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És a nossa Fé!

Tudo ao molho e FÉ em Deus - PES 2018

A generalidade dos homens tinha 3 certezas na vida: a morte, os impostos e a hora de início dos jogos europeus. Como a UEFA ainda não conseguiu influenciar as duas primeiras, restou-lhe o exotismo de marcar um jogo da Liga Europa, a meio da semana, para as 17h55. E assim, eram 5 para as 6 da tarde em Lisboa, começou a partida.

 

O desafio pareceu disputar-se num sintéctico, dado o piso duro e a relva muito cortada. A bola saltava bastante, facto que também não pode ser dissociado das irregularidades do terreno. Não que isso desculpe totalmente a exibição muito pouco conseguida, mas as condições do relvado também não ajudaram. Valeu ao Sporting a estrelinha da sorte. Aqui reside a verdadeira mudança de paradigma entre o actual PESeiro Evolution Soccer (PES 2018) e o PES 2004 de má memória. Outrora Pé Frio, e quase a ser PéZERO nesta partida, acabou a ganhar os 3 pontos e o dinheiro da vitória. Um Pe$eiro. Felizmente!

 

O Sporting iniciou o jogo com 5 alterações face ao "onze" exibido contra o Marítimo: Bruno Gaspar ligou o complicómetro durante todo o jogo e Jefferson mostrou a displicência habitual, quando aos 81 minutos, na sequência de um livre a favor do Vorskla, ficou a contemplar o esplendor da relva, em lance que nos poderia ter custado a derrota. Nani nada fez de relevante, para além de ter desperdiçado um golo cantado e Mané pareceu ter uns tijolos nos pés, enfiando um pastél com (a) canela por cima da barra. Finalmente, Diaby teve um único lance de registo (túnel a um defesa). Dos outros, André Pinto e Bruno Fernandes estiveram muito abaixo das suas possibilidades e Petrovic parado (um candeeiro, tipo PETROmax), não deu ritmo ao jogo. Salin ainda tocou, mas não conseguiu impedir a bola chutada por um ucraniano de encontrar as malhas, pelo que Sebastián Coates e Acuña foram os únicos, dos que entraram de início, num plano aceitável. Logo aos 5 minutos, Diaby, desmarcado por um passe de 50 metros de Bruno Fernandes, poderia ter marcado. Tal poderá ter dado a ilusão de facilidade, mas o facto é que só voltaríamos a criar perigo já em cima do intervalo, quando Nani teve uma clara oportunidade de golo e, logo de seguida, cabeceou por cima da barra. Pelo meio, golo dos ucranianos, após um desvio incompleto de André Pinto para a entrada da área, zona onde Petrovic ou Acuña não estavam. 

 

Eis então que Montero, Raphinha e Jovane Cabral entram em campo. O colombiano começou a segurar a bola lá na frente, algo até aí não visto. Num desses lances, assistiu para uma sua própria bicicleta, que quase resultava em golo. Simultaneamente, Raphinha semeava o pânico pela banda direita. Mas o golo não aparecia. Até que Jefferson descobriu, no Google Earth, Montero num molho de jogadores, direccionou para lá o pontapé e o colombiano calculou com precisão geométrica o ponto de queda da bola enviada da linha de meio-campo, parou-a com categoria no peito, rodopiou e tirou com o pé direito um adversário do caminho e, com o pé esquerdo, rematou em banana para o ângulo inferior esquerdo do impotente guardião ucraniano. Iniciava-se o tempo de compensação e este golo entusiasmou a equipa, ao mesmo tempo que desmoralizou o adversário. Num rápido contra-ataque pela direita, Raphinha centrou com régua e esquadro para um isolado Bruno Fernandes. O maiato atrapalhou-se, chocou com o guarda-redes, mas a bola sobrou para um até aí quase incógnito Jovane, que não perdoou. 

 

Incrível como uma equipa com individualidades tão superiores, é obrigada a sofrer desta maneira, vencendo da forma mais difícil e quando já quase ninguém acreditava. Na PlayStation não se arranjaria um final mais dramático... 

 

Tenor "Tudo ao molho...": Fredy Montero (pela segunda vez consecutiva)

poltavasporting.jpg

 

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