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És a nossa Fé!

Os nomes dos campos de Alcochete

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Com a maldita abrilada não só se abandonaram as colónias àqueles pretos que por lá viviam, primitivos. Veio também este vício do divórcio, a avivar o imoral nas mulheres, delas visceral. E o do esbanjo, naquilo do salário mínimo, demasiada esmola aos preguiçosos, sempre avessos aos deveres e desde então ainda mais, armados de votos, como se isso percebessem, e mesmo no desaforo de sindicatos e partidos. E tantos outros defeitos, uns mesmo de cá, telúricos, do Minho ao Caldeirão, outros importados, desse malvado mundo de repente portas adentro já sem quem, sábio certeiro, cerceasse os desvarios noticiados, assim propagandeados. O pior dos quais, talvez ou mesmo decerto, esse do desprezo pela Santa Madre Igreja, o afastamento aos ditames do Livro - e que aluno saberá hoje soletrar, ou apenas invocar, Lucas 15: 11-32? nenhum decerto, embrenhados que estão nas cidadanias e desenvolvimentos, drogas, paneleirices, fufices e tabletes ... Nisso coisa menor terá sido aquilo no futebol, mas também importante pois sinal dos desatinados tempos, quando os comunistas de Moscovo acabaram com a lei da opção, desde então tornando qualquer jogador da bola, analfabeto quase sempre, gente mal medrada nos Barreiros, Rabos de Peixe ou Famalicões, importada das Lundas Bijagós Nampulas, moles de filhos de rupestres alcoólicos, brutos ratinhos, grotescos galegos, escória alfacinha, até ciganos só isso, putas de estrada, pastores bosquímanos, netos de canibais e quejanda gente silvestre,  povoléu ingrato por natureza, livre de decidir onde trabalhar, negociar contratos e até mudar de patrão, procurar quem melhor o trate e mais lhe pague, qual escarrando no equipamento, vero Sudário, Santo, que nós doutores ou apenas Senhores lhes vestíamos como se deles fosse ... E assim tornados rebanhos sem valores, sem valia, frutos de apetites mercenários e de outros mercadorias, desabridos desrespeitosos,

mas ainda assim nestes tempos, infaustos, continuámos a nossa obra, Obra mesmo, pois fiéis, certeiros e certos, e preservámos os símbolos e castos ideais, sabendo que esta era penosa decerto terminará no em breve que vingarmos, e para isso arroteámos e lavrámos, extirpámos o daninho do futuro, calafetámos os viveiros dos vindouros, entre os quais faremos vingar a bondade, no desapego por si-próprios, na dádiva à nossa fé, no amor ao nosso prazer, e, oleiros, aos benditos fornos dessas porcelanas baptizaremos segundo os Justos, os Exemplos, mas nunca pelos dos germinados nestes entretantos do até agora, esses apenas incapazes de suspenderem a sua vida dedicando-se à nossa sonhada glória, vagueando na incúria moral desses Figos e Futres, Cristianos Quaresmas, Dani Moutinhos, e tantos outros, infiéis desobedientes, tão ávidos no demandar o mundo que nos seus tempos viçosos nos abandonaram, indo calcorrear os ímpios rumos da glória e prazer alhures, 

e por tudo isto ao nomear estas nossas novas estufas do devir exaltaremos a Virtude, desta aspergindo os petizes nosso barro que nelas iremos moldar, convocando-os ao labor e à pertença, e assim serão sagrados os bons pastores, Mestres do rumo, Luzes nestas trevas que queremos findar, pois a cada campo será atribuído o nome de um dos bloguistas do És a Nossa Fé!, louvado seja o Sporting!

Selecção Nacional

Fernando Santos convocou 25 jogadores para os dois primeiros jogos da selecção A nesta era covídica, com a Croácia e a Suécia na primeira semana de Setembro, para a taça das nações, secundária mas da qual é Portugal o detentor do título.  Um conjunto que, com uma ou outra alteração devida ao correr da época, enuncia o plantel fundamental da selecção para o próximo Europeu.

O curioso é que o F. C. Porto, o campeão nacional, tem apenas 2 jogadores nesta convocatória. O Benfica, que em tempos dominava a selecção, tem só 1. Quanto ao Sporting? 0. Palavras para quê? É o estado a que isto chegou ...

O jornal A Bola e o Benfica

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Desde a sua fundação o jornal "A Bola" seguiu relativamente ligado ao Benfica. É pacífico dizer isso. Mas a tendência benfiquista, tanto por clubismo da maioria dos seus quadros como por opção comercial, em busca de maior aceitação popular, nem sempre foi de radical seguidismo à direcção daquele clube. Mas este seguidismo veio em crescendo nas últimas década. Hoje em dia é pungente. E ultrapassa a temática do clubismo, recai mesmo nas questões da democracia, seja a associativa desportiva seja mesmo a consideração do exercício democrático como molde do exercício da comunicação social. 

O caso das ênfases noticiosas expressas no jornal de hoje é exemplar do estado a que chegou aquele jornal. Álvaro Cordeiro Dâmaso, presidente da mesa da Assembleia-Geral da SAD do clube, apresentou a sua demissão. Isto apenas três meses depois de Luís Nazaré, o presidente da mesa da Assembleia-Geral do clube, se ter demitido em ruptura com o presidente do clube. Para além desta sequência de demissões poderem indiciar algumas cisões no núcleo dirigente das instâncias do clube, uma tão importante demissão na SAD em momento coincidente com o anúncio de enormes investimentos no plantel futebolístico acontecidos em plena crise económica. Para mais, em breve acontecerão eleições no Benfica e já se alinham várias candidaturas.

Diante de tudo isto qual o relevo que o jornal "A Bola", lido maioritariamente por benfiquistas, dá a esta demissão no quadro da SAD? É ver esta primeira página de hoje, uma quase invisível nota no canto inferior esquerdo, numa capa dominada por meros rumores sobre contratações futebolísticas. Isto já nem é pungente, é mesmo a negação do jornalismo.

Crepúsculo da época

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1. Em termos futebolísticos a época 2019/2020 acabou por não correr assim tão mal. Tendo-se conseguido obter mais 6 pontos do que o surpreendente Famalicão (e 5 do que o já veterano Rio Ave), conseguiu-se um até inesperado quarto lugar. Este possibilita mesmo a hipótese de um apuramento para as competições europeias do próximo ano, o que, a concretizar-se, terá efeitos económicos positivos directos (subsídios, bilheteiras, publicidades) e indirectos (hipotéticas valorizações das licenças profissionais dos jogadores). E alegrará a massa adepta, bem como animará o plantel.

2. Em termos de preparação do próximo ano também me parece que as coisas acabaram por correr bem, qual serendipidade. Nos últimos cinco jogos deste tão estranho campeonato, com jogos sem público, o clube empatou dois - com o forte Moreirense e com o aflito mas tão simpático Vitória de Setúbal (meu segundo clube, que muito espero que se safe hoje da descida de divisão) -, e  perdeu os dois "clássicos". Esta inesperada constatação de que o treinador Ruben Amorim afinal não é divino é muito bem-vinda. Pois talvez permita acalmar as hostes sportinguistas, esfriando cabeças e amornando teclas. Assim impedindo que desbragadas expectativas envenenem a próxima época.

O Sporting foi o 4º classificado, com esforço, e para o ano será candidato às competições europeias. Partimos com vantagem para isso: o Rio Ave deixará de ser treinado pelo excelente Carlos Carvalhal, o Braga e o Vitória de Guimarães também mudarão de treinador. E as peculiares características do futebol do Famalicão, plataforma giratória ao serviço de uma empresa de comercialização de licenças desportivas, deixa presumir alguma irregularidade qualitativa na constituição dos seus plantéis futebolísticos. Ou seja, a priori, o Sporting parte com alguma vantagem sobre os mais directos concorrentes, pois mantém a sua equipa técnica. Se houver competência nos sempre necessários ajustes do plantel isso será ainda  mais real.

3. Por outras razões também saúdo esta classificação final. Mesmo que em última análise ela tenha resultado de uma derrota com o sempiterno rival Benfica, como soube nesta madrugada, algo sempre resmungável. É certo que me afiançam ter o clube sido muito esbulhado, pois, há atrasado, li que em Moreira dos Cónegos houve uma grande penalidade favorável que não foi marcada (outros observadores constataram até duas, li relatos de uma violentíssima agressão a Coates dentro da grande área mesmo no final do jogo, para além do infracção sofrida no início por Jovane). E leio também que ontem, no estádio da Luz, logo no início do jogo houve um canto mal assinalado, desfavorecendo o clube. Ainda assim, mesmo com essas inacreditáveis decisões que mostram a sórdida campanha avessa aos interesses do Sporting, decerto que instaurada pelo conluio entre Vieira, Pinto da Costa, Proença e Fernando Gomes, não deixo de saudar este nosso 4º lugar, atrás do Braga. Pois, como escrevi a 4 de Março, poucos dias antes de nos confinarmos: "não há pinga de ética (do tal "sportinguismo" de que tantos fala[va]m) quando a um terço do final do campeonato se vai contratar o técnico do clube rival, com o qual se ombreia na luta pelo terceiro lugar. Esta manobra de Varandas (da qual o arguto Salvador se rirá, de bolsa cheia e sabedor da estrutura que tem em casa, que decerto entende suficiente para alcançar os objectivos que delineou) é uma vergonha, e será uma mácula indelével no historial moral do Sporting Clube de Portugal. Aliás, este tipo de manobras deveria ser proibida pelos organismos que gerem o futebol, tal como o são as contratações a destempo de jogadores."

O Sporting é sempre prejudicado pela malvadez alheia ? Talvez. Mas colocar os túbaros de molho é capaz de ser mais útil. Para que se pense o 2020/2021. E para que nos deixemos - ou seja, que se deixe o clube - de artimanhas. 

Revelação em Espanha

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Leio que Domingos Duarte, antigo jogador do Sporting, foi eleito para a equipa revelação da I Liga espanhola. Saúdo o facto, dada a simpatia que voto aos jogadores formados no clube. E não venho contestar a sua transferência. Por vezes os jogadores jovens saem porque não se prevê a sua utilização ou por necessidades de tesouraria ou porque assim o exigem, ou pressionam. Julgo saber que Duarte saiu por decisão interna. Legítima e nada dolosa, ainda que a possamos resmungar. No entanto também é possível que se Duarte tivesse ficado no plantel não se tivesse desenvolvido tanto, "tapado" por uma consistente e experiente parelha de defesas-centrais titulares e por um suplente de excelente currículo.

Venho saudar o facto também por outra ideia. Abaixo fui lembrando que nem todos os jogadores da formação cabem no plantel sénior, algo defendido pelo treinador La Palice. Mas também esta prática de fazer dos clubes uma placa giratória de jogadores é economicamente catastrófica. É uma deriva que implica dispensar jogadores da formação que podendo não ser Ronaldos ou Figos caberiam perfeitamente nos plantéis, seriam mais baratos - independentemente das remunerações, pois não haveria comissões e licenças desportivas a pagar.  E lembro dois jogadores que este ano foram notícia, Daniel Carriço e Wilson Eduardo, pois terminaram contratos de longa duração com as equipas para as quais se transferiram do Sporting. Sobre ambos correu o parecer colectivo de que "não eram jogadores para o Sporting". Carriço por razões de altura, perfeitamente estapafúrdias como o seu percurso posterior veio a demonstrar. Ambos são excelentes jogadores, muito melhores do que imensos contratados nos últimos anos. Teriam sido importantes para o clube. Isso poderá ser uma lição sobre como enquadrar estes novos jogadores. Não lhes exigir genialidade, titularidades absolutas. Mas perceber que, mesmo não tendo uma excepcional qualidade, será melhor integrá-los do que ir contratar fogos fátuos ...

Já agora, outro assunto: a trapalhada que acontece no Aves, que vem no seguimento do que se tem passado em vários outros clubes que independentizaram as suas "SAD"'s, mostra bem os riscos dessa suicidária opção. Também aqui o referi. Tenhamos muito cuidado com os defensores dessa opção, que nos vendem a ideia de que é o único caminho para o sucesso na bola. Alguns serão meros aldrabões, interesseiros na pilhagem do património espiritual do clube. Outros são bem-intencionados. Estes últimos são os piores, pois, como é consabido, são sempre agentes do demo.

Jorge Jesus no Benfica

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Como com quase todos acontecerá, sigo com vários familiares e amigos, além de inúmeros conhecidos, que são adeptos do Benfica. Têm eles agora, no âmbito destas nossas paixões clubísticas, toda a minha solidariedade e carinho. Bem lembro a raiva com que vituperaram o treinador de futebol, sentindo-o e sabendo-o desonrado traidor dos seus elevados sentimentos, no desprezo pelo Benfica que adoram, mas também como incompetente, incapaz de valorizar os recursos do clube, decerto também porque até homem e profissional de comportamentos desviantes, bem como imoral agente  ... Bem lembro a ânsia, ao que me diziam totalmente justificada, de ver o tribunal fazê-lo pagar bem caro as aleivosias que praticara contra o popular clube do qual são adeptos.

E agora, passado nem tanto tempo assim, encontram tal homem a regressar ao clube que é deles, a que tanto se dedicam e amam. E regressa pela "porta grande", como que se em triunfo. O futebol é assunto de rivalidades mas não pode ser estufa de inimizades. Por isso neste estranho e injusto momento os benfiquistas, meus amigos reais, meus familiares, meus conhecidos, e todos os outros, têm a minha sentida, profunda, humanitária, solidariedade ...

Sporting 2021

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Resmunguei qualquer coisa no postal do Pedro Correia, no qual ele profetiza os desenhos e desígnios do futuro da bola sportinguista. E o camarada coordenador "propôs" (uma proposta superior é uma ordem, como é consabido nas organizações democráticas) que eu evoluísse o comentário/resmungo para postal próprio. Então, e como sou muito bem mandado, esventro as minhas aves e pronuncio os meus augúrios.  Que são mesmo oriundos dos dizeres daquelas entranhas, pois de bola pouco percebo e, ainda por cima, não tenho tido paciência (nem assinatura televisiva) para ver os jogos. Talvez por isso mesmo sejam mais significativos, verdadeiros dizeres do Além-da-bola.

1. O melhor reforço será o calibrar dos objectivos e expectativas. O Sporting não ganha há 20 anos e depois das últimas demenciais épocas o fundamental será contratar o genial "jogo a jogo". Pois objectivos exarcebados para a próxima época serão algo exagerados, e não só pelos traumas e défices herdados. Para além dessa canga teremos que enfrentar um poderoso F. C. Porto campeão, o qual manterá a sua até lendária "estrutura", comandada pelo excelente treinador Sérgio Conceição, e no qual pontificam excepcionais jogadores como Marega, Uribe e o eterno jovem Pepe. E o clube, ainda que espartilhado pelas regras do fair-play financeiro (uma delícia semântica) e uma dívida de alguma monta, verá o seu orçamento reforçado pelos ganhos advindos do título nacional, ao que dizem os jornais. Portanto reforçar-se-á com o habitual olhar clínico, quase sempre certeiro, que o caracteriza desde há décadas. E quaisquer sonhos de campeonice terão também de enfrentar o Benfica, alentado pela renovação do contrato com o play-maker Proença e, ainda mais, pelo regresso do Grande Jorge Jesus, desde há muito esperado pela enorme massa adepta sebastianista, a qual sempre, e sem excepção, nele reconheceu grande competência técnica e vínculo moral exaltador do clube. Regresso que será também acompanhado de gigantesco investimento para reforçar o plantel, mais de 100 milhões de euros, garantem as notícias, num magnífico esforço para afirmar que dura lex, sed lex, sob tutela da agremiação nossa vizinha.

Assim sendo, entre velhas mazelas e a extrema grandeza dos nossos rivais que poderemos ambicionar? O tal "jogo a jogo". Para quem não saiba o que isso  significa, e fugindo à sempre cansativa configuração conceptual, ilustro essa estratégia de comando, qual Maquiavel actual: há anos o Sporting teve um fugaz treinador que propalou esse modelo táctico. As coisas iram correndo muito bem. Um dia o seu trinco que muita influência tinha, Carvalho, teve o seu 4º cartão amarelo. Dois jogos depois o clube iria jogar a Carnide, cujo Sport local ombreava connosco na classificação. A lógica da campeonice mandava que o tal Carvalho fosse "poupado" no jogo intermédio, para não ser admoestado com o cartão que o impediria de jogar com o tal rival. Mas o referido treinador, fiel aos objectivos e desígnios, não o poupou, fê-lo jogar, o homem foi punido e, claro, impedido de jogar no "clássico" alfacinha. "Esse é o espírito" ..." (como se diz na língua inglesa). Precisamos mesmo disto. Esta é a única forma de um clube macerado como o Sporting vir a crescer na área do futebol. A única.

2. É importante que o clube melhore a política de empréstimos e de rescisões. Fazendo-a com todo o respeito pelos indivíduos em causa, pelas suas expectativas futuras, pelo desenvolvimento das suas carreiras e, acima de tudo, pela sua maturação como Homens (no sentido de Pessoas, independentemente do género/sexo). É neste âmbito que tenho que referir os vários sportinguistas que vêm propondo a cedência da maioria da SAD futebolística a investidores privados. Em questões de paixão clubística não vale mentir. Temos que reconhecer que todos nós, sportinguistas, contestamos/detestamos/criticamos grupos de mariolas que nos rodeiam: os energúmenos brunistas, os malvados croquettes (com dois "t"s), os jogadores da bola, os das claques, os da bancada central, os jornalistas (em especial os da Cofina mas também os da "Travessa da Queimada" [ai, que saudades, ai, ai]), muito mais do que tudo os árbitros, o pérfido Pinto da Costa e seus sequazes, o Dura Lex Vieira e a malta da Outra Banda. Mas também outros, alheios ao mundo do futebol, os brancos (ex)colonialistas, os ciganos (em especial o Quaresma, que é do Porto), alguns negros (mas não os nossos bons jogadores), os do cavaco, os socialistas, que são todos o mesmo, os da descentralização, os da centralização, os banqueiros e bancários, os polícias, os ladrõeszecos, os mafiosos, os pedófilos, os comunistas (que são do Benfica), os do Chega (que também são do Benfica), as mulheres (raisparta que já não ficam nos carros a fazer tricot ou crochet), os maricas (que agora até há na bola), os "tóxicos" que só querem é gajas, os velhos que têm reformas, os putos que não querem sair de casa, os da meia-idade que só têm é direitos, os franceses que compram casas, os chineses que compram tudo, os bangladeshes que são bangladeshes, pior do que tudo os espanhóis, e nisto só se safam (ou safavam) as boas das suecas, que são boa gente ...

Ora se a gente não gosta nada destes mariolas todos ou de quase todos, vamos querer entregar o nosso amado Sporting a uns filhosdamãe mafiosos comerciantes tailandeses, cafres chineses, yankees refinadíssimos saídos dos filmes, russos "oligarcas", árabes pretos de petróleo, mariolas de carteira bojuda? Ou seja, quando ouvirmos ou lermos - como vamos sofrendo - alguns doutores sportinguistas no choradinho de que para ter sucesso é preciso entregar a SAD a "investidores" convém a gente reclamar a cada um deles "desnasce, pá!". E para quem  não perceba esta figura jurídica (entre o empréstimo e a rescisão) explicito que é dizer-lhes, a cada um e com a veemência do mais radical vernáculo, que devem regressar aos orgãos genitais dos respectivos progenitores. 

Estabelecido este modelo de jogo, o nosso tiki-taka ou lá como se diz, avanço para as minudências da constituição do plantel: 

3. Ou o puto Max chega ou não chega, nisto não há meias medidas. Ou, de outra forma, ou é a la Patrício ou nunca o será. Seja lá como for contratar um Conhé não me parece adequado. Ou vem o Beto como "mestre" ou então um guarda-redes titular, estrangeiro, que se imponha e ensine. O Porto resolveu muito bem o caso, na última época. É verdade, não vale a pena resmungar, os andrades acertaram.

4. À direita é a crise, tal como no país. Rosier é um flop anunciado - mas a quem é que lhe passou na cabeça contratá-lo por aquele dinheiro todo?, até eu logo percebi a asneira. Ristovski é esforçado e  chega como ... suplente. E por mais apreço que haja no seminário ainda não vi ninguém que gabasse Camacho como ... suficiente. Alguns propõem o resgate de Esgaio. Será um absurdo, o Braga do empresário Salvador receberá sempre um preço excessivo, que o homem, justiça lhe seja feita, não é parvo lisboeta nenhum. Mas urge um bom lateral-direito. Não é preciso um artista, basta um tipo que saiba defender e que tenha fôlego para ir lá à frente passar a bola. Se conseguir cruzar com alguma ponderação será melhor, mas isso custa dinheiro.

4. Sem Mathieu, mandar embora Ilori - mas quem se lembrou de ir buscar o rapaz? E logo quando finalmente tinha encontrado um sítio onde jogava, foi mesmo crueldade, uma vingança de clube ressentido pela malandragem que ele tinha feito ao forçar a saída. Não sei se Neto será suficiente como titular (veio com "planta" de tal). Eu continuo a pensar que Coates é insuficiente para uma equipa com aspirações grandes (ver ponto 1), para mim ele é o novo Polga, com o qual ainda tenho pesadelos. Para se perceber melhor, se Polga é meu inverso de Damas, Coates é o meu inverso de Jordão. Se àqueles amo a estes mais recentes ... (não digo porque o governo anda a perseguir a linguagem menor curial na internet). Ou seja, ou jogaremos sossegados a evoluir, e seja o que Deus Nosso Senhor quiser, e Coates fica ou queremos saltar para um patamar mais aprazível e será preciso trazer dois centrais de gabarito. E desejar felicidades ao estimável central na sua carreira na leste europeu ou na Ásia.

4. Borja já mostrou que não chega. Pode ser bom jogador, até. Mas não há história de um maduro que tenha sido suplente durante duas épocas e que depois tenha vindo a adquirir qualquer relevância. Assim, se Acuña sair (o que não seria mau), serão necessários dois jogadores para a ala esquerda que saibam defender. Caso Acuña fique (o que não seria mau) bastará um para concorrer com o puto Mendes.

5. Doumbia perdeu crédito. É uma pena, pareceu que iria crescer. Palhinha deve ficar, até porque o Covid lixou a artimanha do empresário Salvador que contratualizou que a venda de Palhinha até Setembro lhe iria dar benesses - mas quem é que assinou aquilo? Aliás, no próximo Europeu será o suplente de Ruben Neves se o engenheiro Santos se deixar de tradicionalismos - já agora, o engenheiro do Penta e do Euro deveria ser obrigado a assinar um contrato com o país, comprometendo-se a não entregar a titularidade de trinco ao jogador Danilo ou ao jogador Carvalho. Li aqui entendidos da bola bramirem que Battaglia deve sair. Um absurdo. Bom jogador, bom profissional, polivalente e generoso.

6. Adrien de novo? Mesmo que baixe o ordenado chegaria para pagar dois bons jogadores. Adrien é uma boa memória (mas, já agora, passou anos a tentar sair, não devemos ir em choradinhos sentimentais). Deve seguir para a Turquia ou mais a Oriente. E muito espero que aforre o suficiente para ter uma bela vida, que me parece ser um tipo decente. 

7. Geraldes e Pedro Mendes não são jogadores para o Sporting. É uma pena, mas é a realidade. Geraldes parece óbvio, ainda que me pareça um tipo interessante. Pedro Mendes nem vi jogar, para além de fugazes aparições, sprints de quem vem do banco de suplentes. Disse-me quem sabe muito de bola e acompanha o clube, profissionalmente: "grande atleta, grande profissional, um puto porreiro. Mas não chega para o Sporting". Deve o Sporting, em respeito pela sua Academia, vender o seu passe desportivo a um clube onde possa singrar. E quanto a Geraldes deve deixá-lo seguir uma boa carreira, consciente do que o prejudicou nos últimos anos de gestão apatetada do plantel.

8. André Martins, simpático e talentoso jogador que vestiu alguns anos a nossa camisola, acaba de se sagrar campeão polaco. Está a ter uma bela carreira, recompensada desportivamente. Espero que com acompanhada com felicidade e desafogo financeiro. O Sporting deve cuidar, sem prejuízo próprio mas também sem ganância, que jogadores como Miguel Luís tenham o mesmo rumo. 

9. Nem Sporar nem o rapaz brasileiro de nome estranho são pontas de lança para um equipa de topo. Vai ser caro mas terá que se contratar alguém para o lugar. Nunca Slimani, o passado não se revive. E pagar milhões por um Taremi ou lá como se chama? Deixá-lo ir para o banco do Porto. Dala seria bom, mas muito duvido que venha a pegar no clube. Insisto, não há história de jogadores que tenham chegado, depois passado anos de Herodes para Pilatos, e depois regressado para vingar. 

Enfim, um guarda-redes, dois laterais, dois centrais, um médio de ataque (com Palhinha de regresso) e pelo menos um avançado centro capaz. Muito dinheiro, muito dinheiro. Dinheiro limpo. Dinheiro limpo.

10. Uma contratação grátis seria a de melhores adeptos. Entenda-se, menos ansiosos. A ver se a Academia os consegue produzir.

Seninho

As décadas passam e vamos esquecendo. Seninho foi um magnífico extremo, rapidissimo e codicioso, com o grande defeito de jogar no F.C. Porto, quando este começou a ganhar títulos no final dos anos 1970. Foi um dos primeiros grandes emigrantes do futebol português, directo ao topo mundial de então - o milionário New York Cosmos, quando se começou a disseminar o futebol nos EUA. Era uma colecção de estrelas, na maioria já veteranas mas ele ainda no apogeu. Aqui está Seninho a marcar um grande golo após um toque genial do monumento Cruyff, num jogo contra uma selecção mundial.

Seninho morreu hoje. As minhas condolências a todos que, como eu, dele foram admiradores. E, claro, de modo especial, à sua família e amigos.

A selecção nacional (III República)

Alguns dos leitores do És a Nossa Fé! que têm conta no facebook já terão reparado na simpática corrente que ali decorre, com os utentes convidando os seus amigos para apresentarem os 10 (ou 15, depende) jogadores que influenciaram o seu gosto pelo futebol. Durante o confinamento, antes da festa do 25 de Abril e do festival do 1º de Maio em Lisboa, eu respondera a esse desafio. Agora fui de novo, e por um insigne co-bloguista desta sede, convidado para apresentar esse rol. Mas estando ele feito lembrei-me de um velho postal que aqui havia deixado em 2012 (o tempo voa, dizem os velhos quando já não batem as asas). E por  tudo isto, José Navarro de Andrade, repito o postal, pois estes jogadores nacionais muito marcaram o meu gosto pelo futebol (a corrente no FB serve para inserir os jogadores estrangeiros, e isso é outra conversa):

*****

Estava ao sol na praia e lembrei-me disto - uma inutilidade bem digna da inutilidade veraneante -, como se o tempo fosse homogéneo. Não é uma declaração política. Mas o primeiro jogo que vi ao vivo foi em 1975, o meu pai levou-me à central de "Alvalade" e ainda nos estávamos a sentar e já era "golo!!" e ainda me lembro do sorriso dele (afutebolístico que é) com a minha alegria, foi um glorioso Sporting-Olhanense (7-0), marcava muito o Chirola. E a primeira equipa de que me lembro é a que foi campeã em 1973-1974 [ainda a sei de cor: Damas, Manaca, Bastos, Alhinho, Carlos Pereira, Vagner, Nelson, Baltazar, Marinho, Yazalde, Dinis]. E o primeiro Mundial de que lembro é o de 1974 [vi a final, lembro-me do golo a seco, logo no início, da Alemanha; e lembro-me do sururu provocado por Luís Pereira, defesa do Brasil expulso num jogo anterior]. Daí que a minha selecção nacional só pode mesmo ser a da III República, pós-1974. Aqui ficam os 23, seleccionados para o campeonato do mundo do apocalipse. À antiga, os números das camisolas indicam a titularidade, claro, que é como deve ser.

A grande questão continua a ser a mesma, problemática que não angustiará os mais-novos, ainda imberbes nas coisas do futebol: o Oliveira e o Alves cabem na mesma equipa? Na minha opinião, de treinador de sofá, tenho que meter o Sousa para segurar aquilo. 

1.

Vítor Damas (guardião)

2.

Artur Correia (lateral-direito)

3.

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Humberto Coelho (defesa-central)

4.

Ricardo Carvalho (defesa-central)

5.

Fábio Coentrão (lateral-esquerdo)

6.

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Paulo Sousa (trinco)

7.

Luís Figo (médio direito)

8.

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António Oliveira (médio ofensivo)

9.

Rui Manuel Trindade Jordão (ponta-de-lança)

10.

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António Sousa (médio central)

11.

Paulo Futre (extremo-esquerdo)

12.

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Vítor Baía (guarda-redes)

13.

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António Veloso (lateral-direito)

14.

Jorge Andrade (defesa-central)

15.

Fernando Couto (defesa-central)

16.

Alberto (defesa-esquerdo)

17.

Sheu Han (trinco)

18.

Rui Costa (médio ofensivo)

19.

Cristiano Ronaldo (extremo-direito)

20.

João Alves (médio ofensivo)

21.

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Fernando Gomes (ponta-de-lança)

22.

Fernando Chalana (extremo-esquerdo)

23.

Jaime Pacheco (médio central)

+1

Manuel Fernandes (avançado)

Treinador

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Eriksson (treinador)

Adepto

Arquétipo

Direito de Resposta?

Se se instituir o Direito de Resposta no blog isto passa a órgão de comunicação social. Isso pode levantar algumas questões, interessantes decerto, que me ultrapassam. Pois a mim só uma questão se me impõe: se isto se comporta como um órgão de comunicação social, então quero ser pago pelos meus postais. Não exijo muito, um jantarzito com distância social em tasca esvaziada por causa da utopia sanitária.

Estou a esparvoar? Nada disso. Eu é que estou a falar sério.

Mas, como por enquanto isto segue grátis, deixo uma adenda antipática: eu sou livre de apoiar quem quero e de o divulgar como quero, e de atacar outrem que não o meu campeão. Mas é lixado fazê-lo num blog colectivo. Sublinho, num blog, não falo de órgãos de comunicação social. Lixado porquê? Porque dá merda.

Estou a praguejar? Sim. É porque estou a falar a sério.

Viva Quaresma!

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(postal encontrado no Facebook)

Abaixo o Pedro Correia enviou um abraço ao Quaresma (e eu subscrevo-o, tal como o fazem vários dos comentadores desse muito atinado texto).  Outros comentadores resmungam, destilando desapreço pela "ciganada". E outros, num registo totalmente diferente, atirando-se a Quaresma porque se tornou "andrade". Então quero intervir, sobre os dois assuntos. Sobre a coisa clubística é pacífico aqui botar. Mas não me é sobre a política, pois ainda que me farte de blogar politiquices sempre julgo que aqui, num blog de Sporting, não é sítio para elaborar sobre esses assuntos, que nos poderão dividir neste ideal sportingal. Mas, de facto, trata-se de um assunto que, sem tirar nem pôr, é racismo. E um racista é pior do que um árbitro que nos rouba um penálti. Ou seja, o Ventura é pior do que o João Capela que, num jogo contra o Benfica, não marcou um penálti aos 3 minutos, outro aos 7 e um livre directo na meia-lua aos 12. E por isso boto, mesmo que afrontando uns sportinguistas venturescos que possam existir, pois pouca e má gente há-a em todo o lado, pois, como na tropa se diz, "aqui há filhos de muitas mães":

O cidadão Quaresma esteve muito bem, à campeão. Quanto à temática que ele abordou, o malévolo disparate do comentador futeboleiro Ventura, esteve o primeiro-ministro Costa, do qual não sou apoiante, muito bem. Se há problema legais, nisto do reserva provocada pelo Covid-19 ou com outras coisas, é com os cidadãos, não com grupos pré-determinados. Coisa que alguns, esses do tal Chega, ainda que poucos (65 mil votantes, 1,4% de eleitores, um estádio da Luz não cheio) não percebem. A lei é suficiente? Aplique-se. Não é? Mude-se. E aplique-se. Aos cidadãos, não a "grupos" pré-determinados ("comunidades", dizem os mal-falantes). E adianto que o que Costa disse dará para elaborar sobre outras coisas - o radicalismo comunista racista que andou nas bocas do país até ao Covid, acima de tudo - mas isso é assunto para outros blogs.

Mas - e falando de coisas mais nossas, estas do clubismo - há gente que abomina os profissionais que saem do clube e que ganham apreço a clubes onde prosseguiram a carreira, como se fossem apoucáveis por isso. Ora isso é como não gostar de Jordão, tão emotivamente celebrado há bem pouco, que veio do Benfica. Ou de Livramento, etc. Os atletas não são o mero adepto, como nós, que nunca mudamos de clube (muda-se de tudo, de igreja, partido, emprego, terra, mulher, e até - consta - de "orientação sexual", mas não de clube, é o dito de todos nós). São profissionais. E se vão para outro clube e lá são muito bem tratados, e por lá vivem com grande intensidade e sob grande carinho, é normal que se afeiçoem. As pessoas não conseguem perceber isso? Não conseguem perceber uma mudança dessas mas percebem mudanças ainda maiores, como as de nacionalidade, atletas do nosso clube ou de outros, que cresceram com outras nacionalidades e depois foram efusivamente representantes e até campeões por Portugal, usando as nossas cores? Isto é uma cegueira um bocado estranha. Amarão o clube, identificar-se-ão com o clube, mais do que com o próprio país?

Pois nunca ouvi Quaresma invectivar o Sporting. Foi formado no clube, seguiu a sua carreira, e foi muito bem tratado no Porto. Gosta daquele clube. A gente lamenta - quem me dera que ele tivesse jogado anos no Sporting, com grande sucesso. Mas foi o nosso clube que vendeu a sua licença desportiva ao Barcelona. E que não o recontratou quando ele saiu daquele clube. A gente lamenta, mas não há dolo aqui, nem culpas. Nem desrespeito.

Francamente, e ainda que possa estar em engano desmemoriado - e sim, nada gostei de ver Figo comemorar efusivamente um golo do seu Inter em Alvalade, mas compreendo-lhe o humano arreganho explodindo no momento -, de todos os futebolistas formados no clube e que saíram para outros clubes, o único que me desgosta francamente é Simão Sabrosa. Não por ter ido para o Barcelona, porque seria irrecusável. Não por ter ido para o Benfica, pois o Sporting não quis recuperá-lo, talvez porque não pudesse. Não por ter sido capitão do Benfica, porque isso foi corolário da sua carreira no clube. Mas porque, ele sim, teve declarações nada abonatórias, desrespeitosas, do clube que o formou. A mostrar uma muito pobre personalidade. E é essa a diferença que os mais empedernidos não conseguem ver.

 

O amor não é um labor

mordaz.png

Hoje publica-se o nº 4 da revista "Mordaz", dedicado ao tema "Trabalho". Aqui partilho o meu texto que lá vem incluído, esperando não agredir a vossa paciência sportinguista, forma algo atrevida de utilizar este blog para divulgar a revista (gratuita), criada durante este período confinado. Apesar desta não ser desportiva, nem escrita apenas por sportinguistas:

 

O Amor não é um Labor

São Martinho do Porto, verão frio como sempre, é sábado, eu no quarto, já não no tempo de Verne ou Salgari pois agora de “Vampiro”s, ouço o transístor vermelho minha companhia e, na tarde desportiva, Orlando Dias Agudo promete grande notícia para dali a uma hora, e logo caio no alvoroço, será o rumor verdade?..., e depois vem o júbilo!, sim, o Senhor João Rocha resgatava Rui Jordão, salvaguardando-o em Alvalade, e eu adoro-o, ao Rui Manuel Trindade Jordão, paixão ganha, traição minha, no 3-5 d’antes, no jogo em que Jázalde, Hector Casimiro Yazalde, dito Chirola, casado com Carmizé, marcou cabeceando junto à relva, mas ali Jordão, então feiticeiro do Benfica, enfeitiçara(-me), ainda que em magnífico ano de campeões, esses que sei de cor, Damas, Manaca, Alhinho, Bastos, Carlos Pereira, Vagner, Nelson, Baltazar, Marinho, o tal imenso Jázalde, Dinis, os quais bateram o Porto no 16 de Março, jogo transmitido em diferido ao fim da tarde, coisa tão rara, devido a não sei o que se passou nas Caldas, mas que não pude ver, maldição, pois a minha mana parira e obrigaram-me a visitá-la, como não vi ali o tal seguinte 3-5, esse de quando o estádio todo, sem clubismos, se levantou a saudar Marcelo, o “tio” deste, mas, logo depois, também ao Chirola e ao Jordão, e não os vi porque o meu pai nunca foi de bola, nem lá ia, nem os meus irmãos, queques da vela e do “rugby”, e sozinho me ganhei sportinguista na 1ª classe, ano de opções em ecrã preto-e-branco, no Barça 4-Valência 3 e assim até ao Futre, no Arsenal 3 (2 golos do Charlie George, cabelo à Beatles)-Leeds 2, lá nas taças deles e, na nossa, num 4-1 ao Benfica, com o King, como o conheci décadas depois, a marcar, e nós (sim, naquele exacto durante fiquei “nós”) com Damas na baliza. Vítor Damas, eu quero ser assim homem como ele, e ainda disso não desisti, no campo mas mais até cá fora, como se barbeia, com Palmolive, e aquela voz, cava, e com ele aprenderei, e não na tropa, a fazer o nó da gravata, naquele algo descaída,

e por tudo isso sigo Agostinho na França, meu pai dando-me dinheiro para comprar “A Bola” para lhe ler as aventuras, ele gigante batendo-se com Ocaña, Merckx, Thevenet, até trepando mais que Van Impe, Tourmalets acima, “Tinô!”, “Tinô!”, por lá o cantavam, ao nosso herói, poderia lá eu então perceber o quanto o era de facto, até, bem depois, se morrer numa coisa menor, e nós a esperá-lo, em esquife, na volta ao José de Alvalade, devastado como nunca vi, e seguindo para o túmulo em estrada recoberta pelo nosso povo, num silêncio pesado como nunca ouvi, ledes a minha ainda dor disto?,

por isso segunda-feira me baldei às aulas, subi ao aeroporto, junto ao Luís, azarado pois corcunda, nem corria nem nunca correria, merda de vida estará a ter se ainda a tem, a acolher os campeões Aniceto Simões, o barbudo, Carlos Cabral, Mamede e Lopes, o gigante, por quem Mariano Haro, o às espanhol, esperara quando ele caíra na lama, caval(h)eiro como já não havia, ao invés do bárbaro Lá-ce Viren, o maldito, o dopado que tanta dor causou até ao nosso Lopes daquela maratona olímpica, majestoso, correndo pujante, erecto, nada como os desengonçados que vieram a mandar, “vai Lopes!”, “vai, campeão!”, na angústia até às lágrimas mesmo, mas também venerando Mamede, intuindo-o Príamo d’agora, semi-divino nas suas dúvidas e fraquezas, assim vero herói, pois falho como todos, como eu, que nem sequer cheguei ao topo …,

esse topo de Livramento, o mago, eu miúdo no pavilhão, esfuziante com Ramalhete, Rendeiro, Sobrinho, Xana e … Livramento, e o triunfo contra os inimigos espanhóis, então únicos, e depois obrigado a crescer, e nesse fervor descer às casas de bilhar, tão saudosas, SG Filtro e bejecas adornando-me da linhagem do Theriaga, que é nosso, e nessa névoa amando Big Mal, o do maior exemplo, pois champanhe, mulheres, charutos, jogo e … vitórias, rock n’roll para os nossos ouvidos, e nisto a vida escorreu, lesta, eu desapercebido disso, e o milénio acabou, fez-me largo trintão e só lembro na tv lá em Maputo de um autocarro estrada afora noite adentro, na via do Salgueiros a Alvalade, e a minha mulher, até surpresa, “andaste dias com um sorriso parvo” …

e há pouco, já cá, em casa do mano Bill num jogo qualquer, Benfica, Europa, sei lá, e mesmo no fim o tal golo de sempre, a derrota, claro, e após o belo manjar que ali é sempre, indo para o carro, a minha filha já adolescente resmunga “é sempre a mesma coisa, perdemos no fim”, e respondo-lhe “não é importante”, e ela devolve-me “ mas é uma chatice”. Sorrio e insisto “não é importante” e avante … Não lho disse, digo-lhe agora, se ela me ler, que não é importante pois não tem causa, nem razão, nem ganhos. É (como o) amor. Mas sem divórcio. Um arquétipo. E não um labor.

Sobre o Covid-19

ruben amorim.jpg

Hoje é o fim deste exagerado "estado de emergência". No És a Nossa Fé eu não escrevo sobre política, considero que aqui podemos muito discordar mas por razões de clubismo, não por razões outras. Mas acabo de escrever um texto em que aludo à contratação de Ruben Amorim. Não é sobre o Sporting, mas também sobre o Sporting. Tem um posição política mas deixo a ligação, para aqueles que mesmo assim o queiram ler: "Taça Covid-19?".

 

And now for something completely different ...

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Estou até algo surpreendido pela forma como Bruno Fernandes não só "pegou de estaca" como também "pegou na batuta" do Manchester United. Não esperava que fosse desta maneira tão notória, até abrasiva. Não tanto pela concorrência no plantel, o qual já não é o que foi e que, ainda por cima, tem a primadona Pogba lesionada. Mas por três razões: aquilo do ritmo do jogo inglês ser bem mais intenso do que o português; a demora no processo de transferência, que poderia ter afectado a forma de BF; acima de tudo, isso de ter chegado a meio da época, a ter que se integrar numa equipa já em andamento (aos soluços, é certo). Mas a forma como tudo está a correr muito mostra a grandeza de Bruno Fernandes - em Portugal (mesmo junto de alguns sportinguistas, durante tempo excessivo) posta em causa. Lembremo-nos, por mero exemplo, que ainda há não muito tempo o bom jogador Pizzi foi votado melhor jogador do que ele ...

Mais estranho ainda, aquilo da selecção A. Bruno Fernandes, que já tem 25 anos, nela jogou 19 vezes apenas. E sem particular relevância. Ou seja, temos um fazedor de jogo que é capaz de chegar ao Manchester United a meio da época e de imediato embolsar a equipa e encantar o futebol inglês. E a nossa selecção ainda não encontrou forma de o verdadeiramente mobilizar. Nas selecções há pouco tempo para treinar, moldar tácticas e jogadores, dirão. E o seleccionador di-lo. Mas houve esse tempo, agora no Manchester United?

Enfim, todos nós gostamos do Engenheiro Fernando Santos, que nos trouxe o título de 16, e tão felizes nos fez. Para além da outra liga das nações, simpática vitória, ainda que algo secundária. Mas está na altura de lhe cobrar alguma maleabilidade. Tem Bruno Fernandes. E tem também Rúben Neves, a fazer uma extraordinária carreira em Inglaterra, e Diogo Jota, um belíssimo avançado. Já para não falar de Bernardo Silva, um magnífico jogador que na selecção já vem melhorando mas ainda não chegou ao que faz no Manchester ... City. E este percurso imperial (veni, vidi, vici) de Bruno Fernandes é o sinal, Fernando Santos terá que se deixar de conservadorismos nas escolhas de jogadores e terá que armar tacticamente a equipa num patamar mais elevado do que o que vem fazendo - até porque o apuramento para o Europeu foi muito mau e o terrível grupo em que se caiu foi devido a essa mediocridade da selecção. Cristiano Ronaldo é muito bom mas há um punhado de grandes jogadores a conjugar. E não se tem visto isso. Não é apenas o "resultadismo" de Santos é mesmo uma equipa que joga pouco. Demasiado pouco para quem tem este Bruno Fernandes, este Bernardo Silva, este Rúben Neves, este Diogo Jota. E aquele Cristiano Ronaldo.

E, como se mostra em Manchester, não é preciso assim tanto tempo, para colocar jogadores destes com a batuta na mão e afinar a orquestra.

 

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