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És a nossa Fé!

Tudo ao molho e FÉ em Deus - Arco do triunfo

O Sporting deslocou-se a Vila do Conde e logo se inspirou com os Arcos do estádio do Rio Ave. Os vilacondenses bem tentaram absorver o futebol de (bi)toque do Sporting, mas a digestão revelou-se difícil - o problema terá sido do ovo a cavalo (ovo=huevo, em castelhano, alcunha argentina de Acuña, que após cavalgar todo o campo ofereceu a Dost o golo que repôs o Sporting na frente do marcador) - e no final a vitória foi dos suspeitos do costume, os pupilos de Keizer (Soze?). O arco do triunfo começou a ser erigido logo aos 8 minutos, quando Bruno Fernandes - lançado por Coates - tabelou com Nani e acabou a finalizar na área de pé esquerdo. Infelizmente, pouco tempo depois, num livre directo em que a barreira pareceu mal definida, o Rio Ave empatou. O jogo estava bom e em três minutos o Sporting teve quatro oportunidades: Dost (por cima), Bruno Fernandes (enorme defesa de Leo Jardim), Diaby (outra vez Leo) e Dost (outra vez por cima). Até que, ao quarto desses alucinantes minutos (entre os 18 e os 22), Bas Dost marcou (grande centro de Acuña). Todos os jogadores jogavam mais a dois do que a um toque, mas Diaby cometia a proeza de dar dois toques num, com a bola invariavelmente a ressaltar-lhe do pé esquerdo para a canela direita e a perder-se. Em cima do intervalo, os vilacondenses podiam ter empatado após um momentâneo lapso de razão, eufemismo para paragem cerebral, de Renan.

 

Ao intervalo, soube-se uma coisa do arco da velha (senhora): a Bola de Ouro de 2018 não havia sido atribuída a Cristiano Ronaldo, preterido por Modric. Parabéns ao France Football por ter adoptado a causa da diversidade, dado que o conjunto de votantes formou o arco do cego. Bom, na verdade, invisuais não eram, pois estes têm os (outros) sentidos bem despertos e isso teria sido suficiente para uma boa decisão. Apenas não quiseram vêr o óbvio, o que não fez qualquer sentido. Enfim, anda um homem a fazer acrobacias com uma bicicleta, a 2 metros de altura, para isto...

 

O Sporting reentrou bem no segundo tempo e marcou imediatamente, mas Bas Dost estava ligeirissimamente adiantado em relação ao passe de Acuña e o golo foi invalidado. Este viria a ser rendido à hora de jogo por o nosso "mona lisa" ter temido que o argentino (já amarelado) lhe estragasse a obra-prima de Mestre. O pior foi que entrou Jefferson e com ele o cabo dos trabalhos. Valeu o "arqueiro" (guarda-redes brasileiro) Renan, já recomposto da comoção da primeira parte, que evitou por duas vezes o golo do empate, primeiro, e mais tarde a reentrada no jogo dos vilacondenses (negando o golo a Coentrão que ainda recargou perante a apatia do lateral esquerdo leonino). Mas o Sporting jogava melhor, agora com a preocupação de privilegiar só um toque e com a entrada de Jovane (saída de Diaby) viria a sentenciar a partida. O ala formado em Alcochete, de fora da área, fez tiro ao arco com o seu pé esquerdo e a bola entrou como uma flecha "lá onde a coruja dorme" (ângulo superior). Uma obra de arte digna de figurar na ArCo.

 

Com alguns aspectos ainda a corrigir, a equipa leonina continua a ganhar e ontem superou aquilo que os doutos comentadores do televisivo ludopédio luso chamavam de "prova de fogo". Como se já não bastasse este escriba tratar o Keizer como um personagem de ficção cinematográfica ou uma figura do Renascimento, agora é bombeiro...

 

No Sporting, destaque para Bruno Fernandes e Coates, este último um muro de betão onde embateram e se esbateram todas as ofensivas vilacondenses. Nani também esteve bem, apoiando atrás e à frente, apenas com o senão de por vezes ter temporizado sem sentido (ao contrário da leitura correcta da desmarcação de Acuña no lance do 2º golo). Gudelj continua a subir de rendimento e Wendel trabalhou muito, embora tenha sido menos vistoso que anteriormente. Renan, que me fez exasperar no primeiro tempo, acabou por ser providencial. Bas dostou e ofereceu-se ao jogo, tanto em largura como em profundidade. E claro, last but the least, uma menção especial para o jovem Cabral. No geral, os jogadores foram menos felizes que no jogo anterior nos movimentos de aproximação à bola (desgaste do jogo europeu) e, quando em posse, demoraram mais o passe. Adicionalmente, nem sempre a pressão alta foi bem executada, pois algumas vezes as linhas média e defensiva não acompanharam os avançados, estabelecendo-se espaço por onde o Rio Ave assustou o nosso último reduto. Ainda assim, jogámos bem (face ao passado é um nirvana), ganhámos, temos 13 golos marcados em 3 jogos com Keizer, e continuamos a perseguir o pote de ouro no fim do arco-iris. FIM.

 

P.S. Que tal um estádio cheio para receber a equipa no próximo Domingo?

 

Tenor "Tudo ao molho...": Bruno Fernandes

brunofernandesrioave.jpg

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