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És a nossa Fé!

Tudo ao molho e FÉ em Deus - O "campo grande" foi demais para os defensores de Chaves

O Sporting bateu facilmente uma equipa flaviense tão estendida no terreno que os avançados estavam no Campo Grande, os médios no Campo Pequeno e o resto da equipa na Defensores de Chaves. Nesse contexto, os espaços para jogar entrelinhas foram verdadeiros latifúndios e o eixo central, uma Avenida (da República).

Os nossos adeptos puderam assistir a um Domingo 100% vitorioso: depois de no Pavilhão João Rocha termos depenado umas Aves, no futsal (7-0), uma vitória concludente no nosso Estádio sobre a equipa proveniente do Alto Tâmega. Uma "alta" pândega!

A defesa do Chaves, fiel ao nome romano da sua cidade (Aquae Flaviae), meteu água por todos os lados - habitat favorito do nosso "Piscinas" (Cristiano Piccini), um dos melhores em campo -, não tendo cabeça para parar Bas Dost, nem velocidade para acompanhar Podence, acabando por sucumbir aos pés de Marcus Acuña.

O árbitro Rui Costa foi muito interveniente: primeiro, interferiu com o VAR, não marcando um penalti óbvio e "amarelando" Gelson Martins (dois erros que não repôs após dois visionamentos!!), depois, participou muito no próprio jogo, tabelando com diferentes jogadores.

E assim terminou uma contenda que dará matéria para Nuno Farinha ("Saída de campo", este Domingo) escrever no Record que o Sporting venceu apenas 1 jogo na única partida que disputou. É caso para dizer: não havia necessidade...

 

A música tocada pelos nossos jogadores, um-a-um (numa escala de Dó Menor a Dó Maior):

 

Rui Patrício - As ofensivas flavienses pararam quase sempre antes da entrada da grande área leonina, pelo que este espaço foi sempre um Jardim das Freiras para o guarda-redes. Ainda assim, mostrou sempre bastante atenção, destacando-se em duas saídas aos pés de avançados do Chaves. Sem hipóteses no lance do golo, o que à luz do que vimos durante a semana dever-lhe-á baixar a cotação: aparentemente o que dá curriculum é um frango ou, no caso concreto do jogo Benfica-Manchester, uma perdiz.

Nota:

 

Piccini - Está feito um senhor jogador! Defensivamente irrepreensível, esteve em 3 golos leoninos: no segundo golo, com um passe longo, lançou decisivamente Podence pela direita; no quarto, executou uma diagonal em drible que terminou num passe para Dost que permitiu a este assistir na perfeição Acuña; Finalmente, no quinto, assistiu primorosamente para uma cabeçada certeira do holandês, movimento que fez corar muitos alas deste campeonato.

Nota: Dó Maior

 

Coates - O Ministro da Defesa esteve a bom nível, não permitindo invasões ao seu paiol, emendando com autoridade algumas imprecisões na saída de bola por parte dos médios. 

Nota:

 

Mathieu - Controlou bem a sua zona de actuação, mas podia ter feito mais no lance de golo do Chaves, surgido ao caír do pano.

Nota: Sol

 

Fábio Coentrão - Embora qualquer ida sua à linha de fundo se possa comparar a um dos 12 trabalhos de Hércules, a verdade é que assegura tranquilidade ao sector recuado da equipa. A sua saída de campo voltou a coincidir com mais um golo do adversário. Neste estado de coisas, lanço aqui um repto a quem de direito: ou Coentrão passa a jogar os 90 minutos ou os jogos passam a terminar no momento que o vila-condense abandonar o terreno.

Nota: Sol

 

William - Alternou momentos em que parece alcançar o Olimpo - como naquele passe a isolar em simultâneo Gelson e Dost (que estava milimétricamente em fora-de-jogo) - com regressos a uma comum existência terrena, em que evidencia lentidão e desatenções perigosas à saída da sua área. Pareceu acusar algum cansaço e alguma dificuldade em aguentar um meio-campo a dois com Bruno Fernandes.

Nota: Sol

 

Bruno Fernandes - Dele espera-se sempre um golo à Carlos Manuel de Estugarda, um dos de Maniche contra a Holanda ou um passe de morte à Deco. Quando uma destas coisas triviais (para ele) não lhe sai fica sempre um amargo de boca no adepto. Ainda assim, deixou a sua marca no jogo, executando um canto de forma competente, donde resultou um golo de Bas Dost. Tabelou bem com diferentes companheiros e, por vezes, também com o árbitro Rui Costa.

Nota: Sol

 

Gelson Martins - Sempre envolvido no jogo, cumpriu de forma brilhante todas as tarefas defensivas que lhe foram atribuidas. Em termos atacantes, continua precipitado, nervoso, facto que o leva a desperdiçar inglóriamente uma série de lances promissores, recorrendo ainda, muitas vezes, ao algoritmo do caminho crítico para resolução de casos simples. Recomenda-se que não entre em campo sem pôr no bucho dois Lexotan.

Nota: Sol

 

Acuña - Ao contrário de Coentrão, Acuña é como o coelhinho da Duracel, e dura, dura...Incansável, o argentino nunca vira a cara à luta e é o tal Muro intransponível do qual Luis Castro se queixava na conferência de imprensa. Além disso, polivalente, fez 3 posições durante o jogo: ala esquerdo, lateral esquerdo, ala direito. Influente, voltou aos golos e em dose dupla, algo que não surpreende pois quando está bem fisicamente faz sempre mais qualquer coisa em campo do que a maioria dos outros jogadores.

Nota: Dó Maior

 

Daniel Podence - Que melhor elogio se pode fazer a Podence do que dizer que todo o jogo leonino, na primeira parte, foi carrilado para a sua zona de acção? No centro ou nas alas, Daniel foi sempre um Zip-zip para os desnorteados defensores flavienses, atraindo-os muitas vezes para fora de zonas de pressão, abrindo espaços para Bas Dost. Assistiu primorosamente o holandês para o segundo golo dos leões. Baixou um pouco de produção no segundo tempo.

Nota: Si

 

Bas Dost - O que dizer de um jogador que esteve "só" nos cinco golos do Sporting? Nesse transe, desmentiu várias teorias elaboradas recentemente: a de que tinha perdido o instinto matador, marcando por três vezes, todas de cabeça; a de que "só" finaliza, assistindo Acuña para o quarto golo; a de que é um jogador a menos no processo de construção, magicando o desequilibrio do qual resultou o terceiro golo leonino. O holandês é um jogador inteligente que precisa apenas de ser bem servido. O resto ele faz: no seu primeiro golo fez-se valer da antecipação, no segundo, da sua boa colocação no terreno, no terceiro, o seu tempo de salto aniquilou dois adversários. Qualidades ímpares e diversas que deveriam motivar a adopção de um verbo que fizesse jus a essas características: dostar. Ontem, para não destoar, "dostou" 3 vezes. Dizem que está em crise, coitado...

Nota: Dó Maior

 

Battaglia - Desta vez começou no banco. Entrou ainda a tempo de mostrar a sua superior qualidade de recuperação de bola, impondo-se em carrinhos de alta cilindrada aos avançados flavienses, mas também o seu maior defeito, falhando alguns passes de ruptura.

Nota: Sol

 

Doumbia - Num lance, mostrou pouca coordenação com Bas Dost, ocorrendo à mesma bola que o holandês. Quando finalmente se demarcou do colega e encontrou espaço para receber uma prodigiosa assistência deste, aconteceram três coisas: primeiro, da mesma forma canhestra já mostrada em Turim, trocou os pés, depois, a bola bateu-lhe no pé de apoio e encaminhou-se para golo, finalmente, o árbitro anulou o lance por fora-de-jogo de Dost na altura do passe. Fica assim eliminado da cabeça dos espectadores o seu momento embaraçante, de onde curiosamente teria resultado finalmente um golo do costa-marfinense para o campeonato, situação que provocou compreensíveis "mixed feelings".

Nota:

 

Bruno César - Entrou e foi logo humilhado após um passe de ruptura de William que o brasileiro no seu passo de tartaruga não conseguiu segurar dentro das 4 linhas. Desconfia-se que este esforço o tenho deixado ligado à máquina de oxigénio durante a noite.

Nota:

 

Tenor "Tudo ao molho...": Bas Dost

 

 

sportingchaves.jpg

2 comentários

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    Pedro Azevedo 23.10.2017

    Caro Leão de Queluz, tem toda a razão quando destaca o facto de Podence não se deixar levar pelo ambiente, não acusar a pressão. De facto, parece estar sempre numa peladinha. Só não gosto muito de metáforas com aves, tem de rever esse aspecto. No reino animal, começando pelo Rei da selva, existem factores de comparação bem mais expressivos.
    É muito importante que JJ alargue o leque de opções, porque já perdeu 3 campeonatos na sua fase terminal e estou convencido de que tal não foi coincidência.
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