Em 2016/17 não quero jogadores a jogar bonito nem a adornarem os lances sempre com um toque a mais, à espera do aplauso fácil das bancadas. Quero jogadores que conquistem o campeonato. Mesmo a jogar feio. Exactamente como fez a selecção nacional.
Tempo horrível em Alvalade, 1-0 ao intervalo, o meu filho mais novo afundado na cadeira, chateado que nem um peru, eu a tentar explicar-lhe que já passei por muito pior. Percebi pouco do jogo de ontem: não consegui perceber se jogámos como “Plano A” ou com o “Plano B”; pareceu-me mais uma espécie de “Plano BA”, i.e. uma mistura do B e do A, com Magrão a fazer as vezes não se sabe bem de quem, o que acabou por resultar numa espécie de ausência de plano. Não dá para mais. Quando faltam dois dos titulares, é preciso rapar o fundo ao tacho. Correu mal com o Benfica, correu bem com o Braga. No meio de tanta coisa incompreensível sobrou o William. Ontem, de cada vez que via a bola ir ter aos pés dele, descansava da nervoseira por uns segundos. Não sei muito bem como é que ele faz aquilo. Também é incompreensível, na verdade, mas de outra maneira. O resto foi o triunfo da vontade.
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