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És a nossa Fé!

E agora sem Wendel?

Se esta pergunta surgisse há umas semanas atrás, iriam concerteza dizer que estava maluco ou a abusar em determinadas substâncias que fazem mal ao raciocínio, e temos muitos exemplos por aí...

Mas feita a pergunta agora, parece realmente que uma peça importante do 4-3-3 de Keizer se avariou e importa substituir.

E por quem ?  Por Bruno César, um jogador que sempre vi mais como médio central do que nas laterais ? Por Acuña adiantando Bruno Fernandes ? Por Miguel Luís, que teve a sua oportunidade com Tiago Fernandes ? Por Nani passando para uma zona mais central ? Uma nova oportunidade para Misic ? Por Petrovic adiantando Gudelj ? Por quem ?

Não falando em nomes como Adrien e F. Geraldes, para mim havia um jogador que encaixava como uma luva no modelo de Keizer. Um jogador rápido, objectivo, intuitivo, com visão de jogo, titular do Farense, meia-leca com muito talento, Ryan Gauld.

SL

Calhaus no caminho

No último post comparei este campeonato a uma maratona com um grupo de quatro bem adiantados relativamente aos demais e à espera dum deslize dalgum deles para reduzir o grupo e restringir os possíveis à vitória final. E que muito precisávamos do espírito de Carlos Lopes (um prazer revê-lo hoje em Alvalade) para triunfar ou ficarmos muito bem na "foto-finish", porque iríamos ter muitos calhaus no caminho.

Pois hoje saiu-nos um grande calhau, sob a forma duma equipa ao jeito "rotweiller" do José Mota, que já nos tinha destroçado no Jamor e que na 1ª parte fez supor o pior. Se calhar o jogo começou a mudar naquela cena canalha do Acuna que pôs o açaime a dois dos "rotweillers", mas que o pôs a jeito para a expulsão, essa pelos melhores motivos.

Valeu a classe extra daqueles poucos do plantel que a tem, os tais odiados "retornados" e "traidores" dos brunistas, Bruno Fernandes e Bas Dost, e as contratações do "homem dos tremoços" Sousa Cintra, Nani e Diaby, cada um com dois golos fenomenais. E com isso um resultado enganador para quem se quiser enganar.

Veio a conferência de imprensa e em vez de ouvir banha da cobra e delírios onanistas, oiço o careca de orelhas espetadas, Keizer,  com um discurso simples e directo, da arbitragem não quer saber, quer saber é das deficiências da sua equipa, do mal que jogou na primeira parte, do muito que tem de trabalhar para melhorar, de títulos e conquistas também não, mais à frente se há-de ver e se chegar à frente há-de ser campeão. 

"My Man !  I have a feeling..."  

Mas deixemos os sonhos, desçamos à terra, temos meia duzia de jogadores de classe extra, muito entulho no plantel,  muito trabalho a ter em Janeiro para tornar este Sporting num candidato aos lugares de topo.

Vamos a ver...

SL

Carlos Lopes

Ao passar os olhos na imprensa desportiva, e tomando nota das vitórias do Benfica e do Braga em campos difíceis, duas equipas "aliviadas" de grandes esforços europeus, parece que este ano a Liga se assemelha a uma maratona, onde quatro concorrentes formam um grupo compacto na frente e aguardam qualquer deslize dos adversários para dar um esticão e ganhar vantagem.

Sendo certo que quem joga bem estará sempre mais perto de ganhar, também é certo que não se pode jogar bem sempre e por vezes é preciso saber jogar mal para sair com a vitória do campo de jogo, e nessas situações é preciso que a massa adepta entenda e apoie incondicionalmente a equipa, seja o tal 12.º jogador de que o Sporting necessita.

O Sporting começou bem com Peseiro. Mas depressa entrou em perda, muitos jogadores a pagar a factura da improvisada pré-época e Peseiro a perder-se nas suas contradições, com Tiago Fernandes ganhou querer e confiança e com Keizer está a ganhar qualidade de jogo e dimensão competitiva.

Mas voltando à analogia com a maratona, precisamos realmente do espírito resiliente e ganhador do nosso grande Carlos Lopes, para aguentar todos os calhaus que surgirem no caminho e chegar à meta à frente ou quase.

E precisamos também do apoio de todos, de ver Alvalade cheio outra vez, e não falo de aldrabices de contagem, falo de olhar em volta e não ver lugares vagos, falo de apoiar desde o primeiro ao último minuto, falo de fazer sentir aos jogadores e à estrutura que estamos com eles, e já agora que o adversário é o Desp. Aves, dizer-lhes que nunca mais vai acontecer a vergonha que alguns fizeram nas escadarias do Jamor.

SL

Falta muito para atingirmos a perfeição

Pois falta, mister Keizer, mas também já falta bem menos do que faltava há uns tempos.

A simplicidade e realismo deste holandês faz-me recordar um romeno que por cá passou, e ao qual devemos uma dobradinha. O que é muito bom sinal.

Neste jogo bem difícil em Vila do Conde, com um árbitro pródigo em amarelos ao primeiro lance dividido, e onde, como é a sina do Sporting, o adversário conseguiu marcar um golo na primeira vez que se aproximou da área do Sporting, um golo daqueles que acontecem cada 5 anos na carreira daquele Schmidt, o Sporting conseguiu uma magnífica vitória com base em doses iguais de talento e trabalho, com um modelo de jogo e processo de treino completamente novos realtivamente so que existia em Alvalade neste e nos últimos anos.

Bruno Fernandes e Bas Dost mais uma vez fizeram a diferença, Jovane entrou para decidir, Acuna foi poupado à expulsão no momento exacto por Keizer mas com a sua substituição e a entrada de Jefferson surgiram também as duas grandes oportunidades do Rio Ave do jogo.

Falta mais uma coisa para atingirmos a perfeição, mas essa coisa não depende de si, nem se treina em Alcochete. Depende de todos nós, os Sócios, aqueles que deviam ser o 12º jogador. Falta respeito.

Nos bons e maus momentos, nos bons e maus resultados, respeito pela direcção eleita, respeito pela estrutura técnica, respeito pelos jogadores, respeito pelos que acompanham a equipa em Alvalade e fora dele pagando do seu bolso viagens e bilhetes, respeito pelo Sporting Clube de Portugal. 

Quem não sabe respeitar não merece ser respeitado.

SL

 

 

Tangerina Mecânica

Os mais antigos provavelmente se lembrarão da grande selecção holandesa que liderada por Rinus Michels e com Cruyff chegou à final do Mundial de 1974 e que contava com um tal Piet Keizer como defesa esquerdo, e da alcunha que receberam de Laranja Mecânica inspirada por um célebre filme de Kubrick que vi maravilhado no cinema Império quando ainda não tinha idade para ver tal coisa.

Bom, veio das Arábias um sobrinho (?) do tal defesa esquerdo, e se não temos nada parecido com o futebol total daquela selecção, temos pelo menos qualquer coisa que começa a dar resultados e que rompe completamente com o que tem sido o futebol do Sporting nos últimos anos. Vemos um futebol apoiado, estruturado num 4-3-3 dinâmico, em progressão em um dois toques, com a baliza nos olhos, a aproveitar todo o campo, perde a bola e recupera em 5 segundos ou faz falta, recua para atrair o adversário e progredir depressa, enfim um conjunto de bons princípios a que os jogadores aderiram, e, não falando nos consagrados, vemos coisas que nunca vimos antes, Wendel a desabrochar, Gudelj e Diaby a justificar porque vieram, Coates a fazer passes frontais como nunca o vi fazer, Renan a fazer de libero com critério, etc...

Obviamente estes dois jogos foram de preparação da equipa com este novo modelo para o resto da época, os adversários revelaram-se fáceis de lidar, o modelo tem fraquezas evidentes que os adversários podem explorar, a começar na transição defensiva quando a equipa perde a bola na zona central com muita gente subida no terreno, e tambem pelo esforço pedido aos  extremos para ajudarem os laterais no processo defensivo (já se tinha visto em Londres Diaby completamente alheado dessas tarefas, e hoje isso foi evidente no golo sofrido), mas francamente gostei e estou à espera de mais. 

E se não chegarmos a ser Laranja Mecânica, pelo menos que consigamos ser uma Tangerina, com um futebol atractivo conjugando mecanização com criatividade, que contribua para unir a desunida massa adepta e que nos conduza a patamares que não pensávamos possíveis.

SL

KISS - Keep it Simple, Stupid !

Com origem num engenheiro da indústria de defesa americana dos anos 60, este princípio diz que a grande maioria dos sistemas trabalham melhor se forem simples e não sofisticados e portanto que a simplicidade deveria ser um princípio base do seu desenho e toda a complexidade desnecessária evitada.

Isto para dizer o quê? Depois do brilhante génio de Jorge Jesus, e das suas complicadérrimas fórmulas  técnico/tácticas, muito para lá da compreensão de muitos dos jogadores que lhe passaram pelas mãos, que muito custaram e pouco produziram, e do duplo pivot do Peseiro, temos agora um holandês que parece adepto daquele princípio, a táctica é 4-3-3, o modelo é jogar rápido a 1-2 toques e centrar para o Bas Dost. E assim, primeiro jogo, primeira goleada. E quando abriu a boca, antes e depois do jogo, o que se ouviu foram também conceitos claros e simples.

Olhando para trás, os nossos treinadores campeões das dobradinhas, M.Lino, Allison e Boloni também não eram nada de complicar. Muito antes pelo contrário.

Será isso suficiente para o que aí vem ? Claro que não. Mas já deu para deixar de lado as minhas reticências curriculares sobre o Marcel Keizer, e ficar ansioso para ver o que se segue...

 

PS: Entretanto e como é o meu primeiro post aqui, quero agradecer ao Pedro Correia a oportunidade que me deu de integrar o grupo que me fui habituando a ouvir e respeitar, comentando, apoiando ou criticando sob o pseudónimo de SportingSempre, aproveitando também a oportunidade de reafirmar que sou sócio do Sporting há muito, adepto de bancada ainda há mais, leio os jornais e vejo os programas de TV que me apetece e não penso pintar o meu carro (prateado) de verde.

 

Saudações Leoninas,

Luis Lisboa

Sporting Sempre !!!

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