Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

És a nossa Fé!

Guarda Abel revisitado

horse-head-godfather.png

Fotograma do filme O Padrinho, de Francis Ford Coppola

 

O velho crocodilo, acolitado pelos jagunços, deu ordem de investida: um repórter de imagem da TVI foi agredido à pantufada no exterior do estádio do Moreirense. Com o País a ver.

Regressam os tempos tenebrosos do guarda Abel e da sarrafada a eito para garantir vitórias mafiosas fora de campo.

Não me admirava que o árbitro Hugo Miguel, que apitou o Moreirense-FC Porto, acordasse amanhã com uma cabeça de cavalo bem aconchegada na cama. 

Vergonha em Portimão

Todos viram a vergonha que se passou em Portimão. Insultos, dois treinadores pegados, os jogadores a abandonarem o campo e a correr para o túnel para defenderem o seu "chefe de fila" e uma "barata tonta" de um árbitro a pedir aos jogadores para regressarem ao campo. Tudo isto foi visto por aqueles que acompanhavam o jogo pela Sport TV.

Há uma personagem (delegado da Liga) nos jogos da Liga que tem como responsabilidade:

  • - Facilitar as relações entre os diversos agentes que interagem na organização do jogo: diretor de campo, diretor de segurança, comandante das forças de segurança, equipas, equipa de arbitragem, brigada antidopagem, comunicação social, entre outros;
  • Garantir as condições legais e exigidas por regulamento para a realização do jogo;
  • - Dirigir a reunião preparatória de jogo;
  • - Reportar à Liga toda a informação prevista e relevante, juntamente com a demais documentação do jogo.

Esperemos então com muita atenção o que o sr Delegado da Liga "irá reportar à Liga aquilo que toda a gente viu, e que foi... uma VERGONHA.

Para lembrar, sempre

21670450_zg9dp.jpeg

 

Faz hoje um ano. Luís Maximiano estreava-se num dérbi ao serviço da nossa equipa principal, quando viu a sua baliza (a baliza Vítor Damas) bombardeada com petardos, tochas e potes de fumo mal soou o apito para a segunda parte do Sporting-Benfica. Miserável "exibição" pirotécnica que forçou o árbitro a interromper o jogo por longos minutos, enquanto o próprio Max fazia de bombeiro apagando as chamas que deflagravam no relvado. 

Não esqueci a data: 17 de Janeiro de 2020. Eu estava lá. E senti vergonha de ver, entre os supostos adeptos do meu clube, energúmenos como estes, amontoados na curva sul do estádio. Comportando-se não como adeptos, mas como animais. Indignos de frequentar recintos desportivos.

Menos de dois meses depois, todos nós fomos enviados para casa devido à pandemia. Até hoje. Há certos males que vêm por bem. Pelo menos não voltei a sentir vergonha de estar ali. Pelo menos não voltei a sentir que tínhamos - como há um ano escrevi - o inimigo dentro de casa.

Vergonha

Acabou-se esta época miserável. O SCP é quarto classificado, atrás do Braga, o que devia fazer reflectir todos e cada um dos Sportinguistas.

A época foi mal planeada, o clube contratou mal, vendeu à pressa e trocou demasiadas vezes de treinador. Rúben Amorim custou dez milhões e não é nenhum salvador da pátria. Usa um sistema de jogo que vai exigir reforços de peso e de créditos firmados.

O Sporting precisa de uma reorganização total, de alto a baixo. Precisa de liderança, um punho forte e de rasgo. Tem que saber reinventar-se e adaptar-se aos novos tempos. Precisa de todos nós. O futuro não pode esperar mais. É preciso resgatar este nosso Clube. O Sporting Clube de Portugal não é isto.

Sócios descalços e humilhados no seu estádio. Isto é unir o Sporting?

A imagem pode conter: uma ou mais pessoas

Como nota prévia: não sou, nem nunca fui, membro de qualquer claque do Sporting, nem sequer tenho qualquer relação com as mesmas e com quem as dirige. Nunca comprei um bilhete aos GOA e nunca entrei na sede de qualquer um deles.

Tenho Gamebox há 15 anos, 13 dos quais na chamada “curva sul”. Naquela bancada, onde inicialmente apenas estava a Juventude Leonina, conheci várias pessoas que, tal como eu, são sócias do clube e estão completamente fora do mundo ultra. Fiz ali amizades que já ultrapassaram a esfera futebolística. Vivi, com todas elas, momentos de alegria e de profunda tristeza – muitos mais do que merecíamos. Aquela bancada, pelo menos no meu sector, sempre teve um ambiente saudável, de respeito de uns pelos outros e, principalmente, de grande Sportinguismo.
Fui para a Curva Sul ainda no meu tempo de estudante. Escolhi-a, tal como quase todos ali, por ser a mais barata na altura. Mesmo depois de começar a trabalhar e, com isso, ter melhorado as minhas condições económicas, nunca me passou pela cabeça deixá-la. Ali sentia-me em casa.

No entanto, nesta época tudo mudou. Anteriormente, fazia a entrada pela porta 4, junto à Avenida Padre Cruz. Uma porta com poucos problemas de acesso e que funcionava relativamente bem. Com a criação da porta 5, junto à antiga porta 3, a entrada no Estádio tornou-se um suplicio. As longas filas e o desrespeitoso tratamento “obrigaram-me”, nas primeiras jornadas, a mudar de lugar e escolher uma bancada diferente, onde o respeito pelo sócio imperasse. Deixei de estar junto dos meus companheiros de mais de uma década, mas não aguentava mais o “tratamento de gado” a que estava sujeito.

Quando pensei que era impossível o clube tratar o sócio pior do que eu vivera no início de época, espanto-me, mais uma vez, com a capacidade de Frederico Varandas fazer borrada.

Percebo que o comportamento das claques seja preocupante e que nos tenha custado bastante dinheiro em multas, mas não aceito, de maneira nenhuma, que sócios do Sporting Clube de Portugal, principalmente os que nem pertencem aos GOA, sejam humilhados com uma revista, na sua própria casa, que é tão exagerada como estúpida.

Sinto vergonha de uma direção que trata idosos, crianças e mulheres como delinquentes. Sinto vergonha de uma direção que distingue sócios pelo lugar no Estádio. Sinto vergonha dos Sportinguistas que acham esta humilhação normal e aprovam este tipo de desrespeito. 

Vergonha

Vergonha não é perder um jogo. Nem para mim, nem para alguém que tenha cultura desportiva. Às vezes o adversário é melhor, por mais que trabalhemos.

Vergonha é roubar. É aceitar o roubo. É vergar-se perante tiranos e tiranetes.

Vergonha é isto:

 

O inimigo dentro de casa

2 (1).jpg

2 (2).jpg

3.jpg

4.jpg

 

Imagens do estádio José Alvalade, esta noite, no início da segunda parte do Sporting-Benfica. Na curva sul, local cada vez mais mal frequentado, assim que soou o apito para o recomeço da partida começaram a voar petardos, tochas e potes de fumo sobre o relvado, caindo junto à baliza à guarda de Luís Maximiano.

 

Parecia a reedição do ataque contra Rui Patrício, em Maio de 2018 - por coincidência ou talvez não, também num Benfica-Sporting. Houve incêndios nas bancadas e no relvado, o estádio cobriu-se de densos fumos tóxicos e o árbitro viu-se forçado a suspender a partida durante quase seis minutos. Quando as duas equipas estavam empatadas a zero. No extremo oposto, os adeptos benfiquistas gozavam o prato, como se estivessem de visita à aldeia dos macacos. Naquele momento ficou bem evidente que não precisamos de inimigos externos: o maior inimigo está dentro de casa.

Os jogadores do Sporting, ao verem que os supostos adeptos os brindavam novamente daquela forma incendiária durante o confronto com os nossos mais velhos rivais, não esconderam o seu desalento, bem patente na linguagem corporal durante o interminável interregno, enquanto se combatiam as chamas e se procurava dissipar parte do fumo. Eles sabem, melhor do que qualquer de nós: estes actos criminosos que ameaçam a tranquilidade e a segurança de milhares de cidadãos civilizados que pagam bilhete para verem um espectáculo desportivo derivam do mesmo caldo de cultura que originou o ataque à Academia de Alcochete. Onde o ovo da serpente foi chocado.

 

De alguma forma, o jogo terminou naquele momento. Muitas pessoas - várias com filhos menores - abandonaram prematuramente o estádio, onde o Sporting acabaria por sair derrotado (0-2). Mas desta vez a derrota em campo, perante o sucedido nas bancadas, é o que menos interessa. O que importa sublinhar é este deplorável facto: há um grupo ultra-minoritário ligado a uma claque entretanto extinta que insiste em transformar cada partida de futebol do nosso clube num cenário de guerra. Para esta escumalha, que aposta literalmente na política de terra queimada, quanto pior melhor.

Não estamos já só perante um problema do Sporting: este é um problema do desporto português e da sociedade portuguesa ao qual o Governo, a Federação de Futebol e a Liga de Clubes não podem continuar a fechar os olhos, assobiando para o ar. A menos que estejam à espera que um dia destes ocorra uma tragédia num estádio para desatarem todos a chorar lágrimas de crocodilo.

Carlos Xistra e o VAR salvam o Benfica de derrota humilhante

img_920x518$2019_07_11_11_03_45_1574610[1].jpg

 

Aos 20 minutos já o Desportivo das Aves, último classificado, vencia no Estádio da Luz o campeão em título e primeiro classificado da Liga Bordel Portuguesa. Weigl estava a fazer uma exibição cinzentona e o Benfica meteu em campo os seus verdadeiros reforços: Carlos Xistra e o VAR.

 

Xistra expulsa, e bem, André Almeida mas o VAR manda-o erradamente recuar na decisão.

 

 

 

Momentos depois, Xistra inventa esta grande penalidade a favor do Benfica. Grande penalidade que, por "motivos técnicos", o VAR não teve como validar ou contestar. A inexistente penalidade é assinalada por uma não-falta sobre Vinicius que devia ter sido expulso minutos antes por agredir o guarda-redes do Aves, algo que nem o Xistra nem o VAR viram.

 

 

 

Estava feito o empate. E, para piorar tudo, o golo que sela a reviravolta é por André Almeida, que havia sido expulso.

É este o campeonato português. O campeonato da mentira que nos enfiam pelos olhos semanalmente enquanto nos embalam com cânticos sobre constipações.

É neste futebol e neste país que vivemos. Triste, muito triste.

Claques

«Foi com enorme estranheza e até, admito, vergonha alheia que assisti, no jogo entre o Sporting e o Sp. Braga, ao silêncio total, durante os primeiros 12 minutos, das claques leoninas. Meus senhores, desculpem-me a sinceridade, mas aquilo é tudo menos futebol Portanto, não deveria estar dentro de um recinto desportivo no qual pais e avós gostariam de levar, em segurança, filhos e netos. O apoio dos adeptos (clubes ou não) é importante? É essencial. Mas o que aconteceu em Alvalade foi um acto político. Por isso, mais valia fazerem um dia inteiro de silêncio à porta da SAD. Em "território sagrado" é que não.»

 

Alexandre Carvalho, na edição de hoje do Record

Vergonha!

Em 40 anos de sócio nunca me senti tão vexado como esta noite.

De tal forma que abandonei o estádio aos 55 minutos de jogo, ainda as portas estavam todas fechadas.

Assumo aqui e agora que enquanto este presidente estiver em funções e este treinador liderar esta espécie de solteiros e casados jamais irei ao Estádio. Ponto.

Os dirigentes do Sporting têm de perceber que os sócios têm dignidade, que se orgulham em ser do Sporting porque mesmo perdendo lutamos sempre. Mas o que hoje se viu foi uma autêntica vergonha. E não pode ficar sem consequências. Doa a quem doer!

Como pode uma equipa a jogar em casa contra o penúltimo classificado da Liga espanhola fazer o primeiro remate aos 19 minutos? E nem foi enquadrado com a baliza. O primeiro canto aos 30 minutos?

Tenho que reconhecer que Bruno de Carvalho tinha razão do que dizia dos jogadores. Não posso admitir que durante os 55 minutos de jogo que vi o Sporting não tivesse feito uma jogada com cabeça, tronco e membros. Uma só!

Tantos e tantos jogos que assisti em Alvalade e este ficará na retina como o pior de todos.

Será tempo dos sócios perceberam que o Doutor Varandas pode ser muito bom médico, mas não tem arcaboiço para estar à frente de um clube como o Sporting. Temos pena que assim seja mas esta é uma triste realidade.

Tanto que critiquei o antigo presidente pela sua postura sempre guerreira para agora surgirem estes dirigentes educados, bem falantes mas profundamente amorfos.

Avanço ainda com uma pergunta que o meu filho mais velho me fez e que aqui em tempos reproduzi: o que melhorou com a saída de BdC?

Respondo com a ideia que, tirando as redes sociais, não melhorámos nada. Rigorosamente nada. Portanto mordo a língua e, infelizmente, tenho de dar razão ao meu infante mais velho.

Cintra banido no Carvalhistão

José de Sousa Cintra, ex-presidente do Sporting e uma das figuras mais queridas da massa adepta leonina, foi hoje impedido de entrar nas instalações do clube. Em flagrante violação de um despacho judicial, que o reconhece como membro da Comissão de Gestão.

Como se o Sporting estivesse à margem das regras vigentes num Estado de Direito.

Como se não vivêssemos num país livre.

Há apenas 15 meses, Sousa Cintra integrou a Comissão de Honra da recandidatura de Bruno de Carvalho. Nem isso lhe serviu de salvo-conduto para atravessar as trincheiras do Carvalhistão.

Vergonhoso

Os jagunços do ainda presidente, depois de terem feito o que fizeram em Alcochete, voltaram a investir. Desta vez no próprio edifício-sede do clube. O presidente da Mesa da Assembleia Geral viu-se impedido de falar aos jornalistas devido aos urros que os grunhos soltavam como se estivessem na selva.

Desrespeitando não apenas a comunicação social mas o representante máximo dos sócios, que teve de ser protegido por agentes da segurança enquanto era alvo dos insultos mais grosseiros e soezes.

Com o País inteiro a ver. Com os nossos inimigos a gozarem o prato. A isto desceu o Sporting. Mais baixo que nunca.

Do pecado da vaidade

Vejo amigos relembrarem outras agressões de adeptos de outros clubes em várias épocas. Lamento, mas isso não me serve de consolação.

Antes de explicar porquê, devo um pedido de desculpas a muitos adeptos de outros clubes pela minha insolência e arrogância, mas a verdade é que muitas vezes me considerei, como adepta e apenas como adepta, dona de uma certa superioridade moral.

Ser do Sporting sempre foi um motivo de imenso orgulho para mim. Ver os meus filhos crescerem como Sportinguistas ferrenhos era também motivo de orgulho e até vaidade. Diziam-nos muitas vezes "mas não ganhas nada!" e eu ria-me por dentro e repetia "Vocês sabem lá! ". Sabem porquê? Porque tudo o que haviamos ganho era honesto, limpo e muitas vezes, era ganho apesar dos esquemas de outros, das negociatas, dos roubos descarados. Eternos derrotados mas de cara limpa, erguida, com brio.

Por isso, desde ontem, sinto uma vergonha imensa e uma tristeza devastadora. Só eu sei o que significa uma jornada em Alvalade com a minha família, com o orgulho de uma história limpa e honesta. Não perdoo a quem nos roubou isto. Jamais perdoarei.

{ Blog fundado em 2012. }

Siga o blog por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Pesquisar

 

Arquivo

  1. 2021
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2020
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2019
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2018
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2017
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2016
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2015
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2014
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2013
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2012
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2011
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D