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És a nossa Fé!

Quantas humilhações são necessárias?

Há umas semanas, perguntei porque estavávamos a adiar o inevitável. Hoje, a pergunta é outra: quantas mais humilhações vamos precisar de sofrer para termos um treinador à altura do Sporting?


Na altura disse que quanto mais cedo melhor, uma vez que ainda estávamos em todas as frentes. Agora que estamos com um pé de fora da primeira, vamos aprender? Ou vamos esperar até cair no resto?

Cintra banido no Carvalhistão

José de Sousa Cintra, ex-presidente do Sporting e uma das figuras mais queridas da massa adepta leonina, foi hoje impedido de entrar nas instalações do clube. Em flagrante violação de um despacho judicial, que o reconhece como membro da Comissão de Gestão.

Como se o Sporting estivesse à margem das regras vigentes num Estado de Direito.

Como se não vivêssemos num país livre.

Há apenas 15 meses, Sousa Cintra integrou a Comissão de Honra da recandidatura de Bruno de Carvalho. Nem isso lhe serviu de salvo-conduto para atravessar as trincheiras do Carvalhistão.

Vergonhoso

Os jagunços do ainda presidente, depois de terem feito o que fizeram em Alcochete, voltaram a investir. Desta vez no próprio edifício-sede do clube. O presidente da Mesa da Assembleia Geral viu-se impedido de falar aos jornalistas devido aos urros que os grunhos soltavam como se estivessem na selva.

Desrespeitando não apenas a comunicação social mas o representante máximo dos sócios, que teve de ser protegido por agentes da segurança enquanto era alvo dos insultos mais grosseiros e soezes.

Com o País inteiro a ver. Com os nossos inimigos a gozarem o prato. A isto desceu o Sporting. Mais baixo que nunca.

Do pecado da vaidade

Vejo amigos relembrarem outras agressões de adeptos de outros clubes em várias épocas. Lamento, mas isso não me serve de consolação.

Antes de explicar porquê, devo um pedido de desculpas a muitos adeptos de outros clubes pela minha insolência e arrogância, mas a verdade é que muitas vezes me considerei, como adepta e apenas como adepta, dona de uma certa superioridade moral.

Ser do Sporting sempre foi um motivo de imenso orgulho para mim. Ver os meus filhos crescerem como Sportinguistas ferrenhos era também motivo de orgulho e até vaidade. Diziam-nos muitas vezes "mas não ganhas nada!" e eu ria-me por dentro e repetia "Vocês sabem lá! ". Sabem porquê? Porque tudo o que haviamos ganho era honesto, limpo e muitas vezes, era ganho apesar dos esquemas de outros, das negociatas, dos roubos descarados. Eternos derrotados mas de cara limpa, erguida, com brio.

Por isso, desde ontem, sinto uma vergonha imensa e uma tristeza devastadora. Só eu sei o que significa uma jornada em Alvalade com a minha família, com o orgulho de uma história limpa e honesta. Não perdoo a quem nos roubou isto. Jamais perdoarei.

Devia envergonhar-se

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Não adianta vozes ponderadas, como a de André Geraldes e até a de Jorge Jesus, deitarem água na fervura.

Não adianta que a Juventude Leonina, sabiamente, venha lembrar que os problemas se resolvem "no seio da família leonina".

 

Bruno de Carvalho, viciado no Facebook, insiste em recorrer a esta rede social para exprimir os seus estados de alma e colocar na praça pública as questões internas do Sporting.

Acaba de fazê-lo novamente, a cerca de três horas do início do nosso jogo contra o Paços de Ferreira em Alvalade, abalando ainda mais o plantel e a equipa técnica. Com críticas veladas aos capitães Rui Patrício e William Carvalho, campeões europeus em título, figuras já inscritas no panteão leonino.

"Os jogadores mancharam o bom nome do presidente e do clube", proclama o menino birrento, totalmente desprovido de bom senso e noção das proporções. Como se não tivesse sido ele o primeiro a manchar o bom nome dos jogadores - o maior activo da SAD do Sporting Clube de Portugal - na sequência do jogo em Madrid.

Isto numa altura em que já começam as demissões nos órgãos sociais leoninos: Jorge Gaspar acaba de renunciar às funções de vogal do Conselho Fiscal e Disciplinar, batendo com a porta.

 

Bruno de Carvalho devia envergonhar-se de proceder assim. Mas, pelo contrário, faz gala disso.

E, deste modo, envergonha-nos a todos. Ainda mais.

Quem será a toupeira do Benfica?

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Este Verão futebolístico promete ser escaldante com novas e cada vez mais trepidantes revelações sobre a correspondência electrónica revelada ao país e ao mundo pela toupeira do Benfica.

A propósito: quem será ela?

Deixo os palpites à consideração dos nossos leitores. Uma coisa é certa: tem de estar muito bem colocada nos bastidores do pré-fabricado para ter acesso àquela porcaria toda que vem trazendo cá para fora.

Omisso

Vem no "MaisFutebol":

"A Liga de Clubes aprovou, esta segunda-feira, uma alteração ao regulamento disciplinar do campeonato que proíbe a utilização de cigarros eletrónicos na zona técnica.

A norma anterior não incluía os cigarros eletrónicos, embora fumar naquela zona já fosse proibido. O novo regulamento disciplinar prevê sanções para quem «fumar», «usar cigarros eletrónicos» ou «expelir fumo ou quaisquer outras substâncias, tais como saliva, na direção de dirigentes, jogadores ou quaisquer outros agentes desportivos».

Recorde-se que, este ano, o Sporting-Arouca ficou marcada por uma polémica envolvendo os presidentes dos dois clubes e em que se discutiu muito sobre o que aconteceu, de facto, no túnel de Alvalade.

À saída da reunião, Bruno Mascarenhas, diretor que representou o Sporting na Liga, condenou a medida, que foi proposta pelo Benfica.

«Isto é uma palhaçada, uma indignidade, que recebeu apenas a proposta favorável de Benfica, Arouca, Vitória de Setúbal, pelo senhor Paulo Grencho, e, em representação do presidente do Famalicão, veio um ex-jogador do Benfica que também aprovou a medida: João Tomás. Tivemos apenas votos contra de Sporting e FC Porto. Todos os outros assobiaram para o ar e abstiveram-se. Considero que isto é uma perseguição ao nosso presidente, Bruno de Carvalho, e esta aberração terá consequência jurídicas nos locais próprios», prometeu."

 

O peido está, portanto, omisso. Bruno, podes ainda mandar uns belos duns traques mal-cheirosos nas fuças de alguns!

Pelo menos por mais uma época...

É isto, não é?

Este slb, que veio elogiar o fcp por se demarcar de cânticos que aludem à morte de adeptos rivais, é o mesmo que não o faz (e ainda apoia ilegalmente) os seus adeptos que fazem o mesmo (aliás, o mesmo não, porque efectivamente os adeptos do fcp não assassinaram ninguém) em todos os dérbis, não é? 

 

Para avivar a memória de alguns hipócritas de carnide, que já estão aí a salivar para comentarem, deixem-me lembrar-vos da faixa a dizer "verylight 96", num recente dérbi de futsal, ou de cânticos que começam com "foi no jamor, que o lagarto ardeu", em todos os jogos contra nós. A todos os outros, não abram os links, para não ficarem nauseados.

É tudo a mesma trampa?

Que a cangalhada da Federação e da Liga seja pró-Benfica até fazer doer, a gente já tinha todos percebido, mesmo os mais obstrusos como eu.

Agora, de repente, perceber que até no Governo do País há preferência descarada pela lampionagem e um favorecimento claro do Instituto Português do Desporto e Juventude (lembram-se dum post onde eu perguntei onde andava o secretário de estado do desporto?) ao Benfica, deixa-me completamente de cara à banda.

Então um organismo público, que deverá defender por igual os interesses dos cidadãos em geral e neste caso concreto os desportistas e a juventude, à sorrelfa, reteve durante meses um documento incriminatário do Benfica, a propósito das suas claques (NN e DV), que apoia à margem da Lei?

O senhor Vitor Pataco, vice-presidente daquele instituto público, foi quem guardou na gaveta o despacho que propõe a condenação do Benfica pelo apoio a claques não legalizadas. Esta coisa, para percebermos a gravidade do acto, dá interdição do estádio.

Este cavalheiro Vítor Pataco, entre 2002 e 2003 foi gestor da Benfica Multimédia SA, mas isto calhou assim, não vejam aqui nada de mais... Aposto dobrado contra singelo que é sócio! Ou desarriscou-se à pressa ontem à noite, quando foi desmascarado.

Este processo, não sejam garganeiros os lampiões de serviço aqui no és a nossa fé, não foi mais uma "queixinha" do Sporting, resultou sim do levantamento de 19 autos de notícia da PSP, reportando-se a jogos da época 2014/15. Fica evidente no processo que as faixas de grandes dimensões e tambores são guardados numa arrecadação no piso -2 junto à porta da maratona. Como a coisa não se alterou durante a época e meia seguinte (quase duas, que esta está nos estertores finais), podemos concluir que o Benfica, por protecção governamental, goza de uma clara impunidade, proteccionismo e favorecimento, já que anda desde essa altura, pelo menos, em clara violação da Lei.

O secretário de estado da juventude e do desporto, que passou pela polémica das agressões aos árbitros como cão por vinha vindimada, não pode sacudir desta vez a água do capote. É que começa a ser demais, senhor João Paulo Rebelo. Chegue-se à frente e explique lá como aconteceu este "esquecimento". A malta agradece. E também agradece que ponha o Pataco com dono, que se viu que não serve o nem para o cargo. Ou serve, se por lá o deixar continuar e aí a gente retira ainda outras conclusões que talvez lhe chamusquem a asa de grilo.

Senhor secretário de estado, é deixar de dar à tramela e mexa-me esses calcantes, antes que isto dê tudo ao bife.

Descalabro

Não me lembro de uma exibição tão vergonhosa do Sporting nas competições europeias desde 4 de Outubro de 2012, quando fomos derrotados por 0-3 frente ao Videoton, então orientado por Paulo Sousa. Hoje perdemos pela mesma marca frente ao modestíssimo Skënderbeu, clube albanês que tínhamos goleado há 13 dias por 5-1 em Alvalade.

Só João Mário (que entrou tarde e a más horas, aos 60', já com o resultado feito) teve uma actuação com nota positiva. Tirando ele, vimos uma equipa a naufragar - desde os guarda-redes, Rui Patrício (que provocou o penálti de que resultou o primeiro golo albanês e foi expulso) e Marcelo Boeck (que ofereceu de bandeja o terceiro golo), até ao ataque totalmente inofensivo. Basta dizer que o guardião adversário fez apenas uma defesa, aliás muito fácil, ao longo de todo o encontro.

Falta de atitude, falta de concentração, falta de organização defensiva, falta de disciplina táctica, falta de espírito competitivo: tudo isto revelou a nossa equipa nesta medíocre exibição. Sem William Carvalho, sem Bryan Ruiz, sem Teo Gutiérrez, sem Jefferson nem Slimani, com Paulo Oliveira e João Mário no banco (entraram já sem possibilidade de virar o desafio), este foi um conjunto com erros imperdoáveis que nem se admitem em sessões de treino.

Fica a lição para Jorge Jesus: convém não abusar do experimentalismo e do rotativismo. Fica a lição para todos os jogadores: em futebol a displicência e a apatia pagam-se muitas caras.

Este não é o Sporting que nós queremos. Queremos o outro - o do esforço, da dedicação, da devoção e da glória.

Aos envergonhadinhos

Este primeiro post - não é o primeiro primeiro, é o primeiro de uns que escrevi depois do jantar de ontem, no caminho para casa - vai direitinho a quem entre quinta e sexta pensou e, pior, disse ter vergonha de ser do Sporting. Foram de facto mais miudos que mais vi dizer isso, mas não é desculpa. 
Que tenham vergonha dos últimos dias, ok.
Que tenham vergonha de ou por Marco Silva, ok. 
Que tenham vergonha de ou pelo presidente, ok. 
Que tenham vergonha de ser do Sporting, não ok, e têm bom remédio.

Ah mas foram miúdos, tens de ver...
Tenho de ver zero. Eu também já fui miúda, já assisti a ridicularias e cenas tristes, nasci em 77 e de 82 a 95 os sucessos foram os que se sabem, e nunca tive vergonha de ser do Sporting. Tive vergonha por pessoas que lá passaram, posso ter tido pena do meu clube, ficado triste, esperneado porque alguém tomou decisões com as quais não concordei. Agora esse tipo de vergonha nem sei o que é, vem-vos de repente, é? Não estou nada a ver, nunca padeci de tal coisa.

Ah, não vês que os miúdos se exprimem mal, não sabem o que dizem...

Não me interessa, está dito está dito. Vão lá curar as vergonhinhas ou desandem do Sporting para fora, não queremos cá envergonhados nem contrariados.

{ Blog fundado em 2012. }

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