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És a nossa Fé!

Violência machista e benfiquista

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Hoje assinala-se o Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra a Mulher. O dia indicado, portanto, para condenar sem atenuantes possíveis a miserável agressão ao autocarro do Sporting feita por reconhecidos adeptos do clube encabeçado pelo senhor Luís Filipe Vieira, ontem, numa estação de serviço da A1. No autocarro viajava a nossa equipa feminina de futsal.

«Um grupo de adeptos do Benfica tentou cercar a viatura, arremessando uma pedra que acabou por danificar o vidro traseiro do autocarro. A imediata manobra de retirada do nosso motorista evitou aquele que poderia ter sido mais um dramático desfecho e felizmente nenhum elemento da comitiva do Sporting CP ficou ferido», refere um comunicado do Conselho Directivo leonino, descrevendo o lamentável episódio que poderia ter terminado muito mal.

Exige-se do Benfica a condenação explícita do sucedido, acompanhada de um pedido de desculpa formal. E aguardo também que as associações feministas e de vigilância contra a violência de género se pronunciem em termos inequívocos sobre esta inadmissível agressão machista. O facto de ter ocorrido em contexto desportivo não constitui atenuante: é agravante.

Vão ter de falar

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Terão de pronunciar-se. O Presidente da República e o presidente da Assembleia da República e o secretário de Estado do Desporto, tão lestos a comentar outros assuntos, não podem enfiar as cabecinhas dentro da areia.
O mesmo vale para o presidente da Liga, Pedro Proença, e para o presidente da Federação Portuguesa de Futebol, Fernando Gomes.
E não há por aí uma Autoridade para a Prevenção e o Combate da Violência no Desporto? Pois ela também: nada de assobiar para o lado. Exigimos que se pronuncie, sem demora.

 

Não há neste momento condições para se realizar uma assembleia geral do Sporting em condições de segurança e de elementar respeito pela liberdade de expressão. E têm sido recorrentes as agressões verbais e até físicas que ameaçam a segurança de espectadores de recintos desportivos - como vem sucedendo, infelizmente, no Estádio José Alvalade e no Pavilhão João Rocha.
É uma questão muito séria, que interpela os poderes públicos portugueses - designadamente o poder político e as autoridades federativas. Estas entidades não podem permanecer em silêncio.

À atenção de todos os adeptos!

O video que se segue chegou-me às mãos através de uma rede social.

Não obstante um dos adeptos que aparece ser alguém com quem trabalhei alguns anos e não ser também adepto do Sporting, creio ainda assim ser muito importante esta campanha.

Estamos a chegar ao final da temporada onde muita coisa se vai decidir. Portanto é bom que todos nós estejamos atentos e imbuídos do mesmo espírito: o futebol é somente um desporto, não é uma guerra.

Como muitos adoram fazer crer!

 

Javardice comunicacional

Cada vez mais o futebol português está à mercê da javardice nas redes sociais e meios de comunicação alimentada e muito patrocinada pelas estruturas de comunicação dos principais clubes e das suas "Young Networks", pressionando, insultando, ameaçando famílias, valendo tudo para defender o clube e atacar terceiros. A guerra suja da jagunçada a mando dos "coronéis", agora na versão Internet, com espiões e tudo. O último episódio foram as ameaças à família de Bruno Paixão, um medíocre árbitro é certo, com muitas culpas no cartório também. Há quem diga que pelo menos não lhe partiram os dentes. Vantagens dos novos tempos. Enfim.

E há quem no Sporting fale em "mansos" e coisas do estilo para classificar a rotura do actual presidente com este estado de coisas, a saída da lama comunicacional e a focalização na resolução dos problemas do clube. A jagunçada de Alvalade perdeu o seu "coronel", transformou-se num bando de viúvas letal ao clube a que dizem pertencer, entretendo-se em ajarvardar anonimamente os locais e blogues onde o Sporting está em lugar cimeiro, sem comparação possível com qualquer "maduro" que por aqui passe. Não esquecendo que entretanto "os bravos" da jagunçada, se lembraram de assaltar a própria casa e causar centenas de milhões de euros de prejuizos ao próprio clube. 

O Sporting não se revê e não se pode rever neste estado de coisas, o futebol não é isto, isto é a podridão das dinastias reinantes na Luz e nas Antas, às quais um alucinado aprendiz de feiticeiro se tentou comparar na estúpida ilusão de ser o próximo "presidente da junta". 

Vamos nós tratar dos nossos problemas, que temos muitos para resolver, defender a verdade desportiva e a ética no desporto, exigir qualidade na arbitragem e nomeações por sorteio, porque foi por aí que ganhámos no passado e continuaremos a ganhar no futuro.

SL

A importância de falar claro

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Frederico Varandas falou claro e foi direito ao essencial, reagindo às inadmissíveis agressões - verbais e físicas - de que foi alvo a comitiva leonina no túnel do estádio do Bessa e no pavilhão do FC Porto.

 

Eis um breve apanhado de notícias divulgadas, há poucas horas, na imprensa desportiva em linha - todas citando o presidente do Sporting em discurso directo:

 

Record

«No episódio do Bessa, tivemos um elemento do Conselho Diretivo agredido, por trás, com murros na nuca, e há 48 horas tivemos uma agressão miserável a uma senhora, esmurrada na face. Em ambos os casos existe a particularidade de serem precisos vários cobardes para o fazerem.»

 

A Bola

«São episódios que repudiamos e que queremos que não se repitam. Foram casos cobardes e, para os fazer, é preciso uma matilha de cobardes. O que aconteceu não pode ser esquecido, ignorado e tolerado. Gente desta tem de ser banida dos recintos desportivos. As federações, as Ligas, os Conselhos de Disciplina, a Secretaria de Estado… não podem fingir que isto não aconteceu.»

 

O Jogo

«O Estado tem de legislar e é corresponsável por criar condições para que isto não se volte a repetir. A gravidade do que aconteceu exige uma resposta ao mais alto nível institucional e vamos pedir, com urgência, uma audiência ao Governo, uma reunião com todos os presidentes das associações e ligas que o Sporting disputa e propondo a criação de um conselho estratégico para a segurança no desporto.»

 

Já agora, impõe-se a pergunta: em Outubro de 2018, o Governo anunciou a criação de uma Autoridade para a Prevenção e o Combate à Violência no Desporto, presidida desde o início de Novembro por um oficial da PSP

O que terá feito até agora o referido organismo? Tanto quanto me apercebi, não fez rigorosamente nada.

O que os jagunços disseram

 

«Malta o melhor é academia!!! Chegar, carregar no treino e acabou... Invadimos aquilo.»

 

«Levem o esticador. Eu levo o canhão. Nunca mais se levantam.»

 

«Quem tiver tochas traga-me.»

 

«Aquilo são 2/3 seguranças na porta não nos conseguem travar... Quando a polícia chegar já nos fomos embora.»

 

«Eu quero bater neles e no Jesus também, parecia que 'tava na praia deitado.»

 

«William, essa... já nem tenho palavras para esse gajo, só me apetece espancá-lo.»

 

«Comecem já a ver com quem ficam... O JJ é meu, Mini capo com o Podence... Mathieu é para o Guerra, Bruno César é para o Paulo... Moita é o Rúben Ribeiro.»

 

«... então bate a sério no William por favor, a sério!»

 

«Levam todos, até o Paulinho. Para bater no Paulinho é preciso quantos?»

 

«F***** e quem é que fica com o Coates? E o Bas Dost?»

 

Excertos de mensagens de WhatsApp dos agressores de Alcochete interceptadas pela Polícia Judiciária e reproduzidas nos mandados de detenção. Deixando evidente a organização e premeditação do ataque que motivou nove rescisões de jogadores alegando justa causa

O autor moral

Se algum destes onze sócios do Sporting "sinalizado" por Bruno de Carvalho for agredido nos próximos dias, como foram os nossos jogadores em Alcochete, sabemos de antemão quem é o autor moral:

 

Álvaro Sobrinho

Artur Torres Pereira

Frederico Varandas

Henrique Monteiro

Jaime Marta Soares

Jorge Sanches

José Eduardo

José Maria Ricciardi

Luís Loureiro

Rita Matos

Rogério Alves

Faz hoje um mês

Faz hoje um mês que o nosso centro de formação e estágio em Alcochete foi invadido por quase meia centena de criminosos de focinho tapado que bateram em quem quiseram e destruiram o que lhes apeteceu.

Seria o dia ideal - com um mês de atraso - para Bruno de Carvalho pedir desculpa a todas as vítimas desta barbaridade. Entre elementos do plantel, equipa técnica, equipa clínica, fisioterapeutas e funcionários do clube. Mas o ainda presidente leonino não tem estatura moral para assumir um gesto desses. Como sabemos, ele é incapaz de reconhecer um erro ou de assumir qualquer responsabilidade, seja no que for.

Nunca esqueceremos o que aconteceu a 15 de Maio de 2018. Foi a página mais negra da história do Sporting.

Nem queria acreditar

Mas ele disse mesmo isto, há pouco, na conferência de imprensa em Alvalade:

«A partir de agora, sempre que um jogador quiser, chega ao pé do... do... do... do presidente e diz: "Presidente, você não quer mesmo que eu vá ali dentro do balneário e cinco ou seis... Veja lá..."»

 

Dando assim a entender, em capciosas entrelinhas, que os responsáveis pela cobarde agressão em Alcochete que chocou o País e o mundo do futebol foram os próprios agredidos.

Isto na véspera do dia em que se assinala um mês desde aquela selvajaria que mudou para sempre a face do Sporting.

Cúmplices do terrorismo

 

juveleo.png

 

Estes canalhas mantêm-se sócios do Sporting? Continuam a ser apoiados financeiramente pela direcção do clube? Ainda fazem negociatas com milhares de bilhetes que lhes são oferecidos pela gerência leonina? Ninguém lhes pede responsabilidades? Não há uma voz no que resta deste Conselho Directivo que se atreva a demarcar destes javardos? Acharão que é "chato"?

Algumas certezas e muitas dúvidas ainda por esclarecer...

Decorridas 2 semanas do vergonhoso ataque dos grunhos da bancada Sul aos jogadores da nossa equipa de futebol, já nos são permitidas algumas certezas, embora algumas dúvidas permaneçam por esclarecer, o que mais dia menos dia acabará por acontecer.

-É um facto que o vil e cobarde acto foi premeditado, porque planeado atempadamente na rede social whatsapp, como admitiram ao juiz de instrução, alguns dos vermes agora em prisão preventiva.

-É um facto que a escumalha que se dirigiu em matilha a Alcochete foi recrutada na claque oficial e apoiada pelo clube, denominada “Juve Leo”

-É um facto que poucos dias antes, durante a última partida disputada no nosso estádio, energúmenos pertencentes ao mesmo bando, lançaram artefactos incendiários na direcção do nosso guarda-redes e capitão, Rui Patrício.

-É um facto que alguns bandalhos, seguramente com a conivência de escroques que supostamente deveriam servir o clube, tiveram acesso ao parque de estacionamento reservado do nosso estádio, com o intuito de ameaçar alguns jogadores.

-É um facto que alguns hooligans proferiram ameaças a alguns dos nossos jogadores no aeroporto da Madeira, apesar de terem ido apoiar a equipa enquanto membros da claque oficial apoiada pelo clube.

-É um facto que existe proximidade entre o presidente do clube e o líder da claque, além de outros destacados figurões da mesma. O que não permite por si só afirmar que o presidente ordenou estes actos bárbaros, nem sequer que os líderes da claque o tenham feito. Mas convenhamos, será que os líderes da claque desconhecem totalmente o que fazem os seus membros mais radicais e exaltados? Porque existe uma organização com hierarquia, convém não esquecer. Será que ninguém na Direcção ou altos funcionários do clube esteve no mínimo conivente em todos estes acontecimentos? Não posso afirmar que os ordenou ou inspirou, mas também é um facto que existiu alguma relutância que resultou em demora, na condenação destas bestas. E até surgiu uma justificação tola, que os jogadores teriam sido moralmente responsáveis, posição entretanto abandonada perante o coro de indignação que se levantou…

-A agressão de Alcochete está longe de poder ser considerada um acto isolado ou reacção a quente a um mau resultado desportivo. As sementes da violência já haviam sido plantadas, os sinais vinham em crescendo, só não viu quem é cego, incompetente ou não quis ver…

-A decretada suspensão temporária dos apoios oficiais à guarda pretoriana da bancada Sul são para inglês ver e durarão o tempo do defeso? Ou ganharão vergonha na cara e vai o clube acabar de vez com esta horda infestada de álcool e droga que envergonha o clube a cada jornada?

-Por último, quererão os sócios do Sporting Clube de Portugal mudar de vida? Ou sentem-se confortáveis com a actual situação?

Um ano depois

Há cerca de um ano estava na fila das bilheteiras de Alvalade a levantar bilhetes para ver as nossas leoas no Jamor, na final da Taça de Portugal com o Braga. E lá fomos em grupo apoiar a equipa e ajudar a erguer a Taça, ganha com raça. 

Agora, sinto que não tenho condições para repetir e assistir a nova final. Não estou sozinho. Como podem ter dividido e desmotivado assim? 

A violência, está à vista, não foi só física, como aconteceu em Alcochete, foi muito mais terrível que isso. Atingiu o coração de muitos sportinguistas. Os danos estão feitos. E tem responsáveis. E isso tem que ter consequências.

 

De saída do Sporting

Mário Monteiro, preparador físico do Sporting, profissional no futebol há mais de um quarto de século e um dos agredidos na tarde de terror em Alcochete, abandona o clube: «Estou de rastos, sem condições psicológicas para voltar à Academia. Sinto-me inseguro e perseguido.» Há motivos para isso: foi atacado «nos pulsos e no tronco com uma tocha a arder a 240 graus centígrados». E pelo menos dezena e meia dos participantes nesta selvajaria andam por aí, à solta, sem terem sido incomodados pelas autoridades. 

Fim de linha ?????

Será mesmo o fim de linha? Não sei. Estou sobretudo triste... muito triste. Será que isto vai acabar rapidamente? Ponho as minhas dúvidas. Preferia ver a equipa recomeçar nos Distritais do que assistir às imagens que nos mostraram cenas em que pouca gente podia acreditar. Invadir e destruir o nosso património, ou seja entrar na nossa casa, agredir pessoas que estavam no seu local de trabalho... O Sporting tem que se elevar no seu discurso e nos seus procedimentos, tem que ter gente com outra postura, que avance e muito rapidamente para outras soluções, senão prevejo tempos muito difíceis... e não será o fim da linha.

O que eles disseram

Rogério Alves:

«Em meu entender, a direcção não tem condições para continuar. Isto que aconteceu foi o dia mais negro na história do Sporting.»

 

Fernando Mendes, ex-jogador leonino, na CMTV:

«Nós, sportinguistas, estamos a assistir à página mais negra da história do Sporting. Não me recordo de ver isto em clube nenhum do mundo. Isto é inacreditável, é inaceitável. (...) Já chega, isto bateu no fundo.»

 

José Maria Ricciardi:

«Esta direção não tem condições para continuar.»

 

Miguel Poiares Maduro:

«Tenho orgulho em ser do Sporting mas hoje, pela primeira vez, tenho vergonha em ser do mesmo clube de certos adeptos.»

 

Vera Ribeiro:

«Quem orientou isto ponha a mão na consciência.»

 

Bruno Fernandes:

«Foi um prazer estar com vocês.»

 

João Palhinha:

«Foi um dia muito triste e difícil para todos.»

 

Bas Dost:

«Ficámos todos aterrorizados, aquilo foi uma ameaça real. Sinto-me completamente vazio, foi um drama para todos.»

 

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