Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

És a nossa Fé!

O Emanuel não merecia isto

 

Os sportinguistas têm um justo orgulho nas medalhas olímpicas conseguidas pelos seus atletas, prova do histórico eclectismo do clube. Mas a verdade é que essas medalhas são troféus dos atletas. Embora o clube possa reclamar alguns créditos, a verdade é que não foram conquistadas ao serviço do clube. Não têm por isso de estar no museu nem em nenhuma sala de troféus. E na sua maioria não estão, fisicamente (só são mencionadas). No caso do Museu do Sporting, há duas exceções: uma das duas medalhas do Carlos Lopes, e a medalha do Emanuel Silva. O facto de estes atletas terem depositado as suas medalhas no Museu do Clube, a meu ver, é uma enorme prova de sportinguismo.
O Emanuel Silva é um Sportinguista com S grande, e na cidade de Braga. A cidade de Braga é a capital do antisportinguismo primário, traduzido da forma mais perfeita no presidente da agremiação local. No fim de semana passado, embora o melhor resultado para o Sp. Braga fosse a vitória do Sporting (de forma a chegarem ao terceiro lugar), sei de muitos adeptos desse clube que preferiam uma vitória do Benfica. Não necessariamente por benfiquismo (embora haja por lá muitos benfiquistas), mas por antisportinguismo primário e doentio.
É muito difícil ser-se sportinguista em Braga. É muito difícil os miúdos na escola em Braga dizerem que são do Sporting. Merecem assim louvor o Núcleo Sportinguista da cidade e sportinguistas como o Emanuel Silva, que é uma referência local entre sportinguistas e não só. Ir a Braga e visitar a Pastelaria Viena (perto do Retail Center), para um sportinguista, deve ser como ir a Coimbra e visitar o Café Brasil.
Um clube não é só feito de cifrões e livros de contabilidade. Um clube desportivo é feito de atletas. Um clube precisa de referências, e a maior referência sportinguista em Braga (que, ao contrário de outros, nunca se coibiu de afirmar o seu sportinguismo) é o Emanuel Silva. Por tudo isto, o Emanuel Silva merecia terminar a sua brilhante carreira de atleta ao serviço do Sporting.

 

Deu gosto, sim

Eu nem dava muita importância ao troféu que o Sporting acabou de ganhar. Dou muito mais importância à verdadeira taça de Portugal, e dessa infelizmente o Sporting já foi eliminado. No entanto, dou importância a todas as provas e penso que o Sporting deve ter como objetivo sempre ganhar todas as provas que estejam ao seu alcance.

Se este ano desvalorizei a taça da Liga, foi porque ela foi disputada em moldes muito pouco competitivos na primeira fase, que praticamente não existiu. Tudo foi feito para proteger os grandes e o Braga, com o objetivo de os ter nas meias finais disputando um mínimo de jogos (dados os condicionantes desta estranha época desportiva). Não me parece correto: todos os clubes que são parte da Liga deveriam ter o direito a disputá-la. Ou se disputava como deveria ser, ou então mais valeria não a disputar este ano. Foi isso que o Sporting defendeu. Essa posição não prevaleceu, e a prova disputou-se desta forma injusta para os outros.

É curioso notar que o Braga gosta muito de se queixar do predomínio dos grandes e da maior atenção que lhes é dada. Quando fala assim, o Braga gosta de falar em nome dos clubes mais pequenos, que são prejudicados pelos outros. Mas desta vez o Braga foi tratado como um "grande", com uma passadeira vermelha até à meia final como os outros, e não o vimos queixar-se da discriminação para com os "pequenos". Pelos vistos tudo está bem desde que se discrimine a favor deles também.

Foi por isso que deu gosto ganhar esta final. No resto, foi um jogo como os outros. O presidente do Braga é que se deveria questionar sobre por que fica ele com uma azia tão grande quando perde com o Sporting.

Isto é de um clube gerido como uma rulote

Aliás, peço desculpa: tenho a certeza de que as senhas da rede das rulotes são mais complexas. E há que frisar que estes factos não tiveram origem com a direção anterior: vêm pelo menos desde 2010.

David Luís Tojal revelou que, quando entrou para o clube de Alvalade, em 2010, "as credenciais tinham três carateres e a maioria eram SCP", uma informação que gerou algumas gargalhadas na sala de audiência.

"Sugerimos aumentar a complexidade para oito carateres. Isso foi feito, mas a própria administração do Sporting pediu para retirar porque era demasiado para a cabeça deles", contou a testemunha, acrescentando que passou o nível de complexidade mínimo para seis carateres: "Quando chegava um novo utilizador, tínhamos de criar conta e password, e muitas vezes a password era 'SCP123'. Pedíamos para alterar, mas muitos não mudavam a password."

 

Só para concluir este assunto

Obviamente orgulha-me que o Cantona seja sportinguista e sócio do Sporting, se for essa a sua vontade. Agora não me parece bem que o Sporting lhe ofereça um título honorífico.

Não estou a comparar o sportinguismo do Ronaldo com o do Cantona (embora acredite em ambos). A ligação do Ronaldo ao Sporting é bem mais forte, mais antiga e mais profunda, e também me enche (a mim e a todos os sportinguistas) de orgulho. Dito isto, o Cristiano Ronaldo ainda não fez o suficiente pelo Sporting para merecer uma distinção como a de dar o seu nome à Academia do clube. Talvez daqui a alguns anos a realidade seja outra, e esta distinção se justifique. Espero sinceramente que assim seja. Por agora, parece-me muito cedo para atribuir tal distinção. É a minha opinião.

Alguém sabe o que é feito do Cantona?

Há uma tendência recente do Sporting para dar reconhecimento a figuras muito conhecidas internacionalmente, mas não pelo que fizeram pelo clube. Essa tendência, que não me agrada nada, começou com Bruno de Carvalho e teve o seu auge na atribuição do número de sócio 150000 a Eric Cantona.
Eric Cantona, que Bruno de Carvalho anunciou aos quatro ventos como sócio 150000 do Sporting, só porque foi um futebolista notável (que foi), vivia em Portugal e manifestou simpatia pelo nosso clube e pela sua tradição formadora? Alguém ouviu falar nele desde que o presidente que o fez o sócio 150000 foi destituído?
Nada tenho contra o Cantona, mas tenho muito contra esta distinção para alguém que fez muito pelo futebol no Manchester United, mas nada pelo Sporting. O Cantona também se tornou conhecido por um célebre episódio envolvendo-o com um espectador, num estádio em Inglaterra. Quando eu via em pleno estádio de Alvalade os energúmenos da Juventude Leonina atirarem petardos ao Rui Patrício, ainda pensei que um Cantona com superpoderes pudesse saltar a vedação do estádio e dar-lhes uma lição. Mas, se era para premiar esse tipo de atributos, mais valia ter atribuído essa honra ao grande Sá Pinto. Ele, e muitos outros, fizeram muito mais pelo clube.

Coisas que eu mudaria no Estádio de Alvalade (I)

sporting-club-lisbon.jpg

 

A discussão sobre a nomeação da Academia do Sporting como Academia Cristiano Ronaldo leva a que eu inicie uma série de três textos sobre três alterações que eu faria no Estádio José Alvalade e nas imediações. Não vou referir alterações com que mais ou menos todos concordam (a supressão do fosso e certos aspetos estéticos como a cor das cadeiras). Pretendo referir-me a outros aspetos. Há algum tempo que eu planeava escrever estes textos. A presente situação (em que infelizmente, mas justificadamente, não podemos ir a Alvalade) pode motivar esta reflexão, durante esta ausência tristemente tão prolongada.
Ao separar os lugares A e B, na bancada norte, existe uma faixa (visível na fotografia) com a enumeração do número de títulos, nacionais e europeus, no futebol e nas outras modalidades. Títulos do Sporting, obviamente. A isto acrescem as várias medalhas olímpicas conquistadas por atletas do Sporting, contribuindo para que o clube seja justamente a maior potência desportiva nacional desde 1906, como é anunciado a meio. Até aqui tudo bem - perfeitamente de acordo. Só que, incompreensivelmente, à direita são anunciados "2 FIFA World Players - Figo & Ronaldo". Como se estes "FIFA World Players" fossem títulos do Sporting. Não são, obviamente. São títulos daqueles dois jogadores, formados pelo Sporting, e de quem o Sporting se deve orgulhar. Mas são títulos (no caso do Ronaldo, são muitos!) que não foram conquistados ao serviço do Sporting, e com os quais o Sporting não tem nada a ver. A lista de títulos do Sporting é suficentemente longa e rica para o Sporting e os sportinguistas dela se orgulharem, sem nenhuma necessidade de lhe estar a acrescentar títulos alheios. Ronaldo e Figo merecem lugar de destaque na Academia do Sporting, sem nenhuma dúvida. Não ali. No lugar daqueles "FIFA World Players", mais valia estarem títulos europeus conquistados por jogadores do Sporting, ao serviço do Sporting: as botas de ouro de Jardel e do saudoso Yazalde - cada uma delas, à sua época, representava um recorde europeu.
A primeira alteração que eu proporia seria portanto esta - a remoção destes "FIFA World Players" que nada têm a ver com o Sporting.

Uma nomeação ridícula

A Universidade de Cambridge não se chama Universidade Isaac Newton. O Actor's Studio não se chama Escola Marlon Brando. A École Polytechnique de Paris não se chama Escola Poincaré ou Fourier. A Escola Politécnica de Zurique não se chama Escola Albert Einstein. O Instituto Superior Técnico não se chama Instituto António Guterres.
As grandes escolas obviamente orgulham-se dos seus melhores alunos. Mas nenhuma instituição de referência muda o seu nome por causa deles. Isto a propósito da estúpida - não tem outro nome - decisão de mudar o nome da Academia do Sporting para Cristiano Ronaldo. Antes fosse Aurélio Pereira!

O Rúben Amorim também quer o Arco da Porta Nova? E o Bom Jesus?

Pelos vistos, o treinador pelo qual o Sporting (ainda não) pagou dez milhões de euros mais juros é daqueles que só sabem trabalhar com um grupo restrito de jogadores. Será por isso que não quer o Adrien (o tipo de jogador que faz falta no balneário do Sporting)? Será por medo de que lhe faça sombra? Eu não gosto de treinadores com medo de jogadores.

Ai que saudades, ai ai

O jornalista (e sportinguista) Nuno Ramos de Almeida escreve no seu facebook, e eu aqui transcrevo com a devida vénia:

"Antigamente o jornalismo era a procura da verdade sobre aquilo que era notícia. Agora em muitos sítios é a procura de um efeito político."

Antigamente, "A Bola" era um jornal. Agora é uma página web que decide que a melhor forma de apurar a verdade sobre o diferendo entre o Sporting e Mihajlovic é abrir um inquérito online.

Mais uma oportunidade perdida

Um clube sem grandes hábitos de vitória, como é infelizmente o Sporting no futebol nas últimas décadas, não pode deixar de aproveitar as falhas dos seus rivais e os momentos em que estão menos bem.
Neste século, esta época foi a terceira em que isto aconteceu, depois das de 2001 e 2005. Esses foram os campeonatos mais mal perdidos pelo Sporting de que eu me lembro. Em ambos ficámos incrivelmente em terceiro, com os nossos principais rivais enfraquecidos. Com um pouco mais de paciência, estabilidade e bom planeamento, foram dois títulos que não deveriam ter fugido ao Sporting. E o mesmo se pode dizer nesta época. O FC Porto foi um justo campeão, mas foi o campeão mais fraco dos últimos anos. A campanha europeia não engana. Poucos discordarão que aquela equipa de 2018 que Bruno de Carvalho tanto destratou levando os jogadores a rescindir teria sido tranquilamente campeã este ano. Mesmo se, naturalmente, entretanto alguns jogadores tivessem saído, desde que se tivesse mantido a equipa técnica e o núcleo duro. Convém os sportinguistas terem isto presente. Agora a realidade não foi essa, e não podemos fingir que nada sucedeu. Os acontecimentos do verão de 2018 fragilizaram muito a equipa e o clube. Talvez fosse irrealista exigir um Sporting tão competitivo como aquele de 2018. Mesmo assim, estes foram o Benfica e o FC Porto mais fracos (simultaneamente) da década. Seria exigível que o Sporting estivesse, pelo menos, ao nível destes clubes. Ter tido um Sporting tão longe daqueles dois clubes este ano é inaceitável e só revela incompetência.

A propósito de estátuas

Têm dado muito que falar mundialmente (e também em Lisboa) as vandalizações de estátuas esta semana. Por princípio oponho-me à vandalização de estátuas, mas é sempre possível discutir o seu conteúdo, a sua finalidade, a homenagem que se pretende fazer. E, se for caso disso, removê-las do espaço público.
No caso do Sporting, não pretendo remover, e muito menos vandalizar a estátua da Rotunda Visconde de Alvalade. Mas creio que se deve discutir seriamente a pertinência de algumas mensagens - pelo menos uma - que lhe são adjacentes. Só vi algo semelhante a isto na Praça da Revolução em Havana. Até gosto muito de Cuba, mas por princípio também me oponho sempre a cultos de personalidade.

 

Alcochete e autocarro

É impressionante a analogia entre as motivações e os procedimentos dos fanáticos adeptos sportinguistas de Alcochete e dos fanáticos adeptos benfiquistas que atacaram o autocarro da sua equipa esta semana. Gente como esta tem que ser banida do futebol português, independentemente do clube.
Não vejam nisto de forma nenhuma uma defesa de Luís Filipe Vieira, que aliás tem muito que explicar sobre a relação do Benfica e da sua direção com esses (designados) "grupos organizados de adeptos". Mas onde de facto há uma diferença enorme é no contexto dos dois ataques (o do Sporting e o do Benfica, o da academia e o do autocarro), e tal diferença resulta da atitude dos presidentes. Luís Filipe Vieira falou com a equipa do Benfica no balneário e disse lá o que tinha para dizer. Não sei o que disse (nem me interessa): só sei que o disse lá. Não o disse em público, na comunicação social e muito menos nas redes sociais. Não procurou atirar os adeptos do seu clube contra os atletas. Presumo que tenha sido exigente, como um presidente tem todo o direito a ser. Presumo que tenha manifestado desagrado, como um presidente tem todo o direito a manifestar.
Ficou provado que Bruno de Carvalho nada teve a ver com a organização do ataque a Alcochete (e, por conseguinte, nem o Sporting teve). E ainda bem. Mas Bruno de Carvalho teve muito (ou tudo) a ver com a criação do contexto que tornou Alcochete possível. Episódios como este ataque ao autocarro da equipa do Benfica mostram que infelizmente o ataque a Alcochete nem é um caso único. Mas a loucura de Bruno de Carvalho, sim, essa é.

A voz do leitor (extra, bis)

É difícil dizer que os jogadores são culpados de terem virado as costas ao clube, quando foi o presidente que lhes virou as costas em primeiro. Ao aceitar que foguetes fossem lançados sobre Patrício e nada ter dito e sobretudo feito. Ao aceitar que os jogadores fossem confrontados na sua integridade física quando a claque entrou dentro das instalações do clube (garagem) e nada ter dito ou feito. Quando perante o "espetáculo" a que se assistiu em Alcochete e não ter acompanhado os jogadores quando se deslocaram à esquadra da GNR para apresentar queixa. Quando afirmou perentoriamente perante a Comunicação Social que acontecimentos daqueles eram chatos. Eu no meu local de trabalho se tivesse um patrão que me "defendesse" desta maneira perante sucessivas agressões, também batia com a porta. A minha opinião sobre o amor que Patrício e William têm ao Sporting viu-se na pressão exercida sobre os empresários para chegarem a um consenso com a Direção do Sporting. O amor que sentem pelo Sporting está patente no facto de irem ver jogos a Alvalade. Contudo, esta minha opinião não inviabiliza o facto de não estar minimamente satisfeito com aquilo que está a ser feito por esta direção.

Comentário, que subscrevo inteiramente, de Jorge Fernandes.

A voz do leitor (extra)

Pedindo licença ao Pedro Correia por me intrometer numa rubrica que, geralmente, é da sua responsabilidade, desta vez decidi eu destacar um comentário da autoria de António C. neste texto do Pedro Branco:

A decisão é irrelevante para o SCP porque o clube foi irremediavelmente destruído há 2 anos.
Para um dia voltar a existir algo que se assuma como "Sporting", ou 2/3 da massa adepta expulsa o outro 1/3, ou o inverso, não há outro meio.

Talvez o futuro não seja tão negro, talvez não seja necessário tanto pessimismo: talvez um dia, apesar de tão divididos, consigamos voltar a ser campeões, e nessa altura num cenário de vitória talvez até consigamos estar unidos e esquecer este tristíssimo episódio. Terá que ser com outra direção, com certeza: a atual direção não tem feito nada nem para unir o clube, mesmo sabendo que isso seria sempre uma tarefa ciclópica, nem para o colocar de regresso às vitórias. Mas uma coisa tenho como certa: o grande responsável por esta situação, quem instalou este clima de discórdia no clube, quem colocou adeptos contra adeptos, sócios contra sócios, sócios contra atletas, e quem se alimentou disso, foi Bruno de Carvalho.

{ Blog fundado em 2012. }

Siga o blog por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Pesquisar

 

Arquivo

  1. 2021
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2020
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2019
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2018
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2017
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2016
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2015
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2014
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2013
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2012
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2011
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D