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És a nossa Fé!

Um apito em forma de papoila

574px-Papoila_vermelha_pálida[1].jpg

Mesmo quando perde (neste caso por inépcia de Lima, que desperdiçou um penálti inventado pelo árbitro), o Benfica beneficia do colinho dos homens de apito. Foi o que aconteceu ontem, na escandalosa actuação de Bruno "olha quem" Paixão em Paços de Ferreira.

Se o critério Paixão fizesse lei geral no futebol, a partir de agora os jogadores teriam de jogar com mãos amputadas dentro da grande área defensiva. Só assim evitariam que uma bola disparada a um metro de distância lhes fosse bater inesperadamente na mão, como ontem sucedeu ao defesa Ricardo perante um remate de Jonas.

Paixão "viu" nisto um penálti - que embalaria o Benfica para uma vitória tranquila logo aos 18 minutos. Mas já não vislumbrou uma evidente falta de Luisão sobre Cícero, ocorrida na grande área benfiquista cinco minutos antes, nem a claríssima rasteira de Eliseu dentro da grande área encarnada, aos 89 minutos, numa jogada desenrolada escassos metros à sua frente. Nem ele nem o árbitro assistente mais próximo, incapaz de levantar a bandeirola. Foi necessária a intervenção do quarto árbitro, como o Adelino aqui assinalou, para evitar um roubo de catedral ao Paços de Ferreira. Isto quando o treinador Paulo Fonseca já tinha sido expulso devido a protestos algo histriónicos, muito semelhantes aos que Jorge Jesus costuma evidenciar sem qualquer sanção. Depois Paixão ainda concedeu oito minutos de tempo suplementar, algo pouco visto nos estádios portugueses desde os tempos pioneiros do mítico Calabote.

 

No Tribunal do diário O Jogo de hoje, o senhor Paixão é arrasado pelos especialistas da arbitragem devido ao penálti oferecido ao Benfica.

Escreve Pedro Henriques: «É um lance típico de bola que vai à mão. O remate é feito de muito perto, Ricardo tem o braço ao longo do corpo mas não o movimenta, não tocando por isso de forma deliberada na bola.»

Escreve José Leirós: «Paixão foi peremptório ao marcar penálti erradamente. Além de o cruzamento ter sido feito de muito perto, Ricardo tinha o braço em posição natural e não o movimentou. A bola foi à mão.»

Escreve Jorge Coroado: «A fobia instalada vai obrigar a que os jogadores sejam amputados dos membros superiores. A bola foi rematada de muito perto e com força. O jogador não fez penálti.»

Sobre a grande penalidade favorável ao Paços de Ferreira também se regista unanimidade: foi bem assinalada. Pena o senhor Paixão ter demorado tanto a apitar. Como se não quisesse. Ou não pudesse. Como se estivesse disponível para cometer mais um atentado à verdade desportiva, semelhante a tantos que vamos vendo jornada após jornada no campeonato português.

Como se tivesse um apito em forma de papoila saltitante.

5 comentários

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    Pedro Correia 27.01.2015

    Doeu, não doeu? Pois ainda bem que citei.
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    aNNóNNymus 27.01.2015

    Meu caro,

    o grande questão destes penáltis (e eu acho que não foi!) é a interpretação de imediato (sem recurso a dezenas de imagens, que ainda não deve ter visionado e, que terei o maior prazer em lhe voltar a facultar ...!!!) da palavra deliberadamente.

    Há árbitros que marcam o casual (não é Ricardo, do Paços de Ferreira ?!) e árbitros que não marcam o jogo deliberado com a mão dentro da sua área, não é assim Jefferson ?! ... não é assim Carrillo?!

    Quando aos 18 minutos, o Tobias Figueiredo se abraça ao Rafael Lopes dentro da área do Spor7ing, cometeu grande penalidade, ou tentou ensinar-lhe um novo passo de dança de rua?

    A bem da vossa 'verdade', gostava de ver aqui publicada, (se é que o lance foi analisado, o que duvido) a esclarecida e 'isenta' opinião do trio de 'plumitivos' de dourados apitos.

    A verdade desportiva tem destas coisas. Há árbitros e arbítrios, há penáltis e há grandes penalidades. E até houve, (entre tantas coisas mais de que tive oportunidade de lhe ceder as imagens), um perigoso livre indirecto, transformado - certamente por distração - em directo (e num bom golo!) com a barreira colocada a 12,15 mts.

    - P.S. -

    Como me disse um amigo, conimbricense e convicto adepto da Académica que acompanhei na 'tal' Final da Taça de Portugal ...

    "Pior do que a jactância daqueles que realmente têm vencido, só mesmo a daqueles que andam há longos anos a imaginar que podem vir a ganhar alguma coisa. Ainda não será hoje".





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    Pedro Correia 27.01.2015

    Já vi que você é da escola Gosma da Silva: penáltis a eito para os rivais, e nem um para vocês. Queriam colinho o tempo todo.
    Gostava mais que fosse da escola Adão e Silva: a que não tem problema em reconhecer o óbvio:
    http://sporting.blogs.sapo.pt/o-desportivismo-de-lima-1881066
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    aNNóNNymus 28.01.2015

    Meu caro,

    lá está você a tentar o seu já tradicional número de 'jongleur'.
    Enfim, não há que estranhar é 'comme d'habitude'.

    A única 'escola' a que pertenço é a minha. Tenho opinião própria e manifesto-a, sempre que possa e mo permitem. Só tenho pena de ser à borla ;-P

    Assumo e defendo as minhas ideias e/ou opiniões, sem ter de me apoiar, conforme me possa dar mais ou menos jeito, nas 'doutas e isentas' opiniões de terceiros.

    De penáltis, lembro um apontado por Cosme Machado, na Luz. A favor do Paços de Ferreira, no início do campeonato (e do jogo ainda a zeros).

    Decerto, para apontar aos seus pares, como o Benfica deveria ser levado de cadeirinha. E eléctrica. Ao colinho, é por demais cansativo!

    A uma pessoa estatisticamente tão interessada em árbitros, penáltis, off-sides, bloqueios, puxões, derrubes, abraços de dançarinos, barreiras a 12, 15 mts e quejandos de entre toda a vossa 'verdade' desportiva, recomendo de novo, o visionamento de :

    http://rutube.ru/video/95de6c8a9a98dc4c8fef8219be8ffe61/

    A verdade desportiva tem destas coisas...

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