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És a nossa Fé!

Tudo ao molho e FÉ em Deus - Na paz do Senhor

O Rafael Barbosa havia-se queixado de ter levado uma cabeçada. Não foi (um) casual, o perpetrador identificado pelo jogador tinha sido, alegadamente, o próprio presidente da SAD do Portimonense (um tal de Rodiney), clube a que estava emprestado pelo Sporting. Em sequência, o jovem arrumou as malas e voltou a (nossa) casa. Por isso, na antevisão do jogo, confidenciei a amigos que a Estrutura leonina faria tudo para ganhar este jogo. Assim a modos de um "statement", no sítio apropriado (campo) e sem histerias comunicacionais. 

 

Por vezes, a vida troca-nos as voltas. O Sporting entrou com Battaglia e Gudelj a fazerem o par de médios defensivos e Bruno Fernandes à sua frente. No ataque, os alas Raphinha e Jovane acompanhavam Montero. Atrás, Ristovski e Acuña regressavam, por troca com Gaspar e Jefferson, utilizados na Ucrânia. Mas, desde o início, as equipas pareciam trocadas. Bem sei que o Portimonense é Sporting Clube e que até tem um Leo na baliza, mas os algarvios, antes deste jogo, andavam em último lugar no campeonato. Ainda assim, estiveram sempre por cima. Impulsionados por um moço Manafá(do), ou marafado (estavamos no Algarve), à meia-hora chegaram ao primeiro golo. O traquina do lateral esquerdo combinou com Nakajima, dançou com Coates e marcou. Ristovski acompanhou escrupulosamente tudo. Com os olhos. Olhei para o outro lado e vi anunciar-se grande Tormen(t)a.

 

Tabata trocava os olhos a Acuña e Nakajima sentava Ristovski, o qual parecia (estranhamente) tão surpreendido pelos ataques do nipónico (já cá está há algumas épocas) quanto os americanos em Pearl Harbour. O Portimonense dava baile, com odor(i)* a escola de samba e, em cima do intervalo, chegou ao 2-0: Manafá e Nakajima voltaram a tabelar e desposicionaram Coates e Ristovski. O uruguaio tentou recuperar, mas o macedónio viu-se grego e veio a passo, desistindo olimpicamente, certamente cansado de um jogo em Poltava (Ucrânia) onde não alinhou. Como resultado, desta vez coube ao japonês assinar o remate fatal, ao fim de mais uma carga banzai que co-protagonizou sobre a defensiva leonina. Fatal também poderia ter sido para Salin (trocado por Renan), que num vôo kamikaze, em tentativa desesperada de evitar o golo, embateu com a cabeça no poste, perdendo logo aí os sentidos. Valeu a atenção de Coates, célere a tirar-lhe a lingua para fora, evitando que sufocasse e assim provavelmente salvando-lhe a vida. (Para que não nos esqueçamos que há coisas bem mais importantes do que o futebol.)

 

Raphinha, lesionado e em sub-rendimento (mais um), não voltou para o segundo tempo (substituido por Nani), mas o Sporting continuava sem abdicar do duplo-pivot ou, se quiserem, daquela coisa em forma de assim (como diria Assis Pacheco), que é aquela indefinição de quem é o quê ("6" e/ou "8") no meio-campo leonino. Ainda assim, o Portimonense mostrava uma ingenuidade desarmante, dando espaços para as penetrações leoninas, com Jackson muito desgastado e a fazer figura de corpo presente. Bruno Fernandes, agora no flanco esquerdo, quase marcava num excelente pontapé de fora da área. De seguida, assistiu Jovane para um falhanço escandaloso. Até que Acuña, picado com Tabata, decidiu-se por um "raid" pelo seu lado esquerdo que desorientou a defesa algarvia. A bola sobraria para Nani, que serviu Montero - terceiro golo consecutivo - para o 2-1. O Sporting voltava à partida e a atitude do opositor, de jogar o jogo pelo jogo, tornava o sonho possível. Nesse transe, Gudelj, isolado, dominou mal a bola, perdendo a igualdade, após insistência esforçada de Bruno Fernandes. Só que, na ressaca de um pontapé de canto, Nakajima foi deixado sozinho à entrada da área e não perdoou. Pouco depois, Coates, investido em ponta-de-lança, foi lá à frente reduzir, de cabeça, em nova assistência de Nani. Em campo já estava o velocista Diaby, que veio aprender que importante é a rapidez com bola, que isto não é atletismo, mas sim futebol. Lição que lhe foi dada pelo Oliver Tsubasa de Portimão, o nipónico Nakajima, o qual isolou João Carlos para o 4-2 final.

 

Frustrantemente, o Sporting não aproveitou o deslize do Braga nem a derrota do Porto, acabando assim a sétima jornada em quinto lugar. Pior, a atitude da equipa roçou a indolência. Também na Tribuna, passe o incidente narrado acima, tudo parecia estar na paz do Senhor, com Varandas e Cintra ladeando o accionista maioritário da SAD portimonense, Theodoro Fonseca. Sobre Peseiro, não vou falar. As coisas dizem-se enquanto tal for de utilidade. Depois de consumado, falar para quê? Espero é que quem só olha para os resultados (e não analisa o processo) venha a ter agora um "reality check". É que para não ficarmos nos dois primeiros (e se calhar, estou a ser optimista), 60/65 milhões de custos com pessoal é um "bocadinho" excessivo. Se tiverem dúvidas, perguntem ao Leonardo.

 

Nota: à 7ª jornada, temos o sétimo melhor ataque e a oitava melhor defesa...

 

Tenor "Tudo ao molho...": Luis Nani (alternativa a Bruno Fernandes, que foi vitima do mau aproveitamento do seu esforço)

 

*Odori: dança tradicional japonesa

portimonensesporting2018.jpg

 

9 comentários

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    Pedro Azevedo 08.10.2018

    Luís,

    os indecorosos incidentes de Alcochete terão inibido o discurso de exigência máxima. Isto é o Sporting! Que nunca se confunda a exigência que um clube destes tem de ter com a sua má aplicação. As nossas equipas jovens perdem com o Estoril, somos batidos sistematicamente pelo Benfica. Nas modalidades, só o andebol, e a custo, continua a vencer, fruto da boa química que se estabeleceu entre Hugo Canela e os consagrados veteranos da equipa, que tem levado a equipa a ultrapassar todas as dificuldades, motivo de grande orgulho para os sportinguistas. Mas aqui, acredito que o futsal, o voleibol e o hóquei também voltarão ao que nos habituaram.
    O grande problema é o futebol. Que não me parece de fácil resolução. Foram cometidos muitos erros na pré-época, os quais, de alguma maneira, comprometem o presente, mas também o futuro próximo. Vejo Diaby (trapalhão,sabe jogar à bola?) e pergunto o que Dala está a fazer em Vila do Conde. No meio, recuando Bruno Fernandes para 8 (Gudelj ameça ser outro "flop" balcânico), Geraldes não ligaria melhor o jogo? E quantas vezes falámos na falta de definição das posições "6" e "8", para ouvirmos de volta que estávamos a ganhar? Já realizámos 11 jogos e não se vê ligação dos sectores. Mesmo jogando mal, o Portimonense deu-nos todas as hipóteses de voltarmos ao jogo, mas faltou sempre lucidez a meio-campo. Em muitos anos de ver futebol, poucas vezes vi uma equipa tão à deriva num campo de futebol, com tão pouca capacidade de reacção e tantos erros infantis cometidos. À sétima jornada, somos o sétimo melhor ataque e a oitava melhor defesa. Números a lembrar tempos de terror, no que concerne ao que se passa dentro das quatro-linhas. SL
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    Luís Barros 08.10.2018

    Pedro, o voleibol não vi e não posso fazer nenhuma apreciação, mas por exemplo no hóquei, os jogos que vi não me entusiasmaram. O andebol tem atingindo os objetivos, mas em certos jogos tenho visto alguma desplicência por parte de certos jogadores, o que têm provocado certos calafrios. No futsal, creio que a equipa não está tão forte como no ano passado. Fortino e o Diogo eram jogadores que nos davam outras soluções. A ver vamos.
    Mas o futebol têm realmente muitas maleitas e é imperioso que o Dr. Varandas prescreva um tratamento eficaz de forma a que estes ataques agudos não se transformem em doenças crónicas.
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    Pedro Azevedo 08.10.2018

    Luís,

    quando falamos em acumulação de jogos, lembro-me de que o andebol já vai no seu quarto jogo europeu, para além de a equipa já ter defrontado Benfica, Porto, ABC e Águas Santas, os melhores plantéis nacionais. Jogámos numa quarta-feira no dragão, num Sábado com o Silkeborg. Seguidamente, na última quarta defrontámos o Benfica e ontem fomos ganhar brilhantemente à Turquia, ao Besiktas, por 33-27. Esta equipa turca tinha ido ganhar à Russia, ao Medvedi, por duas bolas de diferença, equipa que ontem bateu o até aí invicto líder do grupo, o Presov, fora de casa. Temos de lhes dar mérito, pese a lesão de jogadores importantes na rotação (Bjelenovic, Asanin, Pedroso) e o momento menos fulgurante de forma daquele (Frankis Carol) que constitui com Ruesga o par de melhores jogadores do conjunto.

    Quanto ao futebol, e quando já leio o pedido de reforços para o Natal (com que dinheiro?), a melhor coisa que esta Direcção poderia fazer seria promover o regresso dos atletas que andam por aí emprestados, nomeadamente Gelson Dala, Geraldes e Palhinha, e mandar embora quem manifestamente pesa na folha salarial e não tem qualidade para o Sporting. Não vi ainda capacidade técnica a Diaby, como não vi a Gudelj ou a Bruno Gaspar, para jogarem num Sporting Clube de Portugal com ambições.
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    José Martins 08.10.2018

    Ainda há liricos que julgam que com Gelson Dala, Geraldes e Palhinha é que vamos dar a volta a isto.
    Enfim, o costume. Por isso não passamos da cepa torta.
    Julgam que a exigência de jogar no Rio Ave, Braga e nem jogar na Alemanha é a mesma que jogar no Sporting.
    Continuem a pensar assim.

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    Pedro Azevedo 08.10.2018

    O que vale é que ainda há adeptos que julgam que são Brugges, perdão, bruxos. Para ales, é melhor ir buscar um Diaby (Brugges), um Gudelj (ao colosso Evergrade, da China), o MIsic e o Ristovski (ao Rijeka). E depois, descobrir, que a melhor das últimas contratações veio do...Vitória de Guimarães. E então, 74 milhões de custos com pessoal e 63,7 milhões de investimento depois (época passada) teremos de voltar, para não falir, a descobrir os méritos dos Dala, Palhinha e Geraldes, este último que fracturou uma vértebra, o que para si vai dar ao mesmo do que não jogar, evidentemente. Ou então, continuar a engordar o plantel com Diabys e Gudeljs, esses craques na clandestinidade que só nós conseguimos ir buscar pelo módico preço de 8,5 milhões de euros, fora salários (para já, que Gudelj tem opção).
    Mas o José Martins é que sabe. O Mourinho, quando esteve no porto, construiu uma equipa vencedora da Liga dos Campeões, com um jogador do Guimarães (Pedro Mendes), outro proveniente do salgueiros (Deco), um Costinha que em portugal ninguém valorizou e um Maniche que passara pelo alverca e o benfica não valorizara. Para não falar de um Carlos Alberto, de quem poucos ouviram alguma vez mais falar, ou de um Alenitchev. Curiosidades... O que nós precisamos é de um bom treinador. Allison foi campeão com Barão, Xavier, Zézinho, Bastos, Inácio, Mário Jorge, Virgílio, Ademar, Alberto e Freire, todos formados em Alvalade. Mas o meu caro é que deve ter razão...Proponho que a sua visão vença e que continuemos a desperdiçar milhões...
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    JG 08.10.2018

    Caro Pedro Azevedo não vi o jogo que acompanhei apenas pelo conhecimento da evolução do resultado. Imagino que terá sido horrivel.
    Venho ao comentário apenas para reforçar o que o Pedro aqui defende. Perdemos uma oportunidade única de fazer uma contenção de custos apostando na nossa formação. Gastámos muito e mal - Gudelj e Diaby são jogadores medianos sem qualidade para jogarem no Sporting - e mandámos embora jogadores com um enorme potencial.
    Há quem defenda aqui que a aposta tem que ser o reforço do investimento e o abandono da formação. O nosso orçamento paga o de meia-dúzia de Portimonenses. Mas não chega para lhes ganhar.
    Peseiro insiste no erro - uma estratégia securitaria a que se encontra agarrado - do duplo pivôt com os jogadores encavalitados no centro estéril. O futebol que jogamos é de uma qualidade confrangedora. Há limites.
    PS - Não gostei de saber que o nosso Presidente tinha estado na Tribuna.
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    Pedro Azevedo 08.10.2018

    Caro JG,

    olho para o treinador e para o seu sistema de jogo e vêm-me à cabeça 3 novos provérbios:

    - Nunca voltes aonde não foste feliz!
    - Um pivot é bom, dois é demais!
    - Vacas (mesmo que) sagradas não duram sempre!

    O Portimonense apresentou-se em campo algo desequilibrado, com um balanço francamente atacante e meio suicida até, à mercê de uma equipa experiente e que soubesse explorar essas debilidades. Arriscaram jogar contra o Sporting com apenas 1 pivot defensivo (Pedro Sá), dois médios tecnicistas com propensão ofensiva (Paulinho e o jovem Lucas) e 3 homens na frente (Tabata e Nakajima nas alas, Jackson no eixo). Adicionalmente, jogaram sempre o jogo pelo jogo. Sem grandes ronhas e sempre à procura de causar dano no adversário, desprotegendo-se desnecessariamente por vezes. Ainda assim, não o conseguimos explorar. A bola não saía rápida pelo meio, dado o desnecessário congestionamento auto-imposto de trânsito. Raramente jogamos ao primeiro toque e rápido, tudo é intensamente "ruminado". Antes era a chiclete, agora a vaca (até na sorte), o que melhor define o mastigado do nosso futebol. Mais a (maldita) táctica do Pudim Molotov. A alternativa de colocar Bruno a 8, com Nani a 10, embora não seja do meu inteiro agrado, continua a não ser explorada pelo treinador, mesmo depois dos sucessivos falhanços na utilização de Misic e Gudelj e do ostracismo a que é votado Wendel. E um jogador como Bruno passa o segundo tempo deslocado na esquerda, a centrar bolas (sempre com perigo, diga-se) para a área, desprezando-se todo o seu potencial de condução de bola, passe frontal e remate pelo eixo central. Para agravar, não acho nada de especial os novos reforços. Gudelj não tem raio de acção, pelo que o jovem Miguel Luís poderia ser lançado, talvez a única forma de se definirem as posições 6 e 8. Dala dá dez a zero a Diaby.
    Preocupa-me o que está a acontecer à Formação. Vejo o nosso jogador mais desequilibrante, Diogo Brás, e parece ter regredido. Bernardo Sousa igual. O que se passa?

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    JG 08.10.2018

    Caro Pedro Azevedo, Dala dá dez a zero a qualquer avançado jovem existente no nosso futebol. Com Diaby, peço desculpa, não há comparação. Não sei quem avaliou o jogador, mas Sousa Cintra tão entusiasmado que estava com ele, espero apenas que o negócio do medicamento para emagrecer corra melhor, sinceramente.
    Dala nem sequer é titular absoluto no Rio Ave, cujos avançados são todos muito bons. Dala no Sporting seria um luxo, mesmo com Bas Dost recuperado.
    Geraldes - o tal que nem sequer joga na Alemanha, como dizem os detractores do jogador da formação que se estão nas tintas para o facto de o jogador ter um problema físico impeditivo - daria um jeitão para introduzir dinamismo, criatividade, capacidade de condução em posse e de desmarcação, e vontade de atacar. Um parceiro precioso para Bruno Fernandes, deixando a Battaglia as despesas da parte defensiva, ele que se mostra incomodado com a presença asfixiante e paralisante de um qualquer poste dos balcãs, seja ele Gudelj, Misic ou Petrovic, todos altos, fortes e maus.
    Em Janeiro é necessário sanear as tropas. Colocar a título definitivo uma dúzia dos actuais monos e fazer regressar os nossos jovens que estão por aí emprestados. Aproveitar a segunda parte da temporada para (re)começar a construir uma equipa para o futuro próximo.
    Será que isso se pode fazer com Peseiro? Não sou capaz de responder. Há uma coisa que sei, no entanto. Com mais uma ou duas "perfomances" idênticas à de Portimão, Peseiro terá adquirido o bilhete que o levará de Alvalade para parte incerta. Será - pelas piores razões - o tempo de um novo treinador em Alvalade. Jardim com um contrato a cinco anos, para refundar o futebol do Sporting, de cima abaixo, ou o jovem Miguel Cardoso que tão bom trabalho fez em Vila do Conde, seriam boas hipóteses.
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