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És a nossa Fé!

Não é só dentro de campo

Não é só dentro do campo que os miúdos (há aqui no blog gente da estatística que num instantinho fazia a média de idades dos que estiveram ontem em campo em Tondela) dão cartas.

A começar pelo treinador, ele próprio um miúdo, que dá lições na arte de bem comunicar (e de mexer na equipa) e a acabar noutro miúdo, o Neto, que celebra no banco como se fosse ele a marcar o golo que dá a vitória, obtido por um miúdo junior a quem pedem que faça de Paulinho, de Luis Phelipe ou de Ronaldo... e o prazer que é escutá-lo na entrevista rápida, sem caganças, humilde mas assertivo, com a lição bem estudada. Quase tão adulto como o Neto, o miúdo que é o "avô" daquela maltinha.

A passos de formiguinha, nem sempre pelo caminho certo mas nunca perdendo o rumo, os putos lá vão demonstrando que merecem fazer parte do grupo dos grandes. E quando a coisa está preta, o timoneiro faz os cálculos e traça o melhor rumo. Tratando todos como obreiras, cada um com a sua tarefa em prol de um objectivo comum, servir a equipa, o colectivo, o clube; Sem vedetismos, pés bem assentes na relva e uns cortes pelo ar quando é preciso.

Às vezes não jogando bem, como ontem, como no jogo anterior, mas meus amigos, no final do dia o que conta são os três pontos no bornal. No início da próxima época, em Julho praí, ninguém se lembra se jogávamos bem ou mal, se ganhámos por um ou por mil (bom, se ganhássemos por mil nunca o esqueceríamos), o que fica para a história são os pontos alcançados e o lugar obtido.

Quantas vezes não dissemos que os campeonatos se ganham não perdendo pontos com as equipas tidas por mais fracas? E com maior ou menor nota artística, o que importa é que o objectivo tem sido atingido. Com pontos é que se ganham campeonatos, não com vitórias morais.

Como diria a tia-avó da minha mulher, referindo-se ao filho, um Leão dos quatro costados e meu grande amigo, que evoluia majestoso no empedrado lá da terra pela Associação Desportiva da Madalena, há quase cinquenta anos, "o mê Chico é ca cabeça e tudo!"

O espírito tem que ser esse. 

Dias tristes

Os últimos dias, fim de semana incluído, foram particularmente pródigos em sucessos para o nosso clube.

No futebol a equipa A ganhou e manteve a liderança na 1.ª Liga com 9 pontos de vantagem do segundo, o Braga, a equipa B ganhou também e segue a um ponto do lider da série G, o Amadora, os sub-23 ganharam também e seguem no segundo lugar da Taça Revelação. No futebol feminino ganhámos a uma das três grandes equipas e seguimos a dois pontos da liderança do campeonato respectivo.

Dos jogadores que temos emprestados, Rosier tem mercado em Itália, Battaglia em Espanha e Rafael Camacho está em grande no Rio Ave, já com três golos marcados. Bruno Fernandes vai render mais 5M€ por objectivos alcançados. Rafael Leão ou algum clube vão pagar os 15M€. Até o Schicabala, o André Balada e esse portento de defesa direito Bruno Gaspar que o Inácio descobriu um par de dia antes do amigo ser posto na rua, ainda vão render algum. Vamos por 25M€ em cima disto tudo. Sempre dá para pagar Paulinho e Amorim. 

 

Nas modalidades de pavilhão ganhámos no voleibol, desde logo a Taça da modalidade ao Benfica, ganhámos no andebol e hóquei, perdemos no prolongamento com o Porto em basquetebol mas continuamos na liderança. No futsal não houve jogos mas seguimos na liderança também.

No atletismo, duas atletas nossas regressaram dos Europeus de Pista Coberta com medalhas de ouro.

 

Ou seja, nestes dias em que somos confrontados com uma pandemia terrivel que ceifa as vidas de familiares e amigos nossos (e pessoas públicas, como a nossa Maria José Valério), impacta extraordinariamente o desporto actual e vai condicioná-lo nos anos mais próximos, colocando as contas de todos clubes em situação muito difícil, encontramos no nosso Sporting motivos de alegria e esperança em dias melhores.

Mas para alguns que integraram aquela minoria que saiu do pavilhão Atlântico esmagada com o peso dos votos e desde as eleições mais disputadas de sempre enveredou por uma guerra sem quartel ao presidente eleito, estes sucessos do Sporting tornam ainda mais tristes os dias de confinamento.

 

O ex-presidente, desde a bolha "social" em que se enfiou, já veio dizer que não vai ter coragem para sair de casa se algo de bom acontecer, se calhar sairia mais depressa para os Aliados se fosse caso disso.

O líder (?) daquele movimento "Sou Sporting" que andou a inventar AG´s destitutivas, Nuno Sousa (que bom ser empregado duma empresa que muito tem beneficiado com o Covid e não duma TAP ou duma Groundforce), debica nas contas da SAD num artigo do site Leonino que se poderia intitular "Finanças para Totós ressabiados", e que basicamente permite a quem não perceba nada do assunto continuar a não perceber coisa nenhuma, mas a ficar com a ideia que aquilo é mesmo uma trafulhice pegada, entre um "esquema de Ponzi" e um "carrossel do Mendes", com um Francisco qualquer que deve ter estagiado ao comando do Excel nalguma mercearia rasca do BES.

Pelo menos uma das claques ressabiadas, que tinha andado no princípio da época a prognosticar o pior no Facebook e a dizer o pior na AG da SAD, enquanto não é despejada de Alvalade, continua alegremente nas cantorias do tipo "Varandas o que fazes aqui? Isto não é para ti!" e no merchandising alusivo. Quem canta seus males espanta, sempre ouvi dizer.

 

#OndeVaiUmVãoTodos

SL

A Via "Láctica"

 

A Via Láctea é a galáxia da qual faz parte o nosso sistema solar. Acho que todos saberão, os que andaram à escola, mais ou menos do que se trata.

Mas não é da galáxia que eu aqui venho falar hoje. Do que eu aqui venho falar é daquilo a que os mais ferrenhos detratores poderão chamar de vaca e outros mais fervorosos até, de leiteira.

Pois, para não termos conversas muito complicadas e longas, eu tenho familiares que criam vacas e posso dizer-vos do que custa criar vacas, do empenho que é preciso colocar na escolha da ração, do labor que é necessário para a higienização da vacaria, a trabalheira e a perícia que é ordenhá-las.

Estamos esclarecidos?

Coisas sensacionais


Mais uma vitória, límpida e onde qualquer um com dois dedos de testa percebe que Amorim a) não vai correr riscos só porque sim b) os amarelos são uma questão importante para as jornadas seguintes c) as lesões outra d) é a bola que corre e) quem está a perder é quem tem de tentar igualar.

Em cada jogo estão três pontos em disputa, não óscares da academia ou bolsas de mérito artístico.
Devo ter sido o único a ver isto. Ontem, ouvindo comentário (até de sportinguistas), no fundo, o Sporting não joga nada e ganhou ao Paços (do super hiper mega Pepa) por TRÊS vezes porque, precisamente, não joga muito. Foi não jogando grande coisa que sofremos ZERO golos do super Paços.

Entenda-se: eu acho que o Paços joga bem e não faz anti-jogo. Acho que tem bons jogadores e um bom treinador. Mas também acho que em NENHUM DOS TRÊS JOGOS esteve sequer perto do empate.

 

Uma outra coisa. Os jornalistas, comentadores e repórteres têm de deixar de ser tão tugas-espertinhos. Ou então, atirem mesmo cascas de banana, sempre é mais divertido e as imagens correm mundo. As perguntas sobre lances polémicos – e mesmo quando não os há, qualquer lancezinho polémico serve – são exercícios de sadismo e cinismo coletivo.

Os treinadores e jogadores – de todas as equipas – andam ali hora e meia, à vista de milhões de pessoas, nervos em franja, tensão emocional. É evidente que o venenozinho do “acha que o lance não sei quê é penalty” pode muito bem ser a gota de água para que estes descarreguem a frustração.

De seguida, para se sentirem bem, os mesmos jornalistas, repórteres e comentadores vociferam que assim não pode ser, que o futebol português não aguenta mais este clima de suspeição e de ameaças.

Dica: EXPERIMENTEM perguntar apenas por lances de óbvia e clara dúvida. Haverá dois ou três por jornada. E talvez haja menos clima de suspeição.

Se precisarem de um estímulo, pensem que pode ser o vosso irmão, tio, pai, que é o árbitro ameaçado de morte ou o jogador que leva multas, castigos e fica marcado para o resto da carreira só porque se passou dos carretos por causa de perguntas venenosas sobre lances polémicos na área.

Ontem, nem vi o jogo do princípio, mas basta ver a flash e a conferência de imprensa para perceber que há um manto de suspeição e injustiça em cima da vitória de ontem. Talvez Feddal tivesse de ser preso, ali em campo. Talvez um penalty não assinalado pudesse ter valido uma vitória do Paços por 18 a zero. Ah, se o penalty do João Mário fosse repetido, se calhar ele teria dado uma cotovelada ao árbitro (ou uma cabeçada, embora aí só levasse um jogo), ia expulso, era penalty para o Paços tipo lances livres da NBA e o Paços ganhasse por 67 a zero… Quem sabe, quem sabe… E porquê? Porque o Paços é a equipa sensação e as narrativas escrevem-se sozinhas.

O dia seguinte

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Foi uma noite épica em Barcelos, um jogo tremendamente complicado pela competência do adversário e pela inclemência da intempérie, que só foi possível ganhar na raça e no amor à camisola do nosso grande capitão e mais uma vez herói da noite - Seba Coates -e dos seus fiéis escudeiros. A começar por aqueles três jovens magníficos de Alcochete que aparecem na foto e saltaram do banco na segunda parte para revolucionar o futebol da equipa.

Veio Rúben Amorim dizer na conferência de imprensa que quando falta intensidade a equipa não é a mesma. Eu ia um pouco mais longe: diria que a equipa por vezes se perde no equilíbrio que é necessário ter entre controlo e intensidade. Depressa e bem não há quem, devagar e bem de pouco serve no futebol.

O Sporting entra em campo com a lição estudada, os jogadores procuram fazer bem e não errar, construir desde trás, circular a bola cansando o adversário, reagir prontamente à perda, explorar a profundidade, entrar por zonas interiores. Tenta fazer tudo isso, mas com um adversário compacto e competente vai perdendo gás, facilitando a vida ao opositor, enervando-se com o passar dos minutos e incorrendo em erros que paga caro. Foi o que aconteceu ontem na primeira parte, tendo o Sporting chegado ao intervalo com as mesmas três oportunidades de golo mas em desvantagem no marcador.

Quando se esperaria que Rúben mexesse à frente, com João Mário ou Jovane por exemplo, fez exactamente o contrário: transformou o sector da construção e foram saindo Neto, Antunes, Matheus Nunes, Palhinha e Feddal para entrarem Inácio, Tiago Tomás, Daniel Bragança, João Mário e Matheus Reis. Com isso o Sporting foi-se tornando cada vez mais intenso, a bola passou a circular bem mais rápida a toda a largura do campo, os lances de perigo foram-se sucedendo, o Gil cada vez mais encostado às cordas, e "El Patrón" sentenciou.

Foi então a explosão de alegria de todos nós: mais três pontos ganhos neste caminho das pedras infestado de serpentes e lacraus que nos há-de conduzir ao grande objectivo da época.  

E quem não salta é lampião, em Portugal, no Mónaco e em todo o mundo!

Enormes parabéns ao nosso capitão, parabéns à equipa de irmãos que sempre acreditou, ao nosso treinador e ao nosso presidente, castigado com 45 dias por ter dito o que todos sabem e que veio lembrar-nos que as bazófias e os gozos descabidos apenas servem aos poderosos e influentes rivais, o que até seria desnecessário lembrar dada a triste experiência de há cinco anos, mas há gente que não aprende de facto.

#OndeVaiUmVãoTodos

SL

O dia seguinte

Com a vitória de ontem e os empates dos rivais, o Sporting não só vinga a derrota que lhe custou a eliminação da Taça, como encerra a primeira volta com apenas 6 pontos perdidos, enquanto o Porto perdeu 12 e o Benfica 17. Então, mesmo que o Benfica não perdesse mais ponto nenhum até ao fim do campeonato, o que é tão provável como eu ir amanhã para a praia de Copacabana e para o Carnaval do Rio, o Sporting teria de perder 11 pontos na segunda volta para perder o acesso directo à Champions, ou seja, fazer uma segunda volta ao nível da primeira do Porto. Pode acontecer, mas não parece provável da forma como está a jogar o Sporting. E cada vitória conseguida, cada escorregadela do Benfica, cada jornada que passe, irão tornando o objectivo principal da temporada mais perto de ser atingido.

 

A vitória de ontem num batatal pouco melhor que o Jamor e contra uma equipa abrasileirada e bem chatinha, foi talvez a mais tranquila do Sporting nesta Liga, sem que Adán tenha feito uma defesa digna desse nome, não contando a do fora de jogo do atacante contrário, e com as oportunidades de golo a sucederem-se.

Marcámos dois golos, podiam ter sido quatro ou cinco. Antunes, Porro, Tabata e outros desperdiçaram ocasiões claras de golo.

 

O Sporting colocou a intensidade no jogo que lhe faltou no jogo da Taça, a bola girava rápida a toda a largura do campo e chegava depressa a zonas avançadas. Um futebol ao primeiro toque, prático e objectivo, criando situações sucessivas de último passe e remate. Paulinho fazia de pivot atacante, movimentava-se num rectângulo central, concentrando atenções, tabelando de costas para a baliza, e criando um rodízio à sua volta, com Pedro Gonçalves e Nuno Santos nas suas sete quintas. Matheus Nunes era o motor da equipa, sempre em alta rotação, e Porro e Antunes os snipers, sempre à procura da assistência perfeita para golo.

Paulinho (mais do tipo Slimani do que do tipo Bas Dost) está para o ataque como Palhinha para a defesa. Não é tanto pelo que joga, ou pelos golos que marca - e vai marcar muitos, seguramente - é bem mais pelo que faz os outros jogar. Com Paulinho, o Sporting tem enfim uma coluna vertebral a sério: Adán-Coates-Palhinha-Paulinho.

Quem não tem uma boa coluna vertebral sofre muito das costas, que o diga o Benfica.

#OndeVaiUmVãoTodos

 

PS:  Concluída a 1ª volta e o mercado de Inverno fechado, podemos contrastar os pontos obtidos com os valores de mercado actualizados dos plantéis.

Assim, temos:

1º - Sporting - 45 pts - 168M€

2º - Porto - 39 pts - 262 M€

3º - Braga - 36 pts - 109 M€

4º - Benfica - 34 pts - 288 M€

Impressionante, não é? Quanto é que valiam muitos destes jogadores do Sporting há um ano e quanto poderão valer daqui a um ano, se os conseguirmos colocar na montra milionária da Champions?

SL

Fim-de-semana soalheiro

Que prazenteiro é o fim-de-semana quando se faz 1 jogo e se ganha em 4.

De certa maneira é divertido ver o à-vontade de Sérgio Conceição. Depois do horrível trauma de Nanu o que se viu foi ele entrar por ali adentro como cão por vinha vindimada e dando superficial atenção ao pobre jazente, entreteve-se a dar raspanetes nos jogadores e a esticar o dedo ao árbitro, tudo como quem está a trincar tremoços no tasco ao fundo da rua. Na entrevista final deu-lhe a figadeira e vai disto, outra vez sem super-ego. Aguardo ansiosamente para ver que punição lhe será aplicada. 

Em Braga confirmou-se o belo negócio feito pelo Sporting. Lá entrou mais um golito nas costas do Borja (por "coincidência" foi com ele que perdemos com o Marítimo e empatámos com o Rio Ave) e Sporar pouco contribuiu para a reviravolta.

Em Carnide parece que aquilo não adianta nem atrasa.

Quanto a nós: há que anos não sentíamos esta tranquilidade de ter o jogo praticamente arrumado ao intervalo? 

Para mais surgiu uma surpreendente contratação deste defeso: Antunes. Ei-lo que aparece em grande em Fevereiro. Também achei piada ao João Pereira: 5 minutos depois de estar em campo levou um cartão amarelo. Continua a não estar para brincadeiras, o que é óptima notícia. 

Isto agora é sempre a subir, na segunda volta jogamos fora contra os adversários directos. Mas se o que Paulinho fez hoje serviu de aperitivo, vocês querem ver que é mesmo este ano? (Tá bem, já se sabe que vai haver um jornalista, ou lá como se chamam aqueles pés de microfone, a pedir a Rúben Amorim c'assuma.)

O dia seguinte

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O Sporting conquistou ontem uma vitória mais que merecida no dérbi de Lisboa. Um jogo em que foi superior em todos os domínios, distanciando-se do rival na corrida pelo acesso directo à Champions.

Na antevisão do jogo eu dizia que "de qualquer forma o Sporting vai entrar em campo do jeito habitual. Amorim acredita mais na consistência que vem dos treinos do que dos coelhos que saem das cartolas. Já do outro lado, mesmo com Jesus de cama, deve haver alguma surpresa que se correr bem é porque realmente ele é genial; se correr mal, claro, os jogadores são burros e não percebem."

E foi isso mesmo que aconteceu. O Sporting entrou com Matheus Nunes e João Mário a dominar o meio-campo, Nuno Mendes e Porro bem activos nas alas e Tiago Tomás endiabrado no ataque. O Benfica entrou como uma equipa pequena, com a defesa reforçada por mais um central, intenção de ganhar a bola em zonas recuadas e lançar as cavalgadas de Rafa e Darwin Nunes.

O Sporting tinha a lição bem estudada. Castigava os centrais adversários com sucessivos lançamentos em profundidade, e dum deles surgiu o pique e a lesão de Jardel, que forçou ao recuo de Weigl.

 

A primeira parte foi toda nossa e podíamos bem ter ido para o intervalo em vantagem: o Benfica criou perigo por Pizzi uma única vez depois duma perda de bola de Pedro Gonçalves. Na segunda, o Benfica equilibrou até às substituições quando o Sporting recuperou o domínio do jogo com Palhinha, Jovane e Tabata a entrarem muito bem.

E o golo finalmente surgiu de mais um lançamento em profundidade, este tipo rugby, de Coates, que sobrevoa o povoado meio-campo, Tabata atrapalha o tal Weigl, a bola segue para Jovane, que lhe dá um nó cego (quantos milhões é que custou afinal ?) e centra ao segundo poste, Porro passa tranquilamente pelo Nuno Tavares (era este que o Jesus dizia que ia ser o defesa esquerdo da selecção, ou era algum primo?), Odisseas corta como pode, e Matheus Nunes... marca à Yazalde.

A cereja em cima do bolo para o melhor jogador em campo. Que belo lance de ataque. Que golo fabuloso!

 

Mas o que se passou no campo só foi possível pelo que se passou antes fora dele. Num dia marcado pelo fecho da janela de transferências, com toda a instabilidade que isso provoca no plantel, a que se somou a questão CD/Palhinha, Frederico Varandas, Hugo Viana e Rúben Amorim conseguiram realizar um trabalho notável, resolver da melhor forma casos que poderiam causar dano como os de Plata, Sporar e Borja, recuperar via tribunal Palhinha para o jogo sem comprometer a preparação efectuada, moralizar e focalizar o grupo e levá-lo à vitória.

E assim, em pouco mais de duas semanas, ganhámos no campo, em Alvalade e fora dele, com chuva e sem ela, com Unilabs, CDs e Fábios Veríssimos a torpedearem, e sem "colinhos" arbitrais, a Benfica, Porto e Braga. Francamente, não me recordo que isso alguma vez tenha acontecido no passado: é mesmo dia dos ressabiados meterem a viola no saco e largarem de vez o disco da falta de ambição. O Sporting está com mais ambição do que nunca, mas ambição com trabalho, humildade e sem lugar a bazófia. Porque a bazófia, se por si só não perde campeonatos, contribui muito para isso.

Concluindo, o Sporting ganhou mais que merecidamente ao grande rival.

Palco para os artistas. E os artistas estão na foto.

#OndeVaiUmVãoTodos

SL

Boletim meteorológico

Da página do IPMA, na previsão para o dia de hoje:

- Céu limpo em todo o território, com nuvens carregadas na freguesia de São Domingos de Benfica;

- Diminuição da pressão atmosférica, excepto na freguesia referida, onde ela estará imensamente pesada;

- Temperatura amena ao nível do solo, o que permite o passeio (higiénico!) a felinos de modo a arejar a juba, contudo com uma descida drástica a altitudes superiores, impedindo a passarada de sair da gaiola.

 

Última hora: Uma imensa concentração de galinhas, em São Domingos de Benfica, frente a um edifício pré-fabricado semelhante a um aviário, cacareja de forma histérica exigindo que os 100 milhões gastos em entulho sejam trocados por milho. Um senhor de orelhas enormes veio à varanda, e depois de as mandar para o trabalho (pensamos que pôr ovos, mas mais tarde esclareceremos), disse irado "vocês aqui só mandam quando tiverem dentes!"

Voltaremos logo que haja desenvolvimentos, entretanto aproveitem o ar puro que hoje se respira. Bom dia.

Bravo rapazes

Então não foram para a cabine ao intervalo a ganhar por 2 ou 3 porquê? Estava já eu entre irritado e conformado com um empate quando 3 rapazes de 22 anos desembrulharam finalmente a encomenda. Na verdade nenhum golo destes vem tarde demais.

Houve casos patuscos, por exemplo o prematuro cartão amarelo a Gilberto. Normalmente isto deveria coibi-lo, mas aqui a mensagem foi clara: doravante podes dar porrada à vontadinha que o peso da camisola obstará ao cartão da cor dela. Outra situação divertida foi aquele circunspecto colóquio junto ao banco visitante; o Conceição pode mandar os árbitros àquela parte que eles fazem orelhas moucas, a troupe da Luz é os sôres desculpem qualquer coisinha, mas faxavor tenham lá calma; Rúben Amorim já se sabe, vai logo para o olho da rua se respirar fundo. 

Acabado o jogo lá vieram as lérias do costume. Haveria de cair uma bigorna na cabeça do próximo palerma que falar de "estrelinha" ou reclamar pela "candidatura ao título." Ambas as perguntas são parvas e já foram mil vezes respondidas, porquê insistir nelas sabendo que não levam a nada? Bem se sabe que na cadeia alimentar das redacções a secção do desporto alberga os mais toscos e alvares, mas caramba não é preciso exagerar.

Acabo de escrever isto enquanto o minúsculo Sabrosa continua na sucursal amarela da BTV a carpir mágoas pelo clube dele. Para esta gente não foi o Sporting que ganhou, foi o clube do coração deles que perdeu. 

Ganhámos, mas...

A condicionante não se refere ao mérito; Tampouco à justiça e muito menos  ao empenho dos rapazes, que foram inexcedíveis na entrega à luta e demonstraram raça de verdadeiros leões.

A condicionante vai para a organização da prova.

Vai para o futebol português.

Vai para a pandilha que gravita e se sustenta à "pála" de um desporto maravilhoso.

Quando vi o nosso Jovane ser atropelado e levar um amarelo, pensei pra mim que "hoje não molhas o pincel, puto!" Meu dito, meu feito, que o apitador ontem queria ele próprio levar o caneco para casa, tal o festival de apito, raramente acertado, que durou parece que para lá do jogo.

Se calhar convém recordar que este é um daqueles de laboratório, dos cursos do INATEL patrocinados pelo Benfica e que ascenderam às insígnias FIFA sem os correspondentes jogos em divisões inferiores, para que o leitor fique enquadrado com a "peça de artilharia". Os mais velhos recordar-se-ão dos retratos "a la minute", sem qualidade, com imagem desfocada e sombras esquisitas. Pois deste assunto o que ainda persiste, são as sombras.

Arrumado o incompetente e fazedor de fretes, a segunda nota vai para a Liga, começando com uma sugestão: Para o ano façam logo a final a quatro, já que é para a treta, ao menos que seja assumida. E que escolham um campo onde se possa jogar à bola, que a competição é futebol, não é rugby (ou râguebi) e muito menos a actividade agrícola de plantação de batatas. Aquilo ( o estádio que a câmara de Leiria entendeu construir para o Euro 2006, empenhando uma parte do orçamento para muitos anos ) é um elefante branco, a gente sabe, mas os elefantes só vão ao charco para matar a sede, para coisas sérias é em piso decente, considerando o peso e se me faço entender...

A terceira nota vai para o trolha (com um enorme respeito pelos que exercem a profissão e são miseravelmente pagos por isso) que preside aos destinos da agremiação braguista: Se ele soubesse o gozo que me causa vê-lo a espumar sempre que perde connosco e felizmente pra nós têm sido muitas vezes, o rato metia-se no buraco antes de vomitar as alarvidades que por norma profere quando leva "na pá" quando perde com o Sporting. Eu sei, ele está f...chateado porque o Sporting prefere o Paulinho que lá tem há imensos anos e nunca defraudou, àquele que eles lá têm e tem sido sistematicamente metido no bolso pelo Coates e parece (espero bem que!) que a torneira fechou.

Uma palavrinha final para o previsível sucessor de Jesus na lampionagem: A dor de corno é fodida, mister.

E ainda um post scriptum: uma enorme salva de palmas para o nosso treinador, com a esperança de que o deixem trabalhar, mesmo que por vezes os resultados nos deixem com um camadão de nervos de ir às urgências e agora não dá muito jeito. Portanto é deixá-lo fazer o seu trabalhinho, que a coisa está melhor que a encomenda. Venha de lá o Boavista.

 

O dia seguinte

sporting.jpg

 

Disse Rúben Amorim depois do jogo: «Sou muito feliz no Sporting, o projecto é a minha cara, adoro o meu staff. Se pudesse manter isto durantes muitos anos… sei que no futebol as coisas mudam muito rápido, mas adoro o dia a dia no Sporting. Se quiserem despedir-me, tirarem-me de lá, vão ter que me pagar tudo, digo já. Porque gosto mesmo de trabalhar no Sporting.» O que nós podemos dizer é que podes tirar o cavalinho da chuva, estamos ainda mais felizes por termos encontrado um grande treinador e um grande homem, que ontem foi aclamado e atirado ao ar em pleno relvado pela equipa que tem na mão, e por alguns que menos jogam, como Daniel Bragança. 

Repararam também na dupla que acompanhou Amorim na subida ao podium? Coates e Neto, os capitães da equipa, aqueles que além do desempenho em campo são os pilares do balneário, elementos essenciais no enquadramento dos mais jovens e no magnífico espírito de corpo demonstrado.

Quanto ao jogo em si, foi quase perfeito dado o estado do terreno que começou completamente alagado e foi secando com o decorrer da partida, tudo isto mais numas zonas que outras. O Sporting conseguiu entrar forte, com João Mário a comandar no centro do terreno e dominou toda a primeira parte, conseguindo um belo golo por Porro. Com a troca dum Jovane condicionado pelo apitador de serviço por um desinspirado Nuno Santos e o progressivo apagamento do João, a equipa foi perdendo o controlo do centro do terreno e sendo remetida à defesa onde "El Patrón" Coates esteve imperial, secundado por um grande Adán. Mesmo assim, e tirando os dois lances de fora de jogo do Braga, a ocasião mais flagrante de golo foi a do "pé-frio" Sporar que conseguiu passar ao guarda-redes adversário com a baliza toda à sua mercê.

Vitória mais que merecida, apenas ensombrada pela expulsão estúpida de Pedro Gonçalves ao cair do pano por aquele apitador arrogante e desequilibrado que conseguiu inovar na profissão, expulsando sem aviso prévio e simultâneamente os dois treinadores. 

 

Ontem foi o terceiro troféu ganho na presidência de Frederico Varandas em três anos. Todos eles ultrapassando Porto (3x), Benfica (2x), e Braga (2x), o que demonstra que a ambição e a afirmação do Sporting como clube grande não desapareceram com a destituição do ex-presidente, antes estão cada vez mais firmes, pujantes e alicerçados na matriz formadora do clube.

Nessas três conquistas algumas coisas existiram em comum: treinadores humildes e competentes que souberam dar o palco aos jogadores, capitães que vieram de fora mas são do melhor que alguma vez tivemos, equipas que ultrapassaram os seus limites na luta contra adversários mais poderosos. E um presidente que com Hugo Viana, amigo próximo de longa data de Rúben Amorim, criou as condições para que isso acontecesse, deu a cara quando necessário (ontem, para responder à azia dum "pedreiro" mal educado qualquer) e se apagou no momento da vitória. 

Está o Sporting Clube de Portugal de parabéns, estão Frederico Varandas e Hugo Viana de parabéns, e ficaria muito bem a quem se está a perfilar para candidato a futuras eleições dizer isso mesmo. Mas desconfio que, com alguma honrosa excepção, o "silêncio de abutre" vai imperar.  

 

#OndeVaiUmVãoTodos

SL

Vitória justa da melhor equipa em campo, no de Leiria e outros campos

O Sporting mereceu ganhar, sim, senhor, oh, Sérgio. A vitória do Sporting não caiu lá do céu, como cuspiste no fim do jogo.


Além da magia que saiu do pés de Jovane e de Pedro Gonçalves, da fibra desta equipa que luta até ao fim contra as adversidades, a nossa passagem à final da Taça da Liga, derrubando o FC Porto, deve-se também à melhor leitura, interpretação e acção de Rúben Amorim no banco em comparação com o opositor que tem tudo de mau na hora de perder.


Estamos bem e recomendamo-nos. Força, equipa. Força, Sporting!

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