Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

És a nossa Fé!

Algumas perguntas a Frederico Varandas (atualizado)

- Em atualização com perguntas dos leitores - 

 

SAD

Que balanço faz de 14 anos de Sociedade Anónima Desportiva e como projeto o seu futuro durante o próximo mandato? Acha que a existência da SAD é fundamental para a competitividade do futebol do Sporting ou admite outro modelo?

 

Admite em alguma circunstância vender uma parte da SAD que está na posse do Clube para entrar capital novo ou, em alternativa, diluir a posição atual do Sporting Clube de Portugal via aumento de capital?

 

Como comenta a posição do seu candidato a PMAG relativamente à preferência por uma gestão profissional de SAD que deve ser distinta da presidência do clube? Admite rever a sua posição que é de ter um presidente comum na SAD e no clube?

 

Admite fazê-lo, por exemplo, para garantir uma candidatura mais alargada que promova maior união no clube onde o doutor seja o Presidente do Clube e um outro candidato ou membro de outra lista fique como presidente da SAD?

 

Não receia que esse posicionamento diferente entre o candidato a presidente do clube e o candidato a PMAG, numa questão tão fulcral para muitos sócios (a gestão da SAD e o papel do clube no controlo da mesma), num contexto onde, com os novos estatutos, deixou de ser possível os sócios depositarem os votos em cestos diferentes (votarem em listas diferentes consoante os órgãos sociais) possa inquietar e até afastar eleitores potenciais?

 

 

Claques

 

Que tipo de relação pode haver entre o clube e as claques? Há algum modelo noutros clubes pelo mundo fora que queira usar como exemplo para implementar no Sporting?

 

O que pretende fazer com as claques que assaltaram Alcochete e que continuam aparentemente a beneficiar de apoios do clube?

 

 

Estatutos

 

Relativamente aos estatutos, concorda com as alterações aprovadas em 2018?

 

Tem algum plano quanto à revisão dos estatutos para o próximo mandato? Se sim em que temas pensa apresentar propostas aos sócios?

 

 

Finanças

 

Foi avançado que iriam promover formas de os sócios poderem ficar expostos direta ou indiretamente aos jogadores do plantel como ativos financeiros (“assim comparticipando de forma indireta nas contratações de jogadores”). Adivinha-se um novo instrumento financeiro tendo como ativo subjacente o plantel. Vamos ter um novo fundo de jogadores?

 

Qual o modelo de negócio que têm em mente para os investidores e para a SAD em relação a este tema de novos instrumentos financeiros?

 

Recuperar a reestruturação financeira que chegou a estar planeada com a banca envolvendo as VMOC, a sua recompra e a progressiva troca dos empréstimos bancários por empréstimos obrigacionistas é uma prioridade para si? Para implementar já?

 

Pretende fazer algo diferente ou admite pegar no plano já desenhado e implementa-lo?

 

 

Modalidades

 

Está confortável com continuar a ter a SAD a comparticipar de forma crucial os custos operacionais das modalidades?

 

É seguindo esse modelo que irá promover o regresso do Basquetebol ao clube?

 

Acha que essa dependência das modalidades face aos resultados do futebol pode ser evitada e ainda assim manter as modalidades competitivas?

 

Se sim, como? 

 

A comunicação e promoção juntos dos sócios sobre as várias modalidades ao dispor para a prática desportiva parece claramente algo que ficou cristalizado, e em certos aspetos pior, do que tínhamos no século passado. A informação no sítio sobre a oferta é escassa e pouco fiável em termos de regularidade e abrangência. O Sporting pouco se distingue quanto a esse aspetos – comunicação, promoção e atração – de algumas agremiações desportivas de bairro, por vezes comparando pior com estas pela sua própria escala onde os seus associados e potenciais interessados ultrapassam em muito as fronteiras do “bairro natural” de implantação dos equipamentos.

O que pensa fazer quanto a estes aspetos mais relacionado com a vivência integral do clube como provedor de serviços desportivos em termos de comunicação e eventual expansão?

 

 

Futebol profissional

 

Já falou da necessidade de recuperarmos de algum atraso face aos nossos adversários e da necessidade de ter o futebol mais integrado nos diversos escalões e estruturas. O que pode dizer em concreto sobre esse tema?

 

Sobre o futebol profissional numa perspetiva nacional e de colaboração entre os clubes, parece evidente que há clubes que estão muito pouco confortáveis com a Liga de Clubes e não perdem a oportunidade de exacerbar as suas falhas elogiando de pronto da Federação. Estas reações e tendências poderão estar relacionadas com equilíbrios de poder e indiciam onde é que esses clubes sentem ter maior ou menor capacidade de condicionar as decisões dos respetivos órgãos em seu favor?

 

Da leitura do seu programa fica patente, no que se refere à arbitragem que defende que esta seja totalmente independente da federação. Qual a sua expectativa quanto a encontrar aliados para defender esta causa entre os restantes clubes de futebol?

 

 

Experiência durante o jogo em Alvalade/João Rocha

 

A qualidade e em especial da diversidade dos serviços oferecidos dentro do estádio durante os jogos é limitada. Já defendeu que quererá dotar o estádio de wi fi gratuito durante os eventos. Mas quanto aos produtos disponibilizados (alimentação) a verdade é que são sempre os mesmos, muito pouco saudáveis, onde é rara a inovação e pouco tem mudado no sentido de tornar toda a experiência e vivência dentro do estádio, já após a entrada, mais confortável e apetecível, em especial para as famílias.

Tem algumas sugestões ou ideias que pretende ver implementadas nesta matéria?

 

Pensa rever os contratos de concessão quanto à definição dos serviços?

 

 

Encher o Estádio

 

São raros os detentores de gamebox que conseguem assegurar presença em todos os jogos da temporada, apesar de serem comuns os empréstimos de gamebox. Se um sócio não conseguir emprestar a gamebox o lugar fica vazio e ninguém beneficia. Se o detentor da gamebox libertasse o seu lugar num dado jogo o clube poderia vender o lugar para esse jogo, o estádio estaria mais cheio e o sócio detentor da gamebox poderia receber uma compensação (crédito na loja verde, em bilhetes, etc). Admite considerar esta forma mais dinâmica de relacionamento com o clube ou antevê dificuldades importantes que não estão a ser consideradas?

Eu, candidato - que perguntas fazer a quem quer ser presidente do Sporting?

E se tu fosses candidato à direção do Sporting? Que respostas tinhas? Ou por outras, que perguntas gostarias de vr respondidas pelos candidatos? E que respostas tu darias a essas mesmas perguntas.

Nos próximos dias tentarei alinhavar uma coleção de perguntas que gostaria de ver respondidas antes de decidir em quem votar. Com sorte, pode ser que as consigamos colocar aos próprios. Têm sugestões? Deixem-nas nos comentários. E vão pensando no tema. Fica o desafio

Será um processo em curso durante as próximas semanas. 

Hoje deixo aqui as perguntas do momento que acho que também poderiam ser colocadas aos candidatos e que têm a ver muito concretamente com a situação das rescisões.

O mais certo é o odioso desta gestão ficar com a Comissão de Gestão e Sousa Cintra, evitando os candidatos comprometer-se com respostas que nunca poderiam agradar a todos (tal é a divisão interna) mas são perguntas que me atrevo a considerar pertinentes.

 

Neste caso, deixo aqui uma entrevista hipotética inspirada na discussão a que tenho assistido nos últimos dias. As respostas são as que eu tenho dado ou aquilo que penso do que vou vendo e sabendo. E você, candidato/eleitor, o que diria? 

 

1) Achas que os jogadores que rescindiram têm razões de queixa em relação ao SCP enquanto entidade patronal?

Sim.

 

2) Suficientes para invocarem justa causa e rescindirem?

Provavelmente, mas não sei. Nem sei se podemos tratar os jogadores todos como um bolo. Provavelmente, não. Uns terão razões mais fortes que outros podendo até alguns ter justa causa e outros não. Não sei. Mas ninguém poderá garantir com certeza absoluta que o Sporting ganhará todas as causas. Há o risco real de, em alguns casos, ainda termos que indemnizar jogadores.

 

3) Achas que o SCP deve ser intransigente e não admitir qualquer negociação face aos contratos anteriores?

Não. Acho que face ao risco de perder mas também face ao que será o ganho potencial máximo caso se ganhe (que nunca serão as cláusulas de rescisão), face à demora no desfecho e face à importância de fazer um encaixe decisivo para estabilizar as finanças e conseguir reinvestir, a intransigência deve ser a exceção para algum caso e não a regra. Exacerbar o sentimento de orgulho ferido só irá piorar a situação para o clube.

 

4) Porque é que falas da importância do encaixe financeiro? Estás a referir-te aos €40 milhões de dívida de que falava o CM?

Não. Estou apenas a considerar que era aceite por todos que o Sporting teria de vender jogadores para financiar a próxima época. Rui Patrício e William eram os de venda mais provável e o encaixe esperado seria sempre de várias dezenas de milhões de euros. Esse dinheiro continua a ser preciso e tem de vir de algum lado. Quanto ao que vem no CM não faço ideia. 

 

5) O que esperas dessas negociações?

Acho irrealista imaginar que vamos recuperar o valor comercial real dos jogadores. Iremos sempre gerar um encaixe a desconto. O tamanho do desconto dependerá da capacidade de negociação, do número de clubes interessados e até da robustez do caso contra o Sporting que cada jogador possa ou não ter.

 

6) Não achas que isso será um mau exemplo para o futuro? A partir de agora é tudo a rescindir, não?

Não espero que o SCP volte a ter cenas de pancadaria aos jogadores em Alcochete, nem espero voltar a ter um presidente que os destrate em público e privado de forma sucessiva e nominativa. Por isso, não, isto não poderá servir de exemplo pois a situação não se pode repetir. A situação só é crítica porque há, pelo menos, um mínimo de credibilidade nas razões para a rescisão.

 

7) Não achas que negociar é indigno para o Sporting?

Indigno é os prováveis co-autores e amigos dos que andaram por Alcochete a dar molho se passeiem pelas nossas bancadas glorificando o "feito" e pedindo "justiça" para os 23 (27). A defesa do melhor interesse do clube passa por garantir que não fica completamente na mão de futuros investidores e salvadores da pátria, algo que temo possa acontecer se não recuperarmos uma parte substancial do valor dos jogadores que rescindiram, rapidamente.

Siiiiiiiiiiiiiiim!

Siiiiiiiim!

Tenho escrito pouco por aqui mas tenho escrito e, na medida do possível, feito o que posso, por aí, para tentar resgatar o Sporting de um dos momentos mais negros da sua história.

Amanhã é dia de pôr um ponto final nesse mesmo destino trágico que temos vivido, da forma mais genuína e devota possível: pelo voto, em família.

Amanhã será Dia de Sporting e há um grande 'Siiiiiiiiiim' para dar ao futuro do clube.

No dia seguinte que venham os leões e leoas que quiserem propor-se à maior responsabilidade no clube que cá estaremos para, em setembro, no menor prazo permitido pelos estatutos, escolher, apoiar mas também para mantermos sempre a vigília pela defesa do interesse do clube. Se há coisinha que estes anos demonstraram é que nunca podemos passar cheques em branco.

Que a decisão de amanhã, na Assembleia Geral, possa deixar esse aviso a futuros aprendizes de feiticeiro é o que mais desejo.

Viva o Sporting Clube de Portugal!

 

Informação útil aqui: Assembleia Geral do Sporting de 23 de junho de 2018: horários, indicações sobre votação, segurança e auditoria

Matemática, lógica e futebol

Num jogo de futebol, o árbitro, alguns instantes antes de se chegar aos 90 minutos informa o 4º árbitro do tempo de compensação.
Teoricamente (e na prática) a partir daí pode acontecer que se justifiquem compensações adicionais caso as situações habituais que levam à necessidade de compensar o tempo de jogo se justifiquem.
Curiosamente, no último Tondela-Sporting, quando o cronómetro atinge os 90 minutos - certamente já depois de o 4º árbitro saber qual o tempo de compensação - o jogo estava interrompido tendo o árbitro que intervir porque, tendo assinalado uma falta, o jogador faltoso impediu a rápida marcação do livre e lá foi afastando a bola do local, sucessivamente.
Algum sururu com o Bruno Fernandes a dar-lhe um chega para lá na tentativa de recuperar a bola, o jogador o Tondela a cair, o árbitro a ter de acalmar as hostes.
Foi assim repito, que se começou o tempo de compensação, os 4 minutos: com o jogo parado.
Durante a compensação houve mais duas situações, ambas pontapé de baliza para o Tondela, em que o árbitro teve de servir de despertador ao guarda redes do Tondela - apitando - pois no processo de repor a bola em jogo, conseguiu queimar cerca de um minuto.
Aos 93 minutos e 40 segundos o jogo é interrompido.
Quando faltava para jogar? 20 segundos? Ou cerca de dois minutos?
O jogo é retomado exatamente 2 minutos e 28 segundos depois, aos 96 minutos e 8 segundos de contagem contínua.
Exatamente ao minuto 98 e 00 segundos o Sporting marca o golo da vitória.
Votos de muito boa noite e saudações leoninas.
 

Amanhã

Aconteça o que acontecer hoje, vou continuar a ser do Sporting. Essa é quase a única certeza.
Seja qual for o resultado, creio que o Sporting sairá disto mais fragilizado do que estava há um mês, mas cá estaremos e são 111 anos de história e não 5 ou 17. Saudações leoninas, em especial aos que hoje vão conseguir estar na Assembleia Geral.

Ainda o Eterno Fantasma de Godinho Lopes

Quando entrei na última AG depois de falar com algumas pessoas e ouvir várias conversas fiquei plenamente convencido que o conselho diretivo ia conseguir aprovar a quase totalidade dos 13 pontos que iram ser votados. E se alguns fossem reprovados sê-lo-iam porque se tratam de alterações estatutárias que exigiriam 75% dos votos. Dos seis que foram a votos, recorde-se, a apoio foi esmagador e bem superior a 75%, incluindo as contas do clube e autorizações sobre imobiliário e o universo empresarial do clube.

Havendo humildade democrática e sem surpresas de andamento este desfecho era o mais natural e, na minha opinião, desejável. Estava até convencido que se houvesse votação por alíneas de alteração estatutária, como tantas vezes se faz na Assembleia da República (e a que o presidente aludiu há poucos dias como sendo algo que tinha ideia de vir a propor na AG passada), a percentagem de alterações estatutárias chumbadas seria diminuta pois os pontos de desconforto eram mesmo só dois ou três em dezenas de alterações.

O problema da AG não foi o Carlos Severino nem os associados que falaram antes que foram defender a honra perante as acusações diretas e pessoais feitas pelo presidente. Desconfio que só as pessoas da primeira e segunda fila é que percebiam o que o senhor Severino estava a gritar. E poucos ou nenhum estavam ávida e permanentemente a ver o que era ou não publicado pelos media, fora da AG com fonte na AG (vídeos, cartas…), aparentemente com exceção dos órgãos sociais.

O que sobrava para quem lá estava e que via e ouvia os gritos do presidente, de alguns diretores e dos visados era apenas um espetáculo triste e de duvidosa utilidade face aos objetivos principais daquela AG.

A verdade é que com a condução dos trabalhos feita pela Mesa e com as intervenções do presidente, conseguimos estar, já com várias horas de atraso, a discutir pela enésima vez as eleições de 2011 e o que é que fulano e sicrano tinham ou não tinham feito ou deviam ter feito!

O presidente “carregava” nuns botões e esses “botões” reagiam numa troca que não me interessava de todo e que, me atrevo a dizer, interessaria mesmo a muito poucos que iam vendo as horas a passar e o cerne da questão a ser adiado para as calendas para dar prioridade àquele lavar de roupa suja, sete anos depois dos eventos sucedidos.

Chegar à discussão dos estatutos, está quieto e havia ainda a promessa do presidente de ir falar, um por um, dos sportingados, fazendo o seu libelo de acusação e, naturalmente, conceder tempo de réplica. Mesmo assim, mesmo com a gestão desastrosa da AG pelo seu presidente, em nenhum momento senti que se estivesse a criar um movimento anti-direção e menos ainda que aqueles 700 e tal maduros ali estivessem representando uma federação de grupos e grupinhos prévia e secretamente combinados.

Por tudo isto, é muito triste ver agora o presidente passar um atestado de estupidez ou burrice (cada um interprete como quiser) aos mais de 700 associados presentes que pela sua análise ou eram participantes de um complot conspirativo ou eram peões que foram manipulados pela sageza dos conspiradores.

Não posso estar mais em desacordo com esta interpretação dos factos e, acreditando que ela é sincera, só posso dizer ao senhor presidente que tem grande dificuldade em perceber os associados que tem. A reação que teve foi ela própria ofensiva, pois impediu-nos sequer de votar a possibilidade de votar um requerimento, extrapolou como quis o que não chegou a acontecer e, basicamente, forçou outra AG porque aqueles 700 e tal tinham deixado de lhe interessar.

O que vejo hoje são várias tentativas de tornar em “realidade” uma interpretação mistificadora do que se passou na AG que está a ter como consequência escavar trincheiras que a poucos interessam, elevando a um grau de importância associados que há muito nada mexem ou dizem ao comum sportinguista com o aparente fito (peço desde já desculpa que me engano) de exaltar ódios e apoios para remendar as consequências dos enormes tiros no pé que os órgãos sociais deram durante a AG com especial destaque para o presidente da Mesa e do Clube.

Provavelmente, tudo será sanado dia 17, não porque os mais de 75% dos sócios dessa AG serão melhores do que os 700 e tal que estavam na AG anterior mas porque a maioria clara ainda considerará que, pesando os prós e os contras, vale a pena continuar a apoiar os atuais órgãos sociais. Muito provavelmente, se não tivesse presenciado a última AG não me abespinharia tanto com a truculência, falta de respeito e falta de rigor que tenho visto nos últimos dias e, muito provavelmente também apoiaria a direção atual. É caso para dizer que felizmente só lá estiveram 700 e tal.

Dito isto, os dois tostões que aqui deixo não são para convencer ninguém, são um mero exercício de liberdade e respeito pela minha consciência e pela verdade.

Uma coisa é certa, se a atual direção continuar a alienar associados válidos, empenhados e que até os apoiavam, com a ligeireza com que enfia alguns críticos no saco dos proscritos e candidatos a expulsão, não só dificilmente os recuperará como apoiantes como irá continuando a ver a sua base de apoio erodir-se, pondo em risco aquele que é um legado positivo que qualquer sócio e adepto que ama o Sporting consegue reconhecer e valorizar.

Despreze o que é desprezável, deixe os críticos mais vezes a falar sozinhos. Encerre de vez o passado onde ele merece estar há já alguns anos e canalize todas as energias para as batalhas que interessam e que estão muito mais fora do clube do que no seu interior. E parta do princípio que os sócios e adeptos do Sporting são muito inteligentes e nunca burros a quem é preciso explicar as coisas muito devagarinho, um tique que lhe fica muito mal e a que recorre amiúde.

Escolhemos Godinho Lopes mas depois escolhemos Bruno de Carvalho.  Deixe-nos gozar o sucesso da sua direção sem termos sombras por cima da cabeça e trincheiras alimentadas pelos nossos próprios dirigentes e deixemos de uma vez por todas de dar cartaz ao eterno fantasma de Godinho Lopes e seus apaniguados.

E viva o Sporting.

Uma aventura em Astana

Quando o Sporting entrar em campo na próxima quinta-feira, serão 22 horas no horário local (16 horas em Portugal Continental). A temperatura esperada à hora do jogo é de aproximadamente 19 grau negativos, o que, feitas as contas, nos leva para uma diferença superior a 30 graus face à temperatura a que se jogou ontem ou jogará em Tondela, na segunda-feira seguinte.

O estádio tem teto retrátil, esperemos que não avarie e que esteja mais quentinho lá dentro. A verdade é que não consigo imaginar o que será jogar com temperaturas negativas de -19 graus e vento de mais de 20 km/hora.

Adicionalmente, na viagem, entre ida e volta, vai-se perder quase um dia.

Astana.JPG

 

Bem sabemos que "não há desculpas" mas nestas condições creio que podemos prescindir da nota artística.

Ontem estivemos perto de nos conseguirem empurrar para uma genuína crise de resultados em vésperas de um dos períodos mais duros do nosso calendário para esta época, através daquele que será o primeiro grande erro grosseiro na utilização do VAR.
Mas a verdade é que superámos a prova, fizemos descansar jogadores chave (uma consequência interessante de alguns castigos), ficámos com água na boca para ver mais minutos dos que se estrearam e vamos a jogo com ânimo vitaminado.

Esta aventura/prova não nos pedirá menos do que dita o nosso lema para ser superada com glória. Juntar-lhe-ia uns baldes de chá quente, pelo sim pelo não.

Imagem retirada do google na pesquisa "tempo astana".

O que o presidente nunca podia ter feito mas fez

Quando o presidente do Sporting Clube de Portugal coloca numa lista de sócios a proscrever um associado (Pedro Paulino) cujo único crime foi ter apresentado um requerimento legítimo numa Assembleia Geral de que o presidente não gostou, esse presidente não está a servir bem o Sporting e não merece o lugar.

Esta revelação foi feita há minutos em direto na SportingTV e contou com a resposta ponderada e não refutada dada pelo visado.

 

Estive na Assembleia Geral e sei muito bem porque é que perante a replica do associado não houve qualquer resposta do presidente: o associado disse a mais pura verdade e esvaziou qualquer nexo para a crítica e presença na malfadada lista.

Um associado pode ser assim visado pelos órgãos sociais, incluido numa lista exposta e qualificada em termos indignos, não por ter ofendido, caluniado (como outros terão inegavelmente feito) mas por ter exercido dentro de uma Assebleia Geral um direito elementar de qualquer associado que é o de pedir para se apreciar um requerimento nos termos estatutários.

Não conheço o associado em causa, creio que o presidente também não, mas a razão para estar na lista foi singularmente esta, o requerimento foi inoportuno. 

O nosso presidente (acompanhado pelos órgãos sociais) está de facto a revelar que não sabe distinguir uma calúnia de um legítimo e desejável sentido crítico dos associados. E perante isto a nossa tragédia prossegue mas a verdade é que, um presidente que pensa assim tem que ser travado. É insuportável que algum associado esteja a ser perseguido por isso.

Eu sei que já aqui expus a minha posição sobre os três pontos da próxima Assmbleia Geral mas perante mais este triste episódio hoje transmitido em direto na TV do clube e, especificamente pelo que vi fazerem ao associado Pedro Paulino, tenho que admitir que isto muda completamente a minha perspetiva e viola o que nunca pode ser posto em causa seja por quem for e por mais genial que seja em termos desportivos, financeiros ou motivacionais.

Bruno de Carvalho, com esta atitude deita tudo a perder e passa a ser uma ameaça ao próprio clube. Algo que obviamente está incapaz de reconhecer.

 

P.S.: No final da sessão, o presidente lá admitiu que "exagerou". Afinal aquele associado não devia estar na lista. Tal como há poucos dias acabou por reconhecer o mesmo sobre um outro associado (Nuno Morão) quando este lhe deu réplica. Errou uma vez, duas vezes e reconheceu mas sempre DEPOIS de vir o naming and shaming público com a chancela dos corpos sociais onde misturam todo o tipo de situações. Do caluniador ao singelo sócio que teve o azar de ser "mal entendido" porque foi inoportuno.

Convocatória para a Assembleia Geral 17 FEV 2018 e propostas

ADENDA: Já depois de ter escrito esta prosa passou-se isto: "O que o presidente nunca podia ter feito mas fez" e revi a minha posição. Se estiver na AG votarei contra todas as alterações e tomarei posição no ponto 3.

 

Recorrendo à dedicada partilha por um consócio da convocatória para a Assembleia Geral do Sporting Clube de Portugal que se vai realizar no próximo dia 17 de fevereiro de 2018 pelas 14h00 no Pavilhão João Rocha e que foi publicada no jornal Público, alargo ao És a Nossa Fé a difusão dessa mesma convocatória que pode consultar na íntegra descarregando aqui.

Da convocatória constam as propostas de alteração que são referidas nas pontos 1 e 2.

AG Sporting 17 FEV 2018

 

Numa primeira leitura parece evidente que aquilo que era a versão que foi levada à anterior Assembleia Geral é agora integralmente retomada. Ou seja, não se recuperou a proposta inicial, mas sim a versão que veio a ser revista até à véspera da última AG.

A título pessoal, a alteração que acho mais incómoda e que se fosse votada isoladamente me mobilizaria para votar contra é mesmo o fim da eleição do Conselho Fiscal e Disciplinar (CFD) pelo método de Hondt. A partir da aprovação, quem quiser garantir que o órgão de fiscalização e disciplina não fica inteiramente dominado pela direção de cada momento terá de conseguir que seja outra lista a ter a maioria dos votos, pois, após esta alteração, bastará uma maioria simples para que se ganhe a totalidade dos lugares no CFD.

Quanto ao resto, há alterações inúteis ou muito pouco relevantes em termos de eficácia acrescida face ao que já está previsto nos estatutos e há alterações plenamente coerentes com o programa eleitoral sufragado há 11 meses, como seja a extinção do conselho leonino.

A título pessoal, apesar de todas as críticas que me merece o processo e a forma ofensiva que repetidamente o presidente escolhe para se dirigir aos sócios - a todos os sócios - e que me levou a tomar a decisão de não voltar a apoiá-lo em futuros atos eleitorais, no caso concreto e ignorando chantagens e dependências já proclamadas quanto às consequências dos resultados da AG, não vejo razões bastantes para votar contra a revisão de estatutos.

Quanto à votação do ponto 3 remeto o meu voto para o que dei à atual direção há 11 meses. Terá de lhes bastar pois a menos que haja real motivo ou efetiva crise diretiva, não conto voltar a escolher novo presidente antes de 2021.

 

E domingo lá estaremos, de número 12, esteio seguro ao qual a equipa de futebol se poderá agarrar, para que os soluços do momento não passem disso, no caminho da glória.

Saudações leoninas! 

 

P.S.: É uma pena que, com tanta alteração estatutária, não tenha ocorrido aos órgãos sociais alterar/modernizar a forma de difusão das convocatórias e respetivas propostas, colocando em paridade de importância e de prazos, os meios mais atuais de comunicação face aos meios clássicos e pouco eficazes para um clube com tantos sócios que pouco têm a ver com a compra de jornais ou com a residência na capital. Fica para a próxima?

Felizmente ao Sporting não faltam grupos como este que zelam para ir colmatando esses anacronismos e vão dando chama ao sportinguismo moderno, sem fronteiras e sem barreiras.

 

P.P.S.: Apesar de à data em que escrevi este artigo ainda não haver comunicado sobre o tema no sítio do clube, fui informado que a informação já consta de uma página interior aqui.

O que fazer na próxima AG do Sporting?

O Daniel Oliveira, no meio de comunicação mais usado pela conselho diretivo do Sporting, escreveu estas linhas, que podia ter sido eu a escrever, com uma singular diferença: depois do que assisti na última AG e dias subsequentes, terei imensa dificuldade em repetir por uma quarta vez o voto em Bruno de Carvalho, o que não quer dizer que neste momento me mobilize para votar contra o terceiro ponto da agenda para a Assembleia Geral.

Provavelmente, se conseguir estar presente, abster-me-ei pois parece-me um absurdo, menos de um ano depois de lhe ter dado, pela terceira vez, o voto para que liderasse o clube por quatro anos, ter que estar de novo a renovar os votos sem que haja a mínima justificação racional para o fazer.

O texto do Daniel com sublinhados meus.


Não escrevo aqui sobre as aventuras e desventuras do futebol. Mas, como votante desde a primeira candidatura de Bruno de Carvalho (ou de qualquer alternativa ao que foram duas décadas de destruição do meu clube) e alguém que integrou a sua Comissão de Honra nas últimas eleições, sinto o dever de escrever isto: por melhor que tenha sido o seu trabalho à frente do clube (mesmo que o estilo fosse, como escrevi várias vezes, dispensável), isso não dá ao presidente qualquer tutela sobre a consciência dos sócios dos Sporting. Pelo menos sobre a minha não dará.

Eles, como eu e como o sócio Bruno de Carvalho, devem votar qualquer alteração aos estatutos ou qualquer regulamento disciplinar do clube conforme dita a sua consciência. Qualquer ameaça de demissão ou de não recandidatura deve ser totalmente ignorada. É irrelevante para o debate.

Os estatutos e os regulamentos do clube ultrapassam qualquer presidente, sempre circunstancial. E este, como qualquer outro, tem o dever de o perceber. Um presidente lidera, não faz chantagem nem ameaças.

Não põe condições aos sócios, aceita as condições dos sócios. Não dá ordens aos sócios, obedece aos sócios.

E é por pensar assim que tenciono, se conseguir, ir à próxima Assembleia Geral para votar favoravelmente umas coisas e desfavoravelmente outras e, no fim, aceitar o resultado da votação.

O que o presidente decide fazer se não gostar do resultado é um assunto que me é totalmente indiferente.

Se se recandidatar e não houver melhor alternativa, muito provavelmente terá pela quarta vez o meu voto. Se não se recandidatar haverá seguramente quem o faça.

Os sócios não têm de pedir autorização a ninguém para votarem como entendem.

Assembleia Geral do Sporting: porque não devemos faltar

Amanhã, 3 de fevereiro de 2018, pelas 14h30m, realiza-se uma Assembleia Geral do Sporting Clube de Portugal na sede do clube, em Lisboa. Não é uma Assembleia geral ordinária no sentido de se "resumir" a aprovar contas.

Na ordem de trabalhos constam 8 pontos que passam por uma homenagem a Peyroteo, decisões sobre imobiliário, constituição de uma auditoria, acertos de linguística nos estatutos mas também várias alterações de fundo aos próprios estatutos do clube.

E é, em especial, nas alterações estatutárias que creio se encontra uma razão maior (Peyroteo que me perdoe) para não faltarmos a exercer o poder soberado enquanto associados na próxima AG. Alterações essas que geraram já tamanha e justificada polémica entre vários grupos de associados que conduziram a um comunicado do clube com emendas a uma das propostas (referente ao ponto 6.1.).

Estas alterações incluem aspetos positivos, outros de oportunidade duvidosa e outros completamente inaceitáveis e deslocados da tradição democrática do clube - na minha opinião, naturalmente.

 

Revelam mais uma vez que a atual direção é capaz do melhor e do pior e que precisa irremediavelmente do discernimento muito atento e da ação dos associados para garantir que não deita a perder o muito que de bom tem feito à conta de recorrentes desvios face a alguns dos princípios basilares da instituição e do respeito e promoção da sã convivência entre todos os associados de que os órgãos sociais devem ser os primeiros zeladores.

Temos alterações que impõem uma redução de poderes da Assembleia Geral, outras que alargam de forma completamente discricionária os motivos para a constituição de processos disciplinares e posterior expulsão dos associados não alinhados com a direção e outras que alteram a forma como são atribuídos os cargos no órgão que está, precisamente, incumbido de arbitrar e decidir os processos disciplinares: o conselho fiscal e de disciplina. Há ainda alguns pontos que reforçam o poder direto do presidente.

No fundo, há uma lógica subjacente a várias das alterações que visam reforçar um governo presidencialista, unanimista e potencialmente persecutório a embutir nos estatutos do clube.

 

Compreende-se, até certo ponto, que tenhamos todos um trauma coletivo com o mau governo e completo desalinhamento entre o superior interesse do clube e a forma como alguns dirigentes anteriores geriram a nossa casa. Muitos compreenderão até que alguns poderes fáticos sejam substituidos ou despidos dos poderes que tinham e que pouca supervisão e valor acrescentado ofereciam ao clube (como o conselho leonino). Mas tal trauma não pode patrocinar uma concentração de poder alinhada com formas completamente discricionárias de legitimar a perseguição de grupos de associados afetos ao clube que alguém ache estarem a perturbar os órgãos sociais - para usar as palavras que constavam da primeira versão da alínea agora sujeita a algumas melhorias cosméticas.

Sendo estas propostas apresentadas por uma direção liderada por um presidente que já demonstrou por mais do que uma vez, no seu afã de limpar o clube de quem lhe fez mal, ser incapaz de distinguir o trigo do joio deitando várias vezes fora o menino com a água do banho, só mesmo por grande incúria poderiamos deixar de participar e limitar estas pulsões indesejáveis que fazem lembrar tiques totalitários.

Dito isto, e porque cada um terá a sua opinião, sugiro-vos apenas que dediquem um pouco de tempo a ler, se não mais, o ponto 6 e suas alíneas, e a ouvirem as justificações e defesa que certamente a direção fará e (espero) respetivo debate, que decorrerá na Assembleia Geral do Clube.

É nosso dever ajudar a direção a servir bem o clube, em especial nas matérias onde são mais evidentes as suas limitações. Merecemos celebrar os sucessos desportivos que todos esperamos sem qualquer tipo de sombra da qual seriamos inteira e exclusivamente responsáveis.

 

Saudações Leoninas!

 

Por memória:

 

Ordem de trabalhos da Assembleia Geral:

Ponto Um – Deliberar sobre a atribuição, a título perpétuo, a Fernando Peyroteo do número 9 de sócio do Clube.

Ponto Dois – Aprovar a realização de uma Auditoria de Gestão ao Grupo Sporting referente ao mandato 2013/2017.

Ponto Três - Apresentação do Relatório de Sustentabilidade do Grupo Sporting.

Ponto Quatro - Autorizar, nos termos e para os efeitos do disposto no artigo 43.º, número 1, alínea n), dos Estatutos, a aquisição à CONSTRUZ – Promoção Imobiliária, SA de duas parcelas de terreno com as áreas de 3300 e 4000 metros, sitas na Avenida Padre Cruz, em Lisboa.

Ponto Cinco - Conceder autorização ao Conselho Diretivo para que possa negociar os termos e condições da concessão a terceiros da construção e exploração de estabelecimento comercial em terreno, com a área de 3300 m2, sita na Avenida Padre Cruz.

Ponto Seis - Deliberar, nos termos do artigo 43.º, número 1, alínea a), dos Estatutos, sobre a alteração dos Estatutos do Clube.

Ponto Sete - Aprovação do Regulamento Disciplinar.

– Discutir e votar as contas consolidadas do Sporting Clube de Portugal referentes ao exercício de 1 de Julho de 2016 a 30 de Junho de 2017.

 

E as propostas de alteração:

Título

Data

Proposta Ponto 8 - AG de 3 de Fevereiro de 201830-01-2018
Proposta Ponto 7.1 - AG de 3 de Fevereiro de 201830-01-2018
Proposta Ponto 7 - AG de 3 de Fevereiro de 201830-01-2018
Proposta Ponto 6.5 - AG de 3 de Fevereiro de 201830-01-2018
Proposta Ponto 6.4 - AG de 3 de Fevereiro de 201830-01-2018
Proposta Ponto 6.3 - AG de 3 de Fevereiro de 201830-01-2018
Proposta Ponto 6.2 - AG de 3 de Fevereiro de 201830-01-2018
Proposta Ponto 6.1 - AG de 3 de Fevereiro de 201830-01-2018
Proposta Ponto 6 - AG de 3 de Fevereiro de 201830-01-2018
Proposta Ponto 5 - AG de 3 de Fevereiro de 201830-01-2018
Proposta Ponto 4 - AG de 3 de Fevereiro de 201830-01-2018
Proposta Ponto 3 - AG de 3 de Fevereiro de 201830-01-2018
Proposta Ponto 2 - AG de 3 de Fevereiro de 201830-01-2018
Proposta Ponto 1 - AG de 3 de Fevereiro de 201830-01-2017

Eu quero ser campeão mais do que tu

Há falta de desequilíbrios significativos nos planteis - veremos, veremos - o que se tem visto a separar o FC Porto do Sporting são diferenças milimétricas que, justificam a atual diferença de pontuação no campeonato. Ambas as equipas partilham o raro facto de dependerem estritamente de si para serem campeãs nacionais de futebol masculino ao mesmo tempo que se mantém em todas as frentes possíveis.

O FC Porto tem feito esquecer as fraquezas quantitativas do seu plantel por via de uma vontade de querer ganhar que há muito não se lhe via ou reconhecia. O Sporting, ligeiramente menos histriónico nas demonstrações de querer, tem conseguido potenciar o maior conforto quantitativo e razoável equilíbrio qualitativo entre primeiras e segundas linhas do seu plantel para se manter em todas as competições neste início de 2018.

Ambas as equipas estão bem encaminhadas para ganhar o campeonto ainda que com estratégias diferentes. A do Sporting Clube de Portugal parece-me mais sustentável mas nem assim oferece garantias absolutas de sair vencedora. Afinal de contas, isto é futebol, mesmo sendo um campeonato.

 

O que fazer para melhorar as probabilidades de sucesso no final das contas?

No essencial (o detalhe vê-se mais abaixo), devemos manter o caminho sem grandes agitações e estar especialmente atentos  - como até aqui - à necessidade de manter o foco: no Sporting os jogadores têm que querer ganhar mais o campeonato do que os jogadores do FC Porto.

No Porto tudo é usado para galvanizar as hostes, desde as más arbitragens desfavoráveis, aos vaticínios de patinho feio que ia rebentar a meio da época que tantos fizeram no início do ano futebolístico. E depois há a campanha de denúncia do maior escândalo no futebol nacional desde o último protagonizado pelo próprio FP Porto há alguns anos. Um desígnio em que o Sporting também vai participando de forma razoavelmente competente.

Por cá temos conseguido manter maior serenidade - apenas ligeiramente ensombrada pela pálida imagem que demos na Luz - e temos conseguido ter sucesso onde antes falhávamos mais do que os nossos rivais, muito à conta de um plantel de melhor qualidade do que no passado e de um treinador que tem estado mais certeiro nas suas opções e leituras do que no passado.

 

Janeiro e o plantel

Entretanto, talvez janeiro traga algum reforço efetivo ao plantel numa área onde, de facto, não melhorámos tanto quanto desejável face ao ano anterior: o meio campo. O simpático filho de Bebeto não calou os críticos como sucedeu com Mathieu ou Piccini e tem servido com irrepreensível esforço para descansar outros artistas nas taças da cerveja e quejandas.  Bataglia é um jogador valioso em muitos jogos do nosso campeonato mas a quem falta o extra para nos garantir uma desenvoltura de destreza da transição que tantas vezes nos beneficiaria se aquele passe adicional se pudesse evitar e se fosse ele a protagonizá-lo. Em suma, veremos daqui a algumas semanas se Wendel é jogador para 2017/2018 ou apenas para 2018/2019, mas não contemos com isso como decisivo. Que seja um bónus, se possível.

Para a linha da frente, falta-nos uma maior eficácia e arrogância dos nossos goleadores, além de Bas Dost. Doumbia cumpriu exemplarmente na champions e na generalidade dos jogos em que tem participado, mas como disse JJ, não encaixa com Dost e é como se não existisse no campeonato. É talvez da zonas mais decisivas e na qual estamos atrás claramente atrás do FC Porto. É por aqui que justifico que não me choca a atual pontuação no campeonato. Como resolver isto?

No ano passado por esta altura fomos resgatar Podence para o plantel e ajudou de facto mas a história era outra. O da época do Sporting e a do jogador. Este ano, dificilmente teremos retornos a meio da época da prata da casa com entrada direta como titular.

 

O que falta do campeonato

O momento das três equipas que estão no topo de compeonato faz-me acreditar que se vão perder mais pontos na segunda volta do que na primeira, o que, teoricamente, favorece quem está a correr atrás do prejuízo e só tem o campeonato por objetivo.

Muito sinceramente, neste preciso momento em que escrevo, a classificação do campeonato parece-me justa. E sendo necessário introduzir algumas melhorias para conseguirmos ser campeões (admitindo que os adversários não fraquejam) com igual franqueza acredito que, apesar do que ainda nos falta, temos pela frente a melhor oportunidade de sermos campeões em muitos, muitos anos, ou seja, desde que fomos campeões pela última vez, provavelmente no longínquo ano de 2015/2016.

Força Sporting!

 

ADENDA: Entretanto, um dos melhores a jogar à bola no nosso campeonato passou a ser jogador do Sporting e este sim, pode perfeitamente disputar desde já a titularidade: Ruben Ribeiro.

Emotion Picture by BdC

Ontem um amigo leão fez-me estremecer com três palavras "Ecografia Morfológica Live".

Não tendo a saúde permitido ir a Alvalade para o jogo com o Marítimo, ia-me passando ao lado o bónus oferecido aos adeptos que marcaram presença. Mas o absurdo era tamanho que acabei por apanhar com ele, apesar de me ter recusado a ver o emotion picture.

Deste então, estou-me a preparar psicologicamente para o próximo jogo em Alvalade. Aliás, para os próximos.

Uma ecografia morfológica já para a semana, no jogo contra o barça? Pode ser que o Messi se comova e a bota lhe trema?

Lá para diante, quando recebermos o Benfica, adivinho uma feliz coincidência natalícia no calendário? O primeiro parto em direto para 50.001? O Jonas marejado de lágrimas não encontrará a sua piscina?

E algures no meio desta patetice egocentrica e despropositada que parece estar a ficar descontrolada, temos o Sporting Clube de Portugal a tentar ser campeão.

Por mim ficava só mesmo com o caneco e com uma brutal festa para celebrar o jejum lá para finais de maio. Nesse dia não faltarão voluntários para mudar as fraldas ao petiz se o casal emotion picture quiser desbundar à vontade, não seja por isso. Mas até lá... É assim tão difícil só oferecer futebol de primeira com o bilhete?

Defesas centrais?

Precisamos de ir contratar novos defesas centrais? Foi aí que esteve o ponto principal fraco da nossa defesa este ano?

Bom, temos sempre que dar um enorme desconto ao que vem na imprensa e relativizar o que se publica por aí, não é verdade?

Entretanto, seguro para a próxima época como reforço para o centro da defesa está André Pinto, que assinou no final de janeiro deste ano, vindo do SC Braga.

Coates também foi contratado em fevereiro de 2017 depois de ter vindo para o Sporting CP por empréstimo do Sunderland.

No plantel temos ainda Ruben Semedo, Paulo Oliveira e Douglas.

Os jogadores de €20 milhões

Em tempo de guerra não se limpam armas, mas chegado este intervalo é a hora de fazer o balanço e de afirmar muito do que foi calado durante a época.

No final de um jogo onde alguns dos jogadores da Academia que andaram a rodar para ganhar estaleca deram a melhor conta possível no tempo e espaço que lhes foi oferecido, ouço o nosso treinador, com ar pesaroso e fatalista, a lavrar sentença procurando evangelizar o povo créu na religião da Academia, no sentido de que esta tem tido demasiado peso no plantel e que com ela e sem recorrermos a craques  - como "os outros que contratam jogadores de €20 milhões" - nunca teremos hipóteses de passar do que temos sido ao longo da última década e meia.

Foi há 24 horas e ainda estou de queixo meio caído.

 

Os "culpados"

 

Gelson, Ruben Semedo, Rui Patrício, Adrien, William, Beto, Esgaio mais tarde Podence são dos últimos a que me ocorre atribuir responsabilidades especiais pela má época. A estes juntaria Bruno César, Bas Dost, Alan Ruiz, Coates e Paulo Oliveira.

Junto a isto outro dado que me ocorreu pouco depois de ouvir o nosso treinador: Iuri Medeiros foi o segundo melhor marcador de entre os quadros do Sporting Clube de Portugal, marcou mais um do que Gelson e não se fez rogado em assistências.

 

Afinal porque tivemos uma época tão abaixo das expectativas?

 

Não sou fundamentalista da Academia. De todo.

Sou fundamentalista de ter no Sporting Clube de Portugal os melhores que podemos contratar e manter de forma sustentável. Sou fã de Bas Dost e acho que foi uma excelente aposta. Sei até que é impossível acertar em todas as contratações ou até na maioria. Mas também consigo ver quando a conversa atinge um patamar alheio aos factos.

 

A verdade é que este ano foi um daqueles anos em que mais suspirei por vários jogadores que já são nossos, da Academia e que, ou não estavam ao nosso serviço, ou permaneciam arredados do plantel.

Fi-lo sempre que Castaignos tocou na bola, sempre que no banco ou na bancada via jogadores que nem calçavam - como Meli. Sempre que Bryan Ruiz destruia mais um pouco a excelente imagem que tinha deixado e que o treinador teimava em exibir.

Fi-lo quando Campbell demonstrava que já tinha dado tudo o que tinha para dar e se mantinha entre os eleitos; sempre que Markovic tinha ainda mais uma oportunidade para revelar que já não era o que foi; sempre que Petrovic ocupava posição no meio campo. Sempre que Elias.... Aí cheguei a chorar (tal como quando Schelotto renovou em janeiro). Sempre que Douglas... quem? Sempre que Marvin fazia 10 jogos péssimos por cada um brilhante.

 

Saudades do Futuro

 

Foi uma época dolorosa, amenizada pela perspetiva de termos jogadores que estavam a amadurecer e a dar genuínas provas de que serão excelentes reforços.

Foi uma delícia ver o Francisco Geraldes e ficar com água na boca para o ver jogar mais. Foi muito bom ver Podence a conseguir aproveitar uma rara oportunidade que acabou por ter. É muito bom ver que Palhinha tem lugar nos 23. É muito bom imaginar Iuri a ser o segundo melhor marcador dos quadros do Sporting e a poder marcar os golos com a camisola certa.

Não fazem um plantel completo? Não. Nem todos serão titulares? Não. Mas atirar para fecho de época uma atorda de "ou compras jogadores de €20 milhões ou não chegas lá", também não engulo. Engulo... Faz-me lembrar o Imbula. Valha-me São Sinama-Pongolle!

Quanto investimos na época passada em assinatura, salários e passes de André, Elias, Markovic, Petrovic, Douglas, Campbell, Meli e outros que tais?

 

A camioneta de jogadores

 

Não, o Sporting não tem dinheiro para comprar uma camioneta de jogadores de 5 a 20 milhões cada para ter deles a mesma taxa de sucesso que tivemos este ano (de caras ficam para o ano Bas Dost e Alan Ruiz). Temos que conseguir fazer melhor, muito melhor com o que temos e com o que pagamos à nossa equipa técnica.

 

Bas Dost custou €10 milhões. Slimani €300 mil. Ambos craques, ambos matéria-prima para clubes campeões.

O que interessa não é comprar caro, é comprar bem e escolher bem em cada domingo. 

Enquanto assim não fizermos, e pegando no exemplo da época que termina, hei-de continuar a "chorar pelos meninos".

Saudações leoninas.

{ Blog fundado em 2012. }

Siga o blog por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Pesquisar

 

Arquivo

  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2017
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2016
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2015
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2014
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2013
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2012
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2011
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D