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És a nossa Fé!

Voltou o Paulo Garcia!

O antigo pivô do "Dia Seguinte" (na imagem, num dos momentos mais  memoráveis do programa) apresentou ontem o "Jornal da Meia Noite" na SIC Notícias. O bom do moderador, ao dar a notícia da receção ao Sporting na Câmara Municipal de Lisboa, garantia que "centenas" (sic) de adeptos celebravam os novos campeões nacionais. As imagens davam conta de uma Praça do Município cheia; mas é evidente que eram "centenas". Muitas dezenas de centenas. Provavelmente uma centena de centenas. Era isso que Garcia queria dizer. Tudo centenas. Ou isso, ou possivelmente só sabe contar até 100. Será que entretanto já aprendeu alguma coisa sobre os monumentos de Braga?

"Quem é este mouro para chamar muçulmano ao Taremi, carago?"

Que fique claro: as declarações do Carlos Xavier são lamentáveis. Mas só o Carlos Xavier (que, felizmente, já se retratou por elas) deve ser por elas responsabilizado. O Carlos Xavier é um grande sportinguista, mas não é dirigente do Sporting. Querer responsabilizar o Sporting por isso é ridículo. Há dez anos um célebre deputado e candidato autárquico, ferrenho portista, chamou "magrebinos" aos adeptos de Benfica e Sporting. Onde estava o CD da FPF? E muito bem esteve o presidente Frederico Varandas a falar sobre o caso.

Quando Vítor Damas não pôde ficar na fotografia

Transcrevo, com a devida vénia, um texto de António Alfarrobinha publicado no facebook, no grupo Bola de Catchu. Vítor Damas saiu do Sporting, regressou e dá hoje, justamente, o nome a uma baliza e à porta número 1 do Estádio José Alvalade. Não passou por metade do que o Rui Patrício passou.

Qual é o problema dos sportinguistas com o Rui Patrício, mesmo?

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A fotografia da equipa do Sporting refere-se a um jogo com o Benfica para a Taça de Portugal, disputado em 28 de Março de 1976, que os leões venceram por 1-0. Mas, independentemente desta vitória, tratou-se de uma época (1975-76) muito conturbada para os leões. Irregularidade no Campeonato, interdição de Alvalade devido a uma invasão de adeptos na Tapadinha, insucesso na Taça UEFA logo na 2ª eliminatória, desilusão nas meias finais da Taça de Portugal com o Vitória de Guimarães. Foi o ano dos assobios a Vítor Damas em Alvalade.
A “lei de opção” tinha sido revogada em 1975, o guardião leonino era titularíssimo e estava no último ano de contrato como Sporting. Por essa razão poderia sair do clube no final da época se assim entendesse. Atento, Pinto da Costa, já comprometido com Américo de Sá para ser o director do Departamento de Futebol do FC Porto, tentou contratar Damas. Era um pedido de José Maria Pedroto, o futuro treinador.
O Sporting recebeu o Académico de Coimbra no Estádio de Alvalade, no dia 13 de Março, e aos 24 minutos do jogo os “estudantes” já tinham marcado três golos. Damas estava irreconhecível, desconcentrado, e quando o topo sul começou a assobiá-lo ruidosamente despiu a camisola e pediu ao treinador Juca para ser substituído. Saiu para os balneários debaixo de uma vaia monumental. Para um guarda-redes de futebol, um dia mau na baliza é um dia de crucificação. Mas aquilo foi bem pior.
A Direcção do Sporting entendeu suspender o guarda-redes. Duas semanas depois, houve o dérbi com o Benfica para a Taça de Portugal e Matos foi o escolhido para o substituir. Antes do jogo, titulares e suplentes juntaram-se para a fotografia com um ar circunspecto, algo sombrio. Faltava o capitão de equipa.
No final da época, Damas transferiu-se para o Racing Santander, e não para o FC Porto que tanto o assediara. Regressou a Portugal em 1980, defendeu a baliza do Vitória de Guimarães e do Portimonense e entre 1984 e 1989 voltou a jogar de leão ao peito. Em 2009, foi atribuído o seu nome à baliza sul, cuja simbologia vem do velhinho Alvalade. E onde por coincidência se verificaram os acontecimentos naquela partida com o Académico. Uma homenagem justíssima, apesar de póstuma.
Na fotografia, os jogadores leoninos antes do dérbi:
Em cima - Matos, Amândio, Da Costa, Vítor Gomes, Tomé, Laranjeira, Fraguito, Barão, José Mendes e Pinhal;
Em baixo - Libânio, Baltazar, Marinho, Chico Faria, Manuel Fernandes e Nelson.

A invasão benfiquista a Alvalade

Nunca o escrevi aqui porque, na altura dos acontecimentos, me era impossível, mas estive genericamente de acordo com o Famalicão em Setembro, na receção ao Benfica. Obviamente preferia que a criança não tivesse estado em corpo nu, mas a responsabilidade foi sempre de quem a levou para lá vestida à Benfica. Um jogo de futebol não é genericamente um evento público, mas algo organizado por clubes que têm sócios e têm direito a imporem regras, nomeadamente os sócios (que podem assistir a preço reduzido) devem apoiar o anfitrião. Quem quiser apoiar o clube visitante tem todo esse direito, mas deve pagar o bilhete e ir ocupar um lugar na zona do estádio correspondente.
Em Portugal o Benfica habituou-se a achar que tem direito a jogar "em casa" em todos os campos. O Famalicão opôs-se e creio que muito bem. Esse exemplo deveria ser seguido por todos os clubes. E espero que o seja amanhã em Alvalade. Adereços de apoio ao Benfica devem ser interditos nas zonas para sócios do Sporting.
Dito isto, incomoda-me o clima de perseguição que se instalou. Foi noticiado que adeptos benfiquistas chegam a pagar mais de 1000 euros aos detentores de gamebox para lhes cederem a mesma para entrarem em Alvalade amanhã. A gamebox é, por definição, transmissível pelo seu detentor a quem escolher. Esse é um ato individual. Por feitio, eu não gosto de julgar esse tipo de atos pessoais, sem ter a possibilidade de me pôr na posição de quem o pratica (e só essa pessoa sabe de si). Há muitos sportinguistas que fazem sacrifícios a pagarem quotas e gameboxes. Com os dias difíceis que vivemos, com crise e inflação, pode haver pessoas a quem as fortunas que os benfquistas pagam façam diferença - pode ser que seja o que as faça voltarem a ter gamebox para o ano. Prefiro que esses casos não ocorram, mas se ocorrerem não sou eu que os vou julgar, como não julgo os jogadores efetivamente atacados em Alcochete que rescindiram com o Sporting quando era presidido por um maluco. Não me agrada nada este clima de caça às bruxas no Sporting.

O que é importante é o que frisei no início: que se siga o exemplo do Famalicão, e o Sporting se dê ao respeito - materiais de apoio ao adversário não são tolerados na zona dos sócios. Teremos benfiquistas infiltrados? Provavelmente sim - espero que sejam muito poucos. É mais um motivo para os sportinguistas irem a Alvalade e apoiarem o Sporting ainda com mais força. É assim - e não com caça às bruxas - que devemos responder. Lá estarei.

Lamentável

Acho profundamente lamentável a faixa "Morte aos lampiões" colocada nas imediações do Estádio de Alvalade por adeptos do Sporting antes do derby, e a que a imprensa desportiva tem dado grande destaque.

Acho profundamente lamentável as evocações do trágico episódio do "very light" (de que esta semana passou mais um ano) que os adeptos do Benfica costumam fazer nos jogos com o Sporting. Repetidas vezes. Também profundamente lamentável é que este triste hábito não tenha na imprensa desportiva o mesmo destaque que teve a triste faixa.

Marítimo na segunda

Por norma só desejo a vitória do Sporting e não desejo especificamente a derrota de nenhum outro clube, a menos que isso beneficie o Sporting (objetivamente, é o caso do Braga no presente).

Depois do festival de antijogo e, mais do que isso, de sacanice e má fé demonstrado pela equipa do Marítimo no passado sábado, vou abrir uma exceção. Uma equipa assim não deve ter lugar na primeira divisão.

A isto acrescentam-se as habituais pérolas da imprensa desportiva. É visível no vídeo que o Coates nem se mexe; o jogador do Marítimo (Winck de seu nome), depois de ter feito falta sobre o Nuno Santos, vem a correr na direção do nosso capitão, encosta-se a ele e atira-se ao chão. Para o "Record", sofre uma "peitada" do Coates. Pois claro. Coitadinho.

E eis que uma mudança de regulamento beneficia o Sporting!

Tenho ideia de que as mudanças de regulamento no futebol acabam sempre por prejudicar o Sporting. Se a vitória ainda valesse dois e não três pontos, como valia até 1994, o Sporting teria sido campeão em 2007 e 2016. (Creio que, até agora, são os únicos casos em que o campeão mudaria com as regras antigas.) Não é do meu tempo, mas quando introduziram a regra dos "golos fora", na década de 70, o Sporting foi logo nesse ano eliminado com essa regra nas competições europeias, num episódio que ficou para a história (o árbitro não sabia da nova regra, e fez com que se disputasse um desempate por penáltis, que o Sporting ganhou, inutilmente). Com este antecedente, eu não gostei da ideia de acabar com a regra de desempate dos golos fora (e, honestamente, parecia-me um bom critério). Estaria longe de imaginar que o Sporting viria a beneficiar com o fim dessa regra (foi o que sucedeu nesta eliminatória com o Arsenal). O Rúben Amorim mudou mesmo o fado do Sporting.

Nélson Évora, eu estou contigo

Dizer-se que a naturalização de Pedro Pichardo foi "comprada" é um tanto ou quanto forte; melhor seria ter dito que foi "mercadejada", como diria o outro. É menos melindroso. E dizer-se que foi a Federação Portuguesa de Atletismo que a mercadejou também não é o mais correto: muito melhor seria referir o Sport Lisboa e Benfica. Com efeito, a naturalização de Pedro Pichardo em tempo recorde, ao abrigo do seu estatuto de refugiado, só seria possível invocando motivos de "interesse nacional". Que "interesse nacional" poderia justificar a naturalização em tempo recorde deste atleta?
Com a naturalização "acelerada" de que foi alvo, Pichardo pôde pulverizar recordes nacionais, alterando a verdade desportiva e frustrando o trabalho de outros atletas que já competiam em Portugal. É uma situação em tudo distinta de Nélson Évora, Francis Obikwelu, Auriol Dongmo e outros medalhados olímpicos portugueses. Achar que uma naturalização se pode obter instantaneamente até pode ser defensável noutros contextos que não o desportivo, onde há que ter em conta as respetivas consequências. Quero por isso saudar Nélson Évora pela coragem da sua tomada de posição, própria de quem não tem nada a provar a ninguém, e sabendo que se iria sujeitar ao enxovalho da "nação benfiquista", como se tem vindo a verificar, começando pela cobertura do caso pela imprensa desportiva. E sobretudo ao mais covarde, ao mais pusilânime dos argumentos: que Pichardo é "muito melhor" do que Évora. Alguma vez alguém, a começar por Nélson Évora, pôs em causa o valor de Pichardo como atleta? E isso dá-lhe direitos que são vedados aos outros? Ao tentar arrumar esta polémica com esse "argumento", Pichardo demonstra que pode ser um grande atleta, mas não deve muito à inteligência. (O mesmo se aplica a quem usar esse "argumento" nesta questão.)

Prejudiciais ao Sporting

Quando foram divulgadas, por parte do Sporting, algumas consequências da atuação de algumas claques no último jogo europeu (uma criança e um agente de autoridade feridos na sequência do uso de engenhos pirotécnicos), houve quem duvidasse da veracidade de tais alegações. Não me refiro somente à Juventude Leonina, mas a diversas páginas de "apoio" ao Sporting no facebook, que questionavam abertamente a veracidade do comunicado do Sporting.

A notícia divulgada ontem, porém, não deixa grandes dúvidas. O Sporting foi multado pelo lançamento de engenhos pirotécnicos por parte de algumas das suas claques no jogo contra o Midtjylland. A isto acresce a possibilidade de proibição de venda de bilhetes no próximo jogo europeu fora de Alvalade, que fica suspensa para já.

Seria de esperar, no mínimo, uma retratação da parte de quem duvidou (nalguns casos pode mesmo dizer-se que mentiu). Da parte da Juventude Leonina não houve reação nenhuma (aguarda-se a próxima queixinha quando tiverem que se descalçar para entrar em Alvalade). Há certas páginas "leoninas" que, sinceramente, prefiro nem frequentar, tamanha é a falta de vergonha. Mas o "Leão da Estrela", que acusara na sua página no facebook a direção do Sporting de "arruaceiros de fake news" (sic) nem reagiu a estes desenvolvimentos. Já a página "O Sporting Somos Nós" apagou uma publicação anterior desvalorizando as consequências da pirotecnia e defendendo as claques. E publicou a notícia de ontem dando mais ênfase ao facto de se tratar de uma pena suspensa ("Só é suspensa a venda para o Arsenal vs Sporting se houver incidentes no primeiro jogo em Alvalade"). Pois, não se passa nada.

Quanto ao jogo de domingo, é isto

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Imagem roubada ao JJ Bóçe

Rúben Amorim pediu desculpa ao Esgaio. Porquê? Só se for por não saber o que anda a fazer. Cada vez mais é essa a impressão que eu tenho. Se for isso, as desculpas justificam-se, mas não resolvem o problema. Não digo que Rúben Amorim seja um problema, atenção (sinceramente creio que não é, e uma sua eventual saída seria um problema muito maior). Mas deveria pensar melhor no que anda a fazer. Não é nada bom ter-se um líder de um grupo que não sabe o que faz.

Obrigado, Porro

José Alvalade manifestou a ambição de que o Sporting fosse um clube tão grande como os maiores da Europa. Devemos ter tal ambição sempre presente, sem perdermos a noção de que há campeonatos, clubes, realidades mais competitivas. Há poderios financeiros com os quais não podemos. E de vez em quando surge um jogador de quem temos noção, claramente, que pertence a uma dessas realidades mais competitivas. Enquanto temos a sorte de tais jogadores estarem no Sporting, temos que aproveitar a bênção de poder contar com eles e esperar que ganhem títulos. São raros os jogadores indiscutivelmente assim, mas Pedro Porro foi sem dúvida, desde o primeiro momento, um deles. E no entanto foi sempre um verdadeiro leão, sem tiques de vedeta. Será sempre lembrado. Muito obrigado e muitas felicidades.

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E agora, para algo completamente diferente

Empresas (públicas) de transportes como a CP e o metro do Porto ajustam a sua oferta quando ocorre algum evento especial no qual seja previsível a necessidade de transportar muito mais passageiros. Deveria ser o caso do Metropolitano de Lisboa, que deveria reforçar a sua oferta com comboios extra nos dias em que o Sporting (e o Benfica, obviamente) jogam em casa. Se infelizmente isso não acontece, pelo menos que não reduzam essa oferta! Mas nem isso se verifica.
O acesso ao estádio de Alvalade está caótico devido às obras do metro (que não cabe aqui discutir). Como se não bastasse, nesta semana que passou a circulação de metro esteve interrompida entre as estações de Campo Grande (que serve o estádio) e Entrecampos, impossibilitando o acesso ao estádio de metro através da linha amarela desde o Rato e o Marquês de Pombal, ou seja, de uma boa parte dos seus potenciais utentes. Obviamente não ponho em causa a necessidade destas obras específicas (substituição da via férrea, ao que sei). A minha única questão é se eram assim tão urgentes que não pudessem ser adiadas para uma altura em que não houvesse jogos no estádio. Bastaria uma semana: à proxima jornada segue-se a pausa do Mundial. Estas obras tinham que ser realizadas justamente numa semana em que o Sporting tinha dois jogos em casa - para o campeonato e para a Liga dos Campeões? Atrapalhando a chegada ao estádio de muitos sportinguistas? E de adeptos dos clubes visitantes, V. Guimarães e Eintracht Frankfurt, após longas viagens? Devem ter pensado que é mais fácil vir de Frankfurt ao aeroporto de Lisboa que do aeroporto ao estádio do Sporting. Não há, no Metropolitano de Lisboa, ninguém que pense nestes assuntos, antes de tomar decisões destas? E o Sporting, foi notificado pelo Metropolitano desta decisão? Não tem nenhuma palavra a dizer?

Sugestão para Mauro Amorim

Qualquer santo perde a paciência com alguns adeptos do Sporting. Não creio que se deva dar grande importância a este episódio, mas eu dei-me ao trabalho de passar pelas redes sociais do irmão de Rúben Amorim. Vi mais apoio à equipa que da parte de muitos desses adeptos. Sugiro que lhe seja oferecida uma gamebox até ao fim da temporada. Tenho a certeza de que passaríamos a ter ali mais um sportinguista ou, pelo menos, alguém capaz de respeitar e sentir o clube, como o irmão Rúben aprendeu. Fosse como fosse, tenho a certeza de que a presença do Mauro em Alvalade seria muito mais positiva do que a de alguns desses "adeptos" que só lá vão lançar petardos e arranjar confusão.

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