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És a nossa Fé!

A vergonha do futebol!

Só uma dose significativa de insanidade e de irracionalidade da comunidade pode justificar que o futebol continue a fazer, diariamente, manchetes de jornal. O nível de emoção colocado em qualquer discussão sobre esta prática desportiva não tem, creio, paralelo com qualquer outra actividade humana, pelo menos em grande parte do mundo ocidental. Com uma regularidade assinalável somos confrontados com notícias de investigações judiciais ou de questiúnculas clubísticas que são, na maioria dos casos, transformadas em verdadeiras guerras civis.

Em qualquer área de actividade humana parece haver uma necessidade constante de superiorização face aos adversários. No desporto - e no futebol em particular - acontece a mesma coisa. Todos os anos, quando uma nova época desportiva se inicia, o nosso principal desejo é que a nossa equipa (para quem tem, porque há muita gente que não tem qualquer interesse nestes fenómenos) ganhe. Querer ganhar, penso, não tem qualquer problema. Querer ganhar a todo o custo, mesmo à margem das regras que disciplinam a vida em comunidade, não sendo um absurdo, é, no meu entendimento, indigno e imoral. Não é apenas a minha opinião e, precisamente por esse motivo, a comunidade politicamente organizada tem regras que punem esse género de actos e comportamentos.

As recentes notícias que envolvem o nosso eterno rival, sendo juridicamente distintas de outras, não diferem assim tanto do que se conhece sobre aquilo que acontece/aconteceu em Portugal e noutros países no que concerne não apenas à viciação directa de resultados desportivos, mas também no que diz respeito à criação de vantagens competitivas fora do campo de jogo. Sem fazer juízos jurídicos valorativos (não se conhecem os processos) os diferentes processos judiciais no âmbito do futebol resultam do facto de alguns (e esses alguns não são sempre os mesmos) quererem ganhar a todo o custo. E isso não é e não pode ser aceitável!

Não é de hoje ou sequer de um passado recente, mas penso que o nosso futebol (bem como a nossa sociedade) está muito doente. Infelizmente, a putativa censurabilidade social no âmbito de crimes como os de corrupção, corrupção desportiva ou de recebimento de vantagem indevida é apenas circunstancial, em função dos eventuais envolvidos nas situações.

Ao Sporting, enquanto sócio, o que exijo é que estas questões não existam e, a existirem, que não apenas os seus responsáveis sejam severamente punidos, mas que o clube sofra as respectivas consequências. A ser verdadeiro o que se afirma sobre a investigação no processo Cashball, tal facto constituirá uma vergonha muito maior do que não ganhar o campeonato durante cinquenta anos. Quero que o meu clube ganhe, mas apenas porque dentro do campo é mais forte do que os adversários.

 

Pensem bem

Sem vídeo-árbitro, ontem teríamos saído só com um ponto de Alvalade. Resultado: 0-0.

Porque o árbitro Veríssimo e seu vesgo ajudante colocado abaixo da nossa bancada central foram incapazes, sem tecnologia auxiliar, de ver uma grande penalidade do tamanho do centro comercial Colombo.

 

Passou apenas um ano, mas o caminho percorrido desde então foi gigantesco.

A nova tecnologia reconduziu o futebol no trilho da verdade, há muito adulterada no nosso pequeno futebol. Daí ninguém estranhar que seja um dos novos condimentos do Mundial da Rússia - tal como a possibilidade de uma quarta substituição em situações de prolongamento.

 

Bruno de Carvalho apoiou desde o início esta medida e soube pugnar por ela - quando o principal diário desportivo português, por exemplo, fazia campanha aberta contra o vídeo-árbitro. É de elementar justiça que saibamos reconhecer-lhe este mérito.

Pensem bem o que teria sido esta época futebolística com o VAR ainda só em fase de projecto.

Assim não vale

Este campeonato vai ficar marcado por dois episódios caricatos, no mínimo: a cena na bancada do Estoril, seguida de invasão do relvado por parte de uma claque telecomandada; e o atraso de um guarda redes para um determinado jogador marcar. Há coisas que não mudam e a regulação do futebol português é uma delas.

 

Hoje à noite temos que ser superiores a tudo isto e vencer o Rio Ave sem margem para quaisquer dúvidas.

Em estado de negação

À atitude que se baseia na tentativa, normalmente sem sucesso, de um indivíduo ou de uma coletividade de natureza variável, em ignorar a realidade dos factos ou esconder a verdade evidente, chamamos vulgarmente de estado de negação. Há uma imagem típica associada que é a de "enfiar a cabeça na areia", como a avestruz. O tempo resolve, acreditam. Mas a história está cheia destes episódios, muitas vezes com fim trágico. 

Nos nossos dias detetamos uma amargura, uma vergonha até, de incrédulos agremiados de uma instituição que se reclama de milhões e milhões de seguidores, por factos tornados públicos correspondentes a uma vergonhosa atuação de membros com responsabilidades na instituição. Coisa de polícia, até. 

Apesar da realidade dos factos, os cartilheiros puseram a funcionar de forma muitas vezes ridícula e patética, alguns até com níveis de deficiência ao nível da mente, a narrativa da inocência, da perseguição e da vitimização, da separação entre pessoas e clube - é de um clube que tem nome de bairro de Lisboa que se trata - agora que tudo corria  tão bem. De facto a época tem sido uma maravilha no futebol e até nas modalidades amadoras. Numa coisa têm ganho, na frequência de visitas da PJ ao seu estádio. 

A prova da perseguição ai está: o que está em segredo, na justiça, não pode andar na praça pública. Ironia do destino pois um dos factos por que são acusados foi justamente terem roubado peças processuais que silenciosamente repousavam na justiça, em segredo.

A questão principal é mesmo a violação do segredo de justiça? Tenham juízo! E, se não têm vergonha, continuem assim:

cabeça

 

 

Descubra as diferenças

«[Paulo Gonçalves e outro arguido foram detidos] pela presumível prática dos crimes de corrupção activa e passiva, acesso ilegítimo, violação de segredo de justiça, falsidade informática e favorecimento pessoal.»

Comunicado da Polícia Judiciária, a propósito da Operação E-Toupeira, concretizada através da Unidade Nacional de Combate à Corrupção (6 de Março)

 

«A Sport Lisboa e Benfica SAD confirma a realização de buscas às suas instalações no âmbito de um processo de investigação sobre eventual violação do segredo de justiça e reitera a sua total disponibilidade em colaborar com as autoridades no integral apuramento da verdade. Manifesta a sua confiança e convicção de que o dr. Paulo Gonçalves terá oportunidade, no âmbito do processo judicial, de provar a legalidade dos seus procedimentos.»

Comunicado da SAD benfiquista a propósito do mesmo caso, omitindo a imputação aos arguidos dos crimes de corrupção activa e passiva, acesso ilegítimo, falsidade informática e favorecimento pessoal (6 de Março)

 

Estorilgate (parte 2)

Espero que as instâncias jurisdicionais do futebol português, como se impõe, abram um processo de averiguação às declarações do ainda treinador do Estoril na sequência da miserável prestação da sua equipa na Amoreira. Num jogo que teve duas partes separadas por trinta e sete dias, o que permitiu ao FC Porto - a perder ao intervalo - fazer "seis alterações" de uma assentada na equipa.

Quando o próprio técnico, sem papas na língua, se vem queixar de que os jogadores fizeram "pouco ou nada" e aquele conjunto de 11 indivíduos (a que recuso chamar equipa) "quase dava dó", o cheiro a esturro é evidente.

Ivo Vieira é um treinador que me merece consideração e respeito. Ele sabe, melhor que ninguém, que não existe a menor correspondência entre o Estoril que ganhava ao FC Porto por 1-0 na primeira parte disputada em 15 de Janeiro (ou que derrotou o Sporting por 2-0 em 4 de Fevereiro) e a vergonhosa autoestrada ontem aberta no estádio António Coimbra da Mota em benefício dos portistas.

Já basta ter existido um Estorilgate (parte 1), numa das mais vergonhosas épocas desportivas de que há memória. O futebol português não pode continuar assim, chafurdando de lamaçal em lamaçal.

 

O mito lusitano!

É com alguma estranheza que vou lendo e ouvindo muitos comentadores assumirem a necessidade de pacificar o futebol, de se acabarem com estas permanentes trocas de galhardetes entre dirigentes desportivos e não só, quando são muitas vezes os próprios a lançar gasolina para uma fogueira já excessivamente ateada.

Entretanto todos os dias vamos lendo em letras garrafais notícias de que este ou aquele dirigente está a ser investigado pelas autoridades competentes. Os jornais da especialidade, ditos desportivos, pelam-se por casos destes e exploram-nos até à exaustão. Não havendo outras notícias importantes para dar, socorrem-se destas para encher páginas.

Se pensarmos bem, esta nova ordem futebolística alimenta uma data de bocas e programas televisivos. Todos os canais dedicam horas aos casos de futebol, mas nenhum deles, repito nenhum deles procura apaziguar as entidades em confronto.

O que mais falta por aí são equipas de comunicação bem montadas, que usam e abusam das plataformas sociais para lançarem ataques, quantos deles soezes e sem fundamento para somente desviarem as atenções do essencial.

Concluo assim que o futebol luso, ao contrário do que hipocritamente se diz, vive demasiado bem neste profundo lamaçal.

A tal verdade desportiva, para já, não passa de um mito ou uma teoria que muitos não desejam ver passada à prática.

Lá saberão porquê…

Pela verdade, contra a batota

Eles, em 2009, comemoraram uma vitória fraudulenta. Sabiam que a Taça da Liga lhes tinha sido entregue de bandeja com uma arbitragem de lesa-desporto e mesmo assim festejaram como se não houvesse amanhã. Nada de estranhar: dizem-se desportistas mas convivem com a batota sem sobressaltos de consciência.

Nós podemos gabar-nos de ter esperado nove anos para festejar o mesmo título. Mas foi conquistado de forma limpa e digna, com honestidade, sem torcer a verdade desportiva. Como é nosso timbre.

Este é um dos muitos motivos que me fazem sentir tanto orgulho por ser do Sporting.

Hoje giro eu - Verdade desportiva

Tanta blague foi feita e tanta crítica recebeu Bruno de Carvalho na sua justa batalha pela introdução dos meios tecnológicos no futebol - um comentador chegou a dizer que isso iria matar emocionalmente o futebol em 10 anos - que é da mais elementar justiça reconhecer que sem o VAR não teríamos ganho esta Taça da Liga. Curiosamente, aquela competição que nos fugia há 10 anos, tempos que foram "bons" para a emoção (dos outros)... 

Sporting, vencedor da 1ª Taça da Liga DV (depois do Var)!!!

O "espião" que saiu do blogue

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O postigo (não confundir com o Postiga, bom rapaz) assume-se como "espião" no blogue Mentira Desportiva. O tal que lhe permitiria sacar mais  guito ao salteador de camiões. Em notas contadas, driblando a Autoridade Tributária, no cumprimento das mais estritas normas do cânone mafioso. O comendador Capone não faria melhor.

O bago lampiânico desta vez não terá pingado, o que levou ao fecho prematuro da torneira: a Mentira emudeceu ao fim de três postalinhos. A bem dizer, mal passou dos preliminares. A cartilha do "espião" amesendado rende seguramente muito mais. Até porque a falta de vergonha continua em alta na bolsa dos valores invertidos.

Mas recomendo cautela ao agente Zero-Zero-Zero, com ordem para rematar: quem anda à chuva molha-se. Não me admirava que numa manhã fria esse bacano acorde com uma cabeça de cavalo no lugar da jarrinha de papoilas. Paga em espécie, para não deixar rasto fiscal.

Hoje giro eu - Fim de semana sem VAR

Terá sido coincidência, mas - em semana de Taça de Portugal - o Sporting foi prejudicado em 2 lances, o Porto foi beneficiado pela não expulsão de Alex Telles (primeira parte) e o Benfica viu ser perdoada uma grande penalidade na sua área (com o resultado em 1-0), havendo um lance de possível penalty a seu favor (difícil interpretação) pretensamente cometido sobre Krovinovic.

Conclusão: nós queremos o VAR!!!

 

https://www.ojogo.pt/futebol/1a-liga/vitoria-setubal/noticias/interior/jose-couceiro-e-o-lance-na-area-do-benfica-ja-estamos-habituados-8927777.html

 

https://www.ojogo.pt/futebol/1a-liga/portimonense/noticias/interior/vitor-oliveira-alex-telles-devia-ter-sido-punido-com-vermelho-8926199.html

 

 

Da verdade (1)

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O presidente da Federação Portuguesa de Futebol anda agora muito preocupado com a ética nas competições desportivas, insurgindo-se contra os comportamentos que possam pôr em risco a segurança nos estádios enquanto desfralda as bandeiras da transparência e da equidade. Para o efeito serviu-se até da Assembleia da República como palco das suas preocupações, escassas semanas após ter feito publicar a mesma mensagem nos três jornais diários desportivos que por cá se publicam.

Acho tudo isto muito louvável. E mais acharia ainda se Fernando Gomes aproveitasse o balanço para se insurgir contra o monopólio concedido a um determinado clube, que transmite em exclusivo os jogos no seu estádio. Em situação de concorrência desleal e ameaçando a verdade desportiva, na medida em que pode manipular e desvirtuar por seu livre critério as imagens que difunde.

Voltou a suceder, uma vez mais, nesta jornada: há um lance de grande penalidade cometido por Luisão que passa impune. Os telespectadores tiveram acesso às imagens de uma única câmara - em plano recuado - deste lance, de que poderia resultar o empate do Feirense na Luz caso o penálti fosse assinalado e convertido. Obviamente, não interessava aos responsáveis encarnados, donos e senhores do canal televisivo, que se analisasse e discutisse a intempestiva entrada de Luisão à margem das leis do futebol.

Aguardo ansiosamente pela próxima comunicação do presidente da FPF. A ver se Fernando Gomes se pronuncia enfim contra este inaceitável monopólio da BTV que inclina o campo sempre a favor do Benfica.

{ Blog fundado em 2012. }

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