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És a nossa Fé!

Esgotou-se a paciência

Os leitores deste blogue conhecem a minha opinião sobre José Peseiro. Achei um erro a sua contratação desde o primeiro minuto, no tempo de Dias da Cunha, e achei uma insanidade o seu regresso. Já o afirmei e justifiquei várias vezes, em vários textos. Nunca acreditei nele para treinador, e sempre fui favorável à sua saída. Continuo a ser: isto não é uma manifestação de saudades - não tenho nenhumas do anterior treinador. Agora, depois do que vimos hoje, definitivamente me convenci de que, se era para isto, seria melhor o Peseiro não ter saído. Afirmeie mantenho que o Peseiro para mim era uma espécie de Tiririca - pior do que ele não ficaria. Mas hoje convenci-me de que se ele tivesse ficado o futebol do Sporting de certeza não estaria pior do que está. Perder em casa com o penúltimo classificado da Liga Espanhola, nesta que é uma competição importante (o treinador parece não saber) é pior do que perder em casa com o Estoril para a Taça da Liga. Marcel Keizer perdeu hoje todo o pouco crédito que tinha junto dos adeptos sportinguistas. É bom que o presidente se convença disto, e que cometeu um enormíssimo erro ao contratá-lo.

Eu não peço desculpas

Depois da esmagadora derrota sofrida no estádio da Luz, os jogadores do Nacional pediram desculpa aos seus adeptos. Lá terão as suas razões. Eu compreendo obviamente a tristeza dos adeptos do Nacional, mas resultados negativos fazem parte do desporto. Resultados muito negativos ocorrem a todos às vezes. Se os jogadores e equipa técnica fizeram o melhor que puderam e nada lhes correu bem, devem uma justificação aos adeptos, mas não creio que tal justificação deva chegar ao ponto de "pedir desculpas". "Pedir desculpas" só se justifica se houve um falhanço e se não fizeram tudo o que estivesse ao seu alcance. Nada garante que tenha havido falta de brio e profissionalismo da sua parte no jogo de domingo. Este pedido de desculpas parece-me um triste sinal dos tempos que correm. Atitudes como a invasão da Academia do Sporting por claques parecem-me uma consequência deste populismo contra os jogadores que, como os sportinguistas bem sabem, muitas vezes parte de pessoas com responsabilidades.

Pode ser uma obsessão minha (que partilho com o grande Jorge Mautner), mas tal como um Estado não deve pedir desculpas por catástrofes naturais (só as deve pedir quando e onde efetivamente falha), também um clube não tem que pedir desculpa pela catástrofe natural (que sucede às vezes) de sofrer uma goleada. 

 

Tristeza

Fico muito triste pela gestão sem nenhum rumo do futebol do Sporting, já aqui bem criticada no blogue por muitos colegas. Fiquei obviamente muitíssimo triste pela copiosa derrota, no nosso estádio, no passado fim de semana, consequência em grande parte dessa gestão. Mas nada me deprime tanto como verificar mais uma vez que alguns dos nossos adeptos são uns calimeros. Não a maioria (isso tem sido demonstrado nas provações que temos sofrido), mas uma minoria bem ruidosa.
Ao ler um conhecido blogue sportinguista, na antevisão do dérbi um adepto afirma que vai trabalhar enquanto tenta "contrariar a vontade de começar a distribuir cabeçadas por todos os lampiões filhos da puta" que há no seu trabalho. Acho inconcebível como um adulto escreve e admite uma coisa destas em público. E nem estou a falar no "distribuir cabeçadas", que com um pouco de boa vontade admito que não passe de um exagero de linguagem (de muito mau gosto). Mesmo admitindo que a violência fosse somente verbal: de que adiantaria? Para mim, o que sempre distinguiu os adeptos sportinguistas foi a capacidade de serem superiores a este tipo de provocações, fosse no trabalho ou na escola (situações deste género são infantis ou adolescentes). Enfim, poderíamos admitir que o tal adepto sportinguista estava só a desabafar no blogue. Mas o pior vem logo a seguir, quando conclui: "tivessem os filhos da puta do nossos jogadores que aturar estas merdas todas as semanas e corriam bem mais do que correm hoje." Os jogadores agora teriam todos que ter a vidinha de merda deste adepto. Daqui a invadir a Academia vai só um passo. Talvez este calimero não o faça pessoalmente, mas não me admiraria que apoie quem o fez.

Pois eu nem me importaria nada de ver Jesus em Alvalade

Um ponto prévio: sou por princípio contra mudanças no decurso da época, a não ser em casos que o justifiquem e que devem ser verdadeiramente excecionais. Portanto não estou de forma nenhuma a defender a saída de Marcel Keizer. Estou só a especular e a falar academicamente.

Um esclarecimento ao ponto prévio: um desses casos excecionais que justificam o despedimento a qualquer altura, sem mais justificação, é o de José Peseiro, que deveria ter saído logo no final da época de 2005 e nunca mais deveria ter entrado no Sporting.

Dito isto, eu não me importaria nada de um dia voltar a ver Jorge Jesus no Sporting. Jesus cometeu muitos erros, mas se tivesse tido um mínimo de estabilidade no final da época passada teria lutado pelo título até ao fim e, sem dúvida, conquistado o acesso à Liga dos Campeões e ganhado a Taça de Portugal. Eu não exijo aos jogadores e equipas técnicas ganhar sempre: exijo-lhes lutar sempre para ganhar até ao fim e obterem resultados consentâneos com a sua valia e a dos seus adversários. (Às direções exijo que contratem jogadores e treinadores ambiciosos e com valor para ganhar.) Tendo em conta este critério, o trabalho de jogadores e equipa na época passada pareceu-me bastante aceitável e com tendência para melhorar. Se houvesse estabilidade, aquele grupo acabaria por ser campeão. Pensava eu e pensavam muitos sportinguistas.
Na mesma linha de raciocínio, gostaria de ver no Sporting muitos dos jogadores que partiram (dos que rescindirame  voltaram nem vale a pena falar, não acham?). Gostaria muitíssimo de ver o Fábio Coentrão e o Adrien. Gostaria de ver o Sporting a convencer o Simeone de que ele não sabe escolher bem jogadores, e a devolver o Gelson. Desde que fosse um negócio com o Sporting a propor ao Atlético que aceitaria o Gelson pelo mesmo dinheiro que o Atletico pagou por ele, e nem mais um cêntimo - o passe, e não um empréstimo. Nestas condições - mas só nestas - aceitaria bem o Gelson, em vez de o ver a demonstrar o seu talento com o Leonardo Jardim, como estou certo de que vai ocorrer. Também não me importaria nada de voltar a ver o Rúben Semedo de leão ao peito - preferi-lo-ia ao Ilori. Cu bo ti fim de mundo. Nunca fui defensor da máxima "orgulhosamente sós" que infelizmente tantos sportinguistas parecem defender. E agora, como diria um ex-membro deste blogue na sua coluna regular na imprensa, chamem-me o que quiserem.

Os coletes amarelos portugueses estão no futebol

Muito se discute, nestes dias, a especificidade portuguesa de não haver partidos populistas dignos de registo, com representação parlamentar, algo que cada vez mais constitui uma exceção na Europa. Pode haver vários motivos, mas a meu ver um dos principais está noutra especificidade portuguesa: temos quatro canais noticiosos, e todos eles têm infindáveis programas de "debate" sobre futebol. Anda-se a discutir futebol toda a semana. A isto acrescem três diários desportivos, todos eles com uma dedicação largamente maioritária ao futebol. Neste mês de Janeiro esteve aberto o mercado de jogadores. Não se passou assim nada de especial, mas todos os dias - todos - o "Record" tinha uma secção intitulada "Mercado a ferver". Há a propensão para a caça a notícia, e quando não há inventa-se. Não há "coletes amarelos" portugueses porque eles andam entretidos com isto. E, no caso dos sportinguistas, a comentar em blogues e nas redes sociais.

(Imagem roubada aos "Truques da Imprensa Portuguesa")

Este título é um bocadinho estranho, não?

"Sérgio Conceição, Sporting e penáltis. Uma equação que não combina"

Bem, isso até pode ser verdade do ponto de vista de um adepto do FC Porto. É capaz de ser esse o ponto de vista do jornalista: desconheço. Mas não é, de forma nenhuma, o ponto de vista de um sportinguista, para quem a história demonstra que Sérgio Conceição, Sporting e penáltis combina muito bem. A que propósito é que, neste título, o Diário de Notícias adotou um ponto de vista preferencial?

A minha fé

A minha fé era que, se fôssemos a penaltis, a situação descrita neste texto de há um ano se repetisse. E repetiu tal e qual. Tal como há um ano dei os parabéns a Jesus, este ano dou-os a Keizer - por darem confiança aos jogadores. E dou-os também ao Nani e ao Bas Dost, que desta vez não falharam (em dose dupla para o Dost, que também não falhou no momento mais importante do jogo). E ao Coates, que voltou a falhar o penalti mas nem por isso deixou de ser provavelmente o melhor jogador da "final four". E ao Renan. E a toda a equipa.

O Sporting tem toda a sorte na forma como ganha o penalti no fim do jogo (tem tanto de desnecessário como de indiscutível). Mas teve todo o azar com o André Pinto. O facto é que ganhou e ganhou bem. Há seis meses isto não parecia possível. 

Deve ter sido por isso que ele desta vez quis a indemnização toda

O até anteontem técnico do Sporting foi retratado de forma magistral neste blogue, num texto antigo de José Navarro de Andrade cuja leitura eu sugiro aos nossos leitores. Farto-me de rir com as notícias de que foram o Beto e, principalmente, o Hugo Viana a comunicarem ao José Peseiro o seu despedimento, e questiono-me se o diálogo terá sido como o relatado no texto que referi.

E Rui Vitória?

Rui Vitória não é o melhor treinador do mundo, mas aposta na formação e seria provavelmente a melhor opção para o Sporting nesta altura. Melhor do que qualquer uma das que são faladas. Eu, que nunca pude ver o Peseiro à minha frente, quer da primeira quer da segunda passagem pelo Sporting, verifico que se calhar teria sido melhor deixá-lo ficar mais uns dias, a ver o que Luís Filipe Vieira fazia.

Mais uma conferência de imprensa patética

O discurso "estamos a disputar as competições todas" foi muito usado, e muito justamente, por Jesus na época passada, mas numa altura em que estar a disputar todas as competições era um indício de sucesso, isto é, em Fevereiro e Março. Esse discurso nunca deve ser feito antes disso; tê-lo antes do Natal, então, não faz sentido nenhum.
O atual treinador do Sporting veio com esse discurso para defender o sucesso do seu trabalho... ontem, em pleno mês de Outubro, ainda nem a hora de inverno estava em vigor. O que é que José Peseiro acha portanto um sucesso? Não estar afastado do título ao fim de 7 jornadas, como sucedeu na época de 2012/13? Não ter sido eliminado da Taça à primeira pelo Loures?

Virar de página

A derrota de Bruno de Carvalho é total.

É total pela participação recorde que o ato eleitoral teve, contrariando assim a sua desvalorização e os apelos à não participação e demonstrando que a sua impugnação é um cenário em que os sportinguistas não se revêem.

É uma derrota total também pela vitória do candidato que Bruno de Carvalho e os seus apoiantes mais detestavam: o "fivelas"; o "traidor". Vítima de insultos, infâmias e difamações, manteve sempre a elevação que o caracteriza. E ao Sporting.

Parabéns ao presidente eleito Frederico Varandas. Parabéns aos candidatos derrotados, ao João Benedito acima de todos. Protagonizaram uma jornada que dignificou o nome do clube.

Viva o Sporting!

Algo que gostaria de entender

O início da época futebolística em Itália é só no próximo fim de semana. Já em Espanha o início da época é como a hora de jantar: no início de Setembro. São dois países produtores de azeite e vinho como Portugal. Por que razão cá se segue um calendário à inglesa, com as primeiras jornadas do campeonato a decorrerem com a maioria dos portugueses de férias? (Já referi neste blogue a minha proposta: em Agosto deveria jogar-se a fase de grupos da Taça da Liga.)

O exemplo de Mandela

No dia em que se cumpre o centenário do sócio de mérito do Sporting, recordo o filme "Invictus" onde é contada a forma como, através do desporto, já como presidente eleito e depois de tudo por aquilo que passou, conseguiu unir um país desavindo com fraturas profundas, recusando sempre o caminho da vingança. Recomendo este filme bastante inspirador, esperando que sirva de exemplo aos futuros dirigentes do Sporting, já que não serviu aos anteriores.

 

Comentários ao calendário (se for mesmo o definitivo...)

Geralmente era costume atribuir os prémios da época anterior e fazer o sorteio da nova época de manhã ou ao fim da tarde. Desta vez fizeram-no depois do jantar, onde devem ter sido servidos diversos cocktails, e deu nisto. Esta imagem vai entrar para a história como mais uma piada do futebol português.

 Quando vi o sorteio original (entretanto anulado) fiquei irritadíssimo. O Sporting jogava entre a 3ª e a 7ª jornadas os dois principais jogos da época em Alvalade, com tudo o que isso acarreta em prejuízo de interesse competitivo para o resto do campeonato e em dificuldades para os sócios e adeptos, principalmente os que não têm gamebox. Ter os dois jogos em casa tão próximos obrigaria a um esforço financeiro suplementar concentrado no tempo, numa altura do ano em que também existem outras solicitações financeiras extra. O jogo com o Benfica, na terceira jornada, era em pleno mês de Agosto, numa altura em que muitos sócios e adeptos se encontram ainda legitimamente de férias. Esta é uma altura em que o campeonato não deveria ainda ter começado. Quanto muito, poderia estar a começar, mas não deveria haver jogos entre equipas grandes. É absurdo o campeonato português começar tão cedo: compare-se por exemplo com o espanhol. A isto acresciam duas deslocações seguidas (Chaves e Tondela), nas jornadas 17 e 18, muito próximas no tempo e muito distantes geograficamente de Lisboa, a fazerem lembrar uma situação semelhante há duas épocas (jogos em Chaves e na Madeira no intervalo de uma semana, com um outro jogo para a Taça em Chaves a meio da semana).

Esta situação relativa aos jogos grandes não se verificaria se tivessem sido mantidos os condicionantes razoáveis, que eram usados nas épocas anteriores, que Sporting e FC Porto queriam que se mantivessem mas que os restantes clubes da Liga rejeitaram. Seria bastante injusto ser um destes dois clubes penalizado pelo calendário por este motivo.

Felizmente houve a correção do sorteio e, no calendário entretanto corrigido, o que antes sucedia ao Sporting passou felizmente a suceder, como era justo, ao principal responsável pela alteração dos condicionantes: o Sport Lisboa e Benfica, que anteriormente votava com Sporting e FC Porto favoravelmente a um regulamento que não prejudicava nenhum dos clubes mais representativos e que movem multidões, mas recentemente passou a votar em conjunto com os clubes mais pequenos. As duas deslocações seguidas nas jornadas 17 e 18 de que falei passaram a ser, para o Benfica, ao campo do Santa Clara e a Setúbal (pena não ser a Chaves). Em contrapartida, nessas mesmas duas jornadas, o principal aliado do Benfica (e o outro grande responsável pela alteração dos regulamentos), o Sp. Braga, desloca-se a Portimão... e à Madeira. Como diria o saudoso João César Monteiro, adorei, adorei, adorei.

Sem dúvida um dos piores treinadores de sempre

O mais grave em José Peseiro é que continua a considerar-se um grande treinador, numa modéstia muito sua que deve ter aprendido com o seu mestre Carlos Queirós. Mas o pior mesmo de tudo é que muitos sportinguistas também ainda o consideram um grande treinador. Vejamos então o que possa justificar as saudades que alguns sportinguistas sempre sentiram de Peseiro.
Segundo o próprio, "esteve até ao final a disputar a Liga". Só que esquece-se de referir (e os sportinguistas que o apreciam pelos vistos também se esquecem) de que esse campeonato de 2004/05 foi o mais nivelado por baixo de que há memória nas últimas décadas em Portugal (ao contrário dos outros que Peseiro refere em que o Sporting esteve na luta até ao fim, nomeadamente os de 2006/07 e 2015/16 - campeonatos nivelados muito por cima). O Sporting de Peseiro terminou essa época com a fabulosa pontuação de 61 pontos em 34 jornadas, correspondendo a 18 vitórias, sete empates e nove derrotas, com 66 golos marcados e 36 sofridos. Na época passada, tal pontuação daria direito a um quinto lugar, e mais próximo do sexto (que seria o Rio Ave) que do quarto, o Sp. Braga (que fez 75 pontos - mais 14 que o Sporting de Peseiro). Nas últimas épocas o Sp. Braga tem consistentemente ficado acima dessa pontuação, pelo que num ano normal do futebol português o Sporting de Peseiro ficaria pelo 5º lugar. (Diga-se que o mesmo seria válido para o Benfica e o FC Porto dessa época de 2004/05 - por isso foi nivelada por baixo.)
Os saudosistas de Peseiro recordam ainda mais a "fantástica" época europeia do Sporting. Mas o que teve essa época de fantástico? Na fase de grupos da Taça UEFA o Sporting ficou em terceiro - só prosseguiu na competição porque foi repescado (ainda não havia a regra da repescagem dos terceiros classificados da Liga dos Campeões). Nos critérios atuais, o Sporting não teria passado da fase de grupos. Na fase a eliminar admito que houve mérito do Peseiro e alguns bons jogos, mas houve desde logo sorte nos sorteios - só calharam equipas inglesas e holandesas, que jogavam um futebol aberto, sendo que as equipas inglesas eram de segunda linha. A passagem da meia final só foi conseguida no último minuto (embora o Sporting tenha feito para a merecer). Mas quando, na final, lhe apareceu uma equipa matreira, viu-se do que aquele Sporting era capaz.
Em resumo: para consumo interno, a época foi uma miséria; na Europa, houve mérito misturado com muita sorte. Na época seguinte, nem isso: em 2005/06 o Sporting de Peseiro foi eliminado nas pré-eliminatórias da Liga dos Campeões pela Udinese e logo de seguida da Taça UEFA pelo poderoso Halmstad, não chegando sequer à fase de grupos. O início da época era desastroso também no campeonato, com três derrotas em sete jornadas, até Paulo Bento pegar na equipa.
O que é pior nisto tudo é que poderia ter-se dado o caso de Peseiro ter falhado no Sporting mas ter sido bem sucedido noutros clubes (algo que temos que admitir que foi o caso com vários outros treinadores como Bobby Robson, Fernando Santos ou Jorge Jesus). Mas não é esse o caso com Peseiro, que mais recentemente passou pelo FC Porto e por clubes com bem menos ambições que o Sporting, como o Sp. Braga e o Vitória de Guimarães. Em todos falhou, em nenhum deles deixou saudades. Sempre com os mesmos erros, sempre com o mesmo tipo de futebol ingénuo, sem demonstrar nenhuma evolução enquanto treinador. Não tenho dúvidas em incluí-lo no top-3 dos piores treinadores que passaram pelo Sporting, em conjunto com Carlos Queirós e Paulo Sérgio. E não compreendo como pode haver sportinguistas que esperem alguma coisa dele.

Com esta escolha de Cintra para treinador, já não sei se o Bruno seria destituído

E não percebo como, com esta escolha de treinador, a Comissão de Gestão pode falar em querer recuperar os jogadores que rescindiram. Que bom jogador quer ser treinado por Peseiro? Obrigar um jogador a ser treinado pelo Peseiro é motivo para rescisão com justa causa, tanto ou mais que ter como presidente o Bruno de Carvalho.

Obrigado, Bryan

 

penálti marcado pelo Bryan Ruiz contra a Suíça é o melhor penálti da história do futebol. Não foi por acaso: nos instantes antes de o marcar o Bryan calculou a trajetória ideal da bola considerando todos os graus de liberdade devidos; não só os do esférico, mas os da baliza (nomeadamente da trave) e do guarda redes (nomeadamente das suas costas), e a sua melhor influência na trajetória ideal, resultando assim um penálti verdadeiramente indefensável. O Bryan é uma pessoa educada e que confia na ciência: no seu país, faz campanhas em prol da vacinação obrigatória. E é uma pessoa muitíssimo bem formada, capaz de numa noite gelada ceder um casaco a uma criança que alguém estupidamente obrigou a usar calções e camiseta (não me admiraria se quem mais tarde o chamou e aos colegas "menino mimado" o tivesse repreendido por esta quebra de protocolo). Só foi pena, num célebre Sporting-Benfica em Alvalade, ter calculado também outra trajetória ideal para uma bola, mas ter sido traído por uma falha na relva à boca da baliza. Foi um enorme prazer e um orgulho contar com este excelente ser humano ao serviço do Sporting Clube de Portugal. Obrigado, Bryan. 

A primeira medida

Mesmo sendo somente uma Comissão de Gestão e não uma direção eleita, a primeira medida a tomar, com caráter de urgência, deve ser a apresentação de um pedido de desculpas formal, incondicional e sincero a todos os envolvidos na invasão da Academia, no passado dia 15 de Maio: jogadores e anterior equipa técnica. Acredito que o clube não tenha tido nada a ver com esse ato tresloucado, mas não pode ignorar que esse ato foi feito em seu nome (do clube) e nas suas instalações. Não podendo apagar esse vergonhoso episódio, restaura-se pelo menos a ainda mais vergonhosa reação da direção anterior. De seguida, espero que se possa falar, na maioria dos casos, na reversão das rescisões.

...e uma proposta

Este anúncio de Bruno de Carvalho vem atrapalhar todo o trabalho da Comissão de Gestão - deve ser esse mesmo o seu objetivo. Seja esse trabalho a contratação de um treinador credível, seja sobretudo a resolução do problema (criado por Bruno de Carvalho) das rescisões dos jogadores. Nada disto será possível enquanto Bruno de Carvalho permanecer como uma sombra. O Sporting não pode estar refém de Bruno de Carvalho até Setembro. Na impossiblidade de uma interdição rápida, proponho à Mesa da Assembleia Geral ainda em exercício a convocação de uma nova assembleia geral, tendo como ponto único a expulsão definitiva e irrevogável de Bruno de Carvalho como sócio.

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