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És a nossa Fé!

Adoro

Adoro as manhãs silenciosas, aqui no blogue, após uma vitória folgada do Sporting.

Fosse outro o resultado, logo isto fervilhava de adeptos indignados a comentar o jogo, a vergastar jogadores, a disparar contra as "opções tácticas" do treinador e talvez até a exigir a demissão do presidente.

Nada como um triunfo - com goleada, ainda por cima - para esses adeptos emudecerem. 

Desejo-lhes que passem um fim de semana tão excelente como o meu.

Arre Porro!

Ou a gente começa a marcar as oportunidades que cria e raios são tantas, caramba, ou os nossos corações, o meu pelo menos, não aguentam.

Caso para dizer, arre porra que é demais.

Já dizia um treinador narigudo da agremiação do outro lado da rua que um a zero dois ponta, mas que diabo, será pedir muito que a reza que encomendei para o Paulinho comece a fazer efeito? E não me venham cá com a porra da relva que tem dois meses e já está uma vergonha...

Com uma superioridade tão evidente e avassaladora, ter corrido o risco de empatar só demonstra que há que trabalhar mais o factor sorte, que foi isso que também nos faltou naquelas que bateram nos ferros; Mas como a sorte proteje os audazes, aquele assalto à baliza do Marítimo só podia ter um desfecho, Porro! A vitória.

E tudo o vento levou

Depois da trágica jornada europeia de que já falámos de sobra, fomos a casa do segundo (entretanto relegado para terceiro pouco antes do jogo, na sequência da vitória do Porto) numa noite extremamente ventosa como é costume no Coimbra da Mota, que nos poderia prejudicar.

Não sendo o Estoril o Ajax, mas estando para consumo interno a praticar um futebol muito agradável e consistente e onde pontificam alguns ex-jogadores do Sporting que o treinador soube aproveitar muito bem, Amorim conseguiu em três dias reparar os danos emocionais causados na Quarta-feira e este foi um Sporting mais parecido consigo próprio, apesar da falta que sempre faz a ausência de Pedro Gonçalves, perdoem a redundância.

Ao contrário do que era de esperar, o vento não nos prejudicou e curiosamente, apesar de dominarmos durante todo o tempo de jogo, foi na segunda parte, contra ele, que a equipa esteve melhor e causou mais perigo junto da baliza adversária. Caso para dizer que depois duma bela exibição, com uma vitória escassa para o futebol produzido, a equipa recuperou bem duma situação complicada e que afinal tudo o vento levou.

 

PS: Já encomendei que fosse tirado o cobranto ao Paulinho, que aquilo já lá não vai com patas de coelho e afins. Se correr bem, vão vir charters de golos, vocês vão ver! E se o rapaz merece, caramba.

Sporting sinfónico

Para apreciar melhor o segundo golo do Sporting de ontem será de vistas curtas reparar apenas no estupendo passe de Esgaio que leva a bola até aos pés daquele que fabrica algoritmos com a ponta da bota, pois os seus remates saem de geometria perfeita na curva do arco, na altura do voo, na direcção inevitável  que levam. 

Pedro Gonçalves estava nesse momento isolado próximo do segundo poste. E estava sozinho porque foi ali ter em resultado de uma longa jogada em que toda a equipa havia antes, por duas vezes, tomado de assalto a linha defensiva do Vizela por todos os flancos. Duas vezes a bola é rechaçada e de imediato recuperada quase à entrada na área e quando na terceira investida chega aos pés de um Esgaio livre e com espaço à direita, já os adversários estavam completamente desbaratados e desnorteados. 

O segundo golo do Sporting é de antologia: o futebol é um jogo colectivo e dinâmico, onde cada peça deve saber onde estar e o que fazer. O segundo golo do Sporting foi um puro produto do treino e de quem o administra. Pode ser viciante o hábito de se irem vendo maravilhas destas em Alvalade.

"Pouco importa pouco importa, se jogámos bem ou mal, vamos é levar a taça, para o nosso Portugal"

Em França foi assim, e o lema desta selecção de Fernando Santos é mesmo este. Existe uma equipa, não forçosamente formada pelos melhores onze jogadores, nem pelos onze jogadores que estejam no melhor momento, mas escolhida de acordo com uma ideia de jogo baseada no controlo, defender bem no campo todo e esperar pelos momentos para pôr a bola nos homens certos, aqueles que marcam golos mesmo não sendo pontas de lança. Que não existem na selecção.

Contra uma Hungria "italiana" num 5-3-2 muito rígido, Portugal teve uma boa primeira parte em que circulou bem a bola e construiu ocasiões mais que suficientes para uma vitória tranquila. O duplo trinco ajudou a recuperar bolas em zonas adiantadas e encostar a Hungria "às cordas". Eles raramente conseguiram sair em condição de criar perigo.

Na 2.ª parte a equipa não conseguiu manter o ritmo e facilitou a tarefa ao adversário. Vários jogadores, com William à cabeça, quebraram fisicamente e a Hungria foi-se sentindo cada vez mais confortável no jogo. A pouco e pouco começaram a criar situações, a culminar num golo bem anulado.

Tarde e a más horas lá vieram as substituições, e a verdade é que todos os que entraram coleccionaram asneiras e passes falhados. Quando tudo parecia perdido, um deles, na altura o pior em campo, centra contra um húngaro e depois sai um golo, enrola-se com a bola em vez de rematar e sai um penálti, depois já com uma Hungria destroçada veio mais um golo obrigatório do melhor do mundo para fazer esquecer o golo cantado que falhara na primeira parte.

Concluindo, uma vitória por números concludentes com uma equipa pensada para defrontar os dois grandes que se seguem. Mesmo aqueles que entraram desconfio que vão entrar de novo nos próximos jogos.

Podia-se jogar melhor? Podia, mas não foi assim que fomos campeões europeus. Foi desta forma. Sendo assim... siga.

Vencemos

Três zero, a jogar fora de casa. Em Budapeste, contra a Hungria.

Talvez a nossa melhor estreia de sempre em fases finais de grandes torneios de futebol ao nível de selecções.

Um golo de Raphael Guerreiro, dois golos de Cristiano Ronaldo. Que assim se torna no único futebolista a marcar em cinco fases finais de Europeus.

 

Antes do jogo, as redes sociais portuguesas fervilhavam de compatriotas a dizerem o pior do nosso seleccionador, o campeão europeu Fernando Santos, e dos nossos jogadores, começando por Ronaldo.

O costume. Somos totalmente previsíveis a dizer mal de nós próprios.

 

Depois deste triunfo, que nos coloca no comando destacado do grupo F, os profetas da desgraça arriscam uma vez mais ficar no desemprego - como aconteceu há cinco anos.

Mas não tenhamos ilusões: eles jamais desistem. Continuarão a dizer mal de tudo e de todos.

Mais, quero mais

 

Talvez ainda não tenha interiorizado tudo o que aconteceu, como se o que aconteceu fosse corriqueiro. Mas neste momento penso sobretudo em ganhar os dois jogos que faltam da temporada (é no que devem pensar jogadores e equipa técnica) e repetir uma época assim já para o ano (é no que deve pensar a estrutura dirigente). Sabem quantas vezes o Sporting terminou uma época sem derrotas no campeonato? Mais importante: sabem há quantos anos o Sporting não vence dois campeonatos seguidos? Pois. Pensem nisso. E agora, depois de dizer isto, quero dar os meus parabéns a esta fantástica equipa. Muito obrigado.

Celebrei com esta

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Foi com este espumante que festejei a vitória do Sporting em Vila do Conde que elevou a nossa equipa aos 79 pontos - a melhor pontuação de sempre à 31.ªjornada. 

Produto nacional, de boa cepa: São Pedrinho (bruto), de Valpaços.

Tenho mais duas garrafas no frigorífico, aguardando novos motivos para comemorar. Talvez não fiquem muito tempo lá.

Manuelmachadês

Há imenso tempo que não ouvíamos o cretino do vintém expressar-se no seu tom tão característico de professor Pardal, de beiçola afiada.

Hoje, depois de assistir de cadeirinha a 30 faltas dos seus jogadores, a três penaltis surripiados ao Sporting e ao perdão de dois vermelhos a jogadores seus, a alimária vem-se (salvo seja) com esta: "Uns são filhos de um Deus grande, outros de um Deus menor", queixando-se da arbitragem.

Um cretino será sempre um cretino, efectivamente.

Sábado verde

 

Futsal: Sporting vence Inter Movistar e está na final da Liga dos Campeões.

 

Hóquei em patins: Sporting vence Valongo e embala para as meias-finais do campeonato nacional.

 

Basquetebol: Sporting vence V. Guimarães e apura-se para as meias-finais do campeonato.

 

Futebol feminino: Sporting vence em Condeixa e recupera a liderança isolada do campeonato.

 

Futebol: Sporting vence Nacional por 2-0 e mantém seis pontos de avanço no comando da Liga.

 

Somos assim: tão grandes como os maiores da Europa.

Não é só dentro de campo

Não é só dentro do campo que os miúdos (há aqui no blog gente da estatística que num instantinho fazia a média de idades dos que estiveram ontem em campo em Tondela) dão cartas.

A começar pelo treinador, ele próprio um miúdo, que dá lições na arte de bem comunicar (e de mexer na equipa) e a acabar noutro miúdo, o Neto, que celebra no banco como se fosse ele a marcar o golo que dá a vitória, obtido por um miúdo junior a quem pedem que faça de Paulinho, de Luis Phelipe ou de Ronaldo... e o prazer que é escutá-lo na entrevista rápida, sem caganças, humilde mas assertivo, com a lição bem estudada. Quase tão adulto como o Neto, o miúdo que é o "avô" daquela maltinha.

A passos de formiguinha, nem sempre pelo caminho certo mas nunca perdendo o rumo, os putos lá vão demonstrando que merecem fazer parte do grupo dos grandes. E quando a coisa está preta, o timoneiro faz os cálculos e traça o melhor rumo. Tratando todos como obreiras, cada um com a sua tarefa em prol de um objectivo comum, servir a equipa, o colectivo, o clube; Sem vedetismos, pés bem assentes na relva e uns cortes pelo ar quando é preciso.

Às vezes não jogando bem, como ontem, como no jogo anterior, mas meus amigos, no final do dia o que conta são os três pontos no bornal. No início da próxima época, em Julho praí, ninguém se lembra se jogávamos bem ou mal, se ganhámos por um ou por mil (bom, se ganhássemos por mil nunca o esqueceríamos), o que fica para a história são os pontos alcançados e o lugar obtido.

Quantas vezes não dissemos que os campeonatos se ganham não perdendo pontos com as equipas tidas por mais fracas? E com maior ou menor nota artística, o que importa é que o objectivo tem sido atingido. Com pontos é que se ganham campeonatos, não com vitórias morais.

Como diria a tia-avó da minha mulher, referindo-se ao filho, um Leão dos quatro costados e meu grande amigo, que evoluia majestoso no empedrado lá da terra pela Associação Desportiva da Madalena, há quase cinquenta anos, "o mê Chico é ca cabeça e tudo!"

O espírito tem que ser esse. 

Dias tristes

Os últimos dias, fim de semana incluído, foram particularmente pródigos em sucessos para o nosso clube.

No futebol a equipa A ganhou e manteve a liderança na 1.ª Liga com 9 pontos de vantagem do segundo, o Braga, a equipa B ganhou também e segue a um ponto do lider da série G, o Amadora, os sub-23 ganharam também e seguem no segundo lugar da Taça Revelação. No futebol feminino ganhámos a uma das três grandes equipas e seguimos a dois pontos da liderança do campeonato respectivo.

Dos jogadores que temos emprestados, Rosier tem mercado em Itália, Battaglia em Espanha e Rafael Camacho está em grande no Rio Ave, já com três golos marcados. Bruno Fernandes vai render mais 5M€ por objectivos alcançados. Rafael Leão ou algum clube vão pagar os 15M€. Até o Schicabala, o André Balada e esse portento de defesa direito Bruno Gaspar que o Inácio descobriu um par de dia antes do amigo ser posto na rua, ainda vão render algum. Vamos por 25M€ em cima disto tudo. Sempre dá para pagar Paulinho e Amorim. 

 

Nas modalidades de pavilhão ganhámos no voleibol, desde logo a Taça da modalidade ao Benfica, ganhámos no andebol e hóquei, perdemos no prolongamento com o Porto em basquetebol mas continuamos na liderança. No futsal não houve jogos mas seguimos na liderança também.

No atletismo, duas atletas nossas regressaram dos Europeus de Pista Coberta com medalhas de ouro.

 

Ou seja, nestes dias em que somos confrontados com uma pandemia terrivel que ceifa as vidas de familiares e amigos nossos (e pessoas públicas, como a nossa Maria José Valério), impacta extraordinariamente o desporto actual e vai condicioná-lo nos anos mais próximos, colocando as contas de todos clubes em situação muito difícil, encontramos no nosso Sporting motivos de alegria e esperança em dias melhores.

Mas para alguns que integraram aquela minoria que saiu do pavilhão Atlântico esmagada com o peso dos votos e desde as eleições mais disputadas de sempre enveredou por uma guerra sem quartel ao presidente eleito, estes sucessos do Sporting tornam ainda mais tristes os dias de confinamento.

 

O ex-presidente, desde a bolha "social" em que se enfiou, já veio dizer que não vai ter coragem para sair de casa se algo de bom acontecer, se calhar sairia mais depressa para os Aliados se fosse caso disso.

O líder (?) daquele movimento "Sou Sporting" que andou a inventar AG´s destitutivas, Nuno Sousa (que bom ser empregado duma empresa que muito tem beneficiado com o Covid e não duma TAP ou duma Groundforce), debica nas contas da SAD num artigo do site Leonino que se poderia intitular "Finanças para Totós ressabiados", e que basicamente permite a quem não perceba nada do assunto continuar a não perceber coisa nenhuma, mas a ficar com a ideia que aquilo é mesmo uma trafulhice pegada, entre um "esquema de Ponzi" e um "carrossel do Mendes", com um Francisco qualquer que deve ter estagiado ao comando do Excel nalguma mercearia rasca do BES.

Pelo menos uma das claques ressabiadas, que tinha andado no princípio da época a prognosticar o pior no Facebook e a dizer o pior na AG da SAD, enquanto não é despejada de Alvalade, continua alegremente nas cantorias do tipo "Varandas o que fazes aqui? Isto não é para ti!" e no merchandising alusivo. Quem canta seus males espanta, sempre ouvi dizer.

 

#OndeVaiUmVãoTodos

SL

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