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És a nossa Fé!

Agora é limpar a cabeça

Os rapazes ganharam ontem em Famalicão com toda a justiça. O resultado peca por escasso, dadas as oportunidades desperdiçadas, o que me leva a colocar aqui a questão do sistema de jogo e o facto que por aqui vamos (autores e comentadores) dizendo, que os adversários já conhecem e anulam facilmente o sistema Amorim.

Ora este sistema produz imensas oportunidades de golo por jogo (muitas, vá...), como ontem se verificou. Os golos não apareceram por inépcia dos finalizadores, já que ontem o GR adversário pouco trabalho teve, o que denota uma clara deficiência ao nível psicológico, uma clara fadiga mental e uma visível a olho nu fadiga física, ontem com mais uma lesão de Matheus Reis (que pode agradecer a Iemanjá não ter sido expulso por conduta incorrecta, algo em que incorre frequentemente).

Nada nos garante portanto, verificada a falta de pontaria, que qualquer outro sistema alternativo desse mais golos.

Vem aí a Taça da Carica, perdão, da Liga, onde acho que devem ser utilizadas as segundas linhas e alguns jogadores da equipa B. Há jogadores que têm que jogar para demonstrarem que podem entrar na equação, no banco e jogando cinco minutos quando se perde ou empata e se luta por um golo, não ajuda antes prejudica. Eu como sou daqueles que não atribuo grande importância a este troféu e como os adversários na primeira fase até são acessíveis, optaria por esta opção.

Com um mês e meio de paragem, com poucos jogadores nas selecções e alguns com previsível curta estadia no Catar, haverá tempo suficiente para descansar a mente e o corpo, para recarregar baterias, para recentrar o foco. Confio que Amorim, ele próprio a precisar de descansar a mente, conseguirá agregar os rapazes de novo, mas...

Não será suficiente! Há a necessidade urgente de contratar três jogadores que peguem de estaca como vamos todos por aqui escrevendo: Um central, um seis e um nove. Eu até acredito que haja jogadores identificados para estas posições se a opção for mesmo contratar (o "a la longo" agora contratado será mesmo para burilar e vender, "penso eu de que"), mas eu até tenho uma sugestão para nove...

Serenata à chuva

Estava pouca gente como seria de esperar, após o desaire na Taça de Portugal, mas durante todo o tempo não foi regateado apoio à equipa, à parte uma assobiadela desnecessária à saída para o intervalo por parte da bancada sul. Bancada A, que lá por cima assobiavam-se os assobiadores.

Posso estar a ser um pouco exagerado na apreciação ao jogo, mas arrisco a dizer que foi a exibição mais consistente e conseguida desta época a nível interno.

A equipa falhou inúmeros golos na primeira parte é certo, grande parte deles por manifesto nervosismo (querer entrar com a bola pela baliza "adentro" é reflexo disso), mas esteve sempre por cima do adversário, que tem uma bela equipa e pratica um futebol muito bom.

Parecia que aqueles móveis lá na frente deambulavam em frente à cama (baliza) sem saberem muito bem quem era o guarda-fato, quem era o pexixé, quem era a cómoda, ou quem era a mesa de cabeceira.

Parece-me que o que virou o jogo foi o treinador ter percebido que um dos móveis estava ali a mais e colocando um jogador em cima da cama (o que a gente aqui lhe anda a dizer há "séculos"), fez com que finalmente fosse beijado o véu da noiva. E num ápice, fruto também da alteração táctica do adversário que queria defender o resultado com que vinha do intervalo e jogando no passar do tempo e no consequente nervosismo dos nossos, deixou a ala esquerda da sua defesa mais desguarnecida, que é o que Porro gosta e dali saiu o lance do segundo, um golaço do Nuno Santos e do terceiro, um slalom de Edwards que deu penálti.

Em resumo, na primeira parte houve uma carrada de remates e a ineficácia foi gritante e na segunda em cinco remates, três deram golo e permitiram a reviravolta.

Todos esperamos que seja A reviravolta.

Só três pontos nos separam do lugar de acesso directo à liga dos campeões (vamos ganhar por quatro de diferença ao Porto!), só dependemos de nós para lá chegar, vai haver uma paragem de mais de um mês em Novembro e Dezembro, dará para recuperar física e mentalmente os rapazes. Vamos lá, nada está perdido e com a resposta de hoje e a garra desta segunda parte, só se pode esperar o melhor.

 

Nota final: Não sendo eu um admirador das claques, achei um exagero a carga policial. Eu estou por cima, foi uma coisinha de nada e até agradável à vista e ver a polícia chegar, passados largos minutos do final dos acontecimentos, carregar na "malta", pareceu-me um manifesto exagero. Não vejo isso acontecer no Dragão ou na Luz, mas parece que é moda e dá pica bater no Sporting, seja de que forma for. Esperemos que quem comanda faça o balanço da intervenção e retire conclusões sobre esta disparatada actuação.

Orgulho leonino à flor da pele

Chegado ao trabalho, de sorriso rasgado, logo procurei os leões. Somos muitos! Apesar disso quis o destino que a primeira reacção à gloriosa vitória leonina de ontem contra o Tottenham me chegasse vinda de um benfiquista.  A coisa foi proferida num misto de bazófia, ressabiamento, inveja:

- Todos pavões! Rotulou-nos.

- Orgulhosos, pá. Orgulhosos e muito.

De rajada fiz-lhe o desenho: pavões seria sinal de que nos consideramos por direito os maiores, os melhores, os naturais vencedores de qualquer desafio; já sentirmos orgulho no clube que é o nosso é fruto do júbilo com a vitória que contrariou a esmagadora maioria das casas de apostas e que foi inteira, absoluta, indiscutivelmente justa, também porque assente numa verdadeira equipa guiada por um líder humilde, consciente das fraquezas e das forças do conjunto de jogadores que orienta e que neles incute o espírito ganhador que a todos contagia. Do rectângulo de jogo a todos os cantos do mundo onde há sportinguistas. Cada vez mais orgulhosos de o sermos.  

Sim, foi brutal

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Obrigado, Rúben Amorim! Pelo magnífico e inesquecível jogo de ontem, mas também pela performance de alto nível frente ao Eintracht Frankfurt e ao Portimonense. Estamos de volta e é disto que nós, Sportinguistas, gostamos. O resto não interessa nada quando o futebol fala mais alto.

O técnico leonino conseguiu corrigir os erros de comunicação e a falta de sintonia com a SAD, a equipa está a jogar melhor (mesmo com jogadores de outro nível, aparentemente) e o Sporting concluiu uma parte da reestruturação da dívida da banca. É isto, deixem o SCP ir em frente, não olhemos para trás.

Fazer história na Champions

O Sporting acaba de registar a segunda vitória consecutiva na Liga dos Campeões. Depois do triunfo por três sem resposta ao Eintracht de Frankfurt, na Alemanha, hoje derrotámos o poderoso Tottenham em Alvalade por 2-0

Vamos embalados no nosso grupo: seis pontos, cinco golos marcados, nenhum sofrido. Ou muito me engano ou podemos fazer a nossa melhor época de sempre na Champions. Superando a anterior, que também já tinha sido a melhor.

Estrelinha? Não: muito talento, muito trabalho e um jovem sábio no posto de comando. És o maior, Rúben Amorim.

Crise? Que crise?

Há poucos dias, não faltava aqui gente a pôr tudo em causa. Como é costume no Sporting. O treinador não prestava e estava a querer pôr-se ao fresco. Os jogadores eram péssimos, muito inferiores aos do FCP e do SLB. Os reforços não tinham reforçado coisa nenhuma. O presidente, como sempre, era para deitar abaixo: havia que correr com ele.

Enfim, um cataclismo, uma tragédia, um horror.

Entretanto fomos ganhar ao Estoril (2-0), estádio sempre difícil. Arrancámos uma vitória histórica contra o Eintracht na Alemanha (3-0) para a Liga dos Campeões. Hoje, em Alvalade, goleámos o Portimonense (4-0), equipa nada fácil.

Resumindo e abreviando: nestes últimos três desafios, para duas competições, marcámos nove golos e não sofremos nenhum.

Crise? Que crise? 

Aguardo respostas dos profetas da desgraça que andaram aqui dia após dia a vaticinar os piores cenários e a jurar que o Sporting «já era» nesta temporada que ainda mal começou.

Eine traque

Por razões pessoais que não interessam, tenho sido pouco assíduo por aqui.

Reconheço que felizmente, que às vezes no calor do momento vou sendo caustico e não estando e não escrevendo, pelo menos não erro.

Isto para dizer que mal vai um sócio ou adepto do Sporting que, mesmo numa situação de enfrentar uma equipa de um clube supostamente mais poderoso (vencedor da Liga Europa, sem derrotas, do ano transacto), não tenha a esperança, mínima que seja, de que os seus rapazes conseguirão ganhar e neste caso particular, matar o borrego, que era vencer pela primeira vez na Alemanha.

E eu tinha essa esperança, como tenho sempre. Mais esperançado estava/fiquei, quando vi a conferência de imprensa de lançamento do jogo e ouvi o treinador do Sporting. Pela enésima vez, eu sou um apoiante de Ruben Amorim e essa é uma premissa incondicional, mas por vezes critico-o (faz parte...). Ontem vi um rapaz, posso tratá-lo assim, é da idade do meu mais velho, com a maior calma do mundo dizer, com toda a convicção, que iria a Dortmund para ganhar. E fê-lo de uma forma que até a mim me deu mais uma injecção de confiança.

Assim, a vitória de hoje (ontem) começou a ser construída ontem (anteontem). A preparação deste jogo com os jogadores foi perfeita. Não sou mosca, não tenho informação do balneário, mas adivinho as palavras de Amorim, não ipsis verbis mas o seu conteúdo e o que é certo é que o plano traçado para a "batalha" de Frankfurt, foi cumprido quase na perfeição, já que nos momentos iniciais houve uns deslizes que não faziam parte da pauta e que nos poderiam ter saído caros. Mas deixando os "ses", o que aconteceu foi que os alemães não deram nem eine traque e nós demos, alto e em som estéreofónico, drei traques no seu salão de festas. E que festa fizeram os que lá estavam no estádio e todos os outros sportinguistas pelo mundo fora.

Obviamente que grande parte da "culpa" deste resultado histórico cabe também aos jogadores, que cumpriram o plano traçado e sem a sua perfeita actuação nada teria sido conseguido, mas se me desculparem eu direi que esta foi uma vitória com assinatura, por extenso. Uma vitória de/com autor.

O nome que lá está, sublinhado e a negrito, é: Rúben Amorim!

Quente & frio

Gostei muito da nossa vitória neste jogo de estreia na Liga dos Campeões, ontem, em Frankfurt. Derrotámos o Eintracht por 3-0, com todos os golos a serem marcados na segunda parte, e amealhámos 2,8 milhões de euros para os cofres leoninos graças a este triunfo. Iniciamos assim da melhor maneira a nossa campanha europeia da nova temporada, conseguindo enfim vencer na Alemanha - meta nunca alcançada nos 14 anteriores desafios que ali disputámos. Acresce que não se trata de uma equipa qualquer, mas da detentora da Liga Europa 2021/2022. É um jogo que vai perdurar na memória da massa adepta sportinguista - sobretudo a segunda parte, que teve diversos momentos a roçar a perfeição, com inequívoca classe, incluindo nos três lances de golo. 

 

Gostei da exibição de Edwards, o melhor em campo. Foi ele a marcar o primeiro, aos 65', rasgando a linha defensiva germânica, e o autor da assistência no segundo, dois minutos depois, num passe lateral para Trincão, que se estreou a marcar de Leão ao peito. Também Morita se destacou nesta sua estreia na Liga dos Campeões: mesmo amarelado aos 5', não se deixou condicionar e foi fundamental na construção dos dois primeiros golos. Destaque ainda para Adán, que regressou às grandes exibições, logo com uma enorme defesa aos 2', revelando-se muito seguro entre os postes. Porro, que aos 83' constrói o lance do terceiro golo, assistindo Nuno Santos após galgar 50 metros com a bola dominada junto à linha, foi outro herói do jogo. Destaque enfim para a maturidade de Coates, a combatividade de Ugarte e o regresso de Paulinho (só aos 79') após um mês de ausência por lesão.

 

Gostei pouco da primeira parte, em que segurámos bem os caminhos para a nossa baliza, mas só fizemos um remate, desperdiçando demasiado tempo em trocas de bola no nosso meio-campo defensivo e abusando de passes à queima que causam sempre sobressaltos, sobretudo nas linhas recuadas. Faltou baliza nesse primeiro tempo e alguma ousadia táctica assim que se percebeu que o Eintracht estava longe de ser a equipa dominadora e até avassaladora que alguns temiam. Felizmente Rúben Amorim soube dar um saudável abanão aos jogadores, motivando-os na conversa que travou com eles ao intervalo. Como se percebeu mal a partida foi reatada.

 

Não gostei do desempenho de Gonçalo Inácio, que continua a entrar em campo intranquilo e a errar passes em doses inaceitáveis - mesmo a jogar na sua posição natural, que é a de central à esquerda. Trincão ficou aquém do exigível na primeira parte, mantendo a tendência para adornar lances em excesso e revelando algum défice de intensidade no ataque ao portador da bola, embora acabasse por redimir-se quando marcou o golo. 

 

Não gostei nada da lesão de St. Juste, ocorrida aos 50'. O central holandês, que foi titular em Frankfurt e estava a ter uma exibição muito positiva, viu-se forçado a abandonar o campo, cedendo lugar a Neto (que se mostrou à altura). Parece andar em onda de pouca sorte: viu-se impedido de actuar na pré-época por uma lesão traumática contraída num treino, atrasando a sua integração no grupo. Agora volta a parar, esperemos que não por muito tempo. Porque faz falta.

O dia seguinte

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Antes de tudo o mais, ontem na capital financeira da Alemanha verificou-se uma grande vitória do Sporting Clube de Portugal face ao campeão da "Europe League" da época passada.

Disse o nosso treinador na conferência de imprensa: "O Eintracht tem muita qualidade técnica. Se partirmos o jogo todo de cima a baixo será difícil acompanhar o ritmo. (...) Queremos começar melhor, ter bola e ir directo para o golo. Não ter receio e fazer o que queremos."

E foi isso que o Sporting fez durante o jogo, impedir aquelas cavalgadas em que as equipas alemãs são mesmo demolidoras, baralhá-los nos esquemas de ataque que tinham pensado, deixar os espaços aparecerem com o tempo a passar, e com isso vir ao de cima a virtualidade dos jogadores mais adiantados.

As únicas oportunidades relevantes que o adversário teve resultaram de ofertas decorrentes de más decisões no processo de construir desde trás, passes péssimos de Ugarte e Neto, mas esse processo foi fundamental para construir a teia onde o adversário se enredou.

 

Por detrás da vitória claro que estiveram desempenhos individuais muito elevados. Finalmente tivemos o grande Adán da época passada, um trio de defensores de alto nível, mesmo Neto, que entrou a render um infeliz e grande jogador St.Juste, esteve muito bem tirando aquele passe sem nexo, os dois alas muito bem especialmente Porro naquele terceiro golo, nunca pensei que Ugarte e Morita conseguissem fazer na totalidade aquela fenomenal segunda parte, especialmente o japonês, já com um amarelo às costas, e aquele ataque móvel que a partir do momento em que o espaço apareceu, partiu tudo.

Foram 3-0 e até podiam ter sido mais.

 

Realmente aquele "soneca" inglês que Amorim escolheu e conseguiu no V. Guimarães, em que eu francamente não investia "5 tostões", esteve francamente soberbo naquela posição que não é nenhuma, é andar por lá, receber a bola e fazer o seu slalom, parando e arrancando como quem não quer a coisa, até alguma coisa acontecer de bom, remate ou assistência para golo.

Penso que foi a primeira vitória de sempre do Sporting em terras alemãs para as competições europeias, e logo por 3-0, mas foi a segunda do Sporting com Rúben Amorim frente a equipas alemãs, depois do 3-1 contra o Borussia de Dortmund em Alvalade. 

Depois do mau arranque na Liga, depois das últimas alterações do plantel decorrentes do mercado de Verão, depois de todas as nossas dúvidas e de todas as nossas reservas (sem falar dos insultos dos ressabiados nas tascas do costume), Amorim consegue um feito que vai ficar na história do nosso clube por muitos anos.

Pelos troféus que já ajudou a conseguir para o museu e agora por este feito inédito na história do clube, merecia também lá uma estátua, como a daquele (nem vale a pena qualificar, coitadinho que lhe expulsaram o seu Taremizinho por ter feito um mergulhozinho, que injustiça...) treinador do FC Porto que já tem uma no museu do Dragão, mas aqui no Sporting não há estátuas para ninguém, só mesmo para o Leão, quando muito há uma frase idiota dum ex-presidente na base da mesma que teima em não desaparecer dali.

 

Rúben Amorim mostrou-nos ontem em Frankfurt o caminho que serve para todas as épocas no Sporting. Não é a "jogar como nunca e perder como sempre", como alguns parecem sempre desejar, mas saber jogar com as limitações e virtudes próprias e alheias, e partir daí para as grandes conquistas.

Foi realmente uma vitória "made by Amorim".

E que tal renovar-lhe o contrato? Estão à espera de quê? É para ontem...

Depois lá o convencemos sobre o ponta de lança bom de cabeça... Com jeitinho vai lá...

 

PS: Clube grande é assim, e o Eintracht é um campeão europeu. Perdem em casa por 0-3 e os adeptos cantam no final com o cachecol ao alto, demonstrando o seu maior amor ao clube. Também no Sporting aconteceu isso no final do jogo com o Man.City em Alvalade, onde ainda perdemos por mais. Clube pequeno é aquele em que sócios e adeptos assobiam a equipa e insultam jogadores depois das derrotas. Ou então o clube é grande e pequenos são mesmo eles. 

SL

Águia depenada

Rubino Amorini armou a equipa à italiana antiga, a fazer ronha no vem-cá-vem e quando já nada se espera, um golpe cínico, aliás três. O minúsculo homem-que-não ri mostrou ser capaz de fintar uma defesa inteira de alemães pernaltas em cima de um guardanapo e no fim acabou por ser um jogo igual ao contra o Chaves mas exactamente ao contrário: em dois minutos demos cabo daquele que parecia estar por cima.

Ó senhores treinadores de bancada, que como os relógios parados conseguem ter razão duas vezes ao dia: pode-se dar a crise como suspensa, ou querem continuar a dizer como é que o Sporting devia alinhar?

Blitzkrieg leonina

Apoiante fervoroso de qualquer equipa do Sporting, fã da qualidade técnica-táctica de Rúben Amorim, da sua inteligência e liderança; admirador da gestão de Frederico Varandas, que lidera o clube sem ruído e, manifestamente, com rumo, capaz de criar núcleos coesos e equipas que tão bem representam o nosso emblema; sendo eu tudo isto e mais ainda no que ao Sporting diz respeito, findos os 90 e tal minutos jogados em Frankfurt, dei por mim olhando para o espelho e dizendo: Ó homem de pouca fé! 

Confesso, esperava que os nossos fizessem boa figura na Alemanha, mas não acreditava que pudesse ser tão boa, tão superiormente melhor que a do adversário. Fomos categoricamente melhores. E isso deve-se à belíssima equipa que temos, à inteligência técnica-táctica de Amorim e à sua fortíssima liderança e, claro, à Direcção que em boa hora o contratou e tem conseguido contratar os jogadores que ele quer, e que mais uma vez, e desta vez de forma indiscutível, aspiracional e inspiradora, nos fazem sonhar e, sobretudo, acreditar que a Liga dos Campeões é o nosso palco nas competições externas e que por cá seremos campeões.

Obrigado, equipa por esta jornada europeia histórica que, tenho a certeza, marcará a viragem de toda a época para glórias futuras.

Três a zero

Noite negra para os velhos do Restelo e para os profetas da desgraça pintalgados de verde: o Sporting estreou-se em grande na Liga dos Campeões, arrasando o Eintracht em Frankfurt. Por três golos sem resposta. De Edwards, Trincão e Nuno Santos.

Foi a primeira vitória leonina de sempre na Alemanha. 

Calculo que seja uma noite de pesadelo para os letais. É lidar, camaradas, é lidar.

 

Do inferno ao céu

Da noite épica de ontem em Madrid, fica, entre tantos outros momentos, a saída, em tom cabisbaixo de pai e filha, para, num ápice, explodirem de alegria e regressarem, em passo corrido, para os seus lugares na bancada.

Fez-me lembrar a nossa final da Taça de Portugal de há uns anos, contra o Braga. A 10 minutos do fim, perdia o Sporting 0-2, quando um mar de adeptos abandonava, em tom desanimado, o Jamor. Após Fredy Montero ter feito o 2-2 era ver todos esses adeptos regressarem animados para os seus lugares, debaixo de uma enorme assobiadela por parte dos adeptos resistentes, que não tinham atirado a toalha ao chão.

Não posso criticar aqueles adeptos que foram abandonando o Jamor, largos minutos antes de soar o apito final. Nesse jogo, ao intervalo, o meu pai ligava-me a perguntar se não queria ir embora, pois assim antecipávamos a longa viagem de regresso até casa que nos esperava. Disse-lhe que não, para vermos no que dava o início da 2ª parte e a verdade é que lá fomos resistindo, continuando a apoiar a nossa equipa.

Um dos meus maiores lamentos como adepto foi não ter visto o célebre golo do Miguel Garcia que nos valeu a final da taça UEFA. Quando se deu o canto, abandonei a sala onde via o jogo. Nunca na vida, contra os graúdos dos holandeses, e no último lance do encontro, o Sporting alguma vez marcaria golo. E não é que marcou?

Das memórias felizes, enquanto adeptos, estão as remontadas e as suas reações. Revejo-me, pois, no maravilhoso momento protagonizado por aquele pai e aquela filha ontem à noite e que vão ser imagem indissociável da noite gloriosa do Real Madrid. 

Parabéns, Bruno

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Venho dar-te os meus calorosos parabéns, meu caro Bruno. Felicitando-te pelo teu jogo de ontem. Foste a figura do decisivo desafio que acaba de nos colocar na rota do Campeonato do Mundo - e bem mereces esta distinção. Vencemos por 2-0 a briosa Macedónia do Norte que havia derrotado a Alemanha e eliminado a Italia, campeã da Europa.

Os dois golos da partida foram marcados por ti.

Espero que tenham servido para calar de vez os teus detractores. Aqueles que insistem em dizer que não deves ser titular da selecção nacional. Que não rendes, que não corres, que não brilhas, que não marcas.

São os do costume: aqueles que estão sempre prontos a denegrir os compatriotas que se destacam da mediania, alvejando-os com estas balas letais que são as palavras. Dando assim razão a uma escritora francesa contemporânea que nos alerta: «A liberdade de odiar jamais esteve tão descontrolada nas redes sociais, mas a liberdade de falar e de pensar nunca esteve tão vigiada na vida real.» 

 

Por vezes até parece que precisamos de pedir licença para elogiar os nossos. Para enaltecer aqueles que demonstram estar à altura dos melhores futebolistas do globo.

Não por acaso, a tua saída do Sporting para o Manchester United constituiu a maior receita de sempre em Alvalade.

Não por acaso, tens brilhado na Premier League. Confirmando esta triste realidade: é sempre mais fácil um português suscitar aplauso entre os estrangeiros do que entre os próprios compatriotas.

Pergunta ao Cristiano Ronaldo, que ontem esteve a ser alvejado durante largos minutos por vários comentadores na TV. Coitado, ele cometeu o pecado de não ter assinado qualquer golo contra a Macedónia. Apenas te ofereceu de bandeja o primeiro, que tão bem marcaste.

 

Se alguém merece estar no Mundial és tu, meu caro Bruno Fernandes.

Confesso-te que vibrei ainda mais com esta qualificação de Portugal - a sexta consecutiva, não falhámos uma presença numa fase final do certame máximo do futebol neste século XXI - por teres sido tu a figura do jogo. E ver-te ovacionado por 48 mil espectadores no Dragão, incluindo por gente que ali certamente te assobiou noutros tempos, quando lá jogaste vestido de verde e branco.

Aquele teu segundo golo, que aos 65' confirmou a nossa presença no Catar fazendo levantar o estádio, é um excelente emblema desta modalidade que continua a apaixonar o mundo. Previste a manobra do Jota, que te serviu a partir da esquerda com um magnífico passe longo, correste para o local exacto onde a bola ia cair e nem a deixaste pousar: trataste logo de disparar a bomba com o teu pé-canhão.

 

Um dos primeiros a felicitar-te, aposto, foi o teu amigo Stefan Ristovski. Ontem, por uma vez, eram adversários. Mas ele até colaborou naquela perda de bola aos 32' que permitiu um rapidíssimo contra-ataque português - e o teu primeiro golo, em parceria com o Ronaldo. Confirmando que o valor supremo do futebol é demonstrar à sociedade que o todo consegue ser maior do que a soma das partes.

Desporto colectivo, como antes se dizia, quando os comentadores usavam uma linguagem simples e clara.

Se alguém percebe disso, és tu.

 

Deixa os imbecis ganir.

Deixa os invejosos destilar fel anónimo nas redes ditas sociais.

Não dês importância àqueles que se dizem sportinguistas mas ainda te insultam quando já comprovaste ser mais Leão do que qualquer deles. 

Tu vais ao Mundial - supremo patamar na carreira de um futebolista. Enquanto eles ficam, cada vez mais afundados no sofá.

Binde pá feeesta! - I

 

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P.G. Foi daqui que pediram mais um troféu?

EaNF: Arrisco dizer que, nós por cá, estamos muito receptivos a troféus, títulos, vitórias em geral, Pedro. Sinta-se à vontade!
De caminho, já sabe, acuda Paulinho que parece mais receptivo a... água. Normal, para quem está... no gelo. E, já agora, peça a alguém para ver do DJ.

 

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PG: DJ? É para já!

 

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G.I.: Chamaram?

Todos nós queremos à felicidade, à felicidade,

todos nós queremos... à felicidade

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Quente & frio

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Gostei muito da conquista da Taça da Liga, que nos consagra como campeões de Inverno, pelo segundo ano consecutivo. É, portanto, uma reconquista. Numa competição que em 2009 nos foi sonegada contra o mesmo adversário de ontem, o Benfica, por uma equipa de arbitragem liderada por um dos mais vergonhosos apitadores que passou por relvados nacionais. Mas valeu a pena a espera. A vingança serve-se fria: nas últimas cinco edições desta prova, saímos campeões por quatro vezes. Agora a bisar, com Rúben Amorim, já com quatro títulos e troféus no seu currículo ao comando do Sporting em menos de dois anos. Esta Taça da Liga, que vencemos na final de Leiria por 2-1, é a segunda proeza leonina na temporada, após a Supertaça ganha a 31 de Julho.

 

Gostei do domínio claríssimo da nossa equipa. Esta superioridade foi manifesta mesmo após sofrermos um golo, aos 22', contra a corrente do jogo. Soubemos manter-nos coesos e acutilantes, nunca perdendo de vista o objectivo: havia que levar a taça para casa. As estatísticas confirmam esta superioridade: 61% de posse de bola leonina, 13-2 em remates, com óbvia vantagem para o nosso lado. Estivemos sempre mais perto do 3-1 (Paulinho mandou uma bola à barra, aos 73') do que o Benfica de empatar. Foi a quinta reviravolta da temporada, o que indicia robustez psicológica. E também uma evidente injecção de moral na equipa, demonstrando que a derrota em casa contra o Braga não passou de acidente de percurso. Vale a pena assinalar o onze titular verde-e-branco neste clássico em Leiria: Adán; Neto, Gonçalo Inácio, Feddal; Esgaio, Palhinha, Matheus Nunes, Matheus Reis; Pedro Gonçalves, Sarabia e Paulinho. Entraram ainda Porro (66') para substituir o amarelado Neto, passando Esgaio para central, Ugarte (85') para render Matheus Nunes, e Tiago Tomás e Nuno Santos (88'), para os lugares de Paulinho e Sarabia. Este último foi, para mim, o herói do jogo: faz de canto a assistência para o primeiro golo, num cabeceamento de Gonçalo (49'), e marca o segundo, o decisivo, fuzilando Vlachodimos de pé esquerdo após uma espectacular recepção de bola em que demonstrou toda a sua classe (78'). Destaques também para Palhinha, sempre superior ao adversário como médio de contenção, e o reaparecido Pedro Porro, autor da assistência para o golo da vitória com um passe de 30 metros muito bem medido. Gonçalo e Matheus Reis também merecem realce, tal como Matheus Nunes, que auxiliou Palhinha no domínio do meio-campo, onde o adversário actuava com três elementos.

 

Gostei pouco que só no segundo tempo tivéssemos traduzido em números a nossa manifesta superioridade no terreno. Mas até nisto se comprovou a maturidade da equipa, funcionando como verdadeiro colectivo: nunca nos desorganizámos nem perdemos o fluxo ofensivo apesar de termos menos um dia de descanso do que o adversário, que disputou a meia-final 24 horas antes. Embalados pelo entusiástico apoio que vinha das bancadas, onde os aplausos eram quase todos para o Sporting. Os benfiquistas passaram grande parte da segunda parte a assobiar a própria equipa. No fim, brindaram-na com uma monumental vaia, enquanto Rui Costa fumava nervosamente na tribuna do estádio, gesto que lhe fica muito mal. Mas percebe-se o nervosismo: em dois confrontos com o Sporting nesta temporada, registam-se já duas derrotas encarnadas. Com 5-2 em golos, primeiro no campeonato e agora nesta final.

 

Não gostei da ausência de Coates, o nosso inabalável capitão, que se encontra ao serviço da selecção do Uruguai. Mas foi bem substituído no centro da defesa por Gonçalo Inácio (que até marcou um golo à Coates) e certamente se associou em espírito à bonita festa da vitória no relvado, com justos vencedores e dignos vencidos - desta vez ninguém atirou medalhas para as bancadas, imitando o imperdoável gesto de Sérgio Conceição numa final perdida contra o Sporting. 

 

Não gostei nada de ver num camarote VIP do estádio o arguido Luís Filipe Vieira, que ali esteve certamente a convite da Liga. É preciso muito descaramento e perda total de noção das conveniências para ter a lata de se exibir entre os assistentes desta final. Se pensava reabilitar-se, estava muito enganado: os adeptos encarnados rodearam-no no final com insultos e ameaças. Foi necessária a protecção de mais de uma dezena de elementos da unidade especial da PSP presente no local para regressar à viatura que o transportou.

2021 em balanço (8)

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VITÓRIA DO ANO: CONQUISTA DO CAMPEONATO NACIONAL DE FUTEBOL

Enfim, chegou. O triunfo por que todos esperávamos. Há muito tempo, há demasiado tempo. Desde 2002, o ano da anterior conquista do título máximo do futebol português. Uma geração inteira nasceu e cresceu sem ver o Sporting campeão. 

Esse jejum terminou enfim. Foi relegado de vez para os quadros estatísticos. Graças àquele que é hoje, sem favor algum, o melhor treinador a trabalhar em Portugal: Rúben Amorim, que tão bem conduziu o plantel leonino ao ansiado pódio. O segundo técnico campeão mais jovem da história do nosso clube, com apenas 36 anos. Só antecedido por Juca, que conduziu o Sporting ao título na época 1961/1962.

 

Aconteceu a 11 de Maio, quando faltavam ainda duas jornadas para terminar a prova. Bastou um triunfo por 1-0 frente ao Boavista, no nosso estádio, para consumar a vitória leonina - com golo de Paulinho, aos 36' - e nos fazer saltar de júbilo num ano tristemente marcado pela pandemia.

Durante umas horas, esquecemos as restrições impostas pelo combate ao covid-19 que nos impediram de frequentar recintos desportivos e até de conviver com familiares e amigos durante grande parte de 2021.

Largos milhares de sportinguistas saíram à rua em todo o País, celebrando o título. E também em diversas cidades estrangeiras, confirmando a vocação universalista deste emblema nascido para ser um dos maiores da Europa. 

 

Vencemos a Liga 2020/2021 com a melhor pontuação registada desde sempre à 32.ª jornada (82 pontos) e após 25 rondas consecutivas no comando da prova, em que nos mantivemos invictos até essa data que guardaremos para sempre na memória.

Outra proeza digna de registo: havia 68 anos que não conquistávamos o campeonato num ano ímpar. Desde a longínqua época 1952/1953, ainda com alguns dos Cinco Violinos no plantel.

 

Ficam os nomes destes campeões que se impuseram sem discussão nos relvados nacionais: Adán, Luís Maximiano, Porro, João Pereira, Gonçalo Inácio, Coates, Feddal, Neto, Eduardo Quaresma, Nuno Mendes, Antunes, Matheus Reis, Palhinha, Dário, Matheus Nunes, João Mário, Daniel Bragança, Pedro Gonçalves, Plata, Tabata, Nuno Santos, Jovane, Tiago Tomas e Paulinho. No total, 24. Além destes quatro, entretanto já fora de Alvalade, mas que também deram o seu contributo: Borja e Sporar (saídos para o Braga), Wendel (transferido para o Zenit) e Vietto (que passou a jogar no Al Hilal).

Todos, sem excepção, mereceram o nosso aplauso.

 

Foi um triunfo ainda mais saboroso porque, à partida, poucos acreditavam nele. Os especialistas em prognósticos desportivos, no início do campeonato, atribuíam apenas 4 % de favoritismo ao Sporting.

Não queremos nunca mais estar tanto tempo sem ver o glorioso emblema leonino no mais elevado posto do nosso desporto-rei. 

 

Vitória do ano em 2012: meia-final da Liga Europa (19 de Abril)

Vitória do ano em 2013: 5-1 ao Arouca (18 de Agosto)

Vitória do ano em 2014: eliminação do FCP da Taça no Dragão (18 de Outubro)

Vitória do ano em 2015: conquista da Taça de Portugal (31 de Maio)

Vitória do ano em 2016: conquista do Campeonato da Europa (10 de Julho)

Vitória do ano em 2017: eliminação do Steaua de Bucareste (23 de Agosto)

Vitória do ano em 2018: goleada ao Qarabag (29 de Novembro)

Vitória do ano em 2019: conquista da Taça de Portugal (25 de Maio)

Vitória do ano em 2020: conquista da Taça de Portugal em basquetebol (8 de Outubro)

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