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És a nossa Fé!

Copo meio cheio

O principal objetivo da época, o título de campeão, é uma miragem. De qualquer forma, se olharmos para a pontuação da equipa vemos que tem exactamente os mesmos pontos, nesta jornada, que tinha em 2016. É uma pontuação que costuma dar para ser campeão. Alguns sportinguistas queixam-se das vitórias suadas no fim dos jogos, mas eu prefiro ver nisso uma equipa com fé e que luta até ao fim. O grande desafio é manter esta atitude da equipa até ao fim da época, e não a deixar desmotivar-se nem entrar em “falência psicológica” como sucedeu à equipa de Sá Pinto no final da época de 2012, depois de tanto ter prometido.

Mesmo sem poder ser campeão, o Sporting tem ainda muitos objetivos importantes: ganhar a Taça de Portugal; ser segundo classificado e conseguir o acesso à Liga dos Campeões; ter uma participação na Liga Europa que dignifique o clube e o futebol português. Se conseguir isto tudo e se mantiver a motivação e crença (da equipa e sua), sou da opinião de que Jorge Jesus deve permanecer no comando da equipa. De qualquer maneira creio que não é esta a altura adequada para se pensar neste assunto, mas sim no fim da época.

Constatação definitiva

O que escrevo nem tem a ver com a apreciação do mandato de Bruno de Carvalho à frente do Sporting. É indiscutível que o clube está hoje incomparavelmente melhor do que quando o atual presidente chegou, seja no futebol, seja nas modalidades, seja em que aspeto for. Não quero voltar a um passado recente. Mas o que concluo é baseado em episódios como a necessidade compulsiva de resposta pessoal (sempre em tom grosseiro, que envergonha os sportinguistas por partir do presidente) a comentadores secundários do Benfica (como anteriormente fora com comentadores do FC Porto). E a sportinguistas, sobretudo: desde o episódio mesquinho e ditatorial de censura dos Supporting até à publicação no Facebook de um index de sportinguistas "malditos". Parece-me evidente, com base em tudo isto e em episódios como os que se seguiram à Assembleia Geral, culminando no deprimente comunicado de hoje, concluir que Bruno de Carvalho não tem robustez psíquica para um cargo como o de Presidente do Sporting. No passado recente nem é o primeiro. Espero que reflita sobre isso.

... e um desejo sincero

Ao contrário de muitos sportinguistas pessimistas profissionais, este ano eu acredito mesmo na equipa de futebol. Acho que há qualidade, mas também união, crença e espírito de luta. Por isso, numa fase decisiva da época, espero que esta crise não abale o rendimento desportivo. Espero que a equipa não se ressinta. Os primeiros sinais após a crise, no jogo com o Estoril, não foram animadores, mas espero que a resposta venha já amanhã no Dragão e que continue durante todo o mês. E desejo o mesmo para as restantes modalidades que tão boa conta de si têm dado, como o voleibol, o futsal, o andebol e o hóquei. Com ou sem presidente estamos convosco, leões!

Há uma semana atrás, tudo parecia correr sobre rodas

Como se não bastasse criar conflitos no futebol português (e cria muitos, alguns sem nenhuma necessidade, e afetando a imagem do clube), o presidente do Sporting agora também cria conflitos internos desnecessários. O "fim de semana horrível" que o futebol teve, no início de um mês de Fevereiro difícil e desgastante, tem como responsável Bruno de Carvalho, que se comporta não como presidente de um clube, mas como presidente de uma facção. Este é o mais recente (e deplorável) exemplo.

Durma, senhor presidente!

O saudoso Mário Soares contou uma história que ficou célebre. Nos anos 70, quando era primeiro ministro, recebeu a meio de uma noite uma chamada do ministro das Finanças Silva Lopes a tentar convencê-lo da necessidade da intervenção do FMI. Soares respondeu que essa decisão, a ser tomada com a devida ponderação, requeriria uma boa noite de repouso prévia. "Por isso, Silva Lopes, deixe-me dormir", terá então dito ao ministro das Finanças, antes de lhe desligar o telefone na cara. Nem que seja com a ajuda do chá de tília, como abaixo sugeriu o Pedro Correia, recomendo uma boa noite de sono ao presidente Bruno de Carvalho. Bem precisa.

A calendarização da Taça da Liga

Por muito que agora o Sporting até a tenha ganho, para mim a Taça da Liga será sempre uma prova secundária no calendário futebolístico nacional. Prova essa que motiva paragens injustificadas da principal prova, o campeonato nacional, e reagendamentos desnecessários de jornadas durante a semana, como acontece agora. Parece-me óbvio que esta solução não agrada a ninguém - implica paragens desnecessárias para clubes que não estejam na "final four" e sobrecarga de jogos para os outros.

Para evitar todos estes inconvenientes, julgo que se deveria passar a jogar a fase de grupos da Taça da Liga em Agosto, no início da época, antes do arranque do campeonato. Arranque este que tem sido cada vez mais antecipado, para alturas em que muita gente ainda está de férias. (Em Espanha, por exemplo, o campeonato só começa em Setembro.) O campeonato começaria duas semanas mais tarde do que o que tem começado, e nessas duas semanas jogar-se-ia a fase de grupos. Quanto à "final four", a melhor altura para a realizar seria entre o Natal e o Ano Novo. A Taça da Liga disputar-se-ia assim em alturas de férias, como uma competição alternativa, o que talvez até lhe trouxesse um interesse suplementar.

Ainda será da final da Taça em 2015?

Ouvi as seguintes declarações do presidente do Braga, António Salvador (por exemplo, no "24 Horas" às 0:50, disponível na RTP Play):

"Tomara eu que todas as equipas portuguesas sigam o mais longe possível nas competições europeias. Seja o Braga, seja o Guimarães, seja o FC Porto, todas elas que lá estejam".

A omissão do Sporting talvez pudesse, com muito boa vontade, ser justificada por, na altura em que as declarações foram proferidas, já conhecer o seu destino (as declarações talvez pudessem ser vistas como um desejo de boa sorte às equipas que ainda iam jogar). Mas o desejo que o presidente do Braga manifestou logo de seguida - jogar a final da Liga Europa com o Vitória de Guimarães - confirma que, para Salvador, o Sporting não é tão "equipa portuguesa" como as outras - é a que menos merece a sua simpatia ou desejo de boa sorte. Lá terá as suas razões. Por nós, fica o registo.

Futebol e eleições

Mesmo já tendo passado mais de uma semana sobre as eleições autárquicas em dia de Sporting-Porto, creio que ainda se justifica a pergunta: deve ser permitido haver jogos de futebol em dias de eleições?

O governo achou que não e agiu em conformidade. Por princípio também concordo com a decisão do governo. Ir ao futebol não é como ir à missa, como li por aí. Pode ir-se à missa em qualquer localidade, enquanto cada jogo decorre só numa localidade específica. Evidentemente, se se puser a hipótese de ver o jogo na televisão, tal poderá ser feito em qualquer localidade também, mas não é isso que estamos a considerar. Um verdadeiro adepto prefere ir ao estádio. Principalmente em jogos grandes (como calhou, este ano, ser no fim de semana das eleições) há deslocações de adeptos (do clube visitante e do clube visitado) de todo o país. Núcleos organizam excursões. É difícil planear um evento destes e ainda ter que votar (não se trata somente de o jogo não decorrer durante o período eleitoral). A isto acresce o conhecido espaço mediático que o futebol ocupa. Excessivo, a meu ver, mas compreende-se, principalmente quando decorre um jogo grande, que os adeptos do futebol estejam preocupados com o resultado desse jogo. Parece-me evidente que as eleições devem ser a principal preocupação no dia em que decorrem.

Tudo parece assim apontar para não haver jogos no dia das eleições, portanto. Ora, supondo que esta proibição já tinha entrado em vigor este ano, com os mesmos calendários eleitoral e futebolístico, em que data decorreria o Sporting-FC Porto? Na segunda-feira? Não é o melhor dia para um jogo grande, e havia a concentração da seleção. No sábado? Seria a única opção viável, mas isso implicaria um dia a menos de descanso após a jornada europeia. Neste caso isso iria penalizar mais o Sporting, que jogou um dia mais tarde que o FC Porto. Quem propõe a proibição dos jogos em dias de eleições tem que compreender que os clubes não são soberanos para marcarem as datas dos seus jogos, principalmente os jogos europeus.

Deveria procurar-se uma solução de compromisso entre os interesses dos clubes que representam o futebol nacional na Europa e a participação cívica no ato eleitoral. Uma solução, a meu ver, poderia ser evitar os jogos grandes nos fins de semana eleitorais. Desde que não houvesse jogos grandes, não haveria problema em não os disputar no domingo das eleições. Tal poderia ser mais uma restrição ao sorteio do calendário da Liga (já há várias…), desde que a data das eleições fosse marcada com mais antecedência (antes do início da época futebolística). O poder politico (quem marca a data das eleições, seja governo ou presidente) poderia fazer essa cedência a bem do fitebol nacional.

A propósito de sorteios e datas

Temos que admitir que o Sporting tem tido alguma sorte recentemente, não só com o sorteio mas também com as circunstâncias (nomeadamente o modo como chegou a cabeça de série par ao sorteio do play-off). Isso aumenta a responsabilidade da equipa: esperemos que saiba estar à altura. Há que comparar, porém, estas circunstâncias com outras alturas em que a sorte nos foi madrasta.

Vejamos, por exemplo, as datas dos jogos. Desta vez o Sporting joga a primeira mão a uma terça feira e a segunda mão a uma quarta (uma semana e um dia depois). Para isto acontecer, outros clubes jogarão primeiro à quarta feira, e depois à terça. Ou seja, com menos dois dias de descanso que os outros. Pode existir igualdade de circunstâncias entre os clubes que disputam estes jogos, mas esta igualdade não existe se pelo meio houver uma jornada dos respetivos campeonatos nacionais.

Eu compreendo que, durante a fase de grupos, metade dos jogos de cada clube/grupo se disputem à terça e a outra metade à quarta. Mas aí há mais tempo a passar. Com tão pouco tempo envolvido, por que não hão de estar todos os clubes a jogar os play-offs em igualdade de circunstâncias? Se a primeira mão è a terça, a segunda à terça; se é à quarta, a outra também. Ambos com uma semana de intervalo. Custa assim tanto à UEFA perceber isso?

Há dois anos o Sporting também disputou o play-off, contra um adversário mais difícil, com seis dias de intervalo entre os dois jogos.

Mas esta desigualdade de circunstâncias não ocorre só nas competições europeias – longe disso! Na época passada, por exemplo, numa semana decisiva em que viria a ficar irremediavelmente afastado do título e eliminado da taça de Portugal, o Sporting teve três jogos fora. Três deslocações: duas a Chaves e uma à Madeira. Provavelmente as duas piores deslocações possíveis para um clube de Lisboa, uma delas repetida, num intervalo de uma semana. Só para comparar, no mesmo período o Benfica, que viria a ganhar o campeonato e a taça, teve três jogos em casa.

Quem planeia os calendários da época futebolística deveria considerar todos estes aspetos, e não limitar-se a enfiar os jogos das outras competições nos “buracos” disponíveis. E isto diz respeito a todos os clubes.

Após o fim de semana eleitoral

Jorge Jesus continua a criticar a estrutura do clube que lhe paga o salário, como se estivesse acima dessa estrutura (e como se uma boa parte dessa mesma estrutura não tivesse sido escolhida por ele). O Sporting (neste caso Bruno de Carvalho) está a cometer com Jorge Jesus o mesmo erro que Sousa Cintra cometeu com Carlos Queirós (e que só foi resolvido - a mal - por Santana Lopes). Não é admissível este tipo de atitudes da parte de um treinador, que hierarquicamente deveria estar abaixo do presidente e de um responsável pelo futebol (Leonardo Jardim e Marco Silva estavam abaixo de Augusto Inácio). Jorge Jesus sente que não tem que responder perante ninguém. Pode criticar toda a gente, estrutura e jogadores, mas ele está acima de qualquer crítica. Esta situação reflete-se no balneário, do qual Jesus é um péssimo gestor: é nítido o divórcio entre o treinador e a equipa, que já não o ouve. Enquanto esta situação não for corrigida, o futebol do Sporting não vai melhorar.

Um pouco de ciência

Vi na televisão as imagens da hipotética "cuspidela" de Bruno de Carvalho ao presidente do Arouca.
O movimento de um líquido (o cuspo) no ar é de uma natureza completamente diferente do da difusão de um gás (o vapor) no mesmo ar. Seria impossível um líquido ter aquele alcance, ou seja, sair da boca de alguém com tal velocidade, sem que houvesse um sopro forte. Qualquer pessoa que cuspa com força faz esse gesto de soprar, correspondente a uma careta. É manifesto que Bruno de Carvalho não faz essa careta - as suas bochechas não se mexem. Sou físico de formação e profissão e garanto: nestas condições, é fisicamente impossível que Bruno de Carvalho tenha cuspido no presidente do Arouca.

 

Os truques do "Público" e de "O Jogo"

As imagens foram divulgadas e demonstram inequivocamente que é o presidente do Arouca que começa o conflito. Mesmo assim, o Público prefere dar mais destaque a uma hipotética "cuspidela" que Bruno de Carvalho teria lançado em resposta. Nenhum dirigente do Arouca a referiu na altura dos incidentes. Mas entretanto alguém notou o que poderia ser uma cuspidela. O Público decidiu adotar essa narrativa (o título original da notícia não tinha ponto de interrogação). O Arouca, convenientemente, também.
Agora, numa versão atualizada, o Público já diz que "pode ter sido uma cuspidela" (garantia antes que "foi"), mas afinal também pode ser fumo do cigarro eletrónico que Bruno de Carvalho estava a fumar.
As questões aqui são: quem inventou a narrativa da cuspidela? De que clube? Como teve o Público acesso a ela? E por que decidiu que era essa a narrativa verdadeira sem consultar mais ninguém?

(Adenda: a primeira página de "O Jogo" é ainda mais grave, pois toma mesmo como verdadeira a versão da cuspidela.)

João Lobo Antunes - um modo de ser sportinguista

Só conhecia João Lobo Antunes de entrevistas. Pessoas haverá muito mais habilitadas do que eu para recordarem o ilustre e notável neurocirurgião. Mas eu gostaria de recordar justamente uma entrevista – não sei onde, não sei a quem (teria sido ao DNa, suplemento do Diário de Notícias?) –, a primeira que dele li, já lá vão mais de 20 anos. Vivia-se o prolongado jejum de títulos do Sporting, e uma das perguntas da entrevista dizia respeito justamente ao sportinguismo de João Lobo Antunes, nascido e criado em Benfica e numa família de benfiquistas, alguns deles ferrenhos. A pergunta era algo como “O seu Sporting não lhe tem dado muitas alegrias...”, e a resposta, que eu nunca esqueci: “A mim o Sporting só me dá alegrias. Quando ganha é uma alegria. Quando perde é um hábito.” Pode parecer pateta recordar João Lobo Antunes por isto, mas só um homem muito sábio encara o futebol desta maneira.

Há 16 anos

Vivia então nos EUA, e este jogo aqui recordado pelo Pedro Correia foi o único do Sporting a que pude assistir, em direto, em casa, num canal americano (foi transmitido na ESPN). Este vídeo está "censurado": não mostra os "c*r*l***" e os "f*d*-s*" que o Sá Pinto largou mal marcou o golo, e que eu lhe podia ler nos lábios (e que também larguei). Este jogo marcava, tal como o de hoje, o reencontro do melhor jogador do mundo de então com o clube que o formou. Teve a particularidade de reunir os dois melhores marcadores de livres de que me recordo, ambos brasileiros - deixaram a sua marca no resultado. Resultado esse que foi extremamente ingrato - como escrevi na altura, o Sporting jogou melhor, mas o Real Madrid era melhor. Nada mais havia a fazer. Quem dera que o resultado fosse o mesmo hoje!

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