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És a nossa Fé!

Temo pelo futuro do jogador português

Texto de Vítor Hugo Vieira

Vila-do-Conde-vai-homenagear-os-8-jogadores-vilaco

 

Por paradoxal que pareça, é quando temos uma das selecções mais fortes da nossa história que mais temo pelo futuro do jogador português.

Quantos guarda-redes portugueses são titulares regulares numa equipa de 1.ª divisão europeia? Seis ou sete? O mesmo para as outras posições, não serão muitos os jogadores portugueses para cada uma delas. Por acaso temos a sorte de hoje termos dois ou três muito bons para cada posição, mas é só, depois quase não há opções.

Olhe-se, por exemplo, para a posição de defesa-central, onde continuam a ser convocados dois trintões, porque, em boa verdade, neste momento, além deles, só há mais dois ou três com qualidade suficiente para ir à selecção.

Se olharmos para as equipas portuguesas, temos várias com apenas meia-dúzia de atletas nacionais no plantel, sendo o resto completado com sul-americanos e um ou outro de um país exótico. Aliás, não fiz a contagem, mas o Wolverhampton deve ter mais portugueses no plantel do que muitas das equipas da nossa 1.ª divisão. A última moda é encherem os plantéis de ingleses/franceses/espanhóis de 20 e poucos anos, vindos das equipas de reservas dos grandes [clubes] europeus. Como resultou bem em dois ou três desses jogadores, agora todos querem fazer o mesmo. Nisto quem se lixa, mais uma vez, é o jogador nacional.

 

Os escalões de formação são um deserto: fora dos três grandes e de uma ou outra equipa média (Boavista no passado, Braga e Guimarães hoje), quase não surgem jogadores que alimentem as suas equipas principais.

Serão assim tão fracos?

Os escalões de formação dos três grandes, que ficam com os jovens prometedores de todo o país, secam tudo à volta?

Preferem ir buscar brasileiros da quinta divisão, sacando umas comissões?

A Liga não acha que existem estrangeiros a mais, a tapar a evolução do jogador português?

Enquanto se forem ganhando Europeus graças a duas ou três Academias que fazem bem o seu trabalho, e não à existência de um projecto para o futebol português bem estruturado, está tudo bem?

 

Texto do leitor Vítor Hugo Vieira, publicado originalmente aqui.

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