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És a nossa Fé!

Um balanço de meia temporada (3) - O ataque móvel

Nesta quarta temporada sob o comando de Rúben Amorim, o Sporting passou duma equipa que defendia melhor que atacava e perdia muito poucos jogos, para uma que ataca melhor do que defende, e que perde mais jogos. 

Isso fica claro quando analisamos os números desta temporada. O Sporting segue com um score 10V, 2E, 8D e 34-25 em golos nos 20 jogos oficiais já disputados para as 3 competições, Liga, Champions e Taça, pelo que as médias de golos marcados e sofridos são de 1,7 e 1,25 respectivamente. Só não marcou em 5 dos 20 jogos, e só não sofreu em 6. Na Liga segue no 4.º lugar com 26-15 golos, o quarto melhor ataque e a nona melhor defesa. No 1.º lugar segue o Benfica com 37-7 , em 2.º o Porto com 31-9.

 

Quem observa estes números e não acompanha a equipa dirá que a problema está no trio defensivo. E em parte está. As lesões de St.Juste, Neto e Coates obrigaram Amorim a andar com Gonçalo Inácio dum lado para outro, e quando Esgaio foi chamado à posição a coisa correu mesmo mal. Também não ter a "6" um jogador tipo Palhinha complica muito a tarefa do trio, especialmente no jogo aéreo. As bolas paradas adversárias tornaram-se problemáticas, porque nas duas pontas da linha defensiva ficam obrigatoriamente jogadores fracos no jogo aéreo.

Mas hoje em dia ataca-se com todos e defende-se com todos também. Para mim o problema está no "ataque móvel" que Amorim perspectivou para esta temporada muito tendo em conta as necessidades específicas da Champions. Foi isso que levou à contratação de jogadores como Edwards, Trincão, Rochinha e Morita para se juntarem a Pedro Gonçalves, todos eles levezinhos, todos eles habilidosos, todos eles a gostar de receber a bola no pé, fintar para dentro e tentar o remate frontal, todos eles com dificuldade em recuperar a bola sem falta. Paulinho encaixa-se mal nesse ataque móvel, porque tem sempre muita gente a invadir a zona frontal em vez de irem à linha e lhe darem espaço para trabalhar e oportunidades de golo para tentar marcar.

 

Quem é que impõe o físico e acelera o jogo no Sporting, passando longo ou de primeira, que quebra linhas em velocidade e força os amarelos contrários? E logo sprinta para trás na recuperação? Quem é que vai à linha e centra atrasado? Quem é que joga mais para os outros do que para si, abrindo o jogo de primeira, desmarcando-se a dar linha de passe, dando velocidade ao jogo colectivo? Quem é que marca golos de cabeça saltando mais alto que os defensores contrários? Nenhum dos levezinhos faz nada disto particularmente bem ou não faz de todo.

Às voltas com as insuficiências do ataque móvel perante adversários mais fracos e que se fecham lá atrás, Amorim tem tomado algumas decisões tácticas que se têm revelado desastrosas, como o recuo de Pedro Gonçalves para o meio-campo que na prática quase equivale a retirar do campo o goleador da equipa e o avanço de Coates em fase de tentar tudo em busca do milagre, transformando por completo no momento a forma de atacar da equipa e abrindo uma cratera na defesa.

Dizia o António Tadeia referindo-se ao último jogo da selecção: "Isto é dos livros e extremamente fácil de entender: quanto mais uma equipa se desorganiza no ataque para criar desequilíbrios, mais desorganizada se apresentará no momento da perda da bola. Logo, mais dificuldades terá para impedir o adversário de progredir."

E é muito isto que se passa com o Sporting desta temporada. Ugarte que o diga. Quase nunca chega ao intervalo sem levar amarelo e depois fica a vê-los passar.

SL

Um balanço de meia temporada (2) - Retaguarda de jovens

Para que seja viável um plantel curto na equipa principal é indispensável dispor duma retaguarda de jovens de grande potencial, capazes de substituir com sucesso os mais velhos em momentos de aperto e explodir de rendimento durante a temporada.

Ora, se na época passada essa retaguarda deixava muito a desejar. Bastava olhar para a falta de qualidade da equipa B. Esta época, com a dispensa de muitos, a promoção dos melhores juvenis e juniores e a contratação de alguns estrangeiros de grande qualidade, tudo é diferente. 

Mas a verdade é que nesta meia temporada nenhum dos jovens que entrou em campo na equipa principal, e estamos a falar de jogadores que se treinam regularmente nessa equipa embora jogando muitas vezes pela B, se fixou na mesma, antes foram aparições esporádicas e muitas vezes mal conseguidas.

 

Então como explicar isso?

Em primeiro lugar gostava de saber se os lançamentos na equipa A têm alguma coisa a ver com recompensas pela assinatura do contrato "de adulto", resistindo a promover quem ainda não o assinou por não ter a idade necessária ou resistir à assinatura. Porque é que o Chico Lamba, que nem é opção na B, foi lançado contra o Casa Pia ou o Mateus Fernandes contra o Tottenham?

Em segundo, não consigo entender porque é que a B joga num sistema táctico diferente da A. Só conseguiria entender se Amorim estivesse de saída do Sporting ou estiver nos seus planos voltar aos quatro defesas. 

 

O onze habitual da equipa B, que tem feito boa campanha na complicada 3.ª Liga e é a base da equipa que ficou em primeiro lugar no seu grupo na Youth League e também da selecção portuguesa de sub20, é o seguinte:

Callai; Travassos, Marsà (Gilberto), Alcantar (Veiga) e Nazinho (Marsà); Essugo (Veiga), Diogo Abreu e Mateus Fernandes; Fatawu, Rodrigo Ribeiro e A. Moreira (D. Cabral).

Então é fácil ver que nenhum dos jovens da B foi lançado na A na posição em que joga habitualmente. Então os casos de Marsà e Mateus Fernandes são flagrantes.

 

Falando de Mateus Fernandes, para mim é outro que, tal como Daniel Bragança, nunca será titular neste sistema táctico de Amorim. Se a equipa B jogasse nesse sistema, o onze titular teria provavelmente Essugo e Diogo Abreu no meio-campo, os mais parecidos que existem com Ugarte e Morita. E ainda lá está o Marco Cruz nos sub23. Claro que em 4-3-3 ou 3-5-2 já existe espaço para um médio ofensivo "levezinho" como os dois que referi.

Ainda sobre esta questão do 4-3-3 vs 3-4-3, as duas últimas contratações, Tanlongo e Sotiris, parecem "clones" do Palhinha e do Matheus Nunes, ajustam-se ao 3-4-3 que Amorim tem utilizado.

 

O caso de Fatawu também é curioso. Na pré-temporada foi testado a ala esquerdo e para mim estava ali de caras o titular. Mas não, voltou a jogar como extremo direito de pé trocado. Aí concorre com Trincão e Edwards pela titularidade, ou seja, não tem grandes hipóteses. Isso deveu-se a Amorim não lhe querer quebrar as rotinas da selecção para ele poder render o máximo no Catar?

Concluindo, por uma razão ou por outra a verdade é que a tal retaguarda de jovens não tem funcionado nada bem nesta meia-temporada, fico a aguardar a próxima Taça da Liga para rever este meu pensamento.

SL

Balanço desta meia temporada (1)

Concluída que foi com sucesso a visita a Famalicão, inicio aqui um conjunto de posts de balanço duma meia temporada que não está a correr da melhor forma, não no sentido de assacar culpas a ninguém mas de ajudar a perceber as causas que conduziram à actual situação e lançar o debate sobre as melhores formas de a ultrapassar.

Neste momento seguimos na Liga a 4 pontos do 2.º lugar, na Liga Europa temos uma eliminatória para disputar depois de 2V e 1E na Champions que nos deram o 3.º lugar no grupo, fomos eliminados na Taça de Portugal e temos a Taça da Liga para disputar. Podíamos de facto estar bem melhor, mas ainda há muito para conquistar.

Contingências à parte, por muito complicado que seja por exemplo perspectivar a queda na Champions sem pensar nas lesões de alguns e nos erros grosseiros de outros, chegámos a esta situação na dificuldade de conjugar duas perspectivas legítimas, qualquer uma delas penso que consensual no universo Sporting:

- A de Frederico Varandas, que entendeu uma vez reeleito que este seria o ano do "arrumar de casa" (1), libertando e pagando por isso mais de 30 jogadores sem futuro no clube, insistindo na formação, reforçando-a com jovens de elevado potencial recrutados em diferentes mercados, e na qualidade das estruturas técnicas como elementos fundamentais para o futuro sustentado da SAD, sempre com o objectivo de montar equipas competitivas suportadas financeiramente via desempenho na Champions e venda controlada dos jogadores em destaque.

- A de Rúben Amorim, que fazendo o balanço da época passada e muito especialmente da carreira na Champions, entendeu transformar o modelo de jogo da equipa para o de uma "equipa grande" (2), projectada no ataque e dominadora dos adversários, tentando fazer figura na Champions e tendo como referência talvez um Manchester City.

Ora se estas duas perspectivas se alinham perfeitamente no médio prazo, no momento actual convivem mal, porque é complicado fazer um upgrade do modelo de jogo quando alguns dos pilares da equipa têm de sair por questões financeiras. E não havendo capacidade para contratar "Sarabias" que cheguem e façam a diferença, se vão buscar "Trincões" em crescimento e se vão juntar aos "Inácios" e aos "Ugartes" já existentes, também eles no mesmo estádio de evolução na carreira, então temos problemas. Não apenas em termos do jogar à bola, mas também da capacidade de liderança no terreno de jogo e fora dele.

Por outro lado, também é muito complicado montar uma equipa grande com um plantel dominado por muitos jogadores pequenos, sem recursos físicos para defender bem nem capacidade no jogo aéreo. 

Curiosamente nos tais jovens reforços, como Fatawu (18 anos), Marco Cruz (18), Alcantar (19), Tanlongo (19), Diogo Abreu (19) e Sotiris (20), ou em jogadores da academia como Essugo (17), já vemos um perfil de jogador diferente, necessário a uma equipa grande, que se quer intensa nos duelos físicos, forte no remate de meia distância e no jogo aéreo.

O problema é... o futuro imediato, em particular o resto desta temporada. 

 

(1) Recompra das VMOCS

(2) Rúben Amorim, "Estamos a falhar no que é ser equipa grande"

 

SL

O dia seguinte

Nesta visita de hoje ao terreno do Famalicão, onde registámos uma derrota e dois empates nas últimas três temporadas, finalmente conseguimos uma vitória que teve tanto de justa como de sofrida.

Com meia hora de jogo já tinhamos perdido três golos, uma oportunidade para cada um dos atacantes, e já tínhamos os dois médios amarelados, graças a uma arbitragem "à maneira" do "dragão de ouro" da arbitragem portuguesa que consegue "gerir" o jogo ao seu belo prazer, sem necessidade de se expor para condicionar o jogo. Podia ter inventado e marcado penálti no mergulho do Cádiz? Ou no toque descuidado de Matheus Reis no fecho da 1.ª parte? Podia, mas para quê? Com os amarelos que foi distribuindo condicionou completamente o Sporting.

Se leram o que escrevi na antevisão do encontro, depressa percebem que o Sporting muito fez ao contrário e se pôs a jeito para a desgraça, demorando na chegada da bola aos alas, perdendo bolas no eixo central, incorrendo em faltas em vez de simplesmente tapar a progressão, criando oportunidades mas pondo-se a jeito para sofrer um golo e ficar a jogar com 10. Morita apesar do lance do primeiro golo, fez um péssimo jogo, perdendo quase todas as divididas, Ugarte não pode fazer faltas para amarelo tão cedo no jogo, os interiores insistem em jogar pelo meio, valeram-nos os três defesas que estiveram num nível muito elevado toda a partida. Incluindo o tal lesionado crónico, St.Juste, que custou metade do David Carmo e não tem comportamentos de atrasado mental em campo como ele.

Apesar de tudo, a verdade é que o Famalicão marca de carambola e além disso não criou qualquer oportunidade, enquanto o Sporting teve seis ou sete ocasiões para marcar, incluindo um golo estranhamento anulado por fora de jogo  de 17 cms. 

Enfim, foi um jogo em que a fadiga acumulada e o peso dos últimos desaires vieram ao de cima, e as carências do plantel ficaram por demais evidentes, dado que não havia no banco médios que substituissem com vantagem os dois amarelados. 

E Amorim reconheceu isso mesmo. Essugo e Sotiris precisam ainda de comer muita sopinha para poderem entrar ao intervalo num jogo com esta intensidade e responsabilidade, Fatawu (que marcou um golão na B, onde tem todas a liberdade do mundo) e outros ainda estão a perceber o que têm de fazer em campo.

Bom, tempo para descansar, tempo para fazer evoluir os menos utilizados do plantel na Taça da Liga, tempo para repensar o modelo de jogo ofensivo para quem centra ou passa saiba muito bem para onde, que o colega vai lá aparecer naquele espaço vazio. 

Melhor em campo? Qualquer dos três defesas.

 

PS: Com mais este falhanço percebe-se bem porque é que o Pedro Gonçalves não vai ao Mundial. Porque se dantes em cada duas meias oportunidades marcava dois golos, agora em cada duas grandes oportunidades não marca nenhum. Marcou e bem o penálti, valha-nos isso, já aquele ex-Porto do Portimonense não fez o mesmo nos segundos finais do jogo com o Braga.

SL

É dia de jogo

E eu vou lá estar, doido da cabeça... desta vez no sofá em frente à TV.

Foi uma semana completamente atípica para Amorim, o Sporting ganhou no fim de semana passado, ninguem se lesionou, conseguiu treinar à vontade toda a semana, até pode repetir o onze inicial.

Ontem em Oliveira do Hospital Fatawu jogou e marcou um golaço na derrota da equipa B (o desempenho da mesma fica para outro post), os que não alinharam foram Marsà e Essugo, com certeza reservados para hoje.

O Famalicão tem sido a besta negra do Sporting nos últimos anos, com vários empates e derrotas. Sempre com muitos jovens talentosos que dão tudo nestes jogos, de lá vieram Pedro Gonçalves e Ugarte, e talvez vejamos um ou outro que poderiam vir também.

O grande problema do Sporting nos jogos contra o Famalicão tem sido deixar partir o jogo, atacando muito mas facilitando o contragolpe adversário normalmente em slaloms rápidos apenas parados em faltas ou concedendo cantos, e dos slaloms ou dessas bolas paradas surgem os golos. Para que isso não aconteça o Sporting tem de construir com calma e explorar as alas, evitando ao máximo perder bolas na zona central.

A aposta em Arthur para mim é para manter, tem mais amplitude de jogo do que Trincão e Ugarte, que poderão entrar num momento mais avançado da partida. Com St.Juste finalmente em condições, prevejo que tenha entrada directa no onze:

Adán; St.Juste, Coates e Inácio; Porro, Ugarte, Morita e Matheus Reis; Pedro Gonçalves, Paulinho e Arthur.

No banco deverão estar Israel, Trincão, Edwards, Marsà, Essugo, Rochinha, Esgaio e Sotiris.

Muito ainda para conquistar esta época. Confiança total em Rúben Amorim, confiança total nesta equipa!

SL

O dia seguinte

Ainda não foi desta que Rúben Amorim engrossou a lista dos treinadores despedidos no Sporting, e por mim nunca o será. A forma como soube encarar esta crise de resultados da qual ele é o primeiro responsável apenas fez reforçar esta minha convicção. Mas para isso acontecer é preciso que os jogadores continuem a acreditar no treinador e no modelo de jogo proposto, e ontem eles demonstraram mais uma vez isso mesmo, correndo e lutando os 90 minutos com enorme garra.

Como podem comprovar aqueles que vão lendo o que escrevo, nunca concordei com aqueles que dizem que Amorim é teimoso e não tem plano B. Seguindo a ideia do Sporting ser cada vez mais uma equipa grande no terreno de jogo, o treinador tem ido atrás de variantes do 3-4-3 bem diferentes umas das outras, do malfadado ataque móvel de Arouca com Pedro Gonçalves no meio-campo para este de Alvalade com Morita a encostar-se à linha ofensiva, a forma de atacar foi bem diferente.

Grande jogo ontem em Alvalade. Muita pena de não ter podido lá estar, ver na TV não é a mesma coisa. Equipa  muito bem distribuída no terreno, intensidade, velocidade de execução, desmarcações constantes na linha ofensiva, centros em diagonal bem feitos, perigo constante na pequena área adversária.

Claro que a expulsão mais que justa do jogador do V.Guimarães aos 22 minutos, ainda com 0-0, a que Amorim reagiu trocando Nazinho, que até estava em bom plano, e a passagem de Arthur para ala, tornou tudo mais fácil, mas só mesmo um grande falhanço de Pedro Gonçalves e muito azar de Morita não tinham já dado golo. 

E logo depois veio um grande golo, com Matheus Reis a entrar nas costas de Arthur, a sentar o defesa contrário e a centrar excelentemente ao segundo poste para Porro concluir de cabeça.

 

A partir daí o jogo não teve história. O V.Guimarães defendia com nove junto ao seu guarda-redes, o Sporting atacava sem cessar, os cantos sucediam-se, dum deles a bola sobrou para Edwards que progrediu muito bem naquele seu jeito que ninguém entende o que dali vai sair e assistiu excelentemente o Morita ao segundo poste para novo golo.

Com o jogo resolvido ao intervalo, Amorim aproveitou a 2.ª parte para moralizar algumas das aquisições mais criticadas esta época. Assim Rochinha, Trincão, Sotiris e St.Juste tiveram oportunidade para se destacar. Não que o tenham conseguido. Trincão ofereceu um golo desperdiçado a Pedro Gonçalves, mas apenas isso.

O jogo não terminou sem um remate feliz de Edwards que deu o terceiro golo, e mais um golo invalidado a Paulinho por 43 cms, que seria o tal "golo à ponta de lança" que teimam que ele é incapaz de fazer. 

Belo jogo, bom resultado, sem lesões a assinalar, tudo bem menos a falta de golo de Pedro Gonçalves, da qual se calhar o maior culpado é Amorim pelas razões conhecidas. A polivalência é um conceito muito interessante, mas a especialização também, e trocar o "pote de ouro" da equipa por mais um "pote de cobre" não faz sentido nenhum.

Melhor em campo? Edwards, obviamente.

 

E agora? Foi a quarta vitória nos últimos cinco jogos para a Liga, temos de ir à procura da quinta, em casa do sempre difícil Famalicão, para chegarmos à pausa a 4 ou menos pontos do Porto.

Depois se verá. Jogo a jogo iremos lá chegar.

SL

É dia de jogo

E eu vou lá estar, doido da cabeça... desta vez fora de Alvalade acompanhando o jogo pela TV no meio de Sportinguistas como eu.

Não vale a pena falar agora da Champions ou da Liga Europa, o foco tem de estar mesmo em Alvalade e no jogo com o V. Guimarães.

Em Arouca perdemos o jogo por erros grosseiros na defesa e no ataque. Se Esgaio comprometeu resultados anteriores a defender, em Arouca Nuno Santos e outros comprometeram o resultado a atacar, e esta temporada tem tido muito disso, erros atrás de erros que comprometem resultados, mais os árbitros a enterrar e a sorte a não ajudar. Mas a última coisa que podemos fazer é andar no "tiro ao boneco" a quem falha no terreno de jogo.

Perdemos também por não entrarmos com os melhores no início. Porque estando a perder já na segunda parte, os melhores entraram numa pressão enorme que nada favorece. Rendiam muito mais no início do jogo. Hoje importa entrar com tudo e marcar depressa. Porque depois tudo se torna mais fácil.

Neste carrocel de lesões já nem sei bem quem estará em condições para o onze inicial, Nuno Santos talvez não, Ugarte e Morita talvez sim, St. Juste e Paulinho parece que também, se calhar é tempo para um ponto final do exílio do melhor goleador do Sporting no meio-campo.

E de entrarmos em campo com aquele que entendo o melhor onze do Sporting:

Adán; St.Juste, Coates e Inácio; Porro, Ugarte, Morita e Matheus Reis; Edwards ou Trincão, Paulinho e Pedro Gonçalves.

Não há bem que sempre dure, nem mal que não acabe. Muito ainda para conquistar esta época. Confiança total em Rúben Amorim, confiança total nesta equipa!

SL

O dia seguinte

Escrevo este post como escrevi o ultimo, sem ver na TV nem resumo nem os casos do jogo, mas na bancada sente-se o jogo muito mais do que frente a qualquer TV. Por isso não me perguntem sobre a justeza do penalti ou sobre as possíveis expulsões de jogadores do Eintracht, que não faço mesmo ideia. 

O que posso adiantar é que ao intervalo, com o Sporting a ser competente no controlo do jogo e a ganhar merecidamente por 1-0 e com um ambiente magnífico nas bancadas, a confiança que eu devia ter não existia, tinha era um pressentimento que não sabia bem como mas a coisa ia acabar mal. Se calhar pela história próxima, se calhar por ver meia equipa a jogar muito mais do que a outra metade, ver um Nuno Santos aleijar-se sózinho, um Ugarte ao pé-coxinho, e assistir aos amarelos idiotas a Matheus Reis e Paulinho.

Veio a segunda parte e tudo o que havia para correr mal correu, dum lance caricato veio o penalti, dois jogadores importantes na 1.ª parte deram lugar a outros dois que entraram muito mal no jogo, quase do nada surgiu o desequilibrio que permitiu a cavalgada para o segundo golo dos alemães e o jogo aí terminou.  Meter Jovane, adiantar Coates e até Adán nos cantos é acreditar na repetição de milagres passados que se calhar não surgem mais, a estrelinha migrou para outras paragens.

E assim perdemos em casa com uns alemães completamente ao nosso alcance, quando nos bastava o empate, e fomos eliminados da Champions depois de duas grandes vitórias iniciais, muito por causa dos dois suicídios seguidos frente ao Marselha, da responsabilidade de dois dos jogadores mais experientes do plantel.

Mais uma vez o goleador do plantel, Pedro Gonçalves, recuou para médio, mais uma vez o Sporting perdeu o jogo, o que não admira. Ficamos sem um goleador de excelência, ganhamos um médio trabalhador e pouco mais. 

Que dizer de bom depois duma desilusão destas? Finalmente alinhou quase a tempo inteiro o melhor trio defensivo do Sporting e esteve bem, apesar dos dois golos. Ugarte foi o mouro de trabalho do costume e Arthur Gomes substituiu no plantel com vantagem Tabata. O mesmo obviamente não se pode dizer de Trincão relativamente a Sarabia.

Assim seguimos para a Liga Europa, ainda sujeitos a uma eliminatória de acesso. Fraca consolação para os adeptos, mas mesmo assim importante para a motivação de treinador e plantel.

E agora? Agora vem aí o V. Guimarães no próximo sábado, e sem Nuno Santos, Ugarte e Morita vai ser tudo menos fácil. 

Depois pode-se então fazer o balanço mais exaustivo desta meia temporada.

Só peço ao Rúben Amorim que se foque no seu trabalho. Ele, treinador talentoso e ganhador que anda revoltado consigo mesmo, que faça a reflexão necessária, fale o mínimo possível para o público, porque qualquer coisa que diga será usada contra si, e nos deixe a nós mandar bitaites, que somos bons nisso. Cada macaco em seu galho.

SL

É dia de jogo

E eu vou lá estar, doido da cabeça... desta vez, a cores e ao vivo.

Francamente não consigo perceber o aparente desprezo com que alguns Sportinguistas encaram a Champions e assobiam o hino. Estar na Champions e passar a fase de grupos é essencial para a saúde financeira do Sporting e pela sua capacidade para competir com Benfica e Porto. Falhar a Champions, seja quem for o presidente, é ver cavar-se um fosso com os dois rivais que ficam com outros meios para investir e começar a ver os clubes regionais a morder-nos os calcanhares. É na Champions que o Sporting tem de estar todos os anos, e tem de poder e saber investir para isso mesmo, mas a história deste século é a seguinte:

00/01 - 4.º Lugar no Grupo (Augusto Inácio)

01/02 - NP

02/03 - NP

03/04 - NP

04/05 - NP

05/06 - NP

06/07 - 4.º Lugar no Grupo (Paulo Bento)

07/08 - 3.º Lugar no Grupo (Paulo Bento)

08/09 - 2.º Lugar no Grupo, eliminado nos Oitavos de Final (Paulo Bento)

09/10 - NP

10/11 - NP

11/12 - NP

12/13 - NP

13/14 - NP

14/15 - 3.º Lugar no Grupo (Marco Silva)

15/16 - NP

16/17 - 4.º Lugar no Grupo (Jorge Jesus)

17/18 - 3.º Lugar no Grupo (Jorge Jesus)

18/19 - NP

19/20 - NP

20/21 - NP

21/22 - 2.º Lugar no Grupo, eliminado nos Oitavos de Final  (Rúben Amorim)

22/23 - Logo à noite saberemos

 

O Sporting vai ter hoje o primeiro "match-point" da época. Vitória ou empate significa a passagem pelo segundo ano consecutivo da fase de grupos da Champions e a terceira na história do clube, muitos milhões arrecadados, e mais uma subida no ranking europeu (somos o 33.º), uma injecção de ânimo importante para a luta pelo 2.º lugar da Liga. Derrota, significa morrer na praia, tudo o resto é incomparavelmente inferior e seguir numa época com grandes hipóteses de seguir ainda pior do que está a acontecer e ficarmos fora da Champions no próximo ano.

O confronto é com um Eintracht de Frankfurt que acabou de perder em casa com o Borussia de Dortmund, exactamente a equipa que vencemos no "match-point" análogo da época passada. E não pode contar nesse jogo por lesão com jogadores importantes (no caso quatro), como o Sporting não pôde contar com alguns no desaire em Arouca.

Pelo que vão ser duas equipas feridas no seu orgulho e debilitadas no seu plantel aquelas que se vão defrontar mais logo em Alvalade, um jogo em que a experiência europeia pode ser determinante para saber gerir o jogo e o resultado. 

 

Na equipa do Sporting a grande questão é quem vai ser o "n.º 8", o médio-centro mais ofensivo. Não é que existam muitas opções fiáveis para a posição, mas a escolha de Amorim vai ser determinante para a definição do onze. As alternativas penso que são três: Ugarte com um trinco atrás, Pedro Gonçalves ou Sotiris (pode não ter estado bem em Barcelos, mas tem mais presença física que Mateus Fernandes). Para mim, seria Ugarte com Essugo (muito boa primeira parte em Arouca) nas costas, com Trincão a sair do onze, mas com todo o investimento feito em Pedro Gonçalves para a posição (que sempre considerei um desperdício sem sentido), chegar aqui e não ser ele, não acredito que Amorim o faça.

Paulinho fez um bom jogo em Londres enquanto foi aguentando as patadas dos defesas do Tottenham. E é essencial no controlo do meio-campo, com os recuos dele o 3-4-3 transforma-se num 3-5-2 que abre espaço para os slaloms dos dois interiores. E é importante também nas bolas paradas e nas duas áreas, não só na ofensiva, também na defensiva. 

O modelo de jogo deverá ser decalcado da 1.ª parte do Tottenham-Sporting. Construir desde trás com calma, fazer a bola chegar a um dos interiores para ele tabelar com o Paulinho e sair em slalom. Quando em ataque continuado, explorar as combinações entre interior/ala do mesmo lado. Para marcar primeiro é preciso não sofrer um antes. E marcar primeiro é crucial. 

 

Aposto por isso no seguinte onze,

Adán; Inácio, Coates e Matheus Reis; Porro, Ugarte, Pedro Gonçalves e Nuno Santos; Trincão, Paulinho e Edwards.

Com Nazinho, St.Juste, Essugo, Sotiris, Arthur Gomes e Fatawu os candidatos mais fortes para o banco a poderem ir a jogo depois.

Em tempo de guerra não se limpam armas, confiança total em Rúben Amorim, confiança total nesta equipa!

SL

O dia seguinte

O Sporting entrou em Arouca para ganhar e, quer o onze inicial quer os que entraram depois, correram, meteram o pé, quiseram ganhar, e se não puderam sair de lá com uma vitória foi porque apanharam um adversário competente, um árbitro ao nível da mediocridade apadrinhada que é, e a sorte é verdade que também não ajudou. Merecem o meu aplauso.

Mas não foi só isso, e para mim a razão principal da derrota não foi nenhuma dessas.

Amorim que me perdoe, eu que sempre o apoiei e não é por mais uma derrota que o vou deixar de apoiar, terça-feira lá estarei para o apoiar e à equipa de novo, mas esta derrota deve-se muito à sua invenção, não faço ideia de onde lhe veio a inspiração dum ataque móvel a quatro, retirando o melhor goleador do sítio onde se marcam golos. Desta vez não merece mesmo o meu aplauso.

Pedro Gonçalves até pode ser um óptimo médio e fez carreira enquanto tal, mas notabilizou-se no Sporting por marcar golos. Muitos golos. E Rochinha, Trincão, Edwards e Arthur Gomes marcam golos de quando em vez, nunca foram goleadores em lado nenhum. Ora os jogos ganham-se a marcar golos, e até a marcar mais golos do que os que se sofrem. Pedro Gonçalves a médio é um desperdício de bradar aos céus.

Este jogo em Arouca foi quase uma cópia do jogo em casa contra o Chaves. Uma primeira parte com o Pedro a organizar e a ir lá à frente uma vez por outra, os três avançados a entrar mais ou menos facilmente na defesa contrária, e a falhar, uma oportunidade atrás da outra. Depois uma segunda parte onde a equipa entra a dormir, sofre um golo escusado, e aí o adversário enche o peito de confiança, recua no terreno, vem a pressão de dar a volta ao resultado, todos a querer fazer depressa o que se tem de fazer bem, Coates a ponta de lança, hoje até Adán lá foi, mas por muito que se queira meter a bola lá dentro ou há sempre um pé ou uma cabeça de alguém na frente, ou uma defesa incrível do guarda-redes contrário. E depois numa ou noutra perda de bola atacante surge um contra-ataque rápido adversário que dá golo ou quase.

 

Isto assim não dá.

Ganhar a equipas pequenas, fisicamente bem mais fortes que a nossa, em relvados pesados, sem ponta de lança e com o avançado goleador convertido em médio, sem presença permanente na área contrária nem capacidade no jogo aéreo é complicado. E quando a sorte não ajuda, a derrota é quase certa.

E ver mais uma vez Coates fazer no final o que um ponta de lança devia ter feito desde o início do jogo é deprimente. Se um ponta de lança "clássico" é solução, porque é que não temos nenhum no plantel? Porque é que Slimani não foi substituido?

Melhor em campo? Dário Essugo, muito boa primeira parte, evoluiu muito na B, temos ali um trinco com um grande futuro que pode substituir ou complementar Ugarte. Porro entrou com tudo, esteve muito bem também.

 

E agora? Agora é o Eintracht Frankfurt, terça-feira em Alvalade, muita coisa para ganhar ainda esta temporada.

SL

É dia de jogo

E eu vou lá estar, doido da cabeça... desta vez, a cores e ao vivo.

Não vale a pena falar agora da Champions, o foco tem de estar mesmo em Arouca.

Num estádio onde fui pela primeira vez em 16/9/2012 ver o Sporting B ganhar ao Arouca que iria subir de divisão por 1-2 com um dos golos do extremo-direito Esgaio de penalti e o presidente do Arouca ou o filho, já não me recordo, pegados com o Manuel Fernandes no final. Depois voltei para um novo 1-2 em 18/01/2014, golos de Rojo e Slimani, um dos primeiros golos dele ao serviço do Sporting. Como não há duas sem três, se calhar o Sporting vai ganhar amanhã, mas têm sido assim:

12/13 : 1-2 (B

13/14 : 1-2

14/15 : 1-3

15/16 : 0-1

16/17 : 1-2

17/18 : N/J

18/19: N/J

19/20: N/J

20/21: N/J

21/22: 1-2

Disse Amorim na conferência de imprensa: "Não podemos perder mais pontos, principalmente até à paragem do Mundial." A questão é mesma essa, depois das derrotas com o Chaves e o Boavista, e agora que nos aproximámos do trio da frente, não podemos ceder de novo.

 

Sem Paulinho nem Morita e alguns outros presos por arames, vai ser preciso mesmo acertar no onze inicial para levar de vencida uma equipa de luta num relvado pequeno e fustigado pelas últimas chuvadas. 

Tudo começa na defesa. Talvez Amorim insista no trio de Londres, Inácio-Coates-Matheus Reis, com Porro ou Esgaio à direita e Nuno Santos ou Názinho na esquerda.

Depois quem vai fazer companhia a Ugarte no centro? Mateus Fernandes ou Sotiris?

E no ataque, entre Rochinha ou Arthur Gomes, algum vai entrar de início em vez de Trincão ou Edwards? Porque não aproveitar o excelente momento de forma do Fatawu?

Qual é a vossa opinião?

 

Sem intensidade e capacidade de meter o pé, o Sporting não passa em Arouca, pelo que terá de ser mesmo uma equipa de luta aquela que entrar em campo mais logo.

E quando joga um nosso ex-jogador do outro lado muitas vezes ele faz o jogo da vida dele, foi o caso de Edwards em Londres, pode ser o caso do Alan Ruiz no Arouca, que consiga fazer o que nunca fez no Sporting.

Confiança total em Rúben Amorim, confiança total nesta equipa!

SL

Croquetes

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Adoro croquetes e só tenho pena que a excelente cozinheira cá de casa ponha tantas reticências quando lhe falo nisso, dá mesmo trabalho a fazer, mas quando faz o resultado é mesmo excelente.

Mas só muito pontualmente me atrevo a comer essa coisa fora de casa, não tenho estômago para a porcaria salgada e engordurada que povoa os "buffets" e os "caterings" dos hotéis e dos eventos.

Depois há os "croquetes", a gente fina que povoa esses eventos, alguma de verdadeiras posses, outra que não tem dinheiro para fazer cantar um cego, mas que sempre arranja maneira de lá aparecer.

O maior "croquete" que conheci como presidente do Sporting foi o saudoso João Rocha que veio com o projecto da SCP-Sociedade de Construções e Planeamento. Ficaram famosos os caterings de Alvalade, ou até os almoços privados de lagosta para cima com que brindava quem entendia, que o diga o ex-director do jornal A Bola, Vitor Serpa. Depois dele vieram outros como José Roquette, Santana Lopes e Dias da Cunha, uns do primeiro tipo, outros do segundo. Com Bruno de Carvalho havia "croquetes" com fartura em Alvalade, com Eduardo Barroso à cabeça, dizem que muitos aliciados com "tachos" para os filhos, e com o "Zé dos Tachos" a pôr os ditos croquetes na mesa. E ele mesmo Bruno de Carvalho não é exactamente filho dum operário da Lisnave nem dum trabalhador do campo, o percurso e os gostos dele estão à vista de todos.

Entra-se na bancada central de Alvalade, olha-se em volta, mulheres e homens, novos e velhos, famílias e amigos, nesta conjuntura pré-post-Covid, e nada indica que prefiram os croquetes dos eventos pagos por outros a um bom prego no pão nalguma roulotte junto ao estádio pagos por eles mesmos. 

Do que não gostam mesmo, e também por isso escolhem estar ali, é da javardice que alguns, se calhar de famílias de "croquetes", teimam em fazer no estádio e no pavilhão, estragando o espectáculo, pondo em risco a segurança de todos os outros, especialmente daqueles que por ignorância ou convicção partilham o mesmo espaço, e contribuindo para a diminuição das presenças. Também no assalto a Alcochete existiram rapazinhos de boas famílias a serem acusados, e advogados bem caros a tratar do assunto. No ano passado, penso que antes do jogo com o Ajax, chego a Alvalade e deparo com polícias de "shot-guns" empunhadas a serem provocados e insultados por uma turba destas.

Alguns dizem que a central não gosta das claques, as quer fora do estádio e quer ver o futebol em silêncio. Ora isso é completamente falso, a central adora as claques sempre e quando cumprem a sua função de cantar e apoiar a equipa, todos nos recordamos dos minutos finais memoráveis do jogo da época passada com o Man.City. Detesta é quando se viram contra a própria equipa logo desde o início do jogo e contra os restantes adeptos, como fizeram no jogo com o Casa Pia. 

Depois há quem fique indignado com aquilo que viu, como risos e aplausos da central à carga policial. Ora, com o jogo a decorrer e o Sporting a atacar para marcar, a única coisa que vi na central (pelo menos na minha) foi risos e aplausos decorrentes do próprio jogo, e profunda irritação pela confusão criada pela claque. E depois foi mais uma vez um valente assobio quando se insurgiram contra o presidente. Querer que a central se indigne com o que aconteceu é tempo perdido, se acontecer de novo, e então com esta situação nova e bem perigosa dos ACABs, os assobios ainda vão ser mais fortes para a Superior Sul. Um dia destes qualquer um de nós a entrar ou a sair de Alvalade pode apanhar com uma bala de borracha perdida ou algo pior.

Frederico Varandas parece ter o condão de reduzir a oposição à indigência. Qualquer candidato ou candidato a candidato com pretensões a ser presidente teria forçosamente de dirigir o seu discurso para a tal "bancada central", a do estádio e a de fora dele, dado que é onde estão muitos dos mais velhos, muitos dos mais antigos e consequentemente com mais votos, muitos com influência em diferentes sectores da sociedade, é ali e à volta dali que se decide a eleição. Mas parece que em vez de candidatos para concorrer com Frederico Varandas a presidente do Sporting, cegos pelo ódio que nutrem para com a personagem, querem é concorrer para presidentes da Curva Sul. E depois ficam admirados com os 6% dos votos que recebem. 

 

PS: Este é um blogue moderado pelos autores, quem quiser debater o tema civilizadamente está à vontade, comentários ofensivos ou mesmo javardos seguem directamente para a reciclagem.

SL

O dia seguinte

Grande primeira parte do Sporting em Londres perante uma das maiores equipas inglesas da actualidade, sabendo gerir muito bem os tempos do jogo. Raramente o Tottenham criou perigo, o Sporting conseguiu sempre sair com qualidade, e um grande passe de Ugarte iniciou a jogada que Edwards, assistido por Paulinho, concluiu com brilhantismo .

Não existe uma grande equipa sem uma grande "coluna vertebral" e nessa primeira parte, Adán-Coates-Ugarte-Paulinho estiveram magníficos.

No intervalo Conte puxou pela cabeça e descobriu aquilo que todos sabemos: que com um futebol mais inglês e menos italiano, com muito jogo aéreo e bolas bombeadas para o segundo poste, o Sporting passaria por grandes dificuldades.

 

A segunda parte foi mesmo uma cavalgada do Tottenham, com substituições que aumentaram o ritmo, enquanto no Sporting muitos começavam a cair por cansaço. Primeiro entraram Mateus Fernandes e Nazinho e nem por sombras fizeram esquecer Morita e Nuno Santos. O flanco esquerdo transformou-se num passador, Rúben sentiu o perigo e substituiu os três atacantes, entrando (e agora bem) St.Juste, Fatawu e Arthur Gomes. 

A equipa ganhou novo alento e novo equilíbrio. Em duas sortidas Nazinho teve tudo para matar o jogo. Mas quem não marca sofre, o Tottenham carregou ainda mais no acelerador, marcou o golo do empate e podia muito bem ter ganho. Safámo-nos por poucos cms, num daqueles lances em que Harry Kane é exímio, mas que teve início numa perda de bola completamente idiota de Porro.

 

Sobre o golo do Tottenham acho que mais do que má intervenção de Adán foi uma má leitura do lance, como aconteceu com Israel em Marselha. Com a defesa em linha o guarda-redes sabe que tem de chegar com as mãos mais alto do que a cabeça dum jogador a saltar desde trás, qualquer pequeno atraso é a morte do artista. 

Entre o azar de Nazinho e o azar de Dier e dos seus colegas, fica um empate que antes do jogo qualquer Sportinguista aceitaria e que se calhar serve os interesses dos dois clubes. Com um empate em Alvalade seguimos na Champions, com um empate em Marselha segue o Tottenham também.

E foi um Amorim também exausto que apareceu na conferência de imprensa. As lesões sucessivas têm posto a nu de forma impiedosa as carências dum plantel curto e desequilibrado, na cabeça dele já vinham o jogo de Arouca (com a encomenda Rui Costa a apitar) e depois o jogo decisivo de terça-feira, talvez sem poder contar com Morita, que rebentou hoje em campo.

Foi mais uma grande jornada europeia do Sporting. Pena mesmo os dois jogos com o Marselha que foram entregues da forma que sabemos. Amorim ficou ainda mais do que já estava nos radares dos clubes da Premier League, mas nós queremo-lo é cá pelo menos até ao filho entrar na faculdade.

 

Melhor em campo? Ugarte, mais um menino estupendo que vale ouro, na linha dum Nuno Mendes e dum Matheus Nunes.

#OndeVaiUmVãoTodos

SL

É dia de jogo

E eu vou lá estar, doido da cabeça... desta vez, e ao contrário do que aconteceu há quatro anos com o Arsenal, apenas no sofá.

Se no início desta fase de grupos da Champions já achava que o Tottenham era a equipa inglesa mais parecida com o Sporting, com o mesmo sistema táctico e um Harry Kane similar ao Paulinho fisicamente e nos espaços que percorre em campo, neste momento ainda mais é, as duas equipas muito castigadas por lesões, os experientes guarda-redes a falhar clamorosamente e a entregar resultados, defesas a oferecer golos aos adversários, enfim o momento para as duas não é de facto o melhor.

No jogo de Alvalade Rúben Amorim entendeu melhor o adversário do que António Conte. A opção pelo ataque à profundidade pelo chão facilitou a vida ao Sporting, e as grandes oportunidades do Tottenham foram bolas altas ao segundo poste na área de intervenção de Nuno Santos.

Por isso penso que com o regresso de Coates Amorim deveria fazer avançar Nuno Santos para substituir Pedro Gonçalves, fazer derivar Matheus Reis para ala esquerdo e colocar Marsà, que está a justificar a continuidade. O sacrificado, continuando a apostar no ataque móvel, seria Paulinho: entraria mais tarde a substituir Trincão ou Edwards. Defender baixo e atacar veloz.

 

Voltando ao jogo com o Arsenal, os Sportinguistas de todo o Reino Unido compareceram em peso, muitos tornaram-se adeptos ferrenhos de clubes ingleses da sua zona de residência e criaram um ambiente incrível de apoio à equipa comandada pelo Tiago Fernandes (um claro caso de desaproveitamento, não entendo porquê) com as claques completamente secundarizadas. Nessa viagem aconteceu também um episódio que cavou ainda mais o afastamento entre a JuveLeo e Frederico Varandas. Se calhar outros acontecerão também nesta nova viagem a Londres. Mas isso não impedirá um novo ambiente de festa e fervor Sportinguista mais logo em Londres.

Conquistando pontos mais logo ficaremos bem próximos do objectivo: passar a fase de grupos.

Confiança total em Rúben Amorim, confiança total nesta equipa.

Onde vai um vão todos. É o slogan que tem de ser retomado a todos os níveis do Sporting.

SL

O dia seguinte

Ontem em Alvalade foram quase dois jogos no mesmo, antes e depois da entrada de Paulinho.

O antes foi uma demonstração plena das "virtualidades" do ataque móvel, golos falhados para todos os gostos, falhas defensivas por querer atacar a partir de trás, Marsà diminuido fisicamente por uma falta anterior, sai a uma bola que não era dele, a bola entra no ponta de lança adversário e pelo menos teve a inteligência necessária para não fazer falta, porque seria expulso. E nem regressou do intervalo.

O depois foi um vendaval de futebol ofensivo sob o comando de Paulinho, Edwards acordou da soneca, Pedro Gonçalves libertou-se e Porro e Nuno Santos partiram aquilo tudo. Até Nazinho ia marcando de pé contrário. E as bancadas reagiram de pronto ao que acontecia no relvado. Um final de festa, depois da maior angústia ao intervalo.

Um jogador não vale apenas pelo que faz, vale pelo traz à equipa, pelo que permite aos outros fazer. E como se viu, ao lado dele, a jogar solto e rotativo como fez hoje e não como um inutil pinheiro, todos os outros lá na frente jogam bem melhor, e os lá de trás tem outro tipo de protecção.

Melhor em campo ? Se formos a olhar para os 90mn, Nuno Santos, com Porro logo a seguir. Mas pela importância no resultado final, obviamente o Paulinho. Foi ele que deu a volta ao texto.

Arbitragem medíocre dum árbitro arrogante e medíocre, o não parar o jogo quando o Marsá estava caído depois duma falta para amarelo, o que deu uma hipótese de golo ao Casa Pia, a entrada a varrer por trás sobre o Paulinho sem falta nem cartão, são dois exemplos do festival da asneira que deu hoje em Alvalade. Se calhar quis compensar no final, com o jogo resolvido, não marcando penalti num lance duvidoso com o Chico Lamba. Não aprendeu nada desde a expulsão do Ristovski em Setúbal já lá vão 4 ou 5 anos, é mais um com alergia ao Sporting. 

Concluindo, ganhámos, ficámos a 3 pontos dos segundos, e depois se vê, que esta semana temos a Champions.

Algumas questões para o grande treinador Rúben Amorim :

1) Se até o Guardiola se rendeu ao ponta de lança Haaland, se o Bayern anda com saudades do Lewandowski, porquê insistir neste tipo de jogos (a Champions é um caso à parte) num ineficaz ataque móvel que desequilibra defensivamente a equipa, vive à conta da inspiração de momento de três jogadores muito iguais, e precisa de muitas/demasiadas oportunidades para marcar um golo ?

2) Se tivesse de escolher três jovens da equipa B além de Marsà para este jogo não iria escolher exactamente estes. Não que eles tenham estado particularmente mal, mas hoje por hoje existem lá outros que estão com outro rendimento e que muito poderiam ajudar esta equipa. 

SL

É dia de jogo

E eu vou lá estar, doido da cabeça... no lugar certo, na bancada, chova ou troveje.

No rescaldo da derrota com o Varzim, referi que se tivéssemos entrado com a nossa equipa B talvez o resultado fosse diferente. Ou talvez não. Ontem no Restelo, mesmo desfalcados de três titulares, demos um banho de bola ao Belenenses na primeira parte: Fatawu destruia a esquerda adversária, Afonso Moreira a direita, as oportunidades de golo claro sucediam-se umas atrás das outras, a bola não entrava por milagre ou falhanço clamoroso. Depois foi preciso um penálti e só mesmo na recarga a bola acabou por entrar. 1-0 foi o resultado que coloca o Sporting B no topo da série B da 3.ª Liga. Foi uma primeira parte de futebol de luxo, claro que à escala da 3.ª Liga, mas a verdade é que a falta de eficácia na concretização foi confrangedora.

 

A equipa A está com o mesmo problema, que tem muito a ver com a opção do Rúben pelo ataque móvel, muito à medida da Champions, que desmanchou rotinas instaladas, tornou os alas inoperantes e colocou o peso todo na inspiração dos três avançados para desequilibrar em espaços curtos. Mesmo o regresso de Paulinho não resolveu o problema, porque as movimentações dele em jeito de pivot ofensivo no tempo de Pedro Gonçalves e de Sarabia já não existem, ele mete-se na molhada à espera da bola que obviamente não chega. Enquanto Porro ainda consegue centrar sem perder tempo na diagonal entre a linha dos defensores e o guarda-redes, Nuno Santos demora uma eternidade para mandar a bola para parte nenhuma.

 

A equipa, com os jogadores que tem e não com aqueles que devia ter, precisa de reinventar-se de acordo com a primeira metade da época passada, deixar Edwards ou Trincão no banco, e dar espaço a Paulinho para recuar no terreno para próximo de Morita e organizar o ataque. E depois jogar bem mais depressa, do centro meter na ala e o centro surgir de imediato para Pedro Gonçalves facturar. Se o Casa Pia recuperar a bola e atacar tanto melhor, para haver espaço para o contra-golpe. Se o resultado estiver de feição será uma boa oportunidade para lançar Mateus Fernandes.

Na defesa, com tantas lesões, pouco há a fazer. O trio central Inácio-Marsà-Matheus Reis tem de aguentar com a falta dum trinco e com dois alas que defendem mal. Sobra Ugarte, mas sobre esse não merece a pena dizer nada, temos uma jogadora de voleibol também assim, "alma até Almeida", correr e jogar nos limites até cair para o lado. 

 

Dito isto, toda a confiança em Rúben Amorim. Nota-se que está verdadeiramente incomodado com o que se está a passar e também ele a dar tudo o que tem para reverter a situação. 

Se calhar hoje vamos ter o princípio disso. Jogo a jogo lá iremos.

 

PS: O Porto, desfalcado daquele João Pinheiro sempre decisivo nos jogos com o Sporting, lá perdeu o clássico. Conceição fez a sua rábula de malcriado acompanhado do presumivel ladrão de carteira e telemóvel e foi naturalmente expulso, agora é o Catão ou o Macaco tratarem do assunto com o Pinheiro. Com isso, ganhando ao Casa Pia, ficamos a 3 pontos do segundo lugar. 

SL

Aposta na formação

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O Sporting renovou ontem contrato com quatro dos jovens da equipa B mais "made in Alcochete", numa demonstração clara que o rumo traçado por Frederico Varandas é para mesmo para manter independentemente dos percalços da viagem.

Tenho aqui chamado a atenção para a transformação completa que sofreu a nossa equipa B duma época para a outra apesar de manter o mesmo treinador, toda uma geração que ganhou títulos em tempos mas não conseguiu evoluir foi à sua vida, e agora sim, temos ali matéria-prima de qualidade para a equipa A.

 

O onze mais valioso dessa equipa é o seguinte:

Diego Callai (18); Diogo Travassos (18), Marsà 20), Alcantar (19) e Nazinho 19); Renato Veiga (19), Dário Essugo (17), Diogo Abreu (19) e Mateus Fernandes (18); Rodrigo Ribeiro (17) e Afonso Moreira (17)

Chermitti (18) tem estado lesionado, e entre os restantes que estão a ser utilizados na B e na C (os sub23), esquecendo os escalões mais abaixo, ainda existem vários de grande qualidade.

 

Costumo dizer que em 2013 tivemos a nossa melhor equipa B de sempre, orientada por Dominguez/Oceano, com Arias, Dier, Ilori, João Mário, Bruma, Esgaio e outros, a lutar pelos lugares cimeiros da 2.ª Liga. Pois esta se calhar não fica atrás e tem ainda mais quantidade de qualidade. 

Mas se formos à equipa A encontrar jogadores de idade semelhante temos ainda o Fatawu(18), Sotiris(20), Inácio(21) e Ugarte(21). E emprestados para crescer e muito provavelmente voltarem melhores do que foram temos ainda Gonçalo Esteves(18), Eduardo Quaresma(20) e Tiago Tomás (20).

 

Concluindo, o futuro do futebol do Sporting está a ser muito bem preparado, e Rúben Amorim tem tido um papel fundamental nesse aspecto. Muitas horas gastou a trabalhar estes e outros jovens nos treinos da equipa A.

Já quanto ao presente, pelas razões que tenho vindo a referir, não posso concordar e corremos o risco de queimar alguns destes na pressa de apagar incêndios causados pelas lesões/castigos/erros dos mais velhos e pela falta dos reforços que não vieram. Sotiris parece que já ficou chamuscado, Ugarte alguns já acham que é um cepo qualquer que por ali anda e que não faz esquecer Palhinha. Para esses, excelentes mesmo são aqueles que já saíram, mesmo que estejam a aquecer o banco dos clubes respectivos, como Luís Maximiano.

Aproveito para lembrar que mais logo pelas 19h vamos ter o Belenenses-Sporting B no estádio do Restelo. O tempo não convida nada a ir, a equipa entrará desfalcada dum ou doutro convocado para amanhã, e existe o clássico na TV pouco depois, mas vale a pena deitar o olho.

SL

E agora? Agora vem aí o Casa Pia, temos que ganhar

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Desde o início desta época que fui alertando (*) para as limitações do plantel actual, basta olhar um pouco para o de cima e ver que o falta, mas estava bem longe de supor que conseguiríamos cometer a "proeza" de ser eliminados da Taça por uma equipa da mesma Liga onde compete a nossa equipa B.

Mesmo não podendo entrar em campo com os lesionados, os engripados e os em crise existencial, aqueles que jogaram, mesmo que rebentados física e animicamente pela dupla derrota com o Marselha, mesmo que integrados num onze inédito, tinham condições mais que suficientes para fazer a exibição possível e ganhar o jogo. Em vez disso tiveram o pior desempenho de sempre desde que Rúben Amorim chegou. 

O Sporting, com muito trabalho e investimento realizado em Alcochete, está com uma dinâmica incrível na formação, contamos agora com uma longa lista de jovens, portugueses e não só, de grande potencial, candidatos à equipa A nos próximos anos. Ainda ontem vi actuar pelos juniores um tal Lucas Taibo de 16 anos ex-Dep.Corunha, e fiquei deveras impressionado. Mas muito poucos têm no momento a idade com que Matheus Nunes chegou à equipa A, precisam de tempo para crescer.

Rúben Amorim é de longe o melhor treinador português da sua geração. Em três anos já conquistou mais para o Sporting do que qualquer outro que tenha por cá passado desde que comecei a sentar-me nas bancadas de Alvalade. Com Rúben Amorim o Sporting recolocou-se no topo do futebol português.

Sendo assim, a situação actual só pode ser explicada por uma deficiente preparação da temporada, sem comunhão de ideias entre clube e treinador,  se calhar com um clube apostado no saneamento financeiro e um treinador apostado num novo modelo de jogo, um ataque móvel para triunfar na Champions e talvez conduzi-lo a um PSG qualquer. Os casos Slimani e Matheus Nunes, e o desperdício do fecho de mercado de Verão ilustram bem a dessintonia verificada.

Sempre ouvi dizer que o ataque ganha jogos e a defesa campeonatos. Com uma defesa fragilizada pelas lesões e pela falta de envergadura física da equipa como um todo, às vitórias folgadas sucederam-se derrotas pesadas, numa montanha-russa que desgasta tudo e todos, a começar pelos capitães e pilares do balneário.

A "troika" que comanda o futebol do Sporting e que nos deu o título nacional tem de se pôr de acordo duma vez por todas. Lavar a roupa suja que houver para lavar em privado, mas surgir para o exterior alinhada num plano de compromisso para enfrentar o resto da época, onde pouco se perdeu e muito existe ainda para ganhar. E esse plano deve incluir o aproveitamento do mercado de inverno para refrescar a equipa com capacidade e ambição.

Importa também que Rúben Amorim reveja de ponta a ponta o seu modelo de jogo, e não digo pôr em causa o 3-4-3, falo dum ataque móvel ineficaz contra defesas bem fechadas e dos pontos fracos recorrentes que os adversários conhecem e bem aproveitam. Até eu sei qual é a fórmula para mais facilmente tentar derrotar este Sporting. 

Vem aí o Casa Pia e temos mesmo de ganhar. Um dos rivais ou os dois vão perder pontos na próxima jornada, o Braga já começou a perder terreno e mais vai perder, podemos chegar ao "intervalo" da Liga numa situação que deixa tudo em aberto. Os Sportinguistas estarão presentes a apoiar a equipa como sempre tem feito, inclusivamente nas mais pesadas derrotas. Não será por eles que deixaremos de ganhar.

E depois se vê o resto. Jogo a jogo vamos lá. 

É nestes momentos que se conhecem os leões. Nas comemorações até os gatos rugem.

 

(*) Alertas referidos :

24/07/2022 - O plantel é curto, muito curto

09/08/2022 - O plantel é curto, muito curto (2)

05/09/2022 - Que plantel vamos ter esta época?

SL

O dia seguinte

Ainda hoje tive a oportunidade de partilhar convosco o meu entendimento sobre o estado actual do futebol do clube, pelo que me vou limitar a comentar o jogo propriamente dito.

Contra um Varzim que compete no mesmo escalão da nossa equipa B, embora numa série diferente, e que vai mais ou menos com os mesmos pontos, o Sporting afundou-se completamente, no pior momento de longe do mesmo sob o comando de Rúben Amorim. Se calhar a equipa B não faria pior do que fez hoje a A.

Apresentando praticamente a melhor equipa do momento tendo em conta as lesões, as doenças, e os esgotamentos, o Sporting foi incompetente na defesa, na linha média, no ataque e no banco. Salvou-se o guarda-redes. Defender livres laterais do lado esquerdo com um ala desatento na missão específica, primeiro Porro e depois Fatawu, na ponta da defesa do outro lado, tem de ser considerado incompetência da equipa técnica. Foram três assim, um quase deu golo, um deu mesmo o golo fatal. Estavam três jogadores livres atrás de Fatawu, depois do "alívio" de Paulinho. No ataque, ver centros longos de Nuno Santos a solicitar duas ou três vezes a cabeça de Trincão foi deprimente. Quantas defesas complicadas fez o guarda-redes adversário? Zero.

Depois disso tudo, as substituições só serviram para baralhar ainda mais uma equipa à deriva, sem qualquer voz de comando, tudo feito à medida da inspiração de cada um, que era pouca ou nenhuma. Depois do golo sofrido, pior um pouco. E o jogo terminou logo depois duma... reposição de bola pela linha lateral mal feita.

Estes jogos de Taça fora de casa contra equipas pequenas sempre foram assim, perigosos, especiais, não chega levar as camisolas, não chega levar uns jogadores talentosos, é preciso levar tudo o resto que faltou hoje. 

Por outro lado esta triste derrota de hoje trouxe à lembrança muitas outras assim que conheci ao longo dos anos, derrotas que doeram bastante na altura e que estes duas épocas completas de Amorim tinham dalguma forma feito esquecer. Parece que essas más memórias regressaram todas do esquecimento.

E agora? Agora vem aí o Casa Pia, e temos de ganhar. Tem a palavra Amorim, têm a palavra os pilares do balneário, os Adáns, os Coates, os Netos, já que mais não há, têm a palavra os Sportinguistas também. Mas as declarações do treinador na conferência de imprensa não auguram nada de bom. Infelizmente.

SL

É dia de jogo

E eu vou lá estar, doido da cabeça... desta vez no meu sofá e em frente à TV.

No último post deste tipo, antes do jogo com o Santa Clara, dizia eu: "Esgaio precisa mesmo de parar e na falta de Porro, um dos extremos dextros do plantel deveria assumir o lugar, ou então um Marsà de pé contrário. Vou pelo Arthur Gomes, que penso já ter actuado a lateral." 

Mas a verdade é que não parou, com as consequências que se conhecem nesse jogo e no seguinte.

As explicações de Amorim sobre o facto e sobre o momento não são convincentes, anda ali às voltas concentrando a questão em si mesmo. E a questão não é o treinador campeão e ganhador Amorim, que qualquer dia está no PSG ou noutro grande clube europeu.

Há mesmo qualquer coisa que não está a funcionar no futebol do Sporting e que convinha ultrapassar o mais depressa possível.

 

O Sporting partiu para a quarta época de Amorim em Alvalade com um plantel curto e desequilibrado, em termos físicos, etários e de liderança/atitude, ou pela necessidade premente de saneamento financeiro do clube ou por opções assumidas do treinador, ou por uma aposta clara numa formação recuperada e de volta aos tempos de glória, ou por tudo isso junto.

As lesões sucessivas nos elementos mais capazes e experientes do plantel puseram a nu as insuficiências do mesmo, com consequências para todos os outros jogadores, retirados da zona de conforto ou pelas mudanças de posicionamento que foram necessárias ou pelos parceiros de momento no enquadramento da equipa. Quase nunca Amorim pode repetir o onze inicial e o alinhamento da defesa (os 3+2) tem mudado constantemente.

Então, se é verdade que o treinador não está a proteger Esgaio ao insistir nele quando ele não está em condições para render, parece que a Direcção (Varandas/Viana) também não está a proteger Amorim ao insistir em deixá-lo entregue a si mesmo e a este plantel, carente de reforços efectivos. 

 

Temos então hoje o jogo da Taça com o Varzim.

Lesionados ou "presos por arames" estão Jovane, Porro, Neto, St. Juste, Coates e Bragança. Com viroses (gripe, Covid, o quê exactamente?) parece que estão Arthur Gomes, Callai e Nazinho. Esgotados fisica ou mentalmente estão Ugarte e Esgaio, Pedro Gonçalves anda lá próximo.

Quem é que sobra em boas condições físicas e mentais para fazer um onze que dê garantias num jogo da Taça? Se calhar estes:

Israel; Inácio, Marsà e Matheus Reis; Fatawu, Sotiris, Morita, Nuno Santos; Rochinha, Paulinho, Edwards.

Amorim veio dizer que capitão vai ser... Inácio. Precisa de crescer, diz ele. Eu digo que precisa mais de se focar na linha de fora de jogo e não se distrair com outras coisas.

 

O Varzim segue na Liga 3 na zona A com 3V e 2E, o Sporting B na Zona B da mesma Liga com 3V e 2D, a qualidade do nosso onze é mais que suficiente para passar, nem penso noutra coisa. Mas o Benfica passou ontem apenas nos penáltis contra um Caldas da mesma série do Sporting B, com 2V e 3E.

Parece que andamos de VW a fazer de Porsche nas "24 horas de Le Mans" com um grande piloto ao volante. E às vezes uma ou outra peça não aguenta e estampamo-nos.

Se alguém neste contexto vier dizer que o que falta é Amorim apostar na formação, pôr a jogar o Mateus Fernandes ou perguntar pelo Gonçalo Esteves ou outro puto qualquer só pode estar a gozar com o pagode.

 

Depois da aprovação dum R&C da SAD que registava um lucro assinalável, foi aprovado ontem o do clube também com lucro, demonstrando que o tal saneamento financeiro está a resultar. Foi mais uma vitória deste presidente e mais uma derrota duma oposição centrada em Nuno Sousa e nas redes sociais a ele afectas apostada na guerrilha cega e sistemática, sempre à espreita dum pretexto para meter a faca, órfã dum passado a que os Sportinguistas não querem voltar.  Está aí ainda o Rafael Leão para o lembrar. 

Mas por muito bem que estejam as contas, por muito bem que esteja a formação, por muito bem que estejam as modalidades, por muito certo que esteja o rumo seguido, se a equipa de Amorim não ganha hoje e continuadamente, hoje temos o "caldo entornado". Já no jogo de quarta-feira se ouviu trautear na curva Sul uma musica de má memória.

Sem sucesso desportivo não existe sucesso financeiro, ainda ontem repetiu o presidente.

Então... qual é a dúvida do que há que fazer ? Não entendo.

SL

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