Saltar para: Post [1], Comentar [2], Pesquisa e Arquivos [3]

És a nossa Fé!

Tudo ao molho e FÉ em Deus - Arsenal do Alfeite

Desde que o Cova fez a Folha, sem Piedade, ao Super-Portimonense do nosso descontentamento que já não sei onde enterrar o meu desgosto. Nesse sentido, tinha a ideia fisgada de que o jogo de ontem oferecia-se como uma oportunidade de dar a volta por cima. Ao fim de uma série de jogos a tratar Davids como Golias, nada como medir forças com um verdadeiro gigante do futebol europeu. 

 

De um lado tínhamos o poderoso Arsenal de Londres, do outro o Arsenal do Alfeite, a nova identidade da equipa de futebol do nosso Sporting. Que até poderia ser coisa boa, caso tal reflectisse a reparação e reconstrução de uma grande equipa, mas afinal é tão só um estaleiro. De jogadores. Ontem, Ristovski foi a nova baixa, a juntar a Mathieu, Bas Dost, Wendel, Battaglia e Raphinha, tudo jogadores que já pararam por lesão desde que a época começou.

 

O Sporting iniciou o jogo com três tristes trincos(*), dispostos sob a forma de um triângulo de área mínima. Petrovic era o elemento mais recuado, Battaglia e Gudelj jogavam a par. Na frente, Montero no meio, Nani e o armador Bruno Fernandes, desterrado, a revezarem-se nas alas. A defesa foi a habitual, com Acuña no lado canhoto, e na baliza a novidade Renan. (É verdade, o futebol evoluiu muito desde os meus tempos de juventude. Nas "peladas", que fazia com os amigos, o gordo ia sempre à baliza(*), agora não deixam o Viviano jogar.) 

 

O Arsenal, que tinha tido um jogo na segunda-feira (Leicester) e terá outro no Domingo (West Ham) parecia disposto a cumprir os serviços mínimos, isto é, a jogar para o pontinho. Deste modo, a primeira parte arrastou-se sem grandes oportunidades de golo e com o Sporting a conseguir dar réplica e dividir a posse de bola. A melhor oportunidade até terá sido um remate muito bem executado por Nani, com força e colocação, que passou muito perto da barra da baliza defendida por Leno. O pior viria depois. Desde logo porque Gudelj, que já não estivera famoso, não voltou do balneário, fazendo-se substituir por um holograma, projecção de um jogador cheio de estilo mas com intensidade nula. Assim, a equipa partia-se constantemente em duas, com 3 elementos praticamente inofensivos no ataque e os restantes barricados uns bons 20 metros atrás. Exceptuando Montero, que conseguiu variadas vezes segurar a bola e (des)esperar por uma linha de passe, toda a equipa parecia amorfa. Mesmo a melhor unidade do primeiro tempo, o argentino Acuña, parecia reclamar por uma botija de oxigénio, tal o cansaço que começou a aparentar. Peseiro demorou, mas acabou por fazer o óbvio: retirou Gudelj e colocou Jovane em campo. A ideia parecia boa, mas a forma como o treinador mexeu na disposição da equipa no terreno estragou o resto: Petrovic, outra das melhores unidades, passou a jogar a par com Battaglia e Bruno Fernandes assumiu o meio, só que foi jogar muito perto de Montero, cavando um fosso ainda maior no meio campo. Assim, embora ganhando com a agitação que Jovane trouxe ao jogo, as perdas foram superiores, dado que deixou de haver qualquer tipo de ligação entre sectores. Aproveitando este desnorte táctico, o Arsenal, que entrou no segundo tempo a todo o gás e já vira Renan negar-lhe duas ou três ocasiões e o árbitro outra, acabou por marcar, num lance em que, primeiramente, Aubameyang beneficiou do duplo-pivot leonino para com um subtil toque de calcanhar colocar a bola entrelinhas e, seguidamente, aproveitou uma fífia de Coates (um clássico a este nível) para marcar, por Welbeck, ocasião não desperdiçada por Peseiro para dar os 5 minutos da praxe a Diaby, o tal jogador que Cintra escolheu com o "Dr Pedro Pires que é uma enciclopédia de futebol" e afirma que encanta o treinador, mas que cheira a "flop" por todos os poros.

 

No Sporting, Montero foi o melhor. Renan esteve bem, mas a sua colocação de pés, no lance do golo inglês, não pareceu pacífica (bola entre as pernas). Petrovic e Acuña desceram muito de produção no tempo complementar. Os piores terão sido mesmo a equipa - nenhuma desmultiplicação na transição ofensiva - e o árbitro, que deixou passar em claro, ainda na primeira parte, uma falta de um "gunner" sobre Montero, quando este corria isolado para a baliza, lance que, na minha opinião, mereceria a amostragem do cartão encarnado e poderia ter mudado o jogo.

 

Tenor "Tudo ao molho...": Fredy Montero

 

(*) Agradecimento aos Leitores JG e Rute Rockabilly pela inspiração

arsenalsporting.jpg

 

4 comentários

  • Imagem de perfil

    Pedro Azevedo 26.10.2018

    Boa noite. "Show must go on", mas são precisos artistas e, principalmente, um maestro que os ponha em harmonia. Respondendo à sua pergunta, um duplo-puplo pivot seria assim uma espécie de Táctica do Quadrado (também havia um fosso scondido, mas nesse caíam os de Castela), algo digno de D. Nuno Alvares Pereira. Embora creia que nem o Santo Condestável nos safaria, pela proximidade com Aljubarrota, talvez se apanharmos o União de Leiria ou o Sporting de Pombal para a Taça tal possa ser testado.
  • Imagem de perfil

    CAL 26.10.2018

    Acho que o Silves também é possibilidade...

    [Boa noite...]
  • Imagem de perfil

    Pedro Azevedo 26.10.2018

    Essa potência...
  • Comentar:

    CorretorEmoji

    Se preenchido, o e-mail é usado apenas para notificação de respostas.

    Este blog tem comentários moderados.

    { Blog fundado em 2012. }

    Siga o blog por e-mail

    A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

    Pesquisar

     

    Arquivo

    1. 2019
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    14. 2018
    15. J
    16. F
    17. M
    18. A
    19. M
    20. J
    21. J
    22. A
    23. S
    24. O
    25. N
    26. D
    27. 2017
    28. J
    29. F
    30. M
    31. A
    32. M
    33. J
    34. J
    35. A
    36. S
    37. O
    38. N
    39. D
    40. 2016
    41. J
    42. F
    43. M
    44. A
    45. M
    46. J
    47. J
    48. A
    49. S
    50. O
    51. N
    52. D
    53. 2015
    54. J
    55. F
    56. M
    57. A
    58. M
    59. J
    60. J
    61. A
    62. S
    63. O
    64. N
    65. D
    66. 2014
    67. J
    68. F
    69. M
    70. A
    71. M
    72. J
    73. J
    74. A
    75. S
    76. O
    77. N
    78. D
    79. 2013
    80. J
    81. F
    82. M
    83. A
    84. M
    85. J
    86. J
    87. A
    88. S
    89. O
    90. N
    91. D
    92. 2012
    93. J
    94. F
    95. M
    96. A
    97. M
    98. J
    99. J
    100. A
    101. S
    102. O
    103. N
    104. D
    105. 2011
    106. J
    107. F
    108. M
    109. A
    110. M
    111. J
    112. J
    113. A
    114. S
    115. O
    116. N
    117. D