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És a nossa Fé!

Armas e viscondes assinalados: Chaves para as portas da vice-liderança

Sporting 2 - Desp. Chaves 1

Liga NOS - 10.ª Jornada

11 de Novembro de 2018

 

Renan Ribeiro (2,5)

Muito pouco teve para fazer ao longo de quase todo o jogo e muito pouco fez nas raras ocasiões em que era preciso. Além do lance do golo do Chaves, no qual foi impotente perante o arco do triunfo de Niltinho, o guarda-redes brasileiro distinguiu-se por algumas reposições de bola muito abaixo dos mínimos.

 

Bruno Gaspar (3,0)

Despertou para alguns dos melhores e mais intensos minutos que os sportinguistas lhe viram (não muitos ao vivo, pois pouco mais de 20 mil foram ao estádio) na segunda parte, depois de ficar estendido na grande área adversária ao fazer aquilo que se pede a um lateral de um clube grande: diagonais que aumentem as hipóteses de golo. Já na primeira parte tivera uma ocasião para marcar, permitindo o desvio para canto, mas na maioria parte do tempo parecera tão detido nas movimentações quanto o homónimo que o foi contratar à Fiorentina.

 

Coates (3,5)

Nem o golo do Chaves, longe da sua área de influência, retira brilho a mais uma grande exibição do uruguaio, impondo extremas restrições ao espaço aéreo como só ele sabe. No que toca às tradicionais incursões ofensivas destaca-se uma tentativa de triangulação prejudicada pela interpretação de Bruno Gaspar do que representa ser um vértice.

 

Mathieu (3,5)

Começou o jogo com um susto, pois um atraso levou a bola a deslizar demasiado na relva molhada. Teve muito tempo para se redimir e assim fez, não só nos cortes e na pressão sobre os adversários, mas também na capacidade de esticar o jogo ofensivo dos leões.

 

Acuña (3,5)

Foi o último a tocar na bola antes do apito final, o que constituiu uma certa justiça cósmica para o argentino, novamente posicionado como lateral-esquerdo de grande vocação atacante. Deve-se-lhe o cruzamento perfeito que permitiu a Bas Dost inaugurar o marcador, outros centros que ficaram por aproveitar, uma atitude de carraça que deve causar calafrios aos adversários e a disponibilidade para disputar a bola mesmo que lhe estejam a agarrar a camisola ou a fazerem entradas de sola que são punidas com vermelho directo. A destoar em mais uma grande exibição só mesmo a liberdade que concedeu a Niltinho no lance do golo do Chaves.

 

Gudelj (3,0)

Viu um cartão amarelo por uma obstrução que provavelmente seria considerada um cumprimento cordial na Sérvia. Novamente colocado na posição mais recuada do meio-campo leonino, onde parece ter encontrado o seu nicho, voltou a servir-se do físico e da experiência acumulada para levar a água ao seu moinho.

 

Miguel Luís (3,0)

Manteve a titularidade que lhe fora entregue perante o Arsenal pelo seu antigo treinador dos tempos de júnior. Distinguiu-se pelo muito que lutou no miolo do terreno, ainda que sem nunca deslumbrar tanto quanto deverá precisar para continuar a ser aposta do novo treinador.

 

Bruno Fernandes (3,0)

Teve em omnipresença o que lhe faltou em omnipotência e omnisciência, pois o seu mapa de acção cobre todo o relvado. O pior foram os resultados práticos, pois a sua tentativa de míssil teleguiado saiu directa para as bancadas esvaziadas pelo boicote da Juve Leo, uma desmarcação feita por Jovane Cabral foi desperdiçada e um passe longo que isolaria Nani não chegou ao destino. Pode ser que a pausa na Liga e a mudança de treinador ilumine o melhor futebolista da última edição da Liga NOS.

 

Nani (3,0)

Passou o tempo a construir jogadas e à procura de oportunidades para se reaproximar da liderança da lista de melhores marcadores. Valeu a pena? Tudo vale a pena, quando a alma não é pequena... Teve direito a aplausos das bancadas ao ser substituído, já em tempo de descontos.

 

Jovane Cabral (3,0)

Desta vez foi titular, o que não costuma combinar assim tão bem com ele. Mesmo assim, um cruzamento para Bas Dost cabecear à figura e um remate rasteiro desviado pelo guarda-redes compensam um pontapé sem qualquer nexo junto da linha de fundo.

 

Bas Dost (3,5)

Passou dois minutos com a bola nas mãos, enquanto à sua volta os jogadores do Chaves protestavam, o videoárbitro revia as imagens e o guarda-redes era assistido. Foi autorizado a marcar o pénalti, fez o resultado final. Logo no início da primeira parte inaugurara o marcador com um cabeceamento irrepreensível, demonstrando que quem sabe nunca esquece.

 

Montero (2,0)

Preparava-se para entrar com o jogo empatado, entrou com o 2-1 e a missão de agitar o ataque, mas ficou demasiado só e lutou mais do que conseguiu obter.

 

Diaby (2,0)

Entrou para o lugar de Jovane e também oscilou de ala, logrando um bom cruzamento da direita para Bas Dost, que não andou longe de ser a única coisa digna de registo que o maliano tem para oferecer.

 

Misic (-)

Voltou a pisar o relvado em tempo de descontos. Pode ser que o Keiser engrace com ele.

 

Tiago Fernandes (3,0)

Deixa o Sporting na segunda posição, a apenas dois pontos do FC Porto, e bem posicionado para a qualificação na Liga Europa. Não só isso como aqui e acolá surgem uns vislumbres do que é construir jogadas com pés e cabeça. O interino emocionou-se no final do jogo, mas não se deve esquecer que os leões voltaram a terminar um jogo com vontade de queimar tempo para assegurar os três pontos. Estando a jogar contra dez. 

 

Armas e viscondes assinalados: Um nulo mais valioso do que a soma das partes

Arsenal 0 - Sporting 0

Liga Europa - 4.ª Jornada da Fase de Grupos

8 de Novembro de 2018

 

Renan Ribeiro (3,0)

Tornou-se o primeiro guarda-redes a defender as balizas do Sporting em relvados ingleses sem ser natural de Marrazes desde há muito tempo, podendo celebrar a data com o fim da impressionante série de jogos consecutivos a sofrer golos fora de casa que os leões ostentavam. Longe de ter feito uma exibição espantosa, daquelas que o levariam, mais tarde ou mais cedo, a engrossar as fileiras do Wolverhampton, o brasileiro teve um par de defesas seguras que ajudaram a manter o empate, distinguiu-se nas saídas aos cruzamentos e contou com a preciosa ajuda da dupla de centrais.

 

Bruno Gaspar (2,5)

Muito sofreu com o endiabrado extremo Iwobi, felizmente mais interessado na parte lúdica do futebol do que na fria contabilidade dos golos e assistências, mas a sua passagem por Londres fica marcada acima de tudo pela participação inadvertida na grave lesão do avançado Welbeck. 

 

Coates (3,0)

Seria candidato a homem do jogo se não tivesse deixado escapar um atraso de bola proveniente do meio-campo que deixou a equipa a jogar só com dez nos últimos minutos. Ainda assim há que referir que o sacrifício a que forçou Mathieu foi compensado pela diligência com que impediu um autogolo do francês, na melhor jogada do Arsenal na primeira parte, despejando a bola para longe antes de esta passar a linha de golo. Apenas uma das muitas intervenções em que o uruguaio, desta vez menos afoito no ataque - a única tentativa de avançar no terreno durou menos de cinco segundos -, impôs a sua lei e contribuiu para que os leões tenham um pé e meio nas eliminatórias da Liga Europa. Mesmo que durante grande parte do jogo aparentasse um daqueles polícias que tentam em vão evitar o massacre num filme de terror.

 

Mathieu (3,0)

Raras são as ocasiões em que um jogador que viu o vermelho directo é cumprimentado pelos treinadores das duas equipas. O veterano francês salvou o empate ao derrubar Aubameyang mesmo antes de o avançado do Arsenal entrar na grande área, livrando-se da nefasta viagem ao Azerbaijão no fim do mês. No resto do tempo dedicou-se a afastar o mal das balizas leoninas, pressionado por avançados que quase o levaram a marcar na própria baliza, e atento ao espaço nas costas de Acuña.

 

Acuña (2,5)

Regressou ao posto de lateral-esquerdo, após ter sido o homem do jogo anterior enquanto extremo-direito, e essa roleta posicional esteve muito aquém de lhe trazer benefício. Abriu demasiado espaço aos adversários em muitas ocasiões e abusou das faltas mesmo depois de um cartão amarelo por protestos, o que também o afasta da próxima jornada da Liga Europa e praticamente assegura que Jefferson terá oportunidade de contrariar quem não cessa de repetir que o seu prazo de validade expirou há muito tempo.

 

Gudelj (3,5)

O Sporting perdeu o Battaglia mas ganhou um homem de guerra, que se dedicou a servir de cortina de ferro aos avanços do meio-campo do Arsenal. Naturalmente menos dedicado a lances de ataque, pertenceu-lhe o primeiro remate do Sporting mais ou menos digno de tal nome, ainda que tenha saído tão alto que nem uma versão gigantone de Peter Cech lhe conseguiria tocar. Certo é que lutou muito, ao longo de quase 100 minutos, e mesmo no final só lhe faltaram pernas para chegar à bola num contra-ataque que poderia ter recompensado o esforço e dedicação da equipa mais do que seria justo.

 

Miguel Luís (3,0)

Provando que as notícias acerca da morte da formação do Sporting são manifestamente exageradas o campeão europeu de sub-17 e sub-19 estreou-se a titular na equipa principal. Deu boa conta do recado quase sempre, embora uma falha de marcação tenha estado na origem da tal jogada em que Coates teve de evitar o autogolo de Mathieu, mas a prova de fogo ficará para um próximo desafio em que o Sporting tenha a iniciativa de jogo. Talvez já neste domingo à noite, em Alvalade, frente ao Chaves.

 

Bruno Fernandes (3,5)

Faltou-lhe espaço e tempo para investir nos remates de longa-distância, mas manteve-se sempre atarefado com a pressão sobre o adversário e constantes tentativas de lançar o contra-ataque em circunstâncias assaz desiguais. Boa parte deste empate deve-se à sua incansável eficácia.

 

Diaby (2,0)

Conseguiu fazer o que se lhe pedia uma única vez, ainda na primeira parte, quando ganhou a linha direita e cruzou para a grande área do Arsenal, onde Montero não estava e Nani não chegou a tempo. Aquilo que mais demonstrou foram gritantes deficiências no domínio de bola, o que dilui a importância da sua velocidade nos contra-ataques leoninos. Numa rara ocasião em que havia três atacantes do Sporting para três defesas do Arsenal preferiu rematar contra um adversário em vez de passar a bola a Bas Dost ou Nani. Resta a compensação de que o seu passe foi um milhão de euros mais barato (sem contar uns quantos anos de inflação) do que o passe de Sinama-Pongolle.

 

Nani (3,5)

Puxou dos galões de ex-Manchester United e tentou levar tudo à sua frente na ala esquerda. Conseguiu-o algumas vezes, cruzando na melhor dessas ocasiões para o espaço onde Montero não conseguiu desviar para golo. Muito assobiado pelos adeptos da casa, sobretudo depois de não ter lançado a bola para fora do relvado aquando da lesão de Lichtsteiner, encolheu os ombros, na melhor expressão “haters gonna hate”, e seguiu caminho.

 

Montero (2,5)

Deixado à deriva entre a linha defensiva do Arsenal, foi a versão menos eficiente daquilo que fizera, frente ao mesmo adversário, no jogo de Alvalade. Teve poucas ocasiões, pouco conseguiu combinar com os colegas, e quando cedeu o lugar a Bas Dost nada de relevante teria para escrever num postal enviado para casa.

 

Bas Dost (2,5)

Veio refrescar o ataque do Sporting, trazendo poder de choque e apetência pelo jogo aéreo, e não se coibiu de trocar a bola com os colegas para lançar jogadas de ataque - tentou, por exemplo, fazer a assistência para Gudelj. Não era, no entanto, noite para contrariar a ideia de que o holandês é o tipo de goleador que prefere ser forte com os fracos.

 

Jovane Cabral (2,0)

Demorou muito a substituir o inoperante Diaby e revelou-se igualmente inoperante. Espera-se que não tenha perdido a qualidade de talismã com a saída de José Peseiro e o novo corte de cabelo, demasiado conservador para quem parece destinado a dar nas vistas.

 

Petrovic (2,5)

Entrou numa fase de sufoco, com a missão de servir de tampão aos ataques da equipa da casa, posicionando-se junto à linha defensiva, mas a expulsão de Mathieu levou a que recuasse para central. O nulo do resultado final mostra que foi bem-sucedido naquilo que se lhe pediu.

 

Tiago Fernandes (3,5)

Montou um onze para o objectivo que alcançou, o que basta para escrever que o treinador interino teve uma noite bem positiva. Mesmo a opção arriscada na titularidade de Miguel Luís torna-se normal perante as alternativas no banco leonino e os enormes e trágicos equívocos na construção do plantel. Esteve bem nas substituições, ainda que Diaby pudesse ter saído mais cedo, e acertou especialmente em cheio na necessidade de ter o esforçado Petrovic a assegurar um empate a zero que, por todos os motivos, é mais valioso do que a soma das suas partes.

 

Corpo Expedicionário Sportinguista (5,0)

Raras foram as vezes que uma equipa portuguesa pareceu jogar em casa num país que até optou pelo Brexit. Os milhares de sportinguistas que estiveram no estádio Emirates exponenciaram as suas vozes e impuseram-se à maioria silenciosa, quase do primeiro ao último minuto, constituindo um valiosíssimo 12.° jogador que explicou aos arsenalistas por que não fica em casa. Tiveram direito ao agradecimento sentido (e merecido) da equipa, abrindo caminho para a necessária reconciliação entre jogadores e adeptos.

 

Armas e viscondes assinalados: Penálti duplo derrotou ciclone dos Açores no adeus ao duplo pivot defensivo

Renan Ribeiro (2,5) 

Ainda foi o menos culpado de todos no lance do golo do Santa Clara. Nada pôde fazer, tal como nada pôde fazer noutras ocasiões que puseram em causa três pontos que tanto trabalho deram a amealhar. Sucede que a pontaria de um dos melhores ataques da Liga não esteve nada calibrada e a defesa mais vistosa do brasileiro terá sido encaixar um livre desviado pela cabeça de Nani.

 

Bruno Gaspar (2,0)

Conseguiu ser o elo mais fraco de uma defesa leonina em que outro elemento fez o primeiro jogo do princípio ao fim nesta temporada. Capaz de fazer arrancadas em que nem ele acredita, e úteis sobretudo para apressar os pontapés de baliza do Santa Clara, só não esteve pior porque teve muito boa companhia na maior parte do jogo. Thierry Correia, que foi aos Açores e viu o jogo da bancada, perdeu uma oportunidade para se candidatar ao lugar.

 

Coates (3,0)

Viu o amarelo aos 14 minutos, na primeira falta que fez, perto da linha de meio-campo. Talvez por ter a espada de Damocles (nome que não destoaria no onze multinacional do Santa Clara) suspensa sobre a cabeça mostrou alguma contenção, patente na ausência de dois dos seus traços habituais - mais precisamente, a ofensiva inconsequente no meio-campo contrário e o remate de cabeça ligeiramente acima ou ao lado. Mas nem assim deixou de fazer cortes decisivos e zelar pela superioridade aérea.

 

Mathieu (3,0)

Divide responsabilidades pelo golo do Santa Clara com Lumor, pois Zé Manuel recebeu a desmarcação perfeita de Osama Rachid no meio dos dois. Tirando esse pequeno detalhe fez um jogo à sua imagem, juntando à segurança defensiva o critério no passe longo. Quase todas as jogadas do Sporting começaram nele na segunda parte, até porque os fortes ventos contrários que fazem daquele estádio um fenómeno meteorológico exigiam a potência das pernas do francês.

 

Lumor (3,5)

Só as culpas no golo da equipa da casa impedem que concorra com Acuña pelo título de homem do jogo. Aproveitou a oportunidade que lhe foi dada pelo interino Tiago Fernandes, que fez da sua titularidade uma espécie de ‘signature dish’, demonstrando ter um pulmão inesgotável e vontade de fazer a diferença. Poderia tê-la feito logo na primeira parte, ao desferir um remate poucos passos à frente da meia-lua, mas a bola saiu ligeiramente ao lado. Teve participação directa nos dois golos do Sporting, combinando bem com Jovane Cabral.

 

Battaglia (2,5)

Tinha a responsabilidade de protagonizar a morte do duplo pivot defensivo perante um dos melhores ataques da Liga e não se estava a dar nada mal. Mas saiu lesionado ainda na primeira parte e quando um duro como o argentino exibe a dor que deveras sente há que temer uma longa ausência.

 

Bruno Fernandes (3,0)

Aproveitou o vento ciclónico que foi o 23.° jogador em campo (passou a 22.° quando o Santa Clara passou a jogar com dez) para lançar um dos seus mísseis de longa distância. Estava em posição frontal, conseguiu que a bola subisse e descesse no momento certo, mas o guarda-redes dos açorianos não lhe permitiu ser herói. Num jogo em que lhe foram pedidos maiores cuidados defensivos, sobretudo após a entrada de Gudelj para o lugar de Battaglia, nunca deixou de ser muito rematador e de procurar servir os colegas, embora uma das suas tentativas de marcar pudesse ser convertida com grande benefício em assistência para o desmarcado Bas Dost.

 

Nani (3,0)

Bem pode agradecer aos sportinguistas minhotos que costumam partir as montras dos talhos do árbitro Manuel Mota, pois a sua entrada às pernas de Candé, vingando-se de uma falta não assinalada do lateral, dificilmente mereceria menos do que aquela cor mais rubra do que laranja. Nani viu apenas o cartão amarelo e, mesmo assim, pareceu-lhe boa ideia empurrar um defesa do Santa Clara pelas costas minutos depois. Afastado para a ala esquerda, onde evitou encontros imediatos com o seu nemesis, muito correu, literalmente atrás do prejuízo, devendo-se-lhe o cruzamento para Bas Dost que esteve na origem da grande penalidade capaz de virar o Totobola de 1 para 2.

 

Acuña (4,0)

Poupado à catástrofe da Taça da Liga que foi o canto do cisne do homem dos touros, o lateral-esquerdo da selecção argentina foi o homem do jogo. E como extremo-direito, naquela posição 7 que em tempos foi de Luís Figo e de Cristiano Ronaldo. Antes de fazer o 1-2 - e de ca-be-ça, meus amigos - esteve sempre um passo à frente do resto da equipa e mereceu os aplausos que recebeu ao sair minutos antes do apito final. Tivesse mais pontaria nos vários remates de média e longa-distância e até receberia as chaves do estádio.

 

Diaby (1,5)

Quem acredita que o comunismo é um belíssimo modelo político, social e económico que foi mal executado vezes sem conta retirará conforto da ideia de que o 4-4-2 é um belíssimo modelo táctico que apenas teve o azar de ser executado por Diaby. O maliano repetiu as más indicações do jogo anterior, as quais contrariavam a exibição frente ao Boavista, mas desta vez esteve ainda mais perdido no relvado. Foi outro dos co-autores do golo do Santa Clara, preferindo cobrir Osama Rashid com os olhos enquanto o iraquiano fazia o passe de morte para Zé Manuel. Já não voltou após o intervalo e ficou a leve impressão de que tinha ido tarde.

 

Bas Dost (3,5)

Voltou aos golos, e fez balançar as redes duas vezes, mas na ficha de jogo só se encontra uma referência. Sucede que o holandês não esperou por Manuel Mota e marcou uma primeira vez o pénalti que castigava uma falta cometida sobre ele próprio. Repetiu, depois de ouvir o apito, e rematou para o mesmo lado, iniciando uma reviravolta facilitada pela expulsão de Patrick Vieira, o qual resolveu aplaudir o árbitro minhoto. Para trás ficou uma bola cabeceada ao lado, mesmo antes do intervalo, e uma assistência desaproveitada por Nani. E, claro está, a capacidade de atrair atenções de defesas que facilitou o golo de Acuña.

 

Gudelj (3,0)

Entrou no jogo a frio, devido à lesão de Battaglia, conseguindo uma exibição uns bons furos acima das anteriores. Manteve o adversário em sentido na sua zona de acção, valendo-se do físico e da técnica, mas não foi desta que aproveitou as segundas bolas para marcar.

 

Jovane Cabral (3,5)

Entrou ao intervalo com o mesmo fulgor de quem tem 10 ou 15 minutos para dar a volta aos acontecimentos. Forte no drible e nas combinações com Lumor, o jovem esqueceu-se dos dois jogos sem sair do banco que encerraram o consulado de José Peseiro e cruzou para o golo de Acuña, que minutos antes lhe oferecera igual oportunidade de marcar, desperdiçada pelos fracos dotes de cabeceador de Jovane. Ficou mais perto do golo num remate à entrada da área, ao qual só faltou uma rajada de vento que o desviasse das mãos do guarda-redes.

 

Miguel Luís (-)

Teve direito a uma segunda oportunidade envenenada de jogar pela equipa principal depois do minuto 90. Entrou quando o Santa Clara pressionava com garra e desespero, sendo-lhe impossível fazer seja o que for.

 

Tiago Fernandes (3,0)

O treinador interino enterrou o duplo pivot defensivo de José Peseiro e correu riscos ao apostar na titularidade de Lumor (bem) e de Diaby (mal, pois a qualidade de Montero teria sido melhor complemento a Bas Dost). Salvou Nani de si próprio ao desviá-la para a esquerda e fez bem ao não perder tempo a pôr Jovane Cabral no relvado. Viu os seus escolhidos darem a volta ao resultado e somarem três pontos preciosos, mas o sufoco dos últimos minutos é a prova cabal de que os problemas do Sporting não desaparecem à primeira chicotada psicológica, por muita ambição e talento que Tiago Fernandes tenha. Se ainda estiver à frente da equipa na difícil deslocação a Londres será interessante perceber o que aprendeu nos Açores e como o aplicará frente ao Arsenal.

Armas e viscondes assinalados: O capitão afundou o navio à deriva e o comandante não resistiu

Sporting 1 - Estoril 2

Taça da Liga - 2.ª Jornada da Fase de Grupos

31 de Outubro de 2018

 

Salin (2,5)

Estava a ser uma noite agradável para o francês, regressado à baliza do Sporting após a ocorrência hospitalar de Portimão, até porque Renan Ribeiro foi emprestado pelo Estoril, Viviano não andará longe de ser obrigado a sair à rua com uma estrela verde, e Luís Maximiano ainda não convenceu ninguém a torná-lo o futuro guarda-redes do Wolverhampton. Até à meia-hora final de jogo resolveu praticamente todos os problemas, incluindo aquele enorme problema que arranjou ao demorar a despachar a bola para longe, acabando por ser obrigado a atirá-la pela linha lateral com um adversário à ilharga. Depois foi o dilúvio, sem grandes culpas para ele.

 

Bruno Gaspar (2,0)

Evitou o que poderia ter sido o primeiro golo do Estoril, possibilitado pela sua lentidão a subir no terreno, deixando em jogo um avançado do Estoril. A melhor arrancada pela direita foi travada por um agarrão que, por razões que a razão desconhece, não foi devidamente premiado com o cartão amarelo. Numa noite em que foi o melhor da linha defensiva tem ainda a atenuante de o parceiro de ala não ter dado grande ajuda.

 

André Pinto (1,0)

Passou a ser o capitão de equipa aquando da saída de Bas Dost, pois Bruno Fernandes, Coates e Nani estavam no banco de suplentes, e o mínimo que se pode dizer é que a braçadeira estaria amaldiçoada. No golo do empate perdeu o duelo directo com o mais veloz e mais despachado Sandro Lima, permitindo-lhe desfeitear Salin, e logo de seguida estabeleceu o resultado final com um autogolo de cabeça, na sequência de um pontapé de canto. Gabe-se-lhe a coragem de ter permanecido no relvado até ao apito final.

 

Marcelo (2,0)

Terminou o jogo como avançado, pois quem não tem Coates (nem fio de jogo) caça com Marcelo, sem conseguir a segunda reviravolta da noite. Até então estava a ser o menos culpado por uma desgraça (in)felizmente testemunhada por poucos milhares no estádio, executando alguns cortes de bom nível.

 

Jefferson (1,5)

No último jogo que fizera, contra o Loures, distinguira-se pela qualidade dos cruzamentos, desperdiçados devido à ausência de Bas Dost. Desta vez o holandês do ataque não se chamava Castaignos, mas o lateral-esquerdo brasileiro dedicou-se a demonstrar que errar não só é humano como também é uma hora. Aquela hora que passou no relvado, mais precisamente. Logo no início alheou-se de um passe de morte feito por Carlos Mané, num presságio do que estaria para vir.

 

Petrovic (2,5)

Coube-lhe quase sempre o início da construção das jogadas do Sporting, o que se revelou menos catastrófico do que seria de esperar. O sérvio juntou muita entrega e algum critério à presença física que lhe é intrínseca, apenas quebrando o encantamento ao ensaiar um remate que nem ao País de Gales valeria três pontos. Recuou para central na hora do tudo ou nada, sem que a derrota caseira se avolumasse.

 

Gudelj (2,0)

Procurou assumir o jogo em todas as suas vertentes, incluindo os lances de bola parada. Sem grande sucesso, há que referi-lo, pois os adversários conseguiram quase sempre travá-lo, mas com inteiro compromisso até a um final extremamente infeliz.

 

Carlos Mané (2,0)

Como as opiniões são livres e os factos sagrados, é um facto que o único ‘made in Alcochete’ em campo falhou duas ocasiões soberanas de golo. Na primeira parte rodou mal o corpo ao aproveitar uma assistência de Bas Dost e mesmo no final permitiu a defesa do guarda-redes tendo todas as condições para fazer o mal menor chamado 2-2. No resto do jogo, tirando uma assistência primorosa a que Jefferson se fez desentendido, teve demasiadas movimentações para nada.

 

Diaby (2,0)

Repetiu a titularidade e, com ela, tudo o que fez no domingo anterior tirando detalhes como assistências para golo e cruzamentos bem medidos. Ter ficado até ao apito final acabou por ser um castigo. Para ele e para quem precisava de refrear o entusiasmo quanto ao maior velocista da Liga.

 

Wendel (3,0)

Quem sabe faz a hora, não espera acontecer. O refrão de ‘Pra Não Dizer que não Falei das Flores’, de Geraldo Vandré, veio à cabeça quando ganhou a bola à entrada da área, puxou o pé para trás e desferiu o remate indefensável, mesmo junto ao poste, que inaugurou o marcador e parecia anunciar uma noite sossegada. O jovem brasileiro fez por isso, manobrando no meio-campo e combatendo a tendência para viver sem razão de alguns colegas, e em alguns momentos, talvez devido ao bigode, deu ares de versão ‘levezinha’ de William Carvalho. Pena que tivesse de sair, por notórios problemas físicos, levando José Peseiro a esgotar as substituições quando havia muitos em campo que mereceriam ser ajudados a acabar o mandato com dignidade.

 

Bas Dost (3,0)

Ainda não foi o holandês voador que ouve o estádio a cantar o seu nome quando marca golos, mas o neotitular tem enorme quota de responsabilidade no golo do Sporting, visto que a sua pressão sobre o jogador do Estoril ajudou Wendel a ganhar a bola, e assistiu de cabeça para o que deveria ter sido o 2-0. Num jogo em que recuou muito para ajudar os colegas teve uma hora para ganhar ritmo para outras competições, pois repetir a conquista da Taça da Liga estará praticamente ao nível das miragens.

 

Lumor (2,0)

Teve direito aos primeiros minutos de jogo nesta época, beneficiando do estado de calamidade de Jefferson e da ausência de Acuña e Mathieu. Começou nervoso e trapalhão, mas serenou e ainda fez uma boa triangulação que Montero não conseguiu transformar em golo.

 

Montero (2,5)

Melhor a construir jogo para os colegas do que no cara-a-cara com o guarda-redes, o colombiano foi o homem que mais lutou quando o jogo começou a correr terrivelmente mal ao Sporting. Uma das suas jogadas de insistência, quase sempre no limite da falta ofensiva, poderia ter permitido o mal menor - e talvez evitasse um despedimento a altas horas da madrugada -, mas o Diaby estava nos detalhes e Mané não teve pontaria.

 

Bruno Fernandes (1,5)

Entrou para o lugar de Wendel e não conseguiu pegar na batuta do futebol leonino. Talvez lhe faltasse a braçadeira que ia queimando os braços de André Pinto, talvez estivesse escrito que era noite para redefinir o rumo.

 

José Peseiro (1,0)

As suas declarações na conferência de imprensa, a última deste consulado e ainda mais penosa do que as anteriores, levariam a pensar que José Peseiro andará a perder tempo precioso a definir o seu voto nas eleições intercalares dos Estados Unidos, pois é evidente que vive no estado da Negação. Ninguém o poderá acusar de repetir onzes, pois fez entrar em campo tão poucos titulares do jogo anterior (Bruno Gaspar, Gudelj e Diaby) que alguns terão temido que o jogo fosse perdido na secretaria, devido aos regulamentos criativos da Taça da Liga. A noite até parecia bem encaminhada, mais controlada do que segura, quando resolveu resguardar Bas Dost e salvar Jefferson de si mesmo. Só não percebeu que o Estoril, equipa do segundo escalão que tem mais e melhor capital humano do que o Loures, começava a tomar conta do jogo, e esgotou as substituições para retirar o tocado Wendel. Seguiram-se quase 30 minutos de Halloween em Alvalade, mais em versão Michael Myers do que no registo “trick or treat”, com o ‘talismã’ Jovane Cabral e o nervoso Nani a assistirem no banco aos sucessivos inconseguimentos dos colegas que ocupavam as suas posições no relvado. Peseiro foi despedido de madrugada, podendo espalhar aos quatro ventos que deixou o Sporting a dois pontos da liderança da Liga, no segundo lugar do grupo da Liga Europa e apurado para a eliminatória seguinte da Taça de Portugal. Mas é, no mínimo, duvidoso que Frederico Varandas venha a pensar nele como Sousa Cintra pensa em Bobby Robson...

Armas e viscondes assinalados: Salto mortal para perto da liderança

Sporting 3 - Boavista 0

Liga NOS - 8.ª Jornada

28 de Outubro de 2018

 

Renan Ribeiro (3,0)

À quarta tentativa, e à terceira titularidade, chegou ao fim de um jogo sem sofrer golos. Se grande parte do mérito pertence ao ataque do Boavista, capaz de ser mais dócil do que o do Loures, a verdade é que o brasileiro esteve sempre atento às ocorrências, ficando na retina uma defesa apertada na cobrança de um livre. Foi bem substituído pelo poste na única ocasião em que não deu conta do recado.

 

Bruno Gaspar (3,0)

Promovido a único lateral-direito do plantel devido à lesão de Ristovski - embora Carlos Mané tenha feito muito boa figura na última final da Taça de Portugal vencida pelo Sporting -, entre alguns cruzamentos descalibrados e incursões sem critério lá conseguiu fazer um jogo acima das suas capacidades e contribuiu de forma decisiva para o 3-0.

 

Coates (3,0)

O erro que custou a derrota contra o Arsenal terá assombrado o uruguaio, assaz atreito a pequenas e médias falhas na primeira parte. Melhorou na segunda, sucedendo-se cortes providenciais, superioridade aérea e tudo aquilo que faz dele quem é. Só não conseguiu a tradicional arrancada pelo meio-campo (ao contrário do tradicional cabeceamento ao lado...) porque um sadversário fez o favor de o travar, agarrando-lhe a camisa.

 

Mathieu (3,5)

Retomou a titularidade e trouxe mais do que classe e poder de antecipação. A sua presença no relvado fez-se sentir na qualidade de saída com bola, com boas consequências na construção de jogo. Ainda ficou perto de marcar na cobrança de um livre directo e só não tem nota mais elevada porque nos últimos minutos de jogo, quando foi desviado para lateral-esquerdo (o que terá levado o não-convocado Luxor a perceber que, afinal, não é a terceira e sim a quarta escolha para a posição), demonstrou alguma displicência na marcação dos adversários.

 

Acuña (3,5)

Sobressaiu menos do que no jogo contra o Arsenal, mas nem por isso foi menos importante na esquerda, combinando melhor com Montero do que com Nani. Além da excelência dos cruzamentos foi tão intransigente como sempre nas missões defensivas e só Battaglia evitou que fizesse Carlos Xistra pagar caro a ousadia de lhe mostrar uma cartolina amarela. Saiu perto do final, para o muito aguardado regresso de Bas Dost, e uma percentagem das palmas também foram para ele.

 

Battaglia (3,5)

Além de ter sido o autor do primeiro lance de golo, com um remate de fora da área que testou os reflexos do guarda-redes boavisteiro, e de impedido que os forasteiros fizessem uma gracinha, oferecendo o corpo a uma bala disparada na grande área, dominou por absoluto o meio-campo ao longo do jogo inteiro.

 

Gudelj (3,0)

Cumpriu os seus deveres conjugais de duplo pivot defensivo (desfeita que foi a relação polidefensiva em que também havia lugar para Petrovic), assegurando-se de que a equipa visitante não vinha ali estragar uma noite que, segundo padrões menos corajosos do que os praticados na Sérvia, estava bastante gelada.

 

Bruno Fernandes (3,5)

Resgatado da ala direita para o meio do terreno, onde a sua magistratura de influência é exercida de forma mais natural, parecia condenado a manter-se fora da ficha de jogo. Já tinha rematado sem sombra de pontaria na primeira parte, pelo que os gritos que largou ao ver a barra devolver-lhe um livre directo vinham do fundo da alma e só foram aplacados devidamente quando, mesmo importunado pela presença de Carlos Xistra, desferiu um pontapé que transformou o cruzamento rasteiro de Diaby no tranquilizador 2-0. Com o parceiro Bas Dost de volta tudo poderá melhorar.

 

Nani (4,0)

Houve um regresso ao passado quando o capitão do Sporting inaugurou o marcador, cabeceando de cima para baixo, como mandam as regras, e passou ao lado do assistente Montero para celebrar o golo com um salto mortal nada apropriado num cavalheiro com mais de 30 anos. Antes disso já estivera quase a fazer o primeiro golo com outro cabeceamento, desviado para canto pelo guarda-redes, que era de cima para cima, como não mandam as regras. Os colegas já não o deixaram repetir o mortal quando bisou, num remate enrolado à entrada da grande área. Passou os últimos minutos a tentar fazer assistências para Bas Dost.

 

Diaby (3,0)

Foi preciso chegar ao final de Outubro para haver provas palpáveis da utilidade do avançado maliano no plantel do Sporting. Não tanto na primeira parte, pois a surpreendente titularidade não se traduziu em melhor do que um remate para as bancadas a poucos metros da baliza e uma assistência para Bruno Fernandes rematar para as bancadas. Depois do intervalo houve um lance em que recorreu à aceleração e ao descaso para com agarrões e tentativas de desarme para chegar à grande área adversária, mas acabou por bloquear por motivos só explicáveis por psiquiatras. E a verdade é que a velocidade permitiu-lhe conquistar a linha de fundo pela ala direita e centrar atrasado para Bruno Fernandes fazer o 2-0. Ele próprio esteve quase a marcar numa jogada individual de contra-ataque mas o chapéu que fez ao guarda-redes foi curto, lento e ao alcance do defesa que fez a dobra. Fica para a próxima?

 

Montero (3,5)

Mais um jogo de muita luta para o avançado colombiano, coroado com o cruzamento com que ofereceu o primeiro golo da partida a Nani. Também esteve na jogada do 3-0, antes de sair para a entrada de Bas Dost, cujo regresso acarretará certamente mais tardes e noites passadas no banco.

 

Bas Dost (2,5)

Voltou de lesão sem medo de lutar por cada lance. Ficou perto do golo num remate de cabeça, mas o certo é que o seu regresso ao relvado foi (golos à parte) um dos raros momentos em que os 27 mil espectadores se entusiasmaram.

 

André Pinto (2,5)

Entrou para reocupar o lugar que tem sido seu, ao lado de Coates, sem que Mathieu tenha saído de campo, numa situação só comparável ao avistamento em simultâneo de Bruce Wayne e Batman. Em poucos minutos fez dois belos cortes que ajudaram à parte do zero no 3-0.

 

Bruno César (-)

Foi colocado no meio-campo, pouco antes do apito final, talvez só para o pobre Lumor perceber que nunca terá um único minuto de jogo.

 

José Peseiro (3,0)

Há noites assim. Inventou uma improvável ala direita que resultou melhor do que a encomenda, repôs Bruno Fernandes onde mais rende, e recuperou Mathieu (a tempo inteiro) e Bas Dost para a equipa. Aproveitou da melhor forma os resultados do Sporting de Braga e do Benfica, e está agora a apenas dois pontos da liderança. E pensar que não faltaram assobios quando o seu nome foi anunciado pelo speaker antes do início do jogo...

Armas e viscondes assinalados: Foi o que tinha de ser

Sporting 0-Arsenal 1

25 de Outubro de 2018

Liga Europa - 3.ª Jornada

 

Renan Ribeiro (4,0)

Era a tarde mais longa de todas as tardes que lhe aconteciam. Ele não vinha, tardava, e ele entardecia. Até que chegou, a pouco mais de um quarto de hora do apito final, o golo de Welbeck que impediu o guarda-redes brasileiro de conquistar o ponto que manteria o Sporting empatado. Até ao funesto erro de Coates que isolou o inglês, impiedoso ao ponto de marcar, o reforço de última hora contratado ao Estoril mantivera-se sempre à beira da perfeição, retirando diversas vezes os scones da boca dos forasteiros empenhados em fazer balançar as redes. Sucediam-se as defesas de elevada nota artística, incluindo uma mancha em que o braço de Renan bastou para que o isolado Aubameyang não facturasse, e ao terceiro jogo pareceu que poderia manter a baliza incólume. Assim não sucedeu, mas ficou a impressão de que o amigo de Sousa Cintra que entende imenso de futebol acertou em cheio nesta contratação.

 

Ristovski (2,5)

Regressou à titularidade e parecia refeito do desastre de Portimão. Ficou na retina um lance de contra-ataque em que pegou a bola perto da sua grande área e, contando apenas com o apoio de Montero, sonhou driblar o defesa que tinha pela frente e rumar à baliza qual Serpa Pinto macedónio, da costa à contracosta. Não foi possível, tal como não foi possível aguentar sequer até ao intervalo, tornando-se a mais recente vítima das lesões musculares que percorrem o plantel como se fossem maldições de filmes de terror japoneses (daqueles que não são realizados por Nakajima).

 

Coates (2,0)

Encaminhava-se para mais um jogo de elevada qualidade quando protagonizou a sua pior tentativa de corte desde aquela viagem a Madrid que foi o início do fim de Bruno de Carvalho. Como o novo presidente do Sporting é mais medicinal do que sanguíneo o uruguaio ainda pôde somar à intervenção decisiva no golo do Arsenal um encosto de testa a um adversário na grande área contrária, mas não só não viu o cartão amarelo como não foi alvo de vergastadas através das redes sociais. Para trás ficou a dose habitual de cortes providenciais, antecipações e duelos aéreos ganhos a avançados de renome.

 

André Pinto (2,5)

Esta foi a data em que manteve a titularidade enquanto Mathieu ficava sentado no banco de suplentes. Uma data que seria ainda mais memorável caso os seus meritórios esforços tivessem sido recompensados com um números de golos sofridos inferior a um. Mas não estava escrito.

 

Acuña (3,0)

Acabou por continuar na lateral-esquerda, mas quem o visse a passar por quatro adversários em velocidade, resistência e drible, irrompendo pela grande área - só faltou mais força na hora de fazer o cruzamento -, diria que estava ali o único extremo verde e branco digno desse nome que subiu ao relvado. Também foi tão intratável quanto é habitual a defender, pressionando os ingleses que ousavam aparecer-lhe pela frente. Foi perdendo gás ao longo do jogo, para gáudio do ataque do Arsenal, e à frente nunca conseguiu combinar bem com o camarada de corredor, fosse ele Bruno Fernandes, Nani ou Jovane Cabral.

 

Petrovic (2,5)

Tê-lo como o melhor de um triplo pivot defensivo é ainda mais assustador do que tê-lo como o melhor de um duplo pivot defensivo. Bastante eficaz a destruir jogo alheio, nada fez de particularmente mau na hora de construir - o que já passa por aceitável no presente momento dos leões.

 

Battaglia (2,0)

Na época passada chegou a secar Messi como se fosse um eucalipto. Desta vez foi menos eficaz, mesmo que sem comprometer por aí além. Não se pode é dizer que seja credor de muitas linhas de texto...

 

Gudelj (2,0)

Uma das fases mais interessantes do jogo foi a segunda metade da primeira parte, quando o sérvio se emancipou do triplo pivot defensivo e começou a subir no terreno. A pressão alta não teve resultados práticos, e Gudelj praticamente desapareceu após o intervalo, fazendo-se notar sobretudo ao sair do relvado para permitir a entrada de Jovane Cabral.

 

Nani (2,5)

Muito interventivo, à esquerda e à direita, foi um dos responsáveis por um triste dado estatístico: nenhum remate do Sporting foi enquadrado com a baliza. Além da falta de pontaria denotou enormes carências na hora de auxiliar a linha defensiva e rebentou uns bons minutos antes de ser substituído.

 

Bruno Fernandes (2,0)

A maldade que lhe fizeram, forçando-o a posicionar-se nas alas, contribuiu para a invisibilidade de que padeceu na maior parte dos noventa e tal minutos de jogo. Nem a pontaria descalibrada ajudou o internacional português, que só melhorou mesmo no final do jogo, quando fora devolvido ao meio-campo.

 

Montero (3,0)

Na primeira parte ocorreu uma jogada do ataque leonino que ilustra os desafios que se colocam ao avançado colombiano: estava Acuña a lutar contra uma série de adversários quando Montero acorreu em seu auxílio, tomou posse da bola e... centrou para o coração da grande área, onde não se encontrava devido às inclementes leis da Física. Isolado entre muitos defesas, e não raras vezes sem colegas à vista, lutou como só poucos sabem. Deixado à sua sorte também pela equipa de arbitragem, que deixou passar várias faltas em claro (e a expulsão de Sokratis, que agarrou Montero quando este corria para a baliza), nunca deixou de conquistar espaços para os remates dos colegas de equipa e exerceu pressão suficiente para que os adversários cometessem erros.

 

Bruno Gaspar (2,0)

Deveria ter entrado ainda antes do intervalo, para o lugar do lesionado Ristovski, mas só na segunda parte pisou o relvado. As primeiras intervenções foram positivas, mas depressa se viu que o entrosamento com os colegas continua a escassear. Sofreu falta de Welbeck que anulou um possível primeiro golo do Arsenal.

 

Jovane Cabral (2,0)

Quando sai do banco esperam-se dele duas coisas: lances decisivos e remates disparatados. Desta vez só conseguiu a segunda parte.

 

Diaby (1,0)

Dez minutos de profunda irrelevância.

 

José Peseiro (2,0)

Bem pode queixar-se dos erros da arbitragem - mais evidente o cartão vermelho que ficou por mostrar a Sokratis do que o alegado pénalti sobre Nani ou do que o suposto fora de jogo de Welbeck no lance do golo - e ficar a pensar qual seria o ranking do Sporting se houvesse videoárbitro mas provas da UEFA. Certo é que armou um onze ultradefensivo - antecipando-se o quádruplo e quíntuplo pivot defensivo - e que esteve quase a permitir a conquista de um singelo ponto na classificação do grupo. Pior foi a demora a reagir quando as coisas começaram a sair mal e a derrota tornou-se uma inevitabilidade à espera de acontecer. No domingo à noite, ao enfrentar o Boavista, talvez possa colocar extremos nas posições 7 e 11, mesmo que sejam Jovane Cabral e Elves Baldé. Mas ninguém se espantará se nos seus lugares estiverem Bruno Fernandes e Bruno César.

Armas e viscondes assinalados: Suspeitos do costume superam terceiro escalão

Loures 1-Sporting 2

Taça de Portugal - 3.ª Eliminatória

20 de Outubro de 2018

 

Renan Ribeiro (2,5)

Foi titular pela primeira vez, apesar de Salin estar recomposto do susto de Portimão, e num jogo inteiro sofreu apenas metade dos golos que havia sofrido em pouco mais de metade do anterior. Para tal contribuiu uma boa defesa com os pés perto do final, quando um avançado do Loures, equipa não muito pontuada do terceiro escalão do futebol nacional, lhe apareceu isolado à frente. Não conseguiu repetir o feito minutos mais tarde, em circunstâncias parecidas. Resta-lhe a esperança, se o francês não voltar ao pré-Algarve ou se Viviano não puder estrear-se frente a uma das suas antigas equipas, de que os avançados do Arsenal sejam menos velozes e eficazes na tarde de quinta-feira.

 

Bruno Gaspar (2,0)

Logo no início da segunda parte protagonizou um lance que, com a equipa de edição de imagem certa, poderia justificar a sua contratação. Pegou na bola e ganhou a linha em velocidade, executando um cruzamento rasteiro para o coração da área que só não deu bingo porque Bruno Fernandes chegou um pouco atrasado. Pena é que no resto do jogo tenha primado pela inconsequência é permitido a mesma liberdade ao ex-Alcochete Luís Eloi que Ristovski outorgou ao ex-Alcochete Wilson Manafá. 

 

André Pinto (2,5)

Promovido a improvável patrão da defesa na ausência de Coates, quase sempre chegou e sobejou para os adversários - de uma equipa não muito pontuada do terceiro escalão do futebol nacional -, tendo ainda a sorte de Renan resolver o problema na jogada em que deixou escapar um avançado do Loures. Mas não foi desta vez que chegou ao fim do jogo sem ver uma bola alojada nas suas redes.

 

Marcelo (2,0)

Estreou-se antes de Viviano ter oportunidade de o fazer, aproveitando o descanso concedido a Coates. E sentiu de tal forma a responsabilidade que imitou o uruguaio numa incursão descabelada pelo meio-campo contrário - ainda que com menos suspense, decidindo-se por um lançamento longo para a linha de fundo, o que tem o mérito de impedir contra-ataques perigosos - e num cabeceamento executado de costas ao acorrer a um pontapé de canto - ainda que a bola tenha saído acima da barra e não ao lado do poste. Encaminhava-se para uma noite sossegada, daquelas em que ninguém se recorda do paradeiro de Demiral ou de Domingos Duarte, quando deixou em jogo o marcador do golo tardio do Loures.

 

Jefferson (3,0)

Tão perturbador quanto o dilema “que barulho faz uma árvore a cair na floresta se ninguém lá estiver para ouvir?” só o “para que serve encaminhar a bola em condições para a grande área se lá estiver Castaignos em vez de Bas Dost?”. O brasileiro passou o jogo a fazer belíssimos cruzamentos, os quais chegariam para uma goleada que evitasse assobios e cânticos depreciativos dirigidos à equipa após o apito final. Assim não aconteceu, não por culpa dele.

 

Gudelj (2,5)

Foi um dos poucos mártires de Portimão a repetir a titularidade e, perante uma equipa não muito pontuada do terceiro escalão do futebol nacional, saiu-se relativamente bem. Para o mesmo bem seria necessária pontaria nos recorrentes remates de média e longa distância, certamente poupada para o encontro com o Arsenal.

 

Bruno Fernandes (3,0)

Permitiu que o guarda-redes defendesse o pénalti que teria sossegado os adeptos logo aos 50 minutos de jogo, mas no final da primeira parte conseguiu finalmente acertar nas redes com um dos seus mísseis teleguiados. Recuado no terreno para ajudar a construir jogadas na zona central do meio-campo, acabou o jogo no habitual papel de apoio ao ponta de lança, sendo que neste caso isso tinha o seu quê de missão impossível. Mesmo assim foi um dos suspeitos do costume que impediram Peseiro de explicar aos sportinguistas as vantagens de ficar com o calendário de jogos menos sobrecarregado ainda antes do Natal.

 

Nani (3,0)

Desviado das alas para o centro do terreno, lutou muito, fez o passe que Bruno Fernandes aproveitou para inaugurar o marcador e, já na segunda parte, aproveitou a defesa incompleta a um remate de Jovane Cabral para, numa recarga com elevada nota artística, marcar o 2-0. O capitão ainda esteve perto, numa jogada tão confusa quanto tudo aquilo que tenha toque de Castaignos, de marcar um segundo golo, certamente poupado para o encontro com o Arsenal.

 

Carlos Mané (1,5)

Numa semana em que muito se falou do regresso do Sporting ao basquetebol é impossível não reparar que o extremo fez a sua terceira falta ofensiva antes da meia hora, o que no desporto das tabelas e dos cestos o deixaria bem perto da exclusão. Muita falta de ritmo e de confiança impediram Mané de ter uma boa noite em tudo o que não envolveu passar a bola a Jovane Cabral para este ser derrubado na grande área do Loures. Foi o primeiro sair, cedendo o lugar a Petrovic.

 

Jovane Cabral (3,0)

Demorou a engrenar, como tende a suceder quando lhe fazem a maldade de pôr a jogar de início, mas no habitat natural a que chamam segunda parte conquistou o pénalti falhado por Bruno Fernandes e fez o remate que permitiu a Nani subir a parada para 2-0. É o acelerador por excelência do futebol leonino na ausência de Raphinha, o que permite perdoar os habituais disparates: desta vez foi um corte disfarçado de assistência para um avançado do Loures.

 

Castaignos (0,5)

Caberá aos arqueólogos do século XXV encontrar o registo do famoso jogo de treino realizado há poucos dias em que o avançado holandês que não se chama Dost marcou quatro golos. Lançado como titular para poupar Montero para o encontro com o Arsenal, Castaignos passou mais de 90 minutos, decerto tão penosos para ele quanto para os sportinguistas, como a personificação do gato de Schrödinger, pois tal como o felino podia estar vivo ou morto, também o avançado podia estar ausente ou presente no relvado. Bem vistas as coisas, melhor foi quando deixou a equipa a jogar com dez, fruto de movimentações indecifráveis, pois todos os momentos de contacto com a bola foram bastante mais aterradores. Menos do que péssima só uma desmarcação oportuna culminada com remate ao lado.

 

Petrovic (1,5)

Entrou para segurar o resultado favorável contra o poderoso Loures. E o certo é que esses minutos coincidiram com algum domínio por parte de uma equipa não muito pontuada do terceiro escalão do futebol nacional. Eis um caso extremo de culpa por associação.

 

Miguel Luís (-)

Teve direito a estrear-se pela equipa principal do Sporting ao minuto 90. Logo a seguir o Loures reduziu. Melhores dias virão, decerto, até porque mesmo o terror dos jovens da formação utilizou Jovane, Rafael Leão e Demiral contra o Oleiros.

 

José Peseiro (2,0)

Poupou Coates, Acuña, Battaglia e Montero, recuou Bruno Fernandes e ficou à espera de que algo de bom acontecesse. Demorou a ver luz ao fundo do túnel, mas logo conseguiu vislumbrá-la e, talvez encadeado pela claridade, voltou a investir no duplo pivot defensivo que começa a revelar-se o primo maléfico do losango de Paulo Bento. Sem os suspeitos do costume - Bruno Fernandes e Nani, mas também Jovane Cabral e também Jefferson -  e com mais alguns minutos de tempo de compensação era bem capaz de ser tão histórico em Alverca quanto foi em Portimão.

 

Armas e viscondes assinalados: Haraquíri perante o samurai do Barlavento

Portimonense 4 - Sporting 2

Liga NOS  - 7.ª Jornada

7 de Outubro de 2018

 

Salin (2,0)

Noite de extrema desgraça para o guarda-redes francês, até agora titular acidental do Sporting. Pouco fez para evitar o 1-0 e melhor seria se nada tivesse feito para tentar evitar o 2-0, primeiro dos dois golos com que o japonês Nakajima (também autor de duas assistências) destroçou os leões. Salin embateu de forma violenta com a cabeça no poste e saiu de maca, directo para o hospital. Que as consequências sejam menos graves do que aparentam e que a recuperação seja rápida.

 

Ristovski (1,0)

Nada de positivo fez no ataque e a defender tornou-se presa fácil para Nakajima e para Manafá, que ainda há pouco tempo era suplente na equipa B do Sporting. Parece impossível, mas fez com que os adeptos sentissem falta de Bruno Gaspar. Ou de figuras de papelão com o rosto de Piccini ou de Schelotto.

 

Coates (2,5)

No lance do 1-0 ficou mal na fotografia, permitindo a Manafá rematar pelo meio das pernas, e a noite do seu 28.° aniversário fica manchada pela inaudita hecatombe leonina. A seu favor, o verdadeiramente importante (a forma como socorreu de imediato Salin ao ver o estado em que o colega ficara) e o tardio golo de cabeça (já estivera perto disso na primeira parte) que pôs o resultado em 3-2 e permitiu sonhar com o empate ou até com a reviravolta. Mas sempre que o uruguaio é chamado a fazer de ponta de lança - acontecia muito na fase senil do jorgejesuísmo e também sucede na fase inqualificável do peseirismo - coloca-se aquele problema que os físicos designam por impossibilidade de um futebolista ocupar duas posições no terreno ao mesmo tempo.

 

André Pinto (2,0)

Longe de ter cometido os piores erros defensivos, também nada de bom trouxe para juntar ao currículo na aziaga deslocação ao Algarve. O próximo jogo do Sporting será contra o Arsenal, daqui a duas semanas e meia, e é possível que Mathieu já esteja recuperado. 

 

Acuña (2,0)

O extremo portimonense Tabata fez literalmente o que quis dele numa primeira parte em que nada lhe correu bem. Depois de ambos serem amarelados, na sequência de uma rixa junto à bandeirola de canto, libertou-se mais e conseguiu fazer a arrancada que culminou no primeiro golo do Sporting.

 

Battaglia (2,0)

Pouco mais ofereceu do que algum poder de choque, sem demonstrar ter as baterias recarregadas depois de ser poupado aos últimos jogos. Na construção de jogo levou a que os adeptos sentissem falta de William Carvalho e, no limite, até de Petrovic.

 

Gudelj (1,5)

Deu-se pela sua presença em campo a meio da segunda parte, quando teve a hipótese de fazer o 2-2, beneficiando de uma sequência sobrenatural de ressaltos, e em vez disso rematou contra a cara do guarda-redes. Chegou a temer-se pela saúde do agredido, mas até ao apito final este foi espectador privilegiado da incapacidade do duplo pivot do meio-campo leonino para construir jogo e para suster contra-ataques dos seus colegas.

 

Bruno Fernandes (2,0)

Melhorou na segunda parte, ao assumir a esquerda, sem que os deuses responsáveis pela trajectória das bolas rematadas de longe se tenham reconciliado consigo. Talvez não fosse má ideia fugir à convocatória de Fernando Santos e aproveitar as próximas semanas para fazer terapia regressiva. Até à época passada, de preferência.

 

Raphinha (1,5)

Foi uma sombra do extremo decisivo que tem feito sonhar os adeptos e faz salivar os entusiastas de História Alternativa que adivinham o que teria sucedido na época passada se tivesse sido ele a chegar em Janeiro em vez de Rúben Ribeiro. Saiu lesionado ao intervalo, abrindo caminho para o único verde e branco com nota positiva. Que volte depressa e bem.

 

Jovane Cabral (1,0)

Mais uma vez ficou provado que o ainda apenas cabo-verdiano é o tipo de profissional que trabalha melhor com prazos apertados. A titularidade parece não lhe assentar bem nos ombros e os demasiados minutos que esteve em campo foram uma sucessão de disparates para mais tarde recordar. Pior de todos: o remate para as bancadas, tendo a baliza aberta, desperdiçando o melhor cruzamento de Bruno Fernandes.

 

Montero (2,0)

Perdido entre os centrais e rodeado de gente desinspirada por todos os lados, esteve no sítio certo à hora certa na jogada em que assinou o 2-1. O resto da noite foi uma caça aos gambozinos.

 

Renan Ribeiro (1,5)

Estreou-se na equipa devido à lesão de Salin, pouco antes do intervalo. Na segunda parte sofreu dois golos, sem grandes culpas e também sem qualquer intervenção relevante. Talvez tenhamos chegado ao momento de apurar se Viviano é mais do que um sósia de actor de filmes pornográficos ou de apostar de uma vez por todas no jovem Luís Maximiano.

 

Nani (3,0)

Entrou ao intervalo e terminou o jogo com duas assistências para golo, numa jogada de insistência dentro da grande área e num cruzamento em que ludibriou o defesa que o tentava marcar. Nem sempre conseguiu ser o patrão que o meio-campo necessitava, mas foi o único a cumprir com o que se espera de um jogador do Sporting.

 

Diaby (1,0)

Foi tão nulo em 15 minutos quanto Ristovski no jogo inteiro. Na retina ficou apenas uma queda na grande área adversária. Desafio de História Alternativa: e se Marcelo tivesse entrado em vez do avançado maliano, ficando Coates fixo no ataque sem desguarnecer a defesa?

 

José Peseiro (1,0)

Mais um marco histórico ao comando do Sporting, pois sofrer quatro golos do lanterna vermelha não é para qualquer um. Conseguiu não perceber que o duplo pivot do meio-campo foi incapaz ao longo de todo o jogo e das suas declarações depois do desaire não se denota consciência da gravidade daquilo que sucedeu. A seu favor só a pausa nas competições que poderá devolver-lhe Bas Dost e Mathieu. E o elevado salário que torna José Mourinho e Leonardo Jardim sonhos impossíveis.

Armas e viscondes assinalados: Traumatismo para os ucranianos

Vorskla 1 - Sporting 2

Liga Europa - 2.ª Jornada da Fase de Grupos

4 de Outubro de 2018

 

Salin (2,5)

Nada pôde fazer no lance do golo madrugador que deu vantagem aos ucranianos até aos 90 minutos, e cedo percebeu que não se podia fiar no quarteto à sua frente. Evitou o 2-0 apressando-se a desarmadilhar um atraso que prometia ser a segunda assistência para golo alheio de jogadores do Sporting. Depois disso teve tempo para recordar outros franceses que não se deram bem no Leste, pois o único remate enquadrado do Vorskla já fizera os estragos que tinha de fazer.

 

Bruno Gaspar (2,0)

Saltou para a titularidade da mesma forma que alguns estados falhados saltaram para a independência. Permeável a defender e emperrado a atacar, aumentou as legítimas esperanças de quem espera ver Thierry Correia a concorrer ao lugar de Ristovski no decorrer desta temporada.

 

André Pinto (2,5)

Fica marcado pelo ‘ammorti’ que permitiu manter a tradição leonina de não regressar a Portugal sem pelo menos um golo nas redes. Tão perfeita foi a disponibilização da bola para o remate que, havendo justiça, ser-lhe-ia reconhecida a assistência. No resto do jogo mostrou aquela competência interina que o torna invisível. Até aos olhos do selecionador nacional.

 

Coates (3,0)

Atormentado pela desvantagem madrugadora, para a qual pouco ou nada contribuiu, dedicou-se a ganhar duelos aéreos nas duas grandes áreas. Como é tradição, não se furtou a duas incursões (como sempre mal sucedidas) com a bola nos pés naquela fase da segunda parte em que a viagem de regresso a Lisboa prometia ser ainda mais longa e silenciosa. No universo alternativo em que já existe videoárbitro na Liga Europa sofreu um pénalti quando o resultado ainda estava 1-0.

 

Jefferson (3,5)

Mais insólito do que o equipamento branco que a UEFA forçou os leões a envergar só o facto de o brasileiro ter sido o melhor da defesa. Regressado à titularidade, o lateral-esquerdo arrancou o jogo com cruzamentos displicentes que chegavam a parecer combinados com os adversários. Sucede, porém, que no final da primeira parte calibrou as chuteiras, oferecendo um golo a Nani que a haver justiça contaria como assistência, fartou-se de ganhar espaço no corredor que tinha a seu cargo e municiou o ataque com bolas nem sempre bem compreendidas. Até ao momento em que Montero recebeu um cruzamento longo no peito e...

 

Petrovic (3,0)

Enquanto não há Battaglia continua a ir à guerra. Começou mal, reagindo tarde e a más horas à oferta de André Pinto aos anfitriões, mas cedo conquistou espaço no meio-campo com o estilo forte, feio e formal que as suas limitações aconselham. Assim se manteve, muitas vezes tomado pela angústia do futebolista no momento em que tem a bola nos pés, até ser devolvido ao banco de suplentes.

 

Acuña (3,5)

Voltou para o meio-campo com o ímpeto de quem já estava a ser avisado pelo árbitro ao quarto de hora de jogo. Foi o sportinguista mais focado na primeira parte, depois do intervalo fez um remate em arco que merecia ser desviado para a ‘gaveta’ da baliza por um fenómeno meteorológico e iniciou o contra-ataque que selou a reviravolta. Nem o amarelo que acabou por levar, tão natural quanto a própria sede, retira mérito ao argentino.

 

Bruno Fernandes (3,0)

Abriu as hostilidades com um passe de 30 metros para Diaby e empenhou-se sempre na batalha do meio-campo, testando o remate de longa distância em mais do que uma ocasião e com mais do que um defeito de execução. Mesmo no final esteve à beira de marcar o golo que valeu os três pontos, cedendo a honra ao suspeito do costume.

 

Nani (2,5)

Recuperou a titularidade, a braçadeira de capitão e a tendência para desacelerar os ataques. Particularmente infeliz na finalização, teve a baliza contrária a seus pés no final da primeira parte, perdendo uma excelente oportunidade de causar uma boa primeira impressão nas redes. Ficou até ao fim em campo, o que terá contribuído para uma quebra nos rendimentos dos especialistas em leituras de lábios que prestam serviços aos canais de televisão.

 

Carlos Mané (2,0)

Mais uma novidade na deslocação à Ucrânia, após um minuto inteiro no relvado de Alvalade. Alternando entre a faixa e o miolo do terreno, pecou pela falta de pragmatismo (e por ter feito um remate com a canela) apesar de ter demonstrado, numa ou noutra jogada, que ainda sabe ludibriar quem lhe vem tentar tirar a bola. Mas quando saiu para dar lugar a Montero houve a leve impressão de que já ia tarde.

 

Diaby (2,0)

Desta vez já conseguiu demonstrar as qualidades de velocista, ficando a faltar outro tanto no que diz respeito à arte de marcar golos. Teve boa oportunidade logo a abrir o jogo, mas chutou tão mal quanto combinou com os colegas nas jogadas de ataque em que se envolveu. Saiu aos 70 minutos para dar lugar a quem, até ver, resolve.

 

Montero (4,0)

Saltou para o relvado com a convicção de que iria salvar a equipa de um traumatismo ucraniano. E se de início manteve a tendência de criar jogo longe da zona de perigo, quase sem se dar por isso fez um belo pontapé de bicicleta que poderia ter valido o empate. Redimiu-se logo a seguir, com uma sequência de decisões correctas que permitiram festejar o empate e transformaram os cinco minutos de compensação numa auto-estrada para a reviravolta.

 

Raphinha (3,5)

Assumiu o jogo ofensivo do Sporting desde o instante em que entrou em campo. Entre muitas intervenções preciosas destaca-se o passe para Bruno Fernandes que, por linhas tortas, permitiu que houvesse festa no final de tarde.

 

Jovane Cabral (3,5)

Ser talismã tem destas coisas. Demora-se mais a entrar no jogo do que o colega da direita, vai-se ganhando confiança e está-se à hora certa no lugar certo. Assim se fez o golo da vitória e começa a ser difícil acreditar que todas estas intervenções decisivas não passam de uma sucessão de coincidências.

 

José Peseiro (3,0)

Descansou uns quantos titulares, o que se torna compreensível devido à deslocação à Portimão na noite de domingo. Mas recebeu pouco em troca da confiança depositada em Bruno Gaspar, Carlos Mané e Diaby, viu uma falha tremenda da defesa adiantar o Vorskla, e até ao último minuto do tempo regulamentar viu-se metido em grandes sarilhos. Que por uma vez o universo tenha conspirado a favor do Sporting deve-se em grande parte às substituições acertadas que fez no decorrer da segunda parte, ciente de que, para mal dos seus pecados e do departamento médico, o plantel que orienta não se dá assim tão bem com poupanças.

Armas e viscondes assinalados: Só fez falta quem lá esteve

Sporting 2 - Marítimo 0

Liga NOS 6.ª Jornada

29 de Setembro de 2018

 

Salin (3,0)

Perdeu uma excelente oportunidade para reler clássicos da literatura gaulesa, ou para aliviar a caixa de correio electrónico, tão pouco foi o trabalho que o ataque do Marítimo lhe deu. Ainda assim poderia ter sofrido um golo mesmo antes do intervalo, mas teve a felicidade de um certo argentino ter sido adaptado a lateral-esquerdo.

 

Ristovski (2,5)

Diga-se, em sua justiça, que qualquer um se arrisca a parecer um Robin se tiver um Batman ao lado. Muito solicitado por Raphinha, que criou espaço à direita suficiente para mais três novos partidos como o de Santana Lopes, o macedónio executou todo o género de cruzamentos para a grande área adversária tirando os cruzamentos eficazes. A defender também esteve algo permeável, devendo-se-lhe a melhor ocasião do Marítimo em toda a noite, mas foi salvo pelo colega da esquerda. Na segunda parte, enquanto o colectivo colapsava, melhorou na travagem das ofensivas madeirenses e ainda  tentou o golo com um remate forte o suficiente para criar aflições.

 

Coates (3,0)

Voltou a perder a bola para um adversário na zona de perigo, tendo o mérito de resolver a sua malfeitoria com um corte arriscado. Mas no resto do jogo foi o muro que ajuda a manter a equipa na corrida, sendo que a habitual arrancada pelo meio-campo contrário teve desta vez consequências de somenos: um contra-ataque facilmente resolvido pelos colegas da linha defensiva menos obcecados em subir na vida.

 

André Pinto (3,0)

Tal como sucede com os árbitros, acaba por ser meritório que não se dê muito pela presença do substituto de Mathieu. Tanto assim foi que se fez notar pela primeira vez ao ser-lhe mostrado o cartão amarelo, pois agarrou um adversário que o deixara mal ao fazer passar a bola por cima de si. Desse momento em diante regressou para um estado de invisível eficiência que é a sua imagem de marca.

 

Acuña (3,5)

O corte providencial que impediu o Marítimo de reduzir para 2-1 foi a cereja no topo do bolo constituído por mais uma exibição repleta de raça nas bolas divididas (e nas bolas confiscadas), de clarividência no lançamento do contra-ataque e de brilho no posicionamento.    Talvez fosse boa ideia fazer um clone para precaver lesões ou castigos internos por insultar o treinador.

 

Petrovic (3,0)

Recebeu audíveis aplausos das bancadas ao fazer a versão adriática da roleta marselhesa para salvaguardar a posse de bola perante a cobiça de dois fulanos vindos da pérola do Atlântico. Titular devido à gripe de Battaglia, superou as baixas expectativas dos adeptos, sem nunca comprometer a segurança da baliza leonina. Ainda se aventurou em lances de ataque, mas a sua técnica muito particular de ganhar lances (avançar a bola e atirar-se para cima do adversário) ainda carece de ser aprimorada.

 

Gudelj (2,5)

Viu o cartão amarelo muito cedo, o que poderá muito bem explicar que tenha estado ligeiramente mais calmo. Na segunda parte foi parte integrante da perda gradual do meio-campo, chegando-se ao paradoxo de o Sporting ter menos posse de bola num jogo que pareceu controlar desde o início.

 

Raphinha (3,5)

Sofreu a falta para grande penalidade tirando partido da velocidade com que se desmarca e marcou o livre que permitiu a Montero fazer o resultado final. No resto do jogo combinou (bem) com Bruno Fernandes e (nem por isso) com Ristovski, quase conseguiu oferecer o 3-0 ao capitão e reforçou a ideia de que aqueles 6,5 milhões de euros irão multiplicar-se mais tarde ou mais cedo.

 

Jovane Cabral (3,0)

Eis os factos: o ainda apenas cabo-verdiano fez o passe de ruptura para Raphinha que originou o pénalti do 1-0 e sofreu a falta junto à linha lateral que abriu caminho para o 2-0. Mas tal como Narciso se deixou enfeitiçar pela sua imagem reflectida na água, também Jovane está demasiado apaixonado pela capacidade de driblar, sucedendo-se jogadas em que enfrentou um trio de adversários, perdendo invariavelmente a bola para o terceiro. Se o olhar de Acuña pudesse matar estariam os sportinguistas de luto pela funesta consequência da segunda tentativa de penetração na grande área que o habitual suplente culminou deixando sair o esférico pela linha de fundo...

 

Bruno Fernandes (3,5)

Capitão de equipa devido ao castigo imposto a Nani, poupou-se às discussões com homens do apito que lhe têm valido a maioria dos recorrentes cartões amarelos que recebe. Preferiu gastar energias na construção de jogadas e mesmo que os remates de longe insistam em não sair, o certo é que voltou a marcar, de pénalti, sem apelo nem agravo. Eleito homem do jogo, teve atitude de capitão e ofereceu o troféu ao regressado Carlos Mané.

 

Montero (3,5)

Pôs termo ao seu pequeno jejum (desde a aziaga final da Taça de Portugal) com um toque pleno de oportunidade, a mesma que demonstrou ao roubar uma bola logo no início do jogo, forçando o espoliado do esférico a agarrá-lo antes que fugisse para a baliza. Lutador incansável, rematou muito e só não teve grande taxa de sucesso nos duelos aéreos com os defesas.

 

Misic (2,0)

Entrou aos 77 minutos para o lugar de Jovane, numa substituição que colocou três médios defensivos oriundos de países balcânicos no relvado em simultâneo - e isto sem contar com o macedónio Ristovski ou com o argentino Acuña, que facilmente obteria cidadania honorária de um desses países. E o certo é que o Marítimo não marcou.

 

Diaby (=)

Mais cinco minutos em campo. Mas a acreditar nos jornais a culpa é da selecção do Mali, cuja convocatória atrasou a integração no grupo.

 

Carlos Mané (-)

Um dos raros representantes da Academia de Alcochete no actual plantel regressou a Alvalade e aos relvados após prolongada ausência por lesão e empréstimos decididos por Jorge Jesus. Merecia mais do que um mísero minuto.

 

José Peseiro (2,5)

Tinha tudo para ser uma noite relaxada. Mesmo com Nani na bancada, e apenas três titulares da época passada no onze titular, viu-se a vencer cedo, recebeu o golo da tranquilidade antes do intervalo e... deixou-se adormecer. O Marítimo ganhou espaço e bola, vários jogadores estavam esgotados (Jovane ficou a dever uns bons 20 minutos ao banco de suplentes) e mesmo assim esperou aos 77 minutos para mexer na equipa, acrescentando mais um médio defensivo aos dois já existentes. Será que o treinador do Sporting protelou as substituições com medo de que mais algum substituído o mandasse para um lugar desagradável?

Armas e viscondes assinalados: Mandaram a liderança abaixo em Braga

Sporting de Braga 1 - Sporting 0

Liga NOS - 5.ª Jornada

24 de Setembro de 2018

 

Salin (3,0)

Consciente de que a sua titularidade está indexada às vitórias em todos os outros jogos e empates em casa de adversários directos, o guarda-redes que não custou três milhões de euros, não foi uma aposta da comissão de gestão para substituir esse último e não é uma das maiores promessas de Alcochete fez tudo o que estava ao alcance para garantir pelo menos o segundo objectivo. Se no próximo jogo ficar sentado no banco a recordar os tempos passados no mesmo local, empenhado em mediar a comunicação entre Jorge Jesus e Doumbia, poderá agradecê-lo a Dyego Sousa, inclemente no desvio de bola que deu golo. Até então, e depois disso, Salin mostrou-se à altura das exibições anteriores, com boas defesas e ainda maior eficácia a desviar uma bola rematada por João Novais, logo na primeira parte, recorrendo apenas ao poder da mente.

 

Ristovski (2,5)

A frequência com que os ataques bracarenses se desenrolaram literalmente nas suas costas e a falta de coordenação com Coates contribuíram para que a noite lhe fosse menos memorável do que para Jefferson, que não só ficou isento de culpas, na condição de suplente não-utilizado, como ainda reviu os amigos que fez no ano em que foi emprestado aos minhotos.

 

Coates (2,5)

Terminou o jogo plantado no ataque, à espera de um milagre, como aquando da fase terminal de Jesus no Sporting, mas não estava escrito que um golpe de cabeça certeiro traria a redenção por permitir o cruzamento que resultou no único golo do jogo. Tirando isso voltou a ser imperial nos duelos aéreos com os avançados e, mantendo a tradição, incorreu numa arrancada pelo meio-campo adversário, cuja única consequência foi um lançamento de linha lateral a beneficiar a equipa da casa.

 

André Pinto (3,0)

Assobiado por milhares sempre que tocava na bola, o central português portou-se maravilhosamente bem para quem é o ‘understudy’ de Mathieu. Seguro em quase toda a partida, tirando a ocasião em que Dyego Sousa passou por si, entrou na grande área e rematou para as mãos de Salin, não merecia sair derrotado de Braga após um enxovalho público tão atroz que o árbitro Artur Soares Dias se apiedou e limitou o tempo de compensação a apenas três minutos. Como escreveu o italiano Cesare Pavese, nada é mais inabitável do que um estádio de onde saímos após recusar a renovação de contrato e sem render um cêntimo ao clube que nos empregava.

 

Acuña (3,0)

Voltou a desempenhar funções de lateral-esquerdo, empenhando-se nessa missão com a costumeira garra, acompanhada desta vez por alguns erros de posicionamento e cortes deficientes. Manteve, no entanto, a vantagem de saber o que fazer com a bola e ser o melhor do plantel a fazer passes longos agora que William Carvalho vive em Sevilha e Mathieu recebe demasiadas visitas de médico.

 

Gudelj (2,0)

O facto de o aguerrido sérvio só ter sido amarelado aos 83 minutos, não obstante a constante prática de artes marciais mistas na disputa de bola, pode fazer com que alguns questionem a razão de ser da interminável guerra entre o Sporting e os árbitros portugueses. Quando saiu de campo, para a entrada de Diaby, ninguém teria ficado demasiado surpreendido se um escolta militar o tivesse levado para o Tribunal Penal Internacional de Haia.

 

Battaglia (2,5)

Regressou a Braga com a vontade de transformar o caos em cosmos que lhe é reconhecida, mas não era noite para isso. Lutou como um leão depois do intervalo, sem evitar o progressivo domínio da equipa da casa, e terá percebido mais depressa do que muitos que amanhã seria um novo dia. Assinala-se a forma como pediu desculpa a Dyego Sousa, no lance em que viu o cartão amarelo, na senda de outro latino-americano, também natural da Argentina, para quem também era importante ser um duro sem nunca perder a ternura.

 

Bruno Fernandes (2,5)

Na peugada da luta pela introdução do videoárbitro, levada a cabo pela anterior gerência, urge que os actuais dirigentes leoninos pugnem pela alteração nas regras do jogo que permita a equivalência a golo a todos os remates dirigidos ao ponto imaginário, mesmo ao lado do poste direito, para onde Bruno Fernandes esteve a fazer pontaria toda a noite. Talvez a culpa seja das chuteiras descalibradas.

 

Nani (2,5)

Desviou de cabeça um livre superiormente cobrado por Bruno Fernandes, no que foi a principal ocasião de perigo do Sporting na primeira parte. Pena é que o lance só tenha servido para a afirmação do jovem guarda-redes Tiago Sá, a quem caiu a titularidade ao colo no Braga pelos mesmos motivos (lesão do titular e desânimo do suplente) que poderão ainda fazer de Luís Maximiano o próximo Rui Patrício... Mesmo antes do intervalo distinguiu-se no modo como travou um contra-ataque leonino, contemplando o defesa que tinha pela frente como se estivessem num filme europeu, pelo menos até ao momento em que decidiu por um atraso e deu ensejo a Soares Dias para apontar o caminho para os balneários. E o pior é que isso foi um prenúncio do que seria a sua intervenção no relvado até ceder o lugar a Jovane Cabral.

 

Raphinha (3,0)

Rematou muito, construiu muitas jogadas, ganhou muitos duelos graças à velocidade e ao jeito natural para a coisa. Mas os remates teimaram em sair ligeiramente desenquadrados, quase sempre acima da barra, pelo que à luz da exibição em Braga estará mais próximo de ser convocado para a selecção brasileira de râguebi do que para a de futebol.

 

Montero (3,0)

O remate, de muito longe e muito à figura de Tiago Sá, executado pelo colombiano no final da primeira parte, fez lembrar os convites para jantares e saídas nocturnas que alguns homens ainda trancados no interior de móveis do Ikea fazem a mulheres. É possível que Montero tente disfarçar o desinteresse em procurar o golo, mesmo sendo certo que faz tudo o que está ao alcance para ajudar os colegas a agitarem as redes. Assim fez na segunda parte, protagonizando uma arrancada épica pela direita, na qual ultrapassou uns quantos adversários até conseguir cruzar, com conta, peso e medida, para Bruno Fernandes. Coube a este, em vez de passar ao também isolado Raphinha, culminar o lance com um remate para o ponto imaginário mesmo ao lado do poste direito - e a recompensa que Montero recebeu pelo esforço, dedicação e devoção inglória consistiu em ser substituído por Castaignos.

 

Jovane Cabral (3,0)

O talismã do Sporting entrou em campo com a equipa em desvantagem, mas como o jogo só ia no minuto 72 havia tempo mais do que suficiente para a reviravolta, talvez mesmo para a goleada. Assim pensaram os adeptos ao vê-lo tomar a bola nos pés, ultrapassar meia-dúzia de adversários tomados pelo pânico, ganhar posição na grande área bracarense e fazer um magnífico remate. Só que o inopinado Tiago Sá resolveu evitar o que seria o golo do empate, e os colegas de Jovane, muitos dos quais cristãos devotos ao ponto de temerem falsos ídolos, evitaram passar-lhe o esférico durante os minutos que faltavam para o apito final. E da vez em que voltou a conseguir apossar-se da bola, ludibriando os outros 21 jogadores em campo, fez um daqueles seus remates para a bancada que até agora compensavam as intervenções decisivas.

 

Castaignos (1,5)

Chamado a jogo com a missão de garantir a presença de um avançado mais fixo, assim como aquele seu compatriota mais velho, mais alto e mais marcador de golos, falhou miseravelmente. Teme-se que um segredo ultra-secreto de Fátima, ainda por revelar, seja a verdadeira razão para Castaignos ter ficado no plantel do Sporting enquanto Gelson Dala e Leonardo Ruiz partiam para novos empréstimos.

 

Diaby (1,5)

Teve direito a menos de dez minutos para demonstrar o faro para o golo e a velocidade estonteante que justificaram a sua contratação por mais do que meia-dúzia de tostões. Talvez consiga demonstrar uma e a outra numa próxima ocasião.

 

José Peseiro (2,0)

Mathieu impediu-o de repetir o mesmo onze que apresentou contra a Qarabag e o Sporting de Braga impediu-o de obter o mesmo resultado que conseguiu na quinta-feira passada. Muito solicitado no regresso a um estádio que talvez lhe seja habitável por não ter sido especialmente feliz no Minho, reagiu tarde e a más horas às alterações tácticas feitas por Abel na segunda parte. Quando resolveu reagir estava em desvantagem, tinha pela frente vários jogadores esgotados e opções algo duvidosas no banco. Perdeu a liderança e a única compensação é que não fez pior na Pedreira do que o antecessor, então longe de imaginar que seria o novo Lawrence das Arábias, na época transacta.

Armas e viscondes assinalados: O azeri só bateu à porta de Mathieu

Sporting 2 - Qarabag 0

Liga Europa - Fase de Grupos 1.ª Jornada

20 de Setembro de 2018

 

Salin (3,5)

Passam os jogos e o francês insiste em não dar motivos para a perda da titularidade acidental, conquistada no aquecimento para o primeiro jogo da temporada. Sendo verdade que os azeris aparentam guardar a agressividade para os arménios, erros surrealistas de colegas deram origem a ocasiões de golo para o Qarabag que permitiram a Salin cumprir a quota necessária de defesas providenciais. Segue-se novo teste de fogo em Braga, na próxima segunda-feira.

 

Ristovski (3,5)

Integrou-se bem no ataque e nas missões defensivas não se deixou abater pela perda de titularidade de Jefferson, que está mais ou menos para si como Rui Rio está para António Costa. Esteve perto de marcar em duas ocasiões: primeiro ao obrigar o guarda-redes a desviar para canto a bola que lhe sobrou no ressalto de um remate de Bruno Fernandes e depois através de um cabeceamento no coração da grande área. Dir-se-ia que o lateral-direito ficou a centímetros de igualar um certo Alexandre como o maior macedónio de todos os tempos.

 

Coates (3,0)

Várias falhas no início da partida, uma das quais esteve quase a adiantar os visitantes, criaram a ideia nas bancadas que entrara em campo o gémeo menos talentoso do gigante uruguaio. Com o avançar do cronómetro retomou o indicador de confiança, mas é aconselhável que tome vitaminas: se a nova lesão de Mathieu for grave arrisca-se a não ter descanso até Maio de 2019.

 

Mathieu (4,0)

Jacques Brel, que era belga (embora não tivesse um apelido típico do país plano, assim como Lukaku, Nainggolan ou Fellaini), escreveu uma canção chamada ‘Mathilde’, acerca do regresso de uma mulher fatal. Também a vinda de Jeremy Mathieu a Alvalade levou os adeptos a trautearam belas melodias, pese embora o central francês não tenha chegado a ser letal para os visitantes. Mas não por falta de tentativa, pois Mathieu testou o guarda-redes num livre directo, rematou (bem) e cabeceou (mal) em jogadas consecutivas, e até fez uma assistência para Montero que deveria, havendo justiça antes daquela que nos esperará no reino dos céus, contar para as estatísticas apesar de não ter sido concretizada pelo colombiano, alegadamente em posição irregular. Sucederam-se ainda as antecipações em velocidade aos esforçados avançados azeis, os passes para colegas a 30 ou 40 metros e toda a classe que tornou ainda mais doloroso aquele momento em que caiu à relva para ser substituído. 

 

Acuña (4,0)

Cumpriram-se as profecias e ocupou a posição em campo que lhe permite integrae uma selecção onde por vezes passa Messi. Do retrato do artista enquanto lateral-esquerdo constam o perfeito timing no desarme de adversários, só comparável à dificuldade que estes demonstraram na hora de tentar tirar-lhe a bola. E a técnica de quem sabe muito bem tratar a bola - e tem energia para tratá-la a noite inteira.

 

Battaglia (3,5)

Nunca seria escolhido para prémios de simpatia se o colégio eleitoral fosse constituído por aqueles que encontra no meio-campo. Voltou a especializar-se na resolução de problemas por meios vigorosos, lamentando-se apenas alguns inconseguimentos nos contra-ataques. Particularmente notória a falha que transformou em pontapé de baliza aquilo que dava ares de ser o 3-0.

 

Gudelj (3,0)

Noventa e tal minutos em campo sem uma única roleta marselhesa - ou então, caso não quisesse repetir a homenagem a Zidane, uma mão de Deus ao estilo de Maradona? Assim foi a titularidade do sérvio, capaz de oferecer poder de choque mas também autor de um episódio de diletantismo com bola que garantiu a maior ocasião de perigo do Qarabag na segunda parte.

 

Bruno Fernandes (3,5)

Mais uma vez encheu o relvado com jogadas de fino recorte, mantendo-se na retina uma arrancada pela direita com cruzamento que merecia cabeça mais rotinada nesse ofício do que a de Ristovski. Que o regresso aos golos-bomba ocorra já em Braga é o que todos os sportinguistas auguram...

 

Nani (4,0)

A assistência de longa distância que permitiu a Raphinha inaugurar o marcador merece uma sala no Museu do Sporting. Mas não se esgota nesse instante de génio o mérito do capitão, ovacionado aquando da substituição por outro cabo-verdiano de elevadíssimo potencial.

 

Raphinha (4,0)

Limitou-se a estar no sítio certo para encostar a assistência de Nani para o fundo das redes, limitou-se a estar no sítio certo para receber a bola de Montero e encaminhá-la para o ponto da grande área do Qarabag para onde Jovane Cabral se dirigia a alta velocidade. Se o extremo brasileiro continuar assim é possível que, no limite, chegue mesmo à selecção brasileira.

 

Montero (3,5)

Mantém a seca de golos como alguns religiosos prescindem disto ou daquilo ao fazerem os votos. Só assim se explica o artístico toque de calcanhar com que testou os reflexos do guarda-redes adversário, pois o passe de Mathieu o deixou completamente isolado junto à linha de golo, valendo-lhe a bandeirinha levantado do árbitro assistente para o escândalo não ser maior. Mais cintilante foi o colombiano na construção de jogo, esmerando-se aquando de costas para a baliza. E superlativo se mostrou ao servir-se de uma bola sinalizada pela Comissão de Protecção de Esféricos, abandonada junto a uma bandeirola de canto, para fazer um túnel ao defesa azeri que deu origem ao tardio e desejado 2-0.

 

André Pinto (3,0)

Voltou ao relvado para o lugar do neolesionado Mathieu, mostrando-se um central de confiança que joga seguro e, sem ser um ex-Barcelona, serve de barreira à entrada de Marcelo ou Petrovic para o eixo defensivo.

 

Jovane Cabral (3,5)

Ser um talismã é... saltar do banco aos 87 minutos e marcar um golo no minuto seguinte. Talvez para disfarçar, o jovem que não recorre às redes sociais quando espoliado da titularidade fez alguns disparates, incompreensíveis mas sem consequências de maior. Contam-se os segundos até alguém registar a expressão “15 minutos à Jovane”.

 

Diaby (2,0)

Voltou a somar minutos, embora cheguem os dedos das mãos para a operação matemática. Chamado para refrescar o ataque, com o resultado final feito e o tempo de compensação a contar, o renomado velocista pouco mais fez além de atrapalhar-se (e a Raphinha) num contra-ataque.

 

José Peseiro (3,5)

Nunca se cansa de salientar que o Sporting joga cada vez melhor e os factos não o desmentem. Resistiu a poupanças em vésperas de uma deslocação difícil a Braga, colocando em campo o onze tipo (menos Bas Dost) e pouco há a apontar tirando alguma hesitação nas substituições. Algo que não deixa de ser compreensível, pois a entrada de Jovane Cabral é o tipo de decisão que implica a saída de Nani ou de Raphinha.

Armas e viscondes assinalados: O regresso do brunismo

Sporting 3 - Marítimo 1

Taça da Liga - Fase de Grupos 1.ª Jornada

16 de Setembro de 2018

 

Salin (3,0)

A noite afigurava-se tão serena que o francês chegou, em mais do que uma ocasião, a fazer alívios de bola directos para os pés dos adversários, permitindo-lhes jogadas de perigo, moderado quanto baste, para evitar cair nas teias do ócio sem deixar de manter a baliza inviolada. Pena que os colegas não tenham entendido o fino equilíbrio, permitindo que um tal Correa surgisse isolado e com a firme intenção de fazer o 2-1 que Salin lhe negara antes, numa daquelas estiradas vistosas com que os guarda-redes exponenciam as hipóteses de engatar miúdas.

 

Bruno Gaspar (2,5)

Começou o jogo com um músico a quem distribuíram, por engano ou maldade, uma partitura diferente da entregue ao resto da orquestra. Melhorou com o passar do tempo, sem nunca acompanhar a pedalada do companheiro de ala. Em sua defesa, muito provavelmente também Ristovski não o conseguiria.

 

Coates (3,5)

Desta vez não presenteou os adeptos com a tradicional cavalgada pelo meio-campo contrário com a bola (mais ou menos) controlada, limitando-se a cabecear pouquíssimo ao lado da baliza no final da primeira parte. Naquela que passa por ser a ocupação principal do uruguaio - impedir os adversários de fazer desfeitas à baliza da sua equipa - esteve tão imperial quanto é costume.

 

André Pinto (3,0)

Viu um amarelo por fazer a um avançado do Marítimo aquilo que as barreiras policiais fazem aos automóveis em fuga. Talvez por isso tenha estado ligeiramente abaixo do nível que tem permitido não pensar demasiado no coro de tragédia grega que recorda a propensão de Mathieu para as lesões em todas as temporadas que não ficaram marcadas por invasões ao balneário.

 

Jefferson (2,5)

Agora que um cidadão acima de qualquer suspeita como o empresário de jogadores César Boaventura afirma que Lumor, o outro lateral-esquerdo do plantel, foi contratado apenas para recompensar um hacker, talvez fosse hora de Jefferson perder o medo de ser titular a prazo. Mas a presença de Gudelj na convocatória, sinal de que a adaptação de Acuña ao miolo tem os dias contados, pode ter contribuído para mais uma oportunidade perdida de causar uma boa impressão.

 

Battaglia (3,0)

Ser titular da selecção da Argentina em nada afectou o novo sucessor de Mascherano, que voltou a portar-se com os adversários como alguns chefes se portam com os subordinados. Mais discreto do que é habitual, aventurou-se menos no ataque. Ainda bem que foi uma noite inspirada para quem tem essa incumbência no organograma.

 

Acuña (2,5)

Ser suplente da selecção da Argentina talvez tenha afectado o homem que usa a camisola nove, foi contratado para a posição onze, tem jogado na posição oito e está destinado à posição cinco. Por muito que tenha lutado no meio-campo fica como o autor de um atraso descabido que sobrou para Danny, tendo o ex-sportinguista servido Correa para o golo do Marítimo.

 

Raphinha (4,0)

Dinamizou a ala direita do ataque sportinguista sem se esquecer de flectir para a zona de tiro à baliza. Pertenceu-lhe o primeiro lance de perigo e, depois de falhar o que seria um golo magnífico, com um remate acrobático, após uma assistência de peito de Montero, inaugurou o marcador, com ajuda de um defesa contrário e parecendo estar a escorregar, após uma assistência de pé de Montero. Na segunda parte manteve o ritmo frenético, merecendo fortes aplausos das bancadas quando recolheu ao banco, a poucos minutos do apito final. Já é o expoente da alt-right sportinguista, o que não deixa de ser invulgar num imigrante oriundo de outro continente.

 

Jovane Cabral (3,5)

Além de um novo contrato teve a primeira titularidade. Pouco habituado a primeiras partes dos jogos, exagerou no diletantismo, ao ponto de provocar um raro contra-ataque perigoso do Marítimo, nascido de um ‘Deslumbramento de Jovane com a posse de bola’, como lhe chamaria decerto um pintor renascentista. Depois do intervalo regressou mais à vontade, sofrendo a grande penalidade que deu origem ao 2-0, e pôde recolher ao banco de suplentes mais ou menos à mesma hora a que costuma dele levantar-se.

 

Bruno Fernandes (4,0)

Cumpriu a estatística de ser amarelado logo na primeira parte - desta vez não pelas habituais palavras e sim por uma disputa de bola que desmontaria de uma só vez um armário do Ikea. A diferença em relação aos jogos anteriores é que retirou inspiração da advertência e encarou os últimos metros do relvado como a sua ostra. Irrepreensível a marcar o pénalti do 2-0, combinou na perfeição com Montero e com a força da gravidade para fazer o 3-1, afastando os defesas do alvo antes de desferir um remate que não permitiu grandes proximidades ao guarda-redes. Ainda esteve à beira do terceiro e/ou quarto golo, com um remate inventivo ao segundo poste (aproveitando o melhor cruzamento de Jefferson nesta segunda passagem pelo Sporting) e com um livre directo que passou pouco acima da barra. Frederico Varandas assistiu na tribuna presidencial, mas o brunismo está de regresso e reinou em Alvalade.

 

Montero (3,5)

Mais interessado em vir atrás para construir jogadas do que em ocupar as coordenadas geralmente ocupadas por um cavalheiro holandês visto pela última vez a exercer o dever cívico, dir-se-ia que Montero faz uma interpretação excessivamente literal do número dez que ostenta na camisola. Mas o certo é que chegou ao final do jogo com energia para disputar lances e duas assistências para golo nas estatísticas. Já se viu muito pior.

 

Gudelj (3,0)

Estreou-se com duas dezenas de minutos de presença física assertiva e de qualidade técnica patente na roleta marselhesa com que o sérvio ganhou uns metros de terreno e uns decibéis vindos das bancadas, conquistadas pelo reforço sérvio vindo da China.

 

Wendel (2,5)

Algo hesitante entre o meio-campo e o ataque, tentou servir-se da velocidade para fazer a diferença ao saltar do banco de suplentes. Poderia ter corrido isolado para a baliza se não tivesse sido derrubado por um golpe de artes marciais mistas que valeu cartão vermelho ao perpetrador que envergava equipamento do Marítimo.

 

Diaby (-)

Pede novas oportunidades para mostrar aos sportinguistas que há goleador para lá de Bas Dost.

 

José Peseiro (3,5)

Levou a sério a estreia na única competição em que o Sporting não conseguiu implodir na época passada, limitando as poupanças no onze. Certo é que a equipa esteve mais dinâmica no ataque e acertada na defesa do que vem sendo habitual, conseguindo aqui e acolá momentos de grande futebol. Bom timing nas substituições, sobretudo na entrada de Gudelj, capaz de relegar os também balcânicos Misic e Petrovic para uma amnésia daquelas de que por vezes padecem dirigentes de certos e determinados clubes.

 

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  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D