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És a nossa Fé!

Saber quando sair

No final de Fevereiro deste ano escrevi aqui que não acreditava na capacidade deste presidente para dirigir o nosso clube. Ao longo dos últimos meses esperei, caladinho, por não ter razão. A entrevista de sábado não foi mais do que a confirmação que Varandas não tem quaisquer condições para se manter como presidente do nosso clube. Num clube democrático como é o Sporting, eleições não são, de todo, uma forma de instalar qualquer confusão. São acima de tudo o meio para que os sócios do clube possam escolher a melhor opção para nos dirigir. Ninguém podia esperar, depois da desastrosa pré-época, que na entrevista de sábado o presidente Varandas pudesse surpreender. Infelizmente os problemas de comunicação, tão evidentes desde que se assumiu como candidato, não eram apenas problemas de comunicação. Não se pode aceitar o nível de amadorismo que tem pautado este último ano. Todos temos que saber o tamanho das nossas pernas. Ninguém questiona o Sportinguismo do presidente e dos que o acompanham na direcção. Se isso chegasse, todos poderíamos ser presidentes do nosso clube. 

Espero que o presidente tenha a humildade para reconhecer que não há nada que possa fazer que consiga inverter o que fez no último ano. E saia.

O fim em Agosto

Depois de ontem, pensar o quê e no quê? Estamos, época atrás de época, a dar tempo, seja a treinadores, a presidentes e a jogadores. O pior de ontem não foi sequer o resultado por muito mau que tenha sido. Foi olhar para a equipa, para o treinador e para o presidente e não ver qualquer futuro. É isso que me aflige. Depois de um ano estamos pior. O que podemos esperar esta época, estando em Agosto? Depois de uma pré-época desastrosa, sem uma única vitória, e pior, sem qualquer jogo com uma identidade, um fio de jogo que se aproveitasse. Alguém acredita que poderemos lutar pelo primeiro lugar contra o Benfica e o Porto? A verdade é que não há a certeza que poderemos lutar pelo terceiro lugar com o Braga. Ao fim de um ano foi isto que Frederico Varandas nos trouxe. Não há outra forma de o dizer. Estamos em Agosto e com estas exibições eu só quero que a época acabe o mais rápido possível.
É triste, não é?

Mais uma ficha, mais uma volta

Está por horas, parece, a maior venda de um jogador português. Os tão falados 120 milhões que o Atlético Madrid vai depositar para levar João Felix, vão bater, por larga margem, o valor pago pelo Bayern Munique por Renato Sanches. Muitos questionam-se sobre esta venda, e outras anteriores, patrocinadas sempre e em exclusivo por Jorge Mendes, o denominado super agente e os clubes que orbitam à sua volta. Invariavelmente uma venda por estes montantes poderia levar a que se questionassem outras compras, que não estando directamente ligadas, deviam levar alguém a tentar entender o porquê das mesmas serem uma reação à primeira venda.

O negócio de um agente assenta na rotatividade dos jogadores que representa. Porém Jorge Mendes, fruto do seu poderio financeiro e da vontade de investidores mundiais em ter acesso ao apetitoso mercado europeu de venda e compra de jogadores, atingiu um patamar onde aliou, a rotatividade de jogadores com o controlo efectivo sobre a política de compra e venda de jogadores de alguns clubes europeus. Presumo que Jorge Mendes, num determinado momento da sua profícua carreira de agente, percebeu que seria mais rentável ter um conjunto de clubes europeus que pudessem participar na montagem desta nova forma de transacionar passes de jogadores. Desta forma Jorge Mendes poderia assegurar aos clubes interessados o acesso, quase em exclusivo, a um conjunto de jogadores, fossem ou não agenciados por ele. Há, claro, um preço a pagar: os passes dos diversos jogadores foram inflacionados, tanto na compra como na venda, o que permite ao empresário não só um quase monopólio nos maiores negócios entre clubes, como também arrecadar avultadas comissões pelas transacções efectuadas. Negócios são negócios e cada um tenta sempre obter o melhor proveito, neste caso financeiro e desportivo. Mas não deixa de ser curioso que a Uefa acompanhe de certa forma este novo modelo de negócio, incentivando-o até. Desde a época anterior os prémios da liga dos campeões aumentaram de forma substancial. Ao promover este enorme buraco entre os clubes que participm na liga dos campeões e os que são relegados para a liga europa, a Uefa cava um fosso de proporções gigantescas entre clubes. Embora o futebol sejam sempre 11 contra 11 e orçamentos não ganhem por si jogos, torna-se evidente que com este modelo da Uefa vai ser cada vez mais difícil aos clubes que não participem de forma regular na Liga dos Campeões competir com aqueles que o fazem regularmente. A opção imediata consiste em associarem-se a modelos de compra e venda de passes de jogadores como o descrito de Jorge Mendes. Esta divisão que a Uefa fomenta origina que os grandes clubes europeus consolidem ainda mais o seu estatuto e dificulta enormemente que clubes médios possam almejar ser uma presença assídua na maior competição europeia de clubes a nível mundial.

Importa pois saber se o Sporting aceita entrar neste carrocel. A notícia da vinda de um jogador chinês por empréstimo do Wolverhampton para a equipa sub-23 leva-nos a concluir que entrámos. Só assim se explica que este jogador chegue ao nosso clube. Por muito que seja tentador conseguir efectuar vendas de jogadores por valores claramente inflacionados, convém que esta direcção esteja consciente que há sempre o reverso, isto é, seremos sempre obrigados a comprar também jogadores, independentemente da sua valia desportiva, por valores também eles inflacionados. Veja-se aliás o caso do Benfica: ainda não vendeu João Félix, mas já adquiriu o passe de dois desconhecidos por 20 milhões de euros. Jogadores esses que tinham sido vendidos pelo Sporting de Braga por cerca de 26 milhões de euros, num negócio que apenas se justifica, não pelo valor desportivo dos jogadores, mas sim como consequência de outros negócios. Certeza só há uma: quem ganha sempre é Jorge Mendes.

É este modelo de gestão desportiva e financeira que queremos para o Sporting?

Um logro

De acordo com um comunicado da direcção, sexta-feira teremos uma conferência de imprensa ou outro comunicado. Sinceramente não sei o que esperar. A desilusão não tem a ver com os péssimos resultados no futebol que a última vitória, nem de perto disfarçam. Desde a sua eleição infelizmente temos vindo a assistir a uma verdadeira penúria, para qualquer Sportinguista. Pensei, numa primeira fase, que fosse apenas um problema de como comunicar, mas depois de erro atrás de erro, fico sem dúvidas que a causa principal deste descalabro, por que é disso que falamos, se deve a uma total impreparação para gerir um clube.

Um clube não é, nunca será, uma empresa. Por muito mérito que alguém tenha na gestão de uma qualquer empresa, gerir um clube é todo outro campeonato. Esta direcção apresentou-se a eleições com um conjunto de pessoas, Sportinguistas sem dúvida, que afirmaram conhecer de forma profunda, o meio do futebol. Passados estes primeiros meses a conclusão é óbvia: não conhecem, não estão preparados para gerir um clube da dimensão do Sporting.

Então o que esperar agora e no futuro desta direcção? 

Sinceramente e por muito que me custe afirmar isto, não espero nada.

A ditadura financeira

Foi ontem sorteada a composição dos grupos na liga dos campeões. Este ano com prémios de entrada verdadeiramente apetecíveis. A Uefa mostrou finalmente a sua vontade. E esta resume-se a fazer tudo para criar uma pequena elite de 30-40 clubes europeus e garantir que sejam sempre estes a estar presentes na fase de grupos da liga milionária. Esta opção apenas se baseia no factor financeiro. Com milhares de milhões para distribuir, a Uefa preferiu centrar nestes poucos clubes essa distribuição. É, do ponto de vista empresarial a melhor opção e hoje a Uefa é apenas e só uma empresa que gera milhões de euros através da utilização de um produto que não lhe pertence. Vê se assim obrigada a aumentar os prémios aos clubes que disputam as suas competições. Mas poderia fazê-lo de outra forma, promovendo o desenvolvimento do futebol de formação, algo ligado desde sempre a clubes de média dimensão. Preferiu o caminho financeiro mais fácil. Esta décalage da liga dos campeões em relação à liga europa; apenas por comparação, se o Sporting este ano ganhar a liga europa, arrecada um total de prémios perto dos 20 milhões de euros; vai matar as escolas de formação dos mais diversos clubes. Para quê investir em escolas de futebol, se temos garantido todos os anos, apenas da Uefa, cerca de 100 milhões de euros para juntar a orçamentos já de si estratosféricos? Este aumento exponencial dos prémios de participação na Liga dos campeões foi desenhada na perfeição para os clubes das 5 principais ligas europeias, que já há anos dominam por completo esta competição. Espanhóis, Franceses, Italianos, alemães e ingleses conseguiram o que queriam, a quase exclusividade do acesso às finais desta Liga milionária. Em Portugal, como sempre, cada um olha para o seu umbigo e nada se pensa em conjunto. Este ano Porto e Benfica beneficiaram destes milhões, mas é esperado que o fosso entre a nossa liga e as outras cinco dominantes, venha de facto a aumentar.

Em Portugal, a esta verdadeira tragédia para os clubes, juntámos mais uma grande acendalha, ao não centralizar os direitos televisivos. O Benfica, na sua estratégia de dominar e condicionar os pequenos clubes, pensou que a melhor opção seria estes continuarem como até agora, sem receitas próprias que permitam adquirir os passes de jogadores acima da média e dependentes de clubes como o Benfica. Com a divulgação dos famosos e-mails, pudemos ver que há clubes que fazem pedidos como se estivessem numa loja: precisamos de 2 defesas, 3 médios, dois extremos e um avançado. Embora o contrato efectuado pelo Benfica seja péssimo financeiramente, como muitos benfiquistas o reconhecem, o seu presidente optou por manter reféns os pequenos e médios clubes por troca com um desastre financeiro com um prazo de dez anos. Porto e Sporting viram-se desde logo obrigados também a negociar sozinhos os seus direitos e a meu ver também fizeram um péssimo acordo a longo prazo.

Infelizmente não há uma declaração, uma posição oficial da federação portuguesa de futebol ou da liga. O futebol em Portugal desmorona-se por completo, afundado num caos de suspeições, enfim já são mais que meras suspeições, e dos órgãos oficiais recebemos um silêncio a todos os níveis comprometido.

Numa altura de campanha para a eleição dos órgãos sociais do Sporting, também não se ouviu, a nenhum candidato, uma declaração sobre estes temas tão importantes para o futuro do nosso clube e isso é também sintomático sobre a plena rendição de todos a esta ditadura da Uefa e às práticas abomináveis do Benfica que estão a matar o futebol português.

Pelo Clube

Dia 23, sábado, temos um dos dias mais importantes do nosso clube. É fundamental a participação de todos, o futuro do Sporting enquanto clube sério e democrático está em jogo.

O conselho directivo suspenso deve cair neste dia, para que finalmente se abram portas às tão necessárias eleições. Imaginando um cenário contrário, pelas atitudes cada vez mais descontroladas de Bruno de Carvalho, apenas podemos esperar uma interminável noite de facas longas no nosso clube. A purga terá início de forma automática, e a favor dela estarão aqueles que consideram, como Bruno de Carvalho, que o clube é deles, é sua propriedade. O nosso clube deixará de o ser, espera-nos um caminho inevitável para que no futuro as eleições não passem de meros actos administrativos. A expulsão de sócios por delito de opinião será trivial, as perseguições, ameaças, que já hoje existem, serão o quotidiano.

Que os Sportinguistas não tenham dúvidas: Se Bruno de Carvalho não for destituído, o clube, como representante de valores éticos que tanto nos orgulhamos, acaba.

Lá estarei.

Não é apenas chato

Ao contrário do que nos foi sendo transmitido ao longo dos últimos anos, ficámos ontem a saber, através de uma conferência de imprensa de Bruno de Carvalho, que afinal a situação financeira actual do nosso clube está pelas horas da morte. Tal facto apenas confirma o que infelizmente vamos nos dias de hoje sabendo: nada permite acreditar numa única palavra de Bruno de Carvalho. Não podemos aceitar que, depois de uma tão elogiada reestruturação financeira, o clube esteja em perigo de não conseguir pagar vencimentos aos seus jogadores, já no final deste mês, apenas porque um empréstimo de 15 milhões de euros está pendente de toda a situação presente. Situação essa criada exclusivamente por Bruno de Carvalho.

A posição ontem de Bruno de Carvalho, mostrando-se como uma vitima de um conjunto de pessoas que não olham aos interesses do Sporting, faz-nos de facto temer pelo real estado da situação financeira do Sporting. Em poucos meses passámos de uma situação financeira estável e controlada, com avultados investimentos em diversas áreas, para a iminência de não conseguirmos honrar os compromissos com os nossos jogadores. Perante tal cenário só temos duas hipóteses: ou a tão famosa reestruturação financeira não passou de um flop ou estamos perante uma vergonhosa chantagem aos sócios, trazendo de novo para cima da mesa a possível falência do clube.

Este facto traça definitivamente e infelizmente o modo de actuar do actual presidente, não é possível acreditar em alguém que coloca o clube nesta posição e encosta os sócios a um suposto dilema: ou eu ou o clube acaba. Foi isto que Bruno de Carvalho ontem fez.

Vergonhosa é também a forma como tenta menorizar os gravíssimos acontecimentos ocorridos em Alcochete. A transcrição dos depoimentos dos jogadores é arrepiante, atroz. Sabemos hoje que elementos da maior claque do Sporting, quando foram à nossa academia, apenas tinham um objectivo: agredir alguns jogadores já marcados e quem mais se pusesse à frente. Logo no dia seguinte estes elementos, e alguns foram logo identificados, deviam ter sido de imediato expulsos para sempre do Sporting. O Sporting devia de imediato ter apresentado uma queixa contra estes elementos da sua claque. Mas nada disto aconteceu, bem pelo contrário. Bruno de Carvalho teve a ignóbil declaração em que culpa os próprios jogadores, pelas bárbaras agressões de que foram vitimas, tendo afirmado apenas que são situações normais e que, enfim, é chato. Inacreditavelmente ontem manteve a mesma postura, afirmando a certa altura que a marcação desta assembleia extraordinária não tem qualquer sentido pois nada de anormal se passou. Ficamos a saber, nós e todos aqueles que, por exemplo, o Sporting queira contratar, que no futuro, com este presidente, situações como as ocorridas em Alcochete, podem voltar a acontecer. Esta posição, gravíssima a todos os níveis, implica um dano ao nosso clube que por agora é incalculável. E é isto que aparentemente Bruno de Carvalho prefere.

Espero que não seja isto que a maioria dos sócios queira.

Acima de todos, o Sporting

Uma semana.

Foi o que bastou para que viesse à tona tudo o que de mal está dentro de portas do nosso Sporting.

Surreal ver o presidente Bruno de Carvalho insinuar que há um jogador, sem o nomear, presumimos que seja William ou Rui Patrício, que de forma declarada boicota o trabalho de toda a equipa. Mas soube-o apenas agora? E se não, porque raio continua esse jogador como capitão da equipa?

Surreal ouvir e ler todos os dislates que de forma agora diária Bruno de Carvalho profere, atacando tudo e todos que não o apoiam incondicionalmente, num trajecto que apenas ele julga imaculado.

Surreal como conseguiu dividir adeptos e sócios, numa altura crucial da temporada, a qual ainda pode, e todos o desejamos, culminar com a conquista de mais troféus.

Surreal ouvir o presidente da MAG a anunciar via imprensa que retira o apoio a esta direcção.

Surreal ouvir a resposta desbragada, mais uma entre tantas, de BdC a afirmar que quem vai convocar a AG será ele, para destituir a mesa em funções.

Uma semana. Vemos que afinal toda a união que era proclamada em torno de um projecto, afinal nem pés de barro tinha.

Hoje o que sabemos é que Bruno de Carvalho apenas e só se interessa por aqueles que, acefalamente, o seguem e que nunca por nunca têm a ousadia de o questionar, de dele discordar. Todos os outros são inimigos a quem deve ofender e denegrir.

É inadmissível pensar-se que quem hoje discorda de Bruno de Carvalho seja apelidado de croquete, de querer voltar a entregar o clube a todos aqueles que por aqui andaram e causaram a sua quase destruição.

Há no nosso Sporting muito mais massa crítica do que pelos vistos Bruno de Carvalho pensa.

Somos um clube com adeptos e sócios independentes, que sabem qual o caminho para que o clube cresça, que seja respeitado e que acima de tudo tenha uma postura séria, que respeite todos os outros, adversários ou não. Temos uma história imensa, da qual nos orgulhamos.

Não somos, nunca seremos, apenas uns meros seguidistas de tendências, de espumas do dia e de populismos. Não cedemos a ameaças, nem a chantagens.

Aqui estaremos, sempre, para apoiar quem achemos que deva ser apoiado, nunca deixando de criticar quem ou o que deva ser criticado.

E que nunca haja alguém que pense que o Sporting se resume a dois lados.

Defender o Clube

Um trabalho bem feito nunca pode servir de justificação ou de alguma permissividade para que comportamentos posteriores sejam aceites. É assim em todo o lado e assim de facto deve ser. Ninguém pode tirar todo o mérito que Bruno de Carvalho teve ao longo destes anos que preside ao nosso clube. Foi um trabalho excepcional que fez junto com a sua equipa. Trouxe de novo o nosso Sporting das catacumbas onde as anteriores direcções, propositadamente ou não, nos tinham colocado. Foram décadas de destruição que varreram o clube, fazendo o possível para que sócios e adeptos se desinteressassem pelo clube, pelo seu dia a dia e querendo mesmo fazer-nos acreditar que a conquista de títulos era apenas um pormenor irrelevante para o clube. Sobre isto é inegável que Bruno de Carvalho e a sua equipa foram fundamentais ao agarrar num clube em farrapos e fazê-lo renascer, conseguindo em poucos anos aquilo que quase todos pensaram ser impossível: colocar o Sporting na disputa e conquista das competições em que entrava. O Sporting hoje, por muito que algumas vozes digam o contrário, é sempre candidato em todas as competições que participa. Parece pouco mas é mesmo muito. E foi conseguido com muito, mesmo muito trabalho.

Quando vamos para uma batalha sabemos que as dificuldades vão ser muitas. No futebol português, minado como está, essas dificuldades mais que duplicam. E aqui é que a inteligência de um comandante tem que sobressair. Ninguém pede a Bruno de Carvalho alianças com outros clubes que sabemos como actuam, ninguém lhe pede que seja subserviente ao poder ainda instalado nos organismos que gerem o futebol luso, não queremos que pactue com todas as caldeiradas que mais à vista ficaram com a divulgação dos tristemente famosos e-mails do Benfica. Mas como presidente do nosso Sporting tem que ter a inteligência de perceber que todos, mesmo todos, os seus actos vão ter consequências para o clube. É inadmissível que Bruno de Carvalho continue a fazer ouvidos moucos a todas as criticas sobre as suas demasiadas intervenções, a forma como as faz e o conteúdo das mesmas. Ao actuar como um bulldozer, não querendo saber das consequências para o clube, os seus sócios e adeptos, está precisamente a fazer o que os seus, nossos, oponentes mais desejam: dividir os Sportinguistas, abrindo brechas na imensa falange que desde o início o apoia e defende.

Não é aceitável que continue a manter uma postura, perante adeptos e sócios, de total sobranceria e arrogância quando criticas lhe são feitas sobre as suas infindáveis declarações diárias.

Ontem para mim atingiu um ponto que dificilmente terá retorno. Assim não, caro Presidente. A juntar a uma publicação que mina completamente o grupo de trabalho da equipa principal de futebol, efectuada minutos após o final do jogo em Madrid, juntou uma intervenção telefónica, em directo, num canal que é declarada e ostensivamente contra o Sporting. Isto não é lutar pelo Sporting, mas sim o contrário. Se não entender isto, nada mais está a fazer à frente do nosso clube.

Descanso apenas para alguns

O que em comum têm Bruno Varela, André Almeida, Pizzi, Rafa, José Sá, Ricardo Pereira, Sérgio Oliveira, Gonçalo Paciência e André André?

 

São jogadores dos dois primeiros classificados da liga portuguesa, habituais titulares ou suplentes muito utilizados e mesmo assim não mereceram a confiança de Fernando Santos para estarem presentes na última convocatória para a selecção A.

Para uns o descanso, para que se possam preparar melhor para a fase final e decisiva do campeonato, para outros toma lá mais dois jogos.

O começo

A primeira reacção conhecida da federação diz-nos muito sobre o estado das instituições que gerem o futebol. Quando um clube com a dimensão do Benfica é envolvido num processo sem precedentes, desde o apito dourado que envolveu o FC Porto, e a única declaração da federação portuguesa de futebol é uma espécie de sacudir a água do capote, afirmando que este caso nada tem a ver com a parte desportiva, ficamos conversados sobre qual a verdadeira intenção dos actuais e ainda dirigentes da federação.

Que não haja qualquer dúvida: os actuais dirigentes desportivos vão fazer o possível e o impossível para que este mundo podre onde vivem se mantenha.

A história diz-nos que o mais certo é conseguirem. Mas a história também nos ensina que mesmo podendo haver constantes, nada nunca se repete. E hoje temos um dado novo. O nosso Sporting - o Sporting de hoje - nada tem a ver com o Sporting da era do apito dourado, com dirigentes a sair abraçados e contentes a Pinto da Costa depois de uma (mais uma) derrota. O papel do actual Sporting no descobrir deste impressionante escândalo, foi e será fundamental. Podemos tentar imaginar qual seria a opção de anteriores direcções quando confrontadas com dados concretos como foi a actual.

A cobardia da maioria dos dirigentes desportivos não vai ser fácil de derrotar. A maioria dos jornais desportivos estão dominados pela cartilha que permitiu ao Benfica sair durante todos estes anos impune a todos os rumores que circulavam. Nada era investigado, a informação era, e ainda é, distorcida e manipulada. Os vários canais de informação foram colonizados por cartilheiros descarados, que de dedo em riste afirmam sem vergonha que são isentos, quando hoje sabemos que se venderam por menos de 30 moedas. São burocratas, funcionários que cumprem o que lhes dizem, sem questionar, de fidelidade canina, na ânsia de agradar, sempre de cabeça baixa e sem espinha. Serão os últimos a deixar cair este Benfica.

Custa mais ver adeptos desse clube, que tenho por sérios, continuarem a defender o que hoje sabemos ser verdade, com o argumento que se o Porto o fez nós também o podemos fazer.

Estamos em Portugal, vai ser uma luta longa e desgastante. Quem pensa que estamos no final da história, desengane-se. Começou agora, vai durar anos e todos vão ser precisos para derrotar quem não permitiu a nós, aos nossos filhos, festejar as conquistas que tínhamos direito e pelas quais lutámos de forma honesta, ao contrário de outros.

A Golpada

Vivemos num mundo de ilusão. Nós, os Sportinguistas, continuamos a acreditar que será possível vencer o campeonato dentro de campo. Não somos ingénuos, somos apenas crentes. Acreditamos que comprando mais e melhores jogadores podemos fazer frente a Porto e Benfica. Mas tal não é mais que uma mera ilusão. A máquina montada pelo Benfica impede totalmente que o Sporting seja campeão. É o que é.  Daqui até à última jornada muito dificilmente, eu diria mesmo que é quase uma impossibilidade, o Benfica irá perder um ponto sequer. Quer isto dizer que é o Benfica a melhor equipa? Que tem os melhores jogadores? O melhor treinador? Obviamente que não. Tem o pior plantel dos candidatos ao título e de longe o pior treinador. Mas o Benfica de hoje não necessita de investir de forma séria na equipa de futebol. Escolheu outro caminho que foi confirmado com o aparecimento dos famosos e-mails.

Árbitros - totalmente condicionados, a estrutura foi criada com o intuito de nem sequer ter que se preocupar em aliciar ou exercer outra qualquer forma de pressão, sobre um alargado número de árbitros. Hoje em dia temos no grupo de árbitros profissionais um conjunto alargado que ascendeu a esta posição, apenas com o objectivo claro de auxiliar o seu clube de coração a chegar em primeiro no final do campeonato.

Federação e Liga - Pessoas da estrutura colocadas em lugares chave, com acesso a informação, que de forma recorrente fazem chegar a apenas um clube, o Benfica. Processos arquivados sem qualquer regra, processos que ficam em gavetas por tempo indeterminado.

Jornalistas - Vários e espalhados por diversos OCS, como provam os e-mails, fazendo-se passar por equidistantes dos diversos clubes, quando na prática trabalham para o Benfica, distorcendo informação, omitindo outra e fabricando notícias que formem opinião e dessa forma condicionam a perceção da verdade.

Paineleiros - Espalhados por todos os canais e programas de comentário desportivo. Pagos pelo Benfica, difundem notícias falsas, criam casos inexistentes e tentam abafar quaisquer temas que possam prejudicar quem lhes paga. Existem dois tipos de paineleiros: os assumidos benfiquistas e os outros, pagos também, mas que se apresentam sempre como apenas comentadores isentos.

Clubes amigos - provavelmente a maior ignomínia para a total descredibilização do desporto português. Clubes que aceitam, por pagamentos de supostos direitos de preferência, nunca exercidos, um efectivo controlo por parte do Benfica. O Boavista, um desses clubes, admitiu que recebeu ajudas financeiras do Benfica. Depois deste reconhecimento, como querem os dirigentes do Boavista que se olhe para o golo marcado por Jonas no Bessa e que foi fundamental na “conquista” do título de campeão há dois anos? Ainda por cima marcado a um guarda-redes que, viemos a saber depois, ainda pertencia ao Benfica, num negócio nunca explicado. O Guimarães assina um suposto acordo com o Benfica, a troco de pouco mais de um milhão de euros e dessa forma o clube lisboeta tem o total controlo pelas transferências de todos os jogadores do clube minhoto, sendo este inclusive obrigado a informar o Benfica de todas as propostas que receber e de quem as recebe.  O caso do Belenenses é mais que conhecido; várias transferências bancárias sem qualquer nexo, que não seja acorrer a dificuldades crónicas de tesouraria de um clube totalmente tomado por pessoas que de belenense nada têm. Jogadores “vendidos” ao clube azul, mas que se magoam, ano após ano, nas vésperas de qualquer embate com o Benfica. Perante estes factos como olhar para o caso do Belenenses não conseguir sequer marcar um golo que seja ao Benfica há vários anos? Derrotas atrás de derrotas, copiosas muitas delas, ao longo de vários anos. Como explicar por exemplo este ano o jogo do Benfica em Tondela? Como não desconfiar quando um clube se deixa golear em casa, num jogo onde de forma inexplicável o Tondela apenas fez 8 faltas, quando tem em média cerca de 20 por jogo? Como explicar que no jogo imediatamente a seguir ao “treino” com o Benfica, tenho voltado ao registo das cerca de 20 faltas efectuadas por jogo?  

Este controlo financeiro do Benfica, a um grande número de clubes com quem tem que disputar jogos para conseguir vencer o campeonato, demonstra que estamos perante uma disputa totalmente desigual.

Esta jornada vamos ao Bonfim, estádio de um dos mais antigos e históricos clubes portugueses. Clube que hoje está totalmente ao serviço do Benfica, como demonstram os e-mails. Aliás, pelas dificuldades financeiras da maioria dos clubes em Portugal, todos devem ambicionar que o telefone toque e que do outro lado esteja alguém encarnado com uma proposta sobre “direitos de transferência”. Hão de pensar: São apenas 6 pontos em troca dos salários pagos aos jogadores. Os fins justificam todos os meios.

Perante este cenário deve o Sporting desistir?

Nunca. Nunca. Nunca. Quando em Maio chegarmos ao Marquês vamos de cabeça erguida. Que adeptos de outros clubes podem afirmar o mesmo? Bola.

 

benfica, mentiras e mails.

Centenas, ou mesmo milhares, de e-mails de responsáveis do benfica, presidente incluído, mostram-nos uma verdadeira teia, montada e urdida ao longo dos anos, apenas com um fito: controlar totalmente tudo o que possa influenciar a atribuição de troféus em Portugal. A forma como se julgavam impunes, e de facto estiveram-no durantes todos estes anos, põe em causa todos, mesmo todos os títulos atribuídos, não conquistados ou ganhos, ao benfica (com minúscula). O outrora respeitável adversário não passa hoje de um bando que a seu bel-prazer foi dominando, através de esquemas inimagináveis, todos aqueles que podiam influenciar todo o processo desportivo de Portugal.

É assustador ler determinados e-mails. Custa muito ver benfiquistas que se arrogam como democratas, gente livre, continuar a defender a ainda direcção do seu clube. Estão ainda em fase de negação, depois de anos de bazófia, em que todos os adeptos dos outros clubes eram gozados e achincalhados mal se atrevessem a questionar o quase direito “natural” do benfica (novamente letra minúscula) em conquistar todas as provas a que se apresentasse.

Conhecemos hoje, graças a esta divulgação em boa hora da correspondência dos ainda donos do benfica, a total impunidade com que esta gente “trabalhava” todos os aspectos que considerassem relevantes para os seus interesses.

 

O Vale e Azevedo não passou de um simples aprendiz.

 

Uma última palavra para os jornalistas:

Vocês são uma vergonha.

Dichotes

Bruno de Carvalho continua a utilizar a sua página de facebook para, quando assim o entende, perorar sobre casos, aspectos, factos, que directa ou indirectamente o envolvam como presidente do Sporting.

Se por um lado tem todo o direito de o fazer, os ataques têm sido ao longo destes anos do mais baixo e soez que pode existir, tem também que saber que a tentativa de minorar, menosprezar alguém que o atacou, não deve, aliás não pode nunca, ser com textos que ofendam outros, onde estão claro incluídos Sportinguistas.

Se somos um clube diferente, e somo-lo de facto, temos que o demonstrar de forma quotidiana. Não basta afirmá-lo.

A inclusão de tiradas grosseiras se devidamente contextualizadas até podem ser aceites, dichotes machistas e misóginos estão sempre, mas sempre, contextualizados ou não, fora daquilo que um presidente de uma instituição como a nossa deve proferir.

Espero sinceramente a devida retractação às palavras infelizes que escreveu na sua página.

A mudança que não virá

Parece que ontem, logo pela manhã, depois de cortesmente alguém ter avisado a comunicação social, a PJ deslocou-se, em grande número, às instalações do Benfica.  Supomos que esta deslocação está relacionada com a divulgação de uns e-mails no Porto canal e que de forma generalista, a comunicação social, principalmente a dita especialista em desporto, ignorou durante todo este tempo, a bem do futebol, claro.

Que há situações no futebol em Portugal que no mínimo são pouco claras e nos levam a pensar que há de facto acções de intervenientes directos, que podem alterar ou condicionar resultados, é evidente para todos. Mas estes todos, nós todos, não chegamos para que algo possa ser mudado. Pede-se à justiça, que é apenas neste caso uma espécie de conceito vago, constituída por órgãos a que pertencem pessoas, algumas ou mesmo todas que também pertencem ao "nós todos", que actue com rapidez e, lá está, que faça justiça, que consiga provar algo que é denunciado e que condene quem o fez ou faz, permitindo que a verdade desportiva, outro conceito tão vago como a própria justiça, seja reposta. O histórico sobre casos semelhantes e a história nunca se repete, mas tem constantes, diz-nos que daqui nada vai resultar. Iremos ter uma investigação morosa, repleta de procedimentos, questões jurídicas elaboradas ao pormenor, recursos e contra recursos, escritórios de advogados que entre eles decidirão os tempos perfeitos para que o resultado seja o esperado, ou seja, nada. 

Todos os intervenientes directos e aqui estão incluídos os dirigentes do clube em questão, os dirigentes da FPF, da Liga, dos diversos conselhos, os representantes dos árbitros, os diversos sindicatos, ou associações dos homens do apito, estarão todos do mesmo lado da barricada. E não, não será o lado da verdade ou do cumprimento da lei. Estarão, orgulhosos, na trincheira funda e imunda onde vive o futebol português. Tudo farão, e recursos financeiros não lhes faltam, para que se mantenha o status quo. As mudanças, como em tudo na vida, requerem coragem, precisam de pessoas, que mesmo sabendo que um passo em frente na direcção contrária à habitual, poderá ditar o fim da sua descansada e folgada vida, poderá originar um novo paradigma. E desses temos poucos.

Como diria o outro, é a vida.

Ver e ter medo de apitar

A decisão ontem conhecida do conselho de disciplina em não castigar Eliseu adequa-se. Foi esta época disponibilizada mais uma ferramenta para auxiliar a equipa de arbitragem a tomar as melhores decisões em casos específicos. Assim, como as imagens plenamente demonstram, Eliseu teve uma entrada violenta sobre um jogador do Belenenses. Tanto o árbitro principal, junto do lance, como o árbitro que analisava as imagens da inequívoca agressão, decidiram que naquele caso nada de anormal se havia passado. Aliás, a jogada prosseguiu com um lançamento lateral a favor do Benfica. Este caso onde uma tão evidente agressão é branqueada por uma equipa de 5 juízes prova de forma clara que há árbitros em Portugal que se sentem condicionados em tomar decisões que penalizem o Benfica. É incompreensível para todos que aquela entrada não fosse de imediato sancionada, seja pelo árbitro principal, fosse com intervenção do árbitro que tinha acesso às imagens das diversas câmaras. Os detractores do VAR, curiosamente na sua maioria adeptos e dirigentes do Benfica, exultam com esta decisão, não vendo o óbvio: Não foi o sistema do vídeo-árbitro, que eles tanto contestam e abominam, que falhou. Quem falhou de forma escandalosa foi quem estava a analisar as imagens e quem no campo não foi capaz de “ver” aquela agressão. Este condicionalismo em decidir contra o Benfica, que afecta a grande maioria dos juízes no activo, vai esta época, com a ajuda do VAR, ser ainda mais evidente. E o problema, um de muitos, do futebol português está aqui, nesta vantagem significativa que aquele clube tem em relação a todos os outros.

Vasco Santos, o árbitro que esteve em Vila do Conde a analisar as imagens em directo, foi um dos árbitros referidos nos e-mails divulgados.

Tiros nos pés

Início de época e conseguimos fazer manchetes de jornais com acusações e peixeiradas entre um antigo funcionário e o presidente.

Será que algum dia vamos aprender? Será que algum dia o presidente Bruno de Carvalho vai conseguir perceber que o mais importante é mesmo o clube, não as tricas laterais que só servem para os nossos adversários continuarem a fazer o que bem lhes apetece?

Esperava que fosse esta época que entrássemos definitivamente no caminho certo, mas a entrevista de ontem diz-me que não. Vai ser mais do mesmo, o Sporting a dar tiros nos pés e os adversários a sorrir, nem precisam de fazer nada, nós tratamos de tudo.

Os impunes

O blog “oficioso” do Benfica decretou ontem, depois de aturada “investigação” (hehehe, peço desculpa), que nada de nadinha vai acontecer ao Benfica, nem na justiça desportiva (hehehe, peço desculpa outra vez) nem na civil. O blog onde os adversários são insultados diariamente, com toda a espécie de adjectivos, onde todos os comentadores e autores são anónimos, é onde se pratica a forma mais ignóbil da cartilha: Lançam umas postas de pescada muito indignadas, para inglês ver, e com isso pretendem afirmar a sua independência em relação à actual direcção. Têm sempre muitos exclusivos, a piada que isto tem, usam e abusam de interjeições exclamativas, que de forma natural são muito bem aceites por quem os lê. A adoração de que são alvo nas imundas caixas de comentários, onde a boçalidade domina, revela a cepa da maioria dos adeptos daquele clube. Mas o mais curioso, ou não, ou não, é que um dos vários “anónimos” que escrevinha naquela imundice, que passa por ser um, senão o maior, analista técnico-desportivo, deste triste panorama em Portugal, escreve, orgulhoso, que nada vai acontecer ao Benfica porque… bem, porque a justiça desportiva acabou de decretar a absolvição do Porto e seus dirigentes, no famoso processo do Apito Dourado. Uma verdadeira pescadinha de rabo na boca, os que no passado tanto criticavam, e bem, a forma como o Porto conseguiu a maioria dos seus títulos, agora que pelos mesmos processos, senão piores, também ganham, servem-se de uma absolvição, um mero acto administrativo, depois da justiça civil já há muito ter decretado como ilegais as escutas onde se baseava toda a acusação, para justificar os seus próprios actos e poder afirmar que nada lhes acontecerá.

Dúvidas houvesse, que não há, este Benfica é de facto o herdeiro natural do Porto dos anos 90 e 00. Limpinho, limpinho.

Apito dourado, alguém se lembra?

Retomámos relações institucionais com os dirigentes do Porto que, convém lembrar, são os mesmos que aqui há uns anos, e não foram tantos assim, só não foram todos presos e irradiados porque houve um juiz que não considerou válidas as escutas que sustinham a acusação. Mas elas existem e provam a cepa de que são feitos os actuais dirigentes do Porto.

Assim mais vale baixar os braços.

{ Blog fundado em 2012. }

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