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És a nossa Fé!

Assim não vale

Este campeonato vai ficar marcado por dois episódios caricatos, no mínimo: a cena na bancada do Estoril, seguida de invasão do relvado por parte de uma claque telecomandada; e o atraso de um guarda redes para um determinado jogador marcar. Há coisas que não mudam e a regulação do futebol português é uma delas.

 

Hoje à noite temos que ser superiores a tudo isto e vencer o Rio Ave sem margem para quaisquer dúvidas.

Em estado de negação

À atitude que se baseia na tentativa, normalmente sem sucesso, de um indivíduo ou de uma coletividade de natureza variável, em ignorar a realidade dos factos ou esconder a verdade evidente, chamamos vulgarmente de estado de negação. Há uma imagem típica associada que é a de "enfiar a cabeça na areia", como a avestruz. O tempo resolve, acreditam. Mas a história está cheia destes episódios, muitas vezes com fim trágico. 

Nos nossos dias detetamos uma amargura, uma vergonha até, de incrédulos agremiados de uma instituição que se reclama de milhões e milhões de seguidores, por factos tornados públicos correspondentes a uma vergonhosa atuação de membros com responsabilidades na instituição. Coisa de polícia, até. 

Apesar da realidade dos factos, os cartilheiros puseram a funcionar de forma muitas vezes ridícula e patética, alguns até com níveis de deficiência ao nível da mente, a narrativa da inocência, da perseguição e da vitimização, da separação entre pessoas e clube - é de um clube que tem nome de bairro de Lisboa que se trata - agora que tudo corria  tão bem. De facto a época tem sido uma maravilha no futebol e até nas modalidades amadoras. Numa coisa têm ganho, na frequência de visitas da PJ ao seu estádio. 

A prova da perseguição ai está: o que está em segredo, na justiça, não pode andar na praça pública. Ironia do destino pois um dos factos por que são acusados foi justamente terem roubado peças processuais que silenciosamente repousavam na justiça, em segredo.

A questão principal é mesmo a violação do segredo de justiça? Tenham juízo! E, se não têm vergonha, continuem assim:

cabeça

 

 

Descubra as diferenças

«[Paulo Gonçalves e outro arguido foram detidos] pela presumível prática dos crimes de corrupção activa e passiva, acesso ilegítimo, violação de segredo de justiça, falsidade informática e favorecimento pessoal.»

Comunicado da Polícia Judiciária, a propósito da Operação E-Toupeira, concretizada através da Unidade Nacional de Combate à Corrupção (6 de Março)

 

«A Sport Lisboa e Benfica SAD confirma a realização de buscas às suas instalações no âmbito de um processo de investigação sobre eventual violação do segredo de justiça e reitera a sua total disponibilidade em colaborar com as autoridades no integral apuramento da verdade. Manifesta a sua confiança e convicção de que o dr. Paulo Gonçalves terá oportunidade, no âmbito do processo judicial, de provar a legalidade dos seus procedimentos.»

Comunicado da SAD benfiquista a propósito do mesmo caso, omitindo a imputação aos arguidos dos crimes de corrupção activa e passiva, acesso ilegítimo, falsidade informática e favorecimento pessoal (6 de Março)

 

Estorilgate (parte 2)

Espero que as instâncias jurisdicionais do futebol português, como se impõe, abram um processo de averiguação às declarações do ainda treinador do Estoril na sequência da miserável prestação da sua equipa na Amoreira. Num jogo que teve duas partes separadas por trinta e sete dias, o que permitiu ao FC Porto - a perder ao intervalo - fazer "seis alterações" de uma assentada na equipa.

Quando o próprio técnico, sem papas na língua, se vem queixar de que os jogadores fizeram "pouco ou nada" e aquele conjunto de 11 indivíduos (a que recuso chamar equipa) "quase dava dó", o cheiro a esturro é evidente.

Ivo Vieira é um treinador que me merece consideração e respeito. Ele sabe, melhor que ninguém, que não existe a menor correspondência entre o Estoril que ganhava ao FC Porto por 1-0 na primeira parte disputada em 15 de Janeiro (ou que derrotou o Sporting por 2-0 em 4 de Fevereiro) e a vergonhosa autoestrada ontem aberta no estádio António Coimbra da Mota em benefício dos portistas.

Já basta ter existido um Estorilgate (parte 1), numa das mais vergonhosas épocas desportivas de que há memória. O futebol português não pode continuar assim, chafurdando de lamaçal em lamaçal.

 

O mito lusitano!

É com alguma estranheza que vou lendo e ouvindo muitos comentadores assumirem a necessidade de pacificar o futebol, de se acabarem com estas permanentes trocas de galhardetes entre dirigentes desportivos e não só, quando são muitas vezes os próprios a lançar gasolina para uma fogueira já excessivamente ateada.

Entretanto todos os dias vamos lendo em letras garrafais notícias de que este ou aquele dirigente está a ser investigado pelas autoridades competentes. Os jornais da especialidade, ditos desportivos, pelam-se por casos destes e exploram-nos até à exaustão. Não havendo outras notícias importantes para dar, socorrem-se destas para encher páginas.

Se pensarmos bem, esta nova ordem futebolística alimenta uma data de bocas e programas televisivos. Todos os canais dedicam horas aos casos de futebol, mas nenhum deles, repito nenhum deles procura apaziguar as entidades em confronto.

O que mais falta por aí são equipas de comunicação bem montadas, que usam e abusam das plataformas sociais para lançarem ataques, quantos deles soezes e sem fundamento para somente desviarem as atenções do essencial.

Concluo assim que o futebol luso, ao contrário do que hipocritamente se diz, vive demasiado bem neste profundo lamaçal.

A tal verdade desportiva, para já, não passa de um mito ou uma teoria que muitos não desejam ver passada à prática.

Lá saberão porquê…

Pela verdade, contra a batota

Eles, em 2009, comemoraram uma vitória fraudulenta. Sabiam que a Taça da Liga lhes tinha sido entregue de bandeja com uma arbitragem de lesa-desporto e mesmo assim festejaram como se não houvesse amanhã. Nada de estranhar: dizem-se desportistas mas convivem com a batota sem sobressaltos de consciência.

Nós podemos gabar-nos de ter esperado nove anos para festejar o mesmo título. Mas foi conquistado de forma limpa e digna, com honestidade, sem torcer a verdade desportiva. Como é nosso timbre.

Este é um dos muitos motivos que me fazem sentir tanto orgulho por ser do Sporting.

Hoje giro eu - Verdade desportiva

Tanta blague foi feita e tanta crítica recebeu Bruno de Carvalho na sua justa batalha pela introdução dos meios tecnológicos no futebol - um comentador chegou a dizer que isso iria matar emocionalmente o futebol em 10 anos - que é da mais elementar justiça reconhecer que sem o VAR não teríamos ganho esta Taça da Liga. Curiosamente, aquela competição que nos fugia há 10 anos, tempos que foram "bons" para a emoção (dos outros)... 

Sporting, vencedor da 1ª Taça da Liga DV (depois do Var)!!!

O "espião" que saiu do blogue

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O postigo (não confundir com o Postiga, bom rapaz) assume-se como "espião" no blogue Mentira Desportiva. O tal que lhe permitiria sacar mais  guito ao salteador de camiões. Em notas contadas, driblando a Autoridade Tributária, no cumprimento das mais estritas normas do cânone mafioso. O comendador Capone não faria melhor.

O bago lampiânico desta vez não terá pingado, o que levou ao fecho prematuro da torneira: a Mentira emudeceu ao fim de três postalinhos. A bem dizer, mal passou dos preliminares. A cartilha do "espião" amesendado rende seguramente muito mais. Até porque a falta de vergonha continua em alta na bolsa dos valores invertidos.

Mas recomendo cautela ao agente Zero-Zero-Zero, com ordem para rematar: quem anda à chuva molha-se. Não me admirava que numa manhã fria esse bacano acorde com uma cabeça de cavalo no lugar da jarrinha de papoilas. Paga em espécie, para não deixar rasto fiscal.

Hoje giro eu - Fim de semana sem VAR

Terá sido coincidência, mas - em semana de Taça de Portugal - o Sporting foi prejudicado em 2 lances, o Porto foi beneficiado pela não expulsão de Alex Telles (primeira parte) e o Benfica viu ser perdoada uma grande penalidade na sua área (com o resultado em 1-0), havendo um lance de possível penalty a seu favor (difícil interpretação) pretensamente cometido sobre Krovinovic.

Conclusão: nós queremos o VAR!!!

 

https://www.ojogo.pt/futebol/1a-liga/vitoria-setubal/noticias/interior/jose-couceiro-e-o-lance-na-area-do-benfica-ja-estamos-habituados-8927777.html

 

https://www.ojogo.pt/futebol/1a-liga/portimonense/noticias/interior/vitor-oliveira-alex-telles-devia-ter-sido-punido-com-vermelho-8926199.html

 

 

Da verdade (1)

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O presidente da Federação Portuguesa de Futebol anda agora muito preocupado com a ética nas competições desportivas, insurgindo-se contra os comportamentos que possam pôr em risco a segurança nos estádios enquanto desfralda as bandeiras da transparência e da equidade. Para o efeito serviu-se até da Assembleia da República como palco das suas preocupações, escassas semanas após ter feito publicar a mesma mensagem nos três jornais diários desportivos que por cá se publicam.

Acho tudo isto muito louvável. E mais acharia ainda se Fernando Gomes aproveitasse o balanço para se insurgir contra o monopólio concedido a um determinado clube, que transmite em exclusivo os jogos no seu estádio. Em situação de concorrência desleal e ameaçando a verdade desportiva, na medida em que pode manipular e desvirtuar por seu livre critério as imagens que difunde.

Voltou a suceder, uma vez mais, nesta jornada: há um lance de grande penalidade cometido por Luisão que passa impune. Os telespectadores tiveram acesso às imagens de uma única câmara - em plano recuado - deste lance, de que poderia resultar o empate do Feirense na Luz caso o penálti fosse assinalado e convertido. Obviamente, não interessava aos responsáveis encarnados, donos e senhores do canal televisivo, que se analisasse e discutisse a intempestiva entrada de Luisão à margem das leis do futebol.

Aguardo ansiosamente pela próxima comunicação do presidente da FPF. A ver se Fernando Gomes se pronuncia enfim contra este inaceitável monopólio da BTV que inclina o campo sempre a favor do Benfica.

Ética - A educação e o desporto

Este postal ocorreu-me após um confesso adepto de um clube rival ter afirmado numa nossa caixa de comentários que as suas visitas a este blogue não eram de cortesia, significando isso que os seus comentários não seriam delicados, amáveis, educados ou civilizados, como se não fosse dever de uma pessoa que visita a casa de alguém portar-se de forma cortês, com elegância.

De facto, o desporto hoje está à mercê de um conjunto de energúmenos que confundem o que deveria ser a sã rivalidade entre 2 grandes emblemas com a guerra, a picardia com a bravata, o humor com o ódio, a troca de ideias com a violência verbal e física, a liberdade de pensamento com o totalitarismo de cartilhas.

Mais do que um problema do desporto, este é um drama das sociedades modernas. O desporto acaba por sublimar a falta de educação, de urbanidade, de boa formação humana, de valores, por ser uma válvula de escape, o circo romano dos nossos dias.

A ajudar a festa, a política de comunicação dos clubes agudiza o problema. Em vez de realçar os méritos do que faz e como faz, a comunicação incide sobre o adversário, dir-se-ia (erradamente) inimigo, deitando continuadamente lama para a ventoinha, sem qualquer eficácia e ao arrepio do mais elementar bom-senso, descurando o efeito das suas palavras nos adeptos. 

Uma comunicação eficaz deve basear-se essencialmente no "porquê" das coisas. A bandeira da verdade desportiva, por exemplo, é meritória, na medida em que antagoniza na cabeça dos adeptos com o ganhar a qualquer preço. As pessoas entendem porque é que se persegue esse caminho, compreendem o valor da ética e do "fair-play" e está a ser dado um bom exemplo para a sociedade.

Nem tudo o que é legal, é ético. Mas, necessáriamente, o que é ético tem de ser legal. A verdade desportiva tem de ser acompanhada por um conjunto de regras definidas pelos supervisores desportivos - impõe-se um Código de Ética do agente desportivo - e pela actuação das autoridades, na certeza de que o desporto e, em concreto, o futebol, não pode ser visto pelos seus cidadãos como um fenómeno à parte da sociedade. 

Neste marasmo, cumpre-me registar o exemplo de comportamento civilizacional dado por Miguel Maia e pelo médico do Sporting - Dr Miguel Costa - no último Domingo, por ocasião do derby que marcou o regresso (vitorioso) do nosso clube ao voleibol, que prontamente auxiliaram e prestaram assistência ao atleta benfiquista Ary Neto, lesionado com gravidade, enquanto o público, esmagadoramente afecto ao Sporting, com "fair-play", aplaudia o voleibolista encarnado. O Benfica, no Twitter, agradeceu o apoio prestado pelo médico leonino, um gesto igualmente de salientar. Bons exemplos!

 

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Pela verdade desportiva, a luta continua

De acordo com o jornal O Jogo, "A Federação Inglesa (FA) puniu esta quarta-feira Aleksandar Mitrovic com três jogos de suspensão devido a conduta violenta num lance com Manuel Lanzini, no encontro entre o Newcastle e o West Ham, da terceira jornada da Premier League. O avançado dos "magpies" não foi alvo de ação disciplinar do árbitro durante o jogo em questão, mas a consulta de imagens televisivas permitiu ao órgão federativo punir o internacional sérvio."

Em Inglaterra, isto valeu 3 jogos de suspensão :

http://www.soccer-blogger.com/2017/08/26/gif-video-mitrovic-lanzini-incident-video-aleksandar-mitrovic-elbows-lanzini-goes-unpunished/

Em Portugal, isto valeu um pedido de desculpas do Conselho de Disciplina da Federação:

IMG_0229

Apesar das imagens, da opinião pública e, sobretudo, do Conselho de Arbitragem da Federação que considerou que Eliseu devia ter sido expulso no jogo contra o Belenenses, com vermelho direto.

Como fica demonstrado à saciedade, o  VAR não chega. Parece que o próximo instrumento a ser introduzido no nosso futebol não é muito moderno, diria até que é um clássico: a vassoura. É preciso uma valente varridela na promiscuidade do dirigismo, que varra de vez, não para debaixo do tapete mas diretamente para o lixo, uns quantos que fazem da mentira desportiva vida. Pela verdade desportiva, a luta continua. 

{ Blog fundado em 2012. }

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