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És a nossa Fé!

Tudo ao molho e FÉ em Deus - Feira da ladra

Concordo com Jorge Jesus, o VAR é uma "farramenta" (e não, uma ferramenta). Esta noite, em Alvalade, a visita da equipa da Feira foi uma farra...

 

Durante o jogo sonhei (com os olhos bem abertos) que estava numa feira: Rui vendia amuletos de São Patrício, Piccini era o pizzaiolo, Coates grelhava carne de vaca gaúcha maturada, Mathieu amassava a baguete francesa, Bruno César comia croissants, William era o operador do carrossel, Bruno Fernandes pintava Rembrandts, Gelson testava as motos do poço da morte, Bryan Ruiz permanecia na secção de antiguidades, Montero mostrava as novas fragrâncias, cheirinhos (a golo), Rafael Leão estava na banca (ou banco) das verduras, Battaglia engolia fogo, o recém-chegado ganês alegrava a multidão com o seu sentido de Lumor e Doumbia, na barraca dos tirinhos, entretinha-se a atirar ao alvo Caio Secco e vendia elefantes de marfim com a tromba para baixo. Este último pormenor (o da tromba para baixo) não augurava nada de bom. A adicionar a este sentimento, a expressão que se podia observar nas pessoas que rodeavam a tenda da cartomante mostrava que a sina lida não tinha sido auspiciosa. 

 

Por momentos, e dado os últimos pormenores que vislumbrei, detive-me na suspeição de que o sonho afinal poderia virar pesadelo. Um pesadelo com nome próprio e apelido: Luis Ferreira

 

O árbitro protagonizou um erro no protocolo do vídeo-árbitro (ou será ele próprio um erro de protocolo, confesso que não percebi). Sugestionado pelo VAR (Manuel Oliveira), Luis Ferreira anulou um golo limpo de Doumbia (que, por ironia, assistido por Montero, finalmente tinha acertado com a baliza) por considerar uma alegada falta (de Bruno Fernandes), tão, mas tão anterior ao lance de golo, que se diria ocorrida no milénio passado, porventura aquando da nossa fundação. Para além da alegada falta não ter sido clara, esta, a ter existido, aconteceu antes do início do movimento atacante que resultou em golo. Logo, uma péssima decisão, aos 18 minutos de jogo.

 

Não ficaria por aqui o árbitro do encontro: aos 29 minutos, William tentou passar a bola na área e esta foi interceptada deliberadamente com a mão (baixou-se para interceptar a bola) por Tiago Silva, jogador dos fogaceiros. Luis Ferreira (desta vez não reviu as imagens) ouviu o VAR e mandou seguir. Um "penalty" por marcar...

 

Ainda na primeira parte, o árbitro apitou (mal) para "penalty" favorável ao Sporting. Após consultar o VAR anulou a sua decisão. O problema foi o tempo que gastou nestas "demarches" todas. Ora, revejam comigo: o golo anulado implicou que a partida esteve parada 2 minutos e 48 segundos (entre os 18:00 e os 20:48), a revisão do "penalty" não assinalado custou 30 segundos (entre os 29:30 e os 30:00), finalmente a análise da possível grande penalidade, mais a lesão de um jogador feirense, manteve o jogo parado por 4 minutos e 42 segundos ( entre os 43:08 e os 47:50). O homem do apito tinha dado 5 minutos de desconto (já vimos que deveria ter dado 8, sem falar de outras paragens para assistência de jogadores), mas acabou por abreviar a coisa para uns míseros 3 minutos e 30 segundos (houve jogo entre os 47:50 e os 51:20), sonegando quatro minutos e trinta segundos ao jogo. Se não acreditam, vejam as imagens. O senhor precisa tanto de uma reciclagem como de umas aulas de aritmética. É obra!!! 

 

Perante isto, Luis Ferreira até poderia ter feito (que não fez) uma exibição de final de Champions na segunda parte, que mesmo assim não mereceria deste Vosso autor uma nota melhor que DÓ MENOR. Sem dó nem piedade...

 

Para além destes incidentes, o Sporting protagonizou um Festival de Futebol...e de golos perdidos. Caio Secco negou o golo aos leões, com enormes defesas, aos 7, 12, 13, 28 e 41 minutos. Doumbia por mais 3 vezes e Bryan Ruiz falharam sozinhos outros golos cantados. E assim, perante todas estas contrariedades, chegámos injustamente ao intervalo com o nulo no marcador.

 

O Sporting entrou mais nervoso no segundo tempo e o critério disciplinar de Luis Ferreira também não ajudou. Aos 47, 52 e 54 minutos foram perdidas mais 3 oportunidades. Aos 61 minutos, mais uma "imoralidade": cartão amarelo a William, após uma normalíssima disputa de bola. JJ mandou avançar Rafael Leão e o jovem foi o talismã que quebrou a maldição do apito. Já consigo em campo, a bola beijou o poste de Patrício (ainda desviou) e ressaltou para fora. Aos 78 minutos, finalmente o golo. Confusão, bola bate na cara de Coates, ressalto para os pés de William e golo. Os leões cresceram e Montero - que perfume tem o seu futebol entrelinhas, que inteligência têm as suas movimentações! - , a passe de Gelson, estrear-se-ia a marcar neste regresso a Alvalade. O jogo acabaria a fazer jus àquilo que foi a sua tónica: Bruno Fernandes, isolado por Gelson, falhou na cara de Caio Secco.

 

Parece que todos sempre esperam que seja Bruno de Carvalho a quebrar o protocolo, mas afinal Luis Ferreira e Manuel Oliveira é que o fizeram esta noite, ajudando a que este autor considere que esta vitória foi contra tudo (má sorte, guarda-redes adversário) e contra todos (arbitragem infelicíssima incluida). É Carnaval, ninguém leva a mal!? (blague subtraída ao Nosso Leão de Queluz)

 

Tenor "Tudo ao molho...": William Carvalho

sportinhfeirense.jpg

 

8 comentários

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    Pedro Azevedo 11.02.2018

    Com Doumbia em primeiro plano. Parece que está na barraca dos tirinhos, com a mira descalibrada.
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    Implacável 11.02.2018

    Mas nesse ainda deposito esperanças, já a nódoa costa-riquenha continua igual a si própria.
    Sinto-me profundamente insultado a cada vez que vejo aquele tipo envergar a camisola do meu Clube.
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    Pedro Azevedo 11.02.2018

    Quando olho para Doumbia parece que ele tem 40 anos. Tantos golos falhados devem tê-lo envelhecido precocemente.
    A vida de Bryan não está fácil. Ainda não recuperou do apagão, pós época de 15/16. Se bem que nessa, também teve uns apagões. Como aquela paragem cerebral naquele jogo crucial com o Benfica. Uma infelicidade que nos custou um título e que a ele, provavelmente, custou confiança em si próprio. Há que erradicar esta maldição de falhar nos momentos decisivos. Mesmo nos dias bons, nós, adeptos, parece que estamos sempre à espera que ocorra alguma infelicidade.
    Isso é visível até na quantidade de jogadores que, ao nosso serviço, tiveram acidentes ou lesões que lhes travaram uma grande carreira: Da Costa, Artur, Caló, Cherbakov, Fraguito, Laranjeira...
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    Anónimo 11.02.2018

    O Doumbia esta a comecar a carburar. Estar sem jogar deixa marcas.

    JRamos
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    Pedro Azevedo 11.02.2018

    Deixa marcas é no meu coração, amigo JRamos.
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    Implacável 11.02.2018

    Pedro, até lhe pode ter custado a confiança em si próprio mas não lhe custou na conta bancária porque recebeu o "seu" do costume.
    Enquanto que a mim, custou uma noite sem dormir e uma infinidade de vezes em que revejo mentalmente o lance. Custou seguramente o mesmo á Grandiosa e Nobre Família Sportinguista e teve um custo incalculável para o clube com irreparáveis danos na sua história e até na história do futebol português.
    É, contudo, errado reduzir a relação difícil que esse atleta tem com o golo ao lance do jogo com o beifica. Só nessa época o costa-riquenho fartou-se de falhar golos cantados. A diferença é que muitos ocorreram em jogos que o SCP acabou por vencer e assim foram esquecidos.
    O que me leva a afirmar que, objectivamente, essa nódoa tirou um campeonato ao SCP foram os sucessivos falhanços em jogos capitais quase seguidos. Falo dos encontros em que defrontámos o Rio Ave (casa) e o Guimarães (fora). Nesse jogo na cidade berço, conseguiu cabecear por cima de uma baliza aberta, diria, a metro e meio da mesma.
    Nunca odiei tanto um jogador que tenha vestido a camisola do SCP como a esse cepo!
    Para erradicar, como tão bem diz, essa maldição, é preciso começar por banir os incompetentes.
    Falhar uma vez, acontece a qualquer um - ainda que se pagamos um salário pornográfico a um jogador, é para reduzir a probabilidade de erro -, já falhar sistematicamente não é tolerável e urge purgar o Clube de quem obsta ao seu sucesso por manifesta incompetência.
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    Pedro Azevedo 12.02.2018

    Eu lembro-me dessa perdida em Guimarães, num jogo onde perdemos quase tantas oportunidades como hoje. Bryan não foi o único. Quem sabe se Bryan ainda não virá a ser decisivo no futuro próximo. Para já, na meia final da Taça da Liga, contra o Porto, marcou a penalidade decisiva. SL
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