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És a nossa Fé!

Uma medalha que não deveria ser portuguesa

Pode não ser a opinião de muita gente, mas é o que me vai na alma.
Pedro Pichardo veio para Portugal porque o Benfica lhe acenou com um maço de notas para se naturalizar português, para poder dizer que também dava medalhas olímpicas ao país. Poderia perfeitamente ser atleta do Benfica e cidadão cubano. Se não queria competir por Cuba, por ter um conflito com o seu país, poderia simplesmente ter competido com a bandeira olímpica. Mas isso não interessaria ao Benfica, que não tolera que o Sporting seja visto como o clube cujos atletas mais medalhas olímpicas ganham. E assim se procedeu a uma naturalização em tempo recorde (seis meses após a sua chegada) - não sei ao abrigo de que critério, mas o Benfica pode sempre tudo. Será assim que se desenvolve o desporto em Portugal - a naturalizar atletas de países com menos recursos financeiros?
Nada disto retira mérito ao atleta e à sua medalha, obviamente. É um grande campeão. Acho também naturalíssimo que o seu clube celebre a medalha. E também a cidade onde vive - a medalha foi ganha por um dos seus. Mas se esta é uma medalha "portuguesa", então talvez seja melhor acabar de uma vez com esse conceito de nacionalidade atribuído às comitivas e às medalhas olímpicas, que vem do início das Olimpíadas, no final do século XIX e no rescaldo da Conferência de Berlim, mas que é bem diferente nos dias de hoje. Enquanto não for esse o caso, e embora saiba que Portugal esteja longe de ser um caso único como este (em Espanha há dezenas de casos, grande parte deles também à custa de Cuba), não concordo que Portugal fique com o proveito de uma medalha para a qual pouco ou nada contribuiu.
Uns esclarecimentos finais: esta minha opinião aplica-se à medalha de Pedro Pichardo, mas obviamente não às outras medalhas olímpicas portuguesas nestes jogos (nesse sentido são lamentáveis as declarações de Bessone Basto). Também não se aplica às medalhas de Francis Obikwelu ou Nélson Évora. Talvez se aplicasse a Auriol Dongmo, tivesse a atleta do Sporting sido medalhada (e muito contente ficaria eu com essa medalha), embora a sua naturalização tenha decorrido num prazo normal. Nada do que eu escrevi justifica o mau perder do grande campeão Nélson Évora, que muito mal lhe ficou.

Coisas que eu mudaria nas imediações do Estádio de Alvalade

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À medida que se vai conhecendo a "Cidade Sporting" verifica-se um muito melhor aproveitamento do espaço entre o estádio e o pavilhão João Rocha. No entanto, e a meu ver, a "Rotunda do Leão", na sua presente forma, deveria ser revista. Nem tanto pelos motivos que referi aqui: o tempo, e a gravidade, encarregar-se-ão naturalmente desse verdadeiro culto da personalidade que é uma das inscrições na estátua do leão.

Obviamente acho muito bem que exista uma estátua ao leão no exterior do estádio. Não estou a discutir os méritos estéticos daquela estátua em particular. O que eu contesto naquela estátua (além das inscrições laterais, ou pelo menos uma delas) é a sua colocação e a sua orientação.

Parece-me óbvio que qualquer estátua deveria ter a frente voltada para o exterior do estádio. Quem tirar uma foto ao enquadramento da estátua com o estádio só pode fotografar o traseiro do leão. Quem fotografar a estátua de frente ou de lado não apanha o estádio. Uma foto isolada daquela estátua não permite reconhecer o local. A isto acresce que o leão deve ser visto por quem chega ao estádio. Assim como está, ainda mais estando ao lado da garagem, aquela estátua funciona como uma despedida de quem sai da garagem do estádio. É isto que se pretende?

Falei em tirar fotografias. Qualquer visitante do estádio e do museu desejaria ter uma foto sua ao lado da estátua. Isso é muto difícil com aquela estátua, pelo menos com aquela configuração. Não há nenhum espaço pedonal ao seu lado. Quem tentar tirar uma foto ao lado da estátua arrisca-se seriamente a ser atropelado.

Haveria necessidade de colocar aquela estátua numa rotunda, com tanto espaço pedonal disponível entre o estádio e o pavilhão?

Aquela "Rotunda do Leão" é, sem tirar nem pôr, uma rotunda de província. Deve ter sido projetada por algum amigo do comendador Marta Soares.

Coisas que eu mudaria no Estádio de Alvalade (II)

Uma vez que o estádio está a ser alvo de (bem vindas) remodelações, eu espero que sejam removidas as faixas alusivas às claques existentes no topo sul, por trás da baliza de onde costumam surgir os petardos (simétricas das alusivas aos títulos que referi anteriormente nesta publicação). Não estou a defender a extinção das claques nem a discutir os seus apoios, mas elas não devem estar presentes de forma permanente no estádio, como se fossem entidades oficiais que fazem parte do clube. Não devem ter esse estatuto. As claques que façam as suas próprias tarjas e que as pendurem. As claques é que se devem adaptar ao estádio, e não o estádio às claques.

Qual dos jejuns custou menos?

É uma pergunta com que eu me debatia com frequência, à medida que o jejum de campeonatos que agora acabou ia avançando, e ano após ano parecia inevitável que acabássemos a igualar o jejum anterior ou mesmo a aumentá-lo em um ano, como acabou por suceder: qual destes dois jejuns custou mais? Qual foi mais difícil de ultrapassar?

Se olharmos para os dados (como está na moda), parece fácil concluir que o primeiro jejum foi mais difícil do que este. Agora foram 19 anos, é verdade, quando anteriormente tinham sido 18. Mas nesses 18 anos tudo o que o Sporting ganhou foi uma taça e duas supertaças. Nestes 19 anos mais recentes o Sporting ganhou quatro taças, três supertaças e três taças da liga (que no jejum anterior não existiam). Tirando aquela supertaça de 1988 (um troféu que conta muito pouco, e a que o Sporting chegou como finalista derrotado da taça de Portugal), foram 13 anos sem ganhar nada: entre 1982 e 1995. A taça de 1995 foi o primeiro troféu importante de que eu me lembro o Sporting ganhar. No jejum de campeonatos mais recente, os jejuns efetivos de títulos mais longos foram, primeiro, de cinco anos (até à taça de 2007) e depois de sete (entre 2008 e 2015). Mesmo assim, creio que o Sporting nunca verdadeiramente se desabituou de ganhar alguma coisa ao longo deste jejum. No primeiro jejum, ganhar um troféu era uma miragem.

Acresce que durante o jejum mais recente o Sporting foi seis vezes segundo classificado, enquanto no jejum anterior havia sido somente três vezes segundo.

Visto assim, parece óbvio que o primeiro jejum custou mais do que o segundo, e talvez tenha custado. Mas de outro ponto de vista este jejum mais recente custou mais: durante estes 19 anos, o Sporting bateu no fundo. Muito mais fundo do que havia batido no jejum anterior. No jejum anterior o Sporting foi por diversas vezes quarto classificado (seis), mas classificou-se sempre para as competições europeias (mesmo por vezes só por um ponto: em 1988 e 1998). Neste jejum, o Sporting foi por três vezes quarto, mas a isso acresceu aquele miserável sétimo lugar, pior classificação de sempre, um recorde (nunca ter ficado abaixo de 5º) perdido, e não qualificação para as competições europeias.

O outro ponto em que o Sporting bateu no fundo neste jejum, bastante debatido e evocado, foi evidentemente a invasão da Academia de Alcochete e tudo o que se lhe seguiu.

Postas assim as coisas, eu já não sei dizer qual dos jejuns terá sido pior. No primeiro a sensação de fracasso era mais permanente. No segundo houve mais momentos de felicidade, mas os momentos de infelicidade foram bem mais dolorosos que no primeiro.

Há uma razão para o segundo custar mais, e provavelmente decisiva. O primeiro grande jejum era o primeiro. O segundo já não era o primeiro. Quando o primeiro jejum acabou esperávamos nunca mais passar por outro igual. Infelizmente passámos logo a seguir por outro, em certos aspetos pior. O que o segundo jejum nos trouxe de pior é que faz-nos temer que talvez este jejum de campeonatos seja o nosso destino habitual, e que os campeonatos ganhos talvez sejam exceções. Não podemos deixar que esta sensação se instale. Para isso não podemos cometer os mesmos erros.

Sorte e merecimento

A capa de "A Bola" que o Pedro Oliveira nos trouxe aqui, anunciando o fim do primeiro grande jejum de títulos do futebol do Sporting, em 2000, tem como título "Merecem". Creio que era esse o sentimento generalizado na altura relativamente ao título do Sporting, como era em 2002 e é em 2021. Na maior parte dos casos que eu conheço, e na generalidade da opinião pública, é reconhecida a justiça do título leonino. Com os nossos rivais nem sempre é assim. Não são raras as vezes em que ganham com sorte, sem convencerem, e em que a crítica se divide sobre o seu mérito. Não é sempre, atenção: obviamente, muitas vezes são campeões com reconhecimento geral. Mas nos anos mais recentes, pode dizer-se que pelo menos o Benfica em 2005 e o FC Porto em 2007 foram campeões sem convencerem, e outros poderiam perfeitamente ter sido os campeões. Mesmo o FC Porto em 2013 e o Benfica em 2016 terão tido mérito, mas não me parece que fossem as melhores equipas daqueles campeonatos. É uma sensação que é estranha para um sportinguista. São muito mais as vezes que o Sporting tem azar do que as que tem sorte. Mesmo assim, às vezes o Sporting tem sorte, mas é raro essa sorte dar troféus. O único troféu que eu me lembro de o Sporting ter ganho com sorte foi a taça da Liga de 2019, com Keizer (e mesmo assim teve o azar de ter uma equipa bem desfalcada nessa final). Nunca ganhou assim um campeonato.

Pode ter-se sorte numa eliminatória ou mesmo numa final, mas para se ter sorte numa prova de regularidade como um campeonato é preciso dominar o "sistema". E isso sabemos que não é com o Sporting. Provavelmente vamos continuar, portanto, sem saber o que é ganhar um campeonato "com sorte". O que é preciso é que os vamos ganhando com frequência.

Particularidades do título do Sporting (2)

O texto que se segue é integralmente da autoria da página Sporting Brasil (o Sporting tem muitos, e muito ativos, adeptos no Brasil). Reproduzo-o aqui na grafia original com a devida vénia.

Alguns fatos:
O Sporting é a equipe com menos gols sofridos (20) nos 10 principais campeonatos europeus. Só indo até o 11.º país do ranking UEFA (Escócia) podemos encontrar o campeão Rangers FC com apenas 13 gols sofridos.
Luís Maximiano é o primeiro jogador da história do Sporting a ser campeão nacional nos iniciados (2013), juvenis (2016), juniores (2017) e equipe principal (2021).
Dário Essugo é o mais jovem campeão na história dos Campeonatos Nacionais. Realizou a sua estreia com apenas 16 anos e seis dias contra o V. Guimarães (24.ª rodada).
Com 37 anos, dois meses e 23 dias, João Pereira é o mais velho campeão nacional da história do Sporting, batendo João Azevedo de 36 anos de idade, oito meses e 24 dias.
11 jogadores formados campeões nacionais em 2020/2021 (Luís Maximiano, Eduardo Quaresma, Gonçalo Inácio, Nuno Mendes, João Palhinha, Tomás Silva, Daniel Bragança, João Mário, Dário Essugo, Jovane Cabral e Tiago Tomás). Foi superado o máximo anterior de 10 jogadores formados em Alvalade campeões nacionais em 1981/1982 (Carlos Xavier, Virgílio Lopes, Vitorino Bastos, Zezinho, Augusto Inácio, Francisco Barão, Ademar, Freire, Alberto e Mário Jorge).

Particularidades do título do Sporting

Como já foi referido, este título do Sporting teve a particularidade de ter sido obtido num ano ímpar. Desde 1953 que o Sporting não era campeão num ano ímpar. O que tem como consequència que desde 1954 (ano em que conquistou o tetra) que o Sporting não é campeão por dois anos seguidos. O bicampeonato tem que ser o principal objetivo para a próxima época, que tem que ser planeada a pensar nisso.

Analisando a história das classificações do Sporting, conclui-se que desde esse ano de 1954, a seguir a um título de campeão segue-se quase sempre um mau campeonato, com classificações abaixo do 2º lugar. A única exceção foi na época de 1971 - 2º lugar após o título de 1970. Desde esse tetracampeonato de 1954, só por três ocasiões o Sporting ficou dois anos seguidos (ou mais) acima do terceiro lugar: em 59/60 e 60/61 (dois segundos lugares), os referidos 69/70 e 70/71 e o bem mais recente "tetravicecampeonato" de Paulo Bento (e Soares Franco), entre 2006 e 2009, que eu sempre elogiei e sempre elogiarei. O título recém conquistado foi importantíssimo, mas mais importante (e mais histórico) será ser bicampeão em 2022. Toda a equipa terá que ser motivada para isso. E tem que haver estabilidade na equipa técnica e no plantel.

A propósito da equipa técnica: desde 1974, foi a primeira vez que o Sporting foi campeão tendo mantido um treinador da época anterior (pelo que foi dito, sem ter sido campeão). Desde então o Sporting só tinha sido campeão com treinadores estreantes, por vezes entrando mesmo com a época em andamento. E a maior parte das vezes os treinadores campeões não terminavam a época seguinte - por vezes, como Allison em 1982, nem a começavam. Foi esta tradição que Rúben Amorim veio quebrar. Esperemos que continue a contrariar a tradição e nos dê o bicampeonato.

Se isto é um "clube de racistas"

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"Não gosto do Sporting. No meu bairro, era um clube de elite, da polícia, que não gostava das pessoas de cor, era racista", garantia há dez anos em entrevista ao Expresso essa luminária chamada Eusébio da Silva Ferreira. Eusébio tinha todo o direito de não gostar do Sporting, mas ou tinha má fé ou deveria ser muito distraído. Segundo consta, Eusébio almoçava todos os dias no mesmo restaurante em Lisboa. Um restaurante bem caro, pelo menos para os meus padrões, e onde o serviço nem é nada de especial. Mas ainda hoje consta ser frequentado por conhecidos benfiquistas (e o Sporting é que é um "clube de elite"): presumo que, para se ter o melhor serviço, deva ter que se apresentar o cartão de sócio do glorioso

Na noite da passada terça feira este restaurante estava no mais absoluto silêncio, como era de se esperar. Quem fazia a festa era um restaurante africano mesmo em frente, encostado à linha do comboio. Tudo decorria dentro da ordem, como deve ser nesta altura, sem nenhum problema ou risco especial, sob o olhar da polícia (que não sei se era "sportinguista"). Com música, imperiais e distanciamento. Os sportinguistas estavam na rua, e estendiam-se mesmo acima da passagem pedonal da linha do comboio, ornamentando-a como a fotografia ilustra. Mas o centro da festa ali era o restaurante africano.

O que diria o Eusébio se visse aquilo? Direi mesmo que passar por este bairro de Lisboa e comparar o restaurante "benfiquista" com o "sportinguista" serviria para desmontar muitos estereótipos.

Os não campeões

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Parece que foi há uma eternidade, mas esta imagem só tem uma semana. Foi em Vila do Conde, e foi a imagem de que eu mais gostei do jogo entre o Sporting e o Rio Ave. Gosto muito do Fábio Coentrão e tenho muita pena de que não tenha chegado a ser campeão pelo clube do seu coração. Ficar-lhe-ia bem este título, como também ficaria bem ao Bruno Fernandes - mas espero que o Bruno um dia volte para ser campeão. E ao grande Mathieu. Ao contrário do Coentrão e do Bruno, haveria uma solução para fazer do Mathieu campeão. Ele é um jogador livre, pelo que pode ser contratado a qualquer altura. Pelo que fe pelo clube num passado recente, tendo feito parte do trabalho até há bem pouco tempo (e deixado de fazer por motivos tristes), não me pareceria descabido o Sporting inscrevê-lo só para jogar uns minutos e ser campeão. Ele merecia. 

Obrigado, Rúben

Que grande discurso do Rúben Amorim. Sem um pingo de deslumbramento. Com os dois pés perfeitamente assentes no chão. Que exemplo.

É sem dúvida um dos maiores responsáveis por esta campanha vitoriosa. Provavelmente o maior. Muito obrigado, Rúben, e desculpa tudo o que eu disse e escrevi de ti.

Mais, quero mais

 

Talvez ainda não tenha interiorizado tudo o que aconteceu, como se o que aconteceu fosse corriqueiro. Mas neste momento penso sobretudo em ganhar os dois jogos que faltam da temporada (é no que devem pensar jogadores e equipa técnica) e repetir uma época assim já para o ano (é no que deve pensar a estrutura dirigente). Sabem quantas vezes o Sporting terminou uma época sem derrotas no campeonato? Mais importante: sabem há quantos anos o Sporting não vence dois campeonatos seguidos? Pois. Pensem nisso. E agora, depois de dizer isto, quero dar os meus parabéns a esta fantástica equipa. Muito obrigado.

O Emanuel não merecia isto

 

Os sportinguistas têm um justo orgulho nas medalhas olímpicas conseguidas pelos seus atletas, prova do histórico eclectismo do clube. Mas a verdade é que essas medalhas são troféus dos atletas. Embora o clube possa reclamar alguns créditos, a verdade é que não foram conquistadas ao serviço do clube. Não têm por isso de estar no museu nem em nenhuma sala de troféus. E na sua maioria não estão, fisicamente (só são mencionadas). No caso do Museu do Sporting, há duas exceções: uma das duas medalhas do Carlos Lopes, e a medalha do Emanuel Silva. O facto de estes atletas terem depositado as suas medalhas no Museu do Clube, a meu ver, é uma enorme prova de sportinguismo.
O Emanuel Silva é um Sportinguista com S grande, e na cidade de Braga. A cidade de Braga é a capital do antisportinguismo primário, traduzido da forma mais perfeita no presidente da agremiação local. No fim de semana passado, embora o melhor resultado para o Sp. Braga fosse a vitória do Sporting (de forma a chegarem ao terceiro lugar), sei de muitos adeptos desse clube que preferiam uma vitória do Benfica. Não necessariamente por benfiquismo (embora haja por lá muitos benfiquistas), mas por antisportinguismo primário e doentio.
É muito difícil ser-se sportinguista em Braga. É muito difícil os miúdos na escola em Braga dizerem que são do Sporting. Merecem assim louvor o Núcleo Sportinguista da cidade e sportinguistas como o Emanuel Silva, que é uma referência local entre sportinguistas e não só. Ir a Braga e visitar a Pastelaria Viena (perto do Retail Center), para um sportinguista, deve ser como ir a Coimbra e visitar o Café Brasil.
Um clube não é só feito de cifrões e livros de contabilidade. Um clube desportivo é feito de atletas. Um clube precisa de referências, e a maior referência sportinguista em Braga (que, ao contrário de outros, nunca se coibiu de afirmar o seu sportinguismo) é o Emanuel Silva. Por tudo isto, o Emanuel Silva merecia terminar a sua brilhante carreira de atleta ao serviço do Sporting.

 

Deu gosto, sim

Eu nem dava muita importância ao troféu que o Sporting acabou de ganhar. Dou muito mais importância à verdadeira taça de Portugal, e dessa infelizmente o Sporting já foi eliminado. No entanto, dou importância a todas as provas e penso que o Sporting deve ter como objetivo sempre ganhar todas as provas que estejam ao seu alcance.

Se este ano desvalorizei a taça da Liga, foi porque ela foi disputada em moldes muito pouco competitivos na primeira fase, que praticamente não existiu. Tudo foi feito para proteger os grandes e o Braga, com o objetivo de os ter nas meias finais disputando um mínimo de jogos (dados os condicionantes desta estranha época desportiva). Não me parece correto: todos os clubes que são parte da Liga deveriam ter o direito a disputá-la. Ou se disputava como deveria ser, ou então mais valeria não a disputar este ano. Foi isso que o Sporting defendeu. Essa posição não prevaleceu, e a prova disputou-se desta forma injusta para os outros.

É curioso notar que o Braga gosta muito de se queixar do predomínio dos grandes e da maior atenção que lhes é dada. Quando fala assim, o Braga gosta de falar em nome dos clubes mais pequenos, que são prejudicados pelos outros. Mas desta vez o Braga foi tratado como um "grande", com uma passadeira vermelha até à meia final como os outros, e não o vimos queixar-se da discriminação para com os "pequenos". Pelos vistos tudo está bem desde que se discrimine a favor deles também.

Foi por isso que deu gosto ganhar esta final. No resto, foi um jogo como os outros. O presidente do Braga é que se deveria questionar sobre por que fica ele com uma azia tão grande quando perde com o Sporting.

Isto é de um clube gerido como uma rulote

Aliás, peço desculpa: tenho a certeza de que as senhas da rede das rulotes são mais complexas. E há que frisar que estes factos não tiveram origem com a direção anterior: vêm pelo menos desde 2010.

David Luís Tojal revelou que, quando entrou para o clube de Alvalade, em 2010, "as credenciais tinham três carateres e a maioria eram SCP", uma informação que gerou algumas gargalhadas na sala de audiência.

"Sugerimos aumentar a complexidade para oito carateres. Isso foi feito, mas a própria administração do Sporting pediu para retirar porque era demasiado para a cabeça deles", contou a testemunha, acrescentando que passou o nível de complexidade mínimo para seis carateres: "Quando chegava um novo utilizador, tínhamos de criar conta e password, e muitas vezes a password era 'SCP123'. Pedíamos para alterar, mas muitos não mudavam a password."

 

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