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És a nossa Fé!

Meio Felix

 

 

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Já vários colegas disseram o melhor sobre Bruno Fernandes em posts atrás e a minha opinião não é divergente, portanto, adiante!

Bruno Fernandes tem a difícil tarefa de fazer jogar o "Naitede", que se eclipsou depois de Mourinho (já não estaria bem, pois venceu "apenas" a Liga Europa) e tem encostados uns rapazes que juntos valem quase a dívida do Sporting. Não será fácil, mas as características que o para sempre nosso Bruno Fernandes demonstrou dentro e fora de campo no Sporting, provavelmente terão tido uma enorme quota-parte na decisão dos de Manchester em vir buscá-lo no Inverno, sabendo que provavelmente depois do Europeu a carteira ficaria bem mais leve se o quisessem levar.

Vejo, leio, sinto um conformismo preocupante com esta saída quanto a mim apressada do melhor jogador do plantel e do campeonato português. Uns com a justificação estapafúrdia de que se poderia lesionar e estar a transferência comprometida (não está um jogador de futebol sujeito, a cada dia da sua actividade desportiva, a lesionar-se?), outros porque não se poderia perder uma "batelada" que virá servir para forrar os cofres da SAD, pelo que dizem tão depauperados.

Nada garante que Bruno Fernandes faça um Europeu de sonho, até se pode lesionar (lá está, cruzes canhoto, vade retro), mas a perspectiva é a de que seja peça nuclear do onze de Fernando Santos e como tal deverá valorizar-se (a propósito, não vi nos "objectivos" nada referente à selecção).

Vem isto a propósito da badalada e verídica façanha de Frederico Varandas ter batido o record da venda de um jogador (veremos, no próximo R&C, se o valor líquido será muito próximo ou muito afastado desta verba, lembro que há uma parte que irá para os italianos da Sampdoria, mais as "comichões" da praxe...), mas não posso esquecer que nos foi dito no final de Agosto que ficaríamos sem Bas Dost, um rapaz holandês tosco que era apenas o melhor marcador da equipa e numa das épocas que por cá andou até mordeu os calcanhares a Messi para o título de melhor marcador da Europa e Raphinha, uma enorme promessa mais que confirmada, para garantir que esta época teríamos o prazer de desfrutar do futebol de um dos melhores executantes de que me lembro ter passado pelo clube, talvez superior a Balakov e a António Oliveira (que por ser portista às vezes fica esquecido), pelas características de líder dentro, mas também fora do campo.

Portanto esta venda foi na minha opinião extemporânea e sobretudo uma pulhice, uma sacanice, uma versão bem de chico-espertice. Este é mais um, dos muitos, actos de gestão danosa deste CD e não me venham com "ah! mas se se lesionasse? Ah! mas se fizesse um Europeu mau? Mais vale um pássaro na mão que dois a voar". Isso que interessa? Qual foi a promessa em Agosto? Ao DAR Bas Dost e vender Raphinha, com a desculpa esfarrapada de que seria para segurar o capitão, Varandas hipotecou a época antes mesmo de ela ter começado, já que para o lugar destes dois veio um camião de gajos com os pés trocados, alguns deles com uma relação muito distante com o objecto/objectivo (a bola e marcar golos com ela) do jogo e um "disco joker" para animar aquele forrobodó todo.

É ainda Janeiro e já há duas semanas que todos os objectivos, antes de terminada a primeira volta, estão furados. Estamos mais perto dos últimos que dos primeiros onde não chegaremos nem que eles percam uma carrada de jogos, as assistências começarão a ser o que se viu no último jogo e o que poderia ainda levar gente ao estádio, a magia de Bruno Fernandes, teve aqui o seu fim (in)esperado.

Há quem diga que saindo Bruno os outros se sentirão mais soltos e poderão finalmente mostrar as suas qualidades. Estamos a falar de quem? Para os mais distraídos e menos entendidos em flora, lembro que um cepo, no limite, só pode dar umas belas cavacas para a lareira, nunca, por impossibilidade física e celular, dar uma árvore bela e frondosa.

Para terminar, ontem vi o empresário junto do jogador numas imagens de televisão e não era Jorge Mendes. Sempre quero ver se para a Gestifute segue alguma parte deste negócio e se for será mais um acto de gestão danosa a imputar a este Conselho Directivo! Com a (se se confirmar) intermediação de Mendes, vender Bruno Fernandes por meio João Felix, é ser no mínimo incompetente!

 

É isto o fim?

Estamos a dia 18. Só espero pelo final do mês e que esta direcção fique quieta, na sua incompetência, e não compre nenhum jogador. Que venda em definitivo Bruno Fernandes e feche a porta, saia e peça ao presidente da Assembleia que marque eleições o mais rápido possivel. Que desapareçam de vez, os chicões da vida, e deixem aparecer quem consiga de facto agarrar no nosso clube. 

Gestão danosa

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Será isto verdade?

Vender um jogador de selecção (camadas jovens), que pode chegar aos AA a qualquer altura, em vésperas do Europeu?

Dar a ganhar 1,5ME ao Braga, depois de lhes ceder durante 1,5 anos um jogador titular?

Encaixar (líquidos) 6 a 7 milhões por uma jovem revelação, que vai continuar a mostrar-se na Liga Europa numa equipa que pode ir longe?

Despachar um jogador da formação, de qualidade, que ocupa uma posição de que estamos desfalcados?

O exemplo de Domingos Duarte não terá servido para nada?

Mais importante: alguém no futebol do Sporting tem alguma ideia sobre o que está a fazer, neste momento?

Alguém será responsabilizado por tanta venda mal feita (Domingos Duarte, 2ME... Thierry, 9ME líquidos...)?

Alguém será responsabilizado pelas contratações falhadas do último ano e meio (Ilori, Borja, Eduardo...)?

Depois de tanta contratação falhada, e de tanta venda ao desbarato, que delapidam o património do clube a uma velocidade estonteante, esta direcção tem condições para continuar? 

Por favor não vendam o Palhinha

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O jovem João Palhinha é uma referência do SC Braga, clube onde está há uma época e (quase) meia. E não surpreende ninguém que assim seja.

Muito já foi aqui dito sobre o absurdo que foi a cedência de um jogador com potencial, que ocupa uma posição de que estamos desfalcados, a um clube cujo presidente destila ódio sempre que fala do Sporting - e ternura, quando fala do rival de Carnide. Das várias decisões absurdas da gestão interina de Sousa Cintra (que inclui a forma como varreram Mihajlovic, cujos resultados são agora conhecidos) esta é para mim a mais inexplicável. Isto sem querer crucificar Cintra, a quem se deve também o ingresso de Nani e o regresso de Bruno e outros.

A única parte que saiu a ganhar no negócio de Palhinha foi o Braga, com o empréstimo por 2 anos de um jogador com mentalidade, porte físico, entrega ao jogo, mobilidade, entre outros atributos.

E, nunca esquecendo: ele foi o único jovem jogador da formação que não rescindiu depois da trapalhada armada pela Juve Leo na Academia em 2018. E pressões para que rescindisse e assinasse por outros clubes não faltaram.

Essa dignidade não pode ser esquecida jamais pelos sportinguistas.

Daqui a uns meses teremos Palhinha de volta ao Sporting. Ou será que não teremos? Porque as suas exibições na Liga Europa têm despertado cobiça de clubes lá fora. E não faltarão propostas por ele, seguramente. Haverá certamente a tentação de fazer um encaixe modesto, como nos casos de Thierry e Matheus. Ou se calhar até menos. O próprio jogador deverá sentir a tentação de experimentar outra Liga.

Mas só há uma maneira de acabar com o absurdo que tem sido a ligação de Palhinha (e outros, como Geraldes) ao clube: dar uma oportunidade séria para se afirmar no Clube. Mostrar o que vale, fazer uma grande temporada. Quem sabe, cumprir o sonho de um título de campeão pelo Sporting. Porque Palhinha tem chama de campeão.

Por favor não vendam o Palhinha...

Bruno: há que esperar pelo Europeu

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A exibição de Bruno Fernandes ontem contra o Luxemburgo, em que marcou um grande golo aos 39', colocando Portugal na fase final do Euro-2020, reforça aquilo que escrevi há três dias no És a Nossa Fé: a administração da SAD deve abandonar a intenção de despachar o jogador neste mercado de Inverno, aliás tradicionalmente pouco propício a bons negócios para quem vende. Como já ficou à vista de todos, Bruno tornou-se imprescindível nesta selecção orientada por Fernando Santos que em Junho vai defender o título europeu.

Não faz qualquer sentido o Sporting abdicar em Janeiro de um profissional que, com forte probabilidade,  irá valorizar-se cinco meses depois num dos principais palcos mundiais do futebol. Deixo portanto aqui o segundo alerta aos responsáveis leoninos: já basta de erros de palmatória na gestão da carreira do nosso mais influente jogador, titular indiscutível em Alvalade, onde é capitão de equipa.

Bruno não merece ser sacrificado por imperativos de ordem financeira, na linha do que já sucedeu com Nani, Bas Dost e Raphinha: a sua eventual saída daqui a seis ou sete semanas só contribuiria para descapitalizar a qualidade futebolística deste Sporting 2019/2020, que já anda relegada para patamares baixíssimos. Com reflexos nas clareiras cada vez mais acentuadas de espectadores no Estádio José Alvalade.

Sem Bruno, pode haver circunstancial dinheiro extra nos cofres mas o espectáculo promete tornar-se ainda mais pobre e haverá cada vez menos adeptos nas bancadas. É isso que Frederico Varandas e Salgado Zenha pretendem? Não quero suspeitar que sim.

Já chega de tanto erro

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Cada vez percebo menos. A administração da SAD leonina foi incapaz de transferir Bruno Fernandes no defeso de Verão - o que gerou uma série de trapalhadas de última hora, originando um dos mais irregulares e desequilibrados plantéis de sempre.

Agora que a equipa parece finalmente começar a estabilizar, sob o comando do terceiro treinador desta temporada, a mesma administração ameaça retirar Bruno Fernandes na janela de Inverno, apesar de o n.º 8 ser claramente o pêndulo do onze titular - capitão indiscutível, melhor marcador e rei das assistências, além de nosso único representante na selecção das quinas.

Essencial, portanto, não apenas no capítulo desportivo mas também na valorização da marca Sporting no plano internacional.

 

Retirá-lo agora significaria novo trauma numa equipa que já se viu privada de dois titulares (Raphinha e Thierry Correia) e perdeu a sua maior referência na frente de ataque (Bas Dost) logo no início da época futebolística.

Pior: indiciaria novo erro de gestão futebolística. Tudo indica que a selecção portuguesa vai carimbar já este domingo a sua participação na fase final do Campeonato da Europa, onde irá defender o título conquistado em 2016. O certame realiza-se de 12 de Junho e 12 de Julho, sendo previsível que Bruno marque presença no onze titular, correspondendo à confiança que Fernando Santos tem manifestado nele.

 

Não faz portanto o menor sentido que o Sporting abdique em Janeiro do seu mais categorizado profissional, a escassos cinco meses do pontapé de saída do Europeu, onde Bruno Fernandes promete valorizar-se ainda mais.

Espero assim que a notícia do Record de ontem, dando nota de que no início do ano a SAD «voltará a estar disponível para ouvir os clubes que possam manifestar interesse concreto no capitão» seja destituída de fundamento.

Uma vitória muito importante

Este jogo num campo gelado contra o mais fraco do Grupo é um daqueles jogos em que não vale a pena discutir como, o que importa mesmo é ganhar. E o Sporting ganhou por 2-0 e ainda mais importante se tornou essa vitória com o resultado registado em Linz.

Parabéns então a Silas, e a todos que estiveram lá dentro mas muito particularmente a Renan, Neto, Coates e Bruno Fernandes.

Dói a alma abrir o jornal e ler sobre os desejos da "estrutura" vender Coates, Acuña e Wendel se calhar para conseguir comprar mais uns Rosiers, Iloris, Borjas, Eduardos e Camachos (foram mais de 20 M€ ...). É que dói mesmo.

A estupidez tem limites, não tem, Hugo Viana ? 

SL

Gestão danosa

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Várias vezes me insurgi aqui contra a venda apressada de Daniel Carriço - capitão do Sporting, formado em Alcochete - pela gerência de Godinho Lopes.

Um negócio feito em cima do joelho, para gerar receitas líquidas que pudessem satisfazer o pagamento de despesas correntes na agremiação leonina.

Um negócio vergonhoso, bem revelador da incompetência daquele Conselho Directivo.

 

O jogador manteve-se em Alvalade até ao derradeiro dia daquele funesto 2012. No último ano de contrato, o acordo de renovação com a direcção nunca chegou: o modesto Reading, de Inglaterra, apareceu para recrutar o jogador de 24 anos a troco de 750 mil euros e lá o levou. Três anos depois, Carriço tinha conquistado três Ligas Europa pelo Sevilha, para onde os ingleses o exportaram logo na época seguinte. Por mais do dobro do preço que lhes havia custado.

A dado momento, a propósito desta ruinosa venda e lembrando também uma transferência anterior de outro capitão do Sporting (João Moutinho) - dessa vez para um rival directo, o FC Porto - escrevi aqui, sem esquecer iguamente a saída de Cristiano Ronaldo por números irrisórios: «Três valores do futebol internacional - cada qual à sua escala - formados na Academia do Sporting. Três jogadores vendidos ao desbarato por gestores incompetentes. Não queremos disto. Nunca mais.»

 

Mal imaginava eu que ainda havia de acontecer pior. Outro profissional formado na Academia leonina, pertencente aos quadros do nosso clube desde 2001, haveria de sair sem gerar um euro de receita ao Sporting.

Consumou-se hoje: Rui Patrício vai passar a jogar pelo Wolverhampton, com um contrato de quatro anos, quando é campeão europeu em título, goza do prestígio de ter sido considerado o melhor guarda-redes do Euro-2016 e veste as cores da selecção nacional como titular absoluto no Mundial da Rússia.

 

Se critiquei Godinho Lopes por ter deixado sair Carriço por 750 mil euros, ainda mais devo criticar o seu sucessor por ter aberto caminho à rescisão do guarda-redes leonino, tudo fazendo para o insultar e humilhar em público, como se ansiasse pelo pedido de rescisão unilateral invocado pelo jogador.

Neste caso não estamos sequer perante um negócio ruinoso: é um monumental tiro no pé que torna o Sporting novamente notícia pelos piores motivos.

Outros talvez hesitem no nome a dar a isto. Eu não. Para mim é gestão danosa.

Desejos e realidades

19 de Maio de 2016:

«Contratado ao Bahia por 4,75 milhões de euros, Talisca poderá ser vendido por cinco vezes mais. Os encarnados querem 30 milhões pelo jogador, valor que está ao alcance dos clubes chineses.»

 

23 de Agosto de 2016:

«O Benfica vai receber 2 milhões de euros pelo empréstimo de Talisca ao Besiktas por uma época. Mas o Besiktas garantiu uma cláusula no contrato de empréstimo que pode obrigar o Benfica a devolver-lhe essa quantia.»

Nunca mais

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Cristiano Ronaldo, o melhor jogador do mundo e estrela maior da nossa formação, foi transferido em 2003 de Alvalade para o Manchester United por 17 milhões de euros - dos quais só 8,8 milhões terão realmente rumado aos cofres leoninos. Seis anos depois, saía para o Real Madrid por uma quantia recorde: 94 milhões de euros.

 

João Moutinho, titular da selecção nacional e capitão do Sporting, rumou em 2010 ao FCP por módicos 11 milhões de euros. Perdemos duas vezes com este negócio: pela saída de um melhores valores formados em Alcochete e por vê-lo jogar num concorrente directo, sem salvaguarda contratual prévia. Três anos depois, Moutinho saía do Dragão para o Mónaco numa transferência que envolveu também James Rodríguez, a troco de um chorudo pacote financeiro: 70 milhões.

 

Em 2013, outro capitão do Sporting, Daniel Carriço, foi vendido apressadamente ao Reding por apenas 750 mil euros, quando meses antes a direcção leonina recusara transferi-lo por três milhões - valor pelo qual o seu passe continua avaliado. Passou a jogar pouco depois no Sevilha, onde este central da nossa formação já venceu por duas vezes a Liga Europa.

 

Três valores do futebol internacional - cada qual à sua escala - formados na Academia do Sporting. Três jogadores vendidos ao desbarato por gestores incompetentes.

Não queremos disto. Nunca mais.

{ Blog fundado em 2012. }

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