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És a nossa Fé!

Amanhã à noite em Istambul

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O Sporting tem amanhã em Istambul (uma cidade que gostaria de visitar noutra oportunidade mais sossegada) uma partida de crucial importância para o que vai ser o resto desta época. Uma vitória coloca o Sporting com uma Liga Europa quase alcançada e ainda com uma possibilidade algo remota é certo de algo mais, uma derrota pode conduzir o Sporting à situação da época passada, fora das competições europeias.

Apesar das duas derrotas até agora consentidas na Champions, não há dúvida que o Sporting melhorou muito de Alvalade para Dortmund, a tremideira inicial terá sido ultrapassada e estamos em condições de ir a Istambul conquistar os 3 pontos em disputa. Mas temos que nos lembrar também do que aconteceu há 2 anos na mesma cidade mas frente a outro clube, num jogo em que tivemos todas as condições para ser felizes mas conseguimos "entregar o ouro ao bandido".

O jogo do Restelo ajudou a dar minutos a alguns menos utilizados, e vamos na máxima força para Istambul:

Guarda-redes: Adán e João Virgínia.

Defesas: Neto, Coates, Gonçalo Inácio e Feddal.

Alas: Porro, Esgaio, Matheus Reis e Vinagre.

Médios: Palhinha, Bragança, Matheus Nunes e Ugarte.

Interiores: Pedro Gonçalves, Jovane, Nuno Santos e Sarabia;

Avançados : Paulinho e TT.

 

Imagino que as grandes questões do Amorim, situação do Porro à parte, será escolher os dois que acompanharão Coates, entre Neto, Feddal e Inácio, e os dois também que acompanharão Paulinho, entre Sarabia, Pedro Gonçalves e Tiago Tomás. Eu cá apostaria no onze que tão boa conta deu em Dortmund, esperando que desta vez o Sarabia esteja bem melhor e o Paulinho não falhe no passe de morte ao Tiago Tomás:

Adán; Neto, Coates e Feddal; Porro, Palhinha, Matheus Nunes e Matheus Reis; Sarabia, Paulinho e Tiago Tomás.

 

Concluindo,

Amanhã o Sporting entra em campo em Istambul para prosseguir na Europa da melhor forma possível.

Considerando o sistema táctico de Rúben Amorim, qual seria o vosso onze?

 

#OndeVaiUmVãoTodos

SL

O dia seguinte

Para falar do jogo de ontem no mítico estádio do Restelo, onde pude voltar para desfrutar dum ambiente incrível, sinceramente fiquei siderado pela pujança dum clube cuja equipa de futebol anda pela 4.ª divisão nacional, tenho obrigatoriamente que começar pelo comentário que acho brilhante dum dia destes do nosso leitor Francisco Gonçalves. Disse ele e eu cito:

"Para Rúben Amorim, o sistema 3-4-3 é a base de todo o seu entendimento sobre como uma equipa deve abordar um adversário, em qualquer momento, em qualquer Estádio. Não quer dizer que seja o único que conheça, ou que seja capaz de trabalhar, mas é aquele em que, atualmente, aposta todas as fichas.

Naturalmente, enquanto correr bem – e está a correr muito bem! -, Rúben Amorim não encontra motivos para alterar a sua linha de pensamento e de atuação. A inteligência e a perspicácia do jovem treinador hão de ajudá-lo a perceber que, se a eficácia do seu 3-4-3 estiver esgotada, é tempo de mudar. É como naquelas relações em que pensamos que serão para o resto da vida e, às vezes, afinal, não foram.

Num exercício de pura especulação, eu acho que a base que sustenta o trabalho de Rúben Amorim é o manual de 11 capítulos que ele transporta sempre consigo: o capítulo 1 revela o que o treinador espera do seu guarda-redes; o capítulo 2 revela o que o treinador espera do seu lateral-direito, até ao capítulo 11 que revela o que o treinador espera do seu extremo-esquerdo.

O sistema tático 3-4-3, como todos os outros, permite criar dinâmicas que se ajustem ao espaço temporal do próprio jogo e às circunstâncias que ele vai revelando.

Um jogo de futebol contém, reconhecidamente, vários momentos, que passam, inevitavelmente, pela organização ofensiva e defensiva, pelas transições (ofensivas e defensivas), pelos lances de bola parada e pelo talento individual que, não raras vezes, de uma forma supra a qualquer momento do jogo, resolve um desafio.

No manual de Rúben Amorim, em cada um dos capítulos, está tudo muito bem escalpelizado e cada um dos jogadores só tem que estudar o seu capítulo. Imagino que Rúben Amorim recomende a cada jogador do seu plantel o estudo apurado do respetivo capítulo e de mais um ou dois que serão os correspondentes à necessidade de atribuir uma polivalência, planeada ou inopinada, a este ou àquele jogador.

Rúben Amorim não ajusta a equipa às característica de um jogador, seja ele qual for. Ao invés, os jogadores estudam o capítulo que lhes compete e sabem, com um rigor infalível, o que o treinador espera de cada um deles. Esse é o seu inestimável contributo para o sucesso da equipa.

O sistema tático é aquele. Através da aquisição dos conhecimentos que derivam da leitura do manual, acrescida da disponibilidade física e mental para interpretar, com eficácia, aquela leitura, o jogador sabe o que fazer, quando a equipa tem bola, quando não tem, quando defende quando ataca, de forma organizada, ou em transições rápidas e, também, conhecem o seu papel, nos lances de bola parada.

Esse imaginário manual é aplicado em todos os treinos. Os jogadores que parecem saber colocar em prática o seu respetivo capítulo, são aqueles que, por norma, integram o onze inicial.

Este forma de Rúben Amorim trabalhar representa 90% do contributo para que o Sporting Clube de Portugal possa vencer os seus jogos.

Os restantes 10% têm origem no talento individual que, consoante a inspiração do momento, podem ser decisivos para resolver aquilo que o manual de Rúben Amorim não foi capaz de resolver.

Como exemplo, os “passes” à baliza de Pedro Gonçalves. Até parece fácil, mas aquilo é, de facto, talento e inspiração, em doses ajustadas ao momento."

 

Simplesmente brilhante. Parabéns, caro Francisco.

Pois ontem o que vimos no Restelo foi isso mesmo. Virgínia fazia de Adán, Esgaio de Inácio, Inácio de Coates, Feddal dele mesmo, Vinagre também, e Pedro Gonçalves idem idem. Ugarte fazia de Palhinha, Bragança daquele Bragança quando entra para o lugar do Matheus Nunes, Gonçalo fazia de Porro até lhe tentando imitar as incursões e remates, TT fazia de Sarabia e Jovane de Paulinho. E o futebol era o mesmo, apenas mudavam os intérpretes, que conheciam a pauta de cor e salteado.

Começa o jogo. Vinagre faz aquilo que devia sempre fazer, entrar em velocidade e centrar na passada, o Paulinho (Jovane) falha, e o Sarabia (TT) põe lá dentro. Depois começou a fazer outras coisas menos positivas, mas levou um refreshment à moda de Amorim na pausa técnica provocada pelo dói-dói dum adversário. Depois disso melhorou em muito na definição dos lances.

Naquela primeira parte foram mais quatro ou cinco oportunidades assim. Dum Coates (Inácio) ou dum Inácio (Esgaio) lançar em profundidade, o Palhinha (Ugarte) distribuir, o Bragança colocar, e alguém falhar frente à baliza, com grande mérito do guarda-redes adversário pelo meio.

Fomos para o intervalo com a vantagem mínima, mas a poder estar a ganhar por 4 ou 5.

 

Obviamente sofremos um pouco na segunda parte. O adversário sentiu que tinha uma oportunidade, veio com o peso da história do grande Belenenses e o apoio tremendo dos adeptos a dar-lhe asas, e a coisa podia-se ter complicado. Felizmente veio um canto e um segundo golo dum TT que parece ter ganho entretanto uns bons quilos de músculo. Isso matou o jogo.

Depois entrou-se na gestão física. Porro entrou para rodar para a Turquia, mas logo fez uma entrada um pouco estúpida e sofreu logo a seguir uma retaliação para matar, felizmente parece que não foi nada demais, o árbitro ficou tão baralhado da cabeça por não ter mostrado o obrigatório vermelho que logo compensou com um penálti e logo a seguir teve a oportunidade que não desperdiçou para expulsar aquele filho... que parece que é osteopata.

 

O que fica deste jogo? A passagem à eliminatória seguinte, um resultado mais que positivo no teste à profundidade do plantel, uma demonstração duma lição bem estudada que resiste à troca de Manuéis por Joaquins. Está de parabéns mais uma vez este grande treinador que temos e que se chama Rúben Amorim.

Gostei imenso de voltar ao Restelo, penso que 48 anos depois de lá ter ido pela primeira vez pela mão dum vizinho sócio dos Belenenses, ver o Sporting perder por 1-0, uma das poucas derrotas no ano glorioso da dobradinha de 73/74. Obrigado, Rúben Amorim.

De quem mais gostei? De Ugarte. Aquilo é como o algodão, não engana. Classe pura.

 

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SL

Amanhã à noite no Restelo

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Depois de mais uma pausa das competições de clubes pelos compromissos das Selecções, voltamos amanhã ao Restelo para defrontar os "verdadeiros" Belenenses numa eliminatória da corrida para o Jamor, ou seja, da sempre importante Taça de Portugal. O caricato da questão é que o Jamor tem sido a casa dos "bastardos" Belenenses, a  B-SAD.

Não sei quantas vezes já fui ao Restelo, a primeira penso que foi na época gloriosa de 73/74 ver o Sporting sofrer uma das poucas derrotas da temporada, outras derrotas aconteceram depois, mas também muitas vitórias do Sporting, a mais fácil na época de 2015/2016, um 5-2 sendo Julio Velásquez o treinador "moderno" do já então BelenensesSAD que baralhou completamente a cabeça aos seus jogadores.

Mas, voltando ao jogo de amanhã, imagino que Amorim esteja a fazer um balanço entre a gestão física dos mais utilizados, a necessidade de dar minutos e protagonismo aos menos utilizados, e a preparação também ela necessária da jornada na Turquia. Tendo no banco quem poderá entrar e resolver alguma situação complicada.

Coates está na selecção Uruguaia, Neto está a contas com uma lesão muscular. Imagino então que Amorim convoque os seguintes elementos, dando descanso a Sarabia:

Guarda-redes: Adán e Virgínia.

Defesas: Inácio, Feddal e Matheus Reis.

Alas: Esgaio, Vinagre, Porro e Gonçalo Esteves.

Médios: Palhinha, Tabata, Bragança, Matheus Nunes e Ugarte.

Interiores: Pedro Gonçalves, Jovane e Nuno Santos;

Avançados : Paulinho e TT.

 

Pelo que atrás referi, o meu onze no 3-4-3 habitual seria assim:

Virgínia; Esgaio, Feddal e Matheus Reis; Porro, Ugarte, Bragança e Vinagre; Pedro Gonçalves, Jovane e Tabata.

 

Concluindo,

Amanhã o Sporting entra em campo no Restelo (não faltem a ida a um estádio pleno de recordações) para prosseguir na corrida ao Jamor.

Considerando o sistema táctico de Rúben Amorim, qual seria o vosso onze?

 

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SL

No rumo certo

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Para mim, que tenho o cubano Frankis Carol como um ídolo que não vou esquecer jamais do andebol, ao nível do argentino (que nunca esqueci também) Hector "Chirola" Yazalde, do futebol, e ainda mais porque tive a oportunidade de visitar Cuba e perceber alguma coisa da enorme qualidade humana daquele povo, independentemente de muita coisa que não cabe aqui referir, é com enorme prazer e um grande aplauso ao nosso coordenador da modalidade e ex-capitão Carlos Carneiro que leio esta notícia, ficando de água na boca para futuros desenvolvimentos da mesma:

https://www.sporting.pt/pt/noticias/modalidades/andebol/2021-10-12/sporting-cp-assina-protocolo-com-federacao-cubana-de-andebol

 

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SL

Treinador de bancada - O sistema táctico

Segundo a Wikipedia, em 1872 no primeiro desafio internacional de futebol de sempre, Inglaterra e Escócia entenderam por bem arrumar os jogadores de campo de diferentes formas, a Inglaterra em 1-1-8 / 1-2-7 e a Escócia em 2-2-6. O futebol dessa altura devia ser qualquer coisa muito "kick and rush" bem parecida com o rugby.

Se calhar começou aí a discussão sobre os méritos e deméritos de cada sistema táctico. Se por um lado as características dos jogadores disponíveis são essenciais na escolha do sistema táctico por parte do treinador, tentando potenciar os pontos fortes e minimizar as fraquezas, por outro um bom sistema táctico do treinador é indispensável para fazer o todo bem maior que a soma das partes.

Depois daquela data, as alterações sucessivas na regra de fora de jogo foram transformando avançados em defensores, e os técnicos estrangeiros que foram chegando a Portugal, em particular ingleses e húngaros, foram trazendo novidades tácticas e fazendo evoluir o futebol caseiro.

 

Assim, ao longo dos anos o Sporting conheceu diferentes sistemas tácticos e alguns foram mesmo marcantes, porque estiveram nas maiores conquistas de sempre do clube:

1. 3-4-3 WM ou 3-2-2-3 (46/47, Robert Kelly, Peyroteo e os 5 violinos, Campeonato Nacional)

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Equipa emblemática: Azevedo; Barrosa, Manecas e Álvaro Cardoso; Canário e Veríssimo; Vasques e Travassos; Jesus Correia, Peyroteo e Albano.

 

2. 4-2-4 (63/64, Anselmo Fernandez, Figueiredo "Altafini de Cernache", Taça das Taças)

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Equipa emblemática: Carvalho; Pedro Gomes, Alexandre Baptista, José Carlos e Hilário; Fernando Mendes e Geo; Osvaldo Silva, Figueiredo, Mascarenhas e Morais.

 

3. 4-3-3 (73/74, Mário Lino, Yazalde, Campeonato e Taça)

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Equipa emblemática: Damas; Manaca, Bastos, Alhinho e C.Pereira; Wagner, Nelson e Baltasar; Márinho, Yazalde e Dinis.

 

4. 4-4-2 Losango (2006/07, Paulo Bento, Liedson, "A mão de Ronny", Taça de Portugal)

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Equipa emblemática: Ricardo; Caneira, Tonel, Polga e Rodrigo Tello; Miguel Veloso, J.Moutinho, Nani e Romagnoli; Liedson e Alecsandro.

 

5. 3-4-3 Amorim (2020/21, Rúben Amorim, Pedro Gonçalves, Campeonato Nacional)

Tanto quanto posso entender, e não estou a esperar que o próprio confirme, prefiro ir ganhando no entretanto, o sistema táctico de Amorim é o seguinte:

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Equipa emblemática: Adán; Gonçalo Inácio, Coates e Feddal; Porro, Palhinha, João Mário e Nuno Mendes; Pedro Gonçalves, Paulinho e Nuno Santos.

 

Este diagrama, com algumas semelhanças com o WM doutros tempos, ajuda a perceber algumas coisas. Quando o Sporting entra em campo e independentemente do que acontece depois com as incidências do jogo :

1.  Não joga com 3 defesas centrais. Joga com 3 defesas, escola Guardiola, não necessariamente todos eles com características de defesas centrais. Ver as declarações de Amorim e a referência sobre o 3-4-3 Guardiola

2. Não joga com defesas laterais. Joga com alas que fazem todo o corredor, que acumulam funções dos defesas laterais e extremos do 4-3-3. Por isso, são quase todos jogadores que fizeram a formação como extremos e depois foram recuando no terreno. São estes alas que permitem que o Sporting defenda pontualmente com uma linha de 5 e ataque pontualmente com uma linha de 5 também. São estes alas responsáveis pelos centros longos característicos dos extremos do 4-3-3.

3. Não joga com 3 médios. Os 2 médios centros que se projectam à vez para o ataque são ajudados na luta do meio-campo pelos alas e pelos avançados, que em transição defensiva tentam pressionar e matar o lance à nascença, se não conseguem correm para ajudar a defender.

4. Não joga com médio ofensivo (não existe "10"). Não há lugar para um médio à frente dos demais que só joga para a frente e pouco ajuda a defender. 

5. Não joga com extremos. Joga com avançados que ocupam zonas interiores do campo, que entram na área e rematam ao golo. Aliás são eles que marcam a grande maioria dos golos da equipa.

6. Não joga com ponta de lança (não existe "9"). Nunca Amorim deu hipóteses a avançados-centro clássicos como o Luiz Phellype o Pedro Marques ou o desejado por muitos Slimani. Joga com um avançado-centro recuado ("False 9" na terminologia inglesa), algures entre o clássico ponta de lança do 4-3-3 (o "9") e o médio ofensivo do 4-4-2 (o "10"), que para além de marcar golos e arrastar os defesas centrais adversários para os interiores marcarem, se constitui como o pivot ofensivo da equipa, recebendo de costas para a baliza contrária, solicitando os interiores ou os alas e entrando na área para concluir. Nessa posição passaram na época passada Sporar, Jovane Cabral, Pedro Gonçalves, Tiago Tomás e Daniel Bragança, mas desde que o Paulinho chegou a posição é dele, e muitas vezes, ele é a posição. 

 

A chave do sucesso de Amorim tem sido esta. Um sistema táctico moderno, inegociável e camaleónico através da rotação de jogadores de diferentes características pelas diferentes posições.

E um plantel curto que compromete todos os jogadores e os obriga a sairem da sua zona de conforto, ocupando posições a que não estão habituados. Que os faz crescer e valorizar.

Um Amorim com muito para evoluir e aprender, mas já na linha dos grandes treinadores da actualidade, dum Klopp e dum Pep Guardiola.

Um Klopp que ainda agora, com uma linha avançada sem ponta de lança clássico, com Salah, Jota e Mané, cilindrou um Porto com dois, Taremi e Toni Martínez. Um Pep Guardiola igualmente alérgico a pontas de lança clássicos, os dois ainda agora se defrontaram num jogo que terminou em 2-2 e onde não houve nenhum Lewandovski, Cavani ou Lukaku.

Ou até um Luis Enrique que colocou a Espanha na final da Liga das Nações com uma equipa em que o tal "False 9" era Sarabia e os interiores eram Oyazabal e Ferran Torres, este último marcou os dois golos.

Não acredito que os espanhóis, dos galegos aos catalães, dos asturianos aos andaluzes, andem a comparar as estatísticas de Sarabia com as de todos os pontas de lança que passaram pela selecção espanhola. Há coisas que realmente só acontecem no Sporting. 

 

E pronto. Começo aqui esta rubrica dedicada aos aspectos mais técnicos do futebol com a perspectiva nem do relvado nem do sofá, mas da bancada.

Espero que gostem. Fico então a aguardar os vossos interessados, identificados e Sportinguistas comentários.

 

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Atitude, talento, desempenho, etc...

Primeiro queria mais uma vez dizer que o jogador de que vou falar não faz o meu tipo de ponta de lança. Quem tem como ídolo o Yazalde, e depois teve a oportunidade de acompanhar nas bancadas Manuel Fernandes, Jordão, Acosta, Mário Jardel, Liedson, Slimani ou Bas Dost, obviamente que tem de ser exigente na avaliação dum ponta de lança do Sporting. Se o 3-4-3 de Rúben Amorim tem ou não ponta de lança, isso é outra questão, que abordarei noutro post.

Sobre esse jogador, o Paulinho, vamos primeiro a alguns factos, espero não me enganar em nenhum. Se for o caso, desde já agradeço o alerta para poder corrigir.

1. O estádio do Arouca tem por dimensões 106x65m. O record de Portugal dos 100m penso que será de 9,86 obtido pelo "nosso" Francis Obikwelu em 2004. O melhor Francis demoraria cerca de 10,5s a percorrer a distância entre as linhas de fundo do estádio do Arouca.

3. O Paulinho tem 28 anos, 1,87m, é pesadinho, e vinha de dois jogos na mesma semana onde alinhou quase o tempo todo dos mesmos, ou seja, cerca de 180 minutos. 

4. Depois da sequência Marítimo-Dortmund, dois pesos pesados da equipa, Feddal e Neto, não alinharam de início em Arouca, Palhinha esteve irreconhecível, e Coates esteve em regime de serviços mínimos. 

5. Aos 51minutos do 3.º jogo em oioto dias, Paulinho envolve-se numa transição defensiva onde percorre cerca de 90m em 11s e picos...

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O percurso de Paulinho no lance está assinalado com o círculo vermelho. Como referência assinalei a posição a amarelo dum dos melhores jogadores do Sporting em campo, Daniel Bragança, um talento incrível. Que tem 22 anos, é levezinho, e jogou apenas cerca de 30 minutos nesses dois jogos.

Se os frames que seleccionei esclarecem muita coisa, o vídeo esclarece muito mais:

https://www.youtube.com/watch?v=gFjWTCoHSwI

Uma coisa assim só me faz lembrar esta dum tal Cristiano Ronaldo, mas para a frente. Para trás não sei se alguma vez fez alguma...

https://www.youtube.com/watch?v=TKcd7HUfais

E não digo mais nada, fico a aguardar os vossos comentários. Que poderão incluir indicação de vídeos onde me mostrem algum jogador do Sporting em alguma época a fazer alguma coisa de parecido.

 

PS: Agradecia que trolls anónimos, lampiões e andrades se abstivessem de comentar, libertando o espaço para quem é destinado, os Sportinguistas de coração. 

 

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Ordem de Mérito 1ª Liga - Depois de 8 jornadas

1. Pontuação total:

Palhinha 132
Adan 126
Nuno Santos 125
Matheus Nunes 122
Coates 121
Paulinho 116
Porro 106
Jovane 100
Esgaio 100
10  Vinagre 88
11  Neto 72
12  Feddal 69
13  Pedro Gonçalves 67
14  Daniel Bragança 64
15  Gonçalo Inácio 59
16  Tiago Tomás 56
17  Matheus Reis 51
18  Sarabia 48
19  Nuno Mendes 28
20  Tabata 23
21  Ugarte 7

 

2.Desempenho médio: 

Pedro Gonçalves 16,8
Palhinha 16,5
Sarabia 16,0
Adan 15,8
Nuno Santos 15,6
Matheus Nunes 15,3
Porro 15,1
Coates 15,1
Gonçalo Inácio 14,8
10  Vinagre 14,7
11  Paulinho 14,5
12  Neto 14,4
13  Nuno Mendes 14,0
14  Feddal 13,8
15  Daniel Bragança 12,8
16  Jovane 12,5
17  Esgaio 12,5
18  Matheus Reis 10,2
19  Tiago Tomás 9,3
20  Tabata 7,7
21  Ugarte 7,0

 

3. Melhores em campo :

Pedro Gonçalves 21
Jovane, Adan e Matheus Nunes 19
Palhinha 19
Adan 20
Nuno Santos 19
Palhinha 19
Porro 19
Sarabia, Daniel Bragança 18

 

Cada um pode ter a sua opinião e eu tenho a minha. A memória é sempre curta, mas no final da época esta pontuação, mesmo que limitada à 1.ª Liga, dirá muito do que ela foi. 

No pódium, para já, têm de estar por esta ordem: Palhinha, Adán e Nuno Santos. Pedro Gonçalves e Sarabia são casos à parte, porque têm um período de utilização limitado e Nuno Mendes já cá não está. Infelizmente.

Depois uma 2.ª linha muito sólida: Matheus Nunes, Coates, Porro,  e... Paulinho. E logo a seguir outros.

Fica então aqui aberta a discussão sobre estas pontuações.

 

PS: Agradecia que trolls anónimos, lampiões e andrades se abstivessem de comentar, libertando o espaço para quem é destinado, os Sportinguistas de coração. 

 

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SL

O dia seguinte

Foi um Sporting substancialmente esgotado pela jornada da Champions que se apresentou em Arouca, e a melhor prova disso foi Palhinha, ontem irreconhecível.

Foi também surpreendente para muitos o onze inicial do Sporting, com dois defesas laterais/alas a jogar a central, um interior a ala, um médio centro a interior esquerdo. Nem os comentadores das diferentes TVs conseguiam prever se o Sporting ia jogar em 4-3-3, 5-3-2 ou outra coisa qualquer. Acabou por ser mais uma prova da grande coerência para alguns (apoiada pelo "nosso" Carlos Pereira como dei nota no post anterior) e teimosia para outros de Rúben Amorim, que preferiu manter-se fiel ao seu modelo de 3-4-3 mudando jogadores, do que mudar de sistema de acordo com os jogadores disponíveis.

 

O Sporting entrou bem no jogo com Sarabia em grande plano. A bola circulava rápido, Bragança e Paulinho eram o veio central de transmissão que colocava a bola com critério nas alas para ataque ao golo. Assim, Paulinho falhou o golo feito do costume e falhou a assistência para Coates encostar, Sarabia por duas vezes na mesma jogada ameaçou marcar, e o Sporting podia muito bem ter chegado ao intervalo com uma vantagem confortável de dois golos que daria para gerir o encontro doutra forma.

O golo foi um exemplo de futebol bem jogado com a bola a circular por Bragança, Paulinho, Nuno Santos e Sarabia que assistiu "com açúcar" Matheus Nunes. O Arouca vivia de contra-ataques rápidos e num deles podia ter marcado, com Coates ultrapassado em velocidade, Adán a fazer a mancha e o avançado do Arouca a desperdiçar.

A segunda parte começou, o Sporting continuou a dominar e a criar oportunidades, mas dum canto a favor saiu o golo do Arouca, um "chouriço" facilitado primeiro penso que por Bragança, que não matou o lance na origem, depois por Esgaio, comido em velocidade, e finalmente por Adán, que sacode a bola para o bico da bota do avançado do Arouca.

Felizmente logo a seguir Nuno Santos começou a compensar a larga conta de golos desperdiçados que já teve esta época, em particular nos jogos em que perdemos pontos na Liga, e rematou de primeira para golo. Claro que o guarda-redes adversário podia ter feito melhor, mas aquele tipo de remates complica-lhes muito a vida.

A equipa estava a ficar cada vez mais esgotada, vieram as substituições mas pouco melhoraram, a entrada de Neto com o adiantamento de Esgaio realmente fortaleceu o lado direito, mas TT, Jovane, Ugarte e Tabata nada fizeram de relevante.

 

Sarabia, para mim o melhor em campo, foi sempre influente no ataque e assistiu para os dois golos. Bragança esteve excelentemente... a atacar. E deficientemente... a defender. Como de costume, um "peso pluma" que deixa Palhinha entregue a si mesmo. Matheus Reis fez o melhor jogo que lhe vi com a camisola do Sporting. Simplesmente impecável. Nuno Santos muito bem, com um golo pleno de oportunidade e embora algumas vezes tenha perdido lances por se esquecer onde estava a jogar, Adan, Coates, Palhinha, Paulinho, Matheus Nunes, Porro... cansados, muito cansados física e mentalmente. Esgaio, quem dá o que tem, a mais não é obrigado. Recordo-me dele a extremo direito goleador...

Realmente só mesmo com grande atitude e espírito de equipa conseguimos sair de Arouca com três pontos depois da jornada de Dortmund. Quem tiver dúvidas, reveja o Rio Ave-Sporting post Real Madrid, na segunda época de Jorge Jesus.

 

Missão cumprida. Agora é descansar, recarregar as baterias, capacitar aqueles que vieram há menos tempo, como Ugarte e Vinagre, moralizar o Jovane, que o rapaz deve sofrer de bipolaridade, e aguardar pela imperdível deslocação ao saudoso estádio do Restelo para a Taça de Portugal, que espero coincida com o regresso de Pedro Gonçalves e de Gonçalo Inácio ao onze do Sporting. Jogo a jogo. Sempre jogo a jogo.

Grande treinador, Rúben Amorim. Sem dúvida nenhuma. Pelo menos para aqueles como eu, que o que querem mesmo é ganhar. Para aqueles que querem uma equipa a jogar como nunca e a perder como sempre, realmente é um pobre coitado.

 

#OndeVaiUmVãoTodos

SL

Amanhã à noite em Arouca

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Foi apesar de tudo uma jornada europeia que não envergonha ninguém, mesmo com a bipolaridade característica dos Sportinguistas, perante uma equipa com plantel bem mais valioso e bem mais experiente, que o treinador alemão Marcos Rose analisou assim: "Estou muito satisfeito porque ganhámos um jogo difícil, no qual tivemos alguma felicidade, mas por vezes é isso que precisamos para ter sucesso. Mas é mesmo assim, às vezes ganhamos pela margem mínima um jogo em que não tivemos muito brilho."

Mas isso é passado, importa agora "mudar o chip" para as competições internas, passa muito por essa capacidade o sucesso desta época e o Sporting provou no Estoril que o consegue fazer. E esse trabalho curiosamente começou a ser feito ainda ontem em Dortmund em instalações cedidas pelo adversário europeu. 

Temos um grande treinador, temos um grande capitão mais os seus adjuntos, temos uma equipa muito unida e focalizada, que não deixa cair ninguem. A titularidade a Vinagre no jogo com o Estoril demonstrou isso.

E na Liga vamos em segundo lugar, se quiseremos comparar jogo a jogo com a época passada, vamos com 2 pontos a mais. E só depende de nós chegarmos ao final e revalidarmos o título. Por isso, não temos de estar preocupados com o que os outros ganham ou deixam de ganhar. Até é bom os favoritos, os que vão arrasar, serem os outros. Nós, pobrezinhos mas honrados, sem árbitros no bolso nem jogadas sujas de bastidores, lá vamos indo.

A única coisa com que devemos preocupar-nos é com a sola do pé do Pedro Gonçalves e o joelho do Coates, porque os golos que tanto estão a custar a marcar vão aparecer. E como o Sporting (Ajax à parte) sofre muito poucos golos, esses golos marcados vão-se traduzir em vitórias. E de jogo a jogo, de vitória em vitória, o impossível torna-se realizável. 

Também em Dortmund Amorim respondeu à sua maneira àqueles que como eu questionavam o modelo único 3-4-3 para todas as competições, reclamando mais um médio, Ugarte ou Daniel Bragança. Mudou personagens, mudou posicionamentos, manteve o sistema. O nosso insuspeito Carlos Pereira, o raçudo defesa esquerdo da mítica equipa de 73/74 e depois adjunto de Paulo Bento, veio dizer: "Acredito que Rúben Amorim possa pensar nisso, sim, porque se tem falado algumas vezes dessa situação, mas sinceramente não me parece que seja o mais indicado nesta altura. Já há muitas rotinas nesta equipa, que vem já da época passada e as coisas têm funcionado bem. Por isso mudar o sistema tendo em conta o adversário que se vai encontrar não me parece ser a melhor solução, apenas circunstancialmente." Será que é o adjunto-sombra de Amorim? Por mim, o irmão do grande Aurélio Pereira podia estar mesmo no banco ao lado dele, seria sempre uma grande mais-valia na equipa técnica do Sporting.

 

Então amanhã vamos visitar o Arouca. Tenho boas recordações desse estádio. Em 16/09/2012 (Wiki Sporting) fui ver a melhor equipa B de sempre vencer por 2-1, um dos golos foi do Esgaio, houve confusão no final com Manuel Fernandes e penso que o filho (ou foi o pai?) daquele da cena canalha com o nosso ex-presidente em Alvalade. Em 18/01/2014, ver o Sporting ganhar por 2-1 com golo do estreante e desengonçado suplente Slimani aos 72 minutos. E mais uma vez penso que em 08-11-2015 com um golo do mesmo Slimani, já outro jogador, aos 90 minutos. Tem sido um registo de vitórias em Arouca que espero continue.

E se o 3-4-3 é para manter, se Adan e os dois médios são intocáveis, se toda a defesa esteve muito bem em Dortmund, se Paulinho marcando muito ou pouco é o pivot da manobra atacante, as maiores dúvidas serão a condição física de Feddal e os dois interiores. A verdade é que TT, Sarabia, Jovane e Nuno Santos estiveram mal em Dortmund. De qualquer forma Sarabia tem de jogar para criar rotinas com Porro, a ligação entre os dois ainda deixa muito a desejar. Do outro lado, aposto em Nuno Santos, só lhe peço que olhe antes de chutar.

Depois de Arouca haverá pausa de selecções. Depois, jogo de Taça de Portugal onde os menos utilizados poderão ter minutos para mostrar o que valem, oxalá seja também o regresso de Pedro Gonçalves aos relvados.

 

Imagino então que Amorim convoque os seguintes elementos:

Guarda-redes: Adán e André Paulo.

Defesas Centrais: Neto, Coates, Feddal e Matheus Reis.

Alas: Esgaio, Vinagre, Porro e Gonçalo Esteves.

Médios Centro: Palhinha, Tabata, Bragança, Matheus Nunes e Ugarte.

Interiores: Sarabia, Jovane, Nuno Santos e Tiago Tomás 

Pontas de lança: Paulinho.

 

Pelo que atrás referi, o meu onze seria assim:

Adán; Neto, Coates e Matheus Reis; Porro, Palhinha, Matheus Nunes e Vinagre; Sarabia, Paulinho e Nuno Santos.

 

Concluindo,

Amanhã o Sporting entra em campo em Arouca para tentar aproximar-se da liderança da Liga.

Considerando o sistema táctico de Rúben Amorim, qual seria o vosso onze?

 

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SL

O dia seguinte

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E mais uma vez o Sporting volta da Alemanha com uma derrota no bolso. A verdade é que não me recordo (mas já me recordaram um empate com Paulo Bento) de quando é que isso não aconteceu. Com Jesus foram este Dortmund e o Leverkusen, com Marco Silva o Shalke 04 e o Wolfsburgo, com Carvalhal o Hertha Berlim, com Paulo Bento o Bayern, até no tempo do meu ídolo foi o Magdeburgo na véspera do 25 de Abril e sem ele, ficou por Lisboa lesionado.

Dortmund e Sporting contam com treinadores com muitas ideias em comum e isso reflectiu-se no terreno de jogo, equipas bem encaixadas, construção apoiada, procura dos corredores, reacção à perda. Foi um jogo muito interessante de ver, onde as individualidades fizeram a diferença.

Rúben Amorim foi mais uma vez coerente com as suas ideias. Recusou o terceiro médio, simplesmente ajustou o posicionamento dos interiores com Tiago Tomás em vez de Nuno Santos. Mas se isso ajudou o Sporting a defender bem, também tornou TT e Sarabia dois atacantes ineficazes, que perdiam a bola facilmente, incapazes de qualquer rasgo. Depois, com Jovane e Nuno Santos, a situação manteve-se ou até piorou, no caso do primeiro. Ainda deve andar com pesadelos do penálti falhado.

A verdade é que, custe ou não a engolir a muitos, não temos ainda equipa para ultrapassar Ajax e Dortmund na corrida à passagem à fase seguinte. Nuno Mendes está a fazer muita falta, Pedro Gonçalves mais ainda, quem entrou ainda não acrescentou. De qualquer forma fizemos um bom jogo ontem, e a jogar assim podemos, apesar de tudo, conseguir uma boa época.

Individualmente,  Coates, Palhinha e Matheus Nunes foram os baluartes da equipa. Toda a restante defesa esteve muito bem. Paulinho, no seu registo dos seus últimos tempos, trabalha, constrói mas desperdiça. Sarabia, noite para esquecer. Bragança entrou bem no jogo, se calhar podia ter entrado logo em vez do inútil Jovane.

Quanto vão valer Porro e Matheus Nunes daqui a nada? A presença na Champions é mesmo essencial para o Sporting.

Dois grandes treinadores mas também dois grandes comunicadores que estiveram muito bem nas declarações post jogo. Quando Amorim sair, espero que daqui a largos anos, pode vir o alemão.

 

#OndeVaiUmVaoTodos

SL

O dia anterior

Entre Amsterdão e Dortmund são quase 250km, que terei de percorrer no dia seguinte ao jogo. Entre o valor dos plantéis do Ajax e do Borussia são quase 250M€ também, favoráveis à segunda maior equipa alemã.

Digerida a derrota em casa com o Ajax sem danos adicionais na Liga caseira, têm então Amorim e a sua equipa um enorme desafio para ultrapassar amanhã em Dortmund.

O jogo de Alvalade tornou evidente que a ideia de controlo do jogo a partir do trio defensivo que tão bons resultados tem dado a nível nacional implode na Champions pela diferença de andamento e superior constituição física dos adversários. Dos três centrais para a frente, apenas Porro, Palhinha, Matheus Nunes e Paulinho lutaram por cada bola, ganharam divididas, demonstraram nível Champions. Nada que Amorim não tivesse registado, e saberá com que guerreiros pode contar para esta batalha. Para nós fica a discussão sempre interessante de nomes e tácticas.

Em Dortmund contará Amorim com muitos Sportinguistas vindos um pouco de todo lado, alguns de claques, outros não,  muitos a pedir dispensa das fábricas alemãs como foi o caso há 5(?) anos dum grupo que encontrei em Leverkusen com carrinha e farnel. O estádio vai mesmo estar repleto de abelhas e leões, um ambiente escaldante que quero desfrutar activamente, puxando de princípio ao fim pelo meu Sporting. O mundo sabe que...

A única coisa de que não gostei do jogo do Ajax - além do resultado, obviamente - foi o assobio de alguns pelo hino da Champions.

O lugar dum Sporting pujante e ganhador tem de ser na Champions, e só estando presentes regularmente na competição podemos ter êxito desportivo com estabilidade financeira. O hino da Champions só pode ser para aplaudir, nunca para assobiar, os tempos da guerra contra o mundo são passado que deu no que deu.

Sporting na Champions sempre !!!

E vamos lá caçar estas abelhas !

 

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SL

O dia seguinte

Foi um jogo em que o Sporting fez bem mais do que o suficiente para ganhar. Com muito azar, só o conseguiu ao cair o pano, mas também foi um jogo dos menos conseguidos desta época. Num relvado impróprio para jogar futebol, e há que perceber porquê.

Em Alvalade e contra estas equipas a receita é entrar com tudo e marcar depressa. E nada disso aconteceu, muito fruto da deficiente saída de Neto à direita e Vinagre à esquerda, este mais uma vez numa noite para esquecer. Foi preciso Sarabia abrir o livro para as oportunidades surgirem e Nuno Santos as desperdiçar, como infelizmente tem acontecido.

A segunda parte começou com mais um remate cego de Nuno Santos a passe de Paulinho que como de costume não deu golo, das poucas coisas boas que Paulinho fez durante a partida. Finalmente saiu Vinagre e o Nuno assumiu com vantagem a posição, Matheus Nunes e Sarabia desapareceram do jogo, os nossos defesas foram matando os contra-ataques adversários à força de amarelos, e Amorim lá foi fazendo de cozinheiro a quem os fornecedores se baldaram na entrega dos ingredientes. Foi inventando.

E com tanta invenção, lá pelos 90 e muitos o Coates ganhou lá em cima, assistiu o Jovane, que ainda bem que não chegou à bola porque a julgar pelo que tinha feito até aí ela ia para a bancada de certeza, levou um murro bem dado para ver se acorda e se quer ser um grande jogador ou prosseguir a carreira no Marítimo ou noutro lado qualquer, e assim, o melhor em campo, o grande Pedro "Cojones" Porro, garantiu os 3 pontos.

Obviamente que Porro, Coates e Palhinha estiveram a nível elevadíssimo, Sarabia também em 45 minutos, mas fiquei preocupado com a forma como se apresentaram Tiago Tomás e Jovane, e a desilusão completa que foi Vinagre. Se isto é assim, o plantel ainda é mais curto do que eu pensava. Mas conto que os dois recuperem o seu sentido de vida no Sporting.

Visto noutra perspectiva, vamos a Dortmund sem desperdiçar pontos no jogo para a Liga imediatamente anterior. Nem sempre foi assim, recordo-me duma jornada em Moreira de Cónegos na época do assalto a Alcochete e na véspera de recebermos o Barcelona, que acabou com um empate fruto duma exibição bem deprimente. Eu até estive lá.

Então, ultrapassados Estoril e Marítimo, há que pensar muito bem como nos vamos apresentar nesse jogo. Até porque eu também vou lá estar...

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SL

Amanhã à noite em Alvalade

Não está a ser nada fácil esta época do Sporting, com a defesa do título, o regresso à Champions quatro anos depois, e um plantel curto à mercê de lesões e castigos.

Para Amorim as coisas são ainda mais complicadas. Se na época passada se concentrou na afinação do 3-4-3 para consumo doméstico, nesta já percebeu que muito do sucesso da época vai passar pela definição dum sistema alternativo para a Europa e por uma gestão do plantel que evite o esgotamento físico e mental da "coluna vertebral" da equipa. O que quer dizer que a ideia do "jogo a jogo" que foi fundamental para a conquista do título tem de ser revista.

Em Portugal não há dúvida que é o Porto que domina melhor esta questão, e consegue apresentar equipas um pouco diferentes nas duas competições com bons desempenhos em qualquer uma. E tem até um ou outro jogador quase só para a Europa e um ou outro quase só para a competição nacional.

Amanhã, o jogo contra um Marítimo renovado e orientado por um espanhol adepto do futebol aberto e intenso, na véspera da ida a Dortmund onde uma segunda derrota pesada iria custar bastante a suportar, vai evidenciar estas questões.

Na baliza Adán é intocável.

Na defesa a questão é se Feddal regressa ou é poupado para Dortmund.

No meio-campo é que pode haver alterações, com a entrada de Ugarte para fazer descansar... Palhinha ou Matheus Nunes? Eu diria o segundo.

No ataque Tabata poderá entrar para fazer descansar... Nuno Santos ou Sarabia? Talvez o primeiro.

 

Imagino então que Amorim convoque os seguintes elementos:

Guarda-redes: Adán e André Paulo.

Defesas Centrais: Neto, Coates, Feddal e Matheus Reis.

Alas: Esgaio, Vinagre e Porro.

Médios Centro: Palhinha, Tabata, Bragança, Matheus Nunes e Ugarte.

Interiores: Sarabia, Jovane, Nuno Santos, Catamo (?)

Pontas de lança: Paulinho, Tiago Tomás.

 

Pelo que atrás referi, o meu onze seria assim:

Adán; Neto, Coates e Matheus Reis; Porro, Palhinha, Ugarte e Vinagre; Tabata, Paulinho e Sarabia.

 

Concluindo,

Amanhã o Sporting entra em campo em Alvalade para tentar aproximar-se da liderança da Liga.

Considerando o sistema táctico de Rúben Amorim, qual seria o vosso onze?

 

#OndeVaiUmVãoTodos

SL

O dia seguinte

Foi um Sporting a lutar com os seus próprios fantasmas que entrou na Amoreira, com uma ala esquerda de compromisso que deixou muito a desejar, mas também foi um Sporting que se concentrou no seu processo de jogo, um 3-4-3 envolvente a campo todo, e que a pouco e pouco, depois dum lance de bola parada excelentemente defendido duplamente por Adán, foi encostando o adversário às cordas até ao golpe fatal.

E o resultado só esteve incerto tanto tempo porque ao melhor em campo faltou sempre a pontinha de sorte de que todo o ponta de lança não abdica, e assim foram duas bolas safadas sobre a linha pelos defensores contrários e outra pelo poste. E foi ele mesmo a resolver o encontro, aproveitando um magnífico passe de Sarabia para provocar um penálti magnificamente convertido por Porro. Só esteve mal foi naquela rábula com o Francisco Geraldes que lhe custou um amarelo.

Mas Paulinho não ganhou o jogo sozinho, todo o restante eixo central Adán - Coates - Palhinha esteve ao seu nível, Neto e Porro acompanharam muito bem também. Dois remates frontais, de Palhinha e Neto, não entraram por muito pouco. Sarabia redimiu-se do fraco jogo que fez com aquele passe para o lance que resolveu o jogo. Palhinha acabou o jogo "à matador", festejando um corte como se fosse um golo, e tendo uma prestação magnífica na "flash interview". 

Muito estranhamente, devo dizer, tivemos direito a uma arbitragem excelente, de nível Champions, que nunca tinha visto antes neste árbitro Tiago Martins, com critérios completamente distintos do que até agora tivemos direito na Liga. O que também quer dizer que o Conselho de Arbitragem não consegue implementar critérios uniformes na arbitragem portuguesa, e intervém a belo prazer nas classificações dos clubes enviando encomendas para os destinos tidos por convenientes. Por falar nisso, onde pára o Hugo Miguel? Foi engavetado pelo Porto?

Muito importantes estes três pontos, depois do que aconteceu na quarta-feira, como serão os próximos que teremos mesmo de conquistar em Alvalade contra o Marítimo, para irmos a Dortmund com o trabalho de casa bem feito. E depois se verá.

 

#OndeVaiUmVãoTodos

 

PS: Antecipei a antecipação do post devido a ter mais logo um dia muito ocupado, não estranhem se demorar a responder aos comentários.

SL

Amanhã à noite na Amoreira

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O plantel é curto, o plantel é curto, o plantel é curto... Já tinha dito que o plantel é curto? Se alguma dúvida ainda existisse sobre esse facto, a realidade do Sporting post-Famalicão, marcada por lesões e impedimentos, veio demonstrar à evidência tal situação. Até mesmo com alguns requintes de sadismo.

Diz o senso comum que um plantel, para poder corresponder aos objectivos duma época como aquela que o Sporting enfrenta, deveria ter um mínimo de 25 elementos: três guarda-redes, dois por posição de campo, dois polivalentes. Considerando Tabata e TT os polivalentes, então neste momento faltam três: dois defesas centrais e um ponta de lança. Mas dois destes três têm de ser mesmo diferenciados, esqueçam Quaresma, Ivanildo, Pedro Marques, Sporar, qualquer um dos emprestados. Faltam mesmo um "Mathieu" dextro cá atrás e um "Bas Dost" lá à frente para os momentos de aflição. Com quilos, centímetros,  atitude e... e aqui é que a porca torce o rabo... enquadramento no balneário e no orçamento.

Falei em "Bas Dost", podia ter falado em "Slimani" (não do original, que conquistou o seu "el-dorado") mas as características pretendidas têm muito mais a ver com as do neerdelandês (acho que é assim que agora se diz), não falei em Barcos, Doumbia, Castaignos ou Spalvis. Entulho não, obrigado.

Aquele Sébastian (lindo nome) Haller dava muito jeito. Custou quanto ao Ajax?

 

Por muito que Rúben Amorim esteja certo a falar do projecto e da equipa B, a verdade é que se existe por lá qualidade que até poderia ser útil no futuro próximo noutras posições, naquelas não vejo que exista. Temos de recuar até aos sub23 para encontrar dois jovens com pinta, Gilberto Batista (17 anos) e Sogklund (18), e ainda mais atrás, nos juniores, Frobenius (18).

Amorim sabe que o melhor que havia em Alcochete nos 17-20 anos de defesas centrais e pontas de lança já os tem na equipa A. Falo de Gonçalo Inácio e Tiago Tomás. 

Mas é aqui que estamos, é com este plantel que contamos, é com estes jogadores que temos de ganhar ao Estoril e ao Marítimo no imediato e chegar a Janeiro com os objectivos intactos.

O jogo com o Ajax demonstrou que Matheus Nunes, Paulinho e Porro são mesmo de classe "Champions". Com Adán, Coates, Palhinha e Sarabia, está quase o onze feito. 

 

Na defesa há que reformular o lado esquerdo, órfão de Nuno Mendes. Todos os golos do Ajax nasceram daquele lado. Feddal está numa péssima condição e precisa de descanso urgente, Vinagre tem de reflectir no que se passou e voltar mais forte. Se calhar com Esgaio e Nuno Santos daquele lado. Matheus Reis a defesa central do lado esquerdo? Francamente, ainda não percebi o que Amorim vê no Matheus Reis.

E porque não Ugarte, com Palhinha a trinco, ou Palhinha com Ugarte a trinco?

 

No meio-campo é questão de rodar jogadores.

Palhinha e Matheus Nunes não podem jogar sempre. Ugarte, Tabata e Bragança (duma fragilidade física evidente que o impede de chegar a outros patamares) têm de jogar mais, mesmo quando não entram no onze inicial.

No ataque há que pôr Sarabia a render. Só ele pode fazer esquecer Pedro Gonçalves enquanto o pé não desinflamar. Jovane mais uma vez provou que é um agitador para os finais dos jogos, não para titular. Como TT na maior parte dos jogos. Nuno Santos é como Neto, faz o que pode e a mais não é obrigado. Paulinho é.... intocável.

 

Temos então, amanhã à noite na Amoreira, um jogo bem complicado, num estádio que não deixa boas recordações.

Todos se recordam daquele dia em que estava muito vento, o presidente amuado tinha desertado, o mestre da táctica andava em roda livre, o Seymour Doumbia era ponta de lança, o Bruno César era extremo-direito, o Renan (ainda no Estoril) defendia tudo do outro lado, e enterrámos ali o campeonato.

 

Imagino então que Amorim convoque os seguintes elementos:

Guarda-redes: Adán e André Paulo.

Defesas Centrais: Neto,  Coates, Feddal e Matheus Reis.

Alas: Esgaio, Vinagre e Porro.

Médios Centro: Palhinha, Tabata, Bragança, Matheus Nunes e Ugarte.

Interiores: Sarabia, Jovane, Nuno Santos, Catamo (?)

Ponta de lança: Paulinho, Tiago Tomás.

 

Pelo que atrás referi, o meu onze seria assim:

Adán; Neto, Coates e Ugarte; Porro, Palhinha, Matheus Nunes e Esgaio; Sarabia, Paulinho e Nuno Santos.

 

Concluindo,

Amanhã o Sporting entra em campo na Amoreira para tentar aproximar-se da liderança da Liga.

Considerando o sistema táctico de Rúben Amorim, qual seria o vosso onze?

 

#OndeVaiUmVãoTodos

SL

O dia seguinte

Pois eu continuo a acreditar em Amorim, e depois da sua conferência de imprensa ainda mais fiquei convencido disso. Quem quiser rasgar o cartão que rasgue, quem não quiser pagar quotas que não pague, quem não quiser ir à Amoreira que não vá, quem não quiser pagar o canal que dá os jogos da Liga ou da Champions que não pague (por acaso eu não pago os da Champions, porque a conta da NOS já é grande de mais, tenho que descobrir um tasco com aquilo), pois eu na Amoreira vou estar e em Dortmund só se não puder.  Cada um que faça o que quiser, apenas se lembre do que um Leão significa. 

No meu último post, eu dizia que "Vamos começar amanhã a campanha da Champions. Estou muito curioso para ver como é que o 3-4-3 do Sporting se vai comportar no confronto com equipas de futebóis que contam com jogadores fisicamente poderosos e estão habituados a esse modelo de jogo, se vai conseguir dominar os adversários como domina a nível nacional, reduzindo o Porto a dois remates enquadrados, ou se vai implodir como a selecção portuguesa no Euro contra a Alemanha."

E... implodimos mesmo...

 

Como nos grandes desastres de avião (ver a série Mayday) as causas acabam por ser sempre um conjunto de factores que confluem num resultado catastrófico.

Para mim foram as seguintes:

1. Patrão fora, dia santo na loja. Sem Coates ao comando, com Gonçalo Inácio e Feddal fragilizados fisicamente, a zona central da defesa foi sempre um passador para um Ajax de "tracção à frente".

2. Fantasma Ilori. Vinagre e Jovane primeiro, todos os outros que entraram depois estavam naqueles dias difíceis em que nada ou coisa nenhuma saía bem.

3. Modelo Amorim. O 3-4-3 não conseguiu de forma nenhuma aguentar o modelo Ajax, que ainda agora estou a tentar perceber se era um 3-2-5 ou outra coisa qualquer, alicerçado por meia dúzia de matulões que jogam imenso à bola, e que sempre conseguia reduzir o Palhinha à expressão mais simples que um 6 pode ter, a de polícia sinaleiro.

4. O eclipse da estrelinha. Por uns centímetros o golo de Paulinho foi anulado, um remate ao poste dum lado dá golo do outro coisa nenhuma. E um 2-3 depressa se transformou em 1-4.

 

Sendo assim, fica uma grande noite do Matheus Nunes sempre a cavalgar para a área contrária, grande jogo do Paulinho sempre a cavar faltas e a distribuir jogo e ainda com dois golos, um deles anulado, algumas arrancadas do Porro e... pouco mais.

Agora é mesmo dormir bem, treinar melhor e ir ganhar à Amoreira. E depois ganhar o jogo seguinte. E depois o outro também. E assim sucessivamente.

As grandes equipas não são as que passam ao largo das grandes derrotas, como os grandes barcos não são aqueles que não sofrem com as grandes ondas, são aquelas que dão a volta por cima e atingem os objectivos da época. Quem ganhou o campeonato no ano dos 7-1 infelizmente não foi o Sporting...

 

Já agora uma breve nota sobre o Sporting-Ajax da Youth League em Alcochete onde estive presente até quase ao fim, tive de sair após o penálti infantilmente falhado, um remate "à País de Gales" para o estacionamento depois do "Paulinho" da B ter permitido uma converseta para distrair dum tipo do Ajax.

Não conhecendo a média de idades das duas formações, o misto sub23-B apresentado pelo Sporting dominou do princípio ao fim (pelo menos até à minha saída), conseguiu articular bons lances de ataque aqui e ali, ganhou muitas das divididas, desperdiçou golos em série, desde o tal penálti a uma situação de contra-ataque 2:1, frente a um Ajax muito "levezinho", e transformou num empate a um golo o que podia ter sido uma vitória confortável. Ficou um belo projecto de defesa central de pé direito: Gilberto Batista, 17 anos, 1,87m, da Guiné-Bissau, no Sporting desde 2018. Rápido, raçudo, excelente saída a jogar, sempre de cabeça no ar para o passe curto ou longo, um jovem a rever.

 

#OndeVaiUmVãoTodos

SL

In Amorim we trust

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Obviamente que Amorim não é Deus, nem sequer é Sportinguista de coração. Algum dia partirá rumo a novos desafios, mas não há dúvida que, no que a projecto desportivo de sucesso diz respeito, depois de Boloni há quase 20 anos, da sua dobradinha e do lançamento de jovens como Quaresma, Ronaldo e Hugo Viana, existe um Antes de Amorim e um Depois de Amorim.

Não é que não tenham passado bons treinadores pelo Sporting, não é que alguns deles não tenham feito um trabalho notável, mas nenhum conseguiu o que Amorim conseguiu em termos de títulos e de aproveitamento da Academia.

Amorim chega ao Sporting para substituir, no meu entender, uma das piores equipas técnicas de sempre que passou pelo Sporting, tendo que enfrentar um balneário fragmentado (vide "leak" de Bruno Fernandes) com muitos sem valor para ali estar, outros com valor mas com vontade ir para outro lado, e mais algumas eternas promessas que não passavam disso.

Amorim teve de ir à procura do seu plantel e da sua equipa. Encontrou um grupo de elite de jovens que tinha começado a pré-época com Keizer mas que nunca tinha sido testado ao mais alto nível, pegou neles e foi ao que interessava, deu oportunidades a todos, aprovou uns e riscou definitivamente outros. Arriscou ficar, como ficou, em 4.º lugar da Liga mas lançou os alicerces para o que viria depois.

O plantel foi reestruturado a seu jeito, a época seguinte começa sob o signo do Covid, ficámos fora das competições europeias mas depois foi jogo a jogo rumo à conquista da Taça da Liga, do Campeonato Nacional e (já nesta época) da Supertaça. Os "backstages" são testemunho do excelente ambiente que se vive naquele balneário.

 

Amorim é um campeão. Mas é um campeão pensando pela sua cabeça e não pela dos outros. Apostou num sistema táctico estranho à nossa Liga, o 3-4-3 de que não abdica e que os adversários têm muita dificuldade em desmontar. Como mais uma vez foi demonstrado no último clássico: o Porto só na base do jogo rasteiro, da arbitragem comprometida e da inspiração dum seu jogador conseguiu sair de Alvalade sem sofrer a derrota.

Algumas das suas decisões são discutíveis. O plantel desta temporada pode ser exageradamente curto: dispensou um ou outro de que gostamos, ficou com um ou outro mais controverso, se calhar exagera na versatilidade deste ou daquele, mas os jogadores acreditam nele e se não fazem mais é porque não podem. Obviamente que se o Sporting tivesse a capacidade de gastar o que gastam os dois rivais se calhar Nuno Mendes não tinha saído e havia mais meia dúzia de jogadores de qualidade ao gosto dele no plantel, entre defesas centrais e pontas de lanças. E tudo seria mais fácil aquando das lesões e dos castigos.

 

Vamos começar amanhã a campanha da Champions. Estou muito curioso para ver como é que o 3-4-3 do Sporting se vai comportar no confronto com equipas de futebóis que contam com jogadores fisicamente poderosos e estão habituados a esse modelo de jogo, se vai conseguir dominar os adversários como domina a nível nacional, reduzindo o Porto a dois remates enquadrados, ou se vai implodir como a selecção portuguesa no Euro contra a Alemanha.

Não vamos começar na máxima força pelos motivos conhecidos. Dois dos jogadores mais influentes estarão de fora contra o Ajax, o craque espanhol acabou de chegar e ainda está a conhecer os cantos à casa.

Mas acredito em Amorim, acredito neste Sporting. Amanhã lá estarei em Alvalade e em Dortmund só mesmo se não puder.

Chegámos à Champions com imenso esforço, não temos de ter medo de nada. Vamos agora desfrutar, vamos ser dignos da mensagem do fundador. E com a sorte dos audazes, sempre necessária nestas coisas, vamos conseguir. Vamos a eles!

 

#OndeVaiUmVãoTodos

SL

Ordem de Mérito 1ª Liga - Depois de 5 jornadas

1. Pontuação Total:

Palhinha 82
Adan 81
Matheus Nunes 79
Nuno Santos 76
Coates 76
Vinagre 75
Paulinho 72
Pedro Gonçalves 67
Jovane 67
10  Esgaio 60
11  Feddal 55
12  Porro 54
13  Gonçalo Inácio 42
14  Daniel Bragança 33
15  Neto 29
16  Nuno Mendes 28
17  Tiago Tomás 26
18  Matheus Reis 23
19  Sarabia 12
20  Tabata 7
21  Ugarte 1

 

2.Desempenho Médio:

Pedro Gonçalves 16,8
Palhinha 16,4
Adan 16,2
Matheus Nunes 15,8
Nuno Santos 15,2
Coates 15,2
Vinagre 15,0
Esgaio 15,0
Neto 14,5
10  Paulinho 14,4
11  Gonçalo Inácio 14,0
12  Nuno Mendes 14,0
13  Feddal 13,8
14  Porro 13,5
15  Jovane 13,4
16  Sarabia 12,0
17  Daniel Bragança 11,0
18  Matheus Reis 7,7
19  Tiago Tomás 6,5
20  Tabata 2,3
21  Ugarte 1,0

3. Melhores em campo :

Pedro Gonçalves 21
Adan, Matheus Nunes, Jovane 19
Palhinha 19
Adan 20
Nuno Santos 19

 

Repetindo o início, por detrás destes números estão os 3 jornais grandes jornais desportivos portugueses e consequentemente os grandes jornalistas desportivos portugueses, cada um de nós pode ter a sua opinião e eu tenho a minha, e a memória é sempre curta, mas no final da época esta pontuação, mesmo que limitada à Liga, dirá muito do que ela foi. 

No pódium para já têm de estar e por esta ordem Palhinha, Adán e Matheus Nunes/Pedro Gonçalves.

Depois uma 2ª linha muito sólida, Coates, Nuno Santos, Esgaio, Vinagre e... Paulinho. E logo a seguir outros.

Fica então aqui aberta a discussão sobre estas pontuações.

#OndeVaiUmVãoTodos

PS: Faltava a classificação do Pedro Gonçalves no Braga-Sporting, fica assim corrigida a classificação.

SL

O dia seguinte

Realmente o futebol é mesmo a cores e ao vivo com o estádio cheio, e ontem soube mesmo muito bem voltar a Alvalade para apreciar um clássico tremendamente disputado e de resultado sempre incerto, com a nossa equipa a sentir o calor das bancadas e a confiança dos Sportinguistas, mesmo quando, pouco antes de sofrermos o golo do empate, as canas foram atiradas antes da festa.

Foi um jogo em que o Sporting fez uma excelente primeira parte em que podia ter resolvido o encontro e uma segunda parte em que tentou e conseguiu controlar o jogo, mas onde, tal como nalguns empates da época passada, foi castigado por um lance individual excepcional e indefensável.

O 3-4-3 do Sporting, com um eixo central muito sólido Adán-Coates-Palhinha-Paulinh, nunca deixou o Porto pegar no jogo. Quando a bola era recuperada, girava rapidamente por todo o terreno, tentando atrair aqui para progredir acolá, explorando sempre o flanco contrário, onde o ala tinha espaço para progredir e tentar o centro. O golo de Nuno Santos foi um belo exemplo: bola recuperada, Matheus Nunes dum lado a solicitar Porro do outro, o centro a sair, Paulinho a concentrar a atenção dos defesas e Nuno Santos, vindo do outro lado, a lá ir meter o pé e marcar.

Enquanto isso o Porto ia jogando com a mediocridade do árbitro, o mesmo daquele festival de asneiras da época passada em Paços de Ferreira. Com faltas grosseiras para parar os lances mais perigosos do Sporting, substituindo os amarelados para não correr o risco de expulsões, e apesar disso um deles foi expulso mesmo, simulações constantes para cavar faltas e obter amarelos de compensação, substituindo Pepe sempre a protestar e o banco sempre a saltar para berrar e pressionar. Depois lá tivemos o seu treinador, que espero nunca ponha os pés no Sporting e muito bem fez em levar o filho para junto dele, na conferência de imprensa, todo satisfeitinho e angelical, a gabar a excelência da arbitragem portuguesa. Que pena realmente, mesmo no fim, Coates não tenha sido mais uma vez o herói do jogo para ele ter trocar o modo "caniche" de quando ganha, e o empate de ontem foi mesmo uma vitória para ele, pelo de "rotweiller" de quando perde...

Mas não foi o caso. As substituições não melhoraram a equipa, quem entrou não fez esquecer quem saiu, o cansaço dos outros veio também ao de cima, e Coates não teve hipóteses para fazer o Sporting feliz. O que demonstra mais uma vez como o plantel é curto. A justificação foi dada por quem de direito e entende-se muito bem, mas as coisas são o que são e faltam soluções para acudir a lesões e impedimentos.

De qualquer forma, Sarabia não engana. Está ali um jogador de classe com pormenores que vão fazer as delícias dos Sportinguistas daqui a nada. Talvez já na quarta-feira.

E assim seguimos no registo da época passada: ganhámos em Braga, empatámos em Famalicão e em casa contra o Porto, ganhámos os outros encontros. Continuamos a levar com árbitros que inclinam o campo a nosso desfavor, os amarelos sucedem-se a um ritmo avassalador, quem consultar a estatística ainda vai pensar que o Sporting é o Canelas da 1.ª Liga. Mas, mesmo com este "sistema" manhoso Pinto&Vieira Lda, montado há muito tempo e que se recusa a morrer, mesmo sem ser ano de Europeu que obrigue alguns árbitros a ter vergonha na cara, não nos vergamos e estamos na luta.

 

#OndeVãoUmVãoTodos

SL

Amanhã à noite em Alvalade

Depois da pausa do campeonato devida aos compromissos das selecções, começa amanhã um ciclo que vai pôr à prova a robustez e resiliência deste curto plantel do Sporting. Em 22 dias, temos o Porto (C), Ajax (C), Estoril (F), Marítimo (C), Dortmund (F) e Arouca (F).

O último jogo em Famalicão deixou marcas. Jogaram (mal) alguns que podiam sair, Nuno Mendes até conseguiu fazer um autogolo, Matheus Nunes foi vítima dos "compromissos morais" paralisantes de Fernando Santos. Resumindo, foram dois pontos perdidos e alguns jogadores lesionados.

Depois disso e do fecho do mercado, cairia bem um jogo fácil para ressincronizar a equipa com o bom futebol e o sucesso. Mas vem aí um Porto sempre confortável no jogo sujo de bastidores e comandado por um tipo cheio de atitude mas com o rabo mais que escaldado pelos insucessos anteriores.

Max, Nuno Mendes e Plata já cá não estão. Coates, Palhinha, Gonçalo Inácio, Pedro Gonçalves e Tiago Tomás confrontam-se com lesões, alguns deles estarão ausentes do clássico, se calhar os dois últimos. Sarabia começa hoje a treinar, Ugarte chega do Uruguai sem ter alinhado no último jogo da selecção. 

 

Imagino então que Amorim convoque os seguintes elementos:

Guarda-redes: Adán e André Paulo.

Defesas Centrais: Neto, Inácio, Coates, Feddal e Matheus Reis.

Alas: Esgaio, Vinagre e Porro.

Médios Centro: Palhinha, Tabata, Bragança, Matheus Nunes e Ugarte.

Interiores: Sarabia, Jovane, Nuno Santos (Pedro Gonçalves?, TT?, Quem?).

Ponta de lança: Paulinho.

 

Coates não vai jogar com o Ajax, pelo que nesse jogo Neto será titular. Prevejo então que Neto alinhe já neste jogo, descansando Inácio.

Por outro lado, e pretendendo introduzir no jogo elementos de surpresa para o jogo de pressão da linha média do Porto, apostava numa ala direita espanhola, com Porro, que esteve muito bem em Famalicão, e Sarabia igualmente muito bem na sua selecção. Na ala esquerda, Vinagre ou Esgaio, Nuno Santos ou Jovane. 

Surpresa mesmo seria Amorim trocar o 3-4-3 por um 3-5-2, com Daniel Bragança a médio ofensivo e dois avançados móveis, saindo Paulinho.

Seria então assim:

Adán; Neto, Coates e Feddal; Porro, Palhinha, Matheus Nunes e Vinagre; Sarabia, Paulinho e Nuno Santos.

 

Concluindo,

Amanhã o Sporting entra em campo em Alvalade para tentar prosseguir na liderança da Liga.

Considerando o sistema táctico de Rúben Amorim, qual seria o vosso onze?

 

#OndeVaiUmVãoTodos

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