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És a nossa Fé!

Tudo ao molho e FÉ em Deus - Made in Sporting

Para quem ainda tivesse dúvidas, esta semana provou que o Sporting é um clube formador, uma (os meus amigos benfiquistas que pensam ter descoberto a pólvora que me desculpem) Universidade. Clássica, por sinal, tal a discussão de Direito que ocorre nas nossas instalações. Também temos uma Faculdade de Economia, com mestrado em finanças, a funcionar praticamente 24 horas por dia, 365 dias por ano. Até nisso somos um "case study": quem diria que houvesse tantos especialistas entre os sportinguistas, estando Portugal em 111º lugar (entre 144 países), atrás do Chade ou do Burkina Faso, da Mongólia ou do Turquemenistão, num Ranking de Literacia Financeira elaborado pela prestigiada Standard&Poor? Adicionalmente, os sportinguistas vivem na expectativa dos comunicados à CMVM ou à CMTV ou lá o que é. Muito de vez em quando, lembramo-nos de que somos um clube desportivo, com grande vocação eclética e de aposta na Formação. Ontem, numa dessas raras ocasiões em que nos focamos na nossa missão, houve futebol em Alvalade. E mais de 40.000 não se esqueceram...

 

O jogo não foi bom, nem foi mau (afinal, ganhámos), foi antes uma coisa em forma de assim, como diria O`Neill. Assim-assim, mas não assim sim, pelo menos até ao momento em que o jovem Cabral (Jovane) descobriu o caminho marítimo até ao último portinho (da Arrábida) defendido pelo irmão do nosso Tobias ("or not" Tobias, Figueiredo, actualmente o xerife da defesa do Nottingham), Cristiano. Nani completou a ancoragem. Aliás, não deixou de ser irónico que os jogadores mais influentes em campo tenham sido exactamente os dois únicos formados em Alvalade. À atenção de todos os dirigentes e treinadores que têm passado pelo clube na última década, antes da chegada provável do próximo contingente de "ic(s)". 

 

O Sporting começou o jogo com o entediante sistema de duplo-pivot no meio-campo, algo que consiste, na prática, numa improvisada forma de jogarmos com menos um. De facto, com Misic (ou Petrovic) ao seu lado, Battaglia anula-se. Sem ele, solta-se e a equipa volta a jogar com onze. Mas, os nossos problemas não terminam aí. Jefferson, regressado a Alvalade, continua apostado em ligar o complicómetro (será que não dá para pôr uma providência cautelar, a fim de evitar que entre em campo nestas condições?) e Acuña mostra grande apatia (para não dizer azia) e o treinador vislumbra nele qualidades de interior. Se juntarmos a isto a, provavelmente, pior exibição de Bruno Fernandes (pareceu ter um problema no pulso, mas pode ter sido só um tique) de leão ao peito e as visíveis limitações físicas de Bas Dost, então se percebe porque qualquer adversário se assemelha a um gigante Adamastor. Adicione-se a oferta de Salin, no golo sadino, e a tarefa torna-se quase ciclópica, para mais quando do outro lado está um treinador que, desta vez sem precisar de recorrer a cambalhotas, consegue anular o nosso melhor jogador (Bruno Fernandes).

 

A nossa equipa vive de individualidades. Durante a maior parte do jogo, o Sporting não conseguiu produzir mais do que dois/três passes seguidos em progressão(!!!). Valeu o lance de inspiração de Nani que abriu o marcador, a jogada que deu origem ao segundo golo - com especial ênfase na temporização e centro perfeito de Jovane Cabral - e mais dois lances de bola parada que terminaram com a bola a beijar a barra da baliza vitoriana. Há jogadores como Lumor e Raphinha - ambos à espera de uma oportunidade para entrarem na equipa - que poderiam trazer outra velocidade ao nosso jogo, pois em termos de imprevisibilidade só podemos actualmente contar com a destreza técnica de Bruno Fernandes, Nani ou de Jovane. Geraldes já não mora aqui e Wendel ainda estará a aprender mandarim - para quê(?), ninguém sabe, ninguém responde -, razões pelas quais o nosso miolo (do campo) tem pouco "fermento". Salvam-se a qualidade de Coates e de Mathieu e a abnegação e comprometimento de Ristovski com o jogo, para evitar males maiores. Mas, de todas as insuficiências e até equívocos que ontem saltaram à vista, se pudesse alterar algo seria a dupla de pivots. Que bom seria que Peseiro lesse o poeta (Régio) quando diz "não sei por onde vou, não sei para onde vou, sei que não vou por aí!". Enquanto tal não acontece, lá nos vamos safando com a qualidade de Bruno, Dost e da prata da casa. Nani e Jovane. "Made in" Sporting. Dá que pensar, não dá?

 

Tenor "Tudo ao molho...": Luís Nani

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