleições.

Com os leões a viverem uma situação financeira conturbada, o antigo vice, responsável, precisamente por esta área durante o mandato de BdC, é visto por uma franja de adeptos com o homem certo para levantar o clube. 

O antigo dirigente, de 46 anos, poderá, assim, durante os próximos meses, avançar com uma candidatura caso se precipitem eleições em Alvalade.

Moção para Assembleia geral extraordinária ainda em apreciação.

Durante as últimas semanas o movimento Dar Futuro ao Sporting apresentou um pedido para a realização de uma Assembleia Geral Extraordinária destitutivo, processo que estará ainda em apreciação por parte da MAG dos leões.

Num primeiro momento, Rogério Alves, presidente da MAG, pediu mais elementos para tomar uma decisão sobre o tema, mas nos últimos dias surgiram notícias de que o próprio órgão estará agora dividido quanto à decisão do advogado.

Poiares Maduro também entra na equação

O antigo ministro de Pedro Passos Coelho também está a ser avançado como possibilidade para um próximo ato eleitoral. Visto por vários quadrantes da massa adepta como solução ideal para o clube, o antigo governante estará reticente a avançar em nome próprio, situação que, sabe o Desporto ao Minuto, estará a ponderar dada a situação do clube de Alvalade.»

 

No Record de 14/04/2020:

«Carlos Vieira propõe um exemplo de perdão ao "filho pródigo" Rafael Leão.»

 

No Record de hoje:

«Carlos Vieira: "Deveria haver um espaço no Museu do Sporting para Eusébio".»

 

SL

Divagações em tempo de quarentena (7 e... última)

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Apesar das duas taças ganhas no primeiro ano de mandato aos rivais directos, uma das críticas recorrentes a Frederico Varandas é a falta de competência demonstrada por si e pela sua equipa na gestão da SAD e do futebol profissional.

Uma “equipa de estagiários”, como dizia Ricciardi, todos (Salgado Zenha, Miguel Cal, Hugo Viana, Beto) mais ou menos da idade do presidente e com notória falta de experiência e curriculum para os lugares que ocupam.

Aliás a mesma coisa acontecia já com a equipa de Bruno de Carvalho (Carlos Vieira, Rui Caeiro, André Geraldes).

E realmente, quando olhamos para as SADs dos rivais vemos gente com outro “peso”, por exemplo Domingos Soares de Oliveira no Benfica, e SADs a gastar muito mais em salários mas também a ter profissionais de outro calibre.

Sendo uma SAD uma sociedade cotada em bolsa da qual o Sporting Clube de Portugal é sócio maioritário, pode-se de facto questionar como é que os investidores privados aceitam que a gestão do seu investimento seja confiada a gestores inexperientes eleitos pelos sócios do clube, correndo o risco de serem hostilizados ou verem os activos da sociedade serem maltratados ou assaltados sem nada poder fazer em sua defesa. Ou como é que o Sporting pode atrair novos e melhores investidores com uma SAD a funcionar desta forma.

Não tendo nada que ver com o que se passa em Inglaterra, onde os clubes históricos deram lugar a empresas com donos, existe um pouco de tudo em Portugal, desde SADs puramente instrumentais nas mãos dum presidente de clube “histórico”, àquelas em que o clube perdeu o poder de gestão da mesma (ex: Tondela, Portimonense) por incapacidade financeira. Algumas entraram mesmo em colisão com o clube original, como a do Belenenses e agora parece acontecer com a do Aves.

Não é isso no meu entender o que queremos para o Sporting. Queremos uma SAD que o clube efectivamente controle, por maioria absoluta ou qualificada, de forma a garantir os valores do clube e os interesses dos sócios, mas também uma SAD profissionalizada e competente, com directores financeiros e desportivos também eles profissionais e competentes na área do desporto profissional, que se possam manter para além dos mandatos presidenciais do clube de forma a gerir da melhor forma um volume de negócios de muitas dezenas de milhões de Euros. Queremos uma SAD capitalizada e sustentada de forma a poder competir com os dois rivais pelos milhões da Champions e não com clubes regionais como Braga e Guimarães para os tostões da Liga Europa.

Conjugar essa SAD profissionalizada com um clube eclético e democrático não é fácil, os altos salários estão na SAD e não no clube, nem todos os candidatos a presidente são empresários bem sucedidos que se podem dar ao luxo de abdicar do seu salário para servir o Sporting, e nem todos os presidentes querem deixar de ter o protagonismo de serem os “donos” do futebol.

Mas é possível, e se virmos bem, os presidentes do Sporting que ganharam campeonatos nos últimos 40 anos foram aqueles ou alguns daqueles que mais distância mantiveram com a gestão do futebol: João Rocha, José Roquette e Dias da Cunha, delegando em pessoas qualificadas para o efeito (respectivamente Sousa Marques, Luís Duque e Miguel Ribeiro Teles) que geriam estruturas que integravam dirigentes dedicados como Manolo Vidal ou profissionais como Carlos Freitas.

Diz Boloni no seu livro: “Gostei da postura de Ribeiro Teles. Muito pragmático e pouco dado a filosofias baratas, definiu as metas e foi direito aos assuntos sem desvios. Fui tudo muito fácil." Sobre Dias da Cunha (um empresário com um curriculim invejável que por muito pouco ia sendo bi-campeão nacional e vencedor da Taça UEFA)… “Representa a calma em pessoa… um grande senhor."

Concluindo e com pandemia ou sem ela, penso que o modelo actual da SAD não serve os interesses do Sporting. Mais tarde ou mais cedo terá de ser revisto em paralelo com os estatutos do clube, e que conviria ter um debate franco e aberto sobre o tema de forma a chegar a soluções de fundo e de futuro para o nosso grande clube. Entre outros, Dias Ferreira (*) já teve oportunidade de alertar para o tema.

Sendo assim, fica aqui o convite para reflectirem sobre o tema e deixarem as vossas opiniões sobre que modelo de SAD querem para o Sporting.

 

(*) Dias Ferreira, 28/10/2019,  “Sporting não sai desta crise se não apostar fortemente na SAD”,  https://www.record.pt/futebol/futebol-nacional/liga-nos/sporting/detalhe/dias-ferreira-sporting-nao-sai-desta-crise-se-nao-apostar-fortemente-na-sad

O lugar certo do Sporting

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O lugar certo do nosso clube só pode ser este, com Frederico Varandas ou seja com quem for, a defesa dos interesses do clube e do futebol profissional em Portugal, em frente ao poder político e desportivo, Governo, Liga e Federação, e num plano de igualdade com os outros dois grandes clubes portugueses.

A postura de desafio e hostilização permanente dos poderes instituídos nacionais e internacionais, com ou sem razão, não leva a lado nenhum, porque o Sporting não joga sozinho, não é dono da bola, se não gosta do que acontece não pode pegar nela e levá-la para casa, e no fim do dia são eles que mandam e o Sporting é prejudicado nas decisões, fora e dentro do campo. 

Há muitos anos que o Sporting por incapacidade, espírito de superioridade ou outra coisa qualquer foi deixando de ter peso nos poderes desportivos em Portugal e consequentente na arbitragem, peso esse que foi sendo ganho primeiro pelo Porto (o "sistema" denunciado por Dias da Cunha) e depois pelo Benfica (o "polvo vermelho") das mais variadas forma e algumas mesmo mafiosas. Ora isso teve reflexo óbvio no rendimento desportivo e também na relação com o poder político, um "cata-vento" sempre alinhado com os vencedores.

Ultimamente vimos a dificuldade que Frederico Varandas encontrou para ser ouvido pelo ministro para tratar do problema das claques. Se fosse o presidente do Benfica, o ministro viria a correr, sendo o do Sporting o problema era... do Sporting.

Mas também temos de nos lembrar que antes disso a última vez que o poder político tinha chamado o Sporting para intervir perante si, descontando as recepções pelas vitórias nacionais e europeias alcançadas na época passada, no caso na Assembleia da República a 3/4/2018, foi brindado por uma intervenção grosseira e infeliz do ex-presidente, sob um olhar envergonhado do Nuno Saraiva que não sabia em que buraco se havia de enfiar, e que terminou da forma mal-educada que conhecem: https://www.youtube.com/watch?v=tUiTwID32YA. 

Respeitar e ser respeitado. É isso que tem sempre de acontecer com o Sporting Clube de Portugal.

SL

Divagações em tempo de quarentena (6)

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Muitos treinadores têm passado pelo Sporting, muito poucos levantaram as taças mais importantes, as de campeão nacional e as da taça de Portugal. Alguns portugueses e alguns estrangeiros, os últimos dos quais Marcel Keizer e Lazlo Boloni (correctamente László Bölöni).

Foram dois homens que ganharam coisas, boas pessoas com personalidades discretas e tranquilas, mas o romeno vinha dum passado de futebolista de eleição no Steaua de Bucareste, campeão europeu contra o Barcelona, e na selecção romena (108 vezes internacional) e, tácticas à parte, tinha de facto outra sagacidade e visão do mundo e do futebol, e também outra atenção aos mais jovens (um dos exemplos é mesmo Hugo Viana).

Vem isto a propósito do último post do Pedro Oliveira me ter levado a passar os olhos no livro do romeno, e reler algumas coisas que foram então muito importantes e que se calhar explicam muito do que foi a catástrofe desta época.

Diz então Boloni (pág. 20): "Quis fazer um teste físico para avaliar o estado dos jogadores após as férias, mas deparei com a primeira dificuldade. É que nem todos estavam presentes. ... Fiquei espantado quando, alguns dias após a apresentação, o Nelson casou e foi para a lua de mel... Anotei no meu bloco que seriam situações a mudar no futuro.... Apesar das ausências começámos pelo tal teste físico... comparei os resultados obtidos com os que tinha feito com a equipa B da Roménia, não havia comparação possível. ...  os meus jogadores não revelavam capacidade de sofrimento. Numa equipa é bom que haja talento mas é igualmente importante o espírito de sacrifício."

(Depois até houve um mini-estágio físico no meio da temporada aproveitando uma pausa para jogos da selecção)

Outra:

"Não demorei muito tempo a perceber que o plantel era desequilibrado.... Uma equipa não pode ter estes desequilibrios tão acentuados. Até por uma questão lógica de gestão do plantel. Cinco jogadores internacionais para o mesmo lugar, nos quais o clube investiu tanto dinheiro, dá problemas de balneário na certa.".

(Penso que se estaria a referir à abundância de defesas centrais/trincos: Beto, André Cruz, Quiroga, Babb, Rui Bento, Hugo e Paulo Bento, e à falta dum "pinheiro" no ataque, depois veio Jardel)

Mais outra:

"Outra questão que senti ao observar os vídeos tinha a ver com as faixas laterais. Como era possível que os adversários passassem nas zonas de acção de César Prates ou de Rui Jorge e eles não estivessem lá? Ou melhor, eles estavam mas nunca no sítio certo. Alguma coisa não estava bem. A defesa era ineficaz. Sofria golos com muita facilidade."

(César Prates era o Ristovski da altura, de cima a baixo sem parar, sempre fora do lugar. E foi assim que o Beto foi adaptado a defesa direito.)

E mais outra, depois da terceira derrota em oito jogos no Campeonato:

"O que mais me enervou em Braga foi aquela falta de disciplina do Rui Jorge, que é uma pessoa formidável, já tinha duas expulsões em oito jogos. E as duas por palavras dirigidas aos árbitros. Os jogadores costumam reenvidicar uma série de exigências que consideram justas: o equipamento, o calendário dos treinos, etc. Mas depois esquecem-se de compensar isso tudo dentro do campo. Quando isso não acontece, tomo-o como uma falta de respeito à minha pessoa. Eu exijo aos jogadores determinadas coisas e isso tem de ser cumprido."

(E o Rui Jorge, o Acuña daquele tempo, chegou onde chegou)

Concluindo, Boloni debateu-se com questões de preparação física, espírito de sacrifício, equilíbrio do plantel, defesa eficaz das laterais da defesa e disciplina, que conseguiu controlar e ultrapassar. Todas elas estiveram presentes nesta triste temporada, quase vinte anos depois do romeno nos ter proporcionado a última dobradinha da história do Sporting.

 

PS: Um dos campeões da foto chegou depois a director da Academia de Alcochete, estava lá quando o ex-presidente chegou, já não estava quando ela foi assaltada.

Divagações em tempo de quarentena (6)

Quanto vale o plantel do Sporting? Ou melhor, qual é o valor de mercado do plantel do Sporting?

Vamos responder à questão utilizando os dados da plataforma Transfermarkt (TM), que foram revistos em baixa a 8 de Abril devido provavelmente à pandemia:

  1. Valores dos principais planteis, incluindo emprestados e vendas em curso:

 

Benfica               269,9M€

Porto                  217,53M€

Sporting             98,25M€ (c/ Jese e Bolasie)

Braga                  89,5M€  (c/ Trincão e Palhinha)

Guimarães        40,38M€

  1. Valor de mercado do plantel alargado do Sporting, ou seja, o conjunto dos jogadores com contrato profissional com o clube

 Sporting                          114,65

Jogador

Idade

ValorMercado

     

Marcos Acuña

28

12,00

Matheus Pereira

23

9,50

Sebastián Coates

29

8,00

Wendel

22

8,00

Luiz Phellype

26

6,50

Vietto

26

6,00

Rodrigo Battaglia

28

5,50

Palhinha

24

4,80

Valentin Rosier

23

4,80

Jovane Cabral

21

4,50

Abdoulay Diaby

28

4,00

Idrissa Doumbia

22

4,00

Rafael Camacho

19

3,60

Andraz Sporar

26

3,20

Stefan Ristovski

28

3,20

Cristian Borja

27

2,80

Luís Maximiano

21

2,70

Miguel Luís

21

2,70

Eduardo Henrique

24

2,40

Renan Ribeiro

30

2,00

Tiago Ilori

27

2,00

Misic

25

2,00

Luís Neto

31

1,60

Bruno Gaspar

26

1,20

Jérémy Mathieu

36

1,20

Mattheus  Oliveira

25

1,20

Chico Geraldes

25

1,00

Gonzalo Plata

19

0,90

Gelson Dala

23

0,80

Ivanildo Fernandes

24

0,80

Pedro Marques

21

0,50

Daniel Bragança

20

0,48

Pedro Mendes

20

0,45

Leonardo Ruiz

24

0,33

Joelson Fernandes

17

0,00

Eduardo Quaresma

18

0,00

Nuno Mendes

17

0,00

Matheus Nunes

21

0,00

Rodrigo Fernandes

19

0,00

 

 

 

 

           

Analisando estes valores, frutos de uma má época com maus treinadores, é óbvio que este lote de jogadores vale bem mais do que os 115M€. Desde logo porque os mais jovens não estão valorizados, excepção feita a Max e Miguel Luís, e os melhores estão mesmo subavaliados.

Por exemplo, falando de defesas esquerdos, no Benfica Grimaldo (24) está avaliado em 28M€ e no Porto Alex Telles (27) em 32M€. Nenhum deles é titular das suas selecções. Acuña só vale 12M€ ?

 

Quanto a Vietto, no Benfica Rafa (26) em 24M€ e no Porto Otávio (25) em 13,5M€. Vietto só vale 6M€?

Mas enfim, é o que temos.  Esta situação só pode mudar com um bom treinador, e duvido muito que Rúben Amorim nos desiluda porque parece mesmo que é um bom treinador, e com bons desempenhos nas diversas competições e entrada na Champions. Mas também pode ser ajudada pelo bom desempenho dos nossos estrangeiros internacionais nas respectivas selecções e temos Wendel, Plata, Doumbia, Battaglia, Coates, Acuña e Borja nessas condições.

 

PS: Gostei de ler o elogio (merecido) de Bruno Fernandes a Marcel Keizer, um treinador que, como Boloni, continua a ser de alguma forma menosprezado pelos Sportinguistas. No pouco tempo que cá esteve ganhou duas taças ultrapassando Braga, Benfica e Porto. Há sempre quem prefira recordar aqueles que com muita presença e atitude falharam nos momentos críticos e deixaram as taças nas salas de troféus dos outros.

SL

Divagações em tempo de quarentena (5)

A SAD do Sporting chegou a esta crise com um nível de despesa sem correspondência no sucesso desportivo e consequentemente nas receitas, e por isso mesmo com um deficit de exploração apenas gerível pela venda dos melhores jogadores. O que normalmente conduz a ainda menos sucesso desportivo e ainda menos receitas.

Em grandes linhas, os 25M€ do 1º ano de Bruno de Carvalho foram subindo até aos 75M€ no seu 5º ano, e Varandas ainda não encontrou forma de a fazer descer sem comprometer a qualidade.

Para essa realidade muito contribuiu o malfadado “autocarro de reforços”, a quantidade de jogadores que ano após ano foram contratados para as equipas A e B/Sub23, uns (muito poucos) jogadores excelentes, do melhor que alguma vez tivemos, mas a grande maioria deles sem o mínimo de qualidade para algum dia integrar a nossa 1ª equipa, ou até para impedir a descida da equipa B. E quando assim acontece, é de perguntar quem é que verdadeiramente lucrou com isso...

Pelas minhas contas e a partir de dados da Wiki Sporting, em 7 anos, contando apenas uma vez quando existem duplas ou triplas passagens,  foram nada mais nada menos que 103 os reforços.  Naquela que acabou por ser a pior época de Jorge Jesus batemos todos os records, foram 23. A época em que fomos mais contidos, foi exactamente esta, com apenas 10, e desses, 3 emprestados para devolver rapidamente.

Ano

Num Reforços

2013

16

2014

14

2015

12

2016

23

2017

18

2018

13

2019

10

 

Então, com 103 jogadores poderíamos constituir 4 planteis completos, uns para lutar pelo título na 1ª Liga, outros mais adequados para o distrital.

Por exemplo, o meu melhor onze apenas destes reforços seria o seguinte:

Renan; Piccini, Coates, Mathieu e Acuna; Gudelj, B.Fernandes e Nani; Brian Ruiz, Slimani e Bas Dost.

Para pior onze a escolha é bem mais complicada de facto. Fico-me por um onze que junta incapacidade, desperdício e desilusão, espalhada pelos 7 anos atrás referidos:

Jug; B.Gaspar, Ilori, Naby Sarr e Lumor; Eduardo Henriques, Matheus Oliveira e Ruben Ribeiro; Markovic, André e Castaignos

Para onze fantasma, aquele que nunca se viu, avançava o seguinte, onde se juntam gordos, coxos e muitos negócios mal explicados:

Viviano; Piris, Marcelo, Douglas e Lumor; Bruno Paulista, Meli e David Wang; Shikabala, Lucas Spalvis e Jorge Santos (Gazela)

Convido-os então a fazerem os vossos onzes, pelos critérios que melhor entenderem, e para isso fica então aqui a lista completa de reforços nestes últimos 7 anos:

 

0

Jogador

País

Chegada

Partida

NumJogos

1

Islam Slimani

Argélia

2013

2016

112

2

Jefferson

Brasil

2013

2019

129

3

Maurício

Brasil

2013

2015

54

4

Gerson Magrão

Brasil

2013

2014

14

5

Lewis Enoh

Camarões

2013

2015

32

6

Fredy Montero

Colômbia

2013

2019

133

7

Shikabala

Egipto

2013

2015

6

8

Ousmane Dramé

França

2013

2016

60

9

Atila Turan

França

2013

2014

1

10

Salim Cissé

Guiné Conacri

2013

2016

34

11

Matias Perez

Paraguai

2013

2014

5

12

Iván Piris

Paraguai

2013

2014

19

12

Sambinha

Portugal

2013

2015

74

13

Hugo Sousa

Portugal

2013

2014

24

14

Heldon

Portugal

2013

2014

15

15

Vítor

Portugal

2013

2014

14

16

Jonathan Silva

Argentina

2014

2018

49

17

Ewerton

Brasil

2014

2016

31

18

Simeon Slavchev

Bulgária

2014

2015

7

19

Jovane Cabral

Cabo Verde

2014

Presente

71

20

Ramy Rabia

Egipto

2014

2015

24

21

Ryan Gauld

Escócia

2014

2017

78

22

Oriol Rosell

Espanha

2014

2015

24

23

Hadi Sacko

França

2014

2016

59

24

Naby Sarr

França

2014

2015

19

25

Junya Tanaka

Japão

2014

2016

37

26

Paulo Oliveira

Portugal

2014

2017

92

27

André Geraldes

Portugal

2014

2017

33

28

Jorge Santos

Portugal

2014

2015

1

29

Nani

Portugal

2014

2019

65

30

Ezequiel Schelotto

Argentina

2015

2017

43

31

Hernán Barcos

Argentina

2015

2016

8

32

Bruno César

Brasil

2015

2019

98

33

Naldo

Brasil

2015

2016

27

34

Bruno Paulista

Brasil

2015

2017

9

35

Teo Gutierrez

Colômbia

2015

2016

32

36

Bryan Ruiz

Costa Rica

2015

2018

121

37

Azbe Jug

Eslovénia

2015

2017

4

38

Marvin Zeegelaar

Holanda

2015

2017

39

39

Alberto Aquilani

Itália

2015

2016

32

40

João Pereira

Portugal

2015

2016

44

41

Tomas Rukas

Russia

2015

2016

8

42

Gelson Dala

Angola

2016

Presente

25

43

Ary Papel

Angola

2016

2018

31

44

Marcelo Meli

Argentina

2016

2017

2

45

Alan Ruiz

Argentina

2016

2018

34

46

Budag Nasyrov

Azerbaijão

2016

Presente

30

47

Douglas

Brasil

2016

2017

8

48

Elias

Brasil

2016

2017

16

49

André

Brasil

2016

2017

15

50

Leonardo Ruiz

Colômbia

2016

Presente

36

51

Joel Campbell

Costa Rica

2016

2017

29

52

Bilel Aouacheria

França

2016

2017

38

53

Luc Castaignos

Holanda

2016

2019

17

54

Bas Dost

Holanda

2016

2019

127

55

Lucas Spalvis

Lituânia

2016

2016

0

56

Kiki Kouyaté

Mali

2016

2018

63

57

Fidel Escobar

Panamá

2016

2017

14

58

Pedro Delgado

Portugal

2016

2018

57

59

David Sualehe

Portugal

2016

2018

39

60

Guima

Portugal

2016

2017

32

61

Edu Pinheiro

Portugal

2016

Presente

22

62

Lazar Markovic

Sérvia

2016

2017

14

63

Radosav Petrovic

Sérvia

2016

2019

39

64

Merih Demiral

Turquia

2016

2018

30

65

Marcos Acuña

Argentina

2017

Presente

129

66

Rodrigo Battaglia

Argentina

2017

Presente

82

67

Wendel

Brasil

2017

Presente

67

68

Mattheus Oliveira

Brasil

2017

Presente

4

69

Paulinho

Brasil

2017

2019

61

70

Marcelo

Brasil

2017

2019

2

71

Seydou Doumbia

Costa do Marfim

2017

2018

29

72

Josip Misic

Croácia

2017

Presente

9

73

Romain Salin

França

2017

2019

22

74

Jérémy Mathieu

França

2017

Presente

104

75

Lumor Agbenyenu

Gana

2017

Presente

2

76

Cristiano Piccini

Itália

2017

2018

40

77

Stefan Ristovski

Macedónia

2017

Presente

74

78

Fábio Coentrão

Portugal

2017

2018

44

79

André Pinto

Portugal

2017

2019

41

80

Rúben Ribeiro

Portugal

2017

2018

18

81

Bruno Fernandes

Portugal

2017

2020

137

82

Sebastián Coates

Uruguai

2017

Presente

191

83

Renan

Brasil

2018

Presente

56

84

Raphinha

Brasil

2018

2020

41

85

Luiz Phellype

Brasil

2018

Presente

47

86

Matheus Nunes

Brasil

2018

Presente

10

87

David Wang

China

2018

Presente

0

88

Cristián Borja

Colômbia

2018

Presente

30

89

Idrissa Doumbia

Costa do Marfim

2018

Presente

45

90

Mees de Wit

Holanda

2018

Presente

21

91

Emiliano Viviano

Itália

2018

2019

0

92

Abdoulay Diaby

Mali

2018

Presente

47

93

Bruno Gaspar

Portugal

2018

Presente

30

94

Tiago Ilori

Portugal

2018

Presente

23

95

Nemanja Gudelj

Sérvia

2018

2019

43

96

Luciano Vietto

Argentina

2019

Presente

31

97

Eduardo Henrique

Brasil

2019

Presente

21

98

Fernando Pedro

Brasil

2019

2019

6

99

Yannick Bolasie

Congo

2019

Presente

25

100

Gonzalo Plata

Equador

2019

Presente

20

101

Andraz Sporar

Eslovénia

2019

Presente

9

102

Jesé Rodriguez

Espanha

2019

Presente

17

101

Valentin Rosier

França

2019

Presente

16

102

Luís Neto

Portugal

2019

Presente

20

103

Rafael Camacho

Portugal

2019

Presente

20

 

SL

Divagações em tempo de quarentena (4)

drpalhinha2.jpg

(De A Bola, "João Palhinha, 24 anos, está na mira de clubes espanhóis e ingleses para a próxima temporada e tem novo empresário, uma vez que passou a ser representado pela Traquifoot, empresa liderada por Luís Neves e Pedro Traquino.")

 

Longe vai o tempo em que Manuel Fernandes assinava de cruz o contrato que lhe estendia João Rocha, o tempo em que presidentes e jogadores se entendiam directamente na base da exigência e do incentivo, muitas vezes nos momentos mais improváveis das épocas e dos jogos.

Depois disso a profissionalização dos jogadores de futebol foi avançando em paralelo com a industrialização do próprio jogo, e foram surgindo as obrigações fiscais, as SADs e as obrigações de mercado, os agentes, os investidores, os fundos, a separação entre direitos económicos e desportivos, os acordos sobre mais-valias, os mecanismos de solidariedade, etc. Hoje em dia cada jogador transporta consigo todo um conjunto de responsabilidades que importa entender.

Apesar disso, a ideia de muitos ainda é que os jogadores continuam a ser carne para canhão, podem ser maltratados pelas claques ou enxovalhados publicamente pelos presidentes quando as coisas correm mal, e até existem aqueles presidentes que dizem que estão lá para defender os interesses do clube e os jogadores que defendam os deles. Ou seja, parece que muita gente ficou no tempo do... Manuel Fernandes.

O Sporting sofreu na pele as consequências dessa atitude com o assalto a Alcochete e o processo litigioso que se seguiu demonstrou a complexidade actual da relação entre clubes e jogadores, bem como as diferenças de entendimento entre as instâncias jurídicas chamadas a resolver os conflitos, a nacional (TAD) e a da UEFA.

Estando esse processo praticamente terminado, importa agora é que o clube consiga enfim ter uma gestão de activos eficaz e suportada pela formação, que permita extrair o máximo de cada jogador do ponto de vista financeiro e desportivo, de acordo com os condicionalismos e oportunidades do mercado. Para isso importa conjugar a defesa intransigente dos seus interesses com um espírito de parceria com os jogadores e as entidades que os representam, com vista a garantir tranquilidade, focalização e espírito de corpo no balneário, tudo isto necessário à superação do grupo e às conquistas.

Parece simples, parece óbvio, mas estamos num clube que ao longo dos anos tem sido muito incompetente nesta área, desperdiçando talento que fugiu do clube ou foi vendido ao desbarato, como Paulo Futre, Fernando Mendes, João Moutinho e muitos mais, que acabaram por ir reforçar e ajudar a ganhar títulos nos clubes rivais. E de muitos ex-jogadores que passaram ou foram formados em Alvalade, muito ao contrário do que acontece noutras paragens, apenas se ouvem mágoas e ressentimentos para com o clube.

Mas também tivemos e temos casos em que as coisas funcionaram bem para todos, e no caso Bruno Fernandes conseguimos resgatá-lo duma saída pela porta pequena, mantê-lo como capitão e melhor jogador em campo até ao momento em que conseguimos uma grande transferência e ele saiu para um grande clube e um grande contracto. Ainda por cima, ficámos com um “tiffosi” que à distância não deixa de moralizar e incentivar os ex-colegas. Parabéns a todos os envolvidos, incluindo os agentes envolvidos no negócio.

Para terminar, apenas referir que se procurarmos os agentes dos jogadores do plantel principal do Sporting no Transfermarkt chegamos à lista seguinte: alguns pais e familiares, Ultimate Sports, LeaguePro, Invictus Team, Nomi Sports, TF Tribe, CLK Foot, Teixeira Players, Positionumber, Eleven Talent Group, Juan Manuel, TFM Agency, Gines Carvalhal, Eurodata Sport, MVP Group, Leonardo Corsi, Interlex Sport, First Acess Sports, AR Sports Management e... Bruno Carvalho (outro).

Agora veio o Rúben Amorim, agenciado pela Nomi Sports, a mesma de... Idrissa Doumbia. A Gestifute não consta, Rodrigo Fernandes não faz parte ainda do plantel principal. E agora, com o regresso de Palhinha, a Traquifoot.

SL

Mudar estatutos: Voto electrónico

 

A pandemia de Covid-19 colocou em risco muito do que entendiamos como eternamente adquirido, incluindo a liberdade de participação de todos os sócios em eventos desportivos, sociais e estatutários do clube a que pertencem. Os sócios integrantes do grupo de maior risco, com mais de 70 anos e/ou com debilidades imunitárias, possivelmente vão ficar impedidos de participar nesses eventos durante algum ou largo tempo.

De qualquer forma, e mesmo sem pandemia, a verdade é que apenas uma pequena percentagem de sócios do Sporting Clube de Portugal participava em eleições ou em Assembleias Gerais (AGs), as últimas eleições foram as mais concorridas de sempre e a AG de destituição do ex-presidente uma das maiores participadas e terão votado cerca de 40% e 30% dos sócios com capacidade para tal respectivamente. Já nas ultimas AGs não terão votado mais do que 4%.

Por outro lado, o próprio modelo de AGs não eleitorais consagrado nos estatutos tem vindo a revelar-se incapaz de permitir um debate acalorado mas civilizado dos pontos em discussão, antes se tem tornado palco para um combate desigual e improdutivo entre uma minoria instrumentalizada e arruaceira e uma maioria incapaz de fazer ouvir os seus pontos de vista e por isso mesmo silenciosa, limitando-se a entrar, votar e sair o mais depressa possível. Um combate onde a minoria tenta tudo para ganhar por... falta de comparência dos adversários.

Importa por isso repensar as diferentes formas dos sócios poderem exercer os seus direitos de participação na vida do nosso clube, e particularmente o direito ao voto.

Em 12 de Novembro do passado ano o PMAG Rogério Alves abordou em declarações à Sporting TV o voto eletrónico, considerando que seria "seria uma revolução que colocaria o Sporting no patamar de excelência":

"Nisso é que nós devíamos concentrar a nossa energia. A consagração do ‘iVoting’… Isto é, permitir a cada sócio e a cada sócia que no seu computador, com um sistema fidedigno, verificado, instalado e conferido naturalmente por entidades idóneas e com competência na matéria… permitir que a generalidade das sócias e dos sócios do Sporting se pronunciem sobre os factos relevantes para o clube significaria a revolução que o Sporting precisa em termos de ser, de facto, um clube das sócias e dos sócios. Para o Sporting ser de facto um clube das sócias e dos sócios, como deve ser e como tem de ser, é fundamental que mais pessoas participem nas decisões, para que as decisões tenham efetivamente uma legitimidade reforçada, acrescida e para que se possa consultar as sócias e os sócios sobre assuntos relevantes do clube, sem obrigar a deslocações, a perdas de tempo e a grandes despesas que correspondem à realização de cada uma das assembleias gerais, é dizer: A partir de agora, no conforto da sua casa, na proximidade de um núcleo, pode emitir a sua opinião. Para além de votações nas assembleias gerais, poderia obter as opiniões dos sócios, mesmo fora do quadro de uma deliberação em AG, recolher a sensibilidade das pessoas, face a assuntos relevantes para a vida do clube. Fazer uma espécie de uma sondagem, fazer uma espécie de um referendo… E aí sim podíamos dizer que, cada vez mais, o Sporting é o clube das suas sócias e dos seus sócios. Porquê? Porque 40, 50, 60, 70 mil pessoas, todos aqueles que têm capacidade e reúnem condições estatutárias para exercerem o direito de voto, podem, de facto, fazê-lo, de forma cómoda, de forma simples, de forma rápida, de forma segura. (...) Esta seria uma revolução que colocaria o Sporting no patamar de excelência. E, portanto, é fundamental que, se queremos uma participação ampliada na vida associativa do nosso clube, que esta seja a nossa meta: implementar, sem medo dos votos, sem medo de que haja muito mais gente a votar, implementar esta verdadeira revolução e tornar o Sporting um clube pioneiro no reforço da legitimidade e no implemento de um a verdadeira convivência democrática e no domínio das maiorias. Essa implementação é crucial para que seja a maioria a dirigir os destinos do clube – e que essa maioria seja ampla, seja significativa, seja muito alargada, para ser também inequívoca".

Tendo a grande vantagem de alargar a base de votantes, a verdade é que o iVoting tem vários problemas associados nada fáceis de resolver, e talvez por isso mesmo apenas a Suiça e a Estónia o usam para eleições e referendos nacionais. Nos EUA e Canadá usam-no no âmbito das primárias dos partidos, em França a mesma coisa, em Portugal penso que é utilizado nas votações de diversas Ordens, entre elas a dos Advogados.

Vou então tentar explicar de forma simples em que consiste o iVoting.

A forma de voto tradicional nas eleições e referendos é um voto anónimo, presencial e supervisionado, anónimo para assegurar que o sócio assuma a sua escolha em plena liberdade, presencial porque tem de se deslocar ao local de votação com os documentos necessários e supervisionado porque existe uma estrutura técnica no local que o credencia e o acompanha no processo de voto. Para situações bem tipificadas admite-se um voto não presencial, por correspondência. O escrutínio dos votos exige um processo manual demorado de contagem e verificação.

O voto electrónico consiste em expressar o seu voto através de equipamentos informáticos visando sobretudo facilitar o voto e o apuramento dos votos, ganhar eficiência na gestão e, idealmente, ao mesmo tempo, manter ou aumentar as garantias de segurança e credibilidade de todo o processo. Esse voto pode ser concretizado ou de forma presencial por máquinas de votação tipo ATMs distribuidas por locais de voto e utilizadas de forma supervisionada por autoridades, ou de forma anónima, não presencial e não supervisionada localmente através da Internet,o iVoting.

Isso quer dizer que acedendo de forma autenticada a um portal de voto, cada eleitor poderá exercer o seu direito de qualquer local e em qualquer momento do período de votação. Terminado esse período, logo um programa informático fará o apuramento, que depois de certificado pela entidade central de supervisão, ditará o resultado. Mesmo assim e para quem entender, poderá estar também disponível o voto presencial tradicional.

Então, e tomando como referência o voto tradicional, o iVoting levanta várias questões, de transparência e fiabilidade, pode ser vulnerável a erros, fraudes e piratarias, a própria base eleitoral, sócios há algum tempo com quotas em dia, pode ser viciada, por alguém ou alguma seita que promova o ingresso ou regresso massivo de sócios, organizadamente obtenha as suas credenciais e faça por eles a votação. Também por isso e tal como no voto presencial, o voto qualificado é essencial para garantir a estabilidade do clube. Por outro lado, o iVoting tem a vantagem de permitir facilmente a realização duma 2ª volta entre os candidatos mais votados.

No entanto, e por muito cuidado que se tenha na escolha e implementação do sistema informático e na escolha também da entidade certificadora, a idoneidade da mesma será apenas uma condição necessária mas não suficiente para garantir a confiança dos sócios do Sporting num processo de iVoting.

Concluindo, é importante ultrapassar as questões relativas à participação presencial apontadas no início e assegurar a vida estatutária do clube no momento em que vivemos, o voto electrónico na versão iVoting é uma ferramenta com virtudes e defeitos capaz de as ultrapassar, e deverá ser avaliada comparativamente com outras alternativas, como sejam as AGs delegadas, com delegados escolhidos pelo método de Hondt ou doutra forma, ou o voto presencial descentralizado, com urnas de votação e estruturas de apoio espalhadas pelos principais núcleos. Alternativas que poderão ser tema para outros posts.

 

Saudações Leoninas.

 

Algumas referências para leitura adicional:

(1) https://en.wikipedia.org/wiki/Electronic_voting

(2) http://www.cne.pt/content/voto-electronico

(3) https://observador.pt/2019/10/18/ordem-dos-advogados-garante-que-voto-eletronico-e-seguro-e-confidencial/

(4) https://digitalpolicylaw.com/el-voto-electronico-tropieza-de-nuevo/

 

 

Divagações em tempo de quarentena (3)

Considerando as consequências desta paragem forçada do futebol para a vida dos clubes e as perspectivas existentes em termos de conclusão dos campeonatos, se calhar o Sporting fez o mais importante do que devia ter sido feito neste mercado de inverno:

1. Vendeu por uma verba significativa o seu melhor jogador mas que muito se iria desvalorizar nesta conjuntura.

2. Com esse dinheiro, depois de descontado cerca de 1/3 em compromissos diversos, resolveu vários problemas, o aperto de tesouraria e a resolução dos problemas mais importantes existentes no plantel e estrutura técnica.

3. Os problemas foram resolvidos nas duas posições mais críticas, treinador e ponta de lança.

4. A contratação de Sporar, o artilheiro da Liga Europa, acabou por ser ainda mais decisiva dada a lesão estúpida do LP29 logo a seguir. Ficávamos reduzidos ao ainda muito "verde"  Pedro Mendes.

5. Ficámos assim neste momento de paragem com um treinador jovem moralizado e com grande potencial, que ainda há pouco ganhou 5 jogos aos 3 grandes comandando uma equipa com um plantel bem inferior ao nosso, e que vai ter uma pré-época, mini ou não, para pôr a equipa a jogar ao seu jeito.

Tudo ao contrário do que foi feito no mercado de Verão, onde se deixou partir Bas Dost por tuta e meia, se trocou um Raphinha a caminho duma época fantástica por três tristes e coxos emprestados, e um Keizer que tinha ganho duas taças por um Silas sem capacidade para o lugar. 

Importa agora tratar do resto, baixar a folha salarial libertando jogadores que nada acrescentam, assegurar a manutenção de Mathieu, "peixe na água" neste sistema de três centrais, fazer regressar os emprestados e dar oportunidades aos melhores jovens dos sub-23.

Ou seja, de alguma forma voltarmos ao tempo das "vacas magras" do Leonardo Jardim, onde com a continuidade da espinha dorsal do plantel (Rui Patrício, Rojo, Adrien, Cédric, Carrillo), o regresso de alguns emprestados (William Carvalho, Wilson Eduardo), o melhor que havia na equipa B (Mané, Esgaio) e uma ou outra aquisição da "loja dos 300" (Montero, Slimani, Maurício) foi possível montar uma equipa barata e competitiva.

Para já parece que temos... o novo Leonardo Jardim.

SL

 

Divagações em tempo de quarentena (2)

Se há tema consensual no que respeita ao futebol do Sporting é a necessidade da aposta na formação. O problema é que pouca gente está preparada para aguentar essa aposta, e aos primeiros falhanços de um ou outro não existem contemplações. Exemplos há mais que muitos, o último dos quais o nosso Max, Luís Maximiano, que tem tudo para ser o sucessor de Rui Patrício mas... muito tem de jogar para isso. Muitas épocas, mais precisamente.

De qualquer modo, a aposta na formação é essencial para equilibrar financeiramente o clube sem perda de capacidade competitiva, eliminando o recurso a contratações caras que pouco ou nada acrescentam, e garantindo o encaixe máximo aquando das vendas.

Sendo assim, lançava aqui o desafio de comporem a vossa melhor equipa de sub23, do Sporting, mais precisamente com jogadores de 17 a 22 anos, podendo incluir jogadores do plantel A, emprestados, dos sub-23 ou das camadas jovens.

Para complicar mais a escolha, o onze deve ser escolhido de acordo com o modelo táctico de Rúben Amorim, o 3-4-3.

Avanço a minha escolha,

Luís Maximiano (21); João Silva (21), Eduardo Quaresma (18) e Gonçalo Inácio (18); Rafael Camacho(18), Idrissa Doumbia(21), Matheus Nunes(21) e Nuno Mendes(17); Gonzalo Plata (19), Pedro Mendes (20) e Jovane Cabral (21)

Fico a aguardar as vossas melhores equipas bem como os comentários sobre as escolhas. 

SL

Porque não se calam?

Com o país e o mundo a braços com uma pandemia que está a matar muitos milhares de pessoas e a deixar famílias destroçadas, e à qual se vai seguir uma crise económica de proporções difíceis de prever, empresas fecharão, muita gente perderá o emprego, não sabemos o que vai restar do Sporting que conhecemos, não tem esta gente congregada num Movimento que conseguiu reunir 70 pessoas em congresso em Coimbra mais que pensar do que nos estatutos, no de Frederico Varandas como militar e nos do Sporting.

E pelos vistos querem eleições para 20 de Abril. Se calhar, se não tiverem resposta, será caso para convocarem mais uma manifestação.

Decidiram isso por Whatsapp ou reuniram-se à volta duma mesa? 

Como disse Juan Carlos ao Hugo Chávez,  porque não se calam?  Já basta o que basta.

 

Divagações em tempo de quarentena (1)

Tenho para mim que a fórmula de sucesso para o futebol do Sporting está há muito inventada, um plantel com 1/3 de jovens de elevado potencial, 1/3 de jogadores de classe com alguns anos de casa e o resto de "carregadores de piano" que saibam compensar com a garra e força do seu carácter as suas limitações técnicas, e por cima disso tudo um treinador disciplinador, exigente e inspirador. Foi assim com Malcolm Allison, foi assim com Boloni, podia ter sido assim com Bobby Robson.

Olhamos para o plantel actual do Sporting: dos 26 contam-se 9 sub-23, dos quais se destacam Wendel e Plata, um da selecção olímpica do Brasil, outro da selecção A do Equador, entre todos imagino que tenham um valor de mercado de cerca de 50M€. O terço de jovens de elevado potencial está lá.

Já quanto aos craques, e com boa vontade, apenas posso vislumbrar quatro: Mathieu, Acuña, Coates e Vietto.

E quanto aos carregadores de piano, os que lutam até ao fim e raramente comprometem, apenas posso vislumbrar cinco: Renan, Neto, Battaglia, Sporar e Luiz Phellype.

Sobram assim 8 em 26 que se afastam desta tipificação e que em meu entender pouco acrescentam ao plantel. Já têm 23 ou mais anos, e ou não são suficientemente bons ou não são suficientemente fortes psicologicamente, raramente resolvem e muitas vezes comprometem.

É muita gente e é gente que custou muito dinheiro. Não falando no caso muito especial de Francisco Geraldes, temos Ristovski, Rosier, Ilori, Borja, Eduardo, Bolasie (emprestado) e Jesé (emprestado) que penso que custaram cerca de 25M€. Salários à parte, excepto nos emprestados.

Obviamente que, com Rúben Amorim, um ou outro destes jogadores poderá revelar qualidades nunca vistas e demonstrar a sua importância, mas quando falamos num plantel pobre para as necessidades do Sporting este é o maior problema.

O outro é que com as saídas de Bas Dost e de Bruno Fernandes ficaram apenas quatro para fazer a diferença. E se Mathieu arrumar as botas, restarão apenas três...

SL

O Sporting vai voltar a ter equipa B

750px-Sporting_B_2012-13.jpg

A Liga de Clubes divulgou em comunicado que o Sporting integra o conjunto de clubes que efectuaram a inscrição das equipas B para as temporadas 2020/21 e 2021/22.

Diz o Record que:

"Sublinhe-se que a inscrição dos leões não confere, de imediato, o direito a disputar a 2.ª Liga na próxima temporada. Ou seja, o Sporting deve, sim, começar num escalão inferior e, na eventualidade de futuramente assegurar o acesso à 2.ª Liga, tem desde já essa inscrição regularizada. Colocando a possibilidade - e apenas um SE - de entrarem para o Campenato de Portugal, para o ano podiam subir à LigaPro e se não tivessem inscritos não podiam jogar."

A decisão de Bruno de Carvalho de acabar com a equipa B teve muito de disparatada. Ficou o Sporting sem a possibilidade de dispor como o Benfica, Porto, Braga e Guimarães de um palco por excelência de preparação de jovens jogadores para integração no plantel principal a qualquer momento. Vejam-se por exemplo o plantel e o onze titular do Benfica.

Foi tanto mais disparatada quando pensamos na equipa B que recebeu de Godinho Lopes e que lhe permitiu construir com Leonardo Jardim um plantel barato e competitivo, que conseguiu um 2.º lugar na Liga, e ir fazendo vendas que permitiram encaixar muitos milhões de euros.

Com Manuel Fernandes como director, Oceano e Dominguez treinadores, a equipa B contava com jogadores como Rúben Semedo, Arias, Ilori, Dier, Pedro Mendes, João Mário, Bruma, Esgaio, Iuri Medeiros e Podence, tendo conquistado o 4.º lugar da 2.ª Liga. Emprestados tinham sido nessa época William Carvalho e Wilson Eduardo.

Pois se noutras questões sobre o futebol do Sporting tem deixado muito a desejar, faz muito bem Frederico Varandas em promover o regresso da equipa B, mantendo ou não os sub-23 de acordo com os condicionalismos financeiros do clube.

SL

Primeiras impressões

A vinda de Rúben Amorim foi sem dúvida uma grande pedrada no charco que tem sido a triste realidade desta época do Sporting. Toda a gente tem opinião sobre o assunto, nos comentadeiros afectos ao clube domina a hipocrisia habitual de quem prefere ter palco com o clube a aprodrecer, do que remetido à sua insignificância com o clube a ter sucesso.

Esta aquisição pelo Sporting dum treinador ao tal clube que publicamente o desconsidera, concorrente directo pelo 3.º lugar da Liga, foi muito mal preparada e explicada por Frederico Varandas, e continua a ser muito mal explorada na Comunicação Social com mais ou menos responsabilidade do clube, falando-se em compras e vendas e alterações de estrutura que mais não fazem que complicar o trabalho do treinador ainda agora contratado.

Decisão tomada e concretizada a vinda, o que para mim me importa não é se o Rúben é do Benfica desde pequenino, se custou 5 ou 10, ou se vai custar 20 ou 30. Não se poder levantar no banco e comandar a equipa já me incomoda, mas o que me importa mais é perceber se é o treinador que o Sporting precisa para rentabilizar económica e desportivamente este plantel, que vale muito mais do que até agora tem demonstrado. Se o Rúben é o líder capaz de pôr ponto final naquilo que Bruno Fernandes, Plata e Neto denunciaram, um plantel de grupinhos com alguns que andam por ali, recusando saídas negociadas do clube e não metendo o pé nas divididas. Se o Rúben é capaz de construir uma equipa que nos volte as dar as alegrias que Keizer deu em Braga e no Jamor, e que, não falando noutros, antes dele nos deram num registo ainda bem maior: Malcom Allison, Inácio e Boloni.

Pois pelo que vi ao vivo na bancada de Alvalade e depois ouvi na conferência de imprensa, Rúben demonstrou um conjunto de atributos que significam liderança, pragmatismo e consistência. Para o Rúben quem manda é ele, o responsável é ele, quem dá a cara perante sócios e presidente é ele, os jogadores não tem de estar preocupados com classificações: só têm que pensar em treinar bem e jogar melhor.

O Francisco Geraldes jogou; vai voltar a jogar? Se demonstrar ser melhor que os outros nos treinos, sim. Para Rúben, no sistema táctico e modelo de jogo não se mexe, jogadores diferentes nas mesmas posições dão as variantes necessárias de acordo com o adversário: há que treinar, rotinar, repetir e voltar a repetir, e tudo acontecerá de bom a partir daí. Primeiro ganha-se e torna-se a ganhar e depois joga-se bem, porque só com a confiança das vitórias vêm os bons jogos.

Isto chega para o Rúben Amorim ter sucesso?  Quando o plantel, já de si desequilibrado e com um claro deficit de quantidade de qualidade, está fragilizado por uma época de derrotas e insucessos, pela saída do seu capitão e pela adaptação a quatro lideranças com orientações completamente distintas? Quando a estrutura criada por Varandas falha em toda a linha, e Beto assiste indiferente a Ristovski fugir para o balneário? Quando uma fatia do estádio enerva e insulta os jogadores do próprio clube dentro e fora de casa? Não faço ideia, vai ser mesmo complicado. 

Em Guimarães esta nova liderança vai ser posta à prova. Depois é comparar com o que aconteceu em Vila do Conde e em Famalicão e tirar conclusões.

Que Rúben tenha a sorte que teve no Braga, porque a sorte dele é a sorte de todos nós, ou pelo menos daqueles que põem o Sporting à frente de tudo.

Sporting sempre!

SL

Amanhã à tarde em Alvalade

Amanhã à tarde em Alvalade a equipa do Sporting Clube de Portugal entra em campo para tentar vencer e convencer com o último classificado da Liga e assim manter-se na corrida com o Braga pelo 3º lugar.

Não são ainda conhecidos os convocados por Rúben Amorim, mas prevê-se que sejam mais ou menos os seguintes:

Guarda-redes: Maximiano e Diogo Sousa.

Defesas: Ilori, Coates, Mathieu, Ristovski, Rosier e Borja.

Médios: Eduardo, Acuña, Battaglia, Francisco Geraldes e Doumbia.

Avançados: Rafael Camacho, Luciano Vietto, Gonzalo Plata, Pedro Mendes, Jovane Cabral e Sporar.

Com Rúben Amorim ao comando, e conhecida que é predilecção do mesmo pelo 3-4-3, a pergunta habitual nesta rúbrica já não fará muito sentido, pelo que deixo aqui a seguinte: 

No sistema táctico com que Rúben Amorim teve tanto êxito em Braga, o 3-4-3, qual seria o vosso onze ?

Francamente tenho muitas dúvidas sobre as vantagens deste sistema relativamente ao 4-3-3, nas suas diferentes configurações e variantes, e olhando para o plantel mais dúvidas tenho. Coates, lento e pesado, não tem grandes condições para jogar a central do lado direito numa linha a 3, como se viu no último jogo contra o... Braga de Rúben Amorim. Se calhar esse lugar será para Neto. Mathieu já tem e pode dar-se bem com o sistema. Ilori tem rapidez mas falta-lhe... tudo o resto que define um bom central. Borja também pode render a central do lado esquerdo. Battaglia se calhar pode jogar a central do meio. 

E quem sai no meio-campo ? Battaglia, Wendel ou Vietto ? Ou Vietto joga a interior esquerdo ? Enfim, muitas dúvidas.

Penso que na linha avançada, importa dar continuidade ao trio que melhor ou pior jogou em Famalicão, só com continuidade e conhecimento mútuo é que a qualidade de jogo ofensivo pode melhorar.

Fica então aqui o meu onze para o confronto em casa com o último da Liga, onde tudo o que for menos que uma goleada nos vai deixar um pouco ou bastante desiludidos:

Max; Ilori, Coates e Mathieu; Ristovski, Battaglia, Vietto e Acuña; Plata, Sporar e Jovane.

SL

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