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Um balanço de meia temporada (3) - O ataque móvel

Nesta quarta temporada sob o comando de Rúben Amorim, o Sporting passou duma equipa que defendia melhor que atacava e perdia muito poucos jogos, para uma que ataca melhor do que defende, e que perde mais jogos. 

Isso fica claro quando analisamos os números desta temporada. O Sporting segue com um score 10V, 2E, 8D e 34-25 em golos nos 20 jogos oficiais já disputados para as 3 competições, Liga, Champions e Taça, pelo que as médias de golos marcados e sofridos são de 1,7 e 1,25 respectivamente. Só não marcou em 5 dos 20 jogos, e só não sofreu em 6. Na Liga segue no 4.º lugar com 26-15 golos, o quarto melhor ataque e a nona melhor defesa. No 1.º lugar segue o Benfica com 37-7 , em 2.º o Porto com 31-9.

 

Quem observa estes números e não acompanha a equipa dirá que a problema está no trio defensivo. E em parte está. As lesões de St.Juste, Neto e Coates obrigaram Amorim a andar com Gonçalo Inácio dum lado para outro, e quando Esgaio foi chamado à posição a coisa correu mesmo mal. Também não ter a "6" um jogador tipo Palhinha complica muito a tarefa do trio, especialmente no jogo aéreo. As bolas paradas adversárias tornaram-se problemáticas, porque nas duas pontas da linha defensiva ficam obrigatoriamente jogadores fracos no jogo aéreo.

Mas hoje em dia ataca-se com todos e defende-se com todos também. Para mim o problema está no "ataque móvel" que Amorim perspectivou para esta temporada muito tendo em conta as necessidades específicas da Champions. Foi isso que levou à contratação de jogadores como Edwards, Trincão, Rochinha e Morita para se juntarem a Pedro Gonçalves, todos eles levezinhos, todos eles habilidosos, todos eles a gostar de receber a bola no pé, fintar para dentro e tentar o remate frontal, todos eles com dificuldade em recuperar a bola sem falta. Paulinho encaixa-se mal nesse ataque móvel, porque tem sempre muita gente a invadir a zona frontal em vez de irem à linha e lhe darem espaço para trabalhar e oportunidades de golo para tentar marcar.

 

Quem é que impõe o físico e acelera o jogo no Sporting, passando longo ou de primeira, que quebra linhas em velocidade e força os amarelos contrários? E logo sprinta para trás na recuperação? Quem é que vai à linha e centra atrasado? Quem é que joga mais para os outros do que para si, abrindo o jogo de primeira, desmarcando-se a dar linha de passe, dando velocidade ao jogo colectivo? Quem é que marca golos de cabeça saltando mais alto que os defensores contrários? Nenhum dos levezinhos faz nada disto particularmente bem ou não faz de todo.

Às voltas com as insuficiências do ataque móvel perante adversários mais fracos e que se fecham lá atrás, Amorim tem tomado algumas decisões tácticas que se têm revelado desastrosas, como o recuo de Pedro Gonçalves para o meio-campo que na prática quase equivale a retirar do campo o goleador da equipa e o avanço de Coates em fase de tentar tudo em busca do milagre, transformando por completo no momento a forma de atacar da equipa e abrindo uma cratera na defesa.

Dizia o António Tadeia referindo-se ao último jogo da selecção: "Isto é dos livros e extremamente fácil de entender: quanto mais uma equipa se desorganiza no ataque para criar desequilíbrios, mais desorganizada se apresentará no momento da perda da bola. Logo, mais dificuldades terá para impedir o adversário de progredir."

E é muito isto que se passa com o Sporting desta temporada. Ugarte que o diga. Quase nunca chega ao intervalo sem levar amarelo e depois fica a vê-los passar.

SL

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