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És a nossa Fé!

Coragem

Seria preciso uma coragem brutal para perceber que são ínfimas as possibilidades de Marcel Keiser dar em treinador que consegue extrair o melhor de uma equipa que tem que singrar no futebol português e europeu de alto nível. 
A direção acredita mesmo que sem o melhor jogador da época passada, sem o capitão da equipa e sem o verdadeiro treinador de campo, por mais que se reforce com um ou dois craques, o atual treinador tem unhas para levar a época a bom porto?

Não falemos de gratidão, nem de palmarés recente, falemos de evolução da equipa, da história real do caminho que se fez até às conquistas recentes e da convição quanto às probabilidades de sucesso futuro e, também, de empolgamento e reunião na fé.
Se a direção acreditar - até porque assiste no dia a dia aos treinos, ao desempenho e comportamento da equipa - que o defenda intransigentemente e que trace o seu destino com o destino do treinador. Sim, também é disso que estamos a falar. É a tragédia do Sporting, mas é o Sporting que temos.

Mas se tem dúvidas, se percebeu que, de facto, o treinador terá timings e ideias que lhe ditarão o fracasso antes de qualquer evolução significativa, que tenha a coragem de arrepiar caminho. Muito simplesmente: Marcel Keiser pode não ser treinador para um Sporting sem Bruno Fernandes e a atual direção pode não resistir com saúde às consequências da concretização desse facto.

O situação é absurda. Seria absurdo despedir o treinador que conseguiu dois títulos numa época mas é também absurdo esperar que ele tenha sucesso outra vez. Seria esperar muitos milagres, em especial, sem Bruno Fernandes no plantel.

Por estranho que possa parecer, acho que o ato de maior coragem não será o de se manter fiel ao treinador, protegendo-o neste noite negra. Digo-o porque - sem estar na academia e só assistindo aquelas partes que se traduzem em fracasso ou glória, os jogos - não acredito que quem perceba de futebol ache mesmo que não estamos perante um erro de casting que nos levará a uma época absolutamente penosa de equívocos e erros com resultados humilhantes como o 2:4 em Alvalade ou o 5:0 em Faro-Loulé, sem os disfarces saborosos de glória que a genialidade de Bruno Fernandes nos ofereceu.
Juntando uma ou duas peças chave ao plantel, creio que teremos uma equipa combativa mas não teremos general, nem o já referido treinador de campo. E sem isso não haverá coragem em defender um fraco líder, só uma péssima decisão que se pagará muito caro.
Noite difícil, momento pivot para a época do Sporting.

Se calhar também teria sido mais corajoso eu ter ficado calado. Ou talvez não.

O que poderiam ter feito com as Gamebox 2019/2020 - um exemplo

Exponho neste artigo aquuele que é um de muitos exemplos do que poderia ter sido feito se se tivesse usado de um pouco mais de bom senso e de pensamento prospetivo, indo além de objetivos de curtíssimo prazo de resultados duvidoso com a Gamebox 2019/2020.

Imaginemos que a direção do Sporting concluiu que era imperativo acabar com a Gamebox (GB) de preço único para as crianças até 11 anos. É uma opção legítima sendo que por esse mundo fora há exemplos a favor e contra essa opção.

Os nossos vizinhos da 2ª circular têm preços diferentes, os nossos futuros adversários do Liverpool têm preços fixos (inferiores ao preço mais alto que iremos praticar). Como disse, a opção é legítima e poderá haver boas razões que justifiquem a mudança. Alguma procura superior à oferta em alguns sectores pontuais do estádio, algum abuso das GB de criança por parte de adultos que compram para os filhos mas que depois são eles a usar (por manifesta incapacidade de controlo por parte do clube). Talvez haja até outras razões que me ultrapassam e que ainda não vi explicadas em lado nenhum. Razões que ainda assim nunca devem justificar soluções globais para problemas pontuais, diria eu. Mas avancemos com estes pressupostos.

O que sei é que num inquérito recente feito pelo próprio clube a alguns adeptos com GB, ficou patente que o clube tinha perfeita noção de parte dos riscos que esta alteração significativa poderia implicar.

Uma parte significativa do inquérito, além de testar reações aos preços, visava inquirir sobre formas de discriminar positivamente quem trouxesse a família para o estádio, quem trouxesse novas Gamebox, quem tivesse uma relação mais profunda com o clube ao nível das compras de merchadising e da prática desportiva. Havia até espaço para recolha de sugestões. Mas havia também alguma rigidez implícita nas opções quanto aos preços.

As opções críticas pareciam já estar tomadas (grande aumento dos preços para crianças e para alguns sectores), o que se media eram variações marginais.

Face ao que veio a acontecer, concluo que a opção tomada fez-se de forma consciente quanto ao risco de ostracizar precisamente quem tem uma relação mais profunda com o clube, de desprezar qualquer esforço significativo de discriminação positiva às famílias e a quem garante vendas significativas de GB ou a quem tem a tal relação até economicamente mais expressiva com o clube.

Mas seria mesmo necessário aumentar os preços da GB das crianças para mais do dobro num único ano para cumprir com os objetivos de modar de paradigma?

Seria mesmo necessário ocorrer o risco de o clube ser visto como estando empenhado em expulsar as crianças e/ou estar a querer explorar ao máximo quem quer ser fiel ao lema de Geração em Geração passando da venda à extorsão (como disse, os aumentos superam os 100%, mais do dobro na generalidade dos lugares, com exceção de um único sector em 36)?

Se tudo correr pelo melhor nesta estratégia qual é o ganho máximo que se espera?

Compensa o risco de se perderem mais alguns milhares de GB em vendas este ano?

Compensa o risco de se afastarem mais uns quantos futuros adultos da vivência do clube quando as vendas de GB têm estado em queda e não propriamente fulgurantes?

As perguntas são retóricas e já sabem o que penso (ver o artigo "Este ano são menos três Gamebox"), mas não fiquemos por aí. O que se poderia ter feito para manter a estratégia e não hostilizar os sócios e, provavelmente, conseguir garantir com mais segurança o sucesso da iniciativa e ainda assim diminuir os riscos?

Eis algumas ideias simples que me parecem do mais elementar bom senso e que, creio, poderiam acabar por garantir um encaixe tão bom ou melhor e garantir também um estádio mais cheio e até mais receitas correlacionadas (ninguém gasta mais num jogo do que uma família com filhos…) por mais cerveja com álcool que se pudesse vender (e não pode, nem poderá)...

  1. Anunciar que o Sporting Clube de Portugal ia alterar a política de preço único para crianças no Estádio antes de que se começassem a receber cartas de renovação em casa;
  2. Anunciar que em dois anos os preços de crianças no estádio iriam atingir os 50% do preço de adulto do respetivo setor garantindo aumentos mais suaves e menos escandalosos;
  3. Anunciar que, com isso, o aumento máximo do preço de criança iria ser de €66 e não de €132 como está a acontecer e que os aumentos relativos nunca atingiriam os 100% mas apenas metade disso como está a acontecer;
  4. Anunciar que se pretendia, a prazo, alterar os preços relativos entre sectores no estádio mas que não se iria criar qualquer diferenciação adicional de preços nos sectores do Estádio enquanto se estivesse a implementar esta alteração de paradigma nos bilhetes dos sub-11, ou seja, todos os preços aumentariam na mesma proporção nestes próximos dois anos, exceto os de criança (há setores onde há aumentos de quase 18% para adulto + €54 e +€45 por GB e nas outras categorias além de criança);
  5. Anunciar que as GB de menores de idade quando adquiridas no âmbito da GB Familiar terão preço de criança, subindo a fasquia dos 11 anos para os 17 (alinhando com o que se passa no SLB). Haveria assim algo de concreto no espírito de Geração em Geração além de um aumento dos preços;
  6. Anunciar que sócios que tenham na sua família (uma definição e informação que já existe junto do Sporting) 3, 4 ou mais GB têm direito a incentivos especiais (sejam descontos no valor da GB, sejam outras vantagens junto do merchandinsing, convites adicionais, etc). Haveria assim algo de concreto no espírito de Geração em Geração além de um aumento dos preços;
  7. Anunciar que sócios praticantes de modalidades terão direito a condições especiais na compra da GB fomentando assim o espírito de lealdade e reconhecimento por parte do clube e fidelizando os adeptos – o mesmo para as GB modalidades.
  8. Na época de 2021/2022, já com a transição completa na GB criança, proceder à alteração de preços de alguns sectores que o Sporting quer encarecer acima dos valores de aumento anual que tem praticado.

Não concordo com a subida generalizada de preços que infelizmente não tem sido feita com respaldo no sucesso desportivo que todos quereríamos e que parece imune ao desempenho desportivo e à oferta que há em cada ano, a verdade é que, pelo menos nos últimos 10 anos, os preços têm subido muito acima do custo de vida. Neste período a inflação foi quase nula e assim continuará nos próximos anos.

Mesmo um aumento de 4% é significativo. O que dizer de 18% ou de 103%...

Os ganhos serão sempre marginais (se não forem mesmo perdas líquidas) e o afastamento do estádio por razões económicas será cada vez mais uma realidade. Mas, ainda assim esta outra forma de fazer as coisas que sugiro como mero exemplo, muito colada ao que me parecem os objetivos da direção com a GB 2019/2020, seria muito mais razoável.

Desfasaria o objetivo em dois anos mas teria a bondade de não ser tão escandalosa e de não violar as promessas e o discurso feito em campanha. E fomentaria o espírito de Geração em Geração assumindo que um dependente a cargo não deixa de o ser aos 11 anos como sucede hoje, por exemplo, com as crianças do sexo feminino que pagam preço de adulto desde o 12 anos (mulher). Aposto até que garantiria um casa mais cheia, por oferecer algo em troca a muitos dos que seriam afetados.

Agora o mal está feito e de tão incompreensível e tão mal gerido que não pode ser silenciado.

Acresce que sucede na mesma conjuntura em que os preços cobrados em várias modalidades estão a aumentar significativamente e em que os descontos até aqui existentes para famílias estão a ser cortados.

Não sei se há consciência de que uma parte significativa dos visados são exatamente os mesmos que assistem a um pedido de renovação de GB a preços estratosféricos.

Se houve essa consciência então a gestão é danosa dos interesses do clube pois não é defensável que este grupo (sócios com filhos praticantes) possa ser alvo num clube que quer ter futuro.

Se não é consciente então algo tem que mudar na capacidade de articulação interna da gestão do clube.

Falta uma visão do todo e uma capacidade de escrutinar o impacto de cada medida tomada sectorialmente naquilo que é a relação com os associados.

Gerir uma organização como o Sporting não é certamente pera doce nem nunca será. O atraso ao nível organizacional e o amadorismo herdados são conhecidos por quem é capaz de ser minimamente justo (e não vem sequer apenas da direção anterior) mas essa é a tarefa de quem está legitimado para gerir o clube.

A dos sócios é ajudarem como melhor puderem. De preferência de forma construtiva e o mais atenta possível. 

Na minha vida a participação nunca se resumiu a bater palmas, nem a deitar abaixo.

No mundo atual e numa organização com o modelo de governo do Sporting, a participação também se faz aqui. E assim será enquanto me considerem oportuno e me dê a esse trabalho.

É também assim que vejo o esforço, devoção, dedicação e glória. Sem amarras, sem cegueira, sem contrapartidas, com entrega total, com frontalidade e disponível para ajudar, em especial sempre que criticar.

Cuidado com o racional do produto futebol. Sim, é um negócio e sim, também é emoção. Mas a emoção não pode servir para se converter numa sensação de exploração.

Não matem os leões dos leõezinhos de ouro, no processo. Podemos recuperar de muita coisa, não sei se resistiremos muito tempo a um caminho mal gerido de mercantilização da relação. A relação tem que ser sentida como tendo dois lados e não pode ser artificial e de mero oportunismo, nem se pode resumir a "experiências" pontuais encenadas no estádio ou seus arrabaldes.

Não é fácil, mas é muito fácil fazer enormes asneiras, como está a ser este caso.

O verdadeiro burro não é quem erra, é quem insiste no erro. Vejam lá isso.

Saudações leoninas.

Este ano são menos três Gamebox

É extremamente triste chegar a meados de junho e regressar ao És a Nossa Fé não para comentar o defeso, não para fazer o balanço da época e das nossas vitórias, não para renovar a esperança no que aí vem, comentar contratações, novos equipamentos, mas antes vir dizer que o meu lugar, mais o dos meus filhos, este ano será em casa. Não estou doente, não fiquei pobre, simplesmente mantenho um mínimo de amor próprio e alguns limites à emoção. Não acredito em relações desequilibradas e desrespeitosas. Ou há amor ou então não há interesse que nos valha. E, este ano, as novas gentes que comandam o Sporting ultrapassaram tudo o que era razoável na forma como remodelaram uma parte da relação.

Foram 11 anos de compra ininterrupta de gamebox ao que somo mais alguns de gamebox adepto. Este seria o ano em que iria comprar a 4ª Gamebox cá de casa para completar a promessa à totalidade da prole de pequenos leões.

Sucede que num ato completamente desfasado da realidade e que acredito ser genuinamente atentatório dos interesses do clube de curto, médio e longo prazo, descobri que teria de praticamente duplicar o investimento de um ano para o outro só para conseguir manter os três lugares e juntar-lhe uma quarta gamebox de criança.

54, 45, 96 e 189. São os números mágicos. Os três primeiros são o aumento dos preços das renovações para o setor B1. Adulto, Mulher (no Sporting as crianças do sexo feminino pagam bilhete de mulher a partir dos 12 anos) e criança. O quarto número é o novíssimo preço para criança nesse setor. Saltou de €93 para €189, mais €96.

Bem sei que somos diferentes, tão diferentes que deixamos de ser crianças aos 11 anos quando os lampiões ali ao lado têm bilhetes com 50% de desconto até aos 17 anos, desde que acompanhados por um dos pais. E eu este ano vou também ser diferente, premiando a genialidade do novíssimo marketing do Sporting. Mantendo-me fiel a mim mesmo. Há limites. Houve limites com o descontrolado e parece que tem que haver limites, de novo, agora por uma surpreendente questão de finanças, mal desenhada, mal comunicada e completamente ofensiva.

Não me vou alongar mais. Retiro as minha conclusões e votarei (para já) com os pés, abandonando Alvalade e reservando-a para idas esporádicas, à boleia de alguma "ativação de marcas" ou de alguma "nova forma de experienciar" a ida ao Estádio que certamente irão surgir como grandes novidades este ano. Talvez, até, bem mais interessantes do que as ofertas que vejo concedidas a quem quer insistir (podendo ou não podendo) em ser fiel ao Estádio. 

Não sei de que planeta aterraram estes seres do novo marketing do Sporting, mas vai ser uma experiência certamente interessante se prosseguirem por aqui.

Venha de lá o clube das elites e veremos quanto tempo mais sobreviveremos sem campeonatos ganhos e com um "all in" na produtização total da experiência Sporting.

Entretanto, as crianças não irão para nenhum sector gueto, ficarão em casa, tal como eu, solidariamente. Não tenho cara para ir sozinho sem eles, depois do que lhes prometi. É a vida. É a procura e a oferta de sabonetes, pura e dura.

Meninos com dinheiro, há uns lugares porreiros no B1 que vão vagar. Talvez haja croquetes para acompanhar.

Divirtam-se.

Final da Taça de Portugal 2018/2019 - Previsão do Estado do Tempo

[Para ler mentalmente com a voz de Gabriel Alves]

25 de maio de 2019, sábado, 17h15m. Tarde amena em Lisboa com períodos de sol entremeados com nuvens soltas. Temperatura máxima de 24 graus célsius e vento moderado soprando do quadrante norte. Condições ideais para praticantes e adeptos do desporto rei nesta que é a 79º final da prova rainha do futebol nacional.
Nas bancadas, o povo do futebol está ao rubro com as curvas do Estádio Nacional pintadas de verde, azul e branco.
No início eram 144 equipas dos vários escalões do futebol profissional e amador português. Hoje temos o encontro derradeiro com os dois finalistas, velhos conhecidos, dois clássicos do futebol nacional que partilham igualmente entre si a conquista de 32 títulos nesta prova. Além das 16 conquistas, o FC Porto conta ainda com 13 participações como finalista vencido, registo muito similar ao do seu rival de hoje que participou em 12 finais onde não logrou vencer.
Apesar do equilíbrio, a verdade é que esta é uma prova que o FC Porto não vence há já oito anos. O Sporting, por seu lado, desde que conquistou a sua última dobradinha, já ergueu o caneco por mais três vezes, a última das quais há quatro épocas. Aliás, nas últimas 10 edições da Taça de Portugal, só por três vezes não esteve presente na final pelo menos uma destas equipas.
Recuando dez anos e fazendo o filme da Taça, o FCPorto fez o seu primeiro tri na taça entre 2008 e 2011 não tendo voltado a vencer deste então, isto apesar de ter regressado à final por mais uma vez, para sofrer uma derrota dramática, nos penalties, frente ao SC Braga. Já o Sporting visitou o Jamor três vezes nas últimas dez edições tendo ganho uma delas, precisamente frente ao mesmo SC Braga.
A última vez que esta duas equipas mediram forças neste clássico do futebol lusitano foi há 11 épocas. Na altura foi preciso tempo extra para que o improvável Rodrigo Tiuí, no momento mais alto da sua carreira futebolística, desequilibrar o marcador, batendo sem apelo Nuno Espírito Santo, por duas vezes, em golos de belo efeito.
Está cantado o hino, rola a bola no Estádio Nacional do Jamor!

Chaves - Sporting: mais uma última oportunidade para Keizer

O Sporting Clube de Portugal regressa hoje a Chaves, para defrontar o (quase) sempre aguerrido Desportivo num jogo duplamente traiçoeiro, quer pela fragilidade aparente do adversário, quer pela conjuntura da jornada onde o Sporting, ganhando, melhorará a sua posição relativa face a pelo menos um dos seus adversário diretos.

O Chave ocupa atualmente a 17.ª posição sendo uma das equipas a despromover. O Sporting tem a obrigação especial de ganhar perante uma equipa tão frágil, certo?

Naturalmente que sim, mas a fragilidade pontual do Chaves tem muito que se lhe diga. Desde logo porque, se considerarmos apenas as últimas 10 jornadas, a posição do Chaves seria muito mais lisonjeira: a 17.ª posição converter-se-ia num 8.º lugar. A apenas quatro posições do Sporting, que partilharia o 3.º/4.º lugar ex-aequo com o FC Porto. Por outro lado, o Desportivo de Chaves regressou às vitórias na última jornadas, jogando fora, frente ao Aves, já depois de ter despedido Tiago Fernandes e de ter contratado o sempre difícil e competente José Mota.

A menos que haja muita sorte neste jogo, é muito provável que o Sporting Clube de Portugal só saia vitorioso neste jogo se mostrar futebol muito mais eficaz na finalização do que nas últimas jornadas. E só assim poderá capitalizar com o embate direto entre Braga e Porto que decorrerá escassas horas antes do jogo frente ao Chaves, pelas 18 horas.

Ganhando, é este o cenário para o Sporting no fecho da jornada:

Ficar em 3.º e a 8 do 2.º;

Ficar a 1 do 3.º e a 6 do 2.º;

Ficar a 3 do 3.º e a 5 do 2.º.

Ficar aquém da vitória, neste contexto, será especialmente penalizador para a equipa e para o treinador, que tem ainda de conquistar junto dos adeptos (e dos jogadores?) o capital de confiança para se manter no comando técnico na próxima época, sem handicaps à partida.

Recorde-se que dia 3 de abril o Sporting Clube de Portugal recebe o eterno rival para tentar reverter um resultado desfavorável de 2:1 na 1.ª mão das meias finais da Taça de Portugal realizada no Estádio da Luz.

Este jogo com o Chaves inicia a reta final do campeonato onde um trajeto menos que perfeito e sem dar mostras de futebol mais consistente e competente deverá traçar o destino desta equipa técnica. Cumprir com esse difícil desígnio poderá, contudo, funcionar como tónico para alcançar essa mesma afirmação de esperança que todos os sportinguistas esperam ter em relação ao seu treinador e equipa.

Qual dos finais terá esta época?

A resposta espera-se em campo e que vingue o Sporting Clube de Portugal.

O campeonato da antecipação dos direitos televisivos

Ficámos a saber à conta de um prospeto inevitável e obrigatório do Sporting (que regulariza uma falha administrativa que já devia ter sido concretizada há alguns anos quanto à admissão à negociação de ações do aumento de capital de 2014) que precisa antecipar receitas no valor de algumas dezenas de milhões de euros. O recurso mais provável será titularizar receitas associadas ao contrato de direitos televisivos que tem com a NOS.

Na prática, perante a amarga supresa de se identificar um desequilíbrio nas contas de €137 milhões e perante um plano de pagamentos, criado pela anterior direção, que implica ter que apresentar €65 milhões de liquidez para fazer face a compromissos nos próximos 12 meses (€41 milhões dos quais até junho de 2019), o Sporting tem que antecipar receitas do contrato televisivo ou, em alternativa, vender ativos (passes de jogadores), muito provavelmente a preços de saldo.

Sucede que até 30 de setembro de 2018 as receitas do contrato do Sporting com a NOS representavam €353,7 milhões dos quais um total de €44,1 milhões já haviam sido descontados. O remanescente ultrapassa assim os €300 milhões, bem acima das necessidades de liquidez já identificadas para liquidar os compromissos, assumidos para os próximos 12 meses. 

É aqui que nos podemos comparar com o Benfica, que em 2015, ano da primeira versão do atual contrato, descontou cerca de €100 milhões em 2018 para abater dívida, e com o FC Porto que até 2018 descontou €168 milhões do seu contrato de direitos televisivos.

Assim sendo, esta situação, que não é agradável pelo que induz de insustentabilidade do que tem sido a gestão do(s) clube(s), fica devidamente relativizada no sentido em que a parte mais relevante das receitas futuras para o prazo de vigência do contrato não está hipotecada como parece suceder, pelo menos em maior grau, entre os principais parceiros de indústria e adversários no campo.

Como sócio do clube fica a estupefacção de como foi possível, depois de uma reestruturação financeira montada e concretizada em 2014, volvidos cinco anos, termos que estar novamente a enfrentar o abismo do risco de falência. Que gestão foi feita nos últimos anos e na última época em particular? Como foi possível em tão pouco tempo voltar a desequilibrar financeiramente o clube? Para quê? Com que resultados?

Perguntas que os sócios certamente procurarão ver respondidas mas que, face ao que aqui foi exposto e face ao que podia ter sido a história do clube se os sócios não tivessem atuado de forma singular em 112 anos de história (destituindo a direção),  podiam ter um pendor muito diferente - bem mais fúnebre.

Apesar de tudo, há esperança. Cabe à atual direção provar que consegue encontrar as soluções necessárias para ultrapassarmos mais este episódio nada glorioso da nossa história. E, na sua sequência, encontrar um equilibrio efetivamente sustentável entre receitas e despesas, evitando os "all in", e perseverando na progressiva melhoria da saúde financeira e desportiva do clube.

A informação detalhada que aqui se comenta pode ser encontrada no prospeto publicado pela Sporting SAD no sítio da CMVM.

 

P.S.: Não quero com isto menorizar a tarefa complexa e urgente que a atual direção tem pela frente de no espaço de poucas semanas (além da questão da liquidez): conseguir concluir a reestruturação com a banca. Esperemos que, tal como com o empréstimo obrigacionista, a situação corra pelo melhor, a bem do Sporting Clube de Portugal.

Sporting Clube de Portugal - Um clube de escrita criativa

A invenção de mentiras e calúnias visando a atual direção mas não só (João Benedito também é um alvo a abater através de campanhas um pouco mais subterrâneas de maledicência e calunia pelas redes sociais) continua como modo de vida de muitos que se ocupam diariamente de investir algumas horas da sua existência nessa atividade criativa e criminosa.

Parece-me evidente que há várias agendas e grupos bem mobilizados para criar um vazio de credibilidade e uma angústia crescente entre os associados para os colocar em ponto de rebuçado para virem a escolher algum regressado das trevas ou algum ser providencial que tudo sabe e tudo quer.

Conseguir no meio desta poluição manter, como sócio, a capacidade crítica e o escrutínio que teremos que fazer ao trabalho da atual direção é especialmente desafiante. Mas são e serão durante ainda muito tempo as linhas com que temos que nos coser. Se a democracia exige investimento, ser sócio do Sporting exige um suplemento adicional.

Naturalmente, viver e tentar fazer (ou avaliar) neste enquadramento, nunca será o ideal para qualquer direção presente ou futura e será sempre um enorme apoio a todos os nossos rivais.

Será possível, ainda assim, superar os momentos em que a bola não entra e ir construindo um futuro melhor sem cairmos em histerias e pulsões auto-destrutivas que nos levarão a pedidos de demissão e crises institucionais a cada 5 meses?

A palavra (ou o silêncio) cabe aos sócios mas também à atual direção.

Se as eleições fossem hoje em quem votava?...

O que se segue baseia-se no que conseguir apurar após uma sessão de esclarecimentos com Frederico Varandas e Francisco Zenha e outra com João Benedito, Pedro Miguel Moura e Ricardo Andorinho. Li entrevistas, ouvi o debate já realizado e conto continuar a acompanhar a campanha. Talvez já tenham deduzido que só admito votar em Frederico Varandas ou João Bendito, aos restantes, como sócio, agradeço a entrega, mas confesso que, por variadas e diferentes razões, não considero serem os candidatos de que precisamos.

Em suma, a pergunta que ma faço é se as eleições fossem hoje em quem vota?

 

Oito pontos:

  1. Algumas das críticas de Frederico Varandas sobre a impreparação da equipa do João Benedito fazem mossa e podem ter cabimento. O João Benedito não me descansou quanto a isso (a crítica à historia da Performance e à “impossibilidade” de ter só um capitão como no futsal merecem réplica);
  2. Mas a verdade é que também encontrei fragilidades importantes na lista do Varandas. Excesso de voluntarismo em áreas muito delicadas que me deixaram muito mais nervoso (finanças) em relação a Varandas do que a Benedito. Acho que temos que ser bem mais conservadores nos instrumentos a utilizar para nos financiar. A solução terá de ser mais orgânica e menos de alavancagem no mercado;
  3. Benedito surpreendeu-me positivamente por ser conhecedor e muito ponderado no tema financeiro. A grelha de açõa face a evnetuais surpresas que venha a descobrir no dia 9 de setembro deixou-me mais tranquilo. Revelou um caminho e recursos muito claros quanto às preocupações e caminhos a percorer em matérias de gestão. Também gostei da forma como respondeu à pressão para alavancar o clube com mais financiamento e sustentar o desequilíbrio financeiro. Bem mais direto e realista. Confesso que prefiro um presidente que tenha conhecimento próprio das consequências de algumas opções sobre financiamento. O João Benedito convenceu-me que tem o que Frederico Varandas delega e não sei se tem capacidade crítica (que é o único problema que pode advir de uma delegação);
  4. A vantagem de Varandas - além de se ter posicionado corajosamente e de forma equilibrada antes de qualquer outro - é o conhecimento concreto da vida do futebol do Sporting nos últimos anos. Isso parece-me inquestionável e de valor. Mas essa vantagem esbate-se com a própria estabilização do clube promovida pela Comissão de Gestão. E não tenho grandes dúvidas de que a curva de aprendizagem da lista do João Benedito (ex-atletas, ex-funcionários do clube) será curta;
  5. Ambos dão garantias de terem bem definidas as prioridades (com as quais me identifico) sobre o que é crítico no clube e não encontrei grandes diferenças quanto ao que pensam para todo o universo do Sporting (modalidades, academia, formação, etc);
  6. Ambos têm lacunas importantes e qualquer um deles que chegue a presidente terá muito "aprender a fazer", disso não nos safamos;
  7. Perante isto, assacadas as competências e vislumbradas as limitações: quem oferece o menor risco? Quem tem maior potencial para unir a família a partir de dia 9 de setembro? Quem tem mais potencial para pôr o Sporting a ganhar de forma mais sustentada?
  8. Não sei se vou conseguir ter uma imagem mais clara do que esta até dia 8 de setembro, mas neste momento acho mais comportáveis os riscos apresentados pelo João Benedito e mais valiosa a sua capacidade de unir a família e de projetar o Sporting para o futuro como um clube vencedor. Se as eleições fossem hoje votava no João Benedito.

Ganhe quem ganhar, será sem sombra de dúvida o meu presidente e ambos terão condições de ter sucesso como presidentes do clube. 

Saudades do futuro.

Algumas perguntas a Frederico Varandas (atualizado)

- Em atualização com perguntas dos leitores - 

 

SAD

Que balanço faz de 14 anos de Sociedade Anónima Desportiva e como projeto o seu futuro durante o próximo mandato? Acha que a existência da SAD é fundamental para a competitividade do futebol do Sporting ou admite outro modelo?

 

Admite em alguma circunstância vender uma parte da SAD que está na posse do Clube para entrar capital novo ou, em alternativa, diluir a posição atual do Sporting Clube de Portugal via aumento de capital?

 

Como comenta a posição do seu candidato a PMAG relativamente à preferência por uma gestão profissional de SAD que deve ser distinta da presidência do clube? Admite rever a sua posição que é de ter um presidente comum na SAD e no clube?

 

Admite fazê-lo, por exemplo, para garantir uma candidatura mais alargada que promova maior união no clube onde o doutor seja o Presidente do Clube e um outro candidato ou membro de outra lista fique como presidente da SAD?

 

Não receia que esse posicionamento diferente entre o candidato a presidente do clube e o candidato a PMAG, numa questão tão fulcral para muitos sócios (a gestão da SAD e o papel do clube no controlo da mesma), num contexto onde, com os novos estatutos, deixou de ser possível os sócios depositarem os votos em cestos diferentes (votarem em listas diferentes consoante os órgãos sociais) possa inquietar e até afastar eleitores potenciais?

 

 

Claques

 

Que tipo de relação pode haver entre o clube e as claques? Há algum modelo noutros clubes pelo mundo fora que queira usar como exemplo para implementar no Sporting?

 

O que pretende fazer com as claques que assaltaram Alcochete e que continuam aparentemente a beneficiar de apoios do clube?

 

 

Estatutos

 

Relativamente aos estatutos, concorda com as alterações aprovadas em 2018?

 

Tem algum plano quanto à revisão dos estatutos para o próximo mandato? Se sim em que temas pensa apresentar propostas aos sócios?

 

 

Finanças

 

Foi avançado que iriam promover formas de os sócios poderem ficar expostos direta ou indiretamente aos jogadores do plantel como ativos financeiros (“assim comparticipando de forma indireta nas contratações de jogadores”). Adivinha-se um novo instrumento financeiro tendo como ativo subjacente o plantel. Vamos ter um novo fundo de jogadores?

 

Qual o modelo de negócio que têm em mente para os investidores e para a SAD em relação a este tema de novos instrumentos financeiros?

 

Recuperar a reestruturação financeira que chegou a estar planeada com a banca envolvendo as VMOC, a sua recompra e a progressiva troca dos empréstimos bancários por empréstimos obrigacionistas é uma prioridade para si? Para implementar já?

 

Pretende fazer algo diferente ou admite pegar no plano já desenhado e implementa-lo?

 

 

Modalidades

 

Está confortável com continuar a ter a SAD a comparticipar de forma crucial os custos operacionais das modalidades?

 

É seguindo esse modelo que irá promover o regresso do Basquetebol ao clube?

 

Acha que essa dependência das modalidades face aos resultados do futebol pode ser evitada e ainda assim manter as modalidades competitivas?

 

Se sim, como? 

 

A comunicação e promoção juntos dos sócios sobre as várias modalidades ao dispor para a prática desportiva parece claramente algo que ficou cristalizado, e em certos aspetos pior, do que tínhamos no século passado. A informação no sítio sobre a oferta é escassa e pouco fiável em termos de regularidade e abrangência. O Sporting pouco se distingue quanto a esse aspetos – comunicação, promoção e atração – de algumas agremiações desportivas de bairro, por vezes comparando pior com estas pela sua própria escala onde os seus associados e potenciais interessados ultrapassam em muito as fronteiras do “bairro natural” de implantação dos equipamentos.

O que pensa fazer quanto a estes aspetos mais relacionado com a vivência integral do clube como provedor de serviços desportivos em termos de comunicação e eventual expansão?

 

 

Futebol profissional

 

Já falou da necessidade de recuperarmos de algum atraso face aos nossos adversários e da necessidade de ter o futebol mais integrado nos diversos escalões e estruturas. O que pode dizer em concreto sobre esse tema?

 

Sobre o futebol profissional numa perspetiva nacional e de colaboração entre os clubes, parece evidente que há clubes que estão muito pouco confortáveis com a Liga de Clubes e não perdem a oportunidade de exacerbar as suas falhas elogiando de pronto da Federação. Estas reações e tendências poderão estar relacionadas com equilíbrios de poder e indiciam onde é que esses clubes sentem ter maior ou menor capacidade de condicionar as decisões dos respetivos órgãos em seu favor?

 

Da leitura do seu programa fica patente, no que se refere à arbitragem que defende que esta seja totalmente independente da federação. Qual a sua expectativa quanto a encontrar aliados para defender esta causa entre os restantes clubes de futebol?

 

 

Experiência durante o jogo em Alvalade/João Rocha

 

A qualidade e em especial da diversidade dos serviços oferecidos dentro do estádio durante os jogos é limitada. Já defendeu que quererá dotar o estádio de wi fi gratuito durante os eventos. Mas quanto aos produtos disponibilizados (alimentação) a verdade é que são sempre os mesmos, muito pouco saudáveis, onde é rara a inovação e pouco tem mudado no sentido de tornar toda a experiência e vivência dentro do estádio, já após a entrada, mais confortável e apetecível, em especial para as famílias.

Tem algumas sugestões ou ideias que pretende ver implementadas nesta matéria?

 

Pensa rever os contratos de concessão quanto à definição dos serviços?

 

 

Encher o Estádio

 

São raros os detentores de gamebox que conseguem assegurar presença em todos os jogos da temporada, apesar de serem comuns os empréstimos de gamebox. Se um sócio não conseguir emprestar a gamebox o lugar fica vazio e ninguém beneficia. Se o detentor da gamebox libertasse o seu lugar num dado jogo o clube poderia vender o lugar para esse jogo, o estádio estaria mais cheio e o sócio detentor da gamebox poderia receber uma compensação (crédito na loja verde, em bilhetes, etc). Admite considerar esta forma mais dinâmica de relacionamento com o clube ou antevê dificuldades importantes que não estão a ser consideradas?

Eu, candidato - que perguntas fazer a quem quer ser presidente do Sporting?

E se tu fosses candidato à direção do Sporting? Que respostas tinhas? Ou por outras, que perguntas gostarias de vr respondidas pelos candidatos? E que respostas tu darias a essas mesmas perguntas.

Nos próximos dias tentarei alinhavar uma coleção de perguntas que gostaria de ver respondidas antes de decidir em quem votar. Com sorte, pode ser que as consigamos colocar aos próprios. Têm sugestões? Deixem-nas nos comentários. E vão pensando no tema. Fica o desafio

Será um processo em curso durante as próximas semanas. 

Hoje deixo aqui as perguntas do momento que acho que também poderiam ser colocadas aos candidatos e que têm a ver muito concretamente com a situação das rescisões.

O mais certo é o odioso desta gestão ficar com a Comissão de Gestão e Sousa Cintra, evitando os candidatos comprometer-se com respostas que nunca poderiam agradar a todos (tal é a divisão interna) mas são perguntas que me atrevo a considerar pertinentes.

 

Neste caso, deixo aqui uma entrevista hipotética inspirada na discussão a que tenho assistido nos últimos dias. As respostas são as que eu tenho dado ou aquilo que penso do que vou vendo e sabendo. E você, candidato/eleitor, o que diria? 

 

1) Achas que os jogadores que rescindiram têm razões de queixa em relação ao SCP enquanto entidade patronal?

Sim.

 

2) Suficientes para invocarem justa causa e rescindirem?

Provavelmente, mas não sei. Nem sei se podemos tratar os jogadores todos como um bolo. Provavelmente, não. Uns terão razões mais fortes que outros podendo até alguns ter justa causa e outros não. Não sei. Mas ninguém poderá garantir com certeza absoluta que o Sporting ganhará todas as causas. Há o risco real de, em alguns casos, ainda termos que indemnizar jogadores.

 

3) Achas que o SCP deve ser intransigente e não admitir qualquer negociação face aos contratos anteriores?

Não. Acho que face ao risco de perder mas também face ao que será o ganho potencial máximo caso se ganhe (que nunca serão as cláusulas de rescisão), face à demora no desfecho e face à importância de fazer um encaixe decisivo para estabilizar as finanças e conseguir reinvestir, a intransigência deve ser a exceção para algum caso e não a regra. Exacerbar o sentimento de orgulho ferido só irá piorar a situação para o clube.

 

4) Porque é que falas da importância do encaixe financeiro? Estás a referir-te aos €40 milhões de dívida de que falava o CM?

Não. Estou apenas a considerar que era aceite por todos que o Sporting teria de vender jogadores para financiar a próxima época. Rui Patrício e William eram os de venda mais provável e o encaixe esperado seria sempre de várias dezenas de milhões de euros. Esse dinheiro continua a ser preciso e tem de vir de algum lado. Quanto ao que vem no CM não faço ideia. 

 

5) O que esperas dessas negociações?

Acho irrealista imaginar que vamos recuperar o valor comercial real dos jogadores. Iremos sempre gerar um encaixe a desconto. O tamanho do desconto dependerá da capacidade de negociação, do número de clubes interessados e até da robustez do caso contra o Sporting que cada jogador possa ou não ter.

 

6) Não achas que isso será um mau exemplo para o futuro? A partir de agora é tudo a rescindir, não?

Não espero que o SCP volte a ter cenas de pancadaria aos jogadores em Alcochete, nem espero voltar a ter um presidente que os destrate em público e privado de forma sucessiva e nominativa. Por isso, não, isto não poderá servir de exemplo pois a situação não se pode repetir. A situação só é crítica porque há, pelo menos, um mínimo de credibilidade nas razões para a rescisão.

 

7) Não achas que negociar é indigno para o Sporting?

Indigno é os prováveis co-autores e amigos dos que andaram por Alcochete a dar molho se passeiem pelas nossas bancadas glorificando o "feito" e pedindo "justiça" para os 23 (27). A defesa do melhor interesse do clube passa por garantir que não fica completamente na mão de futuros investidores e salvadores da pátria, algo que temo possa acontecer se não recuperarmos uma parte substancial do valor dos jogadores que rescindiram, rapidamente.

Siiiiiiiiiiiiiiim!

Siiiiiiiim!

Tenho escrito pouco por aqui mas tenho escrito e, na medida do possível, feito o que posso, por aí, para tentar resgatar o Sporting de um dos momentos mais negros da sua história.

Amanhã é dia de pôr um ponto final nesse mesmo destino trágico que temos vivido, da forma mais genuína e devota possível: pelo voto, em família.

Amanhã será Dia de Sporting e há um grande 'Siiiiiiiiiim' para dar ao futuro do clube.

No dia seguinte que venham os leões e leoas que quiserem propor-se à maior responsabilidade no clube que cá estaremos para, em setembro, no menor prazo permitido pelos estatutos, escolher, apoiar mas também para mantermos sempre a vigília pela defesa do interesse do clube. Se há coisinha que estes anos demonstraram é que nunca podemos passar cheques em branco.

Que a decisão de amanhã, na Assembleia Geral, possa deixar esse aviso a futuros aprendizes de feiticeiro é o que mais desejo.

Viva o Sporting Clube de Portugal!

 

Informação útil aqui: Assembleia Geral do Sporting de 23 de junho de 2018: horários, indicações sobre votação, segurança e auditoria

Matemática, lógica e futebol

Num jogo de futebol, o árbitro, alguns instantes antes de se chegar aos 90 minutos informa o 4º árbitro do tempo de compensação.
Teoricamente (e na prática) a partir daí pode acontecer que se justifiquem compensações adicionais caso as situações habituais que levam à necessidade de compensar o tempo de jogo se justifiquem.
Curiosamente, no último Tondela-Sporting, quando o cronómetro atinge os 90 minutos - certamente já depois de o 4º árbitro saber qual o tempo de compensação - o jogo estava interrompido tendo o árbitro que intervir porque, tendo assinalado uma falta, o jogador faltoso impediu a rápida marcação do livre e lá foi afastando a bola do local, sucessivamente.
Algum sururu com o Bruno Fernandes a dar-lhe um chega para lá na tentativa de recuperar a bola, o jogador o Tondela a cair, o árbitro a ter de acalmar as hostes.
Foi assim repito, que se começou o tempo de compensação, os 4 minutos: com o jogo parado.
Durante a compensação houve mais duas situações, ambas pontapé de baliza para o Tondela, em que o árbitro teve de servir de despertador ao guarda redes do Tondela - apitando - pois no processo de repor a bola em jogo, conseguiu queimar cerca de um minuto.
Aos 93 minutos e 40 segundos o jogo é interrompido.
Quando faltava para jogar? 20 segundos? Ou cerca de dois minutos?
O jogo é retomado exatamente 2 minutos e 28 segundos depois, aos 96 minutos e 8 segundos de contagem contínua.
Exatamente ao minuto 98 e 00 segundos o Sporting marca o golo da vitória.
Votos de muito boa noite e saudações leoninas.
 

Amanhã

Aconteça o que acontecer hoje, vou continuar a ser do Sporting. Essa é quase a única certeza.
Seja qual for o resultado, creio que o Sporting sairá disto mais fragilizado do que estava há um mês, mas cá estaremos e são 111 anos de história e não 5 ou 17. Saudações leoninas, em especial aos que hoje vão conseguir estar na Assembleia Geral.

Ainda o Eterno Fantasma de Godinho Lopes

Quando entrei na última AG depois de falar com algumas pessoas e ouvir várias conversas fiquei plenamente convencido que o conselho diretivo ia conseguir aprovar a quase totalidade dos 13 pontos que iram ser votados. E se alguns fossem reprovados sê-lo-iam porque se tratam de alterações estatutárias que exigiriam 75% dos votos. Dos seis que foram a votos, recorde-se, a apoio foi esmagador e bem superior a 75%, incluindo as contas do clube e autorizações sobre imobiliário e o universo empresarial do clube.

Havendo humildade democrática e sem surpresas de andamento este desfecho era o mais natural e, na minha opinião, desejável. Estava até convencido que se houvesse votação por alíneas de alteração estatutária, como tantas vezes se faz na Assembleia da República (e a que o presidente aludiu há poucos dias como sendo algo que tinha ideia de vir a propor na AG passada), a percentagem de alterações estatutárias chumbadas seria diminuta pois os pontos de desconforto eram mesmo só dois ou três em dezenas de alterações.

O problema da AG não foi o Carlos Severino nem os associados que falaram antes que foram defender a honra perante as acusações diretas e pessoais feitas pelo presidente. Desconfio que só as pessoas da primeira e segunda fila é que percebiam o que o senhor Severino estava a gritar. E poucos ou nenhum estavam ávida e permanentemente a ver o que era ou não publicado pelos media, fora da AG com fonte na AG (vídeos, cartas…), aparentemente com exceção dos órgãos sociais.

O que sobrava para quem lá estava e que via e ouvia os gritos do presidente, de alguns diretores e dos visados era apenas um espetáculo triste e de duvidosa utilidade face aos objetivos principais daquela AG.

A verdade é que com a condução dos trabalhos feita pela Mesa e com as intervenções do presidente, conseguimos estar, já com várias horas de atraso, a discutir pela enésima vez as eleições de 2011 e o que é que fulano e sicrano tinham ou não tinham feito ou deviam ter feito!

O presidente “carregava” nuns botões e esses “botões” reagiam numa troca que não me interessava de todo e que, me atrevo a dizer, interessaria mesmo a muito poucos que iam vendo as horas a passar e o cerne da questão a ser adiado para as calendas para dar prioridade àquele lavar de roupa suja, sete anos depois dos eventos sucedidos.

Chegar à discussão dos estatutos, está quieto e havia ainda a promessa do presidente de ir falar, um por um, dos sportingados, fazendo o seu libelo de acusação e, naturalmente, conceder tempo de réplica. Mesmo assim, mesmo com a gestão desastrosa da AG pelo seu presidente, em nenhum momento senti que se estivesse a criar um movimento anti-direção e menos ainda que aqueles 700 e tal maduros ali estivessem representando uma federação de grupos e grupinhos prévia e secretamente combinados.

Por tudo isto, é muito triste ver agora o presidente passar um atestado de estupidez ou burrice (cada um interprete como quiser) aos mais de 700 associados presentes que pela sua análise ou eram participantes de um complot conspirativo ou eram peões que foram manipulados pela sageza dos conspiradores.

Não posso estar mais em desacordo com esta interpretação dos factos e, acreditando que ela é sincera, só posso dizer ao senhor presidente que tem grande dificuldade em perceber os associados que tem. A reação que teve foi ela própria ofensiva, pois impediu-nos sequer de votar a possibilidade de votar um requerimento, extrapolou como quis o que não chegou a acontecer e, basicamente, forçou outra AG porque aqueles 700 e tal tinham deixado de lhe interessar.

O que vejo hoje são várias tentativas de tornar em “realidade” uma interpretação mistificadora do que se passou na AG que está a ter como consequência escavar trincheiras que a poucos interessam, elevando a um grau de importância associados que há muito nada mexem ou dizem ao comum sportinguista com o aparente fito (peço desde já desculpa que me engano) de exaltar ódios e apoios para remendar as consequências dos enormes tiros no pé que os órgãos sociais deram durante a AG com especial destaque para o presidente da Mesa e do Clube.

Provavelmente, tudo será sanado dia 17, não porque os mais de 75% dos sócios dessa AG serão melhores do que os 700 e tal que estavam na AG anterior mas porque a maioria clara ainda considerará que, pesando os prós e os contras, vale a pena continuar a apoiar os atuais órgãos sociais. Muito provavelmente, se não tivesse presenciado a última AG não me abespinharia tanto com a truculência, falta de respeito e falta de rigor que tenho visto nos últimos dias e, muito provavelmente também apoiaria a direção atual. É caso para dizer que felizmente só lá estiveram 700 e tal.

Dito isto, os dois tostões que aqui deixo não são para convencer ninguém, são um mero exercício de liberdade e respeito pela minha consciência e pela verdade.

Uma coisa é certa, se a atual direção continuar a alienar associados válidos, empenhados e que até os apoiavam, com a ligeireza com que enfia alguns críticos no saco dos proscritos e candidatos a expulsão, não só dificilmente os recuperará como apoiantes como irá continuando a ver a sua base de apoio erodir-se, pondo em risco aquele que é um legado positivo que qualquer sócio e adepto que ama o Sporting consegue reconhecer e valorizar.

Despreze o que é desprezável, deixe os críticos mais vezes a falar sozinhos. Encerre de vez o passado onde ele merece estar há já alguns anos e canalize todas as energias para as batalhas que interessam e que estão muito mais fora do clube do que no seu interior. E parta do princípio que os sócios e adeptos do Sporting são muito inteligentes e nunca burros a quem é preciso explicar as coisas muito devagarinho, um tique que lhe fica muito mal e a que recorre amiúde.

Escolhemos Godinho Lopes mas depois escolhemos Bruno de Carvalho.  Deixe-nos gozar o sucesso da sua direção sem termos sombras por cima da cabeça e trincheiras alimentadas pelos nossos próprios dirigentes e deixemos de uma vez por todas de dar cartaz ao eterno fantasma de Godinho Lopes e seus apaniguados.

E viva o Sporting.

Uma aventura em Astana

Quando o Sporting entrar em campo na próxima quinta-feira, serão 22 horas no horário local (16 horas em Portugal Continental). A temperatura esperada à hora do jogo é de aproximadamente 19 grau negativos, o que, feitas as contas, nos leva para uma diferença superior a 30 graus face à temperatura a que se jogou ontem ou jogará em Tondela, na segunda-feira seguinte.

O estádio tem teto retrátil, esperemos que não avarie e que esteja mais quentinho lá dentro. A verdade é que não consigo imaginar o que será jogar com temperaturas negativas de -19 graus e vento de mais de 20 km/hora.

Adicionalmente, na viagem, entre ida e volta, vai-se perder quase um dia.

Astana.JPG

 

Bem sabemos que "não há desculpas" mas nestas condições creio que podemos prescindir da nota artística.

Ontem estivemos perto de nos conseguirem empurrar para uma genuína crise de resultados em vésperas de um dos períodos mais duros do nosso calendário para esta época, através daquele que será o primeiro grande erro grosseiro na utilização do VAR.
Mas a verdade é que superámos a prova, fizemos descansar jogadores chave (uma consequência interessante de alguns castigos), ficámos com água na boca para ver mais minutos dos que se estrearam e vamos a jogo com ânimo vitaminado.

Esta aventura/prova não nos pedirá menos do que dita o nosso lema para ser superada com glória. Juntar-lhe-ia uns baldes de chá quente, pelo sim pelo não.

Imagem retirada do google na pesquisa "tempo astana".

O que o presidente nunca podia ter feito mas fez

Quando o presidente do Sporting Clube de Portugal coloca numa lista de sócios a proscrever um associado (Pedro Paulino) cujo único crime foi ter apresentado um requerimento legítimo numa Assembleia Geral de que o presidente não gostou, esse presidente não está a servir bem o Sporting e não merece o lugar.

Esta revelação foi feita há minutos em direto na SportingTV e contou com a resposta ponderada e não refutada dada pelo visado.

 

Estive na Assembleia Geral e sei muito bem porque é que perante a replica do associado não houve qualquer resposta do presidente: o associado disse a mais pura verdade e esvaziou qualquer nexo para a crítica e presença na malfadada lista.

Um associado pode ser assim visado pelos órgãos sociais, incluido numa lista exposta e qualificada em termos indignos, não por ter ofendido, caluniado (como outros terão inegavelmente feito) mas por ter exercido dentro de uma Assebleia Geral um direito elementar de qualquer associado que é o de pedir para se apreciar um requerimento nos termos estatutários.

Não conheço o associado em causa, creio que o presidente também não, mas a razão para estar na lista foi singularmente esta, o requerimento foi inoportuno. 

O nosso presidente (acompanhado pelos órgãos sociais) está de facto a revelar que não sabe distinguir uma calúnia de um legítimo e desejável sentido crítico dos associados. E perante isto a nossa tragédia prossegue mas a verdade é que, um presidente que pensa assim tem que ser travado. É insuportável que algum associado esteja a ser perseguido por isso.

Eu sei que já aqui expus a minha posição sobre os três pontos da próxima Assmbleia Geral mas perante mais este triste episódio hoje transmitido em direto na TV do clube e, especificamente pelo que vi fazerem ao associado Pedro Paulino, tenho que admitir que isto muda completamente a minha perspetiva e viola o que nunca pode ser posto em causa seja por quem for e por mais genial que seja em termos desportivos, financeiros ou motivacionais.

Bruno de Carvalho, com esta atitude deita tudo a perder e passa a ser uma ameaça ao próprio clube. Algo que obviamente está incapaz de reconhecer.

 

P.S.: No final da sessão, o presidente lá admitiu que "exagerou". Afinal aquele associado não devia estar na lista. Tal como há poucos dias acabou por reconhecer o mesmo sobre um outro associado (Nuno Morão) quando este lhe deu réplica. Errou uma vez, duas vezes e reconheceu mas sempre DEPOIS de vir o naming and shaming público com a chancela dos corpos sociais onde misturam todo o tipo de situações. Do caluniador ao singelo sócio que teve o azar de ser "mal entendido" porque foi inoportuno.

Convocatória para a Assembleia Geral 17 FEV 2018 e propostas

ADENDA: Já depois de ter escrito esta prosa passou-se isto: "O que o presidente nunca podia ter feito mas fez" e revi a minha posição. Se estiver na AG votarei contra todas as alterações e tomarei posição no ponto 3.

 

Recorrendo à dedicada partilha por um consócio da convocatória para a Assembleia Geral do Sporting Clube de Portugal que se vai realizar no próximo dia 17 de fevereiro de 2018 pelas 14h00 no Pavilhão João Rocha e que foi publicada no jornal Público, alargo ao És a Nossa Fé a difusão dessa mesma convocatória que pode consultar na íntegra descarregando aqui.

Da convocatória constam as propostas de alteração que são referidas nas pontos 1 e 2.

AG Sporting 17 FEV 2018

 

Numa primeira leitura parece evidente que aquilo que era a versão que foi levada à anterior Assembleia Geral é agora integralmente retomada. Ou seja, não se recuperou a proposta inicial, mas sim a versão que veio a ser revista até à véspera da última AG.

A título pessoal, a alteração que acho mais incómoda e que se fosse votada isoladamente me mobilizaria para votar contra é mesmo o fim da eleição do Conselho Fiscal e Disciplinar (CFD) pelo método de Hondt. A partir da aprovação, quem quiser garantir que o órgão de fiscalização e disciplina não fica inteiramente dominado pela direção de cada momento terá de conseguir que seja outra lista a ter a maioria dos votos, pois, após esta alteração, bastará uma maioria simples para que se ganhe a totalidade dos lugares no CFD.

Quanto ao resto, há alterações inúteis ou muito pouco relevantes em termos de eficácia acrescida face ao que já está previsto nos estatutos e há alterações plenamente coerentes com o programa eleitoral sufragado há 11 meses, como seja a extinção do conselho leonino.

A título pessoal, apesar de todas as críticas que me merece o processo e a forma ofensiva que repetidamente o presidente escolhe para se dirigir aos sócios - a todos os sócios - e que me levou a tomar a decisão de não voltar a apoiá-lo em futuros atos eleitorais, no caso concreto e ignorando chantagens e dependências já proclamadas quanto às consequências dos resultados da AG, não vejo razões bastantes para votar contra a revisão de estatutos.

Quanto à votação do ponto 3 remeto o meu voto para o que dei à atual direção há 11 meses. Terá de lhes bastar pois a menos que haja real motivo ou efetiva crise diretiva, não conto voltar a escolher novo presidente antes de 2021.

 

E domingo lá estaremos, de número 12, esteio seguro ao qual a equipa de futebol se poderá agarrar, para que os soluços do momento não passem disso, no caminho da glória.

Saudações leoninas! 

 

P.S.: É uma pena que, com tanta alteração estatutária, não tenha ocorrido aos órgãos sociais alterar/modernizar a forma de difusão das convocatórias e respetivas propostas, colocando em paridade de importância e de prazos, os meios mais atuais de comunicação face aos meios clássicos e pouco eficazes para um clube com tantos sócios que pouco têm a ver com a compra de jornais ou com a residência na capital. Fica para a próxima?

Felizmente ao Sporting não faltam grupos como este que zelam para ir colmatando esses anacronismos e vão dando chama ao sportinguismo moderno, sem fronteiras e sem barreiras.

 

P.P.S.: Apesar de à data em que escrevi este artigo ainda não haver comunicado sobre o tema no sítio do clube, fui informado que a informação já consta de uma página interior aqui.

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