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És a nossa Fé!

Tudo ao molho e FÉ em Deus - Chiclete, mastiga e deita fora

"E como tudo que é coisa que promete

a gente vê como uma chiclete

que se prova, mastiga e deita fora, sem demora"

- Chiclete, Taxi

 

Infelizmente, o Porto venceu o jogo. E de goleada! Pelo menos, esse foi o resultado do jogo visto por Luis Freitas Lobo. O mesmo jogo em que um Martins (Gelson) é durante todo o jogo chamado Fernandes (obrigado Pedro Correia!!) pelo narrador de serviço. Mas, não é que uma imagem vale mais do que mil palavras e eu estou a ver os jogadores do Sporting a festejar no relvado! Confusos? É simples: perdemos a partida dos comentadores, mas ganhámos o jogo real. E esse ainda é o que conta, a não ser que as regras desta competição sejam insólitas. Esperem lá, tendo em conta que estamos a falar da Taça da Liga...

O jogo iniciou-se com um "penalty" claro cometido por Danilo sobre Bas Dost, mas o AVARiado decidiu que se tratara de um acasalamento fortuito, sem intenções comprometedoras. O Sporting estava bem no jogo e a saída do mesmo Danilo, lesionado logo aos 9 minutos, era um bom prenúncio. Logo de seguida, Bruno Fernandes respondeu a uma excelente iniciativa de Fábio Coentrão e só Alex Telles evitou que os leões inaugurassem o marcador.

Subitamente, deixámos de jogar. O nosso meio campo deixou de funcionar e os alas não conseguiam dar a profundidade necessária. Com isso, o nosso jogo mastigou-se. Uma maçada, um empastelamento provocado por processos adinâmicos e previsíveis que retiraram espontaniedade aos jogadores e pela ausência de Bruno Fernandes na sua posição natural de organizador de jogo ("10"). O Porto começou a ganhar faltas no nosso meio campo, beneficiando da envergadura dos seus avançados. Numa transição rápida, acabaria por chegar ao golo, mas este viria a ser bem invalidado, por fora de jogo. Para agravar as coisas, e diminuir ainda mais a velocidade da nossa saída de bola, Gelson saiu aleijado numa coxa.

O segundo tempo foi pior. Jesus, que lançara Battaglia para render Gelson, desposicionou ainda mais Bruno Fernandes (até aí um "8"), colocando-o sobre a direita. Com o seu jogador mais influente (10 golos, 11 assistências e 12 participações decisivas) fora de posição e o recém-chegado Ruben Ribeiro a ocupar o seu lugar, ficámos sem acasalamento com Dost e sem possibilidade de explorar convenientemente a ausência de Danilo e o espaço entrelinhas. Em boa verdade, o ex-vilacondense saiu tarde (rendido pelo regressado Montero) e num momento em que a única parte do seu corpo que ainda estava oxigenada era... o cabelo.

Bruno ainda teve dois momentos em que se amotinou e procurou a zona central. Instantaneamente, causámos perigo. Após um canto, uma vez mais, Coentrão centrou e Coates cabeceou para a trave. Foi sol de pouca dura.

As substituições não alteraram o "status-quo". Voltámos a mastigar e, desta vez, deitámos mesmo fora a possibilidade de ganhar o jogo no tempo regulamentar. Aliás, não fora a atenção de Patrício e poderia ter sido pior.

Sem demora, chegámos à lotaria das penalidades e aí dá muito jeito ter São Patrício. Rui defendeu dois castigos máximos bem marcados, ao contrário de Casillas que teve pelo menos uma oferta (de Coates). Valeu o remate ao poste de Brahimi para, ao segundo "match point", o ressuscitado Bryan Ruiz, incrivelmente, não falhar perante um Casillas com a baliza, perdão, a porta escancarada (para sair).

Num jogo em que as circunstâncias nos foram favoráveis, valeu o triunfo para evitar a "lapidação" de JJ na Pedreira. Quem nunca errou que atire a primeira pedra - dirá Jesus - , mas hoje as asneiras provenientes do banco foram demais. Até a decisão de pôr William - reconhecidamente um não especialista - a marcar o quinto e sempre potencialmente decisivo "penalty" foi para esquecer. Além disso, o nosso jogo assemelha-se cada vez mais a uma chiclete: mastiga, mastiga, enrola, enrola, faz balão e, um destes dias, ainda explode.

Destaques pela positiva para Fábio Coentrão (o melhor em campo), Piccini (abafou Brahimi), Coates (cortes providenciais), Mathieu (impressionante aquele lance, na primeira parte, ganho em velocidade a Marega) e, obviamente, São Patrício, o guardião da nossa FÉ.

 

Tenor "Tudo ao molho...": Fábio Coentrão

 portosportingtacadaliga.jpg

8 comentários

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    Pedro Azevedo 25.01.2018

    Caro Leão,

    temos a mesma visão.

    Tem razão, em substância, em tudo o que diz. Só discordo dos termos usados na adjectivação. Por detrás do treinador - que, apesar de tudo, é o "nosso" - está um homem e há um limite que não devemos ultrapassar e que o caro Leão, aliás, nos habituou a não passar. Eu sei, às vezes não é fácil, eu queria muito ganhar o jogo e fiquei com os nervos em franja...

    Vou tentar ir, vou. Espero que consigamos aliar exibição e vitória. Este Vitória, para além do dissabor da pretérita sexta-feira, já nos bateu nos "penalties" numa Taça da Liga. E tb tem um guarda redes (Pedro Trigueira) em grande forma.
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    Leão da Estrela 25.01.2018

    Caro Pedro Azevedo, os meus adjetivos não pretendem caracterizar o Jorge Jesus homem, mas sim o Jorge Jesus treinador.
    Podem parecer fortes as minhas palavras, mas mais não são do que vai na minha alma há já alguns anos e no fundo são uma resposta às inúmeras afirmações "históricas" com que nos tem brindado e que tantas vezes têm prejudicado jogadores e equipa. Só este ano as suas "saídas" filosóficas já afetaram na minha opinião vários jogadores, nomeadamente o Wendell, o Bas Dost e até mesmo o Bruno Fernandes. As suas palavras e atos tem afetado ativos e este é um facto.
    Esperemos por sábado para ver se tenho de fazer um elogio publicamente, porque se o tiver de fazer faço-o.

    S. L.
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    Pedro Azevedo 25.01.2018

    Eu sei, caro Leão da Estrela, que as manifestações de alguma soberba por parte do treinador são verdadeiros autogolos. Os erros de comunicação multiplicam-se. Os erros de casting, também. Carradas de jogadores, ano após ano, mastigados (alguns nem isso) e deitados fora. Ainda estou para perceber o episódio Bryan Ruiz. De jogador que "sabia tudo de táctica " passou a proscrito. Estou também ansioso de ver o William prometido por Jesus, aquele que iria jogar muito mais (nunca foi melhor do que com Jardim). Battaglia já não é o da pré-época e do início de época, amarrado a uma posição que não é carne nem peixe, onde falta definição. Mas, afinal joga à frente, ao lado ou atrás de William? Quem souber que esclareça. Depois, são os jogadores fora de posição: Bruno César numa ala, ele que lê bem o jogo e podia ser "oito" em certos jogos (foi isso que aconteceu contra a Juve com excelente rendimento e um golo), Bruno Fernandes a jogar a "8" ou a ala direito ou a "mezzapunta" quando é um "10" (quem foi à Luz pôde ver o diálogo constante com Jesus quanto à definição da sua posição no terreno, na minha opinião jogou demasiadamente longe dos outros médios e ele próprio percebeu isso no jogo). Por fim, os jogadores que chegam e são só para o ano e os outros que chegam e nem pedem licença para entrar na equipa e logo em posições que estavam estabilizadas. É a Teoria do Acasalamento by JJ.

    Estou consigo. Sábado, se as coisas mudarem, cá estarei para elogiar. Aliás, se recuperar o meu comentário sobre o jogo no Bonfim verá que não culpei JJ, mas sim os jogadores porque não mataram o jogo na altura devida.

    Saudações Leoninas
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    Leão da Estrela 25.01.2018

    Pedro, nem sempre desculpo os erros ou prestações dos jogadores, mas neste momento, o que vejo na disposição da equipa, é muito similar àqueles brinquedos didáticos para as crianças em que se deve encaixar as peças na posição certa, só que a nossa "criança" continua a insistir em meter muitas peças no lugar errado. Assim torna-se difícil atingir o sucesso. Será necessário algum apoio pedagógico? Ou será preciso arranjar mais "peças" para ver se encaixam? Fica a questão.
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    Pedro Azevedo 25.01.2018

    Caro Leão, não sei se concordará comigo, mas a ter de reduzir todos os nossos problemas a um diria que reside na estabilização da posição "8". O Porto campeão europeu de Mourinho tinha Costinha, à frente Maniche e mais à frente Deco. Esta época com Batta (mas poderia ter sido William), Adrien e BrunoF, espetámos 5 em Guimarães e Bucareste. A perda de Adrien não está a ser bem colmatada e a indefinição da posição de Battaglia tb não ajuda. Parece que JJ começa a gritar sempre que Batta sobe no terreno. Ontem, fez uma boa penetração com um passe para a esquerda, mas foi o único momento digno de nome. Na pré-época subia mais no terreno, arrastando a equipa para a frente. O que se está a passar com Battaglia?
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    Leão da Estrela 25.01.2018

    Se tentarmos reduzir ao mínimo dos mínimos os problemas da equipa em campo concordo, mas penso que há algo mais.
    Enquanto que a nível da defesa teremos as peças certas nos lugares certos, a partir daí há certas peças com os encaixes trocados. O William encontra-se órfão do Adrien e de toda a sua intensidade. Além disso, William nunca conseguiu com Jesus atingir a intensidade e a qualidade que mostrou em outras épocas e até mesmo na seleção. Bataglia começou bem, mas, tal como outros jogadores, já foi infectado pelo vírus JJ, encontrando-se neste momento no profundo caso de indefinição aguda, não sabendo qual a sua posição no terreno, o que em termos médicos quase que demonstra sintomas de Alzheimer.
    Bruno Fernandes, um jogador excepcional tecnicamente, com recursos e inteligência própria de um "solista" e características únicas que neste momento estão camufladas porque alguém quer que o "maestro" se limite a carregar pianos e quando assim é a orquestra não toca. Ora, as posições 6, 8 e 10 encontram-se completamente indefinidas e desafinadas. Para piorar, a intensidade e velocidade, inúmeras vezes ficam esquecidas no balneário o que para uma equipa que se quer afirmativa e vencedora é pouco.
    O Sporting se quer afirmar-se como líder não pode entrar em campo como se fosse uma equipa de segunda e quando entra em campo com 2 jogadores a jogarem em posição defensiva no meio campo passa essa imagem. O jogador da posição 6 terá de ter velocidade e capacidade física só por si para poder gerir toda a zona defensiva do meio campo, libertando o jogador 8 para ações mais ofensivas nos apoios aos jogadores 10 e 9.
    Acuna é outro caso paradigmático. Jogador que após a lesão ainda não encontrou a intensidade que mostrou no início da época, tem-se mostrado quesilento tanto com colegas como com os adversários. Vindo para ocupar a posição da extrema esquerda, não mostra as características típicas de um extremo rápido e com técnica apurada em centrar bolas para o ponta de lança. As suas características e velocidade adaptam-se mais a um defesa/médio esquerdo diminuindo assim a acutilância atacante. Por vezes mostra-se também algo perdido.
    Gelson, um jogador desconcertante que alia a rapidez e a forma espontânea como confronta os adversários como principais armas, pecando em muito na opção do último passe e por não arriscar mais no remate à baliza, problema que não é só seu infelizmente. Como não foi tomada em tempo útil qualquer opção válida para poder substituir os 2 alas, neste momento o nosso jogo lateral encontra-se debilitado, afetando e de que maneira o nosso ponta de lança.
    Bas Dost, avançado de inegável qualidade, mais não seja por ser um dos melhores marcadores europeus, tem as características típicas de um finalizador nato ao primeiro toque, seja de pés ou de cabeça. A sua produtividade aumenta quando é bem servido, seja em jogadas laterais seja em desmarcação, algo que não acontece nos últimos tempos, muito pelas razões que já apontei, ora, porque os "extremos" estão em baixo de forma ou porque o maestro anda a carregar pianos.
    Uma equipa vencedora precisa de golos para vencer, mais, para se vencer têm de se marcar mais golos que o adversário e quando se monta uma equipa em que a filosofia é essencialmente não sofrer golos, muito dificilmente se consegue vencer, no fundo é o que temos visto a acontecer nesta época salvo raras exceções de inspirações individuais.
    Assim, Pedro e em forma de resumo, assinalo as principais deficiências da nossa equipa. Desiquilíbrios e falta de alternativas, ou se quiserem, banco de igual valor à equipa "titular".
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    Pedro Azevedo 25.01.2018

    Excelente análise, Leão da Estrela.
    Eu julgo que Battaglia tem capacidade, velocidade com bola e intensidade para ser esse '8'. Talvez lhe falte passe. Agora, já nem progressao com bola, a sua trademark, mostra. Porquê?
    Jesus tem grande dificuldade em adoptar o 4-3-3. Por isso, mantém o duplo povo tá que estava habituado no 4-4-2. Quando não o faz, e réplica o Porto de Mourinho, goleia, como em Guimarães ou Bucareste.
    Jesus diz que só tem um jogador do meio campo para a frente capaz de adicionar velocidade individual e colectiva(?). A culpa é de quem? Quem contratou Acuña, sem duvida um bom jogador, mas com outras características ? E Podence? E Iuri? E Matheus Pereira? E Rafael Leão? Experimente esses jogadores e se calhar ganha mais opções. E o que é essa coisa da velocidade colectiva? Bruno Fernandes, com um passe a cortar a defesa, provoca mais mossa do que toda a velocidade de Gelson.
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