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És a nossa Fé!

UEFA a decidir o que não temos coragem...

Alguns afirmam que a mentalidade ultra é uma forma diferente de viver o clube. Que dão mais do que recebem, que a sua dedicação é paga com vitórias. Para mim é apenas parvoíce, um bando que apesar de incluir jovens entusiastas, abnegados que dão o melhor de si próprios em prol do clube, está repleto de rufias, desordeiros e até criminosos, que a coberto do emblema que dizem apoiar, promovem negócios ilícitos para benefício de alguns dirigentes das claques. Em tempos não tão distantes assim, a extorsão aos jogadores era uma fonte de financiamento, apupando a cada toque na bola os que não contribuíam para a causa e aplaudindo, promovendo os clientes (vítimas do gang) a ídolos do clube.

Não bastaram as tochas lançadas na direcção de Rui Patrício, o apertão aos jogadores na garagem do estádio, as ameaças na Madeira, o infame ataque à Academia, eis que agora e muito bem, a UEFA decide punir o Sporting com a redução na lotação de Alvalade. Para quando uma tomada de posição da recém empossada direcção do clube sobre a escumalha que infesta e parasita a nossa bancada, que supostamente deveria apoiar em vez de prejudicar o clube? Para quando o encerramento da casinha? Para quando o fim das negociatas com a candonga na venda de bilhetes?

Não critiquemos os rivais, e deixemo-nos de atirar pedras sem olhar em primeiro lugar para a nossa casa, um adepto foi assassinado é verdade, mas o que estaria a fazer de madrugada junto ao estádio do rival? Basta de comportamentos arruaceiros e até criminosos, o Sporting precisa, na verdade todo o futebol português precisa, ser limpo e desparasitado da ralé. Cada vez gosto mais do futebol inglês...

2 comentários

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    António de Almeida 16.09.2018

    Ralé, rufias, eram dos mimos mais suaves com que Margaret Thatcher brindava os seus conterrâneos. No Mundial 90 até moveu influência para colocar a selecção inglesa a jogar na Sicília. Poucos enfrentaram o problema como o fez a dama de ferro. Sim, os clubes ingleses têm claques, mas não têm bandeiras nos estádios a tapar a visibilidade aos demais, o que não falta são energúmenos apresentando-se à polícia em horas de jogo. Por lá, uma família pode ir hoje ao futebol sem problemas, ao contrário dos tempos tenebrosos dos anos 80. Foi preciso morrerem pessoas para limpar o lixo das bancadas. Por cá ainda se permitem petardos e tochas nas bancadas... quer mesmo comparar?
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