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És a nossa Fé!

Tudo ao molho e FÉ em Deus - Adeus campeonato

Custa a crer que o Sporting tenha perdido o campeonato neste jogo. Aliás, custa a crer que o Sporting tenha perdido este jogo. Mais, custa a crer que o Sporting tenha perdido um jogo onde beneficiou de um "penalty" aos 17 minutos e com o resultado em 0-0. Ah, o quê? Não?? Pois, esperem lá...

 

A equipa sentiu mais uma vez a ausência de uma unidade a meio campo que preste maior apoio a Bruno Fernandes, para mim, juntamente com os erros de Jesus, o factor mais decisivo desta época. Adrien já não mora aqui, Battaglia, apesar de transportar a bola, não tem a qualidade de construção do antigo capitão e Wendel, que chegou em Janeiro, por 7 milhões de euros, nunca foi sequer testado e continua a apre(e)nder "conteúdos". Adicionalmente, Ristovski implica perda de qualidade quando comparado a Piccini, e Gelson e Bas Dost, ontem impedidos de jogar, seriam titulares em qualquer equipa do campeonato português.

 

Independentemente destas lacunas, o Sporting merecia ter ganho o jogo ou, pelo menos, não o perder. De um lado, uma equipa que teve a sua força no perfume do futebol apresentado, do outro, o time portista, que fez um futebol à base da força física. A ajudar à festa, o melhor árbitro português da actualidade, Artur Soares Dias, que começou por olhar e não ver, no campo e no vídeo, um claro "penalty" cometido por Dalot sobre Doumbia, evoluindo posteriormente para olhar, ver e não admoestar com cartões as sucessivas faltas cometidas por Maxi Pereira, o qual chegou ao ponto, imagine-se, de agarrar a bola para estorvar a acção de um jogador leonino (41 minutos), isto já depois de ter usado e abusado dos cotovelos e de outros truques. Nesta conformidade, parabolicamente falando, nem o vídeo-árbitro conseguiu ser o Bom Samaritano para repôr a injustiça cometida sobre a equipa leonina, situação da qual se alheou o conceituado Sacerdote do apito. Doravante, seria interessante ficarem estabelecidas as condições em que se poderá vir a marcar um castigo máximo contra a equipa da casa. Suspeito que a coisa passada ao papel implicaria uma declaração conjunta do Sindicato dos Jornalistas e da ERC de como as imagens recolhidas pelo vídeo-árbitro seriam reais e de uma perícia da Polícia Judiciária. Já em relação a expulsões de jogadores portistas, a condição sine-qua-non seria a entrada em campo de um médico legista, de forma a confirmar o óbito do avançado adversário, seguindo-se então, após esses preliminares burocráticos, a amostragem do cartão vermelho. Chegou a ser pensada esta actuação ser coordenada com o INEM, mas fontes do processo afirmam que a ideia foi afastada por se temer que os funcionários do Instituto viessem a ser mais parte do problema que da solução. Adiante...

 

A primeira parte foi jogada taco-a-taco. A cada ataque portista, respondiam os leões com um ataque. As hostilidades iniciaram-se com mais uma evidência (a quinta em duas semanas) de que Patrício fala com os postes e estes obedecem-lhe. Houve a tal penalidade não assinalada e, logo de seguida, Doumbia e Marega falharam golos cantados. Marcano marcou após uma paragem cerebral de todo o lado esquerdo da nossa defesa, Acuña e Mathieu incluidos. Tempo ainda para uma arrancada de Dalot, um trio de remates em promissora posição de Bruno Fernandes e um cruzamento deste para ... o fantasma de Dost. Parecia que o Porto ia saír para o intervalo na frente, mas no primeiro dos dois minutos de tempo de compensação concedido pelo árbitro, o Porto pagou a factura ... da entrada em campo do jovem Rafael Leão (substituiu o lesionado Doumbia).

 

A segunda parte praticamente iniciou-se com novo golo portista. Mais uma vez, Coentrão e Mathieu foram macios na abordagem, a bola viajou lateralmente na nossa área, Ristovski escorregou, falhou a (fácil) intercepção e deixou Brahimi isolado nas suas costas. A partir daí, o Sporting carregou. Coates rematou de cabeça e a bola, deflectida num defensor contrário, saiu rente à barra. Na sequência do canto, Bryan Ruiz acertou na intercepção entre o poste e a barra. O Porto apenas ameaçou por Aboubakar, em lance salvo em cima da linha por Battaglia. Entraram Ruben Ribeiro e Montero e ambos viriam a ser protagonistas de lances perigosos. O colombiano, após desvio de cabeça de Coates ("who else?"), rematou para a baliza, mas Casillas fez uma mancha extraordinária, tendo ainda sorte no ressalto. De seguida, Rafael Leão, isolado por um grande passe de Ruben, falhou por milímetros o golo, naquela que foi a última oportunidade do Sporting. Artur Soares Dias ainda viria a fazer mais uma asneira, ao precipitadamente parar um promissor contra-ataque leonino, para amarelar Herrera, apenas o segundo (e último) cartão visto pelos jogadores do Porto, já em tempo de descontos.

 

Em termos de exibições individuais, destaque para Bryan Ruiz, talvez o mais equilibrado durante os 90 minutos. Começou por salvar um golo sobre a linha de golo (no tal lance em que inicialmente a bola beijou o poste de Patrício), de seguida serviu Doumbia para a grande penalidade que ficou por marcar e terminou o primeiro tempo a isolar Leão para o único golo ... leonino. Ainda remataria aos ferros no segundo tempo e as suas acções tiveram sempre critério. Bruno Fernandes e William também fizeram um bom jogo e Rafael Leão mostrou que já poderia ter sido opção há mais tempo, tal o à vontade demonstrado. Na primeira vez que tocou na bola, marcou...

 

Nada a apontar a Jorge Jesus neste jogo. A ideia que fica é a de que se o treinador tem preparado todos os jogos desta época da mesma forma que preparou este, se calhar estariamos perfeitamente na luta e sem desperdiçar pontos como contra os "colossos" Vitória FC, Moreirense e Estoril. Além de ter achado que JJ esteve excelente na "flash-interview", devo mesmo dizer que, na minha opinião, venceu o duelo com Sergio Conceição, tanto nas diferentes nuances tácticas apresentadas na frente do seu ataque (Bruno Fernandes incluido), que confundiram o último reduto portista, como nas substituições operadas. Todos os jogadores que entraram no Sporting acrescentaram algo, enquanto a troca de Otávio por Corona desguarneceu o meio campo do Porto e a entrada de Reyes deu sinal de um retraimento que poderia ter sido fatal para as pretensões dos dragões. Não se pode, no entanto, olvidar, em jeito de balanço, que nos 9 jogos disputados até agora, contra equipas grandes, de Portugal e da Europa, o Sporting não venceu nenhum no tempo regulamentar, registando 4 empates e 5 derrotas. E estamos em terceiro lugar e fora da luta pelo título - o nosso principal objectivo da época - a 9 jornadas do fim, com um orçamento de custos com pessoal que é 3 vezes superior ao do início do(s) consulado(s) de Bruno de Carvalho, quando Leonardo Jardim era o treinador (segundo lugar final no campeonato).

 

A arbitragem de Soares Dias - o melhor juíz português - foi muito fraquinha, justificando a razão pela qual as fases finais dos últimos certames mundiais não contaram com árbitros nacionais.

 

Tenor "Tudo ao molho...": Bryan Ruiz

portosportingc.jpg

 

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