Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

És a nossa Fé!

E agora, para algo completamente diferente

Empresas (públicas) de transportes como a CP e o metro do Porto ajustam a sua oferta quando ocorre algum evento especial no qual seja previsível a necessidade de transportar muito mais passageiros. Deveria ser o caso do Metropolitano de Lisboa, que deveria reforçar a sua oferta com comboios extra nos dias em que o Sporting (e o Benfica, obviamente) jogam em casa. Se infelizmente isso não acontece, pelo menos que não reduzam essa oferta! Mas nem isso se verifica.
O acesso ao estádio de Alvalade está caótico devido às obras do metro (que não cabe aqui discutir). Como se não bastasse, nesta semana que passou a circulação de metro esteve interrompida entre as estações de Campo Grande (que serve o estádio) e Entrecampos, impossibilitando o acesso ao estádio de metro através da linha amarela desde o Rato e o Marquês de Pombal, ou seja, de uma boa parte dos seus potenciais utentes. Obviamente não ponho em causa a necessidade destas obras específicas (substituição da via férrea, ao que sei). A minha única questão é se eram assim tão urgentes que não pudessem ser adiadas para uma altura em que não houvesse jogos no estádio. Bastaria uma semana: à proxima jornada segue-se a pausa do Mundial. Estas obras tinham que ser realizadas justamente numa semana em que o Sporting tinha dois jogos em casa - para o campeonato e para a Liga dos Campeões? Atrapalhando a chegada ao estádio de muitos sportinguistas? E de adeptos dos clubes visitantes, V. Guimarães e Eintracht Frankfurt, após longas viagens? Devem ter pensado que é mais fácil vir de Frankfurt ao aeroporto de Lisboa que do aeroporto ao estádio do Sporting. Não há, no Metropolitano de Lisboa, ninguém que pense nestes assuntos, antes de tomar decisões destas? E o Sporting, foi notificado pelo Metropolitano desta decisão? Não tem nenhuma palavra a dizer?

Sugestão para Mauro Amorim

Qualquer santo perde a paciência com alguns adeptos do Sporting. Não creio que se deva dar grande importância a este episódio, mas eu dei-me ao trabalho de passar pelas redes sociais do irmão de Rúben Amorim. Vi mais apoio à equipa que da parte de muitos desses adeptos. Sugiro que lhe seja oferecida uma gamebox até ao fim da temporada. Tenho a certeza de que passaríamos a ter ali mais um sportinguista ou, pelo menos, alguém capaz de respeitar e sentir o clube, como o irmão Rúben aprendeu. Fosse como fosse, tenho a certeza de que a presença do Mauro em Alvalade seria muito mais positiva do que a de alguns desses "adeptos" que só lá vão lançar petardos e arranjar confusão.

Uma pena e um erro

 

No caso de João Palhinha, como antes de Rui Patrício e Adrien Silva, compreendo as saídas: era naquele momento ou nunca. Era a oportunidade das suas carreiras para fazerem um contrato miionário, mesmo para um clube muito menor e que não ganha títulos. Ninguém os pode julgar.
Nos casos de Nani e Bruno Fernandes, saíram para um grande e histórico clube europeu, que qualquer jogador gostaria de representar. Algo semelhante pode ser dito para Nuno Mendes e mesmo para João Mário.
Parecia que o caso de Matheus Nunes seria diferente. Matheus Nunes parece-me um jogador com (muito boa) cabeça, sabe que é novo e que o melhor para ele seria esperar mais um ou dois anos e sair para um grande clube. Não é esse o caso. O fator decisivo parece ter sido só a questão salarial, e a influência de um - sempre o mesmo - empresário. Agradeço-lhe por tudo, é um jogador inesquecível, desejo-lhe obviamente tudo de bom, mas parece-me que esta transferência é um erro e não é o melhor passo na sua carreira. O Matheus é um jogador de topo que merece muito melhor.
Do ponto de vista do Sporting, esta transferência parece a do Cristiano Ronaldo há 19 anos: antes do tempo ideal. Estarão as finanças do clube tão necessitadas, ou o clube não nega nada a Jorge Mendes? Esta saída é um problema. Inquestionavelmente a equipa fica mais fraca sem o Palhinha e sem o Matheus. Vamos ver como serão estas saídas colmatadas.

O exemplo de Braga

O autor do lançamento de um petardo durante o jogo em Braga foi imediatamente identificado pelas autoridades, detido e será presente em tribunal. Se é assim em Braga, é muito bem. Em Lisboa, no estádio de Alvalade, episódios destes durante anos sucediam-se jornada após jornada, sempre do mesmo local do estádio, em direção ao relvado. Estranhamente, nunca vi as autoridades fazerem nada. Não deveriam tais lançamentos ser um crime público? Se não são, se alguém tem que apresentar uma queixa, por que nunca o fizeram as sucessivas direções do Sporting? Ou a Liga - que fosse? Será que teriam que ser os jogadores a apresentar queixa? Ao Rui Patrício, durante muitos anos, motivos para apresentar queixa nunca lhe faltaram.

O Porto é uma nação!

Para além de apoiar explicitamente adversários do Sporting (publicando na página oficial do seu clube, o FC Porto, o hino do Manchester City, algo que só demonstra pequenez), o visado nesta notícia confunde Lisboa com a Rússia e refere-se frequentemente ao "Sporting de Lisboa". Manifestamente o senhor não deve conhecer mais nada além do Porto e sente-se perdido de cada vez que de lá sai, pelo que deve evitar ao máximo sair das suas redondezas. A aplicação de pulseira eletrónica a uma pessoa com estas características parece-me, deste modo, uma medida algo exagerada.

Não é do bagaço: é do champon

Surgiu uma explicação para mais uma brilhante vitória da seleção portuguesa de futsal, baseada num cartaz da assistência da final de ontem: "o bagaço é melhor que vodca". Esse cartaz tem pilhéria e está a ser muito partilhado nas redes sociais. Mas se considerarmos o clube de origem da maior parte daqueles jogadores, a explicação deve ser outra. A que me ocorre resulta de ver este vídeo, com uma entrevista ao marcador do primeiro golo. Muitos parabéns à seleção portuguesa!

Uma medalha que não deveria ser portuguesa

Pode não ser a opinião de muita gente, mas é o que me vai na alma.
Pedro Pichardo veio para Portugal porque o Benfica lhe acenou com um maço de notas para se naturalizar português, para poder dizer que também dava medalhas olímpicas ao país. Poderia perfeitamente ser atleta do Benfica e cidadão cubano. Se não queria competir por Cuba, por ter um conflito com o seu país, poderia simplesmente ter competido com a bandeira olímpica. Mas isso não interessaria ao Benfica, que não tolera que o Sporting seja visto como o clube cujos atletas mais medalhas olímpicas ganham. E assim se procedeu a uma naturalização em tempo recorde (seis meses após a sua chegada) - não sei ao abrigo de que critério, mas o Benfica pode sempre tudo. Será assim que se desenvolve o desporto em Portugal - a naturalizar atletas de países com menos recursos financeiros?
Nada disto retira mérito ao atleta e à sua medalha, obviamente. É um grande campeão. Acho também naturalíssimo que o seu clube celebre a medalha. E também a cidade onde vive - a medalha foi ganha por um dos seus. Mas se esta é uma medalha "portuguesa", então talvez seja melhor acabar de uma vez com esse conceito de nacionalidade atribuído às comitivas e às medalhas olímpicas, que vem do início das Olimpíadas, no final do século XIX e no rescaldo da Conferência de Berlim, mas que é bem diferente nos dias de hoje. Enquanto não for esse o caso, e embora saiba que Portugal esteja longe de ser um caso único como este (em Espanha há dezenas de casos, grande parte deles também à custa de Cuba), não concordo que Portugal fique com o proveito de uma medalha para a qual pouco ou nada contribuiu.
Uns esclarecimentos finais: esta minha opinião aplica-se à medalha de Pedro Pichardo, mas obviamente não às outras medalhas olímpicas portuguesas nestes jogos (nesse sentido são lamentáveis as declarações de Bessone Basto). Também não se aplica às medalhas de Francis Obikwelu ou Nélson Évora. Talvez se aplicasse a Auriol Dongmo, tivesse a atleta do Sporting sido medalhada (e muito contente ficaria eu com essa medalha), embora a sua naturalização tenha decorrido num prazo normal. Nada do que eu escrevi justifica o mau perder do grande campeão Nélson Évora, que muito mal lhe ficou.

Coisas que eu mudaria nas imediações do Estádio de Alvalade

2017-09-19.jpg

 

À medida que se vai conhecendo a "Cidade Sporting" verifica-se um muito melhor aproveitamento do espaço entre o estádio e o pavilhão João Rocha. No entanto, e a meu ver, a "Rotunda do Leão", na sua presente forma, deveria ser revista. Nem tanto pelos motivos que referi aqui: o tempo, e a gravidade, encarregar-se-ão naturalmente desse verdadeiro culto da personalidade que é uma das inscrições na estátua do leão.

Obviamente acho muito bem que exista uma estátua ao leão no exterior do estádio. Não estou a discutir os méritos estéticos daquela estátua em particular. O que eu contesto naquela estátua (além das inscrições laterais, ou pelo menos uma delas) é a sua colocação e a sua orientação.

Parece-me óbvio que qualquer estátua deveria ter a frente voltada para o exterior do estádio. Quem tirar uma foto ao enquadramento da estátua com o estádio só pode fotografar o traseiro do leão. Quem fotografar a estátua de frente ou de lado não apanha o estádio. Uma foto isolada daquela estátua não permite reconhecer o local. A isto acresce que o leão deve ser visto por quem chega ao estádio. Assim como está, ainda mais estando ao lado da garagem, aquela estátua funciona como uma despedida de quem sai da garagem do estádio. É isto que se pretende?

Falei em tirar fotografias. Qualquer visitante do estádio e do museu desejaria ter uma foto sua ao lado da estátua. Isso é muto difícil com aquela estátua, pelo menos com aquela configuração. Não há nenhum espaço pedonal ao seu lado. Quem tentar tirar uma foto ao lado da estátua arrisca-se seriamente a ser atropelado.

Haveria necessidade de colocar aquela estátua numa rotunda, com tanto espaço pedonal disponível entre o estádio e o pavilhão?

Aquela "Rotunda do Leão" é, sem tirar nem pôr, uma rotunda de província. Deve ter sido projetada por algum amigo do comendador Marta Soares.

Coisas que eu mudaria no Estádio de Alvalade (II)

Uma vez que o estádio está a ser alvo de (bem vindas) remodelações, eu espero que sejam removidas as faixas alusivas às claques existentes no topo sul, por trás da baliza de onde costumam surgir os petardos (simétricas das alusivas aos títulos que referi anteriormente nesta publicação). Não estou a defender a extinção das claques nem a discutir os seus apoios, mas elas não devem estar presentes de forma permanente no estádio, como se fossem entidades oficiais que fazem parte do clube. Não devem ter esse estatuto. As claques que façam as suas próprias tarjas e que as pendurem. As claques é que se devem adaptar ao estádio, e não o estádio às claques.

Qual dos jejuns custou menos?

É uma pergunta com que eu me debatia com frequência, à medida que o jejum de campeonatos que agora acabou ia avançando, e ano após ano parecia inevitável que acabássemos a igualar o jejum anterior ou mesmo a aumentá-lo em um ano, como acabou por suceder: qual destes dois jejuns custou mais? Qual foi mais difícil de ultrapassar?

Se olharmos para os dados (como está na moda), parece fácil concluir que o primeiro jejum foi mais difícil do que este. Agora foram 19 anos, é verdade, quando anteriormente tinham sido 18. Mas nesses 18 anos tudo o que o Sporting ganhou foi uma taça e duas supertaças. Nestes 19 anos mais recentes o Sporting ganhou quatro taças, três supertaças e três taças da liga (que no jejum anterior não existiam). Tirando aquela supertaça de 1988 (um troféu que conta muito pouco, e a que o Sporting chegou como finalista derrotado da taça de Portugal), foram 13 anos sem ganhar nada: entre 1982 e 1995. A taça de 1995 foi o primeiro troféu importante de que eu me lembro o Sporting ganhar. No jejum de campeonatos mais recente, os jejuns efetivos de títulos mais longos foram, primeiro, de cinco anos (até à taça de 2007) e depois de sete (entre 2008 e 2015). Mesmo assim, creio que o Sporting nunca verdadeiramente se desabituou de ganhar alguma coisa ao longo deste jejum. No primeiro jejum, ganhar um troféu era uma miragem.

Acresce que durante o jejum mais recente o Sporting foi seis vezes segundo classificado, enquanto no jejum anterior havia sido somente três vezes segundo.

Visto assim, parece óbvio que o primeiro jejum custou mais do que o segundo, e talvez tenha custado. Mas de outro ponto de vista este jejum mais recente custou mais: durante estes 19 anos, o Sporting bateu no fundo. Muito mais fundo do que havia batido no jejum anterior. No jejum anterior o Sporting foi por diversas vezes quarto classificado (seis), mas classificou-se sempre para as competições europeias (mesmo por vezes só por um ponto: em 1988 e 1998). Neste jejum, o Sporting foi por três vezes quarto, mas a isso acresceu aquele miserável sétimo lugar, pior classificação de sempre, um recorde (nunca ter ficado abaixo de 5º) perdido, e não qualificação para as competições europeias.

O outro ponto em que o Sporting bateu no fundo neste jejum, bastante debatido e evocado, foi evidentemente a invasão da Academia de Alcochete e tudo o que se lhe seguiu.

Postas assim as coisas, eu já não sei dizer qual dos jejuns terá sido pior. No primeiro a sensação de fracasso era mais permanente. No segundo houve mais momentos de felicidade, mas os momentos de infelicidade foram bem mais dolorosos que no primeiro.

Há uma razão para o segundo custar mais, e provavelmente decisiva. O primeiro grande jejum era o primeiro. O segundo já não era o primeiro. Quando o primeiro jejum acabou esperávamos nunca mais passar por outro igual. Infelizmente passámos logo a seguir por outro, em certos aspetos pior. O que o segundo jejum nos trouxe de pior é que faz-nos temer que talvez este jejum de campeonatos seja o nosso destino habitual, e que os campeonatos ganhos talvez sejam exceções. Não podemos deixar que esta sensação se instale. Para isso não podemos cometer os mesmos erros.

Sorte e merecimento

A capa de "A Bola" que o Pedro Oliveira nos trouxe aqui, anunciando o fim do primeiro grande jejum de títulos do futebol do Sporting, em 2000, tem como título "Merecem". Creio que era esse o sentimento generalizado na altura relativamente ao título do Sporting, como era em 2002 e é em 2021. Na maior parte dos casos que eu conheço, e na generalidade da opinião pública, é reconhecida a justiça do título leonino. Com os nossos rivais nem sempre é assim. Não são raras as vezes em que ganham com sorte, sem convencerem, e em que a crítica se divide sobre o seu mérito. Não é sempre, atenção: obviamente, muitas vezes são campeões com reconhecimento geral. Mas nos anos mais recentes, pode dizer-se que pelo menos o Benfica em 2005 e o FC Porto em 2007 foram campeões sem convencerem, e outros poderiam perfeitamente ter sido os campeões. Mesmo o FC Porto em 2013 e o Benfica em 2016 terão tido mérito, mas não me parece que fossem as melhores equipas daqueles campeonatos. É uma sensação que é estranha para um sportinguista. São muito mais as vezes que o Sporting tem azar do que as que tem sorte. Mesmo assim, às vezes o Sporting tem sorte, mas é raro essa sorte dar troféus. O único troféu que eu me lembro de o Sporting ter ganho com sorte foi a taça da Liga de 2019, com Keizer (e mesmo assim teve o azar de ter uma equipa bem desfalcada nessa final). Nunca ganhou assim um campeonato.

Pode ter-se sorte numa eliminatória ou mesmo numa final, mas para se ter sorte numa prova de regularidade como um campeonato é preciso dominar o "sistema". E isso sabemos que não é com o Sporting. Provavelmente vamos continuar, portanto, sem saber o que é ganhar um campeonato "com sorte". O que é preciso é que os vamos ganhando com frequência.

Particularidades do título do Sporting (2)

O texto que se segue é integralmente da autoria da página Sporting Brasil (o Sporting tem muitos, e muito ativos, adeptos no Brasil). Reproduzo-o aqui na grafia original com a devida vénia.

Alguns fatos:
O Sporting é a equipe com menos gols sofridos (20) nos 10 principais campeonatos europeus. Só indo até o 11.º país do ranking UEFA (Escócia) podemos encontrar o campeão Rangers FC com apenas 13 gols sofridos.
Luís Maximiano é o primeiro jogador da história do Sporting a ser campeão nacional nos iniciados (2013), juvenis (2016), juniores (2017) e equipe principal (2021).
Dário Essugo é o mais jovem campeão na história dos Campeonatos Nacionais. Realizou a sua estreia com apenas 16 anos e seis dias contra o V. Guimarães (24.ª rodada).
Com 37 anos, dois meses e 23 dias, João Pereira é o mais velho campeão nacional da história do Sporting, batendo João Azevedo de 36 anos de idade, oito meses e 24 dias.
11 jogadores formados campeões nacionais em 2020/2021 (Luís Maximiano, Eduardo Quaresma, Gonçalo Inácio, Nuno Mendes, João Palhinha, Tomás Silva, Daniel Bragança, João Mário, Dário Essugo, Jovane Cabral e Tiago Tomás). Foi superado o máximo anterior de 10 jogadores formados em Alvalade campeões nacionais em 1981/1982 (Carlos Xavier, Virgílio Lopes, Vitorino Bastos, Zezinho, Augusto Inácio, Francisco Barão, Ademar, Freire, Alberto e Mário Jorge).

Particularidades do título do Sporting

Como já foi referido, este título do Sporting teve a particularidade de ter sido obtido num ano ímpar. Desde 1953 que o Sporting não era campeão num ano ímpar. O que tem como consequència que desde 1954 (ano em que conquistou o tetra) que o Sporting não é campeão por dois anos seguidos. O bicampeonato tem que ser o principal objetivo para a próxima época, que tem que ser planeada a pensar nisso.

Analisando a história das classificações do Sporting, conclui-se que desde esse ano de 1954, a seguir a um título de campeão segue-se quase sempre um mau campeonato, com classificações abaixo do 2º lugar. A única exceção foi na época de 1971 - 2º lugar após o título de 1970. Desde esse tetracampeonato de 1954, só por três ocasiões o Sporting ficou dois anos seguidos (ou mais) acima do terceiro lugar: em 59/60 e 60/61 (dois segundos lugares), os referidos 69/70 e 70/71 e o bem mais recente "tetravicecampeonato" de Paulo Bento (e Soares Franco), entre 2006 e 2009, que eu sempre elogiei e sempre elogiarei. O título recém conquistado foi importantíssimo, mas mais importante (e mais histórico) será ser bicampeão em 2022. Toda a equipa terá que ser motivada para isso. E tem que haver estabilidade na equipa técnica e no plantel.

A propósito da equipa técnica: desde 1974, foi a primeira vez que o Sporting foi campeão tendo mantido um treinador da época anterior (pelo que foi dito, sem ter sido campeão). Desde então o Sporting só tinha sido campeão com treinadores estreantes, por vezes entrando mesmo com a época em andamento. E a maior parte das vezes os treinadores campeões não terminavam a época seguinte - por vezes, como Allison em 1982, nem a começavam. Foi esta tradição que Rúben Amorim veio quebrar. Esperemos que continue a contrariar a tradição e nos dê o bicampeonato.

Se isto é um "clube de racistas"

IMG_20210512_012651.jpg

 

"Não gosto do Sporting. No meu bairro, era um clube de elite, da polícia, que não gostava das pessoas de cor, era racista", garantia há dez anos em entrevista ao Expresso essa luminária chamada Eusébio da Silva Ferreira. Eusébio tinha todo o direito de não gostar do Sporting, mas ou tinha má fé ou deveria ser muito distraído. Segundo consta, Eusébio almoçava todos os dias no mesmo restaurante em Lisboa. Um restaurante bem caro, pelo menos para os meus padrões, e onde o serviço nem é nada de especial. Mas ainda hoje consta ser frequentado por conhecidos benfiquistas (e o Sporting é que é um "clube de elite"): presumo que, para se ter o melhor serviço, deva ter que se apresentar o cartão de sócio do glorioso

Na noite da passada terça feira este restaurante estava no mais absoluto silêncio, como era de se esperar. Quem fazia a festa era um restaurante africano mesmo em frente, encostado à linha do comboio. Tudo decorria dentro da ordem, como deve ser nesta altura, sem nenhum problema ou risco especial, sob o olhar da polícia (que não sei se era "sportinguista"). Com música, imperiais e distanciamento. Os sportinguistas estavam na rua, e estendiam-se mesmo acima da passagem pedonal da linha do comboio, ornamentando-a como a fotografia ilustra. Mas o centro da festa ali era o restaurante africano.

O que diria o Eusébio se visse aquilo? Direi mesmo que passar por este bairro de Lisboa e comparar o restaurante "benfiquista" com o "sportinguista" serviria para desmontar muitos estereótipos.

Os não campeões

609314560cf26952d6c3ca4c-og.jpg

 

Parece que foi há uma eternidade, mas esta imagem só tem uma semana. Foi em Vila do Conde, e foi a imagem de que eu mais gostei do jogo entre o Sporting e o Rio Ave. Gosto muito do Fábio Coentrão e tenho muita pena de que não tenha chegado a ser campeão pelo clube do seu coração. Ficar-lhe-ia bem este título, como também ficaria bem ao Bruno Fernandes - mas espero que o Bruno um dia volte para ser campeão. E ao grande Mathieu. Ao contrário do Coentrão e do Bruno, haveria uma solução para fazer do Mathieu campeão. Ele é um jogador livre, pelo que pode ser contratado a qualquer altura. Pelo que fe pelo clube num passado recente, tendo feito parte do trabalho até há bem pouco tempo (e deixado de fazer por motivos tristes), não me pareceria descabido o Sporting inscrevê-lo só para jogar uns minutos e ser campeão. Ele merecia. 

{ Blogue fundado em 2012. }

Siga o blog por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Pesquisar

 

Arquivo

  1. 2022
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2021
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2020
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2019
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2018
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2017
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2016
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2015
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2014
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2013
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2012
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D