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És a nossa Fé!

Setenta e sete

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Fez ontem setenta e sete dias que uma acção de protesto dos profissionais da PSP inviabilizou a realização do jogo Famalicão vs Sporting que acabou por ser, por má sorte nossa (caímos na Liga Europa), disputado ontem.

Quis também o destino ou a competência dos jogadores e de todo o grupo, que ao completar-se esta jornada em atraso, atingíssemos setenta e sete pontos.

Para quem não dá grande importância a coincidências, esta parece-me de bom augúrio. Faltam "apenas" nove pontos em quinze possíveis. Deixemo-nos de refrear o desejo, o Sporting será campeão! Merecidamente, porque é a melhor equipa esta época.

E vou já avisando que a 29 de Abril, próximo futuro, iré de vacaciones, por tanto quiero hacer una bella conmemoración en La Habana. E melhor companhia que o Velho (e o Mar) Ernesto não haverá.

Amorim, equipa, ouviram?

A tradição ainda é o que era

Uma máxima que Artur Soares Dias faz por manter bem viva a cada jogo que vai assobiando por esses relvados.

Com olímpica desfaçatez, ASD ignorou descaradamente uma agressão de Di Maria, o fiteiro-mor da liga portuguesa de futebol profissional, a Pedro Gonçalves, quando o agraciou com um pero no nariz, digno de um pugilista sem classe e amor à nobre arte, tipo mordidela de orelha a la Myke Tayson, à falsa fé, como ser rasteiro que tem demonstrado ser, pelo menos dentro de campo.

Não lhe faltou ajuda do VAR, que pelo que nos apercebemos o terá chamado por entender ser lance para vermelho, pois só nesta situação o VAR pode intervir, se for caso de amostragem de cartão vermelho.

Tratou a coisa com uma "reprimenda", o que o fez enterrar-se ainda mais na semvergonhice que foi a sua péssima actuação no clássico de ontem.

Agora respondam-me, se conseguirem: Como estaríamos se Franco Israel não tem feito uma defesa do outro Mundo naquele remate do argentino e o Benfica tivesse ganho o jogo?

É por isto que no próximo Europeu não vai estar ninguém do apitadeiro ludopédio.

Vencer o Benfica tornou-se banal

O Sporting acaba de vencer, pela segunda vez nesta temporada, a segunda melhor equipa portuguesa.

Terá sido o jogo que nos valeu o título. O Benfica, como eu já esperava, valorizou o espectáculo - embora um dos seus jogadores, o argentino Di María, tenha o defeito de confundir futebol com pugilismo. 

Geny foi o herói da partida apontando os nossos dois golos. Tem fibra de campeão. E vai sê-lo.

A bonança

A bonança vem em regra depois da tempestade.

E ontem houve tormenta bastante na tarde/noite.

Um mini-tornado em Alvalade que acabou em temperança, felizmente para nós e um furacão no Porto que escaqueirou tudo.

À cautela convém não desarmarmos o aviso de mau tempo e vamos deixar os sacos de areia à volta da nossa equipa, que isto os anticiclones são como as marés, vão e vêm e já estamos avisados que um pequeno descuido pode derrubar a muralha.

Mas que sabe bem uma segunda-feira calminha, isso sabe.

Nem uma pena bule hoje...

Sem espinhas

Outra vitória, há minutos, do Sporting. Desta vez na Suíça, contra o Young Boys. Fomos lá vencer 3-1. Sem espinhas. 

Quarta vitória consecutiva. Com 19 golos marcados e só um sofrido - este de hoje, em Berna. A equipa soma e segue, Rúben Amorim consolida a sua aura de melhor treinador leonino das últimas sete décadas. 

Com 27 triunfos em 34 partidas disputadas nesta época. Vale a pena deixar este registo. Para mais tarde recordar.

Há quem não goste? Tome pastilhas contra a azia. Deve ser chato, como dizia o outro.

Em nossa casa

Onze vitórias seguidas em nossa casa neste campeonato - fizemos o pleno até ao momento. Vale a pena assinalar? Claro que sim.

É só a sexta vez em toda a nossa história que isto acontece. 

Mérito de quem? Rúben Amorim.

Com a goleada de domingo ao Braga, ultrapassámos a melhor marca alcançada por Jorge Jesus, que conseguira dez triunfos consecutivos em 2017/2018. 

Nestas onze vitórias marcámos 37 golos e sofremos apenas sete: números expressivos. Só nas últimas cinco jornadas, a bola entrou 26 vezes nas balizas adversárias. 

Justifica aplauso? Ninguém que seja mesmo adepto do Sporting tem a menor dúvida. Os outros uivam e rangem os dentes. Temos pena.

Quinze. Quinze a zero!

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E como não há duas sem três, quando se completa um ano sem perder em casa, a equipa B do clube que começa por bê, nos três últimos jogos em Alvalade tem o bonito "score" de 0-15.

Com golos de Trincão, o homem do jogo, de Quaresma, cada vez mais jogador, Gyokeres, que hoje teve dois polícias e meio em cima e mesmo assim ainda marcou, Daniel Bragança e Nuno Santos, que fez juz ao provérbio "água mole em pedra dura, tanto bate até que fura".

Vamos!

Incongruências

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O Sporting reconquistou ontem o caneco da Liga em futsal, derrotando o Benfica por 4-2.

Nada de anormal, portanto. Eles são nossos clientes frequentes, devem até ter milhas suficientes para uma viagem até ao além, já que são patrocinados por uma agência funerária. Claro que eu não lhes desejo mal algum, senão como teria o prazer regular de ver os nossos derrotarem a equipa que mais investe a nível mundial no futsal e que joga como nunca e em regra perde como sempre?

Leio agora nos media que querem repetir a final porque um dos nossos interrompeu um ataque deles quando já perdiam por dois, a menos de um minuto do final. Sim, sei que um minuto em futsal é uma eternidade, mas o nosso jogador era suplente, mesmo que fosse expulso não adiantaria de muito, mas adiante. Claro que há sempre a possibilidade de a final ser repetida, eu diria as vezes que eles quiserem. Basta irem à box da tv e irem às gravações. Eu recomendaria que vissem acompanhados de uma embalagem de kompensan, à cautela.

Para terminar este postal em jeito de telegrama, só quero mostrar a incongruência para onde nos remete o título: O Benfica (diz que) foi prejudicado pela arbitragem e por isso exige a repetição da final. E onde está a incongruência, perguntarão os estimados leitores? Pois, "Benfica" e "prejudicados pela arbitragem" na mesma frase é como o anúncio do restaurador "Olex"...

Com lugar no pódio de vitórias

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Disputámos até agora, nesta temporada, 26 jogos. Assim distribuídos: 16 do campeonato, 6 da Liga Europa, 2 da Taça de Portugal, 2 da Taça da Liga. Com este balanço: 20 vitórias, 3 empates, 3 derrotas.

Percentagem de triunfos: 76,9%.

 

Vocês não sei, mas eu confesso: jamais me recordo de um treinador com tanta percentagem de sucesso em Alvalade. Com lugar cada vez mais garantido no melhor pódio de sempre.

Quem tiver opinião diferente, pode expressá-la à vontade.

2023 em balanço (8)

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VITÓRIA DO ANO: ELIMINAÇÃO DO ARSENAL EM LONDRES

Nunca tinha acontecido: foi a nossa primeira vitória de sempre em Londres. Vitória não no tempo regulamentar, nem após o prolongamento (em que o 1-1 se manteve), mas na marcação de grandes penalidades - quando fomos mais competentes do que o poderoso rival inglês.

Vitória ainda mais saborosa porque a equipa adversária, à época, liderava de modo inequívoco a Premier League.

 

Foi a 16 de Março. Disputava-se o encontro da segunda mão dos oitavos da Liga Europa. Contra o adversário mais difícil que nos calhara. Uma semana antes tínhamos empatado 2-2 em Alvalade. Com golos de Gonçalo Inácio e Paulinho. Morita - azarado num autogolo - recebeu um amarelo que o afastou da partida de Londres, tal como sucedeu com Coates.

Mesmo assim, desfalcados de dois titulares, encarámos com optimismo e confiança o desafio do estádio Emirates, testemunhado por 60 mil espectadores nas bancadas. Eufóricos no início, desalentados no fim.

Seguimos em frente, com todo o mérito. Três golos marcados nas duas mãos desta eliminatória. Sem derrotas, melhores nos penáltis. Com cinco artilheiros que não falharam no momento decisivo: St. Juste, Esgaio, Gonçalo Inácio, Arthur e Nuno Santos.

E quem mais? Pedro Gonçalves: autor de um golo extraordinário, o melhor da Liga Europa, visto e aplaudido em todo o mundo. Adán: exibição fantástica, até defendeu um penálti. Toda a imprensa internacional pôs o Sporting em destaque, com toda a justiça.

 

Com seis jogadores muito jovens entre os 16 que participaram nesta partida épica: Diomande (19 anos), Gonçalo Inácio (21), Ugarte (21), Chermiti (18), Dário (18) e Tanlongo (19).

Contra uma equipa com mais de mil milhões de euros no seu orçamento para o futebol, cheia de estrelas: Oregaard, Trossard, Jorginho, Gabriel Jesus, Martinelli, Xhaka, Ben White, Zinchenko, Saka, Gabriel Magalhães e o ex-portista Fábio Vieira. Sem nunca tremermos perante os pergaminhos dos gunners.

Noite perfeita. Noite de festa. Nossa.

 

Vitória do ano em 2012: meia-final da Liga Europa (19 de Abril)

Vitória do ano em 2013: 5-1 ao Arouca (18 de Agosto)

Vitória do ano em 2014: eliminação do FCP da Taça no Dragão (18 de Outubro)

Vitória do ano em 2015: conquista da Taça de Portugal (31 de Maio)

Vitória do ano em 2016: conquista do Campeonato da Europa (10 de Julho)

Vitória do ano em 2017: eliminação do Steaua de Bucareste (23 de Agosto)

Vitória do ano em 2018: goleada ao Qarabag (29 de Novembro)

Vitória do ano em 2019: conquista da Taça de Portugal (25 de Maio)

Vitória do ano em 2020: conquista da Taça de Portugal em basquetebol (8 de Outubro)

Vitória do ano em 2021: conquista do campeonato nacional de futebol (11 de Maio)

Vitória do ano em 2022: conquista da Taça da Liga (29 de Janeiro)

Sem receio algum

«É para ganhar, claro - digam os adeptos medrosos o que disserem. Como serão também para vencer o Sporting-Braga, o Sporting-Benfica e o Sporting-V. Guimarães da segunda volta do campeonato. Não admito outro cenário.»

Palavras minhas, antes do Sporting-FC Porto - que vencemos de facto, por 2-0. E convencemos, vulgarizando por completo a turma portista.

Aos leitores que aqui comentaram cheios de maus presságios e acusando temor reverencial perante a agremiação nortenha, aconselhei-os a comprarem um cão. 

Leão a sério não teme nada. Os jogos são para vencer, sem receio algum.

Lembro-me

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Disputámos até agora, nesta temporada, 24 jogos. Assim distribuídos: 14 do campeonato, 6 da Liga Europa, 2 da Taça de Portugal, 2 da Taça da Liga. Com este balanço: 18 vitórias, 3 empates, 3 derrotas.

Percentagem de triunfos: 75%.

 

Tendo ao comando da equipa o «inexperiente» e «impreparado» Rúben Amorim, que Frederico Varandas trouxe de Braga, onde foi «enrolado» pelo homólogo minhoto.

Tudo quanto vem entre aspas, e muito mais, foi escrito e papagueado até à exaustão por muitos - demasiados - adeptos leoninos. Vários dos quais brindaram com insultos e estridentes assobios o jovem técnico no dia em que se estreou em Alvalade. Quando uns tantos milhares saíram à rua, ali mesmo, exigindo a destituição imediata do presidente para abrir caminho sabe-se lá a quê.

 

Três dias antes, ao ser apresentado por Varandas como novo técnico leonino, Amorim, com um sorriso desconcertante, tinha-se limitado a perguntar: «E se corre bem?» 

Lembro-me como se fosse hoje.

Regresso ao futuro

Foi realmente um magnífico fim de semana desportivo para o Sporting Clube de Portugal.

Ganhámos ao Benfica em andebol, ao Porto em futebol, andebol e basquetebol, com esses e outros resultados conquistámos a Supertaça de andebol e continuamos no topo da classificação nos campeonatos de futebol, futsal, andebol, basquetebol e hóquei em patins, em 2.º lugar no futebol feminino e no voleibol, 4.º no voleibol feminino onde perdemos pela tangente no Dragão Arena. No futebol continuamos em competição na Liga Europa, na Taça da Liga, na Taça de Portugal. No andebol, na "Liga Europa" da modalidade. No hóquei, na "Champions" da modalidade.

 

Enfim, mesmo com um ou outro percalço, dificilmente a época desportiva do Sporting poderia estar a correr melhor. Com isso, também o ambiente no estádio e no pavilhão no que respeita ao apoio às equipas pelas duas claques ainda em guerra com a Direcção é bem diferente da que foi no passado. E daquela oposição que andou em AGs a ajavardar a discussão e a impedir aprovações das contas do clube, ou nas AGs da SAD a bufar para o exterior a sua versão do que lá se passava, nem um pio.

Ao contrário, no rival do Norte as nuvens negras adensam-se e o acidente de automóvel de que foi vítima o presidente - felizmente não aproveitaram para lhe roubar a carteira e o telemóvel - talvez seja um prenúncio do triste fim da sua presidência, e da corte de amigos bem nutridos da sua idade que o acompanha.

O buraco financeiro e a gestão danosa denunciados pelo candidato Villas Boas, o estádio a assobiar de cada vez que os SuperDragões cantam o nome do dono, no futebol o autocarro de flops caros que ou não jogam ou enterram a equipa, David Carmo, Fran Navarro, Nico qualquer coisa, o desespero do arruaceiro Pepe que tenta resolver ao murro aquilo que já não consegue jogando à bola, um Conceição também ele com os nervos em franja incapaz de pôr a equipa a jogar futebol, nem a queda do governo Costa e do seu secretário de Estado dragão ajuda, vão fazer com que as próximas eleições sejam dramáticas e de resultado incerto.

 

Com tudo isto o Sporting Clube de Portugal, ao contrário das comparações estúpidas com o Sporting Clube de Braga que propagandeavam os ressabiados internos, se conseguir manter esta dinâmica de vitória, e para isso pode contar com a excelência dos treinadores de que dispõe e da superior valia dos plantéis e das estruturas técnicas, e com o apoio de quase todos os sócios e adeptos, corre o risco de ultrapassar bem depressa o Futebol Clube do Porto em todos os indicadores disponíveis, resultados desportivos, valor dos plantéis, resultados financeiros, número de sócios pagantes, academias de formação, etc. Depois, correr atrás da liderança. Para isso o acesso regular à Champions é essencial.

Mas para isso acontecer, o clube não pode andar a dormir fora do campo, nem ter preconceitos de sujar as mãos na luta pelo poder das sedes de decisão. Tem de saber fazer-se ouvir juntos dos poderes desportivos e influenciar decisões, não pode assistir calado a "roubos de catedral" como os de Guimarães e de anteontem em Alvalade. Frederico Varandas falou bem sobre o primeiro, e este comunicado sobre o segundo é muito feliz também:

"O Sporting Clube de Portugal felicita a decisão hoje anunciada pela La Liga de tornar públicos os áudios das comunicações entre o VAR e as equipas de arbitragem após o final de cada dia de competição.

O Sporting CP foi e continua a ser a favor do VAR, assim como da sua necessária evolução. O Clube não altera a posição nem em virtude dos erros que o afectam, nem do resultado final desportivo. O Sporting CP defende também que o VAR tem de melhorar.

A análise crítica do Sporting CP relativamente aos critérios de arbitragem depende da necessidade urgente da definição dos mesmos e da transparência das decisões. Não faz sentido uma semana ser adoptado um critério de intervenção e na semana seguinte outro.

Nos recentes jogos contra o Vitória SC e contra o FC Porto foi por demais evidente como o VAR adoptou critérios opostos. Em ambos foi o Sporting CP que saiu prejudicado.

Recorde-se que há mais de um ano, o Sporting CP ficou sozinho quando apresentou a proposta para serem implementadas medidas que permitam a divulgação dos áudios e garantam uma maior transparência à arbitragem e integridade às próprias competições.

Há poucos dias foi também conhecido o caso da MLS que definiu medidas para a nova temporada, entre elas replicar o procedimento utilizado no rugby em que as decisões tomadas pelo VAR são anunciadas pelo juiz da partida aos espectadores em tempo real.

É urgente que, em Portugal, sejam seguidas as boas práticas de outros países, tal como preconizámos em tempo oportuno. O futebol português não pode ficar para trás.

O VAR é uma ferramenta essencial para uma maior justiça e transparência das competições. Quem não defende o VAR, não defende a busca da verdade desportiva.

O Sporting CP apela por isso a que haja urgentemente uma uniformização e entendimento do protocolo VAR por parte dos árbitros. Ganham os árbitros, ganham os clubes, ganha a verdade desportiva.

O Clube considera também que é importante que se caminhe para árbitros especialistas e exclusivos de VAR. O Sporting CP sabe que o actual número de árbitros não o permite fazer neste momento, mas desafia o Conselho de Arbitragem a que comece a preparar o futuro.

O Sporting CP reconhece o esforço do Conselho de Arbitragem em querer melhorar a arbitragem e continuará a lutar pela verdade desportiva. Essa nunca existirá sem uma arbitragem livre, independente e qualificada."

 

Concluindo, daquilo que sempre ouvi dele, não tenho dúvidas de que João Rocha ficaria muito feliz se isso acontecesse.

SL

A porta dos fundos

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Não sabia eu a data e hora do jogo com o Contumil e achei que deveria, após visionar centenas de sketches no Youtube, usufruir de hora e meia do meu tempo a assistir a uma peça do colectivo d' A Porta dos Fundos, na Aula Magna.

Calhou coincidir e olhem, não foi por falta de confiança ou fé, foi por querer assistir a um espectáculo que tinha expectativa de me fazer soltar umas belas gargalhadas, o que veio a acontecer. A peça é extraordinária e o contra-balanço seria um camadão de nervos, que é o que sinto sempre que assisto aos jogos do Sporting na televisão. E o meu coração já não aguenta tanta emoção.

Como a função dos artistas brasileiros só começou às 21.30 horas, deu para ver o jogo até esse momento no "esmartefone". E, amigos, é por jogos como este que por vezes me arrependo de não ter renovado a GB. Pois, a este não iria pelos motivos atrás aduzidos, mas lá os nervos são muito menos do que em casa, podem crer, e ao que assisti foi ao Sporting meter o Porto no bolso e a Gyökeres causar algumas hérnias discais ao Pepe, que mais uma vez decidiu mudar de modalidade e transitar para a "nobre arte", usando Matheus como saco de treino. Foi ao banho mais cedo, numa decisão tão inédita como estranha. Afinal o Ferrari vermelho já havia anulado um golo limpinho, limpinho e foi permitindo cacetada da grossa aos dajantas sem tugir nem mugir. Fez sangue e o apitadeiro não teve como não o expulsar, ao Pepe, por indecência e má figura.

Durante a saga de uma borracha da "Hello Kitty" (a peça, de improviso, repito, é uma delícia), o telefone vibrou e mesmo correndo o risco de levar uma patada do vizinho de trás, não resisti a ver o segundo e depois o terceiro, que tal como o primeiro segundo, também não valeu. Ambos os dois por ordem de um aziado Tiago Martins, nosso velho conhecido e "amigo" que ontem pontificou como VAR.

A coisa estava feita para um empate pela malta que manda nisto tudo e vocês sabem bem de quem é que eu estou a falar, mas por manifesta falta de comparência e de uma exibição excelente da nossa equipa, o Porto que brilha na Europa foi banalizado.

Do que vi, destaque para a defesa e para a enorme exibição de Quaresma (meteu Galeno no bornal), que tem andado um pouco arredado das boas prestações e que ontem esteve "intratável". Saiu em lágrimas e o miúdo merece. Grande destaque para o tanque Viktor, para o pêndulo Huljmand e até para Matheus Reis, mais não seja por ter dado os beiços ao manifesto.

Como muitas vezes dizemos, para ganhar aos adversários directos, o Sporting tem de jogar o dobro e foi isso mesmo que aconteceu: Marcou quatro golos legais, mas só lhe concederam dois.

Nota final: Assisti a um espectáculo de enorme competência de Gregório Duvivier e C.ia saindo da Aula Magna duplamente satisfeito, pela prestação dos artistas e pela vitória do Sporting. Pela porta da frente. Conceição, pela azia, Pepe pelo pugilismo e Diogo Costa por algumas penas de frango a adornar-lhe a camisola côderrosinha, sairam desonradamente pela porta dos fundos. E depois ainda tive que levar com os autocarros da macacada toda a sair para a A8. De rabo entre pernas.

A seguir vamos a Portimão. O caminho faz-se caminhando.

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Rescaldo do jogo de ontem

 

Gostei

 

De derrotar o FC Porto, em Alvalade, por-2-0. Quem disse que este Sporting de Rúben Amorim era incapaz de vencer equipas do seu escalão, como o SLB e a turma portista, equivocou-se. Como já se enganou em tantas outras matérias. Não triunfámos apenas: superámos largamente a equipa adversária, que no campeonato anterior nos tinha derrotado em casa por 1-2. Desta vez nem sequer fizeram nada para estar ao nosso nível: este clássico foi dominado em toda a linha pelo onze leonino.

 

De Gyökeres. Que gigante! Voltou a ser a figura do jogo, voltou a ser o melhor em campo. Marcou o primeiro, logo aos 11', com assistência de Matheus Reis: leva já mais golos marcados nesta temporada do que todo o ataque do FC Porto. Além disso assistiu Pedro Gonçalves no segundo, aos 60'. E ainda interveio em outros dois que acabaram anulados sem motivo válido: é ele quem a mete lá dentro aos 44' e constrói o lance que culmina com Paulinho a marcar aos 90'+2. Pepe tentou anulá-lo, sem conseguir.

 

De Morten. Outro excelente jogo do internacional dinamarquês, que funcionou como pêndulo colectivo, neutralizando o caudal ofensivo portista no corredor central. Impecável nos desarmes, utilíssimo nas recuperações. De jogo para jogo, vai dando cada vez mais consistência à nossa equipa.

 

De Diomande. Rúben Amorim apostou num trio de jovens centrais: à esquerda, Gonçalo Inácio (22 anos); à direita, Eduardo Quaresma (21 anos); ao meio, Diomande (20 anos). Ninguém diria que o internacional marfinense é tão novo, dada a maturidade que exibe em campo, tendo ocupado neste clássico a posição habitual do capitão uruguaio. Ganhou todos os lances aéreos, foi decisivo para banalizar o ataque portista.

 

De Eduardo Quaresma. Foi a grande surpresa do nosso onze: há três anos que não actuava como titular no Sporting. A súbita lesão de Coates proporcionou-lhe esta oportunidade - e o central formado na Academia de Alcochete correspondeu à aposta que o treinador fez nele, exibindo-se em grande nível. Venceu quase todos os confrontos com Galeno, o melhor extremo portista. Oportunos cortes e desarmes aos 14', 15', 22' e 24'. No corredor esquerdo, protagonizou magnífico lance individual que culminou lá na frente com assistência para golo de Gyökeres, anulado por indicação do VAR Tiago Martins. Injustiça manifesta: não havia motivo para esta invalidação. Já amarelado, saiu aos 61', sob forte e merecida ovação.

 

Do 1-0 registado ao intervalo. Resultado provisório que só pecava por escasso - e também injusto, pelo segundo golo anulado a Gyökeres sem motivo válido. Mas merecido, numa partida em que soubemos fechar bem os corredores e fomos claramente superiores no jogo interior. Com apenas uma intervenção de Adán, aliás decisiva: aos 45'+4, defendendo por instinto, com os pés, um remate de Galeno que levava selo de golo.

 

Da expulsão de Pepe. Já amarelado pelo árbitro Nuno Almeida, viria a receber ordem de saída aos 51'. Não com segundo amarelo mas com vermelho directo por óbvia agressão a Matheus Reis, que ficou a sangrar do rosto. Passámos a jogar com mais um durante os 50 minutos finais (incluindo 9 de tempo extra).

 

De ver o estádio cheio. Melhor casa até agora, nesta época 2023/2024: 44.385 espectadores nas bancadas. Condimento fundamental para a festa do futebol. 

 

De não sofrer golos. Tem sido facto raro, daí merecer destaque: mantivemos as redes intactas pelo segundo jogo consecutivo após a vitória contra o Sturm Graz, por 3-0, também em Alvalade. 

 

De ver o Sporting novamente isolado no comando do campeonato. Conservamos a liderança, mas agora sem nenhuma outra equipa em igualdade pontual. Com mais um ponto do que o Benfica (que ainda terá de jogar em Alvalade), mais três do que o FC Porto ontem derrotado e mais cinco do que o Braga. Rumo à conquista do campeonato: sempre acreditei que iríamos conseguir, acredito agora mais que nunca.

 

Do Natal verde. Quem disse que esta quadra festiva não é doce para nós? Enganou-se redondamente.

 

 

Não gostei

 

Da lesão de Coates. Uma súbita mialgia na perna esquerda, mesmo no fim do último treino antes do clássico, forçou o nosso capitão a ver o jogo da tribuna de Alvalade. Baixa de vulto que preocupou alguns adeptos. Mas sem necessidade. Diomande deu boa conta do recado.

 

De Pedro Gonçalves. É certo que marcou um golo, construído com Gyökeres, em que ele quase só teve de encostar. Mas falhou escandalosamente outros dois, revelando uma displicência que o torna irreconhecível para quem se lembra das suas exibições da saudosa época 2020/2021. Aos 64', permitiu a defesa de Diogo Costa. Aos 82', novamente muito bem servido pelo sueco, rematou ao lado. Nem parece o mesmo jogador.

 

Dos amarelos a Gonçalo Inácio e Morten. Estavam tapados com cartões, ficarão impedidos de participar na próxima jornada, em que visitamos o Portimonense. Duas baixas importantes no onze titular.

 

Dos dois golos anulados. Gyökeres aos 44', Paulinho aos 90'+2: ambos por intervenção do vídeo-árbitro, sem que se vislumbrasse qualquer justificação. Só assim o FC Porto evitou sair goleado de Alvalade.

 

Do comportamento rufia do FCP. Pepe agrediu Matheus Reis à cotovelada, acabou expulso. Taremi fez o mesmo com Gonçalo Inácio, ficando impune. Exemplos evidentes de conduta antidesportiva da turma portista, à imagem e semelhança do treinador Sérgio Conceição. Alguns adeptos do Sporting, totalmente baralhados, atrevem-se a chamar "intensidade" a coisas destas. Andam a ver o filme errado: isto nada tem a ver com desporto.

 

Dos "olés" nas bancadas, no segundo tempo. Não gosto nada destas manifestações de arrogância, por vezes vindas dos mesmos que logo rasgam a equipa ao menor desaire. Ganhámos um jogo importante, sim. Vencemos um clássico. Mas ainda não vencemos nada: apenas cumprimos a jornada 14. Convém ter o sentido das proporções. Toda a arrogância é má conselheira.

 

De Navarro. Jogou uns minutos pelo FC Porto, sem fazer nada. Inútil, uma vez mais. É o tal jogador que alguns exigiam, aos berros, que Frederico Varandas e Rúben Amorim trouxessem para o Sporting. Ainda bem que não veio.

Poder de fogo

 

A vitória de ontem foi (mais que) justa.

Os argumentos individuais apresentados por ambas as equipas são bastante diferentes, com enorme vantagem para o Sporting. Ainda assim o Estrela tem alguns bons executantes, começando pelo seu guarda-redes, que até é habitualmente suplente, seguido de Miguel Lopes, capitão e confesso sportinguista que fez uma excelente partida, de Gaspar, internacional angolano que esteve muito bem e lá na frente de Ronaldo e de Kikas que estiveram em constante movimento lançados nas costas dos nossos defesas.

O treinador do Estrela disse que não ia a Alvalade defender(-se) e cumpriu. Honra lhe seja feita por prestigiar-se e prestigiar a sua equipa e o futebol. É desta emoção que o jogo precisa. É certo que teve no GR o seu melhor elemento, mas convenhamos que ele está lá para defender. E se defendeu! O  Estrela fez uma bela partida, é certo, mas não fora a enorme exibição de António Filipe e a ineficácia dos nossos rapazes lá na frente e o resultado poderia ser mais dilatado, com uma diferença de mais dois ou três golos. Muitos tiros de pólvora seca, coisa que se vai tornando habitual. Há que melhorar o poder de fogo e carregar os cartuchos com chumbo grosso, que um dia vamos à caça e podemos ser caçados.

Nem tudo está bem quando acaba bem. Coates não está bem, talvez precise de descansar, a sua eficácia depende muito da sua boa condição física e ontem falhou em duas ocasiões: Fez um penalti, num lance de azar (a bola podia ter passado sem lhe tocar na mão), mas em situação normal o adversário não chegaria à posição de centrar e deixou-se ultrapassar por Kikas no segundo dos amadorenses. Esgaio continua o patinho feio desta equipa, apesar de ter em seu favor o facto de não ser fácil fazer parceria no flanco com Edwards, que defende pouco e se desposiciona muito, os génios são um pouco assim, mas não desculpa a pouca eficácia de Esgaio na ala, nomeadamente nos centros que (não) fez. Acertou uma vez com a cabeça de Coates, a única coisa digna de registo que fez neste particular, estando no entanto certinho a defender o que nos dias de hoje é muito pouco para um lateral. Pedro Gonçalves é exasperante, ontem fez mais uma vez um jogo apagado, mas é outro Edwards, trapalhão às vezes, mas capaz de num instante de inspiração tirar um coelho da cartola. Ontem o GR do Estrela estragou-lhe o número de magia, para nosso (e dele) azar. Falhou no entanto pelo menos três vezes na finalização. Aquilo parece displicência, mas é mesmo assim e às vezes a bola entra. Parece fácil, mas tirem daí a ideia. Mas às vezes parece um a menos, caramba.

O jogo valeu e muito pelos três pontos, pelos três belos golos. Bragança marcou pela primeira vez em Alvalade e logo com um excelente golo, Edwards fez lembrar "Deus" marcando uma coisa do outro Mundo e Paulinho fez um de compêndio, cabeceando de cima para baixo, como mandam as regras, na sequência de um centro com conta, peso e medida, de Edwards. Mas o jogo valeu ainda mais pelo espírito da equipa, pela reacção à adversidade e pela excelente leitura do treinador. Mais ficaram por marcar, como já disse muito por "culpa" do GR do Estrela e outros por clara ineficácia dos nossos, como referiu Ruben Amorim no final do jogo.

É certo que o jogo andou mais ou menos a passo na primeira parte e a única situação de registo foi mesmo o golo de Daniel Bragança, já que até aí o Sporting não havia rematado à baliza adversária, mas na segunda metade o que não lhe faltou foi emoção e diabos, o meu coração já não está preparado para estas coisas.

Regista-se com agrado que hoje há jogadores que podem substituir outros na titularidade sem que o rendimento da equipa decresça e que há no banco uma ambição de contribuir para a equipa com outros à altura dos que iniciam o jogo. O Sporting deste tempo não alinha apenas com onze, há hoje várias opções à disposição do treinador. E, sejamos justos, a "responsabilidade" é dele, que os tem moldado e lhes tem incutido esse espírito, o de que todos são precisos e úteis.

Por fim quero destacar duas frases proferidas após o final do jogo:

Miguel Lopes, comovido: O Sporting é o clube do meu coração.

Edwards: Never give up.

Os melhores do Mundo

Quem faz o favor de perder algum tempinho a ler os meus gatafunhos por aqui (embora seja em letra de imprensa), sabe que sempre considerei, apesar das críticas a maior parte das vezes merecidas, que os nossos jogadores são os melhores do Mundo, Esgaio incluído.

Esgaio que ontem fez uma óptima partida (Sporting 3-0 Moreirense), coroada com um golo pleno de oportunidade*, que revela que o nazareno não sendo um portento tecnicamente, que não é, é um jogador que dá tudo e é bastante útil neste sistema de jogo de Amorim. Não brinco se disser que o espanhol Fresneda terá que mostrar muito empenho para agarrar o lugar. 

Prometi que viria aqui falar de aquisições após o fecho do mercado e aqui estou, porque não gosto de comentar mentideros e "supônhamos". Assim, se em demais anos critiquei de forma clara a direcção, Hugo Viana e Amorim por alguns flops e tiros completamente ao lado, coerentemente não posso deixar de lhes reconhecer o mérito de este ano terem feito o pleno (falta ver actuar o espanhol Fresneda ainda, mas estou com a esperança de que não desiluda) nas contratações mais ou menos cirúrgicas que fizeram e felicitá-los por isso.

Para uns pode ainda faltar um defesa, para outros um médio, para outros um avançado, mas a confirmação dessas lacunas ver-se-á em Janeiro. Seria interessante não haver necessidade de contratar ninguém nesse período, o que quereria dizer que as coisas estariam a correr bem e que se aplicaria a máxima de "em equipa que ganha não se mexe". Seria também importante que ninguém saísse, claro!

A forma em crescendo como a equipa vem evoluindo perspectiva uma época que nos pode trazer boas alegrias, se entretanto os factores externos, como a habilidosa arbitragem de ontem à noite, mais uma, não nos forem aqui e ali, cirurgicamente, prejudicando. Ontem, que o VAR tenha conseguido descortinar um fora de jogo de 5cm eu até dou de barato, mesmo sabendo que 5cm é uma fracção ínfima de segundo, ou seja, muito subjectivo. Já que o bandeirinha tenha olho de lince para ver o mesmo é que é surpreendente, se até a regra e a recomendação que tem é que deixe o lance andar, deixando para o VAR a tarefa de o analisar. É disto que eu tenho receio e é contra isto que temos que lutar, a começar pela direcção. Ontem o central do Moreirense deveria ter ido tomar banho mais cedo, porque o senhor de azul lhe perdoou um amarelo alaranjado ainda o jogo ia no adro e o que lhe mostrou mais tarde dava-lhe guia de marcha para o balneário.

Temos hoje talvez a melhor equipa do campeonato e pedindo a todos os santinhos que não sejamos prejudicados, podemos ter a forte e fundada esperança de chegar na frente lá para Maio. E se porventura não chegarmos na frente, há uma certeza que é clara: Os reforços são mesmo de gabarito e não havendo factores esquisitos, tratar-se-ia de azar, incompetência do técnico, ou aquilo que por vezes acontece, os outros seriam melhores.

Eu por mim estou satisfeito e repito: Belo trabalho de pesquisa!

 

* O golo, como já referi no texto, foi anulado por 5cm. A FIFA está a realizar jogos piloto em que o fora-de-jogo só será assinalado quando todo o corpo do atacante estiver para além do último defesa. Em abono e favor do futebol espectáculo, o meu aplauso veemente.

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